Choram os caminhos de Sião é um hino composto por Handel para o funeral da rainha Caroline. Foi apresentado pela primeira vez, é claro, no funeral da Rainha na Abadia de Westminster, isso em 17 de dezembro de 1737. Depois, Handel retrabalhou o hino e o usou na abertura de seu oratório Israel no Egito, de 1739. O tema da Sinfonia foi utilizado por Mozart em seu Réquiem. Mas a música não é lá essas coisas. A Rainha Caroline foi a consorte de George II. Tinha sido amiga e patronesse de Handel por mais de trinta anos. Musicista amadora, Caroline se interessava por questões artísticas e intelectuais e sua morte foi muito pranteada. Handel recebeu um bom dinheiro pela composição escrita em apenas uma semana sobre textos dos livros bíblicos de Lamentações e Jó.
G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264
1 Sinfonia 2:02
2 The ways of Zion do mourn 6:31
3 How are the mighty fall’n! 2:31
4 She put on righteousness 2:45
5 When the ear heard her 3:20
6 How are the mighty fall’n! 0:54
7 She deliver’d the poor 5:45
8 How are the mighty fall’n! 0:54
9 The righteous shall be had 4:02
10 Their bodies buried in peace 5:05
11 The people will tell 2:04
12 Thet shall recieve a glorious kingdom 3:51
13 The merciful goodness of the Lord 3:44
Soprano – Norma Burrowes
Tenor – Martyn Hill
Countertenor – Charles Brett
Bass – Stephen Varcoe
Theorbo – Michael Lewin
Organ – Malcolm Hicks
The Monteverdi Choir
The Monteverdi Orchestra
John Eliot Gardiner
A linda soprano francesa Sandrine Piau dá um recital de Handel de raro brilho aqui, escolhendo árias que vão desde a deslumbrante “Disserratevi, o porte d´Averno” de “La Resurrezione”, à agonia de Cleópatra em “Convey me to some peaceful shore” de “Alexander Balus”. Ela é acompanhada pela deliciosamente animada Accademia Bizantina, que curte suas próprias músicas, incluindo a mais feroz “Arrival of the Queen of Sheba” que você provavelmente ouvirá. (The Guardian)
Georg Friedrich Händel (Alemanha,1685 – Inglaterra,1759) Sandrine Piau, Accademia Bizantina, dir. Stefano Montanari 01. La Resurrezione, HWV 47 – Act 1. Scene 1. Aria. Disserratevi, o porte d’Averno 02. Theodora, HWV 68 – Act 2. Scene 2. Recitative. O Thou bright Sun! 03. Theodora, HWV 68 – Act 2. Scene 2. Aria. With darkness deep as is my woe 04. A Song for St Cecilia’s Day, HWV 76 – Aria. What passion cannot Music raise and quell 05. Messiah, HWV 56 – Act 1. Scene 5. Aria. Rejoice greatly 06. Theodora, HWV 68 – Act 2. Scene 2. Largo 07. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Aria. O take me from this hateful light 08. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Recitative. Forgive, O queen 09. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Accompagnato. Calm thou my soul 10. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Aria. Convey me to some peaceful shore 11. Joseph and His Brethren, HWV 59 – Act 3. Scene 2. Recitative. Art thou not Zaphnath? Is not Egypt sav’d? 12. Joseph and His Brethren, HWV 59 – Act 3. Scene 2. Aria. Prophetic raptures swell my breast 13. L’Allegro, Il Moderato, Ed Il Penseroso, HWV 55 – Act 3. Duet. As steals the morn upon the night 14. Solomon, HWV 67 – Act 3. Symphony (The Arrival of the Queen of Sheba) 15. L’Allegro, Il Moderato, Ed Il Penseroso, HWV 55 – Act 1. Accompagnato. First and chief on golden wing 16. L’Allegro, Il Moderato, Ed Il Penseroso, HWV 55 – Act 1. Aria. Sweet bird 17. Concerto Grosso in B flat major, Op. 3 No. 2 – Largo 18. Solomon, HWV 67 – Act 3. Scene 3. Aria. Let the bright seraphims 19. Il Trionfo Del Tempo E Del Disinganno, HWV 46a – Act 2. Accompagnato. Pure del cielo 20. Il Trionfo Del Tempo E Del Disinganno, HWV 46a – Act 2. Aria. Tu del Ciel ministro eletto
Handel: Between Heaven & Earth – 2009
Sandrine Piau
Accademia Bizantina
dir. Stefano Montanari
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Um bom CD da canadense Tafelmusik. É a típica coletânea barroca que a quase todos agrada. Apenas me parece que aqui temos uma obra bem superior às outras: o concerto grosso de Handel. Tal fato não condena os outros autores e obras, é apenas uma constatação curiosa. Quando entra o Handel, a sala se ilumina mais. Boa música para um domingo de tempo horroroso em Porto Alegre.
Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi
Vivaldi – Concerto for 2 oboes in la minore RV.536
1. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : I. Allegro
2. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : II. Largo
3. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : III. Allegro
Leo – Concerto for violoncello in re minore 4. Concerto in D Minor for violoncello : I. Andante grazioso
5. Concerto in D Minor for violoncello : II. Col spirito
6. Concerto in D Minor for violoncello : III. Amoroso
7. Concerto in D Minor for violoncello : IV. Allegro
J.S.Bach – Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV100,170,30 8. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : I. Allegro
9. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : II. Adagio
10. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : III. Allegro
Locatelli – Concerto grosso in D Major, op.1, no.5 11. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : I. Largo
12. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : II. Allegro
13. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : III. Largo
14. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : IV. Allegro
Fasch – Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings 15. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : I. Allegro
16. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : II. Largo
17. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : III. Allegro
Handel – Concerto grosso in A Minor, Op.6. no.4 18. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : I. Larghetto affettuoso
19. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : II. Allegro
20. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : III. Largo e piano
21. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : IV. Allegro
Vivaldi – Concerto in E Minor for 4 violins, op.3, no.4 22. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : I. Andante
23. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : II. Allegro assai
24. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : III. Adagio
25. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : IV. Allegro
Sandrine Piau (soprano); Gloria Banditelli (contralto); Europa Galante
dir. Fabio Biondi
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O libreto de “Rinaldo” foi inspirado no Gerrusalemme liberata, um poema épico do poeta italiano Torquato Tasso, publicado pela primeira vez em 1581, que conta uma versão amplamente mitificada da Primeira Cruzada, na qual cavaleiros cristãos batalham contra os muçulmanos para tomar Jerusalém.
A ação acontece na época da Primeira Cruzada (1096-99), durante a qual os exércitos da cristandade estavam sob o comando de Godfrey de Bouillon. A ópera foi encenada pela primeira vez no Queen’s Theatre (ou seja, sob o patrocínio da rainha Anne) e experimentou um sucesso de quinze apresentações entre fevereiro e junho de 1711.
Na ária ‘Cara sposa’ o motivo carinhoso confiado aos violinos e a uma menor suave tonalidade, imediatamente cria um clima de ternura extrema, enquanto o repetido pulsar das semínimas parece traduzir a dor da separação. Esta famosa peça foi escrita especialmente para um dos melhores castrati de todos, o alto Nicola Grimaldi, conhecido como “Nicolino”, que veio originalmente de Nápoles.
