Este CD é para aqueles que como eu cresceram lendo ‘O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, e que mais tarde ficaram fascinados pela exuberante e tremendamente bem produzida versão cinematográfica da Saga dos Hobbits. Pela primeira vez na minha vida fui assistir a um filme em Pré -Estréia. Como comentei acima, li toda a saga até mesmo antes de ser traduzida para o português do Brasil, em uma edição portuguesa cara, e para piorar, publicada em papel jornal, horrível de se ler, mas era o que tinhamos para o momento.
Deve ter sido muito difícil transpor toda a mitologia criada por Tolkien para o cinema, e mais difícil ainda compor uma trilha sonora para aquele universo. Por isso minha admiração pelo diretor Peter Jackson, e pelo compositor Howard Shore, que encarou o desafio. Quem assistiu aos filmes vai reconhecer a música. Não sou muito fã de trilhas sonoras, mas tenho de reconhecer a qualidade dessa aqui.
Ela foi composta para uma orquestra completa com coro. Na verdade, segundo o texto do booklet, esta orquestra, 21 º Century Symphony Orchestra & Chorus foi montada a dedo, cada um dos músicos foi escolhido pessoalmente pelo compositor. É um trabalho grandioso, com muitos elementos envolvidos.
Então vamos ao que viemos. Espero que apreciem.
Disc One
Movement One ´The Fellowship of the Ring
The Prophecy – Concerning Hobbits – The Shadow of the Past – A Short Cut to Mushrooms – The Old Forrest – A Knife in the Dark
Movement Two
Many Meetings – The Ring Goes South – A Journey in the Dark – The Bridge of Khazad-dûm – Lothlórien – Gandalf´s Lament – Farewell to Lórien – The Great River – The Breaking of the Fellowship
Disc Two – the Two Towers
Movement Three
Foundation of Stone – The Taming of Sméagol – The Riders of Rohan – The Black Gate is Closed – Evenstar – The Wide Rider – Treebeard – The Forbidden Pool
Movement Four
The Hornburg – Forth Eorlingas – Isengard Unleashed – Gollum´s Song
The Return of the King
Movement Five
Hope and Memory – The White Tree – The Steward of Gondor – Cirith Ungol – Andúril
Composed by Howard Shore
21º Century Symphony Orchestra & Chorus
Kaitlyn Lusk – Soloist
Ludwig Wicki – Conductor
Apresentado pela primeira vez em 30 de outubro de 1946, no Grande Salão do Conservatório de Moscou, no meio da turbulência soviética, o Concerto para Violoncelo foi o último de uma série de três concertos, como violino ou piano, a serem apresentados a Sviatoslav Knouchevitski (dedicado) no violoncelo e na direção de Aleksandr Gauk. Embora tenha sido apresentado pela primeira vez em 1946, foi escrito muitos anos antes, enquanto o compositor estudava violoncelo no Instituto Gnessin. O “Prêmio Stalin” (1941) por seu Primeiro Concerto para Violino (que contribuiu para sua fama internacional), bem como sua Terceira Sinfonia, realizada pela primeira vez em 1947 pelo trigésimo aniversário da Revolução de Outubro, não o impediu, após o Zhdanov de 1948 Decreto, de ser acusado – como Prokofiev e Shostakovich – de escrever música hermética formalista com dissonâncias incompreendidas. Ser barrado da União de Compositores Soviéticos deixou uma forte marca nos três amigos.
O Concerto para Violoncelo em Mi menor é um reflexo do amor precoce de Khachaturian pela ópera. Frequentemente descrito como “Symphonie Concertante”, apresenta os aspectos rítmicos, melódicos, virtuosos e populares da música da época. A longa cadência do primeiro movimento precede a “Sonata-Fantasia” para violoncelo de Khachaturian, publicada em 1974 e inclui vários temas caucasianos que estão intimamente relacionados à história de sua família.
Em 1962, ele escreveu, em colaboração com Mstislav Rostropovich, uma Rapsódia de Concerto em uma linguagem menos lírica, abrindo caminho para um estilo de escrita mais avant-garde para o violoncelo, que é inegavelmente encontrado no Segundo Concerto de Penderecki.
Apresentado pela primeira vez em 1982 por Mstislav Rostropovich, o Segundo Concerto para Violoncelo e Orquestra de Penderecki é composto em um único movimento: sua visão arquitetônica – em estilo de arco, incluindo várias cadências para o instrumento solo – mantém uma atmosfera dramática durante todo o trabalho. O compositor, tendo sido um precursor no uso de instrumentos clássicos como percussão na escrita em série nos anos 60, voltou, no entanto, a uma linguagem pós-romântica nos anos 80. Como em várias dessas peças de violoncelo, Penderecki baseia-se na herança do uso percussivo deste instrumento (seu Primeiro Concerto para Violoncelo criado em 1972 é um exemplo perfeito disso) e anuncia um novo período inspirado em seu gosto pela música sacra.
Muito parecido com o khachaturiano, mas em uma linguagem mais avant-garde, a idéia de dramatização está muito presente neste segundo concerto para violoncelo. O uso de aglomerados, glissandi, descansos, massas de som e imersão de passagens extremamente tonais criam um cenário para este trabalho. De fato, não é de admirar que a música de Penderecki tenha sido usada em muitos filmes como “O Exorcista”, de William Peter Blatty em 1973, “The Shining”, de Stanley Kubrick, em 1980, ou “Shutter Island”, de Martin Scorsese, em 2010. Com esses dois trabalhos, Khachaturian e Penderecki oferecem uma visão mais completa do uso do violoncelo como instrumento solo, apoiado por uma orquestração muito densa.
01. Cello Concerto in E minor- I. Allegro moderato
02. Cello Concerto in E minor – II. Andante sostenuto – Attacca
03. Cello Concerto in E minor – III. Allegro (a battuta)
04. Cello Concerto No. 2- Andante con moto
05. Cello Concerto No. 2- Poco meno mosso
06. Cello Concerto No. 2- Allegretto
07. Cello Concerto No. 2- Lento
08. Cello Concerto No. 2- Allegretto 2
09. Cello Concerto No. 2- Finale
Astrig Siranossian – Cello
Sinfonia Varsovia
Adam Klocek
Não, não estou repetindo a postagem, apenas oferecendo uma outra interpretação para os senhores do Primeiro Concerto para Violino de Szymanowski, além de trazer também o Segundo Concerto. Aproveitamos também para conhecermos o o Concerto de Mieczysław Karłowicz, outro compositor polonês,contemporâneo de Szymanovski, e que estréia em grande estilo aqui no PQPBach.Tratam-se de obras compostas na virada do século XIX para o século XX, momento de transição na História da Música.
Tasmin Little é uma experiente violinista inglesa, que pouco apareceu por aqui, o que é uma pena. Neste CD ela é acompanhada pelo outro ótimo músico inglês, o maestro Edward Gardiner, que dirige a BBC Symphony Orchestra, e que vem construindo uma sólida carreira nos últimos anos.
Karol Szymanowski (1882–1937) Concerto No. 1, Op. 35 (1916) 25:20 for Violin and Orchestra À mon ami Paul Kochański
1 Vivace assai – Poco meno mosso – Vivace assai – Molto tranquillo e dolce – Lento tranquillo – Vivace assai – Molto vivace – Poco meno (quasi tempo di marcia) –
2 [Ancora poco meno] – Tempo comodo. Andantino – Lento assai – Subito meno mosso. Largo – Lento – Largo assai – Lento assai – Vivace assai
3 Vivace scherzando – Molto tranquillo – Allegretto grazioso – Vivace (come sopra) – Poco meno. Allegretto – Più mosso. Vivace – Vivace assai –
4 Tempo comodo. Allegretto – L’istesso tempo –
5 Vivace (Tempo I) – Cadenza (Paweł Kochański). Vivace – Lento assai – Allegro moderato – Allegro moderato – Allegro assai – Andante sostenuto ma sempre con passione – Maestoso, meno mosso – Lento assai
Karol Szymanowski (1882–1937) Concerto No. 2, Op. 61 (1932 – 33) In A minor for Violin and Orchestra The solo part in collaboration with Paul Kochański
6 Moderato, molto tranquillo – Andante sostenuto – Poco più mosso, animato – Poco più, animato – Cadenza (Paweł Kochański) –
7 Allegramente, molto energico – Poco meno, allegretto, tranquillo – Avvivando
8 Andantino, molto tranquillo –
9 Tempo I, allegramente, animato – Poco più tranquillo – Più vivo
Mieczysław Karłowicz (1876 – 1909) Concerto, Op. 8 (1902) 27:17 in A major for Violin and Orchestra To Professor Stanisław Barcewicz as a token of admiration and gratitude
10 I Allegro moderato – Cadenza – A tempo – Più mosso –
11 II Romanza. Andante – [ ] – Tempo I
12 III Finale. Vivace assai – [ ] – Tempo I – Meno mosso – Tempo I – Molto meno mosso (Allegro moderato) – Presto
Tasmin Little – Volin
BBC Symphony Orchestra
Edward Gardiner – Violin
Confesso que ouvi poucas vezes este Concerto para Violino de Szymanowski, e não tenho muita familiaridade com este compositor. E foi uma grata surpresa. Lembro que nosso querido Monge Ranulfus, antes de se retirar para seu retiro espiritual em alguma praia do litoral brasileiro, postou alguns trabalhos deste compositor, que chamava intimamente de Chima (para quem não tem muita familiaridade com o idioma polonês é importante informar que nessa lingua a junção das consoantes ZS soa como X).
Neste Cd a ótima violinista holandesa Rosanne Phillipens junta-se à maestrina Xian Zhang e à Nationaal Jeugdorkest para nos apresentar uma belíssima leitura do dificílimo Concerto nº 1. Curiosamente, não temos no CD o Segundo Concerto, talvez faça parte de um futuro projeto da violinista. Em seguida, Phillipens nos traz peças para Violino e Piano, acompanhada por Julien Quentin, e nos brinda com uma delicadissma leitura da bela ária ‘Chant de Roxane’, transcrita da ópera ‘King Roger’.
Phillipens não se intimida com as dificuldades das peças, ao contrário, se joga de corpo e alma, nos mostrando toda a maturidade artística que vem adquirindo com o passar dos anos. Uma grande violinista, com certeza. Ainda vai nos proporcionar muitos outros ótimos momentos.
Szymanowski não é um compositor muito fácil de se ouvir. Talvez sejam necessárias algumas audições para os ouvidos entenderem toda a complexidade de sua obra. Trata-se de um compositor modernista, então não esperem um rigor à forma, se posso falar desta forma.
01. Violin Concerto No.1, Op.35
02. Chant de Roxane
03. Myths, Op.30 – La Fontaine d’Arethuse
04. Myths, Op.30 – Narcisse
06. Nocturne and Tarantella, Op.28
05. Myths, Op.30 – Dryades et Pan
07. Stravinsky- Chanson Russe
08. Stravinsky- L’Oiseau de Feu – Berceuse
09. Stravinsky- L’Oiseau de Feu – Scherzo
Na verdade, o Oratório ‘Paulus’ foi a primeira obra que Felix Mendelssohn-Bartholdy compôs nesse gênero, após sua ‘imersão’ na obra de Bach. Nascido em uma abastada família judia, a família Mendelssohn converteu-se ao Luteranismo, quando o compositor ainda era uma criança. Obras como estes Oratórios, além da Segunda e da Quinta Sinfonias, trazem elementos de cânticos luteranos.
O Oratório foi baseado na vida de Paulo de Tarso, que mais tarde ficou conhecido como o Apóstolo Paulo, personagem bíblico que foi um dos principais divulgadores do Cristianismo, e que assim como Felix, também era Judeu convertido. Importante salientar que Paulo já era adulto quando se converteu à fé cristã.
Assim como aconteceu com o Oratório ‘Elias’, que compôs dez anos depois e que postamos recentemente, Mendelssohn não economiza em recursos orquestrais e vocais, criando Corais absolutamente magníficos, árias delicadíssimas, e demonstra um profundo respeito pela fé cristã. Uma análise hsitórico-crítica mais detalhada pode ser encontrada neste Site.
Escolhi para esta postagem a versão de Helmuth Rilling, um dos maiores especialistas em música sacra, e que gravou todas a obra de Bach.
Libretto do Oratório em Alemão: http://www2.cpdl.org/wiki/index.php/Paulus
Part 1
1. Overture
2. chorus Herr, der du bist der Gott (Lord! Thou alone art God)[4]
4. recitative & duet Die Menge der Gläubigen war ein Herz (And the many that believed were of one heart)
5. chorus Dieser Mensch hört nicht auf zu reden (Now this man ceaseth not)
6. recitative & chorus Und sie sahen auf ihn alle (And all that sat in the council)
7. aria (S) Jerusalem! die du tötest die Propheten (Jerusalem! Thou that has killed the Prophets)
8. recitative & chorus Sie aber stürmten auf ihn ein; Steiniget ihn! Er lästert Gott (Then they ran upon him; Stone him to death; He blasphemes God))
9. recitative & choral Und sie steinigten ihn; Dir, Herr, dir will ich mich ergeben (And they Stoned him; To thee, O Lord. I yield my spirit)
10. recitative Und die Zeugen legten ab ihre Kleider (And the Witnesses)
11. chorus Siehe! wir preisen selig, die erduldet (Happy and Blest are they)
12. recitative (T) & aria (B) Saulus aber zerstörte die Gemeinde; Vertilge sie, Herr Zebaoth (And Saul made havock of the Church; Consume them all)
13. recitative & arioso (Sii) Und zog mit einer Schar; Doch der Herr vergisst der Seinen nicht (But the Lord is mindful of his own)
14. recitative & chorus Und als er auf dem Weg war; Saul! was verfolgst du mich? (And as he was on the way; Saul, why do you persecute me?)
15. chorus Mache dich auf! Werde Licht! (Arise! Let there be light!)
16. choral Wachet auf! ruft uns die Stimme (Awake, calls the voice to us)
17. recitative Die Männer aber, die seine Gefährten waren (And his companions)
18. aria (B) Gott, sei mir gnädig nach deiner Güte (O God, have Mercy)
19. recitative Es war aber ein Jünger zu Damaskus (And there was a Disciple)
20. aria (B) & chorus Ich danke dir, Herr, mein Gott … Der Herr wird die Tränen (I praise thee, O Lord)
21. recitative Und Ananias ging hin (And Ananias went his way)
22. chorus O welch eine Tiefe des Reichtums der Weisheit (O great is the depth)
Part 2
23. chorus Der Erdkreis ist nun des Herrn (The Nations are now the Lord’s)
24. recitative Und Paulus kam zu der Gemeinde (And Paul came to the congregation)
25. duettino (TB) So sind wir nun Botschafter an Christi Statt (Now we are Ambassadors)
26. chorus Wie lieblich sind die Boten (How lovely are the Messengers)
27. recitative & arioso Und wie sie ausgesandt von dem heiligen Geist; Lasst uns singen von der Gnade des Herrn (I will sing of thy great mercies)
28. recitative & chorus Da aber die Juden das Volk sahen; So spricht der Herr: ich bin der Herr (But when the Jews; Thus saith the Lord; And they laid wait for Paul)
29. chorus & choral Ist das nicht, der zu Jerusalem; O Jesu Christe, wahres Licht (Is this he?; O Thou, the True and Only Light)
30. recitative Paulus aber und Barnabas sprachen (But Paul and Barnabas spake freely)
31. duet (TB) Denn also hat uns der Herr geboten (For so hath the Lord)
32. recitative Und es war ein Mann zu Lystra (And there was a man at Lystra)
33. chorus Die Götter sind den Menschen gleich geworden (The gods themselves)
34. recitative Und nannten Barnabas Jupiter (And they call Barnabas, Jupiter)
35. chorus Seid uns gnädig, hohe Götter (O be gracious, Ye Immortals.)
36. recitative, aria & chorus Da das die Apostel hörten; Aber unser Gott ist im Himmel (Now when the Apostles; For know ye not?; But our God abideth in Heaven!)
