Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Magnificat / Motet “Heilig ist Gott” / Sinfonie in D major, Wq 183/1

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Magnificat / Motet “Heilig ist Gott” / Sinfonie in D major, Wq 183/1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Clica antes aqui, malandro! Depois clica ali embaixo no melhor disco de 2014 na categoria Baroque Vocal da revista Gramophone. Ah, pois é, né?

Que disco espetacular, que disco maravilhoso, que interpretações, que coral, que orquestra! Papai Johann Sebastian foi insuperável, mas seu filho Carl Philipp Emanuel Bach foi um imenso compositor. E hoje ele veio trabalhar comigo. Foram minutos gloriosos de fones de ouvido e caminhada junto com o Magnificat e as outras peças do CD. Querem saber? Fiquei dando voltas nas quadras próximas de meu trabalho para não chegar tão cedo. Mas não contem para a minha chefe, tá?

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788):
Magnificat / Motet “Heilig ist Gott” / Sinfonie in D major, Wq 183/1

Magnificat, Wq 215
1. Chor. Magnificat anima mea Dominum 2:54
2. Arie. Quia respexit humilitatem 5:32
3. Arie. Quia fecit mihi magna 3:59
4. Chor. Et misericordia eius 3:59
5. Arie. Fecit potentiam in bracchio suo 3:37
6. Duett. Deposuit potentes de sede 5:52
7. Arie. Suscepit Israel puerum suum 4:43
8. Chor. Gloria Patri et Filio 1:49
9. Chor. Sicut erat in principio 5:27

Heilig ist Gott, Wq 217
1. Ariette. Herr, wert, daß Scharen der Engel 1:44
2. Chor der Engel und Völker. Heilig, heilig, heilig ist Gott 6:08

Sinfonie in D major, Wq 183/1
1. Allegro di molto 5:47
2. Largo 1:34
3. Presto 2:51

Berlin RIAS Chamber Choir
Hans-Christoph Rademann

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Akademie für Alte Musik, de Berlin -- uma orquestra sensacional
Akademie für Alte Musik, de Berlin — uma orquestra sensacional

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 6 de 9)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 6 de 9)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

A partir daqui entramos certamente no mais importante conjunto de obras que um compositor jamais escreveu. O “Razumovsky Nº 3” é muito bom, extraordinário até, mas está ainda dentro da tradição do século XIX. Já o Op. 127 é o primeiro dos grandes quartetos finais de Beethoven, aqueles que apontam para o futuro, sendo não somente o germe dos quartetos de Bartók, mas os verdadeiros pais da música moderna. E não cessam de nos surpreender.

Se você um dia quiser entender a música erudita do século XX, é quase obrigado a conhecer o elo de ligação entre ela e a música anterior. Certo, há Wagner, Stravinsky, e todos aqueles que criaram obras revolucionárias na virada do século, mas todos foram beneficiários deste Beethoven final que dizia escrever música para o futuro. Ele tinha razão. O que seus contemporâneos não compreendiam, nós podemos entender e gostar. Precisamos disso se quisermos avançar nossa concepção musical alguns centímetros à frente dos museus que se tornaram nossas salas de concerto.

Eu amo por motivos diversos os dois quartetos deste CD. Se o terceiro “Razu” é um dos ápices do formato clássico, o Op. 127 é notável por sua novidade. A sonoridade torna-se áspera, a polifonia instrumental mais dura, a expressão enigmática. Seus contemporâneos consideravam estas obras incompreensíveis e as explicavam pela surdez, então completa, do mestre. Mas a verdade é que o pensamento musical abstrato de Beethoven só foi materializado completamente através destes quartetos de cordas. Os seis últimos quartetos são, na opinião deste que vos escreve, as melhores obras que ele escreveu.

Se você achar estranho o Op. 127, não desista, insista com ele e com os próximos que virão. Um mundo se abrirá para você a partir destas obras. Será uma especie de reformatação de sua cabeça e nesta nova configuração caberá Bartók, Debussy, Ravel e grande parte daquela música difícil que tantos evitam.

Sim, PQP Bach tem viés pedagógico!!! Temos a nada imodesta missão de abrir novas perspectivas para dois ou três de nossos “ouvintes”. Não estamos para brincadeiras!

String Quartet No. 9 in C major, Op. 59, No. 3, “Rasumovsky”
1. Introduzione: Andante con moto – Allegro vivace 10:57
2. Andante con moto quasi allegretto 09:18
3. Menuetto: Grazioso 05:07
4. Allegro molto 06:01

String Quartet No. 12 in E flat major, Op. 127
5. Maestoso – Allegro teneramente 06:33
6. Adagio ma non troppo e molto cantabile 14:42
7. Scherzando vivace 08:48
8. Finale: Alla breve 06:34

Kodály Quartet

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Beethoven: fim dos Razumovsky e início dos célebres "últimos quartetos"
Beethoven: fim dos Razumovsky e início dos célebres “últimos quartetos”

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741) & J. S. Bach (1685-1750): Cello Sonatas

Antonio Vivaldi (1678-1741) & J. S. Bach (1685-1750): Cello Sonatas


Bach escreveu originalmente estas sonatas para a viola da gamba e o cravo. Curiosamente, o cravo é tratado como um instrumento concertante ao invés de limitar-se ao obligato, não obstante a viola da gamba ocupar a posição de virtuosidade que tinha alcançado no final do período barroco alemão. É música de primeira linha, principalmente as BWV 1027 e 1029.

Nesta gravação feita em violoncelo e piano os engenheiros da DG tiveram o cuidado de não dar proeminência a qualquer instrumento sobre o outro, o que assegura a clareza de textura. Mas, sabemos, não obstante a categoria de Maisky e Argerich, não é uma interpretação que os puristas aprovariam. Já no Vivaldi a coisa foi mais tranquila. As sonoridades são mais próximas do original e, apesar de a música ser inferior a de Bach, flui muito bem. Adoro Vivaldi, mas qualquer coisa fica meio bobinha quando próximas a Bach, Beethoven, Brahms e Bartók.

