Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Ballet, ‘Swan Lake’ – Ernest Ansermet & Orchestre de la Suisse Romande

According to his brother Modest, Pyotr Ilyich Tchaikovsky, much drawn to ballet in his youth, was fond of imitating the dancers and could do so proficiently. As late as 1875, when Camille Saint-Saëns was making his Moscow debut as composer, pianist and conductor, the two men were reportedly to be found larking about on the stage of the conservatoire performing a little ‘Galatea and Pygmalion’ ballet together with Nikolay Rubinstein at the piano. However the mature composer would have been surprised to find himself held up as a key figure in the history of classical dance. (Closer to our own time, Sergey Sergeyevich Prokofiev likewise preferred to think of himself as a purveyor of opera, notwithstanding Serge Diaghilev’s outspoken views and his own successes with full-length ballets in the Tchaikovsky tradition.)
It is hardly surprising that early spectators of Tchaikovsky’s Swan Lake (1875–76), accustomed to the subservient scores of Cesare Pugni (1802-1870) and Ludwig Minkus (1826–1917), should have felt puzzled by its symphonic proportions and depth of feeling. Only two orchestral rehearsals and a poor production scarcely helped. Even The Sleeping Beauty (1888–89), one of Tchaikovsky’s great masterpieces, staged with
the resources of the Imperial Ballet in St Petersburg, enjoyed only a succès d’estime during his lifetime. His last work in the form, the two-act Nutcracker (1891–92), secured its popular reputation through the pre release of a suite showcasing its glittering themes.
Tchaikovsky’s balletic significance became much more obvious after his death, part of a process that saw the form perfected and renewed by such practitioners as the French-born choreographer Marius Petipa (1818–1910) and the Russian Mikhail Fokine (1880–1942). The Sleeping Beauty was commissioned by Ivan Vsevolozhsky (1835–1909), then Director of the Imperial Theatres, who had abolished the post of staff ballet composer with a view to engaging musicians of greater distinction. The scenario and designs were prepared by Vsevolozhsky while Petipa mapped out the sequence of dances. Without subverting traditional imperatives of clarity, harmony, symmetry and order, the bold invention and perfect alignment of music and choreography had the capacity to affect audiences in a new way. Tchaikovsky’s three mature ballets were chiefly responsible for this generic transformation, for all that he once described Swan Lake as ‘poor stuff compared with [Delibes’s] Sylvia.’
Public acclaim notwithstanding, many academic commentators have found Tchaikovsky an uncomfortable figure whose symphonic music could be stigmatized as ‘balletic’ as if that epithet in some way invalidated it. With the effortless extension of a single melodic line held to be in some way suspect – although Tchaikovsky’s tunes can run the gamut from elegance and charm to uninhibited eroticism and passion – it proved easy to overlook the incredible craftsmanship of the ballets, their mastery of form, harmony, momentum and orchestration. Tchaikovsky is rarely given credit for the discipline and professionalism of his creative life. Whatever the propensity within to violent agitation, he delivered on time and was quite prepared to submit to the exacting and precise demands of his collaborators. The expressive certainty of his invention has allowed more recent choreographers to experiment with stance and movement, often radically, confident that a firm musical narrative is permanently encoded in the notes.

CD 12

a. Introduction-N.1; Moderato assai–Scène. Allegro giusto
b. N.2; Waltz. Tempo di Valse
c. N.4; Pas de trois. Intrada (allegro); andante; sostenuto; allegro semplice; presto; moderato; allegro; Coda (allegro vivace)
d. N.7-8; Subject; Dance With The Goblets (Tempo di Polacca)
e. N.10; Scene (Moderato)
f. N.11-12; Scene (Allegro moderato; allegro vivo); Scene (Allegro)
g. N.13. Dances Of The Swans–I. Tempo di Valse
h. N.13; Dances Of The Swans–V. Pas d’action. Odette et le Pince (Andante)
i. N.13; Dances Of The Swans–IV. Danse des petits cygnes (Allegro moderato)
j. N.13; Dances Of The Swans–VI. Danse générale (Valse)
k. N.13; Dances Of The Swans–II. Odette solo (Moderato assai)
l. N.13; Dances Of The Swans–VII. Coda (Allegro vivace)
m. N.15; Scene. Allegro giusto
n. N.17; Scene. Entrance & Waltz Of The Special Guests (Allegro; tempo di valse)
o. N.18; Scene. Allegro; allegro giusto
p. N.21; Spanish Dance (Allegro non troppo. Tempo di Bolero)
q. N.22; Neapolitan Dance (Allegro moderato; andantino quasi moderato)
r. N.23; Mazurka
s. N.20; Danse hongroise (Czárdás)
t. N.5; Pas de deux. Intrada; Valse; Andante; Valse; Coda (allegro molto vivace)

CD 13

01. u. N.28; Scene (Allegro agitato; allegro vivace)
02. v. N.29; Finale. Andante; allegro agitato; alla breve; moderato e maestoso

03. Variations on a Rococo Theme for Cello & Orchestra (abridged by Wilhelm Fitzenhagen), Op.33
04. Symphony No. 6 in B minor, ‘Pathétique’, Op.74 – I. Adagio; allegro non troppo
05. Symphony No. 6 in B minor, ‘Pathétique’, Op.74 – II. Allegro con grazia
06. Symphony No. 6 in B minor, ‘Pathétique’, Op.74 – III. Allegro molto vivace
07. Symphony No. 6 in B minor, ‘Pathétique’, Op.74 – IV. Finale. Adagio lamentoso; andante

Orchestre de la Suisse Romande
Ernest Ansermet – Conductor

CD 12 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Vários: Brassil interpreta compositores da Paraíba

Vários: Brassil interpreta compositores da Paraíba

A lentidão de P.Q.P. Bach é digna de se lamentar. Em 21 de julho publicamos este post onde anunciávamos que os compositores do CD Brassil interpreta compositores da Paraíba gostariam de ver seus trabalhos divulgados em nosso blog. Aceitamos na hora, mas sabe a fila? Para piorar andei perdendo-recuperando meu disco rígido e aí…. E aí que chega de desculpas!

Trata-se de um ótimo disco; contrastante como sempre acontece quando juntamos muitos compositores num mesmo projeto, mas com obras muito boas como Lied, Nouer II, Luares de Intermares, Perpetuum, Intensificações e Burlesca.

O Brassil (trocadilho em inglês misturando Brasil e brass) começou como um quinteto de metais que incorporou a posteriori um percussionista e virou um sexteto. Ele reúne alguns de maiores especialistas de seus instrumentos no país — Radegundis Feitosa, o trombonista, foi o primeiro Doutor em seu instrumento no país e troca figurinhas com Christian Lindberg.

O Compomus, por sua vez, é um laboratório de composição que ministra cursos de extensão para a comunidade musical em geral e acabou criando demanda pelo bacharelado em composição no curso de música da UFPB, atraindo atualmente estudantes também de estados vizinhos e oferecendo cursos inclusive de história do rock e editoração musical.

Tem compositor do Compomus quem nem completou 30 anos e já é professor titular na própria UFPB e outros que foram pra outros Estados, como o Mato Grosso, por exemplo. O pessoal do laboratório também tem conquistado posições de destaque em concursos de composição nacionais e participado de bienais de música ao longo desta década. Eli-Eri Moura e J. Orlando Alves ganharam bolsas de estudo da Funarte no último edital de Estímulo à produção artística – categoria música, em 2008.

A grande sacada deles foi aliar forças com grupos instrumentais e vocais — de dentro da universidade ou não — no intuito de obter divulgação mútua. O mais interessante desses grupos é o Sonantis, que não tem formação fixa e se mobiliza de acordo com a demanda instrumental de cada obra. Vide um futuro CD com a música de câmara de Eli-Eri Moura que iremos postar (mas vai demorar um pouco).

A parceria com a Sinfônica Jovem da Paraíba garantiu um concerto anual só com as obras dos alunos do Compomus. E aí dá pra entender que este CD do Brassil foi outra parceria — que afortunadamente obteve patrocínio para se concretizar.

O que esperar deste álbum? Diversas cabeças, diversos estilos, diversos talentos de uma escola pluralista que ainda vai chamar a atenção do resto do país.