37. recitative Da ward das Volk erreget wider sie (Then the Multitude)
38. chorus Hier ist des Herren Tempel (This is the Lord’s Temple)
39. recitative Und sie alle verfolgten Paulus (And they all persecuted Paul)
40. cavatine (T) Sei getreu bis in den Tod (Be though faithful unto death)
41. recitative Paulus sandte hin und liess fordern die Ältesten (And Paul sent and called the elders)
42. chorus & recitative Schone doch deiner selbst; Was machet ihr, dass ihr weinet (Far be it from thy path)
43. chorus Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget (See what love)
44. recitative Und wenn er gleich geopfert wird (And though he be offered)
45. chorus Nicht aber ihm allein, sondern allen (Not only unto him)
Juliane Banse – Soprano
Ingeborg Danz – Alt
Michael Schade – Tenor
Andreas Schmidt – Bass
Gächinger Kantorei Sttutgart
Prager Kammerchor
Tschechische Phimharmonie
Helmuth Rilling – Conductor
Não sei se é mais fácil ou se é mais difícil falar de uma obra que foi tão importante em minha vida, que embalou meus sonhos amorosos de adolescência, que me fez acreditar na possibilidade de uma paixão correspondida. Naquela fase de transição, naquele período confuso que vai dos 15 ao 20 e poucos anos, é difícil entender os nossos sentimentos, eles estão todos à flor da pele.
A ópera ‘La Bohéme’ surgiu em minha vida bem nesta fase complicada, de transição. Comprei o LP em uma banca de revistas, na verdade não trazia a obra em sua íntegra, mas sim as principais árias. Na época, eu nutria uma paixão não correspondida por uma colega de aula, que também não se decidia. Digamos que ‘Che Gelida Manina’ foi a trilha sonora de minha vida naquele período. Emprestei o LP para ela, que devolveu algumas semanas depois dizendo que era a música mais bonita que já tinha ouvido. Expliquei-lhe a trama, e ela lamentou o tráfico desfecho. Mas fazer o que, era Puccini, era uma ópera, que em sua grande maioria sempre terminam em finais trágicos. Mas a morte da heroína já era uma morte anunciada, sabíamos o desfecho da trama desde o começo, mas mesmo assim choramos, assim como lamentamos a morte trágica de Carmen.
Mimi, a frágil Mimi, conhece o poeta Rodolfo, e se envolve com ele, depois de juntos cantarem uma das mais belas árias já compostas, a já citada ‘Che Gelida Manina’ que mãozinhas geladas… o envolvimento entre eles é confuso, ele é um boêmio, não tem um emprego fixo, deve pro seu senhorio, gasta o pouco que ganha na boemia, claro, por isso a ópera tem esse nome.
A já saudosa Mirela Freni realizou duas gravações dessa ópera. A primeira, em 1964, tinha Nicolau Gedda como Rodolfo, e foi dirigida pelo jovem maestro norte americano Thomas Schippers, na época com 34 anos de idade. Aliás, esse maestro morreu muito jovem, meros 47 anos, de câncer no pulmão. Trágica coincidência, eu diria, a vida imitando a arte, sei lá. Na segunda vez, Mirela Freni gravou com seu amigo Luciano Pavarotti, gravação dirigida por Herbert von Karajan, e que fez muito sucesso à época, e provavelmente, a gravação mais famosa dessa ópera. e é essa a versão que estamos trazendo para os senhores.
Mirela Freni nasceu em Modena, Itália, em 1935, e morreu há poucos dias, mais especificamente dia 10 de fevereiro de 2020, na mesma Modena onde nasceu, e teve uma longa carreira. Durante alguns anos foi a soprano favorita de Herbert von Karajan, e com ele realizou gravações antológicas. Foi amiga de infância de Pavarotti, e continuaram grandes amigos durante toda a vida.
Mirella Freni e Luciano Pavarotti
La Bohème – Histórias
Henri Murger (1822-1861), nascido em Paris, aos 27 anos publicou um livro “Scènes de la Vie Bohème” , aproveitando as lembranças do tempo em que conviveu com pintores, escritores, filósofos, músicos e mulheres no Quartier Latin, na capital francesa. Quem teve a idéia primeiro, ninguém sabe. O certo é que Giacomo Puccini e Leoncavallo compuseram, na mesma época, uma ópera chamada “La Bohème”, ambas inspiradas no livro de Murger. Claro que deu treta entre os dois compositores, Leoncavallo acusava Puccini de ter tomado conhecimento da obra por seu intermédio porque havia comentado que estava criando uma ópera baseada no livro “Scènes de la Vie Bohème”. Puccini teria copiado sua ideia e passado a frente. Por sua vez Puccini disse que o livro chegara em suas mãos por acaso e num dia de chuva resolveu ler, gostando do enredo. Seja como for, tanto Puccini como Leoncavallo possuíam boas razões para gostar do assunto e ambos escreveram suas óperas. Ambos tinham a mesma idade e haviam passado, na mocidade, por muitas das situações descritas no famigerado livro de Murger. A versão de Puccini estreou um ano antes da versão de Leoncavallo.
Quando Giacomo Puccini estava fazendo seus estudos em Milão conheceu pintores, escritores, filósofos, músicos e belas mulheres cujo estilo de vida muito se assemelhava aos personagens de Murger. Sua convivência com essas criaturas ficaria nostalgicamente marcada em seu espírito. Suas recordações estudantis em Milão o motivaram a compor uma ópera. O tema orquestral, que abre a ópera, foi tirado de um “Capricho Sinfônico”, composto como peça do exame final no Conservatório. Sua Mimi confunde-se um pouco com as empregadinhas e as meninas aprendizes de costura que eram suas paqueras na época, os outros personagens são muito semelhantes as pessoas que conhecera pessoalmente nos ambientes boêmios de Milão.
Puccini, Giacosa e Illica na época da composição.
Para sua ópera, Puccini escolheu os libretistas Luigi Illica (1857–1919) – responsável por reescrever o romance de Murger, e Giuseppe Giacosa (1847–1906) – responsável por escrever os versinhos. A gestação de “La Bohème” durou quatro anos, com muito empenho e paixão na elaboração, Puccini, Illica, Giacosa e dando pitacos o editor Ricordi, ora brigado, ora entusiasmados, pontilhando o trabalho com rompimentos e reconciliações no bom estilo italiano, chegaram afinal aos resultados esperados.
Finalmente, em 1 de fevereiro de 1896, “La Bohème” estreou no Teatro Regio de Turim. Em carta enviada a um amigo, Puccini conta como foi a aceitação na noite de estreia: “O público a acolheu bem. A crítica, no dia seguinte, falou mal. Mesmo naquela noite, entre um ato e outro, nos corredores e no palco, ouvi sussurrarem perto de mim: – pobre Puccini, desta vez errou o caminho; esta ópera não terá vida longa…. Passei uma noite péssima e de manhã recebi comentários adversos dos jornais”. A verdade é que a crítica da época esperava uma obra na mesma linha trágica e vigorosa de “Manon Lescaut”, e não esperava uma escrita musical doce com texto informal, principalmente no início do segundo e terceiro atos. Mas sabemos que acabaria por obter um sucesso sem precedentes. Aliás como curiosidade podemos referir que a direção da primeira apresentação esteve a cargo de um jovem maestro de 28 anos chamado Arturo Toscanini.
Certa vez Giacomo Puccini, organizou testes para buscar um tenor para o papel principal de La Bohéme. Puccini ficou tão impressionado com a voz do jovem Enrico Caruso que, diz-se, perguntou-lhe “…quem o enviou para mim? Deus?”.
La Bohème – Enredo
A ópera começa com um ato que não estava previsto no primeiro rascunho do libreto, mas que foi criado por exigência expressa de Puccini. Esse ato surge de fato como uma forma de apresentação das personagens e traz uma maior consistência à narrativa. O libreto define a ação em Paris, por volta de 1830. Este não é um cenário aleatório, mas reflete as questões e preocupações de uma época em que, após as revoltas da revolução e da guerra, os artistas franceses perderam sua base tradicional de aristocracia e apoio da Igreja. A história se concentra na juventude autoconsciente, em desacordo com a sociedade em geral – um ambiente boêmio que é claramente reconhecível em qualquer centro urbano moderno.
Ato 1
A ópera começa em um sótão no bairro de Montmartre na véspera de Natal (a ópera se passa durante a primeira metade do século XIX), mas não é a atmosfera natalina que nela se desenrola o enredo. Marcello, o pintor e Rodolfo, o poeta, estão desesperados pelo frio que “inunda” a sala e faz com que Rodolfo queime seus escritos na lareira. Nelas, Colline, o filósofo do grupo, que pretende penhorar alguns livros justificando que a pobreza o assombra (“Già dell’Apocalisse appariscono i segni”). Quando a chama da chaminé termina de apagar, aparece Schaunard, o músico, com comida, lenha e, principalmente, dinheiro, de um cliente que o contratou. Depois de convencê-los de que deveriam deixar a comida para outra ocasião melhor e ir ao Quartier Latin para desfrutar as festas, o proprietário, Sr. Benoit, chega lembrando-os de que devem pagar o aluguel. Eles o convidam na maior cordialidade a beber vinho e prometem pagar a dívida, mas implorando para que fiquem por mais um tempo. A conversa com o proprietário vira e termina com os quatro boêmios o expulsando “desta casa honesta” quando falam sobre a suposta infidelidade do proprietário. Mas o grande momento emocional é a cena com Rodolfo, que ficou apenas para terminar um artigo. Mimì, uma vizinha, aparece para tentar acender a sua vela que havia sido apagada. A jovem diz chamar-se Mimi, aliás Lucia, e diz trabalhar como bordadeira. Rodolfo diz que é poeta e declara-lhe o seu amor. Os dois são pegos olhando um para o outro e é aí que acontece um dos maiores duetos já compostos, Rodolfo pega a mão fria de Mimi enquanto eles procuram a chave que ela havia perdido na casa e canta a famosa “Che gelida manina”, cujo tom melódico é apenas superado pela seguinte: Mimì canta “Sim, meu Chiaman Mimì”. Mas o melhor momento ainda está por vir: aquele em que os dois acabam se rendendo àquele amor nascido neles e que termina o ato no dueto “O soave fanciulla” e aquele “amor, … amor, …. amor” que ambos cantam quando, juntos, saem do sótão, a caminho do Quartier Latin. Lindo demais.
Ato 2
Quando chega ao Quartier Latin e, especificamente, ao Café Momus, Rodolfo apresenta Mimi aos amigos que a acolhem no grupo “Questa è Mimì, gaia fioraia ”. Enquanto eles estão comendo e conversando sobre Rodolfo e o amor, chega Musetta, ex-amante de Marcello, acompanhada de Alcindoro, que tenta ignorá-la em vão … o que causa nela um interesse renovado por ele “Quando me’n vo soletta per la via”. Museta canta e fala alto, tudo fazendo para chamar a atenção de Marcello. A cena evolui de tal maneira que Marcello acaba cedendo a seus encantos na expandida área “O gioventú mia, tu não sei morta”, onde ele já revela abertamente sua intenção de retornar a ela. Os seis amigos saem do Café Momús aproveitando a agitação causada pela chegada de um desfile. Bom a conta fica por conta do velho Alcindoro que não estava presente quando o grupo sai do Café Momus.
Ato 3
Este ato passa-se nas ruas de um bairro limítrofe da capital parisiense, junto da entrada dum cabaret, “O Porto de Marselha”, onde o Pintor Marcello está hospedado com Musetta, e onde naquela noite, também lá ficaram Rodolfo e Mimi. É Janeiro e as ruas estão cobertas de neve. Mimi procura Marcello queixando-se de Rodolfo que manifesta constantes crises de ciúme. Rodolfo aproxima-se e Mimi esconde-se. Então Marcello tenta saber, por Rodolfo, o que se passa, e o poeta diz ter medo daquilo que possa acontecer com Mimi, ela está muito doente e sente que ele é o culpado pelo mal que a mata e preocupado porque ele sabe que o amor não é suficiente para salvá-la. Mimi, que estava ouvindo as frases de Rodolfo, deixa o esconderijo para encontrá-lo e os dois começam um dueto em que, primeiro Mimi se despede de Rodolfo “onde lieta usou o tuo grido d’amore” e depois cantam juntos “Ci lascerem alla stagion dei fior” são juras de amor dos dois jovens, em contraste com uma discussão acalorada entre Musetta e Marcello.
Ato 4
Página autografada. O crânio a esquerda representa a morte de Mimi na prece de Musetta
Passado algum tempo, estamos de volta no sótão do primeiro ato em que Rodolfo e Marcello trabalham … ou tentam trabalhar porque os pensamentos melancólicos sobre Mimi e Musetta são tão intensos que os impedem de se concentrar “O Mimì tu più non torni”. Colline e Schaunard chegam, e a melancolia dá lugar a uma situação descontraída que lembra as cenas anteriores à chegada de Mimi com a vela no primeiro ato esta situação é interrompida com a chegada da alarmada Musetta “C’è Mimì che mi segue e sta male ” que traz consigo uma debilitada Mimi. Uma vez sozinhos, Rodolfo e Mimi iniciam uma conversa em que a felicidade da reunião é nublada pela doença de Mimi. Nesse momento, o ouvinte é transportado para o primeiro ato quando Mimi evoca o primeiro encontro entre eles, a vela apagada, a chave perdida … até que um ataque de tosse nos devolve à triste realidade. Musetta entrega uma luva para as mãos de Mimi se aquecerem é o começo do fim. Com as mãos na luva, ela diz as últimas palavras … e morre. Enquanto Musetta reza para que Mimi ainda esteja viva e se recupere, Schaunard, que está ao lado de Mimi, diz a Marcello que ela morreu. Rodolfo, que ainda não conhece o fim de sua amada, observa os rostos … até que Marcello vem abraçá-lo com o rosto transtornado. Rodolfo, desesperado, vai para o leito onde Mimi jaz com gritos de dor (“Mimi … Mimi … Mimi …”). Cai o pano.
“La Bohème” , a apaixonada, atemporal e indelével história de amor entre jovens artistas de Paris, podemos afirmar que é uma das óperas mais populares do mundo. Tem uma capacidade maravilhosa de causar uma poderosa primeira impressão e de revelar tesouros inesperados após dezenas de audiências. À primeira vista, “La Bohème” é a representação definitiva das alegrias e tristezas do amor e da perda; em uma análise mais minuciosa, revela o profundo significado emocional oculto nas coisas triviais – um chapéu, uma luva, um sobretudo velho, um encontro casual com um vizinho – que compõem nossa vida cotidiana.
Pessoal, que subam as cortinas do espetáculo e apreciem esta que é uma das óperas mais amadas . Há, certamente, poucos trabalhos, que de maneira tão perfeita fixam as mais variadas expressões da vida e do cotidiano. A delicada poesia, movimentação popular, o tranquilo idílio amoroso, humor e tragédia, tudo fundido numa perfeita unidade, o mestre Puccini não interrompe a melodia um instante sequer, e atingindo nas áreas de Rod16olfo e Mimi do primeiro ato, no humor do final do segundo ato, no quarteto do terceiro ato e na cena da morte de Mimi, alturas que sempre comovem. A história da pobre costureirinha, irmã gêmea proletária da Traviata, que morreu no pequenino e gélido quarto em que acalentou seu primeiro e único sonho de amor, comoveu milhões de criaturas – somos estas criaturas.
Puccini – La Bohème
Personagens e intérpretes
Rodolfo, poeta parisiense pobre que se apaixona por Mimi (tenor) – Luciano Pavarotti
Marcello, pintor, companheiro de apartamento de Rodolfo (barítono) – Rolando Panerai
Colline, filósofo, vive no mesmo apartamento de Marcello e Rodolfo (baixo) – Nicolai Ghiaurov
Schaunard, músico, é o quarto colega de apartamento (barítono) – Gianni Maffeo
Mimi/Lucia, uma pobre costureira (soprano) – Mirella Freni
Musetta, jovem namoradeira (soprano) – Elizabeth Harwood
Schönberger Sängerknaben
Chor der Deutschen Oper Berlin
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor
Em seu passeio pelo continente europeu, nosso mentor PQPBach vem assistindo a uma série de concertos memoráveis na capital inglesa. Ontem teria sído o ápice, quando teve a oportunidade de assistir a este Oratório de Mendelssohn, “Elijah”, que por incrível que pareça, nunca tinha aparecido aqui no nosso blog. Me propus imediatamente a suprir esta falta irreparável, e já estou preparando outras obras deste compositor tão especial.
A gravação que escolhi é uma das que tenho, e traz ‘apenas’ a Orquestra do Gewanhaus de Leipzig dirigida pelo ótimo Herbert Blomstedt, que foi seu diretor por muitos anos. O Coro também é desta mesma sala de espetáculos. entre os solistas, podemos destacar a soprano Sybila Rubens e a contralto Natalie Stutzmann, que já apareceram por aqui algumas vezes.
