Antonio Caldara (1670-1736): Maddalena ai piedi di Cristo (Jacobs)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este estupendo CD duplo traz o especialista em música barroca René Jacobs com um super time num lançamento da Harmonia Mundi alemã. Tudo perfeito se acrescentarmos que Maddalena ai piedi di Cristo é uma obra-prima.

Trata-se de um disco para ouvir e comprar. Ah, mas quem é Caldara? Eu também conhecia pouco, mas fiquei espantadíssimo com esta gravação multi-premiada.

Antonio Caldara foi um compositor italiano do período barroco, conhecido como compositor de óperas, cantatas e oratórios. Caldara nasceu em Veneza em uma família de músicos. Seu primeiro professor foi seu pai, Giuseppe, que foi violinista. Aos onze anos, estudou sob a direção de Giovanni Legrenzi, foi corista na Catedral de San Marco em Veneza, onde aprendeu vários instrumentos. Em 1699 mudou-se para Mântua, onde se tornou Mestre di cappella Charles IV, Duque de Mântua. Foi um dos mais prolíficos autores da sua geração. Caldara ocupou cargos importantes em Mântua, Roma e Viena, num momento em que a música vocal italiana estava a atravessar um processo de desenvolvimento rápido. Durante os anos seguintes, fez inúmeras viagens na Itália e no estrangeiro. Em 1708 é contratado pelo arquiduque Carlos, e mudou-se para Barcelona, onde compõe várias óperas que representam as primeiras óperas italianas da Península Ibérica. Caldara iria influenciar a escola de Mannheim, bem como Haydn e Mozart.

Antonio Caldara (1670-1736): Maddalena ai piedi di Cristo (Jacobs)

CD 1
1. Part 1. No. 1. Sinfonia
2. Part 1. No. 2. Aria. Dormi, o cara, e farmi il sonno
3. Part 1. No. 3. Recitativo. Così godea la mente
4. Part 1. No. 4. Aria. Deh, librate amoretti
5. Part 1. No. 5. Recitativo. Del sonno lusinghiero
6. Part 1. No. 6. Aria. La ragione, s’un’alma conseglia
7. Part 1. No. 7. Recitativo. Così sciolta da’lacci de’ sui error
8. Part 1. No. 8. Allegro. Alle vittorie
9. Part 1. No. 9. Recitativo. Oimè, troppo importuno
10. Part 1. No. 10. Aria. In un bivio è il mio volere
11. Part 1. No. 11. Recitativo. Maddelena, nel cielo fissa la sguardo
12. Part 1. No. 12. Aria. Spera, consolati
13. Part 1. No. 13. Recitativo. Troppo dura è la legge
14. Part 1. No. 14. Aria. Fin che danzan le grazie sul viso
15. Part 1. No. 15. Recitativo. Germana, al ciel, deh, volgi
16. Part 1. No. 16. Aria. Non sdegna il ciel le lacrime
17. Part 1. No. 17. Recitativo. Omai spezza quel nodo
18. Part 1. No. 18. Aria. Pompe inutili
19. Part 1. No. 19. Recitativo. E voi, dorati crini
20. Part 1. No. 20. Aria. Il sentier ch’ora tu prendi
21. Part 1. No. 21. Recitativo. Maddalena, coraggio!
22. Part 1. No. 22. Aria. Dilenti non più vanto
23. Part 1. No. 23. Recitativo. Dell’anima tua grande
24. Part 1. No. 24. Aria. Vattene, corri, vola
25. Part 1. No. 25. Recitativo. Marta, ho risolto
26. Part 1. No. 26. Aria. Voglio piangere
27. Part 1. No. 27. Recitativo. A tuo dispetto, Amor Terreno
28. Part 1. No. 28. Duetto. La mia virtude

CD 2
1. Part 2. No 1. Sinfonia
2. Part 2. No 2. Recitativo. Donna grande e fastosa
3. Part 2. No 3. Aria. Parti, che di virtù il gradito splendore
4. Part 2. No 4. Recitativo. Cingan pure quest’alma
5. Part 2. No 5. Aria. Chi con sua cetra
6. Part 2. No 6. Recitativo. Maddalena, deh, ferma!
7. Part 2. No 7. Aria. In lagrime stemprato il cor qui cade
8. Part 2. No 8. Recitativo. Oh ciel, chi vide mai la penitenza
9. Part 2. No 9.Aria. Ride il ciel e gl’astri brillano
10. Part 2. No 10. Recitativo. A tuo dispetto, Amor Terreno
11. Part 2. No 11. Aria. Me ne rido di tue glorie
12. Part 2. No 12. Recitativo. Se non ho forza a superar costei
13. Part 2. No 13. Aria. Orribili, terribili
14. Part 2. No 14. Recitativo. Maddalena, costanza
15. Part 2. No 15. Aria. O fortunate lacrime
16. Part 2. No 16. Recitativo. Mio Dio, mio Redentor
17. Part 2. No 17 .Aria. Chi drizzar di pianta adulta
18. Part 2. No 18. Recitativo. D’esser costante, o mio Gesù, non temo
19. Part 2. No 19. Aria. Per il mar del pianto mio
20. Part 2. No 20. Recitativo. L’atto immenso che, uscito
21. Part 2. No 21. Aria. Del senso soggiogar
22. Part 2. No 22. Recitativo. Di miei dardi possenti
23. Part 2. No 23. Aria. Da quel strale che stilla veleno
24. Part 2. No 24. Recitativo. Sempre dagl’astri scende
25. Part 2. No 25. Aria. Questi sono arcani ignoti
26. Part 2. No 26. Recitativo. Cittadini del ciel
27. Part 2. No 27. Aria. Sù, lieti festeggiate
28. Part 2. No 28. Recitativo. Voi, che in mirarmi oppresso ogn’or godete
29. Part 2. No 29. Aria. Voi del Tartaro
30. Part 2. No 30. Recitativo. Va dunque Maddalena
31. Part 2. No 31. Aria. Chi serva la beltà

Maddalena – Maria Christina Kiehr
Marta – Rosa Dominguez
Amor Terreno – Bernarda Fink
Amor Celeste – Andreas Scholl
Fariseo – Ulrich Messthaler
Cristo – Gerd Türk

Chiara Banchini: violin, dir.

Schola Cantorum Basiliensis
René Jacobs (cond.)

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Antonio Caldara

PQP

.: interlúdio :. Egberto Gismonti & Charlie Haden in Montreal

.: interlúdio :. Egberto Gismonti & Charlie Haden in Montreal

IM-PER-DÍ-VEL !!!

In Montreal é um álbum de Egberto Gismonti e Charlie Haden gravado em 6 de julho de 1989 no Festival Internacional de Jazz de Montreal e lançado pela ECM em 2001. Aqui, temos dois monstros em plena forma em ação. Gismonti é mais dinâmico. Ele é a mola propulsora em peças de como Salvador, Maracatu e Em Família. Essas músicas mais agitadas de Gismonti são contrabalanceadas pelas composições majestosas e reflexivas de Haden. Um belo disco, lindamente interpretado e muito brasileiro. O ouvido de Haden para a música latina funciona perfeitamente, encaixando-se tanto ao violão de 10 cordas quanto ao piano de Gismonti. Este brinca muito, como em Lôro e em Frevo. Uma alegria ouvir esses dois.

P.S. de Pleyel em 2026 ao repostar: Tenho enorme apreço pelo primeiro disco lançado por Gismonti e Haden juntos, em um trio com o saxofonista J. Garbarek (aqui). Depois fui ouvir o álbum ao vivo lançado pela ECM em 2012 e este do duo lançado em 2001. Este aqui é o melhor dos ao vivo. Um diálogo simplesmente telepático.

Egberto Gismonti & Charlie Haden in Montreal

1 Salvador – composed by Egberto Gismonti (7:36)
2 Maracatú – composed by Egberto Gismonti (9:21)
3 First Song – composed by Charlie Haden (6:28)
4 Palhaço – composed by Egberto Gismonti, G.E. Carneiro (9:19)
5 Silence – composed by Charlie Haden (9:49)
6 Em Família – composed by Egberto Gismonti (10:03)
7 Lôro – composed by Egberto Gismonti (7:32)
8 Frevo – composed by Egberto Gismonti (6:43)
9 Don Quixote – composed by Egberto Gismonti, G.E. Carneiro (12:02)

Egberto Gismonti, violão, piano e o que pintar
Charlie Haden, baixo

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Charlie Haden e Egberto Gismonti combinando o que vamos ouvir.
Charlie Haden e Egberto Gismonti combinando o que vamos ouvir.

PQP

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nº 4 e 7 / Valsa Triste (Karajan, Berliner)

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nº 4 e 7 / Valsa Triste (Karajan, Berliner)

Antes de qualquer coisa, vou esclarecendo que admiro muitíssimo a obra do finlandês Jean (Johan Julius Christian) Sibelius. Suas sinfonias, poemas sinfônicos, suítes, aquele fantástico concerto para violino, assim como suas obras de câmara — sonatas (tão bem interpretadas por Glenn Gould) e quartetos — sempre estiveram próximos de meu CD Player. Já foi um autor popularíssimo, hoje não é mais. A obra que me parece ser seu ponto mais alto, o poema sinfônico Tapiola, recebe poucas gravações. Não entendo.

