Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Dresden Overtures, Sinfonias and Concertos

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Dresden Overtures, Sinfonias and Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O imenso mar barroco permite encontros sem fim. Permite, por exemplo, que se encontre um tremendo compositor como Fasch, um cara realmente talentoso e criativo. Seus trabalhos incluem cantatas, concertos, sinfonias e música de câmara. Nenhuma de suas músicas foi publicada durante sua existência e, de acordo com o New Grove Dictionary of Music “parece que a maioria de suas obras vocais (incluindo 9 ciclos completos de cantatas, pelo menos 14 missas e quatro óperas) estão perdidas”. Ainda bem que sobraram algumas obras instrumentais. No entanto, sua música foi amplamente tocada em sua época. Imaginem que Georg Philipp Telemann dirigiu um ciclo de cantatas suas em 1733 na cidade de Hamburgo. Há uma peça para órgão atribuída a Johann Sebastian Bach (BWV 585), que na verdade é um arranjo de movimentos de uma trio sonata de Fasch e o Collegium Musicum de Bach em Leipzig interpretou algumas das Suites Orquestras de Fasch. Ou seja, é conhecer o que não se perdeu. Vale a pena!

Ah, o grupo de curioso nome — Les Amis de Philippe — é ESPLÊNDIDO.

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Dresden Overtures, Sinfonias and Concertos

Ouvertüre (Suite) F-Dur (für 2 Hörner, 2 Oboen, Fagott, Streicher und Basso continuo)
1. Ouverture
2. Air: Andante
3. Allegro

Sinfonia für Streicher und Basso continuo A-Dur
1. Sinfonia
2. Andante, un poco piano
3. Presto

Konzert für 2 Corni da caccia, 2 Oboen, Fagott, Violine, Streicher und Basso continuo F-Dur
1. Allegro
2. Largo
3. Allegro

Ouvertüre (Suite) A-Dur (für 2 Flöten, 2 Oboen, Streicher und Basso continuo)
1. Ouverture
2. Un poco vivace
3. Allegro

Sinfonia für Streicher und Basso continuo G-Dur
1. Allegro
2. Andante
3. Allabreve
4. Presto

Konzert für 2 Flöten, 2 Oboen, Fagott, Streicher und Basso continuo D-Dur
1. Un poco allegro
2. Andante
3. Allegro

Les Amis de Philippe
Ludger Remy

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Fasch, Johann Friedrich Fasch
Fasch, Johann Friedrich Fasch

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 9 (Svetlanov)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 9 (Svetlanov)

Eu simplesmente adorei esta versão russa de Mahler. Vamos a um texto de Paulo de Assis, publicado no site da Casa da Música? 

O último período criativo de Gustav Mahler – incluindo A Canção da Terra, a Sinfonia n.º 9 e os fragmentos da Sinfonia n.º 10 – revela um universo trágico, um mundo em desagregação e uma mente submersa em complexos processos psíquicos. Entre 1907 e 1909 Mahler sofreu vários golpes do destino, entre os quais a morte da sua filha Maria Anna, o diagnóstico de uma grave e incurável doença coronária, conflitos com a sua esposa Alma e intrigas várias contra si por parte de destacados membros da sociedade vienense. Além disso, a Oitava Sinfonia tinha-se imposto como obra limite, não sendo possível para Mahler prosseguir nessa direcção apoteótica e ‘grandiosa’. Do ponto de vista social e político também a Monarquia do Danúbio, centrada em Viena, mas estendendo-se por quase meia Europa, se desmoronava rapidamente, revelando cada vez mais aspectos decadentes e mórbidos, um povo que dançava alegremente sobre um dos mais violentos vulcões sociais da história, vulcão que viria a explodir apenas quatro anos mais tarde, em 1914. A Nona Sinfonia de Mahler é tradicionalmente associada às ideias de morte, de luto, de testamento espiritual, tendo sido estreada um ano após a morte do compositor. Para essa associação ‘fúnebre’ muito contribuíram personalidades como Arnold Schoenberg, Alban Berg, Willelm Mengelberg, ou o primeiro biógrafo de Mahler, Paul Bekker. Mas a pessoa que melhor conhecia Mahler, que tinha trabalhado regularmente com ele desde os tempos de Hamburgo (1894), era Bruno Walter. E Bruno Walter nunca insistiu nessa associação, referindo-se à “nostalgia do adeus” tão característica de Mahler, não como resultado directo de uma continuidade vida/obra, mas sim como expressão genuína de densos sentimentos “interiores e imediatos”. A reflexão sobre a Morte, por exemplo, é um dos motivos constantes da vida e obra de Mahler – desde as primeiras obras, incluindo várias ‘marchas fúnebres’ e canções de despedida. A Quarta Sinfonia (que Mahler explicitamente referiu como aparentada à Nona) reflecte precisamente a passagem da vida terrena para a vida celestial. Mais do que a sinfonia do ‘adeus’, a Sinfonia n.º 9 é uma obra sobre a maneira de pensar o ‘adeus’, e de integrá-lo numa obra de arte. Resultado de uma interioridade radical, esta sinfonia parece revelar um vasto conjunto de processos psicológicos, mentais e emocionais específicos de Gustav Mahler. A impressão geral ‘trágica’ que esta música suscita tem tanto a ver com os intrincados desenvolvimentos sonoros (que frequentemente não oferecem aquilo que prometem), como com a apresentação de ‘visões’ musicais enigmáticas e ignotas, momentos ‘estranhos’ que o ouvinte tem dificuldade em localizar dentro de categorias mentais tradicionais. Entre a visão abrangente da Natureza e do Cosmos da Primeira Sinfonia e a concentração psicológica total da Nona parece desenhar-se um percurso de crescente focalização na mente e nos processos mentais – algo que o grande interesse de Mahler pela recém-nascida disciplina da Psicanálise (que o levaria mesmo a consultar Freud em 1910) parece confirmar.

Mahler começa a Sinfonia n.º 9 com um andamento lento – Andante comodo, em Ré maior – mas não lhe confere o carácter de ‘introdução’ ou de ‘preparação’, tendo composto sim um verdadeiro andamento em forma-sonata, com um conteúdo autônomo e de grande significado musical. O tempo é lento e tem uma tendência geral para ser ainda mais lento, anunciando já a suprema lentidão do início da Décima Sinfonia. Mahler trabalha aqui com ‘processos’: mais do que figuras musicais claras e bem definidas, ouve-se um desenrolar de eventos sonoros, um processo de lenta definição de conteúdos, uma exploração quase táctil de um universo desconhecido. Nesta perspectiva, quando os temas ou motivos aparecem eles impõem-se ao ouvinte como o resultado psicológico inevitável desses processos, e não como objectos sonoros nitidamente delimitados. No lugar de ‘temas’, ‘contra-sujeitos’, ‘transições’, ‘episódios paralelos’, ou outros elementos formais tradicionais, Mahler propõe uma panóplia de ‘zonas emocionais’: docemente cantado, com raiva, apaixonadamente, sombrio, agitado, potente, com a máxima violência, como uma procissão pesarosa, levitando, hesitando, morrendo. Todas estas indicações emocionais são testemunho da complexa densidade psíquica que deu origem a este andamento, e o grau de interioridade psicológica, de concentração dos meios e do discurso, associados a uma subtil arte de tratamento polifónico e a fascinantes inovações harmónicas, faz deste andamento um dos pontos culminantes de toda a música ocidental.

O segundo andamento (em Dó maior) – Im Tempo eines gemächlichen Ländlers. Etwas täppisch und sehr derb – é, na realidade, um Scherzo, designação que Mahler eliminaria apenas numa fase avançada da composição, substituindo-a pelo (também provisório) título de “Minueto infinito”. Feito pela sucessão de três danças rústicas, este andamento acabaria por adoptar o título da primeira, um Ländler pesado, escrito num idioma tipicamente austríaco. A estrutura formal segue as três danças, incluindo os seus tempi específicos: ao Ländler segue-se uma estranha Valsa de contornos marcados e angulosos, à qual se segue um segundo Ländler, de carácter diferente do primeiro. Mais do que danças completas apresentadas de maneira integral, o que Mahler propõe é uma sucessão de ‘ruínas’ de danças, de fragmentos e partículas de memórias, recordações, velhas corporeidades vividas em anos longínquos. Como se o compositor recordasse episódios soltos da sua infância e juventude, impressões distantes de um tempo impreterivelmente perdido. Fragmentos de memórias da província austríaca e de salões vienenses. O carácter ambíguo de todo o andamento, alternando entre alegria despreocupada e seriedade pomposa, revela-se de maneira paradigmática nas inúmeras indicações expressivas que a partitura contém, indicações que chegam a requerer ao mesmo tempo, no mesmo instante, caracteres tão distintos como “morrendo” e “scherzando”.

