Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 3 de 3) (Wand)

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 3 de 3) (Wand)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Finalizando, aqui estão as sinfonias finais de Bruckner. Talvez a mais conhecida desta quadra seja a 8ª, mas eu e todos os meus amigos que gostam de Bruckner preferimos a 7ª e a 9ª. Elas penetraram em nosso cérebro e lá ficaram definitivamente. São as mais perfeitas e artisticamente equilibradas de todo o ciclo, mesmo que a 9ª não tenha seu movimento final em razão da morte do compositor.

Claro, a 8ª tem enormes qualidades, tal como o melhor dos Scherzi brucknerianos, mas peca pela excessiva solenidade — e vejam que estamos falando de um compositor bastante solene.

A 7ª tem belíssimo movimento de abertura e seu nível nunca cai, apesar das grandes proporções do conjunto.

Já a 9ª consegue ser ainda melhor, com dois portentos cercando um Scherzo que faz jus ao nome — Scherzo significa brincadeira em italiano. Tanto é assim que meus filhos pediam para que eu o tocasse quando tinham entre 3 e 6 anos. E faziam uma dança louca — saltando e mexendo os braços — quando a orquestra atacava. Ou seja, aqui tudo é bom!

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 3 de 3)

CD 7
1. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Allegro moderato 19mn54
2. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Adagio: Sehr feierlich und sehr langsam 22mn38
3. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Scherzo: Sehr schnell 9mn45
4. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell 12mn03

CD 8
1. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Allegro moderato 15mn44
2. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Scherzo: Allegro moderato 15mn04
3. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Adagio: Feierlich langsam, doch n 26mn10
4. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Finale: Feierlich, nicht schnell 24mn24

CD 9
1. Symphony No. 9 in D minor (Original Version): Feierlich, misterioso 23mn59
2. Symphony No. 9 in D minor (Original Version): Scherzo: Bewegt, lebhaft – Trio: Schnell 10mn25
3. Symphony No. 9 in D minor (Original Version): Adagio: Langsam, feierlich 23mn40

Gunter Wand
Cologne Radio Symphony Orchestra

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Anton Bruckner: encantando e fazendo as crianças agirem como doidas
Anton Bruckner: encantando e fazendo as crianças agirem como doidas

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 2 de 3) (Wand)

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 2 de 3) (Wand)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As sinfonias de Bruckner têm estruturas semelhantes. Todas têm quatro movimentos. Grosso Modo, temos sempre dois Allegri, um inicial e um final. No meio há um Scherzo e um Adagio, que às vezes trocam de posição. Mas cada uma das nove sinfonias tem personalidade própria e clara. Cada uma delas é diferente e inconfundível.

O que tem de melhor neste grupo de 3 CDs? Complicado. A 4ª Sinfonia é a mais famosa de Bruckner, o que não deixa de ser merecido. Seu primeiro movimento é irresistível e o conjunto forma raro equilíbrio. Há um belo movimento lento. Mas, neste grupo de sinfonias, a melhor parte de meu amor vai para a 5ª, com seu extraordinário Adagio que, se Karajan demora mais de vinte minutos para tocar, Wand resolve as coisas em pouco mais do que 15. Curiosamente, a correria de Wand torna o Adágio ainda mais lírico, o que não deixa de ser um contrassenso. A 9ª Sinfonia — que não foi terminada, ficando no terceiro movimento — é minha preferida, mas quem me dá certa vontade de chorar, em razão de sua beleza, é a 5ª e, em especial, seu Adagio.

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 2 de 3)

CD 4
1. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Bewegt, nicht 17mn26
2. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Andante, quas 15mn39
3. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Scherzo: Bewe 10mn36
4. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Finale: Beweg 20mn20

CD 5
1. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Introduction. Adagio – Allegro 20mn08
2. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Adagio: Sehr langsam 15mn48
3. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Scherzo: Molto vivace (schnell) 14mn12
4. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Finale: Adagio – Allegro moderato 24mn08

CD 6
1. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Maestoso 15mn35
2. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Adagio: Sehr feierlich 15mn04
3. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Scherzo: Nicht schnell – Trio: Langsam 8mn45
4. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell 13mn39

Gunter Wand
Cologne Radio Symphony Orchestra

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Cinco minutos a menos que Karajan e uma tonelada a mais de emoção.

PQP

Francesco Durante (1684-1755): Concerti

Francesco Durante (1684-1755): Concerti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Volta e meia e gente dá de cara com a música maravilhosa de um obscuro compositor barroco.  O barroco é realmente um mar ainda não de todo explorado. Sorte nossa! Neste CD, o estupendo Concerto Köln dá tratamento sensível e compreensivo a obras de Francesco Durante. Durante nasceu e trabalhou em Nápoles. Havia excelentes escolas de música na cidade. O que muitos ignoram é que, assim como Veneza, Nápoles foi para a música o que Florença foi para a pintura e a escultura. Durante foi um dos principais compositores e professores da cidade. Em razão de ter escrito principalmente música religiosa, nenhuma ópera e poucas obras orquestrais, acabou esquecido. Contudo, esses concertos são notáveis, alegres e profundamente emocionantes. Parecem, quando comparados com a música de seus contemporâneos, estranhamente futuristas. Baita CD!

(E conseguimos resistir aos trocadalhos do carilho com o nome de Durante. Parabéns, PQP!).

Francesco Durante (1684-1755): Concerti

1 Concerto for Strings No. 1 in F Minor: I. Poco andante – Allegro 4:19
2 Concerto for Strings No. 1 in F Minor: II. Andante 5:30
3 Concerto for Strings No. 1 in F Minor: III. Amoroso 1:55
4 Concerto for Strings No. 1 in F Minor: IV. Allegro 1:45

5 Concerto for Strings No. 2 in G Minor: I. Affettuoso presto 5:28
6 Concerto for Strings No. 2 in G Minor: II. Largo affettuoso 3:43
7 Concerto for Strings No. 2 in G Minor: III. Allegro 2:36

8 Concerto for Strings No. 3 in E-Flat Major: I. Presto 1:01
9 Concerto for Strings No. 3 in E-Flat Major: II. Largo staccato, canone amabile 3:08
10 Concerto for Strings No. 3 in E-Flat Major: III. Allegro 2:05
11 Concerto for Strings No. 3 in E-Flat Major: IV. Minuetto 1:09
12 Concerto for Strings No. 3 in E-Flat Major: V. Allegro assai 1:14
13 Concerto for Strings No. 3 in E-Flat Major: VI. Finale 1:20

14 Concerto for Strings No. 4 in E Minor: I. Adagio 3:35
15 Concerto for Strings No. 4 in E Minor: II. Ricercar del quarto tono 1:49
16 Concerto for Strings No. 4 in E Minor: III. Largo 3:10
17 Concerto for Strings No. 4 in E Minor: IV. Presto 2:01

18 Concerto for Strings No. 5 in A Major: I. Presto 2:35
19 Concerto for Strings No. 5 in A Major: II. Largo 3:55
20 Concerto for Strings No. 5 in A Major: III. Allegro 1:12

21 Concerto for Strings No. 8 in A Major, “La Pazzia”: I. Allegro affettuso 7:56
22 Concerto for Strings No. 8 in A Major, “La Pazzia”: II. Affettuoso 2:50
23 Concerto for Strings No. 8 in A Major, “La Pazzia”: III. Allegro 1:56

Concerto Köln

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Francesco Durante
Francesco Durante

PQP

Balakarev / Borodin / Cui / Mussorgsky / Rimsky-Korsakov: Música Russa para Piano

Balakarev / Borodin / Cui / Mussorgsky / Rimsky-Korsakov: Música Russa para Piano

A pianista inglesa Margaret Fingerhut apresenta um interessante repertório do Grupo dos Cinco nacionalistas russos. São eles Mily Balakirev, Cesar Cui, Alexander Borodin, Modest Mussorgsky e Nikolai Rimsky-Korsakov. Sua música, tão russa, aqui nos chega com um sotaque perfeitamente britânico. É um bom disco para se conhecer história da música, pois o nacionalismo musical fez muita coisa boa antes e depois da virada do século XIX para o XX. Mas Fingerhut tenta transformar esses russos crassos em algo próximo de Beethoven e aí não funciona tão bem quanto deveria. Mas vale muito a audição. Eu curti.

