Soirées internationales – Antonio Meneses & Celina Szrvinsk

Nota: esta postagem, assim como todas as demais com obras de Heitor Villa-Lobos, não contém links para arquivos de áudio, pelos motivos expostos AQUI

 

Este CD reúne peças para violoncelo e piano de quatro compositores que passaram pela Paris dos anos 20 e 30, ponto irradiador do neoclassicismo na música: Martinu, que se refugiara na França, fugido da então Tchecoslováquia e que viria a se estabelecer nos EUA; Boulanger, mestra de significativa parte dos grandes nomes da composição do séc. XX; Villa-Lobos, que havia absorvido o que a Europa tinha a lhe oferecer (quase nada); e Guarnieri, que deu um pulo na França e teve umas aulas com Koechlin (e parece que com a própria Boulanger).

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Soirées Internationales

Heitor Villa-Lobos
1. Ária (cantilena)
2. O Canto do capadócio (The Song of the capadócio)
3. O Canto da Nossa Terra (The Song of Our Land)
4. O Trenzinho do Caipira (The Little Train of the Caipira)
Camargo Guarnieri – Sonata n° 1
5. 1. Tristonho
6. 2. Apaixonadamente
7. 3. Selvagem
Nadia Boulanger – Três peças
8. 1. Modéré
9. 2. Sans vitesse et à l’aise
10. 3. Vite et nerveusement rythmé
Bohuslav Martinu – Sonata n° 3
11. 1. Poco andante
12. 2. Andante
13. 3. Allegro (ma non presto)

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CVL

Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 4/6

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Chegamos ao 4º volume da série. Esse álbum encerra o ciclo de Bachianas, com as de numéros 8 e 9 e traz alguns dos principais Chôros, obras que se equivalem em importância com as Bachianas Brasileiras. Destaque para o Chôros nº 10 para coro e orquestra que traz o tema do xote “Iara” de Anacleto de Medeiros, que mais tarde receberia uma letra de Catulo da Paixão Cearense, com o título “Rasga o Coração”.
Esta série não traz o ciclo completo de Chôros. Infelizmente o meu amado Chôros nº 7 (Settimino) não está presente nessas gravações históricas.

Mais um vez quero agradecer a colaboração do amigo Emerson Rodrigues, que disponibilizou a série para postagem.

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Villa-Lobos: Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 4/6

Bachianas Brasileiras
Bachianas Brasileiras Nº 8, pour orchestre
01 I. Prélude (5:32)
02 II. Aria (Modinha) (7:53)
03 III. Toccata (Catira Batida) (5:30)
04 IV. Fugue (5:04)

Bachianas Brasileiras Nº 9, pour orchestre à cordes
05 Prélude (vagaroso e mistico) et fugue (poco apressado) (10:54)

Chôros
06 Chôros Nº 2, pour flûte et clarinette (2:26)

07 Chôros Nº 5 “Alma Brasileira”, pour piano  (4:31)

08 Chôros Nº 10 “Rasga o Coração”, pour chœur et orchestre (12:43)

2 Chôros (Bis), pour violon et violoncelle
09 I. Modéré (4:37)
10 II. Lent (4:03)

Orchestre de la Radiodiffusion Française
Heitor Villa-Lobos, direction

6 Fernand Dufrene, flûte et Maurice Cliquennois, clarinette
7 Aline Van Barentzen, piano
9, 10 Henri Bronschwak, violon
8 Chorale des Jeunesses Musicales de France

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Strava

Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 3/6

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Dando continuidade a coleção Par Lui-Même, Villa por Villa, trago-lhes o terceiro cd da caixa, que contém as Bachianas Brasileiras de 4 a 7.
De todas as Bachianas, a que mais me agrada, como um todo, é a de número 4, com destaque para o maravilhoso Prelúdio, uma das mais belas melodias já compostas; a Cantiga, uma adaptação da canção folclórica nordestina Caicó e a espetacular Dança (Muidinho). Porém, a mais famosa de todas é sem dúvida a Bachiana de número 5, principalmente pela sua Cantilena com a célebre melodia vocal para soprano. As, não menos importantes, Bachianas Brasileiras de números 6 e 7 completam o cd.
É só fechar os olhos e imaginar o nosso mais importante compositor regendo.

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Villa-Lobos: Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 3/6

Bachianas Brasileiras

Bachianas Brasileiras Nº 4, pour orchestre
01 I. Prélude (Introdução) (8:36)
02 II. Choral (Canto do Sertão) (4:08)
03 III. Aria (Cantiga) (6:05)
04 IV. Danse (Muidinho) (3:40)

Bachianas Brasileiras Nº 5, pour soprano et 8 violoncelles
05 I. Aria (Cantilena) (6:16)
06 II. Danse (Martelo) (4:23)

Bachianas Brasileiras Nº 6, pour flûte et basson
07 I. Aria (Chôro) (3:58)
08 II. Fantaisie (5:06)

Bachianas Brasileiras Nº 7
09 I. Prélude (Ponteio) (7:11)
10 II. Gigue (Quadrilha Caipira) (4:26)
11 III. Toccata (Desafio) (8:18)
12 IV. Fugue (Conversa) (7:24)

Orchestre de la Radiodiffusion Française
Heitor Villa-Lobos, direction
05, 06 Victoria de Los Angeles, soprano
05 Fernand Benedetti, violoncelle
07, 08 Fernand Dufrene, flûte
07, 08 René Plessier, basson

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 2/6

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Vamos ao segundo cd de uma série de seis em que temos Villa regendo Villa. Neste começamos a série das Bachianas Brasileiras, já postadas aqui no Blog pelo nosso ilustre PQP, mas em gravações distintas. Há quem diga: “Nada como a regência do próprio compositor”. Não concordo com a colocação, mas isso é assunto para os comentários.
Aqui podemos perceber a real influência de Bach na música de Villa-Lobos, e é sem dúvidas que podemos afirmar que as Bachianas Brasileiras estão entre as duas grandes obras-primas do compositor carioca.
Não vou me estender muito no texto sobre a obras, pois estas já foram bastante comentadas na postagem já citada.
A Bachiana Brasileira nº 1 é uma peça maravilhosa para um conjunto de violocelos que ao meu ver, tem fundamental importância na literatura moderna do instrumento. Aqui sim, encontramos uma verdadeira Fuga.
A Bachiana nº 2 se destaca sobretudo pela Tocata do Trenzinho do Caipira, obra que extrapolou os limites das Bachianas e hoje é executada como peça independente. Ainda sobre a de nº 2, acho espetacular o saxofone do primeiro andamento, talvez por influência de Milhaud e sua Criação do Mundo, pois os dois compositores nutriram estreita amizade.
O cd se completa com a Bachina nº 3, uma verdadeira sinfonia para piano e orquestra.

Agradecimentos ao amigo Emerson Rodrigues que colaborou com essa jóia.

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Villa-Lobos: Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 2/6

Bachianas Brasileiras

Bachianas Brasileiras Nº 1, pour ensemble de violoncelles
01 I. Introduction (Embolada) (6:44)
02 II. Prélude (Modinha) (9:00)
03 III. Fugue (Conversa) (4:24)

Bachianas Brasileiras Nº 2, pour orchestre
04 I. Prélude (Canto do capadócio) (7:02)
05 II. Aria (Canto da nossa terra) (5:37)
06 III. Danse (Lembrança do sertão) (4:55)
07 IV. Toccata (O Trezinho do Caipira) (4:04)

Bachianas Brasileiras Nº 3, pour piano et orchestre
08 I. Prélude (Ponteio) (7:10)
09 II. Fantaisie (Devaneio) (5:57)
10 III. Aria (Modinha) (7:49)
11 IV. Toccata (Picapau) (6:37)

Orchestre de la Radiodiffusion Française
Heitor Villa-Lobos, direction
08 – 11 Manuel Braune, piano

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Par Lui-Même (BOX 6 CDs) 1/6

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Para apaziguar os ânimos, quero compartilhar com vocês essa colaboração do nosso leitor Emerson Rodrigues.
Essa fantástica box contém 6 cds com obras orquestrais do nosso Tuhu com a Orchestre National de la Radiodiffusion Française na regência do próprio Villa e que será disponibilizada com um cd por postagem.
Uma das coisas mais interessantes que vejo no homem Villa-Lobos, era a sua simplicidade beirando a rudeza e a maneira descontraída com que chegou a realizar algumas de suas composições. Em meio a algazarra de uma sala de estar, com crianças brincando, pessoas conversando, barulho vindo da rua, ouvindo radionovela, ele fazia tranquilamente suas composições e ainda “se metia” nas conversas vez por outra. Esse era Villa-Lobos, o nosso gênio musical. O Bach do Brasil.