Igualmente famosa é a ária em ritmo de sarabande, “Lascia ch’io pianga”, que foi cantada pela primeira vez pela soprano Isabella Girardeau. Em sua simplicidade arrebatadora, nunca falha em sensibilizar o ouvinte, e seu uso revelador do silêncio como um gesto expressivo é um detalhe composicional e retórico que é praticamente inexistente no mundo moderno. (ex-internet)
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Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759) Händel – Arie e Duetti d’Amore 01. Tolomeo, re d’Egitto, opera, HWV 25/ Aria (Tolomeo)/ Stille amare 02. Muzio Scevola, opera, Act III, HWV 13/ Duetto (Clelia, Muzio)/ Ma come amar? 03. Rinaldo, opera, HWV 7/ Aria (Almirena)/ Lascia ch’io pianga 04. Berenice, Regina d’Egitto, opera, HWV 38/ Aria (Demetrio)/ Su, Megera, Tisifone, Aletto! 05. Trio sonata for 2 violins & continuo in G minor, Op. 2 No. 6, HWV 391/ Adagio 06. Trio sonata for 2 violins & continuo in G minor, Op. 2 No. 6, HWV 391/ Allegro 07. Trio sonata for 2 violins & continuo in G minor, Op. 2 No. 6, HWV 391/ Largo 08. Trio sonata for 2 violins & continuo in G minor, Op. 2 No. 6, HWV 391/ Allegro 09. Rinaldo, opera, HWV 7/ Aria (Rinaldo)/ Cara sposa 10. Imeneo, opera, HWV 41/ Duetto (Rosmene, Tirinto)/ Per le porte del tormento 11. Tolomeo, re d’Egitto, opera, HWV 25/ Duetto (Seleuce, Tolomeo)/ Se il cor ti perde 12. Rodelinda, regina de Langobardi, opera, HWV 19/ Aria (Rodelinda)/ Ritorna, oh caro 13. Concerto a quattro, for recorder, violin, bassoon & continuo in D minor (doubtful)/ Con contento 14. Concerto a quattro, for recorder, violin, bassoon & continuo in D minor (doubtful)/ Allegro 15. Concerto a quattro, for recorder, violin, bassoon & continuo in D minor (doubtful)/ Largo 16. Concerto a quattro, for recorder, violin, bassoon & continuo in D minor (doubtful)/ Presto 17. Arminio, opera, HWV 36/ Duetto (Tusnelda, Arminio)/ Il fuggir, cara mia vita 18. Il Parnasso in festa, serenata, HWV 73/ Aria (Orfeo)/ Ho perso il caro ben
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Händel – Arie e Duetti d’Amore – 1997 Sandrine Piau (soprano)
Gloria Banditelli (contralto)
Europa Galante
dir. Fabio Biondi
powered by iTunes 12.8.0 | 1 h 12 min . Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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Talvez esta gravação fique um pouco abaixo daquela clássica de Simon Preston, com The English Concert regido por Trevor Pinnock para a Archiv, mas é um belo registro que não precisa se curvar diante do ícone. Egarr prova ser um excelente solista que dá à música toda a emoção que merece, sem sobrecarregá-la com um virtuosismos superficiais. Melhor ainda, ele entende o significado da música e da face majestática das obras, bem como de sua melancolia e jovialidade, presentes nas proporções corretas. A delicadeza do Concerto Nº 6 é inédita. Eu achei, pelo menos. A qualidade da gravação da HM é, como sempre, sensacional.
G. F. Handel (1685-1759): Organ Concertos Op. 4
Organ Concerto In G Minor Op. 4 No. 1
1 Larghetto, E Staccato 5:02
2 Allegro 5:01
3 Adagio 1:13
4 Andante 4:13
Organ Concerto In B-Flat Major Op. 4 No. 2
5 A Tempo Ordinario, E Staccato 0:50
6 Allegro 4:21
7 Adagio, E Staccato 0:38
8 Allegro, Ma Non Presto 3:29
Organ Concerto In G Minor Op. 4 No. 3
9 Adagio 3:24
10 Allegro 3:41
11 Adagio 0:56
12 Allegro 2:03
Organ Concerto In F Major Op. 4 No. 4
13 Allegro 3:57
14 Andante 4:17
15 Adagio 1:05
16 Allegro 5:04
Organ Concerto In F Major Op. 4 No. 5
17 Larghetto 1:51
18 Allegro 2:25
19 Alla Siciliana 1:28
20 Presto 2:30
Organ Concerto In B-Flat Major Op. 4 No. 6
21 Andante Allegro 6:17
22 Larghetto 4:05
23 Allegro Moderato 2:41
Organ – Richard Egarr
Bass – Tim Amherst*
Bassoon – Alexandre Salles
Cello – Catherine Jones, Imogen Seth Smith*
Lute, Guitar – William Carter
Oboe – Frank de Bruine, Lars Henriksson
Viola – Martin Kelly, Trevor Jones
Violin – Iwona Muszynska, Joanna Lawrence, Marianna Szücs, Pavlo Beznosiuk, Pierre Joubert, Rebecca Livermore, Rodolfo Richter, William Thorp
Academy Of Ancient Music
Lembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Mas, óin, as capas tinham gatinhos… Enfim, o apelido “Disco de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções. Nem eu. Pois a grande surpresa aqui é o fato de eu ter gostado deste disco de gatinhos barrocos de Daniel Hope. Achei um mui digno caça-níqueis pontuado por obras inesperadas neste tipo de seleções. É o gênero de disco que as gravadoras fazem para popularizar de vez um artista muito bom e ganhar uma bela grana. E Hope é boníssimo e tem bom gosto. Se não tivesse, faria o habitual: uma salada sem gosto.
Andrea Falconieri (1585 – 1656)
1. Chaconne in G Major [3:14]
George Frideric Handel (1685 – 1759)
Suite No.15 in D minor for Harpsichord, HWV 447
2. 3. Sarabande [3:07]
Diego Ortiz
3. Ricercata segunda [1:25]
Andrea Falconieri (1585 – 1656)
4. La suave melodia [3:10]
Biagio Marini (1597 – 1665)
5. Passacalio in G minor [3:38]
Nicola Matteis
6. “La Vecchia Sarabanda” [4:17]
Johann Pachelbel (1653 – 1706)
Canon and Gigue in D major
7. 1. Canon [3:41]
8. 2. Gigue [1:25]
Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)
Concerto for Violin concertato, Strings and Basso continuo in A minor, TWV 51:A1
9. Adagio [2:59]
10. Allegro [2:22]
11. Presto [1:41]
Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata for Violin and Continuo III
12. Imitazione delle Campane [1:55]
Nicola Matteis
13. Ground after the Scotch Humour [1:50]
Francesco Geminiani
Concerto grosso No.5 in G minor
Arr. from Corelli’s Sonata Op.5 No. 5
14. 1. Adagio [3:02]
15. 2. Vivace [1:38]
16. 3. Adagio [2:45]
17. 4. Allegro [1:40]
Antonio Valente
18. Gagliarda Napolitana [1:51]
Andrea Falconieri (1585 – 1656)
19. Passacaglia in G Minor [2:56]
Jean-Marie Leclair (1697 – 1764)
20. Tambourin [1:44]
Anonymous
21. Greensleeves [4:40]
Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata “La guerra” in A Major
22. La Guerra cosí nominata di sua maestà [0:46]
Sonata for Violin and Continuo II
Sonata for Violin and Continuo “Consacrate al Grand’ Apolline di questi tempi”
23. Imitazione del Liuto. Presto [2:26]
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite No.3 in D, BWV 1068
24. 2. Air [5:01]
Cello – Jonathan Cohen (7), William Conway
Double Bass – Enno Senft
Engineer – Mike Hatch
Executive-Producer – Dr. Alexander Buhr
Harpsichord, Organ – Kristian Bezuidenhout
Lute, Guitar, Theorbo – Stefan Maass, Stephan Rath (2)
Percussion – Hans-Kristian Kjos Sørensen
Photography By [Cover] – Harald Hoffmann
Producer – John West*
Viola – Stewart Eaton
Violin – Lucy Gould
Violin [Solo Violin Ii] – Lorenza Borrani
Violin, Executive Producer, Liner Notes – Daniel Hope
Sharon Bezaly é uma excelente flautista que já demonstrou seus dotes em várias gravações da BIS, seja em concertos escritos para ela por renomados compositores contemporâneos, incluindo Sofia Gubaidulina e Kalevi Aho, seja em clássicos da literatura de flauta, como os concertos para flauta de Mozart. Ao longo do caminho, gravou uma grande variedade de discos que são recitais imaginativamente programados, com foco nas grandes sonatas de flauta, bem como na tradição da flauta francesa. Neste disco, Bezaly visita o período em que a flauta transversa se estabeleceu como instrumento solo por si só. Foi apenas no século XVIII que os músicos começaram a se especializar em flauta transversa, em vez de ficarem só no oboé ou na flauta doce. Este disco reflete este desenvolvimento do gosto musical com um programa de seis sonatas para flauta e cravo, com e sem o apoio de um instrumento de baixo. Uma joia!
Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo
1. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: I. Largo (2:06)
2. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: II. Vivace (3:02)
3. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: III. Andante (1:50)
4. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: IV. Presto (1:13)
5. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: V. Adagio (1:41)
6. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VI. Alla Breve (2:34)
7. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VII. A Tempo Di Minuet (1:42)
8. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: I. Adagio Ma Non Tanto (2:40)
9. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: II. Allegro (2:39)
10. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: III. Andante (3:17)
11. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: VI. Allegro (4:37)
12. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: I. Vivace (5:09)
13. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: II. Largo e Dolce (2:47)
14. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: III. Allegro (4:26)
15. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: I. Adagio Ma Non Tanto (2:16)
16. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: II. Allegro (2:55)
17. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: III Siciliano (3:08)
18. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: IV. Allegro Assai (3:12)
19. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: I. Allegro Moderato (3:35)
20. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: II. Siciliano (2:09)
21. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: III. Allegro (4:43)
22. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: I. Vivace (2:10)
23. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: II. Largo (1:32)
24. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: III. Allegro (2:12)
Este Händel dá uma boa ideia dos corais (com orquestra) criados pelo compositor. Mas tudo parece um sub-Messias, meio sem graça, na minha opinião. O Oratório foi um gênero que Händel consolidou na Inglaterra a partir da tradição dos anthems (hinos), textos sacros postos em música com solos e coros usados no culto anglicano, como se percebe nos Chandos Anthems e em vários outros. Sua estrutura e escala eram bastante semelhantes aos oratórios que ele desenvolveu mais tarde, introduzindo um dramatismo e pujança que os anthems desconheciam e dando-lhes independência da liturgia. Mas as motivações de Händel para se dedicar ao gênero não são claras. É possível que fosse uma tentativa de contornar a proibição de música operística durante a Quaresma, mas representações de dramas sacros faziam parte também de uma tradição de educação moral e religiosa estabelecida por Racine entre famílias ricas e piedosas na França.
Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)
1. Sonata (Largo) (Allegro) (Chandos Anthem No 8 O come, let us sing unto the Lord)
2. O come, let us sing unto the Lord
3. O come, let us worship
4. Glory and worship are before him
5. Tell it out among the heathen that the Lord is King
6. O magnify the Lord
7. The Lord preserveth the souls of the saints
8. For look as high as the heaven is
9. There is sprung up a light for the righteous
10. Sonata (Larghetto)- Allegro (Chandos Anthem No 6a As pants the hart)
11. As pants the hart for cooling streams
12. Tears are my daily food
13. Now when I think thereupon
14. In the voice of praise and thanksgiving
15. Why so full of grief, O my soul?
16. Put thy trust in God
17. Sonata Andante-Allegro (Chandos Anthem No 5a I will magnify thee, O God)
18. I will magnify thee, O God
19. Ev’ry day will I give thanks unto thee
20. One generation shall praise thy works unto another
21. The Lord preserveth all them that love him
22. The Lord is righteous in all his ways
23. Happy are the people that are in such a case
24. My mouth shall speak the praise of the Lord
Susan Gritton, soprano
Iestyn Davies, contratenor
Thomas Hobbs, tenor
The Choir of Trinity College Cambridge
Orchestra of the Age of Enlightenment
Stephen Layton
Esses CD’s tem uma história de novela. Tudo começou quando por acaso um colega meu, via MSN, me perguntou o que eu sabia sobre Handel. Falei que era um compositor da Alemanha, que foi para a Inglaterra; renovando a música de lá, falei que ele tinha mudado seu nome…. e assim vai. Nada que uma pequena olhada na Wikipedia não resolvesse. Daí logo após essa “catequese” esse meu colega me perguntou se eu tinha algo de Handel. Respondi: Claro que tenho. Tenho o Messias, Water Music, Fireworks e…. Fiquei sem ter o que falar. Daí fui eu pesquisar e me deparei com esses 3 CD’s. Pensei: órgão era “O” instrumento da época! Logo Tico e Teco bateram um com o outro e caiu uma ficha na minha cabeça.
Depois disso em um comentário (na época eu era como um de vocês), perguntei ao mano PQP se ele gostaria que eu ”upasse” o arquivo e postasse nos comentários. Ele falou que sim e assim eu o fiz. Para a minha surpresa 4 pessoas tinham feito o Download. A minha felicidade foi tremenda ( lembrem-se, na época ainda era um de vocês ) hoje, por um motivo qualquer eu resolvi fazer essa postagem. Quem tiver aquela curiosidade mortal por Handel dá uma olhada nesse link.
Então é isso 😀
Georg Friedrich Händel (1685 – 1759) – Complete Organ Concertos – Pinnock – Simon Preston
Disc: 1
1. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Larghetto e staccato-Adagio
2. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Allegro
3. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Adagio
4. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Andante
5. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: A tempo ordinario e staccato-Adagio
6. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: Allegro
7. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: Adagio e staccato
8. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: Allegro ma non presto
9. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Adagio
10. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Allegro
11. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Adagio
12. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Gavotte (Allegro)
13. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Allegro
14. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Andante
15. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Adagio
16. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Allegro
17. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Larghetto
18. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Allegro
19. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Alla Siciliana
20. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Presto
21. Harp Concerto in B flat major, Op.4/6, HWV 294: Andante allegro
22. Harp Concerto in B flat major, Op.4/6, HWV 294: Larghetto-Adagio
23. Harp Concerto in B flat major, Op.4/6, HWV 294: Allegro moderato
Disc: 2
1. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Andante
2. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Andante-Adagio
3. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Largo e piano
4. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Allegro
5. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Organo ad libitum: Adagio in G minor (from HHA IV/17, no.22)
6. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Bourrée:Allegro
7. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: Ouverture
8. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: A tempo ordinario
9. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: Organo ad libitum: Adagio (from Op. 1/3)
10. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: Allegro
11. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Allegro
12. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Organo ad libitum: Adagio-Fuge (Adagio from Overture to Giustino; Fugue from HWV 607 No. 3
13. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Spiritoso
14. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Menuet
15. Organ Concerto in D minor, Op. 7/4, HWV 309: Adagio
16. Organ Concerto in D minor, Op. 7/4, HWV 309: Organo ad libitum: Fuga. Larghetto (from Eternal monarch of the sky from Joseph and his
17. Organ Concerto in D minor, Op. 7/4, HWV 309: Allegro
Disc: 3
1. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Staccato ma non troppo allegro
2. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Andante larghetto e staccato
3. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Menuet
4. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Gavotte
5. Organ Concerto in B flat major, Op.7/6, HWV 311: Pomposo
6. Organ Concerto in B flat major, Op.7/6, HWV 311: Organo ad libitum: Air. Lentement (from unpublished Sinfonia in B flat major)
7. Organ Concerto in B flat major, Op.7/6, HWV 311: Air: A tempo ordinario
8. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Larghetto
9. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Allegro
10. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Larghetto
11. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Allegro
12. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Largo e staccato
13. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Organo ad libitum: Fuga. Allegro (from Op. 1/3)
14. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Andante
15. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Grave
16. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Allegro
17. Organ Concerto in D minor (No.15), HWV 304: Andante
18. Organ Concerto in D minor (No.15), HWV 304: Organo ad libitum: Adagio-Fuga (Adagio from Harpsichord Suite No. 2; Fuga from O God who
19. Organ Concerto in D minor (No.15), HWV 304: Allegro
Estas duas obras presentes neste CD que ora vos trago são dois pilares da música ocidental do Século XVIII, compostas por dois dos maiores gênios a história da criação humana. E tenho dito. Pilares da música sacra, completando.