Vivaldi & Bach: Cello Sonatas

J.S. Bach · Cello Sonata No.1 in G major BWV 1027
1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Antonio Vivaldi · Cello Concerto in A minor RV 418
5. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Allegro
6. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Largo
7. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Orpheus Chamber Orchestra

J.S. Bach · Cello Sonata No.2 in D major BWV 1028
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
11. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Antonio Vivaldi · Cello Concerto in B minor RV 424
12. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Allegro non molto
13. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Largo
14. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Orpheus Chamber Orchestra

J.S. Bach · Cello Sonata No.3 in G minor BWV 1029
15. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
16. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
17. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Mischa hoje
Mischa hoje

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia No. 5 (Haitink)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia No. 5 (Haitink)

Mahler devia estar irritado e decidiu escrever uma sinfonia realmente complicada para seus músicos sofrerem bastante. Mas, como estou com pouco tempo, transcrevo a informação que tem na Wiki. Depois da cobertura das eleições de ontem, tenho até dificuldade em lembrar meu nome:

Na opinião do crítico e historiador musical Deryck Cooke, a quinta sinfonia de Mahler possui caráter “esquizofrênico”, já que nela, convivem perfeitamente separados o mais trágico e o mais alegre dos mundos. Consta de cinco movimentos, sendo os dois primeiros quase temáticos, explorando o lado trágico da vida. O primeiro movimento, uma escura marcha fúnebre, começa com uma fanfarra de trompetes que aparecerá repetidamente, dando-lhe uma atmosfera especial de inquietude e desolação. O segundo, um frenético allegro, muda completamente o espírito do movimento anterior; seu caráter histérico alterna com o de marcha fúnebre, onde ao final da exposição parece triunfar um relativo otimismo, para cair novamente na angústia e na escuridão. É no scherzo, do terceiro movimento, que surge com maior clareza o citado caráter esquizofrênico, em absoluta contradição com a atmosfera nihilista anterior, saltamos, sem solução de continuidade, à visão mais alegre da vida. São dois modos de ver a existência impossível de reconciliar. Tanto o ländler como a valsa do trio estão, ainda com seu ar de nostalgia, muito longe do desespero inicial da sinfonia. O famoso adagietto para cordas e harpas, constituindo o Quarto movimento, é um remanso de paz entre a força do scherzo e do último movimento, estando impregnado de um desejo de distanciar-se das tensões e lutas para refugiar-se da solidão interior. O quinto movimento finale, parte de motivos populares, possuindo um caráter exuberante e alegre. Em seu clímax final recupera e funde o caráter angustiante dos primeiros dois movimentos com a alegria dos últimos, combinando assim os elementos tão díspares de escuridão e luz que convivem na Sinfonia.

Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia No. 5

01 – Trauermarsch
02 – Sturmisch bewegt. Mit groBter Vehemenz
03 – Scherzo (Kraftig nicht zu schnell)
04 – Adagietto (Sehr langsam)
05 – Rondo Finale (Allegro)

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink, regente

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Bernard Haitink: um de meus regentes preferidos
Bernard Haitink: um de meus regentes preferidos

PQP

.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande CD de Redman, apenas com temas originais. Reclamam que Redman é muito delicado e tradicional, mas que diabos, ele é muito bom! O disco foi gravado no ano de 2000, quando ele recém completara 30 anos. São 73 minutos de grande música com um grupo pra lá de competente onde se destacam o pianista Goldberg e o segundo sax de Turner. Destaques para Belonging e Neverend.

Joshua Redman: Beyond

1. Courage (Asymmetric Aria) 7:34
2. Belonging (Lopsided Lullaby) 5:50
3. Neverend 4:27
4. Leap Of Faith 9:06
5. Balance 9:05
6. Twilight…And Beyond 11:00
7. Stoic Revolutions 6:13
8. Suspended Emanations 6:22
9. Last Rites Of Rock ‘n’ Roll 7:05
10. A Life? 6:51

Joshua Redman – Tenor Saxophone
Mark Turner – Tenor Saxophone
Aaron Goldberg – Piano
Reuben Rogers – Bass
Gregory Hutchinson – Drums

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Joshua Redman
Joshua Redman

PQP

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova


A garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira. E não é proibido que ela dê sua interpretação para aquilo que gosta. Só que a garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, não consegue alcançar nosso sotaque, nem nossas formas de improviso e acaba dando um pequeno vexame, mas um vexame que talvez apenas os brasileiros possam identificar. É uma lição cultural ouvi-la em dificuldades, pensando que está no Brasil, sob o sol, com as favelas em torno. Só que a grande e genial violinista Viktoria Mullova, mesmo sob o sol e com as favelas em torno, quando toca MPB, é apenas uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, que gosta de música brasileira, não uma menina do Rio.

Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

1. Toada 2:32
2. Linda Flor 5:14
3. Segue teu destino 4:21
4. Vilarejo 4:25
5. Luz do sol 3:09
6. Brasileirinho 2:20
7. Dindi 5:33
8. Chovendo na roseira 4:14
9. Balada de um Louco 4:29
10. Tico-Tico-no-Fubá 4:03
11. Falando de amor 3:05
12. Rosa 2:40
13. Por toda minha vida 2:14

Viktoria Mullova
Matthew Barley
Paul Clarvis
Luis Guello
Carioca Freitas

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Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.
Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

PQP

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Conheci Madeleine Peyroux há mais de dez anos. Ela  se achegou com uma bela voz de Billie Holiday, perfeita afinação e os enlouquecedores pés descalços da foto abaixo, que era a capa do CD que eu comprara. Não sou exatamente um podólatra, mas achei-a linda. A coisa ainda melhorava quando colocávamos o CD para rodar. Pois agora o álbum duplo ao lado vem passar uma régua na carreira da cantora. São sete discos desde 1996. Então, como este álbum é duplo, ele contém quase 30% do que ela gravou. Vale a pena ouvir, como não? Eu gosto muito e tenho certeza de que ela fará sucesso entre os pequepianos.

Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

01. Don’t Wait Too Long (3:11)
02. You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (3:27)
03. (Getting Some) Fun Out Of Life (3:14)
04. Between The Bars (3:46)
05. I’m All Right (3:30)
06. La Vie En Rose (3:22)
07. Half The Perfect World (4:23)
08. Dance Me To The End Of Love (3:58)
09. Smile (4:01)
10. Once In A While (4:02)
11. The Summer Wind (3:58)
12. Careless Love (3:53)
13. Guilty (3:55)
14. Desperadoes Under The Eaves (Extended Version) (5:21)
15. Changing All Those Changes (3:11)
16. J’Ai Deux Amours (2:57)
17. River Of Tears (5:22)
18. The Things I’ve Seen Today (3:44)
19. Damn The Circumstances (4:39)
20. La Javanaise (4:12)
21. The Kind You Can’t Afford (4:00)
22. Bye Bye Love (3:29)
23. Walkin’ After Midnight (4:50)
24. Standing On The Rooftop (5:47)
25. Instead (5:14)
26. Keep Me In Your Heart (3:35)
27. This Is Heaven To Me (3:11)

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Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora
Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

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Johannes Brahms (1833-1897): Trio para Violino, Trompa e Piano / Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano

Johannes Brahms (1833-1897): Trio para Violino, Trompa e Piano / Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano

Se você ama Brahms, já deve ter visto algum CD ou vinil com este repertório. Eles costumam andar juntos. Esta não é a gravação que eu levaria para a ilha deserta — alguns andamentos do Horn Trio estão muito lentos para meu gosto –, mas é de respeito. Este Op. 40 é uma elegia dedicada à memória da mãe de Brahms — que também recebeu a dedicatória de Um Réquiem Alemão — e reúne uma combinação incomum de piano, violino e trompa. É de calma beleza. O Trio para clarinete , violoncelo e piano, Op. 114, foi uma das quatro notáveis obras de câmara para clarinete compostas de enfiada por Johannes Brahms já no final de sua vida. É uma música onde parece que todos os instrumentos e toda a humanidade está apaixonada. A obra, assim como todas as que compôs para clarinete na época, foi dedicada ao clarinetista Richard Mühlfeld. Em novembro de 1891, Mühlfeld estreou a peça com Robert Hausmann ao violoncelo e o próprio Brahms ao piano.

Johannes Brahms (1833-1897): Horn Trio / Clarinet Trio

1. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: I. Andante – Poco piu animato 9:09
2. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: II. Scherzo: Allegro – Molto meno allegro – Allegro 8:13
3. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: III. Adagio mesto 8:27
4. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: IV. Finale: Allegro con brio 6:47

5. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: I. Allegro 8:48
6. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: II. Adagio 8:22
7. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: III. Andantino grazioso 5:08
8. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: IV. Allegro 4:55

The Borodin Trio:
Luba Edlina, piano
Rostilav Dubinsky, violino
Yuli Turovsky, cello
Michael Thompson, horn
James Campbell, clarinete

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O Trio Borodin
O Trio Borodin

PQP

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

Uma excelente amostragem da obra da estoniana Helena Tulve. Aqui, nota-se claramente que ela estudou como poucos o canto gregoriano e que foi aluna de György Ligeti. As obras de Tulve dão uma ideia justa da riqueza de sua vasta experiência cultural: a escola francesa, Saariaho, música oriental, canto gregoriano, etc. A música de Tulve é refinadíssima, sofisticada e requer um pouco de trabalho do ouvinte. É como se precisássemos cavar sob a superfície beleza os fascinantes timbres desta música finamente trabalhada. Tulve tem uma voz distinta e vale muito a exploração de seu mundo. Recomendo a audição. Gravação da ECM.

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

1. Reyah hadas ‘ala (2005)
2. silences/larmes (2006)
3. L’Équinoxe de l’âme (2008)
4. Arboles lloran por lluvia (2006)
5. Extinction des choses vues (2007)

Arianne Savall, soprano e harpa
Charles Barbier e Taniel Krirkal, contratenores

Estonian National Symphony Orchestra
Olari Elts

Ensemble Vox Clamantis
Jaan-Eik Tulve

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Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres
Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 – Mullova, Oistrakh

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 – Mullova, Oistrakh

Enquanto o mano PQP goza de suas merecidas férias, e os outros membros do blog também parecem estar desfrutando deste período de festas, trago mais duas versões do Concerto para Violino de Beethoven.


A primeira é a gravação, de 2002, que Viktoria Mullova fez com o John Elliot Gardiner e a Orchestre Revolutionnaire et Romantique, cujos músicos tocam com instrumentos e orientações de época.  Gardiner é um grande especialista neste estilo de interpretação, mas por algum motivo, que não consegui identificar, não conseguiu convencer alguns clientes da Amazon, que em média, deram “apenas” quatro estrelas para esta gravação.  Mas claro que aqui a estrela é Mullova, sempre perfeita, e totalmente à vontade. Um assombro essa menina.


