S. Prokofiev (1891-1953): Violin Concerto Nº 2, Op. 63 / Sonata for 2 violins, Op. 56 / Sonata for violin and piano, Op. 80 Nº 1

S. Prokofiev (1891-1953): Violin Concerto Nº 2, Op. 63 / Sonata for 2 violins, Op. 56 / Sonata for violin and piano, Op. 80 Nº 1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande disco de 2012. Janine Jansen, aos 34 anos, estava (ainda está) tocando demais, com musicalidade, senso de estilo, clareza e limpeza absolutas. O que ela faz é puro Prokofiev, não há dúvida. O CD começa pelo Concerto mais fácil do mestre e termina pela Sonata para Piano mais difícil. Uma boa escolha. Prokofiev escrevia algo difícil — que era a expressão de sua voz autêntica –, as autoridades soviéticas caíam de pau e em resposta ele escrevia algo mais acessível. E também bonito. Escolhendo uma obra de cada um dos lados, a holandesa Jansen faz um disco maravilhoso.

(Minha mulher, que é uma violinista russa que toca numa sinfônica brasileira, diz que o Concerto Nº 2 tem uma poesia tipicamente soviética, altamente popular e sem complexidades. Ela adora ambos os concertos de Prokofiev, o pessoal e o “do partido”, por assim dizer).

S. Prokofiev (1891-1953): Violin Concerto Nº 2, Op. 63 / Sonata for 2 violins, Op. 56 / Sonata for violin and piano, Op. 80 Nº 1

01. Violin Concerto No.2 in G minor, op.63 – I. Allegro moderato
02. Violin Concerto No.2 in G minor, op.63 – II. Andante assai
03. Violin Concerto No.2 in G minor, op.63 – III. Allegro, ben marcato

04. Sonata for 2 violins in C major, op.56 – I. Andante cantabile
05. Sonata for 2 violins in C major, op.56 – II. Allegro
06. Sonata for 2 violins in C major, op.56 – III. Commodo (quasi allegretto)
07. Sonata for 2 violins in C major, op.56 – IV. Allegro con brio

08. Sonata for violin and piano in F minor, op.80 no.1 – I. Andante assai
09. Sonata for violin and piano in F minor, op.80 no.1 – II. Allegro brusco
10. Sonata for violin and piano in F minor, op.80 no.1 – III. Andante
11. Sonata for violin and piano in F minor, op.80 no.1 – IV. Allegrissimo

Janine Jansen, Violino
Boris Brovtsyn, violino
Itamar Golan, piano
London Philharmonic Orchestra
Vladimir Jurowski, regente

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É um erro pensar que nós, do PQP, somos machistas. Nós somos civilizadamente tarados.
É um erro pensar que nós, do PQP, somos machistas. Nós somos civilizadamente tarados.

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W. A. Mozart (1756-1791): Violin Concertos 1 & 3, Sinfonia Concertante

W. A. Mozart (1756-1791): Violin Concertos 1 & 3, Sinfonia Concertante

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu desprezo o Concerto Nº 1 para Violino e Orquestra de Mozart. Já o Nº 3 é impossível desprezar, é grande música. No início de 2017, assisti este Concerto com Alina Ibragimova, Bernard Haitink e a Chamber Orchestra of Europe no Concertgebow de Amsterdam. Foi um dos mais belos momentos de minha vida. E a Sinfonia Concertante? Olha, já me visitou até em sonhos. É uma das obras que mais conheço a amo. Tudo nela é perfeito. É daquelas coisas que se melhorar piora. Mas, vamos ao CD. Após sua estreia com Concertos de Mendelssohn e Schumann, o violinista francês Renaud Capuçon escolheu gravar o primeiro e terceiro concertos de Mozart, bem como a imponente Sinfonia Concertante, esta com o excelente violinista Antoine Tamestit. Todos os três trabalhos apresentam a Orquestra de Câmara Escocesa conduzida por Louis Langrée. A leitura deles oferece novas perspectivas dessas obras familiares, particularmente durante o movimento lento e dolorido da Sinfonia Concertante. Não dê bola para o mau gosto da capa.

W. A. Mozart (1756-1791): Violin Concertos 1 & 3, Sinfonia Concertante

1. Violin Concerto No. 1. Allego moderato (6:46)
2. Violin Concerto No. 1 Adagio (8:05)
3. Violin Concerto No. 1 Presto (5:25)

4. Violin Concerto No. 3 Allegro (8:27)
5. Violin Concerto No. 3 Adagio (8:02)
6. Violin Concerto No. 3 Rondeau Allegro (6:05)

6. Sinfonia concertante for violin, viola & orchestra, Allegro ()
7. Sinfonia concertante for violin, viola & orchestra, Andante (10:43)
8. Sinfonia concertante for violin, viola & orchestra, Presto (6:12)

Renaud Capuçon, violino
Antoine Tamestit, viola
Scottish Chamber Orchestra
Louis Langree

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PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Nuova Stagione Concerti

Antonio Vivaldi (1678-1741): Nuova Stagione Concerti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD excelente! Os desconhecidos de Amandine Beyer dão mais um show. E a magrona francesa parece cada vez mais apaixonada pela Itália, fazendo discos de Vivaldi e Corelli que a mostram mais italiana do que muitos que realmente o são. Para quem não sabe, houve uma Accademia degli Incogniti. Esta “Academia dos Desconhecidos” era uma sociedade de intelectuais livres, principalmente nobres, que influenciaram significativamente a vida cultural e política da Veneza do meio do século XVII. A sociedade foi fundada em 1630 e incluiu historiadores, poetas e libertários. De acordo com a historiadora Ellen Rosand, a academia, como sugere seu nome, geralmente operava nos bastidores. Os membros costumavam escrever em uma língua secreta e frequentemente publicavam seus trabalhos anonimamente. A Accademia degli Incogniti foi particularmente ativa na promoção do teatro musical em Veneza a partir da década de 1630, fundando seu próprio teatro, o Novissimo. Nos seus libretos de dramas musicais, os intelectuais iconoclastas da academia usavam um tom que era, frequentemente, chocante, franco e amoral. Então, não pensem que o nome da orquestra de Beyer é somente uma brincadeirinha.