Mesmo nascendo no mesmo ano e na mesma região da Alemanha, seguiram caminhos bem diferentes, sofreram diferentes influências da música que era composta em outros países da Europa. Sugiro aos senhores a leitura do texto incluso no ótimo booklet que acompanha o CD. Bem explicativo, discute as semelhanças e diferenças entre as obras, fundamentais no repertório da música ocidental.
O padrão de qualidade do selo Alpha continua altíssimo nesta gravação do excelente conjunto Vox Lumini.
Ótima trilha sonora para este domingo chuvoso.
1 Magnificat in D Major, BWV 243: I. Magnificat anima mea
2 Magnificat in D Major, BWV 243: II. Et exultavit
3 Magnificat in D Major, BWV 243: III. Quia respexit
4 Magnificat in D Major, BWV 243: IV. Omnes generationes
5 Magnificat in D Major, BWV 243: V. Quia fecit mihi magna
6 Magnificat in D Major, BWV 243: VI. Et misericordia
7 Magnificat in D Major, BWV 243: VII. Fecit potentiam
8 Magnificat In D Major, Bwv 243: VIII. Deposuit Potentes
9 Magnificat in D Major, BWV 243: IX. Esurientes
10 Magnificat in D Major, BWV 243: X. Suscepit Israel
11 Magnificat in D Major, BWV 243: XI. Sicut locutus est
12 Magnificat in D Major, BWV 243: XII. Gloria Patri
13 Dixit Dominus, HWV 232: I. Dixit Dominus Domino meo
14 Dixit Dominus, HWV 232: II. Virgam virtutis tuae
15 Dixit Dominus, HWV 232: III. Tecum principium
16 Dixit Dominus, HWV 232: IV. Juravit Dominus
17 Dixit Dominus, HWV 232: V. Tu es sacerdos
18 Dixit Dominus, HWV 232: VI. Dominus a dextris tuis
19 Dixit Dominus, HWV 232: VII. Judicabit in nationibus
20 Dixit Dominus, Hwv 232: VIII. Conquassabit Capita
21 Dixit Dominus, HWV 232: IX. De torrente in via bibet
22 Dixit Dominus, HWV 232: X. Gloria Patri et Filio, et Spiritui Sancto
ZSUZSI TÓTH [3, 10],
STEFANIE TRUE [2],
CAROLINE WEYNANTS [10]
VICTORIA CASSANO SOPRANOS
JAN KULLMANN [6]
DANIEL ELGERSMA [9, 10]
ALTOS ROBERT BUCKLAND [8],
PHILIPPE FROELIGER [6]
TENORS SEBASTIAN MYRUS [5], LIONEL MEUNIER BASSES
VOX LUMINI
LIONEL MEUNIER
Georg Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de fevereiro de 1685 — Londres, 14 de abril de 1759)
Vamos começar falando GROSSO: este CD triplo é IM-PER-DÍ-VEL !!!!. Ouvir este CD da talentosíssima pianista alemã Ragna Schirmer (1972) é como pegar uma pedra do chão e atirá-la contra o muro onde está escrito que Händel era um compositor estritamente vocal. Apesar do muro permanecer sólido, vemos cair boa parte do reboco.
As obras de Handel para teclado solo receberam a enorme sombra da inatingível produção de meu pai e são raramente ouvidas. É uma pena, porque há muita música do caralho nestas obras. Frau Schirmer interpreta-as num piano moderno e produz, aparentemente sem esforço, performances da maior elegancia e sensibilidade. São três horas e meia de uma música onde não se encontra um momento chato. A clareza da pianista é algo de deixar encantado o mais exigente dos pequepianos.
Altamente recomendado aos numerosos amantes do barroco de nosso blog!
(Comparar esta versão com a interpretação medíocre de Scott Ross é proibido, tá?)
Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Integral das Suítes para Teclado
CD 1:
Suite for keyboard, Vol.2, No.1 in B flat major, HWV 434
1) Prélude
2) Sonata. Allegro
3) Aria con variazioni
Suite for keyboard, Vol.2, No.3 in D minor, HWV 436
4) Allemande
5) Allegro
6) Air. Lentement
7) Gigue
8. Menuett
Suite for keyboard, Vol.2, No.8 in G major, HWV 441
9) Allemande Listen
10) Allegro
11) Courante
12) Aria. Presto
13) Menuett
14) Gavotte – Double
15) Gigue
Suite for keyboard, Vol.1, No.3 in D minor, HWV 428
16) Prélude
17) Allegro
18) Allemande
19) Courante
20) Air
21) Double
22) Presto
O que existe de CDs com árias de Händel poderia pavimentar o chão de todo o andar onde me encontro e ainda sobraria alguma coisa para as reformas. Cada bom cantor ou cantora lírica tem o seu, quase sempre acompanhado de excelentes orquestras historicamente informadas. E, caramba, é o caso deste! Só que as escolhas da francesa Piau e de Christophe Rousset estão muito acima do normal. É claro que as interpretações de ambos também. Fugindo das óbvias árias habituais, Piau dá um banho de talento. É uma especialista em música barroca que colaborou com Koopman na integral de Cantatas e Paixões de Bach. Imaginem que entrou no Conservatório de Paris para tocar harpa… Então, por puro acaso, William Christie ouviu-a cantarolando e…
G. F. Händel (1685-1759) : Opera Seria (Árias)
01. Scoglio d’immota fronte (Scipione), 4:57.69
02. Verdi piante (Orlando), 6:19.44
03. Che sento..Oh Dio! (Giulio Cesare), 1:07.02
04. Se pieta (Giulio Cesare), 7:43.25
05. L’amor ed il destin (Partenope), 2:59.43
06. Ah spietato (Amadigi), 5:25.25
07. Brilla nell’alma (Alessandro), 5:20.14
08. Ombre piante (Rodelinda), 5:45.51
09. Combattuta da due venti (Faramondo), 5:54.74
10. Cor di padre (Tamerlano), 8:16.41
11. M’ai resa infelice (Deidamia), 3:52.28
12. Son qual stanco (Arianna in Creta), 9:24.73
Sandrine Piau, soprano
Les Talens Lyriques
Christophe Rousset
Originalmente postado em 10 de dezembro de 2011 pelo monge Ranulfus e agora atualizado pelo Avicenna, com links atualizados.
Com esta, são CINCO as versões integrais do Te Deum de Luís Álvares Pinto postadas neste blog.
