Edvard Grieg (1843-1907) – Slåtter, Suite for Orchestra, op.72 , Norwegian Dances, op.35, etc. – Royal Scottish National Orchestra, Bjarte Engeset

Dando prosseguimento a esta belíssima caixa com a obra orquestral de Grieg, hoje trazemos mais uma suíte para orquestra, também baseada em lendas do folclore norueguês,  além de outras obras. O texto abaixo foi livremente traduzido por mim, com a ajuda dos universitários.

O texto original se encontra no booklet se segue anexo aos arquivos compactados.

“Edvard Grieg costumava dizer que estava ciente das limitações de sua educação alemã e que precisava de estímulo de outras culturas musicais. Ele mencionou a luz italiana, a riqueza da cor russa e, não menos importante, a clareza e leveza da França. Em um artigo no periódico alemão “Signale”, ele discutiu os aspectos “pesados ​​e filosóficos” da cultura alemã, e concluiu que não eram suficientes para os noruegueses, que também amam a clareza e a brevidade. Os elementos da música de Grieg que apontam para, por exemplo, o impressionismo e barbárie / primitivismo são particularmente inadequados para vestimentas orquestrais germânicas. É importante notar que não foi a sonoridade difusa da música francesa que ele mencionou, mas sim sua “clareza”: “Esprit” em vez de “Geist”.
Em minha opinião, Grieg pode certamente ser chamado de um bom orquestrador, exceto por alguns esforços iniciais variáveis. Ele mudou e melhorou continuamente muitas das versões orquestrais que fez, como resultado de anos de experiência prática no pódio do maestro. Ele também tinha uma maneira individual de usar a orquestra, que normalmente se adequa ao musical material muito bem. Mas ele tinha um certo complexo de inferioridade quando se tratava de instrumentação. Talvez seja uma razão pela qual muitas vezes são outros que orquestraram algumas das mais “orquestrais” de suas obras para piano.”

A direção continua sendo de Bjarte Engeset, por sinal, também autor do texto acima, frente a Royal Scottish National Orchestra. Belíssima música, com certeza. Vale a audição.

Slåtter – Suite for Orchestra, Op. 72 (Orchestration: Øistein Sommerfeldt)

1 No. 8: Bruremarsj (etter Myllarguten)
(Wedding March after Myllarguten)
2 No. 4: Haugelåt – Halling (Halling from The Fairy Hill)
3 No. 2: John Væstafæs Springdans (Jon Vestafe’s Springar)

Norske Danser (Norwegian Dances), Op. 35
(Orchestration: Hans Sitt)

4 Allegro marcato
5 Allegretto tranquillo e grazioso
6 Allegro moderato alla marcia
7 Allegro molto

8 Sørgemarsj over Rikard Nordraak
(Funeral March in Memory of Rikard Nordraak), Op. 73

9 Brudefølget drager forbi fra Folkelivsbilder
(The Bridal Procession Passes By, from Pictures from Folk Life), Op. 19, No. 2

10 Ballade, Op. 24
(Orchestration: Geirr Tveitt)

11 Klokkeklang from Lyriske Stykker
(Ringing Bells from Lyric Pieces), Op. 54, No. 6
(Orchestration: Edvard Grieg/Anton Seidl)

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Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concerto, Symphonic Dances, In Autumn – Havard Glimse, Bjarte Engeset, Royal Scottish National Orchestra

Com esse CD iniciamos mais uma série, desta vez destacamos o compositor noruguês Edvard Grieg, direto da gelada Noruega, descendente de vikings, e um dos maiores, quiçá o maior dos compositores daquele país, além de ser um dos nomes mais conhecidos do Romantismo.

Há alguns anos iniciei uma postagem semelhante, porém com uma coleção da Deutsche Gramophon, que tinha a direção de Neeme Jarvi, mas por algum motivo a abandonei, preferi deixar para outra ocasião. E creio que agora esta ocasião chegou. Trata-se de uma série com oito CDs, e que traz a obra orquestral do compositor, sempre sob a direção muito competente de Bjarte Engeset. Aliás, uma curiosidade: a orquestra e o solista aqui são noruegueses, só a orquestra é escocesa.

O CD traz o conhecidíssimo Concerto para Piano em Lá Menor, provavelmente a obra mais conhecida de Grieg, a Abertura ‘No Outono’, op. 11, e as também conhecidas Danças Sinfônicas’, op. 64.

O solista é o norueguês Håvard Gimse, um dos pianistas mais conceituados de seu país na atualidade.

Como comentei com um colega o selo Naxos poucas vezes me decepcionou. Gostei muito destas gravações, principalmente das Danças Sinfônicas, cheias de colorido orquestral e vivacidade e repletas de elementos da música folclórica norueguesa. Os músicos podem nos ser desconhecidos, mas garanto que vale a pena conhecê-los.

Vamos então iniciar outra de nossas sagas, desta vez vamos nos aventurar nas geladas terras da Noruega.

01. In Autumn. Concert Overture-, op.11
02. Piano Concerto in A minor, op.16 – I. Allegro molto moderato
03. II. Adagio
04. III. Allegro moderato molto e marcato
05. Symphonic Dances, op.64 – I. Allegro moderato e marcato 7-33
06. II. Allegretto grazioso 6-29
07. III. Allegro giocoso 5-59
08. IV. Andante – Allegro risoluto

Håvard Gimse – Piano
Royal Scottish National Orchestra
Bjarte Engeset – Conductor

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#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto nº 5 “Emperor” – Emil Gilels, Orchestre National de France, Antal Dorati

Poderia classificar esta gravação como pertencendo ao fim de uma era, o fim de uma era de gigantes, quando os dinossauros andavam sobre a Terra. Mas não farei isso exatamente em respeito à estes dois grandes músicos, Emil Gilels e Antal Dorati, que durante décadas encantaram multidões com seu talento. Os dois ainda frequentaram os palcos por alguns anos, Gilels faleceu em 1985, enquanto que Dorati veio a falecer em 1988.

Antal Dorati era húngaro, mas se naturalizou norte americano, era dez anos mais velho que Gilels, e provavelmente foi um dos músicos que mais gravaram discos na história, principalmente ali entre os anos 50 e 60, quando realizou gravações históricas, principalmente com a então Minneapolis Symphony Orchestra, hoje conhecida com Minesotta Orchestra.

Este registro que ora vos trago foi realizado ao vivo em 1976, na cidade suíça de Lausanne, e nos apresenta dois músicos muito experientes, tocando uma das maiores obras já compostas na história. Minha sugestão é que os senhores, principalmente se estão aqui no sul do país enfrentando esta onda de frio, com direito a neve, enfim, que os senhores abram uma garrafa de um bom vinho, sentem em suas melhores poltronas e deixem-se embalar pelo talento destes dois excepcionais músicos.

01 Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major Op. 73 Emperor I. Allegro (Live Recording Lausanne 1976)
02 Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major Op. 73 Emperor II. Adagio un poco mosso (Live Recording Lausanne 1976)
03 Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major Op. 73 Emperor III. Rondo. Allegro ma non troppo (Live Recording Lausanne 1976)

Emil Gilels – Piano
Orchestre National de France
Antal Dorati – Conductor

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Antonin Dvořák (1841-1904) – Concerto para Violoncelo – Kian Soltani, Daniel Baremboim, Staatskapelle Berlin

Nosso amado Concerto para Violoncelo de Dvorák volta ao PQPBach em muito boas mãos neste lançamento do selo Deutsche Grammophon, uma gravação muito elogiada pela imprensa.

Kian Soltani é um jovem violoncelista iraniano, nascido em 1992, vinte e oito anos de idade, mas já tem uma vasta experiência internacional. É o primeiro violoncelista da West-Eastern Divan Orchestra, do mesmo Daniel Baremboim, e vem se apresentando como solista nos últimos anos, gravando CDs inclusive, e ganhando prêmios ao redor do mundo.