O Rondo-Burleske, em Lá menor, assume a função de um segundo Scherzo, ironizando sobre coisas conhecidas através da sua distorção, exagero ou omissão. Constituindo uma das pièce de résistance obrigatória de todas as grandes orquestras (pelo seu extraordinário grau de dificuldade de execução), é um andamento de enorme virtuosismo de composição, tanto a nível formal, como de organização intrínseca do material musical. Mahler subdividiu-o em três secções ‘burlescas’, intercaladas por dois Trios contrastantes, seguidas de um ‘quase-fugato’ e de uma Coda abrupta e desafiante. No entanto, como várias análises vieram revelar, todo o material musical empregue nos 667 compassos deste andamento consiste em extrapolações do material apresentado nos primeiros dezasseis compassos. Segundo Theodor W. Adorno, estamos diante da peça mais virtuosística de Mahler, virtuosismo entendido aqui como reacção ao desespero, como ‘superconstrução’ para criar uma outra realidade paralela. Mahler dedicou-o ‘aos meus irmãos em Apolo’, indicando tratar-se de uma visão sarcástica da indomável actividade humana, do absurdo filosófico que tal actividade encerra e da vacuidade geral das nossas acções terrenas. Toda a orquestra está constantemente em movimento, numa hiperactividade asfixiante, impondo uma quase anarquia de motivos, instrumentação e distribuição tímbrica – sugerindo a presença de demónios irrequietos e incansáveis. Nesse sentido podemos estar diante de uma perturbadora dança macabra, colorida por uma ironia simultaneamente ingénua e selvagem.

Depois de três andamentos de ‘despedida’, o Finale não poderia ser uma apoteose triunfal, optando Mahler por um aprofundar do diálogo com a Morte através de um Adagio lento, sereno e de intensa densidade de expressão. Escrito em Ré bemol maior, este Adagio tem afinidades com o final da Terceira Sinfonia e, especialmente, com o último Lied (“O Adeus”) da Canção da Terra (1907-1909). Do ponto de vista formal trata¬-se de um andamento em forma de variações, com um tema e doze variações (não assinaladas como tal na partitura), intercaladas por dois Interlúdios de beleza imaterial. O tema inicial de nove compassos, entregue às cordas com “um som grande”, será objecto de transformações integradas num processo global e omnipresente de metamorfose contínua. Mais do que variações, Mahler revela diferentes ‘estados’ de uma mesma matéria, desvelando a essência intangível da existência, impalpável mas perceptível. No fim (Adagissimo) só as cordas tocam, num pianissimo geral com “a mais intensa e interior expressividade”. A indicação ‘morrendo’, notada repetidas vezes na partitura, indica que esta música não é já deste mundo, criando uma sonoridade etérea e metafísica, sons que eram desconhecidos aquando da estreia desta sinfonia e que contribuíram para a sua associação às esferas da morte, do luto e de ‘testamento espiritual’. Quando as violetas tocam, em pianississimo, a última figura de toda a sinfonia, o ouvinte encontra a sua interioridade profunda, tendo sido conduzido por Mahler aos mais recônditos meandros da sua própria psique – fator que talvez explique a profunda comoção interior que este andamento produz nos ouvintes.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 9

1. Andante Comodo
2. Im Tempo Eines Gemächlichen Ländlers. Etwas Täppisch Und Sehr Derb
3. Rondo. Burleske (Allegro Assai. Sehr Trotzig – Presto)
4. Adagio (Sehr Langsam)

Russian State Symphony Orchestra
Evgeny Svetlanov

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Mahler : tragicão e sublime
Mahler : tragicão e sublime

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Britten / Bach / Ligeti : Peças para Violoncelo Solo

Britten / Bach / Ligeti : Peças para Violoncelo Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um notável disco do professor, compositor e celista húngaro Miklós Perényi. Como eu disse um dia, um violoncelo solitário é a porta de entrada para a alma de vários compositores. E, à medida que mais violoncelistas gravam álbuns solo, parece haver uma demanda crescente por um repertório maior além do punhado de peças que geralmente são interpretadas. Compositores, mexam-se! Há demanda! Para este disco de 2012, Miklós Perényi escolheu três obras que demonstram não apenas combinarem perfeitamente entre si, mas a necessidade de mais peças. As obras de Bach e de Ligeti são conhecidas obra-primas, a de Britten é uma grata surpresa. Que música, meus amigos! Perény é claramente um mestre e ele toca os três trabalhos com compromisso, conhecimento e vitalidade.

Benjamin Britten — Third Suite for Cello, Op. 87
1 Introduzione: Lento 2:16
2 Marcia: Allegro 1:34
3 Canto: Con moto 1:09
4 Barcarola: Lento 1:13
5 Dialogo: Allegretto 1:10
6 Fuga: Andante espressivo 2:32
7 Recitativo: Fantastico 1:09
8 Moto perpetuo: Presto 0:51
9 Passacaglia: Lento solenne 8:33

Johann Sebastian Bach — Suite for Cello Solo No. 6 in D, BWV 1012
10 Prélude 5:32
11 Allemande 6:34
12 Courante 3:51
13 Sarabande 5:43
14 Gavotte 1 – 2 4:32
15 Gigue 3:47

György Ligeti — Sonata for Solo Cello
16 Dialogo: Adagio, rubato, cantabile 4:00
17 Capriccio: Presto con slancio 3:35

Miklós Perényi, violoncelo

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Perényi: mestre absoluto
Perényi: mestre absoluto

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Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 1 de 29

Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 1 de 29

Bem, quando a Harmonia Mundi completou 50 anos e editou uma caixinha de 30 CDs (o último é um “.pdf” com as letras das obras e outros detalhes) com 50 obras-primas mostrando o melhor que a HM produziu em todos esses anos. Há de tudo, desde óperas ou a Paixão Segundo São Mateus até obras menores, há desde obras do barroco até modernas, há desde nomes consagrados até absolutas surpresas como este primeiro CD, que nunca imaginaria, mas que – puxa! – é sensacional. Nos próximos dias, meses ou anos, vou postando um a um destes enormes CDs. Serão mais ou menos 35 horas de esplêndida música. Tenham paciência e não me encham o saco. Sou lento e divagativo, mas, de forma tortuosa, vou até o fim. O Organista Doido é que vai adorar: os dois primeiros CDs são de obras para órgão.

Harmonia Mundi – 50 years of music exploration

CD 1/29

François Couperin – Messe à l’usage des Paroisses – 43’27

1 Kyrie
2 Gloria
3 Offertoire
4 Sanctus
5 Beneditus
6 Agnus
7 Deo Gratias

Michel Chapuis, organ

Concert a l’organ de Cavarrubias

8 Medio registro de mano derecha – Andres de Sola 2’59
9 Pange lingua a tres voces – Sebastian Aguilera de Heredia 1’36
10 Salve de lleno – Sebastian Aguilera de Heredia 1’18
11 Tiento de falsas de quarto tono – Sebastian Aguilera de Heredia 3’13
12 Tiento lleno de primer tono – Sebastian Aguilera de Heredia 3’14
13 Gaitilla de mano izquierda – Sebastián Durón 3’07
14 Tiento sobre la letania de la Virgen – Pablo Bruna 5’57
15 Corrente Italiana – Juan Bautista José Cabanilles 3’27

Francis Chapelet, organ

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Um Couperin gordinho.
Um Couperin gordinho.

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.: interlúdio :. Gerald Clayton: Tributary Tales

.: interlúdio :. Gerald Clayton: Tributary Tales

“If you have to ask what jazz is you will never know”. São palavras brilhantes de Louis Armstrong, que contêm grande verdade, dada a capacidade do jazz de incorporar um enorme leque de influências, humores, cores, sons, o que torna sua definição decididamente inexata. E fascinante. Gerald Clayton é um pianista nascido na Holanda, mas que mora desde criança em Los Angeles. Seu Tributary Tales é um álbum que não perde tempo, com a excelente “Unforeseen” abrindo esplendidamente o disco. O que se destaca imediatamente é o trabalho de percussão — Cole, Lugo e Brown arrasam. Ao longo de uma boa parte do disco, Clayton parece se esquivar dos holofotes, tendo a seção de sopros o comando da melodia principal enquanto seu (excelente) piano tem um papel mais percussivo, em segundo plano. Curiosamente, nota-se algo de soul music aqui e ali. Um baita disco.

Gerald Clayton: Tributary Tales

1 Unforeseen 5:58
2 Patience Patients 6:13
3 Search For 1:08
4 A Light 4:19
5 Reach For 0:36
6 Envisionings 6:43
7 Reflect On 1:09
8 Lovers Reverie 3:11
9 Wakeful 5:54
10 Soul Stomp 7:47
11 Are We 7:00
12 Engage In 1:29
13 Squinted 7:11
14 Dimensions: Interwoven 5:50
15 Blues For Stephanie (Japan-only bonus track)

Gerald Clayton: piano; Logan Richardson: sax (alto); Ben Wendel: sax (tenor, baixo); Dayna Stephens: sax (barítono); Joe Sanders: baixo; Justin Brown: bateria; Aja Monet: voz; Carl Hancock Rux: voz; Sachal Vasandani: voz; Henry Cole: percussão; Gabriel Lugo: percussão.

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Gerald Clayton em 2017.
Gerald Clayton em 2017.