Exagero? Não acho não. “Mais gravações tivera, mais postara”, pois pra mim tanto a posição dessa peça na história da música brasileira quanto a sua pura qualidade musical justificariam plenamente conhecer mil versões. Aliás, basta vocês ouvirem como diferem estas cinco, às vezes a ponto de quase não se reconhecer que é a mesma peça, para perceber que estamos diante desse tipo de música que não esgota fácil as suas possibilidades!
“E para mais me espantar” (nossa, parece que a sombra de Camões encostou com tudo no monge Ranulfus esta noite!), três dessas cinco versões são da Camerata Antiqua de Curitiba: a de 2000, postada pelo Avicenna aqui há poucos dias, em 29/11; a de 1981, que eu mesmo postei em 26/05/2010; e agora esta de 1995, comemorativa dos 20 anos da Camerata. Sabem de qual eu gosto mais? Não? Coincidência, eu também não! Depende do dia, da hora…
Na postagem de 2010 eu incluí dados caprichosamente pesquisados sobre Álvares Pinto. Se quiserem, olhem lá: hoje eu vou logo desovando a música, que os tempos são outros, as pesquisas que a vida anda exigindo também!
Só observo ainda que aqui, como na gravação de 1981, o outro lado do vinil é ocupado por um Salmo musicado por Händel – mas são dois salmos diferentes: lá, um bonito Laudate Pueri; aqui um Dixt Dominus que não é só bonito, talvez possa ser chamado “monumental”, e é tremendamente desafiador para o coro.
Foi prudente para o conjunto encarar tamanho desafio àquela altura? Não sei. Sei que pessoalmente eu gosto do resultado; nem tudo é perfeito, mas as próprias imperfeições são de um tipo que eu chamaria “imperfeições inspiradas”, que não me tiram o prazer da audição, às vezes até aumentam, como se fossem um atestado de que essa música é uma realização humana, com embate & suor. É provável que nem todo mundo sinta o mesmo – e isso é ótimo, não?
Mas, seja como for, aposto que ninguém vai se arrepender de conhecer essa peça!
Palhinha: ouça a integral do Te Deum enquanto saboreia telas de artistas brasileiros contemporâneos.
Camerata Antiqua de Curitiba, 1995
Gravação comemorativa dos 20 anos do grupo
Regência: Roberto de Regina
Luis Álvares Pinto (Recife, 1719-1789): TE DEUM
(orquestração completada por Harry Crowl, 1995)
00:00 (1) Te Deum / Te Dominum
01:31 (2) Tibi Omnes
02:37 (3) Sanctus
04:20 (4) Te gloriosus
05:23 (5) Te martyrum
07:04 (6) Patrem imensae
09:07 (7) Sanctum quoque
11:39 (8) Tu Patris
13:40 (9) Tu devicto
15:31 (10) Judex crederis
18:41 (11) Salvum fac
20:23 (12) Per singulos dies
21:56 (13) Dignare
24:03 (14) Fiat misericordia
25:13 (15) In te Domine
Georg Friedrich Händel (1685-1759): DIXIT DOMINUS (Salmo 110 [109])
00:00 (1) Dixit Dominus
06:05 (2) Virgam virtutis
09:28 (3) Tecum principium
12:33 (4) Juravit Dominus
14:48 (5) Tu es sacerdos
16:24 (6) Dominus a dextris tuis
19:24 (6b) Ludicabit in nationibus
22:55 (7) De torrente in via bibet
27:00 (8) Gloria
Ofereço esta postagem de 10 de dezembro ao meu pai, que estaria fazendo 89 anos neste dia se não houvesse desembarcado do planeta 30 anos antes, e que com certeza adoraria cada minuto da música deste disco!
Vamos continuar com a obra de Handel, desta vez trazendo outra obra prima do genial compositor, a ‘Música para os Reais Fogos de Artifício’.
A Wikipedia tem uma descrição hilariante, porém trágica, da primeira apresentação da obra:
‘ Durante as preparações, Handel e o Duque de Montagu, o Mestre Geral da Ordnance e o oficial responsável pelos Royal Fireworks, discutiram se sobre a adição de violinos. O duque deixou claro para Handel que o rei George preferia apenas instrumentos e tambores marciais e esperava que não houvesse “violões”. Handel omitiu os instrumentos de corda contra sua vontade. Também contra a vontade de Handel, houve um ensaio completo da música no Vauxhall Gardens e não no Green Park. Em 21 de abril de 1749, uma platéia afirmou ser mais de doze mil pessoas, cada uma pagando dois xelins e seis centavos (metade de uma coroa) correu para isso, causando um engarrafamento de três horas de carruagens na London Bridge, a única rota veicular para a área ao sul do rio.
Seis dias depois, em 27 de abril, os músicos presentes estavam em um prédio especialmente construído, desenhado por Servandoni, designer de teatro, que usava quatro italianos para ajudá-lo. Andrea Casali e Andrea Soldi desenharam as decorações. Os próprios fogos de artifício foram inventados e controlados por Gaetana Ruggieri e Giuseppe Sarti, ambos de Bolonha. Charles Frederick era o controlador, o capitão Thomas Desaguliers era o principal mestre do fogo. A exibição não foi tão bem sucedida quanto a música em si: o clima estava chuvoso causando muitas falhas e, no meio do show, o pavilhão direito pegou fogo. Além disso, as roupas de uma mulher foram colocadas em um foguete desviado e outros fogos de artifício queimaram dois soldados e cegaram um terceiro. Ainda outro soldado explodiu sua mão durante um ensaio anterior para os 101 canhões que foram usados durante o evento.’
01 Music for the Royal Fireworks – Ouverture
02 Music for the Royal Fireworks – Bourree
03 Music for the Royal Fireworks – La paix
04 Music for the Royal Fireworks – La rejouissance
05 Music for the Royal Fireworks – Menuet I
06 Music for the Royal Fireworks – Menuet II
07 Concerti a due cori n.2 – Pomposo
08 Concerti a due cori n.2 – Allegro
09 Concerti a due cori n.2 – A tempo giusto
10 Concerti a due cori n.2 – Largo
11 Concerti a due cori n.2 – Allegro ma non troppo
12 Concerti a due cori n.2 – A tempo ordinario
13 Concerti a due cori n.3 – Ouverture
14 Concerti a due cori n.3 – Allegro
15 Concerti a due cori n.3 – Allegro ma non troppo
16 Concerti a due cori n.3 – Adagio
17 Concerti a due cori n.3 – Andante larghetto
18 Concerti a due cori n.3 – Allegro
Um baita CD, maravilhosamente bem interpretado. Apollo e Dafne é uma cantata secular de Georg Friedrich Händel, composta entre 1709 e 1710. Händel iniciou sua composição em Veneza e a terminou em Hanover. É uma das mais ambiciosas cantatas do autor. Seu libreto narra a história mítica do amor entre Apolo e Dafne. Meu pai tinha esta obra em vinil, cantada por Fischer-Dieskau… Onde andará? Mas Silete Venti também é algo extraordinário. Então, ouça porque vale a pena.
Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti
Silete Venti (Motet For Soprano & Orchestra, Hwv 242)
1 Symphonia: Silete venti 5:51
2 Aria: Dulcis Amor, Jesu Care 6:46
3 Accompagnato: O Fortunata Anima 0:37
4 Date Serta, Date Flores 9:13
5 Presto: Alleluia 3:05
Apollo e Dafne (Cantata For Soprano, Baritone, & Orchestra, Hwv 122)
6 Recitativo: La Terra E Liberata! 0:46
7 Aria: Pende Il Ben Dell’ Universo Da Quest’ Arco Salutar 3:48
8 Recitativo: Ch’ Il Superbetto Amore Delle Saette Mie Ceda A la Forza (Apollo) 0:32
9 Aria: Spezza L’arco E Getta L’armi (Apollo) 2:58
10 Aria: Felicissima Quest’alma, Ch’ama Sol la Liberta (Dafne) 6:31
11 Recitativo: Che Voce! Che Belta! (Apollo E Dafne) 1:00
12 Aria: Ardi, Adori, E Preghi In Vano (Dafne) 3:27
13 Recitativo: Che Crudel! (Apollo E Dafne) 0:14
14 Duetto: Una Guerra Ho Dentro Il Seno (Dafne Ed Apollo) 1:54
15 Recitativo: Placati Al Fin, O Cara (Apollo) 0:21
16 Aria: Come Rosa In Su la Spina (Apollo) 3:21
17 Recitativo: Ah! Ch’un Dio Non Dovrebbe (Dafne) 0:21
18 Aria: Come In Ciel Benigna Stella (Dafne) 3:46
19 Recitativo: Odi la Mia Ragion! (Apollo E Dafne) 0:24
20 Duetto: Deh! Lascia Addolcire (Apollo E Dafne) 2:36
21 Recitativo: Sempre T’adorero! (Apollo E Dafne) 0:22
22 Scena: Mie Piante Correte (Apollo) 3:16
23 Aria: Cara Pianta, Co’miei Pianti (Apollo) 6:49
Baritone Vocals – Russell Braun
Soprano Vocals – Karina Gauvin
Orchestra – Les Violons du Roy
Conductor – Bernard Labadie
O enorme, imenso e genial compositor George Friedrich Handel viveu em uma época em que tinha como contemporâneos nosso Johann Sebastian Bach e sua prole, Antonio Vivaldi, Teleman, entre outros mestres que revolucionaram a história da música e contribuiram significativamente para a evolução da mesma. E como o gênio que foi, também contribuiu e muito para esta mesma evolução.
Esta pequena coleção que ora vos trago mostra um pouco do talento deste gênio, que compôs óperas, oratórios, obras orquestrais, de câmara, para instrumentos solos, para teclado, sopros, enfim, produziu e muito.
O grande maestro inglês Trevor Pinnock e seu conjunto The English Concert realizaram uma interpretação absolutamente perfeita destas obras, não temo em colocar estas gravações com referência, talvez a melhor já realizada.
Começamos com a Watermusik, ou Música Aquática. Trata-se de uma suíte dividida em duas partes, com diversos movimentos, explorando todas as possibilidades de um grupo de câmara. E considero esta coleção tão importante e fundamental em qualquer cdteca e vou traze-la aos poucos, para ser melhor degustada.
Então, sentem-se em suas melhores poltronas, escolham um bom vinho e apreciem a música de Handel.
1 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 1. Ouverture (Grave – Allegro)
2 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 2. Adagio e staccato
3 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 3. Allegro – Andante – Allegro
4 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 4. (Menuet)
5 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 5. Air
6 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 6. Menuet
7 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 7. Bourrée
8 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 8. Hornpipe
9 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 9. (Andante)
10 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 1. Allegro
11 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 2. Alla Hornpipe
12 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 3. (Menuet)
13 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 4. Rigaudon
14 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 5. Lentement
15 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 In D/G, HWV 348 – 6. Bourrée
16 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 7. Menuet
17 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 8. (Andante)
18 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 9. (Country Dance I/II)
19 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 10. Menuet
Esta é a primeira colaboração (2008) de Magdalena Kožená com a sensacional Venice Baroque Orchestra de Andrea Marcon, um grupo superlativo. É um álbum imprescindível aos fans de Händel, Handel ou Haendel, como queiram. Aqui, Kožená retorna ao local onde sempre é feliz: o canto barroco dramático. Assim como no álbum Lamento, anterior a este, Kožená combina árias conhecidas e desconhecidas para criar uma antologia pessoal de momentos dramáticos de amor, ódio, esperança e desespero. O programa inclui arias de Rinaldo, Giulio Cesare, Alcina e Joshua, entre outros. Os personagens e a escrita apaixonada são veículos perfeitos para o talento lírico único de Kožená. O que ela consegue é realmente muito bonito, vai direto ao coração.
Queridos, hoje vos trago mais uma pintura de gravação realizada pela gravadora Glossa, e estrelada pela magnífica soprano Roberta Invernizzi. São obras para duas ou três vozes, com acompanhamento instrumental.
Estas obras foram compostas quando o jovem Haendel viajou para a Itália, viagem esta que o influenciou profundamente. Sugiro a leitura do booklet que segue em anexo para maiores informações.
Então vamos ao que viemos. Para se deleitar, degustar, apreciar sem moderação.
1 Quel fior che all’alba ride (hwv 200)
2 Giù nei tartarei regni (hwv 187)
3 Quando in calma ride il mare (hwv 191)
4 Amor gioie mi porge (hwv 180)
5 Caro autor di mia doglia (hwv 182)
6 Che vai pensando (hwv 184)
7 Va, speme infida (hwv 199)
8 Tacete, ohimè, tacete (hwv 196)
9 Se tu non lasci amore (hwv 201)
Roberta Invernizzi, soprano
silvia frigato, mezzo-soprano
krystian adam, tenor
thomas bauer, baritone
Handel escreveu muitíssimas óperas e, como ela não são tudo isso para serem ouvidas completas, há inúmeros bons discos de highlights. Este é excelente. Boas cantoras, boa orquestra e direção. Ouvi com extremo interesse e prazer. As árias e duetos deste CD foram cuidadosamente selecionadas de dez óperas menos conhecidas de Handel. Alessandrini explica: “Tivemos o cuidado de evitar os títulos mais conhecidos e manter o contraste de um número para outro. E mantivemos os recitativos, de modo a colocar os personagens no contexto dramático da ópera e definir o humor dominante de cada ária”. Valeu a pena.
Dixit Dominus – Salmo 110 Vivaldi, Mozart e Handel
La Capella Reial de Catalunya Le Concert des Nations
Jordi Savall
Este é um dos Salmos mais populares, pois desde a Idade Média é sempre colocado no início do ofício de domingo das Vésperas – a parte do ofício divino que é a oração da noite. Isso explicaria o número muito elevado de compositores que escreveram a música para este salmo, especialmente desde o Renascimento: muitos templos pedindo música escrita especificamente para ser realizada durante as funções religiosas das referidas celebrações, seja instruindo o mestre de capela em questão a executar esta música, ou por um pedido mais consistente a um músico de prestígio, ou mesmo em cópias feitas de versões já existentes.
De qualquer forma, o importante era ter música polifônica ou um concerto, de acordo com os gostos e costumes de cada momento, para esta parte da liturgia. Além dos compositores encontrados nesta gravação, Francisco Guerrero, Tomás Luis de Victoria, Giovanni Gastoldi, Felice Anerio, Claudio Monteverdi, Alessandro Grandi, Orazio Benevoli, Dietrich Buxtehude, Marc-Antoine Charpentier, Alessandro Scarlatti, Nicola Porpora, Johann Adolph Hasse e Giovanni Battista Pergolesi estão na lista de compositores de renome que compuseram uma música para o Dixit Dominus, além de outros mais modernos, como Andreas Romberg.
