Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para Piano vols. 6, 7 e 8 – András Schiff

Quando chegamos a postar obras tão fundamentais do repertório pianístico, que todos os grandes pianistas, e os não tão grandes, pretendem gravar, ou pelo menos tocar, começamos a andar em terreno de areia movediça. Tenho pelo menos três pianistas que considero imbatíveis neste repertório. Não vou dar nomes aos bois, pois sei que pedras irão ser atiradas por não ter citado fulano ou beltrano.
Vou deixar os senhores decidirem se András Schiff entra neste panteão de grandes pianistas que encararam estas tão amadas sonatas de Beethoven. Não posso dizer que é a minha integral favorita, e com certeza não é, mas ela tem bons momentos. Músicos de tal estatura merecem o benefício da dúvida pelo conjunto da obra que até então realizaram.
Digo isso, pois quero encerrar esta integral hoje. Certo? Dentro de alguns dias, nosso querido Vassily retorna com estas sonatas, porém com outro sotaque. Quem viver, verá.

Volume 6

01. Sonate Nr. 22 F-dur, Op. 54 I. In tempo d’un Menuetto
02. Sonate Nr. 22 F-dur, Op. 54 II. Allegretto
03. Sonate Nr. 23 f-moll «Appassionata», Op. 57 I. Allegro assai
04. Sonate Nr. 23 f-moll «Appassionata», Op. 57 II. Andante con moto
05. Sonate Nr. 23 f-moll «Appassionata», Op. 57 III. Allegro ma non troppo
06. Sonate Nr. 24 Fis-dur, Op. 78 I. Adagio cantabile. — Allegro ma non troppo
07. Sonate Nr. 24 Fis-dur, Op. 78 II. Allegro vivace
08. Sonate Nr. 25 G-dur, Op. 79 I. Presto alla tedesca
09. Sonate Nr. 25 G-dur, Op. 79 II. Andante
10. Sonate Nr. 25 G-dur, Op. 79 III. Vivace
11. Sonate Nr. 26 Es-dur, Op. 81a I. Das Lebewohl (Adagio. — Allegro)
12. Sonate Nr. 26 Es-dur, Op. 81a II. Abwesenheit (Andante espressivo)
13. Sonate Nr. 26 Es-dur, Op. 81a III. Das Wiedersehen (Vivacissimamente)

Volume 7

01. Sonate Nr. 27 e-moll, Op. 90 I. Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung und Ausdruck
02. Sonate Nr. 27 e-moll, Op. 90 II. Nicht zu geschwind und sehr singbar vorgetragen
03. Sonate Nr. 28 A-dur, Op. 101 I. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung
04. Sonate Nr. 28 A-dur, Op. 101 II. Lebhaft. Marshmäßig
05. Sonate Nr. 28 A-dur, Op. 101 III. Langsam und sehnsuchtsvoll
06. Sonate Nr. 28 A-dur, Op. 101 IV. Geschwind, doch nicht zu sehr, und mit Entschlossenheit
07. Sonate Nr. 29 B-dur, Op. 106 (für das Hammerklavier) I. Allegro
08. Sonate Nr. 29 B-dur, Op. 106 (für das Hammerklavier) II. Scherzo Assai vivace
09. Sonate Nr. 29 B-dur, Op. 106 (für das Hammerklavier) III. Adagio sostenuto
10. Sonate Nr. 29 B-dur, Op. 106 (für das Hammerklavier) IV. Largo. — Allegro risoluto

Volume 8

01. Sonate Nr. 30 E-dur, Op. 109 I. Vivace, ma non troppo. — Adagio espressivo
02. Sonate Nr. 30 E-dur, Op. 109 II. Prestissimo
03. Sonate Nr. 30 E-dur, Op. 109 III. Tema con Variazioni
04. Sonate Nr. 31 As-dur, Op. 110 I. Moderato cantabile, molto espressivo
05. Sonate Nr. 31 As-dur, Op. 110 II. Allegro molto
06. Sonate Nr. 31 As-dur, Op. 110 III. Adagio ma non troppo. — Fuga Allegro, ma non troppo
07. Sonate Nr. 32 c-moll, Op. 111 I. Maestoso. — Allegro con brio ed appassionato
08. Sonate Nr. 32 c-moll, Op. 111 II. Arietta (con Variazioni)

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András Schiff posando junto ao piano na sede do PQPBach

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas Para Piano, vol. 5 – András Schiff

Há muitos anos atrás, lá nos primórdios do PQPBach, eu estava, para variar, preparando uma integral dos Concertos para Piano de Mozart, na peculiar versão do Jos van Immerseel, cd a cd (10 ou 12 ao todo, não lembro). Vendo o quanto eu me esforçava para preparar os textos, cd por cd, PQPBach foi enfático: não precisa ficar preparando texto para cada CD, a partir de determinado momento, apenas relacione as faixas, e deu para a bola. Comecei a fazer isso, pensando que os nosso leitores iriam reclamar. Mas ninguém reclamou. Ou seja, é muito grande a probabilidade de nos esforçarmos para melhor apresentarmos o que trazemos, mas grande parte dos leitores irão direto para o link para descarregar.
P.S. Vamos ver quantos irão reclamar, ainda mais que neste volume, no seu segundo CD, temos a monumental Sonata Waldstein.

Volume 5

Cd 1
01. Sonate Nr. 16 G-dur, Op. 31 No. 1 I. Allegro vivace
02. Sonate Nr. 16 G-dur, Op. 31 No. 1 II. Adagio grazioso
03. Sonate Nr. 16 G-dur, Op. 31 No. 1 III. Rondo Allegretto
04. Sonate Nr. 17 d-moll, Op. 31 No. 2 I. Largo. — Allegro
05. Sonate Nr. 17 d-moll, Op. 31 No. 2 II. Adagio
06. Sonate Nr. 17 d-moll, Op. 31 No. 2 III. Allegretto
07. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 I. Allegro
08. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 II. Scherzo Allegretto vivace
09. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 III. Menuetto Moderato e grazioso
10. Sonate Nr. 18 Es-dur, Op. 31 No. 3 IV. Presto con fuoco

CD 2

01. Sonate Nr. 21 C-dur, Op. 53 I. Allegro con brio
02. Sonate Nr. 21 C-dur, Op. 53 II. Introduzione Adagio molto
03. Sonate Nr. 21 C-dur, Op. 53 III. Rondo Allegretto moderato
04. Andante favori F-dur, WoO 57 Andante grazioso con moto

András Schiff – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para Piano, vol. 3 e 4 – András Schiff

Um belo e inspirado andante, da primeira sonata do op. 49, dá início a este terceiro volume das Sonatas para Piano de Beethoven, nas mãos muito competentes de András Schiff.
Meu colega de blog, René Denon, comentou dia destes em conversa no grupo do Whatsapp que sempre que vai dormir, gosta de ouvir obras para piano. Não me utilizo de tal método, mas acho interessante sua escolha. Talvez a percussão das teclas tenha efeito sonífero (lembro de determinada pianista japonesa cujo nome não lembro, que misturava new age com aquele jazz bem Pop, aquilo sim me dava sono), ou então alguns músicos que são considerados New Age (ainda existe este movimento?) . Ou então podemos nos chatear até mesmo com determinada interpretação de uma sonata de Beethoven, achá-la maçante. Sei lá, questão de gosto. Um outro amigo gostava de ouvir cds com mantras de monges tibetanos, ou então, gravação de sons das baleias. Cada um com seu método.

Volume 3

01. Sonate Nr. 19 g-moll, Op. 49 No. 1 I. Andante
02. Sonate Nr. 19 g-moll, Op. 49 No. 1 II. Rondo Allegro
03. Sonate Nr. 20 G-dur, Op. 49 No. 2 I. Allegro ma non troppo
04. Sonate Nr. 20 G-dur, Op. 49 No. 2 II. Tempo di Menuetto
05. Sonate Nr. 9 E-dur, Op. 14 No. 1 I. Allegro
06. Sonate Nr. 9 E-dur, Op. 14 No. 1 II. Allegretto
07. Sonate Nr. 9 E-dur, Op. 14 No. 1 III. Rondo Allegro commodo
08. Sonate Nr. 10 G-dur, Op. 14 No. 2 I. Allegro
09. Sonate Nr. 10 G-dur, Op. 14 No. 2 II. Andante
10. Sonate Nr. 10 G-dur, Op. 14 No. 2 III. Scherzo Allegro assai
11. Sonate Nr. 11 B-dur, Op. 22 I. Allegro con brio
12. Sonate Nr. 11 B-dur, Op. 22 II. Adagio con molta espressione
13. Sonate Nr. 11 B-dur, Op. 22 III. Menuetto
14. Sonate Nr. 11 B-dur, Op. 22 IV. Rondo Allegretto

Volume 4

01. Sonate Nr. 12 As-dur, Op. 26 I. Andante con Variazioni
02. Sonate Nr. 12 As-dur, Op. 26 II. Scherzo Allegro molto
03. Sonate Nr. 12 As-dur, Op. 26 III. Marcia funebre
04. Sonate Nr. 12 As-dur, Op. 26 IV. Allegro
05. Sonate Nr. 13 Es-dur, Op. 27 No. 1 I. Andante. — Allegro
06. Sonate Nr. 13 Es-dur, Op. 27 No. 1 II. Allegro molto e vivace
07. Sonate Nr. 13 Es-dur, Op. 27 No. 1 III. Adagio con espressione
08. Sonate Nr. 13 Es-dur, Op. 27 No. 1 IV. Allegro vivace
09. Sonate Nr. 14 cis-moll, Op. 27 No. 2 I. Adagio sostenuto
10. Sonate Nr. 14 cis-moll, Op. 27 No. 2 II. Allegretto
11. Sonate Nr. 14 cis-moll, Op. 27 No. 2 III. Presto agitato
12. Sonate Nr. 15 D-dur, Op. 28 I. Allegro
13. Sonate Nr. 15 D-dur, Op. 28 II. Andante
14. Sonate Nr. 15 D-dur, Op. 28 III. Scherzo Allegro vivace
15. Sonate Nr. 15 D-dur, Op. 28 IV. Rondo Allegro ma non troppo

András Schiff – Piano

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Johannes Brahms (1833-1897) – Symphony nº 2, op. 73 – Claudio Abbado, Berliner Philharmoniker

Direto do túnel do tempo, trago para os senhores uma magnífica gravação de uma das minhas sinfonias favoritas, a Segunda de Brahms, onde um jovem maestro se consolidava entre os grandes regentes do final do século XX, Claudio Abbado. O ano era 1968, este que vos escreve ainda mal falava as primeiras palavras, além de mal conseguia caminhar.