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Villa-Lobos: Par Lui-Même (CD 1/6)

Descobrimento do Brasil (La découverte du Brésil)
PREMIÈRE SUITE
01 Introdução – Alegria (16:24)
DEUXIÈME SUITE
02 Impressão Moura (Canção) (3:50)
03 Adágio Sentimental (6:41)
04 Cascavel (2:09)
TROISIÈME SUITE
05 Impressão Ibérica (10:05)
06 Festas nas selvas (3:44)
07 Ualalocê (2:39)
QUATRIÈME SUITE
08 Procissão da Cruz (Visão dos Navegantes) (14:49)
09 Primeira Missa no Brasil (11:57)
10 Invocação em defesa da Pátria (Invocation pour la défense de la Patrie) – Pour soprano , chœurs et orchestre

10 Maria Kareska, soprano / Chorale des Jeunesses Musicales de France
8, 9 Chœurs de la Radiodiffusion Française / René Alix, Louis Martini, chef des chœurs
Orchestre de la Radiodiffusion Française / Heitor Villa-Lobos, Direction

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Concertos para piano

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Não sei quem mandou ao mano PQP (o qual me repassou) os concertos pra piano de meu pai, mas agradeço pra valer porque, incrivelmente, eu não os conhecia ainda, embora já tivesse ouvido todos os demais concertos dele (os dois pra cello, o pra harpa, o pra violão e o pra gaita). Não são obras tão inspiradas mas, para quem gosta das obras do Villa, são garantia de uma aprazível audição.

***

01-04. Piano Concerto No 1
I Allegro
II Allegro- Poco Scherzando
III Andante & Cadenza
IV Allegro Non Troppo
05-08. Piano Concerto No 2
I Vivo
II Lento
III Quasi Allegro – Cadenza
IV Allegro

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9-12. Piano Concerto No 3
I Allegro
II Andante Con Moto
III Scherzo- Vivace-Cadenza
IV Allegro Vivace (Decisivo)
13-16. Piano Concerto No 4
I Allegro Non Troppo
II Andante Con Moto
III Scherzo- Allegro Vivace – Cadenza
IV Allegro Moderato
17-20. Piano Concerto No 5
I Allegro Non Troppo
II Poco Adagio
III Allegretto Scherzando – Cadenza
IV Allegro

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Royal Philharmonic Orchestra, regida por Miguel Gómez-Martínez
Piano: Cristina Ortiz

CVL

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Fantasia para orquestra de cellos

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A Fantasia para orquestra de cellos é uma das melhores obras de Villa-Lobos. Difícil aceitar que seja tão ignorada. Acredito que essa gravação, realizada pelo próprio mestre, é a única existente (não existe nenhuma outra informação sobre a gravação). Mas apesar do som variar entre ruim e regular, a interpretação é absolutamente vigorosa e emocionante. O segundo movimento está entre as mais lindas páginas da música. O terceiro movimento tem uma força absurda e cheiro de Brasil. Música de primeira categoria.

Além disso, as transcrições de alguns movimentos do cravo bem-temperado de Bach para orquestra de cellos são de arrancar lágrimas.

Um disco imperdível.

CDF

Faixas:
1. Fantasia: 1º Movimento: Alegretto
2. 2º Movimento: Lento
3. 3º Movimento: Allegretto Scherzando – Molto Alegre
4. From Well-Tempered Clavier: Prelúdio Nº 22
5. Fuga Nº 8
6. Prelúdio Nº 14
7. Fuga Nº 1
8. Prelúdio Nº 8
9. Fuga Nº 21

Performed by The Violoncello Society
Villa-Lobos (conductor)

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Carlos Chávez (1899-1978) – Sinfonia Índia (mais Villa-Lobos, Ginastera e Halffter)

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Atendendo a pedidos, a Sinfonia Índia de Carlos Chávez.

Mesmo que ela só tenha um movimento e cerca de doze minutos (mais curta do que, inclusive, muitas sinfonietas), é assim que seu a compositor a nomeou e concebeu, causando dor de cabeça e contrariedade aos estruturalistas mais ortodoxos (quando a escutei pela primeira vez, pensei que se tratava só do primeiro movimento). Na época em que a sinfonia (a segunda das seis de Chávez) foi escrita, 1936, o compositor já havia despontado com outro grande sucesso, também permeado de ritmos nativos: o balé Horse Power (quem tiver uma gravação decente de HP, pode me mandar).

Escrevi certa vez que as duas únicas sinfonias de que gosto de ouvir por completo quando estou de bobeira eram a nona de Dvorák e a segunda de Camargo Guarnieri, mas tenho de acrescentar a Índia de Chávez e a Sinfonia em Cinco Movimentos de Jorge Antunes. Mesmo nos momentos mais calmos, a Índia é belamente melodiosa, sem falar que os instrumentos Yaqui (da tribo homônima, que vivem perto da fronteira com o Arizona) dão um toque único à obra.

Completam o presente CD a famosa suíte de Estância, de Ginastera, o Choros n° 10 (muito bisonho nesta versão) e o concerto para violino do espanhol naturalizado mexicano Rodolfo Halffter (1900-1987) (irmão de outros dois compositores também pouco conhecidos para nós, Ernesto e Cristóbal). Apesar de Rodolfo ter sido o Koellreuter mexicano, introdutor do dodecafonismo em terras astecas, ele só passou a utilizar a técnica dos doze tons na década de 1950 – isso explica porque este concerto, de 1940, é neoclássico.

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1. Sinfonia Índia – Chávez
2-4. Concerto para violino, op. 11 – Halffter
5-8. Suíte Estância – Ginastera
9. Choros n° 10 – Villa-Lobos

Orquestra Sinfônica e coro da RTVE, de Madrid, regida por Enrique García Asensio
Violino: Ángel Jesús García
Diretor do coro: Mariano Alfonso

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CVL

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Serestas

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Penso que as Serestas do Villa (as doze primeiras de 1925 e as duas últimas de 1943) só têm alguma graça para quem gosta da canção de câmara nacional – pessoalmente só aprecio a quinta. Mesmo assim, para compensar a carência de canções em português aqui no blog, posto esta gravação antiga, da Philips, com Maria Lúcia Godoy e, ao piano, Miguel Proença. Não acho que a voz de MLG seja a perfeita para as Serestas – prefiro-as com um soprano mais jovem ou com um tenor – mas tá valendo. E como vocês podem ver abaixo, os autores dos poemas são de primeira linha.

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Seresta nº 1: Pobre Cega (Álvaro Moreyra)
Seresta nº 2: O Anjo da Guarda (Manuel Bandeira)
Seresta nº 3: Canção da Folha Morta (Olegário Mariano)
Seresta nº 4: Saudades da Minha Vida (Dante Milano)
Seresta nº 5: Modinha (Manuel Bandeira)
Seresta nº 6: Na Paz do Outono (Ronald de Carvalho)
Seresta nº 7: Cantiga do Viúvo (Carlos Drummond de Andrade)
Seresta nº 8: Canção do Carreiro (Ribeiro Couto)
Seresta nº 9: Abril (Ribeiro Couto)
Seresta nº 10: Desejo (Guilherme de Almeida)
Seresta nº 11: Redondilha (Dante Milano)
Seresta nº 12: Realejo (Álvaro Moreyra)
Seresta nº 13: Serenata (David Nasser)
Seresta nº 14: Vôo (Abgar Renault)

Maria Lúcia Godoy, soprano
Miguel Proença, piano

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CVL

The essential of Heitor Villa-Lobos

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Esse CD de prateleira de Lojas Americanas é uma compilação (não mencionada nos créditos) do box de CDs Villa-Lobos par lui même, da EMI. Como costumo dizer, vale como registro histórico, porque meu pai regendo era um ótimo jogador de bilhar. Surpresa foi ouvi-lo tocar piano direitinho numa das Modinhas e das Miniaturas.

Para eu não sair lacônico, deixo a título de curiosidade a letra da cantiga nordestina anônima incorporada ao terceiro movimento da quarta Bachianas, gravada por Milton Nascimento, Teca Calazans e outros cantores e que voltou à tona com o filme Orquestra dos Meninos.

Ó, mana, deixa eu ir
ó, mana, eu vou só
ó, mana, deixa eu ir
para o sertão do Caicó

Eu vou cantando
com uma aliança no dedo
eu aqui só tenho medo
do mestre Zé Mariano

Mariazinha botou flores na janela
pensando em vestido branco
véu e flores na capela

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The Essential of Heitor Villa Lobos

1 – Bac. Bras. n° 2 – IV. O trenzinho do caipira
2 – Bac. Bras. n° 5 – I. Cantilena
3 – Bac. Bras. n° 5 – II. Martelo
4 – Miniaturas n° 2 – Viola
5 – Modinhas e canções, vol. 1 n° 3 – Cantilena
6 – Momoprecoce
7 – Bac. Bras. n° 4 – I. Prelúdio (Introdução)
8 – Bac. Bras. n° 4 – II. Coral (O canto do Sertão)
9 – Bac. Bras. n° 4 – III. Ária (Cantiga)
10 – Bac. Bras. n° 4 – IV. Dança (Miudinho)
11 – Choros n° 10

Com a Orchestre National de la Radiodiffusion Française, regida por Villa-Lobos (exceto faixas 4 e 5)
Piano: Heitor Villa Lobos (faixas 4 e 5)
Piano: Magda Tagliaferro (no Momoprecoce)
Soprano: Victoria de los Angeles (na quinta Bachianas)
Violoncelo Solo: Fernando Benedetti (na quinta Bachianas)
Baritono: Frederick Fuller (faixa 5)
Chorale des Jeunesses Musicales de France, regido por Louis Maetini (no Choros n° 10)

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CVL

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Cello Concertos, Fantasia for cello

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Qual foi o mais importante legado deixado pelo Brasil na música? Bossa Nova? Não creio. Segundo Gilberto Freire: “só existiram três gênios no Brasil, um foi Machado de Assis, o segundo foi Villa-Lobos e o terceiro… a modéstia me impede de dizer”. Villa-Lobos foi mesmo um gênio. Um gênio que pode ter escrito passagens pouco inspiradas, mas o homem parece ter sido mais prolífico que Haydn, escreveu tanto que acabou escorregando aqui e ali. Mas ouvindo recentemente todos seus quartetos de cordas, suas bachianas, choros, concertos para piano, seus poemas sinfônicos, algumas de suas sinfonias, sua magistral obra para piano solo (Rudepoema está entre as cinco melhores obras para piano do século XX), não resta dúvida sobre sua importância. E é uma pena que um país tão pobre de grandes mestres desconheça logo o Villa. Já ouvi da boca de muito catedrático brasileiro: “Villa-Lobos não é aquele do trenzinho caipira?” Mas essa bizarrice só acontece aqui mesmo. Na Europa e Estados Unidos sua música já é razoavelmente gravada e interpretada. Até bem pouco tempo, o compositor que mais ganhava em direitos autorais no Brasil era Villa-Lobos (quer dizer, sua família).

