Nicolas Obouhow (1892-1954): Peças para Piano

Nicolas Obouhow (1892-1954): Peças para Piano

Tudo aqui parece Messiaen. Um Messiaen piorado, mas mesmo assim bom. Nikolai Borisovich Obukhov nasceu em 22 de abril de 1892 na Aldeia de Ol’shanka, província de Kursk, no Império Russo. Ele foi ativo principalmente na França, onde mudou de nome para Obouhow e outras variantes, como Obukhow, Obouhov e Obouhoff. Era um russo modernista e místico, uma figura de vanguarda que tomou como ponto de partida a música tardia de Scriabin. O compositor fugiu da Rússia junto com sua família após a Revolução de Outubro, estabelecendo-se em Paris. Sua música é notável apenas seu misticismo religioso e notação incomum. Ele usa uma linguagem cromática idiossincrática de 12 tons. Também utilizou instrumentos musicais eletrônicos muito primitivos em comparação com aqueles usados por Stockhausen, por exemplo. Uma curiosidade.

Nicolas Obouhow (1892-1954): Peças para Piano

01 Prélude n° 1
02-07 Six Prières
08-13 Six Tableaux Psychologiques :
Désirée – Les Ombres – L’Ange noir – L’Ambre sacrée – Inconnu – Esprits
14-16 Trois Icônes :
N°1. Contemplation – N° 2. Douleur – N° 3. Repos
17 Eternel
18 Création de l’Or
19 La Source Vive (C’est la Paix)
20 Reflet Sinistre
21 Hostie
22-31 Dix Tableaux Psychologiques :
Etrangeté – Effort désespéré – Mystère – Emanation – Damnation – Embaumé – Caresses envenimées – Légèreté – Délire – Lourdes chaînes
32- 33 Deux invocations
34 La Parabole du Seigneur
35-40 Révélations :
Le Glas d’au-delà – La Mort – Néant – Immortel – Détresse de Satan – Vérité
41 Les Astrales Parlent
42-45 Conversions :
Crime – Remords – Larmes de sang – Inspiration sublime

Jay Gottlieb, piano

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Cara de doido varrido, né?

PQP

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

Aqui está um CD em que uma excelente cantora de ópera faz duo com um pianista de jazz. A mezzo-soprano norte-americana Kate Lindsey e o pianista Baptiste Trotignon formam uma bonita parceria frutífera num programa centrado na música de Kurt Weill escrita nos dois lados do Atlântico. Os arranjos são de Trotignon. A assimilação de Lindsey do estilo parece quase sem esforço, e só ocasionalmente ela dá a impressão de que tem algo a provar. A primeira peça, Nanna’s Lied, tem sua voz mudando do sotaque de Weimar para a postura de um cantor de lieder e vice-versa. Das deliciosas profundidades graves de Denn Wie Man Sich Bettet, So Liegt Man da ópera Ascensão e Queda de Mahagonny à doçura da Broadway de Buddy on the Nightshift é um choque, mas a maioria das transições é mais suave, com Trotignon  ligando imaginativamente até alguns mini-medley. O disco também recebe algumas preciosidades de outros imigrantes austríacos como Korngold — So Gehst Du Wieder Auf é um destaque assim como Hymne, de Alma Mahler, que libera a voz clássica de Lindsey.

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

1 Nanna’s Lied
Composed By – Kurt Weill
3:24
2 Pirate Jenny (From The Threepenny Opera)
Composed By – Kurt Weill
4:23
3 Barbara Song (From The Threepenny Opera)
Composed By – Kurt Weill
4 Trouble Man (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
3:35
5 Hymne
Composed By – Alma Mahler*
5:19
6 Je Ne T’Aime Pas
Composed By – Kurt Weill
4:42
7 Thousands of Miles (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
4:41
8 Big Mole (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
9 Don’t Look Now
Composed By – Kurt Weill
3:01
10 Schneeglöckchen
Composed By – Erich W. Korngold*
2:51
11 Die Stille Stadt
Composed By – Alma Mahler*
3:05
12 Mond, So Gehst Du Wieder Auf
Composed By – Erich W. Korngold*
4:10
13 Lonely House – We’ll Go Away Together (From Street Scene)
Composed By – Kurt Weill
5:43
14 Der Abscheidsbrief
Composed By – Kurt Weill
3:18
15 Denn Wie Man Sich Bettet, So Liegt Man (From Rise And Fall Of The City Of Mahagonny)
Composed By – Kurt Weill
4:33
16 Buddy On The Nightshift
Composed By – Kurt Weill
3:40
17 Berlin Im Licht
Composed By – Kurt Weill
18 Und Hat Der Tag All Seine Qual
Composed By – Alexander Von Zemlinsky
4:18
19 Selige Stunde
Composed By – Alexander Von Zemlinsky
2:15

Mezzo-soprano Vocals – Kate Lindsey
Piano, Arranged By – Baptiste Trotignon

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Kate Lindsey: uau!

PQP

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

Choram os caminhos de Sião é um hino composto por Handel para o funeral da rainha Caroline. Foi apresentado  pela primeira vez, é claro, no funeral da Rainha na Abadia de Westminster, isso em 17 de dezembro de 1737.  Depois, Handel retrabalhou o hino e o usou na abertura de seu oratório Israel no Egito, de 1739. O tema da Sinfonia foi utilizado por Mozart em seu Réquiem. Mas a música não é lá essas coisas. A Rainha Caroline foi a consorte de George II. Tinha sido amiga e patronesse de Handel por mais de trinta anos. Musicista amadora, Caroline se interessava por questões artísticas e intelectuais e sua morte foi muito pranteada. Handel recebeu um bom dinheiro pela composição escrita em apenas uma semana sobre textos dos livros bíblicos de Lamentações e Jó.

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

1 Sinfonia 2:02
2 The ways of Zion do mourn 6:31
3 How are the mighty fall’n! 2:31
4 She put on righteousness 2:45
5 When the ear heard her 3:20
6 How are the mighty fall’n! 0:54
7 She deliver’d the poor 5:45
8 How are the mighty fall’n! 0:54
9 The righteous shall be had 4:02
10 Their bodies buried in peace 5:05
11 The people will tell 2:04
12 Thet shall recieve a glorious kingdom 3:51
13 The merciful goodness of the Lord 3:44

Soprano – Norma Burrowes
Tenor – Martyn Hill
Countertenor – Charles Brett
Bass – Stephen Varcoe
Theorbo – Michael Lewin
Organ – Malcolm Hicks
The Monteverdi Choir
The Monteverdi Orchestra
John Eliot Gardiner

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A Rainha Caroline (1683-1737) | Gravura de Michael Dahl, c. 1730

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.: interlúdio :. Fred Hersch: {Open Book}

.: interlúdio :. Fred Hersch: {Open Book}

R-10676095-1503040211-4793.jpegApós um episódio de coma e quase morte em 2008, o lírico pianista Fred Hersch manteve o status de pianista de jazz de primeira linha. A série de álbuns pós-doença, Whirl (2010), Alone At The Vanguard (2011), Floating (2014), Solo (2015) e Sunday Night At the Vanguard (2016), todos pela Palmetto Records, revelam clareza artística, ao lado de uma abordagem emotiva mais profunda, em comparação com sua produção excelente, mas talvez mais cerebral, de antes de sua luta contra sérios problemas de saúde.

{Open Book}, o décimo primeiro álbum de piano solo de Hersch, é excelente. Só ouvir Whisper not e Zingaro já basta para considerá-lo um disco de exceção.

Fred Hersch: {Open Book}

1 The Orb
Written-By – Fred Hersch
6:26
2 Whisper Not
Written-By – Benny Golson
6:27
3 Zingaro
Written-By – A. C. Jobim
7:58
4 Through The Forest
Written-By – Fred Hersch
19:54
5 Plainsong
Written-By – Fred Hersch
4:51
6 Eronel
Written-By – Sadik Hakim, Thelonious Monk
5:40
7 And So It Goes
Written-By – Billy Joel
5:57

Fred Hersch, piano

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Hersch: esquisitão calmo, sensível e bom de piano.
Hersch: esquisitão ressuscitado, calmo, sensível e bom de piano.

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Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

mULLOVA pARTIM-PER-DÍ-VEL !!!

