Edition Klavier-Festival Ruhr Vol. 38 – Live Recordings 2019 – Pianistas: Elisabeth Brauß, Giuseppe Guarrera, Tiffany Poon, Alexander Ullmann, Till Hoffmann, Nicolas Namoradze, Lauren Zhang ֎

Edition Klavier-Festival Ruhr Vol. 38 – Live Recordings 2019 – Pianistas: Elisabeth Brauß, Giuseppe Guarrera, Tiffany Poon, Alexander Ullmann, Till Hoffmann, Nicolas Namoradze, Lauren Zhang ֎

Nestes três CDs eu tenho o enorme prazer de apresentar sete jovens pianistas extremamente talentosos que fizeram suas estreias no Ruhr Piano Festival 2019. Artistas promissores dos quais podemos esperar e certamente ouviremos muito mais no futuro.
Franz Xaver Ohnesorg, Director

Em função do enorme sucesso da postagem com gravações feitas no Klavier-Festival Ruhr, insistimos em apoquentar nossos seguidores com mais esta leva – três discos repletos de boa música. O tema da edição de 2019 é ‘Festivaldebüts’ – apresentação de pianistas que, naqueles dias, estavam em início de carreira.

Giuseppe Guarrera

Como nos discos da postagem anterior, os artistas vão se alternando nas apresentações das peças e cada disco promove um programa coerente.

Tiffany ficou casadinha depois da Sonata de Haydn…

O primeiro disco reúne algumas Sonatas de Scarlatti, uma sonata para piano e um andante com variazioni de Haydn. Completando o disco, uma melodia húngara de Schubert e as Variações sobre um tema de Schumann, de Brahms. Eu gostei muito das sonatinhas do Domenico, especialmente de umas interpretadas pelo siciliano Giuseppe Guarrera, das quais eu não me recordava ou conhecia. A transição para a Sonata No. 62 (Hob. XVI/52) de Haydn é impactante, foi a última que ele escreveu, após sua primeira viagem a Londres. O adágio é pré-romântico e o finale-presto deve ter impressionado o jovem Ludovico.

Nicolas Namoradze

O segundo disco é do qual eu mais gostei, com música para teclado, de Bach. Após uma das Sinfonias a três vozes, uma das Partitas e duas Suítes, uma inglesa e uma francesa. A Partita é a dramática Sexta. A Suíte Francesa é a que eu mais gosto, a Quinta, e está nas mãos de Tiffany Poon, a mesma pianista da Sonata de Haydn. Se você não ouvir essa peça pelo menos duas vezes é porque tens um coração de pedra.

O último disco muda de fase, vamos para o escancarado romantismo, depois das Variações sobre um tema de Paganini, de Brahms, um punhado de peças de Liszt. Os Sonetos de Petrarca são peças bem bonitas.

Elisabeth Brauss

Tudo gravado ao vivo com intérpretes jovens, de grande talento, mostrando ao público a que vieram. Eu gostei de tudo (é claro, mais disto ou daquilo do que daquilo outro) e cabe a você descobrir por que a música tem tanto poder de impressionar e mover as pessoas.

 

 

CD1

DOMENICO SCARLATTI (1685 – 1757)

  1. Sonate in D-Dur K 492 [03:42]
  2. Sonate in E-Dur K 380 [02:51]
  3. Sonate in f-Moll K 386 [02:38]
  4. Sonate in c-Moll K 56 [03:40]
ELISABETH BRAUß, piano
  1. Sonate in d-Moll K 9 [02:49]
  2. Sonate in d-Moll K 32 [02:31]
  3. Sonate in e-Moll K 394 [04:16]
  4. Sonate in G-Dur K 125 [01:06]
  5. Sonate in f-Moll K 466 [04:02]
  6. Sonate in F-Dur K 107 [02:29]
GIUSEPPE GUARRERA, piano

JOSEPH HAYDN (1732 – 1809)

Sonate in Es-Dur Hob. XVI:52

  1. Allegro [06:16]
  2. Adagio [07:50]
  3. Finale. Presto [04:15]
TIFFANY POON, piano
  1. Andante con variazioni in f-Moll Hob. XVII:6 [08:55]
ALEXANDER ULLMAN, piano

FRANZ SCHUBERT (1797 – 1828)

  1. Ungarische Melodie in h-Moll D 817 [03:38]
ALEXANDER ULLMAN, piano

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

  1. Variationen über ein Thema von Robert Schumann in fis-Moll op. 9 [17:49]
TILL HOFFMANN, piano

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MP3 | 320 KBPS | 183 MB

CD2

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 – 1750)

  1. Sinfonia Nr. 9 in f-Moll BWV 795 [03:30]

Partita Nr. 6 in e-Moll BWV 830

  1. Toccata [07:31]
  2. Allemande [03:32]
  3. Corrente [03:14]
  4. Air [01:20]
  5. Sarabande [05:50]
  6. Tempo di Gavotta [01:14]
  7. Gigue [03:50]
NICOLAS NAMORADZE, piano

Englische Suite Nr. 6 in d-Moll BWV 811

  1. Prélude [07:32]
  2. Allemande [03:46]
  3. Courante [02:29]
  4. Sarabande [03:07]
  5. Double de Sarabande [03:08]
  6. Gavotte I & II [04:08]
  7. Gigue [03:02]
TILL HOFFMANN, piano

Französische Suite Nr. 5 in G-Dur BWV 816

  1. Allemande [03:15]
  2. Courante [01:51]
  3. Sarabande [05:03]
  4. Gavotte [01:07]
  5. Bourrée [01:21]
  6. Loure [02:17]
  7. Gigue [03:25]
TIFFANY POON, piano

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MP3 | 320 KBPS | 177 MB

CD3

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

Variationen über ein Thema von Niccolò Paganini op. 35

  1. Heft I [13:12]
  2. Heft II [10:56]
LAUREN ZHANG, piano

FRANZ LISZT (1811 – 1886)

Six Grandes Études de Paganini S 141

  1. Nr. 1 in g-Moll [05:04]
  2. Nr. 2 in Es-Dur [05:25]
  3. Nr. 3 in gis-Moll „La Campanella“ [05:04]
  4. Nr. 4 in E-Dur [02:12]
  5. Nr. 5 in E-Dur [02:47]
  6. Nr. 6 in a-Moll [05:46]
O Dpto de Artes do PQP Bach Publishing House mandou essa ilustração de FL

Tre Sonetti del Petrarca S 158

  1. Sonetto 47 del Petrarca [06:38]
  2. Sonetto 104 del Petrarca [07:13]
  3. Sonetto 123 del Petrarca [07:51]
GIUSEPPE GUARRERA, piano
  1. Ungarische Rhapsodie Nr. 10 in E-Dur S 244/10 [05:43]
ALEXANDER ULLMAN, piano

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MP3 | 320 KBPS | 179 MB

O Klavier-Festival Ruhr 2026 abordará “Die Welt des György Kurtág” e terá como participantes: Igor Levit & Markus Becker / Diana Krall / Krystian Zimerman und viele weitere Künstler…

Aproveite!

René Denon

Till Hoffmann ganhou a aposta feita com o pessoal do PQP Bach – tocou Bach até ‘descostas’…

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Sinfonias nº 103 e 104 (La Petite Bande, Kuijken)

Desde a década de 1980 ou 90 a Europa conta com uma ampla variedade de grupos historicamente informados dedicados à música pré-romântica. Cada um foi encontrando seu nicho e é possível afirmar que os belgas liderados por Kuijken são especialistas na música do período próximo à Revolução Francesa, ou seja: principalmente Haydn e Mozart mas também C.P.E. Bach e Glück. Alguém poderá recordar que esse conjunto também gravou uma penca de coisas de Bach além de Monteverdi, Schütz, Rameau, etc. É verdade, mas ainda assim é nas Sinfonias e Concertos de Haydn que eles se esbaldam, jogam em casa, se apresentam como peixes dentro d’água.

As Sinfonias nº 103 e 104 são as duas últimas, compostas no período de guerras europeias logo após a Revolução de 1789 e, assim como as Missas tardias de Haydn, contestam a visão de classicismo confortável e conformista que adere até certo ponto ao bocado maior da obra desse longevo compositor. Compostas para sua segunda viagem a Londres, ambas estão entre as obras de Haydn mais apresentadas hoje em dia. Nada contra a 104, mas a 103 tem um lugar muito especial no meu coração, provavelmente pelo uso inventivo e emocionante que se faz ali da percussão.

Recordemos, finalmente, que viajar da Áustria para Londres aos 62 anos de idade não era nada comum à época: a qualidade das estradas e dos navios, os incômodos e imprevistos devem ter sido vários, e Haydn se mostra um personagem, digamos, mais “mochileiro” do que Beethoven ou mesmo Mozart, pois as viagens deste último foram principalmente na juventude. O sucesso de Haydn em Londres foi enorme e ele era uma celebridade na época, conhecido – ao menos de nome – por gente que não era especialista em música, como por exemplo Napoleão Bonaparte.

