Não lembro quem me passou esta gravação ao vivo, mas foi em janeiro de 2010. Ela é de boa qualidade, mas não pode ser mais PIRATA. É um concerto de Gergiev com a Orquestra de Rotterdam. Excelente interpretação e uma plateia — como todas parecem ser — gripada. Muita gente tossindo, até dá para ouvir vozes num momento… Mas vale muito a audição. Como eu AMO gravações ao vivo, quase gostei do Rach e do esforço do Feltsman para chegar vivo ao final do teste. Só que o ponto alto é o Shosta, claro.
Onde tovarich PQP conseguiu esta gravação?
Rachmaninov: Concerto Nº 3 para Piano e Orquestra / Shostakovich: Sinfonia Nº 5
Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30
1. Allegro ma non tanto
2. Intermezzo (Adagio)
3. Finale (Alla breve)
Sinfonia Nº 5 em Ré menor, Op. 47
01. Moderato
02. Allegretto
03. Largo
04. Allegro non troppo
Vladimir Feltsman
Rotterdam Philharmonic Orchestra
Valery Gergiev
Maravilhoso disco, principalmente o concerto de Fasch, cujo Andante é belíssimo. Fasch (1688-1758) foi um contemporâneo de papai Bach e Telemann, mas já exibe sinais do estilo próximo clássico. A interação dos instrumentos no disco inteiro é fascinante e a textura do som criado por este grupo é muito envolvente. Impossível ouvi-lo uma vez só. Chiara Banchini é uma violinista inacreditável, e Hopkinson Smith (frequente parceiro de Savall) exibe excelente técnica e grande sensibilidade como solista.
Fasch / Haydn / Kohaut / Hagen: Concertos para alaúde
Johann Friedrich Fasch*: Concerto in d-minor for lute, 2 violin, alto & b.c.
1. Con in d: Allegro Moderato
2. Con in d: Andante
3. Con in d: Un Poco Allegro
Joseph Haydn: Cassation in C-major for lute oblige, violon & cello
4. Cassation in C: Presto
5. Cassation in C: Minuetto – Trio
6. Cassation in C: Adagio
7. Cassation in C: Finale. Presto
Carl Kohaut: Concerto in F-major for lute, 2 violins & cello
8. Con in F: Allegro
9. Con in F: Adagio
10. Con in F: Tempo Di Minuetto
Bernhard Joachim Hagen: Concerto in A-major for lute, 2 violins & cello
11. Con in A: Allegro Moderato
12. Con in A: Largo
13. Con in A: Allegro
Hopkinson Smith, lute
Chiara Banchini, violin
David Plantier, violin
David Courvoisier, viol
Roel Dieltiens, cello piccolo
Baixem logo porque os 50 GB diários do Rapidshare se esgotam rapidamente… Os 50 Gb de tráfego diário são zerados às 21h, horário do Brasil. Depois do meio dia fica difícil. Ou compre uma conta Rapid Pro, seu avarento. É quase de graça e você poderá baixar os 935 CDs que já subi e mais os do Avicenna, tolinho, a qualquer hora e vários ao mesmo tempo. Se você não pode gastar alguns poucos reais, bem, chegue cedo para não ver a mensagem File owner’s public traffic exhausted.
É óbvio que eu amo Anne-Sophie Mutter, que a acho linda e que adoraria tê-la comigo em todas as noites após seus concertos e não-concertos. É óbvio que ela é uma extraordinária violinista, mas nada vai me impedir de dizer que este CD é uma porcaria, apesar do excelente repertório. O primeiro problema é o andamento marcial dado à obra de Vivaldi. Há pássaros e borboletas marchando em fila indiana sobre o arvoredo. Parece desenho animado. Em segundo lugar, há um fato pessoal. Eu não consigo mais ouvir música barroca tocada em instrumentos de hoje. Ao vivo, ainda dá para engolir, mas em disco não dá mais, me desculpem. Neste disco, parece que estão serrando Vivaldi em dois. Uma pena. Qualquer um pode discordar sem problemas, mas só depois de ouvir, tá?
Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações / Tartini (1692-1770): O Trilo do Diabo
1. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 1. Allegro 3:36
2. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 2. Largo 3:14
3. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 3. Allegro (Danza pastorale) 4:21
4. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 1. Allegro non molto – Allegro 6:17
5. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 2. Adagio – Presto – Adagio 2:20
6. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 3. Presto (Tempo impetuoso d’estate) 2:33
7. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 1. Allegro (Ballo, e canto de’ villanelli) 6:19
8. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 2. Adagio molto (Ubriachi dormienti) 2:59
9. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 3. Allegro (La caccia) 3:52
10. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 1. Allegro non molto 3:39
11. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 2. Largo 2:49
12. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 3. Allegro 3:50
13. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 1. Larghetto affettuoso 3:56
14. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 2. Allegro 3:25
15. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 3. Andante – Allegro 1:12
16. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 4. Allegro assai 8:26
Anne-Sophie Mutter (violin & conductor)
Trondheim Soloists
Não sei se é a música mais adequada para um fim de mundo, até porque nem sempre acontece, mas foi a que me ocorreu postar para os maias. A regência é de Mravinsky, o que garante extrema qualidade e — por que não dizer? — um toque lendário a uma postagem que alude a nosso último dia na Terra. Não sei, mas a cada dia acho Tchaikovsky mais shostakovichiano. Bem, é o contrário, claro. Os dois CDs estão em duas faixas, um para cada uma, certo?
Se recebermos caixas de bombons e o mundo não acabar, pretendemos postar Ma Vlast com Kubelik e uma daquelas orquestras. Sem bombons, nada feito. Ah, importante: da Koppenhagen, sempre.
P. I. Tchaikovsky (1840-1893): Sinfonias Nos. 4, 5 e 6, “Patética”
Disco 1 [68:17]
Sinfonia No. 4 em F menor, Op. 36
01. I. Andante sostenuto – Moderato con anima – Moderato assai, quasi Andante – Allegro vivo
02. II. Andantino in modo di canzone
03. III. Scherzo. Pizzicato ostinato. Allegro
04. IV. Finale. Allegro con fuoco
Sinfonia no. 5 em E menor, Op. 64
05. I. Andante – Allegro con anima
06. II. Andante cantabile, con alcuna licenza – Moderato con anima – Andante nosso – Allegro non troppo – Tempo I
Disco 2 [60:34]
07. III. Valse. Allegro moderato
08. IV. Finale. Andante maestoso – Allegro vivace – Molto vivace – Moderato assai e molto maestoso – Presto
Sinfonia no. 6 em B menor, 74 – “Patética”
09. I. Adagio – Allegro non troppo
10. II. Allegro con grazia
11. III. Allegro molto vivace
12. IV. Finale. Adagio lamentoso
Esse CD me foi passado pelo FDP e, olha, é muito bom. O repertório, bem entendido, é genial, mas nossa Sharon Isbin ainda o valoriza com boa e compreensiva interpretação. Quando digo compreensiva, quero dizer nossa bela violonista entendeu e trouxe para perto de sua si as obras de Bach, tornando-as outra coisa. Isbin parece ser uma personalidade poética, lírica mesmo, e seu Bach é assim. Fiquei muito feliz de ouvir este CD e o repasso ao de pequepianos sequiosos por Bach.
Avicenna, penso também que este CD — tranquilizador e nada traumático — consista na música ideal para se ouvir após a derrota corintiana.
E vou-me embora correndo antes que o Avicenna me mate. Não sem antes afirmar que o Chelsea é o Brasil no Mundial. Vai, Oscar!