Cinquenta e um anos se passaram desde então, aquele jovem maestro já nos deixou, mas antes de isso acontecer, nos proporcionou muita alegria e emoção no coração, graças a sua incrível sensibilidade artística Abbado já não está mais entre nós. E é com muita emoção que ouço esta pintura que é a Segunda de Brahms nas mãos deste jovem que ainda não conhecia muito da vida, digamos assim. Já no primeiro movimento ela mostra a que veio. Intercala momentos de lirismo, e ao mesmo tempo de tensão, a linguagem brahmsiana já está bem clara e definida, identificamos rapidamente suas principais características. Sim, sabemos que ele demorou para escrever sua primeira sinfonia, sempre dizia que depois de Beethoven, não havia mais o que se poderia expressar. Que bom que ele conseguiu superar essa barreira criativa. Que talvez tenha sido benéfica, basta analisarmos a qualidade destas quatro maravilhas que são suas sinfonias. A maturidade ajudou a moldá-las.

1. Symphony No. 2 in D, Op. 73- 1. Allegro non troppo
2. Symphony No. 2 in D, Op. 73- 2. Adagio non troppo – L’istesso tempo, ma grazioso
3. Symphony No. 2 in D, Op. 73- 3. Allegretto grazioso –
4. Symphony No. 2 in D, Op. 73- 4. Allegro con spirito
5. Academic Festival Overture, Op.80

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para Piano Vol. 2 – András Schiff

Dando continuidade a integral das Sonatas para Piano de Beethoven que András Schiff gravou lá na metade da primeira década do século XXI, 2005, para ser mais exato, trago o segundo volume.
Aqui a coisa começa a ficar séria, pois temos as três sonatas de op. 10, e concluindo o CD, a absolutamente estonteante Sonata Patética, op. 13, a favorita de muita gente que conheço, inclusive deste que vos escreve. Lembro que esta Sonata me foi apresentada por Murray Perahia, em um baita LP da finada CBS. Ouvi tanto que risquei este disco. Era lindo demais. Reconheço que prefiro Perahia, mas Schiff é um músico experiente, e que nos oferece bons momentos. Trata-se de obra de fôlego, imagino sempre que o solista tranca a respiração a maior parte do tempo, tamanha a concentração que precisa ter para enfrentas diversas armadilhas da obra.  Mas vamos ao que viemos?

P.S. Dentre os mais diversos momentos em que podemos identificar a genialidade de Beethoven, com certeza o adagio cantabile da Sonata Patética está entre as obras mais belas do compositor. É sempre um prazer imenso ouvi-lo.

01. Sonate Nr. 5 c-moll, Op. 10 No. 1 I. Allegro molto e con brio
02. Sonate Nr. 5 c-moll, Op. 10 No. 1 II. Adagio molto
03. Sonate Nr. 5 c-moll, Op. 10 No. 1 III. Finale Prestissimo
04. Sonate Nr. 6 F-dur, Op. 10 No. 2 I. Allegro
05. Sonate Nr. 6 F-dur, Op. 10 No. 2 II. Allegretto
06. Sonate Nr. 6 F-dur, Op. 10 No. 2 III. Presto
07. Sonate Nr. 7 D-dur, Op. 10 No. 3 I. Presto
08. Sonate Nr. 7 D-dur, Op. 10 No. 3 II. Largo e mesto
09. Sonate Nr. 7 D-dur, Op. 10 No. 3 III. Menuetto Allegro
10. Sonate Nr. 7 D-dur, Op. 10 No. 3 IV. Rondo Allegro
11. Sonate Nr. 8 c-moll «Pathétique», Op. 13 I. Grave. — Allegro di molto e con brio
12. Sonate Nr. 8 c-moll «Pathétique», Op. 13 II. Adagio cantabile
13. Sonate Nr. 8 c-moll «Pathétique», Op. 13 III. Rondo Allegro

András Schiff – Piano

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Blockflötenkonzerte – Telemann, Graupner, Schultze – Dorothée Oberlinger, Reinhard Goebel, Ensemble 1700

Ao contrário da jovem holandesa Luci Hoersch, que trouxemos dia destes para os senhores, a flautista alemã Dorothée Oberlinger já é uma veterana, e é um absurdo o que toca essa moça. Não consigo encontrar um ponto negativo, uma falha, mesmo nas passagens mais técnicas e que exigem virtuosismo por parte do solista, enfim, ela dá um show de qualidade técnica e sensibilidade artística. É com certeza, uma das melhores flautistas da atualidade, bem entendido, flauta doce e suas variedades.  Aguardo sempre com ansiedade cada CD seu. Temos de considerar o fato dela não ser apenas uma intérprete muito respeitada, mas também uma professora, musicóloga e maestrina de alto nível.
Neste CD que ora vos trago temos Telemann, inclusive um destes concertos aqui inclusos é atribuido a ele, porém a autoria não é certa. Temos também Graupner e Schülze, compositores menos conhecidos, mas contemporâneos de Teleman e de Bach.
Outro destaque neste baita CD, além do Ensemble 1700, conjunto que a própria Oberlinger criou lá nos idos de 2002, é o maestro Reinhard Goebel, velho conhecido dos fãs ardorosos do Barroco historicamente interpretado. O homem é uma lenda na área, com diversos discos e CDs lançados, vários deles já postados aqui no PQPBach. Ou seja, só tem gente que entende muito do assunto aqui.
Mas vamos ao que viemos. Espero que apreciem. Eu gosto muito desta instrumentista, e sempre que possível, trarei outros CDs dela.

George Phillipp Telemann (1681-1767)
01. Concerto in G minor (Harrach Library) for Alto Recorder, Strings & Continuo I. Allegro
02. Concerto in G minor for Alto Recorder, Strings & Continuo II. Adagio
03. Concerto in G minor for Alto Recorder, Strings & Continuo III. Allegro
04. Concerto in C major (TWV 51C) for Alto Recorder, Strings & Continuo I. Allegretto
05. Concerto in C major (TWV 51C) for Alto Recorder, Strings & Continuo II. Allegro
06. Concerto in C major (TWV 51C) for Alto Recorder, Strings & Continuo III. Andante
07. Concerto in C major (TWV 51C) for Alto Recorder, Strings & Continuo IV. Tempo di menuet

Christopher Graupner (1683-1760)
08. Suite (Ouverture) in F major for Alto Recorder, Strings & Continuo I. Ouverture
09. Suite (Ouverture) in F major for Alto Recorder, Strings & Continuo II. Le speranza (Tempo gusto)
10. Suite (Ouverture) in F major for Alto Recorder, Strings & Continuo III. Air en gavotte
11. Suite (Ouverture) in F major for Alto Recorder, Strings & Continuo IV. Menuet
12. Suite (Ouverture) in F major for Alto Recorder, Strings & Continuo V. Air
13. Suite (Ouverture) in F major for Alto Recorder, Strings & Continuo VI. Plaisanterie

Johann Christoph Schultze (1733-1813)

14. Concerto in G major for Alto Recorder, Strings & Continuo I. Allegro
15. Concerto in G major for Alto Recorder, Strings & Continuo II. Adagio
16. Concerto in G major for Alto Recorder, Strings & Continuo III. Vivace

Dorothée Oberlinger – Recorder
Ensemble 1700
Reinhard Goebel – Conductor

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Dorothée Oberlinger leva a vida na flauta …

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para Piano – Vol. 1 – Sonatas 1-3, op. 2, Sonata 4, op. 7 – András Schiff

Já faz algum tempo que não trago uma integral das sonatas para piano de Beethoven. Resolvi então fuçar meu acervo, até chegar nesta série que traz o pianista húngaro naturalizado britânico, András Schiff, velho conhecido da casa. Esta integral foi lançada pelo prestigioso selo de jazz alemão, ECM, que começou a trazer gravações de música clássica já nos anos 90, com a incursão de Keith Jarrett no universo da música de Bach.

