Vivaldi: – Che album stupendo!
Telemann: – Was für ein tolles Album!
Há várias formas de se relacionar e desfrutar da música. Você pode ligar o rádio sintonizando em uma estação de sua simpatia e seguir fazendo o que normalmente faz ouvindo a seleção escolhida pela produção. Há também plataformas de streaming onde você pode buscar um determinado álbum ou uma playlist. Alexa! Toque ‘As Quatro Estações’, de Vivaldi!.
Elementos que nos ajudam na escolha de algum álbum envolve a capa, o(s) compositor(es) e, especialmente, o(s) intérprete(s). Tudo isso é resultado de importantes etapas da produção. Há uma tendência em substituir o nome do compositor ou da música por um catchy title, um título atraente, intrigante. No caso do disco da postagem é “Crossing Borders”, Atravessando Fronteiras, traz música composta no período barroco interpretada pela ótima orquestra de câmara inglesa, “La Serenissima”, liderada por Adrian Chandler, que também é violinista.


Mas, o disco pode oferecer algo mais do que uma bela paisagem sonora, também oferece uma oportunidade de ampliar e aprofundar os seus conhecimentos sobre o momento cultural no qual essas obras floresceram. E aqui é que se revela as conexões entre os vários compositores das obras, Telemann e Vivaldi os dois mais famosos. O livreto narra uma boa teia de conexões ligando esses compositores de diferentes (e como!) países, num período muito fértil de desenvolvimento musical – o período barroco. As obras e os estilos desses artistas talentosos e criativos influenciavam uns aos outros e figuras que hoje são menos lembradas, como o compositor Johann Georg Pisendell, ajudaram a estabelecer essas relações. Está tudo lá no libreto, basta cavar um pouco mais, caso isso lhe atice a curiosidade.
Não há uma peça ruim no disco, pelo menos na minha perspectiva, mas há dois concertos dos quais eu gostei mais e os ouvi mais vezes do que os outros – o concerto para flauta doce, de Vivaldi, e o concerto pra flauta e flauta doce, de Telemann, uma raridade por ter esses dois instrumentos soando juntos, com seu efervescente e contagiante presto. A menos que você não suporte o som de flauta, e nesse caso sugiro que busque em outra postagem música que caia mais no gosto, há para gregos e baianos aqui no blog, tenho certeza que gostará do “Crossing Borders”!
Georg Philipp Telemann (1681-1767)
Concerto for flute, strings and continuo in D major TWV51:D2
- Moderato
- Allegro
- Largo
- Vivace
Ignazio Sieber (c1680-1761)
Sonata for recorder and continuo No 8 in G minor
- Preludio: Largo
- Corrente: Allegro
- Sarabanda: Largo
- Allemanda: Allegro
Francesco Durante (1684-1755)
Sonata movement for violin and continuo in C minor
- Giga
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto in F major RV442
- Allegro con molto
- Largo e cantabile
- Allegro
Georg Philipp Telemann (1681-1767)
Trio for flute, viola d’amore and continuo in D major TWV42:D15
- Adagio
- Presto
- Con gravità ma non grave
- Allegro
Giuseppe Antonio Brescianello (c1690-1758)
Concerto for two violins and continuo No 1 in E flat major
- Grave – Presto – Adagio – Presto – Adagio
- Allegro
- Adagio
- [Allegro]
Georg Philipp Telemann (1681-1767)
Concerto for flute, recorder, strings and continuo in E minor TWV52:e1
- Largo
- Allegro
- Largo
- Presto
Antonio Vivaldi (1678-1741), arr. Adrian Chandler (b1974)
Largo e cantabile (Original slow movement of Concerto in F major, RV442)
- Largo e cantabile
Katy Bircher (flute)
Tabea Debus (recorder)
La Serenissima
Adrian Chandler (conductor)
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MP3 | 320 KBPS | 186 MB
Their second album of 2025, and their 11th album with Signum Records, baroque giants La Serenissima return with an album of works by composers including Telemann, Sieber, Durante, and Brescianello. The album explores how their styles changed and developed as they ‘crossed borders’ between Italy, Germany, France and other European countries.
Em seu segundo álbum de 2025, e o décimo primeiro com a Signum Records, os gigantes do barroco “La Serenissima” retornam com um álbum de obras de compositores como Telemann, Sieber, Durante e Brescianello. O álbum explora como seus estilos mudaram e se desenvolveram à medida que “cruzavam fronteiras” entre a Itália, a Alemanha, a França e outros países europeus.
Aproveite!
René Denon