Balakarev / Borodin / Cui / Mussorgsky / Rimsky-Korsakov: Música Russa para Piano

Balakirev
01 Toccata in C sharp minor
02 In the Garden
03 Polka in F sharp minor
Mussorgsky
04 A Teardrop
05 A Children’s Prank
06 In the Village
07 Nanny and I
08 First Punishment
Cui
09 No 9 in E major
10 No 10 in G sharp minor
11 No 2 in E minor
12 No 8 in C sharp minor
Rimsky-Korsakov
13 Sherzino Op 11 No 3
14 A Little Song
15 Novellette Op 11 No 2
Borodin
16 In the Monastery
17 Scherzo in A flat major
18 Nocturne

Margaret Fingerhut, piano

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O Grupo dos Cinco: Milii Balakirev, Cesar Cui, Alexander Borodin, Modest Mussorgsky, Nikolai Rimsky-Korsakov
O Grupo dos Cinco: Milii Balakirev, Cesar Cui, Alexander Borodin, Modest Mussorgsky, Nikolai Rimsky-Korsakov

PQP

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Concerti per molti stromenti

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Concerti per molti stromenti

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Eu, PQP Bach, tenho 60 anos e ouço música erudita diariamente desde que nasci. Explico: meu pai passava horas e horas todas as noites ouvindo música em casa ou tocando piano. Minha mãe também tocava o mesmo instrumento. Eram dentistas, mas pareciam gostar mais de sons do que de dentes. Neste período, vários compositores foram guindados a posições mais nobres em meu ranking interno, mas talvez nenhum tenho se elevado tanto quanto Telemann. Quase saindo do barroco para o clássico, Telemann só faz subir em minha consideração. Minha opinião vale só para mim, mas, sabem?, cada vez gosto mais do compositor mais popular da época de Bach. Claro que ele não arranha a qualidade de Johann Sebastian, só que é um sujeito agradabilíssimo.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Concerti per molti stromenti

Concerto for 3 Trumpets and Timpani in D Major, TWV 54:D3
1 I. Intrada-Grave 02:10
2 II. Allegro 02:30
3 III. Largo 02:25
4 IV. Vivace 02:47

Concerto for 2 Flutes and Calchedon in B Minor, TWV 53:h1
5 I. Grave 03:45
6 II. Vivace 02:34
7 III. Dolce 02:48
8 IV. Allegro 02:54

Concerto for 3 Oboes, 3 Violins and Continuo in B-Flat Major, TWV 44:43
9 I. Allegro 02:32
10 II. Largo 02:30
11 III. Allegro 02:46

Sonata for 2 Violins, 2 Violas, cello and Continuo in F Minor, TWV 44:32
12 I. [Adagio] 01:16
13 II. [Allegro] 01:52
14 III. Largo 01:50
15 IV. Presto 02:06

Concerto for Mandolin, Hammered Dulcimer, Harp and Continuo in F Major, TWV 53:F1
16 I. Allegro 05:32
17 II. Largo 06:24
18 II. Vivace 03:27

Concerto for 2 Oboes, Bass and Continuo in D minor, TWV 53:d1
19 I. Grave 02:48
20 II. Allegro 01:58
21 III. Affettuoso 01:56
22 IV. Vivace 02:17

Concerto for 3 Horns and Violin in D Major, TWV 54:D2
23 I. Vivace 03:41
24 II. Grave – Adagio- Grave 03:27
25 III. Presto 02:21

Quartet for 2 Violins, 2 Violas and Continuo in G major, TWV 43:G5
26 I. Adagio 01:29

Akademie für Alte Musik Berlin

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TeleMannia
TeleMannia

PQP

Robert Schumann (1810-1856) : Piano Trios, No. 1 & 2 (Florestan)

Robert Schumann (1810-1856) : Piano Trios, No. 1 & 2 (Florestan)

Eu sei. Esse é o tipo de música que acho apenas boa até minha mulher tocá-las com um trio e aí eu vou achar que trata-se de obras primas. Já aconteceu. Esta é uma gravação que foi muito aclamada quando foi lançada no final dos anos 90. E merece. São músicas negligenciadas que receberam um tratamento artístico de luxo por parte do Florestan. A maioria gosta mais do Trio Nº 1, mas eu prefiro DE LONGE o Nº 2 (o que é aquele terceiro movimento? Coisa mais linda!). Estes dois primeiros trios para piano foram escritos em 1847, cinco anos após Schumann completar seu quinteto de piano e o quarteto de piano op. 47, na minha opinião suas maiores obras de câmara. O Florestan leva tudo com toques leves e controle rigoroso do ritmo. É Schumann. Brilha nos movimentos mais rápidos e os lentos não devem ter peso excessivo.

Robert Schumann (1810-1856) : Piano Trios, No. 1 & 2

1. Robert Schumann: Piano Trio No 1 In D Minor, Mit Energie Und Leidenschaft
2. Robert Schumann: Piano Trio No 1 In D Minor, Lebhaft, Doch Nicht Zu Rasch – Trio – (Reprise) – Coda
3. Robert Schumann: Piano Trio No 1 In D Minor, Langsam, Mit Inniger Empfindung
4. Robert Schumann: Piano Trio No 1 In D Minor, Mit Feuer

5. Robert Schumann: Piano Trio No W In F Major, Sehr Lebhaft
6. Robert Schumann: Piano Trio No W In F Major, Mit Innigem Ausdruck
7. Robert Schumann: Piano Trio No W In F Major, In Massiger Bewegnung
8. Robert Schumann: Piano Trio No W In F Major, Nicht Zu Rach

Florestan Trio

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O Florestan Trio é formado por Susan Tomes (piano), Anthony Marwood (violin) e Richard Lester (cello)
O Florestan Trio é formado por Susan Tomes (piano), Anthony Marwood (violin) e Richard Lester (cello)

PQP

.: interlúdio :. Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

.: interlúdio :. Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

Bela Fleck é o único músico a ser indicado para o Grammy em jazz, bluegrass, pop, country, spoken word, compositor e em várias categorias de world music. Ganhou 11 vezes, com 27 indicações no total. Grande merda, né? O instrumento de Fleck é o banjo e nele o cara faz misérias. Ele toca e grava em várias formações, além de ser o inovador líder do Béla Fleck & The Flecktones. Rocket Science marca a primeira gravação dos Fab Four Flecktones em quase duas décadas, com o pianista e gaitista Howard Levy, o baixista Victor Wooten e o percussionista e baterista Roy Futureman Wooten.

Um CD que é MUITO BOM, mas que é, essencialmente, MUITO DIVERTIDO.

Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

1. Gravity Lane 5:58
2. Prickly Pear 3:49
3. Joyful Spring 2:40
4. Life In Eleven 5:25
5. Falling Forward 5:10
6. Storm Warning 7:58
7. Like Water 4:41
8. Earthling Parade 7:58
9. The Secret Drawer 2:12
10. Sweet Pomegranates 5:55
11. Falani 6:51
12. Bottle Rocket 5:52

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Bela Fleck, quem mais poderia ser?
Bela Fleck, quem mais poderia ser?