Quando lembramos deste concerto os nomes de Rostropovich, Janos Starker e Pierre Fournier nos vem a cabeça imediatamente, e fico feliz de ouvir um músico tão jovem escrevendo seu nome ao lado destes grandes mestres do passado. Com certeza ele tem um futuro promissor pela frente. Vou acompanhar atentamente.

O concerto é acompanhado no álbum por 5 arranjos para violoncelo solo e conjunto de violoncelo (seis violoncelistas da Staatskapelle Berlin) de peças únicas conhecidas de várias obras maiores de Dvořák. Três deles foram arranjados pelo próprio Kian Soltani. O rapaz tem talento, com certeza. Vale a pena conhecer. Se os senhores gostarem, trago outro CD dele, também gravado com o mesmo Baremboim.

Antonin Dvořák – Concerto para Violoncelo

01 Cello Concerto in B Minor Op. 104 B. 191 I. Allegro
02 Cello Concerto in B Minor Op. 104 B. 191 II. Adagio ma non troppo
03 Cello Concerto in B Minor Op. 104 B. 191 III. Finale. Allegro moderato
04 4 Lieder Op. 82 B. 157 I. Lasst mich allein. Andante (Arr. Soltani For Solo Cello and Cello Ensemble)
05 Symphony No. 9 in E Minor Op. 95 B. 178 From the New World IV. Largo. Goin’ Home (Arr. Koncz For Solo Cello and Cello Ensemble)
06 Gypsy Melodies Op. 55 B. 104 IV. Songs My Mother Taught Me (Arr. Soltani For Solo Cello and Cello Ensemble)
07 4 Romantic Pieces Op. 75 B. 150 I. Allegro moderato (Arr. Soltani For Solo Cello and Cello Ensemble)
08 From the Bohemian Forest Op. 68 B. 133 V. Silent Woods (Arr. Niefind & Ribke For Solo Cello and Cello Ensemble)

Kian Soltani – Cello
Staatskapelle Berlin
Daniel Baremboim – Conductor

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Gabriel Fauré (1845-1924) – Violin Sonatas – Shlomo Mintz, Yefim Bronfman

Mas que danado de CD bonito, meus queridos… que dupla!!! Provavelmente uma das melhores gravações destas obras…

Dia destes o colega René Denon apresentou uma outra gravação da Primeira Sonata de Gabriel Fauré, mas essa obra é tão linda que me dá a liberdade de trazer para para os senhores uma outra possibilidade de leitura, mais antiga, mas com os então tão jovens Shlomo Mintz e Yefim Bronfman. Por algum motivo inexplicável me veio a cabeça estes versos daquela belíssima canção do Johnny Alf, imortalizada na voz de João Gilberto:

“Ah, se a juventude que essa brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só
Pra ser um sonho”

Sim, porque o que sinto ouvindo esse CD é uma brisa soprando, empurrando a dor e o lamento para longe, ainda mais nestes tão tristes tempos em que estamos vivendo.

Gabriel Fauré viveu em um período de transformações sociais intenso, quando nasceu Chopin ainda era vivo, e quando morreu, aos 79 anos de idade, o mundo já conhecia o atonalismo e o Jazz, e recém passara por uma violentíssima Grande Guerra, que ceifou milhões de vidas.  Além de compositor, Fauré foi educador e influenciou toda uma geração de músicos e compositores, vindo inclusive a receber um prêmio das mãos do Presidente francês pela sua importância na história da cultura francesa.

Então vamos deixar que estes dois excepcionais músicos nos apresentem estas belíssimas obras e nos ajudem a encarar a nossa triste realidade com um pouco mais de luz e esperança.

Gabriel Fauré (1845-1924) – Violin Sonatas – Shlomo Mintz, Yefim Bronfman

01. Violin Sonata op.13 – I. Allegro molto
02. Violin Sonata op.13 – II. Andante
03. Violin Sonata op.13 – III. Allegro vivo
04. Violin Sonata op.13 – IV. Allegro quasi presto
05. Violin Sonata op.108 – I. Allegro non troppo
06. Violin Sonata op.108 – II. Andante
07. Violin Sonata op.108 – III. Final. Allegro non troppo

Shlomo Mintz – Violin
Yefim Bronfman – Piano

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Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Missa Cellensis in honorem Beatissimæ Virginis Mariæ, Hob. XXII:5 – Akademie für Alte Musik Berlin, RIAS Kammerchor, et. sol.

LINKS ATUALIZADOS !!!

Oficialmente, esta é  a minha primeira postagem no novo PQPBach, que está hospedado em outro domínio, mais livre, leve e solto.

Nestes tempos sombrios em que vivemos, nada como a música de Haydn para nos ajudar a superar estes momentos de incertezas. Uma Missa de Haydn tem um poder único de nos envolver em uma espécie de áurea mística, barrando algum mal que deseje nos atingir. Para os incrédulos, isso pode soar ingênuo, respeito sua opinião, portanto respeitem a nossa. Lhes garanto que não sou nenhum beato, ao contrário, apenas aprecio o belo em suas mais diversas manifestações.
Obra da juventude de Haydn, essa Missa foi composta logo após o compositor assumir como Kappelmaister do Príncipe Nikolaus Esterházy, a “Missa Cellensis in honorem Beatissimæ Virginis Mariæ, Hob. XXII:5” é extensa, mais de uma hora de duração e exige muito da orquestra, dos músicos e dos solistas. Mas nos traz uma satisfação muito grande, uma grande paz de espírito, ao menos em mim causou essa impressão. Amo os corais de Haydn, já declarei em outras postagens que fiz com obras deste genial compositor. 
A interpretação da obra está a cargo da sempre eficiente  Akademie für Alte Musik Berlin, que acompanha outro excepcional conjunto, o “RIAS Kammerchor”, um dos melhores conjuntos corais alemães, todos dirigidos pelo jovem maestro Justin Doyle, que tem a sua disposição um excelente grupo de solistas.   
O booklet em anexo traz todas as principais informações que os senhores precisam, incluindo o libreto da Missa, traduzido em três idiomas. A gravadora Harmonia Mundi nos brinda mais uma vez com uma excelente gravação. 
Admirador confesso que sou do grande compositor austríaco, principalmente de suas missas e sinfonias. Espero que apreciem. 

 JOSEPH HAYDN (1732-1809)
Missa Cellensis in honorem Beatissimæ Virginis Mariæ, Hob. XXII:5

1. Kyrie eleison I – Chor

2  Christe eleison – Chor 

3 Kyrie eleison II – Chor

4 Gloria in excelsis Deo – Chor

5 Laudamus te – Soprano

6 Gratias agimus tibi – Chor

7 Domine Deus – Alto, Tenor ,Bass

8 Qui tollis peccata mundi Chor – Soprano, Alto

9 Quoniam tu solus Sanctus – Soprano

10 Cum Sancto Spiritu – Chor

11Credo in unum Deum Chor – Soprano

12 Et incarnatus est  Alto, Tenor – Bass 

13 Et resurrexit Chor,Soprano – Tenor

14 Sanctus – Chor

15 Benedictus – Chor

16 Agnus Dei – Bass

17 Dona nobis pacemChor 

Johanna Winkel, soprano (S)
Sophie Harmsen, alto (A)
Benjamin Bruns, tenor (T)
Wolf Matthias Friedrich, bass (B)
RIAS Kammerchor
Akademie für Alte Musik Berlin
Justin Doyle, Direction

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Ignaz Joseph Pleyel (1757-1831) – Concerto for Clarinet and Orchestra in B-Flat Major, Concerto for Clarinet and Orchestra in C Major, Franz Danzi (1763-1826) – Sinfonia Concertante for Flute & Clarinet in B-Flat Major, op. 41 – Rampal, Meyer, FLCO

Esse belíssimo CD caiu-me em mãos por acaso, quando procurava novidades na internet. Primeiramente, o nome de Jean-Pierre Rampal se destacava, e qualquer gravação deste genial flautista me atrai. O clarinetista francês Paul Meyer me era desconhecido até então, e quando fui procurar maiores informações a seu respeito descobri que, além de termos a mesma idade, ele nasceu apenas poucos dias após o meu nascimento. Curioso, não acham? Pensei comigo mesmo que se ele estava tocando com um músico da estatura de Rampal, com certeza tinha suas qualidades. E não me decepcionei.

