C. P. E. Bach / J. C. Bach / J. C. F. Bach / W. F. Bach: Bachiana – Double Concertos (Goebel / MAK)

C. P. E. Bach / J. C. Bach / J. C. F. Bach / W. F. Bach: Bachiana – Double Concertos (Goebel / MAK)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este outro Bachiana de Goebel e grupo é uma excelente coleção de concertos dos filhos de Bach, meus irmãos. O trabalho mais substancial, neste disco bem preenchido de música, é o Concerto de C.P.E. Bach para Cravo e Pianoforte de 1788, ano de sua morte. Os dois instrumentos são tratados como iguais, e a orquestra também desempenha um papel significativo. O primeiro movimento oferece uma combinação única de drama — especialmente nas violentas interjeições da orquestra — e de inteligência picante, características marcantes e que se mostram novamente no presto. Esses movimentos cercam um larghetto grave, de beleza austera. É um trabalho profundamente pessoal. Mas o Concerto para Viola e Pianoforte de Johann Christoph Friedrich Bach não fica atrás. As outras duas peças também têm bastante apelo. OK, A Sinfonia Concertante de J.C. Bach é fraquinha, mas o Concerto para Flauta de Wilhelm Friedemann Bach é ótimo. Ele abre com um primeiro movimento de texturas complexas e passa para um largo gentil e depois para um delicioso final vivace.

Sinfonia Concertante For Violin, Violoncello, 2 Oboes, Strings And Basso Continuo In A Major WC 34 (T284/4)
Cadenza – Stephan Schardt
Composed By – Johann Christian Bach
Violin – Stephan Schardt
Violoncello – Joachim Fiedler
(13:10)
1 1. Andante di molto 8:00
2 2. Rondeau: Allegro assai 5:10

Concerto For Flute, Strings And Basso Continuo In D Major BR WFB C 15
Composed By – Wilhelm Friedemann Bach
Flute – Verena Fischer
(20:36)
3 1. Un poco Allegro 6:59
4 2. Largo 8:52
5 3. Vivace 4:45

Concerto For Fortepiano And Viola, 2 Horns, 2 Oboes, Strings And Basso Continuo In E Flat Major BR JCFB C 44
Composed By – Johann Christoph Friedrich Bach
Fortepiano – Robert Hill (9)
Viola – Reinhard Goebel
(25:50)
6 1. Allegro con brio 12:39
7 2. Larghetto cantabile 5:24
8 3. Allegretto 7:47

Concerto For Harpsichord And Fortepiano, 2 Flutes, 2 Horns, Strings And Basso Continuo In E Flat Major H 479 (Wq. 47 )
Composed By – Carl Philipp Emanuel Bach
Fortepiano – Robert Hill (9)
Harpsichord – Léon Berben
(17:24)
9 1. Allegro molto 6:43
10 2. Larghetto 6:28
11 3. Presto 4:09

Musica Antiqua Köln
Reinhard Goebel, conductor, viola
Stephan Schardt, violin
Joachim Fiedler, violoncello
Verena Fischer, transverse flute
Robert Hill, fortepiano
Léon Berben, harpsichord

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O MAK em seus últimos anos.

PQP

.: interlúdio :. Pat Metheny: 80/81

.: interlúdio :. Pat Metheny: 80/81

Traduzido mal e porcamente por PQP Bach. Achei aqui, ó.

Em 26 de maio de 1980, cinco músicos de jazz reuniram-se no Talent Studio em Oslo, Noruega. Eles estavam atrasados ​​após os respectivos voos, estavam de olhos vermelhos e tinham um dia inteiro de gravação pela frente. A sessão foi idealizada pelo mais jovem, um guitarrista de 26 anos que sonhava em trazer alguns de seus músicos preferidos para tocarem juntos pela primeira vez. O que se seguiu foi uma das sessões de gravação mais produtivas e inspiradoras do jazz moderno. Após pouco mais de um dia de gravação, a sessão rendeu um álbum duplo em LP que completou 40 anos de admiração e sucesso no último mês de maio. Vamos um pouco da história desta reunião de gênios promovida por Pat Metheny para a gravadora ECM.

Metheny não era novo no local de gravação e nem no selo da ECM com seu gerente Manfred Eicher. Em 1974, quando fazia parte da banda de Gary Burton, ele conheceu Eicher ao gravar o álbum Ring. No ano seguinte, gravou o álbum Dreams So Real com Gary Burton e seu primeiro álbum solo, Bright Size Life. Sua primeira vez no Talent Studio com o engenheiro Jan Erik Kongshaug foi em 1976 para a gravação de Passengers, do quinteto de Gary Burton, para a qual ele também escreveu parte do material. Os dois primeiros discos do Pat Metheny Group e o fantástico solo New Chautauqua vieram logo depois, também gravados pela lendária dupla de produtores / engenheiros Eicher / Kongshaug. O bom gosto que eles aplicaram no estúdio agora faz parte do lendário som ECM e funcionou perfeitamente para o estilo que Metheny estava criando no final dos anos 70. Então, após uma louca turnê, incluindo Shadows and Light, de Joni Mitchell, ele estava pronto para o próximo projeto.

Em uma entrevista de 1978 para a revista Downbeat, Pat Metheny expressou suas reservas sobre as restrições impostas a ele por Manfred Eicher: “Se Manfred conseguir o que quer, todo álbum que fizer terá seis baladas e uma bossa nova. Existem alguns problemas pra mim na ECM, mas ainda assim é 50 vezes melhor do que qualquer outra coisa.” Seu último álbum dos anos 70, American Garage, era de fato uma raridade no catálogo da ECM por ser produzido pelo próprio Metheny com a ajuda de Richard Niles. Metheny tinha o maior respeito por Eicher, mas este dissera certa vez que Metheny era “muito comercial…”, frase normalmente ausente no vocabulário de um produtor musical. Em cordial resposta, Pat disse: “Para mim, a única falha real é que Manfred tende a escolher artistas que não sabem dançar”. No entanto, no início de 1980, Metheny era uma estrela na cena do jazz e sua nova posição no mundo permitia-lhe escolher quem convidar para uma sessão de gravação. De fato, naquela sessão de maio de 1980, todos os quatro músicos balançavam como pouquíssimos.

Manfred Eicher e Jan Erik Kongshaug

Metheny não pediu apenas que quatro notáveis músicos viessem para as sessões de 80/81. Ele tinha uma visão clara de como eles soariam juntos e escreveu novas músicas com o som e a personalidade deles em mente. Curiosamente, também reunira músicos que nunca tinham tocado ou gravado antes. Por incrível que pareça, o baixista Charlie Haden e o baterista Jack DeJohnette, que entre tocaram com quase todo mundo no jazz que vale a pena ouvir nos quinze anos que antecederam a sessão 80/81, não tinham gravado nada juntos até aquele momento. Os dois saxofonistas tenor, Dewey Redman e Mike Brecker, também estrearam juntos. Metheny decidiu excluir do álbum sua colaboração com Ornette Coleman na música Song X, que foi lançada depois.

Metheny lembra: “Pela primeira vez trabalhei com sopros e tive de considerar o elemento da respiração. Um dia, notei que todos os instrumentos com os quais eu havia trabalhado nas gravações de Gary e meus eram instrumentos do grupo rítmico: piano, baixo, guitarra, vibrafone, bateria, percussão e sintetizador. Nunca tive a oportunidade de escrever para este elemento Humano, o sopro, e realmente me arrependi de não tê-lo feito antes.”

Os dois saxofones tenor são apresentados juntos em três temas do álbum. Dois deles são enérgicos e permitem que Redman e Brecker se esbaldem. Open, um veículo de improvisação para todos os solistas, e  Pretty Scattered, com um tema que se assemelha a algumas das melodias distorcidas de Ornette Coleman. A terceira é a mais tranquila The Bat, que teve uma apresentação diferente e memorável no álbum seguinte de Metheny, Offiramp. 

O quão bem Redman e Brecker se conectaram é melhor contado por Metheny. Em um podcast que dedicou ao making of 80/81, ele contou uma história que aconteceu durante a curta turnê europeia que o grupo tocou no verão de 1981: “Algo que aconteceu com Mike e Dewey nessa turnê que é uma das as coisas mais incríveis que já experimentei. Eles eram tipos diferentes de instrumentistas, eles não se sobrepunham de forma alguma. No início, tivemos um show em um festival de jazz em Portugal e David Oakes, na época um técnico de som relativamente novo, disse: “OK, deixe-me ouvir um pouco dos sax tenores. Mike, toque”. Mike subiu no palco e tocou. Então, “Dewey, toque alguma coisa”. E Dewey subiu no microfone e tocou qualquer coisa. Então ele completou seu teste: “Agora vocês dois tocam algo ao mesmo tempo”. Jack DeJonette e eu estávamos sentados atrás deles, e vimos ambos caminharem até o microfone e tocarem uma  longa frase improvisada, total e completamente em uníssono, como um só saxofone. E eles, Jack, eu e David Oakes paramos e nos encaramos por cerca de dez segundos. Como? O que aconteceu? Se você tivesse escrito uma cadência e dissesse “toquem isso”, eles a praticariam por alguns dias até tocarem daquela forma.

A trupe on tour

A música 80/81 foi escrita para Dewey Redman, que Metheny conheceu durante uma turnê com a banda de Gary Burton no início dos anos 70. Redman também tocava no quarteto americano de Keith Jarrett. Esse quarteto, incluindo Charlie Haden no baixo e Paul Motian na bateria, foi uma das melhores combinações de jazz dos anos 70 e deixou uma profunda impressão em Metheny, que lembrou os métodos peculiares de Redman: “Keith escrevia temas para Dewey que eram muito difíceis e ele descobria uma forma de tocá-las que não seriam o que você esperaria. Quando dei a música a Dewey, ele a levou ao banheiro por cerca de duas horas e praticou arpejos. Então, saiu e disse: OK, vamos gravar. E não tocou nada parecido em seu brilhante solo.”

Depois de tocar todas as composições que Pat Metheny preparou para a sessão, a banda percebeu que  tinha material para mais de um álbum. Manfred Eicher sugeriu que continuassem gravando para preencher um registro duplo. Pat Metheny ficou sem material, mas Charlie Haden trouxe alguns arranjos de Ornette Coleman. Um deles foi Turnaround, lançado pela primeira vez no segundo álbum de Ornette, Tomorrow Is the Question!, de 1959. Metheny, mesmo bem versado na música de Coleman, não conhecia essa música e a aprendeu no estúdio. Já Haden e DeJohnette estavam se divertindo muito, e Charlie Haden pode ser ouvido no final da gravação, todo empolgado com a interpretação de Jack DeJohnette.

Jack DeJohnette em 1981

Um dos destaques do 80/81 é uma música que Metheny escreveu para Mike Brecker, Every Day (I Thank You). Ela foi escrita em um quarto de hotel em Bremen, Alemanha, tarde da noite, depois de um show. No rico catálogo de melodias bem elaboradas de Metheny, essa é uma das mais memoráveis ​​e especiais, devido ao toque emocionante de Brecker. Como composição, é certamente a mais interessante e complexa do álbum, e se encaixou perfeitamente no repertório do Pat Metheny Group: “Eu tive muito trabalho para criar uma música com diferentes seções e tempos, mas tudo isso não é nada comparado à profundidade emocional com que Mike tocou a melodia.” Para Mike Brecker, que estava no processo de abandonar as drogas na época, toda a sessão foi um evento que mudou sua vida, e essa música em particular o afetou profundamente. Metheny: “Quando eu estava escrevendo a música, imaginava como Mike tocaria isso, e a música está fortemente associada a ele. Ele estava passando por um momento difícil, no meio de um processo complicado. Estava sofrendo muito. Nas notas para a série ECM Selected Recordings dedicada à sua música, Metheny escreveu: “Mike Brecker sempre falou sobre como esse disco foi um ponto de virada para ele e o que ele fez ali afetou tudo o que fez depois. “

O 80/81 foi lançado como código de catálogo ECM 1180/81, pois a ECM possui um número único para cada LP, incluindo LPs duplos e conjuntos de caixas. A banda gravou e lançou o álbum em 1980 e o apresentou ao vivo durante sua turnê em 1981. Número de shows à parte, o álbum foi bem-sucedido para a ECM e Metheny, alcançando de cara o número quatro nas paradas de jazz da Billboard. Uma rápida olhada no resto da parada daquela semana mostra o sombrio estado do jazz norte-americano da época, com álbuns pouco inspiradores. 80/81 ganhou o prêmio de registro de jazz do ano.

