Joseph Haydn (1832-1809): Os Seis Quartetos, Op. 33 – “Russos”

Joseph Haydn (1832-1809): Os Seis Quartetos, Op. 33 – “Russos”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muitas vezes chamado de “Pai do Quarteto de Cordas” (sem mencionar da sinfonia), foi com este conjunto de 6 Quartetos, Op. 33, que Haydn realmente começou a fazer sua marca única e singular no gênero. O conjunto é frequentemente denominado coletivamente como os quartetos “russos”, já que foram dedicados a um nobre russo. Eles também foram os quartetos que inspiraram Mozart a escrever seus chamados “Quartetos Haydn”, o que não é pouca coisa. O conjunto é especialmente ensolarado; Mesmo o primeiro deles — o único em tom menor — está longe de ser tristinho. Haydn era irremediavelmente feliz. O Quarteto Borodin faz um esplêndido trabalho de destacar a natureza jovial dessas seis obras-primas. Embora o violino ocupe um lugar proeminente nas partituras de Haydn, os “borodinos” não produzem um som que favoreça demais o primeiro violino. Em vez disso, as quatro partes são igualmente robustas e vigorosas, caminhando sempre na direção de uma conversa íntima entre iguais. As interpretações são alegres, um tantinho agressivas aqui e ali, nada romantizadas ou apressadas. A energia, a espontaneidade e a alegria da criação de música resultam em um conjunto que é igualmente alegre de ouvir.

Joseph Haydn (1832-1809): Os Seis Quartetos, Op. 33 – “Russos”

DISCO 01
01. String Quartet in B minor, Op. 33 No. 1 – I Allegro moderato
02. String Quartet in B minor, Op. 33 No. 1 – II Scherzo_ Allegro di molto
03. String Quartet in B minor, Op. 33 No. 1 – III Andante
04. String Quartet in B minor, Op. 33 No. 1 – IV Finale_ Presto

05. String Quartet in E flat major, Op. 33 No. 2 ‘The Joke’ – I Allegro moderato
06. String Quartet in E flat major, Op. 33 No. 2 ‘The Joke’ – II Scherzo_ Allegro
07. String Quartet in E flat major, Op. 33 No. 2 ‘The Joke’ – III Largo
08. String Quartet in E flat major, Op. 33 No. 2 ‘The Joke’ – IV Presto

09. String Quartet in C major, Op. 33 No. 3 ‘The Bird’ – I Allegro moderato
10. String Quartet in C major, Op. 33 No. 3 ‘The Bird’ – II Scherzo_ Allegretto
11. String Quartet in C major, Op. 33 No. 3 ‘The Bird’ – III Adagio ma non troppo
12. String Quartet in C major, Op. 33 No. 3 ‘The Bird’ – IV Finale_ Rondo – Presto

DISCO 02
01. String Quartet in B flat major, Op. 33 No. 4 – I Allegro moderato
02. String Quartet in B flat major, Op. 33 No. 4 – II Scherzo_ Allegretto
03. String Quartet in B flat major, Op. 33 No. 4 – III Largo
04. String Quartet in B flat major, Op. 33 No. 4 – IV Finale_ Presto

05. String Quartet in G major, Op. 33 No. 5 ‘How do you do?’ – I Vivace assai
06. String Quartet in G major, Op. 33 No. 5 ‘How do you do?’ – II Largo e cantabile
07. String Quartet in G major, Op. 33 No. 5 ‘How do you do?’ – III Scherzo_ Allegro
08. String Quartet in G major, Op. 33 No. 5 ‘How do you do?’ – IV Finale_ Allegretto

09. String Quartet in D major, Op. 33 No. 6 – I Vivace assai
10. String Quartet in D major, Op. 33 No. 6 – II Andante
11. String Quartet in D major, Op. 33 No. 6 – III Scherzo_ Allegretto
12. String Quartet in D major, Op. 33 No. 6 – IV Finale_ Allegretto

Borodin Quartet

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Felizes como Haydn
Borodinos, felizes como Haydn

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F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias 100 & 45, ‘Militar’ e ‘Do Adeus’

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias 100 & 45, ‘Militar’ e ‘Do Adeus’

Hermann Scherchen Westminster PWS744 1

Duas extraordinárias sinfonias de Haydn com o não menos extraordinário maestro Hermann Scherchen. Ainda hoje é raro ouvir a Sinfonia Nº 100 com tanta cara de militar do que a que dá nosso HS. Fiquem tranquilos a militar de Haydn não mata. Sua alcunha se deve ao uso de uma abundante percussão alla turca, sobretudo no segundo movimento, ao estilo das marchas militares executadas em campanhas bélicas. Mas aqui é tudo bonito. A gravação foi roubada novamente do grande blog holandês 33 toeren klassiek, especializado em garimpar joias no vasto mar de gravações do passado.

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias 100 & 45, ‘Militar’ e ‘Do Adeus’

Sinfonia Nº 100, Militar   22:42
1  adagio – allegro    6:12
2  allegretto    7:28
3  minuetto: moderato    5:08
4  finale: presto    3:54
Sinfonia Nº 45, Do Adeus   21:53
5  allegro assai    4:15
6  adagio    5:38
7  minuetto: allegretto    3:51
8  presto – adagio    8:09

Orquestra da Ópera de Viena
Hermann Scherchen

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O grande Hermann Scherchen
O grande Hermann Scherchen

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Bach Reimagines Bach: Música para Alaúde de Johann Sebastian Bach

Bach Reimagines Bach: Música para Alaúde de Johann Sebastian Bach

IM-PER-DÍ-VEL !!!

“Então, aqui estão 3 graus de reimaginação para sua apreciação. Meu próprio esforço minimalista, o remodelamento suave dos BWV 1001 e 1006 de Bach com uma linha de baixo e alguns ornamentos e depois a transmutação do BWV 995. Espero que todos tenham prazer em ouvir!”, escreveu o alaudista William Carter.

Sim, eu tive. As transcrições eram uma prática comum na era barroca e Johann Sebastian Bach frequentemente reciclava sua própria música. Este disco de 2017 oferece performances meticulosas da Sonata Nº 1 BWV 1001 e da Partita Nº 3 BWV 1006, ambas adaptadas das versões originais para violino solo, além da Suite No. 5 em C menor, BWV 1011, para violoncelo não acompanhado.

Bach Reimagines Bach: Música para Alaúde de Johann Sebastian Bach

Sonata in G minor, BWV 1001
1 Adagio 3:43
2 Fuga 5:50
3 Siciliana 3:15
4 Presto 4:58

Suite in E major, BWV 1006a
5 Prélude 5:29
6 Loure 4:00
7 Gavotte en Rondeau 3:46
8 Menuett I & II 4:57
9 Bourrée 2:18
10 Gigue 2:53

Suite in G minor, BWV 995
11 Prélude 6:24
12 Allemande 5:46
13 Courante 2:18
14 Sarabande 2:58
15 Gavotte I & II 4:47
16 Gigue 2:56

William Carter, alaúde

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Karl Hofer -- Menina com Alaúde
Karl Hofer — Menina com Alaúde

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G.P. Telemann (1681-1767): Trio Sonatas

G.P. Telemann (1681-1767): Trio Sonatas

Uma joia este disco da cpo. O Parnassi musici, sob a direção do fagotista Sergio Azzolini, leva Telemann com perfeição e elegância. Um conjunto impecável, raro. Os músicos estão tão sintonizados uns com os outros que realmente não há necessidade de mencionar um deles — todos merecem elogios. E é Telemann puro. Em qualquer estilo, sua música tem um caráter inconfundível, sendo clara e leve. Telemann foi um precursor do estilo clássico, já estava conectado ao que viria logo após o barroco. Um disco matinal, luminoso, excelente para começar o dia. 