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J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo / Chorzempa)

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo / Chorzempa)

Chorzempa

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Um presente de fim de semana para vocês! Aproveitem bem. Vamos a este CD quádruplo: já sei que podem aparecer os chatos de sempre dizendo de cara que esta ou aquela gravação é melhor ou indiscutível ou sei lá. O fato é que muita gente boa gravou O Cravo Bem Temperado. As preferências são muito pessoais e farei questão de, a partir de agora, colocar as palavras “na minha opinião” ou algo do gênero. Desde os vinis de Wanda Landowska, creio possuir os mais importantes registros de O Cravo Bem Temperado. Afirmo-lhes que a gravação que me faz mais feliz é esta de Daniel Chorzempa. Não li as 52 páginas onde Daniel dá toda a justificativa — da forma mais erudita e musicológica possível — para esta abordagem a meu ver fora dos padrões habituais. Dizem meus ouvidos, minha emoção e meu prazer que Chorzempa tem bos dose de razão ao interpretar os Prelúdios e Fugas em quatro instrumentos diferentes: cravo, clavicórdio, órgão e pianoforte.

Isso mesmo. Sei que Bach escreveu não escreveu suas peças especificamente para o cravo, mas nunca tinha ouvido alguém tocá-las em vários instriumentos, conforme o estilo da peça. Na minha opinião, o registro de Chorzempa é mais colorido que as maravilhosas versões de Leonhardt e Gould, mais fluente que Landowska e infinitamente superior aos de alguns cravistas modernos e de excrescências na área como Sviatoslav Richter, Baremboim e Jarrett.

É obra-pedra fundamental de tudo o que se fez em teclado desde a metade do século XVIII. Download obrigatório. Ou ambas, ora.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

Disk: 1

1. Book I: No.1 in C, BWV846: Prld
2. Book I: No.1 in C, BWV846: Fugue
3. Book I: No.2 in c, BWV 847: Prld
4. Book I: No.2 in c, BWV 847: Fugue
5. Book I: No.3 in C#, BWV 848: Prld
6. Book I: No.3 in C#, BWV 848: Fugue
7. Book I: No.4 in c#, BWV 849: Prld
8. Book I: No.4 in c#, BWV 849: Fugue
9. Book I: No.5 in D, BWV 850: Prld
10. Book I: No.5 in D, BWV 850: Fugue
11. Book I: No.6 in d, BWV 851: Prld
12. Book I: No.6 in d, BWV 851: Fugue
13. Book I: No.7 in E flat, BWV 852: Prld
14. Book I: No.7 in E flat, BWV 852: Fugue
15. Book I: No.8 in e flat, BWV 853: Prld
16. Book I: No.8 in d#, BWV 853: Fugue
17. Book I: No.9 in E, BWV 854: Prld
18. Book I: No.9 in E, BWV 854: Fugue
19. Book I: No.10 in e, BWV 855: Prld
20. Book I: No.10 in e, BWV 855: Fugue
21. Book I: No.11 in F, BWV 856: Prld
22. Book I: No.11 in F, BWV 856: Fugue
23. Book I: No.12 in f, BWV 857: Prld
24. Book I: No.12 in f, BWV 857: Fugue

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Disk: 2
1. Book I: No.13 in F#, BWV 858: Prld
2. Book I: No.13 in F#, BWV 858: Fugue
3. Book I: No.14 in f#, BWV 859: Prld
4. Book I: No.14 in f#, BWV 859: Fugue
5. Book I: No.15 in G, BWV 860: Prld
6. Book I: No.15 in G, BWV 860: Fugue
7. Book I: No.16 in g, BWV 861: Prld
8. Book I: No.16 in g, BWV 861: Fugue
9. Book I: No.17 in A flat, BWV 862: Prld
10. Book I: No.17 in A flat, BWV 862: Fugue
11. Book I: No.18 in g#, BWV 863: Prld
12. Book I: No.18 in g#, BWV 863: Fugue
13. Book I: No.19 in A, BWV 864: Prld
14. Book I: No.19 in A, BWV 864: Fugue
15. Book I: No.20 in a, BWV 865: Prld
16. Book I: No.20 in a, BWV 865: Fugue
17. Book I: No.21 in B flat, BWV 866: Prld
18. Book I: No.21 in B flat, BWV 866: Fugue
19. Book I: No.22 in b flat, BWV 867: Prld
20. Book I: No.22 in b flat, BWV 867: Fugue
21. Book I: No.23 in B, BWV 868: Prld
22. Book I: No.23 in B, BWV 868: Fugue
23. Book I: No.24 in b, BWV 869: Prld
24. Book I: No.24 in b, BWV 869: Fugue

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Disk: 3
1. Book II: No.1 in C, BWV 870: Prld
2. Book II: No.1 in C, BWV 870: Fugue
3. Book II: No.2 in c, BWV 871: Prld
4. Book II: No.2 in c, BWV 871: Fugue
5. Book II: No.3 in C#, BWV 872: Prld
6. Book II: No.3 in C#, BWV 872: Fugue
7. Book II: No.4 in c#, BWV 873: Prld
8. Book II: No.4 in c#, BWV 873: Fugue
9. Book II: No.5 in D, BWV 874: Prld
10. Book II: No.5 in D, BWV 874: Fugue
11. Book II: No.6 in d, BWV 875: Prld
12. Book II: No.6 in d, BWV 875: Fugue
13. Book II: No.7 in E flat, BWV 876: Prld
14. Book II: No.7 in E flat, BWV 876: Fugue
15. Book II: No.8 in d#, BWV 877: Prld
16. Book II: No.8 in d#, BWV 877: Fugue
17. Book II: No.9 in E, BWV 878: Prld
18. Book II: No.9 in E, BWV 878: Fugue
19. Book II: No.10 in e, BWV 879: Prld
20. Book II: No.10 in e, BWV 879: Fugue
21. Book II: No.11 in F, BWV 880: Prld
22. Book II: No.11 in F, BWV 880: Fugue
23. Book II: No.12 in f, BWV 881: Prld
24. Book II: No.12 in f, BWV 881: Fugue
25. Book II: No.13 in F#, BWV 882: Prld
26. Book II: No.13 in F#, BWV 882: Fugue

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Disk: 4
1. Book II: No.14 in f#, BWV 883: Prld
2. Book II: No.14 in f#, BWV 883: Fugue
3. Book II: No.15 in G, BWV 884: Prld
4. Book II: No.15 in G, BWV 884: Fugue
5. Book II: No.16 in g, BWV 885: Prld
6. Book II: No.16 in g, BWV 885: Fugue
7. Book II: No.17 in A flat, BWV 886: Prld
8. Book II: No.17 in A flat, BWV 886: Fugue
9. Book II: No.18 in g#, BWV 887: Prld
10. Book II: No.18 in g#, BWV 887: Fugue
11. Book II: No.19 in A, BWV 888: Prld
12. Book II: No.19 in A, BWV 888: Fugue
13. Book II: No.20 in a, BWV 889: Prld
14. Book II: No.20 in a, BWV 889: Fugue
15. Book II: No.21 in B flat, BWV 890: Prld
16. Book II: No.21 in B flat, BWV 890: Fugue
17. Book II: No.22 in b flat, BWV 891: Prld
18. Book II: No.22 in b flat, BWV 891: Fugue
19. Book II: No.23 in B, BWV 892: Prld
20. Book II: No.23 in B, BWV 892: Fugue
21. Book II: No.24 in b, BWV 893: Prld
22. Book II: No.24 in b, BWV 893: Fugue

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Daniel Chorzempa: cravo, clavicórdio, órgão e pianoforte.

Chorzempão em seu habitat
Chorzempão em seu habitat

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Ravel: Os Concertos para Piano // de Falla: Noites nos Jardins da Espanha

Ravel: Os Concertos para Piano // de Falla: Noites nos Jardins da Espanha

Mais uma maravilha vinda da grande Hyperion. Vamos relembrar o excelente texto de Adriano Brandão para o Concerto em Sol Maior (G Major) de Ravel ?

Chicotada! Marchinha de soldadinho de chumbo! Jazz!

Não, eu não fiquei maluco. É mais ou menos esse o esquema da exposição do primeiro movimento do famoso Concerto para piano em sol maior de Maurice Ravel, obra de 1931. O maluco, no caso, é ele 🙂

Ravel compôs dois concertos para piano e orquestra. O primeiro foi uma peça para ser tocada somente com a mão esquerda, em ré maior. Pouco tempo depois Ravel teve a ideia para um segundo concerto, para as duas mãos, fortemente influenciado pelo jazz americano.

Vale lembrar que o jazz estava na moda na França no anos 20 e 30. Gershwin mesmo esteve em Paris em 1928 e fez muito sucesso com sua “Rhapsody in blue“. O resultado é que vários compositores de concerto, como Poulenc e Milhaud, incorporaram tiques jazzísticos a suas obras.

Ravel não ficou imune, é claro. Seu primeiro contato com o jazz foi com as diversas bandinhas de New Orleans que visitavam Paris e depois nos EUA mesmo (quando conheceu Gershwin). Em 1927 ele já havia escrito sua Sonata para violino, com um movimento inteiro chamado “Blues”. O caminho para este Concerto em sol já havia sido traçado.