A outra gravação é considerada “A” gravação do século XX desse concerto, com um David Oistrakh no apogeu e auge da carreira, final dos anos 50. E Oistrakh? Para que falar? O homem é, em minha modesta opinião, o maior violinista do século XX. E ponto final. Quem tiver interesse, e tempo, existe uma série de 17 cds postadas no avaxhome chamada “David Oistrakh – The Complete Recordings”. Pode até mesmo comprar, pois está custando apenas 54 dólares no site da amazon. A famosa barbada. Mas vamos ao que interessa. E antes que me esqueça, um excelente 2010 para todos.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Concerto, op. 61

01. Violin Concerto in D major Op.61 – I. Allegro ma non troppo (Cadenza; Kreisler)
02. Violin Concerto in D major Op.61 – II. Larghetto
03. Violin Concerto in D major Op.61 – III. Rondo; Allegro (Cadenza; Kreisler)

David Oistrakh – Violin
Orchestre National Radiodiffusion Française
Andre Cluytens – Conductor

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Viktoria Mullova – Violino
Orchestre Revolutionnaire et Romantique
John Elliot Gardiner – Conductor

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Preferimos Mullova a Oistrakh
No âmbito das fotos, preferimos Mullova a Oistrakh

FDPBach

C.P.E. Bach (1714-1788): Cello Concertos

C.P.E. Bach (1714-1788): Cello Concertos

Bach teve dois filhos que podem figurar entre os grandes compositores de todos os tempos: o mais velho, Wilhelm Friedemann Bach, e o quinto (o segundo a chegar à idade adulta), Carl Philipp Emanuel Bach. É claro que eles ficam meio que à sombra do Grande Pai de Todos Nós. Mas o que fazer? Estes concertos de CPE são extraordinários e a interpretação do norueguês Truls Mørk vale o ingresso, quero dizer, o download. A observação também vale para os compreensivos e afinados Les Violins du Roy, que dão muito mais que um mero suporte ao excelente Mørk. Baita CD.

C.P.E. Bach (1714-1788): Cello Concertos

1. Cello Concerto Wq.172 in A major: Allegro 6:26
2. Cello Concerto Wq.172 in A major: Largo con sordini, mesto 7:35
3. Cello Concerto Wq.172 in A major: Allegro assai 5:03

4. Cello Concerto Wq.171 in B flat major: Allegretto 8:05
5. Cello Concerto Wq.171 in B flat major: Adagio 8:20
6. Cello Concerto Wq.171 in B flat major: Allegro assai 6:27

7. Cello Concerto Wq.170 in A minor: Allegro assai 10:38
8. Cello Concerto Wq.170 in A minor: Andante 8:43
9. Cello Concerto Wq.170 in A minor: Allegro assai 6:50

Truls Mørk, cello
Les Violins du Roy
Bernard Labadie

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Truls Mork: respeitem o loirinho careca!
Truls Mork: respeitem o loirinho careca!

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Versão para Trio de Cordas)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Versão para Trio de Cordas)

Não é um grande disco, mas dá pro gasto. O problema é justamente o violoncelista Mischa Maisky, que toca Bach como se este fosse um romântico russo. Não fica muito bonito. Já Imai e Rachlin dão-nos maior felicidade. Esta versão em trio altera um pouco os andamentos, normalmente deixando-os mais lentos. O estranho é que a transcrição de Sitkovetsky é dedicada a Glenn Gould, mas segue muito de longe a dinâmica do mestre. Enfim, gostei com restrições.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Versão para Trio de Cordas)
BWV 988 “Goldberg Variations” – Arranged for String Trio by Dmitry Sitkovetsky

1. Aria mit 30 Veränderungen, – Aria 4:25
2. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 1 a 1 Clav. 1:50
3. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 2 a 1 Clav. 1:21
4. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 3 Canone all’Unisono a 1 Clav. 1:58
5. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 4 a 1 Clav. 1:10
6. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 5 a 1 ovvero 2 Clav. 1:17
7. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 6 Canone alla Seconda a 1 Clav. 1:08
8. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 7 a 1 ovvero 2 Clav. 2:13
9. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 8 a 2 Clav. 1:53
10. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 9 Canone alla Terza a 1 Clav. 1:29
11. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 10 Fughetta a 1 Clav. 1:34
12. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 11 a 2 Clav. 1:59
13. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 12 Canone alla Quarta 2:12
14. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 13 a 2 Clav. 6:26
15. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 14 a 2 Clav. 2:12
16. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 15 Canone alla Quinta in moto contrario 5:17
17. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 16 Ouverture a 1 Clav. 2:57
18. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 17 a 2 Clav. 1:54
19. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 18 Canone alla Sesta a 1 Clav. 1:36
20. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 19 a 1 Clav. 1:47
21. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 20 a 2 Clav. 1:52
22. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 21 Canone alla Settima 4:21
23. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 22 Alla breve a 1 Clav. 1:17
24. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 23 a 2 Clav. 1:56
25. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 24 Canone all’Ottava a 1 Clav. 3:18
26. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 25 a 2 Clav. 7:39 Album Only
27. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 26 a 2 Clav. 1:54
28. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 27 Canone alla Nona 1:53
29. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 28 a 2 Clav. 2:10
30. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 29 a 1 ovvero 2 Clav. 2:18
31. Aria mit 30 Veränderungen, – Var. 30 Quodlibet a 1 Clav. 1:53
32. Aria mit 30 Veränderungen, – Aria – Da Capo 2:53

Julian Rachlin, violino
Nobuko Imai, viola
Mischa Maisky, violoncelo

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Maisky: tocando Bach como se fosse Tchaikovsky
Maisky: tratando Bach como se fosse Tchaikovsky

PQP

Benjamin Godard (1849-1895): Obras para Violino e Orquestra

Benjamin Godard (1849-1895): Obras para Violino e Orquestra

Mais um bom compositor que ficou por aí, no limbo. Deve ser de família; afinal, atualmente, os filmes de Godard parecem ter música e ruídos mais interessantes do que imagens e roteiro… Mas tergiverso. Bem, quando ouvimos o CD, notamos um excelente compositor, cheio das boas ideias prometidas pelo pessoal da Gramophone há alguns anos, em crítica favorabilíssima. Um daqueles casos típicos de pós-Mendelssohn sub-Brahms. Na verdade, um cara foda pra caralho. Merece ser conhecido e reconhecido. Ah, grandes interpretações da violinista Chloë Hanslip.

