BRUCKNER
Sinfonia No. 4
Orquestra Filarmônica Chinesa
中国爱乐乐团
Okko Kamu
A Sinfonia No. 4 de Bruckner, conhecida como ‘Sinfonia Romântica’, é uma das mais conhecidas do compositor. Na coleção Mestres da Música, vendida nas bancas – LP e fascículo – foi a obra escolhida para representar a arte de Bruckner. O LP trazia uma gravação da sinfonia com a Orquestra Sinfônica de Viena, regida por Otto Klemperer, bem possivelmente uma produção do selo VOX.
O que temos nesta postagem é uma gravação bastante peculiar – feita ao vivo no dia 13 de março de 2009 no Sala de Concertos da Cidade Proibida, em Pequim, com a Orquestra Filarmônica da China, regida por Okko Kamu. É a gravação ao vivo de um concerto no qual, pela primeira vez alguma Sinfonia de Bruckner era interpretada pela orquestra, que havia sido formada em 2000.
O disco é parte de uma coleção chamada ‘CPO Live 100 CDs’, lançada pela DR Classics Cultural Development. Veja, CPO não é o famoso selo de música clássica alemão ou o igualmente famoso robô da franquia Star Wars, mas a sigla de China Philharmonic Orchestra, o nome da orquestra em inglês. Nesta coleção há mais duas sinfonias de Bruckner que eventualmente estarão disponíveis no seu PQP Bach mais próximo.

Fiquei muito bem impressionado com a interpretação e foi divertido prestar atenção aos ruídos típicos de uma gravação ao vivo, mas que não atrapalharam em nada a audição, até o aplauso final. Pelos nomes dados aos movimentos e às suas durações, acredito que a edição Haas deve ter sido usada. Os responsáveis pela gravação – Liu Da e Lu Nannan – capricharam. Desde a abertura, com os trêmulos nas cordas bem audíveis, coisa que nem sempre acontece nas gravações, passando pelos muitos tuttis, que me fizeram correr para o botão de volume do Denonzão, tudo soa muitíssimo bem.
Veja o que o site do agente fala sobre o regente: Okko Kamu nasceu em uma família musical em Helsinque. Seu pai tocava contrabaixo na Filarmônica de Helsinque e ele começou a tocar violino aos dois anos de idade com seu primeiro professor, Väinö Arjava, que dirigia a orquestra de seu pai, antes de continuar as aulas com Onni Suhonen na Academia Sibelius, onde também estudou o piano. Mais tarde, tornou-se líder do Quarteto Suhonen e, aos 20 anos, concertino da Orquestra Nacional de Ópera da Finlândia, antes de se tornar maestro permanente.
Gravou mais de 100 CDs para selos como Finlandia e Musica Sveciae, entre outras, e as suas gravações das quatro sinfonias de Berwald e do concerto para piano para Naxos receberam o distinto e raro prêmio “Diapason d’Or”. O repertório gravado de música fora do mainstream inclui “Música Completa para Orquestra de Cordas” de Aulis Sallinen e concertos para flauta de Penderecki, Takemitsu e Sallinen, juntamente com música mais central das eras clássica e romântica
Do site da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais: Bruckner é uma ponte direta entre Schubert e Mahler e, daí, à Segunda Escola de Viena. Foi através da ascendência de Wagner sobre Bruckner que a música na Áustria encontrou a necessidade de escapar das estruturas clássicas e de finalmente emancipar a dissonância. Por isso seu romantismo é tão profundo: ele é mais instintivo, mais livre e mais ousado do que a maioria de seus contemporâneos.
O apelido “Romântica”, dado por ele mesmo, parece advir de um programa imagético, à maneira de Wagner, baseado em castelos, caçadas e festejos medievais. Isso, no entanto, é o que menos conta na obra. Importam muito mais o Ländler (dança tradicional austríaca) usado na seção central do terceiro movimento, que, se não se tivesse a certeza de Bruckner, suspeitar-se-ia Schubert; as duas ideias melódicas que se opõem no segundo movimento (de causarem inveja a qualquer dialética) e, aí, o discurso quase declamado posto na voz das violas; os contrastes entre metais e cordas no primeiro movimento e, nele, as melodias que sabem ao popular. Moacyr Laterza Filho
Anton Bruckner (1824 – 1896)
Sinfonia No. 4 em bemol maior – Romântica
- Bewegt, nicht zu schnell
- Andante, quasi allegretto
- Scherzo – bewegt
- Finale – bewegt, doch nicht zu schnell
Orquestra Filarmônica Chinesa
Okko Kamu
Gravação feita ao vivo em 13 de março de 2009
Sala de Concerto da Cidade Proibida, Pequim
Disponível no interessantíssimo site Discografia de Bruckner.
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FLAC | 296 MB
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MP3 | 320 KBPS | 154 MB
Uma palavra sobre 中国爱乐乐团, que é como se escreve Orquestra Filarmônica Chinesa usando caracteres chineses.
Os dois primeiros caracteres, 中 (zhong) e 国(guó), formam a palavra China.
爱 (ài) significa amar, gostar e 乐 (lè) significa alegria, rir, música. Juntos formam Filarmônica. 团(tuán) significa redondo, bola, mas também grupo, sociedade. Assim, 乐团 quer dizer orquestra. Não é impressionante?
Sobre a Sala de Concertos: A Sala de Concertos da Cidade Proibida (中山公园音乐堂) é um local multifuncional com 1.419 lugares em Pequim. O nome do local veio do fato de estar localizado dentro do Parque Zhongshan de Pequim, um vasto antigo altar imperial Shejitan e agora um parque público localizado a sudoeste da Cidade Proibida e na Cidade Imperial.
Cidade Proibida Púrpura 紫禁城 (zǐ jìn chéng)
Aproveite!
德农·雷内 (Denon René)


