Claro que a experiência de assistir a uma obra deste porte dentro de uma sala de espetáculos é bem diferente de sensação de apenas ouvi-la. Mas lhes garanto que será igualmente prazerosa. Depois da overdose que tivemos de Cantatas de Bach, é interessante notarmos a evolução do gênero música sacra, e com uma obra composta pelo mesmo Mendelssohn que redescobriu a obra de Bach, quando, em 1829, dirigiu a Paixão Segundo Matheus. na mesma Leipzig tão amada de Johann Sebastian.
CD 1
01. Chorus ‘Der Erdkreis ist nun des Herrn’
02. Recitativo (soprano) ‘Und Paulus kam zu der Gemeinde’
03. Duet (tenor, bass) ‘So sind wir nun Botschafter an Christi Statt’
04. Chorus ‘Wie lieblich sind die Boten’
05. Recitativo and Arioso (soprano) ‘Und wie sie ausgesandt’
06. Recitativo (tenor) and Chorus ‘Da aber die Juden das Volk sahen’
07. Chorus ‘Ist das nicht, …’ and Chorale ‘O Jesu Christe, wahres Licht’
08. Recitativo (tenor, bass) ‘Paulus aber und Barnabas sprachen’
09. Duet (tenor, bass) ‘Denn also hat uns der Herr geboten’
00. Recitativo (soprano) ‘Und es war ein Mann zu Lystra’
11. Chorus ‘Die Götter sind den Menschen gleich geworden’
12. Recitativo (tenor, bass), Aria (bass) and Chorus ‘Da das die Apostel hörten’
13. Recitativo (soprano) ‘Da ward das Volk erregt wider sie’
14. Chorus ‘Hier ist des Herren Tempel’
15. Recitativo (soprano) ‘Da ward das Volk erregt wider sie’
16. Cavatina (tenor) ‘Sei getreu bis in den Tod’
17. Recitativo (soprano, bass) ‘Paulus sandte hin und ließ fordern die Ältesten’
18. Chorus (with soloists) ‘Schone doch deiner selbst’ and Recitativo (bass) ‘Was
19. Chorus ‘Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget’
20. Recitativo (soprano) ‘Und wenn er gleich geopfert wird’
21. Final Chorus ‘Nicht aber ihm allein, sonder allen’
CD 2
01. Arie (S) – Höre, Israel, höre des Herrn Stimme!
02. Chor – Fürchte dich nicht, spricht unser Gott
03. Rezitativ (A, B) und Chor – Der Herr hat dich erhoben
04. Chor – Wehe ihm, er muß sterben
05. Rezitativ (T) – Du Mann Gottes, laß meine Rede
06. Arie (B) – Es ist genug! So nimm nun, Herr, meine Seele
07. Rezitativ (T) – Siehe er schläft unter dem Wacholder
08. Terzett (Drei Engel) – Hebe deine Augen auf zu den Bergen
09. Chor – Siehe, der Hüter Israels
10. Rezitativ (A, B) – Stehe auf, Elias
11. Arie (A) – Sei stille dem Herrn
12. Chor – Wer bis an das Ende beharrt
13. Rezitativ (S, B) – Herr, es wird Nacht um mich
14. Chor – Der Herr ging vorüber
15. Rezitativ (A), Quartett (S, A, T, B) und Chor – Seraphim standen über ihm – H
16. Chor und Rezitativ (B) – Gehe wiederum hinab!
17. Arioso (B) – Ja, es sollen wohl Berge weichen
18. Chor – Und der Prophet Elias brach hervor
19. Arie (T) – Dann werden die Gerechten leuchten
20. Rezitativ (S) – Darum ward gesendet der Prophet Elias
21. Chor – Aber einer erwacht von Mitternacht
22. Quartett (S, A, T, B) – Wohlan, alle, die ihr durstig seid
23. Chor – Alsdann wird euer Licht hervorbrechen
Sibylla Rubens – Soprano
Nathalie Stutzmann – Contralto
James Taylor – Tenor
Christian Gerhaher – Baritone
Gewandhauskammerchor
Geewandhausorchester Leipzig
Herbert Blomstedt – Conductor
Com esta postagem eu e o colega Ammiratore retomamos nossa parceria wagneriana, depois de alguns meses envolvidos em outros processos. Desta vez, trazemos a polêmica ópera “Rienzi” de Richard Wagner (1813-1883), esta bonita ópera da juventude (tinha 27 anos quando a completou) tem cinco atos e é da primeira metade do século XIX e que lá no inicio do século XX foi pano de fundo para um monstruoso regime político.
Em 1839, Richard Wagner decidia abandonar Riga (atual Letônia) onde dirigia óperas francesas e italianas no teatro de ópera da cidade. Devendo para muitos credores, acumulando dívidas avultadas em trabalhos que não renderam os frutos que deveriam, fugia com a sua primeira esposa, Christine Wilhelmine Planer a “Minna”, para Paris (considerada na época o centro musical do mundo), de forma clandestina. A longa viagem, com paragem em Londres, após uma tempestuosa e assustadora passagem marítima pelos fiordes noruegueses estão descritas AQUI na postagem do “Navio Fantasma”. Chegando a Paris ele é recebido de forma calorosa por Giacomo Meyerbeer (1791–1864) que ouviu atentamente os esboços de sua nova ópera, “Rienzi”. Nesta obra já encontramos uma identidade musical bem definida em comparação com “Die Feen” (As Fadas de 1834) e “Das Liebesverbot” (Proibição de amar de 1836).
Também nesta ópera o libreto é do próprio Wagner e tem por base a obra “Rienzi, O Último dos Tribunos” de Edward Bulwer-Lytton (1835) e a peça teatral de Mary Russel Mitford (1828) sobre o mesmo tema. A ação desenrola-se em Roma, em meados do século XIV, e narra a saga do patriótico tribuno romano Cola Rienzi, na sua tentativa de restaurar o caráter imperial de uma Roma em decadência, libertando a cidade do jugo da nobreza corrupta que a dirigia. Apesar do sucesso inicial, Rienzi acabaria por ser excomungado pelo Papa e, por fim, apedrejado juntamente com a sua irmã, Irene, pela população no Capitólio que é incendiado.
Wagner escreve esta sua nova ópera pensando na ópera de Paris. A Abertura, ainda hoje tão tocada nas salas de concerto, tem uma forma tradicional e é baseada nos temas da ópera. Abre num andamento lento, iniciado pelos trompetes e que anuncia um primeiro tema nas cordas, a “Prece pelo Povo de Rienzi”, de grande ênfase e lirismo. A peça prossegue à medida que toda a orquestra entra em cena, seguindo o esquema clássico de exposição e reexposição temática. Uma coda de grande intensidade, baseada no tema da batalha, termina a abertura.
Meyerbeer então promete e envia de fato uma série de cartas de apresentação ao Diretor da Ópera de Paris. Contudo, os dois anos que passou em Paris seriam para Wagner de grande dificuldade, fazendo arranjos de excertos de óperas e alguma crítica musical, tentando sempre negociar a apresentação local das suas óperas. Reconhecendo que as chances de apresentar uma ópera sua eram remotas e adicionando-se o fato de que estava sendo ameaçado de prisão novamente por dívidas acumuladas em Paris estava pensando em deixar a capital francesa.
Opera Semper Dresden-2019
É neste momento de penúria da vida de Wagner que vem a guinada: chegam boas-novas da Alemanha: devido, em grande parte, à influência de Meyerbeer, Dresden e Berlim mostram-se dispostas a apresentar em cena óperas suas. Não tardou e a estreia em Dresden, no recém-inaugurado Teatro de Dresden (Hoftheater) aconteceria a 20 de outubro de 1842 sob a direção do maestro Karl Gottlieb Reißiger e gozou de imenso sucesso, indo ao encontro do espírito revolucionário da época, das regras da “Grand Opéra” e do gosto do público por encenações espetaculares. O público não apenas amou a ópera como, de acordo com um crítico da época, ficou no teatro até o fim do espetáculo. E isso não é pouco: a versão original de “Rienzi” durava seis horas! Para um jovem e desconhecido compositor, manter os alemães acordados até tarde para assistir entusiasticamente à sua nova ópera era algo a ser considerado. Wagner permaneceria em Dresden nos seis anos que se seguiriam até ter de se exilar na Suíça na sequência da polêmica causada pela sua posição política na Revolução de Dresden em 1849.
Pausa dramática.
Pisando em terreno que estava hesitando, tomei coragem de ser apedrejado e enforcado (talvez julgado nas últimas estâncias no PQPBach_Tribunal e por fim fuzilado) mas não posso me calar a respeito do tema de grande relevância histórica para os amantes, que como eu curte a MÚSICA do mestre alemão, porém não o caráter do Richard Wagner, o texto abaixo é uma interpretação e tradução livre baseado em argumentos encontrados em diversas matérias entre outras da respeitável “Deutsche Welle” sorbre o “Você-Sabe-Quem” e seu partido, que infelizmente está associado sobretudo, a “Rienzi”.
Hitler, quando jovem se tornou fanático pelas obras de Richard Wagner, disse que “Rienzi” era sua ópera favorita e uma inspiração para sua política. De acordo com o documentário “As Mulheres de Hitler”, ele chegou a assistir “Rienzi” mais de quarenta vezes. A razão talvez seja porque o enredo anda todo à volta da vida de Cola di Rienzi, um personagem popular da Itália medieval que tenta derrotar os nobres, incutir a revolta no povo, conduzindo-o a um futuro melhor.
Os estandartes do Partido Nazista foram concebidos pelo Führer com base nos modelos desta ópera. O principal fato que se sabe sobre Hitler e “Rienzi” é que uma apresentação da ópera em Linz, que assistiu em 1905, o inspirou a começar a pensar em uma carreira política. Hitler se identificou fortemente com o retrato de Wagner da “tribuna do povo” e extraiu lições políticas da derrota de Rienzi. No ensaio “Wagner de Hitler”, que aparece na antologia “Música e Nazismo” de Hans Rudolf Vaget (1938) observa que, em 1930, Hitler falou com Otto Wagener (então chefe do Estado Maior) sobre seu “gosto especial” por “Rienzi”.
Como Hitler conseguiu colocar a ópera a serviço do nazismo? Uma mostra na antiga cidade-sede de comícios nazistas revela a ópera como poderoso instrumento de propaganda nacional-socialista. Adolf Hitler declarou Nuremberg “Cidade dos Comícios Nacionais” do Partido Nacional-Socialista em 1933, por considerar que o tradicional papel da cidade bávara no comércio, arte e cultura alemães a tornava um pano de fundo ideal para os eventos anuais do partido epicamente encenados. Eles tinham como palco não só o estádio municipal, mas também teatros, lagos e parques de Nuremberg, cuja importância histórica remonta à Idade Média. Mas tanto para o ditador quanto para seu ministro da Propaganda, Joseph Goebbels – o responsável pela censura e distribuição de filmes, peças teatrais e musicais, e artes visuais no Terceiro Reich –, a música germânica, em especial a ópera, conferiria impacto propagandístico vital às manifestações de massa nazistas.
Uma exposição no museu Dokumentationszentrum Reichsparteitagsgelände (Centro de Documentação da Área dos Comícios Nacionais do Partido) conta de forma quase palpável a história de como a Casa de Ópera de Nuremberg foi palco de instrumentalização da arte para a propaganda de um regime assassino. Richard Wagner, cujo posicionamento político, possivelmente contribuiu para a infeliz diretriz do ditador não era um nazista – nem podia ser, por motivos cronológicos afinal Wagner morreu em 1883 –, porém é sabido quanto ao antissemitismo do músico e, como quase tudo em sua vida, neste ponto houve contradição também: alguns dos grandes colaboradores do músico eram judeus.
Caravana para Bayreuth
O líder nazista era um verdadeiro amante da ópera, frequentando quase diariamente o teatro na época em que viveu em Viena. Sua presença era frequente no Festival de Bayreuth . O uso que os nazistas fizeram de Wagner e a bajulação do Festival de Bayreuth em torno de Hitler costumam ser apresentados como mal-entendidos ou relativizados com o argumento do distanciamento histórico entre Wagner e o Führer, porém o Führer gostava de inspirar a liderança nazista sobretudo com apresentações da ópera “Rienzi” mandando todos os seus diretos a assistirem as apresentações em que ele estava presente no Festival de Bayreuth e sempre ao final subia ao palco para fazer um discurso de encerramento (seriam as suas palestras motivacionais para os membros do partido). Em 1923, o genro de Wagner, Houston Stewart Chamberlain, e a nora do compositor, Winifred Wagner, saudaram Hitler na abertura do Festival como sendo o novo Parsifal e o novo messias da Alemanha. Já em 1925, o Festival de Bayreuth foi politizado com a presença de Hitler.
Diz-se que o Führer tinha obsessão por esta obra e pediu que o original manuscrito lhe fosse entregue em seu aniversário de 50 anos. Os historiadores dizem que Hitler estava com a partitura quando ele se suicidou em seu bunker de Berlim em 1945. O fascínio de Adolf Hitler por “Rienzi”, bem como a posse da partitura original desaparecida (provavelmente destruída no bombardeio do bunker do Führer, junto com as partituras originais de “Die Feen” e “Das Liebesverbot” e vários manuscritos relacionados ao Anel), faz parte da história. O público moderno agora não pode ouvir apresentações desse “Rienzi original” de seis horas, Wagner fez muitos cortes em sua longa ópera para a edição de 1845. A partitura original autografada certamente virou cinza no bunker. A maioria das performances de Rienzi no século XX foram baseadas em uma partitura (publicada em 1898-99) que Cosima Wagner e Julius Kniese editaram – fazendo vários cortes não autorizados e alterações estilísticas na música e no drama – com a intenção de convertê-lo de uma ópera francesa para um drama musical wagneriano.
Por mais que esse termo seja tão estupidamente usado hoje em dia, não há como não pensar que a mensagem no libreto de “Rienzi” é protofascista. Tudo está lá: o líder super-humano, as massas manipuladas, a ilusão de uma reconciliação comunitária em que o Estado prevalece sobre todos os âmbitos da vida e que, por fim, termina por se destruir. Por fim é bom ressaltar que “Rienzi” não chamou só a atenção de Hitler no âmbito dos ditadores. Há indícios de que Stalin também gostasse da ópera, e, segundo um estudioso wagneriano, Helmut Kirchmeyer, as celebrações do décimo aniversário da Revolução Russa começou com esta abertura. Muito ainda pode ser dito sobre a apropriação nazista da obra wagneriana, “Rienzi” teve, infelizmente, o pior destino que uma ópera pode ter: ficar enraizada em seu próprio tempo e, depois, ganhar a má fama por outro.
Vou sair desta “vibe” afinal para este tema há milhares de sites que podem, ou não, esclarecer melhor os fatos que cercam a Alemanha no sombrio início do século XX.
Vamos voltar o foco na obra: é um ópera bem estruturada e com belíssimos momentos, sobretudo nos conjuntos corais. Como dito acima o argumento baseia-se na história de Cola di Rienzi, político romano do século XIV que, investe contra a tirania dos nobres. Pressionado, no entanto, pela aliança entre os nobres e a Igreja, Rienzi perde gradativamente o apoio da massa e morre no Capitólio, incendiado pela fúria do povo.
SINOPSE
Abertura
A ópera inicia com uma belíssima abertura, que começa com um chamado de trompete (que, no Ato III, ficamos sabendo tratar-se do chamado de guerra da família Colonna) e introduz a melodia da oração de Rienzi no início do Ato V, que se tornou a mais conhecida ária da ópera. A abertura termina com uma deslumbrante marcha militar.
Ato I
Cena I
Uma rua à noite, com a Igreja de São João de Latrão ao fundo. O patrício Orsini e seus companheiros tentam sequestrar a irmã de Rienzi, Irene, invadindo seus aposentos pela janela “Hier ist’s, hier ist’s!”. Irene grita por socorro. Adriano a defende. Uma multidão se reúne, e as pessoas se unem ou a casa de Colonna ou a de Orsini. O Cardeal Raimondo exorta os contendores a, em nome da Igreja, pararem de lutar. Surge Rienzi (numa entrada marcada por uma dramática mudança de tonalidade, de Ré para Mi Bemol), que, apenas com sua presença, põe fim ao conflito. Rienzi repreende o povo e os nobres “Dies ist eu’r Handwerk, daran erkenn’ ich euch!”, e declara sua intenção de unificar Roma e conduzi-la à glória “Doch höret ihr der Trompete Ruf”. O povo romano apoia Rienzi. Saem todos, menos Rienzi, Irene e Adriano.