G.P. Telemann (1681-1767): Trio Sonatas

01. Quartett e-moll für zwei Violinen, Fagott und B. c. TWV 43:e3 – 1. Largo 03:45
02. Quartett e-moll für zwei Violinen, Fagott und B. c. TWV 43:e3 – 2. Presto 01:25
03. Quartett e-moll für zwei Violinen, Fagott und B. c. TWV 43:e3 – 3. Cantabile 02:22
04. Quartett e-moll für zwei Violinen, Fagott und B. c. TWV 43:e3 – 4. Allegro 02:04

05. Trio Nr. 1 G-dur TWV 42:G3 – 1. Dolce 02:10
06. Trio Nr. 1 G-dur TWV 42:G3 – 2. Allegro 01:30
07. Trio Nr. 1 G-dur TWV 42:G3 – 3. Affetuoso 01:46
08. Trio Nr. 1 G-dur TWV 42:G3 – 4. Vivace 02:33

09. Trio Nr. 2 c-moll TWV 42:c1 – 1. Largo 01:36
10. Trio Nr. 2 c-moll TWV 42:c1 – 2. Vivace 01:38
11. Trio Nr. 2 c-moll TWV 42:c1 – 3. Grave 01:31
12. Trio Nr. 2 c-moll TWV 42:c1 – 4. Allegro 02:13

13. Trio Nr. 3 A-dur TWV 42:A2 – 1. Cantabile 01:38
14. Trio Nr. 3 A-dur TWV 42:A2 – 2. Alla breve 01:36
15. Trio Nr. 3 A-dur TWV 42:A2 – 3. Lento 02:12
16. Trio Nr. 3 A-dur TWV 42:A2 – 4. Allegro assai 02:14

17. Sonate B-dur für Violine, Fagott und B. c. TWV 42:B5 – 1. Vivace 02:13
18. Sonate B-dur für Violine, Fagott und B. c. TWV 42:B5 – 2. Siciliana 02:22
19. Sonate B-dur für Violine, Fagott und B. c. TWV 42:B5 – 3. Vivace 01:46

20. Trio Nr. 4 d-moll TWV 42:d2 – 1. Vivace 02:01
21. Trio Nr. 4 d-moll TWV 42:d2 – 2. Largo 02:05
22. Trio Nr. 4 d-moll TWV 42:d2 – 3. Presto 02:25

23. Trio Nr. 5 e-moll TWV 42:e1 – 1. Largo 02:05
24. Trio Nr. 5 e-moll TWV 42:e1 – 2. Allegro 01:36
25. Trio Nr. 5 e-moll TWV 42:e1 – 3. Affetuoso 01:44
26. Trio Nr. 5 e-moll TWV 42:e1 – 4. Vivace 02:43

27. Trio Nr. 6 D-dur TWV 42:D4 – 1. Soave 01:49
28. Trio Nr. 6 D-dur TWV 42:D4 – 2. Allegro 01:17
29. Trio Nr. 6 D-dur TWV 42:D4 – 3. Andante 01:48
30. Trio Nr. 6 D-dur TWV 42:D4 – 4. Vivace 03:04

31. Sonate F-dur für Violine, Fagott und B. c. TWV 42:F1 – 1. Allegro 02:33
32. Sonate F-dur für Violine, Fagott und B. c. TWV 42:F1 – 2. Soave 02:48
33. Sonate F-dur für Violine, Fagott und B. c. TWV 42:F1 – 3. Presto 01:48

Parnassi musici
Sergio Azzolini

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Pois é, o líder do grupo,  Sergio Azzolini, é fagotista
Pois é, o líder do grupo, Sergio Azzolini, é fagotista

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A. Scarlatti (1660-1725) & A. Lotti (1667-1740): Madrigali

A. Scarlatti (1660-1725) & A. Lotti (1667-1740): Madrigali

Mais um bom disco da Harmonia Mundi. Este traz madrigais de dois compostores do barroco italiano, Alessandro Scarlatti e Antonio Lotti. O disco é de 1986 e o tive em vinil. A música de Alessandro Scarlatti é bem conhecida. Ele foi um grande compositor de óperas e suas cantatas de câmara são notáveis. É surpreendente que o principal compositor dos palcos napolitanos também tenha escrito madrigais, em sua época um gênero já antiquado e em franco declínio. Mas eles certamente merecem uma audição, assim como o companheiro Lotti.

A. Scarlatti (1660-1725) & A. Lotti (1667-1740): Madrigali

Antonio Lotti (c.1666-1740)
1 Moralita d’una perla

Alessandro Scarlatti (1660-1725)
2 Sdegno la fiamma estinse
3 O selce, o tigre, o ninfa
4 Internerite voi, lacrime mie
5 Arsi un tempo

Antonio Lotti
6 Inganni dell’unmanita
7 Lamento di tre amanti

Alessandro Scarlatti
8 O morte
9 Mori, mi dici
10 Cor mio, deh non languire

Antonio Lotti
11 La vita caduca

Consort of Musicke [Emma Kirkby (soprano), Evelyn Tubb (soprano), Tessa Bonner (soprano), Deborah Roberts (soprano), Andrew King (tenor), Rufus Muller (tenor), Alan Ewing (bass), Frances Kelly (harp), Christopher Wilson (Chittarrone), Alan Wilson (harpsichord), Anthony Rooley (lute)]

Anthony Rooley, direção

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David Teniers, Macacos
David Teniers, Macacos

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Franz Schubert (1797-1828): Quarteto No 14 “A Morte e a Donzela” D 810 , Quinteto D 956

Franz Schubert (1797-1828): Quarteto No 14 “A Morte e a Donzela” D 810 , Quinteto D 956

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Clica antes aqui, malandro! Depois clica ali embaixo no melhor disco de 2014 na categoria Chamber da revista Gramophone. Ah, pois é, né?

Bom, isso aqui é discoteca básica, né? Quem não conhece essas obras é mulher do padre. Para melhorar, esta gravação foi uma das vencedoras do Prêmio Gramophone de 2014. O Pavel Haas Quartet trouxe suas habilidades a duas obras-primas da música de câmara. A Morte e a Donzela parte de um lied de Schubert que está no segundo movimento do Quarteto. Se a Morte é uma obra-prima, o que dizer do Quintetão? Ele tem uma formação incomum, com dois violoncelos. Foi escrito dois meses antes da morte do compositor. A instrumentação dá-lhe uma sonoridade quase orquestral. O cello excedente foi confiado ao excepcional violoncelista alemão-japonês Danjulo Ishizaka, cujas qualidades foram descritas por Mstislav Rostropovich: “Um fenômeno de capacidade técnica, perfeito em seu poder criativo musical”.

Franz Schubert (1797-1828): Quarteto No 14 “A Morte e a Donzela” D 810 , Quinteto D 956

1. String Quartet No. 14 in D Minor, D. 810, “Death and the Maiden”: I. Allegro 11:32
2. String Quartet No. 14 in D Minor, D. 810, “Death and the Maiden”: II. Andante con motto 13:34
3. String Quartet No. 14 in D Minor, D. 810, “Death and the Maiden”: III. Scherzo – Allegro molto 3:50
4. String Quartet No. 14 in D Minor, D. 810, “Death and the Maiden”: IV. Presto 8:53

1. String Quintet in C Major, Op. 163, D. 956: I. Allegro, ma non troppo 19:56
2. String Quintet in C Major, Op. 163, D. 956: II. Adagio 14:43
3. String Quintet in C Major, Op. 163, D. 956: III. Scherzo. Presto – Trio. Andante sostenuto 9:39
4. String Quintet in C Major, Op. 163, D. 956: IV. Allegretto 9:31

Danjulo Ishizaka, violoncelo no Quintetão
Pavel Haas Quartet

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Esse pessoal do Pavel Haas é bom pacas.
Esse pessoal do Pavel Haas é bom pacas.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas – Gardiner – Vol. 5 de 27

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas – Gardiner – Vol. 5 de 27

FDP Bach está tristíssimo. Seu notebook estragou, o desktop também e o computador do trabalho está bloqueado para diversões, mesmo as mais cultas como as nossas. Mas ele via as reclamações sobre a ausência do Vol. 5 do Gardiner e ficava deprimido. Então, me mandou estes links para que eu postasse com urgência. E eu sou louco de não fazê-lo?