COMPOSITORES E OBRAS
(Todos os compositores deste CD fazem parte do COMPOMUS)

1. MARCÍLIO ONOFRE – Chamber Echo (2006)
– Para quinteto de metais, piano e percussão

2. DIDIER GUIGUE – Lied (1988)
– Para quinteto de metais

3. PAULINO NETO – Polycontinuum (2006)
– Para quinteto de metais e percussão

4. ARIMATÉIA DE MELO – Calidoscópio (2005)
– Para quinteto de metais

5. JORGE RIBBAS – Adriatic Mood (2006)
– Para quinteto de metais e percussão

6. ELI-ERI MOURA – Nouer II (2006)
– Para trombone e piano

7. WILSON GUERREIRO – Luares de Intermares (2006)
– Para quinteto de metais e percussão

8. TICIANO ROCHA – Daedalus (2005)
– Para quinteto de metais

9. LUIZ CARLOS OTÁVIO – Perpetuum (2005)
– Para quinteto de metais

10. ROGÉRIO BORGES – Quinteto N.º 1 (2005)
– Para quinteto de metais

11. J. ORLANDO ALVES – Intensificações (2006)
– Para quinteto de metais e piano

12. JOSÉ ALBERTO KAPLAN – Burlesca (1987)
– Para quinteto de metais e piano

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O Brass…il

CVL / PQP

Sogno Barocco: Monteverdi, Cavalli, Provenzale, Rossi – Ensemble Cappella Mediterranea, dir. Leonardo García Alarcón & Anne Sofie von Otter, Sandrine Piau, Susanna Sundberg

Sogno Barocco 
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Ensemble Cappella Mediterranea
dir. Leonardo García Alarcón
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Sandrine Piau
Susanna Sundberg
Anne Sofie von Otter
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RAINHAS E REIS DA PRIMEIRA OPERA
Quatro soberanos musicais reinaram sobre a ópera italiana do século XVII, Claudio Monteverdi, Pier Francesco Cavalli, Luigi Rossi e Francesco Provenzale, o menos conhecido, mestre de capela napolitano e contemporâneo de Alessando Scarlatti. 
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Monteverdi transmitiu o gênero lírico da corte para a cidade. Cavalli popularizou o gênero em teatros públicos. Provenzale adaptou-o ao napolitano, misturando burlesco e tragédia, enquanto Luigi Rossi exportou o gênero lírico, notadamente para Paris. Suas Odes, certamente incompreendidas por uma parte do público, iniciaram os franceses no gênero da ópera. 
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Lully, tendo escutado Rossi e Cavalli, inventa a tragédia lírica francesa. Figuras femininas, trágicas, astutas, rasgadas, foram favorecidas por esses compositores. O barroco tem sido apaixonado por bruxas do amor, como Alcina ou Medéia, e senhoras nobres negligenciadas, como Dido, Octavia, Penelope. A queixa lírica era em princípio feminina, a face profana das deplorações da Virgem e dos santos católicos. (Vincent Borel)

Ensemble Cappella Mediterranea
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
01. Si dolce e ‘l tormento
Francesco Cavalli (Crema, 1602 – Venice, 1676)
02. Instrumental (from Elena)
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
03. Pur ti miro (L’incoronazione di Poppea, III, 8) [with S.Piau]
Francesco Provenzale (Itália, 1624 – 1704)
04. Squarciato appena havea
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
05. Signor, hoggi rinasco (L’incoronazione di Poppea, III, 5) [with S.Piau]
Francesco Cavalli (Crema, 1602 – Venice, 1676)
06. Instrumental (from Elena)
Luigi Rossi (Italia, 1597 – 1653)
07. Lamento de la Regina di Suezia
Francesco Cavalli (Crema, 1602 – Venice, 1676)
08. Vivo per te (La Calisto, III, 7)
09. Dolcissimi baci (La Calisto, III, 7) [with S.Piau]
10. Sinfonia, from Elena
11. Lamento de Doriclea (Doriclea, III, 1)
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
12. Di misera regina (Il ritorno d’Ulisse in patria, I, 1) [with S.Sundberg]
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Sogno Barocco  – 2012
Ensemble Cappella Mediterranea
Leonardo Garcia Alarcon, dir.
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XLD RIP | FLAC | 402 MB
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MP3 | 320 Kbps | 210 MB
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powered by iTunes 12.8.0 | 1 h 11 min
Boa audição !
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– Sandrine Piau. D’où vient cette voix qui me calme?
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Avicenna

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas para Piano (Uchida)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas para Piano (Uchida)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Como transcreveu Alessandro Reiffer aqui Toda vez que ouço as sonatas de Beethoven, o que faço com frequência, tenho certeza que a humanidade vale a pena. Desacreditar dela é um clichê tratado com ironia por alguns filósofos deliciosamente rabugentos e com rabugice por algumas pessoas com preguiça de pensar na complexidade do ser. O restante do texto vale muito a pena, mas estamos aqui com a Mitsuko Uchida e não vamos fazer uma dama aguardar por coisas que estão no blog do Reiffer (link acima).

Quando terminei de ouvir o primeiro disco, escrevi para FDP Bach no MSN: Fim do primeiro tempo, Pollini 3 x 0 Uchida. Porém, logo depois ouvi e reouvi os CDs dela muitas vezes. E passei a admirar justamente a leitura diferente da japonesinha, que a princípio me parecera meio desajeitada. É que a campeoníssima interpretação de Pollini parece tomar conta de tudo, mas, é claro, há sempre lugar para visões, olhares e vieses diferentes. E passei a ouvi-la por ser bem diferente daquilo que para mim é o padrão Beethoven de qualidade (dois links), ambos com mais de dois mil downloads. Mas Uchida é Uchida e ela nos brinda com um Beethoven que, se não nos faz esquecer o gold standard, nos satisfaz totalmente. Por isso, …

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas para Piano

Piano Sonatas No. 28, Op. 101 & No. 29, Op. 106

Piano Sonata No.28 in A, Op.101
1) 1. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung (Allegretto ma non troppo)
2) 2. Lebhaft, marschmäßig (Vivace alla marcia)
3) 3. Langsam und sehnsuchtsvoll (Adagio ma non troppo, con affetto)

Piano Sonata No.29 in B flat, Op.106 -“Hammerklavier”
4) 1. Allegro
5) 2. Scherzo (Assai vivace – Presto – Prestissimo – Tempo I)
6) 3. Adagio sostenuto
7) 4. Largo – Allegro risoluto

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Piano Sonatas Op. 109, 110 & 111

Piano Sonata Op. 109 In E Major
1) I Vivace, Ma Non Troppo
2) II Prestissimo
3) III Andante Molto Cantabile Ed Espressivo

Piano Sonata Op. 110 In A Flat Major
4) I Moderato Cantabile Molto Espressivo
5) II Allegro Molto
6) III Adagio, Ma Non Troppo
7) IV Fuga: Allegro Ma Non Troppo

Piano Sonata Op. 111 In C Minor
8. I Maestoso
9) II Adagio Molto Semplice E Cantabile

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Mitsuko Uchida, piano

Impossível não gostar de Uchida.

PQP

Amazonas Baroque Ensemble: Dei Due Mondi – David Perez (1711 – 1778); José Palomino (1755 – 1810); Gaetano Maria Schiassi (1698 – 1754); António Leal Moreira (1758 – 1819)

Dei Due Mondi

Amazonas Baroque Ensamble

José Palomino (Espanha, 1755 – 1810)
David Perez (Nápoles, 1711 – Lisboa, 1778)
António Leal Moreira (Portugal, 1758 – 1819)
Gaetano Maria Schiassi (Bologna, 1698 – Lisboa, 1754)

Comentário do nosso amigo Ammiratore sobre este post: Oi Avicenna, acabei de ouvir e realmente existem muitas pérolas neste oceano que é o Barroco. Linda postagem. Os músicos dão vida às obras, magníficas as solistas, os violinos exatos e o cravo “bem temperado”. Parabéns.

Amazonas Baroque Ensamble é um grupo de músicos que compõe a Orquestra Barroca do Amazonas, dentre outros agrupamentos. São provenientes de países diferentes, com ampla formação e experiência profissional e se dedicam ao repertório inédito ou pouco conhecido do ambiente luso-brasileiro do século XVIII e sua área de influência cultural.

Tal repertório aqui presente foi obtido em atividades científicas apoiadas pela FAPEAM (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) desenvolvidas no Laboratório de Musicologia e História Cultural da Universidade do Estado do Amazonas, ou através de musicólogos associados, pelo que agradecemos.

O grupo tem se apresentado em diversas cidades de Portugal, Espanha, Itália e Brasil, participando ainda de festivais diverso, quer no campo instrumental ou na música sacra e na ópera, dentre o que destaca-se a première moderna no Brasil de Guerras do Alecrim e Manderona (1737), de Antonio José da Silva (1705-1739) e Antonio Teixeira (1707-1774), em 2010. O grupo tem colaborado com artistas diversos, no intuito de valorizar o repertório que aborda e os intérpretes que a ele se dedicam.

Amazonas Baroque Ensamble
David Perez (Nápoles, 1711 – Lisboa, 1778)
01. Concerto per il flauto traverso e stromenti – I. Allegro
02. Concerto per il flauto traverso e stromenti – II. Grave
03. Concerto per il flauto traverso e stromenti – III. Allegro con brio
04. L’incerto mio pensiero
05. O almen qualor si perde
José Palomino (Espanha, 1755-1810)
06. Concerto o sia Quintetto per il clavicembalo – I. Allegro
07. Concerto o sia Quintetto per il clavicembalo – II. Andante – Allegro poco
David Perez (Nápoles, 1711 – Lisboa, 1778)
08. Io so qual pena sia
Gaetano Maria Schiassi (Bologna, 1698 – Lisboa, 1754)
09. Concerto in D a 5 – I. Allegro
10. Concerto in D a 5 – II. Andante
11. Concerto in D a 5 – III. Allegro
António Leal Moreira (Portugal, 1758 – 1819)
12. Misera me / Ah cangiar non può d’affetto

Cantores
• Mirian Abad – soprano
• Thelvana Freitas – mezzo-soprano
• Fabiano Cardoso – tenor
• Roberto Paulo Silva – barítono
Instrumentistas
• Gustavo Medina, Tiago Soares, Juliana Lima Verde, Andreza Viana – violino 1
• Manoella Costa, Silvia Raquel Lima, Raúl Gustavo Falcón – violino 2
• Gabriel Lima, Elcione Santos – viola
• Edoardo Sbaffi – violoncelo
• Diego Soares – contrabaixo
• Benjamin Prestes arquialaúde e guitarra barroca
• Mario Trilha/ Vanessa Monteiro – cravo e órgão
• Márcio Páscoa – flauta e direção musical; Arley Raiol – flauta

Dei Due Mondi – 2012
Amazonas Baroque Ensemble
Márcio Páscoa, dir.