Cena II
Rienzi abraça Irene e pergunta o que lhe fizeram “O Schwester, spricht was dir geschah”. Irene explica que foi salva por Adriano. Rienzi manifesta sua surpresa a Adriano pelo fato de um membro da família Colonna ter salvo sua irmã, pois foi um Colonna que assassinou o irmão de Rienzi. Adriano pergunta o que pode fazer para compensar aquele crime “Rienzi, du bist fürchterlich!”, e Rienzi o convida a segui-lo em seus intentos. Adriano está hesitante. Rienzi insiste em que, sob seu comando, os romanos podem se tornar realmente nobres e livres, mas Adriano teme que Rienzi esteja conduzindo o povo romano à ruína. Embora Adriano também deseje respeitar a lei, adverte Rienzi de que seus planos são muito audaciosos e terminarão em derramamento de sangue. Entretanto, apesar de suas reservas, Adriano oferece seu apoio. Rienzi diz que o momento se aproxima “Die Stunde naht, mich ruft mein hohes Amt”, confia Irene à proteção de Adriano, e sai.
Cena III
A sós, Adriano e Irene, como que prevendo o futuro, declaram que seu amor resistirá firmemente mesmo que o mundo ao seu redor se esfacele. Adriano expressa seus temores e prediz a queda de Rienzi, prevendo que o povo o trairá e que os nobres o punirão por sua audácia. A cena termina com o som de trompetes do lado de fora.
Cena IV
Amanhece. As pessoas saem de suas casas saudando aquele dia especial “Gegrüßt, gegrüßt sei, hoher Tag!”. Um órgão soa dentro da igreja, e o povo se ajoelha. Um coro, também da igreja, pede que todos despertem para o dia cuja luz tirará Roma das trevas “Erwacht, ihr Schläfer nah und fern”. As portas da igreja se abrem e dela sai Rienzi, trajando armadura completa. O povo o saúda com entusiasmo. Rienzi exalta a renovação de Roma “Erstehe, hohe Roma, neu!” e anuncia que, como protetor de Roma, assegurará a liberdade e a lei. O povo o reconhece como seu rei, mas Rienzi diz que não quer ser rei, pois deseja que o povo continue livre. Sugere, então, que o reconheçam como um tribuno, título com o qual é prontamente aclamado.
Ato II
Cena I
Uma sala no capitólio. Rienzi entra, magnificamente vestido, seguido pelos senadores, entre os quais Baroncelli e Cecco. Mensageiros trazem a Rienzi notícias de suas viagens, e informam “Ihr Römer, hört die Kunde” que as terras romanas estão em paz e liberdade. Colonna, Orsini, os senadores e os nobres rendem falsamente homenagem a seu novo tribuno “Rienzi, nimm des Friedens Gruß!”. Rienzi insiste em que não está preocupado com sua glória pessoal, mas sim com a libertação de Roma e a manutenção da lei. Ele sai acompanhado dos senadores.
Cena II
Colonna pergunta a Orsini se estão condenados a suportar as ultrajantes palavras de Rienzi “Colonna, hörtest du das freche Wort?”. Enquanto conversam, os nobres passam a ouvi-los; Adriano entra sem ser notado, e também escuta o diálogo. Colonna e Orsini prosseguem: o povo idolatra Rienzi, que o cativou. Ele é um demagogo, dizem, que conquista o povo com seu discurso carismático. Apesar de Rienzi ser um mero plebeu, obteve enorme poder, e Orsini e Colonna recusam-se a tolerar isso. Eles consideram que a ascensão de Rienzi à fama é um insulto, e também potencialmente perigosa, pois as massas agora estão armadas. Os nobres, chefiados por Orsini e Colonna, agora conspiram contra Rienzi, e planejam seu assassinato na festa que está prestes a ocorrer. É então que Adriano manifesta sua incredulidade, chamando os conspiradores de assassinos. Colonna pergunta a Adriano, seu filho, se delatará seu próprio pai, e o chama de traidor. Todos saem para levar adiante os planos, exceto Adriano. Este afirma preferir ser considerado um traidor “Ich will denn ein Verrater sein”, mas, hesitante, também teme que seu pai seja punido.
Cena III
Uma pomposa cerimônia. Um banquete foi preparado. Rienzi saúda os nobres e diplomatas de todas as partes da Itália “Im Namen Roms seid mir gegrüßt!”. Sem dar mais detalhes, Adriano recomenda a Rienzi que tome cuidado. Uma apresentação começa, uma peça, pantomima e balé: Brutus vinga-se da morte de Lucrécia e liberta Roma da tirania de Tarquínio.
Esse balé recebeu grande atenção do compositor, pois na maioria das grandes óperas o balé é apenas uma diversão. O balé de Rienzi visa a representar o conto do “Rapto de Lucrécia”. Essa história, na qual Tarquínio, o último rei de Roma, tenta violentar a virgem Lucrécia, é um paralelo tanto à tentativa de violação de Irene por Orsini quanto ao tema dos patrícios contra o povo. Na sua forma original, o balé dura mais de meia hora – em montagens modernas e gravações, em geral ele sofre cortes drásticos.
Enquanto isso, Orsini, que se aproximou de Rienzi durante a apresentação, tenta esfaqueá-lo, mas Rienzi é protegido pela malha metálica que trajava. O povo grita pedindo proteção ao tribuno “Rienzi! Auf! Schützt den Tribun!” e tem início um tumulto. Adriano pede que Rienzi perdoe os traidores, e, ao mesmo tempo, o povo grita pela morte deles. Rienzi exalta a importância do perdão “O laßt der Gnade Himmelslicht”, dizendo que será seu segundo perdão, mas que não haverá uma terceira chance. Finalmente, Rienzi perdoa os conspiradores “Euch Edlen dieses Volk verzeiht, seid frei”. O povo respeita a decisão de Rienzi. Irene e Adriano agradecem. Baroncelli e Cecco dizem que Rienzi se arrependerá. Os conspiradores juram vingança por essa humilhação.
Ato III
Cena I
Uma grande praça diante das ruínas do antigo fórum romano. Uma multidão enlouquecida ocupa a cena à procura de Rienzi, espalhando a notícia de que os nobres fugiram da cidade e, armados, estão voltando para um ataque a Roma “Vernahmt ihr all die Kunde schon?”. Rienzi surge e, após dizer que desta vez não haverá perdão, chama o povo às armas. O povo obedece e sai para se preparar.
Cena II
Entra Adriano, que invoca Deus “Gerechter Gott” e revela sua aflição diante do combate iminente, pois não sabe se dirige sua espada contra Colonna, seu amado pai, ou contra Rienzi, irmão de sua amada Irene. Muito confuso “Ha, wo bin ich jetzt?”, põe-se de joelhos e pede que Deus concilie todos. Em seguida, sai da cena.
Cena III
O cenário é de preparação para a batalha, com símbolos bélicos em toda parte. Ouvem-se os sinos de guerra. Rienzi, de armadura, está acompanhado de Irene, e diz que é o dia de purgar as afrontas “Der Tag ist da”. O povo está armado e pronto para o combate. Quando Rienzi vai dar o sinal de ataque, chega Adriano, que em vão tenta detê-lo. Rienzi e seu exército partem ao som de um coro geral de entusiasmo guerreiro. Adriano fica sozinho com Irene, que tenta impedir que ele vá à batalha. Enquanto rezam, ajoelhados, o ruído do combate cessa. Logo se ouvem os sons da vitória de Rienzi. Este retorna e anuncia a vitória “Heil, Roma, dir!”. Os vitoriosos trazem os cadáveres de Colonna e Orsini, entre outros. Ao ver o pai morto, Adriano jura vingança contra Rienzi “Geschieden sind wir denn fortan”. Rienzi faz pouco caso e sai com seus seguidores em triunfo rumo ao capitólio.
Ato IV
Cena I
Numa rua diante da Igreja de São João de Latrão, de noite, ocorre um encontro secreto no qual Baroncelli informa a outros cidadãos, todos disfarçados, que os diplomatas alemães deixaram Roma para sempre “Wer war’s, der euch hierher beschied?”, pois Rienzi não se entendeu com eles acerca da escolha do Imperador Romano. Chega Cecco, que informa que o cardeal (Raimondo) também já partiu. Baroncelli diz que Colonna, quando de sua fuga, foi ao Papa para prometer que utilizaria seu poder para defender a Igreja. Baroncelli sente que Rienzi só perdoou Colonna para ganhar o apoio dos nobres, e por isso considera Rienzi um traidor do povo. Adriano retira o disfarce e se identifica, dizendo que Rienzi não é digno do poder que conquistou, e espera ter sua vingança. Baroncelli diz que uma festa está a ser preparada por Rienzi para celebrar sua vitória. Adriano afirma que irá à festa para matá-lo. Surge Raimondo com um cortejo de sacerdotes em direção à igreja. Baroncelli e os outros temem que Rienzi tenha o apoio da Igreja, mas Adriano diz que o matará mesmo assim.
Cena II
Surge a comitiva de Rienzi, este em traje de gala e com Irene. Ao passar pelos conspiradores, Rienzi lhes pergunta se não irão ao festejo “Ihr nicht beim Feste?”. Constrangidos, os nobres abrem passagem para a comitiva. Ouve-se o Te Deum entoado pelos sacerdotes dentro da igreja “Vae, spem nullam maledictus”, cujo tom tétrico causa horror a Rienzi e ao povo. Enquanto Rienzi sobe os degraus para a igreja, Raimondo o impede de prosseguir dizendo que ele não poderá entrar porque foi excomungado, assim como todos os seus seguidores. O povo, assustado, foge. Raimondo e os religiosos entram na igreja, e suas portas se fecham; nelas está afixada a bula que contém a excomunhão de Rienzi. Adriano diz a Irene que Rienzi e seus seguidores estão amaldiçoados, e pede que ela fuja com ele, mas ela permanece com Rienzi. Adriano diz que Irene morrerá junto com Rienzi.
Ato V
Cena I
Uma sala no capitólio. De joelhos diante de um pequeno oratório, Rienzi pede que Deus olhe por ele e não permita que as forças conquistadas se dissipem “Allmächt’ger Vater”.
Cena II
Irene entra e abraça Rienzi, o qual lhe diz ter sido abandonado pela Igreja “Verläßt die Kirche mich”, pelo povo e por Adriano, e que agora só lhe restam Deus e Irene. Rienzi parte.
Cena III
Adriano entra sorrateiramente, disfarçado. Dirigindo-se Irene, manifesta surpresa por ela ainda estar naquele lugar amaldiçoado “Du hier, Irene?”. Adriano diz que a salvará, e pede que ela fuja com ele. Irene diz que já não o ama mais. Adriano se ajoelha e suplica em vão o amor de Irene. Ouvem-se ruídos de quebra de vidros por pedradas; desesperado, Adriano tenta levar Irene à força, mas ela consegue escapar. Adriano está enlouquecido e sai determinado a possuir Irene mesmo que para isso tenha de enfrentar o fogo.
Cena IV
A praça diante do capitólio. Multidões surgem violentamente com tochas e gritos em respeito ao édito da Igreja “Herbei! Herbei!”. O povo está revoltado com Rienzi, que surge de armadura na varanda do capitólio e pede calma. O povo grita que ele não deve ser ouvido, mas apedrejado. Rienzi pede aos revoltosos que se recordem da paz e da liberdade que conseguiu para eles. Baroncelli grita que Rienzi está tentando enganá-los. A multidão ateia fogo ao capitólio. Rienzi então diz suas últimas palavras: “Enquanto as sete colinas de Roma existirem, enquanto a cidade eterna não perecer, vocês verão Rienzi voltar!” (Nas apresentações originais, as palavras finais de Rienzi são amargas e pessimistas: “Que a cidade seja amaldiçoada e destruída! Desintegre-se e seque, Roma! Seu povo degenerado assim deseja.” Todavia, para a apresentação de 1847, em Berlim, Wagner as substituiu pela retórica, mais positiva.) Rienzi e Irene estão abraçados em meio às chamas, e o povo os apedreja. Chega Adriano, que, fora de si, invade as chamas em busca de Irene. Ao entrar no capitólio, a torre onde estavam Rienzi e Irene desaba sobre ele, sepultando todos os três. Cai o pano.
“Rienzi” sempre despertou reações extremas. Hans von Bülow, amigo e entusiasta da música de Wagner, disse que esta era a melhor ópera de Meyerbeer, e o musicólogo Charles Rosen, para ironizar, sugeriu que era a pior ópera de Meyerbeer – aparentemente ambos não eram grandes conhecedores do compositor francês, haja vista que a obra de Wagner não soa nem de longe como uma ópera daquele. “Rienzi” é como uma Grand Opera um tanto original, que, diferente do “Guilherme Tell”, de Rossini, contém uma revolução logo no primeiro ato. Os quatro atos restantes são dedicados a descrever a queda do grande líder traído por uma elite que manipula o povo, o fracasso de um ser humano excepcional frente a um mundo que não o merece.
“Rienzi” foi um arrasa-quarteirão para seu tempo que alavancou seu criador para o prestigioso posto de Kapellmeister da côrte de Dresden. Ao longo da vida Wagner iria renegar essa criação, considerando-a de uma “extravagância sem reservas”, tendo como único objetivo o dinheiro para aliviá-lo das vicissitudes da vida. O maior crítico desta obra acabaria por ser o próprio Richard Wagner. Alguns anos depois da estreia, que como vimos foi recebida com entusiasmo pelo público de Dresden, Wagner escreve a Liszt uma carta na qual se refere a “Rienzi” em termos pouco elogiosos: “Como artista e como homem, não me sinto suficientemente motivado para reestruturar esta obra antiquada que, pelas suas proporções exageradas, fui obrigado a remodelar mais de uma vez. Falta-me ânimo para a ela me dedicar. Desejo sim, de alma e coração, fazer qualquer coisa de novo.” Ironicamente, em várias oportunidades ele será lembrado dela, sobretudo por meio da marcha que aparece na abertura e no final do segundo ato, tocada exaustivamente por bandas provincianas por onde quer que ele passasse.
A tempo: tenho que mencionar também um texto emocionante e de grande delicadeza que o Vassily Genrikhovich postou aqui no blog sobre a arte nos campos de concentração, vale muito a pena ler ! AQUI.
Este trabalho foi uma pequena pesquisa baseada nos livros “Para Entender Hitler. A Busca das Origens do Mal por Ron Rosenbaum”, “Hitler: A Global Biography por Brendan Simmssites”. Nos sites da “Deutsche Welle”, “resumodaoopera”, “wagneroperas”, “allmusic”, “euterpe” e “wikipedia”.
Rene Kolo Rienzi
A gravação que ora lhes trazemos é a terceira feita no festival de Munique de 1983 conduzida pelo maestro Wolfgang Sawallisch com a Ópera Estatal da Baviera, para celebrar o centenário da morte de Wagner. O som é bom, a sensação de ocasião acrescenta uma dose extra de emoção. Foi realizada ao vivo, fazem parte do mesmo projeto ao vivo que postamos do maestro Wolfgang Sawallisch em “Die Feen” e “Das Liebesverbot”. Esta é a versão reduzida com cerca de três horas de duração. Musicalmente tem vários grandes momentos, dos quais o mais famoso é a oração de Rienzi no Ato V. Esta gravação de Sawallisch é lindamente conduzida com um elenco estelar. Rene Kollo é um Rienzi eloquente, com uma voz soberba, Kollo tinha uma voz muito flexível, com lirismo brilhante e um fôlego fantástico. O seu papel em Rienzi acho, em minha humilde opinião, que deve ser o seu melhor trabalho. Cheryl Studer, como Irene, está no auge, canta com paixão, força lírica e musicalidade virtuosista. O barítono, John Janssen canta muitíssimo bem. Gostei muito dos corais. Por ser uma gravação ao vivo, muito bem ensaiados. Grande conjunto vocal.
Pessoal, abrem-se as cortinas. Desfrutem da ópera de Richard Wagner, musicalmente muito bonita e portanto, um motivo adicional para o ouvinte clássico, que também se interessa por história, é que você pode se sentar na cadeira de casa e ouvir a mesma música que inspirou Hitler a cometer o tão grande e horrível Triumphe des Böse (Triunfos do Mal). Portanto, é interessante especular sobre como essa ópera não apenas fez Hitler acreditar que o destino o havia escolhido. Também predisse precisamente a maneira de sua morte final e a de seus seguidores, que experimentaram seu próprio Götterdämmerung quando Berlim foi destruída em 1945.