Minha música favorita no álbum é a abertura Two Folk Songs. Ainda me lembro da primeira vez que ouvi o álbum e a pura emoção que senti imediatamente após a agulha cair no lado um do primeiro LP. Este deve ser uma das melhores primeiras músicas de álbuns de todos os tempos. O violento e bonito toque de violão marca você e, antes que você tenha tempo de se recuperar da surpresa, o resto da banda se une com uma energia implacável que continua por mais de 20 minutos da música. Metheny introduziu esse estilo de dedilhar no New Chautauqua do ano anterior, mas Two Folk Songs ainda não tinham sido usadas no contexto de um quarteto de jazz. Metheny: “Até onde eu sei, foi a primeira vez que houve esse tipo de dedilhar de guitarra integrado estilisticamente com a abordagem ultramoderna de Jack DeJohnette tocar bateria. Além disso, a conexão que Charlie e eu tínhamos com Missouri fez com que o Two Folk Songs tivesse um pulso mais autêntico.”

Mike Brecker, Pat Metheny, Dewey Redman e Charlie Haden

Todos os músicos estavam em sua melhor forma em Two Folk Songs. Brecker toca como se eu nunca o tivesse ouvido em nenhum outro lugar. Metheny percebeu isso no estúdio durante a gravação: “O jeito que Brecker tocava nessa faixa era meio assustador na época. Era, cara, o que é isso? Era algo que tem todo o vocabulário pós Coltrane. Em uma ocasião separada, Metheny disse: “A posição mais traiçoeira no jazz era a de ser o cara que precisa fazer um solo logo após Mike Brecker”.

Cerca de 13 minutos e meio da música, enquanto a banda encerra a primeira música folclórica, Charlie Haden inicia a segunda tocando uma versão lenta e com alma do Old Joe Clark, uma antiga música folclórica americana geralmente tocada com banjo ou rabeca. E em alta velocidade. Ele tocara essa música vinte anos antes no álbum Change Of The Century do quarteto de Ornette Coleman. A vivência de Metheny e Haden no meio-oeste norte-americano podem ter começado aqui e culminado no álbum Beyond The Missouri Sky: “Charlie realmente experimentou essa coisa do meio-oeste. Quando ele era criança, estava em turnê com a banda da família, tocando em programas de rádio e tocando com a mãe Maybelle Carter. Ele tem isso de uma maneira muito mais profunda do que eu, mesmo que eu sempre tenha me sentido muito próximo do tipo de música que sai de lá ”.

Pat Metheny: 80/81

Disc 1
1. Two Folk Songs 20:46
2. 80/81 7:27
3. The Bat 5:58
4. Turnaround 7:05

Disc 2
1. Open 14:26
2. Pretty Scattered 6:56
3. Every Day (I Thank You) 13:16
4. Goin’ Ahead 3:51

Pat Metheny – guitar
Charlie Haden – bass
Jack DeJohnette – drums
Michael Brecker – tenor saxophone
Dewey Redman – tenor saxophone

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Vamos fazer de conta que temos a mesma altura que o nanico do Metheny?

PQP Bach

Johann Michael Bach (1648-1694) / Georg Christoph Bach (1642-1697) / Johann Christoph Bach (1642-1703) / Heinrich Bach (1615-1692): Cantatas compostas por membros da família Bach (Goebel-MAK)

Johann Michael Bach (1648-1694) / Georg Christoph Bach (1642-1697) / Johann Christoph Bach (1642-1703) / Heinrich Bach (1615-1692): Cantatas compostas por membros da família Bach (Goebel-MAK)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Motivo do upgrade: o CD que tinha postado em 16/03/2008 tinha problemas, conforme vocês podem saber lendo a história abaixo. Agora, recebi o CD original comprado e o reposto. Agora, tudo está perfeito. Deixo a história abaixo só como memória.

Vou ter de primeiro contar a incrível história deste CD aqui em casa. Vi este CD para baixar em um site e o fiz em 17 de agosto de 2007. Na semana passada, chegou a vez de ouvi-lo. (Vejam como estou atrasado, ouço tudo na ordem em que baixo…) Gravei em CD porque preciso desesperadamente de espaço em disco e o pus para ouvir. Fiquei maravilhado… Não, estou sendo por demais discreto; fiquei foi pasmo, entusiasmadíssimo, gritava e cantava pela sala.

Só que, ao chegar na última faixa do CD 1, havia uma falha. Lá pelo nono minuto apareciam uns barulhos como shhhhhh, puft, caploft e pifffff. Segui ouvindo porque logo a coisa parava. No segundo CD, faixa 5, nova falha curta: uns tic, tic, tic. Tudo bem. Peguei o CD e joguei no lixo seco. Procurei o arquivo para baixar novamente e o achei em outro site, desta vez no Branle de Champagne. Liguei o notebook no aparelho de som e, merdas das merdas, ouvi as mesmas falhas. Simples: resolvi comprar o CD. Fui na bosta da Amazon… em todas as lojas de CDs e… nada! O CD só existia em catálogos antigos. Fiquei sabendo que fora gravado em 1986 e que havia ganho vários prêmios de melhor disco de 1987, incluindo o Grand Prix du Disque, categoria geral.

O CD desapareceu. Quem tem não vende, pois ele não aparece nos usados de nenhum acervo e novo nem pensar. Resultado: voltei ao lixo seco e peguei-o como relíquia. Mesmo com pequenas falhas na faixas citadas. Então, posto-lhes esta maravilha vinda diretamente de minha lixeira.

Lixeira de PQP_BachSim, a lixeira bonitinha ao lado é a do lixo seco aqui de casa. Parece a do Manda Chuva. Tirei a foto com meu celular pra lá de ruim. Bem, o CD entra na categoria de Recital recém criada por este blog. É absolutamente obrigatório, espetacular, formidável e sensacional – mostrando que genética funciona e que de onde mais se espera é dali mesmo que sairá alguma coisa… E não contrário. Há muita coisa boa e nunca dantes ouvida por vossos ouvidos, tenho certeza. Ah, se alguém conseguir o CD sem falhas, que se apresente.

(Mas, enfim, comprei a coisa e tudo isso teve um final feliz).

Johann Michael Bach (1648-1694) / Georg Christoph Bach (1642-1697) / Johann Christoph Bach (1642-1703) / Heinrich Bach (1615-1692): Cantatas compostas por membros da família Bach (Goebel-MAK)

CD1

1 Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ – Bach, Johann Michael
2 Auf, laßt uns den Herren loben – Bach, Johann Michael <—- Linda!
3 Es ist ein großer Gewinn – Bach, Johann Michael
4 Liebster Jesu, hör mein Flehen – Bach, Johann Michael
5 Ach, wie sehnlich wart’ ich der Zeit – Bach, Johann Michael
6 Siehe, wie fein und lieblich – Bach, Georg Christoph
7 Meine Freundin, du bist schön – Bach, Johann Christoph

CD 2

1 Es erhu sich ein Streit – Bach, Johann Christoph
2 Ach, daß ich Wassers g’nug hätte – Bach, Johann Christoph <—- Linda!
3 Herr, wende dich und sei mir gnädig – Bach, Johann Christoph
4 Wie bist du denn, o Gott, im Zorn auf mich entbrannt – Bach, Johann Christoph
5 Die Furcht des Herrn – Bach, Johann Christoph
6 Ich danke dir, Gott – Bach, Heinrich

Reinhardt Goebel,
Musica Antiqua Köln, MAK

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Esta era a Família Bach da qual PQP foi escorraçado.
Esta era a Família Bach da qual PQP foi escorraçado.

PQP

.: interlúdio :. Carla Bley: Life goes on

.: interlúdio :. Carla Bley: Life goes on

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um impressionante álbum de músicas novas da pianista / compositora / band leader Carla Bley (84), cujo trio com Andy Sheppard (63) e Steve Swallow (80) está agora em seu 25º ano. Mas a associação é ainda mais antiga: o baixista Swallow — marido de Bley há décadas — gravou pela primeira vez uma música dela em 1961. Então, quando Bley diz Life Goes On, fala de muita vida. Após dois outros álbuns do trio para a ECM, Trios (2013) e Andando el Tiempo (2016), esta gravação, realizada no Auditorio Stelio Molo Studio em Lugano, em maio de 2019, com a produção de Manfred Eicher, assume a forma de três suítes de danças calmas e de musicalidade perfeitas. A peça-título é como um blues estoico, primeiro melancólico e depois esperançoso. Beautiful Telefones, inspirado pela primeira observação de um presidente dos EUA ao entrar no Salão Oval, tem muito do humor e da inteligência sombria de Bley. E Copycat explora como os improvisadores seguem (e imitam) os pensamentos um do outro. O piano de Carla, com suas notas de Monk e Satie, é belamente enquadrado pelo eloquente e elegante baixo de Swallow e pelos sax de Sheppard. Esse trio tem um som coletivo único, refletindo um raro domínio musical. Eu amo Carla Bley e ponto.

.: interlúdio :. Carla Bley (Life goes on)

1. Life Goes On: Life Goes On (6:00)
2. Life Goes On: On (4:47)
3. Life Goes On: And On (4:10)
4. Life Goes On: And Then One Day (9:03)
5. Beautiful Telephones (Pt. 1) (4:36)
6. Beautiful Telephones (Pt. 2) (6:14)
7. Beautiful Telephones (Pt. 3) (6:16)
8. Copycat: After You (5:29)
9. Copycat: Follow The Leader (0:17)
10. Copycat: Copycat (9:52)

Carla Bley: piano
Andy Sheppard: saxofones tenor e soprano
Steve Swallow: baixo

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Bley – Swallow – Sheppard: competência e sensibilidade absurdas.

PQP

H. Bach, J. Christoph Bach, J. L. Bach, J. S. Bach, Cyriacus Wilche: Bachiana ~ Música na Família Bach (Goebel-MAK)

H. Bach, J. Christoph Bach, J. L. Bach, J. S. Bach, Cyriacus Wilche: Bachiana ~ Música na Família Bach (Goebel-MAK)

Não chega a ser um disco que se aprofunde muito na música da imensa família Bach, mas é bom de ouvir. A gente conclui o óbvio: vai tudo mais ou menos agradável até que aparece Johann Sebastian, quando a coisa fica espetacular. O homem era mesmo demais e a comparação de meu pai com seus parentes… Fica mais equilibrado quando a comparação inclui os filhos. Bem, eu sou o bastardo, como sabem. O Musica Antiqua Köln leva tudo com muita classe e elegância. É sempre uma alegria reouvir o pessoal de Goebel. Um bom disco, sem dúvida. A faixa 12, por exemplo, é sensacional! Mas o ponto alto é, obviamente, o JSB no final. Os dois maravilhosos movimentos instrumentais do Oratório da Páscoa foram transformados em concerto, sendo o coral de abertura reorquestrado apenas para instrumentos. Não há absolutamente nenhuma evidência de que este seja um movimento “perdido”, mas o resultado é bastante eficaz e as trompetes e a percussão dão uma esplêndida contribuição.