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XLD RIP | FLAC | 384 MB

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MP3 | 320 Kbps | 148 MB

powered by iTunes 12.8.0 | 1 h 07 min

Boa audição !

– Amazonas Baroque Ensemble

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Carla Bley: Fancy Chamber Music (1998)

.: interlúdio :. Carla Bley: Fancy Chamber Music (1998)

Este é um daqueles CDs que demonstram o que os preconceituosos não admitem: que o jazz e a música erudita caminham lado a lado. Carla Bley escreveu uma série de peças onde faz uma paródia erudito-jazzística misturando os muitos sotaques. Seu Fancy Chamber Music faz um curioso diálogo com os CDs de Keith Jarrett que postamos semanas atrás. Se ali Jarrett sentia-se totalmente à vontade interpretando Bach e Handel, aqui Bley brinca fazendo paródias de… Mozart, por exemplo. Pegue Monk, Stravinsky, Mozart, Ellington, Satie, Gershwin e Schubert em uma panela bem grande e você obterá algo próximo da Carla Bley deste disco, obterá lago tão revolucionário quanto a Bley dos anos setenta — só que aqui tudo é calmo.

Abaixo, uma canção que não está no CD, mas que demonstra o humor de Bley ao lado do maridão e fundamental baixista Steve Swallow. Atenção à letra, por favor!

Carla Bley: Fancy Chamber Music

1. Wolfgang Tango
2. Romantic Notion, No. 4
3. End of Vienna
4. Tigers in Training
5. Romantic Notion, No. 6
6. Jon Benet

Carla Bley piano
Steve Morris violin
Andrew Byrt viola
Emma Black cello
Steve Swallow bass
Alison Hayhurst flute
Sara Lee clarinet, glockenspiel
Chris Wells percussion

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A Deusa Carla Bley

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Quartetos de Cordas Completos + Quinteto para Piano

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Quartetos de Cordas Completos + Quinteto para Piano

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os russos compreendem e interpretam melhor os russos. Esta série de Quartetos de Cordas de Shostakovich pelo Quarteto Borodin talvez seja o grande acontecimento do mercado fonográfico de 2018. É a terceira incursão do Borodin na gravação de todos os quartetos. Explico: o quarteto foi se transformando ao longo dos anos e não sobra mais ninguém da clássica formação inicial, que recebeu instruções do próprio Shostakovich.

Com mais de 7 horas, o conjunto inclui os Quartetos de Cordas de 1 a 15 de Shostakovich, além de uma seleção de obras menos conhecidas de Shostakovich, incluindo a gravação de estreia de um movimento não finalizado. O pianista Alexei Lubimov e o trompetista Sergei Nakariakov se juntam ao Quarteto Borodin para as gravações da música do filme Podrugi (‘Girlfriends’), enquanto outro pianista, Alexei Volodin, completa o time para extraordinário Quinteto para Piano.

Nenhum quarteto fez o repertório russo melhor do que o Quarteto Borodin original — o próprio Shostakovich supervisionou pessoalmente o estudo do conjunto de cada um de seus quartetos e isto veio até a geração atual.

E as obras? Minha nossa, que música!

Abaixo, alguns humildes comentários sobre obras escolhidas e que estão presentes no conjunto da Decca:

Quinteto para piano, Op. 57 (1940)

A música perfeita. Irresistível quinteto escrito em cinco movimentos intensamente contrastantes. Seu estilo é clássico. O prelúdio inicial estabelece três estilos distintos que voltarão a ser explorados adiante: um dramático, outro neo-clássico e o terceiro lírico. Todos os temas que serão ouvidos nos movimentos seguintes apresentam-se no prelúdio em forma embrionária. Segue-se uma rigorosa fuga puxada pelo primeiro violino e demais cordas até chegar ao piano. Sua melodia belíssima e lírica que é seguida por um scherzo frenético. É um choque ouvir chegar o intermezzo que traz de volta a seriedade à música. Apesar do título, este intermezzo é o momento mais sombrio do quinteto. O Finale, cujo início parece uma improvisação pura do pianista, fará uma recapitulação condensada do prelúdio inicial.

O Quinteto para piano recebeu vários prêmios que não vale a pena referir aqui, mas o mais importante para Shostakovich foi a admiração que Béla Bartók dedicou a ele.

Quarteto de Cordas Nº 2, Op. 68 (1944)

Este trabalho em quatro movimentos foi escrito em menos de três semanas. A abertura é uma melodia de inspiração folclórica, tipicamente russa. O grande destaque é o originalíssimo segundo movimento, Recitativo e Romance: Adagio. O primeiro violino canta (ou fala) seu recitativo enquanto o trio restante o acompanha como se estivessem numa ópera ou música sacra barroca. O Romance parece música árabe, mas não suficientemente fundamentalista a ponto que a Al Qaeda comemore. Segue-se uma pequena valsa no mesmo estilo. O quarto movimento é um Tema com variações que fecha brilhantemente o quarteto.

É curioso que neste quarteto, talvez por ter sido composto rapidamente, há uma musicalidade simples, leve e nada forçada. Talvez nem seja uma grande obra como os Quartetos Nros. 8 e 12, mas é dos que mais ouço. Afinal, esta é uma lista pessoal e as excentricidades valem, por que não?

Quarteto de Cordas Nº 6, Op. 101 (1956)

Talvez apenas aficionados possam gostar deste esquisito quarteto. Ele tem quatro movimentos, dos quais três são decepcionantes ou descuidados. O intrigante nesta música é o extraordinário terceiro movimento Lento, uma passacaglia barroca que é anunciada solitariamente pelo violoncelo. É de se pensar na insistência que alguns grandes compositores, em seus anos maduros, adotam formas bachianas. Os últimos quartetos e sonatas para piano de Beethoven incluem fugas, Brahms compôs motetos no final de sua vida e Shostakovich não se livrou desta tendência de voltar ao passado comum de todos. Enfim, este quarteto vale por seu terceiro movimento e, com certa boa vontade, pelo Lento – Allegretto final.

Quarteto de Cordas Nº 7, Op. 108 (1960)

Mais um quarteto de Shostakovich com um lindíssimo movimento lento, desta vez baseado no monólogo de Boris Godunov (ópera de Mussorgski baseada em Puchkin), e mais um finale construído em forma de fuga, utilizando temas do primeiro movimento. Uma pequena e curiosa jóia de onze minutos.

Quarteto de Cordas Nº 8, Op. 110 (1960)

Na minha opinião, o melhor quarteto de cordas de Shostakovich. Não surpreende que tenha recebido versões orquestrais. Trata-se de uma obra bastante longa para os padrões shostakovichianos de quarteto; tem cinco movimentos, com a duração total ficando entre os 20 minutos (na versão para quarteto de cordas) e 26 (na versão orquestral). O quarteto abre com um comovente Largo de intenso lirismo, o qual é seguido por um agitado Allegro molto, de inspiração folclórica e que fica muito mais seco na versão para quarteto. O terceiro movimento (Allegretto) é uma surpreendente valsinha sinistra a qual é respondida por outra valsa, muito mais lenta e com um acompanhamento curiosamente desmaiado. O quarteto é finalizado por dois belos temas ; o primeiro sendo pontuado por agressivamente por um motivo curto de três notas e o segundo formado por mais uma fuga a quatro vozes utilizando temas dos movimentos anteriores.

Quarteto Nº 9, Op. 117 (1964),
Quarteto Nº 10, Op. 118 (1964) e
Quarteto Nº 11, Op. 122 (1966)

Os quartetos de números 9, 10 e 11 são semelhantes em estrutura e espírito. São os três muito bons e têm em comum o fato de manterem por todo o tempo a alternância entre movimentos rápidos e lentos, sendo tais contrastes ampliados pelo fato de o nono e o décimo primeiro serem compostos por movimentos executados sem interrupções. O décimo ainda separa os primeiros movimentos, porém o Alegretto final surge de dentro de um Adágio. A postura de fazer com que surjam movimentos antagônicos um de dentro do outro é uma particularidade que torna estes quartetos ainda mais interessantes, sendo que o décimo primeiro é um inusitado quarteto de 17 minutos com sete movimentos; isto é, Shostakovich brinca com a apresentação de temas que fazem surgir de si outros muito diversos em estilo, como se o compositor estivesse sofrendo de uma incontrolável superfetação (*). É, no mínimo, desafiador ao ouvinte. Melodicamente são muito ricos, e exploram com insistência incomum os ostinati, os quais são sempre no máximo belíssimos e no mínimo curiosos. Merecem inteiramente o lugar que modernamente obtiveram no repertório dos quartetos de cordas. É curioso como é fácil confundi-los. Estou ouvindo-os enquanto escrevo e noto quando o CD passa de um para outro, pois têm personalidades muito próprias, mas nunca sei se o que estou ouvindo é o nono ou o décimo. Certamente é uma limitação minha! Já no décimo primeiro, o paroxismo da criação de melodias chega a tal ponto, seus ostinati são tão alucinados, que é mais fácil reconhecê-lo.

