J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dizem claramente meus ouvidos que esta talvez seja a melhor das gravações das célebres suítes. No mínimo, o extraordinário trabalho de Queyras fica no mesmo nível de outras grandes gravações. E, por favor, não me falem em Rostropovich e Yo-Yo Ma. É óbvio que são notáveis violoncelistas, mas em outro gênero de repertório. Falta-lhes o senso de estilo que sobra ao francês Queyras. Ouço a custo os Concertos para Violoncelo de Shosta por outro que não seja Rostrô. Mas ele ou Ma com Bach não dá. Bem, nesta espetacular gravação da Harmonia Mundi, Queyras mostra o que se deve acentuar, onde se deve acelerar, o momento de desacelerar, quando brecar, etc. E tudo com o som do caraglio, limpinho, limpinho, de seu cello feito em 1696 por Goffredo Cappa. E, ah, aquela gravação fantástica dos concertos de Haydn com a Freiburger Barockorchester é com ele também… Tá explicado.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

CD 1
1. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 1. Prélude
2. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 2. Allemande
3. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 3. Courante
4. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 4. Sarabande
5. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 5. Menuets 1 & 2
6. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 6. Gigue

7. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 1. Prélude
8. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 2. Allemande
9. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 3. Courante
10. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 4. Sarabande
11. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 5. Menuets 1 & 2
12. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 6. Gigue

13. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 1. Prélude
14. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 2. Allemande
15. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 3. Courante
16. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 4. Sarabande
17. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 5. Bourrées 1 & 2
18. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 6. Gigue

CD 2
1. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 1. Prélude
2. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 2. Allemande
3. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 3. Courante
4. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 4. Sarabande
5. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 5. Bourrées 1 & 2
6. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 6. Gigue

7. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 1. Prélude
8. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 2. Allemande
9. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 3. Courante
10. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 4. Sarabande
11. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 5. Gavottes 1 & 2
12. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 6. Gigue

13. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 1. Prélude
14. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 2. Allemande
15. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 3. Courante
16. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 4. Sarabande
17. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 5. Gavottes 1 & 2
18. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 6. Gigue

Jean-Guihen Queyras, violoncelo

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Music Abstract Painting Image Suite No. 1, by Carmen Guedez - Copyright © www.carmenguedez
Music Abstract Painting Image Suite No. 1, by Carmen Guedez – Copyright © www.carmenguedez

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais (Masaaki Suzuki / Bach Collegium Japan)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais (Masaaki Suzuki / Bach Collegium Japan)
Version 1.0.0

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nota inicial de Ranulfus: Há um mês o mesmo repertório deste CD (Brandenburgos e Aberturas) voltou à baila executado pelos canadenses da Taffelmusik, em postagem do colega FDP Bach. Ouvi, gostei e recomendo – mas para meu gosto pessoal esta realização de Masaaki Suzuki continua campeã absoluta. Baste dizer que eu sempre havia considerado o 1º Brandenburgo um tanto massudo em comparação com os demais, até chato… mas ao arrancá-lo do salão para o galpão, recuperando a energia e rusticidade das trompas não sem razão chamadas “de caça”, Mr Suzuki conseguiu transformá-lo para mim, de golpe, em uma das peças mais excitantes e queridas do velho Bach!

Daí o meu choque ao descobrir que os links desta postagem estavam vencidos há anos. Inconformado, tomei a postagem de assalto e renovei os links, com ligeira reformulação da apresentação, sem nem pedir licença ao autor da postagem, nosso Grão-Mestre PQP Bach – esperando que ele abrevie em pelo menos dois anos minha condenação às galés pelo fato de preservar a seguir o seu texto original:

É óbvio que as pessoas que mantêm o PQP Bach têm vários parafusos soltos. Em primeiro lugar pela constância e absoluto saco de fazer os ups, em segundo lugar (há vários outros “lugares”) por inventar efemérides onde não há. E a moda do momento é fazer o 200º post de Bach. Nós simplesmente adotamos o desafio do “Raphael – Cello” de chegar JÁ ao post 200 e entramos num alucinado tour de force. Pois agora eu respondo ao Carlinus com o mesmo repertório de seu post de ontem, só que na interpretação de Masaaki Suzuki e do Bach Collegium Japan. Acho que ninguém vai reclamar de novos Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais, né? As duas versões que apresentamos hoje são esplêndidas, o que destrói qualquer tentativa de encontrar um registro mais correto, pois ambas são NOTÁVEIS e MUITO DIFERENTES.

Comprovem dando uma ouvida com que fez Suzuki no 2º movimento do 3º Brandenburguês. Sim, cinco minutos onde não há nada (na minha gravação da Orq. de Freiburg este movimento tem 13 segundos !!!).

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais – Masaaki Suzuki / Bach Collegium Japan

Brandenburg Concerto No. 1 in F major, BWV 1046
1.1. (No tempo indication)
1.2. Adagio
1.3. Allegro
1.4. Menuet – Trio – Menuet – Polonaise – Menuet – Trio – Menuet

Brandenburg Concerto No. 2 in F major, BWV 1047
2.1. (No tempo indication)
2.2. Andante
2.3. Allegro

Brandenburg Concerto No. 3 in G major, BWV 1048
3.1. (No tempo indication)
3.2. Adagio
3.3. Allegro

Brandenburg Concerto No. 4 in G major, BWV 1049
4.1. Allegro
4.2. Andante
4.3. Presto

Brandenburg Concerto No. 5 in D major, BWV 1050
5.1. Allegro
5.2. Affettuoso
5.3. Allegro

Brandenburg Concerto No. 6 in B flat major, BWV 1051
6.1. (No tempo indication)
6.2. Adagio ma non tanto
6.3. Allegro

Orchestral Suite No. 1 in C major, BWV 1066
1.1. Ouverture
1.2. Courante
1.3. Gavotte 1/2
1.4. Forlane
1.5. Menuet 1/2
1.6. Bourrée 1/2
1.7. Passepied 1/2

Orchestral Suite No. 3 in D major, BWV 1068
3.1. Ouverture
3.2. Air
3.3. Gavott 1/2
3.4. Bourrée
3.5. Gigue

Orchestral Suite No. 4 in D major, BWV 1069
4.1. Ouverture
4.2. Bourrée 1/2
4.3. Gavotte
4.4. Menuet 1/2
4.5. Réjouissance

Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067
2.1. Ouverture
2.2. Rondeau
2.3. Sarabande
2.4. Bourrée 1/2
2.5. Polonaise – Double
2.6. Menuet
2.7. Badinerie

Bach Collegium Japan
Masaaki Suzuki

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Suzuki, um monstro
Suzuki, um monstro

PQP

Buxtehude, Bach, Reger, Kodaly e o órgão de Culemborg (Bert Lassing)

coverMeu pai trabalhava numa fábrica e me ensinou desde pequeno que, na produção em escala industrial, tão importante quanto a qualidade é a padronização dos produtos. O gosto e a aparência de um refrigerante feito no Oiapoque no ano passado e de outro da mesma marca engarrafado ontem no Chuí devem ser idênticos. Vinhos, por outro lado, não são assim: é natural que um vinho de Santa Catarina seja diferente de um produzido no vale do São Francisco e de um terceiro da Serra Gaúcha, sem falar em safras diferentes, etc.

E o que isso tem a ver com o órgão? É que esse instrumento de tradição milenar, assim como os vinhos, vem resistindo às tentativas de padronização. Hoje muita gente reclama que as orquestras estão soando mais parecidas, os pianistas ao redor do mundo estão seguindo a mesma cartilha (será?), mas em relação aos órgãos, como podemos ouvir nessa série de órgãos holandeses, mesmo dentro de um país e do chamado “período barroco”, cada um é diferente. Assim como vinhos, há órgãos mais de acordo com o padrão, mais certinhos, e há outros com personalidade forte, inconfundíveis. Este órgão de Culemborg, na Holanda, me parece o mais peculiar dos quatro. São especialmente belos os registros que imitam instrumentos de sopro: flautas, oboés, trompetes… A fuga de Buxtehude, a Pastorella e o adagio de Bach, os corais de Reger usam muito esses sons de sopros. As obras de Bach também podem ser chamadas de únicas: ele escreveu dezenas de Prelúdios e Fugas, seis Triosonatas, mas só uma Pastorella, peça bucólica que provavelmente era tocada na época do Natal, com inspirações galantes italianas, e apenas uma obra para órgão com a forma da BWV 564, com um sublime movimento lento (adagio) no meio de dois rápidos (tocata e fuga), formato que lembra até os concertos à maneira de Vivaldi.

Dietrich Buxtehude (1673-1707):
01. Praeludium in D major, BuxWV 139
02. Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ, BuxWV 196
03. Fuga in C major, BuxWV 174
J.S. Bach (1685-1750):
04. Pastorella in F major, BWV 590 – Part 1
05. Pastorella in F major, BWV 590 – Part 2
06. Pastorella in F major, BWV 590 – Part 3
07. Pastorella in F major, BWV 590 – Part 4
08. Toccata, Adagio und Fuge in C major, BWV 564
Max Reger (1873-1916):
09. Jesus, meine Zuversicht, Opus 67 No. 20
10. Jesus meine Freude, Opus 67 No. 21
11. Introduktion und Passacaglia in d minor
Zoltan Kodaly (1882-1967):
12. Praeludium
Piet Kee (1927-):
13. Erschienen ist der herrlich Tag

Bert Lassing – organista
Verhofstad Organ, 1711, Barbarakerk, Culemborg, Netherlands
Gravado em 1991

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Bert Lassing com as mãos ocupadas
Bert Lassing com as mãos ocupadas

Pleyel

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta, BWV 1020, 1030-1032, Partita para Flauta Solo, BWV 1013 (Nicolet, Richter)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta, BWV 1020, 1030-1032, Partita para Flauta Solo, BWV 1013 (Nicolet, Richter)

Como o final de semana está chegando, FDP Bach resolveu fazer três postagens peso-pesado para seus leitores/ouvintes, que apenas aos sábados e domingos tem tempo disponível para baixar e ouvir com mais atenção a estas pérolas…

Começarei com uma gravação antológica, e aproveitando também para fazer uma contraposição à última postagem do nosso colega Blue Dog: algumas das mesmas sonatas para flauta de Bach postadas na versão de Jarrett/Petri nas mãos mágicas de Aurèle Nicolet e Karl Richter, dois dos maiores intérpretes do século XX da obra de nosso pai. Já as tive em vinil, aliás ainda a tenho, e, quando a encontrei em cd nacional, quase tive um infarto de tão emocionado que fiquei…

Bem, vamos ao que interessa…

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta, BWV 1020, 1030-1032, Partita para Flauta Solo, BWV 1013 (Nicolet, Richter)

1 – Sonata in B minor BWV 1030 – Andante
2 – Sonata in B minor BWV 1030 – Largo e dolce
3 – Sonata in B minor BWV 1030 – Allegro

4 – Sonata in E flat major BWV 1031 – Allegro moderato
5 – Sonata in E flat major BWV 1031 – Siciliano
6 – Sonata in E flat major BWV 1031 – Allegro

7 – Sonata in A Major BWV 1032 – Vivace
8 – Sonata in A Major BWV 1032 – Largo e dolce
9 – Sonata in A Major BWV 1032 – Allegro

10 – Sonata in G minor BWV 1020 – Allegro
11 – Sonata in G minor BWV 1020 – Adagio
12 – Sonata in G minor BWV 1020 – Allegro

13 – Partita in A minor for flute solo, BWV 1013 – Allemande
14 – Partita in A minor for flute solo, BWV 1013 – Corrente
15 – Partita in A minor for flute solo, BWV 1013 – Sarabande
16 – Partita in A minor for flute solo, BWV 1013 – Bouree anglaise

Aurèle Nicolet – Flauta
Karl Richter – cravo

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topelement
Aurèle Nicolet (1926-2016) – Uma singela homenagem a um dos maiores flautistas do Século XX, que faleceu no mês de Janeiro.

FDP

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo (Baixo contínuo) (Petri, Jarrett) / Modern Jazz Quartet – Blues on Bach

Com a escusa de PQP, FDP e Clara, este interlúdio é, também, um quase-interlúdio do jazz; desvio um pouco para a seara dos colegas e trago, também, um pouco de clássico. Bach! Interpretado, ou relido, por respeitáveis jazzmen.

Keith Jarrett, pianista que começou nos Jazz Messengers de Art Blakey e tocou com Miles Davis no início dos anos 70, firmou-se por incorporar o clássico, o gospel e o blues ao seu estilo de jazz. Um músico diferenciado, criou sua carreira não apenas tocando em conjuntos, mas também lançando diversos álbuns-solo de piano. (De um de seus shows, puro improviso ao instrumento, vem um dos discos mais reverenciados do jazz, The Köln Concert, que certamente figurará neste blog em algum momento.)