Com exceção de uma velha gravação de algumas Bagatelles, gravadas lá nos anos 70 pelo selo Hungaroton, podemos dizer que esta foi a foi a primeira incursão de Schiff no universo das sonatas de Beethoven, ao menos gravadas, é claro.  Ele já era um renomado pianista, especialista principalmente na música húngara, claro, principalmente Bártok, seguindo a tradição dos grandes pianistas húngaros como György Sandor e o precocemente falecido Zoltán Kocsis (1952-2016), e Bach, que Schiff voltou a gravar mais tarde, mas isso é outra história.
As sonatas estão em sua sequência natural, e começo com as primeiras, claro, de números 1 a 3, do op.2. São obras dedicadas a Haydn, e como não poderia deixar de ser, encontramos muitas referências ao velho mestre.
Espero que apreciem. Gosto muito deste pianista e esta integral está entre as minhas favoritas.

CD 1
01. Sonate Nr. 1 f-moll, Op. 2 No. 1 I. Allegro
02. Sonate Nr. 1 f-moll, Op. 2 No. 1 II. Adagio
03. Sonate Nr. 1 f-moll, Op. 2 No. 1 III. Menuetto Allegretto
04. Sonate Nr. 1 f-moll, Op. 2 No. 1 IV. Prestissimo
05. Sonate Nr. 2 A-dur, Op. 2 No. 2 I. Allegro vivace
06. Sonate Nr. 2 A-dur, Op. 2 No. 2 II. Largo appassionato
07. Sonate Nr. 2 A-dur, Op. 2 No. 2 III. Scherzo Allegretto
08. Sonate Nr. 2 A-dur, Op. 2 No. 2 IV. Rondo Grazioso
09. Sonate Nr. 3 C-dur, Op. 2 No. 3 I. Allegro con brio
10. Sonate Nr. 3 C-dur, Op. 2 No. 3 II. Adagio
11. Sonate Nr. 3 C-dur, Op. 2 No. 3 III. Scherzo Allegro
12. Sonate Nr. 3 C-dur, Op. 2 No. 3 IV. Allegro assai

CD 2
01. Sonate Nr. 4 Es-dur, Op. 7 I. Allegro molto e con brio
02. Sonate Nr. 4 Es-dur, Op. 7 II. Largo, con gran espressione
03. Sonate Nr. 4 Es-dur, Op. 7 III. Allegro
04. Sonate Nr. 4 Es-dur, Op. 7 IV. Rondo Poco Allegretto e grazioso

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András Schiff – Piano

András Schiff em sua visita à sede do PQPBach

Aram Katchaturian (1903-1978): Cello Concerto, Violin Concerto – Arabella Steinbacher, Daniel Müller-Schott, CBSO, Oramo

Ando prestando atenção na obra de Katchaturian, e venho me surpreendendo cada vez mais. As duas obras presentes neste CD são dois monumentos do século XX, e nas mãos desta nova geração ansiosa para mostrar ao que veio, elas se tornam ainda mais especiais. Tanto Arabella Steinbacher, quanto Daniel Müller-Schott são músicos de altíssimo nível, apesar da precoce idade em que encararam estes petardos. Arabella esteve por aqui dia destes, tocando Shostakovich, e este CD foi muito elogiado. Müller-Schott também já apareceu por aqui algumas vezes.

Antes de ouvir esta gravação do Concerto para Violoncelo, estive ouvindo a versão original, gravada lá em 1946 por Sviatoslav Knushevitsky, a quem o próprio Kachaturiam dedicou a obra. Este excepcional músico foi parceiro de longa data de David Oistrakh, com quem, junto de Lev Oberin formaram um famoso trio lá entre os anos 50 e 60. Optei em trazer esta gravação mais recente, de 2003, por diversas razões, mas a principal delas é própria qualidade da gravação.

O Concerto para Violino foi dedicado a David Oistrakh, que também o estreou lá no final dos anos 40. Também tenho essa gravação, quem tiver interesse, basta pedir. Mas vamos dar voz a nova geração, que está muito bem preparada para estes desafios.

Mas vamos ao que viemos.

Aram Katchaturian (1903-1978): Cello Concerto, Violin Concerto – Arabella Steinbacher, Daniel Müller-Schott, CBSO, Oramo

01. Khachaturian – Cello Concerto – I. Allegro moderato
02. Khachaturian – Cello Concerto – II. Andante sostenuto
03. Khachaturian – Cello Concerto – III. Allegro a battuta

Daniel Müller-Schott – Cello
City of Birmingham Symphony Orchestra
Sakari Oramo – Conductor

04. Khachaturian – Violin Concerto – I. Allegro con fermezza
05. Khachaturian – Violin Concerto – II. Andante sostenuto
06. Khachaturian – Violin Concerto – III. Allegro vivace

Arabella Steinbacher – Violin
City of Birmingham Symphony Orchestra
Sakari Oramo – Conductor

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FDP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

Fiz esta postagem há pouco mais de dez anos, nossa, como o tempo passa. E fiquei de cara quando vi que ele nunca mais tinha sido oferecido aos senhores. Que pecado. Tanta coisa aconteceu nestes dez anos … perdi um grande amigo, Pedro Henrique, grande apreciador da obra de Bach, e que considerava a Missa em Si Menor a maior realização da cultura humana. Além dele, meu irmão mais velho, Mauricio também faleceu, e foi ele quem me apresentou a este incrível mundo da música clássica quando deixou uma caixa de LPs em minha casa antes de embarcar para os Estados Unidos em busca de novas aventuras (e assim se passaram quarenta anos), Enfim, a vida seguiu seu rumo. E surpreendentemente, o PQPBach continua firme e forte.

Nao sei quanto aos senhores, mas quando ouço estas obras de Bach fecho os olhos e me concentro. São obras de dificílima execução, e podemos sentir o quanto o solista é exigido, tecnica e emocionalmente falando. E quando falamos de Viktoria Mullova, bem, aí estamos falando de uma das maiores violinistas da atualidade…

Enfim, o texto abaixo tem dez anos.

“Como diz o outro, eis uma novidade nova, ou então, aí está um lançamento recente. Este cd foi lançado semana passada, e, graças à internet, já o temos disponível. Podem babar, senhores… Sintam-se à vontade.

Viktoria Mullova… ai, se ela me desse bola. Talento, dedicação e uma paixão absoluta pela música, e quanto mais velha, melhor. Ja falamos à exaustão sobre ela, já declarei minha paixão platônica por ela, enfim, vamos deixar estes detalhes de lado, e vamos ver com que tamanha paixão ela se dedicou a este projeto de tocar as sonatas e partitas de papai. Ah, aguardem que virá outra postagem dela, logo, logo.

Como consegui estes cds há pouco menos de uma semana, ainda não os consegui ouvir direito, mas já estão no meu mp3 player para serem devidamente apreciados no caminho para o trabalho, e de volta para casa. Mas lhes garanto que o pouco que ouvi já deu para perceber que o negócio é sério.

Abaixo reproduzo o texto da própria Mullova sobre o processo de gravação deste CD, retirado de seu site :

This recording of the Sonatas and Partitas marks a significant milestone on a never-ending journey. I have always felt a very close bond with Bach’s music, and from an early age I sensed it would play a central role in my life. Despite this, getting close to Bach’s world and really understanding it has not been easy nor without long periods of discouragement. For many years, even though I was playing and studying these works on a fairly regular basis, I never managed to find any principle or pathway that would allow me to express my feelings for this music.

When I was at the conservatory in Moscow, my teachers gave me a set of very strict rules for playing Bach’s music: they were based on a widely-held approach of the time that combined a standardized beautiful sound, broad, uniform articulation, long phrasing, if possible, and continuous and regular vibrato on every single note, in imitation, they used to say, of an imaginary organ. I realise that mention of these criteria today might raise a smile, but they give a good idea of the musical aesthetic that I was grounded in. During those years, my Sonatas and Partitas became stiff, monotonous and even more difficult to perform, because I had not been provided with the basic principles for understanding the Baroque text. I used to play them with very little articulation, and without the distinction between strong and weak beats that is so naturally linked to bow-strokes. But most of all, I didn’t understand the harmonic relationships, which are fundamental to a feeling of freedom and involvement in the musical argument. I tried to make up for all these problems by studying hard, but the whole thing seemed to me very difficult and physically impossible to sustain.

Then I left my own country, and a period began when I was travelling constantly and playing a vast number of concerts. This meant endless repetition of the same pieces, a great deal of time spent alone studying, and little time to prepare new repertoire and deepen my understanding of the music I knew, or thought I knew.

It was when I was in Paris rehearsing once that I had the great and unexpected good luck to encounter Marco Postinghel, a young bassoonist and continuo player. He first overturned the few certainties I had about Baroque music, and then, thanks to a friendship which I have come to treasure, took me on a wonderful but demanding journey that has finally led to this recording. I remember that on the very first evening, he told me more about early music in the space of a few hours than I had ever heard or imagined. No one before had used such a body of evidence to explain to me the way the musical discourse, particularly in Bach, is sustained by multiple elements that are all interconnected: harmonic impulse, articulation, polyphony, counterpoint, form, and so on. He explained it all with an enthusiasm that I found completely contagious. I suddenly realised that I had not had the same preparation as an artist as I had as an instrumentalist, and that I needed a period of reflection and study to fill this gap. I immediately cancelled a scheduled recording of Bach’s sonatas for violin and harpsichord, and started feverishly studying and exploring everything to do with early music. I read through a great deal of music by composers such as Biber, Leclair, Tartini, Corelli, Vivaldi and many others, feeling that it would help me to understand the music of Bach better.

I listened to countless concerts and recordings by artists such as Harnoncourt, Gardiner, Giovanni Antonini and his wonderful ensemble ‘Il Giardino Armonico’, and Ottavio Dantone, one of the greatest interpreters of Bach I know, and I was utterly captivated and drawn toward what I heard. With this inspiration in my ears and in my heart, still with the assistance of my friend Marco, I began to study the Baroque repertoire afresh, this time in a completely new, and now systematic way.

