Choir of the Netherlands Bach Society Ensemble Cappella Figuralis
Maestro Jos van Veldhoven
2001
Italian Early Baroque
Desde o início do século 17, compositores na Itália e muito além de suas fronteiras descobriram o poder dramático de pequenos conjuntos, na maior parte abandonando o tradicional estilo a cappella polifônico. A riqueza da linguagem verbal apontou o caminho para novos modos de expressão. A canção monódica desempenhou um papel central neste desenvolvimento: em essência, consistia em uma única voz cantada acompanhada pelo novo estilo de “baixo contínuo”. O texto foi apoiado e seguido palavra por palavra, fazendo uso do “affetti”, uma nova liberdade no tratamento da dissonância, bem como contrastantes tratamentos melódicos e rítmicos.
Naturalmente, qualquer número de novas formas musicais e gêneros também se desenvolveu, um dos quais foi o diálogo – um gênero que tem sido repetidamente recebido atenção por Cappella Figuralis nos últimos anos – e sua versão mais expansiva, o oratório. Um diálogo pode ser melhor descrito como uma conversa cantada, em que cada uma das pessoas participantes é representada por uma única voz e um grupo por um conjunto vocal. Além disso, o “elenco” às vezes inclui um narrador, cuja parte pode ser de uma única voz ou de muitas vozes. (…) (Pieter Dirksen)
Love & Lament: Italian Early Baroque Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643) 01. Lamento della Ninfa (from Madrigali Guerrieri et amorosi, 1638) Girolamo Frescobaldi (Italy, 1583-1643) 02. Toccata 2a in F (from Suonate d’intavolatura del Sig. Girolamo Frescobaldi) Domenico Mazzocchi (Italy, 1592-1665) 03. Lamento di David (from Sacrae Concertationes) Johann Hieronymus Kapsberger (Italy, 1580 – 1651) 04. Toccata Settima (from Libro quarto di chitarrone, 1640) Allesandro Della Ciaia (Italy, c. 1605-c. 1670) 05. Lamentatio Virginis in dispositione Filii de cruce (from Sacri modulatus, 1666) Michelangelo Rossi (Italy, 1602 – 1656) 06. Settima Toccata (from Toccate e correnti d’intavolatura d’organo e cimbalo, 1640) Giacomo Carissimi (Italy, 1605 – 1674) 07. Historia di Jephte (1650) . Love & Lament: Italian Early Baroque – 2001 Choir of the Netherlands Bach Society Ensemble Cappella Figuralis . BAIXEAQUI – DOWNLOAD HERE MP3 | 320 KBPS | 155 MB
O Rautio Piano Trio é especializado em performances de época e foi criado na Royal Academy of Music, de Londres, um dos melhores lugares do mundo para se estar. Esta é sua gravação de estreia. O pianista Jan Rautio toca pianoforte, enquanto a violoncelista Adi Tal e a violinista Jane Gordon usam cordas de tripa e arcos mais leves e curtos. O resultado é uma música de grande agilidade e bela sonoridade, o que dá novo equilíbrio aos trios de Mozart. Os trios são excelentes, todos do período de maturidade do compositor. É um disco surpreendente, leve e com belos momentos do mais puro espírito mozartiano.
W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502 542 & 564
1 Piano Trio in B-flat major, KV 502: I. Allegro 8:24
2 Piano Trio in B-flat major, KV 502: II. Larghetto 7:28
3 Piano Trio in B-flat major, KV 502: III. Allegretto 6:21
4 Piano Trio in E major, KV 542: I. Allegro 7:40
5 Piano Trio in E major, KV 542: II. Andante grazioso 4:45
6 Piano Trio in E major, KV 542: III. Allegro 7:07
7 Piano Trio in G major, KV 564: I. Allegro 5:03
8 Piano Trio in G major, KV 564: II. Andante 5:47
9 Piano Trio in G major, KV 564: III. Allegretto 4:30
The Choir of New College, Oxford Maestro Edward Higginbottom
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Cantiones Sacrae (1589) 1983
William Byrd (Inglaterra, 1540 – 1623)
The Choir of New College, Oxford Maestro Edward Higginbottom
William Byrd (1539 ou 1540 a 1623) nasceu Protestante, mas depois se tornou Católico. O Cantiones Sacrae 1575 foi uma associação com seu professor Thomas Tallis. A Rainha Elizabeth deu a Tallis e a Byrd uma patente exclusiva que lhes permitiu dominar a impressão de canções por 21 anos. Este conjunto também inclui algumas das músicas de teclado de Byrd tocadas no órgão. Esses motetos foram dedicados a Elizabeth I.
Os Cantiones Sacrae de 1589 e 1591 vêm após a morte de Tallis. Grande parte do texto narra as provações e atribulações de Jerusalém e pode representar a situação pobre dos católicos romanos ingleses da época.
Os textos são todos em latim com uma tradução em inglês incluída no livreto. O som é excelente no Choir of New College Oxford. (internet)
Cantiones Sacrae 1575 – 01 – Tribue Domine Cantiones Sacrae 1575 – 02 – Siderum Rector Cantiones Sacrae 1575 – 03 – Domine Secundum Actum Meum Cantiones Sacrae 1575 – 04 – Fantasia in D minor Cantiones Sacrae 1575 – 05 – Attolite Portas Cantiones Sacrae 1575 – 06 – Miserere mihi Domine Cantiones Sacrae 1575 – 07 – Fantasia in C Cantiones Sacrae 1575 – 08 – Aspice Domine quia Facta Est Cantiones Sacrae 1575 – 09 – Peccantem me Quotidie Cantiones Sacrae 1575 – 10 – Salvator Mundi II Cantiones Sacrae 1575 – 11 – O Lux Beata Trinitas
Cantiones Sacrae 1589 – 01 – In Resurrectione tua Cantiones Sacrae 1589 – 02 – Aspice Domine de sede Cantiones Sacrae 1589 – 03 – Vide Domine afflictionem Cantiones Sacrae 1589 – 04 – Domine tu jurasti Cantiones Sacrae 1589 – 05 – Vigilate Cantiones Sacrae 1589 – 06 – Domine secundum multitudinem Cantiones Sacrae 1589 – 07 – Tristitia et anxietas Cantiones Sacrae 1589 – 08 – Ne irascaris Domine Cantiones Sacrae 1589 – 09 – O quam gloriosum
Esta obra foi originalmente composta para orquestra, porém, em 1795-96, Haydn adicionou movimentos corais tornando-a um oratório e, posteriormente, publicou a versão para quarteto de cordas, que se tornou a mais utilizada. A música é composta por uma introdução e sete meditações sobre as últimas palavras de Jesus Cristo e foi encomendada em 1787 para o serviço de Sexta-Feira Santa na Gruta Santa Cueva, perto de Cádiz, no sul de Espanha. O trabalho existe em várias versões, incluindo o original para orquestra, um oratório com coral e solistas, e uma transcrição para quarteto de cordas. Trata-se de uma belíssima obra e merece o imperdível acima.
Excelente o quarteto montado por Gidon Kremer.
Haydn: The Seven Last Words From The Cross (String Quartets Op. 51)
1. Introduction (Maestoso ed adagio)
2. I: Largo – “Pater, dimitte illis; non enim sciunt, quid faciunt”
3. II: Grave e cantabile – “Amen dico tibi: hodie mecum eris in paradiso”
4. III: Grave – “Mulier, ecce filius tuus, et tu, ecce mater tua!”
5. IV: Largo – “Eli, Eli, lama asabthani?”
6. V: Adagio – “Sitio”
7. VI: Lento – “Consumatum est”
8. VII: Largo – “Pater, in tuas manus commendo spiritum meum”
LINK REVALIDADO PELA QUARTA VEZ !! UM CLÁSSICO ABSOLUTO, IMPRESCINDÍVEL EM QUALQUER CDTECA !!!
Postei este cd pela primeira vez no Natal de 2010, porém como os links eram do Megaupload, foram para o espaço, juntamente com o mesmo. Não posso admitir nem aceitar que tal gravação esteja fora do PQPBach. Trata-se de uma gravação histórica, e a considero obrigatória em qualquer cdteca. Eu, FDPBach, enquanto filho bastardo de Johann Sebastian, não posso aceitar tal falha em nosso acervo. Acervo modesto, porém honesto, lhes garanto. Fica aqui meu desejo de Feliz Natal e um excelente 2019 para todos vocês que nos acompanham fielmente !!!
De todas as versões que já tive a oportunidade de ouvir do Oratório de Natal de Bach esta ainda é a minha favorita, apesar do peso que Richter imprime à obra. Sua abertura, o magnífico coro “Jauchzet, frohlocker, auf, preiser die Tage” já mostra a que veio. Pauleira pura… e os solistas são excelentes, no apogeu de suas carreiras.
Já discutimos bastante sobre Karl Richter aqui no blog. O mano PQP tem suas ressalvas com relação às suas interpretações, ainda mais depois que grandes maestros se especializaram na obra de papai e mostraram coisas até então desconhecidas, como Harnoncourt, e mais atualmente, Jacobs e Herreweghe.
Mas a importância de Richter é enorme na história da música. O simples fato de dedicar-se tanto tempo à obra de Bach, criando inclusive uma orquestra especializada no repertório já nos dá uma prova do fato.
Muito se fala e se comenta, e vários são os lançamentos da indústria fonográfica com gravações de época, ou históricas. Existem inclusive selos exclusivos com gravações feitas a partir de pesquisas históricas sobre a instrumentação, estilo de interpretação, etc. Todas são belíssimas, e todas tem suas qualidades. Eu particularmente sou fã de alguns destes selos, e de alguns destes intérpretes. Mas por algum motivo, é esta gravação do Oratório de Natal do Richter, realizada em 1965, ano de meu nascimento, a que mais me emociona. Creio que seja a favorita porque é a que ouço há mais tempo. Foi ela quem me ajudou a definir os parâmetros de interpretação para esta obra. Meu cérebro assimilou suas nuances, suas sutilezas, enfim, enquanto para alguns Richter é um romântico inveterado tocando música barroca, para mim até pouco tempo atrás era exatamente este o Bach que eu queria ouvir.
Só depois de conhecer aqueles intérpretes citados acima foi que reparei que haviam diferenças, e elas não são poucas, nem pequenas. E as ouço, até que com certa frequência, porém sempre retorno ao bom e velho Karl Richter.
Com esta postagem só posso desejar a todos os nossos amigos, leitores-ouvintes, e colaboradores um Feliz Natal e um 2019 cheio de realizações. E espero continuar este nosso trabalho de formiguinha, de trazer música de qualidade para vocês, sempre primando pela qualidade e não pela quantidade.
Agora recolham-se à sua poltrona favorita, abram uma garrafa de um bom vinho, e apreciem a magnificiência da obra de Johann Sebastian Bach com um de seus melhores intérpretes. Se quiserem, podem se ajoelhar, e dependendo de suas crenças religiosas, rezem ao céus agradecendo por terem existido estas pessoas únicas, geniais que, dotadas de um talento único, nos proporcionam tanto prazer e emoção.
FELIZ NATAL PARA TODOS !!!!!!!!!
Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter
CD 1
1.No.1 Chorus: “Jauchzet, frohlocket” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.2 Evangelist: “Es begab sich aber zu der Zeit” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3.No.3 Rezitativ (Alt): “Nun wird mein liebster Bräutigam”
4. No.4 Aria (Alto): ” Bereite dich, Zion” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
5.No.5 Choral: “Wie soll ich dich empfangen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
6.No.6 Evangelist: “Und sie gebar ihren ersten Sohn” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.7 Chorale: “Er ist auf Erden kommen arm”, Recitativ (Bass): Wer will die Liebe recht erhöhn” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
8.No.8 Aria (Baß): “Großer Herr, o starker König” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.9 Choral: “Ach mein herzliebes Jesulein” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
Part Two – For the second Day of Christmas
10. No.10 Sinfonia Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.11 Evangelist: “Und es waren Hirten in derselben Gegend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.12 Chorale: “Brich an, o schönes Morgenlicht” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.13 Evangelist, Engel: “Und der Engel sprach zu Ihnen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. Rezitativ (Baß): “Was Gott dem Abraham Verheißen”
15. No.15 Aria (Tenor): “Frohe Hirten, eilt, ach eilet”
16. No.16 Evangelist: “Und das habt zum Zeichen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.17 Chorale: “Schaut hin, dort liegt im finstern Stall” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
18. No.18 Rezitativ (Baß): “So geht denn hin, ihr Hirten, geht” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
19. No.19 Aria (Alto): “Schlafe, mein Liebster, geniesse der Ruh” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
CD 2:
Part Two – For the second Day of Christmas
1.No.20 Evangelist: “Und alsbald war da bei dem Engel” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
2.No.21 Chor: “Ehre sei Gott in der Höhe” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
3.No.22 Rezitativ (Baß): “So recht, ihr Engel, jauchzt und singet” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
4.No.23 Chorale: “Wir singen dir in deinem Heer”
Part Three – For the third Day of Christmas
5. No.24 Chor: “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.26 Chor: “Lasset uns nun gehen gen Bethlehem” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
8. No.27 Rezitativ (Baß): “Er hat sein Volk getröst” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9.No.28 Choral: “Dies hat er alles uns getan” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
10. No.29 Duett (Sopran, Baß): “Herr, dein Mitleid, dein Erbarmen” Gundula Janowitz, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.30 Evangelist: “Und sie kamen eilend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.31 Aria (Alt): “Schließe, mein Herze, dies selige Wunder”
13. No.32 Recitativ (Alt): “Ja, ja, mein Herz soll es bewahren” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.33 Choral: “Ich will dich mit Fleiß bewahren” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
15. No.34 Evangelist: “Und die Hirten kehrten wieder um” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.35 Choral: “Seid froh dieweil”
17. No.24 Chor (da capo): “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen”
Part Four – For New Year’s Day
18. No.36 Chor: “Fallt mit Danken, fallt mit Loben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
19. No.37 Evangelist: “Und da acht Tage um waren” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.38 Rezitativ (Baß): “Immanuel, o süßes Wort” Arioso (Chor-Sopran, Baß): “Jesu, du mein liebstes Leben”-“Komm ich will dich mit Lust umfassen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
21. No.39 Aria (Soprano, Echo-soprano): “Flösst, mein Heiland, flösst dein Namen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.40 Rezitativ (Baß): “Wohlan, dein Name soll allein” Arioso (Chor-Sopran): “Jesu mein Freud und Wonne” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
23. No.41 Aria (Tenor): “Ich will nur dir zu Ehren leben” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
24. No.42 Choral: “Jesus richte mein Beginnen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
CD 3: Bach: Christmas Oratorio
Part Five – For the 1st Sunday in the New Year
1. No.43 Chor: “Ehre sei dir, Gott, gesungen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.44 Evangelist: “Da Jesu geboren war zu Bethlehem” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3. No.45 Chor: “Wo ist der neugeborne König der Juden?” – Rezitativ (Alt): “Sucht ihn in meiner Brust”Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
4. No.46 Choral: “Dein Glanz all Finsternis verzehrt” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
5. No.47 Aria (Bass): “Erleucht auch meine finstre Sinnen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
6. No.48 Evangelist: “Da das der König Herodes hörte” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7. No.49 Rezitativ (Alt): “Warum wollt ihr erschrecken?” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
8. No.50 Evangelist: “Und ließ versammeln alle Hohepriester” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.51 Terzetto (Soprano, Alto, Tenor): “Ach, wann wird die Zeit erscheinen?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
10.No.52 Rezitativ (Alt): “Mein Liebster herrschet schon” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11.No.53 Choral: “Zwar ist solche Herzensstube”
Part Six – For the Feast of Epiphany
12. No.54 Chor: “Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.55 Evangelist: “Da berief Herodes die Weisen heimlich” – Herodes: “Ziehet hin und forschet fleißig” Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.56 Rezitativ (Sopran): “Du Falscher, suche nur den Herrn zu fällen”
15. No.57 Aria (Sopran): “Nur ein Wink von seinen Händen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.58 Evangelist: “Als sie nun den König gehöret hatten” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.59 Chorale: “Ich steh an deiner Krippen hier” Münchener Bach-Chor, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
18. No.60 Evangelist: “Und Gott befahl ihnen im Traum”
19. No.61 Rezitativ (Tenor): “So geht! Genug, mein Schatz geht nicht von hier” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.62 Aria (Tenor): “Nun mögt ihr stolzen Feinde schrecken” Fritz Wunderlich, Karl Richter, Münchener Bach-Orchester
21. No.63 Rezitativ (Sopran, Alt, Tenor, Baß): “Was will der Hölle Schrecken nun?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.64 Choral: “Nun seid ihr wohl gerochen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
Gundula Janowitz – Soprano
Christa Ludwig – Contralto
Fritz Wunderlich – Tenor
Franz Crass – bass
Münchener Bach-Chor
Münchener Bach-Orchester
Karl Richter – Conductor
Scardanelli, com textos e músicas do aclamado filme homônimo de Harald Bergmann, é apresentado aqui como um “áudio-livro” em língua alemã, sobre os últimos anos da vida do poeta Friedrich Hölderlin. Mas não sem enganem, é um CD da ECM da mais alta qualidade; o que me interessou mesmo no CD foram as intervenções musicais de conhecidas obras explodindo aqui e ali.
Bergmann parece observar Hölderlin que, na segunda metade de sua vida, passou 36 anos aos cuidados do carpinteiro Zimmer em sua torre de Tübingen a escrever poemas, desenhar e tocar piano. Chamou-se “Scardanelli” e este era o nome com que assinava os poemas que dava aos visitantes. O ator Walter Schmidinger, conhecido por seus papéis com Ingmar Bergmann (“Da Vida das Marionetes” e “O Ovo da Serpente” é muito convincente no papel-título, trazendo tons de perturbação, irritabilidade e de sofrimento para a leitura dos poemas. A música? Bem, há um pouco de cada coisa aí, mas principalmente Schubert.
Gostei muito de ouvir, apesar de minha compreensão bem capenga sobre o que é dito.
Harald Bergmann: Trilha sonora de Scardanelli
1. Ich Heibe Scardanelli !
2. Der Frühling (Wenn neu das Licht…)
3. Der Mame ist gefälscht
4. Vorgeschichte
5. An Zimmern
6. Walzer
7. Zeugenberichte
8. Das Angenehme dieser Welt
9. Der Frühling (Der Mensch vergibt die Sorgen…)
10. Der Frühling (Die Sonne kehrt zu neuen Freudem…)
11. Die Aussicht (Der off’ne Tag…)
12. Der Herbst (Die Sagen, die der Erde…)
13. Der Winter (Wenn sich das Jahr geändert…)
14. Der Winter (Wenn sich der Tag des Jahres…)
15. Larghetto
16. Lieber Bellarmin !
17. Aber dreifach fühlt’ich ihn
18. Besuch Christoph Schwab
19. Seine unheimlich langen Fingernägel
20. In lieblicher Bläue I
21. In lieblicher Bläue II
22. In lieblicher Bläue III
23. Seit derer Nacht
24. Dr. Gmelins Sektionsbericht
25. Der Herbst (das Glänzen der Natur…)
26. Liebste Mutter !
27. Die Aussicht (Wenn in die Ferne…)
28. Schlubszene
29. Lottes Todesbericht
30. Epilog
Harald Bergmann: Konzeption und Montage
Walter Schmidinger: Scardanelli-Gedichte
Peter Schneider: Scardanelli-klavier
Noel Lee, Christian Ivaldi: Klavier
Heinrich Schiff: Cello
Das diversas gravações que já tive a oportunidade de ouvir destas sonatas, esta aqui com a dupla Szeryng / Haebler está entre as minhas favoritas. Desde a primeira vez que a ouvi, tive imediata compreensão que aqui a coisa era muito séria, que esta dupla funcionava tão bem junta que até pareciam estar fundidos em um só. Adoro a dinâmica destes dois juntos, da profunda compreensão que eles tem da música de Beethoven, da coesão em sua interpretação.
Existem diversas gravações destas sonatas, inclusive o próprio Henryk Szeryng tem outra gravação desta integral, com a pianista Clara Haskil, considerada por muitos a melhor gravação já realizada destas obras. Questão de opinião e gosto, claro.
P.S. Como bônus, temos nestes CDs os ‘Romances para Violino’, e Henryk Szeryng está muito bem acompanhado pela Royal Concertgebow Orchestra, dirigida pelo imortal Bernard Haitink. Vamos combinar, que baita presente de Natal que estou lhes trazendo, não acham?
CD 1
01. Sonata No.1 in D, Op.12 No.1 – 1. Allegro con brio
02. Sonata No.1 in D, Op.12 No.1 – 2. Tema con variazioni. Andante con motto
03. Sonata No.1 in D, Op.12 No.1 – 3. Rondo. Allegro
04. Sonata No.2 in A, Op.12 No.2 – 1. Allegro vivace
05. Sonata No.2 in A, Op.12 No.2 – 2. Andante piu tosto allegretto
06. Sonata No.2 in A, Op.12 No.2 – 3. Allegro piacevole
07. Sonata No.3 in E flat, Op.12 No.3 – 1. Allegro con spirito
08. Sonata No.3 in E flat, Op.12 No.3 – 2. Adagio con molt’ espressione
09. Sonata No.3 in E flat, Op.12 No.3 – 3. Rondo. Allegro molto
CD 10
01. Sonata No.4 in A minor Op.23 – 1. Presto
02. Sonata No.4 in A minor Op.23 – 2. Andante scherzoso, piu allegretto
03. Sonata No.4 in A minor Op.23 – 3. Allegro molto
04. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 1. Allegro
05. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 2. Adagio molto espressivo
06. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 3. Scherzo. Allegro molto
07. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 4. Rondo. Allegro ma non troppo
08. Violin Romance No.1 in G, Op.40
09. Violin Romance No.2 in F, Op.50
CD 3
01. Sonata No.6 in A, Op.30 -1, I – Allegro
02. II – Adagio
03. III – Allegretto con variazioni
04. Sonata No.7 in C minor,Op. 30-2, I – Allegro con brio
05. II – Adagio cantabile
06. III – Scherzo. Allegro
07. IV- Finale. Allegro
08. Sonata No.8 in G, Op.30-3, I-Allegro assai
09. II – Tempo di menuetto ma molto moderato e grazioso
10. III – Allegro vivace
CD 4
01. Sonata No.9 in A, Op.47 -Kreutzer I – Adagio sostenuto – Presto
02. II – Andante con variazioni
03. III – Finale, Presto
04. Sonata No.10 in G, Op.96, I – Allegro moderato
05. II – Adagio espressivo
06. III – Scherzo. Allegro
07. IV Poco allegretto
Royal Concertgebow Orchestra
Bernard Haitink – Conductor
Ingrid Haebler – Piano
Henryk Szeryng – Violin
Uma seleção cuidadosa dos melhores cantos gregorianos de Natal pelo já tradicional coro do Mosteiro de São Bento de São Paulo.