H. Bach, J. C. F. Bach, J. L. Bach, J. M. Bach, J. S. Bach, Cyriacus Wilche: Bachiana ~ Música na Família Bach (Goebel-MAK)

 Johann Ludwig Bach (1677-1731)

01 J.L. Bach: Suite in G – Ouverture 6:13
02 J.L. Bach: Suite in G – Air I 1:58
03 J.L. Bach: Suite in G – Menuet 2:18
04 J.L. Bach: Suite in G – Gavotte 1:24
05 J.L. Bach: Suite in G – Air II 2:27
06 J.L. Bach: Suite in G – Bourrée 1:05

Heinrich Bach (1615-1692)

07 H. Bach: Sonata “a cinque” in C 5:25

08 H. Bach: Sonata “a cinque” in F 4:18

Johann Ludwig Bach (1677-1731)

09 J.L. Bach: Concerto in D – 1. Allegro 3:52
10 J.L. Bach: Concerto in D – 2. Adagio 2:02
11 J.L. Bach: Concerto in D – 3. Allegro 1:28

Johann Christoph Bach (1642-1703)

12 J. Christoph Bach: Aria Eberliniana pro dormente Camillo 16:26

Cyriacus Wilche (? – 1667)

13 Cyriacus: Wilche Battaglia – anno 1659 composta 7:16

Signr. (Singer/Signore) Pagh  (before 1672)

14 Sonata & Fantaisie in G minor 7:40

Johann Sebastian Bach  (1685-1750)

15 J.S. Bach: Kommt, eilet und laufet (Easter Oratorio), BWV 249 – “Concerto” in D after BWV 249 – 1. Sinfonia 3:55
16 J.S. Bach: Kommt, eilet und laufet (Easter Oratorio), BWV 249 – “Concerto” in D after BWV 249 – 2. Adagio 3:00
17 J.S. Bach: Kommt, eilet und laufet (Easter Oratorio), BWV 249 – “Concerto” in D after BWV 249 – 3. Allegro 4:46

Musica Antiqua Köln directed by Reinhard Goebel
Solo Harpsichord – Léon Berben

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Johann Sebastian Bach e família durante a prática musical matinal
Johann Sebastian Bach e família durante a prática musical matinal

PQP

C.P.E. Bach / J.C.F. Bach / W.F. Bach / J.S. Bach: Cantatas of the Bach Family (Goebel / Berliner Barock Solisten)

C.P.E. Bach / J.C.F. Bach / W.F. Bach / J.S. Bach: Cantatas of the Bach Family (Goebel / Berliner Barock Solisten)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Reinhard Goebel é o máximo. Ex-aluno de Franzjosef Maier, foi o fundador — em 1973 — e principal violinista do esplêndido Musica Antiqua Köln, conjunto de música barroca historicamente informada que foi dissolvido pelo próprio fundador em 2007. Ele é outro adicto em Bach. Seu eu sou obcecado por Johann Sebastian e seus filhos Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel Bach, ele é por toda a família. E não para de gravar discos dedicados à obra de todos os Bach. Este aqui é o quarto CD capitaneado por Goebel que conheço e que tem esta ideia. Fica claro que nenhum familiar chega próximo das alturas de J. S., que W.F. e C.P.E, foram geniais, mas não eram Deus como o pai e que o resto da família nem seria conhecida se não fosse Johann Sebastian. Mas Goebel ama todo mundo e não para. Ainda bem. Goebel, por favor, não pare de tentar nos convencer do contrário, OK?

C.P.E. Bach / J.C.F. Bach / W.F. Bach / J.S. Bach: Cantatas of the Bach Family (Goebel / Berliner Barock Solisten)

Carl Philipp Emanuel Bach
01. – Ich bin vergnügt mit meinem Stande, Wq. deest: No. 1, Ich bin vergnügt mit meinem Stande
02. – Ich bin vergnügt mit meinem Stande, Wq. deest: No. 2, Im Schweiße meines Angesichts
03. – Ich bin vergnügt mit meinem Stande, Wq. deest: No. 3, Lieber Gott, es ist das Deine

Carl Philipp Emanuel Bach
04. – Symphony in F Major, Wq. deest: I. Allegro
05. – Symphony in F Major, Wq. deest: II. Adagio
06. – Symphony in F Major, Wq. deest: III. Allegro assai

Johann Christoph Friedrich Bach
07. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 1, Abgöttin meiner Seele!
08. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 2, Ihr Götter welche Phantaseyn!
09. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 3, Nicht taub, nicht fühllos, nein
10. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 4, Ach, dass mein irdisch Ohr nicht fähig ist
11. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 5, Ach, es muss ein Teil der Gottheit
12. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 6, O Venus! Saturnia! Bracht ich nur dir
13. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 7, O Himmel! Der Boden wankt
14. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 8, Nun senkt sie Haupt und Hand herab
15. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 9, Bald sollen diese Lippen mich
16. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 10, Ja, diese leichte Mühe, dies selige Geschäft
17. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 11, Allgütige! Wofern dich hier noch

Wilhelm Friedemann Bach
18. – Symphony in B-Flat Major, F 71: I. Allegro
19. – Symphony in B-Flat Major, F 71: II. Andante
20. – Symphony in B-Flat Major, F 71: III. Presto

Johann Sebastian Bach
21. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 1, Ich habe genug
22. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 2, Ich habe genug
23. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 3, Schlummert ein, ihr matten Augen
24. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 4, Mein Gott! Wann kömmt das schöne
25. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 5, Ich freue mich auf meinen Tod

Benjamin Appl – Baritone
Berliner Barock Solisten
Reinhard Goebel – Conductor

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O tempo passa pra todo mundo, né, seu Goebel?

PQP

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concertos para Bandolim e Trompete / Das Zauberglöckchen / Freudenfest Overture

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concertos para Bandolim e Trompete / Das Zauberglöckchen / Freudenfest Overture

Um bom disco com uma capa horrível, né, Dona Chandos? Hummel teria sido um cara famosíssimo, se sua música não tivesse sido tão parecida com a de Mozart e Haydn e, bem, se não houvesse Mozart e Haydn. Ah, e se ele não fosse tão contemporâneo de Beethoven. Seus concertos para bamdolim e trompete são excelentes — certamente estão entre suas melhores obras — e Howard Shelley é um tremendo especialista em Hummel. Shelley gravou quase tudo do austríaco com raro brilho e competência. Pode-se dizer que é o Mensageiro de Hummel no mundo. O compositor nasceu em Preßburg (hoje Bratislava, Eslováquia), filho de um importante músico. Foi criança prodígio, tendo sido discípulo de Mozart, Muzio Clementi, Haydn e Salieri. Foi também amigo de Beethoven e de Schubert, além de mestre de capela em Weimar a partir de 1819. Brilhante concertista, contribuiu para o desenvolvimento da técnica pianística. Compôs obras para piano, óperas, bailados, peças orquestrais etc.

Sua obra mais tocada é Concerto para Trompete que está esplendidamente interpretado por Urban Agnas neste CD.

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concertos para Bandolim e Trompete / Das Zauberglöckchen / Freudenfest Overture

1. Freudenfest Overture, S148 6:23

Mandolin Concerto in G major, S28* 17:34
2. I Allegro moderato 7:54
3. II Andante con variazioni: 4:34
4. III Rondo: Allegro 5:04

Trumpet Concerto in E major, S49/W1† 19:03
5. I Allegro con spirito 9:17
6. II Andante (versione prima) – 5:41
7. III Rondò – Minore – Maggiore 4:04

Ballet Music for ‘Das Zauberglöckchen’, S206/W31 16:30
8. 1 Ensemble: Allegro energico 2:10
9. 2 Pas de deux: Un poco lento – Allegretto grazioso 4:14
10. 3 Pas seul, et pas de trois à la fin: Grave – Tempo di polacca – Poco più mosso 3:29
11. 4 Groteschi: Allegro non troppo – 4:02
12. 5 Ballo generale: Allegro molto vivace 2:32

Alison Stephens, bandolin
Urban Agnas, trompete
London Mozart Players
Howard Shelley

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Hummel engomado

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G. P. Telemann (1681-1767): Ouverture Comique

G. P. Telemann (1681-1767): Ouverture Comique

Bom disco, mas nada tão comique assim, na minha opinião. O próprio Telemann fez coisas muito mais comiques — o que dizer da Suíte Alster, por exemplo? — assim como seus antecessores Lully e Biber. Telemann foi aquele compositor talentosíssimo que escreveu demais, muitas vezes de forma descuidada. Uma boa seleção sua pode ser arrasadora, mas não chega a tocar a qualidade de um Bach, claro. Foi o compositor mais famoso da Alemanha, compôs em todas as formas e estilos existentes em sua época. Em qualquer estilo, sua música tem um caráter inconfundível, sendo clara e fluindo com leveza. Apesar de de ser apenas quatro anos mais velho do que seus contemporâneos Bach e Haendel, utilizou um estilo muito mais avançado e pode ser considerado um precursor do estilo clássico.

G. P. Telemann (1681-1767): Ouverture Comique

Concerto in E minor for recorder, flute and strings* 13:07
in e-Moll – mi mineur
1. I Largo 3:37
2. II Allegro 4:02
3. III Largo 3:01
4. IV Presto 2:26

Violin Concerto in B flat major† 11:00
in B-Dur – si bémol majeur
5. I Largo 3:27
6. II Vivace 3:27
7. III [Andante] 2:33
8. IV Allegro 1:32

Ouverture in F sharp minor 17:28
in fis-Moll – fa dièse mineur
9. I Ouverture 5:24
10. II Les Plaisirs 2:25
11. III Angloise (Vivement) 1:28
12. IV La Badinerie italienne (Viste) 1:20
13. V Loure 1:42
14. VI Menuet I – Menuet II (Doucement) 2:28
15. VII Courante 1:51
16. VIII Le Batelage 0:44

Concerto in A major for two oboes d’amore‡ 9:49
in A-Dur – la majeur
17. I Andante 2:02
18. II Vivace 1:41
19. III Siciliana 3:48
20. IV Allegro 2:16

Ouverture in D major 15:49
in D-Dur – ré majeur
21. I[Ouverture.] Lentement – Vite – Lentement 5:17
22. II Le Podagre. Loure 2:42
23. III Remède expérimenté: La Poste et la danse. Menuet en rondeau 0:51
24. IV L’Hypocondre. Sarabande – Gigue – Sarabande – Bourrée – Sarabande – Hornpipe – Sarabande – La Suave 2:45
25.V Remède: Souffrance héroïque. Marche 1:10
26. VI Le Petit-maître. Rondeau 2:00
27. VII Remède: Petite-maison. Furies 1:01

Solo: Peter Holtslag treble recorder*
Solo: Rachel Brown flute*
Solo: Anthony Robson oboe d’amore‡
Solo: James Eastaway oboe d’amore‡
Orchestra: Collegium Musicum 90
Conductor: Simon Standage violin†/director

TT: 67:28

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A assinatura de Telemann, um talento perdido pela medicina

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.: interlúdio :. Julia Kent: Green and Grey

.: interlúdio :. Julia Kent: Green and Grey

A capa do disco parece da ECM. Colocamos o CD para ouvir e, bem, ele segue parecendo um disco da ECM. As músicas de Kent começam com um ostinato interessante, ganham melodias e somem. Não chega a ser uma loucura de disco bom, mas agrada sem jamais incomodar. A ideia é excelente. Green and Grey, verde e cinza, a grama e o concreto, a justaposição entre o mundo natural e o ambiente construído pelo homem que devem coexistir em harmonia, mas na prática com muita frequência em conflito. Nas 11 faixas, a violoncelista canadense Julia Kent, residente em Nova York, tenta construir um poema para explorar as tensões inerentes ao relacionamento da humanidade com o mundo ao nosso redor. Um segundo Koyannisqatsi. Kent toca desacompanhada, usando apenas seu violoncelo sampleado, mergulhado em sons ambientes ao lado de alguns eletrônicos sutis, além de gravações de campo de sons naturais, como água e sons noturnos.

Julia Kent: Green and Grey

1 Pleiades 5:08
2 Ailanthus 4:58
3 The Toll 3:49
4 Acquario 4:16
5 Tithonos 3:00
6 Guarding The Invitations 4:28
7 Overlook 4:59
8 A Spire 3:59
9 Missed 4:38
10 Dear Mr. Twombly 3:05
11 Wake Low 4:53

Cello – Julia Kent, Robert Brewer Young
Electronics – Julia Kent

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Thomas Adès (1972): Peças para Piano Solo (Chen)

Thomas Adès (1972): Peças para Piano Solo (Chen)

Sim, eu sei. Os compositores brasileiros são ótimos — são mesmo! –, mas, assim como na literatura e no cinema, eles não têm as chances de quem nasceu e vive no primeiro mundo. Então, é muito mais fácil ouvir e ver a produção estrangeira antes da nossa. O compositor, maestro e pianista inglês Thomas Adès é muito bom. Sua música dialoga com o popular e faz paródias. Nada diferente da tradição histórica da música. Seu Concert Paraphrase on Powder Her Face reflete o glamour dos temas operísticos da maneira grandiosa de Liszt ou Busoni, enquanto Still Sorrowing e Darknesse Visible exploram os belos trabalhos de alaúde de John Dowland. Ouvida aqui em estreia mundial, Blanca Variations é lírica e fluida em caráter. Adès captura e transforma o estilo polonês em suas Mazurkas e o espírito de Satie e Ravel em Souvenir, tema do filme Colette.