Chloë Hanslip
Chloë Hanslip

Benjamin Godard (1849-1895) : Obras para Violino e Orquestra

01. Violin Concerto No.2, op.131 – I. Allegro moderato
02. Violin Concerto No.2, op.131 – II. Adagio quasi andante
03. Violin Concerto No.2, op.131 – III. Allegro non troppo

04. Concerto Romantique, op.35 – I Allegro moderato
05. Concerto Romantique, op.35 – II. Adagio non troppo
06. Concerto Romantique, op.35 – III. Canzonetta-Allegretto moderato
07. Concerto Romantique, op.35 – IV. Allegro molto

08. Scènes Poétiques, op.46 – I. Dans les bois
09. Scènes Poétiques, op.46 – II. Dans les champs
10. Scènes Poétiques, op.46 – III. Sur la montagne
11. Scènes Poétiques, op.46 – IV. Au village

Chloë Hanslip: violin
Slovak State Philharmonic Orchestra
Kirk Trevor

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Godard: revolucionário pra caralho, hein?
Godard: revolucionário pra caralho, hein?

PQP

Ludi Music – The Spirit of Dance – 1450-1650 (com Jordi Savall e Hesperion XXI)

Ludi Music – The Spirit of Dance – 1450-1650 (com Jordi Savall e Hesperion XXI)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Começo a elogiar por onde? Certamente pela ideia brilhante de se fazer um disco de world music do passado. É música  e alegre (Ludi, ludus) do Afeganistão, da Turquia, do México, do Peru e do raio que o parta. É música rica, de ritmos maravilhosos, tocada em instrumentos da Europa e do Oriente. É uma extraordinária mistura barroca de peças instrumentais e vocais. E é Jordi Savall e seu grupo, que inclui músicos de vários países. Um baita show.

Ludi Music (com Jordi Savall e Hesperion XXI)

1. Afghanistan: Laïla Djân 4:03
2. Berbère: Berceuse Amazigh Driss El Maloumi 2:32
3. Turquie: Makam ‘Uzäl Sakil “Turna” 2:13
4. Rhodes: La guirnalda de rosas (Sefardi) 4:12
5. Ballo: Collinetto (Napoli) 2:55
6. Strambotto: Correno multi cani 2:26
7. Base dance: La Spagna (Anonyme) 1:40
8. Alle Stamenge (Canto Carnascialesco) 3:08
9. Gallyard (Anonyme) 2:38
10. Lullaby: My little sweet darling (Anonyme) 3:59
11. Dance (Anonyme) 1:02
12. Tourdion: Quand je bois du vin (Anonyme) 4:05
13. Bourrée d’avignognez (Anonyme) 1:58
14. La Folia: Yo Soy la Locura (Du Bailly) 2:31
15. Les Nimphes de la Grenouillere (Anonyme) 2:50
16. Pavan V Ludi Musici (S. Scheidt) 4:20
17. Galliard Battaglia (S. Scheidt) 3:13
18. Villancico: Yo me soy la morenica 2:02
19. Canarios: No piense Menguilla (J. Marin) 4:28
20. Romanesca: Recercada 7 (D. Ortiz) Jordi Savall 3:12
21. Baile: Niña como en tus mudanças (J. Marin) 5:23
22. Folias Criollas (Peru_ Jordi Savall 3:20
23. Mestizo e Indio: Tleycantimo (Oaxaca) 4:34
24. Guaracha: Ay que me abraso (Mexico) 3:31

Adela Gonzalez-Campa
Montserrat Figueras
Hesperion XXI
Jordi Savall

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Jordi Savall: se ele não existisse, teria que ser inventado
Jordi Savall: se ele não existisse, teria que ser inventado

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F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

Haydn é o clássico clássico, se me entendem. As performances de Steven Isserlis nos célebres Concertos para Violoncelo de Haydn — e aqui temos os dois concertos solo para violoncelo e mais uns bons extras — são magníficas. Seu modo de tocar é cheio de lirismo, técnica e elegância. A orquestra, delegada a Sir Roger Norrington, é perfeita. Diferentemente da maioria das outras gravações deste repertório, Isserlis manda bala com uma pequena orquestra e usa andamentos mais rápidos que o habitual. Como sempre, dribla facilmente as passagens traiçoeiras, mantendo-se cantando lindamente. Cada nota é ouvida claramente. A versão camarística das peças tornou-as sedutoramente sofisticadas. Ouvido atento na Sinfonia Concertante, tá? Vale a pena.

F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

1. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 1. Moderato
2. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 2. Adagio
3. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 3. Allegro molto

4. Symphony No. 13 in D major, H. 1/13: 2. Adagio cantabile

5. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 1. Allegro moderato
6. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 2. Adagio
7. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 3. Rondo. Allegro

8. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 1. Allegro
9. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 2. Andante
10. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 3. Allegro con spirito

Steven Isserlis, violoncelo
Chamber Orchestra of Europe
Roger Norrington

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Isserlis: sem tempo para o cabelo
Isserlis: sem tempo para o cabelo

PQP

Sergiu Celibidache defeca sobre Herbert von Karajan

Uma entrevista de 1979 com Sergiu Celibidache, o mítico regente de Munique que, perguntado sobre alguns de seus colegas, disparou contra Karajan.

“Herbert von Karajan”, disse, “é o caso mais trágico de decadência dentre todos os maestros. Quando jovem, tinha potencial, mas depois sucumbiu a uma vaidade sem limites e chegou a uma completa incompreensão da música. Tornou-se um péssimo músico, na verdade tornou-se um não-musical”.

Perguntado por que o público adorava Karajan, Celi respondeu: eles adoram Coca-cola também.

Eu acho que as gravações falam por si. A maioria é mesmo uma merda.