I carried on at first on a modern instrument, then as my understanding of the 18th-century aesthetic increased I came, quite naturally, to feel the need to change to gut strings and Baroque bows. Bit by bit, the musicians I admired so much and who had unknowingly given me such help in my investigation, started to invite me to play some concerts with them, and that was a great thrill for me. This injection of trust from them led me to study even more intensely and to make the Baroque repertoire central to my artistic life. So much so that now playing Bach has become part of my spiritual and emotional well-being (an experience that I find almost like meditation).

Now when I happen to hear my old Bach recordings, I’m still amazed by the enormous transformation that has occurred. I recognise the violinist, but not the musician. I am aware that continuing to play and study the works of Bach’s genius is an endless process of exploration and that one day I might find this recording surprising and distant too! But I hope that it bears witness to the seriousness, respect and love with which I have tried to approach this timeless music.

Viktoria Mullova, 2009

Johann Sebastian Bach  – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

01. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – I. Adagio
02. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
03. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – III. Siciliana
04. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – IV. Presto
05. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – I. Allemanda
06. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – II. Double
07. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – III. Corrente
08. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – IV. Double – Presto
09. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VIII. Double
13. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – IV. Allegro

CD 2

01. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – I. Allemanda
02. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – II. Corrente
03. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – III. Sarabanda
04. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – IV. Giga
05. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – V. Ciaconna
06. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – I. Adagio
07. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – II. Fuga
08. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – III. Largo
09. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – IV. Allegro assai
10. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – I. Preludio
11. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – II. Loure
12. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – III. Gavotte En Rondeau
13. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – V. Menuet II
15. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VII. Gigue

Viktoria Mullova – Violin

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FDP Bach

Viktoria Mullova manda um abraço e um belo sorriso para a galera do PQPBach

Antonín Dvořák (1841-1904): As 9 Sinfonias – Kubelik, BPO

Outra postagem feita a toque de caixa, e também a pedidos do próprio PQPBach, que no domingo de noite pediu alguma gravação boa da Oitava Sinfonia de Dvorák. Fã que sou do compositor, fui procurar em meu acervo e encontrei esta integral com a condução de Rafael Kubelik.Informei ao grão mestre, que imediatamente a solicitou. E como esta integral nunca foi postada aqui, optei então em trazer todas as sinfonias.

Existem maestros e intérpretes que nasceram para serem os intérpretes de certos compositores. Kubelik / Dvorák é unanimidade, assim como Chopin / Rubinstein, Karajan / Beethoven, entre tantos outros. Talvez pelo fato de ser conterrâneo do compositor, Kubelik consegue como poucos extrair a alma boêmia da obra.

Eu tinha absoluta certeza de que já tinha trazido a integral das Sinfonias de Dvorák com o Kubelik, mas me enganei. Então, vamos fazer um pacotaço da integral, com este grande maestro que foi Rafael Kubelik. Tcheco, nasceu em 1914 e morreu em 1996. Foi um dos grandes maestros do século XX, e realizou inúmeras gravações, em sua grande parte pelo selo Deutsche Grammophon.

Antonin Dvorák – Sinfonias – Kubelik, BPO

CD1

01. Symphony No.1 in c, Op.3, B.9, ‘The Bells of Zlonice’, 1. Maestoso – Allegro
02. 2. Adagio di molto
03. 3. Allegretto
04. 4. Finale (Allegro animato)
05. Symphony No.2 in Bb, Op.4, B.12, 1. Allegro con moto
06. 2. Poco adagio
07. 3. Scherzo (Allegro con brio)
08. 4. Finale (Allegro con fuoco)

CD2

01. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10 I. Allegro moderato
02. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10 II. Adagio molto, tempo di marcia
03. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10 III. Finale. Allegro vivace
04 Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 I. Allegro
05. Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 II. Andante sostenuto e molto cantabile
06. Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 III. Scherzo. Allegro feroce
07. Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 IV. Finale. Allegro con brio

CD3

01. Symphony No.6 in D, Op.60, B.112, 1. Allegro non tanto
02. 2. Adagio
03. 3. Scherzo (Furiant Presto)
04. 4. Finale (Allegro con spirito)
05. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 I. Allegro non troppo
06. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 II Andante con moto
07. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 III. Andante con moto – Allegro scherzando
08. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 IV. Finale. Allegro molto

CD4

01. Symphony No.8 in G, Op.88, B.163, 1. Allegro con brio
02. 2. Adagio
03. 3. Allegretto grazioso – Molto vivace
04. 4. Allegro ma non troppo
05. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 I. Allegro maestroso
06. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 II. Poco adagio
07. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 III. Scherzo. Vivace – Poco meno mosso
08. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 IV. Finale. Allegro

CD5

05. Symphony No.9 in e, Op.95, B.178, ‘From the New World’, 1. Adagio – Allegro molto
06. 2. Largo
07. 3. Scherzo (Molto vivace)
08. 4. Allegro con fuoco

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Berliner Philharmoniker
Rafael Kubelik – Conductor

FDP (restaurado por Vassily em 9.5.2022)

Dmitri Schostakowitsch (1906-1975): Violin Concertos – Arabella Steinbacher, Andris Nelsons, BRSO

Dmitri Schostakowitsch (1906-1975): Violin Concertos – Arabella Steinbacher, Andris Nelsons, BRSO

Poderia botar no subtítulo desta postagem, e parafraseando o título do filme, ‘Nascem duas estrelas, Andris Nelsons e Arabella Steinbacher’.

Mas enfim, faço esta postagem meio que a toque de caixa, a pedido de nosso Grão-Mestre, PQPBach. E quando ele pede, temos de atendê-lo sem demora. Pois na verdade, sou o culpado por cutucar a onça com vara curta e comentar desta gravação, onde o jovem maestro letão Andris Nelsons junta-se a jovem violinista Arabella Steinbacher para encarar estes dois petardos que são os concertos para violino de Schostakowitsch. Ah, um parêntese importante: antes que reclamem, escrevi o nome do compositor no título de acordo com a grafia em alemão, e que está registrada no libreto do CD, da gravadora alemã ORFEO.

O nome que nos vem automaticamente á cabeça em se tratando dos concertos de Schostakowitsch é o de David Oistrakh, que o estreou e a quem estes concertos foram dedicados. Compositor e músico eram amigos pessoais, e estes registros estão entre os mais importantes do Século XX. Não apenas pelo seu registro histórico, mas também pela qualidade da interpretação. Para quem não o conhece, David Oistrakh foi  um dos maiores músicos do século XX.

Mas aqui a juventude da solista e do maestro falam mais alto. Não quero comparar versões, sessenta anos as separam, e enquanto Oistrakh já era uma lenda viva na época da gravação, tanto a solista quanto o maestro davam seus primeiros passos rumo à fama (?). Arabella nasceu em 1981, e Nelsons em 1978, ou seja, ela tinha 24 anos e ele 27 quando gravaram este CD.

Chega de falar e vamos ao que interessa. Sentem-se em suas melhores poltronas, abram uma garrafa de um bom vinho para poderem apreciar este baita CD. Ah, claro que eles levam o selo de IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dmitri Schostakowitsch (1906-1975): Violin Concertos – Arabella Steinbacher, Andris Nelsons, BRSO

01 – Violin Concerto No.1 in A minor, Op.77(99)- I. Nocturne. Moderato
02 – Violin Concerto No.1 in A minor, Op.77(99)- II. Scherzo. Allegro
03 – Violin Concerto No.1 in A minor, Op.77(99)- III. Passacaglia. Andante
04 – Violin Concerto No.1 in A minor, Op.77(99)- IV. Burlesca. Allegro con brio

05 – Violin Concerto No.2 in C-sharp minor, Op.129- I. Moderato – Piu mosso – Moderato
06 – Violin Concerto No.2 in C-sharp minor, Op.129- II. Adagio
07 – Violin Concerto No.2 in C-sharp minor, Op.129- III. Adagio – Allegro

Arabella Steinbacher – Violin
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Andris Nelsons – Conductor

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FDP

Piotr Illyich Tchaikovsky (1840-1893) – Symphonie nº 6 h-moll op. 74 ‘Pathétique’, Konzert für Violine und Orchester D-dur op. 35 – Menuhin, Fricsay, BPO, RIASSOB

Já tenho esse CD há muito tempo, e apesar de ser lá do Período Jurássico, gravado em Mono, é um de meus favoritos. Não apenas pelo repertório, pelos músicos envolvidos, pelas orquestras envolvidas, enfim, ele é um registro histórico de um dos maiores maestros do século XX, uma das poucas unanimidades dentre os membros do PQPBach, Ferenc Fricsay. Vou deixar a palavra com um dos maiores músicos do século XX, que o apresenta no libreto deste CD da série Dokumente, da gravadora Deutsche Grammophon:

“Entre as vantagens oferecidas pela atual mídia audiovisual está a esplêndida oportunidade de manter vivo o legado de todo grande músico. Este é um exercício particularmente valioso e valioso no caso de uma figura tão excepcional como a do grande Ferenc Fricsay. Quando ele conduziu pela primeira vez em Berlim, os iniciados sabiam que estavam na presença de um mestre genuíno, alguém que trouxe consigo idéias totalmente novas de técnica e interpretação orquestral. Um som orquestral pequeno, esguio e transparente como o conseguido por Fricsay agora pode ser visto inteiramente natural, mas o maestro que nos introduziu a esse som e revelou que a paixão total, absoluta e envolvente dentro de tais limitações auto-impostas não deve se desvanecer das mentes e memórias da geração atual de amantes da música. De todo o coração, portanto, devemos acolher o lançamento de uma nova edição destas gravações, uma edição de todos os sucessos. A oposição de Fricsay ao glamour e à superficialidade do período em que atuou como regente permanece totalmente exemplar e até hoje ainda é digno de emulação”.