Rienzi, der Letzte der Tribunen Ópera em cinco atos
Personagens e intérpretes
Cola Rienzi, (Tenor) – René Kollo
Irene, sua irmã (soprano) – Cheryl Studer
Stefano Colonna, chefe da Casa de Colonna (Baixo) – Jan-Hendrik Rootering
Adriano, seu filho (Mezzo Soprano) – John Janssen
Paolo Orsini, chefe da Casa de Orsini (Baixo) – Bodo Brinkmann
Raimondo, Cardeal (Baixo) -Karl Helm
Baroncelli, cidadão romano (Tenor) – Norbert Orth
Cecco del Vecchio, cidadão romano (Bass) – Keith Engen
Um Mensageiro da Paz (Soprano) – Carmen Anhorn
Chor der Bayerischen Staatsoper – Bayerisches Staatsorchester
Meu dia começou triste quando nosso guru PQPBach, em férias pela Europa, mandou uma mensagem noticiando a morte de Lyle Mays, o emblemático tecladista que acompanhou Pat Metheny por muitos anos.
Para nós, fãs confessos do grande guitarrista que é Pat Metheny, a notícia é desoladora. É como se com ele se fosse uma fase de nossas vidas, quando aguardávamos ansiosos as novidades da banda pelo selo ECM. Não sei se eu consideraria Mays um virtuose, mas sim alguém com um amplo conhecimento musical, que servia de base para Metheny desfilar todo o seu talento e nos trazer discos fundamentais, que acompanharam nossa adolescência, que serviram de trilha sonora. Claro que não podemos ignorar outros músicos que tocaram com Metheny naquela época, como o baixista Steve Rodby, principal arranjador e produtor do grupo. Mas ouvindo discos como ‘American Garage’ ou ‘First Circle’ não há como não entender o papel fundamental que os teclados de Mays exercem na música produzida.
Fica um sentimento muito grande de perda, perda de um músico que embalou meus sonhos de juventude e de jovem adulto. Rodei milhares de quilômetros ouvindo estes discos com meu walkman, e mais tarde com meu discman. Poderia dizer que estes discos fizeram (e fazem) parte da trilha sonora de minha vida. Para quem não o conheceu, sugiro assistir ao vídeo do Youtube abaixo para entender o que estou falando.
Escolhi o ‘First Circle’ para homenageá-lo.
Descanse em Paz, Lyle Mays.
01. Forward March
02. Yolanda, You Learn
03. The First Circle
04. If I Could
05. Tell It All
06. End Of The Game
07. Mas Alla (Beyond)
08. Praise
Pat Metheny – Guitar
Steve Rodby – Bass
Lyle Mays – keyboards
Pedro Aznar – Percussion
Paul Wertico – Drums
Com certeza esse álbum do Pat Metheny Group é um dos mais belos discos de jazz já gravados. Impecável na sua produção, na qualidade das músicas, no nível altíssimo dos músicos envolvidos … nunca deixo de me emocionar quando o ouço, e já faço isso há mais de trinta anos e cinco anos.
Pat Metheny com este disco inscrevia seu nome no rol dos grandes músicos de Jazz, nos trazendo belíssimas melodias, muito inspiradas, sem precisar espanar sua guitarra, me utilizando da expressão de nosso mentor, PQPBach para reclamar daqueles guitarristas que gostam de demostrar seu virtuosismo tocando mil notas por segundo, nos mostrando uma técnica apuradíssima, com sua excepcional banda, que tinha o seu parceiro de banda pelas próximas duas décadas, o pianista e tecladista Lyle Mays, o baixista Mark Egan e o baterista Dan Gotlieb.
Canções como ‘(Cross The) Heartland’, ‘American Garage’, e a épica ‘Epic’ já se tornaram clássicas, e são obras obrigatórias em seus concertos. Elas nos remetem a uma época que não volta mais, a campos cultivados, a estradas sem fim, lembrando do belo título de uma coletânea do The Allman Brothers Band, ‘The Road Goes on Forever”. Até hoje, Pat Metheny é uma de minhas trilhas sonoras de viagem favoritas.
A capa deste disco também é detalhe a se destacar: aqueles trailers sob um céu azul não trazem uma paz de espírito para os senhores?, nos deixa serenos. Talvez o único defeito deste LP seja sua curta duração: meros trinta e cinco minutos, que você que durem cem minutos. Entendemos que na época os discos não eram muito mais longos que isso, estamos falando de 1979.
Para aqueles que não conhecem Pat Metheny, creio que esta seja a melhor apresentação que se possa fazer.
01 – (Cross The) Heartland
02 – Airstream
03 – The Search
04 – American Garage
05 – The Epic
Assim nos é apresentada Xenia Löffler em seu próprio site:
“As a soloist, chamber musician, and orchestral musician, Xenia Löffler has gained an outstanding reputation as a baroque oboist over the past several years. Working with ensembles such as the Akademie für Alte Musik Berlin, where she has been active as a member and soloist since 2001, she has toured throughout the world and has performed at some of the most important music festivals and concert halls.”
Neste CD recém lançado pelo selo Harmonia Mundi, Xênia se dedicada à obra de Carl Phillip Emanuel Bach, o filho mais talentoso de Johann Sebastian acompanhada pelos seus colegas do excepcional conjunto “Akademie für Alte Musik Berlin” , a solista mostra que sabe muito bem o que está fazendo.
Importante salientar que devemos entender as obras de Carl Phillip dentro de um contexto de transição entre o Barroco e o Clacissismo, e o filho de Johann Sebastian é um dos principais compositores desse período. Ele ajudou a criar uma nova linguagem, uma nova forma de compor. Influenciou Mozart dentre outros compositores do período.
Espero que apreciem.
01. Oboe Concerto in E-Flat Major, H. 468, Wq. 165 I. Allegro
02. Oboe Concerto in E-Flat Major, H. 468, Wq. 165 II. Adagio ma non troppo
03. Oboe Concerto in E-Flat Major, H. 468, Wq. 165 III. Allegro ma non troppo
04. Sinfonia for winds, strings and basso continuo in F Major, H. 656, Wq. 181 I. Allegro
05. Sinfonia for winds, strings and basso continuo in F Major, H. 656, Wq. 181 II. Andante
06. Sinfonia for winds, strings and basso continuo in F Major, H. 656, Wq. 181 III. Allegro assai
07. Oboe Concerto in B-Flat Major, H. 466, Wq. 164 I. Allegretto
08. Oboe Concerto in B-Flat Major, H. 466, Wq. 164 II. Largo e mesto
09. Oboe Concerto in B-Flat Major, H. 466, Wq. 164 III. Allegro moderato
10. Sinfonia for 2 oboes, 2 horns, strings and basso continuo in G Major, H. 655, Wq. 180 I. Allegro di molto
11. Sinfonia for 2 oboes, 2 horns, strings and basso continuo in G Major, H. 655, Wq. 180 II. Largo
12. Sinfonia for 2 oboes, 2 horns, strings and basso continuo in G Major, H. 655, Wq. 180 III. Allegro assai
Xenia Löffler – Oboe
Akademie für Alte Musik Berlin
Vamos finalizar hoje essa série do grande pianista Claudio Arrau interpretando Beethoven, trazendo os quatro últimos cds das Sonatas.
Aqui teremos as imensas Sonatas ‘Waldstein’, ‘Appassionata’, ‘Hammerklavier’ entre outras obras primas. Na época destas gravações Arrau já era um pianista altamente reconhecido, e com uma imensa discografia. Iria retomar estas sonatas alguns alguns antes de sua morte, mas isso é assunto para outro momento.
CD 7
Piano Sonata No. 19 In G Minor, Op. 49, No. 1
1.1. Andante
2.2. Rondo (Allegro)
Piano Sonata No. 20 In G Major, Op. 49, No. 2
3.1. Allegro ma non troppo4:58
4.2. Tempo di Menuetto
Piano Sonata No. 21 in C Major, Op. 53 “Waldstein”
5.1. Allegro con brio
6.2. Introduzione (Adagio molto)
7.3. Rondo (Allegretto moderato – Prestissimo)
Piano Sonata No. 22 in F Major, Op. 54
8.1. In Tempo d’un Menuetto
9.2. Allegretto
10.3. Più Allegro
Piano Sonata No. 23 in F Minor, Op. 57 “Appassionata”
11.1. Allegro assai
12.2. Andante con moto
13.3. Allegro ma non troppo
CD 8
Piano Sonata No. 24 in F-Sharp Major, Op. 78 “For Therese”
1.1. Adagio cantabile – Allegro ma non troppo
2.2. Allegro vivace
Piano Sonata No. 25 in G Major, Op. 79
3.1. Presto alla tedesca
4.2. Andante
5.3. Vivace
Piano Sonata No. 26 in E-Flat Major, Op. 81a “Les Adieux”
6.1. Das Lebewohl (Adagio – Allegro)
7.2. Abwesenheit (Andante espressivo)
8.3. Das Wiedersehen (Vivacissimamente)
Piano Sonata No. 27 in E Minor, Op. 90
9.1. Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung und Ausdruck
10.2. Nicht zu geschwind und sehr singbar vorgetragen
CD 9
Piano Sonata No. 28 in A Major, Op. 101
1.1. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung (Allegretto ma non troppo)
2.2. Lebhaft, marschmäßig (Vivace alla marcia)
3.3. Langsam und sehnsuchtsvoll (Adagio ma non troppo, con affetto)
4.4. Geschwind, doch nicht zu sehr und mit Entschlossenheit (Allegro)
Piano Sonata No. 29 in B-Flat Major, Op. 106 -“Hammerklavier”
5.1. Allegro
6.2. Scherzo. Assai vivace
7.3. Adagio sostenuto
8.4. Largo – Allegro risoluto
CD 10
Piano Sonata No. 30 in E Major, Op. 109
1.1/2. Vivace ma non troppo-Adagio espressivo-Tempo I – Prestissimo
2.3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo)
Piano Sonata No. 31 in A-Flat Major, Op. 110
3.1. Moderato cantabile molto espressivo
4.2. Allegro molto
5.3a. Adagio ma non troppo
6.4. Fuga (Allegro ma non troppo)
Piano Sonata No. 32 in C Minor, Op. 111
7.1. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
8.2. Arietta (Adagio molto semplice e cantabile)
Neste mundo em que vivemos, é difícil esconder a informação. Em questão de poucos minutos o outro lado do planeta já está sabendo das novidades que estão acontecendo cá pelas nossas bandas.
Foi o que aconteceu quando fuçava a Internet atrás de alguma novidade quente. Eis que me deparo com essa belezura para animar os meus sonhos. Já postei o primeiro CD desta série lá em 2018 (parece que foi ontem), e agora, fresquinho, aqui está para os senhores o segundo CD. Não sei quais são os planos de Frau Faust e de Herr Melnikov, mas de qualquer forma, o segundo CD está disponível, porém seu lançamento oficial está sendo hoje, dia 7 de fevereiro.
Com músicos deste nível, como não poderia deixar de ser, temos um Mozart impecável, com Faust e Melnikov nos apresentando uma visão historicamente informada de como tocar essas obras primas. Esqueçam por um instante as gravações de Grumiaux e de Szering, por exemplo, e ouçam como se toca Mozart no século XXI.
Preciso dizer que ele leva com todos os méritos o selo PQPBach de qualidade de IM-PER-DÍ-VEL ???
01. Violin Sonata in F Major, K. 376 I. Allegro
02. Violin Sonata in F Major, K. 376 II. Andante
03. Violin Sonata in F Major, K. 376 III. Rondò. Allegretto grazioso
04. Violin Sonata in A Major, K. 305 I. Allegro di molto
05. Violin Sonata in A Major, K. 305 II. Tema [con Variazioni]. Andante grazioso
06. Violin Sonata in G Major, K. 301 I. Allegro con spirito
07. Violin Sonata in G Major, K. 301 II. Allegro
08. Violin Sonata in B-Flat Major, K. 378 I. Allegro moderato
09. Violin Sonata in B-Flat Major, K. 378 II. Andantino sostenuto e cantabile
10. Violin Sonata in B-Flat Major, K. 378 III. Rondeau. Allegro
Isabelle Faust – Violin
Alexander Melnikov Pianoforte
Dando continuidade à postagem da primeira integral das sonatas de Beethoven que Claudio Arrau gravou em 1964, trago algumas Sonatas fundamentais nestes três CDs, como a “Sonata ao Luar”, a “Pastoral” e a “Tempestade”. Se Beethoven só tivesse escrito estas três peças, com certeza seu nome já estaria inscrito no panteão dos grandes gênios da humanidade. Felizmente, para nós, ele viveu para escrever outras obras primas.
Admiro Claudio Arrau por seu pleno domínio do instrumento, e claro, da própria obra. Era um especialista neste repertório, e com certeza foi um dos maiores intérpretes do gênio de Bonn no século XX.
Então vamos ao que viemos.
CD 4
01. Piano Sonata #10 In G, Op. 14-2 – 1. Allegro
02. Piano Sonata #10 In G, Op. 14-2 – 2. Andante
03. Piano Sonata #10 In G, Op. 14-2 – 3. Scherzo Allegro Assai
04. Piano Sonata #11 In B Flat, Op. 22, ‘Grand’ – 1. Allegro Con Brio
05. Piano Sonata #11 In B Flat, Op. 22, ‘Grand’ – 2. Adagio Con Molta
06. Piano Sonata #11 In B Flat, Op. 22, ‘Grand’ – 3. Minuetto
07. Piano Sonata #11 In B Flat, Op. 22, ‘Grand’ – 4. Rondo Allegretto
08. Piano Sonata #12 In A Flat, Op. 26, ‘Funeral March’ – 1. Andante C
09. Piano Sonata #12 In A Flat, Op. 26, ‘Funeral March’ – 2. Scherzo
10. Piano Sonata #12 In A Flat, Op. 26, ‘Funeral March’ – 3. Marcia Fu
11. Piano Sonata #12 In A Flat, Op. 26, ‘Funeral March’ – 4. Allegro
CD 5
01. Sonata No. 13 in E flat major, op. 27 no. 1 – I. Andante – Allegro – Tempo I
02. Sonata No. 13 in E flat major, op. 27 no. 1 – II. Allegro molto e vivace
03. Sonata No. 13 in E flat major, op. 27 no. 1 – III. Adagio con espressione
04. Sonata No. 13 in E flat major, op. 27 no. 1 – IV. Allegro vivace – Tempo I –
05. Sonata No. 14 in C sharp minor, op. 27 no. 2 ”Moonlight” – I. Adagio sostenuto
06. Sonata No. 14 in C sharp minor, op. 27 no. 2 ”Moonlight” – II. Allegretto
07. Sonata No. 14 in C sharp minor, op. 27 no. 2 ”Moonlight” – III. Presto
08. Sonata No. 15 in D major, op. 28 ”Pastoral” – I. Allegro
09. Sonata No. 15 in D major, op. 28 ”Pastoral” – II. Andante
10. Sonata No. 15 in D major, op. 28 ”Pastoral” – III. Scherzo (Allegro assai)
11. Sonata No. 15 in D major, op. 28 ”Pastoral” – IV. Rondo (Allegro ma non tro
CD 6
01. Sonata No. 16 in G major, op. 31 no. 1 – I. Allegro vivace
02. Sonata No. 16 in G major, op. 31 no. 1 – II. Adagio grazioso
03. Sonata No. 16 in G major, op. 31 no. 1 – III. Rondo (Allegretto)
04. Sonata No. 17 in D minor, op. 31 no. 2 ”The Tempest” – I. Largo – Allegro
05. Sonata No. 17 in D minor, op. 31 no. 2 ”The Tempest” – II. Adagio
06. Sonata No. 17 in D minor, op. 31 no. 2 ”The Tempest” – III. Allegretto
07. Sonata No. 18 in E flat major, op. 31 no. 3 – I. Allegro
08. Sonata No. 18 in E flat major, op. 31 no. 3 – II. Scherzo (Allegretto vivace)
09. Sonata No. 18 in E flat major, op. 31 no. 3 – III. Menuetto (Moderato e grazi
10. Sonata No. 18 in E flat major, op. 31 no. 3 – IV. Presto con fuoco
“Claudio Arrau nasceu em Chillán, Chile, filho de Carlos Arrau, oftalmologista que morreu quando Cláudio tinha apenas um ano de idade, e Lucrecia León Bravo de Villalba, professora de piano. Ele pertencia a uma antiga e proeminente família do sul do Chile. Seu ancestral Lorenzo de Arrau, um engenheiro espanhol, foi enviado ao Chile pelo rei Carlos III da Espanha. Através de sua bisavó, Maria del Carmen Daroch del Solar, Arrau era um descendente dos Campbells de Glenorchy, uma família nobre escocesa. Arrau foi criado como católico, mas desistiu no final da adolescência.