J. S. Bach (1685-1750): A Suítes para Alaúde (interpretadas ao violão)
1. Ste BWV 1006a in E: Prelude
2. Ste BWV 1006a in E: Loure
3. Ste BWV 1006a in E: Gavotte en rondeau
4. Ste BWV 1006a in E: Menuet I and II
5. Ste BWV 1006a in E: Bourree
6. Ste BWV 1006a in E: Gigue
7. Ste BWV 995 in g performed in a: Prelude/tres vite
8. Ste BWV 995 in g performed in a: Allemande
9. Ste BWV 995 in g performed in a: Courante
10. Ste BWV 995 in g performed in a: Sarabande
11. Ste BWV 995 in g performed in a: Gavotte I & II (en rondeau
12. Ste BWV 995 in g performed in a: Gigue
13. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Passaggio/Presto
14. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Allemande
15. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Courante
16. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Sarabande
17. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Bourree
18. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Gigue
19. Ste BWV 997 in c Performed in a: Prelude
20. Ste BWV 997 in c Performed in a: Fugue
21. Ste BWV 997 in c Performed in a: Sarabande
22. Ste BWV 997 in c Performed in a: Gigue
23. Ste BWV 997 in c Performed in a: Double
Por favor, sem “viajadas”, OK? Falemos sobre coisas possíveis e consistentes. Odeio revalidar links. O caso é que o Rapidshare estabeleceu uma cota diária de tráfego que meus arquivos completam em poucos minutos a cada virada de dia. Para onde ir? Passo-lhes a palavra. Abaixo, a página do FAQ do Rapidshare que descreve a nova política.
Em compensação ao inesperado erro de Gergiev, Lenny dá um banho na interpretação da Sinfonia Nº 1, composta por Shosta aos 19 anos (!), e na altamente dramática Sinfonia Nº 7, Leningrado. Não sou doido pela Leningrado — apenas porque acho que há outras sinfonias melhores na obra do russo — , mas reconheço sua notável história e importância. Shostakovich sempre será lembrado por ela. E Leonard Bernstein? Eu, hein? Que sujeito talentoso, né? Porra, o cara arrasa em Mahler, em Ravel, em Brahms, em Beethoven, em Shosta… Te fudê.
Shostakovich: Sinfonias Nos. 1 & 7
Sinfonia Nº 1, Op. 10
1. Allegretto – Allegro non troppo – 1. Allegretto – Allegro non troppo 8:54
2. Allegro – Meno mosso – Allegro – Meno mosso – 2. Allegro – Meno mosso – Allegro – Meno mosso 4:47
3. Lento – Largo – [Lento] (attacca:) – 3. Lento – Largo – [Lento] (attacca:) 10:20
4. Allegro molto – Lento – Allegro molto – Meno mosso – Allegro molto – Molto meno mosso – Adagio – Largo – Più mosso – Presto – 4. Allegro molto – Lento – Allegro molto – Meno mosso – Allegro molto – 10:37
Uma cagadinha do grande Gergiev. Estava ouvindo o disco e achando estranha a solenidade envolvida em duas sinfonias que merecem também muito de sarcasmo. Pois o homem pegou sua espetacular orquestra de São Petersburgo e tratou de deixar tudo sério demais. Errou. Porém, Gergiev é um mestre e tal erro é absolutamente inesperado e anormal. Fui ler as críticas a fim de descobrir se não era uma esquisitice minha e lá estava: solenidade e seriedade demasiadas. Qual é, ô meu?
Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nos. 1 & 15
Symphony no 1 in F minor, Op. 10
Written: 1924-1925; USSR
1. Allegretto 8:52
2. Allegro 4:40
3. Lento – Largo 8:45
4. Allegro molto – Lento – Adagio – Presto 9:35
Symphony no 15 in A major, Op. 141
Written: 1971; USSR
5. Allegretto 8:18
6. Adagio 14:59
7. Allegretto 4:04
8. Adagio – Allegretto 16:36
Excelente seleção, excelente disco de música barroca protagonizado pela compreensiva Camerata Koln de minha mais profunda alegria. CD excepcional para iniciar a manhã. Para ser ouvido antes, durante e depois do café, desde que não se vá à missa. Programo esta postagem “ontem”, na esperança de que, hoje pela manhã, as notícias de morte tenham cessado em Israel. Tenho muitos amigos judeus e eles sabem o quanto não suporto o sionismo. Chega, né?
Vivaldi – Concerto in g minor RV 104 “La Notte” Flute, 2 violins, bassoon & BC
1. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: La Notte
2. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: Fantasmi
3. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: Il Sonno
4. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: Allegro
A. Marcello – Concerto in d minor Oboe, 2 violins, viola & BC
5. Concerto for oboe, strings & continuo in D minor, SF. 935 (often transposed to C minor): Andante
6. Concerto for oboe, strings & continuo in D minor, SF. 935 (often transposed to C minor): Adagio
7. Concerto for oboe, strings & continuo in D minor, SF. 935 (often transposed to C minor): Allegro
Quantz – Trio in C major Recorder, flute & BC
8. Trio in C: Affettuoso
9. Trio in C: Alla breve
10. Trio in C: Larghetto
11. Trio in C: Vivace
J.C.Bach – Quintett in D major Op.22.1 Fortepiano, flute, oboe, violin & cello
12. Quintet for flute, oboe, violin, cello & keyboard in D major, Op. 22/1, CW B76 (T. 304/6): Allegro
13. Quintet for flute, oboe, violin, cello & keyboard in D major, Op. 22/1, CW B76 (T. 304/6): Andantino
14. Quintet for flute, oboe, violin, cello & keyboard in D major, Op. 22/1, CW B76 (T. 304/6): Allegro assai
Fasch – Quartett in d minor 2 Oboes, bassoon & BC
15. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Largo
16. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Allegro
17. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Largo
18. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Allegro
Vivaldi – Concerto in C major RV 444 Sopranino recorder, 2 violins, viola & BC
19. Piccolo (Flautino) Concerto, for piccolo (or recorder/flute), strings & continuo in C major, RV 444: Allegro non molto
20. Piccolo (Flautino) Concerto, for piccolo (or recorder/flute), strings & continuo in C major, RV 444: Largo
21. Piccolo (Flautino) Concerto, for piccolo (or recorder/flute), strings & continuo in C major, RV 444: Allegro molto
É interessante como Hindemith colocou-se frente à música de sua época. Depois de uma infância de menino superdotado e de um início de carreira com agudo senso de provocação – revolucionário mesmo -, o compositor sentiu necessidade de ordem e, ao mesmo tempo que Stravinski mergulhava em partituras de Pergolesi, ele fazia sua virada estilística estudando J.S. Bach e Händel. As duas primeiras obras deste CD são do primeiro período e a terceira é de depois da virada. Este “passo atrás” foi acompanhado de um coro de críticas ao seu “neobarroquismo”, porém suas Kammermusik fizeram indesmentível sucesso (já postamos algumas em nosso PQP) e… são concertos de câmara para diversos instrumentos solistas dentro da estrutura dos Concertos de Brandenburgo. O enfant terrible do passado institucionalizou-se. Ao final de sua vida, Hindemith escreveu um Ludus Tonalis, espécie de Cravo bem temperado moderno. De certo modo, seu retorno a Bach foi sem volta… Mas é justamente sua polifonia e barroquismo que me agradam.
Este CD não chega a ser uma obra-prima, mas também não é decepcionante.