PQP

Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

Wozzeck é a primeira e mais famosa ópera do compositor austríaco Alban Berg. Baseia-se na peça incompleta do dramaturgo alemão Georg Büchner intitulada Woyzeck. Berg trabalhou num libreto de três atos com cinco cenas cada.

O trabalho foi iniciado em 1917 após Berg ter sido autorizado a deixar o seu regimento durante a Primeira Guerra Mundial. Completou a ópera em 1922. Erich Kleiber foi o maestro da estreia de Wozzeck na Ópera Estatal de Berlim em 14 de Dezembro de 1925.

Wozzeck é um dos mais famosos exemplos de atonalidade, o que auxiliou na dramatização dos temas da alienação e loucura. Berg seguiu as pisadas do seu mestre Arnold Schoenberg ao usar a atonalidade livre para expressar emoções e os processos de pensamento das personagens em palco.

Personagens:

Wozzeck – soldado
Marie – sua amante e prostituta
Hauptmann – Capitão
Andres – outro soldado
Doktor – médico
Tambourmajor – tocador de tambor
Margret
Kind – criança

PRIMEIRO ATO:

1ª Cena: Quarto do Capitão: O soldado Wozzeck barbeia o Capitão enquanto este o censura pela ligação ilegítima que mantém com Marie, de quem tem um filho. Wozzeck responde que quando se é pobre não se pode ser virtuoso. O Capitão diz que Wozzeck é boa pessoa, mas que pensa demais – o que lhe pode trazer disabores.

2ª Cena: Local deserto no campo: Wozzeck e o seu camarada Andrés talham umas varinhas de salgueiro, quando Wozzeck é assaltado por alucinações, que partilha com o amigo. Andrés acalma-o.

3ª Cena: Quarto de Marie: Marie está à janela com o filho. Ouve-se uma fanfarra militar que se aproxima, com o Tambor Mor à frente. Marie saúda-o e ele retribui. Margret, vizinha, também admiradora do Tambor Mor, não gosta do que vê e briga com Marie. Chega Wozzeck, ainda dominado pelos sinais agoirentos que julgou avistar, olha o filho, e parte sem explicações para o quartel.

4ª Cena: Consultório do Doutor: Wozzeck consulta o Doutor, para quem o caso do soldado é insignificante. O palavreado filosofante do médico é entrecortado por exclamações de Wozzeck que chama por Marie. O diagnóstico do Doutor indica que ele deve entrar num manicômio.

5ª Cena: Em frente da casa de Marie: Marie encontra o Tambor Mor que a seduz, e os dois entram em casa.

SEGUNDO ATO:

1ª Cena: Quarto de Marie: Marie observa ao espelho os brincos que o Tambor Mor lhe ofereceu; Wozzeck pergunta-lhe onde os arranjou, e Marie responde que os encontrou. Pouco convencido, Wozzeck entrega à mulher a sua solda e mais algumas moedas que o Capitão e o Doutor lhe deram, e sai. Marie tem um momentâneo rebate de consciência. Depois encolhe os ombros com indiferença.

2ª Cena: Rua: O Capitão e o Doutor conversam quando passa Wozzeck, a quem escolhem como motivo de sarcasmo. O Capitão refere Marie e o Tambor Mor, e o soldado foge.

3ª Cena: À porta da casa de Marie: Wozzeck, ciumento, trava um violento diálogo com Marie, que declara preferir levar uma facada a que ele a bata. Depois entra em casa, deixando Wozzeck a remoer aquelas palavras.

4ª Cena: Festa no jardim da taberna: Operários, soldados e criados dançam, enquanto Andrés e dois aprendizes cantam. Marie dança com o Tambor Mor. Wozzeck chega e observa-os, contendo a fúria. Andrés pergunta-lhe o que tem, e Wozzeck responde com palavras de morte. Andrés julga-o embriagado, e despreocupa-se. Um Louco senta-se ao lado de Wozzeck e diz que tudo aquilo é muito alegre mas que cheira a sangue. “Sangue” – uma palavra agora obsessiva para Wozzeck.

5ª Cena: Caserna: Wozzeck acorda sobressaltado, e confessa a Andrés andar obcecado com o baile, Marie, o Tambor Mor, uma faca… Depois chega o Tambor Mor, bêbedo, gabando-se da conquista de Marie e escarnecendo de Wozzeck, a quem convida a beber com ele. Wozzeck responde assobiando. O Tambor Mor irrita-se e agride-o. Wozzeck luta e regressa à cama, ensanguentado, murmurando: “Primeiro um, depois o outro”.

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TERCEIRO ATO:

1ª Cena: Quarto de Marie: Marie lê uma passagem da Bíblia que fala da mulher pecadora. Fica perturbada, e volta à leitura implorando misericórdia divina.

2ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck e Marie caminham. A mulher pede que voltem para casa, mas Wozzeck fala do tempo feliz em que se conheceram. Depois beija-a, e diz que “gostaria de poder beijá-la outras vezes, mas que é impossível”. A Lua surge. “Vermelha”, diz Maria – “como um ferro sangrento”, completa Wozzeck no instante em que a esfaqueia mortalmente. Deixa-a no chão e retira-se.

3ª Cena: Taberna: Margret e outras raparigas dançam enquanto Wozzeck bebe. Convida Margret a sentar-se, e fala coisas sem nexo, até ela reparar que ele tem sangue nas mãos. Wozzeck balbucia explicações confusas, mas todos gritam que cheira a sangue humano. Wozzeck foge.

4ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck procura a faca que poderia comprometê-lo, e atira-a para umas escarpas. Depois pensa que é perseguido, e decide seguir o mesmo caminho da faca. Aparecem o Doutor e o Capitão, que diz ter ouvido um gemido. O Doutor sossega-o dizendo que há muito tempo ninguém se afoga naquele rio. Saem.

5ª Cena: Esquina da casa de Marie: Crianças cantam enquanto o filho de Marie cavalga um pau. Aproximam-se outras crianças que trazem a notícia que o cadáver de Marie foi encontrado. Indiferente, o filho de Marie continua a galopar no seu cavalo imaginário.

Retirado daqui.

MELHOR AQUI. Obrigado, Ludwig.

Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

CD1:
1. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 1: The Captain’s room. “Langsam, Wozzeck, langsam!” 8:13
2. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 2: An open field outside the town. “Du, der Platz ist verflucht!” “Ach was!” 6:40
3. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 3: Marie’s room. “Tschin Bum, Tschin Bum, Bum, Bum, Bum! Hörst Bub? Da kommen sie!” 8:14
4. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 4: The Doctor’s study. “Was erleb ich, Wozzeck?” 7:32
5. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Geh einmal vor Dich hin!” 3:00

CD2:
1. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 1: Marie’s room. “Was die Steine glänzen?” 5:37
2. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 2: Street in town. “Wohin so eilig” Heinz Zednik 8:53
3. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 3: Street before Marie’s door. “Guten Tag, Franz” 3:28
4. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 4: Tavern garden. “Ich hab’ ein Hemdlein an, das ist nicht mein” 10:26
5. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 5: Guardroom in the barracks. “Oh oh Andres! Andres! Ich kann nicht schlafen” 4:30
6. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 1: Marie’s room. “Und ist kein Betrug” 3:05
7. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 1: “Und kniete hin zu seinen Fuessen” 2:01
8. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 2: Forest path by a pool. “Dort links geht’s in die Stadt” 5:00
9. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 3: A low tavern. “Tanzt Alle” 2:54
10. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 4: Forest path by a pool. “Das Messer? Wo ist das Messer?” 7:51
11. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Ringel, Ringel, Rosenkranz” 1:44

Hildegard Behrens
Anna Gonda
Franz Grundheber
Aage Haugland
Peter Jelosits
Werner Kamenik

Vienna Philharmonic Orchestra
Vienna State Opera Chorus
Claudio Abbado

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PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Symphonie Nº 3 Es-dur Op. 55 "Eroica"

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Symphonie Nº 3 Es-dur Op. 55 "Eroica"

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Esta não é das melhores versões da Eroica, mas é uma das impressionantes e curiosas, pois trata-se da recriação da estreia da obra em 1804. Há uma carta de Beethoven a um dos organizadores do concerto de estreia da Eroica que diz, incrivelmente: “Eu preciso realmente ter a certeza de que terei quatro bons violinistas para o concerto. “Quatro! A seção de cordas desta gravação conta com 4, 4, 2, 2, 2! O jovem maestro Daniel Grossman (1978) recria a execução histórica para nós. A gravação é exemplar, gravada no mesmo local, com o mesmo número de músicos e instrumentos de época. É emocionante ouvir como deve ter soado a Eroica. Será que Beethoven teve sorte com seus quatro violinistas?

