Johann Joachim Quantz (1697-1773): Concertos para Flauta

Johann Joachim Quantz (1697-1773): Concertos para Flauta

Quantz foi um grande flautista. Em 1728, tornou-se flautista na capela de Dresden. Lá, durante um concerto, conheceu o príncipe Frederico da Prússia, mais tarde conhecido como Frederico, o Grande, que logo se tornou seu aluno particular de flauta. Quando o príncipe chega a ser proclamado rei, Quantz passa às ordens diretas do novo monarca e passa a ministrar aulas diárias de flauta e composição. Inclusive, acompanha-o em suas campanhas militares. Quantz permaneceu como compositor da corte e músico de câmara de Frederico II para o resto de sua vida, intepretando suas próprias composições, assim como as do rei. Somente ele tinha o privilégio de criticar o rei, em sentido positivo ou negativo.

E, olha, o cara era bom mesmo! E este CD é uma joia ao trazer excelentes interpretações para a obra do notável Quantz. Seu estilo é o barroco, influenciado pelo estilo italiano, especialmente o de Antonio Vivaldi. Quantz também publicou vários tratados sobre interpretação de flauta no final do período Barroco, entre eles o Versuch einer Anweisung die Flöte traversiere zu spielen (“Tentativa de orientação para tocar flauta transversal”, 1752), que se tornou referência fundamental para conhecer a interpretação musical (e não somente a da flauta do século XVIII). Paralelamente, também fabricou flautas e trouxe melhorias técnicas e sonoras ao instrumento. Johann Sebastian Bach e Georg Philipp Telemann conheceram esses instrumentos e adaptaram algumas de suas composições a suas novas possibilidades técnicas.

Johann Joachim Quantz (1697-1773): Concertos para Flauta

1. Flute Concerto in A major No 256: Allegro di molto
2. Flute Concerto in A major No 256: Arioso ma con tenerezza
3. Flute Concerto in A major No 256: Presto

4. Flute Concerto in B minor No 5: Larghetto
5. Flute Concerto in B minor No 5: Allegro
6. Flute Concerto in B minor No 5: Adagio
7. Flute Concerto in B minor No 5: Allegro

8. Flute Concerto in C minor No 216: Allegro
9. Flute Concerto in C minor No 216: Affetuoso ma un poco lento
10. Flute Concerto in C minor No 216: Presto

11. Flute Concerto in G major No 29: Allegro assai
12. Flute Concerto in G major No 29: Lento – Andante – Lento
13. Flute Concerto in G major No 29: Vivace

14. Flute Concerto in G minor No 290: Allegro di molto
15. Flute Concerto in G minor No 290: Affetuoso
16. Flute Concerto in G minor No 290: Presto

Rachel Brown, flute
The Brandenburg Consort
Roy Goodman

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Quantz: um mestre
Quantz: um mestre

PQP

Francis Poulenc (1899-1963): Organ Concerto / Sinfonietta / Suite Francaise

Francis Poulenc (1899-1963): Organ Concerto / Sinfonietta / Suite Francaise

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 1950, Poulenc foi chamado por um crítico de “meio monge, meio mau rapaz”. Era um artificioso e preconceituoso comentário acerca da homossexualidade do grande compositor francês. Talvez a clareza e a dignidade com que Poulenc ostentava sua sexualidade fosse determinante para este gênero de comentário. Tendo nascido e sido educado na religião católica, Poulenc debatia-se. “Sabes que sou sincero na minha fé, sem excessos de messianismo, tanto como sou sincero na minha sexualidade. Mas nada disso interessa para nós. Este é um maravilhoso CD com alguma coisa de sua produção sinfônica. O Concerto para Órgão é absolutamente incontornável para alguém de queira conhecer a música do início do Século XX. Isoir, Colomer e sua turma dão-nos uma bela versão da obra.

Francis Poulenc (1899-1963): Organ Concerto / Sinfonietta / Suite Francaise

1. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Andante
2. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Allegro giocoso
3. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Subito andanate moderato
4. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo allegro. Molto agitato
5. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Très calme. Lent
6. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo de l’allegro initial
7. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo introduction. Largo

8. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 1, Allegro con fuoco
9. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 2, Molto vivace
10. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 3, Andante cantabile
11. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 4, Final (Prestissimo et tres gai)

12. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 1, Bransle de Bourgogne
13. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 2, Pavane
14. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 3, Petite marche militaire
15. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 4, Complainte
16. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 5, Bransle de Champagne
17. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 6, Sicilienne
18. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 7, Carillon

André Isoir, orgue Henri Didier (1899) de la cathédrale de Laon
Orchestre de Picardie
Edmon Colomer

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Francis-Poulenc

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão

J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão
Cristina García Banegas
Cristina García Banegas

Este é um CD da organista uruguaia Cristina García Banegas. Apesar de ela ser bastante conhecida na Europa, suas primeiras gravações, realizadas quando jovem — como esta que ora apresento –, eram coisas meio obscuras, não obstante o bom nível artístico. Este disco não está na Amazon e as referências acerca dele foram disponibilizadas por um site russo… Ouvi ontem e gostei bastante. Ela não é um Walcha, nem um Koopman, mas a coisa vai bem. O repertório não é óbvio, como vocês podem conferir abaixo.