Como o site do PQP já está recheado de pérolas do mestre, gostaria de trazer algo pouco conhecido de Villa-Lobos: os dois concertos para violoncelo e a fantasia para violoncelo. Aqui interpretados com muita dedicação pelo grande músico brasileiro Antônio Meneses. Há uma diferença bem razoável entre os dois concertos. O primeiro escrito em 1915, é menos empolgante e com orquestração inferior ao segundo, mas melodicamente muito bonito. O mestre aqui ainda era um garoto impetuoso, um discípulo da escola francesa. Já o segundo concerto de 1953, o velho compositor já tinha absoluto poder de sua criatividade e sua orquestração é magistral. Não posso deixar de comentar também minha obra favorita no disco – a fantasia para cello e orquestra. A obra é cativante e misteriosa desde o início. Sempre coloco essa peça no meu velho toca-discos.

Enfim, não são obras chaves na história do mestre, mas quem vai ignorá-las?

CDF

Faixas:

1. Cello Concerto n.1: Allegro Con Brio
2. Assai Moderato
3. Allegro Moderato
4. Cello Concerto n.2: Allegro Non Troppo
5. Molto Andante Cantabile
6. Scherzo
7. Allegro Energico
8. Fantasia for cello:adagio
9. Molto Vivace
10. Allegro Espressivo

Performed by Antonio Meneses (Cello),
Galicia Symphony Orchestra
Victor Pablo Pérez (Conductor)

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Duo Assad toca Villa-Lobos

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Como fã do Duo Assad não poderia deixar de compartilhar essa preciosidade que encontrei na internet dia desses, no excelente blog de música brasileita, umquetenha (link aí ao lado). Para quem tem mais de 40 anos,  essa dupla de violonistas era figura de carteirinha no antigo “Concertos para a Juventude” que a Globo transmitia nos anos 70, e início dos 80. Excelentes instrumentistas, se mudaram para o exterior, onde fizeram fama, e creio que até hoje vivam por lá. Sua irmã caçula, Badi Assad, também é violonista, e segue carreira independente dos irmãos.

Pedi ajuda aos universitários, digo, ao mano Ciço, pedindo maiores comentários sobre as obras e sobre a interpretação, e ele prometeu colaborar nos comentários, assim como o mano PQP, que disse ainda possuir o antigo LP. Postagem a quatro mãos, ou até mesmo seis mãos. Não conheço muito a obra de Villa, e a única gravação que tinha ouvido destas obras era a versão do Turíbio Santos, já postada aqui. Também conhecia as gravações de Narciso Yepes e Pepe Romero, além, é claro, de Segovia, para as obras do Villa, mas fiquei feliz de encontrar esta gravação. Espero que a apreciem como eu as estou apreciando.

Não encontrei esse cd na amazon em versão “física”, digamos assim. Quem se interessar em compra-lá em MP3 em uma versão mais ‘oficial”, o link está aí ao lado.

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Duo Assad toca Villa-Lobos

01 Prelúdio nº 1 (Odair Assad)

02 Prelúdio nº 2 (Sérgio Assad)

03 Prelúdio nº 3 (Odair Assad)

04 Prelúdio nº 4 (Sérgio Assad)

05 Prelúdio nº 5 (Sérgio Assad)

06 Mazurka-Choro (Sérgio Assad)

07 Schottish-Choro (Odair Assad)

08 Valsa-Choro (Odair Assad)

09 Gavota-Choro (Sérgio Assad)

10 Chorinho (Sérgio Assad)

11 Estudo nº 12 – Odair Assad

12 Estudo nº 7 (Odair Assad)

13 Estudo nº 6 (Odair Assad)

14 Estudo nº 10 (Odair Assad)

15 Estudo nº 1 (Odair Assad)

16 Estudo nº 4 (Odair Assad)

17 Estudo nº 3 (Sérgio Assad)

18 Estudo nº 8 (Sérgio Assad)

19 Estudo nº 2 (Sérgio Assad)

20 Estudo nº 5 (Sérgio Assad)

21 Estudo nº 9 (Sérgio Assad)

22 Estudo nº 11 (Sérgio Assad)

23 Choros nº 1 (Sérgio Assad)

Sérgio & Odair Assad – Violões

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FDP Bach

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – O descobrimento do Brasil

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Roberto Duarte – um dos maiores regentes especializados em Villa-Lobos e responsável pela revisão integral das obras orquestrais de meu pai, estudo que resultou em livros reconhecidos mundialmente – parece que só conseguiu encontrar lá pras bandas da Eslováquia uma orquestra decente (ainda que não seja excepcional) para dar conta de partituras importantes mas esquecidas em nosso próprio país. Só assim pra Duarte concretizar essa gravação, ainda referencial, das quatro suítes estruturadas a partir da trilha sonora do filme O descobrimento do Brasil (1936), de Humberto Mauro, com alguns acréscimos a posteriori. A quarta suíte merece menção como um dos expoentes coral-sinfônicos do Villa, ao lado de Mandú-Çarará e do Choros n° 10. Escutem e entendam por quê.

***

O descobrimento do Brasil – Suítes n° 1 a 4

1. Suite n° 1 – Introdução (largo)/Introduction
2. Suite n° 1 – Alegria/Joy
3. Suite n° 2 – Impressão moura/Moorish impression
4. Suite n° 2 – Adagio sentimental/Sentimental adagio
5. Suite n° 2 – A cascavel/The rattle/snake
6. Suite n° 3 – Impressão ibérica/Iberian impression
7. Suite n° 3 – Festa nas selvas/Celebration in the forest
8. Suite n° 3 – Ualalocê (visão dos navegantes)/Vision of the navigators
9. Suite n° 4 – Procissão da cruz/Procession of the cross
10. Suite n° 4 – Primeira missa no Brasil/First mass in Brazil (Adam Blazo, Baritone)

Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Eslovaca e Coro Filarmônico Eslovaco, regidos por Roberto Duarte

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CVL

Joaquim Freire – Marlos Nobre (1939) e Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

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Já que estou ainda no Recife, sem destino definido, vai mais um CD relacionado a dois músicos daqui.

Um deles é intérprete: o violonista Joaquim Freire, que precisou deixar o Recife ainda criança após seu pai, o pedagogo Paulo Freire, ter de se exilar nos tempos da ditadura. Depois de uns tempos no Chile, nos EUA e no Reino Unido, estabeleceu-se na Suíça, onde viria a conhecer a também violonista e futura esposa Susanne Mebes, com quem criou o selo Léman.

O outro é talvez o maior compositor brasileiro vivo, Marlos Nobre, que, assim como Villa-Lobos, tem o melhor de sua discografia no primeiro mundo e em tiragens esgotadas. Curiosamente, Nobre assumiu a cadeira n° 1 da Academia Brasileira de Música em 1984, cujo primeiro ocupante foi o Villa.

Sem mais delongas, este post é dedicado aos fãs do repertório violonístico nacional.

***

Reminiscências, op. 83 – Marlos Nobre (primeira gravação mundial)
1. Choro
2. Seresta
3. Frevo

4. Homenagem a Villa-Lobos – Marlos Nobre

5-16. Estudos para violão – Heitor Villa-Lobos

Joaquim Freire, violão

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CVL

Royal Philharmonic Orchestra – Gomes, Moncayo, Villa-Lobos e Ginastera

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De zero a dez, este CD é xis sobre zero – ou seja, não existe. Pra ser mais claro: de uma a cinco estrelas, critério mais disseminado nas resenhas de jornais, revistas e sites, ele vale três ou quatro buracos negros.

É uma obra de meu pai, a segunda Bachianas, e a abertura de O guarani que me impelem a fazer este post, fora um objetivo recôndito que será oportuna e longinquamente revelado. O Huapango de Moncayo é outra bela peça – só as Variações de Ginastera não têm a menor inspiração. Fogo é que minha dileta Orquestra Filarmônica Real não tenha rendido bem neste CD.