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Nuova Stagione Concerti

01 – Concerto for Violin and Organ in C Major, RV 808; I. Allegro
02 – II. Largo
03 – III. Allegro

04 – Concerto for Cello in A Minor, RV 420; I. Andante
05 – II. Adagio
06 – III. Allegro

07 – Concerto for Traverso in E Minor, RV 431; I. Allegro
08 – II. Andante
09 – III. Allegro

10 – Concerto for Violin in C Major, RV 194; I. Allegro ma poco
11 – II. Largo
12 – III. Allegro

13 – Concerto for Traverso in A Minor, RV 440; I. Allegro non molto
14 – II. Larghetto
15 – III. Allegro

16 – Concerto for Cello in D Major, RV 403; I. Allegro
17 – II. Andante e spiritoso
18 – III. Allegro

19 – Concerto for Violin in D Minor, RV 235; I. Allegro non molto
20 – II. Adagio
21 – III. Allegro

22 – Concerto for Violin and Organ in G Minor, After RV 517; I. Allegro
23 – II. Andante
24 – III. Allegro

Gli Incogniti
Amandine Beyer

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Amandibe Beyer divertindo-se com seu grupo Gli Incogniti
Amandibe Beyer divertindo-se com seu grupo Gli Incogniti

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Johannes Brahms (1833-1897): Um Réquiem Alemão (Rilling)

Johannes Brahms (1833-1897): Um Réquiem Alemão (Rilling)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Helmuth Rilling é um tremendo maestro. Nasceu em 1933 e ainda está vivo. Ele é o fundador do Gänchinger Kantorei (1954) e do Bach-Collegium Stuttgart (1965). Para lhes dar uma ideia de sua importância, basta dizer que foi o primeiro a gravar como regente único a integral das Cantatas de Bach, 57 CDs que tenho aqui a meu lado e que moram no meu ventrículo esquerdo. Já viram que ele entende de música sacra, não? Então é óbvio que sua interpretação do Um Réquiem Alemão deve ser ouvida a priori com respeito. E sua gravação é linda, camarística, com um coral magnífico, bachiano, sublime, um verdadeiro êxtase. Ouçam logo, tá?

Johannes Brahms (1833-1897): Um Réquiem Alemão (Rilling)

01.- Selig sind, die da Leid tragen
02.- Denn alles Fleicsh es ist wie Gras
03.- Herr, lehre doch mich
04.- Wie lieblich sing deine Wohnungen
05.- Ihr habt nunu Traurigkeit
06.- Denn wir haben hie keine bleibende Statt
07.- Selig sing die Toten

Bach-Collegium Stuttgart
Gänchinger Kantorei Stuttgart
Helmuth Rilling

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Requiem-EHs

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.: interlúdio :. Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico: Carta De Amor

.: interlúdio :. Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico: Carta De Amor

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em abril de 1981, o legendário produtor da ECM Manfred Eicher aproveitou uma turnê deste trio — que se autochamava pelo nome de Mágico –, para registrar um de seus concertos, no Amerika Haus, em Munique, na Alemanha. As gravações ficaram excelentes, mas o produtor alemão esperou três décadas para ver lançado o álbum duplo. Tudo porque Haden e Garbarek se desentenderam por motivo que nunca foi noticiado. Gismonti disse que já tinha esquecido do concerto gravado em 1981, quando recebeu, meses atrás, a notícia de que a ECM lançaria o disco. “Por atitudes como essa eu acho o Manfred tão competente e tão reto. Ele tinha uma joia como essa na mão, mas não lançou o disco enquanto o Haden e o Garbarek não voltaram a se entender.” Hoje, existe até a possibilidade do trio voltar a tocar junto.

Olha, o disco é um ABSURDO de bom. É um sublime tesouro que se reencontra. É melhor presente de pós-Natal que se possa imaginar.

Ouçam muito porque vale a pena.

Presente de nosso consultor. Aquele dos Piazzolla, lembram?

Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico — Carta De Amor

1. Carta de Amor 7:25
2. La Pasionaria 16:26
3. Cego Aderaldo 9:51
4. Folk Song 8:10
5. Don Quixote 8:25
6. Spor 14:01

1. Branquinho 7:37
2. All That Is Beautiful 15:35
3. Palhaço 9:12
4. Two Folk Songs 3:39
5. Carta de Amor, var. 7:35

Egberto Gismonti, violões e piano
Jan Garbarek, sax soprano
Charlie Haden, baixo

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Gismonti, Haden e Garbarek: um CD absurdamente bom, lançado somente após o reentendimento de Haden e Garbarek.

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Tikhon Khrennikov (1913-2007): Dois Concertos para Piano, Dois para Violino

Tikhon Khrennikov (1913-2007): Dois Concertos para Piano, Dois para Violino

Música soviética bem comportada, bem escrita e muito virtuosística. Khrennikov foi um cara que sempre esteve bem com o poder. Um sujeito obediente, portanto. Viveu 96 anos e, além de compositor, era pianista e presidente da União dos Compositores soviéticos. Era bom na política. Tratava-se de um puxa-saco de Stálin, que aterrorizou os principais compositores do país — Dmitri Shostakovich, Sergei Prokofiev, Aram Khachaturian e Alfred Schnittke entre eles — alegando “protegê-los”.

“Na música do camarada Shostakovich”, declarou Khrennikov, “encontramos todo tipo de coisas estranhas à arte soviética realista. Há tensão, neurose, escapismo e patologia repulsiva. No trabalho do camarada Prokofiev, a emoção natural e a melodia foram substituídas por grunhidos”. Após a queda do comunismo, Khrennikov afirmou que apenas seguia ordens. Era um oportunista habilidoso. Quando o presidente Reagan deu um banquete na embaixada americana em Moscou em 1988, Khrennikov assegurou que Mikhail Gorbachev se sentasse na mesma mesa que Alfred Schnittke, que, por um dia, só por um dia, foi festejado como um herói da nação.

No início da década de 1980, criticou a música da geração mais nova — que inclui Denisov e Sofia Gubaidulina — como “arte abstrata, decadente e elitista”. Em um de seus últimos relatórios anuais, ele se referiu de passagem a Gubaidulina como uma compositora “indesejável”; Os promotores soviéticos aceitaram sua sugestão e ela foi retirada dos concertos. Durante 20 anos, Schnittke viu recusados seus pedidos para viajar ao exterior.

Em resumo, era um filho da puta, um sujeito cortês, manipulador e intrigante que vendia sua alma musical ao diabo em troca de uma vida de luxo. Sempre bom na política, Tikhon Khrennikov recebeu inúmeras honras e prêmios, incluindo a medalha presidencial de Vladimir Putin em 2002. Na ocasião, aproveitou a oportunidade para insistir que Shostakovich e Prokofiev e os outros nunca sofreram em suas mãos.

Escreveu três sinfonias, quatro concertos para piano, dois concertos para violino, dois concertos de violoncelo, óperas, operetas, balés, música de câmara, música incidental e música de cinema. Durante a década de 1930, Khrennikov já estava sendo saudado como um dos principais compositores soviéticos oficiais. Em 1948, Andrei Jdanov, líder da campanha anti-formalismo, nomeou Khrennikov como secretário da União dos compositores soviéticos. Ele manteve este posto influente até o colapso da União Soviética em 1991.