As obras do mais recente álbum de Viktoria Mullova são dedicadas à música para violino de Arvo Pärt. As composições derivam dos estudos de Pärt sobre a música da igreja medieval e são produtos que ele descreve como de estilo “tintinnabuli”, desenvolvido pelo compositor nos anos 70. “Descobri que é suficiente quando uma única nota é tocada de maneira bonita. Essa nota, ou uma batida silenciosa ou um momento de silêncio, me conforta. Eu trabalho com poucos elementos — com uma voz, duas vozes”. Tais peças se tornaram icônicas no repertório contemporâneo. Este álbum foi gravado na presença do compositor, como demonstra a capa. E é EXTRAORDINÁRIO.

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

1. Darf ich… 02:52
2. Fratres 10:26
3. Passacaglia 04:42
4. Tabula rasa: I. Ludus 10:57
5. Tabula rasa: II. Silentium 20:35
6. Spiegel im Spiegel 09:25

Viktoria Mullova (violin)
Estonian National Symphony Orchestra
Paavo Järvi (conductor)

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Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.
Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica” (Haitink)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica” (Haitink)

coverIM-PER-DÍ-VEL !!!

Na minha opinião, esta é a melhor versão da Sinfonia Romântica de Bruckner. E creio a obra, ao lado da 5ª, 7ª e 9ª, seja um dos mais importantes trabalhos do compositor austríaco. Bernard Haitink é um mestre. Tive a sorte de vê-lo regendo e o homem é mesmo um monstro. É impossível de um músico não entrar no momento correto, tal a clareza de seus gestos aos 87 anos de idade, quando finalmente o vi trabalhando ao vivo. Este ano, ele caiu nas escadas do Concertgebouw e teve que cancelar alguns concertos. Mas já voltou. O que ele faz aqui é uma versão que se tornou há décadas referência do melhor Bruckner. É um disco para se ouvir de joelhos.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

1 Bewegt, Nicht Zu Schnell
2 Andante, Quasi Allegretto
3 Scherzo (Bewegt) – Trio (Nicht Zu Schnell. Keinesfalls Schleppend)
4 Finale (Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell)

Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink: gênio absoluta da regência.
Bernard Haitink: gênio absoluto da regência.

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Maurice Ravel (1875-1937): Daphnis et Chloé (completo)

Maurice Ravel (1875-1937): Daphnis et Chloé (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ravel e com um de seus principais intérpretes, Charles Munch. Já fazia tempo que eu queria renovar o link do “Daphnis et Chloé”, mas sempre acontecia alguma coisa que impedia. Vamos ver se agora sai. Charles Munch gravou “Daphnis et Chloé” de Ravel com a Boston Symphony e até hoje ninguém conseguiu superá-lo. É para se ouvir de joelhos, e agradecer aos céus eternamente por nos ter proporcionado momento tão especial na Terra. Imperdível é pouco. Uma das maiores gravações da história da indústria fonográfica, com certeza.

Até conhecê-la, eu me satisfazia com a gravação que o Abbado fez nos anos 70 com a Sinfônica de Londres, ou a gravação do Dutoit com a Orquestra de Montreal. Ambas são excelentes. Mas a delicadeza com que Munch explora as sutilezas da obra é o grande diferencial.

Comparem a primeira faixa, “Invocation to the Nymphs” desta versão com a versão mais light do Dutoit. Munch não joga leve não, mas por incrível que possa parecer, em momento algum sua mão é pesada. A suavidade das passagens que precisam ser suaves, as nuances das cordas, o empenho dos sopros, não há como não se transportar no tempo e se imaginar nos campos gregos, vendo os faunos e as ninfas descansando ao sol, na beira de rios, o soprar de uma leve brisa… insuperável, em minha opinião.

Sobre Daphnis e Chloé, a Wikipedia diz:

“Daphnis et Chloé é um balé, em um ato, com música de Maurice Ravel e baseado em um romance pastoral do século II. Em 1909 foi encomendado a Ravel por Sergei Diaguilev para os seus “Ballets Russes”. Com coreografia de Mikhail Fokine, levou três anos para ser criado. É definida por Ravel como uma “Sinfonia Coreográfica”. É uma obra da corrente musical impressionista.
Índice

A criação

Durante a primeira temporada dos Ballets Russes em Paris, no ano de 1909, o seu diretor, Sergei Diaguilev, tomou conhecimento de algumas músicas de Maurice Ravel. Impressionado com o seu talento, encomendou a partitura de um balé, “Daphnis et Chloé”, baseado em um romance pastoral do poeta grego Longus, que viveu no século II. Recomendou a Ravel que trabalhasse junto a Mikhail Fokine que seria o responsável pela coreografia do bailado. Ravel com seu estilo de trabalho meticuloso e bem cuidado, levou três anos para concluir a obra. Durante este tempo, algumas desavenças entre ele e Fokine aconteceram, principalmente no que dizia respeito ao cenário. Porém, conseguiram entrar em um acordo e os ensaios iniciaram. Nos ensaios também aconteceram alguns problemas, já que a partitura foi considerada difícil de ser dançada pelo corpo de baile.

A estreia

A estréia se deu em Paris, no Théâtre du Châtelet, no dia 8 de junho de 1912, com Nijinsky e Karsavina nos papéis principais (Daphnis e Chloé, respectivamente). O Regente foi Pierre Monteux. O cenografia e os costumes ficaram a cargo de Léon Baskt. A corografia era de Mikhail Fokine.

A sinopse do balé

A primeira cena é passada em um bosque sagrado, dedicado ao deus Pan. Vê-se a figura de Pan e as suas ninfas alojadas em suas cavernas. Daphinis e Chloé, juntos com donzelas e pastores, entram em cena para fazer a oferta das oferendas às ninfas. Uma dança geral é iniciada e os rapazes e as moças ficam separados. Daphnis é cercado pelas moças, enquanto Chloé é cercada pelos rapazes. Um deles, o jovem Dorcon, tenta beijar Chloé. Irado, Daphnis tenta expulsá-lo, mas é contido. Uma disputa então é proposta: quem dentre os dois melhor dançar fará jus a um beijo de Chloé. O primeiro a dançar é Dorcon. Sua dança é grotesca e primitiva. Em seguida, é a vez de Daphnis. Com movimentos e gestos graciosos, ele é o preferido da multidão. Ele é declarado vencedor e recebe o seu prêmio: um beijo da sua amada. Chloé sai de cena, deixando Daphnis em êxtase. Uma jovem de nome Lyceion então se aproveita para atrair Daphnis com sua dança. De repente, sons de combate são ouvidos. Um bando de piratas entra em cena, perseguindo as donzelas. Chloé é raptada e Daphnis sem poder fazer alguma coisa cai, sem sentidos. As ninfas de Pan surgem e tentam reanimá-lo, sem sucesso. Então, recorrem ao deus Pan. Surge outro cenário, retratando o esconderijo dos piratas. Chloé é levada a presença do chefe dos piratas, Bryaxis. Ela é forçada a dançar para ele. Sem ter como fugir, ela se prepara para iniciar a dança, quando o cenário se enche de luzes misteriosas. Sátiros surgem de todas as partes e cercam os piratas. Surge, então, a figura assustadora do deus Pan, fazendo com que os piratas fujam de pavor. Retorna-se ao primeiro cenário. Daphnis e Chloé estão juntos novamente. Em comemoração ao momento vivido, eles encenam uma mímica em que são evocados Pan e Syrinx. Em seguida, todos juntos executam uma grande dança em comemoração às núpcias, encerrando a peça.

A obra

A peça possui um só ato, dividido em três partes. Cada parte é relativa a um cenário. O tempo de duração da encenação é de uma hora. Uma grande orquestra é requerida, com um coro, que canta sem texto. Para a execução sem bailado, Ravel criou uma suíte orquestral dividida em duas partes, sendo a segunda a mais popular e sempre executada nas salas de concertos ao redor do mundo.”

Eu já falei que esta gravação é espetacular?