Paul Hindemith – Obras para Violoncelo e Piano
Three Pieces for Cello and Piano, Op. 8 (1917)
1. Capriccio In A Major
2. Phantasiestuck
3. Scherzo
Sonata for Cello and Piano, Op. 11 no 3 (1919)
4. 1st Movement
5. 2nd Movement
Sonata for Cello and Piano (1948)
6. I. Pastorale
7. II. Moderately Fast
8. III. Passacaglia
Não morri de amores por este elogiadíssimo e ressuscitado Odyssey, onde temos um resumo da carreira de Rypdal desde os anos 70. Bem melhor é o terceiro CD, gravado ao vivo em 2009. Nem todos os CDs dos anos 70 e 80 da ECM eram atemporais e, para utilizar uma expressão antiquada, diria que o Odyssey original era bem datado. Mas, vejam bem, esta é apenas a minha opinião e tem valor bem limitado. Vale baixar pelo terceiro CD, que achei interessante.
Terje Rypdal: Odyssey: In Studio & In Concert
ODYSSEY – CD1 (ex ECM 1067)
01. Darkness Falls
02. Midnite
03. Adagio
04. Better Off Without You
ODYSSEY – CD2 (ex ECM 1067)
01. Over Birkerot
02. Fare Well
03. Ballade
04. Rolling Stone
Unfinished Highballs (previously unreleased) – CD3
01. Unfinished Highballs
02. The Golden Eye
03. Scarlet Mistress
04. Dawn
05. Dine and Dance to the Music of the Waves
06. Talking Back
07. Bright Lights – Big City
Esta gravação é lá dos primórdios da Naxos, quando ela era uma estranha empresa que produzia discos bons e baratos. Com este Messias descobriu-se que a Naxos poderia fazer discos FANTÁSTICOS e baratos. Lembro que, com este registro da obra-prima de Handel, todas as revistas e o público finalmente abriram as pernas para a gravadora de Klaus Heymann, fundada em 1987.
Agora, meu amigo(a), chegou a hora de você abrir as pernas.
G. F. Handel (1685-1759): O Messias
Disc 1
1. Part I: Sinfonia 00:03:12
2. Part I: Recitative: Comfort ye my people (Tenor) 00:03:08
3. Part I: Aria: Every valley shall be exalted (Tenor) 00:03:35
4. Part I: And the glory of the Lord shall be revealed (Chorus) 00:02:37
5. Part I: Recitative: Thus saith the Lord (Bass) 00:01:24
6. Part I: Aria: But who may abide the day of His coming (Counter – tenor) 00:03:06
7. Part I: And He shall purify the sons of Levi (Chorus) 00:02:29
8. Part I: Recitative: Behold, a virgin shall conceive (Alto) 00:00:25
9. Part I: Aria: O thou that tellest good tidings to Zion (Alto) 00:05:33
10. Part I: Recitative: For behold, darkness shall cover the earth (Bass) 00:02:42
11. Part I: Aria: The people that walked in darkness have seen a great light (Bass) 00:04:25
12. Part I: For unto a child is born (Chorus) 00:04:03
13. Part I: Pifa 00:00:56
14. Part I: Recitative: There were shepherds abiding in the field (Soprano) 00:01:22
15. Part I: Glory to God in the highest (Chorus) 00:01:54
16. Part I: Aria: Rejoice greatly, O daughter of Zion (Soprano) 00:04:04
17. Part I: Recitative: Then shall the eyes of the blind be opened (Alto) 00:00:20
18. Part I: Aria: He shall feed His flock like a shepherd (Alto) 00:05:13
19. Part I: His yoke is easy, His burthen is light (Chorus) 00:02:22
20. Part II: Behold the Lamb of God (Chorus) 00:02:52
21. Part II: Aria: He was despised and rejected of men (Alto) 00:11:11
22. Part II: Surely, He hath borne our griefs and carried our sorrows (Chorus) 00:02:05
23. Part II: And with His stripes we are healed (Chorus) 00:01:54
24. Part II: All we like sheep have gone astray (Chorus) 00:03:55
Disc 2
1. Part II: Recitative: All they that see Him Laugh Him to scorn (Tenor) 00:00:44
2. Part II: He trusted in God that He would deliver Him (Chorus) 00:02:23
3. Part II: Recitative: Thy rebuke hath broken His heart (Tenor) 00:01:48
4. Part II: Arioso: Behold, and see if there be any sorrow like unto His sorrow! (Tenor) 00:01:34
5. Part II: Recitative: He was cut off out of the land of the living (Tenor) 00:00:19
6. Part II: Aria: But thou didst not leave His soul in Hell (Tenor) 00:02:42
7. Part II: Lift up your heads (Chorus) 00:03:04
8. Part II: Recitative: Unto which of the angels said He at any time (Tenor) 00:00:14
9. Part II: Let all the angels of God worship Him (Chorus) 00:01:28
10. Part II: Aria: Thou art gone up high (Counter – tenor) 00:03:17
11. Part II: The Lord gave the word (Chorus) 00:01:10
12. Part II: Duet: How beautiful are the feet of Him that bringeth glad tidings of salvation (Soprano, Counter – tenor) 00:03:22
13. Part II: Aria: Why do the nations so furiosly rage together (Bass) 00:03:08
14. Part II: Let us break their bonds asunder (Chorus) 00:01:50
15. Part II: Recitative: He that dwelleth in heaven shall laugh them to scorn (Tenor) 00:00:12
16. Part II: Aria: Thou shalt break them with a rod of iron (Tenor) 00:02:10
17. Part II: Hallelujah! (Chorus) 00:03:44
18. Part III: Aria: I know that my Redeemer liveth (Soprano) 00:06:07
19. Part III: Since by man came death (Chorus) 00:01:52
20. Part III: Recitative: Behold, I tell you a mystery (Bass) 00:00:32
21. Part III: Aria: The trumpet shall sound (Bass) 00:09:06
22. Part III: Recitative: Then shall be brought to pass the saying that is written (Counter – tenor) 00:00:17
23. Part III: Duet: O Death, where is thy sting (Counter – tenor, Tenor) 00:03:24
24. Part III: Aria: If God be for us, who can be against us (Soprano) 00:04:57
25. Part III: Worthy is the Lamb that was slain (Chorus) 00:07:19
Angus Davidson
Helen Parker
Kym Amps
John Bowen
Robin Doveton
Scholars Baroque Ensemble
Declaración del productor: “No es una Big Band – es una Orquesta de Jazz!”
La respuesta a tres preguntas cruciales:
Por qué?
Como en una orquesta sinfónica estos son los colores que forman el centro de la música. Un juego completo de instrumentos de viento de madera en vez de saxofones, instrumentistas de cobre, cambian colores entre la trompeta, flugelhorn, trombón y bombardino. No sólo está en la pared de sonido, está también en el fino pincel en la pintura. Los músicos no solamente actúan, ellos actúan recíprocamente enturbiando las fronteras de sus instrumentos respectivos. Así la Concert Jazz Orchestra Vienna representa a la tradicional Big Band americana -pensando en Gil Evans, George Gruntz y María Schneider- con el espíritu de música moderna europea.
En la música de jazz una Big Band es un anacronismo vivo. Demasiados músicos fueron forzados a vivir con demasiado poco dinero, la enorme logística, pocos clubs que podrían permitirse o al menos acomodar una Big Band sobre su escenario, y festivales que más bien gastan el dinero en un solista que es la moda de hoy. Por eso:
Por qué una Big Band?
Primero nadie puede evitar la seducción de semejante cantidad. El tamaño realmente importa, y un enorme sonido puede ser la magia pura. Y por otra parte una Big Band reune dos cualidades fundamentales de la música: Composición e Improvisación.
Por qué “Concert Jazz Orchestra Vienna?