Thomas Adès (1972): Peças para Piano Solo

Concert Paraphrase on Powder Her Face
1. I. — 00:05:32
2. II. — 00:01:26
3. III. — 00:08:33
4. IV. — 00:01:54

Still Sorrowing, Op. 7
5. Still Sorrowing, Op. 7 00:11:00

Darknesse Visible
6. Darknesse Visible 00:08:03

Blanca Variations
7. Blanca Variations 00:05:56

Traced Overhead, Op. 15
8. I. Sursum 00:00:44
9. II. Aetheria 00:02:28
10. III. Chori 00:07:27

3 Mazurkas, Op. 27
11. I. First Mazurka 00:01:53
12. II. Second Mazurka 00:02:20
13. III. Third Mazurka 00:04:33

Souvenir
14. Souvenir 00:07:22

Han Chen, piano

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Esta foi a expressão de Thomas Adès ao ver a imponência moral e patrimonial do PQP Bach.

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 4, 5, 8 Rondó & Seis Danças Germânicas (Ehnes / Armstrong) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 4, 5, 8 Rondó & Seis Danças Germânicas (Ehnes / Armstrong) #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

James Ehnes é o violinista dos violinistas. Deu para sentir isso em fevereiro deste ano, quando o vimos em ação ao vivo no Wigmore Hall. Bem, as duas primeiras sonatas deste CD são extraordinárias. A célebre Primavera nem se fala, mas não conhecia a fundo o lindo Op. 23. Este é o terceiro CD das sonatas de violino de Beethoven com James Ehnes e Andrew Armstrong e era aguardado com muita expectativa pelo mundo erudito. Os álbuns anteriores — Nº.9 ‘Kreutzer’ e 6 e Nº.1-3, Variações WoO40 — receberam críticas excelentes. A Gramophone escreveu sobre este lançamento: “Com alguns discos, você pode dizer antecipadamente que tudo vai dar certo”. E aqui, a popular sonata Primavera é emoldurada pela estranha e sedutora quarta sonata e a modesta oitava — apesar do irresistível último movimento (Allegro vivace). Um antigo Rondó e um conjunto de danças alemãs completam o generoso programa.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 4, 5, 8 Rondó & Seis Danças Germânicas (Ehnes / Armstrong)

01. Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23: I. Presto
02. Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23: II. Andante scherzoso piu Allegretto
03. Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23: III. Allegro molto

04. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: I. Allegro
05. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: II. Adagio molto espressivo
06. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: III. Scherzo. Allegro molto
07. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: IV. Rondo. Allegro ma non troppo

08. Six German Dances, WoO 42

09. Rondo for violin & piano in G Major, WoO 41

10. Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30/3: I. Allegro assai
11. Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30/3: II. Tempo di Minuetto, ma molto moderato e grazioso
12. Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30/3: III. Allegro vivace

James Ehnes, violino
Andrew Armstrong, piano

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Ehnes e Armstrong ensaiando no Wigmore Hall

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Adès / Sibelius: Concertos para Violino (Hadelich / Lintu)

Adès / Sibelius: Concertos para Violino (Hadelich / Lintu)

Não é que o concerto de Adès seja mau, é que a companhia é muito boa. O Concerto de Sibelius faz a gente esquecer até dos 3 Humoresques que fecham o CD. Pois é… O Concerto para Violino de Jean Sibelius é um favorito pós-romântico e parece ter pouco em comum com os Caminhos Concêntricos de Adès, uma peça cerebral escrito quase 100 anos depois pelo britânico Thomas Adès. As conexões, Hadelich afirma nas anotações do álbum, nem sempre são aparentes na superfície: “Os tímpanos profundos e estrondosos e os baixos em Sibelius preenchem a lacuna de Adès, um trabalho que também explora as profundidades mais baixas do som, criando abismos sobre os quais o violinista executa um ato na corda bamba.” Por falar nele, Hadelich é excelente. Ele é ousado e exato. Também tem uma forma aristocrática de acentuar o que deseja que ouçamos. Porém, é feroz no movimento central de Adès, quando temas concêntricos circulam e se transformam em um ápice emocional, depois se libertando repentinamente.

Adès / Sibelius: Concertos para Violino (Hadelich / Lintu)

Violin Concerto ‘Concentric Paths’
Composed By – Thomas Adès
1 Rings 3:58
2 Paths 10:25
3 Rounds 4:55

Violin Concerto Op. 47
Composed By – Jean Sibelius
4 Allegro Moderato 15:36
5 Adagio di Molto 8:49
6 Allegro, Ma di Tanto 7:39

Three Humoresques
7 Humoresque Op. 87 No. 2 In D Major 2:30
Composed By – Jean Sibelius
8 Humoresque Op. 89 No. 2 In G Minor 3:42
Composed By – Jean Sibelius
9 Humoresque Op. 89 No. 3 In E Flat Major 3:31
Composed By – Jean Sibelius

Conductor – Hannu Lintu
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Performer, Violin – Augustin Hadelich

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Alguém lembra do Cabeça de Ovo do velho Batman (POW! CRACK! STUMPF!) ?

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonias Nº 5 e 7 (Manze) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonias Nº 5 e 7 (Manze) #BTHVN250

Um belo CD cujo repertório nos faz lembrar Kleiber, não? Aqui temos um Andrew Manze em plena forma e com bala suficiente para enfrentar bem este repertório lindo e batidíssimo. Após um premiado ciclo de gravações das sinfonias de Mendelssohn, a NDR Radiophilharmonie e Manze chegam a Beethoven. Enquanto a 5ª é a sinfonia mais famosa da história da música, a 7ª é uma das peças mais rítmicas da música do século XIX. Uma “apoteose da dança”, para citar Richard Wagner. A Sinfonia Nº 5 em Dó menor Op. 67, foi escrita entre 1804 e 1808. Trata-se da primeira sinfonia do autor composta em tonalidade menor, o que só voltaria a acontecer em 1824 com a Sinfonia Nº 9, em Ré menor op. 125. Os quatro movimentos caracterizam-se pelas alternâncias: o primeiro movimento tem grande tensão, o segundo é solene, trata-se de uma marcha fúnebre que se eleva em sua emoção e beleza; o terceiro andamento é um grito e o quarto movimento expressa triunfo e força. Já a Sinfonia Nº 7 talvez seja a minha preferida de Beethoven. Várias danças incrustadas por um emocionante Allegretto.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonias Nº 5 e 7

Beethoven: Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67
1) I. Allegro con brio 7.34
2) II. Andante con moto 9.53
3) III. Scherzo. Allegro 5.07
4) IV. Allegro 11.16

Beethoven: Symphony No. 7 in A Major, Op. 92
5) I. Poco sostenuto – Vivace 14.03
6) II. Allegretto 8.41
7) III. Presto – Assai meno presto 9.01
8) IV. Allegro con brio 8:21

NDR Radiophilharmonie
Andrew Manze

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Vamo lá, meu povo!

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Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa / Cantus in Memory of Benjamin Britten (Benedek)

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa / Cantus in Memory of Benjamin Britten (Benedek)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco excelente. Tem todas as diferentes orquestrações de Fratres, com Summa e Festina Lente como interlúdios e Cantus in Memoriam of Benjamin Britten como uma espécie de coda. Você pode questionar se ouvir o mesmo trabalho várias vezes não é chato. Respondo que não, pois cada uma é muito diferente da outra. O som é cintilante, claríssimo. Quase difícil de acreditar que é a mesma orquestra de cada vez. Os húngaros acertaram em cheio. Mas por que tantos Fratres? Ora porque a música é demais e recebeu várias versões de Pärt. Fratres (Irmãos) é uma composição do compositor do estoniano Pärt, que exemplifica um de seus estilos de composição, o tintinnabuli. É uma música de três partes, escrita em 1977, sem instrumentação fixa. Ela foi descrita como um “conjunto fascinante de variações sobre um tema que combina atividade frenética e imobilidade sublime que encapsula a observação de Pärt de que ‘o instante e a eternidade estão lutando dentro de nós'”. Fratres foi utilizada em Amor Pleno, de Terence Malick, em Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, em O Clube, de Pablo Larraín, em Inverno Quente, de Tom Tykwer e em mais de dez outros filmes.

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa

1. Fratres for Strings and Percussion 08:54
2. Fratres for Violin, Strings and Percussion 10:44
3. Festina Lente for Strings and Harp Ad Libitum 07:50
4. Fratres for String Quartet 08:42
5. Fratres for Cello and Piano 11:52
6. Summa for Strings 03:46
7. Fratres for Eight Cellos 11:51
8. Fratres for Wind Octet and Percussion (arr. B. Brinner) 07:45
9. Cantus in Memory of Benjamin Britten for Strings and Bells 07:39

Hungarian State Opera Orchestra
Tamás Benedek

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Eu também sou irmão de Pärt, tá? Por isso é que ele sorri assim.

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J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação de tranquila liberdade — inclusive para improvisar –, esta realizada pelo excelente polonês Marcin Świątkiewicz. Marcin é realmente muito bom! Faz décadas que coleciono Goldbergs. Tenho muitas gravações desta obra, muitas mesmo. Esse ritual — que começou no século XX — resultou em dezenas de interpretações realizadas em vários instrumentos e gravadas em vários selos. Quem é fiel a Bach coleciona gravações desta obra-prima. Há lendas sobre noites sem dormir, sobre a contagem de carneirinhos e sobre a genialidade de um adolescente de Gdansk. Os ortodoxos passam várias horas noturnas buscando o argumento final para o melhor registro desde aquele que veio do Canadá. E já há superiores, há sim.

Quando as variações “Goldberg” foram publicadas em 1741 como livro IV do Clavier-Übung, era simplesmente “uma ária com variações diferentes para cravo com dois manuais”. O virtuoso do teclado e compositor Johann Gottlieb Goldberg (1727-1756) teve seu nome associado à obra em 1802, quando Johann Nikolaus Forkel publicou sua criativa biografia inovadora de Bach.

Segundo Forkel (as traduções variam), “o conde Keyserlingk, ex-embaixador russo na Saxônia, costumava visitar Leipzig. Entre seus servos, havia um jovem talentoso, Johann Gottlieb Goldberg — um cravista que era aluno de Wilhelm Friedemann Bach e mais tarde do próprio Johann Sebastian Bach. O conde sofria de insônia e Goldberg, que também morava lá, teve que ficar no quarto ao lado para aliviar o sofrimento de seu mestre com a música. Tocando cravo. Certa vez, o conde pediu a Bach para compor algumas peças de teclado para Goldberg, alguns pedaços de suavidade e alegria que acalmariam suas noites sem dormir. Bach decidiu escrever um conjunto de variações, uma forma que antes não o interessava muito. No entanto, em suas mãos… O conde ficou muito satisfeito com isso, ele as chamou de ‘minhas variações’. Ele costumava dizer: “Meu querido Goldberg, toque uma das minhas variações’. Bach provavelmente nunca foi tão generosamente recompensado por sua música. O conde deu a ele um cálice de ouro com cem luíses de ouro!