Maurice Ravel (1875-1937) – Daphnis Et Chloe (complete)

01 – Invocation To The Nymphs
02 – Entrance Of Daphnis And Chloe
03 – Dance Of The Young Girls Around Daphnis
04 – Dorcon’s Advance To Chloe
05 – Daphnis Reasserts His Love For Chloe
06 – Dorcon’s Grotesque Dance
07 – The Gracious Dance Of Daphnis
08 – The Triumph Of Daphnis And The Ecstatic Union With Chloe
09 – Entrance Of The Tempress Lyceion And Dance Of Veils
10 – The Invasion Of The Pirates
11 – Invocation To Pan By The Nymphs And The Prayer Of Daphnis
12 – Interlude
13 – The Orgiastic Dance Of The Pirates
14 – Bryaxis Orders Chloe To Be Brought Forward And To Dance
15 – Chloe’s Dance Of Supplication
16 – Creatures Of Pan Appear And Frighten The Pirates
17 – Sunrise, Daphins Prostrate At The Grotto Of The Nymphs
18 – Daphnis And Chloe Are Reunited
19 – Lammon Tells How Pan Saved Chloe
20 – Pan (Daphnis) Fashions A Flute From Some Reeds
21 – Abandoning Their Roles
22 – Girls Dressed As Bacchantes Enter With Tambourines
23 – Young Men Invade The Scene

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

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Charles Munch: imbatível nesta obra

FDP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

Normalmente negligenciadas pelos pianistas, esta coletânea de peças de Beethoven passa ao largo das sonatas. São Variações, Minuetos, Bagatelas e outras obras de menor porte que são quase desconhecidas do grande público, mas que revelam, se não o gênio de Beethoven, uma enorme elegância. O pianista, maestro e compositor russo Mikhail Pletnev dá-lhes tratamento de luxo. O melhor do deste CD duplo são as Bagatelas.

Bagatelas são composições breves. O termo significa o mesmo que em português: coisas descartadas ou sem importância. Só que aqui as coisas sem importância ganham outro significado: a de peças não sujeitas a um plano formal estabelecido.

O CD é bastante bom e agradável. Pletnev é efetivamente um mestre.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

9 Variations on a March by Dressler WoO 63
1) Thema. Maestoso – Var. I – IX [7:22]
Rondo in C major WoO 48
2 Allegretto [2:09]
Rondo in A major WoO 49
3) Allegretto [2:42]
6 Variations on a Swiss Song in F major WoO 64
4) Thema. Andante con moto – Var. I – VI [2:57]
24 Variations on Righini’s Arietta “Venni amore” WoO 65
5) Thema. Allegretto [0:47]
6) Var. I [0:43]
7) Var. II [0:43]
8) Var. III [0:37]
9) Var. IV [0:42]
10) Var. V [0:38]
11) Var. VI [0:38]
12) Var. VII [0:41]
13) Var. VIII [0:56]
14) Var. IX [0:44]
15) Var. X [0:41]
16) Var. XI [0:47]
17) Var. XII [1:05]
18) Var. XIII [0:41]
19) Var. XIV. Allegretto – Adagio [1:29]
20) Var. XV [0:34]
21) Var. XVI [0:41]
22) Var. XVII [0:53]
23) Var. XVIII [0:49]
24) Var. XIX [0:38]
25) Var. XX. Scherzando [0:41]
26) Var. XXI [0:45]
27) Var. XXII [0:41]
28) Var. XXIII. Adagio sostenuto [3:46]
29) Var. XXIV. Allegro – Allegro stringendo – Presto assai [2:12]
12 Variationen über das menuett a la vigano aus “Le Nozze Disturbate” von J. Haibel, WoO68
30) Thema. Allegretto – Var.I-XI – Var.XII.Allegro-Adagio [11:25]
6 Piano Variations in G, WoO 70 on “Nel cor più non mi sento”
31) Thema. (Andantino) – Var. I – VI [4:13]
6 Minuets WoO 10
32) No. 1 in C major [1:52]
33) No. 2 in G major [2:07]
34) No. 3 in E flat major [2:00]
35) No. 4 in B flat major [1:59]
36) No. 5 in D major [2:04]
37) No. 6 in C major [1:51]
Rondo in C, Op.51, No.1
38) Moderato e grazioso [5:11]
Rondo in G, Op.51, No.2
39) Andante cantabile e grazioso [7:43]

CD 2:
7 Bagatelles, Op.33
1) 1. Andante grazioso, quasi Allegretto [3:27]
2) 2. Scherzo (Allegro) [3:16]
3) 3. Allegretto [2:11]
4) 4. Andante [3:19]
5) 5. Allegro, ma non troppo [2:48]
6) 6. Allegretto quasi Andante [3:36]
7) 7. Presto [2:08]
6 Piano Variations in F, Op.34
8) Thema (Adagio) [1:38]
9) Variation I [1:25]
10) Variation II (Allegro ma non troppo) [1:05]
11) Variation III (Allegretto) [1:00]
12) Variation IV (Tempo di menuetto) [1:06]
13) Variation V: Marcia (Allegretto) [2:48]
14) Variation VI – Coda (Allegretto) [3:52]
Andante favori in F, WoO 57
15) Andante grazioso con moto [10:39]
Polonaise in C, Op.89
16) Alla polacca, vivace [5:50]
11 Bagatelles, Op.119
17) 1. Allegretto [3:02]
18) 2. Andante con moto [0:57]
19) 3. à l’Allemande [1:46]
20) 4. Andante cantabile [1:42]
21) 5. Risoluto [1:06]
22) 6. Andante – Allegretto leggiermente [2:02]
23) 7. Allegro ma non troppo [1:14]
24) 8. Moderato cantabile [2:06]
25) 9. Vivace moderato [0:45]
26) 10. Allegramente [0:18]
27) 11. Andante, ma non troppo [2:04]
Bagatelle in C minor WoO 52
28) Presto [3:56]
Bagatelle in C major WoO 56
29) Allegretto [1:44]

Mikhail Pletnev, piano

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Mikhail Pletnev dando uma canja no Concertgebouw de Amsterdam
Mikhail Pletnev dando uma canja, regendo a si mesmo

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J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (von der Goltz)

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (von der Goltz)

GoltzIM-PER-DÍVEL !!!

Na minha opinião, a Freiburger Barockorchester é melhor orquestra de câmara atualmente em atividade. E seu Konzertmeister é Gottfried von der Goltz. Ele se divide entre ser maestro e violinista principal — nem sempre atua como spalla — da orquestra. E agora nos chega com a obra máxima do repertório para violino solo: as Sonatas e Partitas, de Johann Sebastian Bach. Quando vi a capa do CD, me entusiasmei imediatamente. E agora, após duas audições completas, minha felicidade não se arrefeceu. A interpretação é poderosa. Assim como Beyer, Podger (Artista do Ano de 2018 da revista Gramophone) e Holloway, trata-se de um violinista especialista em repertório barroco. Cada passagem parece ter sido amadurecida por muito tempo, servindo à música. Vai para o topo, juntamente com os violinistas citados e mais Busch. É uma nova e esplêndida versão inédita deste monumento musical, cheio de humanidade e vida.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo

1. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: I. Adagio
2. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: II. Fuga. Allegro
3. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: III. Siciliana
4. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: IV. Presto

5. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: I. Allemanda
6. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: II. Double
7. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: III. Corrente
8. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto
9. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: V. Sarabande
10. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VI. Double
11. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VII. Tempo di Borea
12. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VIII. Double

13. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: I. Grave
14. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: II. Fuga
15. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: III. Andante
16. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: IV. Allegro

17. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: I. Allemanda
18. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: II. Corrente
19. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: III. Sarabanda
20. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: IV. Giga
21. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Ciaccona

22. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: I. Adagio
23. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: II. Fuga
24. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: III. Largo
25. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: IV. Allegro assai

26. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: I. Preludio
27. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: II. Loure
28. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau
29. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: IV. Menuets I & II
30. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: V. Bourée
31. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: VI. Gigue

Gottfried von der Goltz, violino

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O violinista e maestro Gottfried von der Goltz
O violinista e maestro Gottfried von der Goltz

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Giacomo Carissimi (1605-1674): Jonah / The Judgement of Solomon / Jephthah (McCreesh)

Giacomo Carissimi (1605-1674): Jonah / The Judgement of Solomon / Jephthah (McCreesh)

512ZB+E2U3LIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um verdadeiro tesouro. São três oratórios bastante raros de Carissimi. A estrutura é semelhante à das óperas de Cavalli, com o recitativo ornamentado fluindo livremente contra partes concertantes de solistas e coro. Jonas é o mais longo e mais elaborado, dura vinte minutos, com o coro duplo criando a grande tempestade. Afinal, não é fácil estar na barriga da baleia, já dizia ZÉ RODRIX. Jephte é mais alegre e Judicium Salomonis fica entre os dois, no disco e em espírito. Roubado de um ótimo comentário que está abaixo: “Carissimi, e Jephte em particular, são citados no Doutor fausto, de Thomas Mann. Quando Adrian Leverkhun viaja à Itália, fica estudando essas partituras e se espanta com a liberdade com que tratam o texto bíblico. “

Giacomo Carissimi (1605-1674): Jonah / The Judgement of Solomon / Jephthah (McCreesh)

1. Jephte, oratorio for 6 voices & continuo
2. Judicium Salomonis, oratorio for 4 voices, 2 violins & continuo (formerly attrib. to S. Capricornus)
3. Jonas, oratorio for soloists, 5 voices, 2 violins & continuo

Gabrieli Consort & Players
Paul McCreesh

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Nossa, que belo tipo de homem !!!!
Nossa, que belo tipo de homem !!!!