La última pregunta nos retrotrae al principio y lleva la respuesta directamente dentro de sí: Una composición de una hora principalmente, que destaca a un solista que concede el espacio para la libertad improvisacional, así como la integración perfecta del sonido del instrumento en la orquesta. Y una Orquesta de Jazz que -lejos de todo cliché de una Big Band- apoya y desafía a este solista al mismo tiempo.
La Concert Jazz Orchestra Vienna. Sonido de hoy en Big Band Jazz. Wolfgang Muthspiel. Un guitarrista excepcional. Una composición que combina la ejecución excepcional de Wolfgang con una gran formación. Continental Call. Sesenta minutos de música para escuchar, para escuchar otra vez, descubrir y redescubrir. Pero principalmente: sesenta minutos de música pura.
Declaración del artista
“De todos los compositores en este planeta soy probablemente la peor opción para escribir una pieza a gran escala para guitarra, para ser franco, odio el instrumento y a la mayoría de la gente que lo toca. Es mi problema y mi sentido de la envidia. La guitarra es fácil para aprender – cualquiera puede rasguear algunas canciones tradicionales o convertirse en una estrella de rock. Todo lo que tienes que hacer es levantar el pedal de volumen para alcanzar la dinámica que revienta los tímpanos. La habilidad técnica es también bastante fácil de lograr -y los guitarristas consiguen a todas las muchachas! Como ejecutante de bronces bajos que ha practicado durante más de 20 años y todavía le tiene miedo a las octavas, quien nunca consigue tocar la melodía, cuyos labios sangran cuando toca demasiado fuerte y quien nunca ha tenido una grupi, esto es obviamente un tema doloroso. Dejando mi problema personal aparte, también he tocado con bastantes guitarristas malos para haber sucumbido a los estereotipos negativos: ellos no pueden leer música y en la mayoría de los casos son inconscientes que la perilla de volumen puede -sólo en circunstancias horribles, desde luego- también ser girada a la izquierda…
Wolfgang Muthspiel es uno del pequeño puñado de guitarristas que no perpetúa estos estereotipos. Él escucha, piensa, es un acompañante sensible, así como un solista musical; él lee (no solamente música, sino también libros), ha viajado mucho y bien, cultivado y bien vestido -debe ser porque su hermano es un trombonista. Él todavía consigue a las muchachas, pero pienso que puedo perdonarlo por esto.
Generalmente concentro mi escritura en la sección de vientos, dejando la sección de ritmo a sus propios dispositivos. Colocar la guitarra en el centro conservando el equilibrio de la orquesta de jazz fue un problema que podría haber tenido el resultado trágico de 60 minutos de solo de guitarra y 18 acompañantes muy aburridos en la banda. Para integrar, sin perder el foco sobre Wolfgang, presentándolo como un miembro de la banda, el compañero de dúo, el acompañante y el puente entre los movimientos, la fundación rítmica y el refuerzo acústico (esto va a once!) fue mi desafío.
El encuentro de puntos en común fue la preocupación principal. Wolfgang y yo venimos de dos mundos musicalmente diferentes. Esto es lo que hace este proyecto interesante. Nosotros encontrándonos al medio -también nuestros viajes respectivos: Wolfgang de Europa a los EE.UU. y el mío a la dirección de enfrente. Por eso Continental Call cuenta la historia de todos estos viajes por estos mundos diferentes.”
Obs.: Do falecido blog http://musicaquecuelga.blogspot.com.br/. RIP.
Continental Call (Concerto for Guitar and Jazz Orchestra)
1. Movement I: Dirge (6:06)
2. Movement II: Seventh Of Nine (18:22)
3. Movement III: Dream Waltz (13:41)
4. Movement IV: Getting Started (21:49)
Composer, arranger, conductor : Ed Partyka
Guitar : Wolfgang Muthspiel
Soprano / alto / tenor sax, flute: Stefan Öllerer
Soprano / alto sax, flute, clarinet, soprano sax solos: Michael Erian
Soprano/tenor sax, flute: Harry Sokal
Tenor/baritone sax, bass clarinet: Herwig Gradischnig
Trumpet, flugelhorn: Thorsten Benkenstein, Aneel Soomary, Martin Ohrwalder, Walter Fend, Thomas Gansch (trumpet solos)
French horn: Thomas Bieber
Trombone, euphonium: Dominik Stöger, Robert Dodge, Robert Bachner (euphonium solos)
Bass trombone, euphonium: Erik Hainzl
Piano: Oliver Kent
Bass: Uli Langthaler
Drums: Christian Salfellner
“Los públicos de la música clásica se han multiplicado en todo el mundo. El crecimiento en Asia y América del Sur es un ejemplo”.
Obs.: Reportagem do El País de Madrid. Quando eles falam em El ruido eterno, referem-se ao livro OBRIGATÓRIO O resto é ruído, lançado no Brasil pela Cia. das Letras. Boa leitura.
Alex Ross - crítico de The New Yorker. FOTO - SOFÍA MORO
Más allá de las partituras
Destrozó ideas preconcebidas sobre la música en ‘El ruido eterno’. Ahora, el crítico Alex Ross vuelve a ofrecernos su particular visión de un arte cosmopolita y mestizo en ‘Escucha esto’, su nuevo libro, donde tumba prejuicios y amplía barreras para el siglo XXI
Encontrar y ahondar en las jerarquías sociales, montar desajustes económicos, quebrar sistemas con desigualdades configura nuestra mente de una manera un tanto pérfida y viciada. ¿Y si con la música hacemos un esfuerzo y no caemos en determinados vicios? Imaginen, como diría John Lennon, que no existe el paraíso. Resulta fácil si nos ponemos a ello. Ni tampoco el infierno… Que no hay simas, que no hay diferencias, que todo, en lo que se refiere a ese arte, viene de una imbricada y sutil conexión entre el alma, el sentido, el sentimiento y el intelecto…
Así trata de explicar la música Alex Ross, limpiando las fronteras. El crítico de The New Yorker consiguió en El ruido eterno raptar nuestra atención para la lectura y mostrarnos fuera de santidades, elitismos y clichés, alejado de los prejuicios y pegado escrupulosamente a la singularidad de los contextos, lo que aconteció creativamente entre los compositores del aparentemente arduo e indescifrable siglo XX. Y lo hizo con un rigor encomiable, con una altura de miras ambiciosa, pero con una capacidad de comunicación muy efectiva que convirtió el libro en superventas.
En su anterior ensayo, Alex Ross trazaba un recorrido fascinante por ese mundo desde que Richard Strauss estrenara su impactante Saloméhasta nuestros días. Ahora, en Escucha esto (Seix Barral), el escritor va más allá de las barreras impuestas y los géneros. Ahonda en la finísima línea que fluye y conecta de manera fascinante los cinco siglos que aparentemente separan a Monteverdi de Björk o a Bach de Led Zeppelin y a Vivaldi de Radiohead. ¿Alguien lo duda? Pues lo prueba.
Sin límites, sin exclusividades, derribando la premisa de que existen músicas superiores o más complejas que otras. No hay clases. Históricamente. Entre el barroco y el rock, entre el Renacimiento y el pop, entre los alardes románticos de Schubert y Beethoven, y el jazz o elblues, todos somos más o menos iguales.