É difícil acreditar que Bach teria publicado um trabalho encomendado sem nenhuma dedicação a Keyserlingk ou a Goldberg, o que torna a história duvidosa, juntamente com o fato de Goldberg ter apenas 14 anos na época. Goldberg, no entanto, era um prodígio de renome, e há ligações entre Bach e Keyserlingk. Bach pode ter dado a Keyserlingk uma cópia da edição impressa e recebido uma recompensa por isso. A ária que é objeto das variações é uma criação original, um sarabanda elegantemente serena que contém tudo o que Bach precisa para um vasto universo de variações. E o que ele faz é espantoso.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

1. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Aria
2. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1. a 1 Clav.
3. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2. a 1 Clav.
4. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3. Canone all’Unisono. a 1 Clav.
5. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4. a 1 Clav.
6. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5. a 1 o vero 2 Clav.
7. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6. Canone alla Seconda. a 1 Clav.
8. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7. a 1 o vero 2 Clav. al tempo di Giga
9. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8. a 2 Clav.
10. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9. Canone alla Terza. a 1 Clav.
11. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10. Fughetta. a 1 Clav.
12. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11. a 2 Clav.
13. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12. a 1 Clav. Canone alla Quarta in moto contrario
14. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13. a 2 Clav.
15. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14. a 2 Clav.
16. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15. Canone alla Quinta. a 1 Clav. Andante
17. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16. Ouverture. a 1 Clav.
18. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17. a 2 Clav.
19. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18. Canone alla Sesta. a 1 Clav.
20. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19. a 1 Clav.
21. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20. a 2 Clav.
22. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21. Canone alla Settima
23. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22. a 1 Clav. alla breve
24. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23. a 2 Clav.
25. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24. Canone all’Ottava. a 1 Clav.
26. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25. a 2 Clav. Adagio
27. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26. a 2 Clav.
28. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27. Canone alla Nona. a 2 Clav.
29. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28. a 2 Clav.
30. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29. a 1 o vero 2 Clav.
31. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30. a 1 Clav. Quodlibet
32. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Aria da Capo

Marcin Świątkiewicz, cravo

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Esta foto de Marcin Świątkiewicz não faz jus à sua sensibilidade e competência…

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Nº 5 e 6, Op. 70 (Suk Trio)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Nº 5 e 6, Op. 70 (Suk Trio)

Um bonito disco vindo da época socialista da Tchecoslováquia. Ele vem da grande e lendária gravadora Supraphon. O mau gosto das roupas dos caras na capa não pode ser confundida com a extrema sofisticação com que tocam. O Suk Trio é de primeira linha e isso pode ser notado logo nos primeiros compassos.

O Op. 70 é um conjunto de dois trios para piano de Ludwig van Beethoven. Ambos foram compostos durante a estada de Beethoven na propriedade da condessa Marie von Erdödy e ambos são dedicados a ela por sua hospitalidade. Eles foram publicados em 1809. O primeiro, em ré maior, conhecido como Fantasma (‘Ghost’), é um de seus trabalhos mais conhecidos no gênero (rivaliza apenas com o Trio Arquiduque). Ele apresenta temas encontrados no segundo movimento da Sinfonia nº 2 de Beethoven. Por causa de seu movimento lento estranhamente pontuado e assustador, foi apelidado de ‘Ghost’. O nome permanece desde então. A música fantasmagórica pode ter suas raízes nos esboços para uma ópera de Macbeth que Beethoven estava matutando na época”. Segundo Lewis Lockwood, o aluno de Beethoven, Carl Czerny, escreveu em 1842 que o movimento lento o fez lembrar da cena fantasma na abertura de Hamlet, e essa foi a origem do apelido. James Keller também atribui o apelido a Czerny, acrescentando: “Você pode descartar como errônea a alegação frequentemente encontrada de que esse movimento do Ghost Trio é uma reformulação da música que Beethoven originalmente esboçou como Coro das Bruxas para seu Macbeth. Essas peças são representativas do período estilístico “Médio” de Beethoven, que passou de aproximadamente 1803 a 1812 e incluiu muitas de suas obras mais famosas. Beethoven escreveu os dois trios de piano ao mesmo tempo, no mesmo local onde havia finalizado sua Sinfonia Nº 5 no verão anterior. Ele escreveu os dois trios imediatamente após escrever a Sinfonia Pastoral, Nº 6. Esse foi um período de incertezas na vida de Beethoven, em particular porque ele não tinha uma fonte confiável de renda. Embora esses dois trios às vezes sejam numerados como “No. 5” e “No. 6”, a numeração dos doze trios para piano de Beethoven não é padronizada e, em outras fontes, os dois Op. 70 trios podem ser mostrados com números diferentes.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Nº 5 e 6, Op. 70 (Suk Trio)

Trio N°.5 in D Major “Geister” Op.70, N°.1
1 1. Allegro Vivace e Con Brio 6:37
2 2. Largo Assai ed Espressivo 8:37
3 3. Presto 7:56

Trio N°.6 in E Flat Major Op.70, N°.2
4 1. Poco Sostenuto – Allegro ma Non Troppo 10:03
5 2. Allegretto 5:08
6 3. Allegretto ma non Troppo 7:04
7 4. Finale: Allegro 7:53

Cello – Josef Chuchro
Ensemble – Suk Trio
Piano – Jan Panenka
Violin – Josef Suk

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Ai, meu Deus! Um fantasma invade a sede de Bonn do PQP Bach!

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Thomas Adès (1971): Adès Conducts Adès

Thomas Adès (1971): Adès Conducts Adès

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O professor, escritor e tradutor Caetano Galindo sugeriu-me ouvir este disco. Ele notara certo parentesco entre o Concerto para Piano de John Adams, Must the Devil Have All the Good Tunes?, recém postado aqui no blog, e este de Thomas Adès. Impossível não concordar. Ambos os concertos são ótimos, guardam interlocução com o popular, têm momentos de muito ritmo e agitação, são para grandes orquestras, as linguagens não ficam nada distantes e foram escritos em três movimentos no velho esquema rápido-lento-rápido. Mas o principal parentesco é de espírito, de humor mesmo.

Adès nasceu em Londres, filho da historiadora de arte Dawn Adès e do poeta Timothy Adès . Estudou piano com Paul Berkowitz e mais tarde composição com Robert Saxton na Guildhall School of Music and Drama, Londres. Ele é professor de composição na Royal Academy of Music.

Em março de 2019, Adès regeu a Orquestra Sinfônica de Boston e Kirill Gerstein fazendo a estreia mundial deste seu Concerto para Piano e Orquestra. Encomendado pelo BSO e por Kirill Gerstein, o trabalho já foi interpretado com sucesso em outros palcos e espera-se que se torne parte do repertório de concertos em todo o mundo. Esta gravação ao vivo recebeu respostas arrebatadoras de público e crítica, ficando no mesmo nível do álbum com o trabalho de Adès em 2013, Totentanz. Aliás, Totentanz também está aqui, reunindo solistas como o barítono Mark Stone e a mezzo-soprano Christianne Stotijn com uma (muito) grande orquestra. É uma música surpreendente, alegremente macabra, com uma procissão muitas vítimas, de Papas à donzelas e crianças.

O Scherzo escreveu sobre este CD:

Parece que fue ayer pero Thomas Adés,  el antiguo niño prodigio, compositor en residencia de la Hallé con 22 años, tiene ya 49. Lleva a sus espaldas una carrera no solo brillante sino mucho más que eso, pues no deja de ser autor de obras para orquesta como Asyla, un clásico de nuestros días, o de una de las mejores óperas de lo que va de siglo: The Tempest. Hay más cosas pero con esas dos se define bien su genio. Un genio que sigue demostrándose también ahora desde ese otro aspecto que siempre debe preocupar al creador: conseguir que aquello quese propone responda a sus propias expectativas. En ese sentido su nuevo Concierto para piano y orquesta (2019), ya triunfante en muchas salas y muy programado para el incierto futuro, es un ejemplo, si se me permite decir, admirable. Admirable más acá de su efecto emocional, eso tan difícil de explicar objetivamente, y admirable porque se trata de una obra de una inteligencia asombrosa. Responde perfectamente a su título, pues es, ni más ni menos que lo que anuncia. Un concierto para piano y orquesta escrito para un virtuoso —en este caso Kirill Gerstein— y que incluye todas las características del género en su sentido más tradicional, desde la necesidad del poderío técnico a la pertinencia de un acompañamiento no menos sólido, brillantísimo, con un tiempo lento de buena ley lírica y unos extremos muy bien musculados. Todo el conjunto plenamente integrado en parte de una tradición que aquí llega diáfana desde las casi citas al aire general: Rachmaninov, Prokofiev, Ravel y Gershwin en primera instancia y un eco a Ligeti algo más lejano. Todo ello deja con la boca abierta pero al fin hay un punto de retórica, casi de espectáculo, que no es que impida ir más allá sino que da la sensación de que, en efecto, no hay más. Pura música, diría alguien y allá cada cual.

No sucede lo mismo en Totentanz, escrita en memoria de Witold Lutoslawski y estrenada en los Proms en 2013. Una obra mayor donde las haya sobre los textos que acompañaban al friso que estuvo en su día en la catedral de Lübeck, referidos a la muerte —el barítono— que finalmente iguala a todos —la mezzo. Cercana por momentos al Mahler más trágico y con rastros del Bartók de El castillo de Barbazul, está también formidablemente escrita, con unos recursos vocales y orquestales propios de un maestro de la categoría del británico que, aquí sí,  demuestra su capacidad para emocionar a su oyente.

Son dos aspectos, pues, de su creación, de sus intenciones y de sus logros. En ambos casos se cumplen de sobra unas y otros pero, en mi opinión, el Adès grande de verdad es el de Totentanz. El del Concierto es el mágico prodigioso a quien, seguro de gustar, y está en su derecho, los fuegos de artificio le salen de maravilla.

Thomas Adès (1972): Adès Conducts Adès

1. Concerto for Piano and Orchestra : 1. – (Live at Symphony Hall, Boston / 2019) (7:35)
2. Concerto for Piano and Orchestra : 2. – (Live at Symphony Hall, Boston / 2019) (7:00)
3. Concerto for Piano and Orchestra : 3. – (Live at Symphony Hall, Boston / 2019) (6:51)

4. Totentanz : Der Prediger (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (1:16)
5. Totentanz : Der Tod (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (1:56)
6. Totentanz : Der Tod zum Papst – Der Papst (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (1:52)
7. Totentanz : Der Tod zum Kaiser – Der Kaiser (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (2:16)
8. Totentanz : Der Tod zum Kardinal – Der Kardinal (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (2:42)
9. Totentanz : Der Tod zum König – Der König (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (1:55)
10. Totentanz : Der Tod zum Mönch – Der Mönch (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (1:41)
11. Totentanz : Der Tod zum Ritter – Der Ritter – Der Tod zum Bürgermeister – Der Bürgermeister (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (1:49)
12. Totentanz : Der Tod zum Arzt – Der Arzt – Der Tod zum Wucherer – Der Wucherer (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (0:45)
13. Totentanz : Der Tod zum Kaufmann – Der Kaufmann (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (2:05)
14. Totentanz : Der Tod zum Küster – Der Küster – Der Tod zum Küster (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (4:01)
15. Totentanz : Der Handwerker – Der Tod zum Handwerker (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (2:20)
16. Totentanz : Der Tod zum Bauer – Der Bauer (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (2:13)
17. Totentanz : Der Tod zum Mädchen – Das Mädchen (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (2:58)
18. Totentanz : Der Tod zum Kind – Das Kind (Live at Symphony Hall, Boston / 2016) (4:43)

Kirill Gerstein, piano
Boston Symphony Orchestra
Thomas Adès

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Thomas Adès

PQP

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Música de Câmara para Sopros

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Música de Câmara para Sopros

Gosto muito do velho Camille! Camille Saint-Saëns foi um dos músicos mais talentosos de sua época, compositor prolífico, figura de proa da música francesa e um dos maiores pianistas e organistas do século XIX. Ele também era um respeitado escritor e estudioso, além de um talentoso matemático e astrônomo amador. E adorava viajar! No início de sua carreira, na década de 1850, ele foi comemorado como o jovem compositor francês mais brilhante de sua época, ganhando grandes prêmios de composição e atraindo o apoio de alguns dos compositores mais famosos da época, como Rossini e Berlioz. Apesar de toda essa conquista, Saint-Saëns era considerado sem emoção e conservador por alguns de seus contemporâneos. No final de sua vida, no início de 1900, muitos dos principais compositores franceses da época, como Debussy, o consideravam antiquado e reacionário. Suas peças mais conhecidas, como o Carnaval dos Animais e a Sinfonia do Órgão, eram vistas como populistas e inconsequentes, tocando para a multidão ao invés de serem arte séria. Bobagem. E este não é o único problema que viam na música de Saint-Saëns. Ele adorava os compositores alemães, particularmente Bach e Mozart, e foi um dos primeiros músicos a apresentar Wagner ao público francês. No entanto, no auge de sua carreira, nas décadas de 1870 e 1880, ele foi incansável na promoção de nova música francesa e, durante a Primeira Guerra Mundial, argumentou que todas as apresentações de música alemã em Paris deveriam ser proibidas. Sua vida familiar foi uma agitada. Ele abandonou a esposa depois de apenas três anos, nunca mais falando com ela… A própria opinião de Saint-Saëns sobre esses conflitos e contradições era simples: “Eu sou um espírito eclético. Pode ser um defeito, mas não posso mudá-lo: não se pode substituir a personalidade de alguém. “

As cinco peças desta gravação cobrem grande parte da vida eclética de Saint-Saëns. Elas representam algumas de suas músicas mais belas para pequenos grupos de câmara, uma forma que Saint-Saëns frequentemente compôs ao longo de sua vida e são algumas de suas obras mais importantes no gênero.