Dietrich Fischer-Dieskau.

Essa sua gravação da Sinfonia Patética lá em 1953, frente à Filarmônica de Berlim, é uma da mais profundas e emocionantes que já tive a oportunidade de ouvir. Ele entendeu e compreendeu a obra de Tchaikovsky como poucos, se envolvia totalmente, não apenas com o que está na partitura, mas principalmente no que está nas entrelinhas. E isso em 1953, quando o maestro tinha apenas 39 anos de idade, e sem os recursos tecnológicos que temos atualmente. E não sou apenas eu, um mero diletante, e sim toda a imprensa especializada, e músicos do calibre de Dietrich Fischer-Dieskau, que realizou notáveis registros com ele. Já declarei que meu condutor favorito para esta sinfonia foi Karajan, mas Ferenc Fricsay, talvez por sua precocidade e principalmente por sua sensibilidade, e claro, também por ter nos deixado tão cedo, tem o meu carinho especial.

A gravação do Concerto para violino é mais velha ainda, 1949 (também jurássica), quando recém tínhamos saído da Segunda Guerra Mundial, e entrávamos no período que ficou conhecido como Guerra Fria. Yehudi Menuhin já era considerado um gênio do violino. E ele também nos apresenta Ferenc Fricsay como ‘um cometa que apareceu no horizonte, um dos mais brilhantes eventos musicais de seu tempo’.

Um grande CD, facilmente classificável como ‘IM-PER-DÍ-VEL’ !!!

01. Symphony No.6 in B minor, op.74 ‘Pathetique’ – I. Adagio – Allegro non troppo
02. Symphony No.6 in B minor, op.74 ‘Pathetique’ – II. Allegro con grazia
03. Symphony No.6 in B minor, op.74 ‘Pathetique’ – III. Allegro molto vivace
04. Symphony No.6 in B minor, op.74 ‘Pathetique’ – IV. Finale Adagio lamentoso –

Berliner Philharmoniker
Ferenc Fricsay – Conductor

05. Violin Concerto in D major, op.35 (Y. Menuhin on Violin) – I. Allegro moderato
06. Violin Concerto in D major, op.35 (Y. Menuhin on Violin) – II. Canzonetta Andante-attaca
07. Violin Concerto in D major, op.35 (Y. Menuhin on Violin) – III. Finale Allegro vivacissimo

Yehudi Menuhin – Violin
RIAS-Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

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FDPBach

Luci Horsch – Baroque Journey

Neste seu novo CD, a jovem flautista holandesa Luci Horsch nos convida a fazer uma viagem pelo Barroco. Então vamos de Van Eyck (compositor que abre e fecha o CD) a Bach, passando por Sammartini, Marais, Purcell, Handel, entre outros compositores menos conhecidos.

O imenso talento e virtuosismo de Luci Horsch nos espanta, mas ao mesmo tempo alegra. Tanta energia, sensibilidade e técnica em uma jovem de meros 19 anos de idade … com certeza ainda vamos ouvir muito essa moça. Lembram de seu primeiro CD, que eu mesmo trouxe há algum tempo atrás, todo dedicado a Vivaldi? Não? Então corram atrás dele.
A tradicional Academy of Ancient Music é quem a acompanha nesta viagem. Muito bem acompanhada, por sinal. Então, vamos embarcar nesta viagem? O booklet do CD é bem explicativo.

01 – Van Eyck – Lavolette
02 – Händel – The Arrival of the Queen of Sheba
03 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Allegro
04 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Adagio
05 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Presto
06 – Bach – Erbarme Dich (from St. Matthew Passion)
07 – Badinerie (from Suite No. 2 in B minor No. 2)
08 – Castello – Sonata Seconda
09 – Sammartini – Concerto in F Major – Allegro
10 – Sammartini – Concerto in F Major – Siciliano
11 – Sammartini – Concerto in F Major – Allegro assai
12 – Marais – Couplets des folles
13 – Couperin – Le Rossignol en Amour
14 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Gaiement
15 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Lentement
16 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Légèrement
17 – Tollett – Divisions on a Ground
18 – Purcell – Dido’s Lament (from Dido and Aeneas)
19 – Van Eyck – Engels Nachtegaeltje (The English Nightingale)

Luci Horsch – Recorders
Academy of an Ancient Music

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Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 2 de 2)

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 2 de 2)

E como só se fala e praticamente só se posta Schubert por aqui nos últimos dias, resolvi trazer o segundo CD de Julia Fischer tocando as pouco gravadas Sonatas para Violino e Piano e algumas obras para piano, onde Julia revela-se uma excelente pianista, fazendo a segunda parte do piano na Fantasia D. 940, tão amada pelo colega Ranulfus. A música de Schubert para violino e piano, embora certamente não seja insignificante, nunca atraiu grandemente a atenção dos executantes ou ouvintes. E elas são desiguais, variando entre aquilo que é destinado ao mercado doméstico amador e os últimos trabalhos, claramente dirigidos ao virtuoso. Mas sempre é Schubert, ou seja, sempre é bom.

O primeiro disco desta dupla extremamente talentosa tocando as obras de Schubert para violino e piano foi de prazer absoluto, apesar de essa música ser uma parte comparativamente sem importância da produção do compositor. Este segundo disco é ainda mais atraente, de fato irresistível, em parte porque o terceiro item é uma das obras-primas supremas de Schubert, a Fantasia em Fá menor para dueto de piano D. 940. Eles dão uma magnífica versão desta obra inspirada, que começa com uma das melodias mais pungentes de Schubert. É uma peça desafiadora, como se pode ouvir, mas Fischer e Helmchen tiram de letra.

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 2 de 2)

01 Schubert – Violin Sonata In A, Op. 162, D. 574 – Allegro Moderato
02 Scherzo (Presto)
03 Andantino
04 Allegro Vivace

05 Schubert – Fantasy In C, Op. 159, D. 934 – Andante Molto
06 Allegretto
07 Andantino
08 Tempo primo – Allegro, Allegretto, Presto

09 Schubert_ Fantasy In F Minor for Piano Duet, Op. 103, D. 940 – Allegro molto moderato
10 Largo
11 Allegro vivace
12 Tempo I

Julia Fischer – Violin, Piano (D.940)
Martin Helmchen – Piano

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Julia Fischer na Sala de Imanência e Transcendência da Sede de Gala da PQP Bach Corporation.

FDP / PQP

Sigismund von Neukomm (1778-1858) – Requiem à la Mémoire de Louis XVI – Jean-Claude Malgoire, La Grande Écurie et la Chambre du Roy, Choeur de Chambre de Namur

O Selo Alpha continua nos brindando com magníficas gravações. Este CD que ora vos trago foi lançado em 2016, e tem a participação da excelente ‘La Grande Écurie et la Chambre du Roy’,uma das principais Orquestras de interpretação de música barroca historicamente informada e dirigida pelo maestro Jean-Claude Malgoire, uma lenda neste repertório. Para quem não o conhece, Malgoire fundou a ‘La Grande Écurie et la Chambre du Roy’ em 1966, ou seja, são mais de cinquenta anos de dedicação à causa, sempre com muito cuidado, dedicação e empenho.
Mas vamos falar um pouco sobre este cidadão, Sigismund von Neukomm, compositor nascido na Áustria, mas que transitou por três continentes, onde apresentou sua música, inclusive aqui no Brasil, onde frequentou a corte de Dom João Vi entre os anos de 1816 e 1821. Há rumores, inclusive, de que era espião, a mando de um príncipe francês, Talleyrand, Ministro de Luis XVIII. Com certeza, o cara teve uma vida emocionante.
Compôs muito, e fez muito sucesso na sua época, porém com o tempo foi esquecido. Sua obra começou a ser pesquisada novamente a partir da década de 50, do século XX. De acordo com a Wikipedia em português, existem diversas pesquisas realizadas sobre este período que passou aqui no Brasil. Todas estão listadas na Bibliografia do verbete.