Arrau era uma criança prodígio e sabia ler música antes de ler palavras, mas, ao contrário de muitos virtuosos, não havia um músico profissional em sua família. Sua mãe era uma pianista amadora e o apresentou ao instrumento. Aos 4 anos de idade, ele estava lendo as sonatas de Beethoven e fez seu primeiro concerto um ano depois.Quando Arrau completou 6 anos, fez um teste na frente de vários congressistas e do Presidente Pedro Montt, que ficou tão impressionado que começou a providenciar a educação futura de Arrau. Aos 8 anos, Arrau recebeu uma concessão de dez anos do governo chileno para estudar na Alemanha, viajando com sua mãe e irmã Lucrecia. Ele foi admitido no Conservatório Stern de Berlim, onde acabou se tornando aluno de Martin Krause, que estudara com Franz Liszt. Aos 11 anos, Arrau tocou o “Transcendental Etudes” de Liszt, uma das obras mais difíceis para piano, bem como as Variações Paganini de Brahms. As primeiras gravações de Arrau foram feitas em rolos de música para piano de jogadores eólios da Duo-Art. Krause morreu em seu quinto ano de ensino a Arrau, deixando o estudante de 15 anos arrasado pela perda de seu mentor; Arrau não continuou o estudo formal depois desse ponto.
Em 1935, Arrau rendeu-se à obra para teclado de Johann Sebastian Bach ao interpretá-la em 12 recitais. Em 1936, Arrau interpretou toda a obra pianística de Mozart em cinco recitais e seguiu com os ciclos completos de Schubert e Weber. Em 1938, pela primeira vez, foi a vez de Beehoven, vindo a apresentar toda a sua obra na Cidade do México. Arrau repetiu isso várias vezes em sua vida, inclusive em Nova York e Londres. Ele se tornou uma das principais autoridades de Beethoven no século 20.
Em 1937, Arrau casou-se com a mezzo-soprano alemã Ruth Schneider (1908–1989). Eles tiveram três filhos: Carmen (1938–2006), Mario (1940–1988) e Christopher (1959). Em 1941, a família Arrau emigrou da Alemanha para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Douglaston, Queens, Nova York, onde Arrau passou os anos restantes. Ele se tornou um cidadão norte-americano em 1979.
Arrau morreu em 9 de junho de 1991, aos 88 anos de idade, em Mürzzuschlag, na Áustria, devido a complicações de uma cirurgia de emergência realizada em 8 de junho para corrigir um bloqueio intestinal. Seus restos mortais foram enterrados em sua cidade natal, Chillán, Chile.”
Com esta pequena biografia, livremente traduzida e adaptada da WIKIPEDIA, do grande pianista chileno Claudio Arrau dou por iniciada as minhas postagens dedicadas aos 250 anos do nascimento de Beethoven. Esta integral das Sonatas para Piano que ora vos trago foi gravada em 1964.
Piano Sonata No. 1 In F Minor, Op. 2, No. 1
1.1. Allegro
2.2. Adagio
3.3. Menuetto (Allegretto)
4.4. Prestissimo Piano Sonata No. 2 In A Major, Op. 2, No. 2
5.1. Allegro vivace
6.2. Largo appassionato
7.3. Scherzo (Allegretto)
8.4. Rondo (Grazioso) Piano Sonata No. 3 In C Major, Op. 2, No. 3
9.1. Allegro con brio
10.2. Adagio
11.3. Scherzo (Allegro)
12.4. Allegro assai
CD 2
Piano Sonata No. 4 In E Flat Major, Op. 7
1.1. Allegro molto e con brio
2.2. Largo, con gran espressione
3.3. Allegro
4.4. Rondo (Poco allegretto e grazioso) Piano Sonata No. 5 In C Minor, Op. 10, No. 1
5.1. Allegro molto e con brio
6.2. Adagio molto
7.3. Finale (Prestissimo)
CD 3
Piano Sonata No. 6 In F Major, Op. 10, No. 2
1.1. Allegro
2.2. Allegretto
3.3. Presto Piano Sonata No. 7 in D Major, Op.10, No.3
4.1. Presto
5.2. Largo e mesto
6.3. Menuetto (Allegro)
7.4. Rondo (Allegro) Piano Sonata No. 8 in C Minor, Op. 13 “Pathétique”
8.1. Grave – Allegro di molto e con brio9:04
9.2. Adagio cantabile
10.3. Rondo (Allegro) Piano Sonata No. 9 In E Major, Op. 14, No. 1
11.1. Allegro
12.2. Allegretto
13.3. Rondo (Allegro comodo)
Finalmente consigo terminar essa fantástica coleção, que traz todas as Cantatas compostas por nosso compositor maior, Johann Sebastian, o Bach. Espero que tenham gostado, deu muito trabalho. Espero que estes links permaneçam ativos por bastante tempo, pois provavelmente nunca mais serão repostos .
COMPACT DISC I Ein feste Burg ist unser Gott BWV 80
Festo Reformationis
1 Chorus: “Ein feste Burg ist unser Gott”
2 Aria (Soprano, Bass): “Alles, was von Gott geboren/Mit unser Macht”
3 Recitative (Bass): “Erwäge doch, Kind Gottes”
4 Aria (Soprano): “Komm in mein Herzenshaus”
5 Chorale: “Und wenn die Welt voll Teufel wär”
6 Recitative (Tenor): “So stehe dann bei Christi blutgefärbten Fahne” 7 Aria (Duet: Alt, Tenor): “Wie selig sind doch die, die Gott im Munde tragen”
8 Chorale: “Das Wort, sie sollen lassen stahn”
Missa in G, BWV 236
9 Kyrie Chorus
10 Gloria Chorus
11 Gratias Bass
12 Domine Deus Soprano, Alto
13 Quoniam Te nor
14 Cum Sancto Spiritu Chorus
Freue dich, erlöste Schar BWV 30
Festo S. Joannis Baptistae
17 Aria (Bass): “Globet sei Gott, gelobet sein Namen”
18 Recitative (Alto): “Der Herold kömmte und meldt den König an”
19 Aria (Alto): “Kommt, ihr angefochtnen Sünder”
20 Chorale: “Eine Stimme läßt sich hören”
Secunda pars
21 Recitative (Bass): “So bist du denn, mein Heil, bedacht”
22 Aria (Bass): “Ich will nun hassen und alles lassen”
23 Recitative (Soprano): “Und ob wohl sonst der Unbestand”
24 Aria (Soprano): “Eilt, ihr Stunden, kommt herbei”
25 Recitative (Tenor): “Geduld”
26 Chorus: “Freue dich, geheilgte Schar”
COMPACT DISC 2 62:43 Missa in F, BWV 233
1 Kyrie Chor us
2 Gloria Chorus
3 Domine Deus Bass
4 Qui tollis Soprano
5 Quoniam Alto
6 Cum Sancto Spiritu Chorus
Missa in A, BWV 234
7 Kyrie Chor us
8 Gloria Chorus
9 Domine Deus Bass
10 Qui tollis Soprano
11 Quoniam Alto
12 Cum Sancto Spiritu Chor us
Appendix:
Wilhelm Friedemann Bach: Gaudete omnes populi, F103
(Latin version of BWV 80)
13 Chorus: Gaudete omnes populi
14 Chorus: Manebit verbum Domini
COMPACT DISC 3 Angenehmes Wiederau, freue dich in deinen Auen BWV 30a
Dramma per musica zur Huldigung Johann Christian von Hennickes
1 Chorus: “Angenehmes Wiederau, freue dich in deinen Auen”
2 Recitative (Bass): “So ziehen wir in diesem Hause”
3 Aria (Bass): “Willkommen im Heil, willkommen in Freuden” 4:39 4 Recitative (Alto): “Da heute dir, gepriesner Hennikke” 0:35 5 Aria (Alto): “Was die Seele kann ergötzen”
6 Recitative (Bass): “Und wie ich jederzeit bedacht”
7 Aria (Bass): “Ich will dich halten und mit dir walten”
8 Recitative (Soprano): “Und obwohl sonst der Unbestand”
9 Aria (Soprano): “Eilt, ihr Stunden, wie ihr wollt”
10 Recitative (Tenor): “So recht! Ihr seid mir werte Gäste”
11 Aria (Tenor): “So wie ich die Tropfen zolle”
12 Recitative (S, A, T, B): “Drum, angenehmes Wiederau”
13 Chorus: “Angenehmes Wiederau, prange nun in deinen Auen!”
Missa in g, BWV 235
14 Kyrie Chorus
15 Gloria Chorus
16 Gratias Ba ss
17 Domine Fili Alto
18 Qui tollis Tenor
19 Cum Sancto Spiritu
Sandrine Piau (BWV 30, 30a, 80), Johannette Zomer (BWV 233, 234) soprano
Bogna Bartosz, Nathalie Stutzmann (BWV 80) al o
Jörg Dürmüller (BWV 2336), James Gilchrist (BWV 30, 80) Christoph Prégardien (BWV 30a) tenor
Klaus Mertens bass
COMPACT DISC 1 Was Gott tut, das ist wohlgetan (III) BWV 100
Unspecified occasion
1 Chorale [Versus 1]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, es bleibt grerecht sein Wille”
2 Aria (Duet: A, T) [Versus 2]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, er wird mich nicht betrüben”
3 Aria (S) [Versus 3]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, er wird mich wohl bedenken”
4 Aria (B) [Versus 4]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, er ist mein Licht, mein Leben”
5 Aria (A) [Versus 5]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, muß ich den Kelch gleich schmecken”
6 Chorale [Versus ultimus]: “Was Gott tut, das ist wohlgetan, darbei will ich verbleiben”
Bekennen will ich seinen Namen BWV 200
Aria, probably from a cantata Unspecified occasion
7 Aria (Alto): “Bekennen will ich seinen Namen”
Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ BWV177
Dominica 4 post trinitatis
4. Sonntag nach Trinitatis –
8 Chorus [Versus 1]: “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”
9 Aria (Alto) [Versus 2J: “Ich bitt noch mehr, o Herre Gott”
10 Aria (Soprano) [Versus 3]: “Verleih, daß ich aus Herzensgrund”
11 Aria (Tenor) [Versus 4]: “Laß mich kein Lust noch Furcht von dir”
12 Chorale [Versus 5]: “Ich lieg im Streit und widerstreb”
Dem Gerechten muß das Licht BWV 195
Wedding Cantata –
13 Chorus: “Dem Gerechten muß das Licht”
14 Recitative (Bass): “Dem Freudenlicht gerechter Frommen”
15 Aria (Bass): “Rühmet Gottes Gut und Treu”
16 Recitative (Soprano): “Wohlan, so knüpfet denn ein Band”
17 Chorus (Soli S, A, T, B and Choir): “Wir kommen, deine Heiligkeit”
18 Chorale: “Nun danket all und bringet Ehr”
COMPACT DISC 2 Wachet auf, ruft uns die Stimme BWV 140
Dominica 27 post trinitatis
1 Chorale: “Wachet auf, ruft uns die Stimme”
2 Recitative (Tenor): “Er kommt, er kommt”
3 Aria (Duet: Soprano, Bass): “Wenn kömmst du, mein Heil”
4 Chorale (Tenors): “Zion hört die Wächter singen”
5 Recitative (Bass): “So geh herein zu mir”
6 Aria (Duet: Soprano, Bass): “Mein Freund ist mein”
7 Chorale: “Gloria sei dir gesungen”
O ewiges Feuer, o Ursprung der Liebe BWV 34
Feria 1 Pentecostes
8 Chorus: “O ewiges Feuer, o Ursprung der Liebe”
9 Recitative (Tenor): “Herr, unsre Herzen halten dir”
10 Aria (Alto): “Wohl euch, ihr auserwählten Seelen”
11 Recitative (Bass): “Erwählt sich Gott die heiigen Hütten
12 Chorus: “Friede über Israel”
Lobe den Herrn, meine Seele BWV 143
Festo Circumcisionis Christi For the Feast of the Circumcision
13 Chorus: “Lobe den Herrn, meine Seele”
14 Chorale (Sopranos): “Du Friedefürst, Herr Jesu Christ”
15 Recitative (Tenor): “Wohl dem, des Hülfe der Gott Jakob ist”
16 Aria (Tenor): “Tausendfaches Unglück”
17 Aria (Bass): “Der Herr ist König”
18 Aria (Tenor): “Jesu, Retter deiner Herde”
19 Chorus with Chorale: “Halleluja. Gedenk, Herr, jetzund an dein Amt”
Der Friede sei mit dir BWV 158
Feria 3 Paschatos
20 Recitative (Bass): “Der Friede sei mit dir”
21 Aria (Bass) and Chorale (Sopranos): “Welt, ade, ich bin dein Müde”
22 Recitative (Bass): “Nun Herr, regiere meinen Sinn”
23 Chorale: “Hier ist das rechte Osterlamm”
COMPACT DISC 3 Gott ist unsre Zuversicht BWV 197
Wedding Cantata 4
1 Chorus: “Gott ist unsre Zuversicht”
2 Recitative (Bass): “Gott ist und bleibt der beste Sorger”
Aria (Alto): “Schläfert allen Sorgenkummer”
4 Recitative (Bass): “Drum folget Gott und seinem Triebe”
5 Chorale: “Du süße Lieb, schenk uns deine Gunst”
6 Aria (Bass): “O du angenehmes Paar”
7 Recitative (Soprano): “So wie es Gott mit dir”
8 Aria (Soprano): “Vergnügen und Lust, Gedeihen und Heil”
9 Recitative (Bass): “Und dieser frohe Lebenslauf”
10 Chorale: “So wandelt froh auf Gottes Wegen”
In allen meinen Taten BWV 97
Unspecified occasion –
11 Chorus [Versus 1]: “In allen meinen Taten”
12 Aria (Bass) [Versus 2]: “Nichts ist es spat und frühe”
13 Recitative (Tenor) [Versus 3]: “Es kann mir nichts geschehen”
14 Aria (Tenor) [Versus 4]: “Ich traue seiner Gnaden”
15 Recitative (Alto) [Versus 5]: “Er wolle meiner Sünden”
16 Aria (Alto) [Versus 6]: “Leg ich mich späte nieder”
17 Aria (Duet: Soprano, Bass) [Versus 7]: “Hat er es denn beschlossen”
18 Aria (Soprano) [Versus 8]: “Ihm hab ich mich ergeben”
19 Chorale [Versus ultimus]: “So sei nun, Seele, deine”
O Jesu Christ, meins Lebens Licht BWV 118
Motette (“Trauermusik”)
20 Chorus: “O Jesu Christ, meins Lebens Licht”
Gloria in excelsis Deo BWV 191
Festo Nativitatis Christi
21 Chorus: “Gloria in excelsis Deo”
22 Aria (Duet: Soprano, Tenor): “Gloria Patri et Filio”
23 Chorus: “Sicut erat in principio”
Herr Gott, Beherrscher aller Dinge BWV 120a
(Reconstruction movements 1-4: Ton Koopman)
Wedding Cantata –
1 Chorus: “Herr Gott, Beherrscher aller Dinge”
2 Recitative (Bass, Tenor) and Chorus: “Wie wunderbar, o Gott, sind deine Werke”
3 Aria (Soprano): “Leit, o Gott, durch deine Liebe”
Secunda parte post copulationem
4 Sinfonia: Presto
5 Recitative (Tenor) and Chorus: “Herr Zebaoth, Herr, unsrer Väter Gott”
6 Aria (Duet: Alto, Tenor): “Herr, fange an und sprich den Segen”
7 Recitative (Bass): “Der Herr, Herr unser Gott”
8 Chorale: “Lobe den Herren, der deinen Stand sichtbar gesegnet”
Ich steh mit einem Fuß im Grabe BWV 156
Dominica 3 post Epiphanias
9 Sinfonia: Adagio
10 Aria (Alto) and Chorale (Sopranos): “Ich steh mit einem Fuß im Grabe”
11 Recitative (Bass): “Mein Angst und Not”
12 Aria (Alto): “Herr, was du willt, soll mir gefallen”
13 Recitative (Bass): “Und willst du, daß ich nicht soll kranken”
14 Chorale: “Herr, wie du willt, so schicks mit mir”
Alles mit Gott und nichts ohn’ ihn BWV 1127 “Aria Soprano Solo è Ritornello”