“Vivimos un cambio profundo. Con todo
lo que guardamos
en nuestros aparatos, podemos trasladarnos
de un género a otro
con un clic”
Al fin y al cabo, venimos de la chacona. Es decir, de un baile popular elevado a los escenarios y santificado ahora por los atentos silencios de los públicos más exclusivos cuando suena desde la caja de un chelo en una suitede Bach. Pero por mucho que algunos paguen a 120 euros la entrada por disfrutar de una chacona y sea el colmo del refinamiento, esa música tiene un origen bastardo. Bach adaptó un estilo que en su día, allá por 1598, el soldado Mateo Rosas de Oquendo, después de haber pasado una década en Perú, incluyó en una lista que agrupaba dentro de las cosas con nombres que el demonio había designado. Eso fue en sus orígenes la perversa y pecaminosa chacona.
Desde esa raíz hasta nuestros días, esa danza ha efectuado un viaje interestelar a través del tiempo hasta poder apreciarse en conciertos de rock o melodías de Broadway. En un solo de guitarra de Ritchie Blackmore o de Jimmy Page, príncipes del hard rock con Deep Purple o Led Zeppelin, a las diabluras con la flauta de Ian Anderson, líder de Jethro Tull. O del jazz, también, en su carácter improvisatorio, pero sobre todo en los grupos de música antigua que la someten a intensas y emocionantes variaciones, como es el caso de Jordi Savall con su viola de gamba.
Pero existe otra conexión más íntima, más pegada a los sentidos y a los silencios del alma que la música termina por exorcizar. Y es lo que Alex Ross califica como el gusto por el lamento: “Puede que para muchos no resulte sorprendente, pero las similitudes que unen a un gran número de culturas con el lamento son impactantes. Se percibe una línea que conecta el Renacimiento, el barroco, el romanticismo, el flamenco o elblues con tantos otros. Parece como si se tratara de emular a través de la música los sonidos que el hombre emite cuando se encuentra sereno, en paz”.
Se entabla un inmenso diálogo sin fin, un eco eterno de sonidos en busca de sentimiento, de estados de ánimo que relativizan el tiempo, porque son los mismos que han configurado nuestra sensibilidad desde las cavernas. “Es un proceso fascinante y misterioso, que nunca sabremos por qué se produce así ni a qué razones se debe”.
“Me encantaría que el término música clásica desapareciera de nuestro vocabulario y fuéramos capaces de encontrar otro”
Por eso, Alex Ross se adentra en las profundidades de los orígenes. Aunque la música popular está en la raíz de muchas cosas, las procedencias son incontables, enormes, inabarcables. “No creo que la música proceda de una única raíz común, aunque es cierto que nuestros orígenes como especie no se diferencian tanto. Pero desde ahí hasta ahora se han desarrollado multitud de lenguajes distintos dependiendo de los sistemas, las creencias, las religiones. Me gusta adentrarme en esas diferencias sobre todo cuando alejan al individuo de su reducto más seguro, más local, más familiar. Creo que en música deberíamos ser todos auténticamente cosmopolitas”.
Heterogéneos, eclécticos, imprevisibles, instintivos y menos racionales, impulsivos y poco reflexivos… Libres, desinhibidos, poco acomplejados, abiertos al sentimiento y no al entendimiento, que llegará —o no— después. Para eso, quizás las tecnologías nos ayuden, o nos estén educando los mecanismos neuronales para apreciar la música de modo diferente de como la hemos venido percibiendo.
Pero no hay que temer los cambios en ese sentido. Siempre ha sido igual. Cada época ha tenido y se ha adaptado a su propia manera de escuchar la música. De las fiestas populares y las iglesias a los salones del XIX, y de la intimidad del cuarto de estar con el gramófono al ensimismamiento con los auriculares y el dejarse llevar por nuestros iPods cuando conectamos el sistema aleatorio hay un mundo. “Ahora vivimos un cambio profundo en ese sentido”, avisa Alex Ross. Tiene que ver con la acumulación, con la avaricia musical. “Con todo lo que guardamos en nuestros aparatos, ya sean MP3, teléfonos u ordenadores, podemos trasladarnos de un género a otro con un clic, fácilmente. Eso hace que prestemos menor atención, que nos concentremos menos en lo que escuchamos. Y resulta un cambio profundo, pero por el momento no afecta a la actitud que el público muestra en las salas de conciertos. Allí, según aprecio, siguen prestando mucha atención incluso a las piezas de larga duración”.
Quizás los teatros, los rituales para la música en directo sean esos lugares donde no admitimos aún la profanación de las prisas, el altercado constante de la aceleración. Pero a quienes sí afecta es a los creadores. Activamente, buscando la manera de adaptarse a los nuevos soportes. Renovarse o morir. “Utilizan esos soportes incluso para componer. Pero eso no es nuevo, no hay más que recordar que los compositores, a lo largo de la historia, siempre se han mostrado líderes respecto a la tecnología, en los sistemas de sonido, en el uso de ordenadores, en las posibilidades que les ha brindado Internet. Es el resto del mundo quien ha tenido que seguirles en muchos casos”.
Leonard Bernstein dirigiendo 'Resurrección', de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS
La lucha por la originalidad ha movido millones de partituras. La búsqueda de la diferencia ha distinguido a los grandes de los pequeños. Luego, la historia juzga. Y muchas veces en contra de las intenciones de los creadores. Muchas veces incluso injustamente, caprichosamente. En esta época de confusa catarsis general quizás resulte complicado adivinar quiénes serán nuestros grandes clásicos. Cada disciplina, cada modo y cada género tendrán los suyos. No debería imponerse un pensamiento único, un canon inapelable, se diversificarán los futuros clásicos y la música tendrá varios en cada una de sus expresiones. Lo mismo pasará a la historia la virulencia del silencio iconoclasta que propone John Cage como el afán revolucionario popular de The Beatles. “Todos ellos y más. Las diferenciaciones han quedado obsoletas. También debemos ser conscientes de que en el siglo XIX, Beethoven era considerado serio, y Rossini, popular. Ahora, ambos son clásicos”.
Pero entre las ventajas que nos brinda la posmodernidad, hay que decir que los grandes no se dan la espalda. Se buscan, se excitan creativamente, se inspiran. ¿Qué tiene que ver Karlheinz Stockhausen con Björk o con Lennon y McCartney? Que les inspira una evidente veneración. “Les une la curiosidad y la voluntad de explorar nuevos caminos. Ninguno de los tres se queda parado, ninguno ha repetido machaconamente una idea, una fórmula que les haya funcionado y se haya convertido en algo popular. Lo profundamente artístico se busca sin descanso. Son lo contrario a aquello que marca una corriente mayoritaria y se deja convertir en una marca”. Alergia al encasillamiento es lo que define a unos y a otros. Por eso se han buscado.
“Los públicos de la música clásica se han multiplicado en todo el mundo. El crecimiento en Asia y América del Sur es un ejemplo”
Ejemplos de esa rabia diferencial son lo que Ross propone en su libro. Lo que él llama la violenta elegancia de Mozart, el éxtasis de la tristeza que nos brinda Schubert, las canciones de un folk abstracto e imaginario que busca Björk, la excesiva sabiduría que encontramos en Dylan… A todos ellos les une una obsesión particular del autor. “Los creadores sobre los que he escrito están en el libro porque hacia cada uno de ellos he sentido la necesidad de ahondar, de saber más. Tanto sobre su arte como sobre sus personalidades, sin importar que estuvieran vivos o muertos”, asegura el crítico.
Entre esas obsesiones, existen rasgos comunes que le mueven a ahondar sobre ellos: “Me atrapan quienes van más allá de la esencia del género que han escogido, o quienes han roto con los cánones de manera traumática, personajes como John Luther Adams, que se retiró a Alaska para crear su vasto universo, en ejemplos como el suyo hallamos otra integridad, la de esa gente fundamental y singular que huye de todo conformismo”.