Aliás, o décimo primeiro apresenta aqueles finais tranquilos que constituíram-se uma das assinaturas do Shostakovich final. Esqueçam o gran finale. Sem fazer grande pesquisa, sei que os finais quietos, na grandiosos, podem ser encontrados na 13ª, 14ª e 15ª sinfonias, neste quarteto e no sensacional Concerto para Violoncelo que será comentado a seguir.

(*) Palavra pouco utilizada, não? Significa a concepção que ocorre quando, no mesmo útero, já há um feto em desenvolvimento.

Quarteto Nº 13, Op. 138 (1970)

Um pouco menos funéreo que a Sinfonia Nº 14, este quarteto foi escrito nos intervalos do tratamento ortopédico que conseguiu devolver-lhe do parte do movimento das mãos e antes do segundo ataque cardíaco. O décimo-terceiro quarteto é um longo e triste adágio de cerca de vinte minutos. O quarteto foi dedicado ao violista Vadim Borisovsky, do Quarteto Beethoven, e a viola não somente abre o quarteto como é seu instrumento principal. Trata-se de um belo quarteto cuja tranquilidade só é quebrada por um pequeno scherzando estranhamente aparentado do bebop (sim, isso mesmo).

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Quartetos de Cordas Completos

String Quartet No. 1 in C Major, Op. 49 14:15

1 1. Moderato 4:29
2 2. Moderato 4:34
3 3. Allegro molto 2:05
4 4. Allegro 3:07

String Quartet No. 2 in A Major, Op. 68 35:06

5 1. Overture (Moderato con moto) 8:10
6 2. Recitative & Romance (Adagio) 10:23
7 3. Valse (Allegro) 5:56
8 4. Theme & Variations 10:37

String Quartet No. 3 in F Major, Op. 73 33:49

9 1. Allegretto 6:58
10 2. Moderato con moto 5:41
11 3. Allegro non troppo 4:19
12 4. Adagio 5:51
13 5. Moderato 11:00

String Quartet No. 4 in D Major, Op. 83 25:57

14 1. Allegretto 4:20
15 2. Andantino 6:51
16 3. Allegretto 4:02
17 4. Allegretto 10:44

String Quartet No. 5 in B-Flat Major, Op. 92 31:23

18 1. Allegro non troppo 11:20
19 2. Andante 9:04
20 3. Moderato 10:59

String Quartet No. 6 in G Major, Op. 101 25:52

21 1. Allegretto 6:50
22 2. Moderato con moto 5:35
23 3. Lento 5:30
24 4. Allegretto 7:57

String Quartet No. 7 in F-Sharp Minor, Op. 108 13:10

25 1. Allegretto 3:30
26 2. Lento 3:33
27 3. Allegro 6:07

String Quartet No. 8 in C Minor, Op. 110 24:21

28 1. Largo 5:37
29 2. Allegro molto 2:53
30 3. Allegretto 4:35
31 4. Largo 6:50
32 5. Largo 4:26

String Quartet No. 9 in E-Flat Major, Op. 117 27:57

33 1. Moderato con moto 4:29
34 2. Adagio 5:34
35 3. Allegretto 3:58
36 4. Adagio 4:01
37 5. Allegro 9:55

String Quartet No. 10 in A-Flat Major, Op. 118 25:39

38 1. Andante con moto 5:04
39 2. Allegretto furioso 4:35
40 3. Adagio 6:32
41 4. Allegretto – Andante 9:28

String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 122 18:48

42 1. Introduction: Andantino 2:56
43 2. Scherzo: Allegretto 2:57
44 3. Recitative: Adagio 1:22
45 4. Etude: Allegro 1:22
46 5. Humoresque: Allegro 1:09
47 6. Elegy: Adagio 4:40
48 7. Finale: Moderato 4:22

String Quartet No. 12 in D-Flat Major, Op. 133 27:19

49 1. Moderato – Allegretto 7:00
50 2. Allegretto – Adagio – Moderato – Allegretto 20:19

51 String Quartet No. 13 in B-Flat Minor, Op. 138 21:27

String Quartet No. 14 in F-Sharp Major, Op. 142 29:51

52 1. Allegretto 9:07
53 2. Adagio 10:52
54 3. Allegretto 9:52

String Quartet No. 15 in E-Flat Minor, Op. 144 37:11

55 1. Elegy 13:04
56 2. Serenade 6:02
57 3. Intermezzo 1:49
58 4. Nocturne 4:28
59 5. Funeral March 4:53
60 6. Epilogue 6:55

Borodin Quartet

Piano Quintet in G Minor, Op. 57 34:11

61 1. Prelude (Lento) 4:54
62 2. Fugue (Adagio) 11:22
63 3. Scherzo (Allegretto) 3:40
64 4. Intermezzo (Lento – Appassionato) 6:56
65 5. Finale (Allegretto) 7:19

Borodin Quartet & Alexei Volodin

66 Unfinished Quartet Movement 9:08

Two Pieces for String Quartet, Op. 36a 7:11

67 1. Elegy 4:37
68 2. Polka 2:34

Borodin Quartet

Girl Friends Op. 41a – Preludes 14:14

69 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 1. Allegretto 3:12
70 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 2. Allegretto 1:18
71 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 3. Allegretto moderato 1:40
72 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 4. Allegretto 1:37
73 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 5. Allegretto 1:34
74 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 6. Andante 2:35
75 Girl Friends, Op. 41a – Preludes: 7. Allegro 2:18

Borodin Quartet, Alexei Lubimov & Sergei Nakariakov

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Dmitri Shostakovich (1906-1975)

PQP

Anna Bon (1739 ou 40-depois de 1767): Seis Sonatas para Flauta Transversa e Baixo Contínuo

Anna Bon (1739 ou 40-depois de 1767): Seis Sonatas para Flauta Transversa e Baixo Contínuo

Quando falei em apenas quatro compositoras antes do século XX (neste post), um comentarista lembrou de mais uma: Anna Bon. Então lembrei que minha mulher tinha adquirido um CD de Bon em Vicenza. O disco é excelente e é ele que vos posto neste primeiro sábado de 2013. Boa música, sem dúvida.

Anna Bon (di Venezia) teria nascido na Rússia por volta de 1740. Pouco se sabe dela. Seus pais Ruvinetti Girolamo e Rosa Bon eram ligados ao mundo da música, ele por ser libretista e ela cantora.

De volta à península, muito pequena, com quatro anos, foi para o Ospedale della Pietà em Veneza, logo após Vivaldi ter deixado sua marca na instituição.

Mais tarde, ela se mudou com seus pais para a Alemanha, mais exatamente para o futuro santuário de Wagner, Bayreuth. De lá, eles foram para a casa Esterházy, onde com toda a probabilidade trabalharam com Haydn.

Casada com um cantor, Mongeri, Anna Bon foi morar na Hildburghausen, onde seu rastro é perdido. É sabido que, em 1767, estava viva. Como dizem os espanhóis, “mulher casada, perna quebrada”. E seu talento foi-se pelo ralo.

Anna Bon (1739 ou 40-depois de 1767):
Seis Sonatas para Flauta Transversa e Baixo Contínuo

1. Sonata Prima: I. Adagio 5:36
2. Sonata Prima: II. Allegro 3:39
3. Sonata Prima: III. Presto 2:05

4. Sonata Seconda: I. Largo 4:44
5. Sonata Seconda: II. Allegro 3:16
6. Sonata Seconda: III. Allegro 3:10

7. Sonata Terza: I. Andantino 4:32
8. Sonata Terza: II. Allegro 3:32
9. Sonata Terza: III. Minuetto 2:27

10. Sonata Quarta: I. Allegro moderato 5:06
11. Sonata Quarta: II. Andante 2:28
12. Sonata Quarta: Allegro assai 3:03

13. Sonata Quinta: I. Allegretto 3:15
14. Sonata Quinta: II. Andante Staccato 2:45
15. Sonata Quinta: III. Allegro 2:59

16. Sonata Sesta: I. Adagio 6:22
17. Sonata Sesta: II. Allegro 3:32
18. Sonata Sesta: III. Minuetto con Varizioni 7:23

Giovanni Battista Columbro, flauta transversa
Nereo Dani, viola da gamba
Marco Vincenzi, cravo

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Anna Bon di Venezia

PQP

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concertos nº 1 & 2, Igor Stravinsky (1882-1971) – Violin Concerto in D Major – David Oistrakh, Berliner-Sinfonie Orchester, Kurt Sanderling

David Oistrakh empunha novamente seu Stradivarius e nos traz três petardos do repertório do violino do século XX. Nem preciso dizer que vale cada minuto da audição deste CD. Oistrakh era um especialista nestes concertos, tendo realizado gravações históricas e imperdíveis dos mesmos.

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concertos nº 1 & 2, Igor Stravinsky (1882-1971) – Violin Concerto in D Major – David Oistrakh, Berliner-Sinfonie Orchester, Kurt Sanderling

1. Prokofieff Violinkonzert Nr. 1. I. Andantino
2. II. Scherzo. Vivacissimo
3. III. Moderato
4. Violinkonzert Nr. 2. I. Allegro moderato
5. II. Andante assai
6. III. Allegro, ben marcato
7. Strawinsky Konzert in D-dur. I. Toccata
8. II. Aria 1
9. III. Aria 2
10. IV. Capriccio

David Oistrakh – Violin
Berliner Sinfonie-Orchester
Kurt Sanderling – Conductor

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Elgar / Davies / Turnage / MacMillan / Britten: Britannia

Elgar / Davies / Turnage / MacMillan / Britten: Britannia

R-11283957-1513415182-2015.jpegElgar é Elgar, quem não conhece suas fortes e melodiosas marchas que grudam na cabeça da gente? An Orkney Wedding, With Sunrise, de Davies, é uma música convencional, até chatinha, mas o final com gaita de foles é muito bonito. Three Screaming Popes, de Turnage, é muito legal, modernoso e bom. A Brittania de MacMillan tem muito humor. E Britten é o melhor compositor inglês desde Purcell. O saldo do disco é bastante positivo. A orquestra de Atlanta é uma amiga batuta.