01. Marche funebre – Miserere mei Deus
02. Missa di Requiem- I. Introit
03. Missa di Requiem- II. Sequence (Dies irae)
04. Missa di Requiem- III. Offertorium
05. Missa di Requiem- IV. Sanctus
06. Missa di Requiem- V. Benedictus
07. Missa di Requiem- VI. Agnus Dei
08. Missa di Requiem- VII. Libera me

Clémence Tilquin soprano
Yasmina Favre Mezzo-soprano
Robert GetcheLL ténor
Alain Buet baryton
Choeur de Chambre de Namur
La Grande Ecurie et La chambre du Roy
Jean-Claude Malgoire Direction

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Terry Riley (1935) – Sunrise of the Planetary Dream Collector – Kronos Quartet

Estou já há alguns meses ensaiando a postagem deste belíssimo CD do Kronos Quartet, espero que agora saia. O texto abaixo foi livremente traduzido do booklet do CD:

“Chovia insistentemente naquele dia em 1980, quando o Kronos Quartet foi até Sierra Foothills para receber o ‘Sunrise of the Planetary Dream Collector’, primeira obra que Terry Riley compusera para o jovem grupo. A viagem de carro de San Francisco até a casa de Terry e Ann Riley no Sri Moonshine Ranch leva apenas algumas horas. A jornada do Kronos até aquele ponto, porém, já estava alguns anos em desenvolvimento. (…)

(…) O pessoal do Kronos Quartet conheceu Riley enquanto eles estavam ensaiando ‘Traveling Music’, uma peça de David Harrington. Acontece que Riley e Benshoof foram estudantes juntos na San Francisco State University, então curioso ele parou para ouvir o ensaio do quarteto. Harrington, que “ouviu quartetos” na música de Riley, estava ansioso para que ele escrevesse algo para eles. Harrington cortejou o compositor implacavelmente. Riley, no entanto, teve muitas dúvidas. Ele havia abandonado a composição escrita mais de uma década antes. Estava insatisfeito com a natureza artificial da notação musical, que lhe parecia fossilizar o pensamento musical. (…) Em vez disso, Riley se dedicou a improvisações. Riley acreditava que suas idéias musicais nunca foram destinadas a alcançar um estado acabado, mas estavam destinadas a evoluir continuamente.”

O texto do booklet é bem mais completo, claro, traduzi livremente apenas alguns parágrafos iniciais, apenas para mostrar aos senhores do que se trata este CD. Não ouço muito a música moderna, e a conheço menos ainda. Mas acompanho, mesmo que de longe, a carreira do Kronos Quartet nas últimas décadas. Nos anos 80 este conjunto causou um frisson no meio musical, e ouvi-lo virou meio que ‘Cult’. Como sempre fui meio que avesso a modismos e modernismos, então de certa forma não prestei muito mais atenção neles.

Mas tenho de reconhecer que este CD é muito interessante, com belíssimos momentos. Riley é um compositor brilhante, para muitos, o maior compositor norte americano vivo.
Para os que não conhecem nem Terry Riley e muito menos o Kronos Quartet, e tem interesse em novas sonoridades e possibilidades, esta é uma bela introdução.

1. Sunrise of the Planetary Dream Collector
2. One Earth, One People, One Love
From Sun Rings
3. Cry of a Lady
with Le Mystère des Voix Bulgares
Dora Hristova, conductor

4. G Song
5. Lacrymosa – Remembering Kevin

Cadenza on the Night Plain
6. Introduction
7. Cadenza: Violin I
8. Where Was Wisdom When We Went West?
9. Cadenza: Viola
10. March of the Old Timers Reefer Division
11. Cadenza: Violin II
12. Tuning to Rolling Thunder
13. The Night Cry of Black Buffalo Woman
14. Cadenza: Cello
15. Gathering of the Spiral Clan
16. Captain Jack Has the Last Word

KRONOS QUARTET David Harrington, VIOLIN
John Sherba, VIOLIN
Hank Dutt, VIOLA
Sunny Yang, CELLO (1–2)
Joan Jeanrenaud, CELLO (3–4, 6–16)
Jennifer Culp, CELLO (5)

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Robert Schumann (1810-1856) – Sinfonias – Christian Thielemann, Staatskapelle Dresden

Christian Thielemann vem construindo uma sólida carreira como maestro nas principais orquestras alemãs. E tem gravado bastante, também. Esta integral dedicada a Schumann foi recém lançada, e tem muita qualidade, ainda mais com uma Orquestra do nível desta de Dresden.

Schumann foi um dos maiores expoentes do Romantismo, como todos devem saber, apesar da doença mental que o afetou e o levou a morte. Foi casado com uma das grandes personagens do século XIX, Clara Schumann, e provavelmente foi um dos casais mais apaixonados da história da música ocidental.

Estas suas sinfonias são uma das maiores provas da genialidade de Schumann. Prestem atenção na qualidade da orquestração, na riqueza dos timbres, da harmonia … nas belíssimas melodias que ele criava. Impossível não se inspirar com tal música.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Staatskapelle Dresden
Christian Tielemann – Conductor

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Antonio Vivaldi (1678-1741) – Gloria, RV 589, Nisi Dominus, RV 608, Nulla in Mundo Pax Sincera, RV 630 – Julia Lezhneva, Franco Fagioli, Diego Fasolis

Eis mais um discaço de Diego Fasolis, frente ao fantástico ‘Coro della Radiotelevisione svizzera ‘, e de sua querida orquestra, I Barocchisti, e novamente em parceria com Julia Lezhneva, turma que recém esteve presente aqui no PQPBach interpretando Pergolesi.

Porém aqui o parceiro de Julia Lezhneva é Franco Fagioli, outro contratenor que vem se destacando nos últimos anos. E todos eles juntos nos apresentam um Vivaldi fresco e atualizado. Sei que já trouxemos diversas versões destas mesmas obras, principalmente da ‘Gloria’, todos elas de excelente qualidade, e esta leitura de 2018 de Fasioli junta-se a elas.

A voz de Lezhneva é suave e delicada, em outros momentos intensa, e nos envolve em uma áurea de mistério e fé. E conta com a cumplicidade de um excepcional coral, com o perdão do excesso de adjetivos. Mas este é um daqueles CDs que nos deixam extasiados, e ao mesmo tempo perplexos com a qualidade e talento destes músicos. E claro, apenas reforça aquilo que temos destacado tanto por aqui: Vivaldi foi uma figura única,  um gênio do Barroco, um dos maiores compositores de todos os tempos, ao lado de Bach e Händel.

Enquant que na ‘Gloria’ Julia Lezhneva se destaca, no ‘Nisi Dominus’, é a incrível voz de Franco Fagioli que domina totalmente. Não teme as dificuldades da peça, e se joga de corpo e alma.

Se possível, novamente peço para os senhores ouvirem este CD em um bom fone de ouvido, assim como o do Pergolesi recém postado, assim não perderão aqueles detalhes que somem em caixas de som. E novamente, deixo-lhes a opção de ouvirem em MP3 ou então em FLAC.

ANTONIO VIVALDI 1678–1741
GLORIA RV 589
1 Gloria in excelsis Deo
2 Et in terra pax
3 Laudamus te
4 Gratias agimus tibi
5 Propter magnam gloriam tuam
6 Domine Deus, Rex caelestis
7 Domine Fili unigenite
8 Domine Deus, Agnus Dei
9 Qui tollis peccata mundi
10 Qui sedes ad dexteram Patris
11 Quoniam tu solus Sanctus
12 Cum Sancto Spiritu

NISI DOMINUS RV 608
13 Nisi Dominus aedificaverit domum
14 Vanum est vobis
15 Surgite postquam sederitis
16 Cum dederit dilectis suis somnum
17 Sicut sagittae in manu potentis
18 Beatus vir qui implevit
19 Gloria Patri, et Filio
20 Sicut erat in principio
21 Amen

NULLA IN MUNDO PAX SINCERA RV 630
22 Aria: Nulla in mundo pax sincera
23 Recitative: Blando colore
24 Aria: Spirat anguis inter flores
25 Alleluia

JULIA LEZHNEVA soprano
FRANCO FAGIOLI countertenor
Coro della Radiotelevisione svizzera
I Barocchisti DIEGO FASOLIS

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Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) – Stabat Mater, Laudate Pueri Dominum, Confitebor Tibi Domine – Lezhneva, Jaroussky, Fasolis, I Barocchisti

É sempre um imenso prazer repostar o ‘Stabat Mater’, de Pergolesi. Trata-se de uma das mais belas obras já compostas, é de uma beleza e profundidade únicas, eleva o espírito, apesar de tratar da morte. É obra para meditar, para se esquecer dos problemas mundanos e concentrar-se. Lembro do impacto inicial que senti quando a ouvi pela primeira vez, com a nossa divina Dame Emma Kirkby, que com sua voz nos faz acreditar em anjos. O filósofo francês jean-Jacques Rosseau declarou que a Abertura da obra é o ‘mais perfeito e tocante dueto que já foi escrito pela pena de qualquer compositor’. E tenho de concordar com ele.
A dupla de solistas aqui é de peso pesados: a soprano russa Julia Lezhneva e o magnífico contra-tenor francês Phillipe Jaroussky Ambos estão em perfeita sintonia, suas vozes se complementam,  e tornam a obra ainda mais bela, mas Jarrousky ganha com um corpo de diferença. Para acompanhá-los, temos o excelente conjunto I Barocchisti, dirigido pelo experiente maestro Diego Fasolis, ou seja, só tem fera em Barroco aqui.
Lembro que uma das últimas gravações que o maestro italiano Claudio Abbado realizou foi exatamente destas três obras de Pergolesi, na verdade foram três CDs dedicados ao compositor, que ele admirava muito.
Em anexo aos arquivos de áudio compactados, em FLAC e MP3, também estou disponibilizando o booklet do CD, que tem um texto explicativo das obras, além de suas respectivas letras.
Discaço que certeza leva o selo de IM-PER-DÍ-VEL !!! Para se ouvir sem moderação.
Pergolesi viveu apenas vinte e seis anos, dá para acreditar que alguém em tal idade conseguiu compor obra de tal envergadura ?