***

1. Overture
2. No. 1, “Preludio” (O canto do capadocio)
3. No. 2, “Aria” (O canto da nossa terra)
4. No. 3, “Dansa” (Lembranca do sertao)
5. No. 4, “Toccata” (O trenzinho do caipira)
6. Theme for violin, cello and harp
7. Interlude for strings
8. Humourous variation for flute
9. Scherzo variation for clarinet
10. Dramatic variation for viola
11. Canonic variation for oboe and bassoon
12. Rhythmic variation trumpet and trombone
13. Perpetual motion variation for violin
14. Pastoral variation French horn
15. Interlude from wind
16. Reprise of theme for double bass
17. Final rondo variation for orchestra

Royal Philharmonic Orchestra, regida por Enrique Arturo Diemecke

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Bachianas Brasileiras n° 1, 4 e 5

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Depois de Villa por chorões e do Villa regendo a Orquestra da RIAS de Berlim, outra jóia da Kuarup – jóia ma non troppo, já que este CD só vale pela Bachianas n° 1.

A quarta Bachianas, interpretada na versão original, para piano, até tem uma emoção própria nas mãos de Antônio Guedes Barbosa, mas estão cheias de errinhos nos ataques das notas, principalmente nos dois últimos movimentos (ainda que o Prelúdio esteja sublime, com as teclas batendo nas cordas como pingos d’água), sem falar que sete compassos do Coral são engolidos sem qualquer explicação – quem conhecer a peça, vai saber exatamente onde é.

A transcrição para piano da quinta Bachianas, feita pelo próprio Villa, peca mortalmente por não trazer o ponteado que embala o vocalise do soprano – só tem a linha do baixo e, na mão direita, a duplicação da melodia – e ainda é assassinada pela mão pesada de JCA Brasil.

Confiram se é exagero meu ou não.

Adiante segue o texto do encarte do CD.

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Villa-Lobos e as Bachianas

Victor Giudice

A Bachiana Brasileira nº 1, destinada a uma orquestra de violoncelos e composta em 1930, teve sua primeira audição no Rio de Janeiro em 13 de novembro de 1938, sob a regência do próprio Villa. Na época, os ouvintes mais seníveis ficaram meio assombrados com a façanha obtida pelo compositor, no sentido de aproximar o estilo intocável de Johann Sebastian Bach, à música brasileira aparentemente rudimentar. Talvez ninguém tivesse desconfiado de que esta seria a grande invenção de Villa-Lobos. A obra se divide em três partes: Introdução, Prelúdio e Fuga. A Introdução se apresenta sob a forma de uma popular “embolada”, em ritmo acelerado,guardando a ambiência harmônica assegurada pelos padrões de Bach. Já no Prelúdio, ou “modinha”, uma ária tipicamente bachiana, mas obediente aos padrões característicos da melodia nacional, obedece à indicação Lamentoso e subjuga o ouvinte com um solo de violoncelo da melhor qualidade.
A parte final é uma Fuga, talvez o distintivo máximo da obra de Bach. Uma vez Bach declarou a um interessado em sua arte: “Se você quiser compor uma fuga tão perfeita quanto as minhas, componha tantas quantas eu compus.” No caso de Villa-Lobos ele dá um banho de originalidade ao transformar as “vozes” da fuga numa animada conversa musical entre quatro tocadores de choro. O clímax é determinado por um crescendo, até a conversa se transformar em acirrada discussão.

A Bachiana nº4 foi composta inicialmente para piano, mas, devido ao sucesso, foi logo transcrita para grande orquestra. Na verdade, o Prelúdio, conhecido como “Introdução”, é dominado por uma dessas melodias tão raras quanto simples, capazes de uma fixação imediata na memória popular. Os compassos iniciais do Samba em prelúdio, de Baden Powell e Vinicius de Morais, são os mesmos da quarta Bachiana. O segundo movimento, deniminado Coral ou “Canto do sertão”, é outro achado melódico. A ordenação das notas, lógica e sobretudo original, que Villa consegue impor às seqüências melódicas, é um resultado direto de seu íntimo contato com nossa música popular e , principalmente, com os chorões. Mais uma vez, a terceira parte se concentra numa Ária nos perfeitos moldes bachianos, mas sempre temperada com os estilemas nacionais. Para o movimento final, Villa-Lobos compôs uma Dança, “miudinho”, de grande impacto rítmico e enormes dificuldades interpretativas, tanto para a versão de piano quanto para a orquestra. O sucesso obtido fez com que Bachiana Brasileira nº4 logo se transformasse num dos grandes hits do século XX.

Mas a maior fonte da popularidade mundial de Villa-Lobos é, sem sombra de dúvida, a Bachiana Brasileira nº5. Otto Maria Carpeaux afirma que a mais bela melodia do século XX é a Pavane pour une Infante Defuncte, de Ravel. É possível que ele esteja certo. Mas a mais perfeita invenção melódica do século, para solo vocal sem palavras, é a célebre Ária, “Cantilena”, da quinta Bachiana. Nem mesmo o Vocalise, de Rachmaninoff, consegue atingir o mesmo nível de comunicação em peças para solo de soprano sem palavras. A Ária apresenta uma seção intermediária sobre os versos de Ruth Valladares Correia. Composta na forma A-B-A, a parte sem palavras é retomada no final, a bocca chiusa (boca fechada), traduzindo toda a nostalgia de um certo tipo de mulher brasileira. A segunda parte da Bachiana nº5 é o Martelo, composta com versos de Manuel Bandeira, de interpretação dificílima para sopranos não brasileiros. Sua versão original é para acompanhamento de oito violoncelos, mas a redução para piano aqui gravada é do próprio Villa.

Todo compositor que se preza tem seu ponto de maior popularidade.

Villa-Lobos tem a quinta Bachiana.

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Bachianas Brasileiras n° 1, 4 e 5

01 Bachianas Brasileiras nº1 – Introdução (Embolada)
02 Bachianas Brasileiras nº1 – Prelúdio (Modinha)
03 Bachianas Brasileiras nº1 – Fuga (Conversa)
04 Bachianas Brasileiras nº4 – Prelúdio (Introdução)
05 Bachianas Brasileiras nº4 – Coral (Canto do Sertão)
06 Bachianas Brasileiras nº4 – Ária (Cantiga)
07 Bachianas Brasileiras nº4 – Dança (Miudinho)
08 Bachianas Brasileiras nº5 – Ária (Cantilena)
09 Bachianas Brasileiras nº5 – Dança (Martelo)

Rio Cello Ensemble – BB 1, Antônio Guedes Barbosa – BB 4, Leila Guimarães e João Carlos Assis Brasil – BB 5

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Choros n° 6 e Bachianas Brasileiras n° 7

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Em retribuição aos agradecimentos e elogios recentes, um post rápido, com essa gravação histórica do Villa  – em estúdio pela primeira vez com uma orquestra alemã*, em 1955. O CD é outra preciosidade lançada pela Kuarup.

* A da RIAS de Berlim (Rundfunk im amerikanischen Sektor ou Broadcasting in the American Sector).

1. Choros nº 6
2. Bachianas Brasileiras nº 7 – Prelúdio (Ponteio)
3. Bachianas Brasileiras nº 7 – Giga (Quadrilha Caipira)
4. Bachianas Brasileiras nº 7 – Tocata (Desafio)
5. Bachianas Brasileiras nº 7 – Fuga (Conversa)

Orquestra RIAS de Berlim, regida por Heitor Villa-Lobos

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Villa por Chorões

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Esse álbum – uma bandeja de brigadeiros para os villófilos, ou villalobófilos, ou villalupófilos, ou o que seja – é uma preciosidade da Kuarup, pra mim a melhor das gravadoras independentes do Brasil (a Biscoito Fino é nota dez, até pela primorosa caixinha de seus CDs, mas quem dera que ela tivesse o catálogo da Kuarup).

Não é preciso falar das músicas, suponho que vocês já as conheçam: são releituras de standards do nosso amado Villa, exceto pela Suíte popular brasileira, executada na versão original, mas por cinco violonistas, um em cada movimento.

Tem aqui, transcrições do Choros n° 1 para cavaquinho e violão de sete cordas, de O trenzinho do caipira e da Melodia Sentimental, essas duas para conjunto de cordas dedilhadas, sax soprano e percussão, e da Bachianas n° 5 – o primeiro movimento, para cordas dedilhadas e sax soprano, com a aparição de um piano na parte central; o segundo, para Paulo César Santos, que gravou separadamente as partes arranjadas para sax soprano, duas clarinetas e clarone. O resultado do Martelo ficou excelente.

E se você acha que o sinfônico Choros n° 6 tem somente sugestões de células rítmicas do choro propriamente dito, espere para ouvir esta versão, pena que de metade da obra. No mais, empanturrem-se de brigadeiros.

Villa por Chorões

01 Choros n° 1
02 Bachianas Brasileiras nº5 – Ária (Cantilena)
03 O Trenzinho do Caipira (Tocata)
04 Mazurka-Choro (Da : Suite Popular Brasileira )
05 Schottish-Choro (Da: Suite Popular Brasileira )
06 Valsa-Choro (Da: Suite Popular Brasileira )
07 Gavota-Choro (Da: Suite Popular Brasileira )
08 Chorinho (Da: Suite Popular Brasileira)
09 Bachianas Brasileiras nº 5 – Dança (Martelo)
10 Choros nº 6
11 Melodia Sentimental (De: A Floresta do Amazonas)

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – A floresta do Amazonas (Primeira gravação mundial)

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Mais um post, já que agora só volto lá pra perto do Dia das Crianças…

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Villa-Lobos – figura cult nos States pós-guerra, embora não falasse nada de inglês – recebia diversas encomendas de obras graças a esse prestígio. Uma dessas encomendas foi a da trilha para o filme Green mansions (1959), da MGM, uma adaptação do livro do britânico William Henry Hudson, de 1904, que se passa nas selvas da Guiana.