Franz Joseph Haydn (1732-1809):
Symphony In E Flat Major, Hob I:103 ‘Mit Dem Paukenwirbel’
1 Adagio – Allegro Con Spirito 9:31
2 Andante Più Tosto Allegro 10:56
3 Menuet – Trio 3:55
4 Finale. Allegro Con Spirito 5:34
Symphony In D Major, Hob I:104 ‘Salomon’
5 Adagio – Allegro 8:37
6 Andante 8:45
7 Menuetto. Allegro – Trio 3:22
8 Finale Spirituoso 6:50

La Petite Bande, Sigiswald Kuijken
Recorded: 1995, Doopgsgezinde Kerk, Haarlem (NL)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Kuijken/Petite Bande

Uma cidade onde a música é boa e a comida é ruim

Post-scriptum: este outro CD foi parar no meu HD há uns anos, não sei mais dizer como. Traz uma gravação ao vivo semi-oficial, provavelmente de rádio, da Sinfonia 102 de Haydn, também estreada em Londres, com o maestro Ferdinand Leitner (1912-1996), outro sujeito que se dava muito bem com esse repertório dos vienenses, como ilustrado na sua famosa gravações dos Concerto de Beethoven com Kempff, tendo em vista que os dois primeiros concertos têm uma sensibilidade bem próxima de Haydn. A orquestra não usa instrumentos antigos e às vezes o legato das cordas pode ser estranhado por ouvidos já mais acostumados com La Petite Bande e Kuijken, mas o maestro fez o estilo de Haydn e de Mozart reviver diante das plateias em 1988, no que devem ter sido concertos muito especiais.


Wolfgang Amadeus Mozart: Symphony no. 35
Franz Joseph Haydn: Symphony no. 102

Ferdinand Leitner, Bavarian RSO, 1988

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Leitner/BRSO

Pleyel

F. J. Haydn (1732-1809): Quatro Trios para piano (Maggie Cole, Kati Debretzeni, Sebastian Comberti)

O quarteto de cordas era, para Haydn e seus contemporâneos, um gênero recentemente inventado – por Boccherini e logo em seguida pelo próprio Haydn – e marcado pela igualdade entre os quatro instrumentos de cordas. Como um pai ou uma mãe com quatro filhos, o compositor não estabelecia uma hierarquia, embora aqui ou ali seu coração pudesse bater mais por um. Nos trios de Haydn, é outra história: ali, tratam-se sobretudo de Trios para piano com duas cordas acompanhando. Nesse ambiente intimista, desdobram-se ideias semelhantes às de um concerto para solista e orquestra, ou ainda as de uma ária ou um oratório sacro com um ou dois solistas vocais e orquestra. Então, se os trios de Haydn oferecem uma diversidade de emoções, andamentos, melodias em uníssono e “solos” harmônicos do violino e do violoncelo estabelecendo bases para o piano brilhar, é verdade também que todos eles mantêm essa relação um tanto previsível entre os três instrumentos, mas os clichês e desenvolvimentos previsíveis também estão presentes na grande maioria concertos para piano e estamos satisfeitos com isso.

Depois, Beethoven e Schubert escreveriam trios em que os papéis dos três instrumentos vão variando, a melodia lançada por um é refeita e variada dois compassos depois por outro instrumento… isso vai culminar naquele que – ao menos na minha opinião – seria o mais perfeito trio posterior ao classicismo vienense, o Trio de Ravel. Nessa obra de 1914, as melodias dos três instrumentos vão se entrelaçando como na estrutura incerta de um sonho, já tendo abandonado de vez o mundo tão racional e iluminista dos Trios de Haydn.

Mas voltando ao austríaco e aos seus trios que aparecem aqui hoje em instrumentos de época, às vezes na vida nós queremos ouvir música em que os instrumentos executam papéis bem definidos. Isso vale nas relações humanas também: desde que bem combinadas (o combinado não sai caro), as relações com estruturas demarcadas do tipo “X cozinha, Y lava” podem ser tão felizes quanto outras em que todo mundo cozinha e lava. Só o que é lamentável é a naturalização de certos papéis como o que descrevia Carlos Drummond na crônica Céu da boca. “A mãe praticamente não se sentava, ocupada em servir a todos, de sorte que ia comer no fim, ou ‘lambiscar’,” isso dizia o Drummond em 1955 se referindo ao passado e tomara que fique cada vez mais no passado mesmo, é o que desejamos, não é?

Franz Joseph Haydn (1732-1809):
1-3. Piano Trio No. 25, Op. 75 No. 1 In C Major (Hob. XV:27) (18:52)
4-6. Piano Trio No. 26, Op. 75 No. 2 In E Major (Hob. XV:28) (16:13)
7-9. Piano Trio No. 24, Op. 73 No. 3 In F Sharp Minor (Hob. XV:26) (14:49)
10-12. Piano Trio No. 22, Op. 73 No. 1 (Hob. XV:24) (14:13)

Recorded at Real World Studios, England, December 2008
Fortepiano by Paul McNulty after Anton Walter 1795

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O trio no frio após tocar um allegro con brio

Pleyel

F. J. Haydn (1732-1809) & G. M. Monn (1717-1750): Concertos para Violoncelo (Queyras, Müllejans, Freiburger Barockorchester)

F. J. Haydn (1732-1809) & G. M. Monn (1717-1750): Concertos para Violoncelo (Queyras, Müllejans, Freiburger Barockorchester)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguns de vocês vão pensar que eu e CVL combinamos fazer isso, outros vão achar que eu resolvi encher o saco dele, metendo uma gravação muito boa só para lhe fazer concorrência. Calma, os fatos são mais simples. Eu amo estes concertos de Haydn e, quando vi que havia uma só gravação recebendo o Diapason d`Or, o Choc de Classica e o Editor`s Choice da Gramophone, encomendei a maravilha. Ela chegou em minha datcha trás-anteontem (ou seria tresanteontem?), dia 30, e passei dois dias ouvindo a coisa sem parar. Posso dizer duas coisas: (1) é DISPARADA a melhor gravação que já ouvi destes concertos — Queyras é extraordinário — e (2) não ouvi ainda a gravação do Menezes postada ontem por CVL.

Há um agravante que me fez comprar este CD rapidamente: na minha opinião a Freiburger Barockorchester é o melhor conjunto barroco da atualidade e tenho inclusive DVDs do grupo. É um melhor do que o outro. Bem, se vocês ainda desconfiam que sacaneei CVL, peço que vão tomar nos seus cus.

Pois, em verdade, vos digo: a gente passa a vida esperando a interpretação perfeita e às vezes a encontra, nem que seja apenas por alguns meses ou anos. É o caso. Vale a pena escurecer a sala e ouvir APENAS os concertos. Ah, esqueçam o simpático Monn. A grandeza aqui é toda de Haydn!

F. J. Haydn (1732-1809) & G. M. Monn (1717-1750): Concertos para Violoncelo (Queyras, Müllejans, Freiburger Barockorchester)

Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1, de Franz Joseph Haydn
1. Moderato
2. Adagio
3. Finale, Allegro Molto

Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101), de Franz Joseph Haydn
4. Allegro Moderato
5. Adagio
6. Allegro

Cello Concerto in G minor, de Georg Matthias Monn
7. Allegro
8. Adagio
9. Allegro Non Tanto

Freiburg Baroque Orchestra
Jean-Guihen Queyras, violoncelo
Petra Müllejans, regência

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Queyras, um disco totalmente fora da curva | Foto: Marco Borggreve

PQP

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F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92 (5 CDs – Orchestra of the Age of Enlightenment, La Petite Bande, Sigiswald Kuijken)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92 (5 CDs – Orchestra of the Age of Enlightenment, La Petite Bande, Sigiswald Kuijken)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

A série de livros “Manual do Blefador” (Ediouro) dá dicas a pessoas que não querem passar vergonha entre entendidos. Você chega num grupo intelectualizado e começa a externar generalidades brilhantes sobre vários assuntos. Mesmo sem saber do que se trata, sem ter lido, ouvido ou tido algum contato com o tema, você se torna subitamente um especialista. Há vários desses livrinhos: sobre música, vinhos, literatura, arte moderna, filosofia, teatro, etc. Eles são ótimos, engraçadíssimos, como demonstra este verbete sobre Haydn, retirado de “Manuel do Blefador: Música”:

Haydn.

O pai da sinfonia. Ao contrário do normal, ninguém soube quem foi sua mãe. Haydn decidiu que as sinfonias deviam ter princípio, meio e fim, além de primeiros movimentos que soma como aberturas nas sonatas, missas e trios. Beethoven, em seu estilo grosseiro, desconsiderou e estragou esse belo modelo convencional.

O sentimento geral é de que Haydn podia ser tão bom quanto Mozart se não tivesse sido tão incuravelmente feliz durante a vida. Esse espírito de contentamento insinuou-se por toda sua música e diluiu-se. As últimas sinfonias foram compostas em Londres para ganhar dinheiro vivo, e a sombra do contrato que pairava sobre ele acrescentou-lhe aquela pitadinha de desgraça que tanto lhe faltara antes. Talvez somente um homem verdadeiramente sem coração poderia ter composto algo tão assombrosamente feliz quanto o final da Sinfonia Nº 88.

Existem muitas e muitas sinfonias que praticamente não são tocadas e que você pode considerar suas favoritas, mas o excelente comentário sobre Haydn é afirmar que o melhor de suas músicas foram as missas — e não haverá necessidade de falar sobre isso.

Peter Gammond — Manual do Blefador: Música

Sigiswald Kuijken faz uma careta especial para o povo pequepiano | Imagem roubada do Facebook do grande violinista e maestro brasileiro Luis Otavio Santos
Sigiswald Kuijken faz uma careta especial para o povo pequepiano | Imagem roubada do Facebook do grande violinista e maestro brasileiro Luis Otavio Santos

Elegância, equilíbrio, senso de estilo, alegria, linda sonoridade, todos os elogios valem para esta coleção de sinfonias de Haydn. Quem aprecia este imenso compositor do classicismo ficará muito feliz em ouvir Sigiswald Kuijken dirigindo dois esplêndidos grupos: a Orchestra of the Age of Enlightenment e, pois creio que seja, a sua La Petite Bande.

Haydn, ao lado de Mozart, personifica o classicismo vienense. Para quem não sabe, compôs mais de 100 delas, além de mais de 60 quartetos de cordas e dezenas de criações em diversos gêneros instrumentais e vocais, sacros e profanos. Ele é chamado o “Pai da Sinfonia”, mas pode também ser chamado de “Pai do Quarteto de Cordas”, gênero inventado por ele. Mozart chamava-o de “Papai Haydn”.