Sua relação com a música clássica sempre acompanhou a trajetória jazzística. Desde 1973, compõe e executa para o estilo. Neste disco de 1992, convidou a virtuose dinamarquesa Michala Petri para interpretar sonatas de Bach. Não se trata de um disco de jazz; aqui ele é, antes, uma inspiração para as execuções.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo (Baixo contínuo) (Petri, Jarrett)

Sonata for Flute and Harpsichord in B minor, BWV 1030
01 I Andante – 08’18
02 II Largo e dolce – 03’28
03 III Presto – 01’25
04 IV Allegro – 04’14

Sonata for Flute and Harpsichord in E flat major, BWV 1031
05 I Allegro moderato – 03’07
06 II Siciliano – 02’02
07 III Allegro – 04’10

Sonata for Flute and Harpsichord in A major, BWV 1032
08 I Vivace – 04’31
09 II Largo e dolce – 02’50
10 III Allegro – 04’13

Sonata for Flute and Harpsichord in C major, BWV 1033
11 I Andante – Presto – 01’35
12 II Allegro – 02’11
13 III Adagio – 01’40
14 IV Menuetto I & II – 02’49

Sonata for Flute and Basso Continuo in E minor, BWV 1034
15 I Adagio ma non tanto – 02’57
16 II Allegro – 02’22
17 III Andante – 03’08
18 IV Allegro – 04’26

Sonata for Flute and Basso Continuo in E major, BWV 1035
19 I Allegro ma non tanto – 02’19
20 II Allegro – 02’52
21 III Sicilano – 03’32
22 IV Allegro assai – 02’57

Keith Jarrett: cravo
Michala Petri: flauta doce

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1172182694 Blues On Bach
O Modern Jazz Quartet foi um dos grupos mais duradouros e originais do jazz; começaram em 1952, tocando bop, e encerraram as atividades no final dos ’70 como expoentes do third stream – estilo que se pretende um ponto de encontro entre jazz e música clássica. Evidentemente, o rótulo (cunhado por Gunther Schuller) é polêmico; já a música do MJQ, não. Sempre vistos como precursores, usaram o barroco e o blues de combustíveis para firmarem-se como visionários. Neste Blues on Bach, de 1973, o grupo intercala quatro composições originais, inspiradas em Bach, à cinco adaptações de trabalhos clássicos do compositor. Respeitosamente: sem improvisos, e usando o cravo ao invés do piano. Milt Jackson, um dos maiores vibrafonistas da música, destaca-se em passagens brilhantes.

Modern Jazz Quartet – Blues on Bach (320)

Milt Jackson: vibrafone
John Lewis: piano, cravo
Percy Heath: baixo
Connie Kay: bateria

1 Regret? – 2’04
02 Blues in B Flat – 4’56
03 Rise up in the Morning – 3’28
04 Blues in A Minor – 7’53
05 Precious Joy – 3’12
06 Blues in C Minor – 7’58
07 Don’t Stop This Train – 1’45
08 Blues in H (B) – 5’46
09 Tears from the Children – 4’25

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Boa audição!

Blue Dog

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Dähler)

Este é um LP de 1968 que foi lançado como CD em 1991. O som é o que dá pra ser, mas a música… Olha, ouvi tantas vezes a Oferenda que até enchi, só que depois de ouvir o CD passei dois dias com aquilo na cabeça. O grupo de Jörg Ewald Dähler é muito bom e dá conta de sobras da obra. A Oferenda Musical (1747) é uma das obras mais enigmáticas e sublimes de Bach — um verdadeiro laboratório de invenção. Tudo nasce de um “tema real” dado por Frederico II da Prússia, um motivo sinuoso e difícil que Bach transforma em ricercares, cânones e peças de câmara como quem revela, passo a passo, a geometria secreta da música. O ciclo é uma demonstração quase sobrenatural de contraponto, mas também um gesto poético: Bach pega um tema alheio, severo, e o faz florescer em infinitas possibilidades. É uma obra para ouvir como quem contempla um enigma ou teorema resolvido diante dos olhos — ou, talvez, um enigma que continua a se desdobrar enquanto a música soa.

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Dähler)

A1 Ricercare A 3
A2 Canon Perpetuus Super Thema Regium…
A3 Canon A 2
A4 Canon A2 Violini In Unisono
A5 Canon A 2 Per Motum Contrarium
A6 Canon A 2 Per Augmentationem, Contrario Motu
A7 Canon A 2 Per Tonos
A8 Fuga Canonica In Epidiapente
A9 Ricercare A 6
B1 Canon A 2
B2 Canon A 2
B3 Canon A 4
B4 Trio: Largo – Allegro – Andante – Allegro
B5 Canone Perpetuo

Cello – Rolf Looser
Flute [Flöte] – Peter-Lukas Graf
Harpsichord [Cembalo] – Christine Daxelhofer, Ernst Gerber, Jörg Ewald Dähler
Viola – Walter Kägi
Violin [Violine] – Hansheinz Schneeberger, Ilse Mathieu

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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas para o primeiro domingo do Ano Novo, BWV 16, 171, 153, 58 (Rilling)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas para o primeiro domingo do Ano Novo, BWV 16, 171, 153, 58 (Rilling)

Hoje é o primeiro domingo do Ano Novo. Esta postagem não é uma casualidade, porém aviso que, excepcionalmente, devido ao meu desconhecimento sobre estas Cantatas, apelo para a IA do DeepSeek:

 As cantatas para o Domingo após o Ano Novo (ou para a Circuncisão de Cristo, festa fixada em 1º de janeiro) são um grupo fascinante, pois Bach aborda a transição entre a celebração do novo ano e a reflexão sobre os desafios do tempo vindouro.

Das que você citou, é importante fazer uma distinção litúrgica precisa, pois Bach reutilizou algumas cantatas em diferentes datas. Vamos a elas:

1. BWV 16 “Herr Gott, dich loben wir” (Senhor Deus, nós Te louvamos)

  • Data Original: Composta para o Dia de Ano Novo (1º de janeiro de 1726), festa da Circuncisão de Cristo.

  • Características: É uma cantata coral majestosa. O primeiro movimento é uma adaptação grandiosa do hino alemão “Nun lob, mein Seel, den Herren”, criando um tom de louvor e ação de graças pelo novo ano. O recitativo e ária para baixo alertam para os perigos do novo ano, enquanto a ária de tenor é uma prece por proteção divina.

2. BWV 171 “Gott, wie dein Name, so ist auch dein Ruhm” (Deus, como Teu nome, assim também é Tua fama)

  • Data Original: Também para o Dia de Ano Novo (1º de janeiro de 1729?).

  • Características: É uma cantata de paródia, onde Bach reaproveitou música de obras anteriores (neste caso, partes de sua Missa em Sol menor, BWV 235). O texto, baseado no Salmo 48:10, fala sobre a eternidade e a grandeza do nome de Deus. Tem um caráter mais íntimo e contemplativo, com uma bela ária para soprano.

3. BWV 153 “Schau, lieber Gott, wie meine Feind” (Vê, amado Deus, como meus inimigos)

  • Data Original: Esta é especificamente para o Domingo após o Ano Novo (2 de janeiro de 1724).

  • Características: Aqui o tom muda radicalmente. Após a festa, a liturgia lembra a Fuga para o Egito. A cantata é uma oração por proteção contra inimigos e falsos acusadores. É uma obra séria e comovente, que começa com um coral em forma de choral-partita e contém uma ária de baixo com oboé d’amore de grande profundidade, suplicando por auxílio divino.

4. BWV 58 “Ach Gott, wie manches Herzeleid” (Ah, Deus, quanta angústia)

  • Data Original Complexa: Foi composta para o Domingo após o Ano Novo (5 de janeiro de 1727), mas também reapresentada no Domingo após a Epifania. É um diálogo sagrado entre a Alma (Soprano) e Jesus (Baixo).

  • Características: É uma das cantatas mais íntimas e belas de Bach. A estrutura alterna árias e recitativos em diálogo, onde a Alma expressa medo e tribulação e Jesus responde com consolo e promessa de companhia (“Ich bin bei dir” – “Estou contigo”). A cantata termina com um coral de confiança.

Síntese Teológico-Musical:

  • Ano Novo (1º de janeiro): BWV 16 e 171 focam no louvor a Deus pelo novo início e na confiança em Seu nome eterno.

  • Domingo após o Ano Novo: BWV 153 e 58 abordam a realidade imediata do sofrimento e do perigo no mundo, transformando a celebração em um pedido urgente de proteção e consolo. Elas refletem a rápida transição na liturgia luterana da festa para a vida cotidiana da comunidade.

Portanto, você está correto: essas quatro cantatas formam um conjunto complementar perfeito para os dias em torno do Ano Novo na igreja de Leipzig, mostrando a genialidade de Bach em musicar tanto a alegria solene quanto a vulnerabilidade humana perante o futuro.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas para o primeiro domingo do Ano Novo, BWV 16, 171, 153, 58 (Rilling)

BWV 16 (Herr Gott, Dich Loben Wir / Lord God, We Give Thee Praise)
Alto Vocals – Gabriele Schreckenbach
Bass Vocals – Philippe Huttenlocher
Bassoon – Kurt Etzold
Cello – Helmut Veihelmann, Martin Ostertag
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Concertmaster – Walter Forchert
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Thomas Lom
Harpsichord – Hans-Joachim Erhard
Horn – Johannes Ritzkowsky
Oboe – Diethelm Jonas, Hedda Rothweiler
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Tenor Vocals – Peter Schreier
Viola – Adelheid Böckheler
(17:30)
1 Coro (Choral)
2 Recitativo
3 Aria E Coro
4 Recitativo
5 Aria
6 Choral

BWV 171 ( Gott, Wie Dein Name, So Ist Auch Den Ruhm / God, As Thy Name Is, Too, Thy Fame)
Alto Vocals – Julia Hamari
Bass Vocals – Walter Heldwein
Bassoon – Günther Pfitzenmaier
Cello – Stefan Trauer
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Claus Zimmermann
Harpsichord – Hans-Joachim Erhard
Oboe – Günther Passin, Hedda Rothweiler
Orchestra – Württembergisches Kammerorchester Heilbronn*
Soprano Vocals – Arleen Augér*
Tenor Vocals – Aldo Baldin
Timpani – Norbert Schmitt
Trumpet – Josef Hausberger, Peter Send
Violin – Georg Egger, Radboud Oomens
(15:30)
7 Coro
8 Aria
9 Recitativo
10 Aria
11 Recitativo
12 Choral

BWV 153 (Schau, Lieber Gott, Wie Meine Feind / Behold, Dear God, How All My Foes)
Bass Vocals – Walter Heldwein
Cello – Klaus-Peter Hahn
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Thomas Lom
Harpsichord – Hans-Joachim Erhard
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Tenor Vocals – Adalbert Kraus
(15:11)
13 Choral
14 Recitativo
15 Arioso
16 Recitativo
17 Choral
18 Aria
19 Recitativo
20 Aria
21 Choral

BWV 58 (Ach Gott, Wie Manches Herzeleid / Ah God, How Oft A Heartfelt Grief)
Bass Vocals – Wolfgang Schöne
Cello – Hannelore Michel
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart (cantus firmus)*
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Manfred Gräser
Harpsichord – Martha Schuster
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Soprano Vocals – Ingeborg Reichelt
Violin – Werner Keltsch
(14:48)
22 Aria Con Choral
23 Recitativo
24 Aria
25 Recitativo
26 Aria Con Choral

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo BWV 1001-1006 / Pisendel (1687-1755): Sonata a Violino Solo senza Basso (Beyer)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo BWV 1001-1006 / Pisendel  (1687-1755): Sonata a Violino Solo senza Basso (Beyer)
Version 1.0.0

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Meu jesuiscristinho, que gravação das Sonatas e Partitas de Bach que faz a francesa Amandine Beyer! Beyer é do time da música com instrumentos originais, mas há uma diferença fundamental sobre a imensa maioria. Ela toca com emoção, verve e ritmo, não é um metrônomo. Cada movimento foi pensado profunda e criativamente, de modo a experimentar novas fluências. E é um registro vibrato-free, quente e claro!!! Talvez esta seja a primeira gravação destas obras onde podemos bater o pezinho e balançar a cabeça. Basta pensar que tudo aqui deriva da música de dança. Chega de funerais! Arte impecável, execução perfeita e belo som.

Esta gravação é considerada uma das interpretações mais originais e impactantes das últimas décadas no universo da música barroca. É marcada por uma fluidez quase vocal. Como disse, ela prioriza a dança. Amandine também foi elogiada pela clareza polifônica (o “diálogo” entre vozes no violino solo é excepcionalmente claro). Ela desconstrói a grandiosidade monumental das Sonatas e Partitas, transformando-as em uma experiência íntima e humana. Não é uma versão “fácil” ou imediatamente cativante, mas que recompensa o ouvinte com camadas de significado e beleza singular. Amandine Beyer enfatiza a voz interior de Bach em vez do virtuosismo exterior. Sua gravação é um marco que dialoga com a história, sem ser museológica. Para muitos, tornou-se uma versão de referência do século XXI. Para quem busca uma interpretação que una intelecto, coração e autenticidade histórica, esta é uma bela escolha.

Como um bônus, ela inclui um trabalho solo fascinante, onde Pisendel homenageia Bach. E mais não digo porque amo Amandine, mas sou casado com outra violinista.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo BWV 1001-1006 / Pisendel (1687-1755): Sonata a Violino Solo senza Basso (Beyer)

CD1 #01 – Partita, BWV 1002: I. Allemanda
CD1 #02 – Partita, BWV 1002: II. Double
CD1 #03 – Partita, BWV 1002: III. Corrente
CD1 #04 – Partita, BWV 1002: IV. Double, Presto
CD1 #05 – Partita, BWV 1002: V. Sarabande
CD1 #06 – Partita, BWV 1002: VI. Double
CD1 #07 – Partita, BWV 1002: VII. Tempo di borea
CD1 #08 – Partita, BWV 1002: VIII. Double

CD1 #09 – Sonata BWV 1003: I. Grave
CD1 #10 – Sonata BWV 1003: II. Fuga
CD1 #11 – Sonata BWV 1003: III. Andante
CD1 #12 – Sonata BWV 1003: IV. Allegro

CD1 #13 – Partita, BWV 1004: I. Allemanda
CD1 #14 – Partita, BWV 1004: II. Corrente
CD1 #15 – Partita, BWV 1004: III. Sarabanda
CD1 #16 – Partita, BWV 1004: IV. Giga
CD1 #17 – Partita, BWV 1004: V. Ciaccona

CD2 #01 – Sonata BWV 1005: I. Adagio
CD2 #02 – Sonata BWV 1005: II. Fuga
CD2 #03 – Sonata BWV 1005: III. Largo
CD2 #04 – Sonata BWV 1005: IV. Allegro assai

CD2 #05 – Sonata BWV 1001: I. Adagio
CD2 #06 – Sonata BWV 1001: II. Fuga, Allegro
CD2 #07 – Sonata BWV 1001: III. Siciliana
CD2 #08 – Sonata BWV 1001: IV. Presto

CD2 #09 – Partita, BWV 1006: I. Preludio
CD2 #10 – Partita, BWV 1006: II. Loure
CD2 #11 – Partita, BWV 1006: III. Gavotte en rondeaux
CD2 #12 – Partita, BWV 1006: IV. Menuet I – Menuet II
CD2 #13 – Partita, BWV 1006: V. Bourée
CD2 #14 – Partita, BWV 1006: VI. Gigue

Johann Georg Pisendel: Sonata a Violino Solo senza Basso
CD2 #15 – Sonata a violino solo senza basso: I.
CD2 #16 – Sonata a violino solo senza basso: II. Allegro
CD2 #17 – Sonata a violino solo senza basso: III. Giga
CD2 #18 – Sonata a violino solo senza basso: IV. Variatione

Amandine Beyer, violino

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csacac
Pode rir à vontade, Amandine.