Aqui o temos com Karajan e a Filarmônica de Berlim, o que não é garantia de nada. Karajan gravava tanto que era impossível acertar sempre. Se ele acerta no ângulo ao dar à Sinfonia Nº 4 todas as soturnas trevas que ela merece — com seu belo solo inicial de violoncelo, aqui maravilhosamente tocado — , erra na Nº 7. Depois que Mravinski, em fevereiro de 1965, gravou a sétima, tudo deveria ter mudado. Mravinski (e também Sibelius!) fez com o trombone levasse à frente toda a música, dando-lhe enorme destaque. Karajan permaneceu numa concepção antiquada da obra, mesmo tendo-a registrado três anos depois do russo. O trombone está no mesmo nível dos outros instrumentos e, quando ouvimos a Filarmônica de Berlim, parece que alguma coisa no aparelho de som não está funcionando. Cadê o solo? O Alex Ross deve ter detestado essa gravação da sétima. Na Valsa Triste não há como errar. É uma terna peça de concerto, foi, ao lado do Bolero de Ravel e do Pássaro de Fogo de Stravinski, o carro-chefe do filme de Bruno Bozzetto Música e Fantasia (Allegro Non Troppo, 1976).

Jean Sibelius: Sinfonien 4 & 7 / Valse Triste

Sinfonie Nr. 4 Op. 63
1. Tempo molto moderato, quasi adagio
2. Allegro molto vivace
3. Il tempo largo
4. Allegro

Sinfonie Nr. 7 Op. 105
5. Adagio
6. Meno adagio
7. Poco rallentando al Adagio
8. Presto – Poco a poco rallentando al Adagio

9. Valse Triste Op. 44

Berliner Philharmoniker
Herbert Von Karajan

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Sibelius
Sibelius: bom disco, mesmo com algum sofrimento sob as mãos pesadas de Karajan

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 39, 73, 93, 105, 107, 131 (Herreweghe)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 39, 73, 93, 105, 107, 131 (Herreweghe)

Eu posso contestar a escolha das Cantatas, mas não posso reclamar de Philippe Herreweghe e de sua orquestra e coral de Ghent — eles dão um show de interpretação. Só por isso o CD duplo, colocado por mim em apenas um arquivo, já mereceria ser baixado. Como vocês estão vendo, interrompo a série de Bach 2000 para postar mais Cantatas… É amor, gente. Acontece.

J. S. Bach: Cantatas BWV 39, 73, 93, 105, 107, 131 (Herreweghe)

Track listing:
Aus der Tiefen rufe ich, Herr, zu dir (bwv 131)
Herr, wie du willt, so schicks mit mir (bwv 73)
Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht (bwv 105)
Brich dem Hungrigen dein Brot (bwv 39)
Wer nur den lieben Gott läßt walten (bwv 93)
Was willst du dich betrüben (bwv 107)

cd1.01. BWV 131 – Aus der Tiefen rufe ich
cd1.02. BWV 131 – So du willst, Herr, Sünde zurenchnen
cd1.03. BWV 131 – Ich harre des Herrn
cd1.04. BWV 131 – Meine Seele wartet auf den Herrn
cd1.05. BWV 131 – Israel, hoffe auf den Herrn

cd1.06. BWV 73 – Herr, view du willt, so schick’s mit mir
cd1.07. BWV 73 – Ach, senke doch den Geist der Freuden
cd1.08. BWV 73 – Ach, unser Wille bleibt verkehrt
cd1.09. BWV 73 – Herr, so du willt
cd1.10. BWV 73 – Das ist des Vaters Wille

cd1.11. BWV 105 – Herr gehe nicht ins Gericht mit deinem Kn
cd1.12. BWV 105 – Mein Gott, verwirf michj nicht
cd1.13. BWV 105 – Wie zittern und wanken
cd1.14. BWV 105 – Wohl aber dem, der sienen Bürgen weiß
cd1.15. BWV 105 – Kann ich nur Jesum mir zum Freunde machen
cd1.16. BWV 105 – Nun, ich weiß, du wirst mir stillen

cd2.01. BWV 39 – Brich dem Hungrigen dein Brot
cd2.02. BWV 39 – Der reiche Gott wirft seinen Überfluß
cd2.03. BWV 39 – Seinem Schöpfer noch auf Erden
cd2.04. BWV 39 – Wohlzutum und mitzuteilen
cd2.05. BWV 39 – Höchster, was ich habe
cd2.06. BWV 39 – Wie soll ich dir, o Herr
cd2.07. BWV 39 – Selig sind, die aus Erbarmen

cd2.08. BWV 93 – Wer nur den lieben Gott läßt walten
cd2.09. BWV 93 – Was helfen uns die schweren Sorgen
cd2.10. BWV 93 – Man halte nur ein wenig stille
cd2.11. BWV 93 – Er kennt die rechten Freudestunden
cd2.12. BWV 93 – Denk nicht in deiner Drangsalhitze
cd2.13. BWV 93 – Ich will auf den Herren schaun
cd2.14. BWV 93 – Sing, bet und geh auf Gottes Wegen

cd2.15. BWV 107 – Was willst du dich betrüben
cd2.16. BWV 107 – Denn Gott verlässet keinen
cd2.17. BWV 107 – Auf ihn magst du es wagen
cd2.18. BWV 107 – Wenn auch gleich aus der Höllen
cd2.19. BWV 107 – Er richt’s zu seinen Ehren
cd2.20. BWV 107 – Darum ich mich ihm ergebe
cd2.21. BWV 107 – Herr, gib, daß ich dein Ehre

Barbara Schlick – soprano (cd1)
Agnès Mellon – soprano (cd2)
Gérard Lesne – alto (cd1)
Charles Brett – alto (cd2)
Howard Crook – tenor
Peter Kooy – bass

dir. Philippe Herreweghe
Chorus and Orchestra of Collegium Vocale, Ghent

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Philippe Herreweghe: estudar é bom
Philippe Herreweghe: estudar é bom

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, Vol. 1 (Koopman)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, Vol. 1 (Koopman)

Papai faz anos e quem ganha o presente são vocês. Eu, FDP Bach, e meu irmão, PQP, estaremos hoje postando só obras de papai; afinal, não é todo dia que alguém completa 324 anos e continua tão vivo e emocionante.

Já cogitei em certa ocasião postar a integral das cantatas, mas, visto o tamanho da empreitada, acabei desistindo. Digo isso porque estou postando um dos melhores intérpretes de papai, Tom Koopman e sua Amsterdam Baroque Orchestra & Choir. Estou postando o primeiro box, que contém 3 cds. Ah, recomendo o excelente booklet, que traz um histórico das cantatas, além das letras das mesmas, traduzidas para o inglês e para o francês. As traduções para o português sugiro buscarem no site listado ao lado, Cantatas de Bach, feito por especialistas da área.

Quando consegui esta série fiquei me perguntando quando diabos teria tempo de ouvir tudo isso, afinal de contas são 67 cds. Mas passados 5 anos, posso dizer que já ouvi uma boa parte, e tiro o chapéu para a interpretação de Koopman, sempre correta, e sempre contando com excepcionais solistas,  além de uma orquestra montada por músicos especialistas no repertório não apenas bachiano, mas também barroco. Possuo outras duas integrais, a de Helmut Rilling, que não se importou com o aspecto “histórico” da interpretação, mas isso de forma alguma tira o mérito da empreitada, e aquela considerada por muitos a melhor de todas, dirigida por Nikolaus Harnoncourt, num projeto em que esteve envolvido durante mais vinte anos, e auxiliado simplesmente por Gustav Leonhardt. Coisa de gente grande que viveu e respirou a música de papai durante suas vidas inteiras.

Então, vamos ao que interessa:

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21
PRIMA PARTE
1 Sinfonia 3’00
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Organo, Violone
2 Coro: “Ich hatte viel Bekümmernis” 3’44
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Vwlone, Organo
3 Aria (Soprano): “Seufzer, Tränen, Kummer, Not” 4’46
Oboe, Violoncello, Organo
4 Recitativo (Soprano): “Wie hast du dich, mein Gott” 1’34
Violini, Viola, Violone, Organo, Fagotto
5 Aria (Soprano): “Bäche von gesalznen Zähren” 6’34
Violini, Viola, Violone, Organo
6 Coro: “Was betrübst du dich, meine Seele” 3’35
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violone, Organo
SECONDA PARTE
7 Recitativo (Soprano, Basso): “Ach Jesu, meine Ruh” 1’35
Violini, Viola, Violone, Organo, Fagotto
8 Duetto (Soprano, Basso): “Komm, mein Jesu” 4’26
Violoncello, Organo
9 Coro: “Sei nun wieder zufrieden” 5’39
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Organo
10 Aria (Soprano): “Erfreue dich, Seele” 3’18
Violoncello, Organo
11 Coro: “Das Lamm, das erwürget ist” 2’53
Trombe, Timpani, Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violone, Organo

“Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” BWV 131 22’15
Penitential Service? – Bußgottesdienst? – Office de Pénitence?
12 Sinfonia-Choral: “Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” 4’18
Oboe, Fagotto, Violino, Viole, Violone, Organo
13 Aria (Basso, Choral): “So du willst, Herr, Sünde zurechnen” 4’20
Oboe, Violoncello, Organo
14 Coro: “Ich harre des Herrn” 3’35
Oboe, Fagotto, Violino, Viole, Violone, Organo
15 Aria (Tenore, Choral): “Meine Seele wartet auf den Herrn” 6’05
Violoncello, Organo
16 Coro: “Israel, hoffe auf den Herrn” 3’57
Oboe, Fagotto, Violine, Viole, Violone, Organo
“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21 (Appendix):
17 Coro: “Sei nun wieder zufrieden'” 5’48
Oboe, Tromboni, Cornetto, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Contrabasso, Organo

“Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” (Actus tragicus) BWV 106 19’40
1 Sonatina 2’26
Flauti dolci, Viole da gamba, Violone, Organo
2 a [Coro]: “Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” 8’24
b [Arioso] (Tenore): “Ach Herr, lehre uns bedenken”
c [Arioso] (Basso): “Bestelle dein Haus; denn du wirst sterben”
Flauto dolce, Viola da gamba, Violone, Organo
3 a [Aria] (Alto): “In deine Hände befehl ich meinen Geist” 5’56
b [Arioso – Choral] (Alto, Basso): “Heute wirst du mit mir im Paradies sein”
Viole da gamba, Flauti dolci, Violone, Organo
4 Coro: “Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit” 2’54
Flauti dolci, Viole da gamba, Violone, Organo

“Der Herr denket an uns” BWV 196 10’54
Wedding cantata – Trauungskantate – Cantate de mariage
5 Sinfonia . 1’41
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
6 Coro: “Der Herr denket an uns” 1’53
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
7 Aria (Soprano): “Er segnet, die den Herrn fürchten” 2’35
Violino, Violoncello, Organo
8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch” 2’09
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
9 Coro: “Ihr seid die Gesegneten des Herrn” 2’36
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
Eis Bongers, soprano
Richard Bryan, alto
Joost van der Linden, tenor
Matthijs Mesdag, bass

“Gott ist mein König” BWV 71 18’15
Ratswechsel – For the Town Council Inauguration – Pour le changement du Conseil municipal • Mühlhausen, 4.2.1708
10 Coro: “Gott ist mein König” 1’48
Trombe, Timpani, Flauti, Oboi, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Violone, Organo
11 Aria – Choral (T, S): “Ich bin nun achtzig Jahr” • “Soll ich auf dieser Welt” 3’29
Organo obbligato
12 Coro [a 4 voci]: “Dein Alter sei wie deine Jugend” 1’31
Organo
13 Arioso (Basso): “Tag und Nacht ist dein” 2’52
Flauti, Oboi, Fagotto, Violoncello, Organo
14 Aria (Alto): “Durch mächtige Kraft” 1’11
Trombe, Timpani, Organo
15 Coro: “Du wollest dem Feinde nicht geben” 3’51
Flauti, Oboi, Fagotto, Violini, Viola, Violoncello piccolo, Violone, Organo
16 Coro [Soli, Coro]: “Das neue Regiment” 3’33
Trombe, Timpani, Flauti, Oboi, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Violone, Organo

“Nach dir, Herr, verlanget mich” BWV 150 14’34
Occasion unspecified – Ohne Bestimmung – Sans destination
17 Sinfonia 1’24
Fagotto, Violini, Violone, Organo
18 Coro: “Nach dir, Herr, verlanget mich” 3’08
Fagotto, Violini, Violone, Organo
19 Aria (Soprano): “Doch bin und bleibe ich vergnügt” 1’37
Violine, Violoncello, Organo
20 Coro: “Leite mich in deiner Wahrheit” 1’41
Fagotto, Violini, Violone, Organo
21 Aria (Terzetto: Alto, Tenore, Basso): “Zedern müssen von den Winden” 1’2O
22 Coro: “Meine Augen sehen stets zu dem Herrn” 2’03
Fagotto, Violini, Violone, Organo
23 Coro: “Meine Tage in dem Leide” 3’21
Fagotto, Violini, Violone, Organo
Anne Grimm, soprano
Peter de Groot, alto
Joost van der Linden, tenor
Donald Bentvelsen, bass

“Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” BWV 31 20’56
On the 1st day of Easter – Am 1. Osterfeiertag – Pour la lère Fête de Pâques
1 Sonata 2’33
Trombae, Timpani, Oboi, Taille, Violini, Viole, Fagotto, Violone, Violoncello, Organo
2 Coro (Coro, Soprano, Alto): “Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” 3’36
Trombe, Timpani, Oboi, Fagotto, Violini, Viole, Violone, Violoncello, Organo
3 Recitativo (Basso): “Erwünschter Tag! Sei, Seele, wieder froh” 2’05
Violoncello, Organo
4 Aria (Basso): “Fürst des Lebens, starker Streiter” 3’24
Violoncello, Organo
5 Recitativo (Tenore): “So stehe dann, du gottergebne Seele” l’O7
Violoncello, Organo
6 Aria (Tenore): “Adam muß in uns verwesen” 2’18
Violini, Viole, Violoncello, Violone, Organo
7 Recitativo (Soprano): “Weil dann das Haupt sein Glied” 0’50
Violoncello, Organo
8 Aria (Soprano): “Letzte Stunde, brich herein” 4’04
Oboe, Violini, Viole, Violoncello, Violone, Organo
9 Choral (Coro): “So fahr ich hin zu Jesu Christ” 0’59
Oboi, Taille, Violini, Viole, Fagotto, Tromba, Violone, Organo

“Barmherziges Herze der ewigen Liebe” BWV185 14’30
For the 4th Sunday after Trinity – Am 4. Sonntag nach Trinitatis – Pour le 4ème Dimanche après la Trinité
10 Aria (Duetto: Soprano, Tenore): “Barmherziges Herze der ewigen Liebe” 4’05
Oboe, Violoncello, Soprani di Coro, Organo
11 Recitativo (Alto): “Ihr Herzen, die ihr euch” 1’58
Violini, Viola, Violone, Organo
12 Aria(Alto): “Sei bemüht in dieser Zeit” 3’43
Oboe, Violini, Viola, Violone, Organo
13 Recitativo (Basso): “Die Eigenliebe schmeichelt sich” I’ll
Organo, Fagotto
14 Aria (Basso): “Das ist der Christen Kunst” 2’19
Organo, Fagotto
15 Choral (Coro): “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ” 1’14
Oboe, Violini, Viola, Violone, Fagotto, Organo

«Christ lag in Todesbanden” BWV 4 18’50
For the 1st day of Easter – Am 1. Osterfeiertag – Pour la lère Fête de Pâques
16 Sinfonia 1’1O
Violini, Viole, Violone, Organo
17 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden” 3’42
Violini, Viole, Violone, Organo
18 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt” 3’45
Cometto, Trombone, Violoncello, Organo
19 [Aria] (Tenore) Versus III: “Jesus Christus, Gottes Sohn” 2’03
Violino, Violone, Organo
20 [Coro] Versus IV: “Es war ein wunderlicher Krieg” 2’08
Violone, Organo
21 [Aria] (Basso) Versus V: “Hier ist das rechte Osterlamm” 2’55
Violini, Viole, Violone, Organo
22 [Duetto] (Soprano, Tenore) Versus VI: “So feiern wir das hohe Fest” 1’57
Violone, Organo
23 Choral (Coro) Versus VII: “Wir essen und leben wohl” l’IO
Violini, Viole, Violone, Organo

“Christ lag in Todesbanden” BWV 4 (Appendix):
24 Sinfonia l’O9
Violini, Viole, Violoncello, Contrabasso, Organo
25 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden” 3’47
Violini, Viole, Cornetto, Tromboni, Violoncello, Contrabasso, Organo
26 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt” 4’10
Cometto, Trombone, Violoncello, Organo
27 Choral (Coro): Versus VII: “Wir essen und leben Wohl” 1’18
Violini, Cornetto, Viole, Trombone, Violoncello, Contrabasso, Organo

The Amsterdam Baroque Orchestra & Choir

Simon Schouten, Choirmaster
Tom Koopman, Conduktor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Ton Koopman manda um oizinho para todos os pequepianos
Ton Koopman manda um oizinho para todos os pequepianos

FDP

.:interlúdio:. Stefano Bollani: Carioca

.:interlúdio:. Stefano Bollani: Carioca

Excelente disco! Stefano Bollani é um brilhante pianista italiano de jazz. Nascido em Milão no ano de 1972, é como muitos italianos, apaixonado pelo Brasil e costuma tocar nossa música em suas apresentações ao lado de composições suas. Conhecido por sua vasta cultura tanto sobre a música erudita moderna quanto jazzística, Bollani — conhecido por ser um workaholic — chega a assustar com a intimidade que demonstra com nossa música, chegando ao ponto de cantar “Trem das onze”, no único equívoco do disco pois ele está longe de ser um cantor. O CD foi gravado no Rio de Janeiro com músicos brasileiros e é muito bom. É, indiscutivelmente, em disco de jazz, mas ouçam a naturalidade com que Bollani enfrenta um chorinho! O cara é bom demais!

