Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Beatrice Rana)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Beatrice Rana)

Beatrice Rana completou 24 anos neste ano da graça de 2017. Em seu segundo lançamento em CD, a jovem pianista italiana resolveu enfrentar um pináculo do repertório de teclado solo e o compositor que descreveu como seu “primeiro amor”, Johann Sebastian Bach. Sua interpretação é muito boa, sem chegar ao nível de gente como Gould, Hewitt, Hantaï e Leonhardt, é claro. O Le Monde adorou: “Beatrice Rana certamente não tem mais nada a provar quando se trata de técnica, mas o que impressiona é a sua maturidade e senso de arquitetura”, e a grande e querida Gramophone inglesa tascou que ela é “Uma artista totalmente desenvolvida, de uma estatura que desmente sua idade”. Bach foi o compositor que mais obcecou Beatrice Rana quando criança e, em uma entrevista recente, ela confessou que a obra de Bach seria a que escolheria se tivesse que dedicar sua vida a um único compositor. E citou especialmente as Variações Goldberg, como sua obra preferida.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg

01. Goldberg Variations, BWV 988: Aria
02. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1 à 1 clav
03. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2 à 1 clav
04. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3 Canone all Unisuono à 1 clav.
05. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4 à 1 clav.
06. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5 à 1 o vero 2 clav
07. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6 Canone alla seconda à 1 clav.
08. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7 à 1 o vero 2 clav.
09. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8 à 2 clav.
10. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9 Canone alla terza à 2 clav.
11. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10 Fughetta à 1 clav.
12. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11 à 2 clav.
13. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12 Canone alla quarta
14. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13 à 2 clav.
15. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14 à 2 clav.
16. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15 Canone alla Quinta à 1 clav.
17. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16 à 1 clav. Ouvertura
18. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17 à 2 clav.
19. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18 Canone alla sexta à 1 clav.
20. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19 à 1 clav.
21. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20 à 2 clav.
22. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21 canone alla settima à 1 clav.
23. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22 à 1 clav. alla breve
24. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23 à 2 clav.
25. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24 Canone alla Ottava à 1 clav.
26. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25 à 2 clav.
27. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26 à 2 clav.
28. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27 Canone alla Nona à 2 clav.
29. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28 à 1 clav.
30. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29 à 1 o vero 2 clav.
31. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30 à 1 clav. Quodlibet
32. Goldberg Variations, BWV 988: Aria da capo e fine

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Beatrice Rana pensando no seu primeiro amor.
Beatrice Rana pensando no primeiro amor.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Variações Goldberg – Gustav Leonhardt

Curiosamente, em quase dezoito anos de PQPBach, nunca postamos as Variações Goldberg com o mítico Gustav Leonhardt. O lendário cravista liderou a ofensiva das interpretações historicamente informadas, ao lado de Nikolaus Harnoncourt, ainda lá nos anos 50 e até o final de sua vida foi um dos grandes nomes deste estilo de interpretação. Para os senhores terem uma idéia de quanto Leonhardt era dedicado a esta obra, o primeiro registro que realizou foi em 1953, quando tinha meros 25 anos de idade.

Esta gravação que ora vos trago foi realizada em 1978, e pra muitos críticos é um de seus melhores registros.  Mas alguém pode perguntar: com nomes atuais como Jean Roundeau, Pierre Hantäi (meu favorito), Víkingur Ólafsson e Mahan Esfahani realizando registros brilhantes destas peças tão peculiares, quase míticas, ouvir Leonhardt ainda é necessário? Me utilizo da famosa expressão ‘Sentado no ombro de Gigantes’ para responder a esta pergunta. Os nomes citados acima, além de dezenas de outros intérpretes, com certeza se inspiraram nas ‘escolhas’ que o velho mestre fez e nas descobertas de novas possibilidades que ele explorou em sua longa carreira. Então, para mim, um teimoso melômano que sou, respondo que sim, é necessário. Não sei precisar quantas vezes e versões já ouvi destas peças em meus 60 anos de vida, desde o velho LP de Ralf Kirkpatrick que sempre esteve na pequena coleção de discos que tínhamos em casa, e que ainda possuo, e levarei comigo até o final de meus dias.

Gustav Leonhardt é mais que atual em pleno 2025. Não teve medo de ousar e desafiar os cânones de seu tempo, assim como seu contemporâneo Glenn Gould o fez, lá em 1955. Dois revolucionários, eu diria, cada um defendendo sua bandeira, com brilhantismo.

Mas vamos ao que viemos. Bach com um dos seus principais intérpretes, Gustav Leonhardt, em registro de 1978.

1 Aria
2 Variatio 1, A 1 Clav.
3 Variatio 2, A 1 Clav.
4 Variatio 3, A 1 Clav. Canone All’Unisono
5 Variatio 4, A 1 Clav.
6 Variatio 5, A 1 Ovvero 2 Clav.
7 Variatio 6, A 1 Clav. Canone Alla Seconda
8 Variatio 7, A 1 Ovvero 2 Clav. Al Tempo Di Giga
9 Variatio 8, A 2 Clav.
10 Variatio 9, A 1 Clav. Canone Alla Terza
11 Variatio 10, A 1 Clav. Fughetta
12 Variatio 11, A 2 Clav.
13 Variatio 12, Canone Alla Quarta
14 Variatio 13, A 2 Clav.
15 Variatio 14, A 2 Clav.
16 Variatio 15, A 1 Clav. Canone Alla Quinta, Andante
17 Variatio 16, A 1 Clav. Ouverture
18 Variatio 17, A 2 Clav.
19 Variatio 18, A 1 Clav. Canone Alla Sesta
20 Variatio 19, A 1 Clav.
21 Variatio 20, A 2 Clav.
22 Variatio 21, Canone Alla Settima
23 Variatio 22, A 1 Clav. Alla Breve
24 Variatio 23, A 2 Clav.
25 Variatio 24, A 1 Clav. Canone All’Ottava
26 Variatio 25, A 2 Clav. Adagio
27 Variatio 26, A 2 Clav.
28 Variatio 27, A 2 Clav. Canone Alla Nona
29 Variatio 28, A 2 Clav.
30 Variatio 29, A 1 Ovvero 2 Clav.
31 Variatio 30, A 1 Clav. Quodlibet
32 Aria Da Capo

Gustav Leonhardt – Harpsichord

BAIXE AQUI DOWNLOAD HERE

J. S. Bach (1685-1750): Music for Lute-Harpsichord (Farr)

J. S. Bach (1685-1750): Music for Lute-Harpsichord (Farr)

Essas obras são sensacionais, mas penso que mereçam um alaúde de verdade, como fez Lutz Kirchhof. Elizabeth Farr é excelente cravista e interpreta as obras com aquilo que seria um sotaque mais antigo do que o barroco tardio de Bach. Não pensem que estou seguro desta avaliação, mas seu modo de tocar parece ser mais século XVII do que XVIII. O que deixa tudo muito curioso (e bom, por que não?). Sou um ouvinte experiente, jamais um especialista, deem o meu desconto! De qualquer modo, é Bach e ele magica (*) de forma tão perfeita que acaba nos convencendo. É estranho, o cravo-alaúde deve ter um som bem delicado, só que senti falta de algo ainda mais próximo e íntimo, o alaúde. Bach tinha dois desses instrumentos em casa, mas prefiro o alaúde.

(*) Do verbo magicar, caro leitor.

O cravo-alaúde de Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Music for Lute-Harpsichord (Farr)

Suite In G Minor, BWV 995 (Transcription Of BWV 1011) (22:43)
1-1 Prelude 5:32
1-2 Allemande 4:49
1-3 Courante 2:33
1-4 Sarabande 2:13
1-5 Gavotte I 2:17
1-6 Gavotte II En Rondeau – Gavotte I, Reprise 2:45
1-7 Gigue 2:31

Suite In E Minor, BWV 996 (16:17)
1-8 Praeludio 2:30
1-9 Allemande 3:08
1-10 Courante 2:47
1-11 Sarabande 3:01
1-12 Bourrée 1:32
1-13 Gigue 3:19

Suite In C Minor, BWV 997 (19:57)
1-14 Prelude 3:01
1-15 Fugue 6:08
1-16 Sarabande 3:48
1-17 Gigue 3:10
1-18 Double 3:49

Prelude, Fugue And Allegro In E Flat Major, BWV 998 (11:24)
1-19 Prelude 2:32
1-20 Fugue 5:08
1-21 Allegro 3:44
1-22 Prelude In C Minor, BWV 999 1:31
1-23 Fugue In G Minor, BWV 1000 (Transcription Of BWV 1001/ii) 5:18

Suite In E Major, BWV 1006a (Transcription Of BWV 1006) (22:27)
2-1 Prelude 4:47
2-2 Loure 3:58
2-3 Gavotte En Rondeau 3:35
2-4 Menuet I 2:10
2-5 Menuet II 2:10
2-6 Menuet I, Reprise 1:15
2-7 Bourrée 2:03
2-8 Gigue 2:30

Sonata In D Minor, BWV 964 (Transcription of BWV 1003) (22:37)
2-9 Adagio 3:14
2-10 Fugue 8:24
2-11 Andante 4:24
2-12 Allegro 6:35

Sarabanda Con Partite, BWV 990 (25:38)
2-13 Sarabande In C Major 1:23
2-14 Partita 2 1:31
2-15 Partita 3 1:16
2-16 Partita 4 1:34
2-17 Partita 5 1:34
2-18 Partita 6 1:20
2-19 Partita 7 1:40
2-20 Partita 8 1:35
2-21 Partita 9 1:19
2-22 Partita 10 1:21
2-23 Partita 11 1:37
2-24 Partita 12 1:53
2-25 Partita 13 Allemande 1:54
2-26 Partita 14 Courante 1:35
2-27 Partita 15 1:26
2-28 Partita 16 Giguetta 1:08
2-29 Sarabande In C Major, Reprise 1:35

Elizabeth Farr, Cravo-alaúde ou Alaúde-cravo, como queiram

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Conhece o verbo magicar, Farr?
Conhece o verbo magicar, Farr?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga com membros do Collegium Aureum

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga com membros do Collegium Aureum

bach-the-art-of-fugue-collegium-aureum-2-cd-dhmAs gravações da Arte de Fuga caracterizam-se por ser uma melhor que a outra. Vai ver que é a qualidade da obra, né? Esta é uma gravação realizada em 1962 que vem com som bom — nada excepcional — e interpretação fantástica dos membros do Collegium Aureum, um dos grupos precursores da interpretação com instrumentos originais de época. Não poderia deixar de postar aqui este álbum que comprei bem barato na Amazon e que vocês podem também adquirir.

Bach: Die Kunst der Fuge – Collegium Aureum – CD1

1. Contrapunctus I A 4
2. Contrapunctus Ii A 4
3. Contrapunctus Iii A 4
4. Contrapunctus Iv A 4
5. Contrapunctus V A 4
6. Contrapunctus Vi A 4
7. Contrapunctus Vii A 4
8. Contrapunctus Viii A 3
9. Contrapunctus Ix A 4
10. Contrapunctus X A 4

BAIXE AQUI O CD1 – DOWNLOAD CD1 HERE

Bach: Die Kunst der Fuge – Collegium Aureum – CD2

11. Contrapunctus Xi A 4
12. Contrapunctus Xii A 4
13. Contrapunctus Xiii A 3
14. Contrapunctus Xiiia 2
15. Contrapunctus Xiv
16. Contrapunctus Xv
17. Contrapunctus Xvi
18. Contrapunctus Xvii
19. Contrapunctus Xviii

BAIXE AQUI O CD2 – DOWNLOAD CD2 HERE

Ulrich Grehling
Johannes Koch
Gunter Lemmen
Reinhold Johannes Buhl
Fritz Neumeyer
Lilly Berger
Collegium Aureum
Franzjosef Maier

Tentando entender "A Arte da Fuga"
Tentando entender “A Arte da Fuga”

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

Não foi com Bach que Anne Sofie von Otter fez suas primeiras aparições solo, mas ela tinha grande vivência com o compositor por ter participado, quando jovem, do Coro Bach de Estocolmo. “O maestro do Coro Bach naquela época era muito dinâmico e entusiasmado por Bach. Em seguida, surgiu Nikolaus Harnoncourt para nos conduzir nos motetos de Bach e também foi uma experiência maravilhosa. Foi um momento emocionante para jovens como eu, que já se reuniam em torno do toca-discos para escutar suas novas gravações de Monteverdi, Bach e Mozart. Harnoncourt realmente foi a minha principal influência de Bach.”

“Depois de alguns anos, voltei a cantar bastante Bach, até participando de gravações com John Elliot Gardiner”, acrescenta, “mas depois eu coloquei de propósito sua música de lado, porque havia muito a explorar, principalmente na ópera. Portanto, este disco não chega a ser uma surpresa. Eu ouvi todas as Cantatas, Oratórios e Paixões e anotava aquilo que achava mais adequado à minha voz. Foi maravilhoso descobrir novas árias, mas ao invés de apenas solos vocais, decidi dividi-lo com movimentos puramente instrumentais. Quando o Concerto Copenhague apareceu no horizonte, comecei também a me aconselhar com Lars Ulrik, que acrescentou novas ideias”.