O filme, que contava com Audrey Hepburn e Anthony Hopkins no elenco, foi um fiasco e o Villa não gostou da forma como um tal de Bronislaw Kaper editou a trilha para que se adequasse à película. Daí, Tuhú (também meu apelido quando eu era criança) reestruturou a suíte e deu-lhe o nome de A floresta do Amazonas.

Para esta antológica gravação, lançada década passada pela EMI e ainda disponível no mercado, Villa-Lobos convenceu Bidu Sayão, aposentada há anos, a voltar aos estúdios para o que veio a ser o último registro fonográfico comercial de ambos. A tal Symphony of the Air que ele rege, nada mais é que a sucessora da lendária NBC Orchestra de Toscanini, que se desfez após a morte do italiano, em 1954, e durou até 1963.

Se vocês assistem à TV, vão reconhecer de imediato a Abertura, utilizada no seriado A muralha, e a Melodia sentimental – transmutada em hit da MPB nas vozes de Zizi Possi, Maria Bethania, Cacá Diegues (!), Djavan, no filme Deus é brasileiro, no seriado Hoje é dia de Maria e por aí vai. Existe até uma releitura de A floresta do Amazonas, do selo Kuarup, feita por Wagner Tiso e Ney Matogrosso. Acabei de encontrá-la na prateleira, mas vou poupar-lhes dela.

A floresta do Amazonas

1. Abertura
2. Deep In The Forest
3. Excitement Among The Indians
4. First Bird Song
5. Nature’s Dance
6. Second Bird Song
7. Vocalise
8. Sails (Veleiros)
9. On The Way To The Hunt
10. Third Bird Song
11. Twilight Song
12. The Indians In Search Of The Girl
13. Fourth Bird Song
14. Vocalise
15. Head Hunters
16. Love Song
17. Sentimental Melody
18. Forest Fire
19. Finale

Symphony of the Air e Coro
Regência: Heitor Villa-Lobos
Soprano: Bidu Sayão

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Magdalena (primeira gravação mundial)

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Todo mundo pensava que meu pai tinha morrido sem deixar sucessores. Todavia, ele teve casos amorosos fortuitos por aí afora e eu vim a ser fruto de um deles. Não interessam, nesse momento, mais detalhes: minha história vai ser revelada bem aos poucos. Estou aqui para mostrar o quanto a música clássica brasileira e americana [das três Américas] tem oferecido ao resto mundo obras tão dignas de serem ouvidas e apreciadas quanto às do resto do mundo.

Não vou ficar chamando meu pai de “pai”, senão vão dizer que entrei neste blog por amizade nepotista entre ele e o genitor de PQP, FDP e CDF. Além do mais, ele nunca soube de minha existência. Doravante, ele é o “Villa”, alcunha pelo qual todos o conhecem.

Meu presente de boas-vindas é este raro CD que vos posto: a primeira gravação mundial de Magdalena, com a desconhecida Orquestra New England e solistas mais desconhecidos ainda, lançada em 1988. Magdalena é uma obra sui generis dentro do catálogo villalobiano: nem uma ópera cômica, nem um musical parecido com os demais que conhecemos. E vocês podem perguntar: Villa-Lobos escreveu um musical? Sim.

Histórico

Robert Wright e George Forrest, dois letristas da Broadway tinham realizado uma bem sucedida adaptação de uma opereta de Grieg para os palcos nova-iorquinos e queriam lançar um espetáculo que tivesse como cenário a América do Sul. Não tinham uma história pronta, somente os personagens principais, e decidiram procurar Villa-Lobos por sua fama. Foram até pra França aprender francês in loco porque sabiam que ele não falava nada de inglês, só no idioma de Debussy, Chopin e Lully.

Voltaram para os States e tentaram viajar de Nova Iorque pro Rio umas três ou quatro vezes, mas sempre dava pau no avião e eles desistiram, até que souberam que o Villa tava indo pra lá com Mindinha e José Vieira Brandão. Wright e Forrest não queriam uma composição original, mas fazer uma adaptação de obras já existentes de Villa-Lobos. Por isso vocês vão reconhecer o Coral da Bachianas n° 4, Remeiros do São Francisco, peças do Guia prático (A maré encheu, Na corda da viola e Garibaldi foi à missa), a Impressões seresteiras do Ciclo brasileiro etc.

Magdalena estreou sob ótimas críticas em 1948 – quando o Villa estava sendo operado pela primeira vez para tratar do câncer de bexiga que iria vitimá-lo mais tarde – e foi apresentada em Los Angeles, San Francisco e Nova Iorque durante cerca de três meses. Todos os detalhes que envolvem o nascimento da obra estão no encarte, em inglês, narrados pelos próprios libertistas.

Enredo

Pedro e Maria, habitantes da tribo dos muzos, vivem às margens do Magdalena, maior rio da Colômbia, no ano de 1912. Ela é a chefe da tribo e leal devota de Padre José, que parte para uma missão evangelizadora e deixa sob guarda dela a imagem de Nossa Senhora que protege a tribo. Os muzos, que trabalham na mina de diamantes do General Carabaña, entram em greve e o Major Blanco, supervisor da mina, viaja à França para reportar a situação ao seu superior bon vivant, que mora em Paris e se cuja nobre razão de viver se resume a incrementar sua invejável adega. Pedro presenteia Maria com uma esmeralda que ambos acharam quando crianças.

General Carabaña passa a maior parte do tempo no Moulin Rouge de Teresa, o Little Black Mouse Café. A triunfal entrada da cafetina, digo, da empresária é um dos momentos mais engraçados da obra do Villa – méritos para a solista que a interpreta, de comicidade vocal única (pra não dizer que ela tem uma voz bem esquisita).

Major Blanco transmite as más notícias ao patrão e este tenta seduzir Teresa a partir para a Colômbia junto consigo, prometendo-lhe um colar com cem diamantes. Ela reluta em se desfazer do querido café, mas ele persuade Zoogie, astrólogo de Teresa, a convencê-la e ela cai na lábia do antepassado de Walter Mercado. No Magdalena, enquanto o patriarca dos muzos canta as belezas do rio, Pedro e os demais índios botam um jukebox defeituoso pra funcionar aos socos e pontapés. A tática dá certo, até o aparelho se espatifar de vez e deixar que o velho índio termine sua canção.

Maria e os muzos preparam uma festa para receber o patrão. Pedro, rebelde e nada fã do General Carabaña, chega com o ônibus lotado de índios bêbados da tribo chivor e a confraternização acaba em pancadaria. Pedro leva Maria para dançar na floresta e os chivores aproveitam o descuido para roubar a imagem de Nossa Senhora. Ela descobre que Pedro forjou o plano. Ele pede perdão e se declara para ela, propondo o casório para quando Padre José retornar à tribo.

O General proíbe qualquer assembléia até que a greve esteja acabada, mas os muzos se rebelam. Enquanto isso, ele prepara um grande baile em sua fazenda, para o qual Teresa ficou encarregada de organizar o banquete. Ela descobre que o General negociou a paz com seus subordinados aceitando se casar com Maria, o que o impede de explorá-los como vinha fazendo, e decidiu dar à chefe dos muzos o colar de diamantes outrora prometido à mestre-cuca. Teresa planeja, então, matá-lo empanturrado de comida, literalmente.

Após o baile, Teresa emenda um quitute atrás do outro até General Carabaña morrer de ataque cardíaco com a pièce de resistance e ela se apossar do desejado colar. Padre José volta à aldeia e Maria lhe conta tudo o que ocorreu na ausência dele. O ônibus de Pedro se despedaça num desfiladeiro e ele escapa da morte pelas preces da amada, mas ela desiste do amor dele por sua recusa em reconhecer o milagre que o salvou. Ele se arrepende e chega à aldeia com a imagem de Nossa Senhora em seus braços, pedindo Maria em casamento. Padre José abençoa a união e todos os muzos entoam em coro o grand finale.

Apêndice

Adquiri o Little Black Mouse Café na década de 1940 e o rebatizei lusitanamente de Café do Rato Preto (“Ratinho Preto” não soaria bem). A posteriori, expandi o negócio e abri franquias em todo o mundo. Aqui no Brasil, há filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Recife, Porto Alegre, Belém, Curitiba, João Pessoa, Salvador, Brusque (SC) e Brasília. Desde já, vocês estão convidados a dar um pulo no Café do Rato Preto mais próximo e passar horas agradáveis discutindo música, jogando bilhar e fumando um bom charuto.