Destaco que ele gravou este CD com pouco menos de trinta anos, e já demonstrava uma tremenda maturidade artística aliada a uma técnica muito apurada. Os dois concertos de Pleyel são obras para serem tocadas por virtuoses, reza a lenda que foram compostos para um dos maiores clarinetistas do começo do século XIX. Além disso tudo, o próprio Meyer escreveu as cadenzas.

Rampal dispensa apresentações, foi um dos maiores flautista de todos os tempos, e aqui encara a aventura da regência, frente à ótima Franz Liszt Chamber Orchestra, conjunto húngaro que o acompanhou por muitos anos.

Estou anexando ao arquivo o booklet. Espero que apreciem.

01. Concerto pour clarinette en si bémol majeur – Allegro vivace
02. Concerto pour clarinette en si bémol majeur – Adagio
03. Concerto pour clarinette en si bémol majeur – Allegro
04. Concerto pour clarinette en ut majeur –  Allegro
05. Concerto pour clarinette en ut majeur – Adagio
06. Concerto pour clarinette en ut majeur – Allegro molto
07. Sinfonie concertante pour flûte & clarinette en si bémol majeur – Allegro mod
08. Sinfonie concertante pour flûte & clarinette en si bémol majeur – Larghetto
09. Sinfonie concertante pour flûte & clarinette en si bémol majeur – Allegretto

Paul Meyer – Clarinette
Jean-Pierre Rampal – Flute, Conductor
Franz Liszt Chamber Orchestra

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BTHVN 250 Ludwig van Beethoven – Piano Sonatas Cds 7, 8 e 9 de 9 – Jean-Efflaim Bavouzet

Encerramos com esta postagem mais um ciclo, mais uma integral das Sonatas para Piano de Beethoven, na ótima performance do pianista Jean-Efflaim Bavouzet, um dos principais pianistas da atualidade.

Postar integrais é trabalhoso, ainda mais se estiver envolvida neste monumental trabalho de todos os membros da equipe do PQPBach de trazer a Obra de Beethoven durante este ano de 2020, aliás, triste ano que não vai deixar saudades quando se encerrar. Estamos oferecendo para os senhores uma série de gravações que consideramos importantes, e claro que estamos deixando muitas de fora, afinal, tem muita coisa. As escolhas não são aleatórias, ao contrário. São escolhidas a dedo, dentro do acervo de seus membros, é claro. Então, se os senhores acharem que falta um ou outro intérprete que lhes agrada, lamentamos. Como comentamos acima, são muitas as opções.

Com relação a este ótimo pianista, até onde sabemos, ainda não existe uma integral sua das obras para piano e orquestra do mesmo Beethoven. Claro que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde, aguardamos ansiosos.

Piano Sonatas, Volume 3
CD ONE

Sonata, Op. 54 in F major
1 In tempo d’un menuetto
2 Allegretto – Più allegro

Sonata, Op. 57 ‘Appassionata’ in F minor
3 Allegro assai – Più allegro 9:31
4 Andante con moto – 5:58
5 Allegro ma non troppo – Presto 8:18

Sonata, Op. 78 in F sharp major
6 Adagio cantabile – Allegro ma non troppo
7 Allegro vivace

Sonata (Sonatina), Op. 79 in G major
8 Presto alla tedesca
9 Andante
10 Vivace

Sonata, Op. 81a ‘Das Lebewohl, Abwesenheit und das Wiedersehen’ in E flat major
11 Das Lebewohl (Les Adieux). Adagio – Allegro
12 Abwesenheit (L’Absence). Andante espressivo
13 Das Wiedersehen (Le Retour). Vivacissimamente – Poco andante – Tempo I

Sonata, Op. 90 in E minor
1 Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung und Ausdruck
2 Nicht zu geschwind und sehr singbar vorgetragen

Sonata, Op. 101 in A major
3 Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung (Allegretto, ma non troppo)
4 Lebhaft. Marschmäßig (Vivace alla marcia) – [ ] – Marcia da capo al fine senza repetizione
5 Langsam und sehnsuchtvoll (Adagio, ma non troppo, con affetto) – Zeitmaß des ersten Stückes (Tempo del primo pezzo) – Presto –
6 Geschwinde, doch nicht zu sehr, und mit Entschlossenheit (Allegro) – [ ] – Tempo I

Sonata, Op. 106 ‘Hammerklavier’ in B flat major Große Sonate für das Hammer-Klavier
7 Allegro
8 Scherzo. Assai vivace – Presto – Prestissimo – Tempo I – Presto – Tempo I
9 Adagio sostenuto
10 Largo – Un poco più vivace – Tempo I – Allegro – Tempo I – Prestissimo – Allegro risoluto. Fuga a tre voci, con alcune licenze – Poco adagio – Tempo I

CD THREE

Sonata, Op. 109 in E major
1 Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo – Tempo I – Adagio espressivo – Tempo I –
2 Prestissimo
3 Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo) – Variazione I. Molto espressivo – Variazione II. Leggiermente – Variazione III. Allegro vivace – Variazione IV. Etwas langsamer als das Thema –
Variazione V. Allegro, ma non troppo – Variazione VI. Tempo primo del tema

Sonata, Op. 110 in A flat major
4 Moderato cantabile molto espressivo
5 Allegro molto – Coda
6 Adagio ma non troppo – Recitativo (più adagio) – Andante – Adagio – Meno adagio – Adagio – Adagio ma non troppo – Klagender Gesang –
Fuga. Allegro ma non troppo – L’istesso tempo di Arioso [Klagender Gesang] – Ermattet, klagend – L’istesso tempo della Fuga poi a poi di nuovo vivente – Meno allegro – Tempo I

Sonata, Op. 111 in C minor
7 Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
8 Arietta. Adagio molto semplice e cantabile – L’istesso tempo – L’istesso tempo

Jean-Efflaim Bavouzet – Piano

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BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas Cds 4, 5 e 6 de 9 – Jean-Efflaim Bavouzet

Dando continuidade à série do pianista francês Jean-Efflaim  Bavouzet dedicada às Sonatas de Beethoven, trago hoje o segundo volume da coleção, com mais três CDs para os senhores degustarem.
Dentre tantas outras, uma das características que me fazem admirar ainda mais esse músico é a tranquilidade e a serenidade que ele transmite quando está tocando. Mesmo nas peças mais complexas e difíceis, intensas, ele transmite muita confiança na execução. Suas escolhas dos tempos me parecem apropriadas, mesmo que em um primeiro momento possam parecer diferentes.
Enfim, é para ouvir, apreciar, se deliciar, e aproveitar.