Stefano Bollani – Carioca – 2008

1 Luz negra (Nelson Cavaquinho)
2 Ao romper da aurora (Ismael Silva – Lamartine Babo – Francisco Alves)
3 Choro sim (Ismael Silva)
4 Valsa brasileira (Edu Lobo – Chico Buarque)
5 A voz no morro (Zé Keti)
6 Hora da razão (J. Luna – Batatinha)
7 Segura ele (Pixinguinha)
8 Doce de coco (Jacob do Bandolim)
9 Folhas secas (Nelson Cavaquinho – Guilherme de Brito)
10 Il domatore di pulci (Stefano Bollani)
11 Samba e amor (Chico Buarque)
12 Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu)
13 Caprichos do destino (Pedro Caetano – Claudionor da Cruz)
14 Na Baixa do sapateiro (Ary Barroso)
15 Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth)
16 Trem das onze / Figlio unico (João Rubinato / Riccardo del Turco)

Stefano Bollani piano, arrangements, vocal
Marco Pereira guitar
Jorge Helder bass
Jurim Moreira drums
Armando Marcal percussions
Zé Nogueira soprano sax
Nico Gori clarinet and bass clarinet
Mirko Guerrini tenor sax
Zé Renato vocal
Monica Salmaso vocal

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Stefano Bollani

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): The Wedding Cantatas (Kirkby, Hogwood)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): The Wedding Cantatas (Kirkby, Hogwood)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não sou um cara fino como o Milton Ribeiro, que entrevistou a Emma Kirkby, uma pena.

Sofrendo um grave crise de hipocantatemia bachiana, ontem botei este CD para tocar aqui em casa. Olha, que coisa maravilhosa! São cantatas solo e obras esparsas de Bach para soprano. A orquestra de Hogwood está impecável e Kirkby… O que dizer de Dame Emma Kirkby? Ela é perfeita, mas não devo elogiá-la muito porque meu colega FDP Bach morre de ciúmes.

Baita CD. Ouçam imediatamente, tá? Atenção para a primeira ária da Cantata 202. Não parece o lento caminhar de uma noiva? Alíás toda a 202 é fantástica, além do restante.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Wedding Cantatas

Cantata BWV 202, “Weichet nur, betrübte Schatten” [19:38]
01 – Arie – Weichet nur, betrübte Schatten
02 – Rezitativ – Die Welt wird wieder neu
03 – Arie – Phoebus eilt mit schnellen Pferden
04 – Rezitativ – Drum sucht auch Armor sein Vergnügen
05 – Arie – Wenn die Frühlingslüfte streichen
06 – Rezitativ – Und dieses ist das Glücke
07 – Arie – Sich üben im Lieben
08 – Rezitativ – So sei das Band der keuschen Liebe
09 – Gavotte – Sehet in Zufriedenheit

Aria “Bist Du bei mir”, BWV 508 (attrib. G.H. Stolzen) [2:21]
10 – Bist Du bei mir (Stolzen)

Aria “Gedenke doch, mein Geist”, BWV 509 (anon) [1:06]
11 – Gedenke doch, mein Geist (anon)

From Cantata BWV 82, Nr. 2 – Rezitativ- “Ich habe genug” [0:57]
12 – Nr. 2 – Rezitativ- Ich habe genug

From Cantata BWV 82, Nr. 3 – Arie- Schlummert ein, ihr matten Augen [7:31]
13 – Nr. 3 – Arie- Schlummert ein, ihr matten Augen

Cantata, BWV 210 – “O holder Tag, erwünschte Zeit” [32:00]
14 – Rezitativ – O holder Tag, erwünschte Zeit
15 – Arie – Spielet, ihr beseelten Lieder
16 – Rezitativ – Doch, haltet ein, ihr muntern Saiten
17 – Arie – Ruhet hie, matte Töne
18 – Rezitativ – So glaubt man denn, daß die Musik verführe
19 – Arie – Schweigt, ihr Flöten, schweigt ihr Töne
20 – Rezitativ – Was Luft was Grab
21 – Arie – Großer Gönner, dein Vergnügen
22 – Rezitativ – Hochteurer Mann, so fahre ferner fort
23 – Arie – Seid beglückt

Emma Kirkby, soprano
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood, regente

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Emma Kirkby: referência absoluta no barroco
Emma Kirkby fica muito mais bonita quando crespa

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 51, 82a e 199 (Dessay, Le Concert d’Astrée, Haïm)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 51, 82a e 199 (Dessay, Le Concert d’Astrée, Haïm)

É mais um disco de Cantatas bastante conhecidas de Bach para soprano. Eu amo a francesa Dessay, mas talvez aqui ela seja dramática demais em alguns momentos — por vezes canta Bach com um acento tipicamente handeliano –, mas, no geral, sua interpretação é ótima. O álbum é dedicado a Martin Luther King. A voz de Dessay brilha especialmente entre os trompetes da Cantata BWV 51, mas pesa demais em Ich habe genug, recuperando-se notavelmente logo depois na ária Schlummert ein, ihr matten Augen. Sem dúvida, trata-se de um CD desigual, mas que vale a pena conhecer.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 51, 82a e 199 (Dessay, Le Concert d’Astrée, Haïm)

Cantata “Jauchzet Gott In Allen Landen” BWV 51
1) I Aria: Jauchzet Gott In Allen Landen
2) II Recitativo: Wir Beten Zu Dem Tempel An
3) III Aria: Höchster, Mache Deine Güte
4) IV Chorale: Sei Lob Und Preis Mit Ehren – V Finale: Alleluja!

Cantata No. 82, ‘Ich Habe Genug’ BWV 82a
5) Aria: Ich Habe Genug
6) Recit: Ich Habe Genug
7) Aria: Schlummert Ein
8. Recit: Mein Gott! Wann Kommt Das Schöne Nun!
9) Aria: Ich Freue Mich Auf Meinen Tod

Cantata “Mein Herze Schwimmt Im Blut” BWV 199
10) I Recitativo: Mein Herze Schwimmt Im Blut
11) II Aria & Recitativo: Stumme Seufzer, Stille Klagen
12) III Recitativo: Doch Gott Muss Mir Genädig Sein
13) IV Aria: Tief Gebückt Und Voller Reue
14) V Recitativo: Auf Diese Schmerzensreu
15) VI Chorale: Ich, Dein Betrübtes Kind
16) VII Recitativo: Ich Lege Mich In Diese Wunden
17) VIII Aria: Wie Freudig Ist Mein Herz

Natalie Dessay, soprano
Le Concert d’Astrée
Emmanuelle Haïm

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Aos 48 anos, Dessay largou a ópera. Hoje, só dá recitais e aulas.
Em 2013, aos 48 anos, Dessay largou a ópera. Hoje, só dá recitais e aulas.

PQP

.: interlúdio :. Bezerra da Silva (Coletânea)

.: interlúdio :. Bezerra da Silva (Coletânea)

Poucos sambistas tiveram em repertório tão interessante quanto o ex-militar da Marinha Bezerra da Silva (1927-2005). Ao invés de sambas românticos, ele caprichou na crítica social e na descrição do cotidiano do povo das favelas, seja dos pobres trabalhadores ou dos contraventores. Tudo com muito humor e cantado com uma divisão rítimica impecável que nada deixa a dever aos maiores mestres do gênero.

Rodrigo Faour

Seus sambas corrosivos e sarcásticos retratavam com maestria a malandragem e os problemas sociais da periferia do Rio. Drogas, violência policial, roubos e problemas familiares era seus temas. Bezerra foi um vanguardista que, ao dar voz aos marginalizados, criou um estilo único de samba, por vezes chamado de “sambandido”, que conectou o samba de morro com a juventude do rock e do rap, ao menos no âmbito temático. A coragem de Bezerra de gravar letras politicamente incorretas para a época, que falavam abertamente sobre a figura de traficantes que ajudavam comunidades e a vida dura na favela, sempre gerou boas controvérsias. PQP gosta, apesar da repetição da fórmula.

Bezerra da Silva (Coletânea)

1 Bicho Feroz
2 Malandragem Dá Um Tempo
3 Malandro Rife
4 Seqüestraram Minha Sogra
5 Não É Conselho
6 Fui Obrigado A Chorar
7 É Esse Aí Que É O Homem
8 Legítima Defesa
9 O Rei Da Cocada Preta
10 Saudação Às Favelas
11 Candidato Caô Caô
12 Aos Donos Da Nação
13 S.O.S. Baixada
14 Se Não Fosse A Ajuda Da Rapaziada
15 Overdose De Cocada
16 Cachorrinho De Polícia
17 Meu Pai É General De Umbanda
18 Violência Gera Violência

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Se segura, malandro

PQP

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa / Cantus in Memory of Benjamin Britten (Benedek)

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa / Cantus in Memory of Benjamin Britten (Benedek)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco excelente. Tem todas as diferentes orquestrações de Fratres, com Summa e Festina Lente como interlúdios e Cantus in Memoriam of Benjamin Britten como uma espécie de coda. Você pode questionar se ouvir o mesmo trabalho várias vezes não é chato. Respondo que não, pois cada uma é muito diferente da outra. O som é cintilante, claríssimo. Quase difícil de acreditar que é a mesma orquestra de cada vez. Os húngaros acertaram em cheio. Mas por que tantos Fratres? Ora porque a música é demais e recebeu várias versões de Pärt. Fratres (Irmãos) é uma composição do compositor do estoniano Pärt, que exemplifica um de seus estilos de composição, o tintinnabuli. É uma música de três partes, escrita em 1977, sem instrumentação fixa. Ela foi descrita como um “conjunto fascinante de variações sobre um tema que combina atividade frenética e imobilidade sublime que encapsula a observação de Pärt de que ‘o instante e a eternidade estão lutando dentro de nós'”. Fratres foi utilizada em Amor Pleno, de Terence Malick, em Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, em O Clube, de Pablo Larraín, em Inverno Quente, de Tom Tykwer e em mais de dez outros filmes.

