Banchieri (1558-1634), Telemann (1681-1767), Couperin (1727,1789), Schobert (1740?-1767) – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 17 de 29

Como somos todos pessoas de boa índole, perdoaremos a grande Harmonia Mundi o fato de ter montado um CD com obras tão esplêndidas — verdadeiras redescobertas — e tão díspares. No livrinho que acompanha a caixa de 29 CDs, os CDs numerados de 16 a 20 têm o título geral de “50 anos de Redescobertas”. OK, de acordo; meu desacordo é porque este CD 17 parece um daqueles LP dos anos 70 ou 80 que vinham com gatinhos na capa… Não, Banchieri nada tem a ver com Telemann; Couperin tem pouco a ver com o último e Schobert possui zero de intersecções com todos os anteriores. Não obstante, as obras são todas excelentes e os intérpretes idem.

Disc: 17

BANCHIERI: Barca di Venetia per Padova
1. L’Umor Svegliato –
2. Strepito Di Pescatori –
3. Parone Di Barca E Ninetta –
4. Barcaruolo A Pasaggieri –
5. Libraio Fiorentino –
6. Mastro Di Musica Luchese –
7. Cinque Cantori In Diversi Lengaggi –
8. Venetiano E Thedesco –
9. Madrigale Affetuoso –
10. Madrigale Capriccioso –
11. Mattinata In Dialogo –
12. Dialogo –
13. Mercante Bresciano Et Hebrei –
14. Madrigale Alla Romana –
15. Madrigale Alla Napolitana –
16. Prima Ottava All’Improviso Nel Liuto –
17. Seconda Ottava All’Improviso Nel Liuto –
18. Aria A Imitazione Del Radesca Alla Piamoniese –
19. Barcaruoli Procaccio E Tutti Al Fine –
20. Soldato Svaligiato –
Ensemble Clément Janequin – Dominique Visse

TELEMANN – Overture “La Bizzare”
21. Ouverture –
22. Courante –
23. Gavotte En Rondeau –
24. Branle –
25. Sarabande –
26. Fantaisie –
27. Menuet I – Menuet II –
28. Rossignol –
Akademie für Alte Musik Berlin

L. COUPERIN: Symphony for Harpsichords
29. Allegro Moderato Et Marque –
30. Andante –
31. Presto –
William Christie / David Fuller, cravos

SCHOBERT: Piano Quartet
32. Andante –
33. Menuetto –
34. Allegro –
Luciano Sgrizzi, pianoforte / Chiara Banchini e Véronique Méjean, violins / Philipp Bosbach, cello

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Georg Philip Telemann (1681-1767) – Oden 1741

Há 50 anos, o Grove`s dizia que Telemann tinha indiscutível habilidade para compor, mas que não tinha originado nada. Também o acusava de ser uma fatalmente inclinado ao superficialismo. Morderam a língua. Hoje sabe-se quão versátil e inventivo foi e agora descobre-se que ele é o verdadeiro pai do lied alemão, o que não é pouca coisa.

Aqui temos talvez a faceta mais desconhecida de Telemann, a do autor de lieder. Ele se sai muito bem. A música é simples, porém é variada e sóbria. Sim, são autênticos lieder — ainda chamados de Oden (Oden) — e valem a pena.

Telemann – Oden (1741) (TWV 25:86-109)

Ode No. 1: Indoctum se dulce bibenti
Ode No. 2: Die Vergnügung
Ode No. 3: Die Tugend
Ode No. 4: Der Schäfer
Ode No. 5: An den Schlaf
Ode No. 6: Der fröhliche Ausgeber
Ode No. 7: Wahre Vorzüge
Ode No. 8: Das Lachen
Ode No. 9: Trinklied
Ode No. 10: Der Mittelstand zwischen Reichtum und Armut
Ode No. 11: Vernünftige Lust
Ode No. 12: Der Wein
Ode No. 13: Jugendlust
Ode No. 14: Die schlechte Mahlzeit
Ode No. 15: An Doris
Ode No. 16: Ein guter Mut
Ode No. 17: Lob des Weins
Ode No. 18: Das vergnügte Schäferleben
Ode No. 19: Die Zufriedenheit
Ode No. 20: Die Genügsamkeit
Ode No. 21: Das Gesundheittrinken
Ode No. 22: Der Freund
Ode No. 23: Das Landleben
Ode No. 24: Der Sonderling

Klaus Mertens, baritone
Ludger Rémy, harpsichord [Bruce Kennedy, 2000, after Michael Mietke, Berlin, c1700]

Recorded in October 2001 at the Studio of DeutschlandRadio, Cologne, Germany DDD

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Georg Philipp Telemann –(1681-1767) – Concertos for Flute

Ah, Rampal…. !!! Que músico estupendo…!!! Certa vez um tio meu comentou, ao ouvi-lo tocar, que o seu sopro era um sopro divino, vinha diretamente dos pulmões de Deus. Aquilo me tocou, e passei a prestar mais atenção às suas interpretações. E confesso que tive de me render àquele comentário. Era um dom divino o que aquele gigante francês (gigante em todos os sentidos) tinha. O som divino, originado pelo sopro divino de sua flauta transcende o ar, preenche os ambientes, cobrindo cada fresta com toda a sensibilidade e sutileza. Um grande mestre, um grande músico, que com certeza faz parte da orquestra do céu, ao lado de Heifetz, Oystrack, Rostropovich entre tantos outros que já se foram, mas que deixaram sua marca indelével aqui na terra.

Não preciso então dizer, portanto, que novamente destaco o intérprete ao invés do compositor. E que compositores… serão três postagens com este gênio da flauta: um dedicado à Telemann, outro a Vivaldi e Bach e um terceiro dedicado à Mozart, sim, novamente ele, não posso deixar de postar suas gravações dos concertos de Mozart.

Comecemos, pois, por Telemann.

Georg Philipp Telemann –(1681-1767) – Concertos for Flute

01-Ouverture E Minor I-Ouverture

02-Ouverture E Minor_ II-Rigaudon

03-Ouverture E Minor_ III-Carillon

04-Ouverture E Minor_ IV-Air

05-Ouverture E Minor_ V-Menuet 1&2

06-Ouverture E Minor_ VI-Gigue

07-Concerto G Major_ I Allegro ma non Troppo

08-Concerto G Major_ II-Adagio

09-Concerto G Major_ III-Allegro

10-Concerto D Major_ I-Moderato

11-Concerto D Major_ II-Allegro

12-Concerto D Major_ III-Largo

13-Concerto D Major_ IV-Vivace

14-Concerto E Minor_ I-Allegro

15-Concerto E Minor_ II-Adagio

16-Concerto E Minor_ III-Presto

17-Concerto E Minor_ IV-Adagio & V-Allegro

Jean Pierre Rampal – Flute

Ferenc Liszt Chamber Orchestra

Janos Rolla – Conductor

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