Piano Sonatas, Volume 2

CD ONE

Sonata, Op. 22 in B flat major
1 Allegro con brio
2 Adagio con molta espressione
3 Minuetto – Minore – Minuetto D.C. senza replica
4 Rondo. Allegretto

Sonata, Op. 26 ‘Grande Sonate’ in A flat major
5 Andante con Variazioni
6 Scherzo. La prima parte senza repetizione. Allegro molto – Trio – Scherzo D.C. senza repetizione
7 Marcia funebre sulla morte d’un Eroe
8 Allegro

Sonata quasi una fantasia, Op. 27 No. 1 in E flat major
9 Andante – Allegro – Tempo I
10 Allegro molto e vivace
11 Adagio con espressione
12 Allegro vivace – Tempo I – Presto

Sonata quasi una fantasia, Op. 27 No. 2 ‘Moonlight’ in C sharp minor
13 Adagio sostenuto. Si deve suonare tutto questo pezzo delicatissimamente e senza sordino
14 Allegretto. La prima parte solamente una volta – Trio – Allegretto D.C.
15 Presto agitato – Adagio – Tempo I

CD TWO
Sonata, Op. 31 No. 1 in G major
1 Allegro vivace
2 Adagio grazioso
3 Rondo. Allegretto – Adagio – Tempo I – Adagio – Presto

Sonata, Op. 31 No. 2 ‘Tempest’ in D minor
4 Largo – Allegro – Adagio – Largo – Allegro – Largo – Allegro – Largo – Allegro – Adagio – Largo – Allegro
5 Adagio
6 Allegretto

Sonata, Op. 31 No. 3 in E flat major
7 Allegro
8 Scherzo. Allegretto vivace
9 Menuetto. Moderato e grazioso – Trio – Coda
10 Presto con fuoco

CD THREE

Sonata, Op. 28 ‘Pastoral’ in D major
1 Allegro – Adagio – Tempo I
2 Andante
3 Scherzo. Allegro vivace – Trio. La seconda parte una volta – Scherzo D.C.
4 Rondo. Allegro ma non troppo – Più Allegro quasi Presto

Sonata, Op. 49 No. 1 ‘Sonate facile’ in G minor
5 Andante
6 Rondo. Allegro

Sonata, Op. 49 No. 2 ‘Sonate facile’ in G major
7 Allegro, ma non troppo
8 Tempo di Menuetto

Sonata, Op. 53 ‘Waldstein’ in C major
9 Allegro con brio
10 Introduzione. Adagio molto –
11 Rondo. Allegretto moderato – Prestissimo
12 Andante, WoO 57 ‘Andante favori’ in F major
Andante grazioso con moto

Jean-Efflaim Bavouzet – Piano

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BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas Cds 1, 2 e 3 de 9 – Jean-Efflaim Bavouzet

Venho acompanhando a carreira do pianista Jean-Efflaim Bavouzet há algum tempo, desde que iniciou o projeto de gravar a obra de Claude Debussy, sempre contratado pelo selo inglês Chandos. Fiel à gravadora, também já gravou Ravel, Schumann, Bártok, Haydn, Charles Ives, Mozart, entre outros, sempre com sucesso de crítica e de público. Com certeza, é um dos principais pianistas da atualidade.

Esse seu projeto beethoveniano iniciou-se em 2012 e foi concluido em 2016. Vou trazê-lo em três etapas, cada uma delas com três cds.

Vamos então ao que viemos. Creio que as obras não precisem ser apresentadas, afinal nosso colega Vassily Genrikovich vem fazendo um trabalho fantástico no Projeto Beethoven 250 anos.

PIANO SONATAS, VOLUME 1

CD ONE
Sonata, Op. 2 No. 1 in F minor
1 Allegro
2 Adagio
3 Menuetto. Allegretto – Trio – Menuetto D.C.
4 Prestissimo

Sonata, Op. 2 No. 2 in A major
5 Allegro vivace
6 Largo appassionato
7 Scherzo. Allegretto – Minore – Scherzo D.C.
8 Rondo. Grazioso

4 Sonata, Op. 2 No. 3 in C major
9 Allegro con brio
10 Adagio
11 Scherzo. Allegro – Trio – Scherzo D.C. e poi la Coda – Coda
12 Allegro assai

CD TWO
Sonata, Op. 7 ‘Grande Sonate’ in E flat major
1 Allegro molto e con brio
2 Largo, con gran espressione
3 Allegro – Minore – Allegro D.C.
4 Rondo. Poco allegretto e grazioso
5 Sonata, Op. 13 ‘Grande Sonate pathétique’ in C minor

5 Grave – Allegro di molto e con brio – Tempo I – Allegro molto e con brio –
Grave – Allegro molto e con brio
6 Adagio cantabile
7 Rondo. Allegro

Sonata, Op. 14 No. 1 in E major
8 Allegro
9 Allegretto – Maggiore – Allegretto D.C. e poi la Coda – Coda
10 Rondo. Allegro comodo
Sonata, Op. 14 No. 2 in G major
11 Allegro
12 Andante (La prima parte senza replica)
13 Scherzo. Allegro assai

CD THREE

Sonata, Op. 10 No. 1 in C minor
1 Allegro molto e con brio
2 Adagio molto
3 Finale. Prestissimo

Sonata, Op. 10 No. 2 in F major
4 Allegro
5 Allegretto
6 Presto

Sonata, Op. 10 No. 3 in D major
7 Presto
8 Largo e mesto
9 Menuetto. Allegro – Trio – Menuetto D.C., ma senza replica
10 Rondo. Allegro
11 Presto, WoO 52 in C minor
Original third movement discarded from Sonata, Op. 10 No. 1
Presto – Trio – Presto D.C.
12 Prestissimo in C minor Original Finale, with longer development, of Sonata, Op. 10 No. 1
Reconstructed by William Drabkin

Jean-Efflaim Bavouzet – Piano

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Fréderic Chopin – Piano Concertos – Kristian Zimerman, Giulini, LAPO

Amo os Concertos para Piano de Chopin. Tenho por eles muito carinho, e sempre que posso, os ouço. Eles tem uma incrível capacidade de me relaxar, mesmo sabendo de todas as críticas que se fazem deles, principalmente relativo à sua orquestração, calcanhar de Aquiles de Chopin, de acordo com algumas críticas, com as quais não concordo, mas, e daí que não gostem? Eu gosto.

Escolhi esta dupla também por ter um carinho muito grande por eles. Tanto Kristian Zimerman quanto o maestro Carlo Maria Giulini me agradam muito pela sensibilidade de suas interpretações. Sentimos que eles não tem pressa, a música flui facilmente, sem grandes obstáculos, há uma cumplicidade entre os músicos, então isso nos permite uma audição sem maiores sobressaltos, ainda mais em se tratando destes Concertos.

Lembro de ter postado uma outra gravação destes Concertos com o mesmo Kristian Zimerman, porém ali ele atua tanto como regente quanto solista, registro bem mais recente (1999), creio que o link já deva ter expirado. Neste CD que ora vos trago, temos um jovem pianista, cheio de gás e energia, querendo mostrar serviço, gravando ao lado de um dos grandes maestros do século XX.

O que mais admiro nesta gravação é a maturidade com que Zimernan encara o concerto, ele tinha apenas 22 anos na época desta gravação, porém alguns anos antes, vencera o Concurso Internacional Frederic Chopin, em sua Polônia natal. Ou seja, mesmo sendo tão jovem, já era veterano nos palcos.

Então vamos ao que viemos. Vamos voltar quarenta anos no tempo, lá para 1978, e admirar dois grandes músicos, um já veterano, outro ainda em início de carreira.

01. Piano Concerto No. 1 in E minor op. 11 – I Allegro maestoso
02. Piano Concerto No. 1 in E minor op. 11 – II Romanze. Larghetto
03. Piano Concerto No. 1 in E minor op. 11 – III Rondo. Vivace
04. Piano Concerto No. 2 in F minor op. 21 – I Maestoso
05. Piano Concerto No. 2 in F minor op. 21 – II Larghetto
06. Piano Concerto No. 2 in F minor op. 21 – III Allegro vivace

Kristian Zimerman – Piano
Los Angeles Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini – Conductor

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Astor Piazzolla (1921-1992) – Cuatro Estaciones Porteñas, etc. – Leticia Moreno, Andrés Orozco-Estrada, LPO

A estonteante violinista espanhola Leticia Moreno não é apenas mais um rostinho bonito contratada pela poderosa Deutsche Grammophon. Ao contrário, é uma excepcional musicista, com uma técnica muito apurada, e não teme em encarar o genial Piazzolla neste espetacular CD, lançado em 2017. Mostra ao que veio com muita competência, e principalmente, ainda mais em se tratando do argentino, sensibilidade.
Já discutimos em outras ocasiões que Piazzolla exige sangue, suor e lágrimas. E a espanhola nos deixa literalmente arrepiados com sua performance. Ela conta com a cumplicidade do excelente Andrés Orozco-Estrada, jovem maestro colombiano / austríaco, que vem apresentando um trabalho muito consistente, que aqui está a frente da Filarmônica de Londres, orquestra que dispensa maiores apresentações.
Podemos classificar facilmente este CD como IM-PER-DÍ-VEL. Vale cada minuto de sua audição.