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas – Gardiner – Vol. 5 de 27

Disc: 1
1. Cantata No. 178, ‘Wo Gott der Herr nicht bei uns hält,’ BWV 178 (BC A112): No. 6. Aria. Schweig, schweig nur, taumelnde Vernunft!
2. Cantata No. 178, ‘Wo Gott der Herr nicht bei uns hält,’ BWV 178 (BC A112): No. 7. Choral. Die Feind sind all in deiner Hand
3. Cantata No. 136, ‘Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz,’ BWV 136 (BC A111): No. 1. Coro. Erforsche mich, Gott, und erfahre mei
4. Cantata No. 136, ‘Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz,’ BWV 136 (BC A111): No. 2. Recitativo. Ach, dass der Fluch, so dort di
5. Cantata No. 136, ‘Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz,’ BWV 136 (BC A111): No. 4. Recitativo. Die Himmel selber sind nicht re
6. Cantata No. 136, ‘Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz,’ BWV 136 (BC A111): No. 6. Choral. Dein Blut, der edle Saft
7. Cantata No. 45, ‘Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist,’ BWV 45 (BC A113): Part 1. No. 1. Coro. Es ist dir gesagt, Mensch, was gut i
8. Cantata No. 45, ‘Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist,’ BWV 45 (BC A113): Part 2. No. 4. Arioso. Es werden viele zu mir sagen an je
9. Cantata No. 45, ‘Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist,’ BWV 45 (BC A113): Part 2. No. 5. Aria. Wer Gott bekennt aus wahrem Herzensg
10. Cantata No. 45, ‘Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist,’ BWV 45 (BC A113): Part 2. No. 6. Recitativo. So wird denn Herz und Mund sel
11. Cantata No. 45, ‘Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist,’ BWV 45 (BC A113): Part 2. No. 7. Choral. Gib, dass ich tu mit Fleiß

Disc: 2
1. Cantata No. 46, ‘Schauet doch und sehet,’ BWV 46 (BC A117): No. 1. Coro. Schauet doch und sehet, ob irgendein Schmerz
2. Cantata No. 46, ‘Schauet doch und sehet,’ BWV 46 (BC A117): No. 3. Aria. Dein Wetter zog sich auf von weiten
3. Cantata No. 46, ‘Schauet doch und sehet,’ BWV 46 (BC A117): No. 5. Aria. Doch Jesus will auch bei der Strafe
4. Cantata No. 46, ‘Schauet doch und sehet,’ BWV 46 (BC A117): No. 6. Choral. O großer Gott von Treu
5. Cantata No. 101, ‘Nimm von uns, Herr, du treuer Gott,’ BWV 101 (BC A118): No. 1. Coro. Nimm von uns, Herr, du treuer Gott
6. Cantata No. 101, ‘Nimm von uns, Herr, du treuer Gott,’ BWV 101 (BC A118): No. 2. Aria. Handle nicht nach deinen Rechten
7. Cantata No. 101, ‘Nimm von uns, Herr, du treuer Gott,’ BWV 101 (BC A118): No. 3. Recitativo e Choral. Ach! Herr Gott, durch die Treue
8. Cantata No. 101, ‘Nimm von uns, Herr, du treuer Gott,’ BWV 101 (BC A118): No. 4. Aria. Warum willst du so zornig sein?
9. Cantata No. 101, ‘Nimm von uns, Herr, du treuer Gott,’ BWV 101 (BC A118): No. 6. Aria (Duetto). Gedenk an Jesu bittern Tod!
10. Cantata No. 101, ‘Nimm von uns, Herr, du treuer Gott,’ BWV 101 (BC A118): No. 7. Choral. Leit uns mit deiner rechten Hand
11. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 1. No. 1. Coro. Herr, deine Augen sehen nach dem
12. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 1. No. 2. Recitativo. Wo ist das Ebenbild, das G
13. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 1. No. 3. Aria. Weh der Seele, die den Schaden
14. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 1. No. 4. Arioso. Verachtest du den Reichtum sei
15. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 2. No. 5. Aria. Erschrecke doch, du allzu sichre
16. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 2. No. 6. Recitativo. Beim Warten ist Gefahr
17. Cantata No. 102, ‘Herr, deine Augen sehen nach dem Glauben,’ BWV 102 (BC A119): Part 2. No. 7. Choral. Heut lebst du, heut bekehre di

VOLUME 5 A – BAIXE AQUI – DOWNLOAD VOL 5A HERE
VOLUME 5 B – BAIXE AQUI – DOWNLOAD VOL 5B HERE

Vocês notaram a beleza das capas das Cantatas do Gardiner?
Vocês notaram a beleza das capas das Cantatas do Gardiner?

PQP, with a little help from FDP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Oferenda Musical, BWV 1079

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Oferenda Musical, BWV 1079

Um bom jantar pode ser estragado por um mau café, assim como podemos esquecer um repasto insosso em razão de um bom café colombiano. É no intento de fazer esquecer aquela péssima versão patchy daquela Oferenda Musical tanque-de-guerra, regida por Karl Richter, que coloco este excelente café servido pelos irmãos Kuijken com o importante auxílio de Robert Kohnen. Pois, apesar de Bach não ter estabelecido em que instrumentos a Oferenda deva ser tocada, trata-se indiscutivelmente de música de câmara. Quatro pessoas é o número mínimo e bom para interpretar a sacanagem de Frederico II, muitíssimo bem descrita no delicioso livro Uma Noite no Palácio da Razão, de James R. Gaines (Record, 334 páginas).

Uma Noite conta a vida de Frederico e de Bach antes e depois de seu único encontro de uma noite. Durante a reunião, Bach foi desafiado a improvisar sobre um tema escrito por Frederico — mas que provavelmente era de autoria de um dos muitos compositores da corte. O tema era dificílimo, uma evidente sacanagem, porém Bach improvisou uma fuga a três vozes sobre o mesmo. Diante da admiração incontida dos ouvintes, Frederico, um notório sádico, propôs uma fuga a seis vozes. Agastado, Bach respondeu-lhe que era impossível fazê-lo assim de improviso. Ficou furioso com a derrota, porém, duas semanas depois, enviou a Frederico uma partitura com a fuga a três vozes, outra a seis, acompanhadas de diversos cânones e de uma sonata-trio, totalizando treze movimentos cuja ordem correta, se há, é até hoje um desafio para os musicólogos. Ou seja, enviou-lhe a chamada Oferenda Musical (Das Musikalische Opfer), uma das mais importantes composições de todos os tempos. Frederico não deu a menor importância, o jogo já tinha sido jogado. E não mandou nenhuma nota de agradecimento ao “Velho Bach”.

Gaines poderia ter escrito uma narrativa curta, porém faz um longo, documentado e por vezes cômico relato da vida de seus dois personagens. Recomendo tudo. O livro e esta gravação que ora apresento. É assim que deve ser: música de câmara.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Oferenda Musical, BWV 1079

01 – Ricercar a 3
02 – Canon perpetuus super Thema Regium
03 – Canones diversi sopra Thema Regium – Canon a 2, cancrizans
04 – Canones diversi sopra Thema Regium – Canon a 2, Violin- in Unisono
05 – Canones diversi sopra Thema Regium – Canon a 2, per Motum contrarium
06 – Canones diversi sopra Thema Regium – Canon a 2, per Augmentationem, contrario Motu
07 – Canones diversi sopra Thema Regium – Canon a 2, per Tonos
08 – Fuga canonica in Epidiapente
09 – Ricercar a 6
10 – Quaerendo invenietis – Canon a 2
11 – Quaerendo invenietis – Canon a 4
12 – Sonata sopr’ il Sogetto Reale a Traversa, Violino e Continuo – I. Largo
13 – Sonata sopr’ il Sogetto Reale a Traversa, Violino e Continuo – II. Allegro
14 – Sonata sopr’ il Sogetto Reale a Traversa, Violino e Continuo – III. Andante
15 – Sonata sopr’ il Sogetto Reale a Traversa, Violino e Continuo – IV. Allegro
16 – Canon perpetuus (a Traversa, Violino e Continuo)