Pero esas singularidades no deben apartarnos de las corrientes que hoy, desde lugares alejados del centro de Occidente, van adueñándose de territorios supuestamente lejanos para ellos. Fenómenos que vienen de Asia o América Latina y que han conquistado la globalidad de la música más eterna con sus interpretaciones más frescas, más espontáneas, distintas. “Los públicos de la música clásica se han multiplicado en todo el mundo. Son mucho más numerosos hoy que hace cien años. El crecimiento en Asia y América del Sur es un ejemplo. Casos como el pianista chino Lang Lang o el director venezolano Gustavo Dudamel prueban que la gran tradición de la música europea puede echar raíces en distintas culturas y producir talentos extraordinarios. Me gustaría ahora conocer a los compositores de esos lugares, no solo a los intérpretes”.
“Ciertos rituales en las salas de conciertos deberían cambiar. Muchas convenciones se impusieron hacia 1900 y no han evolucionado”
Un nuevo tiempo para nuevos aires donde se trasladan los centros de gravedad. Y quizás sea el momento adecuado también para redefinir conceptos. ¿Por qué reducir la música a simples categorías y paradigmas anticuados cuando lo que nos atrapa es la mezcla, el mestizaje? “Me encantaría que el término música clásica desapareciera de nuestro vocabulario y fuéramos capaces de encontrar otro. Pero aún no he logrado hallar algún término que me convenza. A lo mejor nos hemos encallado en él. El problema más grave es que se refiere a música del pasado, a música que huele a muerto. Existen muchos creadores en activo que exploran esas tradiciones y que se convierten en invisibles porque el término clásico no puede englobarles a ellos”.
Como tampoco estaría mal que desterráramos ciertas convenciones en las salas de conciertos. Ciertas rigideces que nos alejan de la música y nos la convierten en algo antipático. Cuándo, o no, se debe aplaudir en una sala nos lleva a reflexiones de carácter histórico que quitan la razón a los públicos más frígidos, según Alex Ross. “Creo que ciertos rituales en las salas de conciertos deberían cambiar. Muchas convenciones se impusieron hacia 1900 y no han evolucionado. La prohibición de los aplausos resulta artificial y no tiene sentido en piezas como el primer concierto de piano de Chaikovski o el Emperador de Beethoven. En estas obras resulta raro y va contra su naturaleza que no se aplauda al final del primer movimiento. Deberíamos fijarnos en la música y dejarnos llevar por nuestro sentimiento más que ceñirnos a normas abstractas”.
Como abstracción también es contar la música. Algo en lo que Alex Ross viene a ser de los pocos que consiguen la excepción de una comunicación sugerente, visceral, fascinante, divertida, jugosa. “Nunca vamos a lograr traducir la música a palabras, como tampoco se puede en otras artes. Aunque el lenguaje nos resulte insuficiente, nos urge compartir la experiencia y los periodistas representamos un papel fundamental en ese aspecto. Nuestra obligación es plantear una especie de conversación pública sobre los hechos que atestiguamos”.
Aunque ciertos géneros periodísticos anden en crisis hoy. La crítica, por ejemplo. “No está en su mejor momento, ni se la considera como en el pasado. Los periódicos ya no apuestan por ella y es un error. Se han convertido en meros espacios para el cotilleo en Internet y así se van condenando con mucha más rapidez de la que ellos mismos temen. Es hora de que ofrezcan a los lectores lo que les resulta difícil encontrar, una crítica reflexiva y extensa que les diferencie de los demás”.
Gents, este CD vale a pena pela raridade do repertório. Os concertos para violino de Haydn são fortemente mais ou menos. Não os achei muito apaixonantes. Como fiz anteontem e ontem com Vivaldi, primeiro um disco médio, depois um arrasa-quarteirão. Então, preparem-se porque programei um SENSACIONAL disco de Haydn para amanhã às 9h. Um puro mamilo: grande, desfrutável, irrecusável, abordável, indubitável, confortável, inseparável, saudável, violável, estável, palpável, inesgotável, abocanhável, acessível, disponível e leviano. Tudo para você!
Joseph Haydn (1732-1809): Complete Violin Concertos
Concerto for violin and orchestra in A major, ‘melk’, Ohb. VIIa:3
1. Con for vn & orch in A, Melk, Hob. Vlla: 3: I. Allegro moderato
2. Con for vn & orch in A, Melk, Hob. Vlla: 3: II. Adagio
3. Con for vn & orch in A, Melk, Hob. Vlla: 3: III. Allegro
Concerto for violin and orchestra in C major, Hob. VIIa:1
4. Con for vn & orch in C, Hob. Vlla: 1: I. Allegro moderato
5. Con for vn & orch in C, Hob. Vlla: 1: II. Adagio
6. Con for vn & orch in C, Hob. Vlla: 1: III. Presto
Concerto for violin, harpsichord and orchestra in F major, Hob. XVIII:6
7. Con for vn, harpsichord & orch in F, Hob. XVIII: 6: I. Allegro moderato
8. Con for vn, harpsichord & orch in F, Hob. XVIII: 6: II. Largo
9. Con for vn, harpsichord & orch in F, Hob. XVIII: 6: III. Presto
Concerto for violin and orchestra in G major, Hob. VIIa:4
10. Con for vn & orch in G, Hob. Vlla: 4: I. Allegro moderato
11. Con for vn & orch in G, Hob. Vlla: 4: II. Adagio
12. Con for vn & orch in G, Hob. Vlla: 4: III. Allegro
Rainer Kussmaul, violin, conductor
Robert Hill, harpsichord
Amsterdam Bach Soloists
Publicado hoje no blog de Al Reiffer, O Fim, umnotável texto de alguém que efetivamente compreende Shosta.
Em 25 de setembro de 1906, nascia, em São Petersburgo, Rússia, o genial compositor Dmitri Shostakovich (1906-1975). O texto a seguir não conta a história de Shostakovich, não trata de sua vida, não é uma análise, não é uma dissertação. É um agradecimento em forma de uma humilde homenagem a um dos meus compositores favoritos. Portanto, é um texto altamente subjetivo, é uma forma de expressar a minha visão da obra daquele que considero como o maior compositor nascido no século XX.
Obrigado, Shostakovich, por mostrar ao homem do século XX o que o homem do século XX era. E ainda é. Porque o agora é o fruto do século XX. Obrigado por colocar a humanidade em seu devido lugar. Obrigado por não sonhar, mas ter pesadelos. Por dizer à tua época, à nossa época, a todas as épocas aquilo que cada uma das épocas não gostaria de ouvir. Obrigado pela verdade quase palpável da tua música. Pela expressão do teu mundo que indicou o caminho que a humanidade seguiria nos anos presentes e subsequentes.
Obrigado, Shostakovich, por não ter piedade ou sentimentalismos. Obrigado, por desnudar o ser humano sem misericórdia, por retirar o ranço de todas as suas máscaras, das suas falsidades, hipocrisias e mentiras. Obrigado por devastar nossos ouvidos com a imensidão da miséria humana. E por debochar, ridicularizar, fazer escárnio, escracho de toda a vergonha desses ideais falhos que ainda insistem em apregoar que nos levarão a algum lugar, que atingirão algum substancial objetivo. Obrigado pela força apocalíptica do teu pessimismo. Pelo teu cuspe na cara do homem. Do homem da riqueza e da empresa. Do homem da guerra e da política. Do homem do nada e da desgraça.