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Magdalena (primeira gravação mundial)

1. The Jungle Chapel: a) Women Weaving b) Peteca! c) The Seed Of God – Charles Damsel/Muzo Indians
2. The Omen Bird – Faith/Women
3. My Bus And I – Kevin Gray/Children/Passengers/Muzos
4. The Emerald – Kevin Gray/Faith Esham
5. The Civilized People – Charles Repole/The Astrologer/George Rose/Habitues & Staff Of Teresa’s Little Black Mouse Cafe
6. Food For Thought – Judy Kay/Habitues
7. Colombia Calls: a) Come To Columbia b) Plan It By The Planets… – Keith Curran/George Rose/Charles Repole/Judy Kay/Habitues & Staff
8. The River Port: a) Magdalena b) The Broken Pianolita (A Dance) – The Old One/Indian youths
9. Festival Of The River: a) River Song b) Pedro Wrecks The Festival (A Dance) – Faith Esham/Children/Muzos/Tribal Elder/Kevin Gray/Chivor Indian Men
10. Guarding The Shrine OF The Madonna: s) The Forbidden Orchid b) The Theft (A Dance) – Faith Esham/Kevin Gray/Chivor Men
11. The Shining Tree – Kevin Gray/Faith Esham/Muzos
12. Lost – Faith Esham/Kevin Gray
13. Freedon! – Kevin Gray/Muzos
14. In The Kitchen – Judy Kay/George Rose
15. A Spanish Waltz – Carabana’s Guests
16. Piece De Resistance – Judy Kay/Carabana’s Guests
17. Teh Madonna’s Return: a) The Emerald Again (Reprise) b) Finale: The Seed Of God – Faith Esham/Kevin Gray/Charles Repole/Kevin Gray/Children/Muzos

Orchestra New England

Regência: Evans Haile

Com: Judy Kaye, George Rose, Faith Esham, Kevin Gray e Jerry Hadley

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Sinfonia Nº 10 (Ameríndia) e Chôros Nº 12

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Fazia tempo que eu não postava algo raro MESMO, né? Pois hoje vou matar a vontade postando o raro Choros Nº 12 para orquestra e a raríssima Sinfonia Nº 10, em sua primeira gravação mundial (hoje já há outra), realizada em setembro do ano 2000, se não me engano. É a única sinfonia importante escrita por Villa-Lobos.

Abaixo, deixo para vocês um texto explicativo da sinfonia escrito pela regente Gisele Ben-Dor e traduzido para o português de Portugal por Augusta Marques da Silva. Importante: o texto foi obtido por OCR, a partir do libreto original, sem correções.

Uma nota da directora de orquestra

A Décima Sinfonia de Heitor Villa-Lobos apresenta varios desafios: escolha de tempos (não existem marcas de metrónomo, pouco habitual para uma obra composta em meados do século XX), interpretação das linhas vocais, estilo cantado adequado ao carácter do texto utilizado, pronuncia do texto em Tupé, ou decisões relacionadas com os numerosos erros que aparecem nas partituras e partes.

Durante a preparação desta gravação em estréia mundial, lembrei-me de que o compositor tinha dirigido a estréia mundial desta obra em Paris, no ano de 1957 (nos antes da sua morte). Como me foi impossível conseguir uma cópia, viajei a Paris e dediquei-me a ouvir extensivamente a bobina histórica e extremamente bem conservada. Consegui obter uma boa imagem sobre as intenções do compositor, incluindo as muitas e felizes liberdades que se permitiu com a partitura, tonalidades que diferiam da partitura e partes e tipo de cantores com quem trabalhou. Numa nota menos satisfatória, mas contudo reveladora, estava a recepção dos ouvintes auditivamente negativa e que se podia atribuir à pobre qualidade da performance.

Se pensarmos que uma boa parte dos resultados musicalmente insatisfatórios poderão ter origem nas limitações de Villa-Lobos enquanto director de orquestra, falta de tempo para ensaios ou falta de oportunidades para rever a partitura subsequentemente, fiz um arranjo sobre uma possível interpretação que, espero, pudesse ter agradado ao compositor. Estou também muito agradecida pela ajuda que me foi prestada pelo Museu de Villa-Lobos no Rio de Janeiro, em particular, no que concerne ao texto em Tupi. Existem cerca de duas centenas de dialectos indígenas no Brasil, que o meu Português familiar (aprendido no meu país nativo, Uruguai), bem como o de quase toda a maioria dos brasileiros, não seria suficiente para decifrar.

Havia muito pouco contraste entre os três solistas masculinos na performance de Villa-Lobos. Para além disso, empregava vozes mais altas do que as que se poderiam depreender das instruções na partitura e que, para completar o meu quebra-cabeças, eram por vezes ambivalentes ou simplesmente não seguidas pelos cantores sob a batuta do maestro Villa-Lobos, incluindo, num dos exemplos, o canto com a chave errada ou noutro ainda, com o tenor interpretando a parte do barítono. O registo vocal, tal como escrito na partitura, parecia muitas vezes demasiado agudo para uma base grave (a base precisando de estar em contraste com o barítono) e bastante grave para o tipo de tenor adequado à expressividade do conjunto musical composto para o texto em Latim. A parte da base sendo bastante curta e o tenor tendo uma só ária para interpretar ao longo de toda a peça (“Tu mihi”). Também influenciei a interpretação final. Simplesmente coloquei um barítono capaz de fazer soar „o Dragão infernal” com suficiente ferocidade para encontrar a profundeza necessária à „Voz da Terra.”

O uso de uma voz feminina a solo numa extensa passagem do quarto andamento (”Servili culpae”), associada aos contra-altos do coro, foi uma decisão de carácter puramente pessoal. Achei que a natureza intimativa, à procura da alma e contrita da prece, “Aos pés da Virgem” precisava de uma voz individual, a qual ao apresentar nuances e sendo imprevisível, projectaria de forma mais eloquente, e paradoxalmente, o seu conteúdo emocional universal e traria também cor, contraste e equilíbrio a esta enorme tela presente na obra.

Normalmente, dada a profunda sensibilidade católica presente no extenso poema Mariano, adequado à maioria religiosa da cidade de São Paulo, a interpretação das linhas vocais foi concebida com o cunho da tradição italiana, com a sua paixão e drama.

E, o ouvinte acredita ter viajado muito longe no mundo sonoro de Villa-Lobos, abarcando todos os compassos; os gêneros território do Brasil, culturas multi-raciais e exóticas, através de séculos de estratos históricos e invenção melódica e ilimitada em três línguas; a surpresa do último e inesquecível acorde: extasiante, bombástico e até mesmo vulgar. É como se abandonássemos o misticismo da igreja com a severa harmonia e o fervor religioso e ficássemos com a sensação de nos encontrarmos no meio de uma multidão de brasileiros igualmente fervorosos, orgulhosos, amantes da vida, festejando ardentemente a sua cidade natal, tal como o fariam numa partida de futebol; um final propício para uma obra que tinha começado com uma fanfarra populista, desinibida e bastante rouca.

Aqueles que já estiveram no Brasil poderão atestar a veracidade do retrato musical de Villa-Lobos sobre um povo e uma cultura espirituais, onde a espontaneidade, enormes contrastes e con-tradições coexistem numa tapeçaria única de riqueza e cor.

HEITOR VILLA-LOBOS / Décima Sinfonia, Ameríndia

Heitor Villa-Lobos (1887-1959), brasileiro, foi tão prolífero que ele próprio declarou não saber ao certo quantas músicas compôs. A sua volumosa produção inclui uma dúzia de sinfonias (de entre as quais uma, a Quinta, se perdeu) representando uma impressionante variedade de estilos e aproximações ao conceito de sinfonia. Porém, pode-se indubitavelmente afirmar que nenhuma dessas sinfonias se aproxima da Décima, no que diz respeito à riqueza musical ou à grandiosa beleza de concepção.

Villa-Lobos aprendeu a tocar violoncelo com o pai, conseguindo alcançar posteriormente um peculiar domínio da viola. Contudo, como compositor foi quase inteiramente um autodidacta. Embora, desde muito jovem, a profissão de médico estivesse pensada para ele, preferia passar os dias na vida boémia dos músicos de rua, a desenvolver a agilidade necessária ao improviso nos acompanhamentos à viola para as caprichosas variações da música popular instrumental, mais conhecida por “choros.” Entre os dezoito e os vinte e cinco anos de idade partiu em viagens pelo Brasil com a intenção de estudar os vários tipos do folclore local e anotar as respectivas características típicas. Esta experiência contribuiu de forma decisiva para a maturidade do seu estilo musical. De princípio, a sua música era desprezada no seu próprio país, devido à novidade e ao carácter exótico que consigo transportava. Fez amizades com muitos músicos de renome artístico da época (como é o caso do pianista Artur Rubinstein), que não se tornaram apenas admiradores devotos da sua arte, mas também divulgaram as suas obras em recitais. Ao longo da vida nunca parou de proliferar numa corrente quase ilimitada de novas obras, quase todas elas caracterizadas pela frescura melódica (muitas vezes marcadas pelos estilos populares brasileiros), por uma vitalidade rítmica e uma vigorosa e imaginativa cor instrumental.

As obras mais conhecidas combinam folclore brasileiro com o estilo de contraponto do seu ídole, J. S. Bach, tendo atribuído a essas obras o título genérico de Bachianas Brasileiras. Um dos movimentos mais populares de toda a obra do compositor é um poema de sons em miniatura imitando um comboio que atravessa a floresta e a montanha, tirando dos instrumentos os efeitos de som evocativos.

E praticamente impossível fazer um levantamento da vasta obra de Villa-Lobos; uma boa parte continua sem publicar e está escassamente catalogada. As estimativas do vasto número de composições que escreveu vão desde as setecentas até mais do dobro; embora esta inconsistência seja, em parte, devida ao facto de ele ter feito frequentemente vários arranjos para uma só peça e uma contagem poder considerar tais arranjos como obras individuais. A confusão também se levanta do prazer que ele sentia em mistificar as coisas, em contar histórias sobre si próprio que poderão não ter sido sempre as mais verdadeiras.