J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão

01. Toccata und Fuga d moll BWV 565 9:02

Fantasia Concerto in G BWV 571
02. Allegro 3:36
03. Adagio 1:58
04. Allegro 2:14

05. Fantasia C Dur BWV 570 2:28

06. Fantasia und Fuga a moll BWV 561 8:17

07. Fantasia con imitazione in h BWV 563 3:38

08. Fantasia in c moll BWV 562 6:08

Fantasia und Fuga in c BWV 537
09. Fantasia 5:00
10. Fuga 4:22

11. (Fantasia) Pièce d’orgue BWV 572 9:17

12. Passacaglia und Fuga in c moll BWV 582 13:39

13. Choral ”Liebster Jesu, wir sind hier…” 3:01

Cristina García Banegas, orgel, der grossen Silbermannorgel des Freiberger Doms

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PQP

RESTAURADA – W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos e orquestra No. 10, K. 365 / Chick Corea (1941-2021): Fantasia para dois pianos / Friedrich Gulda (1930-2000): Ping Pong

RESTAURADA – W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos e orquestra No. 10, K. 365 / Chick Corea (1941-2021): Fantasia para dois pianos / Friedrich Gulda (1930-2000): Ping Pong


Um CD incrível, diferente, ótimo. Gulda, Chick Corea e Harnoncourt fazem um trio fabuloso nestes concertos de grande magnitude e versatilidade. Clássico e jazzístico se fundem – se é que devemos utilizar esta classificação. Chick Corea é um jazzista americano polivalente. Suas habilidades com o repertório erudito são fato patente desde a mais tenra infância do moço. Dizem que aprendeu a tocar piano aos 4 anos. Suas primeiras lições foram com obras de Bach, Mozart, Chopin, Beethoven, Scarlatti e outros. Cresceu com propensões para as fusões musicais. Tocou com Miles Davis, Gillespie, Hancock, Burton. Chegou a tocar em bandas de jazz-rock. Como se pode ver, o homem é um excursionista musical. Um David Bowie do jazz. Isso apenas realça o grande músico que é. Neste CD, Chick (apelido que ganhou da tia enquanto era menino ainda – “bochechudo”), está ao lado de Gulda, outra figura da versatilidade. Ao final da obra de Mozart, temos duas peças, uma do Chick e outra do Gulda. Um registro imperdível. A regência na obra de Mozart, como antecipei, é do grande Nikolaus Harnoncourt, maestro que ao meu modo de ver, dispensa maiores apresentações pela competência que lhe é peculiar. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a), Chick Corea (1941 -) – Fantasia para dois pianos, Friedrich Gulda (1930-2000) – Ping Pong

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) –
Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a)
01. Allegro [10:15]
02. Andante [8:00]
03. Rondeaux: Allegro [6:48]

Chick Corea (1941-2021) –
Fantasia para dois pianos

04. Fantasia para dois pianos [11:46]

Friedrich Gulda (1930-2000) –
Ping Pong [9:56]

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Nikolaus Harnoncourt, regente
Friedrich Gulda, piano
Chick Corea, piano

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Corea e Gulda de mãos dadas. Que coisa mais amada!
Corea e Gulda de mãos dadas. Que coisa mais amada!

Carlinus [restaurado por Vassily em 15.2.2021, em homenagem ao maravilhoso Chick Corea, falecido no dia 9 do mesmo mês]

.: interlúdio :. Klez-Edge: Ancestors Mindreles NaGila Monsters

.: interlúdio :. Klez-Edge: Ancestors Mindreles NaGila Monsters

O Klez-Edge é a versão instrumental do Klezmokum. O grupo foca-se em músicas folclóricas semitas dos Balcãs. A ênfase é em improvisações baseadas em uma ampla variedade de material: arranjos de clássicos atemporais judaicos e originais de Burton Greene baseado no klezmer, sefardita e tradições dos Balcãs. O Klez-Edge também faz arranjos modernos de peças tradicionais do jazz com base em modos judeus (muitas vezes de compositores que desconhecem que estavam usando esses modos em sua músicas). O grupo é internacional, sendo formado por um polonês, um líbio, um sérvio, dois norte-americanos, etc.

Ancestors Mindreles NaGila Monsters

1. Mindrele 8:14
2. Odessa On The Hudson 6:01
3. Ancestral Folk Song 7:34
4. Funk Tashlikh 7:25
5. Prelude In D Minor For Andrzej 4:55
6. Oy Joy 4:45
7. Bagdad 6:36
8. Moldavian Blues 7:55
9. Have Another Nagila Monster 6:21

Klez-Edge

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klezmokum_new

PQP

Vivaldi / Sammartini / Monza / Boccherini / Demachi: Improvisata — Sinfonie con titoli

Vivaldi / Sammartini / Monza / Boccherini / Demachi: Improvisata — Sinfonie con titoli

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD alegre, verdadeiramente luminoso, de música barroca italiana. Daquelas coisas para se ouvir e ficar feliz. Vale muito a pena ouvir esta estreia de dois novos compositores no PQP: Monza e Demachi. A participação de Vivaldi não é muito grande, mas talvez fosse importante para dar uma grife ao disco… São 53 minutos de boa e colorida música, com baixos pesados e muito ritmo. A Europa Galante é um tremendo conjunto e você deveria ouvir este Improvisata, principalmente se gostar do barroco italiano.

Antonio Vivaldi (1678-1741)
1. Sinfonia (Improvvisata) in C major: I Allegro 2:40
2. Sinfonia (Improvvisata) in C major: II Menuet – Allegro assai 0:42

Giovanni Battista Sammartini (1700/01-1775)
3. Overture (Sinfonia) in G minor (J-C 57): I Allegro 1:58
4. Overture (Sinfonia) in G minor (J-C 57): II Andante 3:24
5. Overture (Sinfonia) in G minor (J-C 57): III Allegro 3:47

Carlo Monza (c.1735-1801)
6. Sinfonia in D major (detta La tempesta di mare) (Ed. Biondi): I Allegro 2:31
7. Sinfonia in D major (detta La tempesta di mare) (Ed. Biondi): II Andante 1:54
8. Sinfonia in D major (detta La tempesta di mare) (Ed. Biondi): III Allegro assai 1:18