Obrigado, Shostakovich, pela gravidade tensa e ao mesmo tempo sarcástica da forma como nos revelaste. Obrigado pelo teu pesar rítmico sem freios e sem meio-termos. Pela tua obsessão nervosa em expressar o caos e a loucura, a desesperança e a fatalidade. Aquilo que persistem em negar. Em esconder. Em esquecer. Obrigado pela coragem da tua obra. Pela fúria dos teus compassos. Pela sombra das tuas notas densas. Pelo áspero tom de nunca que atravessa as ondas do teu tempestuoso mar.
Obrigado, Shostakovich, pelo teu mistério. Pela névoa aflita das tuas florestas noturnas. Pela morte que paira em cada canto das tuas funerárias partituras que nunca cedem. Pelo agouro de entre céus nublados. Pelo desconhecido que falou através de ti. Talvez sem mesmo tu conheceres. Pelo grito insano entre risos e ânsias que preenche a treva dos tempos. Obrigado pela tua angústia frente à existência.
E obrigado por venceres. Por te ergueres assustador e invencível diante do vazio humano. E, obrigado, com tua sombria vitória, por teres desvendado nossa essência. E o nosso ego. Eu te agradeço, amigo, pela companhia, pela catarse, pela compreensão. Obrigado, Shostakovich.
Tudo o que é bom um dia acaba. Este é o último CD que FDP Bach me enviou naquele lendário pen drive. Há mais umas coisinhas, mas estas não são Hewitt + Bach. Acho que vale a pena ouvir, reouvir e guardar toda a coleção. Tenho profundo amor por aquele Adagio avulso e que leva o BWV 968. A interpretação de Hewitt é surpreendentemente diferente de todas as que tinha ouviado até hoje. Gosto muito também da Aria Variata. Divirtam-se.
J.S. Bach (1685-1750): Fantasia and Fugue in A minor; Aria Variata; Sonata in D major; Suite in F minor
1. Fantasia and Fugue, for keyboard in A minor, BWV 904 (BC L136): Fantasia
2. Fantasia and Fugue, for keyboard in A minor, BWV 904 (BC L136): Fugue
3. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Aria
4. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation I
5. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation II
6. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation III
7. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation IV
8. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation V
9. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation VI
10. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation VII
11. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation VIII
12. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation IX
13. Aria variata, for keyboard in A minor (‘In the Italian Style’), BWV 989 (BC L179): Variation X
14. Sonata for keyboard in D major, BWV 963 (BC L182): First Movement
15. Sonata for keyboard in D major, BWV 963 (BC L182): Second Movement
16. Sonata for keyboard in D major, BWV 963 (BC L182): Fugue
17. Sonata for keyboard in D major, BWV 963 (BC L182): Adagio
18. Sonata for keyboard in D major, BWV 963 (BC L182): Thema all’ imitatio Gallina Cuccu
19. Suite for keyboard in A major, BWV 832 (BC L174): Allemande
20. Suite for keyboard in A major, BWV 832 (BC L174): Air pour les trompettes
21. Suite for keyboard in A major, BWV 832 (BC L174): Sarabande
22. Suite for keyboard in A major, BWV 832 (BC L174): Gigue
23. Suite for keyboard in F minor (fragment), BWV 823 (BC L167): Sarabande en Rondeau
24. Suite for keyboard in F minor (fragment), BWV 823 (BC L167): Gigue
25. Adagio, for keyboard in G major, BWV 968 (BC L185)
26. Fantasia and Fugue, for keyboard in A minor, BWV 944 (BC L135): Fantasia
27. Fantasia and Fugue, for keyboard in A minor, BWV 944 (BC L135): Fugue
Hoje homenageio Clara Schumann (1819-1896), pianista e compositora alemã do período romântico que faz aniversário hoje e é o Doodle do dia.
Seu pai, Friedrich Wieck, era professor de piano e foi com ele que a Clara começou seu aprendizado do instrumento. Era uma família de pianistas: a mãe, Marianne, era famosa concertista. Quando Clara tinha 4 anos, seus pais se divorciaram. Friedrich recebeu a custódia da filha e, um ano depois, começou a ensinar-lhe o instrumento. A partir dos 13 anos, ela já apresentava-se em concertos por toda a Europa. Destacava-se por suas interpretações de outros românticos da época, como Chopin e Weber. Ainda adolescente, compôs o Concerto para piano em lá menor, estreado por ela sob a regência de Felix Mendelssohn. Um merecido sucesso.
Foi neste período que conheceu Robert Schumann, nove anos mais velho, na época aluno de seu pai. Apaixonou-se por ele. Ao tomar conhecimento da ligação da filha com Robert, o velho Wieck ficou furioso, pois Schumann tinha problemas com bebida, fumo e era suscetível a crises depressivas. Assim sendo, foi contra o pai que Clara travou sua primeira batalha. Por fim, obteve autorização judicial para casar-se com quem quisesse, mas só após completar 21 anos.
Depois do casamento, Clara e Robert iniciaram longa colaboração, ele compondo e ela interpretando e divulgando a obra do marido. Clara seguia compondo, mas a vida em comum tornava pouco a pouco inviável tal atividade, pois, apesar de Schumann aparentemente encorajar sua criação musical, cada vez mais insistia para que ela interpretasse suas obras, o que a obrigava a deixar de lado sua carreira de compositora. Ademais, houve oito gestações com pequenos intervalos. A situação era agravada por outras diferenças: Clara adorava turnês, Robert as odiava; mais: ele precisava de silêncio e tranqüilidade para trabalhar em sua obra “maior e mais importante”, o que levava Clara novamente a um segundo plano, pois somente após as horas e horas de estudos do marido ela poderia ter as suas.
Outro problema eram as constantes crises nervosas do marido, que lentamemte fizeram Clara assumir o sustento familiar. Quando Schumann entrou em crise depressiva crônica, a família viu-se obrigada a interná-lo num manicômio, onde ficou até a morte, dois anos depois. Após 14 anos de casamento, Clara ficou sozinha com os filhos, tendo que dar aulas e apresentações para garantir o necessário à família.
Compreensivelmente, a partir daí, Clara ficou livre para compor, dar concertos e sua carreira reacendeu-se. A amizade com Johannes Brahms – quatorze anos mais moço – foi o principal sustentáculo nesse período, o que deu margem a suposições de que os dois teriam um romance. Para aumentar os boatos, Brahms dizia ser celibatário, mas a visitava muito. Ela revisava as obras dele e dava-lhe sugestões. Ele fazia o mesmo com as obras de Clara. Foram anos de colaboração mútua, ainda mais que os dois artistas eram defensores de uma estética romântica ligada a padrões mais formais, em oposição a Wagner, Bruckner e Liszt, românticos mais escabelados. (À exceção do careca Bruckner, é claro.)
Era uma mulher considerada muito bonita por seus contemporâneos. Não se sabe de nenhum outro caso amoroso posterior ao casamento com Schumann, além do suposto com Brahms. A amizade entre eles durou até o final da vida de Clara. Seus anos de maturidade foram marcados por uma brilhante carreira como professora e pelo reconhecimento como concertista.
Foi uma mulher extremamente digna, talentosa e de bela carreira num campo à sua época inteiramente masculino, que lembro neste dia.