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
01. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 1. Chorus: Dixit Dominus
02. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 2. Chorus: Donec ponam
03. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 3. Aria: Virgam virtutis
04. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 4. Duet: Tecum principium
05. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 5. Chorus: Juravit Dominus
06. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 6. Aria: Dominus a dextris tuis
07. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 7. Chorus: Judicabit in nationibus
08. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 8. Aria: De torrente in via bibet
09. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 9. Trio: Gloria Patri
10. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 10. Chorus: Sicut erat in principio
11. ‘Dixit Dominus’ RV 595 – 11. Chorus: Et in saecula saeculorum
Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791)
12. ‘Dixit Dominus’ KV 193 – 1. Allegro: Dixit Dominus
13. ‘Dixit Dominus’ KV 193 – 2. Andante: Gloria Patri
14. ‘Dixit Dominus’ KV 193 – 3. Allegro: Et in saecula saeculorum
15. ‘Magnificat’ KV 193 – 1. Allegro: Magnificat
16. ‘Magnificat’ KV 193 – 2. Allegro: Gloria Patri
O Dia da Música ou Dia de Santa Cecília, Padroeira da Música, é 22 de novembro, mas o PQP sempre cagou para datas, né? Bem, a Pan Classics chega com uma excelente gravação da impressionante ode composta por Handel para a santa. A Musica Fiorita, conjunto de Basileia conduzido por Daniela Dolci e que utiliza instrumentos originais de época, interpreta este trabalho bem conhecido com grande elegância. Fiquei comovido em muitos trechos. A Ode vem acompanhada pelo Concerto grosso Op. 6 Nº 4, o que apenas vem demonstrar a enorme musicalidade dos comandados de Dolci.
G. F. Handel (1685-1759) : Ode for St. Cecilia’s Day
01. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: I. Larghetto affettuoso
02. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: II. Allegro
03. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: III. Largo e piano
04. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: IV. Allegro
05. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: I. Overture
06. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: II. From Harmony
07. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: III. When Nature, Underneath a Heap
08. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: IV. From Harmony, from Heav’nly Harmony
09. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: V. What Passion Cannot Music Raise
10. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: VI. The Trumpet’s Loud Clangour
11. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: VII. March
12. Ode For St. Cecilia’s Day, Hwv 76: VIII. The Soft Complaining Flute
13. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: IX. Sharp Violins Proclaim
14. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: X. But Oh! What Art Can Teach
15. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: XI. Orpheus Could Lead the Savage Race
16. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: XII. But Bright Cecilia
17. Ode For St. Cecilia’s Day, Hwv 76: XIII. As From The Powers Of Sacred Lays
História da Música Sacra Grandes oratorios vol. 11/12: Palestrina, Cain overo Il primo omicidio vol. 13/14: Handel, Messiah vol. 15/16: Mendelssohn, Paulus
O oratório ou oratória é uma espécie de obra musical não somente instrumental, mas fundamentalmente cantada. Seu teor é essencialmente narrativo. Nesta composição interagem cantores que executam solos vocais, vozes em coro e uma orquestra. Este gênero é similar à ópera, tanto no que tange às categorias que dele participam, quanto na utilização de árias e recitais, mas enquanto as criações operísticas são apresentadas principalmente através do viés interpretativo, esta modalidade não exige encenações dramáticas.
Este gênero pode ter como tema a esfera espiritual ou questões mundanas; normalmente, porém, as questões enfocadas no oratório são extraídas das Escrituras Sagradas. Esta expressão provém da Congregação do Oratório, atualmente conhecida como Confederação do Oratório, uma comunidade de apóstolos criada em 1565, na cidade de Roma, por São Filipe Néri. Aí eram produzidos espetáculos de música sacra, no período que transcorreu de 1571 a 1594.
A musicalidade exercitada nesta sociedade deu impulso ao nascimento dos oratórios na forma como são produzidos nos dias atuais. A primeira temática abordada por eles foi a Paixão de Cristo, que ainda hoje é o tema dileto de seus criadores. A obra clássica neste gênero é, sem dúvida, a Paixão segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach.
Em meados do século XVII os oratórios de temática religiosa passaram por um processo de secularização. Prova desta inclinação contextual são as constantes execuções em recintos laicos, mais particularmente nos espaços cortesãos e em teatros públicos. Eles eram elaborados em torno de questões como a Criação, a trajetória de Jesus, a jornada de um herói clássico ou profetas da Bíblia.
A maior parte dos produtores de oratórios eram igualmente famosos por suas criações operísticas. Adotando o hábito desenvolvido na elaboração das óperas, eles passaram a editar libretos também para este gênero musical. Assim que os coros foram reduzidos, eles começaram a investir nas árias e também nas cantoras, que passam a desempenhar o papel masculino nos recitais. Monteverdi é o responsável pelo primeiro oratório de natureza profana, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda.
O oratório foi cultivado com maior ênfase na era Barroca; neste período os autores mais célebres são Georg Friedrich Handel, que compôs O Messias e Judas Maccabeus, além de obras seculares; Johann Sebastian Bach, autor das paixões; e Vivaldi, que se consagrou com Juditha Triumphans. Na fase clássica destacou-se Franz Joseph Haydn, com As Estações. No Romantismo esta modalidade teve um papel secundário, mesmo assim não se pode esquecer de A Infância de Cristo, de Hector Berlioz.
Este gênero nasceu na Itália, de diálogos sagrados, que nada mais eram que conformações de passagens bíblicas transcritas para o latim. Eles eram tecidos por meio de uma narração intensa, perpassada por uma carga dramática e pelos poucos diálogos entre os personagens dos temas abordados pelos autores. (http://www.infoescola.com/musica/oratorio/)
Harmonia Mundi: História da Música Sacra Great Oratorios
Cain overo Il primo omicidio, oratorio a 6 voci, 1707 History of the Sacred Music vol 11 + vol 12 Alessandro Scarlatti (Italy, 1660 – 1725) Akademie für Alte Musik Berlin Maestro René Jacobs, 1997
Messiah, 1741 History of the Sacred Music vol. 13 + vol. 14 Georg F. Händel (Germany/England, 1685 – 1759) Les Arts Florissants Maestro William Christie , 1993
Paulus, oratorio op. 36, 1836
History of the Sacred Music vol. 15 + vol. 16
Felix Mendelssohn-Bartholdy (Germany, 1809-1847)
La Chapelle Royale & Collegium Vocale
Orchestre de Champs-Élisées
Maestro Philippe Herreweghe, 1995
14º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora 2003
Com instrumentos de época. On period instruments.
A instauração de bispado em São Paulo e a fundação e construção da Sé no lugar da antiga matriz impulsionaram a atividade musical, com Alvará do Rei, de 6 de maio de 1746, criando ali os cargos de mestre-de-capela, organista e moços do coro. André da Silva Gomes, quarto mestre-de-capela da Sé de São Paulo, nasceu em Lisboa no mes de dezembro de 1752, como consta do assento de seu batismo realizado na freguesia de Santa Engrácia, daquela cidade, sendo filho legítimo de Francisco da Silva Gomes e Inácia Rosa. A documentação portuguesa não nos ofereceu nenhuma trilha para estabelecermos o local ou instituição em que Silva Gomes pudesse ter desenvolvido seus estudos musicais, já que seu nome não consta da documentação que restou do Seminário Patriarcal de Lisboa, onde lecionou o compositor José Joaquim dos Santos com quem Silva Gomes afirma, em seu Tratado da Arte Explicada de Contraponto, ter estudado.
