.: interlúdio :. The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach

.: interlúdio :. The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach

R-889268-1427574158-9244.jpegIM-PER-DÍ-VEL !!!

CD enviado por um amigo do blog.

Sim, é Mahler. E sim, é jazz contemporâneo e experimental. Trata-se de um disco de 1999 onde o The Uri Caine Ensemble toca temas de Mahler com imensa liberdade. Uri Caine iniciou seus estudos de piano aos sete anos de idade e teve lições com o pianista francês de jazz Bernard Peiffer aos 12. Estudou na Universidade da Pensilvânia tendo por tutor George Crumb. Com ele, adquiriu familiaridade com a música clássica, mas iniciou sua carreira como pianista de jazz em Filadélfia. Na década de 1980 foi viver em Nova Iorque. Caine, que tem gravados 16 álbuns, é muito apreciado pelas suas ecléticas e inventivas interpretações do repertório clássico. Este seu tributo em versão jazz para Gustav Mahler, gravado em 1999, recebeu um prêmio da Sociedade Alemã Mahleriana, embora tenha havido polêmica devido ao conservadorismo de alguns membros do júri. Caine também trabalhou nas Variações Goldberg de Bach, nas Variações Diabelli de Beethoven, bem como reinterpretou diversas obras de Wagner e Mozart. É um álbum certamente muito original, daqueles para se amar ou odiar. Eu estou no primeiro grupo.

The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach

CD 1

1-1 Symphonie Nr. 5, Trauermarsch = Symphony No. 5, Funeral March 7:06
1-2 Oft Denk’ Ich, Sie Sind Nur Ausgegangen! Aus »Kindertotenlieder« = I Often Think They Have Merely Gone Out! From »Songs Of The Death Of Children« 10:24
1-3 Nun Will Die Sonn So Hell Aufgehn Aus »Kindertotenlieder« = Now Will The Sun Rise As Brightly »From Songs Of The Death Of Children« 5:35
1-4 Der Tamboursg’sell Aus »Des Knaben Wunderhorn« = The Drummer Boy From »The Boy’s Magic Horn« 14:03
1-5 Einleitung Zur Symphonie Nr. 5, Adagietto = Introduction To Symphony No. 5, Adagietto 1:53
1-6 Symphonie Nr. 5, Adagietto = Symphony No. 5, Adagietto 12:42

CD 2

2-1 Symphonie Nr. 1 »Titan« 3. Satz = Symphony No. 1 »Titan«, 3rd Movement 13:22
2-2 Ging Heut’ Morgen Übers Feld Aus »Lieder Eines Fahrenden Gesellen«, Symphonie Nr. 2 »Auferstehungs-Symphonie«, Andante Moderato = I Went Out This Morning Over The Countryside From »Songs Of A Wayfarer«, Symphony No. 2 »Resurrection«, Andante Moderato 13:26
2-3 Symphonie Nr. 2 »Auferstehungs-Symphonie«, Urlicht = Symphony No. 2 »Resurrection«, Primal Light 2:34
2-4 Interlude Zu »Der Abschied« = Interlude To »The Farewell« From »The Song Of The Earth« 1:49
2-5 Der Abschied Aus »Das Lied Von Der Erde« = The Farewell From »The Song Of The Earth« 26:25

Acoustic Bass – Michael Formanek
Alto Saxophone – David Binney
Arranged By [All Compositions Arranged By], Adapted By [All Compositions Adapted By] – Uri Caine
Drums – Jim Black
Piano, Keyboards – Uri Caine
Trumpet – Ralph Alessi
Turntables, Electronics [Live Electronics] – DJ Olive
Violin – Mark Feldman
Vocals, Oud – Aaron Bensoussan

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Quando mandam um professor de música erudita ensinar um cara que gosta de jazz podem nascer monstros como Uri Caine.
Quando mandam um professor de música erudita ensinar um cara que gosta de jazz, podem nascer monstros como Uri Caine.

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Leo Brouwer (1939): The Book of Signs / Paulo Bellinati (1950): Concerto Caboclo

frontIM-PER-DÍ-VEL !!!

Estes dois concertos demonstram a crescente importância dos violões nos palcos do mundo. O cubano Leo Brouwer, um dos principais compositores latino-americanos, escreveu muitos concertos para violão, mas The Book of Signs (2003) é o primeiro para uma dupla deles. É um concerto de temas majestosos, muito musicais e de grande virtuosismo. O primeiro movimento é baseado no tema das 32 Variações em Dó menor de Beethoven. Importante figura da música brasileira, Paulo Bellinati emprega harmonias luxuosas para homenagear a música do interior do estado de São Paulo em Concerto Caboclo (2011). Seu concerto é belo e delicado. Gostei muito. Este CD é extraordinário sob qualquer perspectiva que se ouça: excelente orquestra e regência, espetacular dupla de solista e tals.

The Book of Signs
1. I. The Signs of Memory: Theme and Variations 00:15:40
2. II. Variaciones sobre un tema sentimental 00:13:49
3. III. Allegro 00:15:21

Concerto Caboclo
4. I. Toada: Andante, quasi andantino 00:08:03
5. II. Moda di Viola: Adagio 00:05:49
6. III. Ponteado: Vivo 00:05:22

Brasil Guitar Duo
Delaware Symphony Orchestra
David Amado

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O supercraque Paulo Bellinati, compositor neste CD.
O supercraque Paulo Bellinati, compositor neste CD.

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Johannes Brahms (1833-1897): Quartetos para Piano Op. 25 e 60 (Fauré Quartett)

Johannes Brahms (1833-1897): Quartetos para Piano Op. 25 e 60 (Fauré Quartett)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Brahms compôs três quartetos para piano, os Op. 25 e 26, escritos em 1861, e o Op. 60, escrito em parte em 1855 e concluído em 1875. Os dois melhores são, de forma disparada, os que estão neste CD do Fauré Quartett. São obras de absoluta preferência minha e de FDP. É Brahms, isto é: é música profunda, de primeiríssima qualidade e merecidamente conhecidos, ouvidos, reouvidos e louvados. Estou com o Rondo alla Zingarese do Op. 25 e sinto certa taquicardia. Que bom! O Fauré sabe cantar e tocar coletivamente, o que torna maravilhoso este CD. Minha performance preferida destes quartetos ainda é a do Beaux Arts Trio, feira em 1973 e com Walter Trampler como violinista convidado. Mas o Fauré vai muito bem nelas.

Johannes Brahms (1833-1897): Quartetos para Piano Op. 25 e 60

1. Allegro [Brahms: Piano Quartet No.1 in G minor, Op.25]
2. Intermezzo (Allegro ma non troppo) [Brahms: Piano Quartet No.1 in G minor, Op.25]
3. Andante con moto [Brahms: Piano Quartet No.1 in G minor, Op.25]
4. Rondo alla Zingarese [Brahms: Piano Quartet No.1 in G minor, Op.25]

5. Allegro ma non troppo [Brahms: Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60]
6. Scherzo (Allegro) [Brahms: Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60]
7. Andante [Brahms: Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60]
8. Finale (Allegro) [Brahms: Piano Quartet No.3 in C minor, Op.60]

Fauré Quartett

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Link restaurado em 7 de agosto de 2025 por René Denon

O Fauré Quartett envolvido por Brahms
O Fauré Quartett envolvido por Brahms

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C.P.E. Bach (1714-1788): 8 Sinfonias e 3 Quartetos (Hogwood)

5115aX79mNL._SY355_Segundo filho de papai e Maria Barbara, Carl é considerado o fundador do estilo clássico na música erudita. É uma baita responsa. Sua música é excelente e tem curiosos episódios onde pode-se ouvir os vagidos de um pequeno Beethoven. Os motivos curtos e afirmativos são os mesmos, mas sem nem sombra da qualidade do mestre de Bonn. Gosto muito deste irmão que foi muitíssimo admirado na segunda metade de do século XVIII e que recebeu grandes elogios de Mozart e Haydn, que levaram seu estilo, digamos, às últimas consequências. Robert Schumann desprezava sua música, mas Brahms, muito menos trouxa, o admirava e costumava tocar suas obras.