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Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

717pUeRpI6L._SY355_Um bom CD da canadense Tafelmusik. É a típica coletânea barroca que a quase todos agrada. Apenas me parece que aqui temos uma obra bem superior às outras: o concerto grosso de Handel. Tal fato não condena os outros autores e obras, é apenas uma constatação curiosa. Quando entra o Handel, a sala se ilumina mais. Boa música para um domingo de tempo horroroso em Porto Alegre.

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

Vivaldi – Concerto for 2 oboes in la minore RV.536

1. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : I. Allegro
2. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : II. Largo
3. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : III. Allegro

Leo – Concerto for violoncello in re minore
4. Concerto in D Minor for violoncello : I. Andante grazioso
5. Concerto in D Minor for violoncello : II. Col spirito
6. Concerto in D Minor for violoncello : III. Amoroso
7. Concerto in D Minor for violoncello : IV. Allegro

J.S.Bach – Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV100,170,30
8. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : I. Allegro
9. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : II. Adagio
10. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : III. Allegro

Locatelli – Concerto grosso in D Major, op.1, no.5
11. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : I. Largo
12. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : II. Allegro
13. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : III. Largo
14. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : IV. Allegro

Fasch – Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings
15. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : I. Allegro
16. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : II. Largo
17. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : III. Allegro

Handel – Concerto grosso in A Minor, Op.6. no.4
18. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : I. Larghetto affettuoso
19. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : II. Allegro
20. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : III. Largo e piano
21. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : IV. Allegro

Vivaldi – Concerto in E Minor for 4 violins, op.3, no.4
22. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : I. Andante
23. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : II. Allegro assai
24. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : III. Adagio
25. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : IV. Allegro

Tafelmusik Baroque Orchestra
Jeanne Lamon

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Jeanne Lamon em dois tempos.
Jeanne Lamon em dois tempos.

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Johannes Brahms (1833-1897): O Concerto para Violino, Op. 77 — Três versões matadoras para os pequepianos com Mullova, Szeryng e Oistrakh

Johannes Brahms (1833-1897): O Concerto para Violino, Op. 77 — Três versões matadoras para os pequepianos com Mullova, Szeryng e Oistrakh

3 VEZES IM-PER-DÍVEL !!!

Bem, montei este especial aqui porque passei a sexta-feira ouvindo este concerto. Foi bom! A versão de Mullova — extraordinária, imbatível — é inédita no blog. A versão de Szeryng — extraordinária, imbatível — tinha sido postada pelo Carlinus, mas o link já não existe. O mesmo é o caso da versão de Oistrakh — extraordinária, imbatível — , a qual fora postada por FDP no falecido Megaupload.

Não sou doido de dizer qual é a melhor das versões desta absoluta obra-prima do repertório violinístico e orquestral. Amo todas e efetivamente pretendo ser fiel às três.  A única coisa que faz Mullova ser menos fabulosa é que ela está aí, vivinha, e os outros já se foram.

Ah, o CD de Oistrakh vem com um espetacular bônus: a Sonata Nº 3 para Violino e Piano. Ninguém vai reclamar, acho.

MI0000963547Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77

I. Allegro non troppo
II. Adagio
III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto

Viktoria Mullova
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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brahms-violin-concerto-henryk-szeryng-lso-pierre-monteux-1-lp-rcaJohannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77

1. Violin Concerto in D, Op.77: Allegro non troppo [Cadenza: Joseph Joachim] – Henryk Szeryng, London Symphony Orchestra
2. Violin Concerto in D, Op.77: Adagio – Henryk Szeryng, London Symphony Orchestra
3. Violin Concerto in D, Op.77: Allegro giocoso, ma non troppo vivace –

Henryk Szeryng
London Symphony Orchestra
Pierre Monteux

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front22Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino, Op. 77

1. Concerto for Violin and Orchestra in D Op. 77 (2003 Digital Remaster): I. Allegro non troppo (cadenza: J. Joachim) 22:35
2. Concerto for Violin and Orchestra in D Op. 77 (2003 Digital Remaster): II. Adagio 9:38
3. Concerto for Violin and Orchestra in D Op. 77 (2003 Digital Remaster): III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace 8:40

4. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): I. Allegro 8:56
5. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): II. Adagio 5:49
6. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): III. Un poco presto e con sentimento 3:12
7. Sonata for Violin and Piano No. 3 in D minor, Op. 108 (2003 Digital Remaster): IV. Presto agitato 6:11

David Oistrakh
Vladimir Yampolsky, piano
Cleveland Orchestra
George Szell

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Quem seria, né?
Quem seria, né?

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.: interlúdio :. ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

.: interlúdio :. ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

elomar_consertaoVou contar uma coisa para vocês… Eu gostava muito deste disco nos anos 80. Porém, ao ouvi-lo novamente agora, fiquei muito decepcionado com a atuação de Arthur Moreira Lima e seu sotaque clássico em meio aos autênticos — e maravilhosos — Heraldo, Paulo Moura e Elomar. Acho que a grife de Arthur foi importante durante certa época para dar credibilidade a projetos de músicos que saíam fora dos padrões das gravadoras, mas hoje realmente não gosto da presença do moço. Há coisas maravilhosas neste LP duplo da Kuarup. Abaixo, copio descaradamente o texto de Mahatma Bode, do falecido blog Aristofonia (RIP):

Escrevo esse texto com o intuito de valorizar a música nordestina, a música do sertão, sim, SERTÃO, não essa virulenta (também no sentido da capacidade de reprodução) música supostamente chamada de sertaneja, que só para constar, nem do sertão é. Tenho certeza que uma das principais identidades da sonoridade brasileira é a nordestina, a qual recebeu muitas influências, das mais variadas origens, sem perder, certamente, suas raízes. A parte dessa cultura que vou lhes introduzir é muito amalgâmica, muito diferente em melodias e harmonias. Música essa que bebeu da cultura ibérica e árabe, vindas com a colonização portuguesa, extraindo elementos específicos de cada civilização, destacando principalmente o ritmo desenvolvido pelo povo oriental juntamente com suas escalas.

O grande expoente desse estilo musical é Elomar Figueira Mello, compositor, violeiro, violonista e cantor, nascido em Vitória da Conquista, Bahia no sangue, no ano de 1937. Esse baiano – que cresceu nas intimidades do sertão, habituado com a seca e com dificuldade da vida sertaneja – conseguiu transpassar, com suas canções de cordel, todo o sofrimento desse infausto povo, salientando a necessidade da religiosidade e da fé e, unindo ao seu violão, criou um diálogo entre o folclore musical medieval e nordestino. Expôs sua musicalidade em diversos discos, começando em 68, porém, há um que devemos não só escutar, como também parar, sentar, sentir-se confortável, para então, prestar atenção e ouvir.

Eis o “um”: ConSertão, de 1982. Neste álbum Elomar chega a seu ápice musical e, juntamente com Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte, cria uma obra tão única em suas características, que é muito difícil não simpatizar com ela. Deveras é um álbum muito peculiar, resultado da soma das composições do Elomar e das virtudes dos outros instrumentistas, entretanto, o grande feito do álbum é a liberdade optada pelos músicos na hora das gravações, visto que, segundo o próprio Arthur Moreira Lima, as músicas mostram a capacidade deles de arranjar, improvisar, bordar, enfeitar, tecer tramas e enredos musicais sobre temas pouco conhecidos, mas de valor musical incontestável. Ou seja, de maneira mais simples, uma jam session nordestina. Algo mais original? E não é uma simples jam session, nela estão presentes solos de piano e cravo, de Artur Moreira Lima; sax e flauta, Paulo Moura; violão e viola, Heraldo do Monte; não esquecendo da voz entristecida e surrada de Elomar.

Um álbum de música basicamente nordestina, com solos jazzísticos de sax e melodias barrocas no cravo, tem que ter seu verdadeiro valor reconhecido.

ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

1. Estrela maga dos ciganos/Noite de Santo Reis (Elomar)
2. Na estrada das areias de ouro (Elomar)
3. Campo branco (Elomar)
4. Incelença pra terra que o sol matou (Elomar)
5. Trabalhadores na destoca (Elomar)
6. Pau-de-arara (Luiz Gonzaga)
7. Festa no sertão (Villa-Lobos)
8. Valsa da dor (Villa-Lobos)
9. Leninia (Codó)
10. Valsa de esquina nº 12, em fá menor (Francisco Mignone)
11. Espinha de bacalhau (Severino Araújo)
12. Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo)
13. Corban (Elomar)

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The Big Four
The Big Four

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Quartetos de Cordas Completos + Quinteto de Cordas Op. 29

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Quartetos de Cordas Completos + Quinteto de Cordas Op. 29

455496IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não lembro de um compositor que tenha escrito uma série de peças tão IMPORTANTES e BELAS do que Beethoven em seus Quartetos de Cordas. Mesmo o grupo de suas sinfonias e das Cantatas de Bach ficam abaixo em termos de repercussão no desenvolvimento musical. (Mas não pensem que, na minha opinião, Bach não seja o maior compositor de todos os tempos, DISPARADO). O quarteto de cordas parece ser a forma mais adequada às experimentações. É o melhor campo de provas e Beethoven neles plantou muitos frutos. Haydn, Mozart, Bartók, Shosta e a Segunda Escola de Viena também.

Este SUPER POST traz uma célebre gravação dos Quartetos de Cordas Completos de Beethoven: a do Quartetto di Cremona. Antes, eles tinha sido lançados em discos avulsos. Esta edição disponibiliza TODOS os Quartetos de Cordas do compositor, juntamente com o seu Quinteto de Cordas nº 29 — a única obra original de Beethoven para esta formação. É tudo da mais alta qualidade. Em seus 18 anos de existência o Quartetto di Cremona tem se firmado com um quarteto de cordas de primeira linha, tendo adquirido grande reconhecimento internacional. É muitas vezes considerado o sucessor do famoso Quartetto Italiano. Aliás, após os estudos acadêmicos, os membros do Cremona estudaram com Piero Farulli, do Quartetto Italiano. Ele influenciou uma abordagem EMOCIONAL, ROMÂNTICA e “italiana” da música. Depois, os músicos prosseguiram seus estudos com Hatto Beyerle, do Alban Berg Quartet, o que equilibrou a coisa, dando ao Cremona um estilo CLARO e mais CLÁSSICO, “alemão-austríaco”. Ambos os professores são muito referidos e elogiados pelo quarteto, que tratam de pesar naturalmente os pólos, misturando entusiasmo e senso de arquitetura musical.

Eu curti demais ouvir a integral. Ouvi duas vezes em cinco dias. Estou muito mais feliz e inteligente, até ganhei alguns centímetros a mais de sensibilidade.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Quartetos de Cordas Completos + Quinteto de Cordas Op. 29

DISC: 1

String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 23:16
1 I. Allegro con brio 05:54
2 II. Adagio ma non troppo 06:38
3 III. Scherzo: Allegro 03:10
4 IV. La Malinconia: Adagio – Allegretto quasi alleg 08:26

String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95 “Quartett 19:21
5 I. Allegro con brio 04:10
6 II. Allegretto ma non troppo – 06:37
7 III. Allegro assai vivace, ma serioso 04:32
8 IV. Larghetto espressivo – Allegretto agitato – Al 04:42

String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135 25:00
9 I. Allegretto 06:28
10 II. Vivace 03:22
11 III. Lento assai, cantante e tranquillo 06:49
12 IV. Der schwer gefasste Entschluss: Grave, ma non 06:56

DISC: 2

String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2 37:00
13 I. Allegro 09:54
14 II. Molto adagio 12:10
15 III. Allegretto 06:38
16 IV. Finale: Presto 05:41

String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127 38:00
17 I. Maestoso – Allegro 06:33
18 II. Adagio, ma non troppo e molto cantabile – Anda 13:52
19 III. Scherzando vivace – Presto – Tempo I 08:01
20 IV. Finale 06:48

DISC: 3

String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4 22:29
21 I. Allegro ma non tanto 08:39
22 II. Scherzo: Andante scherzoso quasi allegretto 07:01
23 III. Menuetto: Allegretto – Trio 03:37
24 IV. Allegro – Prestissimo 04:48

Große Fuge in B-Flat Major, Op. 133 16:00
25 Grosse Fuge in B-Flat Major, Op. 133 15:13

String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1 37:46
26 I. Allegro 10:05
27 II. Allegretto vivace e sempre scherzando 08:45
28 III. Adagio molto e mesto – 12:16
29 IV. Theme russe: Allegro 08:07

DISC: 4

String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 28:07
30 I. Allegro con brio 09:17
31 II. Adagio affettuoso ed appassionato 09:02
32 III. Scherzo: Allegro molto 03:25
33 IV. Allegro 07:04

String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131 38:00
34 I. Adagio, ma non troppo e molto espressivo – 07:14
35 II. Allegro molto vivace – 03:12
36 III. Allegro moderato – Adagio – 45
37 IV. Andante, ma non troppo e molto cantabile 13:45
38 V. Presto – Molto poco adagio – 05:22
39 VI. Adagio quasi un poco andante – 01:44
40 VII. Allegro 06:53

DISC: 5

String Quintet in C Major, Op. 29 32:00
41 I. Allegro moderato 10:53
42 II. Adagio molto espressivo 10:49
43 III. Scherzo: Allegro 04:00
44 IV. Presto 09:24

String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132 47:00
45 I. Assai sostenuto – Allegro 09:56
46 II. Allegro ma non tanto 08:10
47 III. Heiliger Dankgesang eines Genesenden an die G 18:13
48 IV. Alla marcia, assai vivace – Più allegro – 02:11
49 V. Allegro appassionato 06:54

DISC: 6

String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 27:46
50 I. Allegro 06:36
51 II. Menuetto 04:37
52 III. Andante cantabile con variazioni 10:21
53 IV. Allegro 06:09

String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130 40:00
54 I. Adagio ma non troppo – Allegro 09:56
55 II. Presto 02:02
56 III. Andante con moto, ma non troppo 06:51
57 IV. Alla danza tedesca: Allegro assai 03:11
58 V. Cavatina: Adagio molto espressivo – 06:40
59 VI. Finale: Allegro 10:15

DISC: 7

String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2 22:26
60 I. Allegro 08:18
61 II. Adagio cantabile 06:33
62 III. Scherzo: Allegro 04:32
63 IV. Allegro molto quasi presto 05:05

String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3 “Raz 28:31
64 I. Introduzione: Andante con moto – Allegro vivace 10:45
65 II. Andante con moto quasi allegretto 09:34
66 III. Menuetto: Grazioso – 05:23
67 IV. Allegro molto 05:46

DISC: 8

String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 22:22
68 I. Allegro 07:56
69 II. Andante con moto 08:23
70 III. Allegro 03:12
71 IV. Presto 06:10

String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74 “Har 29:15
72 I. Poco adagio – Allegro 09:32
73 II. Adagio ma non troppo 09:14
74 III. Presto 05:10
75 IV. Allegretto con variazioni 06:45

Quartetto di Cremona + Lawrence Dutton (viola do Emerson String Quartet) no Quinteto

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Acho que não preciso dizer o que significa CREMONA em termos de instrumentos de cordas, né?
Acho que não preciso dizer o que significa CREMONA em termos de instrumentos de cordas, né?

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sinfonia Spirituosa — Concertos para Cordas

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sinfonia Spirituosa — Concertos para Cordas

frontIM-PER-DÍ-VEL !!!

Sinto imensa falta do Musica Antiqua Köln, que existiu entre os anos de 1973 e 2007. O grupo foi fundado por Reinhard Goebel e colegas do Conservatório de Música de Colônia. R. Goebel fora aluno do imenso Franzjosef Maier (1925-2014), líder do Collegium Aureum. Ou seja, é uma pessoa de excelente pedigree. Desde a dissolução do MAK, Goebel concentrou-se em reger orquestras maiores, tanto no repertório antigo quanto no moderno. OK, ele tem o direito de querer outra coisa, mas… Que espetacular CD este que posto agora! O repertório do disco é desigual, com obras belas e outras nem tanto, mas, céus, que orquestra! O que Telemann e a orquestra nas faixas de 1 a 3, 23 e 30… É demais, não tem explicação!