01. Cuatro Estaciones Porteñas – Arr. Desyatnikov Verano Porteño
02. Cuatro Estaciones Porteñas – Arr. Desyatnikov Otoño Porteño
03. Cuatro Estaciones Porteñas – Arr. Desyatnikov Invierno Porteño
04. Cuatro Estaciones Porteñas – Arr. Desyatnikov Primavera Porteña
05. Oblivion (Bandoneon Part Transcribed For Violin)
06. Concierto Para Quinteto (Guitar Part Transcribed For Harp)
07. Adios Nonino (Guitar Part Transcribed For Harp)
08. Le Grand Tango (Arranged For Violin And Piano)
09. La Muerte Del Ángel (Guitar Part Transcribed For Harp)
10. Milonga Del Ángel (Guitar Part Transcribed For Harp)

Leticia Moreno – Violin
Remy van Kesteren – Harp
Pablo Manetti – Bandoneon
Jose Gallardo – Piano
Janne Sakssala – Double Bass

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Leticia posou para foto na piscina da sede campestre do PQPBach em Madrid.

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) – Stabat Mater – Bernarda Fink, Anna Prohaska, Akademie für Alte Musik Berlin

LINK ATUALIZADO !!!

Por algum motivo inexplicável resolvi começar o dia ouvindo Pergolesi. Talvez motivado pela rotina que vivemos nos últimos meses, presos por um medo de algo invisível ao olho humano, mas tão letal … a humanidade está vivendo um período difícil, talvez um dos mais difíceis já enfrentados na sua história. Mesmo com todo o desenvolvimento da ciência, da tecnologia, estamos sempre com medo do próximo, não podemos nos aproximar dos nossos seres queridos.

Nunca deixo de me surpreender que, ao ouvir o “Stabat Mater” de Pergolesi, o compositor tenha morrido com apenas 26 anos de idade. Que profundidade de sentimentos para alguém tão jovem. Sim, porque esta sua obra prima provavelmente é o mais belo ‘Stabat Mater’ já composto, me perdoem Vivaldi dentre outros compositores que viveram na mesma época. Nunca deixo de me emocionar quando o ouço.

Esta gravação que ora vos trago não é tão recente, 2010, para ser mais exato, mas não deixa de ser menos bela. A mezzo soprano Bernarda Fink e a soprano Anna Prohaska dão um banho de interpretação, nos deixando ainda mais atônitos com a beleza da obra.

1 I. Duo: Stabat mater dolorosa
2 II. Aria (soprano): Cujus animam gementem
3 III. Duo: O quam tristis et afflicta
4 IV. Aria (alto): Quae moerebat et dolebat
5 V. Duo: Quis est homo, qui non fleret
6 VI. Aria: Vidit suum dulcem natum
7 VII. Aria (alto): Eja, mater, fons amoris
8 VIII. Duo: Fac, ut ardeat cor meum
9 IX. Duo: Sancta mater, istud agas
10 X. Aria (alto): Fac, ut portem Christi mortem
11 XI. Duo: Inflammatus et accensus
12 XII. Duo: Quando corpus morietur – Amen

Anna Prohaska – Soprano
Bernarda Fink – Mezzo Soprano
Akademie für Alte Musik Berlin

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Essa é a capa do CD original. Linda, não acham?

Antonin Dvorák (1841-1904) – Concerto para Violoncelo – Piotr Illich Tchaikovsky (1840-1893) – Variações Rococo – Rostropovich, Karajan, BPO

Sem querer, descobri uma grande falha em nossa coleção, e se trata exatamente deste disco, gravado lá em 1969 por dois dos maiores músicos do século XX, Herbert von Karajan e Mstislav Rostropovich. Em hipótese alguma esta gravação histórica poderia estar faltando aqui. As Variações Rococo, esta mesma leitura de Rostropovich, até apareceu em outra série, dedicada a Tchaikovsky, mas não o Concerto de Dvorák.

Estamos aqui tratando simplesmente uma das melhores gravações já realizadas tanto do Concerto quanto das Variações. O tempo já se encarregou de consagrá-las, e as sucessivas reimpressões desde então são outra prova de sua importância. Os alemães da DG não podem estar tão errados.

Com certeza, este seria um dos discos que eu levaria para uma ilha deserta. Quem não conhece, por favor, baixe. O que Rostropovich faz aqui é algo de outro mundo, coisa de gênio, poucos músicos atingiram tal nível de excelência.

1 Cello Concerto In B Minor, Op.104, B. 191 – 1. Allegro
2 Cello Concerto In B Minor, Op.104, B. 191 – 2. Adagio ma non troppo
3 Cello Concerto In B Minor, Op.104, B. 191 – 3. Finale (Allegro moderato)58
4 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Moderato assai quasi andante
5 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Tema: Moderato semplice
6 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione I: Tempo del Tema
7 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione II: Tempo del Tema
8 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione III: Andante sostenuto
9 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione IV: Andante grazioso
10 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione V: Allegro moderato
11 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione VI: Andante
12 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione VII e Coda: Allegro vivo

Mstislav Rostropovich – Violoncelo
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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“Você sabia que o PQPBach ainda não tinha postado essa nossa gravação?”

Kurt Weill (1900-1950): Speak Low (von Otter / Gardiner)

Um disco delicioso, ideal para estes dias frios aqui do sul. Porque ele traz o calor dos cabarés alemães às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Sempre fui fã do Kurt Weill, já há algum tempo pretendia postar alguma coisa dele, mas outros projetos sempre me tomavam o tempo. Ontem de noite, para variar tentando dar uma geral no meu acervo de cds, encontrei este, escondido. Já fazia bastante tempo que eu não o ouvia.

Anne-Sophie von Otter está em seu elemento natural cantando estas canções. E Sir John Elliot Gardiner pode surpreender a alguns menos acostumados ao seu talento e versatilidade, mas para mim ele soa natural. Já ouvi estas canções com diversos acompanhamentos, desde pequenos grupos de jazz, ou pequenos conjuntos orquestrais, ou apenas um piano, mas nunca antes com uma Orquestra completa. Diria que Gardiner realça a musicalidade das obras, deixando um pouco de lado seu aspecto mais teatral. Mas como estamos ouvindo, e não assistindo, creio que sua escolha foi acertada.

Espero que apreciem. Confesso que andei meio depressivo em minhas últimas postagens, principalmente com o Pergolesi, mas este CD ajuda a levantar a auto-estima.

Kurt Weill (1900-1950): Speak Low (von Otter / Gardiner)

1. Introduktion: Andante sostenuto “Meine Schwester . . .
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
2. Faulheit: Allegro vivace “Müssiggang ist aller Laster”
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
3. Stolz: Allegretto, quasi andantino “Als wir aber”
4. Zorn: Molto agitato “Das geht nicht vorwärts”
Anne Sofie von Otter, James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
5. Völlerei: Largo “Das ist ein Brief aus Philadelphia”
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
6. No.5 Unzucht “Und wir fanden einen Mann in Boston”
Anne Sofie von Otter, James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
7. Habsucht: Allegro giusto “Wie hier in der Zeitung”
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
8. Neid: Allegro non troppo “Und die letzte Stadt”
Anne Sofie von Otter, James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
9. Epilogue “Darauf kehrten wir zurück nach Lousiana”
Lady in the Dark
tran. Chris Hazell/Tony Burke
10. 3. My Ship
11. One Life to Live
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
12. Buddy on the Nightshift
13. Nannas Lied
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Happy End (1929)

tran. Chris Hazell/Tony Burke

14. 1. Bilbao Song
15. 2. Surabaya Johnny
16. Das Lied von der harten Nuss (Song of the Big Shot)
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
17. Je ne t’aime pas
18. Schickelgruber
19. Der Abschiedsbrief
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

One Touch of Venus

20. Foolish Heart
21. Speak Low
22. I’m A Stranger Here Myself
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner

Anne Sofie von Otter
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin
Bengt Forsberg
NDR-Sinfonieorchester
John Eliot Gardiner

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LINK ALTERNATIVO

FDP

.: interlúdio :. Chick Corea & Hiromi Uehara: Duet

.: interlúdio :. Chick Corea & Hiromi Uehara: Duet

Fiz questão de deixar em tamanho grande a imagem da capa deste CD, pois a achei muito bonita,mais um detalhe a a destacar neste belíssimo CD duplo, gravado ao vivo,  que traz dois dos maiores pianistas da atualidade tocando juntos.