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

01 “Widerstehe Doch Der Sünde” (Cantata BWV 54) 6:17
02 “Schläfert Aller Sorgenkummer” (Cantata BWV 197) 7:54
03 “Wenn Des Kreuzes Bitterkeiten” (Cantata BWV 99) 2:50
04 “Erbarme Dich, Mein Gott” (St. Matthew Passion) 6:17
05 “Kommt, Ihr Angefocht’nen Sünder” (Cantata BWV 30) 4:12
06 Sinfonia (Cantata BWV 35) 5:17
07 “Nichts Kann Mich Erretten” (Cantata BWV 74) 5:30
08 Sinfonia (Cantata BWV 12) 2:19
09 Agnus Dei (Mass In B Minor) 5:33
10 “Et Misericordia” (Magnificat) 3:28
11 “O Ewigkeit, Du Donnerwort” (Cantata BWV 60) 4:05
12 “Sei Lob Und Ehr Dem Höchsten Gut” (Cantata BWV 117) 3:20

Anne Sofie von Otter, mezzo-soprano
Baroque Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

J.S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Harnoncourt)

J.S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Harnoncourt)

(Alô, alô, FDP! Cadê a terceira de Brahms com o Bernstein que a Clara pediu????)

Prometi que a cada dia 1º postaria uma versão da Missa em Si Menor de Bach. Hoje é a vez do imenso Nikolaus Harnoncourt.

Só estou sem tempo para grandes explicações e teria que descobrir se a versão que tenho em meu micro é a primeira ou a segunda… Deixo para vocês descobrirem, OK? Sim, uma charada, por que não?

O que posso dizer é que é um tremendo registro deste fantástico maestro e teórico. Costumo ouvi-lo enquanto trabalho… A propósito, se você não leu os livros de Harnoncourt até hoje, não sabe o que está perdendo em termos de conhecimento e experiência musical. O homem é um espanto. Sim, há traduções e boas. Procure! O nome dos livros? Ora, vá procurar!

Adiante que estou com muita pressa! E não desconsiderem esta versão motivados por minha inexatidão. Ela é quase a perfeição.

J.S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Harnoncourt)

1-01 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-02 Missa: Kyrie: Christe eleison
1-03 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-04 Missa: Gloria: Gloria in excelsis Deo – Et in terra pax
1-05 Missa: Gloria: Laudamus te
1-06 Missa: Gloria: Gratias agimus tibi
1-07 Missa: Gloria: Domine Deus
1-08 Missa: Gloria: Qui tollis
1-09 Missa: Gloria: Qui Sedes
1-10 Missa: Gloria: Quoniam tu solus
1-11 Missa: Gloria: Cum Sancto Spiritu
2-01 Symbolum Nicenum: Credo: Credo in unum Deum
2-02 Symbolum Nicenum: Credo: Patrem omnipotentem
2-03 Symbolum Nicenum: Credo: Et in unum Dominum
2-04 Symbolum Nicenum: Credo: Et incarnatus est
2-05 Symbolum Nicenum: Credo: Crucifixus
2-06 Symbolum Nicenum: Credo: Et resurrexit
2-07 Symbolum Nicenum: Credo: Et in Spiritum
2-08 Symbolum Nicenum: Credo: Confiteor
2-09 Symbolum Nicenum: Credo: Ex expecto
2-10 Sanctus: Sanctus
2-11 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-12 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem Benedictus
2-13 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Agnus Dei
2-14 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Dona nobis pacem

Intérpretes (o meu chute):

Max van Egmond,
Emiko Iiyama,
Rotraud Hansmann,
Kurt Equiluz
Viennensis Chorus
Concentus Musicus Wien
Regente: Nikolaus Harnoncourt

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Cara de louco. Sim, mas era mansinho e brilhante.

PQP

In Memoriam Arthur Moreira Lima – Coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – Parte 1 de 11: Volumes 1, 3 & 12 (Clássicos Favoritos I, II & III)

Arthur Moreira Lima, um dos maiores brasileiros de todos os tempos (e percebam que nem mencionei seu instrumento!), completaria hoje 85 anos. Para celebrar seu legado extraordinário e honrar sua memória, publicaremos a integral da coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – seu testamento musical – de hoje até 30 de outubro, primeiro aniversário de seu falecimento. Esta é a primeira das onze partes de nossa eulogia ao gigante.

Partes:     |   II   |   III   |   IV   |   V   |   VI   |   VII   |   VIII   |   IX   |   X   |   XI


Se me perguntassem qual minha primeira memória de Arthur Moreira Lima, eu provavelmente lhes diria que ela é tão remota quanto a que eu tenho de um pianista. Nasci sob o Terror e cresci entre os ventos da Abertura que traziam de volta quem partira em rabos de foguete. Em minha casa ouvia-se muita música – nenhuma que atraísse cassetetes, e quase sempre daquela prevalente em elevadores e consultórios odontológicos. Ainda assim, era música bastante para que a aparição de um pianista na tela da TV, daquelas de antenas finamente ajustadas com palha de aço, não fosse sumariamente rechaçada por uma mudança de canal para a novela da vez. E o pianista, bem, ele era sempre o mesmo: aquele tipo de perfil pontiagudo, olhos a um só tempo alheios e dardejantes, de postura algo gibosa ao teclado e a drapejar sua cabeleira enquanto debulhava com os dedos coisas que eu não imaginava possíveis a mim, menino telespectador. Ele tocava de tudo, e em todo lugar, e ante centenas, milhares, dezenas de milhares de pessoas, e sozinho, e com orquestras, e em toda e qualquer companhia. No programa que teve na TV aberta, inimaginável nesses nossos tristes tempos de Tigrinho, dividiu a ribalta com chorões e roqueiros, seresteiros e jazzistas; mostrou-me Ney Matogrosso pela primeira vez de cara limpa e apresentou-me o semideus Raphael Rabello, que toca, como Gardel canta para os argentinos, cada dia melhor. Entre um número e outro, com o maroto sotaque que nunca renegou seu berço, entrevistava seus convidados com muita descontração – tanta que promoveu o seguinte diálogo entre meus genitores:

– Esse é aquele pianista?
– É.
– Bem informal, hein?
– Sim.
– Nem parece pianista…

O programa saiu do ar sem-cerimoniosamente, e eu, exceto por um LP e outro que encontrava em briques, fiquei sem saber do madeixudo carismático, até o dia em que, exaurido por um plantão no pronto-socorro e disposto a tudo para ver algo que não fosse sangue ou pus, encontrei um palco montado no meio do maior parque de minha Dogville natal. Sobre ele, um piano, e ante este – sim, adivinharam! – o pianista que nem parecia pianista, e que, contrariando tudo o que se dizia dele – que não estudava, que não se levava a sério, que estava decadente – despachava com segurança os arpejos do Estudo Op. 10 no. 1 de Chopin sob o olhar tietante duns gatos-pingados aos quais me juntei, lá na fila do gargarejo. Emendou, em seguida, o “Revolucionário“, o “Tristesse“, o das teclas pretas, e foi esgotando o Op. 10, estudo a estudo, inteiros ou em parte, até que faltou somente…

– O número 2, Arthur.
– Hein?
– Faltou o número 2.
– Cê me odeia, né? – gargalhava – Mas certamente não tanto quanto eu odeio o número 2.

E atacou o temido Op. 10 no. 2, com aquelas escalas rapidíssimas todinhas com os dedos fracos da mão direita, enquanto resmungava das tendinites que ele lhe trouxera.

– Que mais cês querem?
– …
– Digam logo, que daqui a pouco vão me levar à força pro camarim.
– Piazzolla, então!

E nos deu um Adiós Nonino com a mesma eletricidade que pôs suas madeixas em riste na memorável capa do álbum que dedicou a Astor. Ao terminar, com o produtor já a olhar com ganas de arrancá-lo do palco, um dos gatos-pingados lhe alcançou um número de telefone:

– Volto hoje para o Rio – explicava-se, enquanto guardava o papelucho na casaca – mas não deixo de te ligar.
– A costela está assando desde que saí de casa. Eu e ela te aguardamos.
– E a cerveja?
– Ela também. Mais gelada que em Moscou.

E foi arrastado para as coxias, de onde voltou para tocar um Tchaikovsky furioso com a Sinfônica de Dogville. Nunca soube se ele, enfim, telefonou para o churrasqueiro. Imagino que sim. Afinal, aquele ex-menino prodígio, de nobre arte forjada no Brasil e burilada na França e na União Soviética, capaz de dialogar com bolcheviques e mencheviques, maragatos e chimangos, cronópios e famas, sempre foi também um perfeito exemplo do que em minha terra se chama de “pau de enchente” –  aquele tipo que, como os galhos de árvores levados pelas enxurradas, vai parando aqui e ali – e nunca perdeu qualquer oportunidade de falar, de ouvir e de aprender.

– Decadente.
– Quê?
– Sim. Olha aí: tá vendendo disco na Caras!
– Eita…

O brasileiro não é gentil com seus heróis, e desancaram o heroico Sr. Pau de Enchente quando ele lançou sua antologia pianística a preços módicos e acessível em qualquer banca de revistas. Onde outros viam dinheirismo e decadência, eu, seu desde sempre tiete, só via generosidade – a mesma que o fez tocar para aquelas centenas, aqueles milhares, aquelas dezenas de milhares de gentes, a brilhar na TV e matar de inveja tantos colegas de ofício, a implodir o Muro da Vergonha entre os assim chamados “erudito” e “popular’, e que o levaria, em seu caminhão-teatro feito Caravana Rolidei, a tocar para compatriotas que nunca tinham visto um piano na vida.

Eu nunca consegui lhe agradecer, que se dirá o bastante – se é que haveria gratidão suficiente para tanta dedicação aos ouvidos de seu país! Até tive oportunidades: afinal, tanto eu quanto Sr. De Enchente escolhemos a mesma ilha para passar nossos últimos anos. Por algum tempo, inclusive, compartimos a mesma praia em que, vez que outra, nossos percursos se cruzavam. Numa delas, ele jogava bola com uma criança que, com um pontapé somado ao vigor do Vento Sul, mandou a redondinha na minha direção. Eu, que tenho dois pés esquerdos, devolvi-a com uma vergonhosa rosca para os devidos donos. Já me conformava com a ideia de ir buscá-la ainda mais longe, quando, antes mesmo dela quicar no chão, aquele torcedor doente do Fluminense Football Club aparou a pelota com um golpe seco que orgulharia o Príncipe Etíope e, com um toque de letra digno de Super Ézio, devolveu-a à remetente.

– Valeu, meu bom!

Craque com as mãos e com os pés, o Pelé e o Garrincha do Piano Brasileiro, gênio da raça: também tocas cada dia melhor! Venero-te tanto que jamais te conseguirei ser crítico. Se os leitores-ouvintes o quiserem, que assim sejam – mas minha homenagem aqui, ela terá só carinho e saudade ❤️.

Em memória de Fluminense Moreira Lima (16 de julho de 1940, Rio de Janeiro – Florianópolis, 30 de outubro de 2024) em seu 85º aniversário.


 

ARTHUR MOREIRA LIMA – MEU PIANO/TRÊS SÉCULOS DE MÚSICA PARA PIANO
Coleção publicada pela Editora Caras entre 1998-99, em 41 volumes
Idealizada por Arthur Moreira Lima
Direção artística de Arthur Moreira Lima e Rosana Martins Moreira Lima

Volume 1: CLÁSSICOS FAVORITOS I

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Transcrição de Myra Hess (1890-1965)
Da Cantata “Herz und Mund und Tat und Leben“, BWV 147:
1 – Coral: Jesus bleibet meine Freude

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
Da Sonata para piano no. 11 em Lá maior, K. 331:
2 –  Alla Turca: Allegretto

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Bagatela em Lá menor, WoO 59, “Für Elise”
3 – Poco moto

Carl Maria Friedrich Ernst Freiherr von WEBER (1786-1826)
Da Sonata para piano no. 1 em Dó maior, Op. 24:
4 – Rondo: Presto (“Perpetuum mobile“)

Robert Alexander SCHUMANN (1810-1856)
Das Fantasiestücke, Op. 12:
5 – No. 3: “Warum?”