Nos seus primeiros anos de compositor no Brasil era considerado como demasiado avançado para o público. Muito embora, nesse período, tenha composto quatro quartetos para cordas e cinco sinfonias (incluindo a que desapareceu) e ainda as deslumbrantes peças nacionalistas para piano, publicadas sob o título Prole do bebê. Estas sugerem a mesma forma da tradição folclórica associada ao modernismo que Stravinski escrevia exactamente na mesma altura, mas do qual Villa-Lobos não tinha o mínimo conhecimento, tendo-se aproximado de Stravinski de forma completamente independente.

O nacionalismo aberto e exótico das composições de Villa-Lobos escritas em Paris atraíram a maior e mais duradoira das atenções, já que a cena musical estava com os olhos postos em Paris, esperando novidades artísticas nas décadas posteriores à Primeira Guerra Mundial. Dois grandes ciclos de obras surgiram nessa altura – os Choros entre 1920 e 1929 e as Bachianas Brasileiras entre 1930 e 1945. Estas obras expressam a música popular das cidades brasileiras e o folclore do mundo rural, agrupados e recriados em peças para concerto de surpreendente variedade. Algumas das peças de cada um desses ciclos são destinadas a ensembles de grandes dimensões (incluindo, por exemplo, coro, banda e orquestra para o Choro N° 14 de 1928 e Bachianas Brasileiras Nos. 2, 3, 7 e 8), enquanto que outras são tão variadas em dimensão e instrumentação quanto se possa imaginar (a popular Bachiana Brasileira N” 5 chama oito violoncelos e voz soprano; a N° 6 para flauta solista e fagote).

Também durante os anos trinta, Villa-Lobos jogava um papel activo e vital no desenvolvimento da educação musical do seu país natal, tendo composto para este fim uma série de música coral e outras obras destinadas às escolas, tal como Kodály na Hungria e outros compositores nos respectivos países natais.

De 1945 até à sua morte, Villa-Lobos passou a dirigir mais o seu interesse para questões de virtuosidade instrumental e compôs cinco concertos para piano, dois concertos para violoncelo e um para harpa, um para viola e um para harmónica. As suas obras para piano tornaram-se mais extensas e conscientemente mais brilhantes (muito embora Rudepoema, escrito para Rubinstein nos anos vinte, já fosse considerado uma das mais difíceis obras criadas para o instrumento). Prosseguiu também ao longo de toda a sua vida e com uma certa regularidade com a composição de quartetos para cordas (no total dezassete e um décimo oitavo que deixou inacabado quando faleceu). Foi também nesta altura, após um intervalo de um quarto de século, que começou novamente a compor sinfonias; tendo composto a sua Sexta em 1944 e continuado até à sua Décima Segunda em 1957.

E como se tudo isto não bastasse, compôs seis peças de ballet, bandas sonoras para filmes, um par de óperas e até mesmo um espectáculo para a Broadway, Magdalena, juntamente com a equipa de Robert Wright e George Forrest, bem conhecidos por converter as melodias de velhos compositores em melodias destinadas a espectáculos para êxitos como Song of Norway (Grieg) e Kismet (Borodin).

As obras deste último período alcançaram na sua totalidade um considerável sucesso popular junto das audiências aquando das respectivas estréias, apesar de à medida que o tempo mudava e que o serialismo de doze tons se estabelecia como a essência do modernismo a meados do século, muitos músicos começassem a sentir que o sucesso de Villa-Lobos surgia da composição simples e de carisma popular e que era considerado um „grito longíquo” das últimas novidades na „música moderna.”

Actualmente, quatro décadas depois da sua morte, as obras que se ouvem com mais frequência, oriundas da pena fluente de Villa-Lobos, são as composições mais nacionalistas dos anos vinte e trinta. Durante muito tempo, as suas composições nos géneros clássicos padrão – em particular os quartetos para cordas e as sinfonias foram ignoradas. Muitas delas nem sequer tinham sido publicadas, o que tornava a decisão dos intérpretes em aceitar interpretar essas peças extremamente difícil.

De todas as peças esquecidas de Villa-Lobos, a Décima Sinfonia foi uma das mais difíceis de dominar. Uma das razões para esta relativa negligência talvez tenha sido o facto de estar planeada para um evento específico em detrimento de outros, já que demasiado limitado em interesse para merecer uma pesquisa mais alargada. O evento em questão foi o 400° aniversário da edificação de São Paulo, Brasil, em 1952; a peça foi concebida de certa forma como uma espécie de lição musical de história. Mas, como com todas as composições escritas para uma ocasião específica, é a música que determina se a peça merece uma atenção mais profunda, e realmente quase não houve oportunidade para julgar a
Décima de Villa-Lobos, através do critério do efeito actual na interpretação. (Hoje em dia não se espera necessariamente ouvir uma composição escrita para, a inauguração do Canal de Suez ou uma peça composta para a reedificação de uma catedral inglesa bombardeada pelos alemães durante a Segunda Guerra Munidal; mas se omitirmos estas composições „ocasionais” do nosso repertório, não teríamos nunca a oportunidade de ouvir hoje Aida de Verdi ou War Requiem de Britten, duas das obras mais refinadas dos séculos dezanove e vinte, respectivamente). Já é bastante invulgar que a estréia da obra não tenha ocorrido em São Paulo, mas sim em Paris, em 4 de Abril de 1957, com o compositor dirigindo a Orquestra da Rádio Nacional Francesa.

Ao criar a Décima Sinfonia (às vezes chamada de Ameríndia, outras vezes denominada por uma frase com uma linguagem mesclada Sumé Pater Patrium), Villa-Lobos compôs uma obra que é mais um oratório do que uma sinfonia tradicional com os respectivos quatro andamentos instrumentais abstractos. Para além da orquestra, chamou também solistas vocais e um coro para interpretar um texto derivado dos escritos deixados pelo Padre José de Anchieta, jesuíta e missionário colonial no Brasil, tendo deixado uma relação da conversão dos nativos ao Cristianismo. Para a finalidade da sinfonia, o texto foi traduzido para várias línguas – Tupi, a língua nativa; Latim a língua dos missionários e Português, a língua dos colonizadores europeus. O objectivo era produzir uma „relação alegórica, histórica e religiosa da cidade de São Paulo.”

Para poder concretizar este plano musical, Villa-Lobos empregou três tipos diferentes de estilos musicais, representando três culturas diferentes: a população nativa, representada por extensas melodias contínuas com muitos intervalos repetidos, no estilo do canto nativo; os portugueses, cuja música apresenta tons bem ambíguos, como representantes de uma agência estranha que obrigava à mudança e à adaptação e a população afro-brasileira com síncopes, hemiólios e ritmos cruzados. E compôs para uma enorme orquestra com três instrumentos de madeira, quatro instrumentos de sopro em metal, um largo corpo de percussão, duas harpas, piano, órgão, bem como uma larga parte para cordas para balançar, não esquecendo as vozes a solo e o coro misto. Todas estas forças dispostas com uma soberba variedade e sensação de cor.

O primeiro movimento, Allegro, é uma espécie de abertura. Talvez não seja ir demasiado longe se se disser que na explosão orquestral da abertura, seguida da vigorosa continuação se ouve uma representação das florestas virgens do Brasil e dos seus habitantes, antes da chegada dos Europeus. É puramente instrumental e dividida em várias partes, principalmente em tempos acelerados. Um dos motivos fundamentais é uma figura consistindo num par de notas vizinhas seguidas por um salto ascendente. O movimento está cheio de acentos de ritmos cruzados, dando-lhe um carácter pictórico e dramático.

Lento é o primeiro tempo marcando o segundo movimento, mas na verdade o tempo modifica-se várias vezes durante o andamento. Pode-se afirmar que a música, pelo menos em parte, pretende ser um lamento pela tranquilidade perdida e pelo isolamento do mundo rural. Um toque de clarins em quintas paralelas introduz uma lamuriante melodia inglesa. A primeira entrada vocal surge de um coro feminino, sem palavras, seguido pelo coro misto cantando melódicamente, sugerindo a população nativa. Finalmente, um contrabaixo a solo representando a „Voz da Terra,” descreve (numa breve frase) a beleza da terra onde a cidade irá ser edificada.

O terceiro movimento, um scherzo festivo, começa com padrões rítmicos de três-contra-dois, já que 9/8 e 3/4 de tempos surgem simultaneamente. Quando a subst,ncia da abertura é novamente repetida, o coro participa (tal como o solista num concerto clássico com uma disposição de “apresentação dupla”). As vozes masculinas soam em forma de cântico enquanto que a “Voz da Terra” e um outro solista masculino, „0 Ameríndio,” se juntam ao coro sem palavras.