Barthold Kuijken, transverse flute
Sigiswald Kuijken, violin
Wieland Kuijken, viola da gamba
Robert Kohnen, harpsichord

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Sigiswald, Wieland and Barthold Kuijken
Sigiswald, Wieland and Barthold Kuijken há 2000 anos atrás

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J. S. Bach (1685-1750): Árias de Bach com Magdalena Kožená

ncb12aÁrias de Bach
Magdalena Kožená
Com instrumentos de época – On authentic instruments

REPOSTAGEM

Magdalena Kožená é belíssima, é mulher de Simon Rattle, tem uma voz maravilhosa, canta incrivelmente, é gostosa, é tudo. Neste CD, ela canta mais uma coletânea de árias de Bach. E que árias! A faixa 4 é “Erbarme dich”, talvez uma das melhores árias da Paixão segundo São Mateus. A faixa 2 é das Cantatas Profanas e é tocada dedilhada ao piano delicadamente pela mulher de Charlie Parker numa das cenas mais dilacerantes de Bird, lembram? A faixa 5, puxa vida. A décima faixa…  O resto é super bem escolhido e quem sabe sejam árias até melhores das que citei… imaginem que o CD começa com uma do Magnificat e fecha com uma da Missa em Si Menor! Então, se a mulher é boa, canta pra cacete, o que você está esperando para ouvir?

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Palhinha: ouça 10. Cantata No.30 “Freue dich, erlöste Schar”, BWV 30


(Sobre o vídeo acima: na época, era proibido que as mulheres cantassem em igrejas.)

Árias de Bach com Magdalena Kožená

1. Magnificat in D Major, BWV 243 – Aria: “Et exsultavit spiritus meus” (soprano II)
2. Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, Cantata BWV 208 – Aria: Schafe können sicher weiden
3. Ich bin vergnügt mit meinem Glücke Cantata, BWV 84 – 3. Aria: Ich esse mit Freuden mein weniges Brot
4. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.39 Aria (Alto): “Erbarme dich”
5. Cantata, BWV 198 “Laß Fürstin, laß noch einen Strahl” – 5. Aria: “Wie starb die Heldin so vergnügt”
6. Cantata, BWV 198 “Laß Fürstin, laß noch einen Strahl” – 3. Verstummt, ihr holden Saiten
7. Cantata No.34 “O ewiges Feuer, O Ursprung der Liebe”, BWV34 – 3. Aria: “Wohl euch, ihr auserwählten Seelen”
8. Cantata: “Wer mich liebet, der wird mein Wort halten” BWV 74 – 2. Aria: Komm, mein Herze steht dir offen
9. St. John Passion, BWV 245 / Part Two – No.35 Aria (soprano): ” Zerfließe, mein Herz ”
10. Cantata No.30 “Freue dich, erlöste Schar”, BWV 30 – 5. Aria: Kommt, ihr angefocht’nen Sünder
11. Mass in B minor, BWV 232 / Gloria – Laudamus te

Bach • Arias – 1997
Magdalena Kožená
Musica Florea. Director: Marek Štryncl

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XLD Rip | Flac | 224,9 MB | com encarte

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MP3 | 121,0 MB | com encarte

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54,2 min

Boa audição.

Texto: PQP
Lay-out e repostagem: Avicenna

Domenico Scarlatti (1685-1757): Lettere amorose – Cantatas, Sonatas & Operatic Duets

Domenico Scarlatti (1685-1757): Lettere amorose – Cantatas, Sonatas & Operatic Duets

Um bom disco que alterna Sonatas de Scarlatti e árias “amorosas”, chamadas aqui de Cartas de Amor. As cantoras são esplêndidas. Filho do também músico e compositor Alessandro Scarlatti, o qual é superior ao filho, suas maiores contribuições para a música foram suas sonatas para teclado em um único movimento, em que empreendeu abordagens harmônicas bastante inovadoras, apesar de ter composto também obras para orquestra e voz. Embora tenha vivido no período que corresponde ao auge da música barroca europeia, suas composições, mais leves e homofônicas, têm estilo mais próximo daquele do início do período clássico.

Domenico Scarlatti (1685-1757): Lettere amorose – Cantatas, Sonatas & Operatic Duets

1. Recitativo: Piangete, Occhi Dolenti
2. Aria: Sono Amante
3. Recitativo Accompagnato: Lumi, Non Piu
4. Aria: Messaggier Di Questo Foglio
5. Sonata In A Major K 208: Andante E Cantabile
6. Sonata In A Minor K 532: Allegro
7. Recitativo: Tinte A Note Di Sangue
8. Aria: Tuo Mi Chiami
9. Recitativo: Almen, Se D’altro Amante
10. Aria: Se Mi Dirai
11. Sonata In F Minor, K 466: Andante Moderato
12. Sonata In B Flat Major, K 248: Allegro
13. Sonata In E Flat Major, K 508: Allegro
14. Recitativo: Scritte Con Falso Inganno
15. Aria: Che Vuol Dir
16. Recitativo Accompagnato: Dimmi, Lingua Bugiarda
17. Aria: Vorresti, Si, Vorresti
18. Sonata In D Major, K 511: Allegro
19. Sonata In D Major K 492: Presto
20. Sonata In G Major, K 412: Allegro
21. Sonata In G Major, K 521: Allegro
22. Duetto: Se L’alma Non T’adora
23. Recitativo: Addio, Consorte Amato
24. Duetto: Empia Man Ci Divide

Anna Bonitatibus
Patrizia Ciofi
Il Complesso Barocco
Alan Curtis

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Teve escarlatina / Ou tem febre amarela / Só a bailarina que não tem
Teve escarlatina / Ou tem febre amarela / Só a bailarina que não tem

PQP

.:interlúdio:. John Surman – Selected Recordings (1976-1999) – Rarum, Vol. 13

.:interlúdio:. John Surman – Selected Recordings (1976-1999) – Rarum, Vol. 13

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Coletâneas são desiguais, mas têm a vantagem de nos darem uma visão bastante clara das diversas vertentes de um artista, se ele as tiver, claro. Algumas das faixas abaixo já foram divulgadas no PQP, casos de Edges Of Illusion e Gone to the dogs, mas há outras extraordinárias, que me fazem desejar conhecer inteiramente os álbuns de onde saíram. Esta coletânea é uma espécie de isca. E eu a fisguei e estou bem feliz de ser puxado pelo anzol de Surman. A qualidade do som dos saxes e clarinetes do inglês é inacreditável.

John Surman – Selected Recordings (1976-1999)

1 Druid’s Circle
2 Number Six
3 Portrait of a Romantic
4 Ogeda
5 The Returning Exile
6 Edges Of Illusion
7 The Buccaneers
8 The Snooper
9 Mountainscape VIII
10 Figfoot
11 Piperspool
12 Gone To The Dogs
13 Stone Flower

John Surman – Soprano Saxophone, baritone saxophone, bass clarinet, recorder, synthesizer, keyboard
John Abercrombie – guitar
Paul Bley – piano
Gary Peacock – double-bass
Barre Phillips – double-bass
Chris Pyne – trombone
Terje Rypdal – guitar

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Vá ter som bom aqui no PQP!
Vá ter som bom aqui no PQP!

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical · BWV 1079 “Musikalisches Opfer / Offrande Musicale / Sacrificio Musicale / Musical Offering”

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical · BWV 1079 “Musikalisches Opfer / Offrande Musicale / Sacrificio Musicale / Musical Offering”

bach richter opfer sinfonias

Eu amava Karl Richter na minha adolescência. Ele era meu ídolo, era o mensageiro de Bach que vinha me curar da hipobachemia juvenil. Mas hoje… Se ainda dá para ouvir esta Oferenda Musical, as Sinfonias das Cantatas presentes neste disco são um horror. A música historicamente informada não deixou pedra sobre pedra para estas gravações com dezenas de violinos modernos vibratando em nossa alma. Faça o seguinte: ouça esta versão da Oferenda e depois fuja para as montanhas. Ou para os braços de alguém historicamente informado!