Tikhon Khrennikov (1913-2007): Dois Concertos para Piano, dois para Violino

01. Concerto No.1 for violin Op.14 – I Allegro con fuoco
02. Concerto No.1 for violin Op.14 – II Andante espressivo
03. Concerto No.1 for violin Op.14 – III Allegro agitato

04. Concerto No.2 for piano Op.21 – I Introduction: Moderato
05. Concerto No.2 for piano Op.21 – II Sonata: Allegro con fuoco
06. Concerto No.2 for piano Op.21 – III Rondo: Giocoso – Andantino

07. Concerto No.2 for violin Op.23 – I Allegro con fuoco
08. Concerto No.2 for violin Op.23 – II Moderato
09. Concerto No.2 for violin Op.23 – III Allegro moderato con fuoco

10. Concerto No.3 for piano Op.28 – I Moderato
11. Concerto No.3 for piano Op.28 – II Moderato
12. Concerto No.3 for piano Op.28 – III Allegro molto

Evgeny Kissin, piano (Concerto Nº 2)
Maxim Vengerov, violino (Concerto Nº 2)
Tikhon Khrennikov, piano (Concerto Nº 3)
Vadim Repin, violino (Concerto Nº 1)
Tchaikovsky Symphony Orchestra of Moscow Radio
Vladimir Fedoseyev

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Tikhon Khrennikov, nervoso com sua estreia no PQP Bach
Tikhon Khrennikov, um filho da puta oportunista

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G. F. Handel (1685-1759) : Ode for St. Cecilia’s Day

G. F. Handel (1685-1759) : Ode for St. Cecilia’s Day

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Dia da Música ou Dia de Santa Cecília, Padroeira da Música, é 22 de novembro, mas o PQP sempre cagou para datas, né? Bem, a Pan Classics chega com uma excelente gravação da impressionante ode composta por Handel para a santa. A Musica Fiorita, conjunto de Basileia conduzido por Daniela Dolci e que utiliza instrumentos originais de época, interpreta este trabalho bem conhecido com grande elegância. Fiquei comovido em muitos trechos. A Ode vem acompanhada pelo Concerto grosso Op. 6 Nº 4, o que apenas vem demonstrar a enorme musicalidade dos comandados de Dolci.

G. F. Handel (1685-1759) : Ode for St. Cecilia’s Day

01. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: I. Larghetto affettuoso
02. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: II. Allegro
03. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: III. Largo e piano
04. Concerto grosso in A Minor, Op. 6 No. 4, HWV 322: IV. Allegro

05. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: I. Overture
06. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: II. From Harmony
07. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: III. When Nature, Underneath a Heap
08. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: IV. From Harmony, from Heav’nly Harmony
09. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: V. What Passion Cannot Music Raise
10. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: VI. The Trumpet’s Loud Clangour
11. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: VII. March
12. Ode For St. Cecilia’s Day, Hwv 76: VIII. The Soft Complaining Flute
13. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: IX. Sharp Violins Proclaim
14. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: X. But Oh! What Art Can Teach
15. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: XI. Orpheus Could Lead the Savage Race
16. Ode for St. Cecilia’s Day, HWV 76: XII. But Bright Cecilia
17. Ode For St. Cecilia’s Day, Hwv 76: XIII. As From The Powers Of Sacred Lays

Musica Fiorita
Daniela Dolci

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Santa Cecília e seu incrível estilo de tocar violino - Obra de Guido Reni de 1606
Santa Cecília e seu incrível estilo de tocar violino – Obra de Guido Reni de 1606

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Arcangelo Corelli (1653-1713): La Follia

Arcangelo Corelli (1653-1713): La Follia

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como daria errado? A dinamarquesa Michala Petri e o iraniano norte-americano adotado pela Inglaterra Mahan Esfahani são dois músicos de um  tipo muito superior, são artistas cujo domínio de seus instrumentos transforma-se em pura alegria de se ouvir.

O destino abençoou o violinista e compositor italiano Arcangelo Corelli com grande talento, modéstia, mecenas ricos, discípulos fiéis e riqueza. Pode-se dizer sem exagero que Corelli foi o primeiro compositor mundialmente famoso. E ele continua com sorte. A reunião dele com Petri e Esfahani parece ter por tema o espírito criativo e a celebração da vida. Que cara de sorte!

Arcangelo Corelli (1653-1713): La Follia

1 Sonata in G minor, Op. 5 No. 12 “La FoLlia” 10:13

Sonata in G minor, Op. 5 No. 7
2 Preludio – Vivace 2:06
3 Corrente – Allegro 3:49
4 Sarabande – Largo 1:46
5 Giga – Allegro 2:29

Sonata in C major, Op. 5 No. 9
6 Preludio – Largo 4:06
7 Giga – Allegro 3:04
8 Adagio 0:34
9 Tempo di Gavotta – Allegro 2:50

Sonata in G major, Op. 5 No. 11
10 Preludio – Adagio 1:30
11 Allegro 2:29
12 Adagio 0:43
13 Vivace 2:04
14 Gavotta – Allegro 5:08

Sonata in G minor, Op. 5 No. 8
15 Preludio – Largo 3:28
16 Allemanda – Allegro 2:20
17 Sarabande – Largo 6:14
18 Giga – Allegro 2:04

Sonata in G major, Op. 5 No. 10
19 Preludio – Adagio 1:40
20 Allemanda – Allegro 2:09
21 Sarabande – Largo 1:59
22 Gavotta – Allegro 0:42
23 Giga – Allegro 2:17

Michala Petri, flauta
Mahan Esfahani, cravo

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Petri e Esfahani na Rádio da BBC: lá as rádios não apenas tocam discos e falam de futebol
Petri e Esfahani na Rádio da BBC: lá as rádios não apenas tocam discos e falam de futebol

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John Dowland (1563-1626) / Thomas Campion (1567-1620) / Henrique VIII (1491-1547): English Folksongs & Lute Songs

John Dowland (1563-1626) / Thomas Campion (1567-1620) / Henrique VIII (1491-1547): English Folksongs & Lute Songs

Um disco onde se pode ouvir as origens de boa parte da música branca inglesa e estadunidense. Várias destas obras parecem ecoar em nossos dias. Pois algumas coisas não diminuem com o tempo. Cerca de quatro séculos e meio depois, o trabalho dolorosamente romântico de John Dowland permanece tão atraente hoje como provavelmente foi nos séculos 16 e 17. As melodias crescentes e a repetição de certas frases-chave evoluíram, sem dúvida, para as formas de música popular de hoje — embora alguns usem o termo “canção de arte” para distinguir o trabalho de compositores como Dowland do pop e rock contemporâneo na batalha em curso entre “alta” e ” baixa” cultura. Espero que tais distinções artificiais não impeçam as pessoas de explorar esta música.