Elgar / Davies / Turnage / MacMillan / Britten: Britannia

1 – Sir Edward Elgar “Pomp And Circumstance” March No. 4 4:33
2 – Sir Peter Maxwell Davies* An Orkney Wedding, With Sunrise 13:15
3 – Mark-Anthony Turnage Three Screaming Popes 15:54
4 – James MacMillan Britannia 12:30

–Benjamin Britten Sinfonia Da Requiem
5 – Lacrymosa 8:09
6 – Dies Irae 4:58
7 – Requiem Aeternam 6:05

8 – Sir Edward Elgar “Pomp And Circumstance” March No. 1 5:40

Atlanta Symphony Orchestra
Donald Runnicles

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Acho que vocês sabem que cidade é esta.
Acho que vocês sabem que cidade é esta.

PQP

Dmitri Shostakovich (1905-1975): Sinfonia nº 10 – David Oistrakh, Berliner-Sinfonie Orchester

Este Cd é uma grata surpresa, quando podemos ouvir o grande David Oistrakh regendo a Décima Sinfonia de Shostakovich. Claro que não foi a primeira incursão do violinista frente à orquestra, lembro de suas gravações dos concertos de Mozart e de Bach. Maiores informações sobre a Sinfonia sugiro procurarem postagens anteriores da obra, está tudo lá.

Dmitri Shostakovich (1905-1975): Sinfonia nº 10 – David Oistrakh, Berliner-Sinfonie Orchester

1. Dmitri Shostakovich – Symphonie No.10 en mi mineur Op.93 – 1. Moderato
2. Dmitri Shostakovich – Symphonie No.10 en mi mineur Op.93 – 2. Allegro
3. Dmitri Shostakovich – Symphonie No.10 en mi mineur Op.93 – 3. Allegretto
4. Dmitri Shostakovich – Symphonie No.10 en mi mineur Op.93 – 4. Andante – Allegro

Berliner Sinfonier-Orchester
David Oistrakh – Conductor

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Nicolas Obouhow (1892-1954): Peças para Piano

Nicolas Obouhow (1892-1954): Peças para Piano

Tudo aqui parece Messiaen. Um Messiaen piorado, mas mesmo assim bom. Nikolai Borisovich Obukhov nasceu em 22 de abril de 1892 na Aldeia de Ol’shanka, província de Kursk, no Império Russo. Ele foi ativo principalmente na França, onde mudou de nome para Obouhow e outras variantes, como Obukhow, Obouhov e Obouhoff. Era um russo modernista e místico, uma figura de vanguarda que tomou como ponto de partida a música tardia de Scriabin. O compositor fugiu da Rússia junto com sua família após a Revolução de Outubro, estabelecendo-se em Paris. Sua música é notável apenas seu misticismo religioso e notação incomum. Ele usa uma linguagem cromática idiossincrática de 12 tons. Também utilizou instrumentos musicais eletrônicos muito primitivos em comparação com aqueles usados por Stockhausen, por exemplo. Uma curiosidade.

Nicolas Obouhow (1892-1954): Peças para Piano

01 Prélude n° 1
02-07 Six Prières
08-13 Six Tableaux Psychologiques :
Désirée – Les Ombres – L’Ange noir – L’Ambre sacrée – Inconnu – Esprits
14-16 Trois Icônes :
N°1. Contemplation – N° 2. Douleur – N° 3. Repos
17 Eternel
18 Création de l’Or
19 La Source Vive (C’est la Paix)
20 Reflet Sinistre
21 Hostie
22-31 Dix Tableaux Psychologiques :
Etrangeté – Effort désespéré – Mystère – Emanation – Damnation – Embaumé – Caresses envenimées – Légèreté – Délire – Lourdes chaînes
32- 33 Deux invocations
34 La Parabole du Seigneur
35-40 Révélations :
Le Glas d’au-delà – La Mort – Néant – Immortel – Détresse de Satan – Vérité
41 Les Astrales Parlent
42-45 Conversions :
Crime – Remords – Larmes de sang – Inspiration sublime

Jay Gottlieb, piano

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Cara de doido varrido, né?

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Violinkonzert nr. 1 in a-moll op. 99, Sinfonie nº5 in d-moll, op 47 – Oistrakh, Sanderling,

Baita gravação de 1966, com duas lendas do século XX, Igor Oistrakh, filho David Oistrakh, o maior dos violinistas russos, e o regente alemão Kurt Sanderling. O repertório não poderia ser diferente: Shostakovich.
Já nos foi apresentada diversas vezes aqui no PQPBach a relação entre Oistrakh e Shostakovich, por isso não irei tecer maiores comentários sobre o assunto. Nosso guru, PQPBach, já esclareceu. Mas vou me arriscar a trazer alguns dados biográficos sobre o maestro Kurt Sanderling, que creio que apareceu pouco por aqui. Vamos lá.
Nasceu em 1912 na então Prússia Oriental, região hoje pertencente a Polônia. Por sua descendência não ariana, perdeu sua cidadania alemã em 1935, e conseguiu visto na União Soviética, assim como outros alemães judeus. Já vinha estudando regência em Berlim, e em pouco tempo conseguiu se tornar Condutor Chefe da Orquestra da Radio de Moscou e posteriormente da poderosa Filarmônica de Leningrado. Retornou á Alemanhã em 1960 onde tornou-se regente da Sinfônica de Berlim e da Staatskapelle Dresden. Foi além disso, maestro assistente de um dos maiores maestros do periodo soviético, Yevgeny Mravinsky. Ainda nos anos 40 tornou-se grande amigo de Shostakovich. Veio a falecer em 2011, um dia antes de completar 99 anos.
Esta gravação que ora vos trago foi realizada em 10 de março de 1966, quando este que vos escreve recém tinha completado um ano de idade. Igor Oistrakh, filho de David Oistrakh, faz uma interpretação vigorosa do Primeiro Concerto para Violino de Shostakovich. Filho de peixe, peixinho é, como diz o ditado. Nem preciso dizer que trata-se de gravação histórica, lançada pelo selo Harmonia Mundi lá em 2002, mas que apenas recentemente chegou-me em mãos.
Completa o CD a magnífica Quinta Sinfonia do mesmo Shostakovich. Em outras palavras, material histórico, absolutamente imperdível.
Não sei o porque, mas esta me pareceu a trilha sonora ideal para este sombrio e chuvoso dia de eleições.

Shostakovich:  Violinkonzert Nr. 1 In E-Moll Op. 99 & Sinfonie Nr. 5 In D-Moll Op. 47

1. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – I. Nocturne Moderato
2. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – II. Scherzo Allegro
3. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – III. Passacaglia Andante
4. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – IV. Burlesque Allegro con brio
5. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – I. Moderato – Allgro con troppo – Largamente – Moderato
6. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – II. Allegretto
7. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – III. Largo
8. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – IV. Allegro non troppo

Igor Oistrakh – Violin
Berliner Sinfonie-Orchester
Kurt Sanderling – Conductor

Gravações ao vivo, 1966

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MP3 | 320 KBPS | 183 MB

Shostakovich: Sinfonie Nr. 5 In D-Moll Op. 47

01. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: I. Moderato – Allegro non troppo
02. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: II. Allegro
03. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: III. Largo
04. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: IV. Allegro non troppo

Berliner Sinfonie-Orchester

Kurt Sanderling

Gravação de 1982

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MP3 | 320 KBPS | 118 MB

Links restabelecidos por René Denon

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

Aqui está um CD em que uma excelente cantora de ópera faz duo com um pianista de jazz. A mezzo-soprano norte-americana Kate Lindsey e o pianista Baptiste Trotignon formam uma bonita parceria frutífera num programa centrado na música de Kurt Weill escrita nos dois lados do Atlântico. Os arranjos são de Trotignon. A assimilação de Lindsey do estilo parece quase sem esforço, e só ocasionalmente ela dá a impressão de que tem algo a provar. A primeira peça, Nanna’s Lied, tem sua voz mudando do sotaque de Weimar para a postura de um cantor de lieder e vice-versa. Das deliciosas profundidades graves de Denn Wie Man Sich Bettet, So Liegt Man da ópera Ascensão e Queda de Mahagonny à doçura da Broadway de Buddy on the Nightshift é um choque, mas a maioria das transições é mais suave, com Trotignon  ligando imaginativamente até alguns mini-medley. O disco também recebe algumas preciosidades de outros imigrantes austríacos como Korngold — So Gehst Du Wieder Auf é um destaque assim como Hymne, de Alma Mahler, que libera a voz clássica de Lindsey.