Luigi Boccherini (1743-1805)
9. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: I Andante sostenuto 1:25
10. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: II Allegro assai 4:24
11. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: III Andantino con moto 5:27
12. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: IV Andante sostenuto 1:20
13. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: V Allegro con molto 6:37

Giuseppe Demachi (1732-af.1791)
14. Sinfonia in F major (Le campane di Roma): I Allegro assai 7:05
15. Sinfonia in F major (Le campane di Roma): II Andante 5:20
16. Sinfonia in F major (Le campane di Roma): III Presto 3:35

Europa Galante
Fabio Biondi

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A turma do Europa Galante
A turma do Europa Galante

PQP

Friedrich der Grosse (1712-1786): Sonatas para Flauta

Friedrich der Grosse (1712-1786): Sonatas para Flauta

Frederico IIFrederico II foi um rei da Prússia (1740-1786). Ele ficou conhecido como Frederico, o Grande (Friedrich der Große). Quando não estava matando seus inimigos em guerras, era um músico talentoso que tocava flauta transversa. Ele compôs 100 sonatas para flauta, bem como quatro sinfonias. Não era grande coisa, mas mantinha a dignidade. Ao mesmo tempo em que se ocupava de seus interesses na literatura e na arte da guerra, Frederico também foi capaz de transformar a Prússia em uma potência econômica. Por esse vasto leque de sucessos dentro e fora dos campos de batalha, Frederico foi apelidado de “o Grande”. Amigo das letras, culto, grande colecionador de arte francesa, escritor com prosápias de filósofo, atraiu Voltaire à Prússia, além de numerosos sábios franceses. Foi o tipo perfeito do déspota esclarecido do século XVIII. Deixou Memórias, em francês.

Friedrich der Grosse (1712-1786): Sonatas para Flauta (15 faixas)

1. Sonate n.2 c-moll
2. Sonate n.117 A-Dur
3. Sonate n.9 e-moll
4. Sonate n.11 d-moll
5. Sonate n.14 Es-Dur

Marianne Steffen, flauta
Stanislav Heller, cravo

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Frederico: bom de guerra, mais ou menos na múisca
Frederico: bom de guerra, mais ou menos na música

PQP

Alfred Deller: Portrait of a voice

Alfred Deller: Portrait of a voice

Alfred Deller foi o dono de uma das belas vozes que já existiram. O extraordinário contra-tenor inglês foi, praticamente sozinho, o responsável pelo renascimento da música para contra-tenor no século XX . Também foi um pioneiro na popularização da prática da música antiga com instrumentos originais. Durante os primeiros anos de sua carreira, Deller concentrou-se sobre o barroco inglês, principalmente em Purcell (de quem foi o maior divulgador) e Dowland. Sua enorme erudição e musicalidade trouxeram-lhe muitos admiradores. Em 1950, Deller formou seu próprio conjunto vocal e instrumental, o Deller Consort. De 1955 a 1979, o grupo trouxe a música da Renascença e do Barroco a um novo público que simplesmente desconhecia aquele gênero. Durante este período, Deller e seu grupo fizeram mais de 50 gravações para a Harmonia Mundi. Graças a estas gravações, sua voz excepcionalmente expressiva ainda pode ser apreciada.

Alfred Deller, Solo Songs

Anon.: Twelfth night, V, 1
1 The Wind and the Rain (When that I was)

Thomas Morley: As you like it, V, 3
2 It was a lover and his lass

Thomas Morley: Twelfth night or what you will, II,3
3 O mistress mine

Anon.: Othello, IV, 3
4 Willow song

Anon.: Henry V, mentioned at IV, 4
5 Caleno custure me

Anon., 17th c.:
6 Miserere my Maker

Thomas Campion:
7 I care not for these ladies

John Bartlett:
8 Of all the birds

Philip Rosseter:
9 What then is love

John Blow:
10 The Self-banished

Jeremiah Clarke:
11 The glory of the Arcadian groves

John Dowland:
12 Fine knacks for ladies
13 Flow my tears

Henry Purcell
14 If music be the food of love (Z 379a)

Henry Purcell: The Comical History of Don Quixote (Z 578)
15 (Act V) From rosy bow’rs

Henry Purcell:
16 O Solitude (Z 406, 1685)

Alessandro Scarlatti/Giulio Caccini:
17 Pien d’amoroso affetto

Alessandro Scarlatti/Saracini:
18 Pallidetto qual viola

Giulio Caccini:
19 Amarilli mia bella

Alessandro Scarlatti:
20 Infirmata vulnerata

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Alfred Deller: grande voz e grande pioneiro!
Alfred Deller: grande voz e grande pioneiro!

CVL

Frédéric Chopin (1810-1849) e César Franck (1822-1890): Sonatas para Violoncelo e Piano

Frédéric Chopin (1810-1849) e César Franck (1822-1890): Sonatas para Violoncelo e Piano

Jacqueline Du Pré (1945-1987) foi uma lenda. Talentosa desde a infância, teve sua carreira tragicamente encurtada em razão de uma esclerose múltipla, que a forçou deixar os palcos aos vinte e oito anos de idade. Em 1971, aos 26 anos, Jacqueline du Pré começou um irreversível declínio, com a perda de sensibilidade nos dedos e outras partes de seu corpo. Ela foi diagnosticada com esclerose múltipla em outubro de 1973. Seu último álbum é exatamente este que temos aqui, de sonatas de Chopin e Franck, gravadas em dezembro de 1971. Em janeiro de 1973, ela retomou seus concertos e fez uma turnê pela América do Norte. Seu último concerto em Londres aconteceu em fevereiro de 1973, com a Orquestra Nova Philharmonia, sob regência de Zubin Mehta. Suas últimas apresentações públicas foram em Nova Iorque, em fevereiro de 1973, tocando o Concerto Duplo de Brahms, com Pinchas Zukerman e a Filarmônica de Nova Iorque, sob a regência de Leonard Bernstein. No entanto, ela tocou em apenas três das quatro récitas previstas, cancelando a última. No início da década de 1980, seu marido, Daniel Barenboim, iniciou uma relação amorosa com a pianista russa Elena Bashkirova, com quem viria a ter dois filhos, ambos nascidos em Paris: David Arthur (n. 1983) e Michael Barenboim (n. 1985). Ele tentou ocultar esse romance de Jacqueline e acredita ter conseguido. Em 1988, ele e Bashkirova se casaram. A Fundação Vuitton leiloou seu Stradivarius Davidov por um milhão de libras, sendo arrematado pelo também violoncelista Yo-Yo Ma. A violoncelista russa Nina Kotova é a atual dona de seu Stradivarius 1673. O cello Peresson, de 1970, foi emprestado por Daniel Barenboim ao violoncelista Kyril Zlotnikov, do Jerusalem Quartet.