O musicólogo Charles Rosen escreveu:

Não há uma passagem, mesmo a mais séria, dessas grandes obras que não seja marcada pelo humor de Haydn, e seu humor cresce de forma tão poderosa e tão eficiente que se torna uma espécie de paixão, uma força ao mesmo tempo onívora e criativa.

Franz Josef Haydn (1732-1809)
Franz Josef Haydn (1732-1809)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92 (5 CDs – Orchestra of the Age of Enlightenment, La Petite Bande, Sigiswald Kuijken)

CD 1
Symphony No. 26 in D minor (‘Lamentatione’), H. 1/26
1. I. Allegro con spirito
2. II. Adagio
3. III. Menuet & trio
Symphony No. 52 in C minor, H. 1/52
4. I. Allegro con brio
5. II. Andante
6. III. Menuetto (Allegro) & trio
7. IV. Finale: Presto
Symphony No. 53 in D major (‘L’Impériale’/’Festino’), H. 1/53
8. I. Largo maestoso – Vivace
9. II. Andante
10. III. Menuetto & trio
11. IV. Finale: Capriccio – Moderato

CD 2
Symphony No. 82 in C major (‘The Bear’), H. 1/82
1. I. Vivace assai
2. II. Allegretto
3. III. Menuet – Trio
4. IV. Finale: Vivace
Symphony No. 83 in G minor (‘The Hen’), H. 1/83
5. I. Allegro spiritoso
6. II. Andante
7. III. Menuet: Allegretto – Trio
8. IV. Finale: Vivace
Symphony No. 84 in E flat major (‘In Nomine Domini’), H. 1/84
9. I. Largo – Allegro
10. II. Andante
11. III. Menuet: Allegretto – Trio
12. IV. Finale: Vivace

CD 3
Symphony No. 85 in B flat major (‘La Reine’), H. 1/85
1. I. Adagio – Vivace
2. II. Romance: Allegretto
3. III. Menuetto: Allegretto – Trio
4. IV. Finale: Presto
Symphony No. 86 in D major, H. 1/86
5. I. Adagio – Allegro spiritoso
6. II. Capriccio: Largo
7. III. Menuet: Allegretto – Trio
8. IV. Finale: Allegro con spirito
Symphony No. 87 in A major, H. 1/87
9. I. Vivace
10. II. Adagio
11. III. Menuet – Trio
12. IV. Finale: Vivace

CD 4
Symphony No. 88 in G major (‘Letter V’), H. 1/88
1. I. Adagio – Allegro
2. II. Largo
3. III. Allegretto
4. IV. Allegro con spirito
Symphony No. 89 in F major (‘Letter W’), H. 1/89
5. I. Vivace
6. II. Andante con moto
7. III. Menuet
8. IV. Vivace assai
Symphony No. 92 in G major (‘Oxford’/’Letter Q’), H. 1/92
9. I. Adagio – Allegro spiritoso
10. II. Adagio
11. III. Allegretto
12. IV. Presto

CD 5
Symphony No. 90 in C major (‘Letter R’), H. 1/90
1. I. Adagio – Allegro assai
2. II. Andante
3. III. Menuet
4. IV. Allegro assai
Symphony No. 91 in E flat major (‘Letter T’), H. 1/91
5. I. Largo – Allegro assai
6. II. Andante
7. III. Menuet
8. IV. Vivace

Orchestra of the Age of Enlightenment
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

Total playing time: 348:38
Recorded 1988-91 | Released 2002

Recording:
1988-91, Haarlem, The Netherlands | London

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Sigiswald Kuijken: um esplêndido trabalho em Haydn
Sigiswald Kuijken: um esplêndido trabalho em Haydn

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): 4 sinfonias com apelidos: “Philosopher” (Nº 22), “La Roxelane” (63), “Laudon” (69) e “La Chasse” (73) (Adam Fischer)

F. J. Haydn (1732-1809): 4 sinfonias com apelidos: “Philosopher” (Nº 22), “La Roxelane” (63), “Laudon” (69) e “La Chasse” (73) (Adam Fischer)
Hã? Cadê o CD?

Não conheço quem desgoste de Haydn. Pode ser que fiquemos indiferentes, mas detestar o gentil, talentoso e simpático Haydn? Nunca! Um autor muito inteligente e às vezes cômico — será que eu já não escrevi isso aqui antes? –, Peter Gammond, disse que Haydn teria sido tão grande quanto Mozart se não houvesse sido tão feliz. Faltava-lhe uma pitada de drama e só alguém absolutamente sem problemas teria escrito tanta coisa… incondicionalmente feliz. Talvez Gammond tenha razão. Haydn escreveu, por exemplo, missas maravilhosas, só que de religiosidade pra lá de duvidosa. Sua verdadeira religião era a música. Não acho convincente o Haydn dos oratórios e missas, mas acho convincente o compositor. Por que escrevo isso? Sei lá.

Eu não sei se este CD foi lançado desta forma ou se alguém juntou estas gravações de Fischer. O único que posso dizer é que meus ouvidos garantem que são de primeira linha. São belos registros de algumas das Sinfonias do mestre.

F. J. Haydn (1732-1809): 4 sinfonias com apelidos: “Philosopher” (22), “La Roxelane” (63), “Laudon” (69) e “La Chasse” (73) (Adam Fischer)

Symphony No. 22 in E flat major (“Philosopher”), H. 1/22
1. Adagio
2. Presto
3. Minueto
4. Finale: Presto

Symphony No.63 in C major ‘La Roxelane’
5. Allegro
6. La Roxelane, allegretto (o piu tosto allegro)
7. Menuet & trio
8. Finale, presto

Symphony No.69 in C major ‘Laudon’
9. Vivace
10. Un poco adagio piu tosto andante
11. Menuetto & trio
12. Finale, presto

Symphony No.73 in D major ‘La Chasse’
13. Adagio-allegro
14. Andante
15. Menuetto & trio, allegretto
16. Finale, allegro assai

Austro-Hungarian Haydn Orchestra
Conductor: Adam Fischer

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Você sabia que há dois crânios no túmulo de Haydn? Se quer saber mais detalhes, vá estudar.

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano (Timofeyeva)

F. J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano (Timofeyeva)

timofEste arquivo é uma imagem de um LP soviético da grande Lubov Timofeyeva. Isto é, é uma longa faixa mp3 com o disco completo. Vale a pena baixar, sim. É uma excelente e muito elegante pianista que valoriza as belas e nada complexas sonatas do mestre Haydn. Eu? Gosto muito. As sonatas para piano de Haydn são um universo de invenção e humor. São a “oficina do gênio” onde Haydn, com irreverência e inteligência, explorou com liberdade as formas que definiriam o classicismo. Mais do que exercícios de forma, são diálogos musicais cheios de surpresa, onde a solenidade convive com o gracejo e uma profunda humanidade. Brendel rende ainda mais neste repertório, é muito mais manhoso, marrento e sutil. À Timofeyeva talvez falte algum bordel, mas mesmo assim ela desempenha maravilhosamente. Experimente!

J. Haydn (1732-1809): Sonatas para Piano (Timofeyeva)

Piano Sonata in G major Hob.XVI No.8 (No.1)
1. Allegro 2. Menuet 3. Andante 4. Allegro

Piano Sonata in C major Hob.XVI No.7 (No.2)
1. Allegro moderato 2. Menuet 3. Finale (Allegro)

Piano Sonata in F major Hob.XVI No.9 (No.3)
1. Allegro 2. Menuet 3. Scherzo (Allegro)

Piano Sonata in G major Hob.XVI G 1 (No.4)
1. Allegro 2. Menuetto 3. Finale (Presto)

Piano Sonata in G major Hob.XVI No.11 (No.5)
1. Presto 2. Andante 3. Menuet

Piano Sonata in C major Hob.XVI No.10 (No.6)
1. Moderato 2. Menuet 3. Finale (Presto)

Piano Sonata in D major Hob.XVII D 1 (No.7)
1. Moderato 2. Menuet 3. Finale (Allegro)

Lubov Timofeyeva, piano

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Haydn em pose bem idiota.

 

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nros. 22, “O Filósofo”, 82, “O Urso”, e 83, “A Galinha” (Duvier, Pitamic)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nros. 22, “O Filósofo”, 82, “O Urso”, e 83, “A Galinha” (Duvier, Pitamic)

Com um sorriso de compreensão ao nada descortês Revoltado dos comentários do último post de Sonatas de Mozart, passo a fazer algumas postagens de Haydn. Este CD é uma curiosidade: trata-se de uma gravação antiga, era de meu pai e teoricamente deveria ser ruim, por ser da brasileira Movie Play… Vocês sabem que os maestros Duvier e Pitamic talvez nem tenham existido! Só que amo as sinfonias deste CD, a qualidade de som é muito boa (no Filósofo, depois piora), acho as interpretações excelentes e é esta a versão que prefiro (do Filósofo). Tentei várias outras: a de Bernstein, a do Orpheus Chamber Orchestra e as de outras orquestras e regentes. Nada feito. O cedezinho da Movie Play é imbatível em meu coração avesso à grifes. Segundo o opúsculo de Peter Gammond – com o qual concordo – Haydn teria sido tão grande quanto Mozart se tivesse sido mais infeliz. Só quando teve um contrato a cumprir é que ganhou aquela pitada de drama que o fez criar suas monumentais últimas sinfonias. O estresse fez-lhe um bem imenso. Só um homem com um coração duro como pedra é capaz de compor coisas tão incondicionalmente sorridentes e luminosas quanto algumas de suas obras. Adoro Haydn. Ouço demais suas Missas. O apelido “O Filósofo” para a Sinfonia No. 22 é um dos mais intrigantes e discutidos da história da música. A resposta não é simples, pois Haydn não deu esse título à obra. Ele surgiu posteriormente e é amplamente aceito que se deve a uma combinação de fatores estruturais e atmosféricos. A sinfonia começa com um movimento lento (Adagio), o que era extremamente incomum para uma abertura de sinfonia no período clássico inicial. As sinfonias normalmente abriam com um movimento rápido e energético. Este Adagio solene e contemplativo imediatamente estabelece um caráter sério, pensativo e “filosófico”. É uma sinfonia tão boa que até o minueto é legal! Já “A Galinha” e “O Urso” têm seus apelidos justificados pela própria música e não precisamos explicar nada.