Korngold / Zemlinsky: Piano Trios – Beaux Arts Trio

Erich Wolfgang Korngold (1897-1957) foi um dos grandes fenômenos musicais que o século XX produziu. Menino prodígio, aos 11 anos já tinha sido reconhecido e elogiado por Mahler, que o recomendou para estudar com Zemlinsky e Richard Strauss, deixando-os, cada um à sua maneira, completamente atônitos com seu talento precoce e espontâneo. Escreveu sua primeira obra orquestral completa aos 14 e sua primeira ópera aos 16. Sua ópera de maior sucesso, Die tote Stadt, foi escrita quando ele contava 23 anos. Esse pequeno currículo já nos dá uma boa base da qualidade da música que vamos ouvir. É sempre bom lembrar que Korngold foi solicitado por Hollywood para escrever música de cinema, e acabou ficando por lá por conta da perseguição nazista que assolava a Europa no final da década 30. Apesar das trilhas sonoras de qualidade incomparável (que, a bem da verdade, ensinaram aos americanos como escrever para cinema), ele acabou decepcionado com oamerican way of life e faleceu em 1957 bastante desgostoso. Mas a obra ora apresentada faz parte da sua impetuosa juvenília, e deve-se procurar ouví-la sem saber que tinha 12 anos quando a escreveu (é seu opus 1). É obra de um compositor maduro.

O outro compositor, Alexander Zemlinsky (1871-1942), já foi apresentado aqui em outro post, mas fica a dica: trata-se de uma obra surpreendente, música de câmara da melhor qualidade, diria: brahmsiana. Também é obra de juventude e já demonstra o potencial da competência musical de Zemlinsky.

O que é bacana neste CD é ouvir uma espécie de retrato de uma época, virada de século, novas idéias, e, principalmente, duas obras muito próximas, escritas uma pelo mestre (Zemlinsky), e outra por seu pupilo (Korngold). Comprei este CD sem saber nada dessas obras e devo dizer com satisfação que nunca me arrependi; pelo contrário, cada vez recomendo mais.

Korngold: Piano Trio In D, Op. 1
1. Allegro Non Troppo, Con Espressione
2. Scherzo – Trio. Viel langsamer, innig – Allegro
3. Larghetto. Sehr langsam
4. Finale: Allegro Molto E Energico

Zemlinsky: Piano Trio In D Minor, Op. 3
1. Allegro Ma Non Troppo
2. Andante
3. Allegro

BEAUX ARTS TRIO

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CHUCRUTEN

Alberto Nepomuceno: Quartetos de Cordas 1 e 3

Uma singela contribuição do Chucruten para o Acervo PQP de Música Brasileira, dois quartetos de Nepomuceno que são verdadeiras jóias da música erudita no Brasil. Acho que os méritos deste compositor dispensam maiores apresentações, principalmente por aqui. Trata-se de um compositor de primeiríssima grandeza, e só é pouco conhecido no mundo porque é brasileiro…

Ele foi, juntamente com Henrique Oswald, o grande expoente do romantismo na música erudita do Brasil, e estes quartetos são, além de lindos, de uma eloquência musical privilegiada.

A gravação é do acervo Funarte, e as obras são interpretadas pelo Quarteto de Cordas da Rádio MEC. No CD original não havia mudança de faixas entre os movimentos (o CD só tinha 2 faixas, uma para cada quarteto), o que também revela nosso grau de entendimento e compromisso com a cultura brasileira. Fiz a gentileza de separar os movimentos, espero que gostem.

Nepomuceno: Quarteto de Cordas no.1 em Si menor
1.allegro agitato
2.andante
3.scherzo
4.allegro spiritoso

Nepomuceno: Quarteto de Cordas no.3 em Ré menor
1.allegro moderato
2.andante
3.intermezzo
4.allegretto

Quarteto de Cordas da Rádio MEC

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Chucruten

Gershwin: Rhapsody in Blue (1925 piano roll), An American in Paris etc – Thomas

Este é um disco muito particular da deliciosa Rhapsody in Blue, que gerou certa polêmica e opiniões críticas bastante controversas. A razão disso é que trata-se de uma gravação feita por cima de um registro do próprio Gershwin em uma pianola. A pianola era um piano que tinha a capacidade de tocar “sozinho” a partir de um rolo perfurado, e, apesar de existir uma gravação em cera de Gershwin tocando (lá pelos idos dos anos 20), esta é obviamente superior em termos de sonoridade, já que foi gravado na década de 70 com equipamento moderno. Com a pianola tocando o registro de Gershwin, Michael Tilson Thomas a acompanha com a Columbia Jazz Band, o que tb é surpreendente, pois trata-se da versão original para banda de Jazz, e não da orquestração posterior que Ferde Grofé fez para a obra, e que acabou se tornando mais popular.

Eu gosto muito desta Rhapsody, e o mais das vezes a prefiro à versão orquestral. Nem todos os críticos foram unânimes, e muitos torceram o nariz para esta “aberração”.

Mas este CD, além disso, é uma grande homenagem ao gênio de Gershwin, pois conta com uma excelente versão do American in Paris com a Filarmônica de NY (para mim, umas das melhores que já ouvi) e faixas de bonus tracks (que o LP não tinha) com algumas das suas aberturas para os musicais da Broadway. Pouco conhecidas, estas aberturas são verdadeiras pérolas da música americana. Só para constar, quando Gershwin encontrou Ravel em Paris e lhe pediu aulas de música (principalmente orquestração), Ravel disse: “mas você é o famoso compositor de musicais da Broadway, quanto você ganha para fazer um musical?” Quando Gershwin, de forma um pouco ingênua, respondeu, Ravel replicou: “então, você é que devia me dar aulas”.

Divirtam-se!

George Gershwin:
Rhapsody In Blue (1925 piano roll)
George Gershwin, Piano Roll
Columbia Jazz Band, Michael Tilson Thomas

An American In Paris

New York Philharmonic
Michael Tilson Thomas

Oh Kay! Overture
Funny Face Overture
Overture To Girl Crazy
Strike Up The Band Overture
Of Thee I Sing Overture
Let ‘Em Eat Cake Overture

Buffalo Philharmonic
Michael Tilson Thomas

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Chucruten

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O pessoal da Philips deve ter enlouquecido com esta performance ao vivo do Concerto para Violino de Brahms gravado em Tóquio, em 1992. Caso contrário, é difícil entender porque lançaram um CD de apenas 39 min. Não há nada além do concerto no CD, nadica de nada. Para mim, o que eles ouviram foi uma leitura incrível espontaneidade. Na verdade, o concerto de Brahms, parece ter importância fundamental nas vidas de Mullova e Abbado, e eles dão tudo.