Frédéric Chopin (1810-1849) – Sonata In G Minor

01. I. Allegro Moderato [11:08]
02. II. Scherzo [05:20]
03. III. Largo [04:01]
04. IV. Finale [06:47]

César Franck (1822-1890) – Sonata In A Major

05. I. Allegro Ben Moderato [06:24]
06. II. Sonata In A Major II Allegro [08:45]
07. III Recitativo-Fantasia [07:38]
08. IV Allegretto Poco Mosso [06:52]

Jacqueline Du Pré, Cello
Daniel Barenboim, Piano

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O casal Jacqueline Du Pré e Daniel Barenboim.
O casal Jacqueline Du Pré e Daniel Barenboim.

Carlinus

Dietrich Buxtehude (1637-1707): O Fröhliche Stunde (Cantatas)

Dietrich Buxtehude (1637-1707): O Fröhliche Stunde (Cantatas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 1705, aos 20 anos, Johann Sebastian Bach foi de Arnstadt até Lübeck (300 Km) A PÉ só para escutar o organista Dietrich Buxtehude. Este ficou tão impressionado com Bach que ofereceu um emprego e a sua sucessão como organista, desde que Bach se casasse com a sua filha. O negócio parecia maravilhoso para alguém tão jovem, mas Bach não aceitou. Dizem que a moça, coitada, era um raio de feia. Porém havia mais empecilhos: Bach tinha em vista sua bela prima Maria Barbara que — como todas as Bárbaras –, era linda. Buxtehude, dois meses depois, fez a mesma oferta para um outro jovem compositor alemão de 20 anos que também negou a moça: tratava-se de Händel. Pobre moça. Mas a música do tio Bux ficou e é de primeira qualidade. Você não precisa caminhar 300 Km para ouvi-la, basta baixar em seu computador.

Dietrich Buxtehude (1637-1707): O Fröhliche Stunde (Cantatas)

1. Lobe Den Herrn, Meine Seele
2. Ich sprach in meinem Herzen
3. Quemadmodum Desiderat Cervus
4. Canzon in C-Dur – Dietrich Becker
5. Herr, nun laeszt du deinen Diener
6. Singet Dem Herrn
7. Toccata in G
8. O froehliche Stunden
9. Fuga in G
10. Herr, wenn ich nur dich hab

Jean Tubéry
La Fenice
Hans Jörg Mamme

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Buxtehude tentou vender a filha para Bach, que fugiu
Buxtehude tentou vender a filha para Bach, que fugiu

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa em Dó Menor, K. 427 e Exsultate, Jubilate, K. 165

W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa em Dó Menor, K. 427 e Exsultate, Jubilate, K. 165

Há uma boa gravação aqui no PQP BACH da Grande Missa em C menor de Mozart com Raymond Leppard. É uma extraordinária obra, cheia de solenidade. O Kyrie dessa missa é de uma beleza única. Todavia, neste CD, a obra que me chamou a atenção foi a Exsultate, Jubilate, uma peça relativamente curta, mas de grande beleza. A condução é do inominável Nikolaus Harnoncourt, regente que reputo como um dos maiores da atualidade. O CD ao lado é da obra sacra completa do Mozart gravada por Harnoncourt. Este CD que apresentamos faz parte da caixa, a qual não temos completa.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Grande Missa em Dó Menor, K. 427 e Exsultate, Jubilate, K. 165

Grande Missa em Dó Menor, K. 427
1. Kyrie [08:29]
2. Gloria in Excelsis [02:52]
3. Laudamus Te [04:53]
4. Gratis Agimus Tibi [01:30]
5. Domine Deus [02:52]
6. Que Tollis Peccata Mundi [06:27]
7. Quoniam Tu Solus Sanctus [04:17]
8. Jesu Crhistie [00:46]
9. Cum Sancto Spiritu [04:12]
10. Credo in Unum Deum [03:58]
11. Et Incarnatus Est [08:28]
12. Sanctus [02:03]
13. Osanna [02:16]
14. Benedictus [06:30]

Konzertvereinigung Wiener Staatsopernchor
Walter Hagen-Groll, Chorusmaster
Krisztina Láki, Zsuzsanna Dénes, soprano
Kurt Equiluz, tenor
Robert Holl, bass
Nikolaus Harnoncourt, regente

Exsultate, Jubilate, K. 165
15. Exsultate, Jubilate [4:51]
16. Fulget amica dies
17. Tu virginum corona [6:31]
18. Alleluja [2:42]

Concetus musicus Wien
Barbara Bonney, soprano
Nikolaus Harnoncourt, regente

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Harnoncourt: caras de louco é com ele mesmo
Harnoncourt: caras de louco é com ele mesmo

Carlinus (Revalidado por PQP)

Francis Poulenc (1899-1963): Aubade – Les Biches

Francis Poulenc (1899-1963): Aubade – Les Biches

Estava eu navegando pelos milhões de mares dessa imensa blogosfera, procurando por gravações de Satie, quando me deparei com esse primor de álbum. Adoro Satie, Milhaud e o Les Six como um todo, porém tenho em Poulenc, a figura mais talentosa do grupo. Um CD tipicamente com a cara de Poulenc e do irônico e extrovertido Les Six.