Chicotada! Marchinha de soldadinho de chumbo! Jazz! A mistura do primeiro movimento é tão inusitada e funciona muitíssimo bem. As milhares de blue notes, com seu som tão típico, são as responsáveis pela cor predominantemente jazzística do movimento. E o solo de piano nunca, nunca deixa de lembrar o da “Rhapsody in blue”…

É muito legal, mas arrisco dizer que é mesmo o segundo movimento que deixa a impressão mais duradoura no ouvinte. Nada de jazz – é um adagio de tranquilidade absoluta, no qual o solista derrama lirismo sobre a paisagem estática fornecida pela orquestra. É de uma simplicidade e uma beleza inacreditáveis! Vários outros compositores tentaram roubar-lhe o molde: penso imediatamente no americano Samuel Barber, mas tem também Camargo Guarnieri, o português Lopes Graça… Ravel criou aqui o formato do moderno movimento lento de concerto.

A obra termina com um moto-perpétuo curtinho e mega virtuosístico, agora sim cheio de jazz. Ele consegue nos colocar de volta em solo firme após o movimento lento de sonho. E termina, sem muita cerimônia. Essa brevidade é esquisita de início, mas, sei lá, acho que faz sentido. Eu não conseguiria imaginar a graça de um finale muito elaborado após tamanha beleza. Chicotada! Pá pum! Tinha que terminar assim mesmo 🙂

Ravel: Os Concertos para Piano // de Falla: Noites nos Jardins da Espanha

Maurice Ravel (1875-1937) — Piano Concerto in G major [21’37]
1 Allegramente [8’18]
2 Adagio assai [9’24]
3 Presto [3’55]

Manuel de Falla (1876-1946) — Noches en los jardines de España G49 [23’11]
4 En el Generalife [10’01]
5 Danza lejana [4’45]
6 En los jardines de la Sierra de Córdoba [8’25]

7 Maurice Ravel (1875-1937) — Piano Concerto for the left hand in D major [18’13]

Steven Osborne (piano)
BBC Scottish Symphony Orchestra
Ludovic Morlot (conductor)

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Ravel fantasiado de jacaré engomado.
Ravel fantasiado de jacaré engomado.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): 6 Favourites Cantatas BWV 147, 80, 8, 140, 51 e 78

Johann Sebastian Bach (1685-1750): 6 Favourites Cantatas BWV 147, 80, 8, 140, 51 e 78

Não dá para considerar, ao menos do ponto de vista artístico, a Cantata BWV 147 como uma das favoritas — ela o é apenas do ponto de vista comercial. Talvez nem a BWV 8, mas as outras estão OK. Muito OK. Extremamente OK. Não há como não ouvir o grande Joshua Rifkin mandando bala em Cantatas de Bach. E estamos em um alto nível de interpretação. Os cantores são notáveis, é Bach legítimo em seu mundo perfeito de Cantatas. Destaque para a alegria da Wir Eilen Mit Schwachen (Cantata BWV 78), uma de minha árias preferidas of all time.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – 6 Favourites Cantatas BWV 147, 80, 8, 140, 51 e 78

DISCO 01

1-01 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 1.Herz Und Mund Und Tat Und Leben
1-02 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 2. Gebenedeiter Mund!
1-03 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 3. Schäme Dich, O Seele, Nicht
1-04 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 4. Verstockung Kann Gewaltige Verblenden
1-05 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 5. Bereite Dir, Jesu
1-06 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 6. Wohl Mir, Dass Ich Jesum Habe
1-07 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 7. Hilf, Jesu, Hilf
1-08 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 8. Der Höchsten Allmacht Wunderhand
1-09 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 9. Ich Will Von Jesu Wundern Singen
1-10 Bach_ Cantata #147, BWV 147, _Herz Und Mund Und Tat Und Leben_ – 10. Jesu Bleibet Meine Freude

1-11 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 1. Ein Feste Burg Ist Unser Gott
1-12 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 2. Alles, Was Von Gott Geboren
1-13 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 3. Erwäge Doch, Kind Gottes
1-14 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 4. Komm In Mein Herzenshaus
1-15 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 5. Und Wenn Die Welt Voll Teufel Wär
1-16 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 6. So Stehe Denn Bei Christi Blutgefärbten Fahne
1-17 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 7. Wie Selig Sind Doch Die
1-18 Bach_ Cantata #80, BWV 80, _Ein Feste Burg Ist Unser Gott_ – 8. Das Wort Sie Sollen Lassen Stahn

1-19 Bach_ Cantata #8, BWV 8, _Liebster Gott, Wenn Werd’ Ich Sterben__ – 1. Liebster Gott Wann Werd Ich Sterben
1-20 Bach_ Cantata #8, BWV 8, _Liebster Gott, Wenn Werd’ Ich Sterben__ – 2. Was Willst Du Dich
1-21 Bach_ Cantata #8, BWV 8, _Liebster Gott, Wenn Werd’ Ich Sterben__ – 3. Zwar Fuhlt Mein Schwaches Herz
1-22 Bach_ Cantata #8, BWV 8, _Liebster Gott, Wenn Werd’ Ich Sterben__ – 4. Doch Weichet, Ihr Tollen, Vergeblichen Sorgen!
1-23 Bach_ Cantata #8, BWV 8, _Liebster Gott, Wenn Werd’ Ich Sterben__ – 5. Behalte Nur, O Welt, Das Meine!
1-24 Bach_ Cantata #8, BWV 8, _Liebster Gott, Wenn Werd’ Ich Sterben__ – 6. Herrscher Ueber Tod Und Leben

DISCO 02

2-01 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 1. Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme
2-02 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 2. Er Kommt, Er Kommt, Der Brautigam Kommt
2-03 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 3. Wann Kommst Du, Mein Heil
2-04 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 4. Zion Hoert Die Waechter Singen
2-05 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 5. So Geh Herein Zu Mir
2-06 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 6. Mein Freund Ist Mein
2-07 Bach_ Cantata #140, BWV 140, _Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme_ – 7. Gloria Sei Dir Gesungen

2-08 Bach_ Cantata #51, BWV 51, _Jauchzet Gott In Allen Landen_ – 1. Jauchzet Gott In Allen Landen
2-09 Bach_ Cantata #51, BWV 51, _Jauchzet Gott In Allen Landen_ – 2. Wir Beten Zu Dentempel An
2-10 Bach_ Cantata #51, BWV 51, _Jauchzet Gott In Allen Landen_ – 3. Höchster, Mache Deine Güte
2-11 Bach_ Cantata #51, BWV 51, _Jauchzet Gott In Allen Landen_ – 4. Sei Lob Und Preis Mit Ehren
2-12 Bach_ Cantata #51, BWV 51, _Jauchzet Gott In Allen Landen_ – 5. Alleluja

2-13 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 1. Jesu, Der Du Meine Seele
2-14 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 2. Wir Eilen Mit Schwachen
2-15 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 3. Ach! Ich Bin Ein Kiind Der Suenden
2-16 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 4. Das Blut, So Meine Schuld Durchstreicht
2-17 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 5. Die Wunden, Naegel, Kron Und Grab
2-18 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 6. Nun Du Wirst Mein Gewissen Stillen
2-19 Bach_ Cantata #78, BWV 78, _Jesu, Der Du Meine Seele_ – 7. Herr, Ich Glaube, Hilf Mir Schwachen

The Bach Ensemble
Joshua Rifkin, direção

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Joshua Rifkin: favoritas até ali, né?
Joshua Rifkin: favoritas até ali, né?

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Igor Stravinsky (1882 -1971): Sinfonia dos Salmos e A História do Soldado

Igor Stravinsky (1882 -1971): Sinfonia dos Salmos e A História do Soldado

Stravinsky Philips A01133L 1

Pois bem. Eu não gosto da Sinfonia dos Salmos, mas amo A História do Soldado. A Sinfonia é uma peça para coro e orquestra escrita em 3 movimentos em 1930 para comemorar os 50 anos da Sinfônica de Boston. É neoclássica e sem graça, em minha opinião. Já A História do Soldado é de 1918. O que apresentamos é sua suíte para sete instrumentos, sem narrador. A obra trata da história fáustica do soldado que vende a própria alma, na forma de seu violino, ao Diabo. Ao descobrir a armadilha em que havia caído, ele passa a lutar de todas as formas para reaver seu instrumento. Resgatando o conteúdo medieval de Fausto, A História do Soldado nos mostra que na vida é possível fazer concessões, desde que não sejam fundamentais. Se vendermos o cerne, viramos “mortos-vivos”. A dificuldade está em discernir entre o que é dispensável e o que é vital. O registro tem regência do próprio Igor Strava.