John Dowland (1563-1626) / Thomas Campion (1567-1620) / Henrique VIII (1491-1547): English Folksongs & Lute Songs

01- Behold a wonder here, for voice, lute & bass viol (Third Book of Songs)
by John Dowland
02- Me, me, and none but me, for 4 voices & lute (Third Book of Songs)
by John Dowland
03- All ye whom love or fortune hath betrayed (First Book of Songs), for 4 voices & lute
by John Dowland
04- The Lady Russell’s Pavan, for lute, P 17
by John Dowland
05- The Three Ravens, folk song
by English Traditional
06- O Waly, Waly, folk song
by English Traditional
07- King Henry, folk song
by English Anonymous
08- Kemp’s Gigue
by English Anonymous
09- My sweetest Lesbia
by Thomas Campion
10- I Care Not for These Ladies for voice, lute & bass viol
by Thomas Campion
11- My Love Hath Vowed Hee Will Forsake Mee for voice, lute & bass viol
by Thomas Campion
12- I saw my lady weep, for 2 voices & lute (Second Book of Song)
by John Dowland
13- Flow, my tears, fall from your springs, for 2 voices & lute (Second Book of Songs)
by John Dowland
14- Sorrow, stay, lend true repentant tears, for 2 voices & lute (Second Book of Songs)
by John Dowland
15- Say, Love if ever thou didst find, for 4 voices & lute (Third Book of Songs)
by John Dowland
16- Can she excuse my wrongs, for 4 voices & lute (First Book of Songs)
by John Dowland
17- Go from my window, song arranged for lute, P 64
by John Dowland
18- Go from my window, song arranged for lute, P 64
by John Dowland
19- I Will Give My Love an Apple, folk song
by British Isles Traditional
20- Barbara Allen, folk song
by Scottish Traditional
21- Lord Rendal, folk song
by English Anonymous

Andreas Scholl, countertenor
Andreas Martin, lute

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Frans Hals, Bufão tocando um alaúde (1623)
Frans Hals, Bufão tocando um alaúde (1623)

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Vivaldi / Tartini / Sammartini: Música de Câmara (Fire Beneath My Fingers)

Vivaldi / Tartini / Sammartini: Música de Câmara (Fire Beneath My Fingers)

Apesar do título feio — talvez seja uma citação erudita, sei lá — um belo CD do barroco italiano. Curti muito ouvir. O grupo Musica Pacifica toma o nome do oceano que banha os locais onde os membros da orquestra vivem, mas não há nada pacífico no desempenho desses seis concertos italianos. Em vez disso, por sua escolha de repertório e por suas decisões estilísticas, esses músicos parecem determinados a mostrar a alegria do barroco. Lembre-se, a Itália em torno de 1700 ainda era uma cultura de arrogância, onde os grandes personagens — reais e fingidos –, vestindo veludo preto, carregavam espadas e (pseudo) autoridade. As performances ardentes da Musica Pacifica são como aquelas lâminas nada pacíficas.

Vivaldi / Tartini / Sammartini: Música de Câmara (Fire Beneath My Fingers)

Vivaldi, Antonio
Chamber Concerto in F Major, RV 98, “Tempesta di mare”
1. I. Allegro 00:02:24
2. II. Largo 00:01:38
3. III. Presto 00:02:18

Tartini, Giuseppe
Violin Concerto in A Major, Op. 1, No. 8, D. 91
4. I. Allegro 00:07:27
5. II. Adagio 00:05:18
6. III. Presto 00:04:24

Vivaldi, Antonio
Trio Sonata in A Minor, RV 86
7. I. Largo 00:02:41
8. II. Allegro 00:02:31
9. III. Largo cantabile 00:01:57
10. IV. Allegro molto 00:02:11

Sammartini, Giuseppe
Recorder Concerto in F Major
11. I. Allegro 00:03:55
12. II. Siciliano 00:05:17
13. III. Allegro assai 00:03:56

Vivaldi, Antonio
Chamber Concerto in G Minor, RV 106
14. I. Allegro 00:02:51
15. II. Largo 00:02:39
16. III. Allegro 00:02:27

Bassoon Concerto in B-Flat Major, RV 503
17. I. Allegro non molto 00:04:44
18. II. Largo 00:03:36
19. III. Allegro 00:03:36

Total Playing Time: 01:05:50

Musica Pacifica Baroque Ensemble

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Giovanni Gerolamo Savoldo, Ritratto of a young man playing flute, about 1540 , Brescia
Giovanni Gerolamo Savoldo, Ritratto of a young man playing flute, about 1540 , Brescia

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Robert Schumann (1810-1856): Violin Sonatas Nos. 1 & 2

Robert Schumann (1810-1856): Violin Sonatas Nos. 1 & 2

A Sonata Nº 1 para Violino e Piano, Op. 105, de Schumann, foi composta em 1851. A melhor delas, a segunda, Op. 121, foi escrita dois anos depois e já tem uma dimensão muito mais ambiciosa, tanto que ele a intitulou “Grande Sonata”. Clara acompanhou o violinista Joseph Joachim na primeira execução da obra, em 29 de outubro de 1853, em Düsseldorf, cinco meses antes da crise de loucura que levou o compositor a se atirar no Reno gelado. Essas obras não são universalmente admiradas, mas este CD traz uma performance muito convincente, uma vez só febril e lírica, com o som bem equilibrado e a invenção musical bem explorada. O que poderia ser mais sedutor do que a abertura silenciosa do terceiro movimento da Sonata Nº 2, marcado como “suavemente, simplesmente”, mas soando igualmente fantasmagórico e surpreendente? Schumann, o mais perturbado dos gênios, raramente falha na música de câmara.

Robert Schumann (1810-1856): Violin Sonatas Nos. 1 & 2

01. Violin Sonata No. 1 in A Minor, Op. 105_ I. Mit Leidenschaftlichem Ausdruck
02. Violin Sonata No. 1 in A Minor, Op. 105_ II. Allegretto
03. Violin Sonata No. 1 in A Minor, Op. 105_ III. Lebhaft

04. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ I. Ziemlich langsam-Lebhaft
05. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ II. Sehr lebhaft
06. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ III. Leise, einfach
07. Violin Sonata No. 2 in D Minor, Op. 121_ IV. Bewegt

Nicolás Chumachenco, violino
Daniel Levy, piano

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Bob Schumann em todo seu esplendor e romantismo
Bob Schumann em todo seu esplendor e romantismo

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo

A espoleta argentina (Córdoba, 1981) Sol Gabetta é… um estouro. Talentosíssima e de sangue quente, Gabetta costuma ser arrebatadora em suas gravações e concertos. Como se não bastasse é simpática e sorridente. Mas aqui temos apenas seu som. É o bastante.

Há alguns anos, ela concebeu o ambicioso projeto no qual tocaria todos os concertos para violoncelo de Vivaldi e mais algumas peças do Padre Vermelho transcritas para o instrumento. Famosa, ela poderia chegar no estúdio e apenas gravar. Ganharia uma boa grana. Só que Gabetta não faz nada pela metade. Para alcançar maior autenticidade, ela imergiu na música do barroco. Não só ela chamou experientes músicos barrocos italianos como resolveu que todo “Il Progetto Vivaldi” seria gravado na Itália. Também mudou seu instrumento para um Guadagnini 1759 e tratou de dominar um arco barroco. Essa atenção aos detalhes é louvável, mas são periféricos. O que interessa é que o resultado é magnífico. Ela e o septeto barroco Sonatori De La Gioiosa Marca deram um banho de bola. A toda moderna Sol Gabetta parece uma menina veneziana do Ospedale della Pietà.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo

Concertos For Cello, Strings & Basso Continuo
Concerto F Major, RV 410

1 Allegro 3:25
2 Largo 5:09
3 Allegro 3:17

Violin Concerto A Minor, Rv 356
4 Allegro 2:50
5 Largo 2:23
6 Presto 2:11

Concerto A Minor, RV 418
7 Allegro 4:14
8 Largo 3:36
9 Allegro 3:00

Concerto B Minor, RV 424
10 Allegro 3:57
11 Largo 2:34
12 (Allegro) 3:21

Concerto G Major, RV 413

13 Allegro 3:05
14 Largo 3:37
15 Allegro 2:32

Concerto C Minor, RV 401
16 Allegro Non Molto 4:32
17 Adagio 3:01
18 Allegro Ma Non Molto 3:08