Ferenc LISZT (1810-1886)
Dos Grandes Estudos de Paganini, S. 141:
6 – No. 3: La Campanella

Jules Émile Frédéric MASSENET (1842-1912)
De Thaïs, ópera em três atos:
7 – Méditation (transcrição do compositor)

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)
Da Música Incidental para Ein Sommernachtstraum (“Sonho de uma Noite de Verão”), de William Shakespeare, Op. 61:
8 – No. 9: Marcha nupcial (transcrição do compositor)

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
Das Dezoito Peças para piano, Op. 72:
9 – No. 2: Berceuse

Sergei Vasilievich RACHMANINOFF (1873-1943)
Dos Morceaux de Fantaisie, Op. 3:
10 – No. 2: Prelúdio em Dó sustenido menor

Anton Grigorevich RUBINSTEIN (1829-1894)
Das Duas Melodias, Op. 3:
11 – No. 1: Melodia em Fá maior

Alexander Nikolayevich SCRIABIN (1872-1915)
Dos Doze Estudos, Op. 8:
12 – No. 12 em Ré sustenido menor, “Patético”

Achille Claude DEBUSSY (1862-1918)
Da Suite Bergamasque, L. 75:
13 – No. 3: Clair de Lune

Manuel DE FALLA y Matheu (1876-1946)
De El Amor Brujo, balé em um ato:
14 – Dança Ritual do Fogo (transcrição do compositor)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE


Volume 3: CLÁSSICOS FAVORITOS II

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Transcrição de Ferruccio Busoni (1866-1924)

Da Toccata e Fuga em Ré menor para órgão, BWV 565:
1 – Toccata

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)
2 – Sonata em Mi Maior, L. 23 (K. 380)

Carl Philipp Emanuel BACH (1714-1788)
3 – Solfeggietto em Dó menor, H 220, Wq. 117:2

Georg Friedrich HÄNDEL
Da Suíte para Teclado no. 5 em Mi maior, HWV 430:
4 – No. 4: Ária com Variações, “The Harmonious Blacksmith”

Ludwig van BEETHOVEN
5 – Seis Escocesas, WoO 83

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)
6 – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op. 66

Gioachino Antonio ROSSINI (1792-1868)
Das Soirées Musicales:
7 – No. 8: La Danza (Tarantella Napolitana)

Felix MENDELSSOHN
Das Canções sem Palavras:
8 – Allegro non troppo (Op. 53 no. 2) – Allegretto grazioso (Op. 62 no. 6, Frühlingslied) – Presto (Op. 67 no. 4, La Fileuse)

Ferenc LISZT
Dos Liebesträume, Noturnos para piano, S. 541:
9 – No. 3 em Lá bemol maior

Edvard Hagerup GRIEG (1843-1907)
Do Peças Líricas, Livro III, Op. 43:
10 – No. 1: Papillon

Antonín Leopold DVOŘÁK (1841-1904)
Das Oito Humoresques, Op. 101:
11 – No. 7 em Sol bemol maior

Pyotr TCHAIKOVSKY
Das Estações, Op. 37a:
12 – No. 11: Novembro (Troika)

Sergey Sergeyevich PROKOFIEV (1891-1953)
Das Dez Peças para piano, Op. 12:
13 – No. 2: Gavota em Sol menor

Claude DEBUSSY
14 – La Plus que Lente, L. 121

Isaac Manuel Francisco ALBÉNIZ y Pascual (1860-1909)
Da Suíte Espanhola no. 1, Op. 47:
15 – No. 3: Sevilla

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE


Volume 12: CLÁSSICOS FAVORITOS III

Johann Sebastian BACH
Concerto em Ré menor, BWV 974 (transcrição do Concerto para oboé de Alessandro Marcello):
1 – Allegro
2 – Adagio
3 – Allegro

Ludwig van BEETHOVEN
Transcrição de Ferenc Liszt (S. 464)
Da Sinfonia no. 5 em Dó menor, Op. 67:
4 – Allegro con brio

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)
Dos Improvisos para piano, Op. 90 (D. 899):
5 – No. 2 em Mi bemol maior

Robert SCHUMANN
6 – Arabeske em Dó maior, Op. 18

Ferenc LISZT
Das Soirées de Vienne d’après Schubert, S. 427:
7 – No. 6: Valse-caprice

Claude DEBUSSY
Das Deux Arabesques, L. 66:
8 – No. 1 em Mi maior

Christian August SINDING (1856-1941)
Das Seis Peças, Op. 32:
9 – No. 3: Frühlingsrauschen

Manuel de FALLA
De La Vida Breve, ópera em dois atos:
10 – Dança Espanhola no. 1 (arranjo do compositor)

Pyotr TCHAIKOVSKY
Das Estações, Op. 37:
11 – No. 6: Junho (Barcarola)

Sergei RACHMANINOFF
Dos Études-Tableaux, Op. 39:
12 – No. 9 em Ré maior

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Arthur Moreira Lima, piano

Gravações realizadas na Saint Philip’s Church em Londres, Reino Unido, em 1998
Piano Steinway and Sons
Engenheiro de som: Peter Nichols
Direção Musical, produção, edição e masterização por Rosana Martins Moreira Lima



Fãs de Arthur encontram-se doravante INTIMADOS a ouvir o podcast “Conversa de Pianista”, do Instituto Piano Brasileiro, em que nosso ídolo conversa com o incrível Alexandre Dias, e que foi ao ar em 2020:

“1ª parte da entrevista do pianista Arthur Moreira Lima a Alexandre Dias, em que ele falou sobre como o piano começou em sua vida, suas primeiras aulas em família, seus primeiros recitais quando criança prodígio, e suas aulas com a grande professora Lúcia Branco, que o levou a participar do I Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro do 1957. Também comentou sobre grandes pianistas a que assistiu nas décadas de 1940 e 1950. Foram mencionados alguns dos assuntos que serão conversados nos próximos episódios, com especial atenção para sua rica discografia, e também sua premiação em importantes concursos internacionais de piano, como o Concurso Chopin (1965), Concurso de Leeds (1969) e o Concurso Tchaikovsky (1970). Nossa homenagem e agradecimento ao grande pianista Arthur Moreira Lima, que em 2020 completa 80 anos”.

Quem apreciar a entrevista encontra-se também intimado a apoiar o Instituto Piano Brasileiro, desde o Brasil ou do Exterior.

Em mais uma homenagem a Fluminense Moreira Lima, oferecer-lhe-emos um álbum de figurinhas com os heróis da final da Copa Rio de 1952, que certamente fizeram Arthurzinho chorar de alegria. Eis o arqueiro Carlos José Castilho, o Castilho (1927-1987).

Vassily

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo (completo) e Suítes Orquestrais (idem) (Pinnock)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo (completo) e Suítes Orquestrais (idem) (Pinnock)

Mais um post do grande pai – dessa vez os deliciosos Concertos de Brandenburgo.  “Os Concertos de Brandeburgo ou Concertos de Brandenburgo (BWV 1046-1051, título original: Six Concerts avec plusieurs instruments, em alemão: Brandenburgische Konzerte) são uma coleção de seis peças musicais composta por Johann Sebastian Bach entre 1718 – 1721, dedicados e apresentados ao margrave de Brandenburg-Schwedt, Christian Ludwig em 1721. São amplamente considerados como expoentes do barroco na música, além de estar entre os clássicos mais populares. Estes trabalhos foram esquecidos na biblioteca do margrave até sua morte em 1734 quando foram vendidos por poucos centavos. Os concertos foram descobertos em arquivos de Brandemburgo no século XIX sendo publicados em 1850″ (wikipédia). Boa apreciação!

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo (completo) e Suítes Orquestrais (idem) (Pinnock)

DISCO 1

Brandenburg concerto No. 1 in F major, BWV 1046
01. 1 (Without tempo indication)
02. 2 Adagio
03. 3. Allegro
04. 4. Menuetto – Trio I – Polacca – Trio II

Brandenburg concerto No. 2 in F major, BWV 1047
05. 1. (Without tempo indication)
06. 2. Andante
07. 3. Allegro assai

Brandenburg concerto No. 3 in G major, BWV 1048
08. 1. (Without tempo indication)
09. 2. Adagio
10. 3. Allegro

Brandenburg concerto No. 4 in G major, BWV 1049
11. 1. Allegro
12. 2. Allegro
13. 3. Andante
14. 4. Presto

DISCO 2

Brandenburg concerto No. 5 in D major, BWV 1050
01. 1. Allegro
02. 2. Affetuoso
03. 3. Allegro

Brandenburg concerto No. 6 in B flat major, BWV 1051
04. 1. (Without tempo indication)
05. 2. Adagio ma non tanto
06. 3. Allegro

Orchestral Suite No. 1 in C major, BWV 1066
07. 1. Ouverture
08. 2. Courante
09. 3. Gavotte I-II
10. 4. Forlane
11. 5. Menuet I-II
12. 6. Bourrée I-II
13. 7. Passepied I-II

DISCO 3

Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067
01. 1. Ouverture
02. 2. Rondeau
03. 3. Sarabande
04. 4. Bourrée I-II
05. 5. Polonaise
06. 6. Menuet
07. 7. Badinerie
08. 8. Ouverture

Orchestral Suite No. 3 in D major, BWV 1068
09. 1. Ouverture
10. 2. Air
11. 3. Bourrée
12. 4. Gigue

Orchestral Suite No. 4 in D major, BWV 1069
13. 1. Ouverture
14. 2. Bourrée I-II
15. 3. Gavotte
16. 5. Menuet I-II
17. 6. Réjouissance

The English Concert
Trevor Pinnock, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Bach em pleno turismo tropical
Bach em pleno turismo tropical

Carlinus

J. S. Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 (Oberfrank)

J. S. Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 (Oberfrank)

A Paixão Segundo Mateus (em alemão Matthäuspassion) é uma das grandes peças compostas pelo grande pai, Johann Sebastian Bach. Trata-se de uma das obras mais excelsas que o ser humano já teve a capacidade de criar. A beleza e a monumentalidade da obra é um desafio à nossa inteligência. Ela possui toda a sofisticação que somente alguém como o maior compositor da música ocidental teria condições de imprimir. Bach baseou-se no Evangelho segundo Mateus para retratar paixão de Cristo – o tema do sofrimento e da morte de Jesus. O compositor possivelmente escreveu a obra em 1727. Parece clichê afirmar isso, mas foi somente em 1829 com Mendelssohn, que houve um resgate esplendoroso da obra de Johann Sebastian. Foi assim que pela primeira vez a obra foi apresentada fora de Leipzig e isso mais de um século depois. Foi aclamada pelo público, assim como o restante da obra de Bach. A gravação que ora apresento não é a de um Tom Koopman, de um Klemperer, de um Gardiner, de um Harnoncourt ou de um Herreweghe. Tentei fugir dessa referência e trouxe essa interpretação alternativa com Géza Oberfrank pela imortal Naxos. Apreciemos. Permitamos que ela nos envolva e nos console.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – A Paixão Segundo Mateus, BWV 244

DISCO 1

01. Nr. 1 Chor mit Choral (Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen!) (7:34)
02. Nr. 2 Rezitativ (Da Jesus diese Rede vollendet hatte) (0:33)
03. Nr. 3 Choral (Herzliebster Jesu, was hast du verbrochen) (0:47)
04. Nr. 4 Rezitativ und Chor (Da versammleten sich die Hohenpriester) (2:49)
05. Nr. 5 Rezitativ (Alt) (Du lieber Heiland du) (0:40)
06. Nr. 6 Arie (Alt) (Buß’ und Reu’) (4:14)
07. Nr. 7 Rezitativ (Da ging hin der Zwölfen einer) (0:30)
08. Nr. 8 Arie (Sopran) (Blute nur, du liebes Herz!) (4:47)
09. Nr. 9 Rezitativ und Chor (Aber am ersten Tage der süßen Brot) (1:48)
10. Nr. 10 Choral (Ich bin’s, ich sollte büßen) (0:50)
11. Nr. 11 Rezitativ (Er antwortete und sprach) (2:44)
12. Nr. 12 Rezitativ (Sopran) (Wiewohl mein Herz in Tränen schwimmt) (1:14)
13. Nr. 13 Arie (Sopran) (Ich will dir mein Herze schenken) (3:39)
14. Nr. 14 Rezitativ (Und da sie den Lobgesang gesprochen hatten) (0:56)
15. Nr. 15 Choral (Erkenne mich, mein Hüter) (0:59)
16. Nr. 16 Rezitativ (Petrus aber antwortete und sprach zu ihm) (1:01)
17. Nr. 17 Choral (Ich will hier bei dir stehen) (1:08)
18. Nr. 18 Rezitativ (Da kam Jesus mit ihnen zu einem Hofe) (1:32)
19. Nr. 19 Rezitativ (Tenor) mit Choral (O Schmerz!) (1:35)
20. Nr. 20 Arie (Tenor) mit Chor (Ich will bei meinem Jesu wachen) (5:25)
21. Nr. 21 Rezitativ (Und ging hin ein wenig) (0:42)
22. Nr. 22 Rezitativ (Bass) (Der Heiland fällt vor seinem Vater nieder) (0:47)
23. Nr. 23 Arie (Bass) (Gerne will ich mich bequemen) (4:27)
24. Nr. 24 Rezitativ (Und er kam zu seinen Jüngern) (1:13)
25. Nr. 25 Choral (Was mein Gott will) (1:27)
26. Nr. 26 Rezitativ (Und er kam und fand sie aber schlafend) (2:12)
27. Nr. 27 Arie mit Chor (So ist mein Jesus nun gefangen) (3:50)
28. Nr. 28 Rezitativ (Und siehe, einer aus denen) (2:02)
29. Nr. 29 Choral (O Mensch, bewein dein Sünde groß) (6:04)