Igor Stravinsky (1882 -1971): Sinfonia dos Salmos e A História do Soldado

1 Symphonie de Psaumes 21:27
Psalm 38 – Psalm 39 – Psalm 150
Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky, regência

2 L’Histoire du Soldat: suite 25:03
marche du soldat
airs by a stream
pastorale
marche royale
petit concert
3 dances: tango, valse, ragtime
danse du diable
grand choral
marche triomphale de diable

Músicos:
David Oppenheim, clarinete
Loren Glickman, fagote
Robert Nagel, trompete
Erwin Price, trombone
Alfred Howard, percussão
Alex Schneider, violino
Julius Levine, contrabaixo
Igor Stravinsky, regência

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Quem não fumou no século XX?
Quem não fumou no século XX?

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Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (Heath)

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (Heath)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na minha opinião, os seis quartetos de cordas de Bartók formam a maior obra composta no século XX, como já disse muitas vezes.  Sempre que uma versão passa na minha frente, pego e reouço… Eles são, sem dúvida, a contribuição mais importante para o gênero após Beethoven, e servem não somente como modelo de beleza e equilíbrio mas traçam melhor a evolução Bartók como compositor do que qualquer outro grupo de suas obras. Claro, já existe um extraordinário acervo de boas gravações. Desde a época do LP, já tínhamos o Fine Arts e o Végh esmerilhando. Depois vieram as maravilhosas versões digitais dos Takács (de quase 20 anos), do Alban Berg, Tokyo e Emerson. Dado esse considerabilíssimo pedigree, é um enorme elogio ao Heath Quartet o de colocá-lo ao lado destes sensacionais conjuntos. O quarteto inglês de Oliver Heath não é mole.

A gurizada do Heath
A gurizada do Heath

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas

1 String Quartet No. 1, Sz. 40: I. Lento 09:06
2 String Quartet No. 1, Sz. 40: II. Allegretto. Introduzione 10:07
3 String Quartet No. 1, Sz. 40: III. Allegro vivace 10:20

4 String Quartet No. 3, Sz. 85: I. Prima parte. Moderato 04:45
5 String Quartet No. 3, Sz. 85: II. Seconda parte. Allegro 05:34
6 String Quartet No. 3, Sz. 85: III. Recapitulazione della prima parte. Moderato 02:55
7 String Quartet No. 3, Sz. 85: IV. Coda. Allegro molto 02:20

8 String Quartet No. 5, Sz. 102: I. Allegro 07:58
9 String Quartet No. 5, Sz. 102: II. Adagio molto 05:52
10 String Quartet No. 5, Sz. 102: III. Scherzo. Alla bulgarese 05:29
11 String Quartet No. 5, Sz. 102: IV. Andante 04:44
12 String Quartet No. 5, Sz. 102: V. Finale. Allegro vivace 07:33

13 String Quartet No. 2, Sz. 67: I. Moderato 09:51
14 String Quartet No. 2, Sz. 67: II. Allegro molto capriccioso 08:03
15 String Quartet No. 2, Sz. 67: III. Lento 09:08

16 String Quartet No. 4, Sz. 91: I. Allegro 06:15
17 String Quartet No. 4, Sz. 91: II. Prestissimo, con sordino 03:12
18 String Quartet No. 4, Sz. 91: III. Non troppo lento 05:53
19 String Quartet No. 4, Sz. 91: IV. Allegretto pizzicato 03:01
20 String Quartet No. 4, Sz. 91: V. Allegro molto 05:51

21 String Quartet No. 6, Sz. 114: I. Mesto. Piu mosso, pesante – Vivace 07:40
22 String Quartet No. 6, Sz. 114: II. Mesto. Marcia 07:40
23 String Quartet No. 6, Sz. 114: III. Mesto – Burletta. Moderato 07:16
24 String Quartet No. 6, Sz. 114: IV. Mesto 06:48

The Heath Quartet

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Bartók em 1939
Bartók em 1939

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Johannes Brahms (1833-1896): Concerto para Violino Op. 77 / Concerto para Piano Nº 1 Op. 15 & Robert Schumann (1810-1856): Quarteto para Piano Op. 47

Johannes Brahms (1833-1896): Concerto para Violino Op. 77 / Concerto para Piano Nº 1 Op. 15 & Robert Schumann (1810-1856): Quarteto para Piano Op. 47

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É um enorme privilégio ouvir um disco desses. Ao vivo, um concerto espetacular no Concertgebouw de Amsterdam reunindo meu maestro preferido Bernard Haitink e os extraordinários violinista e pianista Frank Peter Zimmermann e Emanuel Ax tocando o Concerto para Violino e o Nº 1 para Piano e Orquestra de Brahms. De quebra, Ax faz-se acompanhar por membros da orquestra para interpretar o Quarteto Op. 47 de Schumann. O que dizer mais? Que desempenhos! O quase nonagenário Haitink está cada vez melhor. Espero que siga assim até onde der. O cara está em estado de graça! Tudo que toca vira ouro. Os concertos recebem aqui uma das melhores interpretações que já ouvi. Confiram aí porque agora tenho que ouvir tudinovo.

Johannes Brahms (1833-1896): Concerto para Violino Op. 77 / Concerto para Piano Nº 1 Op. 15 & Robert Schumann (1810-1856): Quarteto para Piano Op. 47

CD 01
01. Brahms — Violin Concerto in D Major, Op. 77_ I. Allegro non troppo
02. Brahms — Violin Concerto in D Major, Op. 77_ II. Adagio
03. Brahms — Violin Concerto in D Major, Op. 77_ III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace

CD 02
01. R. Schumann — Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47_ I. Sostenuto assai-Allegro ma non troppo
02. R. Schumann — Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47_ II. Scherzo_ Molto vivace
03. R. Schumann — Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47_ III. Andante cantabile
04. R. Schumann — Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47_ IV. Finale_ Vivace

05. Brahms — Piano Concerto No. 1 in D Minor, Op. 15_ I. Maestoso
06. Brahms — Piano Concerto No. 1 in D Minor, Op. 15_ II. Adagio
07. Brahms — Piano Concerto No. 1 in D Minor, Op. 15_ III. Rondo_ Allegro non troppo

Frank Peter Zimmermann, violino
Emanuel Ax, piano
Emanuel Ax & RCO Chamber Soloists
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Emanuel Ax e Bernard Haitink. Querem mais? Vai ser difícil.
Emanuel Ax e Bernard Haitink. Querem melhor? Vai ser difícil.

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.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nuit Blanche

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nuit Blanche

Ingmar Bergman disse uma vez que Andrei Tarkovsky filmava como se sonha. E o Quarteto Tarkovsky, que recebeu o nome do grande cineasta russo, desenvolveu uma linguagem de própria, muito próxima dos sonhos. Para o líder e pianista François Couturier, o silêncio e a lentidão de Tarkovsky estão intimamente relacionados com a estética desenvolvida no terceiro álbum do grupo, Nuit blanche, produzido por Manfred Eicher em Lugano em abril de 2016. Aqui temos peças diversas composta por François Couturier ou criadas no momento por Couturier, a violoncelista Anja Lecher, o saxofonista Jean-Marc Larché e o acordeonista Jean-Louis Matinier. Elas exploram a textura dos sonhos e da memória e continuam a fazer uma referência oblíqua a Tarkovsky. É improviso, composição moderna e música barroca,tudo ao mesmo tempo agora.

François Couturier (1950): Nuit Blanche

1 Rêve 2:54
2 Nuit blanche 5:38
3 Rêve II 1:22
4 Soleil sous la pluie 4:41
5 Dream III 2:05
6 Fantasia 4:26
7 Dream IV 2:29
8 Urga 11:19
9 Daydream 2:52
10 Cum Dederit Delectis Suis Somnum 5:46
11 Nightdream 2:23
12 Vertigo 0:57
13 Traum V 1:31
14 Traum VI 2:25
15 Dakus 4:34
16 Quant ien congneu a ma pensee 5:05
17 Rêve étrange… 1:20

François Couturier
Tarkovsky Quartet

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E aí está o Tarkovsky Quartet
E aí está o Tarkovsky Quartet

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Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para Cordas — Lieder

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para Cordas — Lieder

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que alegria divulgar um CD como este! O Quarteto Ebène junta-se ao cellista Gautier Capuçon para fazerem o sublime Quinteto para dois violinos, viola e dois violoncelos. Posso chutar com boa dose de segurança que é a obra de câmara mais longa escrita por Schubert. Mas não se trata apenas de horizontalidade, também é uma obra gigantesca no sentido vertical. Todos os movimentos são perfeitos e contrastantes. Coisa de gênio de cabo a rabo. O que é aquele adágio? Como ele combina com o Scherzo que o segue! E os belíssimos movimentos inicial e final? Depois o grupo toca uma série de canções (lieder) de Schubert especialmente arranjadas pelo violoncelista do Ebène, Rapphael Merlin, e cantadas pelo barítono alemão Matthias Goerne. Olha, que disco! Ouçam, comprem, furem o CD de tanto ouvir! Afinal, mesmo no Brasil, com nossa situação e nossos “líderes”, a gente merece ser feliz e ver-escutar a beleza, né?