PQP

JS Bach (1685 – 1750): Magnificat BWV 243 e Cantata ‘Unser Mund sei voll Lachens’, BWV 110 – The Netherlands Bach Society – Jos van Veldehoven ֎

JS Bach (1685 – 1750): Magnificat BWV 243 e Cantata ‘Unser Mund sei voll Lachens’, BWV 110 – The Netherlands Bach Society – Jos van Veldehoven ֎

Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico

Salmo 126:2

Feliz Natal!

A Cantata Unser Mund sei voll Lachens  teve sua estreia no Serviço Matinal (às 7 da manhã) da Igreja de São Tomás, em Leipzig, no Dia de Natal do ano 1725, há exatos 300 anos! Sua música foi adaptada da Suíte Orquestral No. 4. O festivo primeiro movimento saúda o recém-nascido e a parte rápida da abertura está cheia de bocas sorridentes.

Três anos antes Bach preparara a música para seu primeiro Natal como cantor da Igreja de São Tomás e para tanto compusera uma primeira versão do Magnificat. Dessa composição, ele também ‘emprestou’ um trechinho de música, adaptando o Virga Jesse floruit (de Jessé nasceu a vara, de Jessé nasceu a vara, da vara o Salvador…) para o coro Ehre sei Gott in der Höhe (Louvado seja Deus, nas alturas), o cara era mesmo fera!

Jos feliz com a afinação dos meninos sopranos do PQP Bach Choir

No disco desta natalícia postagem o Magnificat é a versão posterior preparada por Bach em 1733, com nova orquestração e apenas com os trechos cantados em latim. Na primeira versão, identificada por BWV 243a, Bach interpola os textos em latim por ‘interlúdios’, que foram suprimidos na nova versão. Como explica Jos van Veldehoven no livreto do disco: ‘Essas interpolações já eram conhecidas no século XVI. Compositores acrescentaram canções de Natal alemãs e latinas entre os versos do Magnificat, tornando o texto deste último inseparável do Natal’.

A peça adaptada para a cantata, o Virga Jesse floruit é o quarto destes interlúdios, que na cantata tornou-se o coral Ehre sei Gott in der Höhe. Nesta gravação do Magnificat, o regente, que é holandês, usa música de três compositores holandeses (Dirck Janszoon Sweelinck, Jan Baptist Verrijt e Johann Hermann Schein) e um parente de João Sebastião (Johann Michael Bach) para seguir a tradição e usar ‘interlúdios’ na apresentação do Magnificat.

Aproveito a postagem para desejar a todos um feliz Natal e que muito se deliciem ao som dos holandeses… tocando Bach.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Unser Mund sei voll Lachens (BWV 110)

  1. Unser Mund sei voll Lachens
  2. Ihr Gedanken und ihr Sinnen
  3. Dir, Herr, ist niemand gleich
  4. Ach Herr, was ist ein Menschenkind
  5. Ehre sei Gott in der Höhe
  6. Wacht auf, ihr Adern und ihr Glieder
  7. Alleluja! Gelobt sei Gott

Magnificat in D major (BWV 243)

  1. Magnificat anima mea Dominum
  2. Et exsultavit spiritus meus
  3. Hoe schoon lichtet de morghen ster (1)
  4. Quia respexit humilitatem
  5. Omnes generationes
  6. Quia fecit mihi magna
  7. Currite, pastores (2)
  8. Et misericordia
  9. Fecit potentiam
  10. O Jesulein, mein Jesulein (3)
  11. Deposuit potentes
  12. Esurientes implevit bonis
  13. Ehre sei Gott in der Höhe (4)
  14. Suscepit Israel
  15. Sicut locotus est
  16. Gloria Patri

‘Einlagen’ in Magnificat:

(1) Dirck Janszoon Sweelinck (1591-1652)

(2) Jan Baptist Verrijt (1600-1650)

(3) Johann Hermann Schein (1586-1630)

(4) Johann Michael Bach (1648-1694)

The Netherlands Bach Society

Jos van Veldhoven conductor

Dorothee Mields soprano 1

Johannette Zomer soprano 2 (Magnificat)

William Towers alto

Charles Daniels tenor

Stephan MacLeod bass

Faixa Bonus

Magnificat in E-flat major, BWV 243a

  1. Virga Jesse floruit

Choir of Christchurch Cathedral Oxford

The Academy of Ancient Music

Simon Preston

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MP3 | 320 KBPS | 157 MB

Como é Natal, você ganha o presente: The Netherlands Bach Society’s recording of Bach Cantata 110 (“Unser Mund sei voll Lachens”) and the Magnificat, led by Jos van Veldhoven, is universally acclaimed for its vibrant, joyful, and pristine sound, featuring fresh-sounding, first-rate soloists and choir, demonstrating both majesty and intimacy, with critics praising its technical brilliance and authentic spirit, often highlighting the captivating instrumental work and welcome inclusion of 17th-century Dutch motets within the Magnificat. 

E viva o Jesulein, o Menino Jesus!

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas de Natal (Herreweghe, Mields, Collegium Vocale Gent)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas de Natal (Herreweghe, Mields, Collegium Vocale Gent)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um excelente disco de música sacra vindo do ateu Herreweghe. Não se enganem, este não é o Oratório de Natal formado por 6 Cantatas, são outras Cantatas Também natalinas. O ponto alto é, sem dúvida, o Magnificat que fecha o CD duplo. É uma interpretação emocionante. Uma combinação matadora de solistas de primeira linha, canto coral incomparável e trabalho impecável da orquestra de instrumentos de época. O disco foi Editor`s Choice da revista Gramophone. Não é para menos.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas de Natal (Herreweghe, Mields, Collegium Vocale Gent)

CD 1
1. Cantata No. 91, ‘Gelobet seist su, Jesu Christ,’ BWV 91 (BC A9): Choral
2. BWV 91 (BC A9): Recitativo: Der Glanz der höchsten Herrlichkeit
3. BWV 91 (BC A9): Aria: Gott, dem der Erden Kreis zu klein
4. BWV 91 (BC A9): Recitativo: O Christenheit!
5. BWV 91 (BC A9): Aria: Die Armut, so Gott auf sich nimmt
6. BWV 91 (BC A9): Choral: Das hat er alles uns getan

7. Cantata No. 121, ‘Christum wir sollen loben schon,’ BWV 121 (BC A13): Choral
8. BWV 121 (BC A13): Aria: O du von Gott erhöhte Kreatur
9. BWV 121 (BC A13): Recitativo: Der Gnade unermeßlichs Wesen
10. BWV 121 (BC A13): Aria: Johannis freudenvolles Springen
11. BWV 121 (BC A13): Recitativo: Doch wie erblickt es dich in deiner Krippen
12. BWV 121 (BC A13): Choral: Lob, Ehr und Dank sei dir gesagt

13. Cantata No. 133, ‘Ich freue mich in dir,’ BWV 133 (BC A16): Choral
14. BWV 133 (BC A16): Aria: Getrost! es faßt ein heileiger Leib
15. BWV 133 (BC A16): Recitativo: Ein Adam mag sich voller Schrecken
16. BWV 133 (BC A16): Aria: Wie lieblich klingt es in den Ohren
17. BWV 133 (BC A16): Recitativo: Wohlan! Des Todes Furcht und Schmerz
18. BWV 133 (BC A16): Choral: Wohlan, so will ich

CD 2
1. Cantata No. 63, ‘Christen, ätzet diesen Tag,’ BWV 63 (BC A8): Choral
2. BWV 63 (BC A8): Recitativo: O selger Tag! O ungermeines Heute
3. BWV 63 (BC A8): Aria: Gott, du hast es wohl gefüget
4. BWV 63 (BC A8): Recitativo: So kehret sich nun heut
5. BWV 63 (BC A8): Aria: Ruft und fleht den Himmel an
6. BWV 63 (BC A8): Recitativo: Verdoppelt euch demnach
7. BWV 63 (BC A8): Choral: Höchster, schau in Gnaden an

8. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Magnificat anima mea
9. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Et exultavit spiritus meus
10. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Vom Himmel
11. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Quia respexit humilitatem
12. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Omnes generationes
13. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Quia fecit mihi magna
14. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Freut euch und jubiliert
15. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Et misericordia
16. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Fecit potentiam
17. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Gloria in excelsis Deo
18. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Deposuit potentes
19. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Esurientes implevit bonis
20. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Virga Jesse floruit
21. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Suscepit Israel
22. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Sicut locutus est
23. Magnificat, BWV 243a (BC E14): Gloria Patri

Dorothee Blotzky-Mields: soprano
Carolyn Sampson: soprano
Ingeborg Danz: alto
Mark Padmore: tenor
Peter Kooy: bass
Sebastian Noack: bass

Philippe Herreweghe (cond.)
Collegium Vocale Gent

Total playing time: 117:09
Recorded 2001-2002 | Released 2003

Recording:
December 2001, Salle Philharmonique de Liège, Belgium (CD1)
December 2002, Arsenal de Metz, France (CD2)

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Não, Philippe, a Cantata do Café a gente posta outro dia, tá?
Não, Philippe, a Cantata do Café a gente posta outro dia, tá?

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 21 & 42 (Philippe Herreweghe, La Chapelle Royale and Collegium Vocale Gent)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 21 & 42 (Philippe Herreweghe, La Chapelle Royale and Collegium Vocale Gent)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma joia! Belas Cantatas levadas com toda a delicadeza e musicalidade que merecem. Bem, este CD reúne duas cantatas comparativamente tardias de Bach: a dramática e intensa Ich hatte viel Bekümmernis, BWV 21 e a serena e luminosa Am Abend aber desselbigen Sabbats, BWV 42. Juntas, oferecem um contraste sutil entre o desalento existencial e a esperança pacificadora — uma espécie de arco emocional que demonstra a profundidade espiritual e artística de Bach. Herreweghe faz uma abordagem de velocidade contida, equilíbrio entre as vozes, orquestração de câmara e uma sonoridade que respeita a clareza. A interpretação da BWV 21 é especialmente tocante — a dor, a angústia, a súplica ganham corpo com seriedade, sem histrionismos, mas com grande poder expressivo. Na BWV 42, Herreweghe enfatiza a serenidade reflexiva, a doçura da esperança pós–Páscoa. A orquestração e os solistas trazem a paz prometida pelo texto, com suavidade e elegância. O som limpo, com bom uso da instrumentação e a interpretação vocal refinada evita excessos e privilegia a clareza do contraponto, o que torna o discurso de Bach acessível,  humano e, por assim dizer, confiável. Este CD é não somente uma gravação de “cantatas quaisquer”, mas como uma pequena obra-prima de Bach sob a comando de Herreweghe.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 21 & 42 (Philippe Herreweghe, La Chapelle Royale and Collegium Vocale Gent)

Ich Hatte Viel Bekümmernis BWV 21
1 Sinfonia 2:54
2 Chorus: Ich Hatte Viel Bekümmernis 3:55
3 Aria (S): Seufzer, Tränen 4:16
4 Recitativo (T): Wie Hast Du Dich, Mein Gott 1:36
5 Aria (T): Bäche Von Gesalznen Zähren 6:24
6 Chorus: Was Betrübst Du Dich, Meine Seele 3:29
7 Recitativo (S, B): Ach Jesu, Meine Ruh 1:28
8 Aria. Duetto (S, B): Komm, Mein Jesu 3:55
9 Chorus: Sei Nun Wieder Zufrieden, Meine Seele 4:22
10 Aria (T): Erfreue Dich, Seele 2:57
11 Chorus: Das Lamm, Das Erwürget Ist 3:02

Am Abend Aber Desselbigen Sabbats BWV 42
12 Sinfonia 6:43
13 Recitativo (T): Am Abend Aber Desselbigen Sabbats 0:33
14 Aria (A): Wo Zwei Und Drei Versammlet Sind 10:12
15 Choral. Duetto (S, T): Verzage Nicht, O Häuflein Klein 2:19
16 Recitativo (B): Mann Kann Hiervon Ein Schön Exempel Sehen 0:46
17 Aria (B): Jesus Ist Ein Schild Der Seinen 3:23
18 Choral: Verleih Uns Frieden Gnädiglich 2:09