DISCO 2

01. Nr. 30 Arie (Alt) mit Chor (Ach, nun ist mein Jesus hin!) (3:32)
02. Nr. 31 Rezitativ (Die aber Jesum gegriffen hatten) (0:52)
03. Nr. 32 Choral (Mir hat die Welt trüglich gericht’) (0:50)
04. Nr. 33 Rezitativ (Und wiewohl viel falsche Zeugen) (1:05)
05. Nr. 34 Rezitativ (Tenor) (Mein Jesus schweight zu falschen Lügen stille) (0:53)
06. Nr. 35 Arie (Tenor) (Geduld! Geduld!) (3:26)
07. Nr. 36 Rezitativ und Chor (Und der Hohepriester antwortete und sprach zu ihm) (2:03)
08. Nr. 37 Choral (Wer hat dich so geschlagen) (0:51)
09. Nr. 38 Rezitativ und Chor (Petrus aber saß draußen im Palast) (2:14)
10. Nr. 39 Arie (Alt) (Erbarme dich, mein Gott!) (7:06)
11. Nr. 40 Choral (Bin ich gleich von dir gewichen) (1:14)
12. Nr. 41 Rezitativ und Chor (Des Morgens aber hielten alle Hohepriester) (1:48)
13. Nr. 42 Arie (Bass) (Gebt mir meinen Jesum wieder!) (3:30)
14. Nr. 43 Rezitativ (Sie hielten aber einen Rat) (1:51)
15. Nr. 44 Choral (Befiehl du deine Wege) (1:12)
16. Nr. 45 Rezitativ und Chor (Auf das Fest aber hatte der Landpfleger Gewohnheit) (2:21)
17. Nr. 46 Choral (Wie wunderbarlich ist doch diese Strafe!) (0:47)
18. Nr. 47 Rezitativ (Der Landpfleger sagte) (0:11)
19. Nr. 48 Rezitativ (Sopran) (Er hat uns allen wohlgetan) (1:00)
20. Nr. 49 Arie (Sopran) (Aus Liebe will mein Heiland sterben!) (4:49)
21. Nr. 50 Rezitativ und Chor (Sie schrieen aber noch mehr und sprachen) (1:52)
22. Nr. 51 Rezitativ (Alt) (Erbarm es Gott!) (0:48)
23. Nr. 52 Arie (Alt) (Können Tränen meiner Wangen Nichts erlangen) (6:26)

DISCO 3

01. Nr. 53 Rezitativ und Chor (Da nahmen die Kriegsknechte des Landpflegers Jesum zu sich in das Richthaus) (1:01)
02. Nr. 54 Choral (O Haupt voll Blut und Wunden) (2:25)
03. Nr. 55 Rezitativ (Und da sie ihn verspottet hatten) (0:44)
04. Nr. 56 Rezitativ (Bass) (Ja! freilich will in uns das Fleisch und Blut) (0:32)
05. Nr. 57 Arie (Bass) (Komm, süßes Kreuz, so will ich sagen) (6:27)
06. Nr. 58 Rezitativ und Chor (Und da sie an die Stätte kamen mit Namen Golgatha) (3:22)
07. Nr. 59 Rezitativ (Alt) (Ach Golgatha, unsel’ges Golgatha!) (1:13)
08. Nr. 60 Arie (Alt) mit Chor (Sehet, Jesus hatdie Hand) (3:13)
09. Nr. 61 Rezitativ und Chor (Und von der sechsten Stunde an war eine Finsternis über das ganze Land) (2:02)
10. Nr. 62 Choral (Wenn ich einmal soll scheiden) (1:27)
11. Nr. 63 Rezitativ und Chor (Und siehe da, der Vorhang im Tempel) (2:14)
12. Nr. 64 Rezitativ (Bass) (Am Abend, da es kühle war) (1:24)
13. Nr. 65 Arie (Bass) (Mache dich, mein Herze rein) (7:44)
14. Nr. 66 Rezitativ und Chor (Und Joseph nahm den Leib) (2:20)
15. Nr. 67 Rezitativ (Solisten und Chor) (Nun ist der Herr zur Ruh gebracht) (1:37)
16. Nr. 68 Chor (Wir setzen uns mit Tränen nieder) (6:27)

József Mukk, evangelist
István Gáti, Jesus
Judit Németh, first Witness
Peter Köves, Judas
Péter Cser, Pilatos
Ferenc Korpás, First High Priest
Rózsa Kiss, Pilate’s Wife
Hungarian State Symphony Orchestra
Hungarian Festival Choir
Children’s Choir Of The Hungarian Radio
János Remémyi, chorus Master
Géza Oberfrank, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

São Mateus, dizem.
São Mateus, dizem.

Carlinus

J. S. Bach (1685-1750): Alles mit Gott (Gardiner)

J. S. Bach (1685-1750): Alles mit Gott (Gardiner)

Grande sucesso de vendas, este CD é um dos melhores lançamentos da discografia mais recente. Ignoro qual foi a inspiração ou motivação para este lançamento de grandes árias e corais de Bach, o que sei é que é um CD raro por sua qualidade e pela originalidade da coletânea. As maravilhosas vozes envolvidas e a orquestra de Gardiner garante um disco perfeito com seus mais notáveis momentos nas faixas 1, 7, 8 e 10. Obrigatório baixar este CD que foi presenteado ao blog por um de nossos leitores-ouvintes. Desconheço outra introdução melhor e mais “alternativa” à música vocal de meu pai. Repito: desconheço a história ou motivação deste disco, apenas atesto-lhe a imensa qualidade.

J. S. Bach (1685-1750): Alles mit Gott (Gardiner)

Alles Mit Gott Und Nichts Ohn’ Ihn, BWV 1127
1 Birthday Ode For Duke Wilhelm Ernst of Saxe-Weimar, 1713

Cello – Alison McGillivray
Lute – David Miller (7)
Organ – Silas John Standage*
Soprano Vocals – Elin Manahan Thomas
12:20
From The Bach Cantata Pilgrimage:
Himmelskönig, Sei Willkommen, BWV 182
2 No. 1 Sinfonia

Recorder – Catherine Latham
Violin – Maya Homburger
2:05
3 No. 2 Coro – Himmelskönig, Sei Willkommen 3:06
Widerstehe Doch Der Sünde, BWV 54
4 No. 1 Aria – Widerstehe Doch Der Sünde

Alto Vocals – Nathalie Stutzmann
8:08
Gott Ist Mein König, BWV 71
5 No. 7 Coro – Du Wolltest Dem Feinde 3:26
Mein Gott, Ach Wie Lange? BWV 155
6 No. 4 Aria – Wirf, Mein Herze, Wirf Dich Noch

Soprano Vocals – Joanne Lunn
2:19
Jesu, Der Du Meine Seele, BWV 78
7 No. 2 Aria (Duetto) – Wir Eilen Mit Schwachen

Alto Vocals – Robin Tyson
Soprano Vocals – Malin Hartelius
4:32
Singet Dem Herrn Ein Neues Lied, BWV 190
8 No. 5 Aria (Duetto) – Jesus Soll Mein Alles Sein

Bass Vocals – Peter Harvey
Tenor Vocals – James Gilchrist
Viola d’Amore – Katherine McGillivray
3:40
Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt, BWV 151
9 No. 1 Aria – Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt

Flute – Rachel Beckett
Soprano Vocals – Gillian Keith
10:01
Sehet! Wir Gehen Hinauf Gen Jerusalem, BWV 159
10 No. 4 Aria – Es Ist Vollbracht

Bass Vocals – Peter Harvey
Oboe – Xenia Löffler
7:31
11 No. 5 Choral – Jesu, deine Passion 1:40

Composer: Johann Sebastian Bach
Conductor: John Eliot Gardiner
Performer: Peter Harvey, Alison McGillivray, Rachel Beckett, David Miller, English Baroque Soloists

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions; Chromatic Fantasia & Fugue

J. S. Bach (1685-1750): Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions; Chromatic Fantasia & Fugue

Pois é, mais um desta série que irá longe. Não sou um apaixonado pelas curtas Invenções em duas e três partes para teclado, mas a Fantasia que abre o CD e a Fantasia e Fuga Cromática que o fecha são absolutamente matadoras, de absurda beleza. Vocês podem pensar que somos doidos varridos, mas eu e minha mulher dançamos a Fantasia BWV 906 aqui na sala de casa. Nada nos impedia e não havia ninguém nos filmando para depois colocar no YouTube… Então, tudo bem! Vocês podem tentar, afinal o domingo é um bom dia para loucuras.

J. S. Bach (1685-1750):
Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions;
Chromatic Fantasia & Fugue

1. Fantasia In C Minor, BWV906
2. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 1 In C Major
3. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 2 In C Minor
4. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 3 In D Major
5. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 4 In D Minor
6. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 5 In E Flat Major
7. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 6 In E Major
8. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 7 In E Minor
9. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 8 In F Major
10. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 9 In F Minor
11. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 10 In G Major
12. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 11 In G Minor
13. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 12 In A Major
14. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 13 In A Minor
15. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 14 In B Flat Major
16. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 15 In B Minor
17. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 1 In C Major
18. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 2 In C Minor
19. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 3 In D Major
20. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 4 In D Minor
21. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 5 In E Flat Major
22. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 6 In E Major
23. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 7 In E Minor
24. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 8 In F Major
25. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 9 In F Minor
26. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 10 In G Major
27. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 11 In G Minor
28. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 12 In A Major
29. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 13 In A Minor
30. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 14 In B Flat Major
31. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 15 In B Minor
32. Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor, BWV903: Fantasia
33. Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor, BWV903: Fugue

Angela Hewitt, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Um super show, Angie.
Um super show, Angie.

PQP (postagem original de 2017)

J. S. Bach e A. Vivaldi: Magnificat & Concerti

J. S. Bach e A. Vivaldi: Magnificat & Concerti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O que pode acontecer quando Jordi Savall resolve fazer um concerto com repertório de Bach e Vivaldi e convida Pierre Hantaï e Pablo Valetti (do Café Zimmermann) e mais a La Capella Reial de Catalunya para participarem dele? E ainda toca sua viola da gamba? Bem, meus caros, quem não consegue imaginar o resultado ouça o disco para comprovar a perfeição e adentrar no nirvana. Este concerto foi gravado ao vivo em 2013 na Capela Real de Versalhes e eu sugiro que você não apenas ouça como decore cada nota.

J. S. Bach e A. Vivaldi: Magnificat & Concerti

01 – Antonio Vivaldi – Concerto con 2 violini e viola da gamba, archi e continuo, RV 578 I. Adagio e spiccato – Allegro
02 – Antonio Vivaldi – Concerto con 2 violini e viola da gamba, archi e continuo, RV 578 II. Larghetto
03 – Antonio Vivaldi – Concerto con 2 violini e viola da gamba, archi e continuo, RV 578 III. Allegro

04 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 I. Magnificat
05 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 II. Et exultavit
06 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 III. Et misericordia eius
07 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 IV. Fecit potentiam
08 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 V. Deposuit potentes
09 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 VI. Esurientes
10 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 VII. Suscepit Israel
11 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 VIII. Sicut locutus est
12 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 IX. Gloria Patri
13 – Antonio Vivaldi – Magnificat en Sol mineur, RV 610 X. Sicut erat in principio

14 – Johann Sebastian Bach – Concerto pour clavecin en Re mineur, BWV 1052 I. Allegro
15 – Johann Sebastian Bach – Concerto pour clavecin en Re mineur, BWV 1052 II. Adagio
16 – Johann Sebastian Bach – Concerto pour clavecin en Re mineur, BWV 1052 III. Allegro

17 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 I. Magnificat
18 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 II. Et exultavit
19 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 III. Quia respexit
20 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 IV. Omnes generationes
21 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 V. Quia fecit mihi magna
22 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 VI. Et misericordia
23 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 VII. Fecit potentiam
24 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 VIII. Deposuit potentes
25 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 IX. Esurientes
26 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 X. Suscepit Israel
27 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 XI. Sicut locutus est
28 – Johann Sebastian Bach – Magnificat en Re majeur, BWV 243 XII. Gloria Patri

Personnel:
Hanna Bayodi-Hirt, Johannette Zomer soprano / Damien Guillon – contreténor / David Munderloh – ténor / Stephan MacLeod – baryton

La Capella Reial de Catalunya
et participants sélectionnés de la IIIe Académie 2013

Le Concert des Nations
Pierre Hantaï – clavecin
Manfredo Kraemer, Pablo Valetti – violini concertanti

Jordi Savall – viole de gambe et direction

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Jordi Savall ePierre Hantaï: Talento demais para poucos pixels.
Jordi Savall ePierre Hantaï: Talento demais para tão poucos pixels.