A seguir, um trecho retirado da WIKIPÉDIA, sobre a vida pessoal de Poulenc.

A vida de Poulenc foi uma vida de constante luta interna (“meio monge, meio bad boy”). Tendo nascido e sido educado na religião católica, Poulenc debatia-se com a conciliação dos seus desejos sexuais pouco ortodoxos à luz das suas convicções religiosas. Poulenc referiu a Chanlaire que “Sabes que sou sincero na minha fé, sem excessos de messianismo, tanto como sou sincero na minha sexualidade Parisiense.” Alguns autores consideram mesmo que Poulenc foi o primeiro compositor abertamente gay, embora o compositor tenha mantido relações sentimentais e físicas com mulheres e tenha sido pai de uma filha, Marie-Ange.

A sua primeira relação afectiva importante foi com o pintor Richard Chanlaire, a quem dedicou o seu Concert champêtre: “Mudaste a minha vida, és o sol dos meus trinta anos, uma razão para viver e trabalhar“. Em 1926, Francis Poulenc conhece o barítono Pierre Bernac, com o qual estabelece uma forte relação afectiva, e para quem compõe um grande número de melodias. Alguns autores indicam que esta relação tinha carácter sexual, embora a correspondência entre os dois, já publicada, sugira fortemente que não. A partir de 1935 e até à sua morte, em 1963, acompanha Bernac ao piano em recitais de música francesa por todo o mundo. Pierre Bernac é considerado como “a musa” de Poulenc.

Poulenc foi profundamente afetado pela morte de alguns dos seus amigos mais próximos. O primeiro foi a morte prematura de Raymonde Linossier, uma jovem com quem Poulenc tinha esperanças de casar. Embora Poulenc tivesse admitido que não tinha nenhum interesse sexual em Linossier, eram amigos de longa data. Em 1923, Poulenc ficou chocado e inane durante um par de dias depois da morte aos 20 anos, na sequência de febre tifóide, do seu amigo, o romancista Raymond Radiguet. Já em 1936, o seu grande amigo Pierre-Octave Ferroud foi decapitado num acidente de automóvel na Hungria, na sequência do qual visitou a Virgem Negra de Rocamadour. Em 1949, a morte de outro grande amigo, o artista Christian Bérard, esteve na origem da composição do seu Stabat Mater.

.oOo.

Poulenc: Aubade – Les Biches

Les Biches, suite for orchestra (from the ballet), FP 36
1. Très lent – Subito allegro molto 3:23
2. Adagietto 3:38
3. Rag-Mazurka, Presto 6:05
4. Andantino 3:03
5. Final, Presto 3:44

Les animaux modèles, suite for orchestra, FP 111
6. Le Petit Jour – Dawn (Très Calme) 4:26
7. Le Lion Amoureux – The Amorous Lion (Passionnéjment Animé) 1:43
8. L’Homme Entre Deux Âges Et Ses Deux Maîtresses – A Middle-Aged Man And His Two Mist 2:05
9. La Mort Et Le Mûcheron – Death And The Woodcutter (Très Lent) 5:46
10. Les Deux Cogs – Two Roosters (Très Modéré) 3:31
11. Le Repas De Midi – Midday Meal (Très Doux, Calme Et Heureux) 3:12

12. Matelote provençale, for orchestra (for collab. work, La guirlande de Campra), FP 153: No. 5 {From ‘La Guirlande De Campra’} 1:32

13. Pastourelle, ballet movement (for collab. work, L’éventail de Jeanne), FP 45 1:55

14. Valse (pour Micheline Soulé), for piano in C major (for collab. work, Album des Six), FP 17 1:50

15. Discours du général, ballet movement (for collab. ballet, Les mariés de la Tour Eiffel, by Les Six), FP 23/1 0:58

16. La baigneuse de Trouville, ballet movement (for collab. ballet, Les mariés de la Tour Eiffel, by Les Six), FP 23/2 1:49

Aubade, choreographic concerto for piano & 18 instruments, FP 51
17. Toccata (Lento Et Pesante; Molto Animato) 2:41
18. Récitatif: Les Compagnes De Diane (Larghetto) 1:46
19. Rondeau: Diane Et Compagnes (Allegro)/Entrée De Diane (Più Mosso)/Sortie de Diane (Céder un peu) 3:21
20. Presto: Toilette De Diane (Presto) 1:35
21. Récitatif: Introduction À La Variation De Diane (Larghetto) 2:12
22. Andante: Variation De Diane (Andante Con Moto) 3:07
23. Allegro Féroce: Désespoir De Diane 0:39
24. Conclusion: Adieux Et Départ De Diane (Adagio) 4:58

Deux préludes posthumes et 3e gnossienne (orchestraton of 3 piano works of Erik Satie), FP 104
25. No. 1, ‘Fete donnee’ 3:34
26. No. 2, ‘1er prelude du Nazareen’ 3:43
27. No. 3, ‘3eme gnossienne’ 2:14

Pascal Rogé, piano
Orchestre National de France, Charles Dutoit

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Poulenc
Poulenc, de longe, o mais talentoso do Les Six

Marcelo Stravinsky

Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Apollon Musagete Quartett rapidamente se estabeleceu como uma peça importante dentro da cena musical europeia. É realmente excelente, tocam demais. Visions Fugitives de Sergei Prokofiev, op. 22 é única peça fraca desde CD. Trata-se de uma adaptação para quarteto de cordas de uma partitura original para piano. O resto são obras-primas escritas originalmente para quartetos. Os de Tchai e Shosta são absolutamente empolgantes.

Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

Pyotr Ilyich Tchaikovsky: Streichquartett Nr. 1 in D-Dur, op. 11
1. Moderato e semplice 10:42
2. Andante cantabile 7:08
3. Scherzo. Allegro non tanto e con fuoco – Trio 3:50
4. Finale. Allegro giusto – Allegro vivace 6:54

Sergey Prokofiev: Visions fugitives, op. 22
5. Lentamente 1:28
6. Allegretto 1:00
7. Con eleganza 0:32
8. Dolente 1:57
9. Ridicolosamente 0:58
10. Poetico 1:49
11. Feroce 1:12

Dmitry Shostakovich: Streichquartett Nr. 4 in D-Dur, op. 83
12. Allegretto 3:26
13. Andantino 5:58
14. Allegretto (attacca) 4:54
15. Allegretto 10:30

Apollon Musagete Quartett

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O Apollon Musagete: gente esquisita, mas que soa maravilhosamente
O Apollon Musagete: gente esquisita, mas que soa maravilhosamente

PQP

Para adicionar às piadas com violistas

Mais neste post.

Contribuição do leitor-ouvinte Paulo Jr.:

Um violista corre atrás do cellista dizendo: “Vou te matar, vou te matar”. Nisso, os outros músicos chegam e perguntam:
– Mas por que tanta agressividade?
– É porque ele desafinou de propósito uma corda da minha viola.
– E você vai matar ele só por isso?
– Não. O problema é que ele não quer me dizer qual corda foi…

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Os Concertos para violino e Orquestra e Sinfonia Concertante

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Os Concertos para violino e Orquestra e Sinfonia Concertante

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fico feliz todas as vezes que escuto a música de Mozart. E fato mais digno de nota é existência dos 5 concertos para violino e orquestra, obras de beleza intraduzível. São simplesmente divinos. Há pouco mais de um ano assistir a um extraordinário filme chamado Balzac e a costureirinha chinesa do qual faço minhas recomendações. Trata-se de uma belíssima película. O filme traz 3 desses concertos. Não lembro qual deles. A obra do diretor Dai Sejie é uma grande poesia. Trabalha os poderes imateriais da música e da literatura. O filme se passa na China maoísta. Todas as vezes que escuto estes concertos, lembro do filme. Um outro fato importante com relação a essa gravação é a presença de Anne-Sophie Mutter, violinista para qual os adjetivos são dispensáveis. Esta gravação apresenta outro trunfo a favor de Mutter: a bela conduzindo a Ensemble London Philharmonic Orchestra. Resta-nos ouvir – já estou a fazer isso enquanto digito estas palavras. Não deixe de fazê-lo também. Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concerto for Violin no 2 in D major, K 211, Concerto for Violin no 1 in B flat major, K 207, Concerto for Violin no 5 in A major, K 219 “Turkish”, Concerto for Violin no 4 in D major, K 218, Concerto for Violin no 3 in G major, K 216 e Sinfonia concertante for Violin and Viola in E flat major, K 364 (320d)

DISCO 1

Concerto for Violin no 2 in D major, K 211
01. I. Allegro moderato
02. II. Andante
03. III. Rondeau Allegro

Concerto for Violin no 1 in B flat major, K 207
04. I. Allegro moderato
05. II. Adagio
06. III. Presto

Concerto for Violin no 5 in A major, K 219 “Turkish”
07 I. Allegro aperto
08 II. Adagio
09 III. Rondeau Tempo di Menuetto

DISCO 2

Concerto for Violin no 4 in D major, K 218
01. I. Allegro
02. II. Andante cantabile
03. III. Rondeau Andante grazioso

Concerto for Violin no 3 in G major, K 216
04. I. Allegro
05. II. Adagio
06. III. Rondeau Allegro

Sinfonia concertante for Violin and Viola in E flat major, K 364 (320d)*
07. I. Allegro maestoso
08. II. Andante
09. III. Presto

Ensemble London Philharmonic Orchestra
Anne-Sophie Mutter, violino e condução
*London Philharmonic Orchestra
*Yuri Bashmet, viola (K. 364)

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Anne-Sophie Mutter: (suspiro)
Anne-Sophie Mutter: (suspiro)

Carlinus

Benny Goodman: 16 Most Requested Songs

Benny Goodman: 16 Most Requested Songs

Primeiro uma ponte entre o erudito e o jazz, depois uma postagem mostrando exclusivamente o lado erudito de Goodman. Agora que tal algo totalmente jazzístico?!?!? O álbum traz 16 canções, com destaque para a melancólica e adorável Goodbye.

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Benjamin David Goodman era filho de um alfaiate e sua família tinha poucos recursos. Começou seus estudos musicais na sinagoga que frequentava e na Hull House. Menino prodígio, fez sua primeira apresentação aos 12 anos, no Teatro Central Park de Chicago, e logo passou a tocar com músicos adultos.

Goodman estudou clarineta desde cedo, tendo formação musical clássica na época em que Chicago entrava na era do jazz, vindo de New Orleans. Em 1926, aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco.

No início dos anos 1930, passou a participar de gravações com diversos grupos de jazz, entre os quais os de Red Nichols, Joe Venuti-Eddie Lang e Jack Teagarden, até poder formar a sua própria orquestra, em 1934.
Um programa de rádio divulgou a orquestra, que se tornou muito popular, sobretudo depois do sucesso obtido na apresentação no Palomar Ballroom de Los Angeles, em 1935, e no Congress Hotel de Chicago, entre 1935e 1936.

Goodman, com estilo, precisão e inventividade, foi reconhecido como O Rei do Swing e o mais genial clarinetista de todos os tempos. Sua fama não demorou a correr o mundo, iniciando a Era do Swing, que se estenderia por dez anos.