Violin Concerto F Minor, RV 297 – “Winter” From “The Four Seasons” (Transcripted For Cello By W. Vestidello)
19 Allegro Non Molto 3:15
20 Largo 1:50
21 Allegro 3:00

Sol Gabetta, violoncelo
Sonatori de la Gioiosa Marca

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Sol Gabetta nos lança um ofuscante olhar 43 por trás de seu violoncelo
Sol Gabetta nos lança um ofuscante olhar 43 por trás de seu violoncelo

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Realmente algo especial. Um lindo CD que tem como estrelas o contratenor Andreas Scholl e a flautista Dorothee Oberlinger, acompanhados pelo Ensemble 1700. O nível é altíssimo. Eles alternam obras vocais e concertos, sempre de Bach. O Concerto Nº 5 para Cravo e Orquestra aparece numa transcrição para flauta. Oberlinger tira de letra. É claro que todas as árias têm a participação da flautista, afinal o Ensemble 1700 é dela. Vale muito a pena ouvir este belo momento bachiano. Como eu estava sofrendo de uma severa hipobachemia, a audição deste CD me tranquilizou com o retorno aos níveis normais de Bach no sangue. Agora estou pronto para suportar filosoficamente qualquer chatice ou pequeno revés.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

01. Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Jesus schläft (Aria)

02. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: I. Allegro
03. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: II. Andante
04. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: III. Presto

05. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: I. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust (Aria)
06. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: II. Die Welt, das Sündenhaus (Recitativo)
07. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: III. Wie jammern mich doch die verkehrten Herzen (Aria)
08. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: IV. Wer sollte sich demnach wohl hier zu leben wünschen (Recitativo)

09. V. Mir ekelt mehr zu leben (Aria)

10. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: I.
11. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: II. Largo
12. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: III. Presto

13. Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182: I. Sonata
14. Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182: V. Leget euch dem Heiland unter (Aria)

15. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: I.
16. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: II. Andante
17. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: III. Allegro assai

18. Preise, Jerusalem, den Herren, BWV 119: V. Die Obrigkeit ist Gottes Gabe (Aria)

19. Herz und Mund und Tat und Leben, BWV 147: X. Jesus bleibet meine Freude (Choral)

Personnel:
Dorothee Oberlinger, flute
Andreas Scholl, countertenor
Ensemble 1700

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Garoto tocando flauta, de Judith Leyster (1609-1660)
Garoto tocando flauta, de Judith Leyster (1609-1660)

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John Pickard (1963): The Flight of Icarus

John Pickard (1963): The Flight of Icarus

Gostei mais de The Spindle Of Necessity — que é, na verdade, um Concerto para Trombone e Orquestra — do que das agitadíssimas The Flight Of Icarus e Channel Firing. Pickard gosta de percussão — todos os tipos dela são empregados nas peças, sempre com grande efeito. É uma fórmula: toda a  energia é impulsionada pela percussão, depois vem a orquestra meio zonza e pensativa para tocar um pouco e voltam as explosões. Parece Amazonas, de Villa-Lobos. O arte de Pickard é manter todo esse brilho e ruminação equilibrados. Eu recomendo apenas The Spindle Of Necessity, uma peça singularmente bela e lúgubre, escrita para trombone, cordas e percussão. Ela oferece um intervalo na cansativa fórmula das outras duas peças. Porém, se você gosta de detonações de percussão temperadas por cordas pensativas, este disco é para você.

John Pickard (1963): The Flight of Icarus

1. The Flight Of Icarus (20:33)
2. The Spindle Of Necessity (20:21)
3. Channel Firing (25:29)

Christian Lindberg, trombone
Norrkoping Symphony Orchestra
Martyn Brabbins

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O Voo de Ícaro (1555), de Pieter Bruegel, o Velho (c.1525-69)
O Voo de Ícaro (1555), de Pieter Bruegel, o Velho (c.1525-69)

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Stabat Mater – Música de of Sances, Ziani, Schmelzer, Fux, Bertali & Leopold I

Stabat Mater – Música de of Sances, Ziani, Schmelzer, Fux, Bertali & Leopold I

Um belo disco sacro de compositores normalmente negligenciados. Talvez eles não tenham muitas obras importantes, mas estas aqui são bastante boas. É um CD com obras do barroco inicial. O Stabat Mater (latim para Estava a mãe) é uma prece ou, mais precisamente, uma sequência católica do século XIII. Há dois hinos que são geralmente chamados de Stabat Mater: um deles é conhecido como Stabat Mater Dolorosa (sobre as Dores de Maria), e o outro, chamado Stabat Mater Speciosa, que, de maneira alegre, se refere ao Nascimento de Jesus. A expressão Stabat Mater, porém, é mais utilizada para o primeiro caso — um hino do século XIII, em honra a Maria e atribuído ao franciscano Jacopone da Todi ou ao papa Inocêncio III. Como dissemos, o Stabat Mater é uma sequência, não um canto, e ele foi banido por um tempo pelo Concílio de Trento, mas restaurado ao uso litúrgico no final da década de 1720 pelo Papa Bento XIII. Assim como a proibição pelo Concílio não impediu a onda de uso de álcool, ele não diminuiu a popularidade do Stabat Mater.

Stabat Mater – Música de of Sances, Ziani, Schmelzer, Fux, Bertali & Leopold I

1 Stabat Mater, Pianto Della Madona “Cocerto Di Viole Di Filippo”
Composed By – Sances
Countertenor Vocals – Carlos Mena (2)
12:30
2 Sonata 9 A 5 “Sacro-Profanus Concentus Musicus”
Composed By – Schmelzer
4:17
3 Salve Regina
Composed By – Anonymous
Countertenor Vocals – Carlos Mena (2)
7:15
4 Sonata 11 A 3 “Duodena Selectarum Sonatarum”
Composed By – Schmelzer
5:26
5 Ave Maria
Composed By – Johann Joseph Fux
Countertenor Vocals – Carlos Mena (2)
3:31
6 Sonata 12 A 3 “Duodena Selectarum Sonatarum”
Composed By – Schmelzer
6:23
7 Alma Redemptoris Mater
Composed By – Marc’Antonio Ziani
Countertenor Vocals – Carlos Mena (2)
7:47
8 Sonata A 4
Composed By – Bertali
8:48
9 Reina Coeli “Accompagnamento Di Viole Del Antonio Bertali
Composed By – Leopold I
Countertenor Vocals – Carlos Mena (2)
6:41
10 Sonata 4 A 6 “Sacro-Profanus Concentus Musicus” (1662)
Composed By – Schmelzer
5:17