Já é uma tradição em São Paulo a Missa do Galo, à meia-noite, no Mosteiro de São Bento. A Missa do Galo inicia com um badalar dos sinos e termina com outra sequência. Compensa ir e participar pelo menos uma vez.
Coro do Mosteiro de São Bento, São Paulo 01. Missa da Meia Noite – Sinos 02. Entrada 03. Gradual 04. Aleluia 05. Ofertorio 06. Comunhão 07. Missa do Dia – Entrada 08. Gradual 09. Ofertorio 10. Comunhão 11. Hino – A Solis Ortus Cardine 12. Quem Vidistis 13. Genuit 14. Angelus 15. Facta Est 16. Parvulus 17. Hino – Christe Redemptor Omnium 18. Tecum Principium 19. Redemptionem 20. Exortum Est 21. Apud Dominum 22. De Fructu 23. Magnificat: Hodie Christus 24. Ecce Nomem Domini 25. Sinos
Problemas técnicos tem deixado minha internet instável, por isso tenho realizado minhas postagens meio que apenas de vez em quando. Acho que vai demorar mais alguns dias para o problema ser resolvido.
Klaus Tenstedt foi um dos grandes maestros alemães do final do século XX e encara neste CD aqui duas obras primas de Prokofiev, as sinfonias de nº 5 e 7, frente à poderosa Orquestra da Rádio Bávara. Pesquisei e descobri que este CD está esgotado, é difícil de encontrar. Então resolvi trazer para os senhores um grande maestro, frente a uma orquestra espetacular e interpretando compositor genial … é um CD para se apreciar com calma, tranquilidade, afinal, trata-se de Prokofiev, e sabemos que ele não é compositor fácil.
Espero que apreciem.
Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704) Messe de minuit pour Noel
Francis Poulenc (Paris, 1899 – 1963) Quatre Motets pour le temps de Noel Quatre Motets pour un temps de penitence
Choir of St. John’s College Cambridge City of London Sinfonia dir. George Guest
………………………………………………………..1988
Postagem natalina dedicada a todos os amigos leitores e leitoras que nos deram a honra de suas companhias durante mais uma jornada em 2018! Muito obrigado!
Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704) 01. Messe de minuit pour Noel – I. Kyrie 02. Messe de minuit pour Noel – II. Gloria 03. Messe de minuit pour Noel – III. Credo 04. Messe de minuit pour Noel – IV. Sanctus and Benedictus 05. Messe de minuit pour Noel – V. Agnus Dei Francis Poulenc (Paris, 1899 – 1963) 06. Quatre Motets pour le temps de Noel – O magnum mysterium 07. Quatre Motets pour le temps de Noel – Quem vidistis pastores dicite 08. Quatre Motets pour le temps de Noel – Videntes stellam 09. Quatre Motets pour le temps de Noel – Hodie Christus natus est 10. Salve Regina 11. Quatre Motets pour un temps de penitence – Timor et tremor 12. Quatre Motets pour un temps de penitence – Vinea mea electa 13. Quatre Motets pour un temps de penitence – Tenebrae factae sunt 14. Quatre Motets pour un temps de penitence – Tristis est anima mea
Charpentier, Poulenc – Messe and Motets – 1988 Choir of St. John’s College Cambridge City of London Sinfonia dir. George Guest
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Boas festas e muita Paz, Saúde e Din-Din no próximo ano!
O famoso e já citado Manual do Blefador ensina-nos a respeito de Bruckner:
É costume dizer que Bruckner foi um homem muito simples — praticamente um menino natural, falam alguns. Se, depois de ouvir uma de suas sinfonias, você ainda achar que ele era simples, então você não é o tipo de pessoa que deveria estar lendo este livro. De fato, Bruckner era profundo como o oceano. Era também organista e organistas estão longe de ser homens simples. Outro erro comum a seu respeito é equipará-lo a Mahler. A única coisa que tinham em comum era o gosto pelas sinfonias longas. Enquanto Mahler queria realmente que as pessoas gostassem e desfrutassem de suas sinfonias, Bruckner não poderia ter se importado menos com isso. Em meio a toda a grana que rolava em Viena no meio musical em fins do século XIX, Bruckner silenciosamente gostava de escrever sinfonias imensas e inacessíveis, e não poupava esforços para não parecer artista — usava cabelo curto e bigodinho. Só Elgar conseguia parecer menos músico.
(E segue, terminando assim…)
Desista, Bruckner simplesmente não compôs pequenas peças recomendáveis.
Lembro de como meu filho, aos três anos de idade, dançava loucamente com o Scherzo desta 9ª Sinfonia. Eu dizia a meus amigos músicos:
– Ele não ouve Xuxa nem Eliana, só quer saber de Bruckner…
Abraço, filho!
Imperdível esta gravação menos intensa e marcada de Yannick Nézet-Séguin. Vale a pena ouvir.
E aumente BASTANTE o volume, senão não funciona! Se os vidros não tremerem com os baixos, ainda não estará no volume adequado, OK?
Symphony No. 9 em Ré Menor de Anton Bruckner (Ed. Nowak)
Ainda não consigo acreditar que esta ópera nunca havia sido postada aqui no PQPBach. Provavelmente foi por esquecimento. Todos achavam que ela já havia aparecido por aqui, porém nunca nenhum dos colegas postou.
Vamos suprir esta falha. Uma obra prima desta envergadura é obrigatória na CDteca de qualquer fã da boa música. E como ando bonzinho ultimamente por ter conseguido consertar meu computador, vou lhes antecipar o presente de Natal, com direito a libreto e tudo.
O verbete sobre Gluck em português na Wikipedia é um dos mais completos que já tive a oportunidade de ler. Bem pesquisado, amparado em boa bibliografia, pode-se identificar que quem o escreveu conhece o assunto. Por isso lhes passo o link. O texto abaixo foi tirado de lá:
“A ocasião para levar à cena a sua primeira ópera reformada ocorreu em 5 de outubro de 1762 por ocasião dos festejos em homenagem ao imperador Francisco I. A coreografia foi de Gasparo Angiolini e a cenografia de Giovanni Maria Quaglio. O libreto de Calzabigi para Orfeo ed Euridice era radical. Ao contrário de todas as versões anteriores da lenda grega levadas aos palcos, a ação começa com Euridice já morta. Os personagens são reduzidos a três: Orfeu, que domina a cena na maior parte do tempo, Euridice e o deus Amor, além de um coro que assume várias funções. A poesia é simples, leve e nobre e o coro desempenha papel fundamental em toda a trama. A inspiração principal do libretista foi o teatro clássico; dizia: “Reduzido à forma da tragédia grega, o drama [cantado] tem o poder de despertar a piedade e o terror e atuar sobre a alma da mesma forma que as tragédias faladas”. Apesar disso, ele rejeitou o cânone aristotélico da unidade de ação e deu liberdade ao desenvolvimento. Em termos musicais, Gluck baniu a ária da capo (AABBAA), inibindo os excessos de virtuosismo dos cantores. Não há espaço para improvisações e os recitativos acompanhados se tornaram tão importantes para a evolução do enredo quanto as árias, bailados e coros. A história dos amantes é narrada muito direta e intensamente, inserida em uma arquitetura integrada e contínua, sem as repetições e interrupções que caracterizavam a ópera italiana. Foi essencial para o sucesso a extraordinária performance do castrato Gaetano Guadagni no papel de Orfeu. Dono de uma voz poderosa e treinado pelo ator David Garrick, levou para a caracterização do personagem um profundo entendimento da proposta de Gluck e um vasto repertório de movimentos e gestos que enfatizavam o texto e aproveitavam a dinâmica da música.[12][13] Na versão francesa de 1774, estreada em 2 de agosto no Palais Royal e intitulada Orphée et Eurydice, várias coisas importantes foram modificadas. Orfeu foi cantado por um tenor e teve sua parte rearranjada, a orquestração mudou e foram acrescentadas várias árias e cenas de dança. O efeito não se perdeu: artigos na imprensa parisiense louvaram a obra entusiasticamente dizendo que ela exibia o poder prodigioso que a Antiguidade atribuía à Música: o poder de tocar as almas, e registros do público se multiplicavam dizendo-se “transportados para o coração de um templo grego”, ou “imersos no tempo das antigas tragédias”. Outros diziam-se perturbados e iam às lágrimas, “tomados das mais violentas emoções”. Embora no mito original Orfeu no fim perca sua Eurídice para sempre por violar um voto feito aos deuses, e ao contrário de outras versões de outros autores, na sua ópera o final é feliz, o erro de Orfeu é perdoado pelo Amor e o herói é recompensado por sua fidelidade à amada, que lhe é restituída, encerrando a obra com um alegre bailado. Após as dificuldades o bem é recompensado e o equilíbrio é restaurado. Isso significava que o destino não era pré-determinado, ou pelo menos não tão absolutamente como no drama grego, e sua música inovadora provava que a mudança era possível, apelando a uma sensibilidade emergente em um público novo, que buscava uma âncora para anseios difusos. A proposta de Gluck e seus amigos era a proposta de uma revolução moral e social, tanto quanto estética, como foi reconhecido ainda em sua geração, especialmente pelos franceses. Orfeo é a obra mais popular de Gluck, uma de suas realizações mais importantes e um marco na história da música ocidental. Berlioz fez uma adaptação pesadamente rearranjada da versão francesa, muito estimada no século XIX e ainda executada.”
1. Orfeo ed Euridice, Wq. 30 – Overtura
2. Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Ah, se intorno a quest’urna funesta”
3 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Basta, basta, o compagni!”
4 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – Ballo (Larghetto)
5 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Ah, se intorno a quest’urna funesta”
6 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Chiamo il mio ben così”
7 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “T’assiste Amore!”
8 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Gli sguardi trattieni”
9 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Che disse? che ascoltai?”
10 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – Ballo (Maestoso) – “Chi mai dell’Erebo”
11 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – “Deh! placatevi con me”
12 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – “Misero giovane”
13 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – Ballo (Andante)
14 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – “Che puro ciel, che chiaro sol”
15 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – “Vieni a’ regni del riposo”
16 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – Ballo (Andante)
17 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – “Anime avventurose”
Disc 2
1 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 3 – “Vieni, segui i miei passi”
2 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Sung in Italian/Vienna version (1762) – Act 3 – “Vieni, appaga il tuo consorte!”
3 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Qual vita è questa mai”
4 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Che fiero momento”
5 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Ecco un nuovo tormento”
6 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Che farò senza Euridice?”
7 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 3 – “A finisca e per sempre”
8 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 3 – Maestoso – Ballo: 1. (Grazioso) 2. Allegro 3. Andante 4. Allegro
9 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Trionfi Amore!”
Derek Lee Ragin (mez) Orfeo
Sylvia McNair (sop) Euridice
Cyndia Sieden (sop) Amore
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner Conductor
Les fêtes d’Hébé, ou Les talens lyriques é uma opera-ballet com um prólogo e três entradas (atos) do compositor francês Jean-Philippe Rameau. O libreto foi escrito por Antoine Gautier de Montdorge (1707-1768). O trabalho foi realizado pela primeira vez em 21 de maio de 1739 pela Académie Royale de Musique em seu teatro no Palais Royal em Paris.
Les fêtes d’Hébé toma a forma de uma típica ópera-ballet: uma série de atos autônomos vagamente baseados em torno de um tema, neste caso as “artes líricas” da poesia, da música e da dança.