Sua orquestra foi o primeiro grupo de jazz a se apresentar em público integrando músicos brancos e negros (Teddy Wilson, Lionel Hampton, Cootie Williams e Charlie Christian).

No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York. Nos anos 1930 e 1940, Goodman ajudou a projetar, além dos já citados, solistas como Harry James (trompete), Georgie Auld (sax tenor) e Jess Stacy (piano).

Sua orquestra tornou-se, em 1962, a primeira jazz band norte-americana a visitar a União Soviética. Como não podia deixar de acontecer, sua clarineta e sua orquestra seriam requisitadas pelo cinema, em vários filmes, como “Folia a Bordo” (1937), “Hotel de Hollywood” (1938), “Cavalgada de Melodias” (1941), “Noivas de Tio Sam” (1943), “Música, Maestro” (1946), entre outros, como “Entre a Loura e a Morena” (1943), com Carmem Miranda.

A história de sua vida foi contada no filme “The Benny Goodman Story”, com Steve Allen como Goodman, e o clarinetista atuando na trilha sonora.
Após 1945, Goodman limitou-se a tocar em grupos pequenos, além de ter atuado em orquestras clássicas como solista.

Por motivo de doença, de 1970 a 1985 faz um intervalo em sua atividade artística. Sua volta se deu no Kool Jazz Festival de Nova York, vindo a falecer pouco depois.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u344.jhtm

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Benny Goodman: Most Requested Songs

01. Let’s Dance 2:34
02. Don’t Be That Way 4:26
03. Avalon 4:16
04. Flying Home 3:15
05. Memories Of You 3:13
06. Somebody Stole My Gal 3:04
07. Clarinet a la King 2:55
08. Jersey Bounce 2:56
09. Why Don’t You Do Right? 3:14
10. After You’ve Gone 2:33
11. Stompin’ At The Savoy 5:54
12. Sing, Sing, Sing 12:15
13. Symphony 03:08
14. Liza (All The Clouds’ll Roll Away) 2:55
15. How Am I To Know? 3:09
16. Goodbye 3:21

Benny Goodman e sua orquestra

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Benny Goodman e sua orquestra
Benny Goodman e sua orquestra

Marcelo Stravinsky

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 22 & 24

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 22 & 24

Meu pai amava os Concertos para Piano de Mozart. Devo ter ouvido cem vezes cada um deles. Seus temas e estruturas parecem estar definitivamente instalados em minha memória. Isto até o alemão chegar, claro.

Este é o terceiro dos Concertos para Piano de Mozart que Angela Hewitt grava para a Hyperion. Aqui, Hewitt é acompanhada por seus compatriotas da National Arts Centre Orchestra do Canadá e por seu frequente colaborador Hannu Lintu para belas execuções dos Concertos 22 e 24. Ambas as obras foram escritas entre dezembro de 1785 e março de 1786. No  22, pela primeira vez em uma orquestração de concerto para piano, Mozart usa clarinetes — um instrumento que se tornaria membro regular de orquestras apenas na década de 1780. Já o 24 é um trabalho sombrio e apaixonado.

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 22 & 24

Piano Concerto No. 22 in E flat major, K 482
1. Allegro 13:43
2. Andante 8:01
3. Allegro 10:57

Piano Concerto No. 24 in C minor, K 491
4. Allegro 13:56
5. Larghetto 7:18
6. Allegretto 9:22

Angela Hewitt, píano
National Arts Centre Orchestra
Hannu Lintu

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Angie Hewiit faz uma pose especial para o PQP Bach
Angie Hewitt faz uma pose especial para o PQP Bach

PQP

330 anos do gênio de Johann Sebastian Bach

330 anos do gênio de Johann Sebastian Bach
A assinatira de Bach quando Kantor da Igraja de São Tomás, em Leipzig
A assinatura de Bach quando Kantor da Igreja de São Tomás, em Leipzig

Talvez, para o nosso tempo, seja difícil entender o homem que foi Johann Sebastian Bach. Ele nasceu há 330 anos, em 31 de março de 1685 (*), no que hoje é a Alemanha, numa família de músicos. Era um tempo em que era comum os filhos adotarem a profissão dos pais. Na região da Saxônia, o nome Bach era de tal forma relacionado à música que alguém com tal sobrenome só poderia ser músico e provavelmente trabalhava em alguma igreja. Seguindo a árvore genealógica da família Bach, dos 33 Bach, 27 foram músicos. Só que o talento explodiu espetacularmente no menino Johann Sebastian. É claro que ele, além de exercer outras funções, também trabalhou como Kapellmeister — termo que designa o diretor musical de uma igreja.

https://youtu.be/aCOKi4nFjpw

Durante um longo período de sua vida, escreveu uma Cantata por semana. Em média, cada uma tem 20 minutos de música. Tal cota, estabelecida por contrato, tornava impossível qualquer “bloqueio criativo”. Pensem que ele tinha que escrever a música e ainda ensaiar. Isso fez com que ele nos deixasse uma imensa obra vocal. Também escreveu muito para um instrumento fora de moda, o órgão. E, se em Weimar as obrigações de Bach estavam prioritariamente vinculadas ao serviço religioso e como organista na corte cristã, na corte calvinista de Köthen, Bach pode dedicar-se à música secular, criando um dos mais imponentes e impressionantes conjuntos de obras solo para teclado, violoncelo, flauta e violino da história da música ocidental. Deixou-nos mais de 1000 obras de todos os gêneros, à exceção da ópera.

Obs. sobre o vídeo acima: na época, era proibido que as mulheres cantassem em igrejas.

Clique aqui para continuar lendo e assistindo.

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Viola da Gamba

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Viola da Gamba

Este é um repertório pouco percorrido dentro da obra de Johann Sebastian. A Viola da Gamba é um instrumento difícil de manter afinado e inexistente na música moderna. Quem se aventura a este repertório costuma fazê-lo empunhando um violoncelo. Mas isso não significa que estamos num terreno de obras menos importantes de Bach. Elas também são do período de Köthen. A interpretação que mostramos aqui está a cargo de especialistas do assunto. Divirtam-se porque não sempre que se postam essas Sonatas.