Chick Corea dispensa apresentações, é uma lenda viva do piano no Jazz. Hiromi Uehara, ou simplesmente Hiromi, representa o frescor da juventude, mas, apesar da cara de moleque, e de se vestir como uma adolescente rebelde, já completou 40 anos, só que a gravação deste show aconteceu lá em 2009, ou seja, a moça ainda estava entrando nos seus trinta anos.  Já tive a oportunidade de trazer em outra ocasião trouxe dois outros cds dela tocando com antigos parceiros do próprio Chick Corea:  Lenny White e Stanley Clarke, turminha que arrasava lá dos anos 70, em um super grupo que se chamava Return to Forever. Quem não conhece, sugiro procurarem maiores informações.

Neste belíssimo e delicadíssimo CD, a dupla desfila seu talento interpretando canções famosas, que vão da nossa dupla Tom Jobim / Vinícius de Moraes (How Insensitive, ou traduzindo, Insensatez), passando por Beatles (Fool on the Hill) e obras já clássicas do próprio Chick Corea, passando por Bill Evans, Gershwin, Thelonius Monk além de peças da própria Hiromi.

Chick Corea & Hiromi Uehara: Duet

CD 1

1 Very Early
Written-By – Bill Evans

2 How Insensitive
Written-By – Antonio Carlos Jobim, Vinicius De Moraes

3 Déjà Vu
Written-By – Hiromi Uehara

4 Fool On The Hill
Written-By – John Lennon, Paul McCartney

5 Humpty Dumpty
Written-By – Chick Corea

6 Bolivar Blues
Written-By – Thelonious Monk

CD 2
1 Windows
Written-By – Chick Corea

2 Old Castle, By The River, In The Middle Of A Forest
Written-By – Hiromi Uehara

3 Summertime
Written-By – DuBose Heyward, George Gershwin, Ira Gershwin

4 Place To Be
Written-By – Hiromi Uehara

5 Do Mo [Children’s Song #12]
Written-By – Chick Corea

6 Concierto De Aranjuez/Spain
Written-By – Chick Corea, Joaquín Rodrigo

Chick Corea & Hiromi Uehara – Pianos

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Chick Corea & Hiromi Uehara – Dois Gênios do Piano

FDP

Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840 – 1893) – Swan Lake, Op. 20, Serenade for String Orchestra in C Major, Op. 48, The Nutcracker Suite, Op. 71a The Sleeping Beauty, Op. 66 – Anatole Fistoulari, Royal Concertgebow Orchestra

Anatole Fistoulari foi um maestro ucraniano que viveu 88 anos, entre 1907-1995, e foi, mesmo que por um curto período, genro de Gustav Mahler, apesar deste já ter falecido há bastante tempo quando se casou com Anna Mahler, sim, ele também foi genro de Alma Mahler, figura ímpar na história da cultura vienense. Sugiro aos senhores a leitura de um livro chamado ‘Viena Fin-de-Siecle’, para melhor conhecerem o ambiente em que Alma e Gustav viveram, sempre cercados dos maiores intelectuais do século que acabava e do século que se iniciava. Também existe uma biografia dela, que creio que esteja com  edição esgotada.

Foi um maestro que fez considerável sucesso ali na metade do século, e gravou muito. Este disco que ora vos trago, foi recém lançado pela DECCA, gravado há quase sessenta anos, entre 1961 e 1963, devidamente remasterizado, e mostra todo o talento e versatilidade de Fistoulari frente a duas  das melhores orquestras do mundo, a do Concertgebow de Amsterdam, fama que ele ajudou a construir e Sinfônica de Londres, que também dispensa apresentações.

Aliás, gosto muito desse repertório (quem não gosta?), temos excelentes gravações destas obras que já foram postadas por aqui, mais uma não vai ter maiores problemas. Afinal, senhores, tratam-se dos balés de Tchaikovsky. Nestes sombrios tempos em que estamos vivendo, serve para alegrar e animar o dia.

São dois CDs, mas por preguiça, o ripador original colocou em apenas um arquivo. Divirtam-se.

Disc: 1
1. 1-13 Swan Lake, Op. 20 (Highlights)

Royal Concertgebow Orchestra
Anatole Fistoulari – Conductor

2. 14-17 Serenade for Strings in C Major, Op. 48

London Symphony Orchestra

Disc: 2
1. 1-8 the Nutcracker: Suite, Op. 71A
2. 9-23 Sleeping Beauty (Highlights)

London Symphony Orchestra
Anatole Fistoulari – Conductor

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Johannes Brahms (1833-1897) – Die Vier Symphonien – Rafael Kubelik, Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk

Já faz algum tempo que não trago as Sinfonias de Brahms, obras pelas quais sou absolutamente apaixonado. E o responsável desta vez é o maestro Rafael Kubelik, um dos grandes nomes da regência do Século XX, frente à fabulosa Orquestra da Rádio Bávara, é coisa finíssima, vale a pena ouvir.
Talvez Kubelik não carregue tanto na dramaticidade de outras interpretações, principalmente de Herbert von Karajan e seus Berliners. Brahms é um compositor que exige muito do maestro, não apenas no fator físico, com certeza deve ser muito cansativo reger a Primeira Sinfonia, por exemplo, mas principalmente na intensidade que algumas de suas obras requerem. Li em algum lugar que o início desta Primeira Sinfonia com aqueles tímpanos marcando fortemente era uma representação do destino batendo à nossa porta. Metáforas à parte, eu jamais iria criticar um maestro do nível do Kubelik.
Já discutimos estas sinfonias em outras ocasiões aqui no PQPBach, sugiro procurarem estas postagens para maiores informações sobre as obras. Não canso e nunca cansarei de repetir que Karajan é o meu regente favorito neste repertório, mas impossível não se render ao talento de outros gigantes, como Furtwangler, Toscanini, Szell, e Rafael Kubelik, nas duas ocasiões em que este gravou a integral, esta do selo Orfeo de 1983, e outra com a Filarmônica de Viena, gravada anteriormente lá em 1965, meu ano de nascimento.

Espero que apreciem. Eu gostei muito, a tenho ouvido com frequência.