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Música de Câmara para Sopros

Caprice sur des airs danois et russes, Op. 79
1. Caprice sur des airs danois et russes, Op. 79 00:10:45

Clarinet Sonata in E-Flat Major, Op. 167
2. I. Allegretto 00:04:31
3. II. Allegro animato 00:02:04
4. III. Lento 00:04:16
5. IV. Molto allegro 00:05:12

Oboe Sonata in D Major, Op. 166
6. I. Andantino 00:03:28
7. II. Ad libitum – Allegretto 00:04:59
8. III. Molto allegro 00:02:28

Bassoon Sonata in G Major, Op. 168
9. I. Allegretto moderato 00:02:48
10. II. Allegro scherzando 00:03:35
11. III. Adagio – Allegro moderato 00:05:56

Romance in E Major, Op. 67 (arr. for horn and piano)
12. Romance in E Major, Op. 67 (arr. for horn and piano) 00:07:31

Tarantelle, Op. 6
13. Tarantelle, Op. 6 00:06:50

G’froerer, Joanna: Flauta
Hamann, Charles: Oboé
Lemelin, Stéphane: Piano
Millard, Christopher: Fagote
Sykes, Kimball: Clarinete
Vine, Lawrence: Trompa

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PQP

Tchaikovsky / Nielsen: Concertos para Violino (Frang)

Tchaikovsky / Nielsen: Concertos para Violino (Frang)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vilde Frang é muitas vezes comparada com a jovem Anne-Sophie Mutter e elas muitas vezes tocam juntas. É merecido. Surgiram muitas violinistas depois de Mutter e Mullova, mas a única que pode conversar com elas no mesmo degrau é Frang. Fico feliz por tê-la descoberto sem ter lido nada antes a respeito. Cruzei com um CD dela e disse logo de cara: isso não é normal!

Bem, voltemos. Aqui, Vilde Frang interpreta o muito amado Concerto de Tchaikovsky e nos dá sua terceira versão para o Concerto de Nielsen. Note que ela tinha 25 anos quando gravou este CD e já estava na terceira versão (hoje tem 29). No Tchai, Frang demonstra um virtuosismo seguro mas, longe de soltar fogos de artifício vazios, ela usa sua incrível técnica para reduzir um pouco a emoção habitual dos violinistas que costumam enfrentar a peça de forma ardente. A coisa fica mais sofisticada. O resultado final é uma gravação verdadeiramente notável — de cair o queixo — deste cavalo de batalha. Tudo o que se ouve desmente a juventude de Frang. Peça difícil e célebre, é complicado demonstrar novidades nela, só que a menina consegue. Já o Concerto de Nielsen mora em seu coração. Composto por Nielsen na terra natal da solista, a Noruega, foi estreado na Dinamarca. Vilde sempre foi louca por ele. O trabalho é muito escandinavo: melodias simples e sinceras colocadas em locais espaçosos e varridos pelo vento. Ouça com atenção. Frang é a violinista.

E nasceu num 19 de agosto, o que é um selo de alta qualidade.

Em colaboração com mamãe Mutter
Em colaboração com Mutter
E recebendo nosso aplauso
E ambas recebendo nosso aplauso

Tchaikovsky: Violin Concerto in D Major, Op. 35
1 I. Allegro moderato 18:33
2 II. Canzonetta (Andante) 6:27
3 III. Finale (Allegro vivacissimo) 10:10

Nielsen: Concerto for Violin and Orchestra Opus 33
4 I. Part I: Praeludium – Largo 6:47
5 II. Part I: Allegro cavalleresco 13:09
6 III. Part 2: Poco Adagio 6:14
7 IV. Part 2: Rondo: Allegretto scherzando 10:25

Vilde Frang
Danish National Symphony Orchestra
Eivind Gullberg Jensen

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Se eu tivesse o talento dela, jamais pararia de rir.
Se eu tivesse o talento dela, jamais pararia de rir.

PQP

G. P. Telemann (1681-1767): Trios & Quartets

G. P. Telemann (1681-1767): Trios & Quartets

Telemann foi um compositor prolífico que, apesar da longa vida, parece ter alterado pouco seu estilo ao longo dos anos. Foi um barroco muito tardio, quase fora do estilo. Não sou um especialista na obra do compositor, mas é o que me parece. Também sei que foi o compositor mais divulgado e famoso na época de Bach. Fazer o quê? Este CD não foi das melhores coisas que ouvi dele. A maior contribuição do excelente grupo de instrumentos históricos Epoca Barocca é o uso de uma variedade de diferentes duplas para o baixo contínuo, evitando o quase onipresente modelo de cravo e gamba. Isso tem a virtude de demonstrar o que se fazia no século XVIII, onde sem dúvida o que estava disponível era utilizado. O som do CD é um problema — o grupo é gravado muito de perto. Mas não deixa de ser um disco agradável e interessante. Talvez eu esteja de mau humor, sei lá.

G. P. Telemann (1681-1767): Trios & Quartets

1 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: I. Dolce 00:02:40
2 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: II. Allegro 00:01:42
3 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: III. Grave 00:00:43
4 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: IV. Allegro 00:02:59

5 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: I. Largo 00:01:54
6 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: II. Allegro 00:02:08
7 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: III. Affettuoso 00:02:14
8 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: IV. Presto 00:01:46

9 Trio in F Major, TWV 42:F16: I. Adagio 00:02:12
10 Trio in F Major, TWV 42:F16: II. Presto 00:01:31
11 Trio in F Major, TWV 42:F16: III. Sarabande 00:03:12
12 Trio in F Major, TWV 42:F16: IV. Menuet 00:03:20

13 Quartet No. 3 in A Major, TWV 43:A2: I. Vivace 00:01:53
14 6 Quatuors ou Trios: Quartet No. 3 in A Major, TWV 43:A2: II. Largo 00:02:37
15 6 Quatuors ou Trios: Quartet No. 3 in A Major, TWV 43:A2: III. Allegro 00:02:39

16 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: I. Adagio 00:01:41
17 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: II. Allegro 00:01:47
18 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: III. Largo 00:00:53
19 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: IV. Allegro 00:02:05

20 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: I. Affettuoso 00:02:01
21 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: II. Allegro 00:02:42
22 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: III. Arioso 00:02:07
23 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: IV. Gigue 00:02:54

24 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: I. Largo 00:01:51
25 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: II. Allegro 00:01:45
26 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: III. Affettuoso 00:01:26
27 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: IV. Vivace 00:01:49

28 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: I. Gratioso 00:02:04
29 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: II. Divertimento I: Allegro 00:03:32
30 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: III. Divertimento II: Tempo giusto 00:02:10
31 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: IV. Divertimento III: Allegro 00:00:43

Epoca Barocca

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Foi prolífico em música, já em beleza vou lhes contar…

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sanguineus and Melancholicus Sonatas (+Telemann, Vivaldi, Boismortier e J.B. Bach)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sanguineus and Melancholicus Sonatas (+Telemann, Vivaldi, Boismortier e J.B. Bach)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um baita CD deste originalíssimo compositor irmão de PQP Bach por parte de pai. Ouçam as faixas 5 e 6 me digam se aquilo não é um passo para o futuro. E, curiosidade, ainda temos aqui uma jovem Rachel Podger. Com apenas 19 anos, ela fazia parte deste excelente grupo chamado Florilegium como uma de suas fundadoras.

O que me fascina na ainda bastante misteriosa música de câmara de CPE Bach é sua maneira única de combinar uma marca muito digna de seriedade e uma concentração e originalidade muitas vezes perturbadora pelas surpresas nos momentos dramáticos, tudo isso sem perder o foco na simetria e na organização formal. Ele foi um mestre na arte das modulações estranhas. As tonalidades se modificam de uma forma realmente diferente do habitual. E eu adoro isso!

Carl Philipp Emanuel Bach foi o segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach. Seu talento se manifestou já na infância, recebendo completa e esmerada educação musical de seu pai, mas inicialmente tencionava dedicar-se profissionalmente ao Direito, estudando na Universidade de Leipzig e na Universidade de Frankfurt. Para nossa sorte, seus planos deram errado. Ao terminar o curso em 1738 foi empregado pelo rei Frederico II da Prússia como cravista, para quem trabalharia pelos trinta anos seguintes… Em 1768 sucedeu seu padrinho, Georg Philipp Telemann, na posição de kantor do Johanneum de Hamburgo, uma escola latina, bem como tornou-se diretor de música municipal, responsável pela música das cinco principais igrejas da cidade e pela ornamentação de cerimônias cívicas, onde permaneceria ativo até sua morte em 1788. Foi um grande dinamizador do ambiente musical de Hamburgo, além de ligar-se a importantes figuras da literatura e da filosofia, participando de clubes e sociedades de debates. Deixou obra volumosa, com mais de 750 composições entre peças para teclado solo, concertos, sinfonias, música sacra, música de câmara e lieder.

Obs.: há um problema na faixa 14 (Telemann), mas não tenho como corrigir. Se alguém puder mandar uma versão com o CD completo em mp3 de 320, por favor.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sanguineus and Melancholicus Sonatas (+Telemann, Vivaldi, Boismortier e J.B. Bach)

Quartet In D Major Wq 94 (1788)
Composed By – C.P.E. Bach*
1 Allegretto 5:19
2 Sehr Langsam Und Ausgehalten 4:33
3 Allegro Di Molto 4:48

4 Larghetto From Sonata In G Minor Wq 88 (1759)
Composed By – C.P.E. Bach*
6:10

Sonata In C Minor ‘Sanguineus And Melancholicus’ Wq 161 Nr.4 (1749)
Composed By – C.P.E. Bach*
5 Allegretto-Presto 5:02
6 Adagio 4:00
7 Allegro 6:22

Sonata In A Minor Wq 132 (1747)
Composed By – C.P.E. Bach*
8 Poco Adagio 4:09
9 Allegro 3:16
10 Allegro 2:52

Trio Sonata In C Major Wq 147 (1731)
Composed By – C.P.E. Bach*
11 Allegro 3:53
12 Adagio 5:04
13 Allegro 3:00

14 Allegro
Composed By – Telemann*

15 Allegro From Sonata In G Minor Opus 34
Composed By – Boismortier*

16 Allegro From Concerto In G Minor RV 107
Composed By – Vivaldi*

17 La Joye From Ouverture In D Major
Composed By – J.B Bach*

Florilegium:
Cello – Daniel Yeadon
Flute – Ashley Solomon
Harpsichord – Neal Peres Da Costa
Violin – Lucy Russell, Rachel Podger

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Pieter de Jode (1570-1634), depois de Maerten de Vos: Os Quatro Temperamentos (1590-1632)

PQP

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Este (bom) registro seria uma reparação. A história não deixou dois compositores extraordinários — nascidos no mesmo ano e a poucos quilômetros um do outro —  se encontrarem. Pois é, Georg Friedrich Handel e Johann Sebastian Bach vieram ao mundo em 1685, com um mês de diferença. Por duas vezes,  tentaram, mas não conseguiram se encontrar e nunca mais cruzaram seus caminhos na vida. Este álbum é dedicado a esta falha. OK, simpático.