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nros. 22, “O Filósofo”, 82, “O Urso”, e 83, “A Galinha” (Duvier, Pitamic)

Symphony No.22 In E Flat ‘The Philosopher’
1 Adagio 6:41
2 Presto 3:11
3 Menuetto 3:10
4 Finale: Presto 3:24

Symphony No.82 In C Major ‘L’Ours’
5 Vivace Assai 8:09
6 Allegretto 7:13
7 Menuetto 4:47
8 Finale: Vivace Assai 4:08

Camerata Romana
Eugen Duvier

Symphony No.83 In G Minor ‘La Poule’
9 Allegro 7:22
10 Andante 8:50
11 Menuetto 4:17
12 Finale: Vivace 3:47

Süddeutsche Philharmonie
Alexander von Pitamic

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PQP

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Divertimenti a Otto Voci (ou Octetos para Baryton) (Ricercar Consort)

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Divertimenti a Otto Voci (ou Octetos para Baryton) (Ricercar Consort)

Um excelente Haydn na postagem anterior, este nem tanto. Uma amiga me visitou e me emprestou este estranho CD. Baryton é um estranho instrumento de cordas que havia na corte dos Esterhazy, onde Haydn trabalhava. Tem mais ou menos o tamanho de um violoncelo e parece que é complicadíssimo de tocar. Talvez tão complicado que Haydn escreveu música fácil demais para ele. Você não precisa fugir deste CD, mas saiba que penso que seu valor é apenas pela curiosidade. É música simples, agradável; mas que não garantiria a imortalidade que Haydn possui por seus altos méritos.

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Divertimenti a Otto Voci (ou Octetos para Baryton) (Ricercar Consort)

Divertimento a 8, for baryton, 2 violins, viola, cello, bass & 2 horns in D major, H. 10/2
1 Allegro Moderato
2 Allegro
3 Allegro: Theme and variations

Divertimento a 8, for baryton, 2 violins, viola, cello, bass & 2 horns in A major, H. 10/6
4 Moderato
5 Adagio
6 Finale: Allegro

Divertimento a 8, for baryton, 2 violins, viola, cello, bass & 2 horns in D major, H. 10/1
7 Allegro
8 Moderato
9 Presto Rondo

Divertimento a 8, for baryton, 2 violins, viola, cello, bass & 2 horns in G major, H. 10/4
10 Moderato: Theme and variations
11 Adagio
12 Tempo di menuetto

Baryton – Philippe Pierlot (2)
Cello – Rainer Zipperling
Double Bass – Eric Mathot
Ensemble – Ricercar Consort, Ricercar Consort
Horn – Claude Maury, Piet Dombrecht
Viola – Ryo Terakado
Violin – François Fernandez, Sayuri Yamagata

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O troço tem muitas cordas. Cansei de contar.

PQP

Haydn / Beethoven / Mozart: Sonatas para Piano (Blechacz)

Haydn / Beethoven / Mozart: Sonatas para Piano (Blechacz)

Vocês pensam que a lua é de queijo, que o PQP é a fila da Disney, que a vida é um morango? Pois fiquem sabendo que não é nada disso, mas que hoje postamos dois CDs, ambos bastante bons de um período que se pode chamar rigorosamente de “clássico”. Postagens coerentes uma com a outra, uma raridade em nosso blog.

O polonês Blechacz é um jovem pianista — nasceu em 1985 — que é bom pra caralho e que está cheio de gravações na DG. Sua especialidade é Chopin, mas aqui ele dá um show alhures. Muito bom CD!

Haydn / Beethoven / Mozart: Sonatas para Piano (Blechacz)

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)
Piano Sonata in E flat, H.XVI No.52
1) 1. Allegro [7:32]
2) 2. Adagio [7:07]
3) 3. Finale (Presto) [5:30]

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No.2 in A, Op.2 No.2
4) 1. Allegro vivace [6:23]
5) 2. Largo appassionato [7:45]
6) 3. Scherzo (Allegretto) [2:58]
7) 4. Rondo (Grazioso) [6:21]

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Sonata No.9 in D, K.311
8) 1. Allegro con spirito [4:11]
9) 2. Andantino con espressione [6:07]
10) 3. Rondeau (Allegro) [6:41]

Rafal Blechacz, piano

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Blechacz fazendo cara de pianista

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Cravo e Violino (Dantone, Accademia Bizantina)

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Cravo e Violino (Dantone, Accademia Bizantina)

Para finalizar este festival de concertos de Haydn, trazemos hoje este de 2010 da Accademia Bizantina. O primeiro concerto é mesmo que fecha o último CD de Haydn postado por mim. É a única repetição dentre os nove postados. Finalmente livre dos maneirismos ornamentais de seu início de carreira, Dantone nos traz um Haydn cheio de musicalidade. O disco é excelente e feliz como o compositor.

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Cravo e Violino (Dantone, Accademia Bizantina)

1. Harpsichord Concerto In D Major Hob.XVIII:11 – 1. Vivace 8:36
2. Harpsichord Concerto In D Major Hob.XVIII:11 – 2. Un Poco Adagio 6:33
3. Harpsichord Concerto In D Major Hob.XVIII:11 – 3. Rondo All’Ungherese Allegro Assai 4:50

4. Violin Concerto In G, H.VIIa No.4 – 1. Allegro Moderato 9:33
5. Violin Concerto In G, H.VIIa No.4 – 2. Adagio 6:21
6. Violin Concerto In G, H.VIIa No.4 – 3. Allegro 3:47

7. Clavier Concerto In F, H.XVIII No.6 With Solo Violin – 1. Allegro Moderato 7:46
8. Clavier Concerto In F, H.XVIII No.6 With Solo Violin – 2. Largo 8:10
9. Clavier Concerto In F, H.XVIII No.6 With Solo Violin – 3. Presto 3:37

Ottavio Dantone, cravo e regência
Stefano Montanari, violino
Accademia Bizantina

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Haydn:
Haydn:

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Piano (Staier, Freiburg Baroque Orchestra)

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Piano (Staier, Freiburg Baroque Orchestra)

Aqui estão os três concertos para piano de Haydn tocados com pianoforte. Os intérpretes são grandes especialistas neste gênero de repertório, um luxo. Se Andreas Staier é um dos maiores pianistas e cravistas da nova geração, afirmo que a a Orquestra Barroca de Freiburg é o conjunto de melhor sonoridade que tenho ouvido. Suas gravações das obras dos filhos de Bach, meus irmãos, são esplêndidas e vocês deveriam tê-las. Destaque para o primeiro e último concertos. Para tocar Haydn adequadamente, é necessário uma boa dose de humor. Staier e von der Goltz nos demonstram claramente tal fato. Staier chega a ser excessivo no último movimento do terceiro concerto… Vocês identificarão facilmente o acorde a que me refiro. CD da Harmonia Mundi alemã.

E nunca duvidem das previsões futebolísticas deste que vos fala. O post de ontem foi escrito pela manhã, quando já prevíamos a derrocada gremista e vascaína, deixando o São Paulo livre para fazer uma grande festa no próximo domingo. Já que o meu Inter não conseguiu nada no Brasileiro, melhor que nosso odioso adversário local fique também de fora, apesar da clasificação quase certa para a Libertadores.

Haydn – Concertos para Piano

1. Concerto Pour Pianoforte Et Cordes En Sol Majeur, Hob.XVIII:4: I. Allegro 10:27
2. Concerto Pour Pianoforte Et Cordes En Sol Majeur, Hob.XVIII:4: II. Adagio 8:28
3. Concerto Pour Pianoforte Et Cordes En Sol Majeur, Hob.XVIII:4: III. Finale. Rondo Presto 5:58

4. Concerto Pour Pianoforte, Violon Et Cordes En Fa Majeur, Hob.XVIII:6: I. Allegro Moderato 7:20
5. Concerto Pour Pianoforte, Violon Et Cordes En Fa Majeur, Hob.XVIII:6: II. Largo 8:37
6. Concerto Pour Pianoforte, Violon Et Cordes En Fa Majeur, Hob.XVIII:6: III. Presto 3:47

7. Concerto Pour Pianoforte Et Orchestre En Ré Majeur, Hob.XVIII:11: I. Vivace 8:31
8. Concerto Pour Pianoforte Et Orchestre En Ré Majeur, Hob.XVIII:11: II. Un Poco Adagio 6:13
9. Concerto Pour Pianoforte Et Orchestre En Ré Majeur, Hob.XVIII:11: III. Rondo All’Ungarese 4:52

Andreas Staier, piano
Freiburg Baroque Orchestra
Gottfried von der Goltz

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Staier: fazendo misérias no pianoforte.

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Three Favorite Concertos (Marsalis, Yo-Yo Ma, Cho-Liang Lin)

F. J. Haydn (1732-1809): Three Favorite Concertos (Marsalis, Yo-Yo Ma, Cho-Liang Lin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Três concertos, três instrumentos solistas, três regentes, três maestros, nove movimentos, todos de Haydn, formam este espetacular CD. A Sony catou em seu catálogo o que de melhor tinha do compositor e saiu isso aqui. O disco recebeu 5 avaliações na Amazon, todas com a nota máxima. Deveria ir lá e dar a sexta nota cinco. Que beleza de CD. Um raio de sol e alegria.