André da Silva Gomes veio para Sao Paulo, em março de 1774, com o terceiro bispo da cidade, Dom Manuel da Ressurreição, que o trouxe como mestre-de-capela em sua comitiva. Teve como antecessores no cargo, Matias Álvares Torres, Antonio de Oliveira e Antonio Manso da Mota e, como eles, sua função era compor, ensaiar e executar a sua música nos ofícios da Sé e ensinar a juventude. De fato, Silva Gomes aplica-se ao ensino mantendo agregados que inicia na arte musical, sendo por eles assessorado, secundado e depois sucedido. Sua vida e trabalho em São Paulo prolongam-se de 1774 a 1823, sendo dessa última data sua composição mais recente, por nós reconhecida, a Missa de Natal, em sol maior, para ser executada na igreja da Freguesia de Cotia, constante do acervo de obras da antiga Sé, e por nos editada e executada inúmeras vezes a partir de 1978.
O período áureo da produção musical em São Paulo colonial coincide com as atividades de André da Silva Gomes na Sé. Seu brilhantismo e nível artístico absorvem, sem concorrência o que apresenta um quadro sui-generis os serviços musicais mais importantes da capital, como as da Sé, as festas oficiais da Câmara, e as das irmandade do Santíssimo Sacramento, de São Francisco e do Carmo. A “Missa a 8 vozes e instrumentos“, em Mi-bemol, integra, sob o nº 031, o Catálogo de obras de André da Silva Gomes, de aproximadamente 1785, e é composta de Kyrie e Gloria. É um manuscrito original autógrafo, com os frontispícios assinados pelo autor, e do qual não encontramos nem uma cópia, nem no todo nem nas partes, contemporânea ou posterior. O documento integra o arquivo da Cúria Metropolitana de Sao Paulo e suas partes solistas, desgastadas, parecem ter sido executadas, na época, com mais frequência do que o restante da obra.
Restauramos e editamos essa Missa em 1966, pela Universidade de Brasília e foi gravada e executada pela primeira vez no selo Festa, em 1970, produzido por Irineu Garcia. Composta de Kyrie e Gloria, com duração aproximada de 45 minutos e requerendo a participação de cantores solistas, essa Missa é solidamente estruturada, com escritura clara e economia de meios, riqueza de vocabulário e resultados sonoros incisivos. Nos seus 12 segmentos o autor explora uma fórmula cadencial de nove tonalidades e cultiva o estilo contrapontístico (Kyrie II: fuga a 8; Cum Sancto Spiritu: fugado), a escritura alternada de dois coros e o tratamento instrumental não concebido como mero reforço tímbrico das partes vocais; a riqueza harmônica que lhe é peculiar atinge no Et in terra, complexa elaboração nas notas de passagem, antecipações e retardos, e no cruzamento das vogais fechadas e abertas entre os dois coros, com resultados tímbricos fortemente expressivos.
O contínuo caminha de forma barroca, com cifrado abundante, ainda que não ausente da peça, o baixo de Alberti nos momentos em que o cantabile requer uma escritura mais ligeira. A presença dos trompetes confere à peça um barroco brilhantismo, especialmente no Gloria. A versatilidade melódica é até exuberante (Laudamus, Qui tollis e Quoniam) e, a par da contrapontística empresta à obra grande variedade, secundada pela diversificação tonal das unidades que a compõem. A alternância e contraste de caráter (Christe entre os dois Kyrie; Gratias, largo, seguido pelo Domine Deus, caminhante, vivo, triunfante, seguido pelo lânguido e “troppo afectuozo” Qui tollis), integra-se também na exploração tímbrica das vozes onde os baixos têm destacado temperamento. Aquela alternância está presente da mesma forma em certas seções em que dinâmica e articulação são manuseadas com imaginação, criatividade e efeito. Esta missa, de feitura irreprochável, é, seguramente, uma das obras mais monumentais escritas no período colonial brasileiro.
(Régis Duprat, julho de 2003 – extraído do encarte)
Johann Sebastian Bach (1685-1750) Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 1. Coro Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 2. Aria Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 3. Recitativo Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 4. Aria Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 5. Recitativo Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 6. Aria Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 7. Duetto Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 8. Aria Cantata BWV-97 – In Allen Meinen Taten (Em Todas As Minhas Ações) 9. Choral
Georg Freidrich Händel (1685 – 1759) Concerto Grosso Op.3 N.4 – 1. Ouverture Concerto Grosso Op.3 N.4 – 2. Andante Concerto Grosso Op.3 N.4 – 3. Allegro Concerto Grosso Op.3 N.4 – 4. Allegro
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844) Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 1.Kyrie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 2. Christie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 3. Kyrie
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 4. Gloria
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 5. Et In Terra
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 6. Gloria
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 7. Laudamus
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 8. Gratias
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 9. Domine Deus
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 10. Qui Tollis
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 11. Quoniam
Missa a 8 Vozes e Intrumentos – 12. Cum Sanctu Spiritu
14º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora – 2003
Orquestra Barroca
Regente: Luis Otávio Santos
NOVO LINK !!! Este baita CD foi postado originalmente em 2008… !!! E está fora do ar há uns seis ou sete anos… muito tempo para uma jóia destas estar indisponível !!!
Excelente disco de uma das mais fulgurantes novas estrelas da música antiga, o violinista Andrew Manze. Se Handel não tinha essa disposição toda para a música de câmara, sabemos que ele era um discípulo de seu contemporâneo Lavoisier, nascido sete anos antes. Georg aprendeu como poucos que “Nada se cria, tudo se transforma”. Então, tomamos alguns sustos: “Mas isto não é uma ária de ópera?”, “Ué, já ouvi esse tema num Concerto Grosso postado pelo FDP…”. É sempre assim: Lavoisier e Lavoisier! Mas é música excelente, valorizada pela arrasadora dupla de ataque Manze e Egarr. Uma coisa que sempre me causou medo intenso, pânico mesmo, é fato do pai de Handel ter sido barbeiro e cirurgião. Será que isso explica alguma coisa? Por favor, não sonhem nem façam xixi na cama.
George Friedrich Handel: Complete Violin Sonatas
Violin Sonata In D Major, Op.1 No.13 HWV 371
1. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): I. Affettuoso 3:29
2. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): II. Allegro 2:45
3. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): III. Larghetto 2:16
4. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): IV. Allegro 3:40
Violin Sonata In F Major, Op.1 No.12 “Walsh”
5. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: I. Adagio 3:47
6. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: II. Allegro 3:20
7. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: III. Largo 3:06
8. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: IV. Allegro 3:35
Violin Sonata In D Minor, HWV 359a
9. Sonata In D Minor (HWV 359a): I. Grave 2:11
10. Sonata In D Minor (HWV 359a): II. Allegro 1:53
11. Sonata In D Minor (HWV 359a): III. Adagio 1:02
12. Sonata In D Minor (HWV 359a): IV. Allegro 2:31
Violin Sonata In A Major, Op.1 No.3 HWV 361
13. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): I. Andante 2:38
14. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): II. Allegro 1:53
15. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): III. Adagio 0:46
16. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): IV. Allegro 2:39
Violin Sonata In G Minor, Op.1 No.6 HWV 364
17. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): I. Larghetto 2:07
18. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): II. Allegro 1:54
19. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): III. Adagio 0:49
20. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): IV. Allegro 2:26
Violin Sonata In A Major, Op.1 No.10 “Roger”
21. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: I. Adagio 1:34
22. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: II. Allegro 2:40
23. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: III. Largo 1:10
24. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: IV. Allegro 2:38
Violin Sonata In E Major, Op.1 No.12 “Roger”
25. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: I. Adagio 2:12
26. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: II. Allegro 2:56
27. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: III. Largo 1:16
28. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: IV. Allegro 2:43
Violin Sonata In G Major, HWV 358
29. Sonata In G Major (HWV 358): I. [Allegro] 1:44
30. Sonata In G Major (HWV 358): II. [Adagio] 0:43
31. Sonata In G Major (HWV 358): III. [Allegro] 2:22