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa

1. Fratres for Strings and Percussion 08:54
2. Fratres for Violin, Strings and Percussion 10:44
3. Festina Lente for Strings and Harp Ad Libitum 07:50
4. Fratres for String Quartet 08:42
5. Fratres for Cello and Piano 11:52
6. Summa for Strings 03:46
7. Fratres for Eight Cellos 11:51
8. Fratres for Wind Octet and Percussion (arr. B. Brinner) 07:45
9. Cantus in Memory of Benjamin Britten for Strings and Bells 07:39

Hungarian State Opera Orchestra
Tamás Benedek

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Eu também sou irmão de Pärt, tá? Por isso é que ele sorri assim.

PQP

Arvo Pärt (1935): Passio Domini Nostri Jesu Christi Secundum Joannem (The Hilliard Ensemble)

Arvo Pärt (1935): Passio Domini Nostri Jesu Christi Secundum Joannem (The Hilliard Ensemble)

O Hilliard Ensemble apresenta solenemente a que deve ser a Paixão mais sombria e ritualística composta desde Heinrich Schutz em meados do século XVII. Arvo Pärt selecionou o estilo musical mais severo, distante e econômico para esta Paixão segundo São João. Mais um ato litúrgico do que uma peça de concerto, não faz nenhuma concessão às convenções modernas. Teimosamente repetitiva e monocromática, deliberadamente antidramático e neutra, alcança seu efeito extraordinário e nobre através dos meios mais simples: recitativos, refrões e um pequeno conjunto instrumental. A obra tem 70 minutos sem interrupções, fato enfatizado pelos engenheiros da ECM.

Arvo Pärt (1935): Passio Domini Nostri Jesu Christi Secundum Joannem (The Hilliard Ensemble)

1 Passio Domini Nostri Jesu Christi Secundum Joannem (1982) 1:10:52

Baritone Vocals [Evangelist Quartet] – Gordon Jones (2)
Bass Vocals [Jesus] – Michael George (3)
Bassoon – Catherine Duckett
Cello – Elisabeth Wilson (2)
Choir – The Western Wind Chamber Choir
Conductor – Paul Hillier
Countertenor Vocals [Evangelist Quartet] – David James (13)
Ensemble – Evangelist Quartet, The Hilliard Ensemble
Oboe – Melinda Maxwell
Organ – Christopher Bowers-Broadbent
Soprano Vocals [Evangelist Quartet] – Lynne Dawson
Tenor Vocals [Evangelist Quartet] – Rogers Covey-Crump
Tenor Vocals [Pilate] – John Potter (2)
Violin – Elizabeth Layton

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Arvo Pärt em visita à sede Rolling Estoniana da PQP Bach Corp.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violoncelo (completas) (Isserlis, Levin)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violoncelo (completas) (Isserlis, Levin)

Nesta gravação, Steven Isserlis, juntamente com seu colaborador habitual, o pianista Robert Levin, apresenta as obras completas de Beethoven para violoncelo e piano, incluindo o arranjo de Beethoven para a sua Sonata para Trompa. O uso do pianoforte abre uma riqueza de possibilidades sonoras para essas obras. As cinco sonatas de violoncelo abrangem todas as fases de composição de Beethoven e, creio, são o ciclo mais importante de sonatas de violoncelo de todo o repertório. Isserlis escreve que o compositor “primeiro transforma o violoncelista num virtuoso confiante da forma clássica e, em seguida, um místico explorando estranhos mundos novos de beleza sobrenatural”. Não chego a ser apaixonado por estas Sonatas, mas a Op. 102, Nº 2, é fodíssima. Vale a pena,

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas pata Violoncelo (completas) (Isserlis, Levin)

CD 1 79:50

Cello Sonata In F Major Op 5 No. 1
1.1 Adagio Sostenuto 2:47
1.2 Allegro 14:11
1.3 Allegro Vivace 7:05

Cello Sonata In G Minor Op 5 No. 2
1.4 Adagio Sostenuto Ed Expressivo 5:19
1.5 Allegro Molto Più Tosto Presto 14:12
1.6 Rondo: Allegro 9:16

Cello Sonata In A Major Op 69
1.7 Allegro, Ma Non Tanto 12:35
1.8 Scherzo: Allegro Molto 5:24
1.9 Adagio Cantabile 1:30
1.10 Allegro Vivace 7:28

CD 2 79:08

Cello Sonata In C Major Op 102 No. 1
2.1 Andante 2:53
2.2 Allegro Vivace 5:11
2.3 Adagio Tempo D’andante 3:15
2.4 Allegro Vivace 4:28

Cello Sonata In D Major Op 102 No. 2
2.5 Allegro Con Brio 6:43
2.6 Adagio Con Molto Sentimento D’affetto 8:12
2.7 Allegro – Allegro Fugato 4:34
2.8 Variations In G Major On “See The Conqu’ring Hero Comes” From Handel’s Judas Maccabacus Wo 045 11:24
2.9 Variations In F Major On “Ein Mädchen Oder Weibchen” From Mozart’s Die Zauberflöte Op 66 9:17
2.10 Variations In E Flat Major On”Bei Männern, Weiche Liebe Fühlen” From Mozart’s Die Zauberflöte Wo 046 8:54

Horn Sonata In F Major Op 17, Arranged For Cello And Piano
2.11 Allegro Moderato 7:50
2.12 Poco Adagio, Quasi Andante 1:19
2.13 Rondo: Allegro Moderato 5:05

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Oi? | Arte de Sergio Artigas (http://artigas.deviantart.com/art/Ludwig-van-Beethoven-07-152989423)
Oi? | Arte de Sergio Artigas (http://artigas.deviantart.com/art/Ludwig-van-Beethoven-07-152989423)

PQP

.:interlúdio:. Tom Jobim: Matita Perê

.:interlúdio:. Tom Jobim: Matita Perê

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tom inventou Matita Perê (1973) e começou a gravá-lo no Rio. Não estava gostando do resultado. Achou que precisava de melhores músicos e maior qualidade de gravação.

(Ouvindo o disco, você logo entende que a exigência era enorme. O álbum alterna canções com música instrumental, indo com naturalidade do popular ao erudito).

Foi para Nova Iorque com os poucos brasucas que se salvaram da experiência carioca, bancou tudo do próprio bolso e fez um dos melhores álbuns de música brasileira de todos os tempos. Estava com 46 anos e tinha todo o prestígio e consideração do mundo.

Os temas escolhidos por Jobim para Matita Perê passam da leveza e doçura, das praias, barquinhos e garotas, para a natureza e lendas do um Brasil profundo, sertanejo. Ele compõe a partir de suas observações e da leitura de autores como Guimarães Rosa e dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mário Palmério.

Para o crítico musical Zuza Homem de Mello, “Matita Perê é um disco que pouco a pouco foi sendo compreendido, entendido e principalmente admirado. É um marco na carreira de Tom Jobim”.

A faixa de abertura traz aquele que se tornaria um dos maiores clássicos do compositor, Águas de março, cujo título foi retirado de poema de Olavo Bilac.

Já a faixa-título, uma suíte, cita o folclore e nasce de suas leituras, em especial do conto Duelo de Guimarães Rosa, que contou com a colaboração de Paulo César Pinheiro na letra.

Paulo César Pinheiro falou sobre a parceria: “O Tom me procurou, porque eu tinha uma música no Festival da Canção chamada Sagarana, parceria com o João de Aquino. Tom ouviu, ficou impressionado e me ligou dizendo que tinha ideias semelhantes àquelas”.

(Quando vocês se depararem com a próxima lista de Melhores Canções Brasileiras de Todos os Tempos, procurem por uma chamada Matita Perê. Se ela não estiver presente, abandonem a lista e falem mal do criador dela).

Matita Perê marca o início da temática ecológica na obra de Tom Jobim, que seguiria com força em discos como Urubu (1975), Terra Brasilis (1980) e Passarim (1987).

Ao mesmo tempo, evidencia-se o Jobim sinfônico, claramente influenciado por Villa Lobos, em faixas como Crônica da casa assassinada, baseada no romance de Lúcio Cardoso, outra suíte com quase 10 minutos de duração, feita para a trilha do filme de Paulo César Sarraceni.

Não deixe de ouvir. É falha grave desconhecer este disco.