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Stabat-Mater

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Arie Ritrovate

Antonio Vivaldi (1678-1741): Arie Ritrovate

Mais um disco com árias de Vivaldi. Não há dúvida de que é bom, mas a gente sempre espera algo como aquele extraordinário The Vivaldi Album, de Cecilia Bartoli. Pois é, este Arie Ritrovate fica abaixo. O maestro Ottavio Dantone e seu conjunto Accademia Bizantina, um dos principais expoentes da escola rock and roll de intérpretes barrocos italianos, descobriram uma dúzia de arias extraídas de manuscritos pouco conhecidos de Vivaldi ou inseridas como números alternativos em óperas existentes. Essas “Árias Redescobertas” são legais, mas a gente quer menos musicologia e mais música, não? Há boa música, claro, e a voz de Prina é extremamente atraente contra o som da orquestra, mas, para mim, não bastou.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Arie Ritrovate

1. la verita in cimento, rv739 – sarai qual padre mio (3:23)
2. la verita in cimento, rv739 – se vincer non si puo (4:46)
3. la verita in cimento, rv739 – mi vuoi tradir lo so (2:45)

4. scanderbeg, rv732 – con palme ed allori (5:21)

5. concerto pour cordes en fa majeur, rv136 – allegro (1:40)
6. concerto pour cordes en fa majeur, rv136 – andante (2:12)
7. concerto pour cordes en fa majeur, rv136 – minuetto, allegro (1:13)

8. Teuzzone, rv736 – per lacerarlo (2:22)

9. Tito Manlio, rv738a – abbia respiro il cor (6:12)
10. Tito Manlio, rv738a – perche lacero il foglio (4:20)
11. Tito Manlio, rv738a – tu dormi in tante pene (10:00)

12. concerto pour violon en si bemol majeur, rv369 – allegro ma poco (4:43)
13. concerto pour violon en si bemol majeur, rv369 – largo (3:15)
14. concerto pour violon en si bemol majeur, rv369 – allegro ma poco (4:10)

15. scanderbeg, rv732 – s’a voi penso, o luci belle (7:06)

16. Teuzzone, rv736 – vedi le mie catene (2:40)

17. Orlando furioso, rv84 – porta il sol del tuo sembiante (2:17)

18. Teuzzone, rv736 – alma mia fra tanti affanni (1:53)

Sonia Prina
Accademia Bizantina
Ottavio Dantone

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Baroque OPERA | Painting by Francesco Battagioli. 1756
Baroque OPERA | Painting by Francesco Battagioli. 1756

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.: intermezzo :. Klezmokum: Le Dor Va Dor (2000)

.: intermezzo :. Klezmokum: Le Dor Va Dor (2000)

le dor va dorAqui, os holandeses do Klezmokum dão interpretações modernas de composições de autores judeus que estavam ativos durante a Segunda Guerra Mundial. Destaque para a cantora convidada Sovali (Sofie van Lier). O grupo, além de fazer som Klez como quem toca jazz, usa ritmos sefarditas, músicas folclóricas dos Balcãs, do Oriente Médio e ciganas da Transilvânia. Este CD está com os dois pés na área da curiosidade, mas os caras tocam muito bem e vale a pena ouvir.

Klezmokum: Le Dor Va Dor (2000)

1. Jews and gypsies suite
2. Kineret
3. Di nakht
4. Fun tashlikh
5. Dremlen feygl
6. Yiddish tango
7. A nigun variations
8. El male rachamim
9. Sa’ dâwi variations

Com  Burton Greene (piano) Roberto Haliffi (drums) Perry Robinson (clarinet) Larry Fishkind (tuba) Patricia Beysens (vocals and flügelhorn) Lior Kuperberg (soprano and tenor saxophones) Marek Balata (vocals).

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klezmokum_small

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J.S. Bach (1685-1750): Jesu, Deine Passion (Cantatas BWV 22, 23, 127 & 159)

J.S. Bach (1685-1750): Jesu, Deine Passion (Cantatas BWV 22, 23, 127 & 159)

Coleção de Cantatas menores de Bach magnificamente interpretadas por Herreweghe e turma. Vocês sabem que eu sou que nem João Bosco, né?:

Ô Pixinguinha!
Ô Batista de Fá!
Ô ária de Bach!
Choro de Paulo da Violaaaaa!
Yeah!

Então, mesmo quando a Cantata não é tudo aquilo, a gente fica feliz que nem pinto no lixo, faceiro como mosca em rolha de xarope, vaidoso que nem guri em puteiro, ligado que nem rádio de preso, quieto que nem guri cagado, faceiro como gordo de camiseta, tranquilo como sono de surdo e perfumado que nem mão de barbeiro.

Jesus Nahm Zu Sich Die Zwölfe BWV 22
1 1. [Arioso + Chor] – Jesus Nahm Zu Sich Die Zwölfe 4:48
2 2. Aria – Mein Jesu, Zeihe Mich Nach Dir 4:27
3 3. Recitativo – Mein Jesu, Ziehe Mich, So Werd Ich Laufen 2:10
4 4. Aria – Mein Alles In Allem, Mein Ewiges Gut 2:57
5 5. Chorale – Ertöt Uns Durch Dein Güte 1:45

Du Wahrer Gott Und Davids Sohn BWV 23
6 1, Aria Duetto – Du Wahrer Gott Und Davids Sohn 5:50
7 2. Recitativo – Ach! Gehe Nicht Vorüber 1:20
8 3. Chor – Aller Augen Warten, Herr 3:42
9 4. Choral – Christe, Du Lamm Gottes 4:11

Herr Jesu Christ, Wahr’ Mensch Und Gott BWV 127
10 1. [Choral] – Herr Jesu Christ, Wahr’ Mensch Und Gott 5:15
11 2. Recitativo – Wenn Alles Siich Zur Letzten Zeit Entsetzet 1:10
12 3. Aria – Die Seele Ruht In Jesu Händen 7:26
13 4. Recitativo – Wenn Einstens Die Posaunen Schallen 3:51
14 5. Choral – Ach, Herr, Vergib All Unser Schuld 0:56

Seht, Wir Gehn Hinauf Gen Jerusalem BWV 159
15 1. Arioso + Recitativo – Sehet! 2:50
16 2. Aria [+ Choral] – Ich Folge Dir Nach 3:55
17 3. Recitativo – Nun Will Ich Mich 0:49
18 4. Aria – Es Ist Vollbracht 4:30
19 5. Choral – Jesu, Deine Passion 1:17

Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe

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Gerrit van Honthorst (1592-1656) , A Infância de Cristo (1620)
Gerrit van Honthorst (1592-1656) , A Infância de Cristo (1620)

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Johannes Brahms (1833-1897): Um Réquiem Alemão (Rattle)

Johannes Brahms (1833-1897): Um Réquiem Alemão (Rattle)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Com excertos retirados deste post.