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia Nº 3, Op 55 “Eroica”

1) Allegro con brio
2) Marcia funebre. Adagio assai
3) Scherzo. Allegro vivace
4) Finale. Allegro molto

Daniel Grossman
Ensemble 28

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4 violinistas... Fuck!
4 violinistas… Fuck!

PQP

Schubert / Janáček / Stravinsky / Kreisler: Spectrum

Schubert / Janáček / Stravinsky / Kreisler: Spectrum

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este Spectrum é uma paleta de cores violinísticas que cobrem um período de 150 anos. Do Grand Duo melódico-clássico-romântico de Schubert, passando pela belíssima Sonata romântico-tardia de Janáček e pela fantasia rapsódica vienense de Kreisler, para chegar ao beijo de fada neoclássico de Stravinsky. Ouvi o CD como quem ouve um recital e me apaixonei pela coisa. Um disco de extremo bom gosto de um excelente violinista que sabe escolher seu repertório de forma a privilegiar a música. O surpreendente Benjamin Beilman é um estadunidense de Washington nascido em 1989. Bom menino.

Schubert / Janáček / Stravinsky / Kreisler: Spectrum

01 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – I. Allegro moderato
02 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – II. Scherzo. Presto
03 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – III. Andantino
04 – Schubert – Sonata in A, D574 ‘Grand Duo’ – IV. Allegro vivace

05 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – I. Con moto
06 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – II. Ballada
07 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – III. Allegretto
08 – Janáček – Sonata, JW VII-7 for violin and piano – IV. Adagio

09 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – I. Sinfonia
10 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – II. Dances suisses
11 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – III. Scherzo (Au Moulin)
12 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – IV. Pas de deux – a. Adagio
13 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – IV. Pas de deux – b. Variation
14 – Stravinsky – Divertimento (from Le Baiser de la fee) – IV. Pas de deux – c. Coda

15 – Kreisler – Viennese Rhapsodic Fantasietta

Benjamin Beilman, violino
Yekwon Sunwoo, piano

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Benjamin Beilman: Dá-lhe!
Benjamin Beilman: Dá-lhe!

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Vivaldi / Ferrandini / Marini / Monteverdi / Conti / Pisendel: Il Pianto di Maria

Vivaldi / Ferrandini / Marini / Monteverdi / Conti / Pisendel: Il Pianto di Maria

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Só pelo Vivaldi inicial já vale a pena ouvir este CD, mas o resto também é incrível. O Giardino Armonico, sob o comando de seu ousado diretor Giovanni Antonini, se juntou ao mezzo-soprano Bernarda Fink, para um projeto que explora a Paixão de Cristo, vista pelos olhos da Virgem Maria. As duas obras centrais são ambas lamentos da Virgem. O primeiro, Il Pianto di Maria, foi pensado que fosse de Handel — um claro reflexo de sua notável qualidade musical. Só na década de 1990 que os especialistas em caligrafia estabeleceram o trabalho como sendo do desconhecido compositor veneziano Giovanni Ferrandini. O outro lamento da Virgem é de Monteverdi, mas há a importante estreia mundial da gravação de uma ária de Francesco Conti, em que o mártir Lorenzo, ameaçado de ser queimado vivo, se recusa a negar sua fé cristã. Esta ária profundamente emocionante apresenta um antepassado raramente ouvido do clarinete moderno e usado frequentemente em árias da época barroca — o chalumeau. Um disco foda.

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sonata “Al Santo Sepolcro” (for strings) RV130
1) Largo Molto [2:34]
2) Allegro Ma Poco Andante [2:15]

Giovanni Battista Ferrandini (1710 ca-1791)
“Il Pianto di Maria”
[wrongly attributed to G.F.Handel (HWV 234)]

3) Recitativo: Giunta L’ora Fatal [1:33]
4) Cavatina: Se D’un Dio Fui Fatta Madre [3:01]
5) Recitativo: Ah Me Infelice! [1:54]
6) Cavatina Da Capo: Se D’un Dio Fui Fatta Madre [3:03]
7) Recitativo: Ahimè Ch’Egli Già Esclama Ad Alta Voce [1:11]
8) Aria: Sventurati Miei Sospiri [5:26]
9) Recitativo: Sì Disse La Gran Madre [1:55]
10) Aria: Pari All’amor Immenso [6:29]
11) Recitativo: Or Se Per Grande Orror Tremo La Terra [0:55]

Biagio Marini (1587-1665)
12) Passacalio (for strings and continuo) [3:48]

Claudio Monteverdi (1567-1643)
13) Pianto della Madonna sopra il Lamento d’Arianna [7:16]

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto “Madrigalesco” in D minor (for strings) RV129
14) Adagio [1:07]
15) Allegro [1:38]
16)Adagio [1:09]
17) Allegro [0:55]

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sinfonia “Al Santo Sepolcro” in B minor (for strings) RV169
18) Adagio Molto [2:42]
19) Allegro Ma Poco [1:49]

Francesco Conti (1681-1732)
20) “Sento già mancar la vita”, aria from “Il Martirio di S. Lorenzo”
(for mezzo soprano, chalumeau and strings) [5:59]

Johann Georg Pisendel (1687-1755)
Sonata in C minor (for strings and continuo)
21) Largo [1:53]
22) Allegro [2:16]

Bernarda Fink
Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini

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A Virgem Maria, de Lorenzo Veneziano, pintor da escola veneziana (ativo entre 1356 e 1372)
A Virgem Maria, de Lorenzo Veneziano, pintor da escola veneziana (ativo entre 1356 e 1372)

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Opera Arias and Sinfonias

Antonio Vivaldi (1678-1741): Opera Arias and Sinfonias

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Emma Kirkby, Roy Goodman e The Brandenburg Consort? Não havia como dar errado. Eles nos trazem um Vivaldi alegre e enérgico-poético por todo o caminho. As peças são bastante boas. Se aqui falta uma ópera barroca completa, temos como espreitar bem como é. O incrível é que, com algumas exceções — por exemplo, este disco ou o maravilhoso álbum de Vivaldi de Cecilia Bartoli –, as óperas de Vivaldi ainda são praticamente desconhecidas. É realmente estranho que, com o ressurgimento da popularidade da música barroca, especialmente de Bach, Handel e do próprio Vivaldi, a música vocal do último não tenha experimentado algo parecido. A música vocal de Vivaldi é bonita e virtuosística, o veículo perfeito para uma que um soprano (ou qualquer outra voz) nos dê um recital que mostre suas habilidades técnicas sem nos encher o saco com peças que ouvimos milhares de vezes.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Opera Arias and Sinfonias