Tom Jobim: Matita Perê

1 Águas de Março (Antônio Carlos Jobim) — 3:56
2 Ana Luiza (Antônio Carlos Jobim) — 5:26
3 Matita Perê (Antônio Carlos Jobim, letra de Paulo César Pinheiro) — 7:11
4 Tempo do Mar (Antônio Carlos Jobim) — 5:09
5 The Mantiqueira Range (Paulo Jobim) — 3:31
6 Crônica da Casa Assassinada (Antônio Carlos Jobim) — 9:58
a. “Trem Para Cordisburgo”
b. “Chora Coração” (letra de Vinícius de Moraes)
c. “Jardim Abandonado”
d. “Milagre e Palhaços”
7 Rancho nas Nuvens (Antônio Carlos Jobim) — 4:04
8 Nuvens Douradas (Antônio Carlos Jobim) — 3:16

Antônio Carlos Jobim – piano, violão e vocal
Claus Ogerman – arranjos (exceto faixa 3) e regência
Dori Caymmi – arranjo da faixa 3
João Palma – bateria e percussão
Airto Moreira – bateria e percussão
George Devens – percussão
Harry Lookousky – spalla
Frank Laico – engenharia de áudio
Ray Beckenstein – flautas e madeiras
Phil Bodner – flautas e madeiras
Jerry Dodgion – flautas e madeiras
Don Hammond – flautas e madeiras
Romeo Penque – flautas e madeiras
Urbie Green – trombone
Ron Carter – baixo
Richard Davis – baixo

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O maestro soberano Tom Jobim ao lado de seu herói literário, no lançamento do disco Matita Perê, em 1973

PQP, 2019 (com Teca Lima)

.: interlúdio :. Silvia Telles: Amor em Hi-fi

.: interlúdio :. Silvia Telles: Amor em Hi-fi

Há discos que funcionam como cápsulas do tempo, capturando não apenas um som, mas o próprio ar que se respirava em um dado momento. Amor em Hi-Fi, de Sylvinha Telles, é um desses raros artefatos: lançado em 1960, no exato instante em que a bossa nova deixava de ser uma promessa de estúdio para se tornar um fenômeno, o álbum registra o gesto elegante e um pouco incerto de uma cantora que já era moderna antes mesmo de a modernidade ganhar nome. Sylvia Telles (1934–1966) pertence a essa linhagem de artistas que a história meio que desprezou. Não apenas por sua morte precoce, aos 32 anos, em um acidente automobilístico, mas porque sua obra ficou por décadas fora de catálogo, aguardando que o interesse pelo período pré-bossa a resgatasse do esquecimento. Cantora de voz frágil, sim — como quase todos os intérpretes da bossa —, mas dotada de um frescor e uma naturalidade que poucas de sua geração alcançaram, Sylvia foi figura central na cena que fermentava nos apartamentos de Copacabana no final dos anos 1950. Namorou João Gilberto, gravou Jobim antes de Jobim ser Tom Jobim, e trouxe para o disco uma leveza que parecia desafiar o peso das orquestras e a empostação da era do rádio.

Amor em Hi-Fi é, em muitos sentidos, o retrato dessa transição. O título já diz muito: “amor em alta fidelidade” — a promessa tecnológica do som estéreo, a nitidez da gravação, a captação próxima da voz que os microfones modernos permitiam. É um disco consciente do meio em que se insere, e essa consciência técnica se traduz em uma produção elegante, com arranjos de cordas, flautas, vibrafone e coros suaves que ora aproximam o som do jazz de câmara, ora o puxam de volta para as convenções orquestrais do passado. Como disse, é um trabalho incerto, de transição. O repertório é dividido entre aquele que seria o cânone bossa-novista e um punhado de standards norte-americanos. No primeiro grupo, ela entrega leituras adoráveis de “Samba Tôrto”, “Corcovado” e “Samba de Uma Nota Só” — canções que ainda estavam quentes do forno de Tom Jobim e João Gilberto. A versão de “Dindi”, em particular, é uma das mais melancólicas — e lindas!!! — já gravadas, condizente com a fama de que Sylvia teria dado a definição da canção. No segundo grupo — uma das faixas mais comentadas do disco — ela enfrenta um medley com “All The Way”, “The Boy Next Door” e “They Can’t Take That Away From Me”, canções de Sammy Cahn e Gershwin que ela canta com clareza de dicção e boa intenção, mas com uma evidente falta daquela ginga que a língua inglesa, cantada por uma brasileira, ainda não havia aprendido. É como se sua voz, tão à vontade na melancolia tropical, subitamente ganhasse um peso escolar: correta, afinada, mas sem o balanço.

Essa dualidade — o encanto e a hesitação — é, talvez, a maior marca do disco. A crítica da época já notava que Sylvia, embora fosse musa e heroína do movimento bossa-novista, por vezes caía nas armadilhas dos produtores de estúdio, mais afeitos às fórmulas dançantes do que à inovação rítmica que João Gilberto estava impondo. Em “Oba-lá-lá”, por exemplo, ela quase parodia a alegria saltitante que João imprimiu à canção. O resultado é um álbum que oscila entre momentos de cristalina perfeição (“Samba Tôrto”, “Dindi”) e outros em que o arranjo parece datado, preso a uma certa “lustrosa” sonoridade de fim de década. Ainda assim, vale repetir: a voz de Sylvia Telles está entre as mais belas que o Brasil já produziu. Não pela potência, mas pela intimidade. Ela canta como quem confidencia, e essa qualidade — raríssima — sustenta o disco mesmo em seus momentos menos inspirados. Ouvir Amor em Hi-Fi hoje é, portanto, um exercício de escuta generosa. Não se busca nele a revolução rítmica e harmônica de Chega de Saudade (lançado um ano antes, em 1959), mas o eco de um instante em que tudo ainda estava em aberto: o jazz e o samba, o estúdio e a sala de estar, a cantora de rádio e a musa da bossa. É o retrato de alguém que viveu na fronteira entre dois mundos — e que, por pouco, não se tornou a maior ponte entre eles.

Ouvir, fechar os olhos, imaginar o Rio do fim dos anos 1950. E agradecer a Sylvia por ter deixado esse registro, mesmo que imperfeito, mesmo que datado. Como ela mesma canta no encerramento do disco, em “Não Gosto Mais de Mim”: há uma tristeza que não se explica, mas que, cantada assim, de leve, quase nos reconcilia com a vida.

Silvia Telles: Amor em Hi-fi

A1 Samba Tôrto
Written-By – Aloysio De Oliveira, Antonio Carlos Jobim

A2.1 All The Way
Written-By – S. Cahn – J.V. Heusen*

A2.2 The Boy Next Door
Written-By – H. Martin*, R. Blane*

A2.3 They Can’t Take That Away From Me
Written-By – G. Gershwin-I. Gershwin*

A3 Corcovado
Written-By – Antonio Carlos Jobim

A4 Têtê
Written-By – Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli*

A5 Se É Tarde Me Perdoa
Written-By – Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli*

B1 Chora Tua Tristeza
Written-By – Luvercy Fiorini, Oscar Castro Neves*

B2 Dindi
Written-By – Aloysio De Oliveira, Antonio Carlos Jobim

B3 Oba-Lá-Lá
Written-By – Aloysio De Oliveira, João Gilberto

B4 Samba De Uma Nota Só
Written-By – Antonio Carlos Jobim, Newton Mendonça

B5 Por Causa De Você (Gardez Moi Pour Toujours)
Lyrics By [Versão De] – Serge Rodhe
Written-By – Antonio Carlos Jobim, Dolores Duram*

B6 Não Gosto Mais De Mim
Written-By – Sérgio Ricardo

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PQP

 

Josquin Desprez (1440-1521): Missa Hercules dux Ferrariae (A Sei Voci)

Josquin Desprez (1440-1521): Missa Hercules dux Ferrariae (A Sei Voci)

Confesso ter me apaixonado por este disco mais devido ao trabalho impecável do time de músicos que participam da gravação do que pelas obras interpretadas. Desprez é um precursor da música francesa e, como tal, acerta de forma espetacular assim como erra bisonhamente, mas sempre mantendo um ar blasé. Talvez eu esteja sendo injusto com Desprez, porém aqui há falta de unidade. Há movimentos belíssimos ao lado de coisas para cumprir carnê. A missa é um carnê, não? Bom, vou parar por aqui. Tenho receio de que Clara Schumann fique muito indignada comigo. Ah, CD de som espetacular. Aumente o volume! E, ah!, o nome dele, em francês, é bem deprê.

Josquin Desprez (1440-1521) – Missa Hercules dux Ferrariae (A Sei Voci)

A Sei Voci – Maitrise Notre-Dame de Paris – Les Saqueboutiers de Toulouse –
Ensemble Labyrinthes

Year: 1996
Style: Sacred music
Country: France

TrackList:

01 – Josquin Desprez – Deus, In Nomine tuo salvum me fac
02 – Johannes Martini – Perfunde coeli rore

Josquin Desprez: Missa Hercules Dux Ferrariae:
03 – Josquin Desprez – Introit
04 – Josquin Desprez – Kyrie, Christe, Kyrie
05 – Josquin Desprez – Gloria
06 – Josquin Desprez – Credo
07 – Josquin Desprez – Sanctus, Benedictus
08 – Josquin Desprez – Agnus Dei

09 – Josquin Desprez – Inviolata, integra, et casta es, Maria
10 – Josquin Desprez – Miserere mei, Deus
11 – Eneas Dupre – Chi a martello dio gl’il toglia

A Sei Voci:
Raoul Le Chenadec – countertenor
Thierry Brehu – tenor
Eric Gruchet – tenor
James Gowings – baritone
Didier Bolay – bass

Maitrise Notre-Dame de Paris:
William Anger, Ambroise Audoin-Rouseau, Raphael Audoin-Rouseau,
Benjamin Limonet, Raphael Mas, Francois-Xavier Casadavant – treble
Aino Lund, Marie-Pierre Wattiez, Valerie Rio, Cyprile Meier,
Mathilde Ambrois – soprano
Andres Rojas Urrego, Cecile Pilorger, Helene Bordes – alto
Pascal Lefebvre, Christophe Poncet, Marc Manodritta, Nicolas Maire – tenor
Eric Lavoipierre, Robert Labrosse, Emmanuel Bouquey, Emmanuel Vistorky,
Serge Schoonbroodt – bass

Les Saqueboutiers de Toulouse:
Jean-Pierre Canihac – cornett
Daniel Lassalle, Stefan Legee – sackbut
Thierry Durant – bass sackbut
Gisele David – percussions

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Retrato do compositor Josquin Desprez, por Charles G. Housez

PQP

Johann Gottlieb Graun (1703–1771): Concertos (Wiener Akademie, Martin Haselböck)

Johann Gottlieb Graun (1703–1771): Concertos (Wiener Akademie, Martin Haselböck)

Esse é um daqueles CDs a respeito do qual eu não esperava nada e que me surpreendeu positivamente, muito positivamente. Graun é uma espécie de Carl Phillip Emanuel sem zumbido na cabeça (o que torna CPE genial, bem entendido). Então, de forma um pouco mais convencional, Graun nos entusiasma com sua grande inventividade. Agora, vai entender porque está tão fora do repertório… Atenção, orquestras de câmara, confiram!