F. J. Haydn (1732-1809): Three Favorite Concertos

1. Concerto In E-Flat Major For Trumpet And Orchestra: I – Allegro
2. Concerto In E-Flat Major For Trumpet And Orchestra: II – Andante
3. Concerto In E-Flat Major For Trumpet And Orchestra: III – Allegro
Wynton Marsalis
National Philharmonic Orchestra
Raymond Leppard

4. Concerto In D Major For Cello And Orchestra, Op. 101: I – Allegro moderato
5. Concerto In D Major For Cello And Orchestra, Op. 101: II – Adagio
6. Concerto In D Major For Cello And Orchestra, Op. 101: III. – Allegro
Yo-Yo Ma
English Chamber Orchestra
José Luís García

7. Concerto In C Major For Violin And String Orchestra, Hob. VIIa, No. 1: I – Allegro moderato
8. Concerto In C Major For Violin And String Orchestra, Hob. VIIa, No. 1: II – Adagio
9. Concerto In C Major For Violin And String Orchestra, Hob. VIIa, No. 1: III – Presto
Cho-Liang Lin
Minnesota Orchestra
Neville Marriner

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"Um CD que me faz justiça, porra", disse Haydn para nossa reportagem.
“Um CD que me faz justiça, porra”, disse Haydn para nossa reportagem.

PQP

In Memoriam Arthur Moreira Lima – Coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – Parte 6 de 11: Volumes 4, 8, 21 e 26 (Beethoven/Mozart & Haydn/Mozart/Mozart II)

Para honrar a memória e celebrar o legado extraordinário de Arthur Moreira Lima, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, publicaremos a integral da coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – seu testamento musical – de 16 de julho, seu 85° aniversário, até 30 de outubro de 2025, primeiro aniversário de seu falecimento. Esta é a sexta das onze partes de nossa eulogia ao gigante.


Partes:   I   |   II   |   III   |   IV   |   V   |   VI   |   VII   |   VIII   |   IX   |     |   XI

No minuto derradeiro do concerto [no. 3] de Rachmaninoff, durante a coda, em meio ao crescendo da orquestra rumo ao apoteótico final da peça, Arthur levantou os olhos do piano e se deixou levar. Admirou entorpecido aquela deslumbrante sala lotada, como quem sonha acordado. Atrás de si, era fitado por um gigantesco retrato de Tchaikovsky. Os dedos agiam por conta própria no teclado. Nesses segundos, ele teve a dimensão do momento, a exata sensação de que uma fase de sua vida terminava, num espetacular rito, diante dos melhores do planeta. Desceu a mão com força descomunal no último acorde, levantou-se quase saltando e foi aplaudido com furor. Quase vinte minutos. Soltou um grito primal, entre lágrimas, mandando a modéstia, e o resultado do concurso, às favas:

– P***a, consegui… Eu cheguei até aqui…, repetia, enquanto se curvava em agradecimentos.


Nesse trecho de “O Piano e a Estrada” (Casa Maior Editora, 2009 – fora de catálogo, mas facilmente disponível no grande brique da interné), Marcelo Mazuras descreve a epifania que abraçou Arthur Moreira Lima nos momentos derradeiros de sua gloriosa participação no Concurso Tchaikovsky de 1970, na Grande Sala do Conservatório de Moscou. Favorito do público (“Arthur – nosso“, lembram?), aclamado pelos pares (como o gigante Emil Gilels, que o chamou de “um artista maduro, com sua própria paleta de sons” num edital do Pravda para os 250 milhões de soviéticos), e veterano de mais vivências do que parecia caber em seus recém-feitos trinta anos, nosso herói punha assim um fim a seu período formativo para dar partida no resto de sua vida.

Com duas filhas pequenas, Beatriz e Martha (um nome que é prova cabal de que a disputa com La Argerich em 1965 não deixou qualquer ressentimento, só admiração), e sem a bolsa do Ministério da Cultura da União Soviética, poderia haver alguma preocupação com carnês a pagar. Arthur, todavia, parece ter dispensado o anticlimático ritual de passagem que aflige todos os formandos, aquela memorável noite em que se vai dormir estudante e se acorda desempregado. Afinal, as muitas láureas nos concursos, aqueles moedores implacáveis de tantos bons pianistas, garantiram chuvas de convites. Seu equipamento era o melhor possível: a reputação de virtuoso jovem e carismático; mãos que coriscavam um repertório de vinte e quatro concertos e tantos quantos programas de recitais solo; um som tão russo quanto o dos grandes mestres daquela Escola; e um passaporte brasileiro que permitia uma liberdade de movimentos muito maior que a de seus colegas soviéticos, sempre amarrados por autorizações de saída, vistos de entrada e arapongas de butuca.

A supernova do piano contemplou brevemente a possibilidade de voltar ao Brasil, mas os prantos e o tilintar do chumbo que de cá ouvia disseram-lhe que não, não era ainda hora de voltar. Disposto a afinal colocar em seus bornais algo além de rublos, e já com alguns anos de gravações e concertos programados em várias repúblicas da União Soviética, Arthur escolheu então sua nova morada: seria Viena, uma metrópole tão encharcada de Arte quanto Moscou, donde poderia com facilidade lançar incursões para os dois lados da férrea Cortina.

Deu muito certo, certo até demais: sua agenda abarrotada fez seu apartamento vienense receber quase mais pernoites de colegas ilustres, como o amigo Emil Gilels e a supracitada Martha Argerich, que dele próprio. Em alguns anos, talvez saudoso de algo do calor e da radiação ultravioleta de sua São Sebastião natal, o carioca zarparia para Barcelona, acompanhando a esposa, a diplomata e pianista Eliana. Mal conseguiu gastar os solados das chinelas catalãs, ocupadíssimo que estava com intensas turnês. Numa delas, num dia de clima especialmente miserável na brumenta Glasgow, rodeado por escoceses de sotaque tão espesso que não conseguia entender, enfim perguntou-se:

– O que eu tô fazendo aqui???

A grande ficha caíra. No final da Década de Sangue e Chumbo, o Brasil estava cada vez mais a chamar de volta sua tanta gente que partira em aviões e rabos de foguete. Nosso herói, enfim, atenderia seu chamado, não sem antes iniciar uma guinada de repertório e rumos que culminaria, anos mais tarde, na boleia dum caminhão-teatro, com o mais épico capítulo da história do Piano Brasileiro.


ARTHUR MOREIRA LIMA – MEU PIANO/TRÊS SÉCULOS DE MÚSICA PARA PIANO
Coleção publicada pela Editora Caras entre 1998-99, em 41 volumes
Idealizada por Arthur Moreira Lima
Direção artística de Arthur Moreira Lima e Rosana Martins Moreira Lima


Volume 4: BEETHOVEN – SONATAS FAMOSAS

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sonata para piano no. 8 em Dó menor, Op. 13, “Patética”
1 – Grave – Allegro di molto e con brio
2 – Andante cantabile
3 – Rondo: Allegro

Sonata para piano no. 14 em Dó sustenido menor, Op. 27 no. 2, “Luar”
4 – Adagio sostenuto
5 – Allegretto
6 – Presto agitato

Sonata para piano no. 23 em Fá menor, Op. 57, “Appassionata”
7 – Allegro assai
8 – Andante con moto
9 – Allegro ma non troppo

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: St. Philip’s Church, Londres, Reino Unido, 1997
Engenheiro de som: Peter Nicholls
Idealização e direção musical: Arthur Moreira Lima
Idealização, direção musical, produção e edição: Rosana Martins Moreira Lima
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima

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Volume 8: MOZART & HAYDN

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)

Concerto para piano e orquestra n° 22 em Mi bemol maior, K. 482
1 – Allegro (cadenza: Arthur Moreira Lima)
2 – Andante
3 – Allegro (cadenza: Arthur Moreira Lima)

Franz Joseph HAYDN (1732-1809)

Concerto para piano e orquestra em Sol maior, Hob. XVIII:4
4 – Allegro moderato
5 – Adagio
6 – Rondo: Presto

Arthur Moreira Lima, piano
Orquestra de Câmara de Moscou
Rudolf Barshai, regência

Gravações: Estúdio no. 1 da Rádio de Moscou, União Soviética, 1971 (Mozart) e 1974 (Haydn)
Engenheiro de som: Igor Veprintsev
Produção: Larysa Abelyan
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1998.

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Volume 21: MOZART – SONATAS CÉLEBRES

Wolfgang Amadeus Mozart

Sonata para piano em Lá menor, K. 310
1 –  Allegro maestoso
2 -Andante cantabile con espressione
3 – Presto

Sonata para piano em Fá maior, K. 332
4 – Allegro
5 – Adagio
6 – Allegro assai

Sonata para piano em Ré maior, K. 576
7 – Allegro
8 – Adagio
9 – Allegretto

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: Rosslyn Hill Chapel, Hampstead, Londres, Reino Unido, 1999
Engenheiro de som: Peter Nicholls
Idealização e direção musical: Arthur Moreira Lima
Idealização, direção musical, produção e edição: Rosana Martins Moreira Lima
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima

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Volume 26: MOZART II

Wolfgang Amadeus MOZART

Concerto para piano e orquestra n° 23 em Lá maior, K. 488
1 – Allegro
2 – Adagio
3 – Allegro assai

Rondó em Ré maior para piano e orquestra, K. 382
4 – Allegretto grazioso

Arthur Moreira Lima, piano
Orquestra de Câmara de Moscou
Rudolf Barshai, regência

Gravações: Estúdio no. 1 da Rádio de Moscou, União Soviética, 1971
Engenheiro de som: Igor Veprintsev
Produção: Larysa Abelyan
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima

Sonata para piano em Lá menor, K. 331
5 – Andante grazioso – Tema con variazioni
6 – Menuetto
7 – Alla turca: Allegretto

Gravação: Rosslyn Hill Chapel, Hampstead, Londres, Reino Unido, 1999
Engenheiro de som: Peter Nicholls
Idealização e direção musical: Arthur Moreira Lima
Idealização, direção musical, produção e edição: Rosana Martins Moreira Lima
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1998.