Este álbum de Hogwood nos mostra sua Academy no auge e é, talvez, o mais importante registro das sinfonias de CPE, ao lado do realizado pela Orquestra de Freiburg.

Excelente!

Carl Philipp Emanuel Bach – 8 Symphonies, 3 Quartets

01 – Allegro Di Molto – Symphony In G Major Wq 182 No.1
02 – Poco Adagio
03 – Presto

04 – Allegro Di Molto – Symphony In B Flat Major Wq 182 No.2
05 – Poco Adagio
06 – Presto

07 – Allegro Assai – Symphony In C Major Wq 182 No.3
08 – Adagio
09 – Allegretto

10 – Allegro Ma Non Troppo – Symphony In A Major Wq 182 No.4
11 – Largo Ed Innocentemente
12 – Allegro Assai

13 – Allegretto- Symphony In B Minor Wq 182 No.5
14 – Larghetto
15 – Presto

16 – Allegro Di Molto – Symphony In E Major Wq 182 No.6
17 – Poco Andante
18 – Allegro Spiritoso

19 – Symphony in C major Wq 174, H649. Allegro assai
20 – Symphony in C major Wq 174, H649. Andante
21 – Symphony in C major Wq 174, H649. Allegro

22 – Symphony in D major Wq 176, H651. Allegro assai
23 – Symphony in D major Wq 176, H651. Andante
24 – Symphony in D major Wq 176, H651. Presto

25 – Quartet in A minor Wq 93, H537. Andantino
26 – Quartet in A minor Wq 93, H537. Largo e sostenuto
27 – Quartet in A minor Wq 93, H537. Allegro assai

28 – Quartet in D major Wq 94, H538. Allegretto
29 – Quartet in D major Wq 94, H538. Sehr langsam und ausgehalten
30 – Quartet in D major Wq 94, H538. Allegro di molto

31 – Fantasy in C major Wq 59,6, H284

32 – Quartet in G major Wq 95, H539. Allegretto
33 – Quartet in G major Wq 95, H539. Adagio
34 – Quartet in G major Wq 95, H539. Presto

Catherine Mackintosh
Nicholas McGegan
Anthony Pleeth
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

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Mano CPE posando para os pequepianos
Mano CPE posando para os pequepianos

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.: interlúdio :. Astor Piazzolla: Angeles Y Diablos

.: interlúdio :. Astor Piazzolla: Angeles Y Diablos

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

É curioso. A esmagadora maioria dos grupos atuais que se dedicam a releituras de Piazzolla tratam de amenizá-lo. Alguns comentaristas chegam a dizer que o executante mais selvagem de Piazzolla é o próprio. Tal conceito não pode ser atribuído ao Isabelle van Keulen Ensemble. O grupo da violinista é um dos que mais se aproximam das concepções do autor. Eu curti demais. Em 1961, o escritor Alberto Rodriguez Muñoz se aproximou de Piazzolla com um pedido para que ele escrevesse música para sua peça Tango del angel, sobre um anjo que aparece em um bloco de apartamentos em Buenos Aires para limpar as almas de seus habitantes. Foram criadas as peças Introducción al ángel, Milonga del ángel e Muerte del ángel. Esta última, uma fuga de quatro partes com harmonias e ritmos duros, mostra de forma impressionante até que ponto Piazzolla forçaram as fronteiras do tango tradicional. A coisa surpreende até hoje. Eu acho outras peças — como Romance Del Diablo e Milonga del Angel — ultra sensuais, nossa. Mas eu tenho cruza com o Diabo, não adianta. E o que dizer das maravilhosas e Fuga y MisterioMuerte Del Ángel?

Astor Piazzolla: Angeles Y Diablos

1 Allegro Tangabile 3:04
2 La Camorra I 9:10
3 Romance Del Diablo 5:58
4 Vayamos Al Diablo 2:52
5 Tango Del Diablo 4:16
6 Poema Valseado 3:18
7 Fuga Y Misterio 4:49
8 Introducción Al Ángel 4:42
9 Milonga Del Ángel 6:11
10 Muerte Del Ángel 2:57
11 Resurrección Del Ángel 6:52

Isabelle van Keulen Ensemble
Bandoneon – Christian Gerber
Double Bass – Rüdiger Ludwig
Piano – Ulrike Payer
Violin – Isabelle van Keulen

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Tom Jobim?
Tom Jobim?

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Double Concertos

Antonio Vivaldi (1678-1741): Double Concertos

R-8212501-1457245021-3129.jpegIM-PER-DÍ-VEL !!!

Falemos sério, por favor. O acervo de Vivaldi de nosso blog é arrasador. Eu e FDP nos alternamos divulgando CDs uns melhores que os outros. Hoje, agrego mais um campeão. A Academy for Ancient Music Berlin ou Akademie Für Alte Musik Berlin realiza um trabalho impecável nestes Concertos Duplos de Vivaldi. É uma manhã dominical numa Veneza cheia de luz e amizade. Esqueça todas as iniquidades, todos as buzinas, a falta de grana e o resto, pois todos têm seus dramas, mesmo que seja um iate com vazamento ou um amigo drogado que vendeu o Mercedez que ganhou de você e agora anda de Chevette. Ouça o CD, depois pegue seu filho, cachorro, dê um beijo em sua mulher e leve todos para passear pensando que o mundo é perfeito.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Double Concertos

Concerto grosso RV 156 en sol mineur / G minor / g-moll
1 Allegro 2’47
2 Adagio 1’52
3 Allegro 1’37

Double Concerto RV 535 en ré mineur / D minor / d-moll
4 Largo – Allegro 3’16
5 Largo 2’36
6 Allegro molto 2’29

Concerto pour violon RV 265 en Mi majeur / E major / E-dur
(“L’Estro armonico” op.3 n°12)
7 Allegro 3’10
8 Largo 4’02
9 Allegro 2’18

Double Concerto RV 531 en sol mineur / G minor / g-moll
10 Allegro 3’30
11 Largo 4’11
12 Allegro 3’08

Double Concerto RV 522 en la mineur / A minor / a-moll
13 Allegro 3’09
14 Larghetto e spiritoso 3’39
15 Allegro 2’48

Concerto grosso RV 574B en Fa majeur / F major / F-dur
16 Allegro 4’20
17 Grave 3’41
18 Allegro 3’39

Akademie für Alte Musik Berlin

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A Akademie fur Alte Musik Berlin resolvendo diferenças internas
A Akademie fur Alte Musik Berlin resolvendo diferenças internas

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Brahms / Rihm / Harbison: Double Concertos

Brahms / Rihm / Harbison: Double Concertos

coverO violoncelista Jan Vogler, que mora entre Nova York e Dresden, gravou três concertos duplos para violino, violoncelo e orquestra com sua esposa, a notável violinista Mira Wang, com a Royal Scottish National Orchestra sob a direção de Peter Oundjian. É claro que Mira Wang também mora entre Nova York e Dresden. O concerto duplo de Brahms é espetacular com seus sons românticos, solos eloquentes e grande participação orquestral. A imprensa inglesa escreveu a respeito: “Vogler, em particular, tratou suas seções solo como um recitativo de ópera, mesmo nas seções mais rápidas do Vivace. Wang, sua esposa, combinou com ele em virtuosismo e em beleza de tom. O destaque, no entanto, foi a abertura do movimento lento, que traz sensacionais timbres de legato, com solistas e orquestra entrando um no outro como em círculos concêntricos, criando um som como o de chocolate derretido”. Bem… O compositor norte-americano John Harbison (nascido em 1938) compôs o concerto duplo para a Boston Symphony Orchestra, encomendado pelo Friends of the Dresden Festival. A estreia mundial altamente elogiada com Jan Vogler e Mira Wang ocorreu em 8 de abril de 2010 em Boston, sob a direção de Carlos Kalmar. Agora, este trabalho colorido e dinâmico, repleto de virtuosismo cintilante, pode ser ouvido pela primeira vez em uma gravação. O compositor alemão Wolfgang Rihm (nascido em 1953) é considerado um dos mais importantes compositores do nosso tempo. Seu “Duo Concerto”, apresentado no Carnegie Hall em Nova York por Jan Vogler e Mira Wang com Orpheus Chamber Orchestra em 2015, completa este grande CD.