Johann Gottlieb Graun (1703–1771): Concertos (Wiener Akademie, Martin Haselböck)

1. Sinfonia Grosso in D major: I. Allegro maestoso 3:31
2. Sinfonia Grosso in D major: II. Arietta: Grazioso 2:59
3. Sinfonia Grosso in D major: III. Allegro scherzando 3:37

4. Violin Concerto in D minor: I. Allegro 5:37
5. Violin Concerto in D minor: II. Adagio 5:30
6. Violin Concerto in D minor: III. Allegro assai 6:00

7. Violin Concerto in A major: I. Allegretto 6:28
8. Violin Concerto in A major: II. Largo 6:17
9. Violin Concerto in A major: III. Allegro assai 5:50

10. Viola da Gamba Concerto in A major: I. Allegretto 9:13
11. Viola da Gamba Concerto in A major: II. Adagio 8:02
12. Viola da Gamba Concerto in A major: III. Allegro 5:32

Wiener Akademie
Martin Haselböck

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Mazááááá... Graun tem perfil no Facebook! Tão pensando o quê?
Mazááá… Graun tem perfil no Facebook! Tão pensando o quê?

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.: interlúdio :. John Surman Quartet: Stranger Than Fiction

.: interlúdio :. John Surman Quartet: Stranger Than Fiction

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguém aí já deve ter notado que eu adoro John Surman. E é grande o número de downloads a cada postagem. O homem é mesmo espantoso. Este trabalho é muito mais jazzístico do que os últimos que postei. Não obstante, Surman segue interessado na música folclórica e religiosa da Inglaterra, mas desta vez dá-lhe outra feição. A banda é toda inglesa. O disco começa calma e livremente, com Canticle with response, de clara influência religiosa, e A distant spring. Fecha da mesma forma, com a totalmente improvisada Triptych, quase 15 minutos de interação altamente inteligente e empática entre os quatro músicos. No meio do disco há música vigorosa, incluindo Tess — Surman é um grande leitor, fã de Thomas Hardy — e Across the Bridge. Surman é sempre lírico e apaixonado. Muito estimulante. Dá-lhe.

John Surman Quartet: Stranger Than Fiction

1. Canticle With Response 6:09
2. A Distant Spring 7:42
3. Tess 6:39
4. Promising Horizons * 5:30
5. Across The Bridge 7:52
6. Moonshine Dancer 6:42
7. Running Sands 9:07
8. Triptych * 14:43

composed by Surman except * by Surman/Taylor/Laurence/Marshall

recorded December 1993, Rainbow Studio, Oslo

John Surman, baritone and soprano saxophones, alto and bass clarinets;
John Taylor, piano;
Chris Laurence, bass;
John Marshall, drums

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Surman esteve recentemente em Porto Alegre. E poderia ter dito sobre o início do show: “Entro sozinho e hipnotizo todo mundo” | Foto: Eduardo Quadro
Surman esteve recentemente em Porto Alegre. E ele poderia ter dito: “Entro sozinho e hipnotizo todo mundo” | Foto: Eduardo Quadros

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Franz Joseph Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Sinfonia concertante (Suzuki, La Petite Bande, Kuijken)

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Sinfonia concertante (Suzuki, La Petite Bande, Kuijken)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Difícil encontrar melhores gravações destes concertos. Hidemi Suzuki e Sigiswald Kuijken fazem misérias nos belíssimos concertos de Haydn e na Concertante. Não é nada surpreendente o fato deste CD ter aparecido em todas as listas de melhores do ano quando de seu lançamento. Equilíbrio, musicalidade, senso de estilo, tudo parece ter sido minuciosamente pensado e executado.

Franz Josef Haydn (1732-1809):
Cello Concertos / Sinfonia concertante

1. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 1. Moderato
2. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 2. Adagio
3. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 3. Allegro molto

5. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 1. Allegro moderato
6. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 2. Adagio
7. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 3. Rondo. Allegro

8. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 1. Allegro
9. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 2. Andante
10. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 3. Allegro con spirito

Hidemi Suzuki, violoncelo
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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Grande Suzuki !!!

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Joseph Haydn (1732-1809): Complete Violin Concertos (Kussmaul, Hill)

Joseph Haydn (1732-1809): Complete Violin Concertos (Kussmaul, Hill)

Gents, este CD vale a pena pela raridade do repertório. Os concertos para violino de Haydn são fortemente mais ou menos. Não os achei muito apaixonantes. Como fiz anteontem e ontem com Vivaldi, primeiro um disco médio, depois um arrasa-quarteirão. Então, preparem-se porque programei um SENSACIONAL disco de Haydn para amanhã às 9h.  Um puro mamilo: grande, desfrutável, irrecusável, abordável, indubitável, confortável, inseparável, saudável, violável, estável, palpável, inesgotável, abocanhável, acessível, disponível e leviano. Tudo para você!

Joseph Haydn (1732-1809): Complete Violin Concertos

Concerto for violin and orchestra in A major, ‘melk’, Ohb. VIIa:3
1. Con for vn & orch in A, Melk, Hob. Vlla: 3: I. Allegro moderato
2. Con for vn & orch in A, Melk, Hob. Vlla: 3: II. Adagio
3. Con for vn & orch in A, Melk, Hob. Vlla: 3: III. Allegro

Concerto for violin and orchestra in C major, Hob. VIIa:1
4. Con for vn & orch in C, Hob. Vlla: 1: I. Allegro moderato
5. Con for vn & orch in C, Hob. Vlla: 1: II. Adagio
6. Con for vn & orch in C, Hob. Vlla: 1: III. Presto

Concerto for violin, harpsichord and orchestra in F major, Hob. XVIII:6
7. Con for vn, harpsichord & orch in F, Hob. XVIII: 6: I. Allegro moderato
8. Con for vn, harpsichord & orch in F, Hob. XVIII: 6: II. Largo
9. Con for vn, harpsichord & orch in F, Hob. XVIII: 6: III. Presto

Concerto for violin and orchestra in G major, Hob. VIIa:4
10. Con for vn & orch in G, Hob. Vlla: 4: I. Allegro moderato
11. Con for vn & orch in G, Hob. Vlla: 4: II. Adagio
12. Con for vn & orch in G, Hob. Vlla: 4: III. Allegro

Rainer Kussmaul, violin, conductor
Robert Hill, harpsichord
Amsterdam Bach Soloists

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Toda a animação de Kussmaul para vocês

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Eleni Karaindrou (1941): Trilha Sonora de “A Eternidade e um Dia”

Eleni Karaindrou (1941): Trilha Sonora de “A Eternidade e um Dia”

As definições e fronteiras estão cada vez mais bobas, não? Acho que esta trilha sonora não é música erudita, apesar de a grega Eleni Karaindrou ser considerada uma compositora deste gênero. É que hoje revi o belo filme de Theo Angelopoulos e me deu vontade de postar a trilha sonora aqui. Talvez devesse ser um “.:interlúdio:.”, sei lá. Trata-se quase só de variações sobre um certo tema chamado por Karaindrou / Angelopoulos de Eternidade. Talvez a postagem não faça sentido sem o filme, muito alegórico e no qual presente e passado misturam-se todo o tempo.

Tinha uma anotação sobre Eleni em meu micro, certamente copiada de algum brumoso site português: Eleni Karaindrou, compositora grega, com formação em etnomusicologia, para além de história e arqueologia, compõe principalmente para cinema e teatro. A sua música é simples, harmoniosa, romântica, serena, mas ao mesmo tempo trágica, nostálgica… Lembra-nos paisagens ensombradas de neblina, com uma réstia de sol ao fundo. Lembra cores sombrias que se transformam em arco-íris brilhantes. Todos os adjectivos que possa encontrar para descrever a sua música parecerão pobres depois de se ouvir.

Eleni Karaindrou – Trilha Sonora de “A Eternidade e um Dia”

1. Hearing The Time
2. By The Sea
3. Eternity Theme
4. Parting
5. Depart And Eternity Theme
6. Borders
7. Wedding Dance
8. Parting B
9. To A Dead Friend
10. Eternity Theme
11. Depart And Eternity Theme
12. Bus
13. Depart And Eternity Theme
14. Bus
15. Trio And Eternity Theme
16. Poet
17. Depart And Eternity Theme
18. Depart

Músicos: Eleni Karaindrou, Isabelle Renauld, Fabrizio Bentivoglio, Achileas Skevis, Alexandra Ladikou, Despina Bebedelli, Helene Gerasimidou, Iris Chatziantoniou, Nikos Kouros, Alekos Oudinotis, Nikos Kolovos, Efthimis Pappas, Vassilis Seimenis, Pemi Zouni, Michael Yannatos, Leonidas Vardaros, Petros Fyssoun, Yannis Mohlas, Andreas Chekouras, Petros Markaris.