Lina Tur Bonet (nascida em Ibiza, Espanha) e Dani Espasa (La Canonja, Espanha, quase na costa, olhando para Ibiza) oferecem aqui um CD que coloca as sonatas de Bach e Handel frente a frente. (Comparar alguém com Bach é sacanagem, mas OK novamente). A abordagem da dupla é muito livre e convincente. Acho que Lina tem certas excentricidades, mas que não as têm? E Bach proíbe? Não! A coisa realmente funciona ao mostrar a profundidade e a proximidade que ambos os compositores poderiam ter compartilhado.

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 4 in C minor, BWV1017 17:02
I. Largo 4:22
II. Allegro 4:30
III. Adagio 3:28
IV. Allegro 4:42

Handel: Sonata in D major for violin and continuo, HWV371, Op. 1 No. 13 13:04
I. Affettuoso 3:47
II. Allegro 2:41
III. Larghetto 2:54
IV. Allegro 3:42

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 5 in F minor, BWV1018 18:12
I. [Largo] 7:43
II. Allegro 4:37
III. Adagio 3:16
IV. Vivace 2:36

Handel: Sonata in D Minor for violin and continuo, HWV359a, Op. 1 No. 1 8:04
I. Grave 2:25
II. Allegro 1:44
III. Adagio 1:11
IV. Allegro 2:44

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 6 in G major, BWV1019 17:16
I. Allegro 3:33
II. Largo 1:40
III. Allegro 4:45
IV. Adagio 3:43
V. Allegro 3:35

Lina Tur Bonet, violino
Dani Espasa, cravo

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Lisa Tur Bonet na antessala da Sala de Espera da Recepção da Sala de Imanência e Transcendência da PQP Bach Corp.

PQP

.: interlúdio :. Wave: The Antonio Carlos Jobim Songbook

.: interlúdio :. Wave: The Antonio Carlos Jobim Songbook

Songbooks costumam ser uma bagunça com diversos intérpretes e gravações de várias épocas. Este aqui é caprichado na loucura, metendo na mistura gravações brasileiras e estadunidenses de Tom, turma da bossa nova, do jazz, etc., de vários períodos. Mais: este é apenas um dos muitos songbooks do glorioso Tom. Há um brasileiro que melhor, acho que este vem do país de Trump, mas foi lançado nos anos 90. Mesmo assim, a música de Tom sobrevive sob excertos de nomes fundamentais. Ella Fitzgerald, Elis Regina, Pat Metheny, Chick Corea, Herbie Hancock, Joe Henderson, João Gilberto, Oliver Nelson, Gil Evans, Oscar Peterson, Sarah Vaughan, Dizzy Gillespie, Toots Thieleman, Astrud Gilberto, etc. Eu gostei de ouvir, mas há que respirar fundo a cada mudança de faixa, porque o contexto sempre será outro.

.: interlúdio :. Wave: The Antonio Carlos Jobim Songbook

1 –Antonio Carlos Jobim Wave
Arranged By, Conductor – Claus Ogerman
Cello – Abe Kessler, Charles McCracken, George Ricci, Harvey Shapiro
Double Bass – Ron Carter
Drums, Percussion – Bobby Rosengarden, Claudio Slón*, Dom Um Romão*
Flute, Piccolo Flute – Jerome Richardson, Ray Beckenstein, Romeo Penque
French Horn – Joseph Singer
Piano, Guitar – Antonio Carlos Jobim
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Trombone – Jimmy Cleveland, Urbie Green
Violin – Bernard Eichen, Emanuel Green, Gene Orloff, Harry Lookofsky, Irving Spice, Joseph Malignaggi, Julius Held, Leo Kruczek, Lewis Eley, Louis Haber, Louis Stone, Paul Gershman, Raoul Poliakin
2:50

2 –Ella Fitzgerald Só Danço Samba (Jazz Samba)
Double Bass – Jim Hughart
Drums – Grady Tate
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Piano – Jimmy Jones (3)
Producer [Original Recording] – Norman Granz
Vocals – Ella Fitzgerald
5:48

3 –Joe Henderson with Herbie Hancock Happy Madness
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Piano – Herbie Hancock
Producer [Original Recording] – Oscar Castro-Neves, Richard Seidel
Tenor Saxophone – Joe Henderson
3:12

4 –Jobim* and Elis Regina Chovendo Na Roseira (Double Rainbow)
Bass – Luizão Maia
Drums – Paulo Braga*
Guitar – Oscar Castro-Neves
Lyrics By, Piano, Guitar, Whistling – Antonio Carlos Jobim
Piano, Electric Piano, Arranged By – Cesar Camargo Mariano*
Producer [Original Recording] – Aloysio De Oliveira
Vocals – Elis Regina
3:10

5 –Stan Getz and Charlie Byrd Desafinado (Off Key)
Double Bass – Keter Betts
Drums – Buddy Deppenschmidt
Guitar – Charlie Byrd
Guitar, Bass – Gene Byrd
Percussion – Bill Reichenbach
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Tenor Saxophone – Stan Getz
5:50

6 –Astrud Gilberto A Felicidade
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Orchestra – Gil Evan’s Orchestra*
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Arranged By, Conductor, Piano – Gil Evans
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Drums – Grady Tate
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Guitar – Kenny Burrell
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Percussion – Dom Um Romão*
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Trumpet – Johnny Coles
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Valve Trombone – Bob Brookmeyer
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Vocals – Astrud Gilberto
2:46

7 –Stan Getz with Chick Corea O Grande Amor
Double Bass – Ron Carter
Drums – Grady Tate
Piano – Chick Corea
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Tenor Saxophone – Stan Getz
4:43

8 –Jobim* and Pat Metheny Insensatez (How Insensitive)
Guitar – Pat Metheny
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Lyrics By [English] – Norman Gimbel
Piano, Vocals – Antonio Carlos Jobim
Producer [Original Recording] – Don Sickler, Richard Seidel
4:00

9 –Wes Montgomery Amor Em Paz (Once I Loved)
Arranged By, Conductor – Oliver Nelson
Clarinet – Phil Woods
Congas – Candido Camero*
Double Bass – George Duvivier
Drums [or] – Grady Tate, Sol Gubin
Flugelhorn, Piccolo Flute, Clarinet – Jerry Dodgion
Flute, Alto Flute – Danny Bank
Flute, Clarinet – Bob Ashton*
Flute, Piccolo Flute, Clarinet, Oboe, English Horn – Romeo Penque
Guitar – Wes Montgomery
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Lyrics By [English] – Ray Gilbert
Piano [or] – Herbie Hancock, Roger Kellaway
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Trombone – Jimmy Cleveland, Quentin Jackson, Tony Studd, Wayne Andre
Trumpet – Danny Moore, Donald Byrd, Ernie Royal, Joe Newman
4:45

10 –Stan Getz & João Gilberto featuring Antonio Carlos Jobim Corcovado (Quiet Nights Of Quiet Stars)
Double Bass – Tommy Williams (3)
Guitar, Vocals – João Gilberto
Lyrics By – Jobim*
Lyrics By [English] – Gene Lees
Percussion – Milton Banana
Piano – Antonio Carlos Jobim
Producer – Creed Taylor
Tenor Saxophone – Stan Getz
Vocals – Astrud Gilberto
4:14

11 –Oscar Peterson Triste
Double Bass – Sam Jones
Drums – Bobby Durham
Piano – Oscar Peterson
Producer [Original Recording] – Hans Georg Brunner-Schwer
5:17

12 –Sarah Vaughan The Boy From Ipanema
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Lyrics By [English] – Norman Gimbel
Orchestra – Frank Foster’s Orchestra
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Arranged By, Conductor – Frank Foster
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Double Bass – George Duvivier
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Drums – Bobby Donaldson
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Flute – Jerome Richardson
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Guitar – Barry Galbraith
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Percussion – Willie Rodriguez
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Piano – Bob James
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Trombone – Benny Powell, Billy Byers, Britt Woodman, Richard Hixson, Wayne Andre
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Violin – Bernard Eichen, Charles Libove, Emanuel Green, Gene Orloff, Harry Lookofsky, Leo Kruczek, Lewis Eley, Tosha Samaroff
Producer [Original Recording] – Quincy Jones
Vocals – Sarah Vaughan
2:29

13 –Dizzy Gillespie Samba De Uma Nota Só (One Note Samba)
Double Bass – Chris White (3)
Drums – Rudy Collins
Flute – Leo Wright
Percussion – Pepito Riestria
Piano – Lalo Schifrin
Producer [Original Recording] – Quincy Jones
Trumpet – Dizzy Gillespie
5:16

14 –Joe Henderson Vivo Sonhando (Dreamer)
Bass – Nico Assumpçao*
Drums – Paulo Braga*
Guitar – Oscar Castro-Neves
Piano – Eliane Elias
Producer [Original Recording] – Oscar Castro-Neves, Richard Seidel
Tenor Saxophone – Joe Henderson
5:25

15 –Toots Thielemans with Elis Regina Wave
Harmonica – Toots Thielemans
Vocals – Elis Regina
3:08

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Ah, Tom, se todos fossem iguais a você…

PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrushka / Jeu de Cartes

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrushka / Jeu de Cartes

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aprendam: quando vocês passarem por algo que indique que há Gergiev e música russa disponíveis, se atirem porque a satisfação é garantida. O homem é um craque em todos os campos, mas joga em casa quando a coisa está russa. E que orquestração de Strava!!! A coisa é feérica e eufônica!

Petrushka é um balé burlesco composto de quatro cenas por Igor Stravinsky e coreografado por Michel Fokine. Foi composto entre 1910 e 11 e revisado em 1947. A peça foi montada pela primeira vez pela companhia russa de balé de Serguei Diaguilev em Paris, em 13 de junho de 1911. Vaslav Nijinski encarnou Petrouchka, com Tamara Karsavina como A Bailarina. Alexandre Orlov fazia o Mouro e Enrico Cecchetti o Mago.

A história é sobre um fantoche tradicional russo, Petrushka, que é feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida com a capacidade de amar, numa história que se assemelha a de Pinocchio. Petruchka conta a história de amor e de inveja de três bonecos. Os três ganham vida graças ao Mago. Petruchka ama a Bailarina, mas ela o rejeita. A Bailarina prefere o Mouro. Petruchka fica furioso e desafia o Mouro. No duelo, o Mouro acaba matando Petruchka, cujo fantasma se levanta sobre o teatro de bonecos quando a noite cai. Ele desafia o Mago, que acaba o matando pela segunda vez. Petruchka traz música, dança e design unidos como um todo. É um dos balés mais populares da Rússia e geralmente é encenado com coreografia e desenhos originais. Grace Robert escreveu em 1949: “Ainda que mais de trinta anos tenham se passado desde sua estreia, sua posição como um dos grandes balés de todos os tempos permanece intocada. Sua perfeita fusão de música, coreografia, decoração e seu tema — a sempre atual tragédia do espírito humano — unem-se para fazer o apelo se tornar universal.”