Alto Vocals – Gérard Lesne
Alto Vocals [Choir] – Betty Van Den Berghe, Martin Van Der Zeijst, Rik Jacobs, Steve Dugardin
Bass Vocals – Peter Harvey (tracks: 1 to 11), Peter Kooy* (tracks: 12 to 18)
Bass Vocals [Choir] – Frits Vanhulle, Jan Depuydt, Paul Van Den Berghe, Pieter Coene, Vincent Bouchot
Bassoon – Kate Van Orden (2)
Bassoon [Continuo] – Kate Van Orden (2)
Cello – Ageet Zweistra, Harmen Jan Schwitters*
Cello [Continuo] – Ageet Zweistra
Choir – Collegium Vocale
Conductor – Philippe Herreweghe
Double Bass – Jonathan Cable
Double Bass [Continuo] – Jonathan Cable
Ensemble – La Chapelle Royale
Oboe – Marcel Ponseele, Michel Henry (tracks: 12 to 18)
Positive Organ – Jan Willem Jansen
Positive Organ [Continuo] – Jan Willem Jansen
Soprano Vocals – Barbara Schlick
Soprano Vocals [Choir] – Anne Mopin, Annelies Coene, Brigitte Verkinderen, Caroline Pelon, Delphine Collot, Dominique Verkinderen, Gundula Anders
Tenor Vocals – Howard Crook
Tenor Vocals [Choir] – Joël Suhubiette, Philippe Van Isacker, Raphaël Boulay, Ulrik Loens
Timbales – Jean Chamboux (tracks: 1 to 11)
Trumpet – Jonathan Impett (tracks: 1 to 11), Léon Petré (tracks: 1 to 11), Stephen Keavy (tracks: 1 to 11)
Viola – Christine Angot (2), Galina Zinchenko
Violin – Adrian Chamorro, Martha Moore (2), Myriam Gevers, Nicolette Moonen, Peter Van Boxelaere, Roy Goodman, Ryo Terakado

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J. S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Butt / Dunedin)

J. S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Butt / Dunedin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Céus, que coisa linda este registro da Missa em Si Menor! A maior obra já escrita por um ser humano ganha aqui uma versão arrasadora de cabo a rabo, de cima a baixo. Nesta gravação destacada pela Gramophone inglesa, o que me deixou abobado foi a profunda compreensão da utilização dos corais. Nunca tinha-os ouvido tão claros. A Missa é uma obra para solistas e coral das mais espetaculares e o desempenho do Dunedin Consort permite um nível de clareza e de expressão que não são normais. Os cinco solistas, os sopranos Susan Hamilton e Cecilia Osmond, o contralto Margot Oitzinger, o tenor Thomas Hobbs e o baixo Matthew Brook, respondem com performances prenhes de musicalidade. Também as texturas orquestrais são perfeitas, transparentes. Uma coisa de louco. É CD para se ouvir muito e demais.

J. S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Butt / Dunedin)

Disc 1
1 Kyrie eleison (Chorus) 9:39
2 Christe eleison (Soprano 1 and 2) 4:33
3 Kyrie eleison (Chorus) 2:45
4 Gloria in excelsis Deo (Chorus) 1:42
5 Et in terra pax (Chorus) 4:23
6 Laudamus te (Soprano 2) 4:08
7 Gratias agimus tibi (Chorus) 3:04
8 Domine Deus (Soprano 1, Tenor) 5:10
9 Qui tollis peccata mundi (Chorus) 2:45
10 Qui sedes ad dextram Patris (Alto) 3:57
11 Quoniam tu solus Sanctus (Bass) 4:09
12 Cum Sancto Spiritu (Chorus) 3:47

Disc 2
1 Credo in unum Deum (Chorus) 1:46
2 Patrem omnipotentem (Chorus) 1:54
3 Et in unum Dominum (Soprano 1, Alto) 4:11
4 Et incarnatus est (Chorus) 2:55
5 Crucifixus (Chorus) 3:02
6 Et resurrexit (Chorus) 4:02
7 Et in Spiritum Sanctum Dominum (Bass) 5:27
8 Confiteor unum baptisma (Chorus) 3:40
9 Et expecto resurrectionem mortuorum (Chorus) 2:07
10 Sanctus (Chorus) 4:58
11 Osanna (Double Chorus) 2:38
12 Benedictus (Tenor) 4:55
13 Osanna – Da capo (Double Chorus) 2:39
14 Agnus Dei (Alto) 4:26
15 Dona nobis pacem (Double Chorus) 3:15

Matthew Brook
Susan Hamilton
Thomas Hobbs
Cecilia Osmond
Margot Oitzinger
Dunedin Consort
Dunedin Players
John Butt

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Como conseguiste isso, Butt?
Como conseguiste isso, Butt?

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Alessandro Scarlatti / Górecki / C.P.E. Bach / Geminiani / Reich / J.S. Bach: Time Present And Time Past

Alessandro Scarlatti / Górecki / C.P.E. Bach / Geminiani / Reich / J.S. Bach: Time Present And Time Past

IM-PER-DÍ-VEL !!!

CD belíssimo, absolutamente notável e anormal — às vezes parece até uma tese — deste brilhante facefriend que sofre de insônia e que, para relaxar, costuma postar gravações suas feitas a partir de seu iPhone, dando belas explicações sobre cada obra que está estudando… É uma insônia muito produtiva! O multipremiado Mahan Esfahani recebeu todos os prêmios de melhor CD de música barroca de 2014 por suas interpretações das Württemberg Sonatas, de C.P.E. Bach e pelo visto vai de novo com este Time Present and Time Past. Um outro amigo resumiu bem no Facebook o que é este CD:

Muito foda. A seleção do repertório é tão brilhante quanto a interpretação. Fazer-nos escutar o concerto de Bach sobre Vivaldi com uma cadenza de Brahms depois de Reich e Górecki foi um achado. Longa vida ao garoto!!!

Sim, o disco alterna obras barrocas e modernas e… a gente acha natural e que têm tudo a ver. Longa vida a Mahan Esfahani e que possamos ver até onde ele vai chegar. É um cara talentosíssimo, comunicativo e que quebra inteiramente a distância entre si e seu público. Acho que está identificado o Gustav Leonhardt de nosso tempo. Abaixo, ele improvisa com extraordinário talento sobre a Fantasia (sem a fuga) Cromática de Bach.

https://youtu.be/N4Ngo47jy2Y

Alessandro Scarlatti / Górecki / C.P.E. Bach / Geminiani / Reich / J.S. Bach:
Time Present And Time Past

Alessandro Scarlatti
01 06:27 VARIATIONS ON “LA FOLLIA”

Henryk Górecki — HARPSICHORD CONCERTO, OP. 40
02 04:25 1. ALLEGRO MOLTO
03 04:07 2. VIVACE

Carl Philipp Emanuel Bach
04 07:14 12 VARIATIONS ON “LA FOLIA D’ESPAGNE” IN D MINOR, WQ. 118, NO. 9 –

Francesco Geminiani
05 11:45 CONCERTO GROSSO IN D MINOR

Steve Reich
06 16:37 PIANO PHASE FOR TWO PIANOS

Johann Sebastian Bach — HARPSICHORD CONCERTO IN D MINOR, BWV 1052
07 07:49 1. ALLEGRO
08 06:38 2. ADAGIO
09 08:25 3. ALLEGRO (CADENZA: JOHANNES BRAHMS)

G. F. Handel
10. 05:15 Handel Chaconne In G Major For Harpsichord. HWV 435

Mahan Esfahani, cravo

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Mahan Esfahani após dizer que sua 'big mouth' tinha dito bobagens numa entrevista à BBC
Mahan Esfahani após dizer que sua ‘big mouth’ tinha dito bobagens numa entrevista à BBC.

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Obra completa para alaúde italiano / Giovanni Zamboni (?-?): Sonata / J. S. Bach (1685-1750): Prelúdio, Fuga e Allegro (Lindberg, Drottningholm Baroque Ensemble)

Antonio Vivaldi (1678-1741): Obra completa para alaúde italiano / Giovanni Zamboni (?-?): Sonata / J. S. Bach (1685-1750): Prelúdio, Fuga e Allegro (Lindberg, Drottningholm Baroque Ensemble)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não é o melhor dos negócios misturar Bach com outros compositores. Há opções mais inteligentes. Não obstante, este CD é excelente. O concerto que abre o CD — música conhecidíssima — é muito bonito, depois vêm algumas composições mais ou menos obscuras, fechando com a obra-prima que é o Prelúdio, Fuga e Allegro, de papai. Lindberg é um dos alaudistas mais respeitados da atualidade. Seu som é claro e expressivo. Para esta gravação, ele toca um teorba (é assim em português?) — um alaúde de braço longo com cordas graves adicionais –, que seria mais apropriado para o repertório italiano. A teorba produz um som mais rico, profundo e ressonante do que o alaúde comum, preenchendo magnificamente o espaço sonoro no papel de líder e solista. É importante notar que Vivaldi  escreveu originalmente estes concertos não para o alaúde, mas para a mandola (um outro instrumento da família do alaúde). As adaptações de Lindberg para o teorba são lindas, soando perfeitamente naturais. A gravadora sueca Bis, quando produz música barroca, acerta sempre. Sei lá por quê. Grande disco.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Obra completa para alaúde italiano + Giovanni Zamboni (?-?): Sonata + J. S. Bach (1685-1750): Prelúdio, Fuga e Allegro (Lindberg, Drottningholm Baroque Ensemble)

Antonio Vivaldi – Concerto In D Major
01 – Concerto In D Major: I. (Allegro Guisto)
02 – Concerto In D Major: II. Largo
03 – Concerto In D Major: III. Allegro

Nils-Erik Sparf, violin
Tullo Galli, violin
Kari Ottesen, cello
Alf Petersen, violone
Maria Wieslander, organ

Antonio Vivaldi – Trio Sonata In G Minor
04 – Trio Sonata In G Minor: I. Andante Molto
05 – Trio Sonata In G Minor: II. Larghetto
06 – Trio Sonata In G Minor: III. Allegro

Jacob Lindberg , lute
Nils-Erik Sparf, violin
Kari Ottesen, cello
Maria Wieslander, organ

Antonio Vivaldi – Trio Sonata In C Major
07 – Trio Sonata In C Major For Violin, Lute And Basso Continuo, RV 82: I. Allegro…
08 – Trio Sonata In C Major For Violin, Lute And Basso Continuo, RV 82: II. Larghe…
09 – Trio Sonata In C Major For Violin, Lute And Basso Continuo, RV 82: III. Allegro

Jacob Lindberg , lute
Nils-Erik Sparf, violin
Kari Ottesen, cello
Maria Wieslander, organ

Antonio Vivaldi – Concerto In D Minor
10 – Concerto In D Minor For Viola D’Amore, Lute And Orchestra: I. Allegro (Moderato)
11 – Concerto In D Minor For Viola D’Amore, Lute And Orchestra: II. Largo
12 – Concerto In D Minor For Viola D’Amore, Lute And Orchestra: III. Allegro

Jacob Lindberg , lute
Monica Huggett, viola d’amore
Drottningholm Baroque Ensemble

Giovanni Zamboni – Sonata In C Minor
13 – Sonata In C Minor For Archlute: I. Preludio
14 – Sonata In C Minor For Archlute: II. Alemanda
15 – Sonata In C Minor For Archlute: III. Giga
16 – Sonata In C Minor For Archlute: IV. Sarabanda
17 – Sonata In C Minor For Archlute: V. Gavotta

Jacob Lindberg, teorba

J.S.Bach – Prelude, Fugue & Allegro In E Flat Major
18 – Prelude, Fugue And Allegro In E Flat Major For Lute, BVM 998: I. Prelude
19 – Prelude, Fugue And Allegro In E Flat Major For Lute, BVM 998: II. Fugue
20 – Prelude, Fugue And Allegro In E Flat Major For Lute, BVM 998: III. AllegroJacob Lindberg , lute

Jakob Lindberg, teorba

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Que fálico, Jacob!

PQP

In Memoriam Arthur Moreira Lima – Coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – Parte 9 de 11: Volumes 24, 28, 38 e 40 (Clássicos Favoritos V, VI, IX & X)

Para honrar a memória e celebrar o legado extraordinário de Arthur Moreira Lima, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, publicaremos a integral da coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – seu testamento musical – de 16 de julho, seu 85° aniversário, até 30 de outubro de 2025, primeiro aniversário de seu falecimento. Esta é a nona das onze partes de nossa eulogia ao gigante.


Partes:   I   |   II   |   III   |   IV   |   V   |   VI   |   VII   |   VIII  |   IX   |   X   |   XI

Arthurzinho das massas estava em todas nos anos 80.

O embrião de tal onipresença foi sua participação no Circuito Universitário, iniciativa que desde o começo da década anterior levava grandes nomes da MPB para campi, teatros, ginásios e quaisquer outros espaços em que eles coubessem. Sempre destemido, Arthur foi o primeiro músico de concerto a embarcar  numa turnê do Circuito – e, convenhamos, o único capaz de aceitar um convite desses. Partiu de São Paulo, onde então morava, e prosseguiu de Kombi para Campinas e outras dez cidades do interior do estado. A experiência foi-lhe como um Caminho de Damasco: habitué de tantas paragens mundo afora, conhecedor de cada parada ao longo da Trans-Siberiana, Arthur enfim começava a descobrir seu país e a acolhida que as massas nos ginásios davam àquele pianista de raríssima figura, com cabeleira roqueira, calças de brim e a inseparável jaqueta de couro de alce.

Ó lá ela, a guerreira.

Não que tenha deixado a casaca de lado, como atesta, entre outros, o projeto Bach-Chopin que realizou com  João Carlos Martins. Tampouco deixou de ter preocupações fonográficas: farto da miríade de percalços para que seus discos fossem distribuídos pelas gravadoras e decidido decerto a cultivar mais uma úlcera, fundou o selo L’Art, tendo como sócio Lauro Henrique Alves Pinto, um dos “Filhos da Pauta”. Inda assim, preferia os mocassins e os pés na estrada. Xodó das multidões, para as quais era quase sinônimo de piano brasileiro, desfrutava uma liberdade incomum de escolher onde, como e com quem aparecer: mais que arroz de festa, o rei do rolê aleatório.

Até no gibi.