Brahms / Rihm / Harbison: Double Concertos

Wolfgang Rihm (1952)
1. Duo Concerto for Violin, Cello and Orchestra 22:41

Johannes Brahms (1833-1897)
2. Concerto for Violin, Cello and Orchestra in A minor, Op. 102 : I. Allegro 17:19
3. Concerto for Violin, Cello and Orchestra in A minor, Op. 102 : II. Andante 07:40
4. Concerto for Violin, Cello and Orchestra in A minor, Op. 102 : III. Vivace non troppo 08:55

John Harbison (1938)
5. Double Concerto, “To the Memory of Roman Totenberg” : I. Affetuoso, poco inquieto 06:58
6. Double Concerto, “To the Memory of Roman Totenberg” : II. Notturno. Adagio 07:41
7. Double Concerto, “To the Memory of Roman Totenberg” : III. Tempo giusto 06:15

Personnel:
Mira Wang (violin)
Jan Vogler (violoncello)
Royal Scottish National Orchestra
Peter Oundjian (conductor)

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Wang e Vogler mandando bala.
Wang e Vogler mandando bala.

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Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

81GQ8smjzUL._SX355_Um CD muito original. A harpista Flora Papadopoulos interpreta, com boa dose de liberdade, várias obras escritas originalmente para violino. J. S. Bach, Biber, Marini e Corelli são quatro das principais figuras da música barroca, mas ninguém os associaria à harpa. No entanto, eles trabalharam em ambientes onde há ampla evidência de que os harpistas estavam ativos, e onde certamente existia um repertório solo de harpa, mesmo que nunca fosse escrito. O ambicioso projeto de Papadopoulos parte dessa premissa e é o resultado de uma pesquisa profunda em fontes originais. Sugere que o repertório para violino, um instrumento que compartilha de suas características idiomáticas com a harpa, era uma fonte de inspiração para os harpistas. Assim, aqui algumas das peças mais conhecidas e mais virtuosas para o violino foram arranjadas para harpa, dando a essas composições um novo sopro de vida e lançando luz sobre novas e inesperadas nuances e reflexões. Flora Papadopoulos, após colaborações significativas com conjuntos como a Cappella Mediterranea e o Concerto Italiano agora faz seu primeiro álbum solo. Explorando caminhos pessoais, altamente experimentais e empíricos, ela revive uma fascinante prática musical há muito perdida.

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

01. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: I. Praeludium
02. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: II. Variatio-Aria allegro-Variatio-Adagio-Finale
03. Arie madrigali et corenti, Op. 3: Romanesca per violino solo e basso se piace
04. Sonate, symphonie, canzoni, passe’mezzi, baletti, corenti, gagliarde e retornelli, Op. 8: Sonata Quarta per il violino per sonar con due corde
05. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: I. Preludio. Adagio
06. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: II. Allemanda. Allegro
07. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: III. Sarabanda. Largo
08. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: IV. Gavotta. Allegro
09. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: V. Giga. Allegro
10. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: I. Adagio
11. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: II. Fuga
12. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: III. Siciliana
13. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: IV. Presto

Composers:
Bach, Johann Sebastian (1685-1750)
Biber, Heinrich Ignaz Franz von (1644-1704)
Corelli, Arcangelo (1653-1713)
Marini, Biagio (c.1597-1665)

Flora Papadopoulos, harpa

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Flora Papadopoulos
Flora Papadopoulos

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Rameau é maravilhoso. É sempre interessante, alegre, cheio de musicalidade. E este super trio nos traz performances equilibradas e refrescantes que nos mostram a graça e a mistura caleidoscópica de cores instrumentais do compositor. Pinnock está animado e envolvente, Podger está inspiradora e inspirada, ambos toando com clareza e frases bem feitas. Manson responde da mesma forma. Os ‘Tambourins’ são arrepiantes, o resto também. Mais uma joia que o PQP disponibiliza para os amantes do barroco.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

Premier Concert
1 La Coulicam 3:25
2 La Livri 3:04
3 Le Vézinet 3:26

Deuxième Concert
4 La Laborde 5:56
5 La Boucon 5:31
6 L’Agaçante 2:46
7 Premier Menuet En Rondeau. Deuxième Menuet En Rondeau 4:51

Troisième Concert
8 La La Ploplinière 3:54
9 La Timide, Premier Rondeau Gracieux. La Timide Deuxième Rondeau Gracieux 7:09
10 Premier Tambourin En Rondeau. Deuxieme Tambourin En Rondeau 2:01

Quatrième Concert
11 La Pantomime 4:31
12 L’Indiscrète 1:38
13 La Rameau 4:14

Cinquième Concert
14 La Forqueray 4:26
15 La Cupis 6:25
16 La Marais 2:29

Trevor Pinnock, cravo
Rachel Podger, violino
Jonathan Manson, viola da gamba

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Jean-Philippe Rameau: talento espetacular, alegria e música luminosa
Jean-Philippe Rameau: talento espetacular, alegria e música luminosa

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W. A. Mozart (1756-1791): Quartetos de Cordas Nº 17 e 15

W. A. Mozart (1756-1791): Quartetos de Cordas Nº 17 e 15

R-5405754-1392562712-9172.jpegVelha gravação do Smetana Quartet, grupo fundado em 1943 e desfeito em 1989. São dois notáveis quartetos de Mozart. São também consistentes e parrudos, mas o Smetana exagerou na paulada. Bem, era o habitual nos anos 60. Há que considerar também que o quarteto era especializado em música romântica e tratava de trazer tudo para esta seara. Hoje, esta gravação tem um sabor de coisa do passado, mas era assim que ouvíamos Mozart. Competência máxima, afinação máxima, delicadeza nenhuma.

Quartet No.17 in B major, K.458 “Hunt”
1. I – Allegro vivace assai
2. II – Menuetto: Moderato
3. III – Adagio
4. IV – Allegro assai

Quartet No.15 in D minor, K.421(417b)
5. I – Allegro assai
6. II – Andante
7. III – Menuetto [Allegretto]
8. IV – Allegro ma non troppo (Allegretto non troppo)

Smetana Quartet

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Não dá pra dizer que eles não tocavam juntos, eles tocavam quase enfiando o arco um no olho do outro, de tão juntos.
Não dá pra dizer que eles não tocavam juntos, eles tocavam quase enfiando o arco um no olho do outro, de tão juntos.

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Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (Final) (Beaux Arts)

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (Final) (Beaux Arts)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !

Quem perder esta postagem é mulher do padre. Isto é óbvio. O quarteto Op. 26 forma uma dupla e tanto com o Op. 25. O Op. 25  é mais extrovertido e virtuoso que seu grande companheiro. Sim, é a música de câmara mais longa de Brahms. São mais de 50 minutos, tempo maior do que qualquer uma de suas sinfonias e concertos, embora a Primeira Sinfonia e o Segundo Concerto para Piano chegarem perto. Entre todos os trabalhos com números de opus, apenas Um Réquiem Alemão leva mais tempo para executar. Todos os quatro movimentos duram mais de 10 minutos e são ricos em conteúdo. É música boa pra mais de metro. O Trio Opus Póstumo não é uma loucura, mas depois que a gente se apaixona pela densidade brahmsiana, quer conhecer tudo o que o hamburguês escreveu.

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (Final)

Piano Quartet In A, Op. 26
1 Allegro Non Troppo 15:21
2 Poco Adagio 12:36
3 Scherzo. Poco Allegro 11:05
4 Finale. Allegro 9:36

Piano Trio In A, Op. Posth.
5 Moderato 9:12
6 Vivace 5:44
7 Lento 8:47
8 Presto 6:18

Beaux Arts:
Piano – Menahem Pressler
Violin – Isidore Cohen (1-4), Daniel Guilet (5-8)
Cello – Bernard Greenhouse
Mais:
Viola – Walter Trampler

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O Beaux Arts em 1960: ainda com Daniel Guilet ao violino. Depois entraria Isidore Cohen em seu lugar
O Beaux Arts em 1960, ainda com Daniel Guilet ao violino. Depois entraria Isidore Cohen em seu lugar

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (I) (Beaux Arts)

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (I) (Beaux Arts)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !

Você talvez fique se perguntando: por que PQP colocou um álbum duplo em duas postagens em vez de entregar logo tudo? Ora, simples. É que é impossível ouvir apenas uma vez cada um destes CDs. (Calma, amanhã virá o segundo). Não é algo comum que passa por nossos ouvidos como uma brisa. Quem conhece estas obras sabe que são monumentos centrais da música de câmara. Além disso, desconheço melhor interpretação para estas obras do que a do Beaux Arts Trio. O que o Pressler, Cohen e Greenhouse fazem aqui merece ser ouvido por todos os dias que desejem ser lindos.

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (I)

Piano Quartet In G Minor, Op. 25
1-1 Allegro 13:10
1-2 Intermezzo. Allegro Ma Non Troppo 8:34
1-3 Andante Con Moto 9:39
1-4 Rondo Alla Zingarese. Presto 7:58

Piano Quartet In C Minor, Op. 60
1-5 Allegro Ma Non Troppo 9:59
1-6 Scherzo. Allegro 3:55
1-7 Andante 9:54
1-8 Finale. Allegro 9:39

Beaux Arts:
Piano – Menahem Pressler
Violin – Isidore Cohen
Cello – Bernard Greenhouse
Mais:
Viola – Walter Trampler

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Beaux Arts: vistos assim, parece gente normal
Beaux Arts: vistos assim, parece gente normal

PQP

Bartók / Kodály: Concertos para Orquestra

Bartók / Kodály: Concertos para Orquestra

51uhpkaYheLIM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é a melhor gravação que já ouvi do Concerto para Orquestra de Bartók, obra que ouço há de quarenta anos. O checo Jakub Hrůša realiza um notável trabalho em torno dos dois Concertos para Orquestra escritos pelos compositores húngaros Bartók e Kodály, que foram amigos e pesquisadores e fundadores da etnomusicologia.

O Ilha Quadrada nos fez o favor de escrever muito bem a respeito do espetacular Concerto para Orquestra de Bartók:

Eu já disse que homem é homem, menino é menino, sinfonia é sinfonia, concerto é concerto, concerto grosso é concerto grosso, sinfonia concertante é sinfonia concertante… e concerto para orquestra, que raios é isso?

Siga a lógica: se concerto é para solista e concerto grosso é para um grupo principal de instrumentistas, o concerto é para orquestra quando esse grupo principal é a orquestra toda. Entendeu? Há algo de “comunismo” nesse conceito – todos os instrumentos são importantes, todos têm frases virtuosísticas e claramente destacadas, todos são de alguma maneira solistas. (Na sinfonia não há isso: a orquestra sempre soa homogênea, “sinfônica”.)

Esse lance todo surgiu no começo do século 20, com os neoclássicos dos anos 1920. Parece que o primeiro a cunhar o termo foi Paul Hindemith. Desde Hindemith dezenas de concertos para orquestra apareceram no repertório. Desses, alguns se estabeleceram: Kodály, Lutoslawski, Carter e, principalmente, o de Béla Bartók, de 1943.

Bartók foi um dos cabras mais machos da história da música. Passou até fome, mas nunca se curvou a nenhum ditador, nunca puxou o saco de ninguém e manteve-se artística e politicamente íntegro até o fim. Sofreu um bocado. Se pensarmos que sua Hungria foi um barril de pólvora constante desde sempre, com a chegada constante de austríacos, fascistas, nazistas, soviéticos, incas venusianos (não, esses não!)…

Quando um regime nazifascista se estabeleceu na Hungria durante a Segunda Guerra Mundial, Bartók, totalmente discordante dele, emigrou para os Estados Unidos. Lá, passou perrengue. Doente e paupérrimo, foi sobrevivendo graças à ajuda de amigos. Um deles foi fundamental: Serge Koussevitzky, regente russo que dirigiu a Sinfônica de Boston por 25 anos.

Koussevitzky foi um dos mais importantes mecenas da música do século 20, encomendando e estreando dezenas de obras. Ele rapidamente estendeu a mão para o necessitado Bartók e encomendou-lhe uma obra para orquestra, “do jeito que você quiser”. Bartók escreveu o Concerto para orquestra, que se tornaria das peças mais populares do século e certamente a sua mais famosa.

Em termos de estrutura, o Concerto para orquestra tem o formato concêntrico, simétrico, clássico de Bartók: cinco movimentos, allegro-scherzo-andante-scherzo-allegro. Como já comentamos, Bartók era fã de geometria e proporções matemáticas. A forma em cinco partes é provavelmente a mais equilibrada de todas – um fit perfeito!

As marcas do estilo de Bartók não se restringem a isso: o movimento central é uma elegia em tudo devedora da típica “música noturna” bartokiana; os movimentos intermediários destacam características de execução (os pares de solistas bem caracterizados no segundo movimento, e a valsa caricata “invadida” no quarto movimento); e o finale que une a música popular húngara a um contraponto mais cerrado.

O que mais chama a atenção, no entanto, é a transparência da orquestração: o título da obra não é à toa. Cada seção da orquestra é destacada claramente, cada instrumentista tem o seu momento de brilhar e de estabelecer diálogos. Em pouquíssimos momentos a orquestra soa “cheia”. A textura é límpida a todo momento. É quase uma sinfonia, é meio um concerto, é totalmente fascinante.

Chega de falar. O momento agora é de ouvir. Toca Bartók!

Bartók / Kodály: Concertos for Orchestra

Zoltán Kodály
1 Concerto for Orchestra, K. 115 16:26

Béla Bartók
2 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: I. Introduzione. Andante non troppo – Allegro vivace 10:28
3 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: II. Presentando le coppie. Allegretto scherzando 6:44
4 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: III. Elegia. Andante non troppo 7:36
5 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: IV. Intermezzo interrotto. Allegretto 4:20
6 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: V. Finale. Pesante – Presto 9:52

Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Jakub Hrůša

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Béla Bartók, Ernst von Dohnányi e Zoltan Kodály em momento de alegria
Béla Bartók, Ernst von Dohnányi e Zoltan Kodály em momento de alegria

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

coverIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um esplêndido disco. Imaginem uma belíssima obra de Mahler, regida por George Szell tendo nas mãos uma extraordinária orquestra e, como se não bastasse, com Dietrich Fischer-Dieskau e Elisabeth Schwarzkopf! É como diz na capa: uma das Grandes Gravações do Século XX. E é Grande Música!