1. Griselda: Sinfonia
2. Griselda: Sinfonia
3. Griselda: Sinfonia
4. Griselda, Act III: Ombre vane, ingiusti orrori
5. Griselda, Act II: Agitata da due venti
6. Tito Manlio, Act II: Non ti lusinghi la cudeltate
7. Ottone In Villa: Sinfonia
8. Ottone In Villa: Sinfonia
9. Ottone In Villa: Sinfonia
10. Ottone in villa, Act I: Gelosia, tu gia rendi l’alma mia
11. Ottone in villa, Act II: L’ombre, l’aure, e ancora il rio
12. L’Atenaide, Act III: Ferma, teodosio
13. Tamerlano: Sinfonia
14. Tamerlano: Sinfonia
15. Tamerlano: Sinfonia
16. L’incornazione di dario, Act II: Non mi lusinga vana speranza
17. Catone In utica, Act II: Se mai senti spirati sul volto
18. Catone In utica, Act II: Se in campo armato

Emma Kirkby, soprano
The Brandenburg Consort
Roy Goodman

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Emma Kirkby: as crespas são as melhores
Emma Kirkby: as crespas são as melhores

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Georg Muffat (1653-1704): Florilegium Primum (1695)

Georg Muffat (1653-1704): Florilegium Primum (1695)

Muffat nasceu em Megève, Saboia (hoje território francês). É considerado alemão, apesar da ascendência escocesa e de Saboia. Estudou em Paris com Jean-Baptiste Lully entre 1663 e 1669. Já sentiram que o cara era eclético ou ao menos tinha variadas culturas na cabeça, né? Pois saibam que Georg Muffat teve um papel importante como introdutor dos estilos francês e italiano no universo musical germânico. Conhecia Lully e Corelli – foi aluno do primeiro, como já dissemos, e conheceu os maravilhosos concerti grossi do segundo. Pôde então identificar e trazer para sua música a expressão italiana e a leveza do bailado francês. Fazia fusion barroco. Era um baita organista. Os Florilegium Primum & secundum, ambos de 1695, são Suítes Orquestrais. Um bom disco, muito agradável.

Georg Muffat (1653-1704): Florilegium Primum (1695)

Fassiculus 1 “Eusebia” (aus Florilegium Primum)
1. Ouverture: Allegro
2. Air
3. Sarabande
4. Gigue 1
5. Gavotte
6. Gigue 2
7. Menuett

Fassiculus 2 “Sperantis Gaudia” (aus Florilegium Primum)
1. Ouverture: Presto
2. Balet
3. Bourée
4. Rondeau
5. Gavotte
6. Menuet 1 – Menuet 2

Fassiculus 3 “Gratitudo” (aus Florilegium Primum)
1. Ouverture: Allegro
2. Balet
3. Air
4. Bourée
5. Gigue
6. Gavotte
7. Menuet

Fassiculus 4 “Impatientia” (aus Florilegium Primum)
1. Symphonie: Grave – Presto
2. Balet
3. Canaries
4. Gigue
5. Sarabande
6. Bourée
7. Chaconne

Fassiculus 5 “Sollicitudo” (aus Florilegium Primum)
1. Ouverture: Allegro
2. Allemande
3. Air
4. Gavotte
5. Menuet 1 – Menuet 2
6. Bourée

Fassiculus 6 “Blanditiae” (aus Florilegium Primum)
1. Ouverture: Presto
2. Sarabande
3. Bourée
4. Chaconne
5. Gigue
6. Menuet
7. Echo

Fassiculus 7 “Constantia” (aus Florilegium Primum)
1. Air: Grave
2. Entrée des Fraudes
3. Entrée des Insultes
4. Alla breve, e presto – Allegro
5. Gavotte
6. Bourée
7. Menuet 1 – Menuet 2 – 8. Gigue

Ars Antiqua Austria
Gunar Letzbor

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Dirck Hals, Musicians, 1623
Dirck Hals, Musicians, 1623

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W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonia Concertante para Violino e Viola, Concerto Nº 2 para Violino, Rondo K. 373 e Adágio K. 261

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonia Concertante para Violino e Viola, Concerto Nº 2 para Violino, Rondo K. 373 e Adágio K. 261

Uma Sinfonia Concertante apenas aceitável, que fica longe de ser uma first choice como esta aqui. Augustin Dumay, de tão boas gravações com Maria João Pires, faz um registro com fraseados que decididamente não me agradam. Dá a impressão de querer ser diferente. Já de cara a orquestra faz uma introdução pra lá de estranha. Ele também deixa de lado parte do espírito concertístico do Allegro Maestoso e do Presto. A mesma observação vale para o restante do CD. Mas… É tudo opinião minha. A maioria gosta. Vai ver estou errado.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – 

Sinfonia Concertante in E flat major, K. 364 (320d)
01. 1. Allegro maestoso
02. 2. Andante
03. 3. Presto

Rondo in C major, K 373
04. Allegretto grazioso

Adagio in E major, K. 261
05. Adagio in E major, K. 261

Concerto for Violin and Orchestra no. 2 in D major, K. 211
06. 1. Allegretto mode
07. 2. Andante
08. 3. Rondeau. Allegro

Camerata Academica Salzburg
Augustin Dumay, regência e violino
Veronika Hagen, viola

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mozart dancing cartoon_0

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Leos Janácek (1854-1928): String Quartet Nº 2 ‘Intimate Letters’ / Pavel Haas (1899-1944): String Quartet Nº 2 ‘From The Monkey Mountain’

Leos Janácek (1854-1928): String Quartet Nº 2 ‘Intimate Letters’ / Pavel Haas (1899-1944): String Quartet Nº 2 ‘From The Monkey Mountain’

O Quarteto Pavel Haas é realmente notável. Grande entendimento, excelentes gravações e uma escolha de repertório de irretocável bom gosto. Mas sei alguma coisa sobre as relações  de poder dentro de um quarteto e sempre dou risadas ao ver, pelas fotos, que há sempre mudanças no segundo violino. A loira Veronika Jarůšková é o primeiro violino e chefona desde sempre. O primeiro violoncelista do conjunto saiu por incompatibilidade de gênios (sei) e o maridão Peter Jarůšek assumiu o lugar dele. A história do segundo violino é complicada, eles já estão no quarto nome, um homem chamado Marek Zwiebel. Já o violista é estável… Como este é o primeiro disco do Haas (2006), a moça da foto acima é Kateřina Gemrotová, a primeira segunda-violinista. Bem, este é um baita CD, viram? As “Cartas Íntimas” de Janácek é uma preferência absoluta desde que vos escreve. O Quarteto de Haas é fantástico — o cara justifica a homenagem de dar nome a este grande quarteto de cordas brigão.

Leos Janácek (1854-1928) – String Quartet No.2 ‘Intimate Letters’
01. I. Andante
02. II. Adagio
03. III. Moderato
04. IV. Allegro

Pavel Haas (1899-1944) – String Quartet No.2 ‘From The Monkey Mountain’
05. I. Landscape (Andante)
06. II. Coach, Coachman And Horse (Andante)
07. III. The Moon And I… (Largo E Misterioso)
08. IV. Wild Night (Vivace E Con Fuoco)

Pavel Haas Quartet

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Pavel Haas Quartet em 2016 -- sempre um(a) novo(a) segundo violino... | Photo: Marco Borggreve
Pavel Haas Quartet em 2016 — sempre um(a) novo(a) segundo violino… | Photo: Marco Borggreve

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Telemann (1681-1767) / Graupner (1683-1760) / Schultze (ca.1733-1813): Concertos para Flauta

Telemann (1681-1767) / Graupner (1683-1760) / Schultze (ca.1733-1813): Concertos para Flauta

Um CD que vale mais pelos intérpretes do que pelo repertório. A alemã Dorothee Oberlinger é um fenômeno do instrumento e até estas obras menores brilham sob seus sopros e dedos. Para completar o timaço, temos Reinhard Goebel comandando o Ensemble 1700. Os barrocos tinham disso: produziam demais e têm obras-primas demais, mas nem sempre os cantinhos de repertório guardam tesouros. Mesmo assim, é um CD muito agradável de se colocar nos ouvidos e deixar rolar. Talvez seja importante saber que este CD recebeu 4 e 5 estrelas em quase todas as publicações que consultei. Isto significa que posso estar muito errado em meu pouco entusiasmo.