PQP (2016)

J. S. Bach: 7 Toccatas BWV 910-916 (C. Jaccottet, cravo)

Após repostar os discos que aparecem logo abaixo neste blog, com as Toccatas de Bach em pianos modernos, resolvi ouvir no Youtube algumas gravações de cravistas. Pinnock: muito bom. Esfahani: muito bom. Até aí, nenhuma surpresa. A surpresa veio com essa gravação feita nos anos 1990 pela cravista suíça que não é tão famosa assim. Os mais velhos talvez se lembrarão do nome dela acompanhando Arthur Grumiaux nas sonatas de Bach para violino e cravo. Mas as gravações solo dela parecem ser um segredo guardado por poucos aficcionados.

Os timbres do cravo variam bastante entre as toccatas. Assim como os andamentos. Como alguém que ouviu com alguma atenção as várias toccatas de Alessandro Scarlatti (aqui), dou o meu palpite sobre esse enigmático gênero barroco: não se trata de exercícios para demonstrar virtuosismo. Não se trata de “se amostrar”. A grande questão na toccata é a liberdade da fantasia, o inesperado, a surpresa: pouco adianta analisar a competência (ou incompetência) do contraponto nos momentos fugato – há uma entrevista de Gould, citada no libreto do disco recém re-postado, na qual ele critica o contraponto do jovem Bach autor das toccatas em comparação com o autor maduro do Cravo Bem Temperado. Esse tipo de crítica é bem irrelevante quando se trata de toccata barroca: o importante aqui é a invenção, até um certo gosto pelas colagens de trechos que não combinam muito entre si: aqui uma fuga, ali umas escalas soltas, depois uma parada dramática seguida de nova fuga… Estamos longe das grandes formas cheias de simetrias e estamos perto do… coração? ou ao menos perto da liberdade dos dedos do cravista J.S. Bach, mas dedos que – repito – estão menos preocupados em se amostrar e mais preocupados em se divertir.

J.S. Bach: Toccatas
1. Toccata BWV 910
2. Toccata BWV 911
3. Toccata BWV 912
4. Toccata BWV 913
5. Toccata BWV 914
6. Toccata BWV 915
7. Toccata BWV 916

Christiane Jaccottet, cravo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Estátua de Bach em Weimar, onde ele provavelmente escreveu as Toccatas

Pleyel

J. S. Bach (1685-1750): 7 Toccatas BWV 910-916 (G. Gould)

J. S. Bach (1685-1750): 7 Toccatas BWV 910-916 (G. Gould)

00

IM-PER-DÍ-VEL !!!! é pouco para esta criação e recreação de Glenn Gould. Talvez seja a mais radical experiência do pianista com seu amado Bach. Aqui, ele usa da mesma ousadia que utilizou com Mozart e Wagner e o resultado é estupendo. Conheci Gould através destas gravações onde ele canta enquanto toca e nas quais as partes lentas se arrastam e as rápidas voam. Glenn Gould obedeceu ao significado do termo “Toccata” de forma exemplar: afinal, a Toccata) é um gênero que enfatiza a destreza do intérprete. São composições para teclado nas quais uma das mãos e depois a outra realizam corridas virtuosísticas e brilhantes passagens em cascata contra uma acompanhamento de acordes na outra mão. A tocata barroca tem mais seções e aumentou de tamanho, intensidade e virtuosidade em relação à versão Renascentista, com frequência possui corridas rápidas e arpejos alternando com acordes ou seções de fuga. Algumas vezes falta a indicação regular de tempo e quase sempre tem um sentido de improvisação. Podem acreditar: Glenn Gould entendeu direitinho o espírito da coisa.

Indico fortemente este CD a todos os pequepianos.

J. S. Bach (1685-1750): 7 Toccate BWV 910-916 (Glenn Gould 1963/79/80)

01.Toccata in re maggiore BWV 912 (14:01)
02.Toccata in fa diesis minore BWV 910 (11;43)
03.Toccata in re minore BWV 913 (17:08)

01.Toccata in do minore BWV 911 (11:13)
02.Toccata in sol minore BWV 915 ((8:44)
03.Toccata in sol maggiore BWV 916) (8:52)
04.Toccata in mi minore BWV 914 (8:39)

Glenn Gould, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gould + Bach: costuma dar certo
Gould + Bach: costuma dar certo

PQP (postagem revalidada por Pleyel)

J. S. Bach: Todas as Toccatas (Laurent Cabasso)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Minha mentalidade de quinta série não sossegou enquanto não conheceu Cabasso. Esta é a primeira entrada dele em nosso blog. Antes, ele arrebentou na minha casa com enorme sucesso. Cabasso é um pianista que aborda as amadas Toccatas de Bach com competência e originalidade. As Toccatas para Teclado, BWV 910–916, são sete obras escritas originalmente para cravo. Embora as peças não tenham sido originalmente organizadas em uma coleção pelo próprio Bach (como a maioria de suas outras obras para teclado, como o Cravo Bem Temperado e as Suítes Inglesas, Francesas, etc.), elas compartilham muitas semelhanças e são frequentemente agrupadas e executadas juntas sob um título coletivo. As primeiras fontes das Toccatas BWV 910, 911 e 916 aparecem em manuscritos de 1707 — quando Bach tinha 22 anos — e 1713. As obras têm seções altamente contrastantes, rapsódicas e passagens em fugas, em oposição ao formato mais familiar de prelúdio e fuga de dois movimentos.

J. S. Bach: Todas as Toccatas (Laurent Cabasso)

1. Toccata in G Major, BWV 916 (07:15)
2. Toccata in C Minor, BWV 911 (10:44)
3. Toccata in D Minor, BWV 913 (12:39)
4. Toccata in E Minor, BWV 914 (07:21)
5. Toccata in F-Sharp Minor, BWV 910 (10:47)
6. Toccata in G Minor, BWV 915 (08:18)
7. Toccata in D Major, BWV 912 (10:33)

Laurent Cabasso, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Finalmente, a aguardada estreia de Cabasso no PQP Bach

PQP (post original de 2021)

J.S. Bach (1685-1750): Cantata do Café e dos Camponeses (Hogwood)

J.S. Bach (1685-1750): Cantata do Café e dos Camponeses (Hogwood)

Esplêndido CD com Emma Kirkby — musa ruiva preferencial de FDP Bach — em grande forma. Junto com ela e também na ponta dos cascos, a Academy of Ancient Music sob a direção de Christopher Hogwood. Um disco já antiguinho, mas delicioso com as duas Cantatas profanas mais famosas de nosso pai. Se você ouvir bem, sairá cantarolando as melodias por todo o fim-de-semana. Elas grudam, viu?

Schlendrian é um pai grosseiro e está preocupadíssimo porque sua filha Lieschen entregou-se à nova mania de tomar café. Todas as promessas e ameaças para desviá-la de tão detestável hábito foram infrutíferas até que, para dissuadi-la, ofereceu-lhe um marido. Lieschen aceita a idéia com entusiasmo e o pai parte apressadamente para conseguir-lhe um. Esta é a idéia principal da Cantata do Café, obra cômica de J. S. Bach, uma mini-ópera, que foi apresentada entre 1732 e 1735 na Kaffeehaus de Zimmermann, em Leipzig. A primeira Kaffeehaus da cidade foi aberta em 1694 — o café chegara à Alemanha em 1670 — e em 1735 a burguesia podia escolher entre oito privilegiadas casas.

A Kaffeekantate, BWV 211, foi encomendada a Bach por Zimmermann e é, em parte, uma ode ao produto (sim, puro merchandising) e, de outra parte, uma punhalada no movimento existente na Alemanha para impedir seu consumo pelas mulheres. Acreditava-se que o “negro veneno” pudesse causar descontrole e esterilidade ao sexo frágil, mas Bach, em troca do pagamento de Zimmermann, ignorou estes terríveis perigos. Senão, talvez não musicasse uma ária que diz: “Ah, como é doce o seu sabor. / Delicioso como milhares de beijos, / mais doce que um moscatel. / Eu preciso de café”; e nem nos brindaria com estas delicadezas…: “Paizinho, não sejas tão mau. / Se eu não beber meu café / as minhas curvas vão secar / as minhas pernas vão murchar / ninguém comigo irá casar”.

Bach aprendera muito bem, em sua vida familiar e em seu trabalho como professor, que influenciar os jovens não era assim tão fácil. Portanto, adicionou um recitativo no qual os planos de Lieschen são revelados: o homem que quiser casar com ela terá de consentir numa cláusula: o contrato matrimonial preverá que ela possa tomar café sempre que lhe apetecer.

No final, há um breve coro de três cantores, onde o café e a evolução são admitidos como coisas inevitáveis. Esta Cantata — ao lado de outras poucas obras vocais profanas — é uma evidente exceção na obra de Bach. O compositor, que possui a injusta fama de sério, aceitou o convite de Zimmermann para compor uma propaganda de seu Café e, como quase sempre fazia, produziu uma obra-prima, uma pequena comédia que funciona tanto no palco quanto nas salas de concertos. O efeito da primeira apresentação deve ter sido consideravelmente ampliado pelo fato de que às mulheres não era permitido cantar em cafés (nem em igrejas) e o papel de Lieschen foi, provavelmente, interpretado por um cantor em falsete. Bach, com o auxílio do poeta Picander, construiu dois personagens muito humanos e verossímeis: um pai resmungão e rústico e uma filha obstinada e cheia de caprichos. O compositor parece estar à vontade ao traçar a caricatura do pai com o baixo pesado, os ritmos acentuados e a prescrição con pompa, enquanto os violinos rosnam para indicar seu temperamento irascível.

Quando ele ameaça privar Lieschen de sua saia-balão de última moda, Bach indica seu tremendo diâmetro de forma escandalosa. A ária de Lieschen em louvor ao café é convencional, tão convencional que parece que o compositor quer insinuar que ela futilmente adotara tal hábito apenas para seguir a moda, o que seria um gol contra para Zimmermann. Entretanto, seu entusiasmo por um possível marido não é simulado… A alegria expressa na melodia em ritmo de dança popular é contagiosa. Para os puristas, o divino e sacro Bach chega a ser grosseiro: afinal, quando Lieschen diz que quer um amante fogoso e robusto, os violinos e as violas silenciam, como para deixar bem clara aos ouvintes a afirmativa sem rodeios. O Café Zimmermann deve ter vindo abaixo…

J.S. Bach (1685-1750): Cantata do Café e dos Camponeses

1. “Coffee Cantata” BWV211 – Schweigt stille, plaudert nicht…Hat man nicht mit seinen Kindern 4:10
2. “Coffee Cantata” BWV211 – Ei! wie schmeckt der Coffee susse 5:08
3. “Coffee Cantata” BWV211 – Mädchen, die von harten Sinnen 3:49
4. “Coffee Cantata” BWV211 – Heute noch 7:06 Album Only
5. “Coffee Cantata” BWV211 – Die Katze lässt das Mausen nicht 4:24

6. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 1. Ouverture The Academy of Ancient Music 2:10
7. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 2-3. Mer hahn en neue Oberkeet…Nu, Mieke, gib dein Guschel immer her 1:18
8. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 4-5 Ach es schmeckt doch gar zu gut 1:20
9. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 6-7. Ach, Herr Schösser, geht nicht gar zu schlimm 1:34
10. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 8-9. Unser trefflicher, lieber Kammerherr 2:06
11. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 10-11: Das ist galant, es spricht niemand 1:51
12. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 12-13. Fünfzig Taler bares Geld 1:08
13. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 14-15: Klein-Zsocher müsse so zart und süße 5:51
14. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 16-17: Es nehme zehntausend Dukaten 0:58
15. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 18-19: Gib, Schöne, viel Söhne 0:48
16. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 20-21: Dein Wachstum sei feste 5:57
17. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 22. Arie: Und daß ihr’s alle wißt 1:12
18. Mer hahn en neue Oberkeet Cantata, BWV 212 “Peasant Cantata” – 24. Chor (Duetto): Wir gehn nun, wo der Dudelsack 1:04

Emma Kirkby
David Thomas
Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Esses aí não conseguem mais parar de tomar café nem de cantar. Vicia.
Esses aí não conseguem mais parar de tomar café. Nem de cantar. É que vicia.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo (Cocset, completas)

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo Solo (Cocset, completas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A gravação definitiva, enquanto não chegar outra para ocupar o cargo.

Não vou escrever longamente sobre todos os registros das Suítes que ouvi nos últimos… bem, mais de quarenta anos, certamente. Gostava imensamente de Maurice Gendron e custei muito a passar minha preferência para Janos Starker, com quem fiquei por pouco tempo, logo passando a Anner Bylsma.