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Dentro da insana agenda de Arthur como astro internacional nos anos 70, destaca-se sua relação muito especial com o Japão. A notória devoção japonesa ao Chopin polonês – que outro país do mundo tem uma Revista Chopin mensal? – converteu-se, naturalmente, em muito apetite pela arte do Chopin de Estácio, que voltaria ao país por doze anos consecutivos, legando-nos, entre outros, estes frutos colhidos do pomar do – quem mais? – Instituto Piano Brasileiro:



Um primoroso LP da Denon/Nippon Columbia (1976) com som imaculado e uma leitura das valsas de Chopin ainda melhor que sua outra, lançada na década seguinte.


Um dos recitais da maratona (doze concertos em vinte dias) da primeira visita de Arthur ao Japão, em 1976, que também rendeu o álbum acima.



Outro álbum primoroso da Denon/Nippon Columbia, totalmente dedicado a Chopin (1978)



Outro recital, de inda outra maratona japonesa, no mesmo 1984 em que Arthur fez sua gravação legendária do Rach 3.


Shopan wa suki desu ka?

 


“6ª parte da entrevista do pianista Arthur Moreira Lima a Alexandre Dias, em que ele falou sobre o disco de Chopin que gravou pela Marcus Pereira em 1976, sua ligação com o Japão nesta época, e o novo repertório que passou a explorar nesta época, ligando-se a músicos populares, incluindo músicos de choro, como Época de Ouro e Waldir Azevedo. Comentou sobre como foi sua volta ao Brasil, em meio a uma plena carreira internacional de sucesso, falou sobre outros LPs que gravou pela Marcus Pereira e Kuarup, e sobre sua admiração por Radamés Gnattali, com quem teve bastante contato, chegando a gravar e estrear obras suas. Por fim, falou sobre sua admiração por outro grande mestre, o Laércio de Freitas, que fez os arranjos de músicas de Piazzolla que Arthur depois gravou em disco.”

 

 

Em homenagem a Fluminense Moreira Lima, seguimos com o álbum de figurinhas dos campeões da Copa Rio de 1952. Na imagem, o  imberbe lateral-esquerdo João Ferreira, vulgo Bigode (1922-2003). Escalado para a infame tarefa de marcar Alcides Ghigghia no Maracanazo de 16 de julho de 1950, só não foi mais massacrado pela opinião pública que o arqueiro Barbosa após o tento da virada uruguaia. A conquista da Copa Rio, em 1952, foi sua redenção no mesmo gramado que antes o condenara – e, não, não encontrei qualquer imagem do moço com o adereço piloso homônimo.

Vassily

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Symphonie nº 101, “Die Uhr”, Symphonie nº 102 (Harnoncourt, Concertgebouw)

Quase concluindo as postagens das últimas sinfonias de Haydn, eis a magnífica Sinfonia de º 101, conhecida como “O Relógio”. Magnífica em diversos aspectos, sua orquestração é riquíssima, e Haydn explora todos os recursos disponíveis da orquestra que tem em mãos. O segundo movimento, um andante, é brilhante em sua concepção, ao tentar reproduzir o andamento e o tique-taque de um relógio. Acompanha a também brilhante sinfonia de nº102.

Harnoncourt, em sua tradicional competência, dá um brilho extra à obra. Sendo descendente dos Habsburgs, talvez tenha se sentido na pele de seus antepassados, que dominaram a Europa durante séculos, e que também financiaram a carreira do próprio Haydn.

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Symphonie nº 101, “Die Uhr”, Symphonie nº 102 (Harnoncourt, Concertgebouw)

1 – Symphonie nº 101 D Dur “Die Uhr” – Adagio – Presto
2 – Symphonie nº 101 D Dur “Die Uhr” – Andante
3 – Symphonie nº 101 D Dur “Die Uhr” – Menuetto – Allegretto – Trio
4 – Symphonie nº 101 D Dur Die “Uhr” – Finale_Vivace

5 – Symphonie nº 102 B Dur – Largo – Vivace
6 – Symphonie nº 102 B Dur – Adagio
7 – Symphonie nº 102 B Dur – Menuetto – Aleretto – Trio
8 – Symphonie nº 102 B Dur – Finale – Presto

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Nikolaus Harnoncourt – Dirigent

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Franz Joseph Haydn (1732-1809): Sinfonias 90 e 93 (Brüggen, Orch of the 18th Century)

Bruggen
FDP volta às sinfonias de Haydn. Desta vez, são as sinfonias de nº 90 e de nº93. A interpretação desta vez está a cargo de Franz Brüggen e sua Orchestra of the 18th Century, também especializada em interpretações com instrumentos originais. Enjoy it.

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Sinfonias 90 e 93 (Brüggen, Orch of the 18th Century)

Symphony nº 90 in C

1 – Adagio – Allegro Assai
2 – Andante
3 – Menuet
4 – Finale (Allegro assai)

Symphony nº 93 in D

1 – Adagio – Allegro assai
2 – Largo cantabile
3 – Menuetto (Allegro)
4 – Finale (Presto ma non troppo)

Orchestre of the 18th Century
Frans Brüggen

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FDP

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Sinfonias nº 98 e nº 99 (Harnoncourt, Concertgebouw)


Os três colaboradores deste blog já declararam inúmeras vezes sua admiração pelo regente austríaco Nikolaus Harnouncourt (Johann Nicolaus Graf de la Fontaine und d’Harnoncourt-Unverzagt, esse é seu nome completo), por considerá-lo um dos melhores da atualidade. Além de ser extremamente versátil, seja regendo Bach (suas gravações das cantatas são referência), Haydn ou Beethoven, ele sempre consegue a mesma qualidade de interpretação.

Pois bem, teremos a partir desta postagem uma overdose de Harnoncourt. As sinfonias que ainda faltam serem postadas de Haydn estarão sob sua direção, e mais a frente teremos uma outra integral bem famosa, que também estará sob sua direção. Quem viver, verá.

Comecemos, então pelas sinfonias de Haydn, nº98 e de nº99. Harnoncourt estará aqui regendo a Royal Concertgebow Orchestra, com a qual gravou diversas das sinfonias de Haydn, incluindo este ciclo das Sinfonias de Londres.

Uma curiosidade: ele descende de nobres, pois sua mãe era simplesmente neta do Arquiduque Johann de Habsburg. Chique, não acham?

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Sinfonias nº 98 e nº 99 (Harnoncourt, Concertgebouw)

1 – Symphonie nº 98 in B Dur – Adagio – Allegro
2 – Symphonie nº 98 in B Dur – Adagio Cantabile
3 – Symphonie nº 98 in B Dur – Menuetto – Trio
4 – Symphonie nº 98 in B Dur – Finale – Presto

5 – Symphonie n 99 in Es Dur – Adagio – Vivace Assai
6 – Symphonie n 99 in Es Dur – Adagio
7 – Symphonie n 99 in Es Dur – Menuetto – Alleretto – Trio
8 – Symphonie n 99 in Es Dur – Finale – Vivace

Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt – Direktor

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FDP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa, K. 299 / Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concerto para Flauta, Hob VIIf: D1 (Nicolet, Richter)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa, K. 299 / Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concerto para Flauta, Hob VIIf: D1 (Nicolet, Richter)

Dando prosseguimento às gravações de Karl Richter com sua Münchener Bach Orchestra, FDP Bach traz mais uma joia de sua coroa: o concerto para Flauta, Harpa e Orquestra de Mozart.

A dupla Richter / Nicolet está em segundo lugar na lista dos nossos downloads. Desde que foi postado, creio que há uns 7 ou 8 meses atrás, sua gravação das Sonatas para Flauta e Cravo de nosso pai já tiveram um total de 571 downloads, atrás apenas do primeiro volume das bachianas.

Espero o mesmo sucesso com esses dois concertos maravilhosos, com a mesma dupla, e com uma excelente harpista, Rose Stein. Na verdade, esse concerto para flauta e harpa já havia sido postado com o Rampal, portanto eis uma ótima oportunidade para serem feitas as devidas comparações.

Não canso de indicar para meus amigos o andantino do segundo movimento desse concerto. Em minha opinião trata-se de uma das mais belas páginas da obra de Mozart, quiçá da história da música.  O trio Nicolet / Richter / Stein está afinadíssimo.

E a dupla Richter / Nicolet volta com tudo no Concerto para Flauta de Haydn.

Enfim, um cd pelo que tenho muito carinho e cuidado. Infelizmente encontra-se fora do catálogo da Teldec.

FDP Bach possivelmente não fará mais postagens até o final do Carnaval, está planejando uma viagem, e para complicar ainda mais seu computador resolveu falhar, portanto, não terei acesso ao meu acervo por alguns dias. Felizmente foi um problema elétrico, queimou a fonte, e o conteúdo dos meus HDs está garantido. De qualquer forma, ele já estava sendo negociado, e vai demorar um pouco para transferir o conteúdo para outro computador ainda a ser adquirido.

Ou seja, tenham todos um excelente Carnaval, e com certeza voltaremos com gás total na próxima semana..