As canções de Des Knaben Wunderhorn (A Trompa Maravilhosa do Menino) referem-se a um objeto mágico como a cornucópia. Trata-se de uma coleção de textos de canções populares, publicada em três volumes em Heidelberg pelos poetas e escritores alemães Achim von Arnim e Clemens Brentano entre 1805 e 1808. A coleção contém canções da Idade Média até o Século XVIII. As canções foram musicadas por Gustav Mahler entre 1892 a 1901.

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

1 Revelge 7:01
2 Das Irdische Leben 2:37
3 Verlorne Müh 2:29
4 Rheinlegendchen 3:05
5 Der Tambourgesell 5:49
6 Der Schildwache Nachtlied 6:14
7 Wer Hat Dies Liedlein Erdacht? 1:58
8 Lob Des Hohen Verstandes 2:41
9 Des Antonius Von Padua Fischpredigt 3:56
10 Lied Der Verfolgten Im Turm 3:41
11 Trost Im Unglück 2:08
12 Wo Die Schönen Trompeten Blasen 7:36

Dietrich Fischer-Dieskau
Elisabeth Schwarzkopf
The London Symphony Orchestra
George Szell

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George Szell
George Szell

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Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Mysterien Sonaten

Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Mysterien Sonaten

00465261_mediumUma boa gravação das Mystery Sonatas, mas inferior a esta aqui. Mesmo assim, vale muito a audição. Como são lindas estas Sonatas Pré-Bach! Sabe-se pouco acerca de Biber. Ele nasceu na atual República Checa, tinha boa reputação, e suas habilidades no violino eram altamente apreciadas. Suas principais obra são estas pitorescas e virtuosísticas Sonatas, que incluem novas técnicas e tonalidades incomuns. No mais, ele é um compositor que tem subido muito na consideração de muita gente que ouve barrocos, como eu.

Heinrich Ignaz Franz Biber: Mysterien Sonaten

CD 1:
Mystery Sonatas (16), for violin & basso continuo (or solo violin), C. 90-105
1. L’annonciation [05:21]
2. La Visite A Elisabeth [04:30]
3. La Naissance Du Christ [06:35]
4. La Presentation Au Temple [07:31]
5. Jesus Au Temple [06:26]
6. Le Jardin Des Oliviers [07:19]
7. La Flagellation [07:19]
8. La Couronne D’epines [06:29]

CD 2:
Mystery Sonatas (16), for violin & basso continuo (or solo violin), C. 90-105
1. Le Chemin De Croix [08:01]
2. La Crucifixion [10:11]
3. La Resurrection [07:12]
4. L’ascension [06:52]
5. L’esprit Saint [07:13]
6. L’assomption [08:16]
7. Le Couronnement De La Vierge [11:55]
8. L’ange Gardien [08:22]

Musicians:
Heinrich Ignaz Franz von Biber – Composer
Alice Pierot – Conductor, Violin
Les Veilleurs de Nuit – Ensemble

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Alice Pierot, violinista barroca francesa | Foto: YouTube
Alice Pierot, violinista barroca francesa | Foto: YouTube

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Mozart / Berg / Liszt / Bartók: Resonances

Mozart / Berg / Liszt / Bartók: Resonances

815hU4e50XL._SY355_Hélène Grimaud é uma boa pianista. Não é daqueles pianistas da absoluta primeira linha, mas ela tem algo muito peculiar e importante: é uma notável escolhedora de repertório. Ela quase sempre pinça obras importantes de diferentes compositores que acabam por se combinar maravilhosamente. A Sonata de Liszt é grandiosa, sensacional. Por incrível que pareça, a peça do romântico fica ainda mais linda após Berg e precedendo Bartók. Não amei o Mozart de Grimaud, mas o CD para facilmente em pé. Vale a audição, ô, se não vale.

Mozart / Berg / Liszt / Bartók: Resonances

Mozart — Piano Sonata No. 8 In A Minor K. 310 (300d)
1 1. Allegro Maestoso 7:55
2 2. Andante Cantabile Con Espressione 10:22
3 3. Presto 2:55

Berg — Piano Sonata Op. 1
4 Piano Sonata Op. 1 – Mäßig Bewegt 11:37

Liszt — Piano Sonata In B Minor S 178
5 Piano Sonata In B Minor S 178 – Lento Assai – Allegro Energico – Grandioso – Recitativo – Andante Sostenuto – Allegro Energico – Andante Sostenuto – Lento Assai 30:13

Bartók — Román Népi Táncok BB 68
6 1. Joc Cu Bâtă 1:09
7 2. Brâul 0:28
8 3. Pe Loc 1:05
9 4. Buciumeana 1:23
10 5. Poargă Românască 0:29
11 6. Măruntel 0:59

Hélène Grimaud, piano

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Grimaud: ah, as francesas... Impossível não se apaixonar.
Grimaud: ah, as francesas… Impossível não se apaixonar.

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Bach, Falconieri, Geminiani, Handel, Leclair, Marini, Matteis, Ortiz, Pachelbel, Telemann, Valente, Westhoff: A Baroque Journey

R-2583260-1291643997.jpegLembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Mas, óin, as capas tinham gatinhos… Enfim, o apelido “Disco de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções. Nem eu. Pois a grande surpresa aqui é o fato de eu ter gostado deste disco de gatinhos barrocos de Daniel Hope. Achei um mui digno caça-níqueis pontuado por obras inesperadas neste tipo de seleções. É o gênero de disco que as gravadoras fazem para popularizar de vez um artista muito bom e ganhar uma bela grana. E Hope é boníssimo e tem bom gosto. Se não tivesse, faria o habitual: uma salada sem gosto.

Bach, Falconieri, Geminiani, Handel, Leclair, Marini, Matteis, Ortiz, Pachelbel, Telemann, Valente, Westhoff: A Baroque Journey

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
1. Chaconne in G Major [3:14]

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Suite No.15 in D minor for Harpsichord, HWV 447
2. 3. Sarabande [3:07]

Diego Ortiz
3. Ricercata segunda [1:25]

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
4. La suave melodia [3:10]

Biagio Marini (1597 – 1665)
5. Passacalio in G minor [3:38]

Nicola Matteis
6. “La Vecchia Sarabanda” [4:17]

Johann Pachelbel (1653 – 1706)
Canon and Gigue in D major
7. 1. Canon [3:41]
8. 2. Gigue [1:25]

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)
Concerto for Violin concertato, Strings and Basso continuo in A minor, TWV 51:A1
9. Adagio [2:59]
10. Allegro [2:22]
11. Presto [1:41]

Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata for Violin and Continuo III
12. Imitazione delle Campane [1:55]

Nicola Matteis
13. Ground after the Scotch Humour [1:50]

Francesco Geminiani
Concerto grosso No.5 in G minor
Arr. from Corelli’s Sonata Op.5 No. 5
14. 1. Adagio [3:02]
15. 2. Vivace [1:38]
16. 3. Adagio [2:45]
17. 4. Allegro [1:40]

Antonio Valente
18. Gagliarda Napolitana [1:51]

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
19. Passacaglia in G Minor [2:56]

Jean-Marie Leclair (1697 – 1764)
20. Tambourin [1:44]

Anonymous
21. Greensleeves [4:40]

Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata “La guerra” in A Major
22. La Guerra cosí nominata di sua maestà [0:46]
Sonata for Violin and Continuo II
Sonata for Violin and Continuo “Consacrate al Grand’ Apolline di questi tempi”
23. Imitazione del Liuto. Presto [2:26]

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite No.3 in D, BWV 1068
24. 2. Air [5:01]

Cello – Jonathan Cohen (7), William Conway
Double Bass – Enno Senft
Engineer – Mike Hatch
Executive-Producer – Dr. Alexander Buhr
Harpsichord, Organ – Kristian Bezuidenhout
Lute, Guitar, Theorbo – Stefan Maass, Stephan Rath (2)
Percussion – Hans-Kristian Kjos Sørensen
Photography By [Cover] – Harald Hoffmann
Producer – John West*
Viola – Stewart Eaton
Violin – Lucy Gould
Violin [Solo Violin Ii] – Lorenza Borrani
Violin, Executive Producer, Liner Notes – Daniel Hope

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Hope entre os carros, sonhando com barrocos
Hope entre os carros, sonhando com barrocos

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Philip Glass (1937): The Photographer

just-500x500The Photographer é uma performance em três partes para mídia mista acompanhada de música — a peça é também às vezes referida como uma ópera de câmara. O libreto é baseado na vida e no julgamento do fotógrafo inglês do século XIX Eadweard Muybridge (1830-1904). Em 1874, morando em São Francisco, Muybridge descobriu que sua esposa tinha um amante, o Major Harry Larkyns. Em outubro de 1874, ele procurou Larkyns e disse, “Good evening, Major, my name is Muybridge and here is the answer to the letter you sent my wife” (Boa noite Major, meu nome é Muybridge e aqui está a resposta para a carta que você enviou para minha esposa). Então, matou o Major com um tiro de espingarda. Muybridge foi absolvido por este ser considerado “um homicídio justificável”. Encomendado pelo Festival da Holanda, a ópera foi montada pela primeira vez em 1982 no Palácio Real de Amsterdã.

A música de The Photographer é muito boa.

Um dos trabalhos de Muybridge
Um dos trabalhos de Muybridge

Philip Glass (1937): The Photographer

A1 ACT I: “A Gentleman’s Honor” (Vocal) Lead Vocals – Marlene VerPlanck 3:17
A2 ACT II 16:25
A3 “A Gentleman’s Honor” (Instrumental) 3:15
B ACT III 19:17

Chorus – Adrienne Albert, Betty Baisch, Dora Ohrenstein, Maeretha Stewart, Marlene VerPlanck, Mary Sue Berry, Rose Marie Jun
Flute, Soprano Saxophone, Baritone Saxophone, Alto Saxophone – Jack Kripl
French Horn – Bob Carlisle, Ron Sell
Keyboards, Piano, Synthesizer [Bass], Engineer, Conductor – Michael Riesman
Producer, Engineer – Kurt Munkacsi
Producer, Music By, Organ [Electric] – Philip Glass
Strings – Carol Pool, Jeanne Ingraham*, Jill Jaffe, Judy Geist, Lew Eley*, Maureen Gallagher, Ted Israel*
Strings, Concertmaster – Marin Alsop
Trombone – Alan Raph, Jim Pugh
Trumpet – Ed Carroll*, Lew Soloff
Violin – Paul Zukofsky

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Você quer um autógrafo?
Você quer um autógrafo?

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 1 e Sinfonia Nº 7

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 1 e Sinfonia Nº 7

51hwkjWNUyL._SL500_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um tremendo disco ao vivo de Barenboim com a Filarmônica de Berlim. Uma historinha? Vamos lá!

Da Humana Pretensão

É sempre da mais falsa das suposições que ficamos mais orgulhosos.
SAUL BELLOW

Alexandre chegou apressadamente a seu consultório antes do horário habitual. Sentou-se na confortável cadeira em que ouvia seus pacientes e pegou o telefone. Aguardando que sua respiração se apaziguasse, revisava mentalmente tudo o que desejava dizer a ela – àquela bela mulher que conhecera através de amigos na noite anterior. Limpou a garganta e discou. Tinha planejado uma postura que poderia ser assim descrita: seria gentil, agradável, carinhoso, inteligente, divertido, interessado e, dependendo do andamento da conversa, também picante. Era cedo, ela devia ainda estar em casa. Porém, a voz que tanto ansiava reencontrar chegou-lhe burocrática, pedindo-lhe para deixar um recado logo após o sinal. Tomado de agitação, procurou em seus pensamentos algo espirituoso. Depois de alguma confusão, finalizou a mensagem:

– Dora, se queres me conhecer melhor, ouve o segundo movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven. Sou eu, Alexandre. Um beijo.

Desligou o telefone sentindo-se um idiota. Permaneceu primeiramente avaliando aquele “Sou eu, Alexandre”. Dora pensaria que sua intenção seria a de dizer que o segundo movimento da Sétima descrevia a pérola de homem que ele era ou concluiria tratar-se apenas da assinatura final do recado? Ou, de forma mais benigna, será que Dora presumiria que o intento de Alexandre seria o de proporcionar-lhe uma lembrança agradável ou de fazer uma piada? Mas antes, ele dissera “…se queres me conhecer melhor, ouve…”. Como assim? Poderia alguém ser descrito por uma seqüência de notas musicais? E Beethoven retrataria alguém como Alexandre logo por aquelas notas? O que Dora pensaria? Tinham conversado bastante na noite anterior a respeito do concerto a que assistiam com amigos comuns. No intervalo, ela disse ser uma ouvinte contumaz de Beethoven, também declarou que, em sua opinião, faltava aos barrocos do concerto daquela noite o drama e as afirmativas curtas e repetidas de seu compositor predileto.

– Vim a este concerto por insistência da Carla e do João. Há meses fico em casa com meu filho. Sou uma descasada recente.

Alexandre ficara instantaneamente apaixonado, transtornado mesmo. Desejava aquela mulher linda e inteligente, queria ser admirado por ela, mas, sentado em sua sala, começava a desesperar-se com a evidente bobagem da mensagem que gravara. O que significava aquilo de comparar-se ao compositor que ela amava? Ontem, para agradar a Dora, ele tinha derramado todo o conhecimento musical que lembrava sobre o compositor alemão. Ao final do intervalo, trocaram seus telefones a pedido dele. Agora, ainda sentado, pôs a cabeça entre os joelhos e disse em voz baixa que até a megalomania tinha que ter seus pudores.

E Dora? Acreditaria que toda a perfeição daquele segundo movimento pudesse ser uma representação de Alexandre? Iria recusá-lo por pretensioso? Ficaria constrangida e oprimida? Fugiria por não ser-lhe digna? Faria piadas com os amigos? Ou será que pensaria que ele, romanticamente, ambicionava ombrear-se aos semideuses para ser-lhe digno?

– Burro, burro, burro – pensou Alexandre, caminhando pela sala.

Dora ligou dali a três dias. Alexandre procurou marcar um jantar, porém foram-lhe impostas tantas restrições de horário, fosse para um jantar, fosse para um almoço ou café… Enfim, ela parecia ter tantos compromissos – principalmente para cuidar de seu filho -, que ele entendeu tratar-se de uma negativa e despediram-se sem marcar um reencontro específico.

.oOo.

Dali a dias, durante a festa do Dia dos Pais, Alexandre, um pouco alcoolizado, perguntou a seu pai:

– Pai, se tu quisesses conquistar uma mulher e tivesses a idéia de sugerir uma música para ela ouvir, que música poderia te representar?
– Ora, meu filho, sugeriria que minha futura amada ouvisse uma música que a Maria Bethânia canta.
– Que música?
– Gostoso demais.