Les fêtes d’Hébé foi a segunda ópera-balé de Rameau; seu primeiro, Les Indes galantes, apareceu em 1735. Foi apresentado pela primeira vez na Opéra de Paris em 21 de maio de 1739. A famosa dançarina Marie Sallé apareceu como Terpsichore na terceira entrada. Montdorge era amigo do patrono de Rameau, Alexandre Le Riche de La Poupelinière. Seu libreto foi alvo de pesadas críticas e a segunda entrada teve que ser revisada com a ajuda de Simon-Joseph Pellegrin, que escrevera as palavras para a primeira ópera de Rameau, Hippolyte et Aricie. Apesar do libreto fraco, o trabalho foi um sucesso imediato e se tornou uma das óperas mais populares de Rameau, desfrutando de 80 apresentações em seu primeiro ano. Foi revivido em 1747, 1756 e 1764 (com projetos de conjuntos supervisionados por François Boucher e o papel de Iphise assumido por Sophie Arnould). Posteriormente, as produções do século XVIII deram apenas versões parciais do trabalho. (Wikipedia)
Depois do escândalo de criar Hippolyte et Aricie e de representações tempestuosos e controversas como Les Indes galantes, Jean-Philippe Rameau finalmente adquire uma fama inegável com a ópera-ballet Les Fêtes d’Hebe ou Les talens lyriques.
Criado na Royal Academy of Music em Paris 21 de maio de 1739, o trabalho será repetido com sucesso consistente até 1770. O prólogo retrata Hebe, deusa da juventude, assediada por prazeres e forçada a fugir para o Olimpo para encontrar sua salvação nos braços do Amor. Um espetáculo traça as vitórias deste deus através de três entradas, intituladas “Poesia”, “Música” e “Dança”.
Com um livreto projetado principalmente para brilhar, cantar e dançar em tons sucessivamente épicos, líricos e pastorais, Rameau pode dar livre curso à sua genialidade. O coreógrafo Thomas Lebrun faz uma leitura resolutamente contemporânea do ballet de ópera de Rameau.(https://www.operadeparis.fr/saison-16-17/opera/les-fetes-dhebe-ou-les-talens-liriques)
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Uma interessantíssima curiosidade este CD triplo. Trata-se da primeira gravação completa das Sonatas e Partitas (para violino) e Suites para Violoncelo Solo de Bach na transcrição para cravo de Gustav Leonhardt. Ou, melhor dizendo, a gravação tem tudo aquilo que Leonhardt transcreveu, que não foram todas as 12 peças, OK? A transcrição dessas obras, originalmente escritas para um instrumento solo de cordas requeria a mão de um mestre e aqui Gustav Leonhardt certamente comprova sua profunda percepção do mundo sonoro de Bach e das possibilidades do cravo nessas transcrições, que apresentam contraponto e harmonias complexas. O próprio Bach transcreveu muitos de seus próprios trabalhos e os de outros para diferentes instrumentos. Ou seja, estamos no barroco e a postura não é abusiva, tá?
J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo
1. Sonata in D Minor, BWV 1001: I. Adagio 03:37
2. Sonata in D Minor, BWV 1001: II. Fuga allegro 04:48
3. Sonata in D Minor, BWV 1001: III. Siciliana 02:40
4. Sonata in D Minor, BWV 1001: IV. Presto 02:59
5. Partita in E Minor, BWV 1002: I. Allemanda 03:49
6. Partita in E Minor, BWV 1002: II. Double 02:13
7. Partita in E Minor, BWV 1002: III. Corrente 02:38
8. Partita in E Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto 03:14
9. Partita in E Minor, BWV 1002: V. Sarabande 02:21
10. Partita in E Minor, BWV 1002: VI. Double 02:06
11. Partita in E Minor, BWV 1002: VII. Tempo di borea 02:03
12. Partita in E Minor, BWV 1002: VIII. Double 02:14
13. Partita in G Minor, BWV 1004: I. Allemanda 04:41
14. Partita in G Minor, BWV 1004: II. Corrente 02:55
15. Partita in G Minor, BWV 1004: III. Sarabanda 03:54
16. Partita in G Minor, BWV 1004: IV. Giga 04:56
17. Partita in G Minor, BWV 1004: V. Ciaccona 13:57
18. Sonata in G Major, BWV 1005: I. Adagio, BWV 968 03:14
19. Sonata in G Major, BWV 1005: II. Fuga 09:32
20. Sonata in G Major, BWV 1005: III. Largo 02:20
21. Sonata in G Major, BWV 1005: IV. Allegro assai 05:23
22. Partita in A Major, BWV 1006: I. Preludio 04:23
23. Partita in A Major, BWV 1006: II. Loure 02:28
24. Partita in A Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau 02:54
25. Partita in A Major, BWV 1006: IV. Menuet I 01:03
26. Partita in A Major, BWV 1006: V. Menuet II 01:38
27. Partita in A Major, BWV 1006: VI. Bourrée 01:43
28. Partita in A Major, BWV 1006: VII. Gigue 02:05
29. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: I. Praeludium 03:52
30. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande 04:55
31. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante 03:13
32. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande 03:46
33. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée I 01:53
34. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VI. Bourrée II 00:49
35. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Bourée I 01:34
36. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VIII. Gigue 02:57
37. Suite in C Minor, BWV 1011: I. Prelude 05:44
38. Suite in C Minor, BWV 1011: II. Allemande 05:11
39. Suite in C Minor, BWV 1011: III. Courante 02:10
40. Suite in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande 03:15
41. Suite in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte I 01:49
42. Suite in C Minor, BWV 1011: VI. Gavotte II en rondeau 00:50
43. Suite in C Minor, BWV 1011: VII. Gavotte I 58
44. Suite in C Minor, BWV 1011: VIII. Gigue 02:16
45. Suite in D Major, BWV 1012: I. Prelude 04:09
46. Suite in D Major, BWV 1012: II. Allemande 04:21
47. Suite in D Major, BWV 1012: III. Courante 03:31
48. Suite in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande 03:44
49. Suite in D Major, BWV 1012: V. Gavotte I 01:27
50. Suite in D Major, BWV 1012: VI. Gavotte II 01:16
51. Suite in D Major, BWV 1012: VII. Gavotte I 00:45
52. Suite in D Major, BWV 1012: VIII. Gigue 04:05
53. Allemande in A Minor, BWV 1013 04:52
54 Sarabande in C Minor, BWV 997 04:18
A surpreendente obra final de Rameau foi ensaiada pela Opéra de Paris em 1764, mas abandonada após sua morte. Permaneceu sem apresentação até que John Eliot Gardiner conduziu sua própria edição em Aix-en-Provence em 1982. Graças à garantia de caracterização rítmica de Gardiner, texturas elegantes dos solistas barrocos ingleses, precisão elegante do Coro de Monteverdi e um excelente elenco liderado por Jennifer Smith e Philip Langridge, esta gravação permanece como uma conquista seminal. (Gramofone)
Les Boréades (Os Descendentes de Boreas) ou Abaris é uma ópera em cinco atos de Jean-Philippe Rameau. Foi a última das cinco tragédias musicais de Rameau. O libreto, atribuído a Louis de Cahusac (1706–1759), é vagamente baseado na lenda grega de Abaris, o hiperbóreo, e inclui elementos maçônicos.
Não houve performances conhecidas desta ópera durante a vida de Rameau. O trabalho estava em ensaio em 1763 na Ópera de Paris, provavelmente para uma apresentação privada na corte de Choisy. Não se sabe por que a apresentação foi abandonada, embora muitas teorias tenham sido apresentadas, incluindo que facções no corte lutaram por ela, a música era muito difícil, havia elementos de enredos subversivos, e que a Opéra foi incendiada no mês de ensaios. A primeira performance conhecida do trabalho foi em 1770 em uma performance de concerto em Lille. J. J. M. Decroix havia coletado os trabalhos de Rameau após a morte do compositor, e assim garantiu a sobrevivência desse escore. A Bibliothèque Nationale abrigou as obras coletadas, incluindo vários manuscritos relacionados a esta ópera.
A primeira apresentação moderna da obra foi realizada pela Office de Radiodiffusion Télévision Française em 16 de setembro de 1964 (celebrando o 200º aniversário da morte de Rameau) na Maison de la Radio, em Paris, gravada para transmissão no mês seguinte; o elenco incluiu Christiane Eda-Pierre e Andre Mallabrera.
Deve seu renascimento moderno ao maestro John Eliot Gardiner, que deu uma versão de concerto da peça (na qual Trevor Pinnock tocou cravo continuo) no Queen Elizabeth Hall, em Londres, em 14 de abril de 1975, para o qual ele havia preparado o material orquestral dos manuscritos originais no ano anterior. Em julho de 1982, Gardiner fez a primeira performance completa com Catherine Turocy, coreógrafa e sua companhia de dança barroca nova-iorquina no Festival de Aix-en-Provence. Desde então, a reputação e a popularidade da ópera cresceram consideravelmente. (Wikipedia)
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“Esse é o mais lindo monumento erigido para a eterna glória da música”, assim declarou Debussy, que sempre foi um grande crítico da música de Richard Wagner, a respeito da ópera Parsifal, a última ópera composta pelo mestre alemão, sendo considerada por muitos críticos o ápice do cenário wagneriano. Tá bom…. “o mais lindo…” é muito, mas entre as 5 melhores obras, acho que aí sim fica mais coerente.
Na prazerosa busca em melhor informar aos leitores do PQP acabamos aprendendo muito com a experiência dos outros. Começamos com o que sabemos, partimos para a pesquisa em bibliografias que possuímos e, tendo um esqueleto do que pretendemos, partimos para a pesquisa na Internet. Até aí nada original. O que é interessante é chegar a algum site que já tenha pesquisado sobre o assunto sobre o qual pretendemos escrever e obter subsídios valiosos para adicionar ao nosso esqueleto. Hoje pela manhã, estava dando tratos à bola de como seria a abordagem da ópera Parsifal, para aqueles que não têm conhecimento da obra e resolvi pesquisar o fundamento histórico que Wagner musicou. Nesta ópera em particular existem diversos sites com as mais diferentes opiniões, misticismo, esoterismo, influências, simbolismos… e tantos outros “ismos”.