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto for Flauta e Harpa, K299 / Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concerto para Flauta, Hob VIIf: D1 (Nicolet, Richter)

1 – Mozart – Concert for flute, Harp e Orchestra – Allegro
2 – Mozart – Concert for flute, Harp e Orchestra – Andantino
3 – Mozart – Concert for flute, Harp e Orchestra – Rondo – Allegro

4 – Haydn – Concert for flute and Orchestra – Allegro Moderato
5 – Haydn – Concert for flute and Orchestra  – Adagio
6 – Haydn – Concert for flute and Orchestra – Allegro molto

Munich Bach Orchestra
Karl Richter – Conductor
Aurele Nicolet – Flute
Rose Stein – Harpe

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FDP

Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor, Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2

Uma obra prima haydniana nas mãos de Trevor Pinnock e seu English Concert & Choir. Esplêndida versão, com corais magníficos, para se ajoelhar e ficar em adoração, mesmo sendo ateu. Meu irmão PQP já se declarou fã ardoroso destas missas, então irei postar uma série delas, para seu deleite. Para uma análise mais apurada da obra, sugiro este link.

Franz-Joseph Haydn (1732-1809) -Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor, Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2

1. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Kyrie
2. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Gloria: Gloria In Excelsis Deo
3. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Gloria: Qui Tollis
4. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Gloria: Quoniam
5. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Credo: Credo In Unum Deum
6. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Credo: Et Incarnatus Est
7. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Credo: Et Resurrexit
8. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Sanctus
9. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Benedictus
10. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Agnus Dei: Agnus Dei Qui Tollis
11. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Agnus Dei: Dona Nobis Pacem
12. Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2 – “Te Deum Laudamus” Allegro
13. Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2 – “Te Ergo Quaesumus” Adagio
14. Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2 – “Aeterna Fac Cum Sanctis Tuis -…Allegro Moderato “Aet

Felicity Lott · Carolyn Watkinson
Maldwyn Davies
David Wilson-Johnson
The English Concert and Choir
Trevor Pinnock

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O genial Haydn em 1792

Post original por FDPBach em 2008 / Repostagem por Pleyel em 2025

Joseph Haydn (1732-1809): The "Sturm und Drang" Symphonies – CDs 5 e 6 de 6 – The English Concert – Pinnock

Joseph Haydn (1732-1809): The "Sturm und Drang" Symphonies – CDs 5 e 6 de 6 – The English Concert – Pinnock

Para esta última postagem das sinfonias haydnianas do período chamado “Sturm & Drang” eu havia preparado um texto já na semana passada, portanto bastava subir o arquivo compactado e postar. Me engana que eu gosto… exatamente às seis horas da tarde deste sábado o servidor do Pensador Selvagem entrou em crise, e nem com reza braba eu conseguia concluir a postagem. Quando voltei, uma hora depois, surpresa, o texto tinha sido apagado por algum fantasma cibernético, e portanto tive de improvisar.

Pois bem, temos aqui os cds 5 e 6 que trazem algumas pérolas, entre elas a genial sinfonia nº 45, conhecida como Sinfonia do Adeus. Por falta de tempo, não entrarei em detalhes sobre ela, sugiro a leitura detalhada do libreto anexado ao arquivo, libreto este que dá um histórico e detalhes de cada uma das sinfonias gravadas nestes seis cds.

Espero que tenham gostado da série. Os números dos downloads são impressionantes, me deixaram bastante contente.

Joseph Haydn (1732-1809) – The “Sturm und Drang” Symphonies – CDs 5 e 6 de 6

CD 5

01 – Symphony No.42 in D major – 1. Moderato e maestoso
02 – Symphony No.42 in D major – 2. Andantino e cantabile
03 – Symphony No.42 in D major – 3. Minuet_ Allegretto
04 – Symphony No.42 in D major – 4. Finale_ Scherzando e presto

05 – Symphony No.44 in E minor ‘Mourning’ – 1. Allegro con brio
06 – Symphony No.44 in E minor ‘Mourning’ – 2. Minuetto_ Allegretto (Canone in Dia
07 – Symphony No.44 in E minor ‘Mourning’ – 3. Adagio
08 – Symphony No.44 in E minor ‘Mourning’ – 4. Finale_ Presto

09 – Symphony No.46 in B major – 1. Vivace
10 – Symphony No.46 in B major – 2. Poco adagio
11 – Symphony No.46 in B major – 3. Minuet_ Allegretto
12 – Symphony No.46 in B major – 4. Finale_ Presto e scherzando

CD 6

01 – Symphony in F sharp minor, H.I No.45 ‘Farewell’ – 1. Allegro assai
02 – Symphony in F sharp minor, H.I No.45 ‘Farewell’ – 2. Adagio
03 – Symphony in F sharp minor, H.I No.45 ‘Farewell’ – 3. Menuet (Allegretto)
04 – Symphony in F sharp minor, H.I No.45 ‘Farewell’ – 4. Finale (Presto – Adagio)
05 – Symphony in F sharp minor, H.I No.45 ‘Farewell’ – 5. Adagio

06 – Symphony in G, H.I No.47 – 1. (Allegro)
07 – Symphony in G, H.I No.47 – 2. Un poco adagio
08 – Symphony in G, H.I No.47 – 3. Menuet al Roverso
09 – Symphony in G, H.I No.47 – 4. Finale (Presto assai)

10 – Symphony in C, H.I No.50 – 1. Adagio e maestoso
11 – Symphony in C, H.I No.50 – 2. Andante moderato
12 – Symphony in C, H.I No.50 – 3. Menuet
13 – Symphony in C, H.I No.50 – 4. Finale. Presto

The English Concert
Trevor Pinnock – Harpsichord & Conductor

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E agora, Pinnock mais velhão
E agora, Pinnock mais velhão

FDPBach

Joseph Haydn (1732-1809): The "Sturm und Drang" Symphonies – CDs 3 e 4 de 6 – The English Concert – Pinnock

Joseph Haydn (1732-1809): The "Sturm und Drang" Symphonies – CDs 3 e 4 de 6 – The English Concert – Pinnock

Sucesso, sucesso, sucesso. Assim posso chamar a postagem dos dois primeiros cds desta baita coleção do grande Pinnock regendo o imortal Haydn. Isso mostra como existe um grande interesse por este compositor, estigmatizado e desprezado às vezes, mas que se impõe pela qualidade de suas composições.

Creio que a sinfonia mais conhecida deste grupo que ora trago seja a de nº 48, intitulada “Maria Thereza”, uma das principais obras sinfônicas compostas no século XVIII. É de se ouvir de joelhos, ainda mais com a brilhante interpretação do The English Concert nas mãos de Pinnock. Uma gravação destas não pode dar errado.

Divirtam-se.

Joseph Haydn (1732-1809) – The “Sturm und Drang” Symphonies – CDs 3 e 4 de 6

CD 3
01 – Symphony No.41 in C major – 1. Allegro con spirito
02 – Symphony No.41 in C major – 2. Un poco Andante
03 – Symphony No.41 in C major – 3. Menuet
04 – Symphony No.41 in C major -4. Finale_ Presto

05 – Symphony No.48 in C major ‘Maria Theresia’ – 1. Allegro
06 – Symphony No.48 in C major ‘Maria Theresia’ – 2. Adagio
07 – Symphony No.48 in C major ‘Maria Theresia’ – 3. Menuet_ Allegretto
08 – Symphony No.48 in C major ‘Maria Theresia’ – 4. Finale_ Allegro

09  – Symphony No.65 in A major – 1. Vivace e con spirito
10 – Symphony No.65 in A major – 2. Andante
11 – Symphony No.65 in A major – 3. Menuetto
12 – Symphony No.65 in A major – 4. Finale_ Presto

CD 4

01 – Symphony No.43 in E flat major ‘Mercury’ – 1. Allegro
02 – Symphony No.43 in E flat major ‘Mercury’ – 2. Adagio
03 – Symphony No.43 in E flat major ‘Mercury’ – 3. Menuetto
04 – Symphony No.43 in E flat major ‘Mercury’ – 4. Finale_ Allegro

05 – Symphony No.51 in B flat major – 1. Vivace
06 – Symphony No.51 in B flat major – 2. Adagio
07 – Symphony No.51 in B flat major – 3. Menuetto – Trio I & II
08 – Symphony No.51 in B flat major – 4. Finale_ Allegro

09 – Symphony No.52 in C minor – 1. Allegro assai con brio
10 – Symphony No.52 in C minor – 2. Andante
11 – Symphony No.52 in C minor – 3. Menuetto_ Allegretto
12 – Symphony No.52 in C minor – 4. Finale_ Presto

The English Concert
Trevor Pinnock – Harpsichord & Conductor

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Pinnock na meia idade
Pinnock na meia idade

FDPBach

Joseph Haydn (1732-1809): The "Sturm und Drang" Symphonies – CDs 1 e 2 de 6 – The English Concert – Pinnock

Joseph Haydn (1732-1809): The "Sturm und Drang" Symphonies – CDs 1 e 2 de 6 – The English Concert – Pinnock

A partir desta postagem estou iniciando uma série especial dedicada às sinfonias haydnianas. Nos primórdios do blog também fiz uma mega postagem a partir da sinfonia 88, com diversos regentes e orquestras, mas creio que os links já estejam apagados. Vou começar trazendo esta bela caixa da Archiv: as sinfonias compostas no período do “Sturm Und Drang”, movimento literário pré romântico, cujos principais expoentes foram Goethe e Schiller. Neste período Haydn já estava trabalhando para a família imperial austríaca, os Esterházy.

Para ser mais rápido, estarei postando dois cds de cada vez. Nestes dois primeiros, temos as conhecidas sinfonias de Nº 26, “Lamentations”, com seu sublime adágio, e a de nº 49, intitulada “La Passione”. Prestem atenção como em diversos momentos parece que ouvimos uma sinfonia de Mozart.

A orquestra é o excelente conjunto “The English Concert”, dirigido pelo sempre competente e versátil Trevor Pinnock. Coisa finíssima.

