G. F. Händel (1685-1759) / G. P. Telemann (1681-1767): Water Music (Música Aquática)

G. F. Händel (1685-1759) / G. P. Telemann (1681-1767): Water Music (Música Aquática)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Discaço da Hyperion. Robert King e seu King`s Consort estão perfeitamente à vontade com neste repertório bem inglês. Ouvir apenas esta versão do Minueto da Suite No.3 da Música Aquática de Händel, já equivale a várias sessões de análise.

A Música Aquática (Water Music) é uma coleção de movimentos orquestrais, frequentemente divididos em três suítes, compostas por George Frideric Händel. Sua estreia se deu em 17 de julho de 1717, após o rei Jorge I encomendar um concerto para ser execudado sobre o rio Tâmisa. O concerto foi executado originalmente por cerca de 50 músicos, situados sobre uma barca nas proximidades da barca real, a partir da qual o monarca escutava a peça com seus amigos mais próximos. As barcas se dirigiam a Chelsea ou Lambeth. O rei Jorge gostou tanto da música que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes durante o tempo do percurso.

Ao contrário de suítes de Handel, a obra de Telemann é um exemplo claro de música de programa no qual o autor tenta descrever a água através de cenas e personagens mitológicos associados a esse elemento.

G. F. Händel (1685-1759) / G. P. Telemann (1681-1767): Water Music

Händel
Water Music Suite No.1 for orchestra in F major, HWV 348
1 – Ouverture (Largo – Allegro) 3:18
2 – Adagio E Staccato 2:06
3 – (Allegro) – Andante – (Allegro) 7:20
4 – (Menuet) 2:55
5 – Air 2:31
6 – Menuet 2:30
7 – Bourrée 1:02
8 – Hornpipe 1:17
9 – Andante 4:19

Water Music Suite No.2 for orchestra in D major, HWV 349
10 – (Ouverture) 2:00
11 – Alla Hornpipe 2:58

Water Music Suite No.3 for orchestra in G major, HWV 350
12 – (Menuet) 3:03
13 – Rigaudon 2:42

Water Music Suite No.2 for orchestra in D major, HWV 349
14 – Lentement 2:03
15 – Bourrée 0:51

Water Music Suite No.3 for orchestra in G major, HWV 350
16 – Menuet (I) 1:00
17 – Menuet (II) 2:10
18 – (Country Dance I & II) 1:29

Water Music Suite No.2 for orchestra in D major, HWV 349
19 – (Trumpet Menuet) 1:22

Telemann
Wasser Overture, for 2 recorders, flute, 2 oboes, bassoon, strings & continuo in C major (“Hamburger Ebb und Fluth”), TWV 55:C3
20 – Ouverture 7:27
21 – Sarabande: Die Schlafende Thetis 2:08
22 – Bourrée: Die Erwachende Thetis 1:51
23 – Loure: Der Verliebte Neptunus 1:44
24 – Gavotte: Spielende Najaden 0:41
25 – Harlequinade: Der Schertzende Tritonus 1:05
26 – Der Stürmende Aeolus 2:09
27 – Menuet: Der Angenehme Zephir 2:45
28 – Gigue: Ebb’ Und Fluth 1:08
29 – Canarie: Die Lustigen Bots Leute 1:33

The King’s Consort
Robert King

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Música aquática
Música aquática

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Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) : Piano Concerto Op. 89 & Piano Concerto Op. 85

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) : Piano Concerto Op. 89 & Piano Concerto Op. 85

R-4903213-1378966513-5730.jpegHummel não tem a qualidade de Mozart ou Beethoven, mas seu estilo é uma mistura dos três. É um bom compositor austríaco de origem eslovaca que aqui recebe tratamento luxuoso da parte de Stephen Hough e Bryden Thomson. Seu Concerto Op. 85 é indiscutivelmente bom. Hummel foi discípulo de Wolfgang Amadeus Mozart e amigo de Beethoven. Trabalhou como mestre de capela em Weimar a partir de 1819. Brilhante concertista, contribuiu para o desenvolvimento da técnica pianística. Compôs obras para piano, óperas, bailados, peças orquestrais etc. Sua principal obra é um belíssimo Concerto para Trompete e Orquestra que fez enorme furor nas mãos — e nos lábios — de Wynton Marsalis.

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) : Piano Concerto Op. 89 & Piano Concerto Op. 85

Piano Concerto In A-Minor Op. 85 (30:19)
1 I – Allegro Moderato 15:28
2 II – Larghetto 4:24
3 III – Rondo: Allegro Moderato 10:24

Piano ConcertoIn B-Minor Op. 89 (35:59)
4 I – Allegro Moderato 16:49
5 II – Larghetto 7:53
6 III – Finale: Vivace 10:51

Stephen Hough, piano
English Chamber Orchestra
Bryden Thomson

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Hummel, Johann Nepomuk Hummel
Hummel, Johann Nepomuk Hummel

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Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): o Stabat Mater e os Salve Regina

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): o Stabat Mater e os Salve Regina