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para Cordas — Lieder

01. String Quintet in C Major, D. 956: I. Allegro ma non troppo
02. String Quintet in C Major, D. 956: II. Adagio
03. String Quintet in C Major, D. 956: III. Scherzo & Trio
04. String Quintet in C Major, D. 956: IV. Allegretto

05. Die Götter Griechenlands, D. 677
06. Der Tod und das Mädchen, D. 531
07. Der Jüngling und der Tod, D. 545
08. Atys, D. 585
09. Der liebliche Stern, D. 861

Quatour Ebène
Gautier Capuçon, cello
Matthias Goerne, barítono

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Foto tirada quando da gravação deste CD
Foto tirada quando da gravação deste CD

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J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo, BWV 1001-1006, arranjadas para Violoncelo

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo, BWV 1001-1006, arranjadas para Violoncelo

MarkkuMarkku Luolajan-Mikkola é um homem de técnica, sensibilidade e coragem. Simplificou os trechos que eram absolutamente impossíveis para o violoncelo, deixou a coisa mais lenta que o habitual, alterou as tonalidades e foi em frente, gravando as Sonatas e Partitas de Bach, originalmente escritas para o leve violino. É uma gravação estranha e maravilhosa. Os tempos das performances de Luolajan-Mikkola são os mais lentos que eu já ouvi. Mas não pense que tudo é uniformemente lento. A Chacona, por exemplo, dura cerca de 15 minutos, o que é a duração comum em violino. Markku Luolajan-Mikkola é um músico sensível e escrupuloso. Trata-se de um mestre de uma série de instrumentos de cordas. Aqui, ele toca um violoncelo barroco feito por Barak Norman em Londres por volta de 1700. O som é impressionante — rústico e forte, muito ressonante. A ideia maluca de transcrever do violino solo de Bach para o violoncelo não é nova, parece ter nascido com o próprio autor. Existem manuscritos do século 19 com tentativas de transcrições e, de acordo com Johann Friedrich Agricola, o próprio compositor costumava improvisar essas peças ao cravo, violoncelo e órgão. A transcrição de Luolajan-Mikkola é muito fiel ao original. Ele afirmou que os abusos eram absolutamente desnecessários, pois a idiomática para todos os instrumentos de cordas é a mesma…

OK. Divirtam-se com o finlandês. É um país incrível. A Finlândia e a Estônia são para a música clássica assim como a Irlanda está para a literatura. Há uma desproporção notável entre o tamanho da população e a excelência artística.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino, BWV 1001-1006, arranjadas para Violoncelo

Disc 1:
Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Arr. in G Minor for Cello):
1 I. Allemanda 4:42
2 II. Corrente 3:09
3 III. Sarabanda 4:16
4 IV. Gigue 4:29
5 V. Ciaccona 15:15

Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003 (Arr. in D Minor for Cello):
6 I. Grave 3:43
7 II. Fugue 10:38
8 III. Andante 5:13
9 IV. Allegro 7:02

Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006 (Arr. in A Major for Cello):
10 I. Preludio 4:47
11 II. Loure 4:22
12 III. Gavotte en rondeau 3:15
13 IV. Menuets I & II 4:54
14 V. Bourrée 1:40
15 VI. Gigue 2:09

Disc 2
Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. in E Minor for Cello):
1 I. Allemanda 5:31
2 II. Double 3:56
3 III. Corrente 4:13
4 IV. Double. Presto 3:53
5 V. Sarabanda 4:59
6 VI. Double 3:22
7 VII. Tempo di bourrée 3:54
8 VIII. Double 4:13

Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001 (Arr. in C Minor for Cello):
9 I. Adagio 4:05
10 II. Fugue. Allegro 6:47
11 III. Siciliana 3:27
12 IV. Presto 4:10

Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005 (Arr. in F Major for Cello):
13 I. Adagio 4:28
14 II. Fugue 12:41
15 III. Largo 2:57
16 IV. Allegro assai 5:34

Markku Luolajan-Mikkola, violoncelo barroco

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Markku Luolajan-Mikkola
Markku Luolajan-Mikkola

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Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Orquestra Filarmônica de Berlim tem uma curiosa história recente. Com Herbert von Karajan tinha glamour, grana e resultados artísticos quase sempre de segunda linha. Melhorou muito com Abbado e Rattle, mas perdeu a grande fama, em boa parte ancorada pelas copiosas gravações de HvK para a DG. Só que, mesmo na época de baixaria artística, quando se apresentava com regentes convidados, destes que chegam para cumprir alguns concertos e vão embora, a orquestra arrasava. Por exemplo, quando pegou um gênio como Günter Wand, rendeu como nunca. Esta é uma gravação ao vivo que comprova o fato.

As duas sinfonias finais de Schubert estão translúcidas, claras e absolutamente cantantes. O velhinho Wand deu um jeito de iluminar as partituras como raramente se vê. Coisa de louco.

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

CD1
1. Sinfonie Nr. 8 h-moll Symphony No.8 B Minor ‘Unvollendete – Unfinished’ D 759: Allegro moderato
2. Sinfonie Nr. 8 h-moll Symphony No.8 B Minor ‘Unvollendete – Unfinished’ D 759: Andante con moto

CD2
3. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Andante – Allegro ma non troppo
4. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Andante con moto
5. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Scherzo: Allegro vivace
6. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Finale: Allegro vivace

Berlin Philharmonic Orchestra
Günter Wand

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Wand: um gênio
Wand: um gênio

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Johannes Brahms (1833-1897): Complete Piano Sonatas

Johannes Brahms (1833-1897): Complete Piano Sonatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Brahms, em sua furiosa autoexigência, não costumava errar. Publicar porcaria não era com ele, isso desde o início de sua carreira. Claro, que em suas Sonatas Completas, todas escritas na juventude, havia uma grandiloquência que ele não manteve, mas, pô, que belos exemplos de pianística romântica temos aqui! Muito influenciadas por Schumann, elas têm a característica de serem longas e muito difíceis, especialmente a terceira, uma das peças da minha mais absoluta preferência. Ela é uma das maiores sonatas pós-Beethoven já compostas. Em tamanho e qualidade. Eu também gosto da #1 e #2. Adoro o movimento final da sonata #1. A #2 é mais fácil que a #3, mas não pense que é muito mais. Digamos que fique no nível das Variações sobre um Tema de Paganini. Ou seja… E o Andante da terceira, que coisa linda! Curiosamente, estas Sonatas são negligenciadas. Talvez por suas enormes proporções. Mas é uma injustiça do cão.

O trabalho de François-Frédéric Guy é estupendo, cheio de técnica, senso de estilo romântico e compreensão.

Johannes Brahms (1833-1897): Complete Piano Sonatas

Disc 1:
1 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: I. Allegro non troppo (Ma energico) 6:06
2 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: II. Andante con espressione 5:24
3 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: III. Scherzo (Allegro) 3:57
4 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: IV. Finale (Sostenuto – Allegro non troppo e rubato) 11:44

5 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: I. Allegro 11:37
6 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: II. Andante 5:47
7 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: III. Scherzo (Allegro molto e con fuoco) 5:58
8 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: IV. Finale (Allegro con fuoco) 7:10

Disc 2
1 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: I. Allegro maestoso 10:34
2 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: II. Andante (Andante espressivo) 11:31
3 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: III. Scherzo (Allegro energico) 4:39
4 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: IV. Intermezzo (Andante molto) 3:32
5 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: V. Finale (Allegro moderato ma rubato) 7:40

François-Frédéric Guy, piano

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François-Frédéric Guy, estou pasmo com altíssima qualidade do que ouvi. De cair o queixo.
François-Frédéric Guy, estou pasmo com altíssima qualidade do que ouvi. De cair o queixo.

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Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A solene, complexa e majestosa música de Anton Bruckner por um de seus maiores especialistas, Bernard Haitink. São 57 impecáveis minutos de um gravação ao vivo. Vamos falar sério: Bernard Haitink é sem dúvida o grande maestro de Bruckner em nosso tempo. Já octogenário, suas leituras da obra bruckneriana tornaram-se ainda mais profundas, poderosas e intelectuais. Esta sexta, recentemente gravada, é um exemplo perfeito: é uma gravação de referência como as de Celibidache, Klemperer e Wand. Esta é a melhor sexta desde a célebre gravação de Wand, também ao vivo, com a orquestra NDR. Uma recomendação absoluta.

Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

1. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): I. Maestoso 15:57
2. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): II. Adagio. Sehr feierlich 17:19
3. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): III. Scherzo – Trio 8:36
4. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): IV. Finale 15:06

Dresden Staatskapelle
Bernard Haitink

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Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach
Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

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François Couperin (1668-1733): Obras para Cravo

François Couperin (1668-1733): Obras para Cravo

AvdWiele Nonesuch H71037 1IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que disco foda! É mais um velho vinil garimpado e digitalizado pelo genial blog holandês 33 toeren klassiek, o que me faz amar ainda mais a Holanda. A cravista belga Aimée Van De Wiele (1907-1991) realizou, em 1965, uma leitura muito bonita e moderna da música de Couperin. Suas interpretações do grande francês — que já era um revolucionário por si só — são multifacetadas e cheias de humor. Muitas das obras para teclado de François Couperin têm títulos descritivos e evocativos que expressam diferentes atmosferas, de harmonias ousadas e algumas atonalidades. São como miniaturas de poemas sinfônicos. Este aspecto chamou a atenção de Richard Strauss, que chegou a orquestrar algumas dessas peças. A música para piano de Johannes Brahms foi influenciada pela música para teclado de Couperin. Brahms interpretou-a publicamente e contribuiu, em 1880, para a primeira edição completa das Pièces de clavecin.