Vamos lá então: A ópera de Richard Wagner, “Parsifal”, tem sido, desde sua primeira apresentação no Festival de Bayreuth em 1882, um objeto de imensa fascinação para músicos, intelectuais e simples admiradores apaixonados pela música. Para os primeiros, o trabalho antecipa os desenvolvimentos do compositor desde “Tristão e Isolda”, e atinge um nível de complexidade além de qualquer composição anterior. Para os intelectuais, a mistura de várias teologias e filosofias de Wagner cria um esoterismo irresistível. A longa partitura é envolvida por uma mística incomparável e é, em uma palavra, sublime. Para os admiradores de música um monumento a beleza. Na abertura do libreto de sua última obra, Richard Wagner escreveu as seguintes instruções: “A ação da ópera Parsifal se passa no território dos guardiões do Graal, o castelo de Monsalvat, situado nas montanhas ao norte da Espanha Gótica”. A localização geográfica escolhida por Wagner não foi fruto de fantasia. Sua decisão foi tomada após uma série de pesquisas baseadas em fatos históricos (é baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach (~1170 – ~1220)). Quem se deslocar de Barcelona em direção ao noroeste, após quarenta quilômetros de viagem irá divisar a montanha de Montserrat. Trata-se, sem dúvida alguma, da paisagem natural mais impressionante da Catalunha. Diz a lenda que São Pedro depositou em uma das centenas de cavernas que existem no maciço rochoso de Montserrat, uma estátua de madeira da virgem Maria, esculpida por São Lucas. A imagem foi descoberta no século VII e recebeu o nome de Virgem de Montserrat. No ano 976, foi construída uma pequena igreja perto do topo da montanha. Com o passar dos anos, começaram a se multiplicar uma série de milagres provocados por intermediação da virgem. Isto motivou as autoridades religiosas a construir em 1027, o mosteiro beneditino de Nossa Senhora de Montserrat. Hoje ele é considerado, após Santiago de Compostela, o segundo maior centro de peregrinações da Espanha. Em 1811, o mosteiro e a biblioteca foram saqueados e incendiados pelas tropas napoleônicas. Durante os trabalhos de restauração foi construído em um anexo, o museu de Montserrat, que possui em seu acervo obras de Caravaggio e El Greco. A ordem militar dos cavaleiros templários foi fundada na época das cruzadas, para defender o Santo Sepulcro. Sua primeira sede foi na mesquita al-Aqsa situada no monte do Templo, em Jerusalém. Com o passar dos anos, a ordem se transformou no mais poderoso braço militar dos cruzados, espalhando-se por toda a Europa. Dezenas de castelos dos templários foram construídos na Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e Espanha, além daqueles espalhados pelo oriente médio. A ordem passou a ser indispensável ao governo pontifício e recebia total apoio dos papas. No século XIV, o Papa Clemente V e o rei da França, Felipe o Belo, se aliaram para destruir os templários e se apossar de suas imensas riquezas. Em 1307, Clemente V editou a Bula Pastoralis praeeminentiae ordenando a prisão de todos os membros da ordem. Acusados de heresia, os templários foram detidos, torturados e tiveram suas propriedades e bens confiscados. Seu líder máximo, Jacques de Molay foi queimado vivo. Antes de sua execução, protestando inocência perante os membros da inquisição, ele implorou a Deus para que no prazo de um ano, o Papa e o rei fossem chamados aos céus para se submeterem ao julgamento divino. A prece de Molay foi atendida. Em menos de um ano tanto Clemente V como Filipe IV morreram. Após a execução do Grão-Mestre do Templo, a Inquisição intensificou a perseguição dos membros remanescentes da ordem. Os últimos sobreviventes foram os templários da Catalunha, que receberam a proteção dos monges beneditinos e se refugiaram no mosteiro de Montserrat. Diz a lenda que o Santo Graal foi levado para este refúgio e escondido numa das grutas da montanha. Baseado nesses fatos, Richard Wagner foi buscar inspiração na história da Abadia de Montserrat, para criar o fictício castelo de Monsalvat, último território dos guardiões do Santo Graal. Até os dias de hoje, Wagner é um dos compositores mais apreciados na Catalunha e todas suas óperas foram traduzidas para idioma catalão.
Wagner concebeu a ideia de escrever “Parsifal” em 1857, mas tal como o ciclo do “Anel”, passou por um período de amadurecimento de 25 anos, tendo sido finalizada somente em janeiro de 1882. Vários críticos de arte inibem o público, desencorajando-o a assistir ou ouvir a ópera, ao afirmarem que a obra é tão séria e solene que apenas os entusiastas por Wagner conseguem apreciá-la. Na verdade, para quem gosta do gênero, e ignora as mensagens subliminares (criadas pelos tais e criativos intelectuais aproveitando os ganchos que o Wagner deixou), o enredo se torna simples e agradável, abordando conhecidas lendas e mitos medievais da época das Cruzadas. Mas gosto muito de enxergar o “algo além”, aquela dúvida que diz: “será que é isso” ? Acredito que o drama Parsifal ensina suas lições de vida. No entanto pelo que pesquisamos vamos dar algumas sugestões de interpretação do poema que podem não estar tão erradas, pois Parsifal é uma das mais místicas óperas. Podemos enxergar simbolismos por toda parte. A lenda pode ser considerada como representação da luta entre o paganismo e o cristianismo nos primeiros séculos da Igreja, os poderes da magia e as quentes paixões do coração humano lutando contra o poder crescente da verdade cristã e o poder vitorioso da pureza como retratado no herói inocente. Ou pode ser considerado como representando em uma lenda mística a história espiritual de Cristo vindo em presença posterior entre os filhos dos homens e imaginada no Parsifal místico. Wagner menciona que esta Escritura estava sempre em sua mente ao escrever Parsifal: “Porventura não fez Deus tola a sabedoria deste mundo? A loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens”. Ou além disso, pode representar, de maneira marcante e inspiradora, que os puros de coração obtenham as vitórias na vida; que os inocentes são os valentes filhos de Deus; que o coração que resiste à paixão do mal e é tocado pela piedade é o coração que
Estreia Parsifal 1882 Amalie Materna, Emil Scaria and Hermann Winkelmann
reencarna a pureza apaixonada do Cristo e pode revelar novamente o poder de cura, o Santo Graal de Deus. “Por mais medieval que a linguagem e o simbolismo de Parsifal possam ser”, diz um crítico moderno, “não podemos deixar de reconhecer a simplicidade e o poder da história. Seu significado espiritual é universal. Qualquer que seja o significado disso, vemos claramente que o cavaleiro inocente é Pureza, Kundry é a Maldade do mundo expressa em sua forma mais sedutora, e o Rei Amfortas sofrendo com sua ferida aberta é a Humanidade. Não se pode ler o drama sem emoção, sem se agarrar ao coração, em seu maravilhoso significado, lições edificantes e enobrecedoras “. Nas “Wagner’s Letters”, 1880, páginas 270, 365, 339 o mestre comenta: “O fundador da religião cristã não era sábio: Ele era divino. Acreditar Nele é imitá-lo e buscar a união com Ele … Em conseqüência de Sua morte expiatória, tudo o que vive e respira pode conhecer a si mesmo redimido … Somente o amor enraizado na simpatia e expresso em ação ao ponto de uma completa destruição da auto-vontade, é o amor cristão “. A ideia dominante em Parsifal é a compaixão como a essência da santidade, pode também sugerir que todas as grandes religiões em sua essência de paz e amor são semelhantes…. eita, chega…. !!! Vamos à música, podemos ficar filosofando aqui por muitas e muitas páginas, o mar de informação desta obra na net é incrível. Quem se interessar pode viajar por horas lendo e se divertindo.
Curiosidades e esquisitices: Quando de sua estreia no ano de 1882, as 16 apresentações foram regidas por Hermann Levi, filho de um importante rabino da cidade de Karlsruhe, que, apesar da insistência de Wagner para que se convertesse ao cristianismo antes do começo dos Festivais, permaneceu fiel ao judaísmo. Por coincidência, a regência do “Parsifal” no ano de seu centenário foi entregue por Wofgang Wagner, neto do compositor, ao maestro judeu James Levine. Outra curiosidade que envolve “Parsifal”, diz respeito aos aplausos: por ocasião da estréia, Wagner estabeleceu que ao final do 1º e 2º atos, o público deveria se abster de aplaudir, a fim de que fosse mantido o clima provocado pela música. O reconhecimento aos cantores e músicos seria reservado para o final do 3º ato. Com a morte de Wagner, sua família e seus admiradores quiseram ser mais exigentes que o falecido e ficou decidido que a ópera não seria aplaudida nem em seu encerramento. Esta tradição foi mantida até 1965, e atualmente existe o compromisso tácito da platéia de não aplaudir somente o final do 1º ato. Portanto, se um dia você tiver o privilégio de assistir Parsifal, não cometa o sacrilégio de aplaudir o final do primeiro ato. Nem respire.
Hermann Levi
Resumo (extraído do site: www.barroconabahia.com.br/parsifal/default.asp)
Parsifal foi estreada em 26 de julho de 1882 em Bayreuth. Tem 3 atos e 5 cenas
O Santo Graal, cálice com o qual Cristo celebrou a última ceia e com o qual José de Arimatéia recebeu o sangue derramado abaixo da cruz, e a Lança Santa com que o soldado romano feriu o Crucificado, foram entregues, por anjos que desceram à terra, para o puro e justo cavaleiro Titurel. Para guardar esta Santa Relíquia, ele construiu um castelo e fundou uma irmandade com outros cavaleiros puros, para defender as relíquias na terra. Foi também consagrado como o primeiro rei do Santo Graal e em todas as vezes que ele, com a irmandade, revelaram o Graal para celebrar os Santos Mistérios, uma força divina fortalecia os cavaleiros. Após a morte de Titurel, o filho deste, Amfortas, foi o sucessor como rei do Santo Graal. Mesmo morto, Titurel ainda vivia na cova, graças à força divina. Klingsor, um antigo candidato a membro da irmandade, e que não foi aceito por falta de pureza e capacidade moral, tornou-se inimigo da irmandade, um demônio. Amparado pelas forças do mal, ele tenta destruir a irmandade e, para isso, está procurando roubar e abusar das Santas Relíquias. Muitos cavaleiros já caíram nas armadilhas de Klingsor. Para acabar com a perseguição, Amfortas foi, um dia, para o jardim encantado, lutar contra o inimigo, Klingsor. Porém, aconteceu que mesmo o rei do Santo Graal foi vítima de sua maldade. Kundry, uma bruxa, amiga de Klingsor, incorporando uma personagem de belíssima mulher, roubou a consciência de Amfortas e, desta forma, ele caiu nos braços dela. Klingsor então pode roubar a Lança Santa e, com ela, ferir Amfortas. Somente graças à ajuda de Gurnemanz, um nobre cavaleiro, o rei conseguiu escapar no último momento, mas sua chaga foi grave e não quer se cicatrizar. A chaga traz dores e terríveis sofrimentos para Amfortas. Ele deseja a salvação, preferindo morrer a continuar com uma vida de sofrimentos. Mas a força do Santo Graal, a cada vez que Amfortas celebra os mistérios, fortalece-o, ainda que não o cure, uma vez que ele recebeu a chaga por força do pecado que cometeu com Kundry, contra sua própria natureza. Toda a irmandade perdeu força, acompanhando a fraqueza do rei, sendo o roubo da Lança Santa um sinal preocupante. Nas orações de Amfortas apareceu-lhe, certa vez, uma profecia do Santo Graal: “um dia aparecerá um tolo inocente que irá trazer a salvação e ser o novo rei.”
Parsifal e os Cavaleiros do Graal
Primeiro Ato: Gurnemanz, o mais velho cavaleiro da irmandade, ensina aos jovens escudeiros o serviço dos cavaleiros do Graal. Kundry, como bruxa selvagem, aparece trazendo um bálsamo para Amfortas, que ela conseguiu na Arábia. Durante o caminho para banhar-se em um lago na floresta, o rei Amfortas aparece carregado em uma cadeira de arruar, acompanhado por alguns cavaleiros. No banho, ele procura aliviaras dores da chaga. Gurnemanz e Amfortas contam a origem do Santo Graal e as circunstâncias do roubo trágico, por Klingsor, aos escudeiros e cavaleiros, que se admiram. Após o retorno de Amfortas para o castelo, um cisne branco cai do céu. Os cavaleiros e escudeiros ficam escandalizados: “Quem cometeu um crime deste na floresta do Graal, onde todos os animais são considerados santos?” Logo os cavaleiros encontram o delinquente, o jovem que atirou a flecha improvisada no cisne branco. Durante o interrogatório do jovem atirador, Gurnemanz percebe que Parsifal nem sabe seu próprio nome, nem sua origem, nem tem noção da culpa por ter atirado no cisne na floresta santa. Gurnemanz tem a primeira noção de que este jovem poderia ser o anunciado tolo inocente. Desse modo, convida o jovem Parsifal para acompanhá-lo até o castelo do Graal, onde serão, naquele dia, celebradas as cerimônias da revelação do Graal. Em um cortejo solene, os cavaleiros entram, acompanhados por anjos, no templo do Graal. Parsifal, acompanhado por Gurnemanz, entra no templo e testemunha uma cerimônia grandiosa. Ele não demonstra reação alguma, permanecendo mudo e quieto em um canto. Amfortas entra, trazido em seu trono de arruar, pelos cavaleiros. Titurel, o pai de Amfortas e antigo rei que ainda vive na cova, pela força do Santo Graal, pede ao filho para iniciar a celebração. Mas Amfortas, fraco e cansado, sofrendo pela chaga, recusa celebrar a cerimônia. Os cavaleiros não se importam com isso e insistem, novamente, no início da celebração. Isolado e sofrendo as maiores dores, Amfortas finalmente cumpre sua função como rei do Graal, que coros de anjos acompanham solenemente. Parsifal permanece impassível em um canto, até o fim da cerimônia. Certamente Parsifal não pode ser a pessoa anunciada: mesmo um tolo completo, ele não demonstrou um único sinal de compaixão. Decepcionado, Gurnemanz expulsa Parsifal do templo do Graal.