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

1 Nanna’s Lied
Composed By – Kurt Weill
3:24
2 Pirate Jenny (From The Threepenny Opera)
Composed By – Kurt Weill
4:23
3 Barbara Song (From The Threepenny Opera)
Composed By – Kurt Weill
4 Trouble Man (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
3:35
5 Hymne
Composed By – Alma Mahler*
5:19
6 Je Ne T’Aime Pas
Composed By – Kurt Weill
4:42
7 Thousands of Miles (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
4:41
8 Big Mole (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
9 Don’t Look Now
Composed By – Kurt Weill
3:01
10 Schneeglöckchen
Composed By – Erich W. Korngold*
2:51
11 Die Stille Stadt
Composed By – Alma Mahler*
3:05
12 Mond, So Gehst Du Wieder Auf
Composed By – Erich W. Korngold*
4:10
13 Lonely House – We’ll Go Away Together (From Street Scene)
Composed By – Kurt Weill
5:43
14 Der Abscheidsbrief
Composed By – Kurt Weill
3:18
15 Denn Wie Man Sich Bettet, So Liegt Man (From Rise And Fall Of The City Of Mahagonny)
Composed By – Kurt Weill
4:33
16 Buddy On The Nightshift
Composed By – Kurt Weill
3:40
17 Berlin Im Licht
Composed By – Kurt Weill
18 Und Hat Der Tag All Seine Qual
Composed By – Alexander Von Zemlinsky
4:18
19 Selige Stunde
Composed By – Alexander Von Zemlinsky
2:15

Mezzo-soprano Vocals – Kate Lindsey
Piano, Arranged By – Baptiste Trotignon

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Kate Lindsey: uau!

PQP

Natalie Dessay Baroque: Le Concert D`Astré, dir. Emmanuelle Haïm & Les Arts Florissants, dir. William Christie


Natalie Dessay (soprano)

Le Concert D`Astré
dir. Emmanuelle Haïm

Les Arts Florissants
dir. William Christie

 

O repertório barroco sempre desempenhou um papel importante na carreira estelar de Natalie Dessay. Ela começou a cantar em 1999, depois de conhecer Emmanuelle Haïm durante os ensaios de Alcina na Ópera de Paris – Palais Garnier. 
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Este CD duplo contém um retrato completo de Natalie Dessay cantando música barroca, incluindo repertório sagrado (Bach cantatas, Magnificat, Handel: Dixit Dominus) e ópera (Handel: Giulio Cesare ou Rameau: Les Indes Galantes) – principalmente sob a batuta de Emmanuelle Haïm, com quem formou uma ‘dupla’ barroca por mais de uma década. 
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Como escreve Emmanuelle Haïm no livreto: “Tocamos Bach, Monteverdi, Handel e Rameau no palco e nas gravações. Natalie é uma intérprete maravilhosa desta música, como sempre é, graciosa e com uma inspiração única ”.  Emmanuelle Haïm conduz o Concert d’Astrée.
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Natalie Dessay Baroque – 2015
Le Concert D`Astré, dir. Emmanuelle Haïm

Les Arts Florissants, dir. William Christie

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MP3 | 320 KBPS | 315 MB

powered by iTunes 12.8.0 |  2 h 12 min

 

– Natalie Dessay

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ara Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição.

Avicenna

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

Choram os caminhos de Sião é um hino composto por Handel para o funeral da rainha Caroline. Foi apresentado  pela primeira vez, é claro, no funeral da Rainha na Abadia de Westminster, isso em 17 de dezembro de 1737.  Depois, Handel retrabalhou o hino e o usou na abertura de seu oratório Israel no Egito, de 1739. O tema da Sinfonia foi utilizado por Mozart em seu Réquiem. Mas a música não é lá essas coisas. A Rainha Caroline foi a consorte de George II. Tinha sido amiga e patronesse de Handel por mais de trinta anos. Musicista amadora, Caroline se interessava por questões artísticas e intelectuais e sua morte foi muito pranteada. Handel recebeu um bom dinheiro pela composição escrita em apenas uma semana sobre textos dos livros bíblicos de Lamentações e Jó.

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

1 Sinfonia 2:02
2 The ways of Zion do mourn 6:31
3 How are the mighty fall’n! 2:31
4 She put on righteousness 2:45
5 When the ear heard her 3:20
6 How are the mighty fall’n! 0:54
7 She deliver’d the poor 5:45
8 How are the mighty fall’n! 0:54
9 The righteous shall be had 4:02
10 Their bodies buried in peace 5:05
11 The people will tell 2:04
12 Thet shall recieve a glorious kingdom 3:51
13 The merciful goodness of the Lord 3:44

Soprano – Norma Burrowes
Tenor – Martyn Hill
Countertenor – Charles Brett
Bass – Stephen Varcoe
Theorbo – Michael Lewin
Organ – Malcolm Hicks
The Monteverdi Choir
The Monteverdi Orchestra
John Eliot Gardiner

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A Rainha Caroline (1683-1737) | Gravura de Michael Dahl, c. 1730

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Castor & Pollux – Les Arts Florissants, dir. William Christie & Sandrine Piau

Castor & Pollux

Jean-Philippe Rameau
(France, 1683-1764)

Les Arts Florissants, dir. William Christie
dir. William Christie

 

Castor & Pollux é uma ópera de Jean-Philippe Rameau, apresentada pela primeira vez em 24 de outubro de 1737 pela Académie Royale de Musique em seu teatro no Palais Royal em Paris. O libretista era Pierre-Joseph-Justin Bernard, com grande reputação como poeta de salão. Esta foi a terceira ópera de Rameau e sua segunda na forma da tragédia em música. Rameau fez cortes substanciais, alterações e acrescentou novo material para a ópera para o seu renascimento em 1754. Especialistas ainda disputam qual das duas versões é superior. Seja qual for o caso, Castor et Pollux sempre foi considerado como um dos melhores trabalhos de Rameau.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palhinha: ouça: Disc 1, Scène III. “Tristes apprêts, pâles flambeaux” (Télaïre), com Agnès Mellon.

Rameau – Castor & Pollux – 1993
Les Arts Florissants, dir. William Christie

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Sandrine ‘Venus’ Piau

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Boa audição.

Avicenna

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Orchestral Suites – Neville Marriner, Radio-Sinfonieorchester Stuttgart

Orchestral Suite No.1 in D minor Op.43 (1878–9)

‘A Suite in the style of Lachner’, who published seven (1861–81), composed in Russia and Italy. Inscribed cryptically to *** – Tchaikovsky’s patroness in absentia Nadezhda von Meck – it dates from the period of The Maid of Orleans and the premieres of Eugene Onegin and the Liturgy of St John Chrysostom. Nikolai Rubinstein directed the first performance in Moscow, 8/20 December 1879. ‘On Saturday, the Suite was played with great success,’ reported Tchaikovsky’s publisher, Pyotr Jurgenson. ‘The [fugal] first movement did not arouse any particular enthusiasm on the part of the audience. The second [B flat major – written last, in August 1879] was liked. The Andante pleased very much, and the March [A major – which Tchaikovsky had wanted to discard on grounds of ‘doubtful merit’] drew applause which wouldn’t stop until it was repeated. The Scherzo [B flat major] was very well received. But by the time the Gavotte was played, interest flagged and the one thought in the mind of the audience was to leave as soon as possible. Rubinstein complained of the tremendous difficulties presented to the orchestra.’
‘Rooted primarily in the decorative world of the ballet divertissement [incidental scores, too, The Snow Maiden for instance] not concerned with major expressive issues’ (David Brown), the D minor Suite is finer than many commentators would lead us to believe, particularly in the hands of a committed champion like Gauk (or, later, Svetlanov). Typically, its orchestration, including triangle and glockenspiel, transforms simple ideas and cadences into an atmospheric carnival of costumes and ‘lighting’ angles.

Orchestral Suite No.2 in C Op.53 ‘Suite caractéristique’ (1883)

Dedicated to Tchaikovsky’s sister-in-law, Praskovya (who lived until 1956), this was first heard under Erdmannsdörfer in Moscow, 4/16 February 1884. Tchaikovsky himself directed the Petersburg premiere, 5/17 March 1887. To von Meck he generalised the genre: ‘for some time [the suite form has] been particularly attractive to me because of the freedom it affords the composer not to be inhibited by any
traditions, by conventional met hods and established rules’ (16/28 April 1884). Of the four examples he put together, the first three glow in vibrant images, eternal phrases (did Tchaikovsky ever write a bad tune?), and intricately detailed orchestral glamour/surprise.
Orbiting the note E (pivotally linking the keys of the five moments), No.2, as Tchaikovsky himself realised, impresses chiefly for its third and fourth movements, both originally longer: ‘I am almost certain that the Scherzo (with the accordions [four of the diatonic button variety: an extraordinary folk timbre]) and the Andante (Child’s Dreams) will please’ (to his younger brother Modest, 26 September/8 October 1883). Writing of the E major Scherzo, a thrilling chase, cinematically prescient, Brown suggests it ‘crosses into the musical territory of the Russian supernatural’. Of the A minor Andante, that it ‘contains both the most conventional and the most original music in the whole suite […] Even within the enchanted music of Sleeping Beauty, which it clearly presages, there is rarely quite the same disquieting sense of shapes indefinable and forces unknown.’ The ‘Little Russian’ finale, ‘Wild Dance in the style of Dargomizhsky’, pays homage to Dargomizshky’s Kazatchok fantasia (which Tchaikovsky had arranged for piano around 1868.