Sem dúvida, há megalomanias e megalomanias.

.oOo.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 1 e Sinfonia No.7

1. Concerto For Piano And Orchestra, No.1 In C Major, Op.15: Allegro con brio
2. Concerto For Piano And Orchestra, No.1 In C Major, Op.15: Largo
3. Concerto For Piano And Orchestra, No.1 In C Major, Op.15: Rondo: Allegro scherzando

4. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Poco sostenuto – Vivace
5. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Allegretto
6. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Scherzo: Presto
7. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Finale: Allegro con brio

The Berlin Philharmonic
Daniel Barenboim, piano e regência

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Barenboim calando os críticos
Barenboim calando os críticos

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Vesperae Solennes de Confessore (Suzuki)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Vesperae Solennes de Confessore (Suzuki)

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A gravação de Masaaki Suzuki do Réquiem incompleto de Mozart é baseada em uma nova edição da partitura feita por seu filho, o cravista e organista Masato Suzuki. Aqueles que estão familiarizados com a versão Süssmayr irão notar algumas mudanças. O assistente de Mozart, Franz Süssmayr, recebeu a tarefa de completar o Réquiem após a morte do compositor. Mas Joseph Eybler — um músico que Mozart aparentemente admirava — já havia feito algumas intervenções que Suzuki preferiu às de Süssmayr. Em vários lugares, Eybler corrigiu alguns dos escritos defeituosos pelos quais Süssmayr foi criticado por muito tempo. Mais notavelmente, ele acrescenta um refrão de Amen para o Lacrimosa, baseado em um esboço genuíno descoberto em Berlim em 1960. Ele também segue a primeira edição da partitura (de 1800) ao repassar a maior parte do trombone do Tuba Mirum para o fagote, embora esta versão seja incluída apenas como um apêndice.

Requiem In D Minor, K 626
1 I. Introitus: Requiem 4:22
2 II. Kyrie 2:20
III. Sequentia
3 1. Dies Irae 1:56
4 2. Tuba Mirum 2:49
5 3. Rex Tremendae 1:57
6 4. Recordare 4:04
7 5. Confutatis 2:18
8 6. Lacrimosa 3:06
9 7. Amen 0:58
IV. Offertorium
10 1. Domine Jesu 3:09
11 2. Hostias 3:15
12 V. Sanctus 1:22
13 VI. Benedictus 5:09
14 VII. Agnus Dei 3:35
15 VIII. Communio: Lux Aeterna 5:09

Vesperae Solennes de Confessore, K 339
16 I. Dixit Dominus (Psalm 109) 4:09
17 II. Confitebor (Psalm 110) 4:10
18 III. Beatus Vir (Psalm 111) 4:45
19 IV. Laudate Pueri (Psalm 112) 3:08
20 V. Laudate Dominum (Psalm 116) 4:08
21 VI. Magnificat 4:14

22 Requiem In D Minor, K 626 – III. Sequentia: 2. Tuba Mirum 2:51

Baritone Vocals – Christian Immler
Mezzo-soprano Vocals – Marianne Beate Kielland
Soprano Vocals – Carolyn Sampson
Tenor Vocals – Makoto Sakurada
Chorus, Orchestra – Bach Collegium Japan
Directed By – Masaaki Suzuki

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Masaaki Suzuki: seguindo as pesquisas do filhote
Masaaki Suzuki: seguindo as pesquisas do filhote

PQP

.: interlúdio :. Herbie Hancock: Jazz Profile

.: interlúdio :. Herbie Hancock: Jazz Profile

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Tomei um susto esta manhã. Procurei este CD que estou postando e não o encontrei. Iniciei uma busca em meio aos meus outros discos. Depois de quase meia hora de investigação, logrei êxito. Quando o vi, respirei aliviado. Coloquei-o rapidamente no som para apreciar Hancock. A primeira faixa Empty Pockets, de início, já nos revela a mestria do jazz-men à frente do seu Fender Rhodes, o piano elétrico que o imortalizou. Herbie nasceu em Chicago em 1940. É considerado como um dos mestres do estilo jazzístico. Tocou com Miles Davis em um dos quintetos mais viscerais e antológicos da história do jazz, formado de 1964-1968: Miles Davis (trompete), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (contrabaixo), Tony Williams (bateria) e Wayne Shorter (saxofone tenor). A discografia vasta de Hancock pode surpreender alguns, pois o compositor é um experimentalista. A Wikipédia afirma: “Sua discografia inclui discos voltados para o Jazz assim como algumas incursões pelo Fusion, Funk e Música Clássica. Poucos pianistas têm ou tiveram uma carreira tão fecunda quanto Hancock, que já atravessa algumas décadas como um dos maiores pianistas da história do Jazz”. Hancock nasceu numa família de músicos amadores. Desde muito cedo revelou certa facilidade para tocar piano. Aos 11 anos de idade, Hancock chegou a tocar o primeiro movimento do Concerto para Piano em Ré Menor, de Mozart, em um concerto de músicos jovens com a Orquestra Sinfônica de Chicago. Até essa época seu repertório limitava-se a peças de Chopin, Mendelssohn e outros autores de música clássica. O despertamento definitivo para o jazz veio, quando aos 13 anos ouviu um trio de Jazz. Aquilo abriu a sua percepção para um outro tipo de universo musical completamente novo, cheio de possibilidades. Daí para frente, começa a frequentar os espaços onde se executava o jazz. Em poucos termos, é assim que se dá o despertamento de Herbie para o jazz. O CD que ora posta é uma coletânea com algums composições de som apetecível; ótimos para quem deseja se iniciar em Hancock. Boa degustação!

Herbie Hancock: Jazz Profile

1 Empty Pockets
Bass – Butch Warren
Drums – Billy Higgins
Tenor Saxophone – Dexter Gordon

2 Jack Rabbit
Bass – Paul Chambers (3)
Congas, Bongos – Osvaldo Martinez
Drums – Willie Bobo

3 Yams
Alto Saxophone – Jackie McLean
Bass – Butch Warren
Trumpet – Donald Byrd

4 Eye Of The Hurricane
Tenor Saxophone – George Coleman

5 Cantaloupe Island

6 The Sorcerer
Drums – Mickey Roker

7 I Have A Dream
Bass – Buster Williams
Bass Clarinet – Jerome Richardson
Bass Trombone – Tony Studd
Drums – Albert “Tootie” Heath*
Flute – Hubert Laws
Tenor Saxophone – Joe Henderson
Trombone – Garnett Brown
Trumpet – Johnny Coles

Credits
Bass – Ron Carter (tracks: 4 to 6)
Drums – Tony Williams* (tracks: 3 to 6)
Mastered By – Ron McMaster
Piano, Written-By – Herbie Hancock
Recorded By – Rudy Van Gelder
Trumpet, Cornet – Freddie Hubbard (tracks: 1, 4, 5)

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Herbie Hancock em 1997
Herbie Hancock em 1997

Carlinus

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Sharon Bezaly é uma excelente flautista que já demonstrou seus dotes em várias gravações da BIS, seja em concertos escritos para ela por renomados compositores contemporâneos, incluindo Sofia Gubaidulina e Kalevi Aho, seja em clássicos da literatura de flauta, como os concertos para flauta de Mozart. Ao longo do caminho, gravou uma grande variedade de discos que são recitais imaginativamente programados, com foco nas grandes sonatas de flauta, bem como na tradição da flauta francesa. Neste disco, Bezaly visita o período em que a flauta transversa se estabeleceu como instrumento solo por si só. Foi apenas no século XVIII que os músicos começaram a se especializar em flauta transversa, em vez de ficarem só no oboé ou na flauta doce. Este disco reflete este desenvolvimento do gosto musical com um programa de seis sonatas para flauta e cravo, com e sem o apoio de um instrumento de baixo. Uma joia!