Se não, vejamos: depois de quase tocar com Elomar no formigueiro humano de Serra Pelada – com direito a transporte em avião da FAB, piano incluso -, acabou na não menor muvuca do Festival de Águas Claras, o “Woodstock” brasileiro, onde dividiu palco com Luiz Gonzaga (“esse cabra é tão bom que toca até Luiz Gonzaga”, foi o veredito do próprio) numa noite encerrada por João Gilberto. Às línguas de trapo que o acusavam de buscar as massas por estar em decadência técnica, respondia dando um tempo às turbas para, numa visita à Polônia, tocar (e gravar) Rachmaninoff desse jeito:

Sossegou? Claro que não: deixou São Paulo e mudou-se para o Rio, o qual voltou a chamar de morada depois de vinte anos. Foi fagocitado quase que de imediato pela boemia e requisitado em cada cantina, restaurante ou boteco onde, entre biritas, se cultivasse a boa prosa. Na confraria conhecida como “Clube do Rio”, aproximou-se de Millôr Fernandes, que prontamente reconheceu o potencial da avis rara e lhe escreveu um show, que também dirigiu – e assim, não mais que de repente, nascia “De Repente”.

Alternando textos de Millôr com bitacos de Arthur e grande música dos dois lados do muro da infâmia entre o dito “erudito” do assim chamado “popular”, o show foi um triunfo. Não demoraria para que o showman chegasse às telinhas, a convite de Adolpho Bloch, fundador da Rede Manchete. Conhecera-o em Moscou, nos seus tempos de Conservatório, mas estreitaram o convívio no Rio, frequentando o mesmo barbeiro, praticando o idioma russo e divertindo-se a falar, sem que ninguém mais compreendesse, bandalheiras impublicáveis.  Conquistado por aquele tipo maravilhoso que parecia pronto para TV, Bloch ofereceu-lhe carta branca para criar um programa semanal. Arthur pediu alto e levou: recebeu duas orquestras, dirigidas por Paulo Moura, que também lhe fazia os arranjos, e a crème de la crème  da música brasileira no rol de convidados. Nascia Um Toque de Classe, carregado daqueles momentos que, ao imaginá-los na TV aberta, fazem-me questionar em que sentido, enfim, roda a fita da civilização:

Arthur, que nunca foi muito afeito ao canto, ficou especialmente impressionado com a voz de Ney Matogrosso, que buscava novos rumos para sua carreira depois do frisson que causou com suas performances no extinto conjunto Secos & Molhados:

Ney, inacreditavelmente, ainda não se convencera de que era cantor. Arthur sugeriu que deixasse de lado a maquiagem e figurinos estrambólicos que até então tinham marcado sua carreira e que, de cara lavada, apostasse em sua rara voz. Não demorou até que o belíssimo contralto de Ney, tratado como afinado instrumento, estivesse a dividir o palco com outros quatro virtuoses.

Assim, na luxuosa companhia de Arthur, Paulo Moura (saxofone), Chacal (percussão) e Raphael Rabello (violão de sete cordas), Ney inaugurou uma nova fase em sua carreira com o show O Pescador de Pérolas. De lambujem, aproximou-se de Rabello, há já muitos anos um dos maiores violonistas do mundo, com quem mais adiante gravaria À Flor da Pele, que, em minha desimportante opinião, é um dos álbuns mais sensacionais que Pindorama deu ao mundo. O Pescador de Pérolas também virou disco, ainda que se lamente que o som do piano de Arthur, aparentemente, tenha sido captado do fundo duma lata de azeite:

Lambuzado de mel pelas massas e com saudades, talvez, de ferroadas, Arthur resolveu atirar-se no vespeiro: instigado por seu guru Darcy Ribeiro, aceitou a nomeação para alguns cargos públicos no Governo do Rio. Sob sua direção, o Theatro Municipal e a Sala Cecília Meireles receberam em seus palcos muita gente que seus habitués não deixariam nem entrar pela porta dos fundos, como a Velha Guarda da Portela. Divertindo-se com o previsível reproche de quem via violados seus espaços exclusivos e sacrossantos. Arthur ligou aquele famoso botão e prosseguiu: tocou em favelas (uma imagem de “Rocinha in Concert”está no cabeçalho dessa postagem) e chamou a Orquestra de Câmara de Moscou para tocar com ele em teatros, ao ar livre e em presídios. Quem o chamava de decadente – nem sempre por méritos artísticos – acabava por ter que deglutir cenas como as do Projeto Aquarius, em que o suposto ex-pianista e a Sinfônica Brasileira tocavam para Fla-Flus de gente:

Sim, 200 mil

Para refrescar-se das saraivadas de tomates, o Rei do Rolê Aleatório foi harmonizar seu piano com uma das vozes mais distintas do Brasil, o barítono de Nelson Gonçalves. Com alguns milhares de canções no repertório, escolher o que iria para o álbum foi por si só uma empreitada. O mais difícil, com sobras, era a incompatibilidade de relógios biológicos: Nelson acordava na hora em que Arthur ia dormir. Ainda assim, com cantor no fuso horário de Bagdá e pianista no de Honolulu, a parceria deu liga e rendeu um dos melhores álbuns de suas imensas discografias, O Boêmio e o Pianista:


Miacabo com Arthur e sua cara de “acordei agora”

Durante a extensa turnê com Nelson por mais de trinta cidades brasileiras, Arthur encantou-se com a tranquilidade e o clima ameno de Florianópolis e resolveu, enfim, lançar nela sua âncora. Trouxe seus pianos para perto do mar e até deve ter contemplado a ideia de sossegar. O sucesso da coleção “Meu Piano”, que vendeu um milhão de CDs a preços módicos em bancas de revistas, mostrou-lhe que o público não queria seu sossego. Pelo contrário: ainda havia muito mais gente a conquistar, nos vastos horizontes brasileiros, a ser buscada em seus últimos recantos, mesmo nas grotas que nunca tinham visto um piano. Assim, o rei das harmonizações improváveis juntou um Steinway com uma caçamba de Scania e partiu, como orgulhoso Camelô da Música (o termo é dele), para a mais épica jornada jamais empreendida por um artista brasileiro.


ARTHUR MOREIRA LIMA – MEU PIANO/TRÊS SÉCULOS DE MÚSICA PARA PIANO
Coleção publicada pela Editora Caras entre 1998-99, em 41 volumes
Idealizada por Arthur Moreira Lima
Direção artística de Arthur Moreira Lima e Rosana Martins Moreira Lima


Volume 24: CLÁSSICOS FAVORITOS V

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Do Pequeno Caderno para Anna Magdalena Bach:

Christian PETZOLD (1677–1733)
1 – No. 2: Minueto em Sol maior, BWV Anh. 114

Johann Sebastian BACH
2 – No. 20: Minueto em Ré menor, BWV Anh. 132

Anton DIABELLI (1781-1858)

Das Sonatinas para piano, Op. 168:
3 – Moderato cantabile
4 – Andantino

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Das Duas Sonatinas para piano, WoO Anh. 5
5 – Sonatina em Sol maior

Robert Alexander SCHUMANN (1810-1856)

Do Álbum para Jovens, Op. 68
6 – O Camponês Alegre
7 – O Cavaleiro Selvagem
8 – Siciliana
9 – Um Pequeno Romance
10 – São Nicolau

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)

Seis Danças Populares Romenas, Sz. 56
11 – Do Bastão
12 -Do Lenço
13 – Sem Sair Do Lugar
14 – Da Trompa
15 – Polka Romena
16 – Finale: Presto

Heitor VILLA-LOBOS (1887-1959)

Do Guia Prático para Piano, Primeiro Álbum:
,17 – Acordei de Madrugada
18 -A Maré Encheu
19 – A Roseira
20 -Manquinha
21 – Na Corda Da Viola

[as obras de Villa-Lobos não estão disponíveis pelos motivos aqui listados]

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)

Das Doze Peças para piano, Op. 40:
22 – No. 2: Chanson triste

Enrique GRANADOS Campiña (1867-1916)

Das Doze Danças Espanholas:
23 – No. 5, “Andaluza”

Edvard Hagerup GRIEG (1843-1907)

Das Peças Líricas, Op. 43:
24 – No. 6: “À Primavera”

Achille Claude DEBUSSY (1862-1918)

Dos Prelúdios, Primeiro Livro:
25 – No. 8: La fille aux cheveux de lin

Dmitry Dmitryievich SHOSTAKOVICH (1906-1975)

Das Danças das Bonecas, Op. 91:
26 – No. 1: Valsa Lírica
27 – No. 4: Polka
28 – No. 5: Valsa-Scherzo

Scott JOPLIN (1868-1917)
29 – The Entertainer

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: St. Philip’s Church, Londres, Reino Unido, 1998-99
Engenharia de som: Peter Nicholls
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Produção, edição e masterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1999.

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Volume 28: CLÁSSICOS FAVORITOS VI

Antônio CARLOS GOMES (1836-1896)
Transcrição de Nicolò Celega (1846-1906)

Da ópera Il Guarany:
1 – Protofonia

Carl Maria Friedrich Ernst von WEBER (1786-1826)

2 – Convite à Dança, Op. 65

Franz Peter SCHUBERT (1979-1828)

Dos Quatro Improvisos para piano, D. 899:
3 – No. 4 em Lá bemol maior

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)
4 – Rondo Capriccioso, Op. 14

Johannes BRAHMS (1833-1897)

Das Valsas para piano, Op. 39:
5 – No. 1 em Si maior
6 – No. 2 em Mi maior
7 – No. 3 em Sol sustenido menor
8 – No. 6 em Dó sustenido maior
9 – No. 15 em Lá bemol maior

George GERSHWIN (1898-1937)

10 – Rhapsody in Blue

Gravação: St. Philip’s Church, Londres, Reino Unido, 1999
Engenharia de som: Peter Nicholls
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Produção, edição e masterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1999.

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Volume 38: CLÁSSICOS FAVORITOS IX – TRANSCRIÇÕES CÉLEBRES

Ferenc LISZT (1811-1886)

Dos Doze Lieder de Franz Schubert, S. 558:
1 – No. 9: Ständchen

2 – Miserere du Trovatore de Giuseppe Verdi, S. 433

Do Wagner-Liszt Album:
3 – Isoldes Liebestod

4 – Liebeslied, S. 566 (baseada em Widmung, Op. 25 no. 1 de Robert Schumann)

De Années de Pèlerinage – Deuxième Année: Italie, S. 161:
5 – No. 5: Sonetto 104 del Petrarca

Johannes BRAHMS
Transcrição de Percy Grainger (1882-1961)

Das Cinco Canções, Op. 49:
6 – No. 4: Wiegenlied

Aleksandr Porfirevich BORODIN (1833-1887)
Transcrição de Felix Blumenfeld (1863-1931)

De Príncipe Igor, ópera em quatro atos:
7 – Dança Polovetsiana no. 17

George GERSHWIN
Transcrição de Percy Grainger
8 – The Man I Love

Oscar Lorenzo FERNÁNDEZ (1897-1948)
Transcrição de João de Souza Lima (1898-1982)

Da Suíte Reisado do Pastoreio:
9 – No. 3: Batuque

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: All Saints Church, Tooting, Londres, Reino Unido, 1999
Engenharia de som: Peter Nicholls
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Produção, edição e masterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1999

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Volume 40: CLÁSSICOS FAVORITOS X

Charles-François GOUNOD (1818-1893)

1 – Ave Maria (Meditação sobre o Primeiro Prelúdio para piano de Johann Sebastian Bach)

Johann Sebastian BACH

Da Fantasia e Fuga em Dó menor, BVW 906:
2 – Fantasia

Franz SCHUBERT

Três Valsas:
3 – Op. 9 nº 1
4 – Op. 9 nº 2
5 –  Op. 77 nº 10

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

Dos Doze Estudos para piano, Op. 10:
6 – No. 3 em Mi maior

Ferenc LISZT

Dos Três Estudos de Concerto, S. 144:
7 – No. 3: Un Sospiro

Johannes BRAHMS

Dos Três Intermezzi para piano, Op. 117:
8 – No. 2 em Si bemol menor

Leopold Mordkhelovich GODOWSKY (1870-1938)

9 – Alt-Wien

Isaac Manuel Francisco ALBÉNIZ y Pascual (1860-1909)

De Chants d’Espagne, Op. 232:
10 – No. 1: Prélude (Asturias)

Joseph Maurice RAVEL (1875-1937)

11 – Pavane pour une infante défunte

Manuel de FALLA y Matheu (1876-1946)
Transcrição do compositor

Do balé El Sombrero de Tres Picos:
12 – Danza del Molinero

Gabriel Urbain FAURÉ (1845-1924)
Transcrição de Percy Grainger

Das Três Melodias, Op. 7:
13 – No. 1: Après un Rêve

Ludomir RÓŻYCKI (1883-1953)
Transcrição de Grigory Ginzburg (1904-1961)

14 – Valsa da Opereta Casanova

Antônio CARLOS GOMES

15 – Quem Sabe?

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: All Saints Church, Tooting, e Rosslyn Hill Chapel, Londres, Reino Unido, 1999
Engenharia de som: Peter Nicholls
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Produção, edição e masterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1999

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9ª parte da entrevista do pianista Arthur Moreira Lima a Alexandre Dias, em que ele abordou os seguintes tópicos, sobre sua carreira na década de 1990: concertos que tocou no morro da Mangueira e na Rocinha; período em que foi diretor da Sala Cecília Meireles; período em que foi subsecretário de cultura do estado do RJ, encarregado do interior; sua colaboração com o cantor Nelson Gonçalves; o recital que realizou juntamente com Ana Botafogo; seu disco dedicado ao compositor Brasílio Itiberê; a grande coleção de 41 CDs “Meu piano”, lançada pela Caras em 1998; a caixa de 6 CDs “MPB – Piano collection”, dedicada a Dorival Caymmi, Chico Buarque, Tom Jobim, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Roberto Carlos; disco dedicado a Astor Piazzolla, com arranjos de Laércio de Freitas

Em homenagem a Fluminense Moreira Lima, seguimos com o álbum de figurinhas dos campeões da Copa Rio de 1952. Eis o ponta-esquerda Joaquim Albino, o Quincas (1931-2000).