Os dois últimos andamentos têm um carácter coral mais acentuado, mais ao modo de “oratório” do que de “sinfonia.” No Lento dos quatro movimentos, novamente o texto, adaptado de Anchieta, é apresentado em partes de dimensões variadas, culminando com uma fusão de passado e de futuro. O “Ameríndio” intercala as suas perguntas com as palavras do coro, possivelmente como o papel do Evangelista num dos passos da Paixão do compositor mais admirado e favorito de Villa-Lobos, J. S. Bach. Uma voz falando à distância (representando Anchieta, o papel do tenor) anuncia a chegada dos portugueses, trazendo consigo o Cristianismo. O coro canta em Latim excertos de um poema Mariano de Anchieta (o poema inteiro tem mais de 5000 linhas!), disposto num estilo de oratório inteiramente tradicional, com coro, cântico e solistas, numa concepção elaborada por partes, seguindo as sensações mutáveis do texto. (Uma passagem destinada a todos os „contra-altos” do coro, assim determinado por Villa-Lobos, é cantada aqui por um solista, uma vez que a linha melódica e o acompanhamento orquestral se encontram ambos entre as passagens mais suaves da sinfonia inteira e expressos numa intensa poesia pessoal.) Seguindo este suave interlúdio, o solo do barítono luta contra o Dragão Infernal (neste poema típico da Contra-Reforma torna-se claro que o “dragão” é “Calvino, portador da morte” e as forças do Protestantismo); faz a sua interpretação numa música obscuramente dramática para terminar o quarto movimento.

O movimento final, Poco Allegro, abre com um espírito muito mais cintilante e luminoso, a entrada orquestral preparando-se para o doce entusiamo lírico do coro para a história de Natal. Sinos e instrumentos de sopro vão colorindo a textura à medida que a poesia se vai desdobrando. Partes mais calmas anunciam a figura de Jesus (Adagio) e invocam a vinda do Espirito Santo (Moderato). Uma marcha lenta para celebrar a divina glória e a sinfonia vai-se intensificando para um fecho glorioso com Aleluias e uma declamação coral do original e moderno nome da cidade de São Paulo de Ipiratininga.

Esta extraordinária peça é única na obra de Villa-Lobos. Reflecte a história do seu país nativo, projectando-lhe uma música de grande cor e variedade com uma orquestra chamando uma parte de percussão bem mais extensa. Os ouvintes que esperam que uma sinfonia seja uma sinfonia talvez fiquem atónitos, mas aqueles que estiverem dispostos a aceitar a peça por aquilo que ela verdadeiramente representa e não por aquilo que um rótulo pretende impor, encontrá-la-ão plena de vigorosas ideias musicais.

1. Chôros Nº 12 para orquestra
Orchestre Philarmonique de Liège
Pierre Bartholomée

Symphony No. 10 – Ameríndia – Sume Pater Patrium (em cinco movimentos, sobre poemas de José de Anchieta, escrita para o quarto centenário da cidade de São Paulo)
Oratorio in Five Parts
2. Allegro (A Terra e suas Criaturas)
3. Lento (Lamento da Guerra)
4. Scherzo: Allegreto Scherzando
5. Lento (De Beata Virgine dei Mater Maria)
6. Poco Allegro (Gloria aos Céus e Paz na Terra)
Carla Wood, mezzo-soprano
Carlo Scibelli, tenor
Nmon Ford-Livene, baixo-barítono
Santa Barbara Symphony Orchestra and Choir
Gisele Ben-Dor

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Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) – Música para Piano II

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Não apenas Bartók escreveu belos arranjos para canções populares. Esta postura era uma das qualidades dos nacionalistas do início do século XX e Villa estava totalmente inserido no movimento. A mim causa emoção de ouvir estas canções simples, mas também um certo pasmo por não reconhecer a maioria delas. Sonia Rubinsky dá novamente um banho de competência e fico feliz por saber que toda a série estará a cargo da bela campineira. Como diz no livrinho do CD, é engraçado que os europeus considerem um compositor tão profundamente brasileiro como influenciado por Stravinski (???). Algumas certezas dos outros é melhor ignorar…

Heitor VILLA-LOBOS: Piano Music, Vol. 2 (A Prole do Bebe, No. 2 / Cirandinhas)

1 A Lenda do Caboclo 00:03:30
2 Ondulando 00:03:57
3 Valsa da Dor 00:05:02

A Prole do Bebe, No. 2 (The Baby’s Family, No. 2)
4 A Baratinha de papel 00:02:20
5 O Gatinho de papelao 00:03:09
6 O Camundongo de massa 00:03:29
7 O Cachorrinho de borracha 00:03:13
8 O Cavalinho de pau 00:02:55
9 O Boisinho de chumbo 00:05:07
10 O Passarinho de panno 00:03:33
11 O Ursozinho de algodao 00:03:12
12 O Lobosinho de vidro 00:05:18

Cirandinhas (Little Round Songs)
13 Zangou – se o Cravo com a Rosa 00:01:24
14 Adeus, Bela Morena 00:01:32
15 Vamos, maninha 00:01:33
16 Olha aquela menina 00:01:35
17 Senhora pastora 00:01:35
18 Cae, cae, balao 00:01:42
19 Todo o mundo passa 00:01:08
20 Vamos ver a mulatinha 00:01:41
21 Carneirinho, carneirao 00:02:12
22 A canoa virou 00:01:33
23 Nesta rua tem um bosque 00:02:33
24 Lindos olhos que ela tem 00:03:38

Sonia Rubinsky, piano

Total Playing Time: 01:07:57

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Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) – Sinfonia Nº 6 e Rudá

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Mais uma bela gravação de Villa-Lobos que a Naxos-Marco Polo edita. Se já conhecia a Sinfonia Nº 6, desconhecia o divertido balé “Rudá”, uma encomenda do Scala de Milão. Não é muito claro para mim o motivo da hostilidade que as sinfonias de Villa-Lobos sempre sofreram por parte dos críticos. Não são obras que fiquem abaixo das Bachianas ou dos Choros orquestrais. Villa dedicou-se muito ao gênero, tanto que escreveu 12 sinfonias. Já o balé Rudá inclui surpresas como solos de órgão e danças que estão a um passo do jazz.

Symphony No. 6 “Sobre a linha das montanhas do Brasil” (rev. R. Duarte)
01 Allegro non troppo 00:05:50
02 Lento 00:08:33
03 Allegretto 00:04:34
04 Allegro 00:06:06

Ruda “Dio d’amore” (rev. R. Duarte)
05 Os Maias 00:08:52
06 Os Aztecas 00:09:30
07 Os Incas 00:03:59
08 Os Marajoaras 00:10:46
09 La vittoria dell’amore nel tropico 00:06:47
10 Epílogo 00:04:18

Slovak Radio Symphony Orchestra
Roberto Duarte, Conductor

Total Playing Time: 01:09:15

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Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) – Música para Piano I

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Nem que a vaca tussa chegarei ao final desta nova série antes de minhas pequenas férias. Mas comecemos as sinfonias, quartetos e obras para piano deste compositor ultra-baixado em nosso blog. Apesar dos grandes sucessos românticos publicados pelo mano FDP, Villa permanece imbatível como nosso campeão de audiência. Eu gosto muito deste CD de cirandas infantis e de uma inusitada homenagem à Chopin – compositor ironizado numa das falas gravadas por Villa que publicamos aqui, lembram? A pianista brasileira – nascida em Campinas – Sonia Rubinsky não é apenas bonita como competentíssima. O CD desta candidata ao Grammy de 1999, justamente com a série de Villa-Lobos que ora postamos, é de entusiasmar.

VILLA-LOBOS: Piano Music, Vol. 1 (A Prole do Bebê, No. 1 / Cirandas)

A Prole do Bebê, No. 1 (The Baby’s Family, No. 1)
01 Branquinha (A boneca de louça) 00:02:24
02 Morenhina (A boneca de massa) 00:01:43
03 Caboclinha (A boneca de barro) 00:02:46
04 Mulatinha (A boneca de borracha) 00:01:36
05 Negrinha (A boneca de pau) 00:01:19
06 A pobrezinha (A boneca de trapo) 00:02:21
07 O polichinelo 00:00:52
08 A bruxa (A boneca de pano) 00:02:26

Cirandas
09 Terezinha de Jesus 00:02:11
10 A Condessa 00:02:52
11 Senhora Dona Sancha 00:01:30
12 O cravo brigou com a rosa 00:01:59
13 Pobre cega 00:01:35
14 Passa, passa gaviao 00:01:30
15 Xô, xô, passarinho 00:03:22
16 Vamos atras de Serra, Calunga 00:03:21
17 Fui no tororó 00:02:34
18 O pintor de Cannahy 00:02:27
19 Nesta rua, nesta rua 00:03:00
20 Olha o passarinho, Domine 00:02:23
21 A procura de uma agulha 00:03:43
22 A canoa virou 00:02:49
23 Que lindos olhos! 00:04:23
24 Có, có, có 00:02:14

Hommage a Chopin
25 Noturno 00:02:31
26 A la balada 00:05:13

Sonia Rubinsky, piano

Total Playing Time: 01:05:04

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Heitor Villa-Lobos (1887-1957) – Chôros, o Adendo: o Chôros Nº 12!

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Não há nada como nossos leitores-ouvintes. Abaixo, um comentário recebido ontem à noite. É de Henrique Bente (Hique):

Olá.

Mais uma pequena colaboração para o projeto “Chôros Completos do Villa”: o Chôros no. 12, para orquestra. Tinha somente o MP3, que achei depois de vasculhar teimosamente minhas bagunças, mas perdi sua ficha técnica. Até onde me lembro, a interpretação é da Orchestre Philarmonique de Liège. O regente, provavelmente, é Pierre Bartholomée – mas aqui o Google me ajudou, hehe!

Espero que aproveitem!

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Pequena colaboração? Que modéstia, Hique! A partir de agora, aguardamos as partituras extraviadas. Não duvido de nada.

:¬)))

Muito obrigado.