Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Piano Nº 2 (Pollini, Abbado)

Brahms + Pollini + Abbado + Filarmônica de Berlim, querem mais? Difícil. O Concerto para Piano Nº 2 de Brahms é, talvez, a mais monumental síntese entre o piano e a orquestra em todo o romantismo. Escrito em quatro movimentos — e não três como de costume —, ele não se esquiva da herança sinfônica: caindo em lugar comum, digo que o piano dialoga com a orquestra de igual para igual, sem jamais cair no virtuosismo oco. O primeiro movimento é uma paulada bem forte, onde o piano constrói acordes maciços e melodias que parecem pesar sobre os ombros do mundo. O segundo movimento, um scherzo feroz e cortante, revela um Brahms nervoso, dramático, poucas vezes tão agressivo. No terceiro, porém, tudo se aquieta: é um Andante de beleza melancólica, com um violoncelo solista que canta uma canção de amor serena e contida, como uma memória que se despede sem pressa. E o finale, saltitante e “húngaro”, encerra a obra com uma alegria cuidadosa, que não esquece as sombras anteriores mas escolhe dançar sobre elas. Ouvindo esse concerto, percebe-se que Brahms não escreveu uma peça de concerto no sentido usual — ele escreveu uma sinfonia com piano obbligato, uma sinfonia privada que exige do solista não apenas dedos, mas uma alma inteira.

Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Piano Nº 2 (Pollini, Abbado)

Konzert Für Klavier Und Orchester Nr. 2 B-dur Op. 83
1. Allegro Non Troppo
2. Allegro Appassionato
3. Andante
4. Allegretto Grazioso

Maurizio Pollini, piano
Berliner Philharmoniker
Claudo Abbado

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Claudio Abbado e Maurizio Pollini foram grandes e verdadeiros amigos. Esta foto é de 1991.

PQP

2 comments / Add your comment below

  1. Hermoso aporte y mejor concierto por la dupla Pollini & Abbado. Pero es por la Wiener Ph. y no por la Berliner. ¡Saludos cordiales desde Santiago del Estero, República Argentina!!!

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