A Oferenda Musical · BWV 1079 “Musikalisches Opfer c-moll / Offrande Musicale / Sacrificio Musicale / Musical Offering”

1 Ricercare (A 3) 5:14
2 Canon Perpetuus Super Thema Regium 0:31
Canones Diversi Super Thema Regium
3 Canon A 2 0:52
4 Canon A 2. Violini In Unisono 0:37
5 Canon A 2. Per Motum Contrarium 0:28
6 Canon A 2. Per Augmentationen, Ccontrario Motu 2:02
7 Canon A 2. (Per Tonos) 2:27
8 Fuga Canonica In Epidipente 1:51
9 Ricercare A 6 6:37
Canon A 2. (Quaerendo Invenietis)
10 Fassung A 1:01
11 Fassung B 1:04
12 Canon A 4 2:19
Trio Sonata
13 Largo 7:10
14 Allegro 6:15
15 Andante 2:54
16 Allegro 3:01
17 Canone Perpetuo 1:24

18 Sinfonia da Cantata BWV 4
19 Sinfonia da Cantata BWV 12
20 Sinfonia da Cantata BWV 21
21 Sinfonia da Cantata BWV 106
22 Sinfonia da Cantata BWV 182

Violin – Otto Büchner, Kurt Guntner
Viola – Siegfried Meinecke
Cello – Fritz Kiskalt
Recorder – Aurèle Nicolet
Harpsichord – Hedwig Bilgram
Orchestra – Münchener Bach-Orchester
Conductor – Karl Richter

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Richter refletindo sobre quantos milhões de violinistas colocará em seu Bach
Richter refletindo sobre quantos milhões de violinistas colocará em seu Bach

PQP

Schumann & Brahms: Quintetos para Piano

Schumann & Brahms: Quintetos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Caro PQP.

Gostaria de compartilhar um pouco da minha relação com o PQP Bach.

Conheci o blog em 2009 e desde lá tenho sido um frequentador constante.

O trabalho de vocês é maravilhoso.

Conheci o blog através de um amigo. Inclusive tem uma historia curiosa com esse cara (o nome dele é José). O Zé é um cara legal, piadista. Aliás ele nunca perde a piada. Um dia comentei com ele que Bach era um pródigo consumidor de cerveja (que até fazia a sua em casa), o Zé então responde “Será que ele gostava de Brahms?”.

Eu gosto de Bach, cerveja e Brahms. Não necessariamente nessa ordem. Enfim, achei a piadinha engraçada, mas Bach provavelmente gostaria de Brahms se tivesse a oportunidade de ouvi-lo, acho que o Pai entenderia o romanticismo de Brahms completamente.

Bom, tudo isso pra agradecer verdadeiramente pelo Quinteto postado recentemente.

Tenho me identificado muitíssimo com o Op. 34 nos últimos meses. Tenho a impressão de que esse quinteto é como uma sala ampla e rica, cada dia tenho a oportunidade de apreciar um aspecto dela, e nessa sala as cordas e o piano preenchem os espaços de maneira bela, visceral muitas vezes, emotiva, triste, eufórica, alegre, de forma rica acima de tudo.

Incrível como essa obra se mantém moderna depois de mais de século.

Tenho a gravação do Kodály, que é minha preferida. Comprei esse CD em uma barraquinha de discos que havia no Instituto de Artes da Unicamp, isso há mais de 10 anos atrás. E só agora posso dizer que realmente desfrutei (ou apreciei por completo) a dimensão dessa obra.

Ficaria muito feliz de poder compartilha-lá contigo. Se tiver interesse me avise que posso mandar o arquivo de alguma forma. Ou talvez você até já tenha a gravação (não recordo de tê-la visto pelo blog.

Abraços desde Cambridge na Inglaterra.

PS: Existe uma grande comunidade gaúcha em Cambridge. Tenho vários amigos brasileiros provenientes do Sul. Cambridge nunca viu tanto churrasco desde que aqui chegamos, o assado não para nem durante o inverno (fato que os europeus acham extremamente peculiar, já que eles não estão acostumados ao “BBQ” que não seja no verão).

Como veem, este é um maravilhoso presente que nos foi enviado por um pequepiano. Agradecemos muitíssimo e esperamos que muita gente faça o mesmo!

Não é apenas em razão de Ingmar Bergman e de seu Fanny e Alexander, mas amo profundamente o Quinteto Op. 44 de Schumann, para mim uma das obras mais belas já escritas e com um centro dramático absolutamente perfeito, seu segundo movimento. Peço desculpas a meu amigo, mas sempre achei que o Op. 34 de Brahms é uma obra que está na segunda linha da música de câmara do imenso Brahms, ao lado de alguns quartetos de cordas. Devo estar errado. Ou talvez meu pai o ouvisse demais em casa durante minha infância e acabei enchendo. Mas gosto do início do movimento final (Poco sostenuto e Allegro non troppo) e de outras coisas “bem Brahms” jogadas no Quinteto. O Quarteto Kodály, que existe em várias formações desde 1966, sempre mantendo-se no Olimpo, é uma das preferências absolutas deste comentarista que consegue reconhecer seu som em poucos compassos.

Schumann & Brahms: Quintetos para Piano

Schumann: Piano Quintet in E flat major, Op. 44
1 I. Allegro brillante 9:06
2 II. In modo d’una marcia. Un poco largamente 8:06
3 III. Scherzo: Molto vivace – Trio I – Trio II – L’istesso tempo 4:44
4 IV. Allegro, ma non troppo 7:05

Brahms: Piano Quintet in F minor, Op. 34
5 I. Allegro non troppo 11:03
6 II. Andante, un poco adagio 8:19
7 III. Scherzo: Allegro – Trio 7:17
8 IV. Finale: Poco sostenuto – Allegro non Troppo – Presto, non troppo 10:34

Jeno Jando, piano
Kodaly Quartet

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O Kodály hoje.
O Kodály hoje.

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 e 9

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 e 9

Este grande CD tem a regência do saudoso veneziano Giuseppe Sinopoli. Sua surpreendente morte, aos 54 anos, ocorreu enquanto conduzia a ópera Aida, de Giuseppe Verdi, na Ópera Alemã de Berlim. Muito triste, muito digno. Sua versão para a Nona de Schubert — uma das melhores sinfonias compostas em todos os tempos — é uma grande referência. Passei três dias ouvindo exclusivamente este disco maravilhoso. Devo ter ouvido umas sete vezes. Achei que vocês poderiam fazer o mesmo.

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 e 9

Symphony No.8 in B minor, D 759 “Unfinished”
1. Sym no.8 in b, D 759 ‘Unfinished’: 1. Allegro moderato
2. Sym no.8 in b, D 759 ‘Unfinished’: 2. Andante con moto

Symphony No.9 in C major, D 944 “The Great”
3. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 1. Andante-Allegro ma non troppo
4. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 2. Andante con moto
5. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 3. Scherzo. Allegro vivace-Trio
6. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 4. Allegro vivace

Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli

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Giuseppe Sinipoli (1946-2001)
Giuseppe Sinipoli (1946-2001)

PQP

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 4, 5 e 6 de 21)

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 4, 5 e 6 de 21)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Comentar alguma coisa? Mas para quê?