Parsifal no jardim das Donzelas
Segundo ato: O que Gurnemanz ainda não descobriu é que Parsifal pode ser, de fato, o anunciado tolo inocente, o que o feiticeiro Klingsor já percebeu. Para acabar com Parsifal, Klingsor prepara as mais fortes armadilhas contra ele: mulheres sedutoras e a bruxa Kundry, incorporando a linda mulher, para fazê-lo também cair em tentação. Parsifal, que depois de expulso do Castelo do Graal já andou o mundo todo e aprendeu bastante, chega ao jardim encantado de Klingsor. Muitas mulheres, de beleza excepcional, tentam seduzi-lo, mas ele, inexperiente, pensa que são lindas flores. Kundry, a mais bela de todas, aparece e pede que as outras se retirem. Ela lança, agora, sua mais forte arma: ela chama Parsifal pelo seu nome, pois havia dois dias que ele não ouvia sua mãe o chamar e tinha-o esquecido. Parsifal lembra-se de seu nome e da própria mãe que o chamava, sempre, pelo nome. Recordações e muitas emoções inundam sua mente. Assim, Parsifal começa a compreender a vida, e tem início um processo de maturação. Kundry não consegue seduzir Parsifal, mas um único beijo que ela soltou foi suficiente para ele acordar: Parsifal começa a ter noção do que era o amor de sua mãe, do sofrimento e das dores que ele deu a ela através da fuga sem motivo. Parsifal agora entende as dores e os sofrimentos de Amfortas, como Rei do Graal de um lado, e pecador de outro. Entende, também, Kundry, que está querendo seduzi-lo, porém procura a libertação da possessão do demônio. Compreende a paixão do Salvador para a salvação de todos os homens. Depois dessa transformação de Parsifal, Klingsor não consegue nada contra ele. A Lança Santa que Klingsor joga, com toda raiva, contra Parsifal, para milagrosamente em pleno vôo, acima da cabeça deste. Assim ele pega a Lança Santa e, com ela, faz o sinal da cruz. Imediatamente Klingsor e o jardim desaparecem.
Tradicional encerramento da ópera
Terceiro ato: Por muito tempo a irmandade do Santo Graal vive sem a força sagrada, porque Amfortas foi fraco demais para cumprir a função da celebração do Graal. A irmandade está muito triste e Titurel morreu definitivamente. Naquela Sexta-feira Santa, a irmandade irá se reunir pela última vez para celebrar o funeral de Titurel. Gurnemanz vive perto do Castelo do Graal, como eremita. Nesta Sexta-feira-Santa, pela manhã bem cedo, Gurnemanz encontra Kundry, perto da casa dele, no meio da mata. Mas desta vez Kundry parece bem diferente, não há mais a mulher selvagem e bruxa como antes: ela mudou. Está vestida como uma penitente. Gurnemanz interpreta essa mudança como um bom sinal. Logo após, aparece mais alguém, um cavalheiro estranho, com um capacete fechado e armado, com uma lança. Quando o cavalheiro abre finalmente o capacete, Gurnemanz reconhece o que Kundry sentira antes: o estranho cavaleiro é Parsifal. E logo depois ele reconhece, também, a Lança Santa que Klingsor roubou e que Parsifal traz de volta. Assim, Gurnemanz descobre que Parsifal é, realmente, o anunciado redentor que trará a salvação para Amfortas. Como o cavaleiro mais nobre da irmandade do Santo Graal, Gurnemanz consagra Parsifal, com óleo, como novo rei do Graal. Como primeira tarefa, ele batiza a convertida Kundry, que lava os pés dele, seguindo o exemplo de Maria Madalena. Gurnemanz acompanha, novamente, Parsifal, agora como o novo rei, para a cerimônia no castelo, onde as últimas celebrações do Santo Graal, em homenagem a Titurel, falecido, irão acontecer. Amfortas, sofrendo muito, não quer saber da celebração do Graal, desejando apenas a morte. Recusa-se, veementemente, realizar a cerimônia, desejando ver-se livre do seu sofrimento. Naquele momento, quando a irmandade estava prestes a forçar Amfortas a cumprir sua função, Parsifal aparece com a Lança Santa. Ele toca com a lança a chaga de Amfortas e imediatamente a chaga se cicatriza. A anunciada salvação para Amfortas chegou. Como novo rei do Santo Graal, Parsifal preside a Santa Cerimônia, elevando o Santo Graal, abençoando toda a irmandade, anunciando que nunca mais deverá ser coberto o Santo Graal, e que todos tenham acesso a sua força. Coros de anjos cantam o apoteótico final: “Salvação para o Redentor”.
Para finalizar, Parsifal é pai de Lohengrin, um individuo que também teve direito a uma ópera de Wagner quando este era um rapazinho mais novo, ópera essa que futuramente postaremos !
Pessoal, o poema em português e a história “passo a passo” com fotos dos encartes originais estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.
PARSIFAL Opera em três atos de Richard Wagner, libreto do compositor.
PARSIFAL com M. Callas, B. Christoff, Vittorio Gui
Anos atrás, quando ouvi pela primeira vez essa apresentação de Parsifal , achei muito estranho ser cantada em italiano e ao mesmo tempo curioso. Após algumas outras audições, descobri um excelente desempenho tanto da adaptação para o italiano como dos cantores. A intensidade, o comprometimento e os momentos fascinantes que Callas, então com 27 aninhos, nos proporcionam particularmente em seu monólogo do ato II, “Grausamer”, no qual ela descreve o sucedido depois de ter rido de Cristo na cruz, é notável, a diva interpreta Kundry como uma pantera escura e neurótica, encantadora e antipática, sobretudo muito bem cantada. Baldelli, tenor, tem uma interpretação mediana, as vezes acho que grita demais. Já Christoff, que é abençoado com sua bela voz trovejante, parece um padre guardião ainda mais pontificável. Panerai, pinta Amfortas com muita gentileza, nobreza e grande força. Modesti é um Klingsor frio e calculista. Gui e a Orquestra Sinfonica Della Rai estão um pouco lento mas competentes. Não é exatamente uma gravação ao vivo esta feita entre 20 e 21 de novembro de 1950, mas uma gravação para rádio, que é muito diferente.
Kundry – Maria Callas
Parsifal – Africo Baldelli
Gurnemanz – Boris Christoff
Amfortas – Rolando Panerai
Titurel – Dimitri Lopatto
Klingsor – Giuseppe Modesti
Cavaleiros do Santo Graal – Aldo Bertocci e Mario Frosini
Escudeiros do Graal – Silvana Tenti, Miti Truccato Ritmo, Franco Baldaccini, Aldo Bertocci
Donzelas das Flores – Lina Pagliughi, Renata Broilo, Anna María Canali, Liliana Rossi, Silvana Tenti, Miti Truccato Pace
Orquestra sinfônica e coro do Rai de Roma
Gaetano Riccitelli, maestro do coro
PARSIFAL com Placido Domingo, Jessye Norman, James Levine
Sem dúvida Plácido Domingo se encaixou muito bem no papel de Parsifal, ele não se arrisca muito, mas exige exatamente o tipo de tons médios e baixos, ricos e poderosos, característicos do Placidão. Lembrando que ele é um “Jovem Tolo” de meia-idade. Kundry de Jessye Norman, retratando a sedutora enlouquecida figura, sugere credibilidade a psique torturada por trás dos gritos de cortar a respiração, tradicionais de Kundry. Gurnemanz, em muitos aspectos, o personagem mais interessante do trabalho, parece exatamente assim na performance ricamente peculiar de Robert Lloyd. Franz Mazura, um veterano Klingsor, competente, sua voz gotejando o mal, ele conspirou com amargura compreensível como o vilão. Ekkehard Wlaschiha era um Amfortas bastante sonoro, melodramático ! A regência de James Levine, um modelo de arrebatamento concentrado durante o período de cinco horas, colocou justamente a ênfase na partitura orquestral. Seus andamentos em seu estado mais lânguido dramatizam mais ainda esta ópera wagneriana. Gravação 01 de Junho de 1994.
Kundry – Jessye Norman
Parsifal – Placido Domingo
Amfortas – Ekkehard Wlaschiha
Gurnemanz – Robert Lloyd
Titurel – Paul Plishka
Klingsor – Franz Mazura
The Metropolitan Opera Orchestra and Chorus
James Levine, Maestro
PARSIFAL com Peter Hofmann, Dunja Vejzovic, Karajan
Parsifal de Karajan parece crescer em estatura como uma interpretação em cada nova audição; ouvi há um tempão atrás, na época do vinil , esta versão que ora posto foi gentilmente cedida pelo FDPBach e ouvindo de novo na sua remasterização para o CD, parece ter adquirido uma nova profundidade, em termos de som, devido ao maior alcance da gravação e à maior presença de cantores e orquestra. Como em praticamente todos os casos, o CD oferece uma experiência mais imediata. A leitura de Karajan, um pouco distante no Ato 1, cresce em intensidade e sentimento com o próprio trabalho, alcançando uma força quase aterrorizante no Prelúdio para o Ato 3, que é sustentado até o fim da ópera. O Gurnemanz de Moll é uma performance profundamente expressiva e suavemente moldada de notável beleza. Vejzovic, cuidadosamente construída por Karajan, dá a performance de sua vida como Kundry. O tom de Hofmann como Parsifal descreve a angústia e a eventual serenidade do personagem em sua interpretação sincera e interior. Van Dam é um tanto plácido como Amfortas, mas seu canto exibe poder admirável e boa estabilidade. Nimsgern é malícioso como Klingsor. Eu gosto muito do tom sensual de Barbara Hendricks como a primeira donzela de flores. Os efeitos dos sinos e do coro distante dos meninos no domo da abadia são extraordinariamente belos e há vários momentos de arrepiar nesta leitura que são inigualáveis. A Filarmônica de Berlim é magnífica. Das gravações comerciais, a de 1979-80 de Herbert von Karajan para a Deutsche Grammophon é para mim a melhor gravação de “Parsifal”. Segundo comentários da Amazon nenhuma partitura se adequava às predileções de von Karajan mais do que essa ópera. Este é o maior Parsifal já registrado. Na minha opinião quando se trata de escolher uma gravação para viver numa ilha deserta essa seria uma das primeiras a levar, Karajan fodástico nesta gravação de março de 1981. A melhor de todas !!!!