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sinfonia Spiritosa — Concertos para Cordas

»Sinfonia Spirituosa« In D Major, TWV 44:1 (For 2 Violins, Viola And Basso Continuo) (8:16)
1 1. Sinfonia Spirituosa 2:54
2 2. Largo 2:06
3 3. Vivace 3:16

Overture (Suite) In D Major, TWV 55:D6 (For Viola Da Gamba Concertata, Strings And Basso Continuo) (24:04)
4 1. Ouverture 8:29
5 2. La Trompette 1:44
6 3. Sarabande 5:40
7 4. Rondeau 1:15
8 5. Bourée 1:47
9 6. Courante 2:21
10 7. Gigue. Presto 2:48

Sonata (Concerto) In C Major, TWV 40:203 (For 4 Solo Violins) (7:24)
11 1. Grave 1:07
12 2. Allegro 3:04
13 3. Largo E Staccato 1:34
14 4. Allegro 1:39

Concerto In A Major, TWV 54:A1 (For 4 Violins, Strings And Basso Continuo) (6:32)
15 1. Affettuoso 1:21
16 2. Allegro 2:14
17 3. Adagio 0:34
18 4. Allegro 2:23

Concerto In G Major, TWV 40:201 (For 4 Solo Violins) (6:10)
19 1. Largo E Staccato 2:11
20 2. Allegro 1:31
21 3. Adagio 0:38
22 4. Vivace 1:50

Concerto In A Major (»Die Relinge«), TWV 51:A4 (For Violin Principale, 3 Violins, Viola And Basso Continuo) (10:54)
23 1. Allegro 5:58
24 2. Adagio 2:26
25 3. Menuet 2:30

Concerto In D Major, TWV 40:202 (For 4 Solo Violins) (5:49)
26 1. Adagio 0:30
27 2. Allegro 1:51
28 3. Grave 1:56
29 4. Allegro 1:32

Symphony In D Major, TWV Anh. 50:1 (For The Centenary Of The Hamburg Trade Deputation) (4:58)
30 1. Die Alte Welt. Altdeutsch – Ernsthaft – Munter 2:38
31 2. Die Mittlere Welt. Capellmäßig 1:05
32 3. Die Jüngere Welt. Lustig 1:15

Musica Antiqua Köln
Reinhard Goebel

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O grande Reinhard Goebel
O grande Reinhard Goebel

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Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia / Valsa Triste / Tapiola / O Cisne de Tuonela

Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia / Valsa Triste / Tapiola / O Cisne de Tuonela

R-1795278-1391105940-5300.jpegVelho e bom vinil que apresenta alguns dos principais poemas sinfônicos de Sibelius. Ele escreveu muitos. Este disco abre com a nacionalista — e boa — Finlândia. Depois vem O Cisne de Tuonela, que é uma peça bem legal, mas não chega aos pés da ultra famosa Valsa Triste e nem de sua maior obra no gênero, Tapiola. O Cisne de Tuonela e Tapiola são músicas glaciais baseadas em lendas finlandesas, bem no estilo do compositor. Uma coisa que sempre me encasqueta sobre Sibelius é o fato de ele ter parado de compor em 1926, ano de suas últimas e melhores composições — a Sinfonia Nº 7 e Tapiola. Daí em diante, ele ficou em silêncio, dedicando-se com devoção ao álcool e somente revendo partituras antigas. Durante alguns tempo, tentou compor uma Oitava Sinfonia, mas, para desespero dos maestros que a aguardavam, ela foi adiada, adiada, adiada… E adiada. Ou seja, passou 31 anos sem compor quase nada.

Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia / Valse triste / Tapiola / O Cisne de Tuonela

1 Finlandia Op. 26: Andante Sostenuto – Allegro Moderato – Allegro 9:22
2 Der Schwan Von Tuonela Op. 22 Nr. 2: Andante Molto Sostenuto 7:51
3 Valse Triste Op. 44: Lento 5:59
4 Tapiola Op. 112: Largamente – Allegro moderato – Allegro – Allegro Moderato – Allegro – Allegro Moderato 20:13

Corne inglês em O Cisne de Tuonela: Gerhard Stempnik
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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Acho que Sibelius recém tinha acordado ou praticado intercurso antes de tirar esta foto, sei lá
Acho que Sibelius recém tinha acordado ou praticado intercurso antes de tirar esta foto, sei lá

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Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Aberturas

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Aberturas

FrontIM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Friedrich Fasch não é Bach, porém é injustamente desconhecido. E este CD é absolutamente monumental. Enquanto Bach construía a mais bela obra barroca — secular e sacra — , Fasch, mais moderno, já escolhia tijolos para a construção da ponte entre o barroco e o clássico, finalizada por meus irmãos e outros. Foi desconhecido em sua época, porém meu pai tinha muitas de suas obras copiadas. A interpretação do Il Fondamento de Paul Dombrecht deixa Trevor Pinnock e seu English Concert envergonhados por terem feito um trabalhinho bem porquinho no passado com o pobre Fasch. Há muuuuuita coisa inédita de Fasch, autor de enorme obra. Provavelmente, os próximos anos nos brindarão com várias gravações deste surpreendente compositor.

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Aberturas

Ouverture en sol mineur (FWV K: g2) pour 3 hautbois, cordes et bc
1. Ouverture
2. Aria Largo
3. Jardiniers
4. Aria Largo
5. Aria Allegro
6. Gavotte
7. Menuet

Ouverture en ré mineur (FWV K: d4) pour 2 hautbois, basson, cordes et bc
8. Menuet
9. Air
10. Gavotte
11. Aria largo
12. Fuga
13. Menuet
14. Réjouissance
15. Menuet

Ouverture en sol majeur (FWV K: G15) pour 3 hautbois, basson, cordes et bc
16. Ouverture
17. Aria andante
18. Jardiniers
19. Aria andante
20. Bouree
21. Menuet I – Menuet II – Menuet I

Il Fondamento
dir. Paul Dombrecht

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Alaudista com Copo de Vinho | Frans Hals (1626)
Alaudista com Copo de Vinho | Frans Hals (1626)

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa K. 299 / Sinfonia Concertante K. 297B

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa K. 299 / Sinfonia Concertante K. 297B

Mozart SinopoliIM-PER-DÍ-VEL !!!

Sim, principalmente em razão do repertório mágico, excepcional, que ouço desde o tempo das grandes gravações de Karl Böhm e outros. A Sinfonia Concertante foi escrita para virtuoses de sopros que Mozart já tinha conhecido na famosa Orquestra de Mannheim. Ele pretendia para flauta, oboé, fagote e trompa, mas a primeira edição sobrevivente parece ter sido adulterada — a flauta é substituída por um clarinete. (Os clarinetistas têm MUITA SORTE, sempre). Suas alegres melodias são 100% mozarteanas. O lindo Concerto para Flauta e Harpa, encomendado por amadores aristocráticos, é mais suave. O som é esplendidamente nítido e claro e o resultado é tão bom quando o obtido por Böhm. É um dos dois únicos concertos duplos que Mozart escreveu, bem como a única peça de música de seu repertório mais conhecido, que emprega a harpa. Mozart escreveu este concerto em abril de 1778, durante sua estada de seis meses em Paris.

Aos 54 anos, em 20 de abril de 2001, Giuseppe Sinopoli morreu de um ataque cardíaco, enquanto conduzia a ópera Aida, de Giuseppe Verdi, na Ópera Alemã de Berlim, numa das mortes mais surpreendentes de que tenho notícia. Morreu fazendo o que sabia e gostava. 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concerto para Flauta e Harpa K. 299 / Sinfonia Concertante K. 297B

Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c)
1 1. Allegro 10:27
2 2. Andantino 9:38
3 3. Rondeau: Allegro 9:43

Sinfonia concertante for oboe, clarinet, horn, bassoon & orchestra in E flat major, K(3) 297b (K. Anh. C 14.01)
4 1. Allegro 12:24
5 2. Adagio 8:54
6 3. Andantino con variazioni 9:02

Kenneth Smith, flauta
Bryn Lewis, harpa
John Anderson, oboé
Michael Collins, clarinete
Richard Watkins, trompa
Meyrick Alexander, fagote
Philharmonia Orchestra
Giuseppe Sinopoli

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O grande Giuseppe Sinopoli (Veneza, 2 de novembro de 1946 — Berlim, 20 de abril de 2001)
O grande Giuseppe Sinopoli (Veneza, 2 de novembro de 1946 — Berlim, 20 de abril de 2001)

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Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Orchestral Music

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Orchestral Music

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Não é um grande disco, mas também não é mau. Aqui temos obras jamais gravadas de Fasch em um disco que celebrava o 250º aniversário de morte do compositor. Em janeiro de 2007, o Tempesta di Mare estreou em nosso tempo quatro obras orquestrais de Johann Friedrich Fasch, contemporâneo de Bach e Telemann. Richard Stone, de Tempesta di Mare, descreve as peças como “fantásticas e verdadeiras descobertas… Elas têm a amplitude e a complexidade de J.S. Bach (?) sem a austeridade (???). Tem um senso muito  evoluído de cor orquestral que é realmente extraordinário”. (Os negritos são meus, claro). O conjunto  de instrumentos de época Tempesta di Mare, baseado em Filadélfia, dá às peças uma abordagem elegante, sustentando bem os movimentos longos de Fasch, ouvindo o que o compositor tem a dizer, em vez de se sobrepor a ele.