01. Stabat Mater – Stabat Mater dolorosa
02. Stabat Mater – Cujus animam gementem
03. Stabat Mater – O quam tristis et afflicta
04. Stabat Mater – Quae moerebat et dolebat
05. Stabat Mater – Quis est homo qui non fleret
06. Stabat Mater – Vivit suum dulcem natum
07. Stabat Mater – Eja Mater, fons amoris
08. Stabat Mater – Fac ut ardeat cor meum
09. Stabat Mater – Sancta Mater, istud agas
10. Stabat Mater – Fac ut porterm Christi mortem
11. Stabat Mater – Inflammatus et accensus
12. Stabat Mater – Quando corpus morietur

Julia Lezhneva – Soprano
Phillipe Jaroussky – Contratenor
I Barrocchisti
Diego Fasolis – Conductor

13. Laudate pueri Dominum – Laudate pueri Dominum
14. Laudate pueri Dominum – A solis ortu usque ad occasum
15. Laudate pueri Dominum – Excelsus super omnes gentes Dominus
16. Laudate pueri Dominum – Quis sicut Dominus Deus noster
17. Laudate pueri Dominum – Suscitans a terra inopem
18. Laudate pueri Dominum – Gloria Patri
19. Laudate pueri Dominum – Sicut erat in principio

Julia Lezhneva – Soprano
Phillipe Jaroussky – Contratenor
I Barrocchisti
Coro della Radiotelevisione Svizzera, Lugano
Diego Fasolis – Conductor

20. Confitebor tibi Domine – Confitebor tibi Domine
21. Confitebor tibi Domine – Confessio et magnificentia opus ejus
22. Confitebor tibi Domine – Fidelia omnia mandata ejus
23. Confitebor tibi Domine – Rademptionem misit populo suo
24. Confitebor tibi Domine – Sanctum et terribile nomen ejus
25. Confitebor tibi Domine – Gloria Patri
26. Confitebor tibi Domine – Sicut erat in principio

Julia Lezhneva – Soprano
Phillipe Jaroussky – Contratenor
I Barrocchisti
Coro della Radiotelevisione Svizzera, Lugano
Diego Fasolis – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para Violino – Daniel Barenboim, Nathan Milstein, Erich Leinsdorf, Philharmonia Orchestra

Depois de um afastamento de algumas semanas do blog, volto fazendo uma brincadeira com os senhores. Trata-se do mesmo Concerto para Violino de Beethoven, op. 61, e já imortalizada por diversos solistas, só que com duas versões bem diferentes (não, não é a versão do Gidon Kremer / Nikolaus Harnoncourt) : o que trago é a versão para Piano do mesmo concerto, que o próprio Beethoven fez, aqui sob responsabilidade do Daniel Barenboim, que atua tanto como regente, quanto como solista, lá nos meados da década de 1970. Provavelmente trata-se de uma das obras mais bizarras do gênio de Bonn. A  outra versão é lá do Período Jurássico, 1961, classicaço, com o grande Nathan Milstein, acompanhado pela Orquestra Philharmonia, dirigida por Erich Leinsdorf.

Nem preciso falar muito. A música fala por si só. Trata-se apenas do maior dos Concertos para Violino já compostos (ou seria o de Brahms?). Reconheço que a versão para piano não me atrai, principalmente na escolha da Cadenza do primeiro movimento, mas quem sou eu para criticar a DG e o Daniel Barenboim?

 

1 Allegro ma non troppo
2 Larghetto
3 Rondo Allegro

Nathan Milstein – Violin
Philharmonia Orchestra
Erich Leinsdorf – Conductor

English Chamber Orchestra
Daniel Barenboim – Piano & Conductor

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G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. IV – Aminta e Fillide / Clori, mia bella Clori

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. IV – Aminta e Fillide / Clori, mia bella Clori

Mais um lindo disco desta notável empreitada de Bonizzoni e seu excelente conjunto La Risonanza. Entre 1707 e 1709, Haendel fez três viagens à Itália e se tornou um dos mais importantes compositores do estilo do país. Além de óperas, oratórios e música de circunstância de várias naturezas, Handel compôs, nesse período, quase uma centena de cantatas profanas. Scarlatti, o pai, é uma influência dominante. Aqui, o camaleão Handel sofria sua primeira transformação. Apesar de que muitas dessas obras sejam de textura bastante simples, para uma única voz e baixo-contínuo somente, são belas peças. Pelo menos 60% delas incluem instrumentos obbligati e, por vezes, movimentos puramente instrumentais. Esse gênero foi logo abandonado quando nosso camaleão resolveu ser um compositor tipicamente inglês, ou seja, ao estabelecer residência em Londres. Mas suas cantatas da juventude são um magnífico tesouro que têm recebido muito pouca atenção, pois quem levaria à sério a obra italiana de um jovem músico alemão de vinte e poucos anos que viria a preferir viver em Londres? Pois ouça o disco e sinta nos ouvidos o tamanho do engano.

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. IV – Aminta e Fillide / Clori, mia bella Clori

01 – Aminta e Fillide HWV 83 – Sinfonia & Recitativo- Arresta il passo
02 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Fermati, non fuggir!
03 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Questa sol volta almeno
04 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Fiamma bella ch’al ciel invita
05 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Credi a’miei detti, Aminta
06 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Forse ch’un giorno
07 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Invano, invan presumi
08 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Fu scherzo, fu gioco
09 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Libero piè fugga dal laccio
10 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Se vago rio
11 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- D’un incognito foco
12 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Sento ch’il Dio bambino
13 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Felicissimo punto, in cui nel seno
14 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Al dispetto di sorte crudele
15 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Vincesti, Aminta, e l’amoroso affanno
16 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- È un foco quel d’amore
17 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- Gloria bella d’Aminta
18 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Chi ben ama non paventi
19 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- E pur, Filli vezzosa
20 – Aminta e Fillide HWV 83 – Aria- Non si può dar un cor
21 – Aminta e Fillide HWV 83 – Recitativo- O felice in amor dolce tormento
22 – Aminta e Fillide HWV 83 – Duetto- Per abbatere il rigore
23 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Recitativo- Clori, mia bella Clori
24 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Aria- Chiari lumi, voi che siete
25 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Recitativo- Temo, ma pure io spero
26 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Aria- Ne’gigli e nelle rose
27 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Recitativo- Non è però che non molesta e grave
28 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Aria- Mie pupille
29 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Recitativo- Tu, nobil alma, intanto
30 – Clori, mia bella Clori HWV 92 – Aria- Di gelosia il timore

Maria Grazia Schiavo – Soprano
Nuria Rial – Soprano
La Risonanza
Fabio Bonizzoni – Harpsichord & direction

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Handel na Itália

FDP / PQP (texto desta repostagem)

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 1 de 2)

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 1 de 2)

Mutter é a mais exibida. E talvez seja a melhor de todas essas belas violinistas que apareceram nas últimas décadas. Hahn vai na mesma linha, mas tem a característica de ser muito bem humorada e de não se levar muito a sério — o que é uma enorme qualidade. Jansen é a mais sanguínea e gosto muito dela. Mas creio que minha preferência vá para Julia Fischer, a mais discreta, a mais voltada para dentro de si, a mais íntima delas (opinião de PQP em post original de FDP). 

Depois do bombardeio japonês-schubertiano do mano PQP, resolvi contra-atacar com artilharia não tão pesada, mas certamente mortal. Estou para postar esta pérola já há algum tempo, mas sempre aparecia outra coisa para atrapalhar, ou me fazer mudar de ideia.

Julia Fischer é uma das melhores violinistas que surgiram nos últimos anos, ela garota tem um talento indiscutível, e não teme se expor, como fez em suas gravações dos concertos de Papai Bach. E seu colega Martim Helmchem também mostra um talento ímpar. Reparem, por exemplo, no perfeito balanço que conseguem ao tocarem o andante da sonata D. 385. Não sei se rola alguma coisa entre os dois.

Este CD que ora posto é belíssimo, e traz um Schubert que eu até então desconhecia: suas sonatas para violino e piano, claramente inspiradas no gênio beethoveniano. São obras muito inspiradas, e tocadas com grande paixão pelo jovem casal de instrumentistas.

Trata-se de um CD para ser apreciado com calma e tranquilidade, de preferência lendo um bom livro e tomando um bom vinho. Espero que apreciem.

Franz Schubert (1797-1828): Violin Sonatas (CD 1 de 2)

Sonata (Sonatina) For Violin And Piano In D Major / D-Dur, D 384 (Op. 137, No. 1)
1-1 Allegro Molto 4:10
1-2 Andante 4:25
1-3 Allegro Vivace 4:00

Sonata (Sonatina) For Violin And Piano In A Minor / A-Moll, D 385 (Op. 137, No. 2)
1-4 Allegro Moderato 6:48
1-5 Andante 7:29
1-6 Menuetto (Allegro) 2:13
1-7 Allegro 4:36

Sonata (Sonatina) For Violin And Piano In G Minor / G-Moll, D 408 (Op. 137, No. 3)
1-8 Allegro Giusto 4:46
1-9 Andante 4:43
1-10 Menuetto (Allegro Vivace) 2:28
1-11 Allegro Moderato 4:04

Rondo For Violin And Piano In B Minor / H-Moll “Rondo Brillant”, D 895 (Op. 70)
1-12 Andante – Allegro 14:28

Julia Fischer – Violino
Martin Helmchen – Piano

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Bom dia, Julia | Foto: Felix Broede

FDP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – CDs 3 e 4 de 4 – Lars Ulrik Mortensen, Concerto Copenhagen

Este CD duplo traz os concertos que Bach compôs para dois, três e quatro cravos.  Aqui temos a presença de um dos professores de Lars Ulrik Mortensen, o inglês Trevor Pinnock, um dos maiores intérpretes de Bach que já pisaram sobre o chão desta nossa Terra.
A complexidade destas obras é algo de outro mundo. Quatro instrumentos solistas? Só a cabeça de um gênio do nível de Bach para compor uma obra deste nível. E quatro instrumentos iguais, o que é ainda mais incrível.
Mas  não é nenhum desafio que o talento destes músicos incríveis do Concerto Copenhagen não consigam transpor e nos oferecer. Nós, fãs incondicionais de Bach, agradecemos. Mais uma excelente produção do selo CPO, que nunca nos decepciona com a qualidade de suas gravações.
Espero que apreciem. Eu gostei e muito, tanto que fazem uns dois ou três dias que não ouço outra coisa. Hoje mesmo precisei fazer uma pequena viagem e esta foi a minha trilha sonora. A inesperada tranquilidade do trânsito, aliado a uma belíssima manhã de sol tornaram a viagem mais agradável, tendo estes CDs como companhia.