Parsifal – Peter Hofmann
Amfortas – José van Dam
Gurnemanz – Kurt Moll
Kundry – Dunja Vejzovic
Klingsor – Siegmund Nimsgern
Titurel – Victor von Halem
Donzelas das Flores – Barbara Hendricks, Janet Perry, Inga Nielsen, Audrey Michael.
Berlin Deutsche Oper Chorus
Berlin Philharmonic Orchestra
Os clarinetistas tem muita sorte. Mozart compôs obras para o instrumento quando era um compositor maduro. São obras-primas. E Brahms foi reinspirado pelo… clarinete. Por um ano o compositor escreveu pouco, sentindo que seu trabalho estava finalizado. Mas, em 1891, ele iria para Meiningen, na Alemanha, e conheceria o grande clarinetista Richard Mühlfeld. Foi revigorante. Em contato com este músico extraordinário, Brahms obteria uma compreensão mais profunda das possibilidades de interpretação, bem como do potencial técnico e musical do instrumento. Assim, ele compôs suas quatro últimas músicas de câmara com o clarinete: o Trio Op. 114 e o Quinteto Op. 115 em 1891 e, no verão de 1894, suas duas Sonatas para Clarinete, op. 120.
Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Clarinete e Trio
1 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: I. Allegro 7:40
2 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: II. Adagio 7:32
3 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: III. Andantino grazioso 4:33
4 Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: IV. Allegro 4:45
5 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: I. Allegro amabile 8:31
6 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: II. Allegro appassionato 5:13
7 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: III, Pt. 1. Andante con moto 5:01
8 Clarinet Sonata No. 2 in E-Flat Major, Op. 120 No. 2: III, Pt. 2. Allegro 2:09
9 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: I. Allegro appassionato 8:02
10 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: II. Andante un poco adagio 4:55
11 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: III. Allegretto grazioso 4:16
12 Clarinet Sonata No. 1 in F Minor, Op. 120 No. 1: IV. Vivace 5:07
Purcell Choir Orfeo Orchestra dir. György Vashegyi
Chantal Santos-Jeffery Emöke Barát Thomas Dolié
2016
Por quase um século e meio na França – nos reinados de Luís XIV, XV e XVI – o Palácio de Versalhes foi palco, tanto em ambientes internos como externos, de uma extraordinária seqüência de espetáculos musicais dramáticos. Un Opéra pour troisrois, conduzido por György Vashegyi, representa o legado da época, um entretenimento operístico especialmente construído, extraído de obras de compositores de Lully a Gluck, comissionados – e mesmo, ocasionalmente, executados – por reis, rainhas e inamoratas.
Há muitos favoritos – “Tristes apprêts” (Castor et Pollux) e “Forêts paisibles” (Les Indes galantes), de Rameau, mas uma das atrações adicionais desta extravagância em disco duplo lançada pela Glossa é a chance de ouvir música de qualidade de composições até então lamentavelmente ignoradas (Le Retour du printemps, Antoine Dauvergne, Les Caractères de la Folie, Bernard de Bury ou Le Pouvoir de l’Amour, Pancrace Royer), todas demonstrando as profundidades de qualidade ainda à espera de serem redescobertas. E há seleções a serem tiradas das óperas de Mondonville, Destouches, Leclair e Francoeur e Rebel também. Outras atrações são as performances dos três solistas (cada um adotando o papel de uma figura alegórica para o evento): Chantal Santon-Jeffery, Emöke Barath e Thomas Dolié, junto com o Coro Purcell de Vashegyi e a Orfeo Orchestra. Em seu ensaio de livreto, Benoît Dratwicki baseia-se em seu imenso conhecimento para ambientar a residência real de Versalhes para essa fête musicale imaginária cheia de lirismo e duetos, música sombria e alegre, sinfonias e bailados.
Un Opéra pour trois rois
CD I Première Partie
01. Ouverture (Lully – Les Plaisirs de l’Île enchantée) 02. Choeur : « Dans ce paisible séjour » (Rameau – Hippolyte et Aricie) 03. Duo : « Quels sons ! quel bruit soudain » (Destouches – Issé) 04. Ritournelle (Mondonville – Les Fêtes de Paphos) 05. Choeur et récit : « Dieux ! Quel succès ! le monstre perd la vie ! » (Destouches – Issé) 06. Trio et choeur : « Que ces rois chéris des mortels » (Destouches – Les Stratagèmes de l’Amour) 07. Bourrée (Lalande – Les Folies de Cardenio) 08. Marche (Jean-Baptiste Lully – Le Bourgeois gentilhomme) 09. Récit et choeur : « Quel nuage en ces lieux vient se précipiter ? » (Colin de Blamont – Zéphyre et Flore) 10. Orage (Rameau – Platée) 11. Récit et choeur : « Dieu cruel, vous voyez mes pleurs » (Colin de Blamont – Zéphyre et Flore) 12. Air : « Vents furieux, tristes tempêtes » (Rameau – La Princesse de Navarre) 13. Prélude et choeur : « Obéissons à notre maître » (Dauvergne – Le Retour du printemps) 14. Récit et choeur : « La volonté du ciel va se faire connaître » (Dauvergne – Le Retour du printemps) 15. Air et choeur : « Viens, Amour, quitte Cythère » (Leclair – Scylla et Glaucus) 16. Symphonie (Rameau – Les Surprises de l’Amour) 17. Récit, trio et choeur : « Pour vous dont je reçois et l’encens et les voeux » (Leclair – Scylla et Glaucus) 18. Chaconne : « Divin Bacchus, tes fureurs » (Royer – Le Pouvoir de l’Amour)
CD II Deuxième Partie
01. Ouverture (Dauvergne – 2e Concert de symphonie) 02. Air et choeur : « Liberté charmante » (Mondonville – Le Carnaval du Parnasse) 03. Duo : « Quoi ! vous m’abandonnez, mon père ! » (Philidor – Ernelinde, Princesse de Norvège) 04. Duo : « Souverain maître des dieux » (Bury – Les Caractères de la Folie) 05. Combat (Rameau – Castor et Pollux – 1770) 06. Choeur : « Que tout gémisse » (Rameau – Castor et Pollux – 1770) 07. Air : « Tristes apprêts, pâles flambeaux » (Rameau – Castor et Pollux – 1770) 08. Duo et choeur : « Amour, c’est trop troubler mon âme » (Dauvergne – Canente) 09. Choeur : « Régnez, divin sommeil » (Piccinni – Atys) 10. Prélude, tempête, récit et choeur : « Grands dieux ! soyez-nous secourables » (Gluck – Iphigénie en Tauride) 11. Danse des Peuples (Gluck – Iphigénie en Tauride) 12. Air : « Ô malheureuse Iphigénie » (Gluck – Iphigénie en Tauride) 13. Prélude, récit et choeur: « Quel éclat dans ces lieux » (Rebel et Francoeur – Ballet de la Paix) 14. Symphonie (Destouches et Dauvergne – Callirhoé – 1773) 15. Air des Sauvages : « Forêts paisibles » (Rameau – Les Indes galantes)
Un Opéra pour trois rois – 2016 Purcell Choir Orfeo Orchestra dir. György Vashegyi
Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
. If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.
Eu não sou apaixonado por O Pássaro de Fogo, mas a maioria acha que é a peça é fundamental na obras de Stravinsky. Então tá, eu me curvo. L’Oiseau de feu (1910) é um balé de Igor Stravinsky baseado em contos populares russos sobre um pássaro mágico brilhante que é tanto uma bênção como uma perdição para o seu captor. A música foi pela primeira vez apresentada como balé pelos Ballets Russes de Sergei Diaghilev e foi a primeira das produções da companhia feita com música especialmente composta para ela. O Pássaro tem significado histórico por ser a peça que deu a Stravinsky o primeiro grande êxito, e por ter sido o início de uma colaboração entre Diaghilev e Stravinsky de que iria também resultar nas obras-primas Petrushka e A Sagração da Primavera. Jeu de cartes (Jogo de Cartas) é outro balé de Igor Stravinsky, composto em 1936-37, com libreto do compositor em colaboração com M. Malaieff e coreografia de George Balanchine. O balé foi estreado pelo American Ballet no Metropolitan Opera House, em Nova York, em 27 de abril de 1937, com a condução do compositor. A ideia é o pôquer. Diferentemente de O Pássaro, Jogo de Cartas foi escrito durante o período neoclássico de Stravinsky, iniciado pelo maravilhoso Pulcinella, lá por 1920.
The Firebird • Der Feuervogel • L’Oiseau De Feu (Complete Original 1910 Version)
1 Introduction (Molto Moderato) 2:59 Tableau I:
2 Kashchei’s Enchanted Garden 1:39
3 The Firebird Appears, Pursued By Prince Ivan (Allegro Assai) 2:15
4 Dance Of The Firebird 1:23
5 The Firebird Is Captured By Prince Ivan 0:52
6 The Firebird’s Pleading (Adagio) 6:02
7 Appearance Of The Thirteen Enchanted Princesses 2:21
8 The Princesses Play With The Golden Apples (Scherzo: Allegretto) 2:15
9 Prince Ivan Suddenly Appears (Larghetto) 1:07
10 Khorovod (Round Dance) Of The Princesses (Moderato) 4:51
11 Day Break (Più Mosso) 1:24
12 Prince Ivan Enters Kashchei’s Palace. Fairy Carillon. Kashchei’s Guardian-Monsters Appear And Capture Prince Ivan 1:16
13 Arrival Of Kashchei The Immortal (Sostenuto) 1:08
14 Dialogue Between Kashchei And Prince Ivan (Poco Meno Mosso) 1:07
15 The Princesses Intercede (Andantino Dolente) 1:10
16 The Firebird Appears 0:32
17 Dance Of Kashchei’s Court, Bewitched By The Firebird (Allegro) 0:44
18 Infernal Dance Of Kashchei’s Subjects (Allegro Feroce) 4:22
19 Lullaby (The Firebird) 2:44
20 Kashchei Awakens 1:07 Tableau II:
21 Death Of Kashchei 1:19
22 The Palace And Creatures Of Kashchei Disappear. The Petrified Knights Come To Life. General Rejoicing. 3:07
Jeu De Cartes
23 First Deal 5:16
24 Second Deal 9:19
25 Third Deal 7:41
Na página não parecia… Nada! O princípio simples, quase cômico. Só uma pulsação. Trompas, fagotes… Como uma sanfona enferrujada. E depois, subitamente… Lá bem no alto… Um oboé. Uma única nota, ali pendurada, decidida. Até que um clarinete a substitui, adoçando-a numa frase de tal voluptuosidade… Isto não era uma composição de um macaco amestrado. Era música como eu nunca tinha ouvido. Cheia de uma saudade, de uma saudade não realizada. Parecia-me que estava a ouvir a voz de Deus.
Este é o texto de uma das mais belas cenas de Amadeus (1984), de Milos Forman. Quem o diz é F. Murray Abraham no papel de Salieri. Ele recebeu o Oscar de Melhor Ator.