(…) o notável, perfeito Um Réquiem Alemão, de Johannes Brahms, aquele mesmo que é chamado pelos tolos de O Réquiem Ateu, como se falar pouco em deus o tornasse ateu. (Ateu sou eu, Brahms não era, infelizmente). (…)

(…) Afinal, este Réquiem existe por um só motivo: a morte da mãe do compositor em fevereiro de 1865. O Réquiem de Brahms, escrito entre 1865 e 1868, tem várias curiosidades: é composto de sete movimentos, que juntos resultam em algo entre 65 a 75 minutos, tornando-o a mais longa composição de Brahms. Há mais: Um Réquiem Alemão é música sacra, mas não litúrgica e, ao contrário de uma tradição musical de séculos, não é cantado em latim e sim em língua alemã, de onde vem seu título Ein deutsches Requiem ou Um Réquiem Alemão. (…)

(…) Sabem vocês que a primeira referência ao Réquiem está em uma carta de 1865 que Brahms escreveu para Clara Schumann, viúva de Robert e sua provável amante? Escreveu que pretendia desenvolver uma peça a ser “uma espécie de Réquiem alemão”. Depois, Brahms teria dito ao diretor de música na Catedral de Bremen, que teria de bom grado chamado o trabalho de Um Réquiem Humano. Mais adiante, vocês verão que este sujeito de Bremen era um cagão (…)

(…) Embora as Missas de Réquiem na liturgia católica comecem com orações pelos mortos, o de Brahms centra-se na vida, começando com o texto “Bem-aventurados são aqueles que suportam a dor, porque serão consolados”. O tema do conforto aos que ficam repete-se em todos os movimentos seguintes, exceto o final (…)

(…) Em seu Réquiem, Brahms omitiu propositalmente qualquer dogma cristão. Até pelo fato da ideia de deus ser vista sempre como fonte de consolo, a simpatia pelo humano persiste por todo o tempo, o que não significa dizer que o Réquiem seja ateu, apesar de sua contenção religiosa, longe daquele hábito de rasgar-se musicalmente pelo criador. De qualquer forma, a enigmática escolha dos textos fica para os musicólogos decifrarem. Quando o diretor da catedral de Bremen expressou sua preocupação com isso, Brahms recusou-se a adicionar o movimento que lhe fora sugerido: “A morte redentora do Senhor, etc.” (João 3 : 16). E, por incrivel que pareça, em Bremen, o citado diretor obrou finalizar o Réquiem por uma ária do Messias de Handel, — ??? — “I know that my redeemer liveth”. Tudo para satisfazer o clero. Um total abuso. (…)

(…) Meus pensamentos giravam sobre como o Réquiem fora inicialmente detestado. Wagner mandou bala contra ele, mas temos que lhe dar o mérito da coerência e Wagner: ele erra sempre e sempre com farta documentação. Na verdade, estava apenas puto com o título “Alemão”. Nada mais “Alemão” do que ele, o que Brahmas estava pensando? A reavaliação do Réquiem veio através de Schoenberg e seu brilhante ensaio Brahms the progressive. Então, a história da percepção a Brahms descreveu um círculo completo: a partir da década de 1860, seu trabalho passou a ser visto como “moderno” e “difícil”. As depreciações do inimigo Wagner o tornaram “clássico” e “‘acadêmico” em 1880. E, em meados do século XX, o homem voltou a ser moderno e denso. Agora, é eterno. (…)

Johannes Brahms (1833-1897): Um Réquiem Alemão (Ein Deutsches Requiem)

1. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: I. Selig Sind, Die Da Leid Tragen (Ziemlich Langsam) 9:57
2. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: II. Denn Alles Fleisch Es Ist Wie Gras (Langsam, Marschmässig) 14:14
3. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: III. Herr, Lehre Doch Mich (Andante Moderato) 9:13
4. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: IV. Wie Lieblich Sind Deine Wohnungen (Mässig Bewegt) 4:54
5. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: V. Ihr Habt Nun Traurigkeit (Langsam) 7:34
6. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: VI. Denn Wir Haben Hie Keine Bleibende Statt (Andante) 10:43
7. Ein Deutsches Requiem (A German Requiem) Op. 45: VII. Selig Sind Die Toten (Feierlich) 10:30

Dorothea Röschmann, soprano
Thomas Quasthoff, barítono

Rundfunkchor Berlin
Simon Halsey
Berliner Philharmoniker
Sir Simon Rattle

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Simon Rattle em 2017: vamo cantá, minha gente!
Simon Rattle em 2017: canta, canta, minha gente!

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Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47 / Prokofiev (1891-1953): Concerto para Violino Nº 2, Op. 63 / Glazunov (1856-1936): Concerto para Violino, Op. 82

Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47 / Prokofiev (1891-1953): Concerto para Violino Nº 2, Op. 63 / Glazunov (1856-1936): Concerto para Violino, Op. 82

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco é de tal qualidade que foi postado três vezes aqui no PQP… Todos os links expiraram. Reproduzo o texto de cada uma das postagens:

Carlinus em 

FDP Bach em 12 de junho de 2015: Preparem-se pois lá vem chumbo grosso. Mas não precisam se preocupar, a munição é apenas música de excepcional qualidade interpretada por um dos maiores, quiçá o maior violinista do século XX. Jascha Heifetz estabeleceu um novo padrão de referência quando começou a destacar-se como solista. Nada foi como antes depois dele. A frase ficou esquisita, mas acho que os senhores entenderam. E também creio que esse gigante dispensa apresentações. Qualquer coisa, podem fuçar o Google, a Wikipedia, etc. E chega de papo…

PQP Bach em 30 de junho de 2013: Jascha Heifetz, alguma dúvida? Aqui ele toca o espetacular e ultra-solado Concerto de Sibelius, o bom Concerto de Prokofiev com seus esplêndidos segundo e terceiro movimentos e outro bem  ruinzinho de Glazunov, autor cujo maior mérito foi o ter sido professor de Shostakovich, que não o suportava nem como compositor e muito menos como autor. BAITA DISCO!

Jean Sibelius (1865-1957)
Violin concerto in D minor, op. 47
Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendi

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Violin concerto No. 2 in G minor, op. 63
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch

Alexander Glazunov (1865-1936)
Violin concerto in A minor, op. 82
RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendl

Jascha Heifetz, violin

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Heifetz, o melhor de todos
Heifetz, o melhor de todos

Carlinus – FDP – PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (transcrita para órgão)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (transcrita para órgão)

É um paradoxo. Talvez não haja nada mais engraçado e nada mais lamentável do que o humor involuntário. Este disco, esta transcrição de David Briggs causa frouxos de riso em qualquer pessoa que conheça minimamente a quinta de Mahler ou mesmo o estilo do compositor. A comparação com nossa lembrança do que é a sonoridade do compositor austro-húngaro torna tudo uma grande piada. É óbvio que eu ouvi tudinho até o fim. A surpresa inicial e o Scherzo são os momentos mais hilariantes.