François Couperin (1668-1733): Obras para Cravo

1 Prelude (L’Art De Toucher Le Clavecin, #7) 2:45
2 Les Fastes De La Grande Et Ancienne Menestrandise (II / 11) 9:37
3 L’Attendrissante (III / 18) 2:37
4 Le Tic-Toc-Choc, Ou Les Maillotins (III / 18) 2:10
5 La Favorite (I / 3) 6:40
6 Le Carillon De Cythere (III / 14) 2:25
7 Les Barricades Mysterieuses (II / 6) 2:58
8 Les Ombres Errantes (IV / 25) 2:26
9 Les Calotins Et Les Calotines Ou La Piece Á Tretous (III / 19) 3:05
10 Le Rossingnol En Amour (III / 14) 3:57
11 L’Arlequine (IV / 23) 1:51
12 La Garnier (I / 2) 3:54
13 Les Folies Francaises Ou Les Dominos (III / 13) 9:15

Aimée Van De Wiele, cravo

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Um dos vídeos mais lindos que conheço:

AvdWiele Nonesuch H71037 txt

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J. S. Bach (1685-1750): As 4 Suítes Orquestrais

J. S. Bach (1685-1750): As 4 Suítes Orquestrais

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Todos os discos, todos os concertos, todos os gemidos e suspiros da Freiburger Barockorchester valem a pena. Ontem, presa de uma grave crise de HIPOBACHEMIA profunda — se me entendem — resolvi atacar novamente com a orquestra da pequena e bela e universitária cidade de Freiburg. Não me arrependi. Aqui está por inteiro o espírito atlético, dançável e saracoteante que deu 20 filhos a Bach em seus dois casamentos com Maria Barbara e Anna Magdalena, fora os que semeou no varejo, como eu.

Baixem logo porque este CD duplo da grande Harmonia Mundi é bom demais!

J. S. Bach (1685-1750): as 4 Suítes Orquestrais

1. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: I. Ouverture 11:26
2. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: II. Bourrées I & II 2:50
3. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: III. Gavotte 1:55
4. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: IV. Menuets I & II alternativement 4:14
5. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: V. Réjouissance 2:34

6. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: I. Ouverture 10:42
7. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: II. Rondeau 1:28
8. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: III. Sarabande 2:36
9. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: IV. Bourrées I & II alternativement 2:04
10. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: V. Polonaise & Double 3:17
11. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: VI. Menuet 1:05
12. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: VII. Badinerie 1:23

13. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: I. Ouverture 9:17
14. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: II. Courante 2:18
15. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: III. Gavottes I & II alternativement 3:13
16. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: IV. Forlane 1:13
17. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: V. Menuets I & II alternativement 3:15
18. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: VI. Bourrées I & II alternativement 2:42
19. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: VII. Passepieds I & II 3:31

20. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: I. Ouverture 9:49
21. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air 4:37
22. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: III. Gavottes I & II alternativement 4:00
23. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: IV. Bourrée 1:10
24. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: V. Gigue 2:47

Freiburger Barockorchester

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COMENTÁRIOS

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Vivaldi (1678-1741): Concerti Con Molti Strumenti (Violinos, Flautas, Oboés, Fagotes)

Vivaldi (1678-1741): Concerti Con Molti Strumenti (Violinos, Flautas, Oboés, Fagotes)

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Vivaldi era um padre que não rezava missas. Ainda na casa dos vinte anos, já padre, alegara problemas com a asma, que o faria tossir e tossir. Como oficiaria missas? Dizia-se fraco, mas teve grandes amores — um muito rumoroso com uma aluna, o contralto Anna Giró –, além de dar aulas, tocar violino e reger. Irritado, pensando que o Padre Rosso era um fingido, Benedetto Marcello escreveu um panfleto contra ele. Em 1737, Vivaldi respondeu:

Há 25 anos que não dou missas e eu não pretendo fazê-lo novamente, não por causa de alguma  proibição ou qualquer ordenança, mas por minha própria vontade, por causa de uma doença que sofro desde a infância e ainda me assombra.

Depois de ser ordenado sacerdote, disse Missas por um ano, mas depois decidi parar porque em três dias consecutivos tive que deixar o altar antes da celebração final por causa da minha doença.

Por esta razão eu vivo principalmente dentro de casa e nunca saio a não ser de gôndola ou de carro, já que não posso andar sem dor e aperto no peito.

Nenhum cavalheiro convida-me para ir a sua casa, mesmo o nosso príncipe, porque todos sabem de minha fraqueza.

Eu passeio após o jantar, mas nunca vou caminhando. Esta é a causa pela qual nunca rezo missas.

A propósito, excelente CD!

Vivaldi (1678-1741): Concerto Con Molti Strumenti (Violinos, Flautas, Oboés, Fagotes)

1. Con F.XII No.3 (RV 577) ‘Per L’Orch Di Dresda’ in g: Allegro
2. Con F.XII No.3 (RV 577) ‘Per L’Orch Di Dresda’ in g: Adagio
3. Con F.XII No.3 (RV 577) ‘Per L’Orch Di Dresda’ in g: Allegro

4. Con (RV 572) ‘Il Proteo, O Il Mondo Al Rovescio’ in F: Allegro
5. Con (RV 572) ‘Il Proteo, O Il Mondo Al Rovescio’ in F: Adagio
6. Con (RV 572) ‘Il Proteo, O Il Mondo Al Rovescio’ in F: Allegro

7. Con F.XII No.31 (RV 566) in d: Allegro Assai
8. Con F.XII No.31 (RV 566) in d: Largo
9. Con F.XII No.31 (RV 566) in d: Allegro

10. Con F.XII No.48 (RV 585) ‘In Due Cori’ in A: Allegro
11. Con F.XII No.48 (RV 585) ‘In Due Cori’ in A: Adagio
12. Con F.XII No.48 (RV 585) ‘In Due Cori’ in A: Allegro

13. Con F.XII No.14 (RV 556) ‘Per La Solennita Di S. Lorenzo’ in C:Largo-Allegro Molto
14. Con F.XII No.14 (RV 556) ‘Per La Solennita Di S. Lorenzo’ in C: Largo & Cantabile
15. Con F.XII No.14 (RV 556) ‘Per La Solennita Di S. Lorenzo’ in C: Allegro

16. Con F.XII No.17 (RV 557) in C: Allegro Non Molto
17. Con F.XII No.17 (RV 557) in C: Largo
18. Con F.XII No.17 (RV 557) in C: Allegro No Molto

19. Con F.XII No.33 (RV 576) ‘Sua Altezza Reale Di Sassonia’ in g: Allegro
20. Con F.XII No.33 (RV 576) ‘Sua Altezza Reale Di Sassonia’ in g: Larghetto
21. Con F.XII No.33 (RV 576) ‘Sua Altezza Reale Di Sassonia’ in g: Allegro

Matheus Ensemble
Jean-Christophe Spinosi

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Jean-Christophe Spinosi é um homem dividido
Jean-Christophe Spinosi é um homem dividido

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Svetlanov)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Svetlanov)

Mahler 8 SvetlanovEu amo Mahler. Suas sinfonias, ciclos de canções, sua esposa. Mas, se eu tivesse que escolher dentre suas obras as que menos gosto, estas seriam a 8ª e a 9ª Sinfonias. Claro, deve ser uma limitação minha. Eu as acho realmente exageradas, grandiosas e menores. Porém, Mahler estava convencido da importância da obra. Aqui, ele renuncia ao pessimismo que marca boa parte da sua música, oferecendo a Oitava como expressão de confiança no espírito humano. Logo após a morte do compositor, as interpretações foram relativamente pouco comuns. No entanto, a partir de meados do século XX, a sinfonia foi incluída com regularidade nos programas das salas de concertos de todo o mundo e foi gravada em muitas ocasiões. Sem deixar de reconhecer a sua grande popularidade, os críticos modernos têm opiniões diversas sobre a obra, alguns opinando que seu otimismo é pouco convincente e considerando a obra como artística e musicalmente inferior a outras de suas sinfonias. É o que penso. A gravação de Svetlanov é, literalmente, boa e russa.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8
1 Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Allegro impetuoso 24:08
2 Part 2. Scène finale du “Faust II” de Goethe. Poco adagio – Più mosso 59:15

Natalia Gerassimova, Galina Boiko (Soprano)
Galina Borissova, Olga Alexandrova (Mezzo Soprano)
Alexei Martynov (Tenor)
Dimitri Trapeznikov (Bariton)
Anatoly Safiulin (Bass)
Ludmila Golub (Organ)
Russian State Symphony Orchestra
Moscow Choral Academy Children’s Choir
Moscow Choral Academy Mixed Choir
Yevgeny Svetlanov

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Mahler e Beyoncé
Mahler e Beyoncé

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J. S. Bach (1685-1750) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Violino e Violinos

J. S. Bach (1685-1750) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Violino e Violinos

71w5aknhufL._SL1000_Um bom disco da dupla de irmãs francesas, as irmãs Nemtanu. Concertos e peças de Bach com um Concerto multi-estilista de Schnittke encravado ali quase no final. Rola fácil o diálogo entre as duas irmãs tanto no Concerto de Bach quanto no comentário pós-moderno do russo. As duas — Deborah e Sarah Nemtanu, ambas com pouco mais de trinta anos — são spallas de orquestras em Paris e cada uma é uma forte a personalidade. Importante observação sobre o estilo: estas gravações combinam a correta quase falta de vibrato barroca com instrumentos modernos.