De cabo a rabo, a Gran Partita para 13 instrumentos (sopros e baixos) é um milagre da genialidade mozartiana e o destaque deste maravilhoso CD de 1995 (reeditado 3 vezes com capas diferentes) e capitaneado por Philippe Herreweghe. Junto da gravação do Collegium Aureum este é o melhor registro desta notável obra. A Serenata K. 388 também é boa e recebe tratamento igualmente luxuoso, mas não há nada como a Gran Partita. Um disco espetacular, para se guardar.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Gran Partita K. 361 / Sérénade Pour Vents K. 388
Sérénade N°10 “Gran Partita” K.361 [370 a]
1 Largo. Molto Allegro 9:08
2 Menuetto. Trios I & II 8:27
3 Adagio 5:14
4 Menuetto. Allegretto. Trios I & II 4:51
5 Romanze. Allegretto 7:27
6 Tema Con Variazioni. Andante 9:47
7 Finale. Molto Allegro 3:22
Sérénade N°12 “Nacht Musique” K.388 [384 a]
8 Allegro 7:15
9 Andante 4:33
10 Menuetto In Canone. Trio In Canon Al Rovescio 4:04
11 Allegro 6:16
Harmonie De L’Orchestre Des Champs Élysées
Philippe Herreweghe
‘La fille du régiment” (A Filha do Regimento) é uma ópera cômica em dois atos de Gaetano Donizetti. Escrita enquanto o compositor estava vivendo em Paris, o libretto em francês é da autoria de Georges Henri Vernoy de Saint-Georges e Jean-François Bayard.
Detalhes sobre o enredo podem ser encontrados na WIKIPEDIA. O Libretto também está disponível em diversos sites na internet.
Como não poderia deixar de ser, o elenco é espetacular, destacando-se Luciano Pavarotti e Joan Sutherland. A regência impecável de Richard Bonynge frente à Orquestra e Coro da Royal Opera House também ajudou a tornar esta gravação histórica e com certeza leva o selo de IM-PER-DÍVEL do PQPBach.
Deliciem-se … é de se ouvir de joelhos e agradecer pelo fato de termos acesso a esta jóia da indústria fonográfica.
CD 1
01. I. Ouverture
02. AKT 1 – L’Ennemi S’Avance
03. Pour Une Femme De Mon Nom
04. Sacre Nom D’Une Pipe!
05. Au Bruit De La Guerre
06. Allons, Allons, March’, March’
07. La La La… Chacun Le Sait, Chacun Le Dit
08. Des Que L’Appel Sonne
09. Ils L’Ont Emmene Brutalement
10. Quoi! Vous M’Aimez
11. Rataplan, Rataplan, Rataplan
12. Ah! Mes Amis, Quel Jour De Fete!
13. Le Camarade Est Amoureux!
14. Je Suis Soldat
01. Entr’acte
02. Act Two – La romance perdue, on l’a retrouvee
03. Le jour naissait dans le bocage
04. C’en est donc fait
05. Tous les trois reunis
06. Ecoutez – moi, de grace!
07. Ah! c’est elle!
08. Oui! Quand le destin, au milieu de la guerre
Marie – Joan Sutherland
Tonio – Luciano Pavarotti
La Marquise de Berkenfield – Monica Sinclair
Hortensius – Jules Bruyère
Sulpice – Spiro Malas
Le Caporall – Eric Garrett
La Duchesse de Crakentorp – Edith Coates
Un paysan – Alan Jones
Un Notaire – Omar Gorde
Meu deus, que disco bom! O piano de Hersch é nítido e belo como o nascer do sol no inverno. Cada nuance da intrincada e enérgica bateria de McPherson tem clareza cristalina e as linhas empáticas do baixo de Hebert surgem sempre com oportuna lucidez. Esta é a gravação de um show apresentado no Flagey Studio 4, ex-Instituto Nacional de Radiodifusão de Bruxelas. Hersch inicialmente não sabia que o espetáculo — que ele considerara uma de suas melhores performances em trio — havia sido gravado. Ao descobrir que tinha sido e ao ouvi-lo, teve sua opinião confirmada e resolveu botar na roda pra nóis. Hersch está feliz, é um mestre brincando com ideias musicais. Ele tem boas razões para estar assim. Sobreviveu milagrosamente ao Armagedon médico (*), está relativamente livre de problemas médicos e viajando pelo mundo com seu extraordinário trio. Tudo bem.
(*) Em decorrência da Aids, que contraiu em 1984, Hersch entrou em coma em 2008 por dois meses. Quando recuperou a consciência, perdera toda a função muscular como resultado da longa inatividade e não podia tocar piano. Após a reabilitação, ele é apenas este monstro que vocês podem ouvir.
Fred Hersch Trio: Live In Europe
1 We See
Written-By – Thelonious Monk
5:51
2 Snape Maltings
Written-By – Fred Hersch
7:24
3 Scuttlers
Written-By – Fred Hersch
2:39
4 Skipping
Written-By – Fred Hersch
4:49
5 Bristol Fog (For John Taylor)
Written-By – Fred Hersch
8:26
6 Newklypso (For Sonny Rollins)
Written-By – Fred Hersch
8:40
7 The Big Easy (For Tom Piazza) 6:56
8 Miyako
Written-By – Wayne Shorter
7:10
9 Black Nile
Written-By – Wayne Shorter
6:44
10 Blue Monk (Solo Encore)
Written-By – Thelonious Monk
5:17
Bass – John Hebert
Drums – Eric McPherson
Piano – Fred Hersch
Händel, Scarlatti, Corelli, Stradella, Muffat… De 1650 a princípios do século XVIII, Roma exerceu um imenso poder de atração a compositores de toda a Europa e experimentou um momento intenso de atividade musical, por causa da – ou apesar de – administração papal. Foi um período próspero com um caldeirão de influências.
O programa idealizado pelo maestro romano Rinaldo Alessandrini oferece uma visão pessoal e completa da época, apaixonada e secular, lírica (feita sublime por Sandrine Piau) e orquestral, romântica em todos os sentidos. Rinaldo Alessandrini é uma das principais figuras da cena musical internacional. Sua predileção pelo repertório italiano e sua constante preocupação com as características expressivas próprias do estilo italiano dos séculos XVII e XVIII são os fatores decisivos que orientam sua abordagem musical e suas opções interpretativas, tanto como chefe do Concerto Italiano, de que é o fundador e diretor, como solista e maestro convidado. (ex-internet)
Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759) 01. Overture in B-Flat Major, HWV 336 02. Aci, Galatea e Polifemo, HWV 72 – I. Duetto. Sorge il di-Spunta l’aurora 03. La resurrezione, HWV 47 – Aria. Disserratevi, o porte d’averno 04. Il trionfo del Tempo e del Disinganno, HWV 46a – Pure del cielo, intelligence eterne 05. Il trionfo del Tempo e del Disinganno, HWV 46a – Tu del ciel ministro eletto Antonio Alessandro Boncompagno Stradella, (Itália, 1643 – 1682) 06. Sonata a 8 viole con una tromba in D Major – I. Allegro 07. Sonata a 8 viole con una tromba in D Major – II. Aria 08. Sonata a 8 viole con una tromba in D Major – III. Canzona 09. Sonata a 8 viole con una tromba in D Major – IV. Aria 10. San Giovanni Battista – Sinfonia 11. San Giovanni Battista – Deh, che piu tardi 12. San Giovanni Battista – Queste lagrime, e sospiri Georg Muffat (França, 1653 – Alemanha, 1704) 13. Concerto grosso No. 12 in G Major ‘Propitia sydera’ – V. Ciacona Alessandro Scarlatti (Italy, 1660 – 1725) 14. Su le sponde del tebro, H. 705 – I. Sinfonia 15. Su le sponde del tebro, H. 705 – II. Recitativo. Su le sponde del tebro 16. Su le sponde del tebro, H. 705 – III. Aria. Contentatevi, o fidi pensieri 17. Su le sponde del tebro, H. 705 – IV. Recitativo. Mesto, stanco, e spirante 18. Su le sponde del tebro, H. 705 – V. Aria. Infelici miei lumi 18 de 25 19. Su le sponde del tebro, H. 705 – VI. Aria. Dite almeno, astri crudeli 20. Su le sponde del tebro, H. 705 – VII. Recitativo. All’ aura, al cielo, ai venti 21. Su le sponde del tebro, H. 705 – VIII. Aria. Tralascia Pur Di Piangere Arcangelo Corelli (Itália, 1653-1713) 22. Concerto grosso in D Major, Op. 6 No. 4 – I. Adagio-Allegr 23. Concerto grosso in D Major, Op. 6 No. 4 – II. Adagio 24. Concerto grosso in D Major, Op. 6 No. 4 – III. Vivace 25. Concerto grosso in D Major, Op. 6 No. 4 – IV. Giga. Allegro
Un viaggio a Roma – 2018 Concerto Italiano dir. Rinaldo Alessandrini Sandrine Piau & Sara Mingardo
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“…nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, senão, amor, eu morro”. Neruda
Este é um disco meio amalucado. Uma versão bastante selvagem deste repertório maravilhoso. Quando entra uma nova voz, não pensem que os outros abrem espaço. Parece que todos os integrantes do The Rare Fruits Council estavam brigados quando da gravação. Os violinos são rasgados com verdadeiro ódio. Olha, que gente nervosa! Eu gostei moderadamente. Talvez, se ouvisse mais duas vezes, me apaixonasse. Esse disco é do ano 2000. Depois, Pablo Valetti fundaria o impecável e adorável Café Zimmermann. Mas vale conferir isso aqui, como não?
J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas
Sonata, BWV 527, En Ré Mineur / In D Minor / In d-Moll
1 Andante 4:00
2 Adagio E Dolce 5:07
3 Vivace 3:06
Sonata, BWV 1030, En Sol Mineur / In G Minor / In g-Moll
4 Andante 6:16
5 Largo E Dolce 2:49
6 Presto 1:40
7 Allegro 3:25
Sonata, BWV 1037, En Do Majeur / In C Major / In C-Dur
8 Adagio 3:49
9 Alla Breve 2:54
10 Largo 1:51
11 Gigue – Presto 4:18
Sonata, BWV 1029, En La Mineur / In A Minor / In a-Moll
12 Vivace 5:00
13 Adagio 4:50
14 Allegro 3:28
Sonata, BWV 530, En Sol Majeur / In G Major / In G-Dur
15 Vivace 3:21
16 Lento 6:59
17 Allegro 3:17
Cello – Balázs Máté
Harpsichord – Dirk Boerner*
Organ – Alessandro De Marchi
Viola – Pablo Valetti
Violin – Manfredo Kraemer
Ensemble – The Rare Fruits Council
Selecionando a fascinante música orquestral e para ballet de Rameau, Marc Minkowski cria uma sinfonia imaginária com ritmos de dança irresistíveis, harmonias engenhosas e orquestração inovadora.(do catálogo)
Une Symphonie Imaginaire 01. Ouverture – Zais 02. Scene funebre – Castor et Pollux 03. Air tendre – Les Fetes d’Hebe 04. Tambourines I and II – Dardanus 05. Air tendre pour les Muses – Le Temple de la Gloire 06. Contredanse – Les Boreades 07. Air gracieux – La Naissance d’Osiris 08. Gavottes I and II – Les Boreades 09. Orage – Platee 10. Prelude – Les Boreades 11. La Poule – Six concerts en sextuor 12. Musette – Les Fetes d’Hebe 13. Ritournelle – Hippolyte et Aricie 14. Rigaudons I and II – Nais 15. Danse des Sauvages – Les Indes galantes 16. Entrée de Polymnie – Les Boreades 17. Chaconne – Les Indes galantes
Palhinha: ouça este encantamento:16. Entrée de Polymnie – Les Boreades
PS –Merece destaque o comentário agora feito pelo nosso ouvinte Woody: Tanto quanto eu aprecio os contemporâneos de Rameau como Bach e Haendel, eu ainda sou tão fascinado por este maravilhoso compositor, a quem nós não apenas devemos nossa harmonia, mas também tesouros orquestrais maravilhosos como este álbum, muito obrigado!
Une Symphonie Imaginaire – 2005 Jean-Philippe Rameau Les Musiciens du Louvre dir. Marc Minkowski
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