Principais Obras:
Para piano:
Quatro polonesas, Op. 1 (1828-30)
Etudes (década de 1830)
Valses romantiques, Op. 4 (1833-35)
Quatro peças características, Op. 5 (1835-6)
Soirées musicales, Op. 6 (1835-6)
Scherzo em Dó menor, Op. 14 (1845)
Quatre pièces fugitives, Op. 15 (1845)
Para orquestra:
Concerto para piano em lá menor, Op. 7 (1835-6)
Scherzo para orquestra (1830-31,perdido)
Obras de câmara:
Piano Trio em Sol menor, Op. 17 (1846)
Lieder:
Volkslied (1840)
Die gute Nacht, die ich dir sage(1841)
Gedichte aus Rückert’s Liebesfrühling Op. 12 (1841)
Lorelei -poema musicado de Heine-(1843)
Oh weh des Scheidens, das er tat(1843)
Mein Stern (1846)
Das Veilchen –sobre poema de Goethe-(1853)
Fontes: Nem vou detalhar, pois se trata de uma série de textos decididamente ruins que encontrei na rede e que me obrigaram a reformas radicais e a todo cruzamento de informações. Era tanta coisa errada que nem pude dar a muita atenção ao que estava escrevendo. Meus amados livros de música? Esqueça, estão fora de ordem e não encontro nada.
Se há uma coisa de que faço absoluta questão é de ser democrático. Então, se publiquei fotos da bela Hélène Grimaud, nada mais justo que escolhesse um belo tipo de homem para estampar em nosso blog. O escolhido foi Hermann Max, um nanico que procura chegar aos céus através do laquê. Sei que tal escolha pode ser considerada de natureza polêmica, mas como as mulheres não costumam nos avaliar pelo que mostramos externamente, informo o que lhes interessa: Max é um serzinho de extremo talento, carinhoso, cheio de atenções e de atitudes irrepreensíveis. Tendo cumprido minha obrigação moral, passo ao CD.
Na verdade aos CDs, posto que são dois que empacotei no mesmo arquivo. Wilhelm Friedemann Bach é meu irmão mais velho, o preferido de papai. Suas Cantatas são boas, são até muito boas, mas, se têm a grife Bach — tal como nosso blog –, falta-lhes o crucial e inalcançável Johann Sebastian.
É um bom disco, bem interpretado e com regência segura de Max, mas são cantatas de meu mano, não de meu pai. Faz alguma diferença.
W.F. Bach (1710-1784): Kantaten, Vols. 1 e 2
1. Chor: Lasset uns ablegen die Werke der Finsternis (Let us cast off the works of darkness)
2. Recitativo: Es ist nun hohe Zeit (It is now high time)
3. Choral: Steh auf vom Sündenschlaf (Arise from the sleep of sin)
4. Recitativo: Drum, Vater (Then, Father)
5. Aria: Höre, Vater, mit Erbarmen (Father, hearken with mercy)
6. Recitativo accompagnato: Ich weiß, die Nacht ist schon dahin (I know the night is already past)
7. Aria: Ich ziehe Jesum an im Glauben (I appeal to Jesus in the belief)
8. Choral: Den Geist, der heilig ist (Let the holy spirit guide you)
9. Chor: Lasset uns ablegen die Werke der Finsternis (Let us cast off the works of darkness) (No. 1 da
10. Chor: Es ist eine Stimme eines Predigers in der Wüste (The voice of him that crieth in the wilderne
11. Recitativo: Gott hat uns Gnad und Heil in Christo angetragen (God has offered us grace and salvatio
12. Aria: Der Trost gehöret nur vor Kinder (Solace belongs only to children)
13. Recitativo accompagnato: Dein Heiland läßt die Bahn (Your Saviour lets the path)
14. Aria: Holdseligster Engel (Most gracious angel)
15. Choral: Wir Menschen sind zu dem, o Gott (We men are unfit, O God)
19. Kantate: Recitativo accompagnato: Dies ist der Tag (This is the day)
20. Kantate: Aria: Süßer Hauch von Gottes Throne (Sweet breath from the throne of God)
21. Kantate: Recitativo: Ich folge dir (I follow you)
22. Kantate: Aria: Entzünde mich, du Kraft der größten Liebe! (Kindle me, you power of supreme love!)
23. Kantate: Choral: Heilger Geist in Himmels Throne (Holy Spirit in heaven’s throne)
24. Chor: Erzittert und fallet (Tremble and fall)
25. Aria: Was für reizend sanfte Blicke (What enchanting gentle glances)
26. Recitativo: Das Grab ist leer (The tomb is empty)
27. Duett: Komm mein Hirte, laß dich küssen (Come, my shepherd, and let me kiss you)
28. Recitativo: Mein Heiland kommt (My Saviour is coming)
29. Aria: Rausch, ihr Fluten, donnernd Blitzen (Roar, ye floods and thunderous lightnings)
30. Choral: Heut triumphieret Gottes Sohn (Today the Son of God triumphs)
Barbara Schlick, s
Claudia Schubert, c
Wilfried Jochens, t
Stephan Schreckenberger, b
Rheinische Kantorei
Das Kleine Konzert
Hermann Max (Conductor)
É comum comparar Glenn Gould a Angela Hewitt. Ambos são canadenses e tocam maravilhosamente Bach ao piano. No caso de Gould, tocava. Algumas frases são de efeito e nos fazem pensar. Uma que li dia desses dizia mais ou menos assim: “Quando Gould toca Bach, fica claro que o pianista é genial; enquanto que, quando Hewitt toca Bach, fica claro o quanto o autor é genial”. Bem, eu não sei, mas ouvindo essas Goldberg — para mim uma das três melhores composições de todos os tempos — fico meio hesitante entre escolher um e outro, mas acho que ainda ficaria com a segunda gravação de Gould. Minha hesitação é um tremendo elogio a Hewitt. Como melhor versão — incluindo as versões nos mais diversos instrumentos (já tivemos até harpa, acordeon e instrumentos de metal nas Goldberg aqui no PQP) — , ainda fico com a de Pierre Hantaï, ao cravo, claro.
Mais um presente de nosso querido FDP Bach. Inicia com o espetacular Concerto Italiano para teclado solo, segue por algumas peças pouco conhecidas como o belíssimo Capricho para a partida de seu amado irmão, mais um Capricho, os 4 Duetos e finaliza com a extraordinária Abertura Francesa. Nada mal para um sábado quente deste falso inverno de Porto Alegre.
J.S. Bach (1685-1750): Concerto Italiano / Caprichos / Duetos / Abertura Francesa
1-3. Italian Concerto, BWV971
4-9. Capriccio sopra la lontananza del suo fratello dilettissimo, BWV992
10. Capriccio in E major, BWV993
11-14. Duets Nos. 1-4, BWV802-805
15-28. French Overture in B minor, BWV831
— Aliás, música limpinha cada vez menos me interessa. Tirando João Gilberto e Bach…
E eu respondi:
— Idem. No mesmo sentido, cresce minha preferência por gravações ao vivo. Hoje, no PQP, entrará uma gravação pirata das Goldberg ao vivo onde a Angela Hewitt erra bastante. E daí? A qualidade da interpretação e o contexto concertístico estão inteirinhos lá. É sensacional.
Encontrei esta gravação no rapidlibrary, espécie de index do rapidshare. Fiquei desagradavelmente surpreso ao ver que ela vinha numa faixa só. E felicíssimo ao ouvi-la. Trata-se de uma gravação amadora de boa qualidade, feita num concerto. Adoro gravações ao vivo e sem tratamento. A plateia tossindo é horrível, mas o importante, é claro, é a música, e nela Angela Hewitt toca e erra maravilhosamente. Há variações onde ela se perde MESMO, prova que mesmo os pianistas mais geniais têm seus momentos de absoluta bocabertice. Já a interpretação, a concepção, reafirma Hewitt como a maior pianobachiana viva. Na minha opinião, IM-PER-DÍ-VEL !!!
Ah, vêm aí 9 gravações de Hewitt. Todas da Hyperion. Um tesouro.
J.S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988, em gravação ultra pirata com Angela Hewitt