#BTHVN250 Beethoven (1770-1827) · ∾ · Bagatelas · ∾ · Christoph Scheffelt ֍

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Bagatelas

Kleinigkeiten

Bagatelles

Christoph Scheffelt

 

Um pianista que nasceu no Chile e aperfeiçoou a sua arte na Alemanha, tornando-se um grande intérprete de Beethoven! Esta frase nos faz pensar imediatamente em um nome – Claudio Arrau! Bem, um nome e um sobrenome. Mas o disco da postagem foi gravado há poucos dias e seu lançamento oficial é hoje (30/10/2020, dia no qual escrevo estas mal traçadas). Assim, não pode ser Claudio, mas o jovem pianista Christoph Scheffelt preenche as características descritas na frase e já ganhou o prêmio “Claudio Arrau”, o renomado Rahn Music Prize. E ganhou também mais outras coisas.

Neste disco recentíssimo ele coloca todo o seu talento e sua preparação para nos brindar com sua interpretação das três coleções de pequenas joias do grande Ludovico, as Bagatelas op. 33, op. 119 e op. 126. A famosa ‘Pour Elise’ foi colocada também na cesta…

A crítica de The Observer, Fiona Maddocks, nos conta que as 11 pequenas peças que formam o Opus 119 foram compostas enquanto Beethoven trabalhava nas gigantescas peças corais e sinfônicas – a Missa Solemnis e a Nona Sinfonia. Talvez ele fosse do tipo que polia pedrinhas enquanto descansava de carregar pedronas. O seu editor em Leipzig reclamou que essas pecinhas, umas bagatelas, nem pareceriam que eram de Beethoven. Vejam que obtuso. Beethoven sabia do valor artístico delas e as enviou para seu antigo aluno Ferdinad Ries, que estava em Londres, onde elas foram então publicadas. Com estas peças, que foram compostas ao longo de toda a sua vida, Beethoven podia explorar uma grande variedade de sentimentos, expressões musicais, fazendo inovações. Mostrar todas estas cores e sons, a ideia de um caleidoscópio nos vem à mente, exige bastante do intérprete. Na minha opinião, Christoph Scheffelt conseguiu realizá-las com graça e eloquência e tudo isso sem resvalar na pieguice. Basta ver sua interpretação da surrada ‘Pour Elise’.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Bagatelles (7), Op. 33

  1. 1 in E flat major. Andante grazioso, quasi allegretto
  2. 2 in C major. Scherzo. Allegro – Trio
  3. 3 in F major. Allegretto
  4. 4 in A major. Andante
  5. 5 in C major. Allegro ma non troppo
  6. 6 in D major. Allegretto quasi andante
  7. 7 in A flat major. Presto

Bagatelles (11), Op. 119

  1. 1 in G minor. Allegretto
  2. 2 in C major. Andante con moto
  3. 3 in D major. À l’Allemande
  4. 4 in A major. Andante cantabile
  5. 5 in C minor. Risoluto
  6. 6 in G major. Andante – Allegretto
  7. 7 in C major. Allegro ma non troppo
  8. 8 in C major. Moderato cantabile
  9. 9 in A minor. Vivace moderato
  10. 10 in A major. Allegramente
  11. 11 in B flat major. Andante ma non troppo

Für Elise (Bagatelle in A minor, WoO59)

  1. Bagatela

Bagatelles (6), Op. 126

  1. 1 in G major. Andante con moto
  2. 2 in G minor. Allegro
  3. 3 in E flat major. Andante
  4. 4 in B minor. Presto
  5. 5 in G major. Quasi allegretto
  6. 6 in E flat major. Presto – Andante amabile e con moto – Tempo I

Christoph Scheffelt, piano

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MP3 | 320 KBPS | 133 MB

Nesta página aqui você poderá ver um vídeo mostrando como foi feita a gravação do disco.

Para nosso momento ‘The Book is on the Table’: A genius is also interesting in his little things. And what seems small on the outside, it does not necessarily have to be. Thus the Bagatelles are among the remarkable piano works of Ludwig van Beethoven.

Bagatelas, como não amá-las?

Aproveite!

René Denon

Aqui está uma opção de bagatelas com tempero russo:

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

2 comments / Add your comment below

  1. Excelente disco! Não conhecia o pianista, nem a gravadora. A qualidade da gravação é ótima, capta muito bem o timbre do piano. A acústica da igreja na qual a gravação foi feita tem uma reverberação perfeita. Gostei muito da interpretação também. Posso estar enganado, mas algumas das bagatelas do op. 33 mostram um Beethoven brincalhão e Christoph executa essas peças com humor e leveza. As bagatelas dos opus 119 e 126 exibem uma diversidade de sentimentos e o pianista soube captá-los com muita propriedade. Arrisco a dizer, este disco é IMPERDÍVEL.

    1. Olá, RN!
      Sua impressão corresponde exatamente à minha. Veja, o disco é muito recente. Eu estive ouvindo alguns (bons) discos com esse repertório (Steven Osborne, ótimo, John Lill (mais antigo, mas muito bom em Beethoven, Imogen Cooper, para citar alguns), mas assim que cheguei a este disco, achei que devia postá-lo.
      Obrigado por dar sua opinião.
      Quanto ao IM-PER-DÍ-VEL, o bordão do patrão, eu não ouso usar…
      Vou de
      IN-CON-TOUR-NA-BLE!!
      Abração do René

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