As famosíssimas versões de Yo-Yo Ma, Antônio Meneses e Mstislav Rostropovich são muito, mas muito mesmo, insatisfatórias. O trio é merecidamente famoso por trabalhos realizados fora da música barroca. Não é fácil adaptar-se à sonoridade toda própria destas obras. Eu, particularmente, acho muito chata a gravação para cumprir tabela do grande Rostropovich. É apenas correta. Os críticos a detonaram… Mas vende mais do que qualquer outra… Em razão da ignorância dos ouvintes, claro. O próprio Rostropovich, em entrevista à Gramophone na edição em que seu CD sofria críticas bastante severas, sugeriu discretamente que não tinha nada a acrescentar a um repertório que lhe era estranho.

Vamos a Cocset! Bruno Cocset não é apenas um violoncelista especializado no barroco que interpreta as suítes com um senso de estilo claro e definido. Sua gravação, realizada para a maravilhosa Alpha – que lhe fez uma belíssima caixa – tem algumas novidades que julgo muito boas. Não tenho condições de avaliar a utilização da corda mais alta estar afinada para sol em vez de lá na Quinta Suíte, nem da Sexta Suíte possuir uma quinta corda afinada para mi adicionada às quatro cordas habituais do cello (são exigências do compositor que Cocset obedeceu e não creio que outros além de Bylsma o tenham feito). O que me interessa é a tomada do som. Cada suíte foi gravada continuamente, sem interrupções, como num concerto. Cocset pensou que isso daria maior integridade à execução. Funcionou! Não houve correções e nós ouvimos alguns sons de marcenaria que a mim não incomodam nem um pouco. Até pelo contrário, gosto muito e o resultado é um ambiente de concerto que me deixa meio hipnotizado. Bom, opiniões…

O registro foi gravado em outubro de 2001 em Paris, na Chapelle de l`Hôpital Notre-Dame de Bon Secours . E é arrepiante de cabo a rabo.

Suítes para Violoncelo Solo 

CD 1:

1. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Prelude
2. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Allemande
3. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Courante
4. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Sarabande
5. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Menuett
6. Suite No. 1, S. 1007 In G Major: Gigue

7. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Prelude
8. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Allemande
9. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Courante
10. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Sarabande
11. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Menuett
12. Suite No. 2, S. 1008 In D Minor: Gigue

13. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Prelude
14. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Allemande
15. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Courante
16. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Sarabande
17. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Bouree
18. Suite No. 3, S. 1009 In C Major: Gigue

CD 2:

1. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Prelude
2. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Allemande
3. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Courante
4. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Sarabande
5. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Bourree
6. Suite No. 4, S. 1010 In E-Flat Major: Gigue

7. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Prelude
8. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Allemande
9. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Courante
10. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Sarabande
11. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Gavotte
12. Suite No. 5, S. 1011 In C Minor: Gigue

13. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Prelude
14. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Allemande
15. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Courante
16. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Sarabande
17. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Gavotte
18. Suite No. 6, S. 1012 In D Major: Gigue

Bruno Cocset, violoncelo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Bruno Cocset e um amigo
Bruno Cocset e um amigo

PQP

JS Bach (1685 – 1750): Motetos BWV 225 – 230 – Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

JS Bach (1685 – 1750): Motetos BWV 225 – 230 – Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

De volta para o futuro…

Imagine que você foi acometido de uma amnésia musical, teve todas as lembranças de discos e audições de intérpretes preferidos varridas de sua memória. Suponha também que tudo o que você dispõe para reconstruir (ou construir, uma vez que não ficaram lembranças) seu gosto musical, suas preferências por repertório e intérpretes, são discos recentes, recém lançados ou lançados a não mais do que dois anos… Só as novidades!

Lembram? Pois então, em outra postagem nesta linha – De volta para o futuro – visitamos outra coleção de obras de Bach que consegue alcançar níveis altíssimos, mesmo para os padrões do padroeiro do blog: a coleção dos motetos.

Essas obras maravilhosas são o ápice de um gênero que já era arcaico nos dias de Bach e vinha sendo praticada inclusive por membros de sua família de gerações anteriores.

Mesmo que eu não houvesse ouvido interpretações dessas obras que eu adoro, se ouvisse apenas essa gravação dos motetos de Bach, garanto-vos, apaixonar-me-ia completamente por eles. O disco é espetacular. Há essencialmente duas maneiras de interpretar essas obras – a capela ou coro acompanhado por um grupo de instrumentos do tipo baixo contínuo. Nesta gravação adota-se a segunda opção, com um grupo é de seis instrumentos, incluindo alaúde e teorba.

Além dos seis motetos (atribuídos) a Bach, esta gravação inclui outras quatro peças de compositores bem anteriores a Bach, intercaladas entre os motetos. Dessa forma, os intérpretes seguem uma tradição dos dias de Bach, que intercalava com peças antigas, conhecidas das congregações, as peças mais recentemente compostas. Veja que os motetos têm suas letras em alemão e as outras peças são em latim.

Raphaël Pichon

Os motetos de Bach são bastante diferentes uns dos outros, assim como os Concertos de Brandemburgo. O disco começa e termina com dois dos mais festivos. Lobet den Herrn, alle Heiden começa exortando-nos a louvar o Senhor e Singet dem Herrn ein neus Lied é exatamente o que Bach fez, cantou muitas novas canções para o Senhor. Entre essas duas lindas peças, outros três motetos relativamente curtos: o contrito Komm, Jesu, Komm; aquele que trata do Espírito elevando nossas faltas (Der Geist hilft unser Schwachheit auf); o que eu acho especialmente reconfortante, Fürchte dich nicht, ich bin bei dir – Não tenhas medo, eu estou com você. Além destes três, temos o moteto que afirma: Jesu, meine Freude, o mais longo e possivelmente o mais conhecido.

O coro e orquestra Pygmalion com seu regente Raphaël Pichon já andou aqui pelo blog gravações que poderiam ser consideradas da mesma série: De volta para o futuro! Veja a seguir, se você não percebeu ou se já esqueceu…

Bach (1685 – 1750): Matthäus Passion – Ensemble Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

J. S. Bach (1685-1750): Missae Breves, BWV 234 & 235 (Pygmalion)

Neste lançamento, a abertura do disco, a primeira faixa, Lobet den Herrn, alle Heiden, inicia com um tuti: cantores e instrumentistas abrem os trabalhos num acorde felicíssimo. Esse primeiro moteto tem uma parte central mais lenta e termina em grandes aleluias…

A peça que segue é de Vincenzo Bertolusi, uma cantilena em latim, que estabelece o tom do próximo moteto de Bach, o Komm, Jesu, Komm, com as diferentes vozes se alternando, cheio de pausas e mudanças de andamento. E depois o moteto do Espírito, Der Geist hilft unser Schwachheit auf. A obra de Bertolusi é intitulada Osculetur me osculo oris sui (Ele me beijou com o beijo da boca), que certamente vem do Cântico dos Cânticos.

Esses dois lindos motetos são seguidos de uma obra de Hieronimus Praetorius, um canticum sacrum, que os cantores devem ter adorado cantar, pois termina em outra linda série de aleluias, ressoando de uma voz para a outra.

Então temos o moteto que eu particularmente gosto, o Não tenhas medo, seguido de uma peça de Jacobus Gallus, em latim, dizendo: Veja como morrem os justus, ao qual seguirá o enorme Jesu, meine Freude. A propósito, quatro dos motetos foram escritos especialmente para funerais.

Depois do motetão, uma peça da ensolarada Itália, de Veneza, composta por Giovanni Gabrieli, Jubilate Deo, que nos prepara para a última peça do disco, Cante ao Senhor um canto novo! Um programa musical sem defeitos. Mas, se você é mais purista, pode facilmente arranjar para ouvir os seis motetos de Bach sem as outras peças. De qualquer forma, achei o disco altamente viciante.

Essas peças são religiosas, mas mesmo que você não seja assim, tão carola, ou desconfie mais do que crê, não hesite em ouvir o disco, pois a música é boa, ótima mesmo, e o coro vai te colocar para dançar em diversas partes.

 Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

 Lobet den Herrn, alle Heiden, BWV 230
  1. Lobet den Herrn, alle Heiden

Vincenzo Bertolusi (1550 – 1608)

 Promptuarium musicum, Pars Tertia
  1. Osculetur me osculo oris sui

Johann Sebastian Bach

 Komm, Jesu, komm, BWV 229
  1. Komm, Jesu, komm
 Der Geist hilft unser Schwachheit auf, BWV 226
  1. Der Geist hilft unser Schwachheit auf

Hieronimus Praetorius (1560 – 1629)

 Cantiones sacrae de praecipuis festis totius anni
  1. Tulerunt Dominum meum

Johann Sebastian Bach

 Fürchte dich nicht, ich bin bei dir, BWV 228
  1. Fürchte dich nicht, ich bin bei dir

Jacobus Gallus (1550 – 1591)

 Opus musicum
  1. Ecce quomodo moritur justus

Johann Sebastian Bach

Jesu, meine Freude, BWV 227
  1. Jesu, meine Freude
  2. Unter deinen Schirmen
  3. Denn das Gesetz des Geistes
  4. Trotz dem alten Drachen
  5. Ihr aber seid nicht fleischlich
  6. Weg mit allen Schätzen
  7. So aber Christus in euch ist
  8. Gute Nacht, o Wesen
  9. So nun der Geist
  10. Weicht, ihr Trauergeister

Giovanni Gabrieli (1554/57 – 1612)

Symphoniae sacrae I
  1. Jubilate Deo

Johann Sebastian Bach

Singet dem Herrn ein neues Lied, BWV 225
  1. Singet dem Herrn ein neues Lied
  2. Wie sich sein Vater erbarmet
  3. Lobet den Herrn in seinen Taten

Pygmalion

Raphaël Pichon

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 190 MB

J.S. Bach’s six authenticated motets are perfectly crafted, audacious, and mesmerizingly inventive, fully conveying the emotional and theological import of their text. They also demand extraordinary virtuosity from the singers, a requirement fully met in this new recording.

The recording is first-rate, clear with just enough room ambiance to warm the choral sound and with a well-balanced continuo group. Pichon’s thoughtful introductory notes clearly show his love of this music

A revista inglesa BBC Music Magazine disse: Pichon favours brisk tempos and draws lively and crisply articulated singing from his vocal ensemble. Textures are luminous and transparent, though just occasionally I found phrases a shade too clipped. But these are performances that are fullblooded and generously endowed with illustrative vocal gestures which enhance the text. Indeed, the attention afforded the texts is one of the great virtues of this singing.

Além disso, deu apenas quatro em cinco estrelas para o lançamento. Eu acho que é bairrismo ou mesmo dor-de-cotovelo.

Aproveite!

René Denon

JS Bach (1685 – 1750): Concertos para piano e orquestra BWV 1052 • 1053 • 1054 • 1056 – Amsterdam Sinfonietta & Beatrice Rana ֎

JS Bach (1685 – 1750): Concertos para piano e orquestra BWV 1052 • 1053 • 1054 • 1056 – Amsterdam Sinfonietta & Beatrice Rana ֎

De volta para o futuro…

Imagine que você foi acometido de uma amnésia musical, teve todas as suas lembranças de discos e audições de intérpretes preferidos varridas de sua memória. Suponha também que tudo o que você dispõe para reconstruir (ou construir, uma vez que não ficaram lembranças) seu gosto musical e suas preferências por repertório e intérpretes são discos recentes, recém lançados ou lançados a não mais do que dois anos… Só as novidades!

É claro, é um hipotético exercício, pois que estaremos sempre contaminados pelas nossas lembranças e preferências já estabelecidas, mas gostei de pensar nisso.

O que me levou a considerar essa não tão original ideia foi uma sequência de discos recém lançados, lindos, excelentes, cativantes, viciantes em alguns casos. Estou a ponto de dizer que voltaria a gostar das mesmas músicas que já adoro, a despeito de todas as gravações e lembranças que acumulei nessas muitas décadas de audições. Assim, decidi fazer uma série de postagens desses tais discos ‘novos’ que tem me dado tanto prazer ultimamente e espero que você possa, ao ouvi-los, desfrutar de suas maravilhas e entender em parte essa minha teoria. Ou seja, seria possível em relativo pouco tempo construir uma discoteca que molde um gosto musical parecido com o seu já estabelecido, apenas com ‘novidades’? Ou então, deixe isso tudo para lá e simplesmente desfrute do que realmente importa: a música.

O primeiro desses discos recentes que tenho ouvido e ouvido de novo é esta coleção de magníficos concertos para teclado de João Sebastião Ribeiro, interpretados pela excelente e espantosamente espetacular Beatrice Rana, acompanhada pela Amsterdam Sinfonietta.

O som, assim como tudo mais no disco, é ótimo! Parece que estamos lá, pertinho deles, desfrutando dessa maravilhosa interação entre a solista e a orquestra, refletindo o enorme prazer de produzir música tão boa. Independentemente da longa linha de excelentes intérpretes dessa música, esse disco me faz cair no encanto e me apaixonar por essas obras de novo… E você, o que me diz?