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Viola da Gamba

1 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: I. Adagio 4:07
2 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: II. Allegro ma non tanto 3:42
3 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: III. Andante 2:22
4 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: IV. Allegro moderato 3:15

5 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: I. Arioso – Adagio 2:03
6 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: II. [ ] 1:18
7 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: III. Adagiosissimo 3:36
8 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: IV. [ ] 0:39
9 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: V. Adagio poco – Aria de il Postiglione 1:06
10 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: VI. Fuga al Imitatione di Posta 2:45

11 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: I. Adagio 1:59
12 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: II. Allegro 4:00
13 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: III. Andante 4:43
14 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: IV. Allegro 4:07

15 Capriccio in E Major, BWV 993 6:39

16 Sonata No. 3 in G Minor, BWV 1029: I. Vivace 5:36
17 Sonata No. 3 in G Minor, BWV 1029: II. Adagio 5:16
18 Sonata No. 3 in G Minor, BWV 1029: III. Allegro 3:54

Jaap ter Linden, viola da gamba
Richard Egarr, cravo

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Jaap ter Lindem mandando bala com sua afinada gamba
Jaap ter Lindem mandando bala com sua afinada gamba

PQP

André Campra (1660-1744) e François Couperin (1668-1733): Salve Regina (Petits Motets)

André Campra (1660-1744) e François Couperin (1668-1733): Salve Regina (Petits Motets)

Um bonito disco de música sacra francesa da época de Rameau e Lully. Campra escreveu várias “tragédias em música”, mas seu principal mérito foi o de ser o criador de um novo gênero, a ópera-ballet, que deve ser ainda pior do que a ópera… Ele também escreveu três livros de cantatas, bem como música religiosa, incluindo um réquiem. Já Couperin — muito mais famoso —  era um “músico poeta” que acreditava na “habilidade da música para expressar-se em “sa prose et ses vers” (sua prosa e sua poesia). Ele acreditava que se entrássemos na poesia da música, descobriríamos que ela é “plus belle encore que la beauté” (mais bela que a beleza).

Um disco para quem ama este período francês, o que está longe de ser o meu caso.

André Campra (1660-1744) e François Couperin (1668-1733): Salve Regina (Petits Motets)

André Campra
1 Salve Regina 5:50

François Couperin
2 Audite Omnes Et Expavescite (Meditatio De Passione Christi) 10:09
3 Respice In Me 5:46
4 Salve Regina 10:48
5 Usquequo, Domine 6:38

André Campra 8:50
6 Insere Domine 8:50

François Couperin
7 Quid Retribuam Tibi Domine 6:23

André Campra
8 Quemadmodum Desiderat Cervus 9:12
9 Florete Prata 9:10

Paul Agnew
Anne-Marie Lasla
Les Arts Florissants
William Christie

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O franco-norte-americano Willam Christie dirige seu Les Arts Florissants
O franco-norte-americano Willam Christie dirige seu Les Arts Florissants

PQP

Almeida Prado (1943-2010): Victoria Kerbauy canta Almeida Prado

Almeida Prado (1943-2010): Victoria Kerbauy canta Almeida Prado

kerbauyEste CD foi produzido após um minucioso processo de recuperação e remasterização de fitas cassetes de diversas épocas com gravações particulares que registraram informalmente os concertos. Essas gravações careciam de qualidade técnica, mesmo porque não foram utilizados equipamentos profissionais. Alguns ruídos, defeitos e distorções não puderam ser eliminados por completo, mas certamente o material aqui apresentado possui irrefutável valor histórico.

Victoria Kerbauy canta Almeida Prado

1. Modinha nº 1 “A saudade é matadoura”, opus 1
2. Trem de ferro
3. A minha voz é nobre
4. Rosamor
5-7. Lembranças do coração
8-10. Três canções: I. Manhã molhada; II. Bem vinda; III. O Luandê-luá
11-13. Três episódios de animais: I. Sinimbu; II. Tamanduá; III. Anta
14-25. Portrait de Nadia Boulanger
26-28. Livro Brasileiro – II caderno: I. à noite; II. à manhã; III ao sol
29-32. Quatro poemas de Manuel Bandeira: I. Andorinha; II. Teu nome; III. Belo belo; IV. A estrela
33-42. Espiral II

Victoria Kerbauy, soprano
Almeida Prado, piano

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José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010)
José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010)

PQP

.: intermezzo :. Oregon: Family Tree (2012)

.: intermezzo :. Oregon: Family Tree (2012)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Três membros do Oregon — Ralph Towner, Paul McCandless e Glen Moore — estão no grupo há 42 anos. É óbvio que os três têm outros bem sucedidos projetos, mas sempre retornaram ao grupo em todos estes anos e mais de vinte LPs e CDs gravados. E é fantástico ouvi-los. O Oregon vai muito bem, cheio de criatividade. Family Tree traz cinco novas composições de Towner, duas de McCandless, uma de Glen Moore e duas composições coletivas que incluem o percussionista Mark Walker como compositor.

Este Family Tree é um dos melhores CDs do grupo. O Oregon está muito diferente do que era com Walcott ou Gurtu na percussão, tornou-se outro, mas permanece como um grande grupo de jazz. Vale muito a audição.

Oregon – Family Tree (2012)

1 Bibo Babo
2 Tern
3 Hexagram
4 Creeper
5 Jurassic
6 Family Tree
7 Stritch
8 Mirror Pond
9 Moot
10 Julian
11 Max Alert
12 Carnival Express

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A piada teve ter sido boa.
A piada teve ter sido boa.

PQP