Espero que apreciem.

Joseph Haydn (1732-1809) – The “Sturm und Drang” Symphonies – CDs 1 e 2 de 6

CD 1
01 – Haydn – Symphony No.35 in B Flat, Hob.I-35 – I. Allegro di molto
02 – Haydn – Symphony No.35 in B Flat, Hob.I-35 – II. Andante
03 – Haydn – Symphony No.35 in B Flat, Hob.I-35 – III. Menuet. Un poco Allegretto
04 – Haydn – Symphony No.35 in B Flat, Hob.I-35 – IV. Finale. Presto

05 – Haydn – Symphony No.38 in C, Hob.I-38 – I. Allegro di molto
06 – Haydn – Symphony No.38 in C, Hob.I-38 – II. Andante molto
07 – Haydn – Symphony No.38 in C, Hob.I-38 – III. Menuet. Allegro
08 – Haydn – Symphony No.38 in C, Hob.I-38 – IV. Finale. Allegro di molto

09 – Haydn – Symphony No.39 in G minor, Hob.I-39 – I. Allegro assai
10 – Haydn – Symphony No.39 in G minor, Hob.I-39 – II. Andante
11 – Haydn – Symphony No.39 in G minor, Hob.I-39 – III. Menuet
12 – Haydn – Symphony No.39 in G minor, Hob.I-39 – IV. Finale. Allegro di molto

13 – Haydn – Symphony No.59 in A, Hob.I-59 ”Fire” – I. Presto
14 – Haydn – Symphony No.59 in A, Hob.I-59 ”Fire” – II. Andante o piu tosto Alle
15 – Haydn – Symphony No.59 in A, Hob.I-59 ”Fire” – III. Menuetto
16 – Haydn – Symphony No.59 in A, Hob.I-59 ”Fire” – IV. Allegro assai

CD 2

01 – Symphony in D minor, H.I No.26 ‘Lamentations’ – 1. Allegro assai con spirito
02 – Symphony in D minor, H.I No.26 ‘Lamentations’ – 2. Adagio
03 – Symphony in D minor, H.I No.26 ‘Lamentations’ – 3. Menuetto

04 – Symphony in F minor, H.I No.49 ‘La passione’ – 1. Adagio
05 – Symphony in F minor, H.I No.49 ‘La passione’ – 2. Allegro di molto
06 – Symphony in F minor, H.I No.49 ‘La passione’ – 3. Menuet
07 – Symphony in F minor, H.I No.49 ‘La passione’ – 4. Finale (Presto)

08 – Symphony in F, H.I No.58 – 1. Allegro
09 – Symphony in F, H.I No.58 – 2. Andante
10 – Symphony in F, H.I No.58 – 3. Menuet alla zoppa. Un poco Allegretto
11 – Symphony in F, H.I No.58 – 4. Finale. Presto

The English Concert
Trevor Pinnock – Conductor

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Pinnock quando jovem
Pinnock quando jovem

FDPBach

F. J. Haydn (1732-1809) / Anton Kraft (1749-1820): Concertos para Violoncelo (Bylsma, Tafelmusik, Lamon)

F. J. Haydn (1732-1809) / Anton Kraft (1749-1820): Concertos para Violoncelo (Bylsma, Tafelmusik, Lamon)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sem dúvida, uma versão espantosa dos Concertos de Haydn. Poucas vezes se nota tamanha integração entre solista e  orquestra. Bylsma demonstra mais uma vez que era um extraordinário músico com um pé (ou ouvido) no passado. Anner Bylsma e Christophe Coin (ainda vivo, graças às deusas) são dois dos violoncelistas mais proeminentes na cena da música antiga desde que ela reapareceu.. Ambos tiveram sucesso considerável inicialmente como violoncelistas modernos, especialmente Bylsma. Em seu instrumento de época, Bylsma se aventurou longe — foi até as sonatas de Beethoven — e interpretar Haydn no estilo de época não é surpresa. A performance de Bylsma do Concerto de Anton Kraft, Op. 4, é imperdível. É tão característico que a gente realmente não entende porque ele era inédito AB (antes de Bylsma).

F. J. Haydn (1732-1809) / Anton Kraft (1749-1820): Concertos para Violoncelo (Bylsma, Tafelmusik, Lamon)

Joseph Haydn Concerto Nº 1, C-dur/C Major, Hob. VIIb:1
1 – Moderato 8:47
2 – Adagio 7:57
3 – Allegro Molto 5:54

Joseph Haydn Concerto Nº 2, D-dur/D Major Hob. VIIb:2
Cadenza – Anner Bylsma
4 – Allegro Moderato 12:44
5 – Adagio 5:31
6 – Rondo. Allegro 5:02

Anton Kraft* Concerto C-dur/C Major, Op. 4
Cadenza – Anton Kraft*
7 – Allegro aperto 8:39
8 – Romance 5:35
9 – Rondo Alla Cosacca 5:58

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Anner Bylsma (1934-2019)

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos “Imperador” e “Aurora” / W. A. Mozart (1756-1791): Quarteto “da Caça” (Amadeus Qtt.)

F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos “Imperador” e “Aurora” / W. A. Mozart (1756-1791): Quarteto “da Caça” (Amadeus Qtt.)

Gravação ultra clássica (e boa). Todo mundo da minha geração teve este disco em formato LP. Só que não tinha o Sunrise (Aurora). No LP só vinham o Imperador e a Caça. Os seis Quartetos de Cordas, Op. 76, de Haydn, foram compostos em 1797 ou 1798 e dedicados ao conde húngaro Joseph Georg von Erdődy. Eles formam o último conjunto completo de quartetos de cordas que Haydn compôs. Na época da encomenda, Haydn estava empregado na corte do Príncipe Nicolaus Esterházy II e estava escrevendo o oratório A Criação. Os quartetos Op. 76 estão entre as obras de câmara mais ambiciosas de Haydn. O Quarteto K. 458, A Caça, é o mais leve e o menos “profundo” da série de 4 quartetos que Mozart dedicou a Haydn. É também o mais próximo ao estilo do compositor. Ele dá ao ciclo, tão denso e trabalhado, seu indispensável momento de repouso. Na época, imaginem, o Quarteto de Cordas ainda era uma novidade inventada pelo genial Haydn.

F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos Imperador e Aurora / W. A. Mozart (1756-1791): Quarteto da Caça (Amadeus Qtt.)

Streichquartett C-Dur Op. 76 No. 3 “Kaiserquartett”
1 Allegro 5:05
2 Poco Adagio. Cantabile. Variazioni I-IV 7:31
3 Menuetto 4:37
4 Finale. Presto 3:57

Streichquartett B-Dur Op. 76 No. 4 “Sonnenaufgang”
5 Allegro Con Spirito 8:16
6 Adagio 6:13
7 Menuet. Allegro 3:57
8 Finale. Allegro Ma Non Troppo 4:12

Streichquartett B-Dur KV 458 “Jagdquartett”
9 Allegro Vivace Assai 6:42
10 Menuetto Moderato 4:27
11 Adagio 6:48
12 Allegro Assai 4:33

Quarteto Amadeus

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Esse Abraham Hondius tinha a mania de só pintar caçadas.

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 83 “A Galinha”, Nº 94 “A Surpresa” & Nº 101 “O Relógio” (Capella Istropoltana / Wordsworth)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 83 “A Galinha”, Nº 94 “A Surpresa” & Nº 101 “O Relógio” (Capella Istropoltana / Wordsworth)

Um bom disco de algumas das “mais famosas” sinfonias de Haydn. Não digo “das melhores” porque, cada vez que penetro nas entranhas deste populoso mundo, encontro mais e mais joias. A 83 é a segunda sinfonia de Paris. As sinfonias de Paris são um grupo de seis sinfonias de Haydn encomendadas pelo Conde D’Ogny. A partir de 11 de janeiro de 1786, as chamadas Sinfonias de Paris (82-87) foram executadas na Salle des Gardes du Corps das Tulherias, conduzidas pelo regente, violinista e compositor africano Saint-Georges. Já as Sinfonias de Londres são doze (93-104), e às vezes são chamadas de Sinfonias de Salomon em homenagem ao empresário que as contratou, Johann Peter Salomon, que apresentou Londres a Joseph Haydn. Elas foram compostas entre 1791 e 1795 e podem ser categorizadas em dois grupos: o das Sinfonias nº 93–98, que foram compostas durante a primeira visita de Haydn a Londres, e o das Sinfonias nº 99–104, compostas em Viena e Londres para a segunda visita de Haydn. O inglês Barry Wordsworth faz valer suas palavras e nos dá uma execução correta destas obras-primas. Os eslovacos da Capella Istropolitana compreendem muito bem Wordworth e Haydn.

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 83 “A Galinha”, Nº 94 “Surpresa” & Nº 101 “O Relógio” (Capella Istropoltana / Wordsworth)

Symphony No. 83 in G Minor, Hob.I:83, “La poule” (“The Hen”)
1 I. Allegro spiritoso 06:50
2 II. Andante 05:46
3 III. Menuet: Allegretto 03:50
4 IV. Finale: Vivace 03:53

Symphony No. 94 in G Major, Hob.I:94, “The Surprise”
5 I. Adagio: Vivace assai 08:44
6 II. Andante 05:33
7 III. Menuet: Allegro molto 05:03
8 IV. Allegro molto 04:18

Symphony No. 101 in D Major, Hob.I:101, “The Clock”
9 I. Adagio – Presto 08:07
10 II. Andante 07:52
11 III. Menuet: Allegretto 07:54
12 IV. Finale: Vivace 04:42

Conductor(s): Wordsworth, Barry
Orchestra(s): Capella Istropolitana

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As duas caveiras de Haydn

PQP