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Keyboard Concerto No. 1 in D minor, BWV1052
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro
Keyboard Concerto No. 2 in E major, BWV1053
  1. I —
  2. Siciliano
  3. Allegro
Keyboard Concerto No. 3 in D major, BWV1054
  1. Adagio e piano sempre
  2. Allegro
Keyboard Concerto No. 5 in F minor, BWV1056
  1. Largo
  2. Presto

Beatrice Rana (piano)

Amsterdam Sinfonietta

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 108 MB

 

Beatrice achando o sofá do PQP Bach launge um ‘luxo’…

Exploring the myriad possibilities of Bach on the piano, Beatrice Rana engages in intimate and illuminating dialogue with the Amsterdam Sinfonietta in four of the composer’s keyboard concertos. For the New York Times, Rana’s distinction as an interpreter of Bach lies in “preternatural sensitivity, sophistication and control, along with a touch of magic.” She describes the composer as “an important figure in my life … My piano studies began when I was very young and Bach was there from the very start.” […] For Beatrice Rana, part of the genius of Bach’s music lies in the way it “transcends its era and the musical technologies of its time and still feels modern to listeners today.

Explorando as inúmeras possibilidades de Bach no piano, Beatrice Rana se envolve em um diálogo íntimo e esclarecedor com a Amsterdam Sinfonietta em quatro dos concertos para teclado do compositor. Para o New York Times, a distinção de Rana como intérprete de Bach está na “sensibilidade sobrenatural, sofisticação e controle, junto com um toque de magia”. Ela descreve o compositor como “uma figura importante na minha vida… Meus estudos de piano começaram quando eu era muito jovem e Bach estava lá desde o início”. […] Para Beatrice Rana, parte da genialidade da música de Bach está na maneira como ela “transcende sua era e as tecnologias musicais de seu tempo e ainda parece moderna para os ouvintes de hoje”.

https://www.youtube.com/watch?v=9A2YSn_duR4

Beatrice Rana performs the first movement of Bach’s energetic Keyboard Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052. This iconic concerto […] displays, in her own words, “Bach’s unmistakeable personal fingerprint”. Performed with the Amsterdam Sinfonietta, this recording showcases musical intimacy and interaction.

Beatrice Rana executa o primeiro movimento do energético Concerto para Teclado nº 1 em Ré Menor, BWV 1052, de Bach. Este concerto icônico […] exibe, em suas próprias palavras, “a inconfundível impressão digital pessoal de Bach”. Executada com a Amsterdam Sinfonietta, esta gravação mostra intimidade e interação musical.

Aproveite!

René Denon

Se você gostou desta postagem, talvez queira visitar essa aqui:

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Beatrice Rana)

O pessoal do Dept. de Artes do PQP Bach Ed. Co., sempre solicito, mas nem sempre preciso, mandou essa ilustração para a postagem, sei lá por que…

J. S. Bach (1685-1750) / W. F. Bach (1710-1784): Concertos para 2 Cravos (Hantaï / Häkkinen)

J. S. Bach (1685-1750) / W. F. Bach (1710-1784): Concertos para 2 Cravos (Hantaï / Häkkinen)

IM-PER-DÍVEL !!!

Aapo Häkkinen toca junto com ninguém menos que Pierre Hantaï, seu ex-professor, estes Concertos para 2 Cravos de (dos) Bach. Temos 3 Concertos de Papai Bach acompanhado de uma obra raramente tocada, mas muito interessante, de Wilhelm Friedmann Bach. Este último é o concerto para dois cravos (sem orquestra). Duas reconstruções de concertos para cravos do círculo íntimo de Bach são tocadas. O som gravado privilegia os teclados sobre as cordas, com microfones fixados diretamente no corpo de cada cravo. Os cravos soam ricos e ressonantes. Estas são performances admiravelmente livres e fluidas. Ambos os solistas têm um senso aguçado para o rubato e os fraseados eficazes, mas na maioria dos casos isso é tão sutil que você precisa realmente ouvir para descobrir como é feito. As cordas são igualmente vibrantes, com excelente conjunto e belo timbre rico para sustentar os solistas. À primeira audição, o disco pode parecer austero. A escala da instrumentação, embora historicamente justificada, parece muito pequena, um sentimento que é exacerbado pelos microfones muito próximos e pelo som relativamente seco. Mas o nível de musicalidade é excelente e, embora a clareza da textura seja o objetivo principal, o interesse musical nunca esmorece. O CD foi multipremiado. Merecido!

J. S. Bach (1685-1750) / W. F. Bach (1710-1784): Concertos para 2 Cravos (Hantaï / Häkkinen)

Concerto In C Minor, BWV 1060
Composed By – J.S.Bach*
1 Allegro 5:03
2 Largo 4:38
3 Allegro 3:26

Concerto In C Major, BWV 1061
Composed By – J.S.Bach*
4 Allegro 7:02
5 Adagio 4:23
6 Vivace 5:43

Concerto In C Minor, BWV 1062
Composed By – J.S.Bach*
7 Allegro 3:52
8 Andante 5:40
9 Allegro Assai 4:41

Concerto In F Major, Fk 10, For 2 Harpsichords
Composed By – Wilhelm Friedemann Bach
10 Allegro Moderato 8:51
11 Andante 4:43
12 Presto 4:10

Harpsichord – Aapo Häkkinen, Pierre Hantaï
Orchestra – Helsinki Baroque Orchestra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concertos para Violino – James Ehnes

Já estabelecido como um dos maiores violinistas do século  XX, James Ehnes tem passado bastante tempo nos estúdios. O rapaz é uma máquina de gravar discos. Já perdi as contas de quantos seus já foram postados por aqui.

Em sua segunda incursão pelo universo bachiano Ehnes nos apresenta um Bach atualizado, discreto, mas ao mesmo tempo, muito, mas muito coerente e tremendamente bem tocado. Acompanhado discretamente por uma orquestra intitulada ‘Canada´s National Arts Centre Orchestra’, ele desfila todo o seu talento e virtuosismo em um repertório já muito gravado e interpretado. Não diria que ele é um entusiasta das gravações historicamente interpretadas, mas o nível de excelência de sua execução nos brinda com um tremendo respeito pela obra do gênio alemão, sempre contando com cumplicidade da ótima orquestra canadense e seus solistas de primeira.

Já ouvi dezenas, quiçá centenas de vezes estes concertos, com os mais diversos intérpretes, de todas as épocas. Dos atuais, talvez Rachel Podger seja a minha favorita neste repertório, mas isso aqui não é uma competição, apenas uma audição de obras primas. James Ehnes, ao encarar o desafio de gravar estes concertos, deixou sua marca muito bem estabelecida.

Nosso líder supremo, PQPBach, com certeza vai gostar muito deste CD, ao qual ainda não teve acesso. Esta embevecido atualmente com o pacotaço que a DG lançou do Andriss Nelsons tocando Shostakovitch. Mas isso é segredo, não contem para ninguém.

Violin Concerto in E major, BWV 1042
I. Allegro
II. Adagio
III. Allegro assai

James Ehnes, violon / violin

Concerto for Flute, Violin, and Harpsichord in A minor, BWV 1044
I. Allegro
II. Adagio ma non tanto e dolce
III. Tempo di Alla breve

James Ehnes, violon / violinFlute
Luc Beauséjour, clavecin / harpsichord

Concerto for Oboe and Violin in C minor, BWV 1060R
I. Allegro
II. Adagio
III. Allegro

James Ehnes, violon / violin
Charles Hamann, hautbois / oboe

Violin Concerto in D minor, BWV 1052R
I. Allegro 7:25
II. Adagio 5:33
III. Allegro 7:10

James Ehnes, violon / violin

CD 2

Violin Concerto in A minor, BWV 1041
I. [aucune indication de tempo /
no tempo marking]
II. Andante
III. Allegro assai

James Ehnes, violon

Concerto for Two Violins in D minor, BWV 1043
I. Vivace
II. Largo ma non tanto
III. Allegro

James Ehnes, violon / violin
Yosuke Kawasaki, violon / violin

Violin Concerto in G minor, BWV 1056R
I. [aucune indication de tempo / no tempo marking]
II. Largo
III. Presto

James Ehnes, violon

Concerto for Three Violins in D major, BWV 1064R
I. Allegro
II. Adagio
III. Allegro
James Ehnes
Jessica Linnebach, violon
Yosuke Kawasaki, violon

Canada´s National Arts Centre Orchestra

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

 

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 49 & 32 / C. Graupner (1683-1760): Concerto para Oboé (Feuersinger, Grümmer, Ensemble der »Bachkantaten in Vorarlberg«)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 49 & 32 / C. Graupner (1683-1760): Concerto para Oboé (Feuersinger, Grümmer, Ensemble der »Bachkantaten in Vorarlberg«)

Mais um excelente CD trazendo o soprano Miriam Feuersinger, aquela cujo sobrenome diz tudo. Na enorme obra de cantatas de Johann Sebastian Bach, as “cantatas de diálogo” ocupam uma posição muito especial: como se em um diálogo pessoal, a ‘alma cristã’ (soprano) e ‘Cristo’ (baixo) entram em diálogo, quase como em uma ópera. Bach se refere às palavras de Martinho Lutero, segundo as quais “a fé une a alma a Cristo como uma noiva ao seu noivo”, e assim se vincula à ideia medieval do misticismo nupcial. Esse diálogo se torna um “dueto de amor” espiritual, por assim dizer, que Miriam Feuersinger e Klaus Mertens — ambos estão entre os grandes intérpretes de Bach do nosso tempo — interpretam aqui da maneira mais íntima. As duas cantatas “Ich geh und suche mit Verlangen” BWV 49 e “Liebster Jesu, mein Verlangen” BWV 32 são complementadas pelo Concerto para Oboé em Dó maior GWV 302 de Christoph Graupner, interpretado pela oboísta Elisabeth Grümmer.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 49 & 32 / C. Graupner (1683-1760): Concerto para Oboé (Feuersinger, Grümmer, Ensemble der »Bachkantaten in Vorarlberg«)

Bach, J S: Cantata BWV49 ‘Ich geh und suche mit Verlangen’ 26:22

I. Sinfonia 6:57
II. Aria (Bass): Ich geh und suche mit Verlangen 4:59
III. Rezitativo – Dialog (Sopran & Bass): Mein Mahl ist zubereit‘ 2:05
IV. Aria (Sopran): Ich bin herrlich, ich bin schön 5:47
V. Rezitativo – Dialog (Sopran & Bass): Mein Glaube hat mich selbst 1:44
VI. Duetto (Sopran & Bass): Dich hab ich je und je geliebet 4:50

Miriam Feuersinger (soprano), Klaus Mertens (bass-baritone)
Ensemble der »Bachkantaten in Vorarlberg«

Graupner: Oboe d’Amore Concerto in C major, GWV302 11:02
I. Vivace 4:53
II. Tempo giusto 2:14
III. Allegro 3:55

Elisabeth Grümmer (oboe)
Ensemble der »Bachkantaten in Vorarlberg«

Bach, J S: Cantata BWV32 ‘Liebster Jesu, mein Verlangen’ 23:58
I. Aria (Sopran): Liebster Jesu, mein Verlangen 6:24
II. Recitativo (Bass): Was ists, dass du mich gesuchet? 0:27
III. Aria (Bass): Hier, in meines Vaters Stätte 7:16
IV. Recitativo Dialogo (Sopran & Bass): Ach! heiliger und großer Gott 2:52
V. Aria Duetto (Sopran & Bass): Nun verschwinden alle Plagen 5:35
VI. Choral: Mein Gott, öffne mir die Pforten 1:24

Miriam Feuersinger (soprano), Klaus Mertens (bass-baritone)
Ensemble der »Bachkantaten in Vorarlberg«

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Gould, 1954)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 (Gould, 1954)

Trago uma pequena colaboração à série de posts que o patrão PQP Bach tem feito com o resgate da monumental obra de J. S. Bach pelas mãos de um dos maiores pianistas de todos os tempos, o canadense Glenn Gould (1932-1982). Essa aqui é uma gravação curiosa e pouco conhecida da obra que definiu os rumos de sua carreira, as Variações Goldberg, BWV 988, e que não é nem a pioneira de 1955, que o alçou ao estrelato, nem o seu canto do cisne gravado em 1981.

(spoiler: mês que vem tem outra)

A versão que trazemos hoje é anterior à primeira — esta é de 1954, o ano em que Gould passou a tocar a obra em público. Aliás, salvo engano, esta é a gravação mais antiga de Gould a sobreviver até os dias de hoje: uma transmissão ao vivo da rádio CBS de um recital em Toronto, no dia 21 de junho de 1954. Ou seja, praticamente exatamente um ano antes da histórica gravação nos estúdios da Columbia na 30th Street, em Nova Iorque, que aconteceu entre 10 e 16 de junho de 1955.

Gould durante a gravação das Goldberg em NY, 1955

O som da gravação contém problemas e é irregular, como se poderia esperar, já que essa é uma gravação particular em discos de acetato de 33 rpm feita pelos Gould em casa, a partir da transmissão radiofônica. Isso à parte, é um documento interessantíssimo, de valor inestimável, da gênese de um dos artistas mais discutidos e influentes da era de ouro das gravadoras, profundamente inquieto e sempre original. Completam o disco quatro prelúdios e fugas do segundo livro de O Cravo Bem Temperado.