Vassily

J.S. Bach: Cantatas BWV 54, 82, 170 (Iestyn Davies, Arcangelo, Jonathan Cohen)

Este disco é o irmão do outro postado dias atrás também com cantatas para alto de J.S. Bach. Também aqui, o órgão tem espaço para brilhar, ao contrário da grande maioria das cantatas, na qual esse instrumento faz parte do continuo junto com outros como cravo, viola da gamba, violoncelo, alaúde, etc. O continuo, na música daquele período, não tinha uma instrumentação obrigatória: por exemplo, podemos imaginar que se um talentoso contrabaixista estava visitando a cidade ele se juntava ao grupo naquele dia em específico. Quando um instrumento era realmente obrigatório, usava-se a palavra obbligato, indicando que aquele instrumento é essencial, não devendo ser omitido nem substituído.

Esses dois discos gravados pelos ingleses Davies/Cohen/Arcangelo abrangem todas as cantatas de Bach para alto. Além das três estreadas em 1726 (BWV 35, 169, 170), há também a BWV 54, estreada em Weimar por volta de 1715, e a BWV 82 – Ich habe genug, uma das mais famosas cantatas. Esta última estreou em Leipzig para voz de baixo (1727), depois foi transposta para soprano (1731) e para alto (1747), o que mostra que ela já era popular na época. Tanto a BWV 54 como a 82, como aliás a grande maioria das cantatas de Bach, não têm sofisticados solos para órgão. Nelas, o órgão se funde com o violoncelo e outros instrumentos do continuo, o que apenas acentua o encontro raro e significativo da voz com o órgão naquelas três cantatas de 1726. Naquele momento, Bach “descobriu” os duetos de alto com órgão, descoberta comparável à “descoberta” do clarinete por Mozart e do tímpano por Haydn: um encontro do compositor já maduro com sons que o estimularam por mares nunca dantes navegados. Encontro influenciado por coincidências da vida, algo que os esotéricos talvez relacionariam a uma conjunção de estrelas e os religiosos poderia chamar de milagre.

J.S. Bach: Cantatas BWV 54, 82, 170 (Iestyn Davies, Arcangelo, Jonathan Cohen)
1-5. Cantata “Vergnügte Ruh”, BWV 170
6-9. Cantata “Widerstehe doch der Sünde”, BWV 54
10. “Ich liebe den Höchsten”, BWV 174 – Sinfonia
11-15. Cantata “Ich habe genug”, BWV 82

IESTYN DAVIES countertenor
with CAROLYN SAMPSON soprano / JOHN MARK AINSLEY tenor / NEAL DAVIES bass-baritone
MARK WILLIAMS organ
ARCANGELO / JONATHAN COHEN conductor

Recorded in St Jude-on-the-Hill, Hampstead Garden Suburb, London, 2015

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Um dos órgãos que Bach tocou, na igreja de Arnstadt, Alemanha

Pleyel

In Memoriam Arthur Moreira Lima – Coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – Parte 7 de 11: Volumes 9, 10, 16 & 32 (Ernesto Nazareth I/Johann Sebastian Bach/Astor Piazzolla/Ernesto Nazareth II)

Para honrar a memória e celebrar o legado extraordinário de Arthur Moreira Lima, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, publicaremos a integral da coleção Meu Piano/Três Séculos de Música para Piano – seu testamento musical – de 16 de julho, seu 85° aniversário, até 30 de outubro de 2025, primeiro aniversário de seu falecimento. Esta é a sétima das onze partes de nossa eulogia ao gigante.


Partes:   I   |   II   |   III   |   IV   |   V   |   VI   |   VII   |   VIII   |   IX   |     |   XI

Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1966. Depois de iniciar seu exigente programa com a Fantasia de Schumann e a Sexta Sonata de Prokofiev, e antes de fechá-lo com os vinte e quatro Prelúdios de Chopin, o quase moscovita Arthur Moreira Lima, de visita ao pago, viu-se compelido pela bruta força da lei a tocar uma cota de peças brasileiras. Inimigo do óbvio, como sempre, guardou seus muitos Villa-Lobos nas mangas da casaca e tascou as notas inventadas por um seu conterrâneo nascido não tão longe dali, no morro do Nheco. Era a valsa de um pianeiro – pois assim chamavam os pianistas populares, ou de “bossa”, em seu tempo -, de um operário do piano que sonhara com as ribaltas dos grandes teatros, mas tivera que ganhar a vida a dar aulas e tocar em saraus, alguns dos quais frequentados por Luísa, a avó de Arthur. E assim, décadas depois de ser barrada daquele mesmo palco, por ser fruto de um pianeiro e, portanto, acharem-na indigna das salas de concerto, que a grande música de Ernesto Nazareth foi ouvida pela primeira vez no Municipal e o nosso herói começou a dar o maior cavalo de pau de sua vida.

Tocar Nazareth no Municipal era tão improvável que o redator se embananou na descrição do programa e criou um compositor híbrido polono-brasileiro, Ernesto N. Chopin.

Além de “Coração que Sente“, Arthur tocou o “Batuque“. A plateia veio abaixo e a crítica, surpreendentemente, guardou seus tomates. “Com a mesma independência que moveu Moreira Lima a colocar Nazareth entre Schumann, Prokofieff e Chopin”, escreveu um deles, “deve-se assinalar aqui que foram essas breves composições as mais comoventes de toda a noite”. Arthur lembraria, décadas mais tarde, da sensação causada por seu arrojo:

Me orgulho de ter podido contribuir para esse revival de Nazareth numa época em que ele andava meio esquecido, meio fora de moda. Mas como eu ia esquecer, se cresci ouvindo minha avó tocar aqueles tangos todos? É uma imagem que guardo viva comigo: eu pequeno, na casa da rua Dois de Dezembro, no Catete, ouvindo minha avó tocar o piano de armário dela: ‘Famoso’, ‘Escorregando’, ‘Odeon’, ‘Brejeiro’ e o próprio ‘Coração que sente'”

Na década seguinte, o então semivienense estava em nova visita à terrinha. Seu amigo, o jornalista e crítico musical Sérgio Cabral, chamou-o para almoçar. Entre chopes e ante um bobó de camarão, apresentou-lhe um outro amigo, um publicitário que se urdira da túnica de produtor fonográfico e embarcara na mais ambiciosa, desenfreada e maravilhosa iniciativa até então vista de criar uma gravadora movida tão só a grande Música Brasileira. Arthur Moreira Lima e Marcus Pereira se adoraram à primeira vista, e bastou a centelha de duas palavras de Cabral – “Ernesto Nazareth” – para que recém-amigos se incendiassem com a ideia de gravar aquela grande música. Saíram de lá com o plano firme de um álbum duplo com obras do Mestre do Morro do Nheco, cuja lista preliminar Arthur já rabiscara no primeiro papel que encontrou. Em alguns meses, naquele mesmo ano da graça de 1974, ele adentraria um estúdio londrino para de lá sair, em meros dois dias, com vinte e cinco faixas gravadas. “Arthur Moreira Lima Interpreta Ernesto Nazareth”, lançado no ano seguinte, vendeu sensacionais duzentas mil cópias, e rendeu um segundo tomo, lançado em 1977, com outras vinte e quatro obras e o seguinte veredito do crítico José Ramos Tinhorão, do Jornal do Brasil:

[O disco cumpre o papel de] exorcizar, definitivamente, o preconceito de dependência cultural europeia da elite brasileira, segundo a qual somente autores consagrados merecem interpretação recitalista”

Óbvio que assinamos com o relator.


O sucesso da dobradinha Ernesto/Arthur transformou aquele carioca que tocava mais russamente que os próprios russos no xodó de chorões do Brasil inteiro, e no glúteo favorito dos pontapés de tanta gente obtusa. Inaugurava-se, assim, um dos passatempos favoritos de seus pares no Brasil: falar dele com desdém, certamente incensado pela inveja, a que Arthur, às gargalhadas, sempre deu de ombros até o fim de seus dias.  “Dizem que vou ao cinema para torcer pelo bandido”, ria nosso herói, talvez a reconhecer que, para muitos compatriotas incompreensivos, ele próprio era um pouco bandido – um gauche da Música.

Os gauches, claro, sempre se atraem. Em inda outra visita à terrinha, em 1979, já nas saideiras de Barcelona, quase com um pé de volta ao Rio, o novo Rei do Tango Brasileiro encontrou o Demiurgo do Tango Argentino. Astor Piazzolla estava em turnê pelo Brasil, e Arthur aproveitou o ensejo para realizou o antigo sonho de conhecer o ídolo. Não deixaria de fazê-lo, por óbvio, em grande estilo: ofereceu seus préstimos de fã, melômano e afiado hispanohablante a uma emissora de televisão e dela ganhou a incumbência de, com credenciais de repórter impromptu, entrevistar a azeda fera. O que era para ser um curto encontro acabou virando, entre incontáveis veja-bens e che-boludos, uma noite virada em animada charla. Adoraram-se instantaneamente e tornaram-se amigos para toda a vida. Ainda mais que a admiração pela grande música do mestre argentino, Arthur identificava-se com o longo exílio e, sobretudo, com a incompreensão experimentada por Astor em seu país natal, onde era, entre outros impropérios, “el asesino del tango“, acusado de distorcer aquele sacrossanto tesouro cultural argentino com tacapes de música de concerto e de corroê-lo com ácidos jazzísticos.

A devoção a Piazzolla, pensava ele ao sair do memorável encontro, teria que ser eternizada em disco. Levou quase vinte anos para gravá-lo. Astor, que morrera em 1991, chegou mesmo a legar ao amigo brasileiro a distinta dedicatória de uma peça inédita, para que dela fizesse a primeira gravação: um tango para piano solo composto em 1953 em Paris, nos tempos em estudara com Nadia Boulanger, e que deveria chamar-se “Tango” (“sencillamente ‘Tango’, Arthur, nada más“), mas acabou publicada como “Tango Preludio”. Tocá-la, claro, não seria qualquer problema – o que lhe tirava o sono era preencher o restante do álbum, transpondo para um teclado e tão só dez dedos toda a complexidade das composições de Piazzolla para o bandoneón e seu conjunto. Ao conhecer o genial Laércio de Freitas, suspirou em alívio: não só descobriu a quem confiaria a tarefa, com também fez outro amigo para o resto de seus dias:


ARTHUR MOREIRA LIMA – MEU PIANO/TRÊS SÉCULOS DE MÚSICA PARA PIANO
Coleção publicada pela Editora Caras entre 1998-99, em 41 volumes
Idealizada por Arthur Moreira Lima
Direção artística de Arthur Moreira Lima e Rosana Martins Moreira Lima


Volume 9: ERNESTO NAZARETH I

Ernesto Júlio de NAZARETH (1863-1934)

1 – Odeon
2 – Escorregando
3 – Duvidoso
4 – Batuque
5 – Fon-Fon
6 – Apanhei-Te Cavaquinho
7 – Brejeiro
8 – Pássaros em Festa
9 – Bambino
10 – Sarambeque
11 – Carioca
12 – Turuna
13 – Quebradinha
14 – Dirce
15 – Improviso

Arthur Moreira Lima, piano

Gravações: American Institute of Arts, Nova York, Estados Unidos, 1982.
Produção e engenharia de som: Judith Sherman
Coordenação geral: Jay K. Hoffman
Coordenação da produção: Manuel Luiz da Silva
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1998.

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Volume 10: JOHANN SEBASTIAN BACH

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

1 – Prelúdio em Dó Menor, BWV 999
2 – Prelúdio para órgão em Sol menor, BWV 535 (transcrição para piano de Aleksandr Siloti)

Partita no. 1 em Si bemol maior, BWV 825
3 – Praeludium
4 – Allemande
5 – Courante
6 – Sarabande
7 – Menuet I & II
8 – Gigue

9 – Invenção a duas vozes em Ré menor, BWV 775

Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor, BWV 903
10 – Fantasia
11 -Fuga

Partita no. 2 em Dó menor, BWV 826
12 – Sinfonia
13 – Allemande
14 – Courande
15 – Sarabande
16 – Rondeau
17 – Capriccio

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: St. Philip’s Church, Londres, Reino Unido, 1998.
Engenharia de som: Peter Nicholls
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Produção, edição e masterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1998.

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Volume 16: ASTOR PIAZZOLLA

Astor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)
Arranjos de Laércio de Freitas (1941-2024)

Tangata, Silfo y Ondina
1 – Fugata
2 – Soledad
3 – Finale

4 – Libertango

Das Cuatro Estaciones Porteñas:
5 – Invierno Porteño

6 – Decarisimo
7 – Oblivion

Astor PIAZZOLLA

8 – Tango-Preludio (dedicado a Arthur Moreira Lima)

Astor PIAZZOLLA
Arranjos de Laércio de Freitas

9 – Onda Nueve
10 – Balada para un Loco
11 – Adiós, Nonino

Arthur Moreira Lima, piano

Gravação: St. Philip’s Church, Londres, Reino Unido, 1997.
Engenharia de som: Peter Nicholls
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Produção, edição e masterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1998.

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Álbum publicado originalmente no PQP Bach pelo colega CVL em 2008, nessa postagem aqui, que não lhe mostrava a capa e contracapa maravilhosas:


 


Volume 32: ERNESTO NAZARETH II

Ernesto NAZARETH

1 – Elegantíssima
2 – Ameno Resedá
3 – Tenebroso
4 – Ouro sobre Azul
5 – Nenê
6 – Labirinto
7 – Confidências
8 – Famoso
9 – Mercedes
10 – Vem cá, Branquinha
11 – Turbilhão de Beijos
12 – Você bem Sabe
13 – Pinguim
14 – Floraux
15 – Coração que Sente

Arthur Moreira Lima, piano

Gravações: American Institute of Arts, Nova York, Estados Unidos, 1982.
Produção e engenharia de som: Judith Sherman
Coordenação geral: Jay K. Hoffman
Coordenação da produção: Manuel Luiz da Silva
Piano: Steinway & Sons, Hamburgo
Remasterização: Rosana Martins Moreira Lima, na Cia. de Áudio, São Paulo, 1998.