É claro que Briggs toca muito bem e por vezes é bem sucedido, mas, olha, não adianta. Para mim, estamos diante de um CD altamente cômico.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (transcrita para órgão)

1. Trauermarsch 12’32
2. Sturmisch bewegt 14’15
3. Scherzo 18’10
4. Adagietto 9’34
5. Rondo – Finale, Allegro 17’05

David Briggs (transcrição e órgão)

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O estranho mundo de David Briggs
O estranho mundo de Briggs

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W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos No. 14 & No. 26 “Coronation Concerto”

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos No. 14 & No. 26 “Coronation Concerto”

Em homenagem a meu pai, que faleceu há 24 anos e que adorava estes concertos

Mais do que o saudoso Claudio Abbado, quem dá um show nesta gravação ao vivo é a portuguesa Maria João Pires. O Concerto Nº 14 é bem mais ou menos, na opinião deste comentarista. É música sem muito brilho… Já o Nº 26 é maravilhoso. Foi composto para as festas de coroação do Imperador da Áustria, Leopoldo II, em 1790.  Fora da Áustria, ninguém mais fala deste Leo II, já de Mozart… Há uma característica pouco habitual neste concerto: o compositor não informou o tempo de dois dos andamentos. A partir do 17º, todos os concertos para piano de Mozart são ótimos. Este 26º talvez seja o mais simples deles, o que não o faz menor. O simplíssimo movimento lento é irresistível, por exemplo. Mas o 26º tem ar de ser mais antigo que o 23, 24 e 25. Pode não ser, mas que tem um arzinho de gaveta, tem.

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos No. 14 & No. 26 “Coronation Concerto”

1. Piano Concerto No.14 In E Flat, K.449 – 1. Allegro Vivace – Cadenza: Mozart 8:37
2. Piano Concerto No.14 In E Flat, K.449 – 2. Andantino 6:51
3. Piano Concerto No.14 In E Flat, K.449 – 3. Allegro Ma Non Troppo 6:00

4. Piano Concerto No.26 In D, K.537 ”Coronation” – 1. Allegro – Cadenza: Paul Badura-Skoda 14:22
5. Piano Concerto No.26 In D, K.537 ”Coronation” – 2. (Larghetto) 5:38
6. Piano Concerto No.26 In D, K.537 ”Coronation” – 3. (Allegretto) 10:36

Maria João Pires, piano
Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado

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Dupla de respeito, nossa!
Dupla de respeito, nossa!

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Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sinfonias e Concertos para Violoncelo

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sinfonias e Concertos para Violoncelo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Cafe Zimmermann é um desses grupos que deixam a gente feliz de ouvir. Tesão e pegada é com eles mesmo. E a música do mano CPE, o verdadeiro precursor de Beethoven, é boníssima e interessante, de temas curtos e afirmativos, exatamente daquele tipo que seria a especialidade do mestre surdo de Bonn. Recomendo fortemente o CD que mostra gente alegre e bebendo na capa. É isso mesmo, uma música cheia de vida, um belo início para o fim-de-semana e uma boa volta para PQP, ausente do blog por aproximadamente duas semanas, não?

Carl Philipp Emanuel Bach – Symphonies and concertos pour violoncelle (2006)

Sinfonia pour deux violons, alto et basse en Do Majeur, WQ 182/3;
1. I. Allegro Assai
2. II. Adagio
3. III. Allegretto

Sinfonia pour deux violons, alto et basse en Si Mineur, WQ 182/5;
4. I. Allegretto
5. II. Larghetto
6. III. Presto

Concerto pour violoncelle, avec deux violons, alto et basse en La Majeur, WQ 172;
7. I. Allegro
8. II. Largo
9. III. Allegro Assai

Sinfonia pour deux violons, alto et basse en Mi Majeur, WQ 182/6;
10. I. Allegro di molto
11. II. Poco andante
12. III. Allegro spirituoso

Sinfonia pour deux violons, alto et basse en Sol Majeur, WQ 182/1;
13. I. Allegro di molto
14. II. Poco adagio
15. III. Presto

Cafe Zimmermann:

Pablo Valetti, violon & konzertmeister
David Plantier, violons
Fabrizio Zanella, violons
Farran James, violons
Nick Robinson, violons
Helena Zemanova, violons
Juan Roque Alsina, violons
Laura Johnson, violons
Patricia Gagnon, altos
Diane Chmela, altos
Petr Skalka, violoncelle solo
Dmitri Dichtiar, violoncelles
Etienne Mangot, violoncelles
Ludek Brany, contrebasse
Celine Frisch, clavecin

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Aumente o volume: é o Cafe Zimmermann ensaiando
Aumente o volume: é o Cafe Zimmermann ensaiando

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Glazunov / Prokofiev / Shchedrin: Concertos para Violino e Orquestra

Glazunov / Prokofiev / Shchedrin: Concertos para Violino e Orquestra

O Concerto de Glazunov é virtuosístico e muito chato. A coisa melhora muito quando chegamos a Prokofiev e permanece em alto nível com Shchedrin. Mas vamos com calma. Neste CD, temos três obras altamente contrastantes da Rússia e da União Soviética do século XX. Anne-Sophie Mutter é a solista no Concerto para Violino altamente lírico e chato de Glazunov, estreado em 1905, e no nervoso Concerto para Violino Nº 1 de Prokofiev, que é da época da Revolução. Eles são complementados pela majestosa Stihira de Rodion Shchedrin, inspirada pela música litúrgica ortodoxa e composta em 1987 para Mstislav Rostropovich e a Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, D.C.

Glazunov / Prokofiev / Shcherdin: Concertos para Violino e Orquestra

Alexander Glazunov (1865 – 1936)
Violin Concerto in a minor, Op. 82
1) Moderato – Andante – Allegro [20:00]

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)
Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19
2) I – Andantino – Andante assai [9:12]
3) II – Scherzo – Vivacissimo [3:46]
4) III – Moderato [8:23]

Rodion Shchedrin (born 1932)
Stihira
5)Hymn for the Millenary of the Christianisation [22:14]

Anne-Sophie Mutter, violin
National Symphony Orchestra
Mstislav Rostropovich

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Mstislav_Rostropovich e sua esposa, a cantora Galina Vishnevskaya, com as as filhas em casa e a TV desligada
Mstislav Rostropovich e sua esposa, a cantora Galina Vishnevskaya, com as filhas em casa e a TV desligada. Nem sombra de Mutter em nossa foto.

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John Adams (1947): Harmonielehre / Short Ride in a Fast Machine (Tilson Thomas)

John Adams (1947): Harmonielehre / Short Ride in a Fast Machine (Tilson Thomas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Michael Tilson Thomas e a Sinfônica de São Francisco tocando John Adams. Não tinha como dar errado. Trazemos hoje um disco inteligente e vivo, muito vivo, procês. Tilson Thomas e Adams têm longa colaboração e foi com a SFS a estreia de Harmonielehre em 1985 (com regência de Edo de Waart). Não significa tanto, mas este CD, que também tem Short Ride in a Fast Machine, ganhou vários prêmios, inclusive um Grammy. Essas duas obras de Adams são pedras fundamentais da música norte-americana, duas obras-primas modernas. Short Ride é um portal de entrada. Harmonielehre é uma majestosa sinfonia. Divirtam-se.

John Adams (1947): Harmonielehre; Short Ride in a Fast Machine

1 Harmonielehre: Part I 17:23
2 Harmonielehre: Part II: The Anfortas Wound 12:54
3 Harmonielehre: Part III: Meister Eckhardt and Quackie 11:48

4 Short Ride in a Fast Machine 5:04

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John Adams: esse é gênio.
John Adams: esse é gênio.

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