J. S. Bach (1685-1750)
Variações Goldberg, BWV 988
1 a 32 – Ária e 30 variações

O Cravo Bem Temperado, vol. II
33, 34 – Prelúdio e Fuga no. 14, em fá sustenido menor, BWV 883
35, 36 – Prelúdio e Fuga no. 7, em mi bemol maior, BWV 786
37, 38 – Prelúdio e Fuga no. 22, em si bemol menor, BWV 891
39,40 – Prelúdio e Fuga no. 9, em mi maior, BWV 878

Glenn Gould, piano
Transmissão radiofônica de recital do dia 21 de junho de 1954, em Toronto, no Canadá.

BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Um caramelo aproveitando o solzinho de primavera ao lado da estátua de Gould em Toronto, 2009

Karlheinz

Johann Sebastian Bach (1685-1750): O Cravo bem temperado, Livros I e II, BWV 846-893 (Gould, piano)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): O Cravo bem temperado, Livros I e II, BWV 846-893 (Gould, piano)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Minha geração e a anterior foram muito marcadas pelo pianista Glenn Gould (1932-1982). Eu, nascido em 1957, já nos anos 70 queria ouvir as coisas em instrumentos originais –, mas era impossível não considerar a qualidade e as manias de um gênio como Gould. Ele acentuava Bach de um modo diferente, mais inteligente, e sua passagem de 50 anos pelo mundo foi um vendaval. Ele abandonou as apresentações ao vivo em 1964, dedicando-se, desde então, somente às gravações em estúdio, com um estilo de tocar muito peculiar, às vezes excêntrico, mas jamais contornável. Foi discutidíssimo e criava polêmica onde ia ou chegava através de suas interpretações. Era canhoto — o que talvez explique a perfeição implacável de seu ritmo — e tinha uma habilidade talvez só comparável às de Martha Argerich e de Yuja Wang. Mas, contrariamente às citadas, tudo em Gould é conceitual, ele sempre traz novidades, por vezes muito brilhantes e que influenciaram muita gente. Também pode ser irritante. Muitas de suas gravações são tão idiossincráticas que são difíceis de ouvir, a não ser que você seja uma pessoa como eu, que gosta de observar fascinado até onde alguém pode ir. Ele ultrapassava quaisquer limites. Sua gravação das sonatas para piano de Mozart é um exemplo. Ele as gravou por obrigação contratual, mas sua antipatia por Mozart é evidente. Algumas delas ele toca muito suavemente, criando um romantismo que não é de Mozart e que dá vontade de rir, outras ele mutila acelerando tudo como uma caixinha de música alucinada. Tudo muito perfeito, mas feito de maneira voluntariamente ruim. Era sim um gênio atrevido. Mas quando é bom, ele é muito, muito bom. Gould pode ser surpreendente, poético e muito inpirador. Ouça sua gravação do Prelúdio em Dó Sustenido Maior, BWV 872 do Livro II do Cravo Bem Temperado (E sim, é Glenn que você pode ouvir cantando ao fundo!). É isso que torna Glenn Gould um enigma, um contraste inteiro. E muito digno de ser explorado. Como esta gravação estava há muito tempo sem links funcionando e, pior, dividida em dois posts, aqui vai uma revalidação com cara de curadoria, pois sem Gould não dá para ficar.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): O Cravo bem temperado, Livros I e II, BWV 846-893 (Gould, piano)

Disc 1
Vol. I: Preludes & Fugues, BWV 846-861 (Beginning/Anfang/Début)
No. 1 (C Major/C-Dur/Ut Majeur) BWV 846
1-1 (untitled) 2:21
1-2 (untitled) 1:54
No. 2 (C Minor/C-Moll/Ut Mineur) BWV 847
1-3 (untitled) 2:08
1-4 (untitled) 1:34
No. 3 (C-Sharp Major/Cis-Dur/Ut Dièse Majeur) BWV 848
1-5 (untitled) 1:05
1-6 (untitled) 2:01
No. 4 (C-Sharp Minor/Cis-Moll/Ut Dièse Mineur) BWV 849
1-7 (untitled) 2:41
1-8 (untitled) 3:05
No. 5 (D Major/D-Dur/Ré Majeur) BWV 850
1-9 (untitled) 1:06
1-10 (untitled) 1:39
No. 6 (D Minor/D-Moll/Ré Mineur) BWV 851
1-11 (untitled) 1:19
1-12 (untitled) 1:41
No. 7 (E-Flat Major/Es-Dur/Mi Bémol Majeur) BWV 852
1-13 (untitled) 4:14
1-14 (untitled) 1:42
No. 8 (E-Flat Minor/Es-Moll/Mi Bémol Mineur) BWV 853
1-15 (untitled) 3:39
1-16 (untitled) 5:12
No. 9 (E Major/E-Dur/Mi Majeur) BWV 854
1-17 (untitled) 1:34
1-18 (untitled) 1:01
No. 10 (E Minor/E-Moll/Mi Mineur) BWV 855
1-19 (untitled) 2:50
1-20 (untitled) 0:58
No. 11 (F Major/F-Dur/Fa Majeur) BWV 856
1-21 (untitled) 0:58
1-22 (untitled) 1:16
No. 12 (F Minor/F-Moll/Fa Mineur) BWV 857
1-23 (untitled) 4:55
1-24 (untitled) 3:23
No. 13 (F -Sharp Major/Fis-Dur/Fa Dièse Majeur) BWV 859
1-25 (untitled) 2:16
1-26 (untitled) 2:16
No. 14 (F-Sharp Minor/Fis-Moll/Fa Dièse Mineur) BWV 858
1-27 (untitled) 1:01
1-28 (untitled) 3:49
No. 15 (G Major/G-Dur/Sol Majeur) BWV 860
1-29 (untitled) 0:43
1-30 (untitled) 2:20
No. 16 (G Minor/G-Moll/Sol Mineur) BWV 861
1-31 (untitled) 2:28
1-32 (untitled) 2:16

Disc 2
Vol. I: Preludes & Fugues, BWV 862-869 (Conclusion/Schluss/Fin)
No. 17 (A-Flat Major/As-Dur/La Bémol Majeur) BWV 862
2-1 (untitled) 1:23
2-2 (untitled) 1:29
No. 18 (G-Sharp Minor/Gis-Moll/Sol Dièse Mineur) BWV 863
2-3 (untitled) 1:22
2-4 (untitled) 1:47
No. 19 (A Major/A-Dur/La Majeur) BWV 864
2-5 (untitled) 1:00
2-6 (untitled) 2:23
No. 20 (A Minor/A-Moll/La Mineur) BWV 865
2-7 (untitled) 1:11
2-8 (untitled) 3:24
No. 21 (B-Flat Major/B-Dur/Si Bémol Majeur) BWV 866
2-9 (untitled) 1:10
2-10 (untitled) 1:23
No. 22 (B-Flat Minor/B-Moll/Si Bémol Mineur) BWV 867
2-11 (untitled) 3:56
2-12 (untitled) 5:08
No. 23 (B Major/H-Dur/Si Majeur) BWV 868
2-13 (untitled) 0:59
2-14 (untitled) 1:34
No. 24 (B Minor/H-Moll/Si Mineur) BWV 869
2-15 (untitled) 2:14
2-16 (untitled) 3:46

Vol. II: Preludes & Fugues, BWV 870-877 (Beginning/Anfang/Début)
No. 1 (C Major/C-Dur/Ut Majeur) BWV 870
2-17 (untitled) 2:59
2-18 (untitled) 1:48
No. 2 (C Minor/C-Moll/Ut Mineur) BWV 871
2-19 (untitled) 1:26
2-20 (untitled) 1:25
No. 3 (C-Sharp Major/Cis-Dur/Ut Dièse Majeur) BWV 872
2-21 (untitled) 1:41
2-22 (untitled) 3:30
No. 4 (C-Sharp Minor/Cis-Moll/Ut Dièse Mineur) BWV 873
2-23 (untitled) 3:10
2-24 (untitled) 1:53
No. 5 D Major/D-Dur/Ré Majeur) BWV 874
2-25 (untitled) 4:12
2-26 (untitled) 2:43
No. 6 (D Minor/D-Moll/Ré Mineur) BWV 875
2-27 (untitled) 1:54
2-28 (untitled) 1:44
No. 7 (E-Flat Major/Es-Dur/Mi Bémol Majeur) BWV 876
2-29 (untitled) 1:27
2-30 (untitled) 1:38
No. 8 (E-Flat Minor/Es-Moll/MiBémol Mineur) BWV 877
2-31 (untitled) 2:20
2-32 (untitled) 2:17

Disc 3
Vol. II: Preludes & Fugues, BWV 878-893 (Conclusion/Schluss/Fin)
No. 9 (E Major/E-Dur/Mi Majeur) BWV 878
3-1 (untitled) 2:17
3-2 (untitled) 1:47
No. 10 (E Minor/E-Moll/Mi Mineur) BWV 879
3-3 (untitled) 2:03
3-4 (untitled) 2:44
No. 11 (F Major/F-Dur/Fa Majeur) BWV 880
3-5 (untitled) 2:09
3-6 (untitled) 1:30
No. 12 (F Minor/F-Moll/Fa Mineur) BWV 881
3-7 (untitled) 1:46
3-8 (untitled) 1:29
No. 13 (F-Sharp Major/Fis-Dur/Fa Dièse Majeur) BWV 882
3-9 (untitled) 2:13
3-10 (untitled) 1:45
No. 14 (F-Sharp Minor/Fis-Moll/Fa Dièse Mineur) BWV 883
3-11 (untitled) 3:23
3-12 (untitled) 2:46
No. 15 (G Major/G-Dur/Sol Majeur) BWV 884
3-13 (untitled) 1:09
3-14 (untitled) 0:52
No. 16 (G Minor/G-Moll/Sol Mineur) BWV 885
3-15 (untitled) 3:09
3-16 (untitled) 2:23
No. 17 (A-Flat Major/As-Dur/La Bémol Majeur) BWV 886
3-17 (untitled) 3:00
3-18 (untitled) 1:53
No. 18 (G-Sharp Minor/Gis-Moll/Sol Dièse Mineur) BWV 887
3-19 (untitled) 1:44
3-20 (untitled) 4:24
No. 19 (A Major/A-Dur/La Majeur) BWV 888
3-21 (untitled) 1:22
3-22 (untitled) 1:02
No. 20 (A Minor/A-Moll/La Mineur) BWV 889
3-23 (untitled) 2:15
3-24 (untitled) 1:28
No. 21 (B-Flat Major/B-Dur/Si Bémol Majeur) BWV 890
3-25 (untitled) 2:25
3-26 (untitled) 1:45
No. 22 (B-Flat Minor/B-Dur/Si Bémol Mineur) BWV 891
3-27 (untitled) 1:37
3-28 (untitled) 3:16
No. 23 (B Major/H-Dur/Si Majeur) BWV 892
3-29 (untitled) 1:40
3-30 (untitled) 1:59
No. 24 (B Minor/H-Moll/Si Mineur) BWV 893
3-31 (untitled) 1:39
3-32 (untitled) 1:28

Glenn Gould, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Glenn Gould à vontade: o banco bem baixo, a cara enfiada no piano, cantando junto e feliz.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Toccatas para cravo completas, BWV 910-916 (Blandine Rannou)

J. S. Bach (1685-1750): Toccatas para cravo completas, BWV 910-916 (Blandine Rannou)
Version 1.0.0

Excelente CD da Zig-Zag Territoires. Destaque para a capa e os cadernos internos, verdadeiras obras de arte desta pequena gravadora francesa. Em registro de 2005, a para mim desconhecida Blandine Rannou dá um show num repertório de difícil abordagem, pois as Toccatas ora parecem improvisações, ora peças de tio Bux, ora movimentos das Suites Francesas. É coisa muito séria e já vi gente graúda se atrapalhando com elas. Têm momentos de profunda indireção e depois arremetem. Mas Mlle. Rannou entendeu-as perfeitamente com elas e nos dá um belo recital. Num repertório onde Glenn Gould sempre será referência, a francesa acrescenta — além do cravo — temperos bem diversos dos apresentados pelo grande canadense.

J. S. Bach (1685-1750) – Toccatas para cravo completas, BWV 910-916 (Blandine Rannou)

1 Toccata for keyboard in F sharp minor, BWV 910
2 Toccata for keyboard in G minor, BWV 915
3 Toccata for keyboard in D major, BWV 912
4 Toccata for keyboard in E minor, BWV 914
5 Toccata for keyboard in C minor, BWV 911
6 Toccata for keyboard in D minor, BWV 913
7 Toccata for keyboard in G major, BWV 916

Blandine Rannou, cravo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Blandine Rannou

PQP