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BÔNUS: as históricas gravações de Ernesto Nazareth para o selo Discos Marcus Pereira, que já tínhamos publicado aqui, em ripagens muito melhores que as anteriormente disponibilizadas.

ARTHUR MOREIRA LIMA INTERPRETA ERNESTO NAZARETH, VOLUME 1 (1975)

Disco 1
Fon Fon
Confidências
Retumbante
Faceira
Turuna
Ameno Resedá
Batuque
Coração que sente
Duvidoso
Turbilhão de Beijos
Labirinto
Apanhei-te Cavaquinho

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Disco 2
Famoso
Fidalga
Floraux
Nenê
Mercedes
Odeon
Brejeiro
Eponina
Escovado
Passaros em festa
Sarambeque
Vem cá, branquinha
Você bem sabe

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ARTHUR MOREIRA LIMA INTERPRETA ERNESTO NAZARETH, VOLUME 2 (1977)

Disco 1
Bambino
Crê e Espera
Tenebroso
Favorito
Perigoso
O Futurista
Plangente
Dirce
Subtil
Quebradinha
Meigo
Espalhafatoso

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Disco 2
Carioca
Escorregando
Adieu
Sustenta a… Nota
Yolanda
Elegantíssima
Expansiva
Janota
Ouro sobre azul
Improviso
Dora
Pinguin

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“7ª parte da entrevista do pianista Arthur Moreira Lima a Alexandre Dias, em que ele falou sobre sua participação como jurado em um concurso de choro no final da década de 1970, época em que presenciou o renascimento do choro. Falou sobre sua parceria com Elomar, que resultou nos discos Parcelada malunga e ConSertão, e também comentou sobre seu LP Com licença, lançado no início da década de 1980, consolidando sua dedicação à música brasileira. Também mencionou o recital e disco “Bach Meets Chopin” que realizou com João Carlos Martins, e as gravações que ele fez de obras de Chopin, que resultando na gravação da maior parte de seus ciclos, e todas suas obras para piano e orquestra. Falou sobre sua histórica regravação de obras de Ernesto Nazareth em 1982, que teve reconhecimento internacional, e comentou sobre sobre a sua participação na gravadora independente L’Art, da qual ele era um dos sócios.”

 

Em homenagem a Fluminense Moreira Lima, estamos a montar um álbum de figurinhas dos campeões da Copa Rio de 1952. Na imagem, o atacante Mário Pedro, o Marinho (1926-2005).

Vassily

J.S. Bach: Cantatas BWV 35 & 169 / D. Buxtehude: Klag-Lied BuxWV76b / Schütz: Erbarm Dich Mein, O Herre Gott SWV447 (Iestyn Davies, Arcangelo, Jonathan Cohen)

Nas partituras usadas há séculos na música de concerto ocidental, muita coisa é escrita e lida em termos bastante racionais: uma oitava é uma oitava, pausa é uma pausa… Na música tonal, é mais ou menos evidente a função de uma pausa, de uma oitava, de uma dissonância resolvida na tônica, etc. Mas quando se trata de timbre e orquestração, muitas vezes as intenções dos compositores podem ser misteriosas e relacionadas com fatos específicos das suas vidas. Mozart, por exemplo, escreveu para clarinete só quando já vivia em Viena: tanto o quinteto como o concerto foram compostos para um clarinete-baixo que poucos anos depois caiu em desuso, de modo que a versão publicada em 1801, transcrita para clarinete tradicional (mais agudo) é aquela que é tocada quase sempre até hoje. Já Haydn, por volta de 1795, quando já tinha composto mais de cem sinfonias e umas dez missas, resolveu incluir partes para tímpanos bem mais proeminentes na Sinfonia nº 103 e na Missa “em tempos de guerra”, como comentei aqui.

J.S. Bach, ao escolher os instrumentos e vozes humanas para suas obras, também seguiu caminhos muitas vezes misteriosos. Ninguém tem certeza do que ele quis dizer com “flauti d’echo” no seu 4º Concerto de Brandenburgo: essa expressão não é usada em qualquer outra obra. Harnoncourt entendia que eram duas flautas doces tocando afastadas dos outros músicos, criando um efeito de eco, já outros especialistas chegaram a outras conclusões.

Outro mistério: por que, na sua coleção de mais de 200 obras vocais que, em sua maioria, misturam movimentos corais com árias para solistas*, Bach compôs três obras para alto com órgão obbligato estreadas em Leipzig em três domingos entre julho e outubro de 1726?

* No século XIX, quando foram editadas, as obras que não se encaixavam como “Paixão”, “Missa”, “Magnificat” ou outra categoria foram classificadas sob o guarda-chuva “Cantata”: essa provavelmente não era a palavra mais usada por Bach. Também data do século XIX a numeração dos “BWV”, que é mais ou menos arbitrária: tirando a ordem da reedição no século XIX, não há qualquer motivo para a cantata de BWV 35 (estreada em setembro de 1726) ter numeração distante das 169 (outubro de 1726) e 170 (julho de 1726).

São poucas as informações sobre os solistas que Bach tinha à disposição nas igrejas onde trabalhava. A hipótese de que, naquele ano, Bach se entusiasmou com a voz de um cantor é apenas isso, uma hipótese sem se apoiar em outros documentos além dessas cantatas. E o motivo para Bach ter escrito complicadas partes para órgão tampouco é claro. Apenas podemos imaginar que, na cabeça do mestre de Leipzig, os sons do órgão combinavam especialmente com a voz de alto (correspondente às contraltos e mezzo-soprano, para as mulheres, e, para os homens, ao contratenor e ao haute-contre no barroco francês).

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 –1750)
Gott soll allein mein Herze haben BWV 169 [22’59]
1 Sinfonia [7’23]
2 Arioso e Recitativo Gott soll allein mein Herze haben [2’48]
3 Aria Gott soll allein mein Herze haben [5’45]
4 Recitativo Was ist die Liebe Gottes? [0’48]
5 Aria Stirb in mir [4’33]
6 Recitativo Doch meint es auch dabei [0’28]
7 Choral Du süße Liebe, schenk uns deine Gunst [1’11]

HEINRICH SCHÜTZ (1585 –1672)
8 Erbarm dich mein, o Herre Gott SWV447 [4’00]

DIETERICH BUXTEHUDE (c. 1637–1707)
Klag-Lied BuxWV76b [13’03]
9 Verse 1 Muss der Tod denn auch entbinden [1’48]
10 Verse 2 Unsre Herzen sind die Väter [1’50]
11 Verse 3 Solcher ist mir auch gewesen [1’50]
12 Verse 4 Dieser nun wird mir entrissen [1’47]
13 Verse 5 Und dass er nun den empfangen [1’50]
14 Verse 6 Er spielt nun die Freuden-Lieder [1’50]
15 Verse 7 Schlafe wohl, du Hochgeliebter [2’04]

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 –1750)
Geist und Seele wird verwirret BWV35 [25’08]
16 PART I Sinfonia [5’02]
17 Aria Geist und Seele wird verwirret [7’38]
18 Recitativo Ich wundre mich [1’34]
19 Aria Gott hat alles wohlgemacht [3’18]
20 PART II Sinfonia [3’12]
21 Recitativo Ach, starker Gott [1’16]
22 Aria Ich wünsche nur bei Gott zu leben [3’06]

IESTYN DAVIES countertenor
with CAROLYN SAMPSON soprano / JOHN MARK AINSLEY tenor / NEAL DAVIES bass-baritone
TOM FOSTER organ
ARCANGELO / JONATHAN COHEN conductor

Recorded in St Jude-on-the-Hill, Hampstead Garden Suburb, London, 2020

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Estátua de Bach em Leipzig

Pleyel

J.S. Bach (1685 – 1750): Original & Counterfeit – Concertos arranjados dos BWV 1052, 1053, 1056 & 1057 – Ensemble Odyssee ֎

J.S. Bach (1685 – 1750): Original & Counterfeit – Concertos arranjados dos BWV 1052, 1053, 1056 & 1057 – Ensemble Odyssee ֎

We are Ensemble Odyssee, and we are eager to share our music with you.

[Frase do livreto]

Bach, assim como vários outros compositores do período barroco, usava peças compostas anteriormente para produzir novas obras, adaptando para outros instrumentos ou combinação diferente de instrumentos, revivendo assim peças que poderiam ficar esquecidas. Esse parece ter sido o caso dos concertos para cravo que ele produziu para as apresentações no Café Zimmermann, em Leipzig.

Este disco sugere um percurso inverso, com arranjos de alguns desses concertos para uma combinação de outros instrumentos solistas e formação camerística. O pequeno número de instrumentos, no entanto, não rouba da música toda a sua grandiosidade e fleuma assim como sua diversidade sonora. Eu adorei tudo, em especial os andamentos, que podem ser perigosamente rápidos no caso dos grupos historicamente informados.

Para fechar o disco, um arranjo do próprio João Sebastião como que para ilustrar que a prática é ‘legítima’ e que a música é verdadeiramente de Bach. Eu diria que nem precisava…

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto in E-Flat Major, after BWV 1053, 169, 49,

(Arr. for Recorder & Orchestra by Andrea Friggi & Anna Stegmann)

  1. [Allegro]
  2. Siciliano
  3. Allegro

Concerto in D Minor, after BWV 1052, 146,

(Arr. for Violin & Strings by Eva Saladin & Andrea Friggi)

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto in G Minor, after BWV 1056,

(Arr. for Oboe & Strings by Georg Fritz & Andrea Friggi)

  1. [Allegro]
  2. Largo
  3. Presto

Concerto in F Major BWV 1057, 1049,

(Arr. for Harpsichord, two Recorders & Strings by Johann Sebastian Bach)

  1. [Allegro]
  2. Andante
  3. Allegro assai

Ensemble Odyssee

Anna Stegmann, Georg Fritz, flautas doce

Georg Fritz, Daniel Lanthier, oboés

Hanna Lindeijer, oboé da caccia

Eva Saladin, Ivan Iliev, Tomoe Badiarova, Elise Dupont, violinos

Nadine Henrichs, viola

Agnieska Oszanca, violoncelo

Hen Goldsobel, contrabaixo

Andrea Friggi, cravo

Gravação: 4 a 6 de abril de 2024

Schuikerk De Hoop, Diemen, Holanda

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MP3 | 320 KBPS | 169 MB

O pessoal do Ensemble Odyssee esperando o início da matinée

“The overall refinement of their musical expression, profound knowledge in the field of historically informed performance practice, flawless intonation and sense of subtle nuances, confirm that Ensemble Odyssee is clearly among the top in its field.”                   Karel Veverka, Opera Plus 2017

Aproveite!

René Denon

Britten, Bach, Ligeti: Peças para Violoncelo Solo (Perényi)

Britten, Bach, Ligeti: Peças para Violoncelo Solo (Perényi)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O húngaro Miklós Perényi é reconhecido como um dos grandes violoncelistas da sua geração, com um som distinto, matizado, acompanhado de uma  musicalidade extraordinária. Aqui ele dá o seu primeiro recital a solo para a ECM, interpretando obras notáveis ​​de Bach, Britten e Ligeti. O CD veio logo após sua brilhante atuação, ao lado de András Schiff, nas premiadas gravações da Música Completa para Piano e Violoncelo de Beethoven. Perényi interpreta a Terceira Suíte de Benjamin Britten para violoncelo solo, op. 97 (1971) e a Suite n.º 6 de Johann Sebastian Bach em ré maior, BWV 1012, tornando clara a sua interligação histórica e temática. Britten escreveu suas suítes para violoncelo para Mstislav Rostropovich, inspirado por ouvi-lo tocar as suítes de Bach. Rostropovich saudou todas as suítes de violoncelo de Britten como obras-primas, mas destacou a Terceira (escrita em 1971) para um elogio especial: “puro gênio”, em suas palavras. Na obra, Britten cita fragmentos de melodias de canções folclóricas russas que emergem plenamente no movimento final. Neste disco, a última suíte para violoncelo de Bach segue a de Britten, e o Bach de Perényi dança com elegância e energia. O álbum termina com um retorno à Hungria e à Sonata para violoncelo solo de Gyorgy Ligeti de 1948-1953. Ligeti lançou a peça para publicação apenas em 1979, então ela figura na cronologia antes e depois de Britten. Trata-se de uma obra poderosa e sincera de um compositor que estudou violoncelo.