CD 1

01. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Allegro
02. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Adagio
03. Concerto for 2 harpsichords BWV 1060 in c – Allegro
04. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Allegro
05. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Adagio ovvero largo
06. Concerto for 2 harpsichords BWV 1061 in C – Fuga
07. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Allegro
08. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Andante
09. Concerto for 2 harpsichords BWV 1062 in c – Allegro assai

Lars Ulrik Mortensen, Trevor Pinnock – Harpsichords

10. Triple Concerto BWV 1044 in A – Allegro
11. Triple Concerto BWV 1044 in A – Adagio ma non tanto e dolce
12. Triple Concerto BWV 1044 in A – Alla breve

Katy Birscher – Flute
Manfred Kraemer – Violin
Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord

CD 2

01. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Allegro
02. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Alla siciliana
03. Concerto for 3 harpsichords BWV 1063 in d – Allegro
04. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Allegro
05. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Adagio
06. Concerto for 3 harpsichords BWV 1064 in C – Allegro

Trevir Pinnock, Marieke Spaans, Lars Ulrik Mortensen – Harpsichords

07. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Allegro
08. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Largo
09. Concerto for 4 harpsichords BWV 1065 in a – Allegro

Trevor Pinnock, Marieke Spaans, Marcus Mohlin, Lars Ulrik Mortensen – Harpsichords
Concerto Copenhagen

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – CDs 1 e 2 de 4 – Lars Ulrik Mortensen, Concerto Copenhagen

Não sei quantas versões tenho, quantas versões ouvi, ou sequer quantas versões postei aqui no PQPBach destes Concertos para Cravo de Bach. Muito menos quantas versões meus colegas postaram. Não importa. A única coisa que importa é ouvir estas obras. O resto é silêncio.
Lars Ulrik Mortensen é dinamarquês, e dirige o Concerto Copenhagen deste o início do século. É um especialista no repertório barroco, com diversos CDs gravados. Estes aqui já foram gravados há bastante tempo, lá em 2002, mas ainda soam muito atuais. Ah, ele foi aluno de Trevor Pinnock, que também participa destas gravações, mas lá no terceiro CD.
Serão quatro CDs para os Concertos para Cravo, e outros dois dedicados aos Concertos de Brandenburg. Overdose de Bach, para os senhores poderem melhor curtir sua semana.

CD 1

01. Concerto BWV 1052 in D minor – 1. Allegro
02. Concerto BWV 1052 in D minor – 2. Adagio
03. Concerto BWV 1052 in D minor – 3. Allegro
04 Concerto BWV 1054 in D major – 1
05. Concerto BWV 1054 in D major – 2. Adagio e piano sempre
06. Concerto BWV 1054 in D major – 3. Allegro
07. Concerto BWV 1053 in E major – 1
08. Concerto BWV 1053 in E major – 2. Siciliano
09. Concerto BWV 1053 in E major – 3. Allegro

Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord & Conductor
Concerto Copenhagen

CD 2

01. Concerto BWV 1055 A major – Allegro
02. Concerto BWV 1055 A major – Larghetto
03. Concerto BWV 1055 A major – Allegro ma non tanto
04. Concerto BWV 1056 f minor – [without tempo indication]
05. Concerto BWV 1056 f minor – Largo
06. Concerto BWV 1056 f minor – Presto
07. Concerto BWV 1057 F major – [without tempo indication]
08. Concerto BWV 1057 F major – Andante
09. Concerto BWV 1057 F major – Allegro assai
10. Concerto BWV 1058 g minor – [without tempo indication]
11. Concerto BWV 1058 g minor – Andante
12. Concerto BWV 1058 g minor – Allegro assai

Lars Ulrik Mortensen – Harpsichord & Conductor
Concerto Copenhagen

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Georg Phillip Telemann – Paris Quartets – Irmãos Kuijken, Gustav Leonhardt

Junte os Irmãos Kuijken (para quem não sabe de quem estou falando, a relação dos nomes com seus respectivos instrumentos está logo abaixo) e Gustav Leonhardt no mesmo CD e o resultado só pode ser um: excepcional. São músicos com todas as letras maiúsculas, gente que respira, ou respirava, música vinte e quatro horas por dia.

Este CD dedicado aos quartetos para Flauta de Telemann é um daqueles discos obrigatórios, indispensáveis para todo aqueles que querem conhecer um pouco mais a música do compositor alemão. Enquanto eu me preparava para esta verdadeira maratona de música de Telemann ouvi outras duas versões que tenho destes quartetos com outros dois grandes flautistas: Jean Pierre Rampal e Franz Brüggen. Optei pela versão dos Kuijken por ser a mais completa. Mas pretendo trazer estas outras duas versões, em outra ocasião. Os doze quartetos estão aqui, ao contrário das outras versões que tenho. Todas elas de excelente qualidade, volto a salientar.

CD 1

01. No. 1 Concerto Primo · Grave – Allegro
02. No. 1 Concerto Primo · Largo
03. No. 1 Concerto Primo · Presto
04. No. 1 Concerto Primo · Largo
05. No. 1 Concerto Primo · Allegro
06. No. 2 Concerto Secondo · Allegro
07. No. 2 Concerto Secondo · Affettuoso
08. No. 2 Concerto Secondo · Vivace
09. No. 3 Sonata Prima · Soave
10. No. 3 Sonata Prima · Allegro
11. No. 3 Sonata Prima · Andante
12. No. 3 Sonata Prima · Vivace
13. No. 4 Sonata Seconda · Andante
14. No. 4 Sonata Seconda · Allegro
15. No. 4 Sonata Seconda · Largo
16. No. 4 Sonata Seconda · Allegro
17. No. 5 Première Suite · Prélude Viternent
18. No. 5 Première Suite · Rigaudon
19. No. 5 Première Suite · Air
20. No. 5 Première Suite · Replique
21. No. 5 Première Suite · Menuet I – Menuet II
22. No. 5 Première Suite · Gigue
23. No. 6 Deuxième Suite · Prélude Gaîment
24. No. 6 Deuxième Suite · Air Modérément
25. No. 6 Deuxième Suite · Réjouissance
26. No. 6 Deuxième Suite · Courante
27. No. 6 Deuxième Suite · Passepied

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2

01. No. 7 Premier Quatuor · Prélude Vivement
02. No. 7 Premier Quatuor · Tendrement
03. No. 7 Premier Quatuor · Vite
04. No. 7 Premier Quatuor · Gaiement
05. No. 7 Premier Quatuor · Modérément
06. No. 7 Premier Quatuor · Vite
07. No. 8 Deuxième Quatuor · Allègrement
08. No. 8 Deuxième Quatuor · Flatteusement
09. No. 8 Deuxième Quatuor · Légèrement
10. No. 8 Deuxième Quatuor · Un peu vivement
11. No. 8 Deuxième Quatuor · Vite
12. No. 8 Deuxième Quatuor · Coulant
13. No. 9 Troisième Quatuor · Prélude Un peu vivement
14. No. 9 Troisième Quatuor · Légèrement
15. No. 9 Troisième Quatuor · Gracieusement
16. No. 9 Troisième Quatuor · Vite
17. No. 9 Troisième Quatuor · Modéré
18. No. 9 Troisième Quatuor · Gai
19. No. 9 Troisième Quatuor · Lentement – Vite

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3

01. No. 10 Quatrième Quatuor · Prélude Vivement – Flatteusement
02. No. 10 Quatrième Quatuor · Coulant
03. No. 10 Quatrième Quatuor · Gai
04. No. 10 Quatrième Quatuor · Vite
05. No. 10 Quatrième Quatuor · Triste
06. No. 10 Quatrième Quatuor · Menuet Modéré
07. No. 11 Cinquième Quatuor · Prélude Vivement
08. No. 11 Cinquième Quatuor · Gai
09. No. 11 Cinquième Quatuor · Modéré
10. No. 11 Cinquième Quatuor · Modéré
11. No. 11 Cinquième Quatuor · Pas vite
12. No. 11 Cinquième Quatuor · Un peu gai
13. No. 12 Sixième Quatuor · Prélude À discrétion – Très vite
14. No. 12 Sixième Quatuor · Gai
15. No. 12 Sixième Quatuor · Vite
16. No. 12 Sixième Quatuor · Gracieusement
17. No. 12 Sixième Quatuor · Distrait
18. No. 12 Sixième Quatuor · Modéré

CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Barthold Kujiken – Flute
Sigiswald Kuijken – Violin
Wieland Kuijken – Cello
Gustav Leonhardt – Harpsichord