Mullova vem romântica e quente, toda coleante em floreios expressivos. Nenhuma nota é menos do que bela. Normalmente, isso não é uma vantagem em Brahms, mas ela é uma baita cantora, se me entendem. Pura emoção.

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

1. Allegro non troppo
2. Adagio
3. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco piu presto

Viktoria Mullova, violino
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Este blog ama Mullova
Este blog ama Mullova

PQP

Ninguém merece mais

Ninguém merece mais

Steve Reich recebeu na Espanha o prêmio da Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento por seus esforços em construir pontes entre culturas e por “tratar de questões atuais, desde o conflito palestino-israelense e o 11 de setembro e até a relação entre religião, arte e ciência”.

O prêmio é de 40 mil euros e um bom jantar comemorativo. Na boa, ninguém merece mais do que ele.

É difícil encontrar uma foto de Reich sem boné.
É difícil encontrar uma foto de Reich sem boné.

PQP

Nielsen/Khachaturian: Flute Concertos – Rampal [link atualizado 2017]

khachaturian_Nielsen_fluteconcertosEste CD resume, de forma bastante contundente, a grandeza do talento de Jean-Pierre Rampal (1922-2000), um dos maiores mestres da milenar arte de tocar flauta.

As duas obras são raras de se ouvir, e de execução dificílima, mas o som de Rampal as faz parecer simples como atirei-o-pau-no-gato. O concerto de Nielsen tem uma conotação mais despojada e moderna. O dinamarquês, autor de 6 belíssimas sinfonias (que considero dentre as melhores escritas no século XX) tem algumas obras que definitivamente saem dos padrões convencionais. Este concerto é uma delas. Apenas 2 movimentos, mas muito densos, de clima frio e sóbrio. Um concerto quase experimental.

Mas em termos de virtuosismo, a vedete é o concerto de Khachaturian. Foi o próprio Rampal que sugeriu a Aram um concerto para flauta, mas ele, por algum motivo, fez uma contra-proposta: transcrever seu concerto para violino, dando autorização a Rampal para fazê-lo. O resultado é realmente impressionante. devo dizer que para quem não conhece o concerto para violino, esta transcrição para flauta cumpre todas as exigências.

A gravação da CBS é um pouco rara de se achar, e nem a amazon tinha uma imagem decente do CD. Por essas e outras é que é mais um item imperdível!

Nielsen / Khachaturian: Flute Concertos

Nielsen: Flute Concerto
I – Allegro Moderato
II – Allegretto
Jean Frandsen: Sjaellands Symphony Orchestra

Khachaturian: Flute Concerto
I – Allegro Con Fermezza
II – Andante Sostenuto
III – Allegro Vivace
Jean Martinon – Orchestre de O.R.T.F

Jean-Pierre Rampal, flute

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Chucruten
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Havergal Brian: Symphony no.1 “The Gothic” [link atualizado 2017]

Este post tem a intenção de ser mais sensacionalista que musical. A razão disso é o contexto curioso (para dizer o mínimo) em que se insere, tanto a obra como o autor. Havergal Brian é o “mais estranho fenômeno na música britânica do séc. XX”, segundo o encarte do próprio CD. Nascido em 1876, de uma família pobre de operários do interior da Inglaterra, trabalhou na juventude em minas de carvão, paralelamente a um estudo irregular, mas entusiasmado, de música, movido por um “irresistível desejo de compor”.

Afora algumas tentativas de lançar pequena obras (sempre ofuscadas pelos compositores britânicos mais festejados, como Elgar, Vaughan Williams e Holst), só pode se dedicar completamente à música quando já tinha 43 anos de idade, justamente quando começou a compor sua Primeira Sinfonia.

Talvez por conta de inúmeros aspectos, de técnicos a psicológicos (o desejo reprimido de tantos anos, a vontade de se projetar rapidamente no cenário musical, ou mesmo a inexperiência no campo da escrita de música), Brian começou a escrever uma obra que consta até hoje no Guiness Book of the Records: a mais longa sinfonia da história, e a que exige o maior número de pessoas para execução. São nada menos que quase 2 horas (1 hora e 55 minutos para ser mais exato), excedendo em muito a mais longa até então, a 3a. de Mahler, e com a seguinte instrumentação:
8 flautas (com piccolo), 6 oboés (incluindo o baixo e o d´amore), 2 cornes-ingleses, 11 clarinetes (incluindo os agudos, baixos e contra-baixos), 5 fagotes (com o 2 contras), 16 trompas (sendo 8 fora de cena), 2 cornetas e 13 trompetes (sendo 1 baixo e 8 fora de cena), 11 trombones tenos (8 fora de cena), 1 trombone baixo e 1 contra-baixo, mais 2 eufônios e 2 tubas. A percussão, além dos 6 sets de tímpanos (4 fora de cena), toda a que pudermos imaginar, inclusive máquina de trovão e 6 pares de pratos. Seção de cordas compatível com esse contingente. Fora isso, 4 solistas vocais (SATB), 4 coros mistos SATB, coro infantil, órgão, celesta, e 2 harpas (bastante economico neste item). Toda a excentricidade dos mestres pós-românticos no quesito orquestração ficam no chinelo. Nem Mahler, Strauss e Schoenberg chegaram num efetivo assim, exigindo bem mais que 1000 pessoas para uma performance completa.

A obra é dividida em duas partes, a primeira totalmente orquestral, inspirada no Fausto de Goethe (Mahler reigns) e a segunda de caráter sacro, mais bruckneriana, como uma grande missa gótica, inclui os solistas e os coros entoando o texto do Te Deum. são ao todo 6 movimentos, o mais longo com quase 40 minutos.