Telemann (1681-1767) / Graupner (1683-1760) / Schultze (ca.1733-1813): Concertos para Flauta

Georg Philipp Telemann – Concerto In G Minor For Alto Recorder, Strings & Continuo
1 Allegro 4:43
2 Adagio 2:10
3 Allegro 4:18

Georg Philipp Telemann – Concerto In C Major (TWV 51:C) For Alto Recorder, Strings & Continuo
4 Allegretto 2:59
5 Allegro 3:34
6 Andante 2:57
7 Tempo Di Menuet 5:29

Christoph Graupner – Suite (Ouverture) In F Major For Alto Recorder, Strings & Continuo
8 Ouverture 8:05
9 Le Speranza (Tempo Gusto) 2:10
10 Air En Gavotte 5:47
11 Menuet 2:55
12 Air 7:03
13 Plaisanterie 4:10

Johann Christoph Schultze – Concerto In G Major For Alto Recorder, Strings & Continuo
14 Allegro 4:18
15 Adagio 2:34
16 Vivace 3:11

Alto Recorder – Dorothee Oberlinger

Bassoon – Lorenzo Alpert
Cello – Anita Jehli
Harpsichord – Alexander Puliaev
Viola – Florian Deuter
Violin – Adrian Bleyer, Evan Few, Johannes Pramsoler, Joseph Tan, Katja Grüttner, Mónica Waisman
Violone – Jörg Meder
(Ensemble 1700)

Conductor, violin – Reinhard Goebel

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Dorothee Oberlinger, uma virtuose da flauta
Dorothee Oberlinger, uma virtuose da flauta

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Azio Corghi (1937): Divara — Wasser und Blut

Azio Corghi (1937): Divara — Wasser und Blut

Como gosto de Saramago e havia lido a peça In nomine Dei, que relata um conhecido episódio de massacre de anabatistas após um conflito com católicos em Münster (Alemanha) há mais de quatro séculos, comprei este álbum duplo assim que o vi na prateleira. Divara (1993) é a segunda ópera do vanguardista italiano Azio Corghi sobre uma obra do escritor português, a primeira foi Blimunda (1989), baseada no romance Memorial do Convento. A princípio, não senti nenhuma novidade na linguagem de Corghi, tanto que disse pra mim mesmo “Das ist Scheiße” (inspirado pelo idioma em que a ópera é cantada). Já recentemente, despertado pelo filme Chico Xavier, dei-me conta que estava diante de uma reencarnação de Schoenberg e pude livrar-me de todos os preconceitos anteriores. Boa audição. Wasser und Blut é Água e Sangue.

***

Azio Corghi (1937): Divara — Wasser und Blut

Disc 1
1. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act I: Vorspiel (Prelude)
2. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act I Scene 1
3. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act I Scene 2
4. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act I Scene 3
5. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act II Scene 4
6. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act II Scene 5
7. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act II Scene 6
8. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act III Scene 7
9. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act III: Nachspiel (Postlude)
10. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act III Scene 8
11. Divara – Wasser und Blut (Divara – Water and Blood): Act III Scene 9

# Performer: Barbara Trottmann, Christopher Krieg, David Midboe, Eva Lillian Thingboe, Gabriele Wunderer, et al.
# Orchestra: Münchner Philharmoniker Orchester und Chor
# Conductor: Will Humburg

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Azio Corghi: obra baseada em Saramago
Azio Corghi: obra baseada em Saramago

CVL

Georg Friedrich Handel (1685 – 1759) – Complete Violin Sonatas

Georg Friedrich Handel (1685 – 1759) – Complete Violin Sonatas

NOVO LINK !!! Este baita CD foi postado originalmente em 2008… !!! E está fora do ar há uns seis ou sete anos… muito tempo para uma jóia destas estar indisponível !!!

Excelente disco de uma das mais fulgurantes novas estrelas da música antiga, o violinista Andrew Manze. Se Handel não tinha essa disposição toda para a música de câmara, sabemos que ele era um discípulo de seu contemporâneo Lavoisier, nascido sete anos antes. Georg aprendeu como poucos que “Nada se cria, tudo se transforma”. Então, tomamos alguns sustos: “Mas isto não é uma ária de ópera?”, “Ué, já ouvi esse tema num Concerto Grosso postado pelo FDP…”. É sempre assim: Lavoisier e Lavoisier! Mas é música excelente, valorizada pela arrasadora dupla de ataque Manze e Egarr. Uma coisa que sempre me causou medo intenso, pânico mesmo, é fato do pai de Handel ter sido barbeiro e cirurgião. Será que isso explica alguma coisa? Por favor, não sonhem nem façam xixi na cama.

George Friedrich Handel: Complete Violin Sonatas

Violin Sonata In D Major, Op.1 No.13 HWV 371
1. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): I. Affettuoso 3:29
2. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): II. Allegro 2:45
3. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): III. Larghetto 2:16
4. Sonata In D Major, Op.1 No.13 (HWV 371): IV. Allegro 3:40

Violin Sonata In F Major, Op.1 No.12 “Walsh”
5. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: I. Adagio 3:47
6. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: II. Allegro 3:20
7. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: III. Largo 3:06
8. Sonata In F Major, Walsh Op.1 No.12: IV. Allegro 3:35

Violin Sonata In D Minor, HWV 359a
9. Sonata In D Minor (HWV 359a): I. Grave 2:11
10. Sonata In D Minor (HWV 359a): II. Allegro 1:53
11. Sonata In D Minor (HWV 359a): III. Adagio 1:02
12. Sonata In D Minor (HWV 359a): IV. Allegro 2:31

Violin Sonata In A Major, Op.1 No.3 HWV 361
13. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): I. Andante 2:38
14. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): II. Allegro 1:53
15. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): III. Adagio 0:46
16. Sonata In A Major, Op.1 No.3 (HWV 361): IV. Allegro 2:39

Violin Sonata In G Minor, Op.1 No.6 HWV 364
17. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): I. Larghetto 2:07
18. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): II. Allegro 1:54
19. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): III. Adagio 0:49
20. Sonata In G Minor, Op.1 No.6 (HWV 364): IV. Allegro 2:26

Violin Sonata In A Major, Op.1 No.10 “Roger”
21. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: I. Adagio 1:34
22. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: II. Allegro 2:40
23. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: III. Largo 1:10
24. Sonata In A Major, “Roger” Op.1 No.10: IV. Allegro 2:38

Violin Sonata In E Major, Op.1 No.12 “Roger”
25. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: I. Adagio 2:12
26. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: II. Allegro 2:56
27. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: III. Largo 1:16
28. Sonata In E Major, “Roger” Op.1 No.12: IV. Allegro 2:43

Violin Sonata In G Major, HWV 358
29. Sonata In G Major (HWV 358): I. [Allegro] 1:44
30. Sonata In G Major (HWV 358): II. [Adagio] 0:43
31. Sonata In G Major (HWV 358): III. [Allegro] 2:22

32. Andante In A Minor (HWV 412) 2:12

33. Allegro In C Minor (HWV 408) 3:30

Andrew Manze – Violin
Richard Egarr – Harpsichord

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Handel pensando no que foram as eliminatórias para a Copa de 2018
Handel pensando no que foram as eliminatórias para a Copa de 2018

PQP + FDP

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concerto No. 21 / Sinfonia Concertante K. 364 (Scheja-Lysell-Sparf-Stockholm Sinfonietta)

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concerto No. 21 / Sinfonia Concertante K. 364 (Scheja-Lysell-Sparf-Stockholm Sinfonietta)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sim, há Don Giovanni, A Flauta Mágica, os Concertos para Piano de números mais altos, a Júpiter, a 40, a Haffner, a Praga, o Concerto para Clarinete, o Divertimento K. 287, etc., porém, dentre os sei lá quantos CDs de Mozart de minha discoteca, escolho esta despretensiosa gravação da Bis sueca. É o que mais gosto, é endorfina pura, me deixa feliz. E nem é pelo extraordinário Concerto para Piano, é muito antes pela interpretação da Sinfonia Concertante para Violino e Viola K. 364. Para meu gosto torto, é meu melhor CD do mestre de Salzburgo.