Jeu de cartes (Jogo de cartas) é um balé em três movimentos, ou jogos, composto por Igor Stravinsky em 1936-37 com libreto do compositor em colaboração com M. Malaieff (um amigo do filho mais velho de Stravinsky, Théodore Stravinsky) e com coreografia de George Balanchine . O ballet foi estreado pelo American Ballet no Metropolitan Opera House , em Nova York, em 27 de abril de 1937, sob a direção do compositor. Mas não é Petrushka…

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrushka / Jeu de Cartes

Petrushka (1910–11)
Premier Tableau (First Scene)
1 I. Introduction (À la Foire Du Mardi-Gras) [The Shrovetide Fair (Introduction)] 1:26
2 II. Le Compère de la Foire Amuse la Foule Du Haut de Son Tréteau [The Crowds] 4:07
3 III. Le Tour de Passe-passe [The Conjuring Trick] 1:57
4 IV. Danse Russe [Russian Dance] 2:41

Deuxième tableau (Second Scene)
5 I. Chez Pétrouchka [Petrushka’s Cell] 4:45

Troisième Tableau (Third Scene)
6 I. Chez Le Maure [The Moor’s Cell] 3:03
7 II. Danse de la Ballerine [Dance Of The Ballerina] 0:48
8 III. Valse de la Ballerine Et Du Maure [Waltz (The Ballerina And The Moor)] 3:22

Quatrième Tableau (Fourth Scene)
9 I. La Foire Du Mardi Gras (vers Le Soir) [The Shrovetide Fair (towards Evening)] 1:10
10 II. Danse Des Nounous [Dance Of The Wet-Nurses] 2:17
11 III. Entre Un Paysan Avec Un Ours [A Peasant Enters With A Bear] 1:49
12 IV. Les Tziganes Dansent. Le Marchand Joue de L’accordéon [The Gypsy Girls Dance] 0:56
13 V. Danse Des Cochers Et Des Palefreniers [Dance Of The Coachmen And Grooms] 2:00
14 VI. Les Déguisés [The Mummers] 2:17
15 VII. Mort de Pétrouchka [Petrushka’s Death] 2:55

Jeu de cartes (1936–37)
16 I. Première Donne [First Deal]. Alla Breve – Moderato Assai – Tranquillo 5:41
17 II. Deuxième Donne [Second Deal]. Alla Breve – Marcia – Variazioni 1-5 – Coda – Marcia 9:16
18 III. Troisième Donne [Third Deal]. Alla Breve – Valse – Presto – Tempo Del Principio 7:20

Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev

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Imagem de uma montagem de Petrushka

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Le nozze di Figaro (As Bodas de Figaro), K.492 (Melhores lances)

W. A. Mozart (1756-1791): Le nozze di Figaro (As Bodas de Figaro), K.492 (Melhores lances)

Eu, PQP, não sou um apaixonado por óperas, mas gostei de ouvir este sensacional resumo de As Bodas de Figaro, de Mozart. Abaixo, copio um texto da Wikipedia a fim de não lhes incomodar com minha ignorância. Amo Mozart, acho notáveis as árias de Figaro — muitas delas célebres –, mas nunca me aprofundei em nenhuma de suas óperas e nem nas de outros… A versão que posto é festejadíssima. Aqui temos um resumo dela.

Le nozze di Figaro é uma ópera-bufa em quatro atos composta por Wolfgang Amadeus Mozart, sobre libreto de Lorenzo da Ponte, com base na peça homônima de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (Le Mariage de Figaro). Composta entre 1785 e 1786, foi estreada em Viena, em 1º de maio de 1786. Diz-se que Mozart começou a ter problemas com sua reputação a partir desta ópera, que satirizava certos costumes da nobreza.

A ação desenrola-se no Castelo do Conde de Almaviva, algures perto de Sevilha, no ano de 1785. Fígaro e Susanna, servos do Conde e da Condessa Almaviva, estão noivos e casam em breve. O Conde mantém um longo assédio sexual a Susanna o que a faz duvidar que este venha a cumprir a sua promessa de abolir o tão odiado “direito do senhor”, que estabelecia a prerrogativa de se deitar com a serva antes de a entregar ao futuro marido.

Ato I

Numa sala pouco mobiliada, Fígaro e Susanna fazem os preparativos da sua iminente boda. O criado tira medidas do seu novo quarto para calcular a disposição dos móveis enquanto a donzela prova o chapéu que usará durante a cerimônia. Cheio de satisfação, Fígaro comenta que a proximidade do confortável quarto com os aposentos dos condes facilitará o trabalho do futuro casal. No entanto, Susanna quebra a sua felicidade quando lhe conta o verdadeiro propósito do seu senhor: a localização do quarto permitir-lhe-á estar mais perto da jovem para exercer o seu direito de pernada. Fígaro, consternado, pergunta à sua prometida como é possível que Almaviva queira fazer uso de um direito que ele mesmo aboliu. A jovem responde que o Conde parece ter-se arrependido de tal decisão. Soa uma campainha e Susanna acode à chamada da Condessa. Só em cena, Fígaro comenta que seu amo não conseguirá o que quer: se quiser dançar, terá de ser ao som do seu tocar.

A seguir Fígaro abandona a cena e entram Bartolo e Marcellina, que mostra ao médico um contrato em que Fígaro se compromete a devolver a soma de um empréstimo. A intenção da mulher é exigir o pagamento imediato dessa dívida com a finalidade de impedir a boda do criado, por quem está apaixonada. Bartolo decide apoiá-la, porque deseja vingar-se do criado; há algum tempo, Fígaro ajudou o Conde a raptar a sua amada pupila Rosina, que se transformaria na Condessa de Almaviva. Bartolo sai de cena e entra Susanna com um vestido da sua senhora. Ambas trocam insultos sob uma forçada cortesia.

Assim que Marcellina sai, chega Cherubino. O jovem pagem dos Condes confessa a Susanna que o seu senhor o despediu porque o surpreendeu com Barbarina, filha do jardineiro Antonia, e pede à criada que interceda por ele perante a Condessa, a quem venera. Depois, cheio de ardor adolescente, declara o seu amor por todas as mulheres.

Ouve-se o voz do Conde, que se aproxima à distancia. Cherubino esconde-se rapidamente por detrás de uma poltrona. Uma vez em cena, Almaviva corteja Susanna, mas a repentina chegada do sacerdote Basílio, cuja intenção é convencer a jovem prometida a aceder aos desejos do seu patrão, interrompe os seus propósitos. O Conde decide se esconder também atrás da poltrona, precisamente no momento em que o pagem abandona com muita agilidade o seu esconderijo para se sentar sobre o mesmo assento, que Susanna habilmente cobre com o vestido da Condessa. Basilio, pensando encontrar-se a sós com a criada, faz alusão à atração que Cherubino sente pela Condessa. Almaviva, irado, decide abandonar o seu esconderijo. Susanna finge desmaiar para salvar a situação que, no entanto, se enreda ainda mais quando o seu senhor descobre Cherubino enquanto explica, precisamente, como tinha descoberto o jovem com Barbarina. O aparecimento súbito de Fígaro com um grupo de camponeses quebra a tensão. Os aldeões atiram flores aos pés do Conde para lhe agradecer a abolição ao direito da pernada. Depois, o prometido pede ao seu senhor que coloque um véu branco sobre a cabeça de Susanna como símbolo de pureza. Almaviva compreende de imediato a manobra do seu criado e entra no jogo, mas interiormente promete vingar-se. O par pede perdão de Cherubino, que é exonerado das suas culpas a troco da sua imediata incorporação no regimento de Almaviva. O 1º ato termina com a cômica descrição que Fígaro faz da dura vida militar que aguarda o pagem.

Ato II

Enquanto a Condessa lamenta as infidelidades do seu esposo, chegam Susanna e Fígaro, que a informa ter enviado uma carta anónima ao Conde, fazendo-o crer que existe outro homem na vida dela.

Sai Fígaro e nesse momento entra Cherubino, que canta o seu amor à Condessa. A Condessa e Susanna disfarçam-no de mulher e pedem ao Conde uma conversa com Susanna, à qual assistirá Cherubino. Nesse momento aparece o Conde e Cherubino tem de se esconder numa divisão. A Condessa diz ao Conde que é Susanna quem ali está escondida e ele tenta derrubar a porta.

Entretanto Susanna – também escondida – ajuda Cherubino a sair da divisão e põe-se no seu lugar.

Finalmente a Condessa confessa ao Conde que é Cherubino quem está ali; mas ao abrir a porta surge Susanna e tanto a Condessa como o Conde ficam muito surpreendidos. Então a Condessa, recompondo-se, diz que foi uma artimanha para o Conde ficar com ciúmes. Entra o jardineiro António, queixando-se que alguém partiu as suas floreiras ao saltar de uma janela. Entra Fígaro e diz que foi ele, mas António mostra um envelope que quem saltou pela janela, deixou cair; são, nem mais nem menos, as credenciais de Cherubino. Fígaro diz que Cherubino lho havia dado porque faltava o selo, mas o Conde não fica convencido com a explicação. Nesse mesmo momento, aparecem novamente Bartolo e Marcellina, que reclamam ao Conde o cumprimento da sua demanda, a sua boda com Fígaro.

Ato III

O juiz Don Curzio exige a Fígaro o cumprimento do contrato com Marcellina, pagar-lhe uma grande soma de dinheiro. Mas como este não a tem, obriga-o a casar com ela. Fígaro escusa-se dizendo que ele é de família nobre e que não pode casar-se sem uma autorização dos pais. Como prova dessa nobreza, mostra as fraldas que levava quando o encontraram e um sinal no braço direito.

Então Marcelina diz que Fígaro é o seu filho, que desapareceu pouco depois de nascer, e que Bartolo é o pai; assim já não tem que se casar com ela. Quando chega Susanna e vê Marcellina e Fígaro abraçados, dá-lhe uma bofetada. E Marcelina explica-lhe a nova situação.

A Condessa dita a Susanna uma carta para o Conde, de modo a confundi-lo. Entretanto entra um grupo de camponesas para oferecer flores à Condessa, entre as quais se encontra Cherubino disfarçado de mulher. Mas o jardineiro António e o Conde descobrem-no.

Celebra-se a boda entre Fígaro e Susanna e durante o baile, Susana dá ao Conde a carta que escreveu, a pedido da Condessa, marcando um encontro para essa noite. A agulha, com que está fechada a carta, deve ser devolvida em sinal de recebimento. O plano é que nessa noite não se encontre com Susanna ou com Cherubino, mas sim com ela – Condessa – que trocou a sua roupa com Susanna.

Ato IV

Fígaro surpreende a jovem Barbarina à procura da agulha que selava a carta, que o Conde lhe havia confiado para a entregar a Susanna. Mas ela perdeu-a. Fígaro sabe então que Susanna se vai encontrar com o Conde, mas ignora o plano. Enfadado, convida Bartolo e Basílio a serem testemunhas desse encontro e adverte-os sobre a infidelidade das mulheres.

Chegam a Condessa e Susanna, com as vestes trocadas, e ocasiona-se um encontro complicado.

Cherubino, que tinha ficado com Barbarina, vê a Condessa – que estava disfarçada de Susanna – e tenta beijá-la, mas nesse momento chega o Conde e é ele que recebe o beijo. Este responde-lhe com uma bofetada, mas atinge Fígaro que se tinha acercado para ver o que se passava.

Para se vingar do Conde, Fígaro começa a cortejar Susanna, pensando ser a Condessa, mas quando a reconhece declara-lhe o seu amor e esta enfurece-se cobrindo-o de bofetadas já que não se apercebeu que tinha sido reconhecida pelo marido. Quando dá conta, o par abraça-se e isto ira o Conde, que confunde Susanna com a Condessa. Quando se apercebe da situação, o Conde pede perdão à esposa pelas suspeitas e pela sua má conduta. A Condessa perdoa-o e acaba tudo numa alegre festa.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) Le nozze di Figaro, K.492 — Original version, Vienna 1786

1. Sinfonia [5:04]

Act 1
2. “Cinque… dieci… venti…” [3:04]
3. “Se vuol ballare, signor Contino” [2:45]
4. “La vendetta, oh, la vendetta” [3:27]
5. “Non so più cosa son, cosa faccio” [3:03]
6. “Non più andrai” [4:11]

Act 2
7. “Porgi amor” [3:26]
8. “Voi che sapete” [3:14]
9. “Venite… inginocchiatevi…” [3:34]
10. “Susanna, or via, sortite” [4:09]

Act 3
11. “Crudel! perchè finora” [3:03]
12. “Hai già vinta la causa” – “Vedrò mentr’io sospiro” [4:42]
13. “E Susanna non vien!” – “Dove sono i bei momenti” [6:53]
14. Cosa mi narri?…Che soave zeffiretto [3:51]
15. Ecco la marcia – Andate amici [6:41]

Act 4
16. “L’ho perduta… me meschina!” [1:51]
17. “Tutto è disposto” – “Aprite un po’ quegli occhi” [4:37]
18. “Giunse alfin il momento” – “Deh vieni non tardar” [4:31]
19. “Gente, gente, all’armi” [5:36]

Bo Skovhus
Ildebrando d’ Arcangelo
Florian Boesch
Patrick Henckens
Eva Liebau
Christine Schäfer
Marie McLaughlin
Anna Netrebko
Dorothea Röschmann
Wiener Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt

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Ildebrando D’Arcangelo und Anna Netrebko.

PQP