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Eleni Karaindrou

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Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sinfonias de Berlim a Hamburgo (AKAMUS)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sinfonias de Berlim a Hamburgo (AKAMUS)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que compositor e que orquestra! Cada sinfonia tendo personalidade própria sendo respeitada pela AKAMUS. Este disco tem momentos realmente surpreendentes. A Sinfonia Wq. 177 é talvez a mais impactante à primeira escuta. Tem um caráter dramático muito forte, com contrastes abruptos, nervosos — típico do espírito Sturm und Drang. O primeiro movimento já cria uma tensão inquieta, e a obra inteira soa como algo à beira de explodir. A Sinfonia Wq. 182/1 é outra joia. O que chama atenção aqui é a liberdade formal e a energia: o Presto final é vibrante, quase imprevisível, enquanto o movimento lento tem uma beleza suspensa, cheia de nuances. Já a Sinfonia Wq. 182/5 tem um clima mais sombrio e introspectivo. O contraste entre o Larghetto (muito expressivo, quase melancólico) e o Presto final cria um efeito dramático bem marcante. Ah, também vale a pena destacar a Sinfonia Wq. 182/4, especialmente pelo movimento lento (Largo ed innocentemente), que é de uma delicadeza quase mozartiana — mas com aquela estranheza harmônica típica de C.P.E. Bach. Essa música parece apenas elegante na superfície, mas por dentro está cheia de surpresas — como se o século XVIII estivesse começando a perder o equilíbrio.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sinfonias de Berlim a Hamburgo (AKAMUS)

Symphony in C major, Wq. 174 (H. 649)
1 Allegro assai
2 Andante
3 Allegro

Symphony in D major, Wq. 176 (H. 651)
4 Allegro assai
5 Andante
6 Presto

Symphony in E minor, Wq. 177 (H. 652)
7 Allegro assai
8 Andante moderato
9 Allegro

Symphony in G major, Wq. 182/1 (H. 657)
10 Allegro di molto
11 Poco adagio
12 Presto

Symphony in C major, Wq. 182/3 (H. 659)
13 Allegro assai
14 Adagio
15 Allegretto

Symphony in A major, Wq. 182/4 (H. 660)
16 Allegro ma non troppo
17 Largo ed innocentemente
18 Allegro assai

Symphony in B minor, Wq. 182/5 (H. 661)
19 Allegretto
20 Larghetto
21 Presto

Akademie für Alte Musik Berlin (AKAMUS)

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A Akamus pro 6.

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Poulenc / Franck / Dutilleux: Sonatas para Violoncelo e Piano (Petrov, Misirlioğlu)

Poulenc / Franck / Dutilleux: Sonatas para Violoncelo e Piano (Petrov, Misirlioğlu)

Ótimo disco, muito agradável e de enorme musicalidade. E francês, o que às vezes é um mau sinal, mas não hoje! As três obras que compõem o programa abrangem um século: a Sonata de Franck, na sua transcrição oficialmente aceita para violoncelo, foi retirada da sua popular sonata para violino de 1886. Foi composta como presente de casamento para o violinista Ysaÿe. A interpretação da dupla deste CD é efetivamente fora da curva.  Trois Strophes Sur Le Nom De Sacher de Dutilleux foi composta para o aniversário de Paul Sacher e estreada por Rostropovich com o compositor ao piano. A composição estendeu-se ao longo de uma década, tendo começado em 1976. A Sonata para Violoncelo de Poulenc foi dedicada a Pierre Fournier e concluída em 1948. É uma obra fascinante, embora nada famosa. Trata-se de uma peça de maturidade, cheia da graça, da melancolia e das mudanças de humor súbitas que caracterizam Poulenc. Merece ser descoberta.

Poulenc / Franck / Dutilleux: Sonatas para Violoncelo e Piano (Petrov, Misirlioğlu)

Poulenc: Cello Sonata, Op. 143 (23:45)
I. Allegro tempo di Marcia (6:04)
II. Cavatina (7:03)
III. Ballabile (3:43)
IV. Finale (6:55)

Dutilleux: Trois strophes sur le nom de Sacher (11:03)
I. Un poco indeciso (4:30)
II. Andante sostenuto (3:23)
III. Vivace (3:10)

Franck, C: Cello Sonata in A major (29:54)
I. Allegro ben moderato (6:01)
II. Allegro molto (8:36)
III. Recitativo. Fantasia – Ben moderato (8:48)
IV. Allegretto poco mosso (6:29)

Michael Petrov (cello)
Erdem Misirlioğlu (piano)

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Misirlioğlu e Petrov pro 6.

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Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Violino e Teclado (Podger, Bezuidenhout)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Violino e Teclado (Podger, Bezuidenhout)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Belíssimo CD com a grande Rachel Podger muito bem acompanhada pelo menino Bezuidenhout. Repertório de primeira, sonoridade que nem vou falar, tudo ótimo. As sonatas para violino e teclado de Carl Philipp Emanuel Bach distribuem-se ao longo de quase toda a sua trajetória criativa.  Nos primeiros trabalhos, como a Sonata H.542.5 (antigamente atribuída a seu pai, J.S. Bach), ainda se percebe a herança do contraponto barroco e a densidade textural do aprendizado em Leipzig. No entanto, já nessas obras juvenis, é possível detectar uma voz que anuncia o caminho original que tomaria. O salto decisivo ocorre por volta de 1763, quando compôs três sonatas (e mais tarde uma quarta) para a corte de Frederico, o Grande, em Berlim . É nesse conjunto que a linguagem de CPE consolida-se plenamente, abandonando a polifonia densa em favor de uma textura mais leve e transparente, onde violino e teclado dialogam como verdadeiros parceiros, trocando argumentos com uma liberdade retórica que parecia, aos ouvidos da época, quase improvisada. Essas sonatas maduras, como a belíssima Sonata Wq. 78, conquistaram admiradores ilustres, incluindo Johannes Brahms, que não apenas as tocou em público como também publicou edições delas, maravilhado com sua “grande beleza”. O que encantava Brahms era provavelmente a mesma coisa que desconcertava os contemporâneos: a imprevisibilidade. As sonatas de C.P.E. Bach são feitas de contrastes súbitos de dinâmica, pausas eloquentes, melodias que parecem “suplicar” ou “hesitar”, e uma expressividade direta que afasta-se do barroco tardio.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Violino e Teclado (Podger, Bezuidenhout)

Sonata In G Minor H.542.5 (Harpsichord And Violin)
1 I. Untitled 3:46
2 II. Adagio 2:40
3 III. Allegro 4:51

Sonata In C Minor WQ. 78 (Fortepiano And Violin)
4 I. Allegro Moderato 8:06
5 II. Adagio Ma Non Troppo 6:30
6 III. Presto 5:26
7 Arioso Con Variazioni Per Il Cembalo E Violino In A Major WQ. 89

Sonata In B Minor WQ. 76
8 I. Allegro Moderato 7:15
9 II. Poco Andante 5:13
10 III. Allegretto Siciliano 5:37

Sonata In D Major WQ. 71 (Harpsichord And Violin)
11 I. Poco Adagio 3:21
12 II. Allegro 2:16
13 III. Adagio 2:58
14 IV. Menuet I, II 2:53

Harpsichord, Fortepiano – Kristian Bezuidenhout
Violin – Rachel Podger

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A duplinha do CD

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violino Nº 1 e 2 (Pochekin, Russian National Orchestra, Uryupin)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violino Nº 1 e 2 (Pochekin, Russian National Orchestra, Uryupin)

Eu sou exagerado, então, acho o Concerto Nº 1 uma obra-prima e o segundo bem ruinzinho, mas vou tentar me acalmar.

Calma, PQP.

Os dois Concertos para Violino de Shostakovich parecem obras de mundos diferentes. O Nº 1, Op. 77, é sombrio, tenso, de grande força trágica — sobretudo na Passacaglia e na cadência, que parecem escavar até o fundo da experiência humana. Já o Nº 2, Op. 129, é seco e enigmático, de menos impacto imediato. Gostaram? Afinal, chamá-lo de “ruinzinho” talvez seja um pouco injusto — o segundo concerto não busca o mesmo efeito monumental do primeiro. Ele é mais tardio, mais contido, quase uma música de câmara ampliada, cheia de ironias discretas… Soa menos arrebatador, oferecendo, em vez de drama aberto, uma reflexão mais rarefeita, quase crepuscular, quase burra… O CD vale pelo PRIMEIRO CONCERTO!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violino Nº 1 e 2 (Pochekin, Russian National Orchestra, Uryupin)

Violin Concerto No. 1 In A Minor Op. 77
1 I Nocturne (Moderato – Meno Mosso – Tempo I) 11:35
2 II Scherzo (Allegro – Poco Più Mosso – Allegro – Poco Più Mosso) 6:37
3 III Passacaglia (Andante) – Cadenza 13:54
4 IV Burlesque (Allegro Con Brio – Presto) 5:02

Violin Concerto No. 2 In C Sharp Minor Op. 129
5 I Moderato 13:13
6 II Adagio 10:46
7 III. Adagio. Allegro 9:29

Conductor – Valentin Uryupin
Orchestra – Russian National Orchestra
Violin – Ivan Pochekin

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Pochekin, em seus tempos de KGB.

PQP