Tamba Trio – Avanço — 1963
A Música De Edu Lobo Por Edu Lobo (Com a Participação do Tamba Trio) — 1964

Gostei. Uma boa gravação, embora o foco no piano pudesse ser mais nítido dentro de uma acústica de igreja que certamente é estranha para um repertório tão íntimo. Para o bem e para o mal, Delius é um inglês daqueles líricos. Foi profundamente influenciado por Grieg, mas desenvolveu um estilo único, muito próprio. Sua sonatas são bonitas, especialmente a Sonata Nº 1. As obras de câmara de Delius são frequentemente ignoradas em favor de seus poemas orquestrais. Porém, estas quatro sonatas são exemplos notáveis da arte de Delius. São temperamentais, rapsódicas, contendo texturas sensuais e sutis toques de impressionismo. Às vezes melancólicas e às vezes extáticas, ouvi essas sonatas como um “Delius em sua forma mais lírica”, um clima que Tasmin Little e Piers Lane transmitem com sensibilidade. A sua forma de tocar expressiva é da mais alta qualidade, dando uma sensação de “tempo suspenso”. O violino de Little tem um tom muito bonito e Lane toca com total empatia. É difícil imaginar que essas obras possam ser tocadas melhor.





















J.S. Bach: The Well Tempered Clavier. Book I (2001) 2CD
J.S. Bach: The Well Tempered Clavier. Book II (2001) 2CD
IM-PER-DÍ-VEL !!!
Missa Papae Marcelli ou Missa do Papa Marcelo é uma missa composta por Giovanni Pierluigi da Palestrina em homenagem ao Papa Marcelo II. É a missa mais conhecida e mais executada do compositor. Costuma ser ensinada em cursos de música. Foi tradicionalmente cantada em todas as missas de coroações papais até a coroação de Paulo VI, em 1963. A Missa Papae Marcelli consiste, como grande parte das missas renascentistas, de Kyrie eleison, Gloria in Excelsis Deo, Credo, Sanctus/Benedictus e Agnus Dei, embora preveja a inserção de passagens em cantochão. A composição da missa é livre, sem se basear em um cantus firmus nem parodiar outra peça. Talvez por causa disso, essa missa não tem a consistência temática típica das peças de Palestrina. É, a princípio, uma missa a seis vozes (há oito no Agnus Dei). Entretanto, o uso do conjunto completo fica reservado a porções específicas, sujeitas ao clima requerido pelo texto. Além disso, as combinações de vozes variam ao longo da peça. A textura é basicamente polifônica, em estilo declamatório, com pouca superposição de textos e uma clara preferência por acordes em bloco, de modo que o texto possa ser ouvido nitidamente, ao contrário do que acontece em diversas missas polifônicas do século XVI.