Orchestral Suite No.3 in G Op.55

Besides his symphonies and symphonic poems Tchaikovsky wrote four orchestral suites. They show, more than the works mentioned above, the extent to which the dance rhythm is the basis for his orchestral music. In all the four movements of the Third Suite (1884) this basis is always refined, but never obscured by a strong need for charm and elegance. Although the four movements have titles intended to clarify their own character, the mood on the surface in one movement is an undercurrent in another. The ‘Elegy’ is full of major-key moments and the ‘Valse romantique’ is, like a Schubertian waltz, always two coins of the same medal. In the Scherzo the dance rhythm always competes with the desire for refinement. No wonder Stravinsky admired Tchaikovsky’s art of orchestration. The finale was not meant as ballet music, but Tchaikovsky’s intention to let the music glitter and scintillate makes the listener wonder why this music is not more often heard.

Emanuel Overbeeke

Suite No.4 in G Op.61 ‘Mozartiana’ (1887)

‘Mozart I love as a musical Christ […] Mozart was a being so angelical and childlike in his purity, his music is so full of unattainably divine beauty, that if there is someone you can mention in the same breath as Christ, then it is he. […] Mozart is the highest, the culminating point which beauty has reached in the sphere of music […] In Mozart I love everything because we love everything in a person whom we truly love’ (Diary, 20 September/2 October 1886). The ‘Mozartiana’ suite adapts four short Mozart originals (according to Tchaikovsky ‘minutely enhanced and harmonically modified’), using a comparatively modest orchestra but including cymbals, glockenspiel and harp. ‘For around an hour each day I’m occupied with orchestrating piano pieces by Mozart, which by the end of the summer I should have turned into a suite of novel character (the old given contemporary treatment)’ (24 June/6 July 1887). Tchaikovsky directed the first performance in Moscow, at a Russian Musical Society concert on 14/26 November 1887.

I. Gigue: Gigue K574 (Leipzig, 16 May 1789), G major. II. Menuetto: Minuet K355 (Vienna, ?1786–87), D major. Trio section by Maximilian Stadler (1748–1833). III. Pregheira: Ave verum corpus K618 (Baden, 1746 June 1791), from Liszt’s organ transcription (Evocation à la Chapelle Sixtine, c. 1862), B flat major. IV. Thème et variations: Unser dummer Pöbel meint, after Gluck (1714–87) K455 (Vienna, 25 August 1784), G major.

Ates Orga, 2010

CD 10

01. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – I. Introduzione e Fuga
02. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – II. Divertimento
03. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – III. Intermezzo
04. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – IV. Marche Miniature
05. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – V. Scherzo
06. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – VI. Gavotte
07. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – I. Jeu de sons
08. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – II. Valse
09. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – III. Scherzo burlesque
10. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – IV. Rêves d’enfant
11. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – V. Danse baroque

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CD 11

01. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – I. Élégie. Andante molto cantabile
02. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – II. Valse mélancolique. Allegro moderato
03. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – III. Scherzo. Molto vivace
04. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – IV. Tema con Variazioni. Andante con moto
05. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – I. Gigue. Allegro (Gigue, K.574)
06. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – II. Menuet. Moderato (Minuet, K.355)
07. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – III. Preghiera. Andante non tanto (Ave verum corpus, K.618)
08. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – IV. Thème et Variations. Allegro giusto (Unser dummer Pöbel meint, K.455)

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Radio-Sinfonieorchester Stuttgart
Neville Merriner – Conductor

.: interlúdio :. Fred Hersch: {Open Book}

.: interlúdio :. Fred Hersch: {Open Book}

R-10676095-1503040211-4793.jpegApós um episódio de coma e quase morte em 2008, o lírico pianista Fred Hersch manteve o status de pianista de jazz de primeira linha. A série de álbuns pós-doença, Whirl (2010), Alone At The Vanguard (2011), Floating (2014), Solo (2015) e Sunday Night At the Vanguard (2016), todos pela Palmetto Records, revelam clareza artística, ao lado de uma abordagem emotiva mais profunda, em comparação com sua produção excelente, mas talvez mais cerebral, de antes de sua luta contra sérios problemas de saúde.

{Open Book}, o décimo primeiro álbum de piano solo de Hersch, é excelente. Só ouvir Whisper not e Zingaro já basta para considerá-lo um disco de exceção.

Fred Hersch: {Open Book}

1 The Orb
Written-By – Fred Hersch
6:26
2 Whisper Not
Written-By – Benny Golson
6:27
3 Zingaro
Written-By – A. C. Jobim
7:58
4 Through The Forest
Written-By – Fred Hersch
19:54
5 Plainsong
Written-By – Fred Hersch
4:51
6 Eronel
Written-By – Sadik Hakim, Thelonious Monk
5:40
7 And So It Goes
Written-By – Billy Joel
5:57

Fred Hersch, piano

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Hersch: esquisitão calmo, sensível e bom de piano.
Hersch: esquisitão ressuscitado, calmo, sensível e bom de piano.

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Sonatas – Marc-Andre Hamelin

LINK ATUALIZADO!!

De todos os cds que já ouvi com as sonatas para piano de Mozart provavelmente este aqui pode facilmente ser classificado o melhor gravado nesta década. Marc-Andre Hamelin está impecável, nos oferecendo um Mozart cheio de vida e de emoção.
Eis o texto de apresentação deste CD duplo tirado do próprio site da Hyperion:

Eight of Mozart’s divinely inspired Piano Sonatas here receive performances of mercurial inspiration from consummate-musician cum virtuoso-wizard Marc-André Hamelin. His four Haydn albums have enthralled—this new Mozart will not disappoint. Two Rondos, a Fantasia, and a decidedly quirky Gigue complete a delight of a double album.”

Para se ouvir com calma, concentração, e silêncio.

CD 1
01 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 1 Allegro
02 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 2 Adagio
03 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 3 Allegretto
04 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 1 Allegro
05 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 2 Andante
06 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 3 Presto
07 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 1 Allegro
08 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 2 Adagio
09 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 3 Allegro assai
10 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 1 Allegro
11 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 2 Adagio
12 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 3 Allegretto
13 Mozart Rondo in D major, K485
14 Mozart Gigue in G major, K574

CD 2

15 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 1 Allegro moderato
16 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 2 Andante cantabile
17 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 3 Allegretto
18 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 1 Allegro
19 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 2 Andante cantabile
20 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 3 Allegretto grazioso
21 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 1 Allegro
22 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 2 Andante
23 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 3 Rondo
24 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 1 Adagio
25 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 2 Menuetto I & II
26 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 3 Allegro
27 Mozart Rondo in A minor, K511
28 Mozart Fantasia in D minor, K397

Marc-Andre Hamelin – Piano

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Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

mULLOVA pARTIM-PER-DÍ-VEL !!!

As obras do mais recente álbum de Viktoria Mullova são dedicadas à música para violino de Arvo Pärt. As composições derivam dos estudos de Pärt sobre a música da igreja medieval e são produtos que ele descreve como de estilo “tintinnabuli”, desenvolvido pelo compositor nos anos 70. “Descobri que é suficiente quando uma única nota é tocada de maneira bonita. Essa nota, ou uma batida silenciosa ou um momento de silêncio, me conforta. Eu trabalho com poucos elementos — com uma voz, duas vozes”. Tais peças se tornaram icônicas no repertório contemporâneo. Este álbum foi gravado na presença do compositor, como demonstra a capa. E é EXTRAORDINÁRIO.

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

1. Darf ich… 02:52
2. Fratres 10:26
3. Passacaglia 04:42
4. Tabula rasa: I. Ludus 10:57
5. Tabula rasa: II. Silentium 20:35
6. Spiegel im Spiegel 09:25

Viktoria Mullova (violin)
Estonian National Symphony Orchestra
Paavo Järvi (conductor)

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Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.
Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.

PQP

Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concertos, nº 4 in B Minor, op. 10, nº 11 in G Major, op. 70 – Ulf Hoelscher, RISOB

frontCD ORIGINALMENTE POSTADO EM 2014. NOVO LINK !!!

Assim como Hummel, Luis Spohr é outro compositor contemporâneo de Mozart, Haydn e Beethoven e que é injustamente esquecido nos dias atuais, apesar do esforço de algumas gravadoras de lançar cds com suas obras. Além disso, e assim como Hummel, que postei recentemente, Spohr era um também um virtuose, mas do violino, e rivalizava em sucesso com ninguém menos que Paganini. Além de ser um ás nos palcos, também produziu uma barbaridade, com dezoito concertos para violino, quatro para clarinete, entre muitos outros. O homem era uma máquina de compor.

Estou trazendo aqui dois concertos para violino, magnificamente interpretados por Ulf Hoelscher, músico até então desconhecido por mim. Mas o selo CPO por si só já é sinônimo de qualidade. Trarei outras obras deste compositor por este selo.  Espero que gostem.

01. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 I. Allegro moderato
02. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 II. Adagio
03. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 III. Rondo Allegretto
04. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 I. Adagio-Allegro vivace
05. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 II. Adagio
06. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 III. Rondo. Allegretto

Ulf Hoelscher – Violin
Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica” (Haitink)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica” (Haitink)

coverIM-PER-DÍ-VEL !!!