CD 1

01. Un poco sostenuto – allegro
02. Andante sostenuto
03. Un poco allegretto e grazioso
04. Adagio – piu andante

CD 2

01. Symphony No. 2 in D major (I) Allegro non troppo
02. Symphony No. 2 in D major (II) Adagio non troppo
03. Symphony No. 2 in D major (III) Allegro grazioso
04. Symphony No. 2 in D major (IV) Allegro con spirito

CD 3

01. Allegro con brio
02. Andante
03. Poco Allegretto
04. Allegro
05. Allegro non Troppo
06. Andante Moderato
07. Allegro Giocoso – Poco Meno Presto
08. Allegro Energico e Passionato – Piu Allegro

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor

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.: interlúdio :. Keith Jarrett Trio – Standards In Norway

Comecei ouvindo Keith Jarrett ainda na minha adolescência, com o excepcional ‘Nude Ants’, que comprei despretensiosamente em um sebo de Curitiba. Não sabia o que esperar. Conhecia seu trabalho solo, principalmente o ‘Köln Concert’, hoje já considerado um dos maiores discos de improviso do Jazz de todos os tempos. Fiquei impressionado com a energia que saia de seu piano, e como ele se entregava na hora de tocar. Poucos músicos são tão expressivos quando Keith Jarrett. Seu gestual corporal é único, como se retorce, faz caretas, geme, enfim, uma catarse total a cada interpretação. Em um primeiro momento podemos achar exagerado, mas quando conseguimos captar a essência da música, entendemos que o que ocorre ali é único. Nunca mais ouviremos a mesma música da mesma forma.
Quando se reuniu ao baixista Gary Peacock e ao baterista Jack DeJohnette, a integração foi total. Já perdi a conta de quantos discos eles já lançaram, mas vou fazer esta pesquisa. Esses caras tocam juntos há muito tempo, e são verdadeiros mestres em seus instrumentos. Então, repito o que escrevi acima, nunca mais ouviremos a mesma música da mesma forma, e aí está a genialidade do(s) improvisador (es).
As capas minimalistas da ECM escondem tesouros por trás delas. Este disco que ora vos trago foi gravado em Oslo, Noruega, em 1989, pouco mais de trinta anos se passaram, e muita coisa aconteceu neste vasto mundo desde então. Mas mesmo assim, é incrível como ele é moderno em sua essência. Faixas como ‘Just in Time’ nos mostram um verdadeiro embate entre gigantes, o piano de Keith Jarrett, o contrabaixo de Gary Peacock e a máquina de ritmo chamada Jack DeJohnette.
Sempre recomendo um bom fone de ouvidos para se ouvir estes discos. Assim os senhores podem prestar atenção aos detalhes, fundamentais em  um disco em que se improvisa 99% do tempo.
Portanto, podem se deliciar. É papa finíssima.

01 – All Of You
02 – Little Girl Blue
03 – Just In Time
04 – Old Folks
05 – Love Is A Many-Splendored Thing
06 – Dedicated To You
07 – I Hear A Rhapsody
08 – How About You

Keith Jarrett – Piano
Gary Peacock – Bass
Jack DeJohnette – Drums

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Johannes Brahms (1833-1897) – Sonates pour violoncelle & Piano – Anne Gastinel & François-Frederic Guy

Amo as Sonatas para Violoncelo de Brahms. Já as ouvi inúmeras vezes, com os mais diversos intérpretes, mas essa aqui era uma novidade para mim até pouco atrás, e olha que este registro foi realizado lá em 1999, o ano em que o mundo iria acabar, de acordo com alguns fatalistas e algumas previsões baseadas em Nostradamus. Bem, o mundo não acabou, mas digamos que não foi por falta de oportunidade.
Mas o que nos interessa aqui é este belo CD da jovem dupla Anne Gastinel & François-Frederic Guy, que nos trazem uma interpretação mais que convincente destas duas obras primas do repertório, dois petardos que exigem muito dos músicos, é música que tem de ser tocada com a alma e com o coração. São lindíssimas, sofridas, amargas em alguns momentos. Se não me engano quem me as apresentou foi  Janos Starker / György Sebök, um registro antigo, porém maravilhoso, uma das melhores gravações já realizadas destas obras, realizadas lá no ano de meu nascimento, 1965. Não podemos esquecer Rostropovich / Serkin, que também tem outro registro histórico destas obras.
Anne Gastinel tinha 28 anos na época em que gravou esse CD e Guy, nascido em 1999, tinha apenas 20 anos de idade na época desta gravação. Gastinel já era uma musicista experiente, madura, e é exatamente essa maturidade que me surpreende nestas gravações, em se tratando de músicos tão jovens. Seu parceiro na empreitada, François-Frederic Guy, fornece todo o suporte para ela desfilar todo o seu talento. Claro que o piano não cumpre apenas a função de acompanhante, mas também de solista. Mas não esperem um duelo entre as partes, ao contrário, sente-se que existe uma cumplicidade entre os dois. Posteriormente, os dois se juntaram novamente para gravarem as Sonatas de Beethoven, série que pretendo trazer logo, logo, dentro das comemorações dos 250 anos de nascimento do compositor.
Então vamos ouvir o que a juventude tem a nos dizer a respeito destas obras?

P.S. Uma curiosidade: Anne Gastinel se utiliza aqui nestas gravações de um instrumento que pertenceu ao lendário violoncelista catalão Pau Casals.

01. Brahms – Cello Sonata No.1 in E minor, Op.38 – I. Allegro non troppo
02. Brahms – Cello Sonata No.1 in E minor, Op.38 – II. Allegretto quasi menuetto
03. Brahms – Cello Sonata No.1 in E minor, Op.38 – III. Allegro
04. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – I. Allegro vivace
05. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – II. Adagio affettuoso
06. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – III. Allegro passionato
07. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – IV. Allegro molto

Anne Gastinel – Cello
François-Fréderic Guy – Piano

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Carmen Fantasy – Anne-Sophie Mutter, James Levine, Wiener Philharmoniker

Espetacular CD dessa exímia e extraordinária violinista, em um repertório montado para ela mostrar a que veio. Não sobra pedra sobre pedra.

Com o perdão do exagero, este talvez seja o melhor disco que ela gravou em toda sua carreira, daqueles que servem para mostrar que ela não era apenas mais um rostinho bonito. Os destaques são, é claro, as obras de Pablo de Sarasate, que ela toca com uma perícia e uma técnica absolutamente estonteante. A “Tzigane” de Ravel, também é imperdível, mostrando como Mutter definitivamente não temia desafios, alíás, até hoje não os teme. Ela passa da loucura de Sarasate para a delicadeza de  Wieniawski, para logo em seguida nos levar ao devaneio de Massenet na “Meditation de Thais”, e à descontrução da “Carmen” de Bizet que Sarasate promoveu, enfim, ela transita nesse repertório incrível com a segurança e firmeza tipica dos grandes mestres.

Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir sem cansar.

1. Sarasate: Zigeunerweisen, Op.20
2. Wieniawski: Legende, Op.17
3. Tartini: Sonata For Violin And Continuo In G Minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo”
4. Ravel: Tzigane, M.76
5. Massenet: Thaïs / Acte Deux – Meditation
6. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – Introduction. Allegro Moderato
7. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 1. Moderato
8. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 2. Lento assai
9. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 3. Allegro moderato
10. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 4. Moderato
11. Fauré: Berceuse, Op.16

Anne-Sophie Mutter – Violin
Wiener Philharmoniker
James Levine – Conductor

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#SCHMNN210 – Robert Schumann (1810-1856) – Variations sur le nom d’Abegg, op. 1, Papillons, op. 2, Fantaisie en ut majeur, op.17,

Sim, eu sei, estou chegando um pouco atrasado nestas comemorações aos 210 anos de aniversário de Robert Schumann. Estive enrolado em outros projetos, e o dia a dia no serviço também me estressa bastante, por isso me afastei um pouco.

Minha contribuição será bem simples, mas de coração: Claudio Arrau tocando a Fantasia op. 17, dentre outras obras do mesmo compositor, senhores, que coisa mais linda. Não é a toa que é considerado um dos maiores pianistas do século XX. Esse registro é lá dos anos 60, a gravação ainda não é digital, mas mesmo assim, é impecável, um grande trabalho dos engenheiros da PHILIPS. Facilmente classificável com o selo de ‘IM-PER-DÍ-VEL’ do PQPBach.

01. Variations sur le nom d’Abegg, op. 1 – Thema
02. Variations sur le nom d’Abegg, op. 1 – Var. I
03. Variations sur le nom d’Abegg, op. 1 – Var. Il
04. Variations sur le nom d’Abegg, op. 1 – Var.Ill
05. Variations sur le nom d’Abegg, op. 1 – Cantabile
06. Variations sur le nom d’Abegg, op. 1 – Finale alla Fantasia
07. Papillons, op. 2
08. Fantaisie en ut majeur, op.17 – Il tutto fantastico ed appasionato
09. Fantaisie en ut majeur, op.17 – Moderato con energia
10. Fantaisie en ut majeur, op.17 – Lento sostenuo
11. Nachstücke, op. 23 – Mehr langsam, oft zur ck haltend
12. Nachstücke, op. 23 – Markiert und lebhaft
13. Nachstücke, op. 23 – Mit grosser Lebhaftigkeit
14. Nachstücke, op. 23 – Einfach

Claudio Arrau – Piano

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Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival – 2008

Fiz uma pausa nas postagens dessa série da nossa amada Martha Argerich em seu Festival de Lugano para dar lugar às comemorações dos 210 anos de nascimento de Robert Schumann. Hoje trago mais um volume, mais três CDs que mostram todo talento e versatilidade desta excepcional artista.