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Orchestral Music

Ouverture Grosso In D, FWV K : D 8 (24:49)
1 I Ouverture 9:50
2 II Rigaudon 2:00
3 III Siciliano 3:15
4 IV Menuet & Trio 2:23
5 V Aria En Pologneise 7:19

Concerto In B Flat, FWV L : B 3 (18:25)
6 I Un Poco Allegro 4:00
7 II Aria Andante 8:43
8 III Bourée & Trio 3:03
9 IV Passepied & Trio 2:36

Concerto In D, FWV L : D 15 (12:36)
10 I Allegro 4:58
11 II Andante 3:20
12 III [Allegro] 4:6

13 Andante In D, FWV L : D 15 (bis) 3:43

Tempesta di Mare
Gwyn Roberts & Richard Stone, directors

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Fasch de de conta que sou Bach.
Fasch de conta que sou Bach.

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Aram Khachaturian (1903-1978) / Dmitri Kabalevsky (1904-1987): Masquerade Suite / The Comedians

Aram Khachaturian (1903-1978) / Dmitri Kabalevsky (1904-1987): Masquerade Suite / The Comedians

R-5567213-1465547563-4680.jpegUm disco curtinho de música ligeira de boa qualidade. O estranho é que a versão que encontrei destas obras não incluem as peças de Tchaikovsky e Rimsky-Korsakov anunciadas na capa do CD ao lado. Paciência. Mas a coisa toda é de alto nível. A regência fica a cargo do grande Kiril Kondrashin (1914-1981), um cara de extrema coragem e talento. Afinal, ele foi o maestro que assumiu a regência da estreia da Sinfonia Nº 13 de Shostakovich depois que Mravinski foi pressionado e desistiu. Era um período perigoso e poucos fariam o que ele fez, ainda mais com aquele brilhantismo que hoje podemos ouvir no registro daquela noite. Aqui, ele se diverte com músicas para balé cheias de verve rítmica. E vamos para o baile.

Aram Khachaturian (1903-1978) / Dmitri Kabalevsky (1904-1987): Masquerade Suite / The Comedians

Masquerade Suite — Composed by Aram Khachaturian
1 Waltz 4:28
2 Nocturne 3:49
3 Mazurka 2:40
4 Romance 3:45
5 Galop 3:04

The Comedians, Op.26 — Composed by Dmitri Kabalevsky
6 Prologue 1:06
7 Comedians’ Galop 1:33
8 March 1:16
9 Waltz 1:21
10 Pantomime 1:52
11 Intermezzo 0:52
12 Little Lyrical Scene 1:09
13 Gavotte 1:44
14 Scherzo 1:47
15 Epilogue 2:17

RCA Victor Symphony Orchestra
Kiril Kondrashin

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Kondrashin: grande e importante figura da música soviética
Kondrashin: grande e importante figura da música soviética

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J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

frontA hipobachemia é uma doença grave, que pode matar. Fiz exames hoje e foi apontado baixo nível musical em meu sangue. O médico me receitou uma Cantata pela manhã, uma Partita à tarde e um Concerto à noite, podendo alternar com Sonatas, Prelúdios, Suítes e Paixões. Fugas e Fantasias só depois de 15 dias, pois são gêneros mais ousados, que requerem um corpo mais saudável. É, não tá fácil pra ninguém.

Estas Sonatas para Flauta, de Bach, são muito queridas deste que vos escreve. Ouvi-as demais durante a juventude. Elas não têm sido muito gravadas, o que é uma injustiça, tal seu frescor e alegria. E curam a hipobachemia.

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

Flute Sonata In E Minor BWV 1034
1-1 Adagio Ma Non Tanto
1-2 Allegro
1-3 Andante
1-4 Allegro

Flute Sonata In E BWV 1035
1-5 Adagio Ma Non Tanto
1-6 Allegro
1-7 Siciliano
1-8 Allegro Assai

Flute Sonata In B Minor BWV 1030
1-9 Andante
1-10 Largo E Dole
1-11 Presto

Flute Sonata In A Major BWV 1032
1-12 Vivace
1-13 Largo E Dolce
1-14 Allegro

Flute Sonata In C Major BWV 1033
2-1 Andante
2-2 Allegro
2-3 Adagio
2-4 Menuet

Sonata For Flute & Harpsichord In E Flat BWV 1031
2-5 Allegro Moderato
2-6 Siciliano
2-7 Allegro

Flute Sonata In G Minor BWV 1020
2-8 Allegro
2-9 Adagio
2-10 Allegro

Flute Sonata In G Major BWV 1039
2-11 Adagio
2-12 Allegro Ma Non Presto
2-13 Adagio E Piano
2-14 Presto

Cello – Jonathan Manson (tracks: 1-1 to 1-4, 1-5 to 1-8, 2-1 to 2-4, 2-11 to 2-14)
Flute – Emmanuel Pahud, Silvia Careddu (tracks: 2-11 to 2-14)
Harpsichord – Trevor Pinnock

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Hendrick ter Brugghen (1588-1629) -- Menino tocando flauta
Hendrick ter Brugghen (1588-1629) — Menino tocando flauta

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.: interlúdio :. Dave Brubeck – The Very Best Of (2015) — 3 CDs

.: interlúdio :. Dave Brubeck – The Very Best Of (2015) — 3 CDs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um amigo meu diz que Dave Brubeck (1920-2012) fazia “jazz para médicos”. É que vários destes profissionais o procuram angustiados para aulas. O maior desejo deles é o de aprender a tocar Take Five… (Que, aliás, é de autoria de Paul Desmond). Brubeck é um merecido sucesso. Seu quarteto — de várias formações, mas solidificado a partir do grande sucesso do disco de 1959, Time Out —  não é espetacular. Suas improvisações – de partituras! — não chegam a impressionar. Mesmo Brubeck não é um virtuose. Porém, não se pode estender tais críticas aos temas de seu quarteto. Além de excelentes composições próprias, a escolha das músicas de outros é de muito bom gosto. Há verdadeiras obras-primas nesta seleção. Acho que vocês vão gostar, mesmo que não sejam médicos. Bem, o conjunto de comentários deste post está realmente muito bom. Deem uma olhada.

Dave Brubeck – The Very Best Of (2015)

01. Take Five
02. Three To Get Ready
03. Perdido (Live)
04. It’s A Raggy Waltz
05. Blue Moon
06. Camptown Races
07. The Trolley Song
08. Tea For Two
09. Bossa Nova U.S.A.
10. Take The A Train
11. Unsquare Dance
12. There’ll Be Some Changes Made
13. The Duke
14. These Foolish Things
15. Out Of Nowhere
16. I Feel Pretty
17. Tonight
18. Over The Rainbow
19. Blue Rondo A La Turk
20. In Your Own Sweet Way
21. Maria
22. Stardust
23. Jeepers Creepers
24. Somewhere
25. Let’s Fall In Love
26. You Go To My Head
27. Indiana

O quarteto básico da maioria das faixas:

Dave Brubeck, piano
Paul Desmond, sax
Joe Morello, bateria
Gene Wright, baixo

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The Dave Brubeck Quartet em 1967. Da esquerda para a direita: Joe Morello, Eugene Wright, Dave Brubeck and Paul Desmond
The Dave Brubeck Quartet em 1967. Da esquerda para a direita: Joe Morello, Eugene Wright, Dave Brubeck and Paul Desmond

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S. Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Violino

S. Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Violino

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Este é um excelente disco. Pierre Amoyal e Frederic Chiu desenvolveram uma parceria equilibrada,  alegre e espontânea em sua expressão. Chiu é um pianista espetacular e Amoyal responde à altura. Mesmo! A Sonata para Violino nº 1, escrita entre 1938 e 1946, é uma das mais sombrias e melancólicas das obras do compositor. Prokofiev recebeu o prêmio Stalin de 1947 por essa composição. O mesmo não se pode dizer da feliz Sonata Nº 2. Ela foi baseada na Sonata para Flauta do compositor, escrita em 1942, mas arranjada para violino em 1943, quando Prokofiev vivia em Perm, nos Montes Urais, um abrigo remoto para artistas soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial. Prokofiev transformou o trabalho em uma Sonata de Violino por sugestão de seu amigo David Oistrakh. Foi estreada em 17 de junho de 1944 por David Oistrakh e Lev Oborin.

S. Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Violino

1. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – i. Andante assai 38-46 (6:34)
2. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – ii. Allegro brusco (7:11)
3. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – iii. Andante (7:44)
4. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – iv. Allegrissimo (7:28)

5. March from The Love for Three Oranges, arr Heifetz (1:41)

6. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – i. Moderato 44 (8:23)
7. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – ii. Scherzo (4:39)
8. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – iii. Andante (4:02)
9. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – iv. Allegro con brio (6:56)

10. Five Melodies Op. 35bis – i. Andante (To Pawel Kochanski) 25 (2:22)
11. Five Melodies Op. 35bis – ii. Lento, ma non troppo To Cecilia Hansen) (2:47)
12. Five Melodies Op. 35bis – iii. Animato, ma non allegro (To Pawel Kochanski) (4:21)
13. Five Melodies Op. 35bis – iv. Allegretto leggero e scherzando (To Pawel Kochanski) (1:25)
14. Five Melodies Op. 35bis – v. Andante non troppo (To Joseph Szigeti) (3:25)

Pierre Amoyal, violino
Frederic Chiu, piano

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Pierre Amoyal: trabalho fantástico com Chiu
Pierre Amoyal: trabalho fantástico com Chiu

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Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias com Solti e a Chicago Symphony Orchestra (10 CDs)

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias com Solti e a Chicago Symphony Orchestra (10 CDs)

51iohVDieVLIM-PER-DÍ-VEL !!!

Anton Bruckner (Ansfelden, 4 de setembro de 1824 — Viena, 11 de outubro de 1896).

Não pensem que eu enlouqueci, é que meu HD está explodindo. Subi todos os CDs ao mesmo tempo. Temos aí mais de 1 Giga da poderosa música de Bruckner. Ainda não ouvi o Celibidache que o Carlinus tem postado, mas garanto que a versão de Solti rivaliza com a melhor que conheci até hoje, a de Wand. Sim, acho que Nelsons, que ora está lançando sua versão, vencerá a todos! É tanta coisa para dizer que estou até atrapalhado. Ouçam!

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias com Solti e a Chicago Symphony Orchestra (10 CDs)

Symphony No. 0 In D Minor – Ré Mineur – D-Moll – Re Minore 38:13
1-1 Allegro 12:38
1-2 Andante 10:26
1-3 Scherzo: Presto 6:01
1-4 Finale: Moderato 8:48

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Symphony No. 1 In C Minor – Ut Mineur – C-Moll – Do Minore 47:04
2-1 Allegro 12:07
2-2 Adagio 13:01
2-3 Scherzo: Schnell – Trio: Langsam 8:09
2-4 Finale: Bewegt, Feurig 13:29

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Symphony No. 2 In C Minor (Ed. Nowak) – Ut Mineur – C-Moll – Do Minore
3-1 Moderato 18:09
3-2 Andante: Feierlich, Etwas Bewegt 16:48
3-3 Scherzo: Massig Schnell 6:05
3-4 Finale: Mehr Schnell 14:32
3-5 Symphony Nr. 5 In B Flat Major – Si Bémol Majeur – B-Dur – Si Bemolle Maggiore: 1. Introduction (Adagio) – Allegro (Mäßig) 20:25

BAIXE O CD3 AQUI — DOWNLOAD CD3 HERE

Symphony Nr. 5 In B Flat Major – Si Bémol Majeur – B-Dur – Si Bemolle Maggiore
4-1 Adagio, Sehr Langsam 21:37
4-2 Scherzo: Molto Vivace (Schnell) 13:25
4-3 Finale: Adagio 23:48

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Symphony No. 3 In D Minor – Ré Mineur – D-Moll – Re Minore 59:33
5-1 Gemäßigt, Mehr Bewegt, Misterioso 21:49
5-2 Andante: Bewegt, Feierlich, Quasi Adagio 16:39
5-3 Scherzo: Ziemlich Schnell 7:00
5-4 Finale: Allegro 13:57

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Symphony No. 4 In E Flat Major (Ed Nowak) – Mi Bémol Majeur – Es-Dur – Mi Bemolle Maggiore 63:07
6-1 Bewegt, Nicht Zu Schnell 17:57
6-2 Andante Quasi Allegretto 14:44
6-3 Scherzo: Bewegt 10:03
6-4 Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 20:13

BAIXE O CD6 AQUI — DOWNLOAD CD6 HERE

Symphony No. 6 In A Major – La Majour – A-Dur – La Maggiore 61:15
7-1 Majestoso 17:41
7-2 Adagio: Sehr Feierlich 19:22
7-3 Scherzo: Nicht Schnell 8:52
7-4 Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 15:14

BAIXE O CD7 AQUI — DOWNLOAD CD7 HERE

Symphony No. 7 I E Major – Mi Majeur – E-Dur – Mi Maggiore 68:36
8-1 Allegro Moderato 21:27
8-2 Adagio: Sehr Feierlich Und Sehr Langsam 25:12
8-3 Scherzo: Sehr Schnell 10:10
8-4 Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 11:45

BAIXE O CD8 AQUI — DOWNLOAD CD8 HERE

Symphony No. 8 In C Minor (1980 Version, Ed. Nowak) – Ut Mineur – C-Moll – Do Minore 74:15
9-1 Allegro Moderato 15:04
9-2 Scherzo: Allegro Moderato – Trio: Langsam 14:27
9-3 Adagio: Feierlich Langsam, Doch Nicht Schleppend 24:04
9-4 Finale: Feierlich, Nicht Schnell 20:21

BAIXE O CD9 AQUI — DOWNLOAD CD9 HERE

Symphony No. 9 In D Minor – Ré Mineur – D-Moll – Re Minore 61:00
10-1 Feierlich, Misterioso 23:37
10-2 Scherzo: Bewegt, Lebhaft 10:22
10-3 Adagio: Langsam, Feierlich 26:56

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Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti

Anton Bruckner (1824-1896)
Anton Bruckner (1824-1896)

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Giya Kancheli (1935), John Tavener (1944-2013): Styx / The Myrrh-Bearer

Giya Kancheli (1935), John Tavener (1944-2013): Styx / The Myrrh-Bearer

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IM-PER-DÍVEL (mas só o Kancheli)

A música contemporânea é muito interessante. Não há estilo comum, todo compositor tem que encontrar seu próprio caminho. Styx foi escrito por Giya Kancheli em 1999 para Yuri Bashmet. É uma bela peça que nos obriga a mais de uma audição. Um dos principais componentes estruturais são as enormes mudanças dinâmicas. Se você — como eu — gosta disso, vai adorar. A gravação de Rysanov é espetacular e foi feita em uma igreja. O eco acrescenta muito à experiência. Já The Myrrh-Bearer (1993), de John Tavener, não me impressionou tanto. Os contrastes dinâmicos também são enormes aqui, mas para mim a música é chatinha. A parte da viola é exigente, só que os ritmos e temas repetitivos da orquestra e do coro me cansaram. Fazer o quê?

Giya Kancheli (1935), John Tavener (1944-2013): Styx / The Myrrh-Bearer

Styx 35:46
1 I 6:20
2 II 4:08
3 III 4:28
4 IV 4:59
5 V 6:27
6 VI 4:22
7 VII 5:07

The Myrrh-Bearer 41:56
8 I 8:30
9 II 8:16
10 III 6:27
11 IV 6:16
12 V 8:43
13 VI 3:53

Choir – Men Of The State Choir Latvija (tracks: 8 to 13)
Conductor – Māris Sirmais
Orchestra – Liepaja Symphony Orchestra
Percussion – Rihards Zaļupe (tracks: 8 to 13)
Viola, Executive Producer – Maxim Rysanov

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