[discovered Spring 2005] For the 53rd birthday of Duke Wilhelm Ernst – Am 53. Ge
15 Aria (Soprano): “Alles mit Gott und nichts ohn’ ihn” (Strophes 1, 4, 8, 12)
COMPACT DISC 2
Man singet mit Freuden vom Sieg BWV 149
Festo Michaelis
1 Chorus: “Man singet mit Freuden vom Sieg”
2 Aria (Bass): “Kraft und Stärke sei gesungen”
3 Recitative (Alto): “Ich fürchte mich vor tausend Feinden nicht”
4 Aria (Soprano): “Gottes Engel weichen nie”
5 Recitative (Tenor): “Ich danke dir, mein lieber Gott”
6 Aria (Duet: Alto, Tenor): “Seid wachsam, ihr heiligen Wächter”
7 Chorale: “Ach Herr, laß dein lieb Engelein”
Wär Gott nicht mit uns diese Zeit BWV 14
Dominica 4
8 Chorus: “Wär Gott nicht mit uns diese Zeit”
9 Aria (Soprano): “Unsre Stärke heißt zu schwach”
10 Recitative (Tenor): “Ja, hätt es Gott nur zugegeben”
11 Aria (Bass): “Gott, bei deinem starken Schützen”
12 Chorale: “Gott Lob und Dank, der nicht zugab”
Wir danken dir, Gott, wir danken dir BWV 29
Inauguration of the New Town Council
13 Sinfonia: Presto
14 Chorus: “Wir danken dir, Gott, wir danken dir”
15 Aria (Tenor): “Halleluja, Stärk und Macht”
16 Recitative (Bass): “Gott Lob! es geht uns wohl!”
17 Aria (Soprano): “Gedenk an uns mit deiner Liebe”
18 Recitative (Alto) and Chorus: “Vergiß es ferner nicht”
19 Arioso (Alto): “Halleluja, Stärk und Macht”
20 Chorale: “Sei Lob und Preis mit Ehren”
Nun danket alle Gott BWV 192
Reconstruction of the horn- and tenor parts in movements 1 & 3 by Ton Koopman
Unspecified occasion
21. Chorus: “Nun danket alle Gott”
22. Aria (Duet: Soprano, Bass): “Der ewig reiche Gott”
23. Chorus: “Lob, Ehr und Preis sei Gott”
COMPACT DISC III
Gott, man lobet dich in der Stille BWV 120
Inauguration of the New Town Council
1 Aria (Alto): “Gott, man lobet dich in der Stille”
2 Chorus: “Jauchzet, ihr erfreuten”
3 Recitative (Bass): “Auf! du geliebte Lindenstadt”
4 Aria (Soprano): “Heil und Segen soll und muß”
5 Recitative (Tenor): “Nun, Herr, so weihe selbst das Regiment”
6 Chorale: “Nun hilf uns, Herr, den Dienern dein”
Lobet Gott in seinen Reichen BWV 11
Oratorium Festo Ascensionis Christi
7 Chorus: “Lobet Gott in seinen Reichen”
8 Recitative (Tenor): “Der Herr Jesus hub seine Hände auf”
9 Recitative (Bass): “Ach, Jesu, ist dein Abschied schon so nah?”
10 Aria (Alto): “Ach, bleibe doch, mein liebstes Leben”
11 Recitative (Tenor): “Und ward aufgehaben zusehends”
12 Chorale: “Nun lieget alles unter dir”
13 a. Recitative (Tenor, Bass): “Und da sie ihm nachsahen”
b. Recitative (Alto): “Ah ja! So komme bald zurück”
c. Recitative (Tenor): “Sie aber beteten ihn an”
14 Aria (Soprano): “Jesu, deine Gnadenblicke”
15 Chorale: “Wenn soll es doch geschehen”
Es ist das Heil uns kommen her BWV 9
Dominica 6 post trinitatis
16 Chorus: “Es ist das Heil uns kommen her”
17 Recitative (Bass): “Gott gab uns ein Gesetz”
18 Aria (Tenor): “Wir waren schon zu tief gesunken”
19 Recitative (Bass): “Doch mußte das Gesetz erfüllet werden”
20 Aria (Duet: Soprano, Alto): “Herr, du siehst statt guter Werke”
21 Recitative (Bass): “Wenn wir die Sünd’ aus dem Gesetz erkennen”
22 Chorale: “Ob sich’s anließ, als wollt’ er nicht”
Der Herr ist mein getreuer Hirt BWV 112
Dominica Misericordia Domini
23 Chorus: “Der Herr ist mein getreuer Hirt”
24 Aria (Alto): “Zum reinen Wasser er mich weist”
25 Recitativo, Arioso (Bass): “Und ob ich wandert im finstern Tal”
26 Aria (Duet: Soprano, Tenor): “Du bereitest für mir einen Tisch”
27 Chorale: “Gutes und die Barmherzigkeit”
Sandrine Piau Johannette Zomer (BWV 14); Lisa Larsson (BWV 1127) soprano
Bogna Bartosz, Nathalie Stutzmann (BWV 120a) alto
James Gilchrist, Christoph Prégardien (BWV 112, 149) tenor
Klaus Mertens bass
“Ich armer Mensch, ich Sündenknecht” BWV 55
Dominica 22 post Trinitatis
01 Aria (Tenor): “Ich armer Mensch, ich Sündenknecht”
02 Recitative (Tenor): “Ich habe wider Gott gehandelt”
03 Aria (Tenor): “Erbarme dich, laß die Tränen dich erweichen”
04 Recitative (Tenor): “Erbarme dich! Jedoch nun tröst ich mich”
05 Chorale: “Bin ich gleich von dir gewichen”
“Wer sich selbst erhöhet, der soll erniedriget werden” BWV 47
Dominica 17 post Trinitatis
06 Chorus: “Wer sich selbst erhöhet”
07 Aria (Soprano): “Wer ein wahrer Christ will heißen”
08 Recitative (Bass): “Der Mensch ist Kot, Staub, Asch und Erde”
09 Aria (Bass): “Jesu, beuge doch mein Herze”
10 Chorale: “Der zeitlichen Ehrn will ich gern entbehrn”
“Ich lasse dich nicht, du segnest mich denn” BWV 157
Festo Purificationis Mariae
11 Duet (Tenor, Bass): “Ich lasse dich nicht”
12 Aria (Tenor): “Ich halte meinen Jesum feste”
13 Recitative (Tenor): “Mein lieber Jesu du”
14 Aria and Recitative (Bass): “Ja, ja, ich halte Jesum feste”
15 Chorale: “Meinen Jesum laß ich nicht”
“Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist” BWV 45
Dominica 8 post Trinitatis
Erster Teil
16 Chorus: “Es ist dir gesagt, Mensch, was gut ist”
17 Recitative (Tenor): “Der Höchste läßt mich seinen Willen wissen”
18 Aria (Tenor): “Weiß ich Gottes Rechte”
Zweiter Teil
19 Arioso (Bass): “Es werden viele zu mir sagen”
20 Aria (Alto): “Wer Gott bekennt aus wahrem Herzensgrund”
21 Recitative (Alto): “So wird denn Herz und Mund”
22 Chorale: “Gib, daß ich tu mit Fleiß”
Appendix: “Wer sich selbst erhöhet, der soll erniedriget werden” BWV 47
COMPACT DISC II
“Falsche Welt, dir trau ich nicht” BWV 52
Dominica 23 post Trinitatis
1 Sinfonia
2 Recitative (Soprano): “Falsche Welt, dir trau ich nicht”
3 Aria (Soprano): “Immerhin, wenn ich gleich verstoßen bin”
4 Recitative (Soprano): “Gott ist getreu!”
5 Aria (Soprano): “Ich halt es mit dem lieben Gott”
6 Chorale: “In dich hab ich gehoffet, Herr”
“Es wartet alles auf dich” BWV 187
Dominica 7 post Trinitatis
Erster Teil
7 Chorus: “Es wartet alles auf dich”
8 Recitative (Bass): “Was Kreaturen hält das große Rund der Welt!”
9 Aria (Alto): “Du Herr, du krönst allein das Jahr mit deinem Gut”
Zweiter Teil
10 Aria (Bass): “Darum sollt ihr nicht sorgen”
11 Aria (Soprano): “Gott versorget alles Leben”
12 Recitative (Soprano): “Halt ich nur fest an ihm”
13 Chorale: “Gott hat die Erde zugericht”
“Süßer Trost, mein Jesus kömmt” BWV 151
Feria 3 Nativitatis Christi
14 Aria (Soprano): “Süßer Trost, mein Jesus kömmt”
15 Recitative (Bass): “Erfreue dich, mein Herz”
16 Aria (Alto): “In Jesu Demut kann ich Trost”
17 Recitative (Tenor): “Du teurer Gottessohn”
8 Chorale: “Heut´ schleußt er wieder auf die Tür”
“Was Gott tut, das ist wohlgetan” BWV 98
Dominica 21 post Trinitatis
19 Chorus: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
20 Recitative (Tenor): “Ach Gott! Wenn wirst du mich einmal”
21 Aria (Soprano): “Hört, ihr Augen, auf zu weinen”
22 Recitative (Alto): “Gott hat ein Herz, das des Erbarmens Überfluß”
23 Aria (Bass): “Meinen Jesum laß ich nicht”
COMPACT DISC III
“Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren” BWV 137
Dominica 12 post Trinitati
1 Chorus: “Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren”
2 Aria-Chorale (Altos): “Lobe den Herren, der alles so herrlich regieret”
3 Aria (Soprano, Bass): “Lobe den Herren, der künstlich und fein
4 Aria (Tenor): “Lobe den Herren, der deinen Stand sichtbar gesegnet”
5 Chorale: “Lobe den Herren, was in mir ist, lobe den Namen”
“Ihr, die ihr euch von Christo nennet” BWV 164
Dominica 13 post Trinitatis
6 Aria (Tenor): “Ihr, die ihr euch von Christo nennet”
7 Recitative (Bass): “Wir hören zwar, was selbst die Liebe spricht”
8 Aria (Alto): “Nur durch Lieb und durch Erbarmen”
9 Recitative (Tenor): “Ach, schmelze doch durch deinen Liebesstrahl”
10 Aria (Soprano, Bass): “Händen, die sich nicht verschließen”
11 Chorale: “Ertöt uns durch dein Güte”
Erster Teil
12 Chorus: “Schwingt freudig euch empor”
13 Chorale (Soprano, Alto): “Nun komm, der Heiden Heiland”
Aria (Tenor): “Die Liebe zieht mit sanften Schritten”
15 Chorale: “Zwingt die Saiten in Cythara”
Zweiter Teil
16 Aria (Bass): “Wilkommen werter Schatz”
17 Chorale (Tenor): “Der du bist dem Vater gleich”
18 Aria (Soprano): “Auch mit gedämpften, schwachen Stimmen”
19 Chorale: “Lob sei Gott dem Vater, gton”
Johannette Zomer, Sandrine Piau, Sibylla Rubens soprano
Bogna Bartosz alto
Christoph Prégardien, James Gilchrist tenor
Klaus Mertens bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN
Gelobet sei der Herr, mein Gott BWV 129
Festo Trinitatis At the Feast of Trinity
1 Chorus: “Gelobet sei der Herr, mein Gott, mein Licht”
2 Aria (Bass): “Gelobet sei der Herr, mein Gott, mein Heil”
3 Aria (Soprano): “Gelobet sei der Herr, mein Gott, mein Trost”
4 Aria (Alto): “Gelobet sei der Herr, mein Gott, der ewig lebet”
5 Chorale: “Dem wir das Heilig itzt mit Freuden lassen klingen”
Sehet, wir gehn hinauf gen Jerusalem BWV 159
Dominica Estomihi
6 Arioso and Recitative (Bass, Alto): “Sehet! Komm, schaue doch, mein Sinn”
7 Aria with Chorale (Alto, Sopranos): “Ich folge dir nach”
8 Recitative (Tenor): “Nun will ich mich, mein Jesu”
9 Aria (Bass): “Es ist vollbracht”
10 Chorale: “Jesu, deine Passion ist mir lauter Freude”
Ich liebe den Höchsten von ganzem Gemüte BWV 174
Feria 2 Pentecostes
11 Sinfonia
12 Aria (Alto): “Ich liebe den Höchsten von ganzem Gemüte”
13 Recitative (Tenor): “O Liebe, welcher keine gleich!”
14 Aria (Bass): “Greifet zu, fasst das Heil, ihr Glaubenshände”
15 Chorale: “Herzlich lieb hab ich dich, o Herr”
Alles nur nach Gottes Willen BWV 72
Dominica 3 post Epiphanias
16 Chorus: “Alles nur nach Gottes Willen”
17 Recitative and Arioso (Alto): “O selger Christ, der allzeit seinen Willen”
18 Aria (Alto): “Mit allem, was ich hab und bin”
19 Recitative (Bass): “So glaube nun!”
20 Aria (Soprano): “Mein Jesus will es tun”
21 Chorale: “Was mein Gott will, das gescheh allzeit”
COMPACT DISC II
Gott, wie dein Name, so ist auch dein Ruhm BWV 171
Festo Circumcisionis Christi
1 Chorus: “Gott, wie dein Name, so ist auch dein Ruhm”
2 Aria (Tenor): “Herr, so weit die Wolken gehen, gehet deines Namens Ruhm”
3 Recitative (Alto): “Du süsser Jesus Name du”
4 Aria (Soprano): “Jesus soll mein erstes Wort in dem neuen Jahre heissen”
5 Recitative (Bass): “Und da du, Herr, gesagt”
6 Chorale: “Lass uns das Jahr vollbringen zu Lob dem Namen dein”
Jauchzet Gott in allen Landen BWV 51
Dominica 15 post Trinitatis et in ogni tempo
7 Aria (Soprano): “Jauchzet Gott in allen Landen”
8 Recitative (Soprano): “Wir beten zu dem Tempel an”
9 Aria (Soprano): “Höchster, mache deine Güte ferner alle Morgen neu”
10 Chorale / Aria (Soprano): “Sei Lob und Preis mit Ehren / Halleluja”
Ich lebe, mein Herze, zu deinem Ergötzen BWV 145
Feria 3 Paschatos
11 Aria (Duet Soprano, Tenor): “Ich lebe, mein Herze, zu deinem Ergötzen”
12 Recitative (Tenor): “Nun fordre, Moses, wie du willt”
13 Aria (Bass): “Merke, mein Herze, beständig nur dies”
14 Recitative (Soprano): “Mein Jesus lebt”
15 Chorale: “Drum wir auch billig fröhlich sein”
Ich habe meine Zuversicht BWV 188
Dominica 21 post Trinitatis
16 Sinfonia (reconstruction: Ton Koopman)
17 Aria (Tenor): “Ich habe meine Zuversicht”
19 Recitative (Bass): “Gott meint es gut mit jedermann”
20 Aria (Alto): “Unerforschlich ist die Weise”
21 Recitative (Soprano): “Die Macht der Welt verlieret sich”
22 Chorale: “Auf meinen lieben Gott trau ich in Angst und Not”
COMPACT DISC III
Sehe, ich will viel Fischer aussenden BWV 88
Dominica 5 post Trinitatis
First Part
1 Aria (Bass): “Siehe, ich will viel Fischer aussenden”
2 Recitative (Tenor): “Wie leichtlich könnte doch der Höchste uns entbehren”
3 Aria (Tenor): “Nein, nein! Gott ist alle Zeit geflissen”
Second Part
4 Recitative (Tenor): “Jesus sprach zu Simon”
5 Arioso (Bass): “Fürchte dich nicht”
6 Aria (Duet Soprano, Alto): “Beruft Gott selbst”
7 Recitative (Soprano): “Was kann dich denn in deinem Wandel schrekken”
8 Chorale: “Sing, bet und geh auf Gottes Wegen”
Sei Lob und Ehr den höchsten Gut BWV 117
Unspecified occasion – Ohne Bestimmung
9 Chorus: “Sei Lob und Ehr dem höchsten Gut”
10 Recitative (Bass): “Es danken dir die Himmelsheer”
11 Aria (Tenor): “Was unser Gott geschaffen hat”
12 Chorale: “Ich rief dem Herrn in meiner Not”
13 Recitative (Alto): “Der Herr ist noch und nimmer nicht”
14 Aria (Bass): “Wenn Trost und Hülf ermangeln muss”
15 Aria (Alto): “Ich will dich all mein Leben lang”
16 Recitative (Tenor): “Ihr, die ihr Christi Namen nennt”
17 Chorale: “So kommet vor sein Angesicht”
Ihr Tore zu Zion BWV 193 (Reconstruction: Ton Koopman)
Inauguration of the New Town Council
18 Chorus: “Ihr Tore zu Zion”
19 Recitative (Soprano): “Der Hüter Israel entschläft noch schlummert nicht”
20 Aria (Soprano): “Gott, wir danken deiner Güte”
21 Recitative (Alto): “O Leipziger Jerusalem”
22 Aria (Alto): “Sende Herr, den Segen ein”
23 Recitative (Bass): “Nun, Herr, so weihe selbst das Regiment”
24 Chorus: “Ihr Tore zu Zion”
PUBLICADO POR FDP BACH EM 21/7/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 22/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250
NOTA DE VASSILY: o colega FDP Bach publicou os três últimos discos da integral das sonatas para piano de Beethoven com Gulda numa só postagem. Tomei a liberdade de dividi-la em três partes, uma para cada disco – e, quando vocês ouvirem a “Appassionata” de Gulda, talvez me deem razão, querendo algum sossego para os ouvidos inquietos. Ainda assim, guardem um pouquinho de tímpanos para a Op. 78 – uma das melhores de toda a série, e das preferidas do próprio Beethoven – e para uma Op. 81a com uma constrição e expressividade que refutam alguns dos estereótipos que atribuíam à consumada arte do doidão vienense.
POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH ACERCA DOS TRÊS ÚLTIMOS DISCOS:
Muito bem, vamos acabar com esta coleção. Nem preciso dizer que são imperdíveis, e Gulda se consolida definitivamente como um grande intérprete de Beethoven.
O sétimo cd começa apenas com a “Apassionata“, um marco da linguagem pianística, e também uma prova de fogo para qualquer pianista. Começa a 150 km/h e termina a 300 km/h, com uma das mais sensacionais páginas do piano. Simplesmente fantástico o que Ludwig conseguiu fazer aqui. Eis o que meu biógrafo favorito de Beethoven, Maynard Solomon, escreveu esta sonata e sobre a Waldstein:
“Com as Sonatas Waldstein e Appassionata op. 53 e 57, compostas principalmente em 1804-1805, Beethoven transpôs irrevogavelmente as fronteiras do estilo pianístico clássico, criando sonoridades e tessituras que nunca haviam sido antes obtidas. Ele deixou de limitar as dificuldades técnicas de suas sonatas para permitir a execução por amadores competentes mas, pelo contrário, dilatou as potencialidades do instrumento e da técnica até os seus limites exteriores. As dinâmicas foram grandemente ampliadas; as cores são fantásticas e luxuriantes, aproximando-se de sonoridades quase orquestrais. Por esta razão, Lens chamou Waldstein “uma sinfonia heróica para piano“. A Apassionata – a qual a par de op. 78 foi a sonata favorita de Beethoven até o seu op. 106 – suscitou comparações com o Inferno de Dante, com o Rei Lear e Macbeth, e com as tragédias de Corneille, Cada uma das sonatas é em três movimentos, mas em ambos os casos _especialmente no op. 53 – os movimentos lentos estão organicamente ligados aos finales, de modo a dar a impressão de obras em dois movimentos ampliados. Enquanto a Waldstein fecha sobre a típica nota beethoveniana de jubilosa transcendência, a Apassionata mantém do começo ao fim uma incomum atmosfera trágica. (…)” Este mesmo sétimo cd ainda traz outra pintura, a Sonata Les Adieux .
Alguém talvez possa estranhar a leitura de Gulda, que explora outras possibilidades em sua interpretação, principalmente aqueles que, como eu, são absolutamente viciados na Apassionata e que conhecem diversas outras versões, como os clássicos Kempff, Brendel e Gilels, falando dos antigos, ou mais recentemente, Paul Lewis. Mas basta prestarem atenção que os senhores entenderão a proposta deste grande pianista, Friedrich Gulda.
A partir do oitavo cd o bicho pega, e aí definitivamente é coisa de gente grande. Hammerklavier”, op. 106, nas palavras de Solomon citadas acima a favorita do próprio Beethoven, e as últimas três, de op. 109, op. 110 e op. 111.
Sem temer ser redundante, tratam-se de três cds absolutamente “IM-PER-DÍ-VEIS” !!!
CD 7
1 Sonata No.23 in F minor Op.57 ”Appassionata” (1804-05) – 1. Allegro assai
2 Sonata No.23 in F minor Op.57 ”Appassionata” (1804-05) – 2. Andante con moto
3 Sonata No.23 in F minor Op.57 ”Appassionata” (1804-05) – 3. Allegro ma non troppo – Presto
4 Sonata No.24 in F-sharp major Op.78 ”A Thérèse” (1809) – 1. Adagio cantabile – Allegro ma non troppo
5 Sonata No.24 in F-sharp major Op.78 ”A Thérèse” (1809) – 2. Allegro vivace
6 Sonata No.25 in G major Op.79 (1809) – 1. Presto alla tedesca
7 Sonata No.25 in G major Op.79 (1809) – 2. Andante
8 Sonata No.25 in G major Op.79 (1809) – 3. Vivace
9 Sonata No.26 in E-flat major Op.81a ”Les Adieux” (1809-10) – 1. Adagio – Allegro
10 Sonata No.26 in E-flat major Op.81a ”Les Adieux” (1809-10) – 2. Andante Espressivo
11 Sonata No.26 in E-flat major Op.81a ”Les Adieux” (1809-10) – 3. Vivacissimamente – Poco andante
12 Sonata No.27 in E minor Op.90 (1814) – 1. ”mit Lebhaftigkeit und majorchaus mit Empfindung und Ausdruck”
13 Sonata No.27 in E minor Op.90 (1814) – 2. ”nicht zu geschwind und sehr singbar vorzutragen”
Trago hoje uma das melhores gravações do Concerto para Violino de Beethoven que já tive a oportunidade de ouvir. Não foi a primeira gravação que tive desta obra, mas provavelmente a segunda ou terceira. Sei lá, já faz bastante tempo.
Por algum motivo inexplicável, Shlomo Mintz pouco apareceu aqui no PQPBach. Nasceu em Moscou em 1957 mas com apenas dois anos de idade seus pais se mudaram para Israel. Violinista virtuose, teve Isaac Stern como mentor. E foi com a Filarmônica de Israel que estreou como solista, com apenas 11 anos de idade. Atualmente se apresenta tanto como solista quanto como como maestro aclamado. É com certeza um dos grandes violinistas que surgiram a partir do último quarto do século XX.
Este registro que ora vos trago é histórico. Ele está ao lado de Giuseppe Sinopoli, que aqui dirige a Philharmonia Orchestra. Vale e muito sua audição.
Para completar o CD, temos também os dois Romances para Violino.
Mais um CD que leva o registro de qualidade PQPBach de IM-PER-DÍ-VEL !!!
01. Violin Concerto In D, Op.61 – 1. Allegro ma non troppo – Cadenza Fritz Kreisler
02. Violin Concerto In D, Op.61 – 2. Larghetto – Cadenza Fritz Kreisler
03. Violin Concerto In D, Op.61 – 3. Rondo. Allegro – Cadenza Fritz Kreisler
04. Violin Romance No.1 in G major, Op.40
05. Violin Romance No.2 in F major, Op.50
Shlomo Mintz – Violin
Philharmonia Orchestra
Giuseppe Sinopoli – Conductor
PUBLICADO POR FDP BACH EM 11/7/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 21/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250
NOTA DE VASSILY: a trinca do Op. 31 é aqui concluída com a sonata em Mi bemol maior, em cuja pujança Gulda se esbalda. Segue o minipar de sonatas do Op. 49, das quais a de no. 2 é tão fácil que até eu a conseguia tocar, que mal e mal servem como um modesto prelúdio para a genial “Waldstein”, que deveria terminar o disco, mas só não o faz porque a Amadeo resolveu nele atochar também a concisa, enigmática Op. 54.
POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:
Hoje é dia de Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais, e resolvi ficar em casa, claro que com a autorização do chefe, ouvindo Friedrich Gulda, sempre impecável, encarando o repertório beethoveniano, e dar uma geral na minha bagunça.
Aliás, quando contei para minha esposa, que está viajando, que ia receber a visita do Carlinus, ela se exasperou: você está recebendo seu amigo no meio daquela bagunça? O Carlinus, educado e diplomático como só ele consegue ser, apenas sorriu quando falei do comentário dela, e mais tarde elogiou como organizo meus arquivos nos trocentos terabytes que tenho de material, até já perdi a conta. Mas é curioso como a cabeça da gente funciona: não sei tudo o que tenho, mas sei o que não tenho. Vai entender…
Mas vamos ao que interessa…
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 1. Allegro
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 2. Scherzo – Allegretto vivace
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 3. Menuetto – Moderato e grazioso
Sonata No.18 in E-flat major Op.31-3 (1801-02) – 4. Presto con fuoco
Sonata No.19 in G minor Op.49-1 (1795-1798) – 1. Andante
Sonata No.19 in G minor Op.49-1 (1795-1798) – 2. Rondo – allegro
Sonata No.20 in G major Op.49-2 (1705-1798) – 1. Allegro ma non troppo
Sonata No.20 in G major Op.49-2 (1705-1798) – 2. Tempo di Menuetto
Sonata No.21 in C major Op.53 ”Waldstein” (1803-04) – 1. Allegro con brio
Sonata No.21 in C major Op.53 ”Waldstein” (1803-04) – 2. Introduzione – Adagio molto
Sonata No.21 in C major Op.53 ”Waldstein” (1803-04) – 3. Rondo – Allegro moderato – Prestissimo
Sonata No.22 in F major Op.54 (1804) – 1. In tempo d’un Menuetto
Sonata No.22 in F major Op.54 (1804) – 2. Allegretto
PUBLICADO POR FDP BACH EM 2/7/2013, RESTAURADO POR VASSILY EM 20/1/2020, DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DOS 250 ANOS DE LUDWIG VAN BEETHOVEN – o #BTHVN250
NOTA DE VASSILY: neste disco, a ordenação das sonatas por parte da Amadeo acaba sendo, mais por coincidência do que por juízo, bastante feliz. Gulda abre os trabalhos com a ótima “Pastoral”, numa das melhores interpretações do ciclo, e prossegue com as duas primeiras da trinca do essencial Op. 31, talvez as primeiras sonatas com a linguagem beethoveniana, inconfundível, altamente pessoal com que Lud Van nos presentearia em suas melhores obras: a no. 1, em Sol maior, repleta de senso de humor, com seu Adagio grazioso altamente ornamentado e prolixo, e a obra-prima em Ré menor, a no. 2, apelidada de “Tempestade”, como o toró que caía sobre o telhado de FDP Bach enquanto ele preparava a postagem original, e não pouco afim a esta que ora encharca minhas redondezas.
POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH:
Pois bem, eis o quinto cd desta excelente integral de Gulda, e que traz outras duas peças fundamentais do repertório pianístico, a de op 28, “Pastorale”, e a de op. 31-2, intitulada “Der Sturm”. Pois foi uma legítima “Sturm” que me impediu de preparar essa postagem antes. Caiu uma tempestade violenta durante a madrugada e durante boa parte da manhã aqui em minha cidade. Com direito a raios e trovões.
Enfim, espero que gostem deste cd. Eu gosto, e muito. Como diria nosso colega Carlinus, uma boa apreciação. Com ou sem “Sturm”. Por aqui, ela voltou… e com toda a força.
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 1. Allegro
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 2. Andante
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 3. Scherzo – Allegro vivace
Sonata No.15 in D major Op.28 ”Pastorale” (1801) – 4. Rondo – Allegro ma non troppo
Sonata No.16 in G major Op.31-1 (1801-02) – 1. Allegro vivace
Sonata No.16 in G major Op.31-1 (1801-02) – 2. Adagio grazioso
Sonata No.16 in G major Op.31-1 (1801-02) – 3. Rondo – Allegretto – Adagio – Presto
Sonata No.17 in D minor Op.31-2 ”Der Sturm” (1801-02) – 1. Largo – Allegro
Sonata No.17 in D minor Op.31-2 ”Der Sturm” (1801-02) – 2. Adagio
Sonata No.17 in D minor Op.31-2 ”Der Sturm” (1801-02) – 3. Allegretto
08. Aria (Soprano): “Liebster Jesu, mein Verlangen”
09. Recitative (Bass): “Was ists, daß du mich gesuchet?”
10. Aria (Bass): “Hier in meines Vaters Stätte”
11. Recitative (Soprano, Bass): “Ach! heiliger und großer Gott”
12. Aria (Duet: Soprano, Bass): “Nun verschwinden alle Plagen”
13.Choral: “Mein Gott, öffne mir die Pforten”
“Ach Gott, wie manches Herzeleid” BWV 58 Dominica post Festum Circumcisionis Christ
14. Duetto (Soprano, Bass): “Ach Gott, wie manches Herzeleid”
15. Recitative (Bass): “Verfolgt dich gleich die arge Welt”
16. Aria (Soprano): “Ich bin vergnügt in meinem Leiden”
17. Recitative (Soprano): “Kann es die Welt nicht lassen”
18. Duet (Soprano, Bass): “Ich hab für mir ein schwere Reis”
“Ich bin vergnügt mit meinem Glücke” BWV 84 Dominica Septuagesima At the Sunday Septuagesima
19. Aria: “Ich bin vergnügt mit meinem Glücke”
20. Recitative: “Gott ist mir ja nichts schuldig”
21. Aria: “Ich esse mit Freuden mein weniges Brot”
22. Recitative: “Im Schweiße meine Angesichts”
23. Choral: “Ich leb indes in dir vergnüget”
COMPACT DISC 2
“Es erhub sich ein Streit” BWV 19 Festo Michaelis St. Michael and All Angel
01. Chorus: “Es erhub sich ein Streit”
02. Recitative (Bass): “Gottlob! der Drache liegt”
03. Aria (Soprano): “Gott schickt uns Mahanaim zu”
4. Recitative (Tenor): “Was ist der schnöde Mensch”
6. Recitative (Soprano): “Laßt uns das Angesicht”
7. Chorale: “Laß dein Engel mit mir fahren”
“Meine Seufzer, meine Tränen” BWV 13 dominica 2 post Epiphanias
08. Aria (Tenor): “Meine Seufzer, meine Tränen”
09. Recitative (Alto): “Mein liebster Gott läßt mich annoch”
10. Chorale: “Der Gott, der mir hat versprochen”
11. Recitative (Soprano): “Mein Kummer nimmet zu”
12. Aria (Bass): “Ächzen und erbärmlich Weinen”
13. Chorale: “So sei nun, Seele, deine”
“Ich will den Kreuzstab gerne tragen” BWV 56 Dominica 19 post Trinitatis
14. Aria (Bass): “Ich will den Kreuzstab gerne tragen”
15. Recitative (Bass): “Mein Wandel auf der Welt”
16. Aria (Bass): “Endlich wird mein Joch”
17. Recitative (Bass): “Ich stehe fertig und bereit”
18. Chorale: “Komm, o Tod, du Schlafes Bruder”
COMPACT DISC 3
“Geist und Seele wird verwirret” BWV 35 Dominica 12 post Trinitatis
Prima parte
01. Concerto
02. Aria (Alto): “Geist und Seele wird verwirret”
03. Recitative (Alto): “Ich wundre mich”
04. Aria (Alto): “Gott hat alles wohlgemacht”
Seconda parte
05. Sinfonia
06. Recitative (Alto): “Ach, starker Gott, laß mich doch dieses stets bedenken”
07. Aria (Alto): “Ich wünsche nur bei Gott zu leben”
“Wer Dank opfert, der preiset mich” BWV 17
Dominica 14 post Trinitatis
Prima parte
08. Chorus: “Wer Dank opfert, der preiset mich”
09. Recitative (Alto): “Es muß die ganze Welt”
10. Aria (Soprano): “Herr, deine Güte reicht”
Seconda parte
11. Recitative (Tenor): “Einer aber unter ihnen”
12. Aria (Tenor): “Welch Übermaß der Güte schenkst du mir!”
3. Recitative (Bass): “Sieh meinen Willen an”
4. Chorale: “Wie sich ein Vatr erbarmet”
“Selig ist der Mann” BWV 57 Dialogus Feria 2 Nativitatis Christi
15. Aria (Bass): “Selig ist der Mann”
16. Recitative (Soprano): “Ach! dieser süße Trost!”
17. Aria (Soprano): “Ich wünschte mir den Tod”
18. Recitative (Bass, Soprano): “Ich reiche dir die Hand”
9. Aria (Bass): “Ja, ich kann die Feinde schlagen”
20. Recitative (Bass, Soprano): “In meinem Schoß liegt Ruh’ und Leben”
21. Aria (Soprano): “Ich ende behende mein irdisches Leben”
22. Chorale: [Jesus]: “Richte dich, Liebste, nach meinem Gefallen und gläube”
Sandrine Piau, Johannette Zomer, Sibylla Rubens – Sopranos
Bogna Bartosz, Nathalie Stutzmann – Altos
Paul Agnew, Jörg Dürmüller, Christoph Prégardien – Tenor
Klaus Mertens – Bass