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 4, 5 e 6 de 21)

CD 4: Johann Sebastian Bach

Goldberg Variations (Aria with Diverse Variations), BWV 988
01. I Aria
02. II Variation 1
03. III Variation 2
04. IV Variation 3 (Canone All’ Unisono)
05. V Variation 4
06. VI Variation 5
07. VII Variation 6 (Canone Alla Seconda)
08. VIII Variation 7 (Al tempo Di Giga)
09. IX Variation 8
10. X Variation 9 (Canone Alla Terza)
11. XI Variation 10 (Fughetta)
12. XII Variation 11
13. XIII Variation 12 (Canone Alla Quarta)
14. XIV Variation 13
15. XV Variation 14
16. XVI Variation 15 (Canone Alla Quinta)
17. XVII Variation 16 (Ouverture)
18. XVIII Variation 17
19. XIX Variation 18 (Canone Alla Sesta)
20. XX Variation 19
21. XXI Variation 20
22. XXII Variation 21 Ccanone Alla Settima)
23. XXIII Variation 22 (Alla Breve)
24. XXIV Variation 23
25. XXV Variation 24 (Canone All’ Ottava)
26. XXVI Variation 25 (Adagio)
27. XXVII Variation 26
28. XXVIII Variation 27 (Canone Alla Nona)
29. XXIX Variation 28
30. XXX Variation 29
31. XXXI Variation 30 (Quodlibet)
32. XXXII Aria Da Capo

Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 5: Johann Sebastian Bach

Chromatic Fantasia & Fugue In D Minor, BWV 903
01. I Fantasia
02. II Recitativo
03. III Fuga

Sonata In D Minor, BWV 964
04. I Adagio
05. II Fuga: Allegro
06. III Andante
07. Allegro

Toccata In G Major, BWV 916
08. I [Presto]
09. II Adagio
10. III Allegro

Suite In E Minor, BWV 996
11. I Praeludio: Passagio- Presto
12. II Allemande
13. III Courante
14. IV Sarabande
15. V Bourree
16. VI Gigue

Sonata In G Major
17. I Adagio, BWV 968
18. II Fuga: Alla Breve
19. III Largo
20. IV Allegro Assai

(II-IV Reconstructed By Leonhardt After Sonata For Violin, BWV 1005)
Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 6: Johann Sebastian Bach

Violin Sonata No. 1 In B Minor, BWV 1014
01. I Adagio
02. II Allegro
03. III Andante
04. IV Allegro

Violin Sonata No. 2 In A Major, BWV 1015
05. I [Dolce]
06. II Allegro Assai
07. III Andante Un Poco
08. IV Presto

Violin Sonata No. 3 In E Major, BWV 1016
09. I Adagio
10. II Allegro
11. III Adagio Ma Non Tanto
12. IV Allegro

Lars Fryden, violin
Gustav Leonhardt, harpsichord

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87 (Donohoe)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87 (Donohoe)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Já tínhamos apresentado o excelente pianista Peter Donohoe nesta incrível gravação dos Concertos para Piano de Bartók, agora ele retorna ao PQP com novo e bom trabalho. Acho que Donohoe fica abaixo de Konstantin Scherbakov e Tatiana Nicolayeva, mas não muito. Diria que Donohoe dá uma perspectiva mais ocidental deste monumento de Shostakovich que, quando vai para um recital, exige dois dias. Aqui, Donohoe começa uma nova série de lançamentos de Shostakovich no Signum Classics com os 24 Prelúdios e Fugas de Shostakovich, op. 87. Todos os 24 dos prelúdios e fugas foram compostos dentro de vários meses, depois de Shostakovich foi inspirado pela performance de Tatiana Nicolayeva, que ele ouviu como jurista para o Concurso Bach de Leipzig Bach em 1951. Embora sem dúvida inspirado por Bach na forma e no contraponto, as composições de Shostakovich são todas profundamente originais e enraizadas em seu próprio estilo enigmático e ambíguo, passando de uma simplicidade encantadora a um virtuosismo deslumbrante.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87

DISCO 01
01. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 1 in C Major “Moderato”
02. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 1 in C Major “Moderato”
03. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 2 in A Minor “Allegro”
04. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 2 in A Minor “Allegretto”
05. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 3 in G Major “Moderato non troppo”
06. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 3 in G Major “Allegro molto”
07. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 4 in E Minor “Andante”
08. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 4 in E Minor “Adagio”
09. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 5 in D Major “Allegretto”
10. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 5 in D Major “Allegretto”
11. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 6 in B Minor “Allegretto”
12. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 6 in B Minor “Allegro poco moderato”
13. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 7 in A Major “Allegro poco moderato”
14. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 7 in A Major “Allegretto”
15. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 8 in F-Sharp Minor “Allegretto”
16. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 8 in F-Sharp Minor “Andante”
17. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 9 in E Major “Moderato non troppo”
18. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 9 in E Major “Allegro”
19. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 10 in C-Sharp Minor “Allegro”
20. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 10 in C-Sharp Minor “Moderato”
21. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 11 in B Major “Allegro”
22. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 11 in B Major “Allegro”
23. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 12 in G-Sharp Minor “Andante”
24. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 12 in G-Sharp Minor “Allegro”
25. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 13 in F-Sharp Major “Moderato con moto”
26. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 13 in F-Sharp Major “Adagio”

DISCO 02
01. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 14 in E-Flat Minor “Adagio”
02. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 14 in E-Flat Minor “Allegro non troppo”
03. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 15 in D-Flat Major “Moderato non troppo”
04. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 15 in D-Flat Major “Allegretto”
05. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 16 in B-Flat Minor “Allegro molto”
06. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 16 in B-Flat Major “Andante”
07. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 17 in A-Flat Major “Allegretto”
08. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 17 in A-Flat Major “Allegretto”
09. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 18 in F Minor “Moderato”
10. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 18 in F Minor “Moderato con moto”
11. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 19 in E-Flat Major “Allegretto”
12. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 19 in E-Flat Major “Moderato con moto”
13. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 20 in C Minor “Adagio”
14. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 20 in C Minor “Moderato”
15. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 21 in B-Flat Major “Allegro”
16. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 21 in B-Flat Major “Allegro non troppo”
17. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 22 in G Minor “Moderato non troppo”
18. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 22 in G Minor “Moderato”
19. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 23 in F Major “Adagio”
20. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 23 in F Major “Moderato con moto”
21. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 24 in D Minor “Andante”
22. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 24 in D Minor “Moderato”

Peter Donohoe, piano

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Shostakovich no início dos anos 50
Shostakovich no início dos anos 50

PQP

Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais

Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Concerto para Violino foi umas das últimas — e melhores — obras escritas por Alban Berg. Composto entre a primavera e o verão de 1935, o concerto resultou de uma encomenda do então jovem violinista americano Louis Krasner. Nessa época, a ascensão do nazismo limitou a carreira de muitos músicos de ascendência judaica, entre os quais Alban Berg. Vivendo um período de dificuldades financeiras, o compositor aceitou a encomenda. Pouco tempo após a aceitação, Berg recebeu a notícia da morte de Manon Gropius, filha do arquiteto Walter Gropius e de Alma Mahler. Manon faleceu aos 18 anos, vítima de poliomielite. O Concerto para Violino transformou-se então num tributo à memória da adolescente e também em um réquiem para si mesmo, que morreria logo depois de compô-lo. Berg criou um concerto programático de grande intensidade expressiva. A obra foi estreada em Barcelona, a 19 de Abril de 1936, pela Orquestra Pablo Casals sob a direção de Hermann Scherchen e contando com Krasner como solista.

Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais

Violin Concerto, To The Memory Of An Angel
1. Andante – Allegretto 11:51
2. Allegro – Adagio 16:32

Three Orchestral Pieces, Op. 6
1. Präludium 4:13
2. Reigen 5:37
3. Marsch 8:36

Gidon Kremer, violino
Symphonie-Orchester Des Bayerischen Rundfunks
Sir Colin Davis

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Alban Berg posando para os pequepianos
Alban Berg posando para os pequepianos

PQP

.: intermezzo :. Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations

.: intermezzo :. Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As tais Variações sobre Campos Asiáticos marca a primeira vez que o clarinetista Louis Sclavis, o violinista Dominique Pifarély eo violoncelista Vincent Courtois gravaram como um trio. Sclavis convocou o projeto, mas o grupo é democrático: “Eu propus que fizéssemos um coletivo real, e cada um de nós compôs para o programa.” O “novo grupo” tem bastante pré -história: Sclavis e Pifarély têm tocado juntos em diversos contextos há 35 anos, Sclavis e Courtois há 20 anos, mas eles efetivamente mantêm a capacidade de surpreender uns aos outros como improvisadores. “Estamos redesenhando nossa forma de interagir e estamos continuamente trazendo novas coisas para o projeto”. O álbum tem produção de Manfred Eicher.

Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations

1.MONT MYON (Louis Sclavis) 07:59
2.DONE AND DONE (Vincent Courtois) 02:01
3.PENSÉE FURTIVE (Louis Sclavis) 01:11
4.FIGURE ABSENTE (Dominique Pifarély) 02:57
5.ASIAN FIELDS (Louis Sclavis) 06:48
6.DIGRESSION (Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois) 01:25
7.FIFTEEN WEEKS (Vincent Courtois) 04:36
8.LES NUITS (Vincent Courtois) 02:47
9.CÈDRE (Louis Sclavis) 06:59
10.SOUS LE MASQUE (Dominique Pifarély) 03:30
11.LA CARRIÈRE (Louis Sclavis) 05:17

Louis Sclavis, clarinets
Dominique Pifarély, violin
Vincent Courtois, violoncello

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O trio: Louis Sclavis, Dominique Pifarély e Vincent Courtois
O trio: Louis Sclavis, Dominique Pifarély e Vincent Courtois

PQP

Para regozijo dos visitantes do blog, PQP Bach estará no StudioClio a cada duas semanas falando sobre música

Há um bando de loucos que gosta de me ouvir falar ou escrever sobre música. Bem, tem gosto para tudo. Isto foi lentamente se acentuando após o nascimento do PQP Bach, lá no longínquo ano de 2006. Pois agora, a cada duas semanas, estarei no StudioClio, em Porto Alegre, na série de palestras Almoço Clio Musical. Abordarei sobre obras fundamentais da música erudita, algo como “o imprescindível em música”, devidamente contextualizadas e com o apoio de vídeos que apresentarão trechos ou obras completas.

Durante cada palestra, haverá a apresentação didática de fundamentos, explicações sobre a terminologia, comentários sobre a estrutura da obra, instrumentação, gênero e estilo. A função começa dia 23 de maio, às 12h20, com os Concertos de Brandenburgo, de J. S. Bach. Acho que vou apresentar 4 dos 6 concertos, com comentários sobre o autor e os concertos, na verdade chamados originalmente de Concertos para Diversos Instrumentos.

O tom será o habitual, bem-humorado e procurando utilizar as curiosidades que cercam cada obra. Afinal minha ideologia é a de que a arte é filha da criatividade, da habilidade, do conhecimento, da inteligência e do artifício. E todos estes itens guardam parentesco maior com a alegria do que com a sisudez.

Bruckner (1824-1896): Symphony No. 3 / Wagner (1813-1883): Tannhauser Overture (Nelsons, Gewandhausorchester)

Bruckner (1824-1896): Symphony No. 3 / Wagner (1813-1883): Tannhauser Overture (Nelsons, Gewandhausorchester)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande PQP, tudo bem? Tenho um presentinho pra você: o novo disco onde minha esposa toca: Gewandhaus, Andris Nelsons, Bruckner 3 + Abertura Tannhäuser. Foi gravado ao vivo em junho, acabou de sair pela Deutsche Grammophon. Curioso para ouvir suas impressões depois. Abraços pra você e pra X! Ouvi hoje com a Y., soa muito bem… Eu vi um dos concertos na época (em junho/16). Eles gravaram o ensaio geral e os dois concertos. Tempos depois teve um dia para gravar pequenas passagens (por exemplo, por causa de uma tosse). Anteontem vi ele regendo a Quarta do Bruckner. Maravilhoso, cheio de detalhes, mas com uma paisagem bem definida… A Y. conta que com ele nunca é igual. Ele sempre faz algumas coisas inesperadas, o que exige um nível alto de atenção. Acho que essa é uma das razões pelas quais ele é sempre muito querido pelos músicos que rege. Sexta por exemplo teve uns pianíssimos que meu deus do céu.

Z.

Puxa vida, meu caro, muito obrigado pelo belo presente! Fico comovido. “Nosso Homem em Leipzig” é demais, não? Vi Nelsons em janeiro com a Philharmonia Orchestra em Londres na 9ª de Bruckner e num Concerto de Mozart com Paul Lewis… Realmente, é um sujeito magnético, todos os olhos grudam nele, que rege sorrindo e incentivando, muitas vezes somente com o braço direito, apoiando-se no esquerdo. É de uma exatidão no gesto que acho difícil que alguém erre, ainda com a qualidade de músicos que ele conduz, caso certamente da mulher de meu amigo.

O que dizer desta gravação ao vivo? Sem exagero, não lembro de melhor interpretação da 3ª de Bruckner. Perfeito senso de estilo e condução. E que orquestra! Em 1873, Bruckner enviou as partituras de sua segunda e terceira sinfonias para Wagner, pedindo-lhe para escolher uma a fim dedicá-la a ele. Diz a lenda que Bruckner visitou Wagner para perguntar-lhe qual tinha sido a escolhida, mas, depois de tanta cerveja, Bruckner não conseguia lembrar qual tinha sido. Então, enviou um bilhete a Wagner perguntando “A terceira, onde o trompete começa a melodia?”. Wagner respondeu: “Sim.”. Desde então, Wagner se referiu a ele como “Bruckner do trompete”. Na dedicatória, Bruckner refere-se a Wagner como “o mundialmente famoso, inatingível e nobre professor de poesia e de música.”

A estreia da sinfonia aconteceu em Viena em 1877, regida por Bruckner. O concerto foi um desastre absoluto. Embora tenha sido um bom diretor do corais, Bruckner era um mau maestro. O público vienense, que já não gostava muito de suas sinfonias, foi saindo aos poucos, em meio à execução da sinfonia. Dizem que até mesmo um membro da orquestra deixou o palco. Apenas alguns fiéis, como o jovem Gustav Mahler, ficaram. Isto deixou Bruckner maluco. Ele passou a revisar e revisar e revisar para melhorar a obra, coisa que, aliás, fazia sempre. Mas o problema era sua condução. A música é uma obra-prima. Confiram.

MUITO OBRIGADO, Z. !!!

Bruckner: Symphony No.3 In D Minor, WAB 103 – 1888/89 Version, Edition: Leopold Nowak
1 – 1. Mehr langsam. Misterioso (Live) 23:49
2 – 2. Adagio, bewegt, quasi Andante (Live) 16:42
3 – 3. Ziemlich schnell – Trio (Live) 7:02
4 – 4. Allegro (Live) 13:08

5 Wagner: Tannhäuser, WWV 70 – Overture (Live) 15:11

Gewandhausorchester Leipzig
Andris Nelsons

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Silhuetas de Anton_Bruckner e Richard Wagner, por Boehler.
Silhuetas de Anton_Bruckner e Richard Wagner, por Boehler.

PQP

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Os 6 Duetos para Flauta e Oboé

Dizer o quê? Não sei tanto assim sobre meu irmão mais velho Wilhelm Friedemann Bach. Sei que era talentosíssimo — dá para ouvir neste CD –, que era alcoólatra e que perdeu cerca de 100 Cantatas de meu pai, de quem era o filho predileto. Originalmente escritos para duas flautas, os seis duetos para flauta estão aqui interpretados por flauta e oboé. Este disco é maravilhosamente bem tocado pelos alemães Wolfgang Schultz e Hansjorg Schellenberger, que captam as nuances dos movimentos lentos e as danças dos rápidos. A realização é notável, pois os dois dançam sem o auxílio do baixo contínuo. Altamente recomendável.