J. S. Bach / Alfred Schnittke: Concertos

1 Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: Vivace 3:38
2 Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: Largo ma non tanto 6:11
3 Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: Allegro 4:47

4 Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Allegro I 7:17 (com Sarah)
5 Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Adagio e sempre piano 5:13
6 Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Allegro II 2:32

7 Invention in C Major, BWV 772 1:18

8 Violin Concerto in A Minor, BWV 1041: Allegro moderato 3:48 (com Deborah)
9 Violin Concerto in A Minor, BWV 1041: Andante 5:40
10 Violin Concerto in A Minor, BWV 1041: Allegro assai 3:57

11 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Allegro 2:00
12 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Risoluto 3:18
13 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Pesante 6:47
14 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Adagio 7:03
15 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Moderato 3:09

16 Invention in F Major, BWV 779 0:59

Sarah Nemtanu & Deborah Nemtanu, violinos
Paris Chamber Orchestra
Sascha Goetzel

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Sarah e Deborah Nemtanu medindo o espeço de cada uma
Sarah e Deborah Nemtanu medindo o espaço de cada uma

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Robert Schumann (1810-1856): Davidsbündlertänze, Humoreske & Blumenstück

Robert Schumann (1810-1856): Davidsbündlertänze, Humoreske & Blumenstück

Schumann Buratto

IM-PER-DÍVEL !!!

Um excelente disco que traz peças não tão conhecidas de Schumann. Conheci as Davidsbündlertänze apenas esta ano na Berliner Philharmoniker Kammermusiksaal. András Schiff tocou a série de 18 peças, Op. 6. Um completo espanto. O número de opus baixo é enganador: o trabalho foi escrito após o Carnaval, Op. 9, e os Estudos Sinfônicos, Op. 13. O trabalho, apesar de desconhecido do grande público, é considerado pelos especialistas como uma das maiores conquistas de Schumann e como uma das mais importantes obras de piano da era romântica. 

As primeiras obras de piano de Robert Schumann foram substancialmente influenciadas por sua relação com Clara Wieck. Em 5 de setembro de 1839, Schumann escreveu para um ex-professor: “Ela era praticamente minha única motivação para escrever o Davidsbündlertänze, o Concerto, a Sonata e as Novellettes“. Tais peças são uma expressão de seu amor apaixonado, ansiedades, anseios, visões, sonhos e fantasias.

Dá-lhe, Clara!

O tema do Davidsbündlertänze é baseado em uma mazurca de Clara Wieck. É um trabalho pessoalíssimo. Em 1838, Schumann disse a Clara que as Danças continham “muitos pensamentos de casamento” e que “a história é um Polterabend inteiro” (festa alemã de casamento, durante a qual a louça velha é destruída para trazer boa sorte).

Já os 5 Humoreske, Op. 20, são peças escritas um pouquinho antes e dedicadas a Julie von Webenau. Schumann citou o estilo de humor de Jean Paul como fonte de inspiração, embora não existam links programáticos diretos para a obra do autor.

Luca Buratto é um baita pianista. Podem ir fundo no CD.

Robert Schumann (1810-1856): Davidsbündlertänze, Humoreske & Blumenstück

Humoreske in B flat major Op 20[25’39]
1 Einfach – Sehr rasch und leicht – Wie im Anfang[4’58]
2 Hastig – Nach und nach immer lebhafter und stärker – Adagio[4’20]
3 Einfach und zart – Intermezzo[4’30]
4 Innig – Sehr lebhaft – Mit einigem Pomp[5’55]
5 Zum Beschluß[5’56]

6 Blumenstück in D flat major Op 19[6’20]

Davidsbündlertänze Op 6[32’47]
7 Lebhaft[1’25]
8 Innig[1’20]
9 Mit Humor[1’21]
10 Ungeduldig[1’15]
11 Einfach[1’51]
12 Sehr rasch[1’41]
13 Nicht schnell[3’58]
14 Frisch[1’00]
15 Lebhaft[1’32]
16 Balladenmässig: Sehr rasch[1’27]
17 Einfach[1’36]
18 Mit Humor[0’41]
19 Wild und lustig[2’58]
20 Zart und singend[2’12]
21 Frisch[2’05]
22 Mit gutem Humor[1’36]
23 Wie aus der Ferne[3’22]
24 Nicht schnell[1’27]

Luca Buratto, piano

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Luca Buratto: desgrenhada e lindamente romântico
Luca Buratto: desgrenhada e lindamente romântico

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Double & Triple Concertos

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Double & Triple Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sem exagero, este é um dos melhores discos de música barroca que conheço. Comprei o vinil em 1984 e jamais me desapaixonei. Eram os primórdios dessa coisa de “música historicamente informada”. As gravações, com raras exceções, eram desinteressantes e matemáticas. Então veio o Collegium Aureum, Leonhardt, Kuijken, Harnoncourt, Hogwood e outros para provar que dava para fazer o barroco com sonoridade, musicalidade e tesão. A escolha do repertório é maravilhosa. Ouçam primeiro o Concerto TWV 52:e1 (completo!) para cair logo de amores e depois todo resto.

Concerto for 3 trumpets, timpani, strings & continuo in D major, TWV 54:D4
1 I. Largo 1:57
2 II. Allegro 2:56
3 III. Adagio 2:06
4 IV. Presto 1:54

Quartet (Concerto) for 2 violins, viola & continuo in B flat major, TWV 43:B2
5 I. Spiritoso 2:45
6 II. Grave 1:51
7 III. Allegro 1:40

Concerto for recorder, flute, strings & continuo in E minor, TWV 52:e1
8 I. Largo 3:53
9 II. Allegro 4:20
10 III. Largo 3:09
11 IV. Presto 2:41

Concerto alla Polonese, for strings & continuo in G major (a.k.a “Concerto Polonois”), TWV 43:G7
12 I. Dolce – Allegro 4:30
13 II. Largo 2:07
14 III. Allegro 1:47

Concerto for flute, oboe d’amore, viola d’amore, strings & continuo in E major, TWV 53:E1
15 I. Andante 3:08
16 II. Allegro 5:26
17 III. Siciliano 3:12
18 IV. Vivace 4:00

Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

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Christopher Hogwood (1941-2014): um enorme, imenso e compreensivo talento
Christopher Hogwood (1941-2014): um enorme, imenso e compreensivo talento

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Constantinopla: Música da Idade Média e do Renascimento

Constantinopla: Música da Idade Média e do Renascimento

Kiya Tabassian é um músico iraniano que emigrou para Montreal em 1990. Em 1998, ele fundou o Constantinopla (ou Constantinople), um conjunto com base em Montreal, que ganhou reputação internacional por sua justaposição única de fontes musicais antigas e as tradições vivas do Oriente Médio. O grupo gravou 15 CDs até hoje. Eu acho que este é o primeiro CD deles, mas pode ser que não seja. Só sei que é muito bom, de extrema sensibilidade e delicadeza. Eu curti muito. Espero que vocês também gostem. A música antiga tem sido rara por aqui, não?  Aliás, tem sido cada vez mais esquecida pelas gravadoras e, talvez, pelos músicos.

Constantinopla: Música da Idade Média e do Renascimento

1 Branle de la Haye 4:16
2 Branle d’Ecosse 2:54
3 Branle du village 5:56
4 Pazzo e Mezzo 2:04
5 Harbi 2:19
6 Yekchoubeh 1:22
7 Saltarello: Saltarello 2:55
8 Estampie anglaise 4:34
9 Sospitati dedit egros 2:48
10 Mignone allons: Mignonne allons 3:35
11 Saltrello: Saltarello 2:37
12 La tricotea 2:39
13 So ell Enzina 2:49
14 Tres morillas 2:22
15 Danza alta, sobre “la Spagna”: Danza Alta 3:44
16 Un amiga tengo: Un’amiga tengo, hermano 1:31
17 Tir’alla, que non quiero 2:36
18 Callabaza no se 2:39
19 Al alva venid 2:33
20 Rodrigo Martinez 2:04
21 Fata la parte 2:58
22 Pedro, y bien te quiero 1:24
23 Todos los bienes del mundo 5:10

Kiya Tabassian

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Kiya Tabassian, do Constantinople
Kiya Tabassian, do Constantinople

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