Na minha opinião, esta é a melhor versão da Sinfonia Romântica de Bruckner. E creio a obra, ao lado da 5ª, 7ª e 9ª, seja um dos mais importantes trabalhos do compositor austríaco. Bernard Haitink é um mestre. Tive a sorte de vê-lo regendo e o homem é mesmo um monstro. É impossível de um músico não entrar no momento correto, tal a clareza de seus gestos aos 87 anos de idade, quando finalmente o vi trabalhando ao vivo. Este ano, ele caiu nas escadas do Concertgebouw e teve que cancelar alguns concertos. Mas já voltou. O que ele faz aqui é uma versão que se tornou há décadas referência do melhor Bruckner. É um disco para se ouvir de joelhos.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

1 Bewegt, Nicht Zu Schnell
2 Andante, Quasi Allegretto
3 Scherzo (Bewegt) – Trio (Nicht Zu Schnell. Keinesfalls Schleppend)
4 Finale (Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell)

Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink: gênio absoluta da regência.
Bernard Haitink: gênio absoluto da regência.

PQP

Haydn: Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix – Sandrine Piau (soprano) & Accentus Akademie für Alte Musik Berlin, dir. Laurence Equilbey

Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix

Franz Joseph Haydn (Austria, 1732-1809)

Accentus Akademie für Alte Musik Berlin
dir. Laurence Equilbey

 

No caminho de volta de sua segunda estada na Inglaterra, no final de agosto de 1795, Haydn parou em Passau, antiga cidade episcopal da Baviera, que fica na confluência do Rio Danúbio com o Rio Inn. Na noite de sua chegada, assistiu à apresentação de uma de suas obras, as Sete Últimas Palavras. Mas ele nunca tinha ouvido daquela maneira sua composição antes: foi apresentada como uma cantata para vozes e orquestra, no arranjo de Passau Hotkammerrat e Kapellmeister Joseph Friebert (1723-99).

Haydn havia escrito as Sete Últimas Palavras em 1786 como um trabalho puramente orquestral. A solicitação original tinha vindo da Espanha, de um cânone de Cádiz, para ser mais preciso, que pedira ao sinfonista mais célebre da Europa que escrevesse música meditativa para os exercícios espirituais Passiontide na capela de Santa Cueva. Os movimentos individuais deviam servir, por assim dizer, como comentários sobre as palavras bíblicas lidas no púlpito. Para este fim, Haydn, portanto, forneceu uma sucessão de movimentos quase exclusivamente lentos. Mais tarde, ele escreveu: “A tarefa de escrever sete adágios sucessivos, cada um deles durando cerca de dez minutos, sem cansar o ouvinte, não era de maneira alguma fácil”. Esta foi a origem de uma das mais extraordinárias composições instrumentais de todo o século XVIII, que rapidamente se tornou uma das obras mais conhecidas de Haydn.

Edições impressas apareceram já em 1787/8 nos mais importantes centros musicais, Londres, Paris e Viena, e cópias manuscritas circularam pela Europa. Haydn também comercializou as Sete Últimas Palavras em seu próprio arranjo para quarteto de cordas, e em uma versão de teclado que ele mesmo não fez, mas ainda assim aprovou. A única maneira de retrabalhar a peça, que obviamente não lhe ocorreu – embora o assunto tenha se prestado tão claramente a ela – foi como uma obra vocal.

Mas sua estada em Passau mudou tudo o que Haydn tinha gostado na apresentação daquela noite de agosto de 1795. No entanto, seu veredicto sobre o arranjo de Friebert em si era: “Acho que eu poderia ter manipulado melhor as partes vocais”. Ele pediu a Friebert que lhe desse uma cópia de sua versão, e assim que ele voltou a Viena, ele começou a transformar as Sete Últimas Palavras em música vocal.

No início, o arranjo de Passau serviu-lhe como modelo. À medida que seu trabalho avançava, porém, ele se afastava cada vez mais dele. Para fazer seu arranjo, Haydn teve uma partitura copiada das partes impressas da versão original, na qual ele inseriu as partes vocais recém-compostas. No entanto, a escrita orquestral não permaneceu intocada: ele modificou algumas notas e marcações dinâmicas, e enriqueceu a instrumentação com pares de clarinetes e trombones, enquanto apagava duas das quatro partes originais das trompas.

Haydn inseriu em cada uma das sonatas uma das sete frases finais de Cristo na Cruz: (I) “Pater, dimitte illis, quia nesciunt, quid faciunt”, (II) ‘Hodie mecum eris in Paradio’, (III) ‘Mulier, ecce filius tuus’, (IV) Deus meus, Deus meus, utquid dereliquisti me, (V) ‘Site’, (VI) ‘Consummatum est’, (VII) “Em manus Tuas, Domine, commendo spiritum meum.

Existem duas adições particularmente proeminentes em comparação com a versão orquestral. Primeiro de tudo, Haydn prefaciava a maioria dos movimentos com introduções curtas em quatro partes em um estilo a cappella conscientemente arcaico, no qual a sentença de Cristo que dá à peça seu título é declamada à maneira de uma “epígrafe”. Além disso, entre a quarta e a quinta “palavras” ele inseriu um novo movimento instrumental, uma segunda Introdução em Lá menor, que agora separa claramente o trabalho em duas partes. Este movimento extraordinário, marcado apenas por instrumentos de sopro, surpreende o ouvinte pela sua severidade e acidez. Não foi por acaso que os contemporâneos a consideraram “entre as obras mais talentosas que Haydn já produziu”.

Nesse movimento, ele exige que a sonoridade seja reforçada por um contrafagote – pela primeira vez em sua produção. Haydn assumiu a maior parte do texto cantado do arranjo de Friebert. Provavelmente se deve ao próprio Passau Kapellmeister, que foi inspirado por modelos poéticos altamente emocionais como Geistliche Oden undbeder de Christian Rirchtegott Gellert (odes espirituais e canções) e Der Tod Jesu de Karl Wilhelm Ramler (A morte de Jesus) para escrever textos devocionais nos quais cada uma das “palavras” de Cristo da cruz é enfaticamente enfatizada.

No entanto, Haydn pediu ao barão Gottfried van Swieten, o influente patrono da música e diretor da Biblioteca Imperial (agora o Osterreichische Nationalbibliothek), para revisar o texto. Ao fazê-lo, van Swieten assumiu e ampliou os ecos óbvios de Ramler, chegando a emprestar todo o texto do movimento de fechamento, “terremoto”, diretamente de seu Der Tod Jesu. Van Swieten também organizou o primeiro desempenho da nova versão. Esta foi conduzida por Haydn em 26 de março de 1796 no Palais Schwarzenberg em Viena, em um dos concertos da Gesellschaft der Assoclierten Cavaliers, uma associação de nobres amantes da música cujo espírito de movimento era o próprio barão. Foi nesse mesmo cenário que, pouco mais de dois anos depois, o oratório de Haydn, The Creation, teve sua estréia. Naquela época, o arranjo oratorio das Sete Últimas Palavras já havia se estabelecido como um favorito firme no Passiontide em Viena. (ex-catálogo & internet)

Haydn: Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix – 2006
Accentus Akademie für Alte Musik Berlin
01. Introduzione: Maestoso Ed Adagio
02. Nr. 1 Largo: Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
03. Nr. 1 Largo: Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
04. Nr. 2 Grave E Cantabile: Furwahr, Ich Sag’ Es Dir: Heute Wirst Du Bei Mir Im Paradiese Sein
05. Nr. 2 Grave E Cantabile: Furwahr, Ich Sag’ Es Dir: Heute Wirst Du Bei Mir Im Paradiese Sein
06. Nr. 3 Grave: Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter!
07. Nr. 3 Grave: Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter!
08. Nr. 4 Largo: Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen?
09. Nr. 4 Largo: Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen?
10. Introduzione: Largo E Cantabile
11. Nr. 5 Adagio: Jesus Refut: Ach, Mich Durstet!
12. Nr. 6 Lento: Es Ist Vollbracht
13. Nr. 6 Lento: Es Ist Vollbracht
14. Nr. 7 Largo: Vater, In Deine Hande Empfehle Ich Meinen Geist
15. Nr. 7 Largo: Vater, In Deine Hande Empfehle Ich Meinen Geist
16. Il Terremoto (Das Erdbeben): Presto E Con Tutta La Forza – Er Ist Nicht Mehr

Haydn: Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix – 2006
Sandrine Piau (soprano); Ruth Sandhoff (mezzo-soprano); Robert Getchell (ténor), Harry van der Kamp (basse)
Accentus Akademie für Alte Musik Berlin
dir. Laurence Equilbey

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XLD RIP | FLAC | 348 MB

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MP3 | 320 kbps | 216 MB
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– Sandrine [suspiros] Piau

 

 

 

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição.

Avicenna

Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concertos in A, Nos. 3 & 6 – Hoelscher, Fröhlich, RSOB

Vamos continuar nosso pacotaço de Louis Spohr? Mais dois concertos, booklet em anexo ao arquivo com todas as  informações biográficas que os senhores precisam.

Divirtam-se.

01. Violin Concerto in A major, WoO 12 I. Adagio Allegro
02. Violin Concerto in A major, WoO 12 II. Adagio
03. Violin Concerto in A major, WoO 12 III. Rondo
04. Violin Concerto No. 3, Op. 7 I. Adagio-Allegro
05. Violin Concerto No. 3, Op. 7 II. Siciliano, Andante
06. Violin Concerto No. 3, Op. 7 III. Rondo, Alla Polacca
07. Violin Concerto No. 6, Op. 28 I. Allegro
08. Violin Concerto No. 6, Op. 28 II. Recitativo. Andante-Allegro molto Allegro
09. Violin Concerto No. 6, Op. 28 III. Alla spagnuola. Tempo di Polacca

Ulf Hoelscher – Violin
Runddfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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