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

1. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: I. Largo (2:06)
2. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: II. Vivace (3:02)
3. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: III. Andante (1:50)
4. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: IV. Presto (1:13)
5. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: V. Adagio (1:41)
6. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VI. Alla Breve (2:34)
7. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VII. A Tempo Di Minuet (1:42)

8. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: I. Adagio Ma Non Tanto (2:40)
9. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: II. Allegro (2:39)
10. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: III. Andante (3:17)
11. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: VI. Allegro (4:37)

12. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: I. Vivace (5:09)
13. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: II. Largo e Dolce (2:47)
14. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: III. Allegro (4:26)

15. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: I. Adagio Ma Non Tanto (2:16)
16. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: II. Allegro (2:55)
17. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: III Siciliano (3:08)
18. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: IV. Allegro Assai (3:12)

19. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: I. Allegro Moderato (3:35)
20. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: II. Siciliano (2:09)
21. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: III. Allegro (4:43)

22. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: I. Vivace (2:10)
23. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: II. Largo (1:32)
24. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: III. Allegro (2:12)

Sharon Bezaly – flute
Terence Charlston – harpsichord
Charles Medlam bass – viol

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Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos
Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

Este Händel dá uma boa ideia dos corais (com orquestra) criados pelo compositor. Mas tudo parece um sub-Messias, meio sem graça, na minha opinião. O Oratório foi um gênero que Händel consolidou na Inglaterra a partir da tradição dos anthems (hinos), textos sacros postos em música com solos e coros usados no culto anglicano, como se percebe nos Chandos Anthems e em vários outros. Sua estrutura e escala eram bastante semelhantes aos oratórios que ele desenvolveu mais tarde, introduzindo um dramatismo e pujança que os anthems desconheciam e dando-lhes independência da liturgia. Mas as motivações de Händel para se dedicar ao gênero não são claras. É possível que fosse uma tentativa de contornar a proibição de música operística durante a Quaresma, mas representações de dramas sacros faziam parte também de uma tradição de educação moral e religiosa estabelecida por Racine entre famílias ricas e piedosas na França.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

1. Sonata (Largo) (Allegro) (Chandos Anthem No 8 O come, let us sing unto the Lord)
2. O come, let us sing unto the Lord
3. O come, let us worship
4. Glory and worship are before him
5. Tell it out among the heathen that the Lord is King
6. O magnify the Lord
7. The Lord preserveth the souls of the saints
8. For look as high as the heaven is
9. There is sprung up a light for the righteous
10. Sonata (Larghetto)- Allegro (Chandos Anthem No 6a As pants the hart)
11. As pants the hart for cooling streams
12. Tears are my daily food
13. Now when I think thereupon
14. In the voice of praise and thanksgiving
15. Why so full of grief, O my soul?
16. Put thy trust in God
17. Sonata Andante-Allegro (Chandos Anthem No 5a I will magnify thee, O God)
18. I will magnify thee, O God
19. Ev’ry day will I give thanks unto thee
20. One generation shall praise thy works unto another
21. The Lord preserveth all them that love him
22. The Lord is righteous in all his ways
23. Happy are the people that are in such a case
24. My mouth shall speak the praise of the Lord

Susan Gritton, soprano
Iestyn Davies, contratenor
Thomas Hobbs, tenor
The Choir of Trinity College Cambridge
Orchestra of the Age of Enlightenment
Stephen Layton

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Um Handel mais jovem para vocês. Esta pintura a óleo é conhecida como The Chandos Portrait of Georg Friedrich Händel.
Um Handel mais jovem para vocês. Este óleo é conhecido como The Chandos Portrait of Georg Friedrich Händel.

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.: interlúdio :. Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

.: interlúdio :. Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A ascensão de Cecile McLorin Salvant (1989) é irresistível. WomanChild, o primeiro álbum da cantora foi indicado ao Grammy de 2014 como melhor álbum de jazz vocal. O segundo, For One to Love, levou para casa o Grammy de 2016 na mesma categoria. Após sua vitória no Grammy, McLorin Salvant lançou seu terceiro álbum na Mack Avenue Records, chamado Dreams and Daggers, um disco duplo gravado principalmente ao vivo com sua banda durante várias noites no Village Vanguard — o venerável clube de jazz do Greenwich Village. Outras faixas na coleção de 23 foram posteriormente gravadas em estúdio com um quarteto de cordas

Aqui, ela retrabalha alguns standards com audácia, imaginação e tempo dramático infalível. Alguns dizem que Salvant evita modelos de jazz, mas a grande Betty Carter é uma influência significativa, mesmo que Salvant e seu ótimo pianista Aaron Diehl planejem as músicas muito mais meticulosamente. As canções contemporâneas também são excelentes.

Cecile McLorin Salvant será muito conhecida no mundo inteiro. Anotem aí.

Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

01 – And Yet
02 – Devil May Care
03 – Mad About the Boy
04 – Sam Jones’ Blues
05 – More
06 – Never Will I Marry
07 – Somehow I Never Could Believe
08 – If a Girl Isn’t Pretty
09 – Red Instead
10 – Runnin’ Wild
11 – The Best Thing for You (Would Be Me)
12 – You’re My Thrill
13 – I Didn’t Know What Time It Was
14 – Tell Me What They’re Saying Can’t Be True
15 – Nothing Like You
16 – You’ve Got to Give Me Some
17 – The Worm
18 – My Man’s Gone Now
19 – Let’s Face the Music and Dance
20 – Si j’étais blanche
21 – Fascination
22 – Wild Women Don’t Have the Blues
23 – You’re Getting to Be a Habit with Me

Produced by Al Pryor & Cécile McLorin Salvant.
Recorded live at the Village Vaguard and the DiMenna Centre.

Musicians:
Cécile McLorin Salvant – vocals
Aaron Diehl – piano
Paul Sikivie – double bass
Lawrence Leathers – drums
+ CATALYST QUARTET – strings

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Vocês não imaginam como canta Cécile McLorin Salvant. Ela é um absoluto espanto.
Vocês não imaginam como canta Cécile McLorin Salvant. Ela é um absoluto espanto.

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Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Um CD de alta temperatura romântica que fui ouvindo sem maior interesse até que chegaram a meus ouvidos uma maravilhosa Siciliana (faixa 8), um irresistível Andante (Sonata Nº 2) e outro belíssimo Andante acompanhado por órgão (faixa 13). Ou seja, o CD não passou em branco, pois seus picos de qualidade são realmente admiráveis. Me agrada muito a forma com Fauré ligou seu romantismo com o modernismo nascente. O cara nasceu com Chopin ainda vivo e morreu ouvindo jazz e atonalismo. Não foi fácil, mas ele permaneceu em pé.

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

1 Romance, Op. 69 3:26
2 Elégie, Op. 24 6:50

Sonata No. 1, Op. 109 in D Minor (17:48)
3 I. Allegro 5:13
4 II. Andante 6:54
5 III. Final: Allegro commodo 5:35

6 Allegro moderato for two cellos 0:51
Cello [2nd Cello] – David Waterman
7 Sérénade, Op. 98 3:00
8 Sicilienne, Op. 78 3:47
9 Papillon, Op. 77 2:40

Sonata No. 2, Op. 117 in G Minor (18:45)
10 I. Allegro 6:10
11 II. Andante 8:00
12 III. Allegro vivo 4:28

13 Andante (original version of Romance, Op. 69) 4:33
Organ – Francis Grier

Cello – Steven Isserlis
Piano – Pascal Devoyon

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Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.
Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.

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