Brian escreveu ao todo 32 sinfonias, e, curiosamente, 14 delas quando já tinha mais de 80 anos, e 7 depois dos 90. Faleceu em 1972, aos 96 anos, reconhecido, gravado e cultuado, tendo sido formada até mesmo uma  The Havergal Brian Society na Inglaterra, que inclusive patrocinou muitas de suas gravações recentes.

Esta obra, pelas dimensões e pelo custo, foi gravada apenas 3 vezes, por Adrian Boult em 1966 (sua estréia oficial), Ondrej Lenárd em 1989 pela Naxos e Martyn Brabbins pela Hyperion em 2002. Esta gravação é a da Naxos, com Ondrej Lenard e um contingente bem grande de gente. O CD original divide um monte de faixas dentro dos movimentos, mas todas sem nome (nem indicam o tempo), e por isso compilei cada movimento em uma só faixa.

Devo ainda acrescentar que os exageros da obra se justificam mais na proposta que no material musical. É música desordenada, mas sincera, vulcânica, e merece ser conhecida. Boa audição!

HAVERGAL BRIAN: Symphony no.1 “The Gothic”

CD1:
Part 1 – I – Allegro Assai (range)
Part 1 – II – Lento Espressivo E Solenne (range)
Part 1 – III – Vivace (range)
Part 2 – IV – Te Deum Laudamus (range)
CD 2:
Part 2 – V – Judex Crederis Esse Venturus (range)
Part 2 – VI – Te Ergo Quaesumus (range)
Eva Jenisóva, sopran
Dagmar Pecková, Alto
Vladimir Dolezal, Tenor
Peter Mikulas, Bass
Slovak Opera Chorus, Slovak Folk Ensemble Chorus, Lucnica Chorus, Bratslava City Choir, Bratislava Children´s Choir, Youth Echo Choir, Slovak Radio Symphony Orchestra, Slovak Philharmonic and Choir
Ondrej Lenárd

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Heavy Metal no PQP: Brass Splendour – Philip Jones Brass Ensemble [link atualizado 2017]

Para quem gosta – como eu – de metal pesado, esse CD é um prato fino. Um excelente grupo inglês formado apenas por instrumentos de metal, criado em 1951 pelo trompetista Philip Jones, numa época em que não existia nada parecido no mundo, nem ao menos um repertório formado apenas para metais. Um conjunto pioneiro, formado por líderes de naipe de orquestras inglesas, neste CD apresenta um pot-pourri que vai do barroco profundo (Giovanni Gabrieli, Sonata Pian´e forte) ao moderno (Aaron Copland, Fanfarre to the commom man), passando por clássicos e românticos, tendo seus pontos altos na abertura da Royal Fireworks Music de Haendel (um excelente arranjo, às vezes prefiro ouvir este ao original de Trevor Pinnock), na valsa da Bela Adormecida de Tchaikovsky, num arranjo para 4 tubas (todas tocadas pelo mesmo músico) e no contagiante final, uma versão do Baba yaga e Great Gate of Kiev  do Mussorgsky (uma alternativa à de Ravel, que acho que são propostas diferentes e não devem ser comparadas).

Enfim, este CD é puro Heavy metal, aproveitem!

BRASS SPLENDOUR

Haendel: Overture to the Royal Fireworks Music
J.S.Bach: Christmas Oratorio – Nun seid Ihr wohl gerochen
J.S.Bach: Christmas Oratorio – Ach, mein herzliches Jesulein
Gabrielli: Sonata pian’e forte
Clarke: Trumpet Voluntary
Byrd: The Battell: The Marche to the Fighte; Retraite
Purcell: Trumpet Tune and Air
Scheidt: Galliard Battaglia
C.P.E.Bach: March
Richard Strauss – Fanfare from ‘Festmusik der Stadt Wien’
Dvorak: Humoresque, Op. 101, No. 7
Tchaikovsky: Waltz from “Sleeping Beauty”
Copland: Fanfare for the Common Man
Mussorgsky: Pictures at an Exhibition – Baba-Yaga & The Great Gate of Kiev

PHILIP JONES BRASS ENSEMBLE

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Francis Poulenc (1899-1963): Concertos for Keyboard Instruments

Francis Poulenc (1899-1963): Concertos for Keyboard Instruments

Reza a lenda que Poulenc era “meio monge, meio mau rapaz”. Conhecendo sua biografia, talvez a forma mais clara de decodificação da lenda seja dizer logo que ele era um gay assumido e tranquilo (“Sabes que sou sincero na minha fé católica, sem excessos de messianismo, tanto como sou sincero na minha sexualidade Parisiense”). E que compunha muito boa música, acrescentamos.

O disco que postamos é maravilhoso, trazendo algumas de suas obras mais presentes no repertório. Acho que só não são mais divulgadas em função de ele gostar da utilização do órgão nelas. Ele dá um colorido especialíssimo às obras do compositor, mas, fala sério, é um trambolho.

A música de Poulenc é de primeira linha. É moderna, elegante, tem profundidade e um estranho doce-amargo fruto de sua personalidade ao mesmo tempo alegre e melancólica. Vale a pena ouvir!

Francis Poulenc (1899-1963): Concertos for Keyboard

1. Concerto for 2 Pianos in D Minor, FP 61: I. Allegro ma non troppo 8:05
2. Concerto for 2 Pianos in D Minor, FP 61: II. Larghetto 5:19
3. Concerto for 2 Pianos in D Minor, FP 61: III. Finale: Allegro molto 5:59

4. Concert champetre, FP 49: I. Allegro 10:54
5. Concert champetre, FP 49: II. Andante 6:28
6. Concert champetre, FP 49: III. Finale: Presto 8:31

7. Organ Concerto in G Minor 21:54

Hansjörg Albrecht, órgão e regência
Yara Tal e Andreas Groethuysen, pianos
Peter Kofler, cravo
Babette Haag, percussão e tímpanos
Bach Collegium München

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Poulenc com um amigo
Poulenc com um amigo

PQP