Em comum, estas duas obras têm a curiosidade de terem protagonizado filmes como quase-personagens. O concerto ficou conhecido como Elvira Madigan pela utilização de seu Andante no filme homônimo de Bo Widerberg (1967). Incrivelmente, o Concerto Nº 21 ficou conhecido como “Tema de Elvira Madigan”. E, em 1988, Peter Greenaway realizou sua obra-prima Afogando em Números utilizando o Andante da Sinfonia Concertante, o qual é executado longamente durante as muitas cenas de assassinatos de maridos pelas Cissies do filme. Certamente, Mozart nunca imaginaria tal utilização, mas ficou lindo, perfeito, dentro de um filme virtuosístico tanto pela atuação dos atores como por sua beleza plástica.

Mas nosso assunto é Mozart. Prestem atenção no primeiro movimento da Sinfonia Concertante, atentem ao momento em que violino e viola entram para fazer seu primeiro solo. Se você não sentir arrepios, tente novamente; se sentir, é normal. Dificilmente haverá coisa mais bela.

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concerto No. 21 / Sinfonia Concertante

Piano Concerto No. 21 in C Major, K. 467 “Elvira Madigan”
1. Allegro maestoso 14:58
2. Andante 06:54
3. Allegro vivace assai 06:21

Staffan Scheja, piano
Conducted by:Jan-Olav Wedin
Performed by:Stockholm Sinfonietta

Sinfonia Concertante in E flat major, K. 364
4. Allegro maestoso 13:42
5. Andante 12:21
6. Presto 06:54

Bernt Lysell, violin
Nils-Erik Sparf, viola
Conducted by:Jan-Olav Wedin
Performed by:Stockholm Sinfonietta

Total Playing Time: 01:01:10

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Stockholm Sinfonietta
Stockholm Sinfonietta
Bernt Lysell durante uma gravação, comparando um Stradivarius com um violino moderno. O Stradi é o que está na sua mão esquerda.
Bernt Lysell durante uma gravação, comparando um Stradivarius com um violino moderno. O Stradi é o que está na sua mão esquerda.
Nils-Erik Sparf fazendo cara de quem toca muito.
Como todo violista, Nils-Erik Sparf faz cara de quem toca muito. Mas todos sabem a verdade.

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F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 44, 28 e 49

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 44, 28 e 49

A partir do som mais ou menos, podemos quase garantir que se tratam de velhas gravações da Melodiya, o que não significa que sejam ruins. A interpretação é boa e elegante, com aquele entusiasmo contido e a alegria que convêm à Haydn. Claro que as sinfonias mostram mais uma vez o modelo clássico formatado pela Escola de Mannheim e consolidado por Haydn, sempre dividido em 4 partes. O primeiro movimento pode ser uma música de caráter ligeiro, um allegro por exemplo. Alguns primeiros movimentos possuem uma curta introdução de caráter mais grave. O segundo movimento é a parte lenta e reflexiva da obra. O terceiro movimento é conhecido como minueto. É a música mais dançável da obra. Estes dois últimos movimentos podem ter invertidas suas ordens. O quarto e último movimento (finale) tem características semelhantes à do primeiro movimento, mas aqui o caráter é habitualmente triunfante, daquele tipo que busca o aplauso. Sim, há que considerar o ambiente dos concertos. As sinfonias? Sim, são ótimas!

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 44, 28 e 49

01. Symphony No.44_ I. Allegro con brio
02. II. Menuetto. Allegretto. Canone in diapason
03. III. Adagio
04. IV. Finale. Presto

05. Symphony No.28_ I. Allegro di molto
06. II. Poco Adagio
07. III. Menuet. Allegro molto
08. IV. Presto assai

09. Symphony No.49_ I. Adagio
10. II. Allefro di molto
11. III. Menuetto
12. IV. Finale. Presto

The Moscow Chamber Orchestra

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Bach, Beethoven, Mozart e Haydn na cerveja
Bach, Beethoven, Mozart e Haydn na cerveja

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.: interlúdio :. Mingus Big Band, Mingus Orchestra & Mingus Dynasty: I am three

.: interlúdio :. Mingus Big Band, Mingus Orchestra & Mingus Dynasty: I am three

Logo após a morte do grande Charlie Mingus, foi fundada a Mingus Dynasty com a finalidade de seguir tocando as obras-primas do compositor erudito que mais gostava de jazz… Depois veio a Mingus Big Band e mais recentemente a Orchestra Dynasty. O som dos caras — de todos eles — permanece exuberante e a obra do autor é tão vasta que, mesmo após de quase 20 CDs dos grupos, nem parece ter sido devidamente examinada. I am three refere-se ao primeiro parágrafo da autobiografia de Mingus Beneath the Underdog e também à junção de todo mundo. Desta vez, o grupo de 14 músicos da Mingus Big Band se junta a mais 10 da Mingus Orchestra e a todo o septeto da Mingus Dynasty. O resultado é ótimo. Destaque para Song with Orange.

Mingus Big Band –  I Am Three

01 Song with Orange
02 MDM
03 Chill of Death
04 Paris in Blue
05 Tensions
06 Orange Is the Color of Her Dress
07 Cell Block F ‘Tis Nazi USA
08 Todo Modo
09 Wednesday Night Prayer Meeting
10 Pedal Point Blues

Mingus Big Band
Mingus Orchestra
Mingus Dynasty

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Mingis Big Band

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas

As Trio Sonatas foram escritas para órgão, mas já receberam dezenas de transcrições; umas muito boas, outras nem tanto. Sinceramente prefiro ouvi-las ao órgão, mas esta transposição — realizada pelo gambista do Purcell Quartet Richard Boothby — é indiscutivelmente das muito boas. O que garante isso? Ora, o fato de que sentimos vivamente a presença de Bach. É uma combinação perfeita. Contribui para a qualidade do todo a notável interação entre os muito experientes músicos do Purcell Quartet. Recomendo a imediata atenção e audição por parte do povo pequepiano.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas

Trio Sonata, BWV 525 in E flat (Transposed to F)
– I. Allegro
– II. Adagio
– III. Allegro
Trio Sonata, BWV 526 in C
– I. Vivace
– II. Largo
– III. Allegro
Trio Sonata, BWV 527 in d
– I. Andante
– II. Adagio e dolce
– III. Vivace
Trio Sonata, BWV 528 in e
– I. Adagio-Vivace
– II. Andante
– III. Un poc’ allegro
Trio Sonata, BWV 529 in C (Transposed to D)
– I. Allegro
– II. Largo
– III. Allegro
Trio Sonata, BWV 530 in G
– I. Vivace
– II. Lente
– III. Allegro

Performer: The Purcell Quartet:
Catherine Mcintosh (Violin);
Catherine Weiss (Violin);
Richard Botthby (Viola da gamba);
Robert Woolley (Harpsichord)
Recorded at Orford Church, Suffolk, England.