Não preciso dizer o quanto Martha ama Schumann, tanto que temos aqui no primeiro CD a belíssima Sonata nº 2 para Violino e Piano, acompanhando o violinista Renaud Capuçon. Outro momento a destacar é sua parceria com o ex marido pianista Stephen Kovacevich, tocando uma peça de Mozart.

Mas o mais belo, lírico e pungente é o terceiro CD, onde abre tocando seu conterrâneo Piazzolla, em versões matadoras para dois pianos, claro que ele não poderia faltar, assim como Ravel. Martha distribui o repertório desta série entre seus convidados, alguns conhecidos, outros desconhecidos, dando chance e permitindo que sejam conhecidos.

A relação dos músicos envolvidos está no booklet em anexo.

Vamos ao que viemos?

CD 1
01. Variations (5) on an original theme for piano, 4 hands in G major, K. 501
02. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 1. Ziemlich langsam – Le
03. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 2. Sehr lebhaft
04. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 3. Leise, einfach
05. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 4. Bewegt
06. Piano Quintet in D major, Op. 51- 1. Allegro moderato
07. Piano Quintet in D major, Op. 51- 2. Andante con variazioni
08. Piano Quintet in D major, Op. 51- 3. Scherzo- Allegro vivace
09. Piano Quintet in D major, Op. 51- 4. Allegro moderato
10. Scherzo for 2 pianos, Op. 87

CD 2
01. Piano Trio No. 1 in C minor, Op. 8
02. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 1. Barcarolle
03. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 2. La Nuit
04. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 3. Les Larmes
05. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 4. Pâques
06. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 1
07. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 2
08. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 3
09. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 4
10. Slavonic Dance No. 1 for piano, 4 hands in C major, B. 78-1 (Op. 46-1)
11. Slavonic Dance No. 12 for piano, 4 hands in D flat major, B. 145-4 (Op. 72-4)
12. Slavonic Dance No. 7 for piano, 4 hands in C minor, B. 78-7 (Op. 46-7)
13. Slavonic Dance No. 10 for piano, 4 hands in E minor, B. 145-2 (Op. 72-2)

CD 3

01. Tres minutos con la realidad, tango
02. Oblivion, tango
03. Libertango, tango
04. Introduction & Allegro for harp, flute, clarinet & string quartet
05. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 1. Verano porteño
06. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 2. Otoño porteño
07. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 3. Invierno porteño
08. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 4. Primavera porteña
09. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 1. Maestoso
10. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 2. Tranquillo
11. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 3. Tempo di marcia – Andante
12. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 4. Tempo di polka – Piú vivo – Allegro

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.: interlúdio :. Keith Jarrett, Paul Motian, Gary Peacock – At The Deer Head Inn (1994)

É desnecessário tecer maiores comentários sobre estes trabalhos de Keith Jarrett. Já me considero suspeito para falar o óbvio ululante, de que é um gênio, que tudo o que toca vira ouro, sei lá que outras redundâncias poderia citar. Prefiro deixar que os senhores, se quiserem, tirem suas conclusões. Ouço essa turma já há quase quarenta anos, e ao contrário de muitas outras coisas que comecei a ouvir na época, e que hoje me parecem datados, sempre que ouço essa turma ouço de outra forma, e faço novas descobertas. Parecem camadas sobrepostas, a cada audição tiramos uma daquelas camadas e descobrimos outras possíbilidades por baixo.
Keith Jarrett, em minha modesta opinião, alcançou um nível de excelência que poucos músicos alcançaram. De sua geração, poderia citar Chick Corea e Herbie Hancock, músicos que começaram praticamente juntos, talvez Hancock um pouco antes, todos excepcionais músicos, virtuoses, e revolucionaram a arte de tocar piano no Jazz, seguindo os passos de outros gênios do passado, como Monk, Bil Evans, Oscar Peterson, dentre outros que já se foram.
Neste CD, Jarrett e seu fiel escudeiro Gary Peacock se juntam a outra lenda, não, aqui não temos Jack de Johnette, e sim Paul Motian. O mesmo Paul Motian que fez parte de outro trio de Jarrett, com Charlie Haden.
Minhas próximas postagens no interlúdio serão dedicadas a esse cara. Não pretendo trazer tudo o que tenho dele, ficaria até o final do ano, apenas alguns discos que considero fundamentais, porém confesso que é muito difícil fazer essa seleção. Começo com essa pintura gravada na mítica casa de Jazz “Deer Head Inn”, na Pensilvânia. Espaço pequeno, porém aconchegante, que permite um grau maior de intimidade entre os músicos e o público.

Recomendo fortemente, acompanhado de uma garrafa de um bom vinho, ainda mais neste período de pandemia e de isolamento social.

01. Solar
02. Basin Street Blues
03. Chandra
04. You Don’t Know What Love Is
05. You And The Night And The Music
06. Bye Bye Blackbird
07. It’s Easy To Remember

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Retrato do Artista enquanto Gênio

.: interlúdio :. The Modern Jazz Quartet – The Last Concert

Revirando o PQPBach, descobri que nunca postamos nada deste lendário grupo, o ‘The Modern Jazz Quartet’. Isso é absolutamente inadmissível, em se tratando de um blog que se propõe a pollinizar a blogosfera com talento, virtuosismo, com música de alto nível e de alta qualidade, e em se tratando destes quatro camaradas, sofisticação. Vou tentar suprir esta falta trazendo o disco que me apresentou eles, já há algumas décadas, duas ou três, não tenho certeza. Era a banda favorita de um grande amigo, que aliás, me apresentou este disco, e que considerava o que de melhor havia de se produzido em se tratando de jazz. E é difícil não concordar com ele.

Este título, na verdade, é uma pegadinha. Não foi a última apresentação deles. Na verdade a banda realmente se separou por alguns anos, mas voltaram a gravar e se apresentar até 1997. Na verdade, eles encerraram sua longeva carreira lá em 1985, onze anos após este registro que ora vos trago. Não por acaso, este disco duplo está na lista dos 1000 mais importantes álbuns da história do Jazz. Nunca houve um grupo tão coeso e tão unido quanto o Modern Jazz Quartet. O que dizemos do Beaux Arts Trio podemos facilmente atribuir a estes quatro excepcionais músicos: a facilidade com que eles tocam juntos, tudo flui belo, uno, e essa é a melhor definição para eles: a capacidade de tocarem como se fosse apenas um só. Milt Jackson é um monstro no vibrafone, mas não estamos tratando aqui de certos músicos que fazem tudo rodar ao seu redor: não, aqui é diferente, antes de tudo, se pensa no grupo.  Ouçam o clássico ‘Roun´ Midnight’, e me digam se não é uma das mais belas versões desta obra imortal.

Este disco também me traz boas lembranças, dos tempos em que o ouvi pela primeira vez, ainda estudando na Universidade. Espero que apreciem.

CD 1

01 – Softly As In A Morning Sunrise
02 – The Cylinder
03 – Summertime
04 – Trav’lin’
05 – Blues In A Minor
06 – One Never Knows
07 – Bags’ Groove

CD 2

01 – Confirmation
02 – ‘Round Midnight
03 – Night In Tunisia
04 – The Golden Striker
05 – Skating In Central Park
06 – Django
07 – What’s New

The Modern Jazz Quartet:

John Lewis – Piano
Milt Jackson – Vibraphone
Perci Heath – Bass
Connie Kay – Drums

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