O tcheco Mysliveček estudou Filosofia em Praga, seguindo o caminho de seu pai. Amante de música, publicou um conjunto de seis sinfonias, em 1762, que obteve grande sucesso. Devido à repercussão, decidiu deixar os estudos de filosofia e concentrar-se na música. Com uma subvenção do Conde Vincent von Waldstein mudou-se para Veneza, para estudar com Giovanni Pescetti. Era conhecido como Il divino Boemo. Em 1770, encontrou-se com o jovem Wolfgang Amadeus Mozart, em Bolonha, onde Mysliveček era membro da Accademia Filarmônica. São evidentes as similitudes entre a música dos dois compositores. Faleceu em Roma em 1781, de sífilis. Aqui temos um bom disco. Mysliveček não magica (do verbo magicar) como Mozart, mas é muito digno.
José Eduardo D’Elboux é um pequepiano. Volta e meia ele comenta algum post, está sempre por aí. Há poucos anos, ele me mandou este CD que eu ouvi e deixei de lado por estar passando uma fase meio anti-rock progressivo. Mas hoje o peguei gostei muito do que ouvi. Os clientes da 

Um excelente repertório. Metamorphosen e Noite Transfigurada são duas esplêndidas peças para orquestra de cordas do século XX. São duas obras que fecham o romantismo, ambas em um movimento e com duração muito semelhante.











![BRUCKNER 200 ANOS! Anton Bruckner (1824 – 1896): Sinfonia No. 8 em dó menor [Versão 1890 – Edição R. Haas] – Wiener Philharmoniker – Herbert von Karajan ֍](https://pqpbach.ars.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/5-moderne_aera_1920x1008_innenteil.jpg__1170x680_q85_crop_subject_location-1554247_subsampling-2-960x558.jpg)







Minha opinião sobre Richard Strauss é a que segue: ele pegou tudo o que é ruim de Mahler, Wagner e Wolf, e fundiu em algo diferente e pior. Sua música tem um ar constipado. Mas esse disco é sempre elogiado. Maazel e R. Strauss têm tudo a ver. Esse disco é genial! Bah, só que eu não o suporto! Os primeiros minutos de “Assim falou…” são ótimos. E só. Depois, há uns solinhos difíceis de violino que são quase mais ou menos, mas o resto é de rigorosa chatice. O cara é prolixo, pura conversa fiada sem direção. Strauss só acertou em suas Metamorphosen e nas últimas canções, o resto é pra matar o vivente de tédio. Este CD é a cura da insônia. Se o clonazepam não funciona mais, experimente Richard Strauss. E olha que eu amo o romantismo tardio.
PQP Bach não roubaria ou mataria por Tchaikovsky — mas o faria por outros, evidentemente. A Sinfonia Little Russian — local mais conhecido pelo nome de UCRÂNIA — é uma gravação de 1968, lá no início da carreira musical de Abbado, embora ele já tivesse 35 anos. Ele faz uma bela leitura da Sinfonia. A Quarta data de 1976 e a gravação, como a primeira, também é cheia de energia e vibração. O primeiro movimento é rápido e quase não carrega nenhum peso trágico – é mais parecido com Liszt em sua exuberância histriônica. Ao ouvir esta Quarta, fica claro que Abbado não é pessimista nem excessivamente preocupado com tragédias… Abbado e as duas orquestras brilham durante todo o programa. Não sou um grande ouvinte de Tchai, mas penso que o regente Abbado mostra uma excelente compreensão de como a música de Tchaikovsky deve ser tocada, especialmente nestas duas sinfonias com alguns temas folclóricos russas. Ao menos, a barulhada é espetacular!
Diabelli teve sorte e foi imortalizado mesmo sem nunca ter escrito grande coisa. As 33 Variações sobre uma Valsa de Anton Diabelli, Op. 120, comumente conhecidas como Variações Diabelli, é um conjunto de variações para piano escritas entre 1819 e 1823 por Beethoven sobre uma valsa composta por — adivinhem? — Anton Diabelli. É frequentemente considerado um dos maiores conjuntos de variações para teclado junto com as Variações Goldberg de Bach. Recentemente, Vassily postou uma gravação da mesma obra que parece ser imbatível — é









Um bonito disco de música italiana romântica feita por italianos. O período em que os compositores viveram não é o romântico, mas vá ouvir os caras. Fabio Biondi, além de dar belas entrevistas, é um monstro no violino. Não, não estou falando de virtuosismo, falo que ele é bom mesmo. Pela capa, parece que o destaque do CD é Malipiero, mas ele não chega a se destacar. Aliás, Malipiero morreu em 1973. Na Itália