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Não se deve brincar com Bach
Não se deve brincar com Bach

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Nicolò Paganini (1782–1840): 24 Caprichos, Op.1

Nicolò Paganini (1782–1840): 24 Caprichos, Op.1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Há alguns dias, postei outra versão dos 24 Caprichos de Paganini. Era com Julia Fischer. Olha, esta e aquela são tão boas que não sei qual escolher. Talvez Ehnes seja um pouco mais ousado nos andamentos, mas nada que desmereça Fischer. Minha mulher é violinista profissional e pediu que eu tocasse duas vezes esta versão de Ehnes, perfeitíssima em sua avaliação. Ela me disse que gostaria de compartilhá-la entre seus amigos. Escreveu no Face dizendo estar em êxtase com a consistência musical e intelectual de Ehnes, que não procura meros efeitos dentro das arcadas originais de Nicolò.. Só que ela não ouviu Julia Fischer. Olha aqui, ó, fiquem com as duas versões e não me encham o saco!

NICOLÒ PAGANINI (1782–1840) 24 Caprices op.1

1) Caprice No.1 in E: Andante [1.46]
2) Caprice No.2 in B minor: Moderato [2.41]
3) Caprice No.3 in E minor: Sostenuto – Presto [2.48]
4) Caprice No.4 in C minor: Maestoso [6.46]
5) Caprice No.5 in A minor: Agitato [2.37]
6) Caprice No.6 in G minor: Lento [5.41]
7) Caprice No.7 in A minor: Posato [3.53]
8) Caprice No.8 in E flat: Maestoso [2.46]
9) Caprice No.9 in E: Allegretto [2.53]
10) Caprice No.10 in G minor: Vivace [2.08]
11) Caprice No.11 in C: Andante – Presto [4.05]
12) Caprice No.12 in A flat: Allegro [2.31]
13) Caprice No.13 in B flat: Allegro [2.30]
14) Caprice No.14 in E flat: Moderato [1.51]
15) Caprice No.15 in E minor: Posato [2.37]
16) Caprice No.16 in G minor: Presto [1.30]
17) Caprice No.17 in E flat: Sostenuto – Andante [3.40]
18) Caprice No.18 in C: Corrente – Allegro [2.28]
19) Caprice No.19 in E flat: Lento – Allegro assai [3.00]
20) Caprice No.20 in D: Allegretto [4.17]
21) Caprice No.21 in A: Amoroso – Presto [3.11]
22) Caprice No.22 in F: Marcato [3.02]
23) Caprice No.23 in E flat: Posato [3.31]
24) Caprice No.24 in A minor: Tema con variazioni. Quasi presto [4.22]

James Ehnes, violin

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Ehnes manda um beijo pra todo o povo pequepiano.
Ehnes manda um beijo pra todo o povo pequepiano.

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.: interlúdio :. Antiphone Blues

.: interlúdio :. Antiphone Blues

IM-PERDÍ-VEL !!!

Mais um disco de gatinhos, mas estes aqui vêm embalados em tanta elegância timbrística e com uma qualidade sonora tão estupefaciente que é bom respeitar. O saxofonista sueco Arne Domnérus (1924-2008) e o organista também sueco Gustaf Sjökvist (1943-2015) gravaram Antiphone Blues em 1974 na Spånga Church, de Estocolmo. A fórmula já era praticada desde o barroco — você deve ouvir o que os italianos escreveram para trompete e órgão, é do caraglio –, mas, é claro, o sax não existia durante o barroco, só as igrejas. Após Antiphone, John Surman levou seu sax para várias igrejas — ficou lindo — e The Carla Bley Big Band Goes to Church, só que acho que nada se compara à elegância cool de Domnérus e Sjökvist. Vale a pena deitar no chão e ouvir bem alto, sentindo vibração por vibração. É do caraglio.

Dentro da Spånga Church, Stockholm, Sweden.
Dentro da Spånga Church, Stockholm, Sweden.

Antiphone Blues

A1 Almighty God — Written-By – Duke Ellington 3:10
A2 Nobody Knows The Trouble I’ve Seen 3:05
A3 Sometimes I Feel Like A Motherless Child 2:20
A4 Antiphone Blues 3:15
A5 Jag Vet En Dejlig Rosa 2:40
A6 Träumerei – Arranged By – Bengt Hallberg — Written-By – Robert Schumann 4:30
B1 Come Sunday Arranged By – Bengt Hallberg — Written-By – Duke Ellington 4:35
B2 Heaven — Written-By – Duke Ellington 3:09
B3 Entonigt Klingar Den Lilla Klockan 3:35
B4 Den Signade Dag 3:45
B5 Largo Written-By – Antonio Vivaldi 3:05

Saxophone – Arne Domnérus
Organ – Gustaf Sjökvist

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Spånga Church, Stockholm, Sweden, agora por fora
Spånga Church, Stockholm, Sweden, agora por fora

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Prokofiev (1891-1953): The Buffoon Suite / Waltz Suite / The Love for Three Oranges Suite

Prokofiev (1891-1953): The Buffoon Suite / Waltz Suite / The Love for Three Oranges Suite

Estas são suítes retiradas de óperas de Prokofiev. Tipo melhores lances. mas óperas são óperas e mesmo Prokofiev parece ter escolhido aquilo que de pior tinha em suas gavetas para colocar nelas. Claro que, apesar de tudo, a coisa é interessante, é legal conhecer os filhos doentes de um grande compositor, mas a humanidade não perdoa e quer as pessoas ativas, produtivas e a pleno. “O Amor de Três Laranjas” tem lampejos, mas quem está acostumado às Sinfonias, Concertos e Sonatas de Prokofiev não aceita refugos e imitações que soltam as tiras. Preferimos as Havaianas originais. Sempre.

Prokofiev (1891-1953): The Buffoon Suite / Waltz Suite / The Love for Three Oranges Suite

Chout (The Tale of the Buffoon), suite from the ballet for orchestra, Op. 21 bis
1 1. The Buffoon and His Wife 3:34
2 2. Dance of the Wives 3:19
3 3. Fugue. The Buffoons Kill Their Wives 3:03
4 4. The Buffoon as a Young Woman 3:48
5 5. Third Entr’acte 1:52
6 6. Dance of the Buffoons’ Daughters 2:30
7 7. Entry of the Merchant and His Welcome 4:09
8 8. In the Merchant’s Bedroom 2:10
9 9. The Young Woman Becomes a Goat 2:22
10 10. Fifth Entr’acte and the Goat’s Burial 3:13
11 11. The Buffoon and the Merchant Quarrel 1:37
12 12. Final Dance 3:49

The Love for Three Oranges, suite for orchestra, Op. 33 bis
13 1. The Clowns 2:55
14 2. The Magician and the Witch Play Cards 3:44
15 3. March 1:36
16 4. Scherzo 1:23
17 5. The Prince and Princess 3:29
18 6. The Flight 2:18

Waltz Suite, for orchestra, Op. 110
19 1. Since We Met, from War and Peace 6:01
20 2. In the Palace, from Cinderella 5:31
21 3. Mephisto Waltz, from Lermontov 3:40
22 4. End of the Fairy Tale, from Cinderella 4:34
23 5. New Year’s Eve Ball, from War and Peace 5:52
24 6. Happiness, from Cinderella 3:19

Scottish National Orchestra
Neeme Järvi

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Montagem francesa da ópera de Prokofiev "O Amor de Três Laranjas"
Montagem francesa da ópera de Prokofiev “O Amor de Três Laranjas”

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