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Os Duetos para Flauta

1. Duet No.1 in e: I. Allegro
2. Duet No.1 in e: II. Larghetto
3. Duet No.1 in e: III. Vivace

4. Duet No.2 in G: I. Allegro Ma Non Troppo
5. Duet No.2 in G: II. Cantabile
6. Duet No.2 in G: III. Allabreve
7. Duet No.2 in G: IV. Gigue (Allegro)

8. Duet No.3 in E flat: I. Allegro
9. Duet No.3 in E flat: II. Adagio Ma Non Molto
10. Duet No.3 in E flat: III. Presto

11. Duet No.4 in F: I. Allegro E Moderato
12. Duet No.4 in F: II. Lamentabile
13. Duet No.4 in F: III. Presto

14. Duet No.5 in E flat: I. Un Poco Allegro
15. Duet No.5 in E flat: II. Largo
16. Duet No.5 in E flat: III. Vivace

17. Duet No.6 in f: I. Un Poco Allegro
18. Duet No.6 in f: II. Largo
19. Duet No.6 in f: III. Vivace

Wolfgang Schulz, flauta
Hansjorg Schellenberger, oboé

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Wilhelm Friedemann Bach: um bebum supertalentoso
Wilhelm Friedemann Bach: um bebum supertalentoso. Notem que a mão direita do homem segura uma garrafa daquelas de bolso. Alcoolista a fu.

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Thomas Arne (1710-1778) / CPE Bach (1714-1788) / JC Bach (1735-1782): Concertos para Cravo

Thomas Arne  (1710-1778) / CPE Bach  (1714-1788) / JC Bach  (1735-1782): Concertos para Cravo

folderUm disco que envelheceu, mas ainda está em bom estado… Acostumamo-nos a ouvir os discos de barrocos e de suas margens com instrumentos originais, a chamada Música Historicamente Informada, mas a Academy of St. Martin in the Fields de Neville Marriner passou ao largo destas tendências. Sem problemas, porque a orquestra sempre foi um portento em termos de competência. Aqui há uma boa mistura entre os filhos de Bach — meus irmãos — e o londrino Thomas Arne. Apesar da sonoridade algo pesada, vale a pena tomar contato com o trabalho de Marriner. Afinal, não há nenhuma lei que proíba a contemporaneidade e seus instrumentos de interpretarem a música do passado, ainda mais com esta qualidade.

Thomas Arne (1710-1778) / CPE Bach (1714-1788) / JC Bach (1735-1782): Concertos para Cravo

01] Arne: Harpsichord Concerto No.5 in G minor-1. Largo-Allegro con spirito
02] Arne: Harpsichord Concerto No.5 in G minor-2. Adagio
03] Arne: Harpsichord Concerto No.5 in G minor-3. Vivace

04] Arne: Sonata No.1 in F Major-1. Andante
05] Arne: Sonata No.1 in F Major-2. Adagio
06] Arne: Sonata No.1 in F Major-3. Allegro

07] Arne: Overture No.1 in E minor

08] C.P.E. Bach: Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2-1. Allegro di molto
09] C.P.E. Bach: Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2-2. Poco adagio
10] C.P.E. Bach: Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2-3. Presto

11] C.P.E. Bach: Variations on Les Folies d’Espagne

12] C.P.E. Bach: Harpsichord Concerto in C minor Wq.43 no.4-1. Allegro assai
13] C.P.E. Bach: Harpsichord Concerto in C minor Wq.43 no.4-2. Poco adagio-Tempo di Minuetto
14] C.P.E. Bach: Harpsichord Concerto in C minor Wq.43 no.4-3. Allegro assai

15] J.C. Bach: Harpsichord Concerto in A Major-1. Allegro
16] J.C. Bach: Harpsichord Concerto in A Major, T297/l(ii)-2. Andante ma non troppo
17] J.C. Bach: Harpsichord Concerto in A Major, T297/l(ii)-3. Allegro

George Malcolm, harpsichord
Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, conductor

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london_consort

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Transformations 20th Century Works Violin & Piano (com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)

Transformations 20th Century Works Violin & Piano (com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)

Grande CD de 1999 que traz uma espécie de apanhado, na verdade, da segunda metade do século XX. Para comprovar, basta notar que a maioria dos compositores da “mostra” ainda está viva em 2017. Claro que o destaque fica com Fratres, obra de Pärt (diga Piárt) tão famosa que já foi utilizada em mais de dez filmes, sendo os mais famosos Sangue Negro (There Will Be Blood), de Paul Thomas Anderson e Amor Pleno (To the Wonder), de Terrence Malick. O restante das peças também são excelentes. Um Penderecki da fase radical, uma Gubaidulina sensacional e um Schnittke, ah, Schnittke.

Transformations 20th Century Works Violin & Piano
(com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)

Artem Vassilev
1. Pieces (5) for violin & piano
2. Pieces (5) for violin & piano
3. Pieces (5) for violin & piano
4. Pieces (5) for violin & piano
5. Pieces (5) for violin & piano

Arvo Pärt
6. Fratres, for violin & piano

Krzysztof Penderecki
7. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 1
8. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 2
9. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 3

Elena Langer
10. Transformations for violin & piano
11. Transformations for violin & piano

Witold Lutoslawski
12. Subito, for violin & piano

Sofia Gubaidulina
13. Dancer on a Tightrope, for violin & piano

Alfred Schnittke
14. Silent Night (Stille Nacht), for violin & piano

Roman Mints, violino
Evgenia Chudinovich, piano

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Pärt e Schnittke tentando repetir a foto de formatura de ambos, muitos ano depois
Pärt e Schnittke tentando repetir a foto de formatura de ambos, muitos anos depois

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Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano

Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aqui, estamos em terreno de obras-primas. Dois concertos absolutamente selvagens e percussivos, acompanhados de um terceiro muito tranquilo. Não tenho preferência, apesar de minha queda pelo Allegretto do terceiro concerto. São daquelas obras que ouço sob permanente tensão, aguardando o momento seguinte, torcendo para que o pianista use o fraseado que gosto com a agressividade adequada. Ou não. O mesmo vale para a orquestra. Esta gravação não é a campeã, mas, olha, é muito boa! Sim, sou totalmente apaixonado pelos Concertos para Piano de Bartók. E pelos outros também… E pelos 6 quartetos… E a música orquestral… E todo o resto.

Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano

Piano Concerto No. 1, Sz 83
1 Allegro Moderato 9:02
2 Andante 8:21
3 Allegro Molto 7:07

Piano Concerto No. 2, Sz 95
4 Allegro 10:05
5 Adagio – Più Adagio – Presto 12:24
6 Allegro Molto 6:22

Piano Concerto No. 3, Sz 119
7 Allegretto 7:28
8 Adagio Religioso 9:28
9 Allegro Vivace 6:26

Piano – Jenő Jandó
Orchestra – Budapest Symphony Orchestra
Conductor – András Ligeti

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Bartók em 1907: adoro!
Bartók em 1907: adoro!

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Cello Concertos Nos. 1 & 2 (Mørk / Vasily Petrenko / Oslo Philharmonic)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Cello Concertos Nos. 1 & 2 (Mørk / Vasily Petrenko / Oslo Philharmonic)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os dois extraordinários concertos para violoncelo de Shostakovich foram compostos praticamente em parceria com Mstislav Rostropovich, de quem o compositor era grande amigo. Shosta escrevia um trecho e chamava Rostrô para dar uma experimentada. Não chega a ser surpresa o fato de Rostropovich ter realizado gravações sensacionais de ambos os concertos sob a regência de Seiji Ozawa. Mas outros violoncelistas também tentam e fazem bonito. Das que conheço, as mais belas tentativas foram as da argentina Sol Gabetta e as duas de Truls Mørk — a primeira gravação de 1996 com Jansons e a segunda agora com Petrenko. O resultado é muito bom. Parece que, desta vez, Mørk captou não apenas a música mas a altíssima potência e ELETRICIDADE de ambos, escritos na época mais difícil da vida do compositor.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Cello Concertos Nos. 1 & 2

Konzert F.Violoncello & Orch.Nr.1 Es-Dur Op.107
1. I. Allegretto
2. II. Moderato
3. III. Cadenza
4. IV. Finale: Allegro Con Moto

Konzert F.Violoncello & Orch.Nr.2 Es-Dur Op.126
5. I. Largo
6. II. Scherzo: Allegretto
7. III. Finale: Allegretto

Truls Mørk
Oslo Philharmonic Orchestra
Vasily Petrenko

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vvv
Truls Mørk

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