Britten, Bach, Ligeti: Peças para Violocelo Solo (Perényi)

Benjamin Britten: Third Suite op. 87 (1971)
01 Introduzione. Lento 2:15
02 Marcia. Allegro 1:34
03 Canto. Con moto 1:08
04 Barcarola. Lento 1:12
05 Dialogo. Allegretto 1:09
06 Fuga. Andante espressivo 2:32
07 Recitativo. Fantastico 1:09
08 Moto perpetuo. Presto 0:51
09 Passacaglia. Lento solenne 8:33

Johann Sebastian Bach: Suite VI D-Dur BWV 1012
10 Prélude 5:31
11 Allemande 6:34
12 Courante 3:50
13 Sarabande 5:42
14 Gavotte I – II 4:32
15 Gigue 3:46

György Ligeti: Sonata (1948/53)
16 Dialogo. Adagio, rubato, cantabile 3:59
17 Capriccio. Presto con slancio 3:35

Miklós Perényi, violoncelo

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Britten comemorando mais um post no PQP Bach.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Beatrice Rana)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Beatrice Rana)

Beatrice Rana completou 24 anos neste ano da graça de 2017. Em seu segundo lançamento em CD, a jovem pianista italiana resolveu enfrentar um pináculo do repertório de teclado solo e o compositor que descreveu como seu “primeiro amor”, Johann Sebastian Bach. Sua interpretação é muito boa, sem chegar ao nível de gente como Gould, Hewitt, Hantaï e Leonhardt, é claro. O Le Monde adorou: “Beatrice Rana certamente não tem mais nada a provar quando se trata de técnica, mas o que impressiona é a sua maturidade e senso de arquitetura”, e a grande e querida Gramophone inglesa tascou que ela é “Uma artista totalmente desenvolvida, de uma estatura que desmente sua idade”. Bach foi o compositor que mais obcecou Beatrice Rana quando criança e, em uma entrevista recente, ela confessou que a obra de Bach seria a que escolheria se tivesse que dedicar sua vida a um único compositor. E citou especialmente as Variações Goldberg, como sua obra preferida.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg

01. Goldberg Variations, BWV 988: Aria
02. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1 à 1 clav
03. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2 à 1 clav
04. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3 Canone all Unisuono à 1 clav.
05. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4 à 1 clav.
06. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5 à 1 o vero 2 clav
07. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6 Canone alla seconda à 1 clav.
08. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7 à 1 o vero 2 clav.
09. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8 à 2 clav.
10. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9 Canone alla terza à 2 clav.
11. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10 Fughetta à 1 clav.
12. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11 à 2 clav.
13. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12 Canone alla quarta
14. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13 à 2 clav.
15. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14 à 2 clav.
16. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15 Canone alla Quinta à 1 clav.
17. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16 à 1 clav. Ouvertura
18. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17 à 2 clav.
19. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18 Canone alla sexta à 1 clav.
20. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19 à 1 clav.
21. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20 à 2 clav.
22. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21 canone alla settima à 1 clav.
23. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22 à 1 clav. alla breve
24. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23 à 2 clav.
25. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24 Canone alla Ottava à 1 clav.
26. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25 à 2 clav.
27. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26 à 2 clav.
28. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27 Canone alla Nona à 2 clav.
29. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28 à 1 clav.
30. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29 à 1 o vero 2 clav.
31. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30 à 1 clav. Quodlibet
32. Goldberg Variations, BWV 988: Aria da capo e fine

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Beatrice Rana pensando no seu primeiro amor.
Beatrice Rana pensando no primeiro amor.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Variações Goldberg – Gustav Leonhardt

Curiosamente, em quase dezoito anos de PQPBach, nunca postamos as Variações Goldberg com o mítico Gustav Leonhardt. O lendário cravista liderou a ofensiva das interpretações historicamente informadas, ao lado de Nikolaus Harnoncourt, ainda lá nos anos 50 e até o final de sua vida foi um dos grandes nomes deste estilo de interpretação. Para os senhores terem uma idéia de quanto Leonhardt era dedicado a esta obra, o primeiro registro que realizou foi em 1953, quando tinha meros 25 anos de idade.

Esta gravação que ora vos trago foi realizada em 1978, e pra muitos críticos é um de seus melhores registros.  Mas alguém pode perguntar: com nomes atuais como Jean Roundeau, Pierre Hantäi (meu favorito), Víkingur Ólafsson e Mahan Esfahani realizando registros brilhantes destas peças tão peculiares, quase míticas, ouvir Leonhardt ainda é necessário? Me utilizo da famosa expressão ‘Sentado no ombro de Gigantes’ para responder a esta pergunta. Os nomes citados acima, além de dezenas de outros intérpretes, com certeza se inspiraram nas ‘escolhas’ que o velho mestre fez e nas descobertas de novas possibilidades que ele explorou em sua longa carreira. Então, para mim, um teimoso melômano que sou, respondo que sim, é necessário. Não sei precisar quantas vezes e versões já ouvi destas peças em meus 60 anos de vida, desde o velho LP de Ralf Kirkpatrick que sempre esteve na pequena coleção de discos que tínhamos em casa, e que ainda possuo, e levarei comigo até o final de meus dias.

Gustav Leonhardt é mais que atual em pleno 2025. Não teve medo de ousar e desafiar os cânones de seu tempo, assim como seu contemporâneo Glenn Gould o fez, lá em 1955. Dois revolucionários, eu diria, cada um defendendo sua bandeira, com brilhantismo.

Mas vamos ao que viemos. Bach com um dos seus principais intérpretes, Gustav Leonhardt, em registro de 1978.

1 Aria
2 Variatio 1, A 1 Clav.
3 Variatio 2, A 1 Clav.
4 Variatio 3, A 1 Clav. Canone All’Unisono
5 Variatio 4, A 1 Clav.
6 Variatio 5, A 1 Ovvero 2 Clav.
7 Variatio 6, A 1 Clav. Canone Alla Seconda
8 Variatio 7, A 1 Ovvero 2 Clav. Al Tempo Di Giga
9 Variatio 8, A 2 Clav.
10 Variatio 9, A 1 Clav. Canone Alla Terza
11 Variatio 10, A 1 Clav. Fughetta
12 Variatio 11, A 2 Clav.
13 Variatio 12, Canone Alla Quarta
14 Variatio 13, A 2 Clav.
15 Variatio 14, A 2 Clav.
16 Variatio 15, A 1 Clav. Canone Alla Quinta, Andante
17 Variatio 16, A 1 Clav. Ouverture
18 Variatio 17, A 2 Clav.
19 Variatio 18, A 1 Clav. Canone Alla Sesta
20 Variatio 19, A 1 Clav.
21 Variatio 20, A 2 Clav.
22 Variatio 21, Canone Alla Settima
23 Variatio 22, A 1 Clav. Alla Breve
24 Variatio 23, A 2 Clav.
25 Variatio 24, A 1 Clav. Canone All’Ottava
26 Variatio 25, A 2 Clav. Adagio
27 Variatio 26, A 2 Clav.
28 Variatio 27, A 2 Clav. Canone Alla Nona
29 Variatio 28, A 2 Clav.
30 Variatio 29, A 1 Ovvero 2 Clav.
31 Variatio 30, A 1 Clav. Quodlibet
32 Aria Da Capo

Gustav Leonhardt – Harpsichord

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J. S. Bach (1685-1750): Music for Lute-Harpsichord (Farr)

J. S. Bach (1685-1750): Music for Lute-Harpsichord (Farr)

Essas obras são sensacionais, mas penso que mereçam um alaúde de verdade, como fez Lutz Kirchhof. Elizabeth Farr é excelente cravista e interpreta as obras com aquilo que seria um sotaque mais antigo do que o barroco tardio de Bach. Não pensem que estou seguro desta avaliação, mas seu modo de tocar parece ser mais século XVII do que XVIII. O que deixa tudo muito curioso (e bom, por que não?). Sou um ouvinte experiente, jamais um especialista, deem o meu desconto! De qualquer modo, é Bach e ele magica (*) de forma tão perfeita que acaba nos convencendo. É estranho, o cravo-alaúde deve ter um som bem delicado, só que senti falta de algo ainda mais próximo e íntimo, o alaúde. Bach tinha dois desses instrumentos em casa, mas prefiro o alaúde.

(*) Do verbo magicar, caro leitor.

O cravo-alaúde de Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Music for Lute-Harpsichord (Farr)

Suite In G Minor, BWV 995 (Transcription Of BWV 1011) (22:43)
1-1 Prelude 5:32
1-2 Allemande 4:49
1-3 Courante 2:33
1-4 Sarabande 2:13
1-5 Gavotte I 2:17
1-6 Gavotte II En Rondeau – Gavotte I, Reprise 2:45
1-7 Gigue 2:31

Suite In E Minor, BWV 996 (16:17)
1-8 Praeludio 2:30
1-9 Allemande 3:08
1-10 Courante 2:47
1-11 Sarabande 3:01
1-12 Bourrée 1:32
1-13 Gigue 3:19

Suite In C Minor, BWV 997 (19:57)
1-14 Prelude 3:01
1-15 Fugue 6:08
1-16 Sarabande 3:48
1-17 Gigue 3:10
1-18 Double 3:49

Prelude, Fugue And Allegro In E Flat Major, BWV 998 (11:24)
1-19 Prelude 2:32
1-20 Fugue 5:08
1-21 Allegro 3:44
1-22 Prelude In C Minor, BWV 999 1:31
1-23 Fugue In G Minor, BWV 1000 (Transcription Of BWV 1001/ii) 5:18

Suite In E Major, BWV 1006a (Transcription Of BWV 1006) (22:27)
2-1 Prelude 4:47
2-2 Loure 3:58
2-3 Gavotte En Rondeau 3:35
2-4 Menuet I 2:10
2-5 Menuet II 2:10
2-6 Menuet I, Reprise 1:15
2-7 Bourrée 2:03
2-8 Gigue 2:30

Sonata In D Minor, BWV 964 (Transcription of BWV 1003) (22:37)
2-9 Adagio 3:14
2-10 Fugue 8:24
2-11 Andante 4:24
2-12 Allegro 6:35

Sarabanda Con Partite, BWV 990 (25:38)
2-13 Sarabande In C Major 1:23
2-14 Partita 2 1:31
2-15 Partita 3 1:16
2-16 Partita 4 1:34
2-17 Partita 5 1:34
2-18 Partita 6 1:20
2-19 Partita 7 1:40
2-20 Partita 8 1:35
2-21 Partita 9 1:19
2-22 Partita 10 1:21
2-23 Partita 11 1:37
2-24 Partita 12 1:53
2-25 Partita 13 Allemande 1:54
2-26 Partita 14 Courante 1:35
2-27 Partita 15 1:26
2-28 Partita 16 Giguetta 1:08
2-29 Sarabande In C Major, Reprise 1:35

Elizabeth Farr, Cravo-alaúde ou Alaúde-cravo, como queiram

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Conhece o verbo magicar, Farr?
Conhece o verbo magicar, Farr?

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J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga com membros do Collegium Aureum

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga com membros do Collegium Aureum

bach-the-art-of-fugue-collegium-aureum-2-cd-dhmAs gravações da Arte de Fuga caracterizam-se por ser uma melhor que a outra. Vai ver que é a qualidade da obra, né? Esta é uma gravação realizada em 1962 que vem com som bom — nada excepcional — e interpretação fantástica dos membros do Collegium Aureum, um dos grupos precursores da interpretação com instrumentos originais de época. Não poderia deixar de postar aqui este álbum que comprei bem barato na Amazon e que vocês podem também adquirir.

Bach: Die Kunst der Fuge – Collegium Aureum – CD1

1. Contrapunctus I A 4
2. Contrapunctus Ii A 4
3. Contrapunctus Iii A 4
4. Contrapunctus Iv A 4
5. Contrapunctus V A 4
6. Contrapunctus Vi A 4
7. Contrapunctus Vii A 4
8. Contrapunctus Viii A 3
9. Contrapunctus Ix A 4
10. Contrapunctus X A 4

BAIXE AQUI O CD1 – DOWNLOAD CD1 HERE

Bach: Die Kunst der Fuge – Collegium Aureum – CD2

11. Contrapunctus Xi A 4
12. Contrapunctus Xii A 4
13. Contrapunctus Xiii A 3
14. Contrapunctus Xiiia 2
15. Contrapunctus Xiv
16. Contrapunctus Xv
17. Contrapunctus Xvi
18. Contrapunctus Xvii
19. Contrapunctus Xviii

BAIXE AQUI O CD2 – DOWNLOAD CD2 HERE

Ulrich Grehling
Johannes Koch
Gunter Lemmen
Reinhold Johannes Buhl
Fritz Neumeyer
Lilly Berger
Collegium Aureum
Franzjosef Maier

Tentando entender "A Arte da Fuga"
Tentando entender “A Arte da Fuga”

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J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

Não foi com Bach que Anne Sofie von Otter fez suas primeiras aparições solo, mas ela tinha grande vivência com o compositor por ter participado, quando jovem, do Coro Bach de Estocolmo. “O maestro do Coro Bach naquela época era muito dinâmico e entusiasmado por Bach. Em seguida, surgiu Nikolaus Harnoncourt para nos conduzir nos motetos de Bach e também foi uma experiência maravilhosa. Foi um momento emocionante para jovens como eu, que já se reuniam em torno do toca-discos para escutar suas novas gravações de Monteverdi, Bach e Mozart. Harnoncourt realmente foi a minha principal influência de Bach.”

“Depois de alguns anos, voltei a cantar bastante Bach, até participando de gravações com John Elliot Gardiner”, acrescenta, “mas depois eu coloquei de propósito sua música de lado, porque havia muito a explorar, principalmente na ópera. Portanto, este disco não chega a ser uma surpresa. Eu ouvi todas as Cantatas, Oratórios e Paixões e anotava aquilo que achava mais adequado à minha voz. Foi maravilhoso descobrir novas árias, mas ao invés de apenas solos vocais, decidi dividi-lo com movimentos puramente instrumentais. Quando o Concerto Copenhague apareceu no horizonte, comecei também a me aconselhar com Lars Ulrik, que acrescentou novas ideias”.

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

01 “Widerstehe Doch Der Sünde” (Cantata BWV 54) 6:17
02 “Schläfert Aller Sorgenkummer” (Cantata BWV 197) 7:54
03 “Wenn Des Kreuzes Bitterkeiten” (Cantata BWV 99) 2:50
04 “Erbarme Dich, Mein Gott” (St. Matthew Passion) 6:17
05 “Kommt, Ihr Angefocht’nen Sünder” (Cantata BWV 30) 4:12
06 Sinfonia (Cantata BWV 35) 5:17
07 “Nichts Kann Mich Erretten” (Cantata BWV 74) 5:30
08 Sinfonia (Cantata BWV 12) 2:19
09 Agnus Dei (Mass In B Minor) 5:33
10 “Et Misericordia” (Magnificat) 3:28
11 “O Ewigkeit, Du Donnerwort” (Cantata BWV 60) 4:05
12 “Sei Lob Und Ehr Dem Höchsten Gut” (Cantata BWV 117) 3:20

Anne Sofie von Otter, mezzo-soprano
Baroque Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen

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