O mundo está lotado de gravações do belo Stabat Mater de Pergolesi e há também grande abundância de versões dos dois Salve Regina. Pergô, que morreu aos 26 anos, tinha um talento especial para o teatro e seu Stabat Mater foi muitas vezes acusado de ser muito operístico. Fabio Biondi apresenta todas essas obras sem muito sentimentalismo (aleluia!) e usando uma orquestra bastante reduzida — apenas três violinos, viola, violoncelo, contrabaixo, tiorba e órgão. Apesar da óbvia religiosidade, essas peças tendem, curiosamente, à sensualidade. A voz quente do soprano Dorothea Röschmann e o impecável contratenor David Daniel dão o clima hipnotizante e dúbio. Biondi escolhe tempi bastante rápidos. Os dois “Salve Regina” são marcados por uma voz cada um dos solistas. Vale a pena ouvir.

Pergolesi foi chamado de “Mozart italiano”, exagero que já não prevalece nos dias de hoje. Em vida, o compositor alcançou raros sucessos e nunca foi reconhecido como grande mestre. Após sua morte, contudo, cresceu uma lenda romântica em torno dele, com várias fantasias hoje desmentidas. Isso se deve ao fato de ter morrido muito jovem. Também se mistificou muito sobre sua obra, criando-se dois partidos: o de um entusiasmo extravagante que levou àquela comparação com Mozart, e o de uma depreciação injusta, que considerou sua obra uma confusão absurda de vários estilos. No século XX Pergolesi foi julgado com mais exatidão, ocupando o seu lugar de precursor do Classicismo vienense. A música de Pergolesi recebeu uma curiosa homenagem no século XX através de paródias de sua obra no balé Pulcinella, de Stravinsky.

Giovanni Battista Draghi, de alcunha Pergolesi (1710-1736):
Stabat Mater e Salve Regina

1 Stabat Mater: I: Stabat Mater dolorosa environ 3:56
2 Stabat Mater: II: Cujus animam gementem 2:02
3 Stabat Mater: III: O quam tristis et afflicta 1:53
4 Stabat Mater: IV: Quae moerabat et dolebat 1:56
5 Stabat Mater: V: Quis est homo, qui non fleret 2:19
6 Stabat Mater: VI: Vidit suum dulcem Natum 3:20
7 Stabat Mater: VII: Eja Mater, fons amoris 2:02
8 Stabat Mater: VIII: Fac Et Ardeat Cor Meum 1:55
9 Stabat Mater: IX: Sancta Mater istud agas 4:23
10 Stabat Mater: X: Fac ut portem Christi mortem 3:28
11 Stabat Mater: XI: Inflammatus et accensus 1:44
12 Stabat Mater: XII: Quando corpus morietur 4:18

13 Salve Regina in F minor: I. Salve Regina 3:35
14 Salve Regina in F minor: II. Ad te clamamus 4:03
15 Salve Regina in F minor: III. Eia ergo, advocata nostra 1:17
16 Salve Regina in F minor: IV. Et Jesum 1:57
17 Salve Regina in F minor: V. O clemens 2:11

18 Salve Regina in A minor: I. Salve Regina 3:22
19 Salve Regina in A minor: II. Ad te clamamus 2:03
20 Salve Regina in A minor: III. Eia ergo, advocata nostra 2:00
21 Salve Regina in A minor: IV. O clemens 2:57

Dorothea Röschmann
David Daniels
Europa Galante
Fabio Biondi

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Fabio Biondi: sensualizando em tempos rápidos
Fabio Biondi: sensualizando em tempos rápidos

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Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Barbara Hannigan (1971) é uma soprano e maestrina canadense, talvez a maior artista viva da ópera contemporânea. Tem tudo: linda voz, técnica arrebatadora, distintas inteligência e cultura musicais e é bonita pra caralho. Há alguns anos, tornou-se também regente, e das boas. Claro que, cantando Ligeti e Berio, trata-se de uma pessoa franca e de extremo bom humor e graça. Acharia bagaceiro chamá-la de diva, até porque ela não tem nada de divindade, é bem concreta, digamos… Musa lhe caberia melhor, até porque as musas inspiram a criação artística e muitas peças foram escritas especialmente para a voz de Barbara. Bem, este CD é uma joia produzida por ela. Aqui, ela canta e rege a extraordinária Ludwig Orchestra em obras de Berio — Sequenza III para soprano solo –, Berg — a Suíte Lulu, onde Hannigan mais rege do que canta — e Gershwin — onde demonstra enorme senso de estilo. Imaginam como canta um coral regido por Hannigan? Pois isso há no Gershwin. Para mim, a melhor peça do disco é a de Berg, mas isso é quase inevitável. O cara era mesmo o maior talento musical da Segunda Escola de Viena. Mas as outras não ficam muito abaixo não. Vamos sair um pouco de nosso museu musical?

Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

1 Sequenza III 9:00

2 Lulu Suite: I. Rondo 14:24
3 Lulu Suite: II. Ostinato 3:53
4 Lulu Suite: III. Lied der Lulu 2:45
5 Lulu Suite: IV. Variationen 3:45
6 Lulu Suite: V. Adagio 10:25

7 Girl Crazy Suite (After G. Gershwin) 13:10

Barbara Hannigan
Ludwig Orchestra

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Barbara Hannigan e Simon Rattle
Barbara Hannigan e Simon Rattle

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concertos Nos. 1, 3 & 4

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concertos Nos. 1, 3 & 4

Os Concertos Nº 3 e Nº 1 de Prokofiev parecem ser de propriedade de Martha Argerich — que os elevou ao mais alto nível artístico –, mas outros tentam. Ambos são mesmo sensacionais e aqui recebem muito bom tratamento dos Srs. Mustonen e Lintu, além, é claro, da Orquestra Sinfônica da Rádio da Finlândia. Mas a gente está acostumado a ficar nervoso com toda a tensão que Argerich coloca neles e a dupla ao lado parece mais desmobilizada em relação às gravações que se tornaram referência mundial para este repertório. Não pensem que o disco é ruim, é que há comparações inevitáveis com verdadeiro(a)s deuse(a)se e aqui eles perdem.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concertos Nos. 1, 3 & 4

Piano Concerto No. 3 in C Major, Op. 26
1 I. Andante – Allegro 9:50
2 II. Theme and Variations. Andantino 8:59
3 III. Allegro, ma non troppo 10:05

Piano Concerto No. 1 in D-Flat Major, Op. 10
4 I. Allegro brioso 7:39
5 II. Andante assai 4:13
6 III. Allegro scherzando 4:40

Piano Concerto No. 4 in B-Flat Major, Op. 53
7 I. Vivace 4:55
8 II. Andante 8:53
9 III. Moderato 8:10
10 IV. Vivace 1:47

Olli Mustonen, piano
Orquestra Sinfônica da Rádio da Finlândia
Hannu Lintu, regente

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ProkovievsSviatoslav1924Blog

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Trios, com Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Trios, com Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer

Um disco de gatinhos, mas de alto nível. O álbum tem transcrições de Bach para um trio formado por Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer — violoncelo, bandolim e baixo. As obras originais foram escritas por Bach para órgão, cravo, além de uma Sonata para Viola da Gamba. Tudo é muito bem tocado, o trio soa maravilhosamente, mas o sopão de movimentos avulsos não me chegaram a me agradar. As únicas obras tocadas por completo são as que abrem a fecham o CD, além de um Preludio e Fuga do Cravo Bem Temperado. Digo pra vocês que a alternância de obras nada a ver umas com as outras me deixaram meio irritado. Mas gente muito boa gosta!

Bach Trios, com Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer

1 Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530: I. Vivace 3:12
2 Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530: II. Lento 6:08
3 Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530: III. Allegro 2:58

4 The Well-Tempered Clavier, Book I: Prelude No. 19 in A Major, BWV 864 1:36

5 Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645 4:42

6 The Well-Tempered Clavier, Book II: Fugue No. 20 in A Minor, BWV 889 1:33

7 Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639 2:28

8 Prelude No. 18 in E Minor, BWV 548 5:41
9 Fugue No. 18 in E Minor, BWV 548 6:11

10 Keyboard Partita No. 5 in G Major, BWV 829: VI. Passepied 2:04

11 Kommst du nun, Jesu, vom Himmel herunter, BWV 650 2:54

12 Art Of The Fugue, Bwv 1080: Contrapunctus XIII A 3, “Rectus” 2:19

13 Art Of The Fugue, Bwv 1080: Contrapunctus XIII A 3, “Inversus” 2:21

14 Erbarm dich mein, O Herre Gott, BWV 721 4:10

15 Sonata for Viola da Gamba No. 3 in G Minor, BWV 1029: I. Vivace 4:54
16 Sonata for Viola da Gamba No. 3 in G Minor, BWV 1029: II. Adagio 4:18
17 Sonata for Viola da Gamba No. 3 in G Minor, BWV 1029: III. Allegro 3:15

Yo-Yo Ma, violoncelo
Chris Thile, bandolim
Edgar Meyer, baixo

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Bach

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Grieg / Amper / Larsen: In folk Style

Grieg / Amper / Larsen: In folk Style

Excelente CD. A Suíte Holberg é belíssima música de concerto, elegante, melodiosa, romântica, erudita, nacionalista, com profundas raízes escandinavas. O pessoal da TrondheimSolistene junta esta composição de Grieg com peças atuais populares norueguesas e o resultado é ótimo. As fontes folclóricas norueguesas sempre foram parte essencial da obra de Grieg. Ele lutava contra o predomínio da música alemã, cujos principais representantes de sua época e na Noruega eram Robert Schumann e Félix Mendelssohn. Desta forma, neste disco, Grieg — pelo que sei ele é um dos tios de pianista canadense Glenn Gould — segue promovendo a música de seu país.

Grieg / Amper / Larsen: In folk Style

01. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: I. Plelude 02:39
02. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: II. Sarabante 03:38
03. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: III. Gavotte 03:17
04. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: IV. Air 05:48
05. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: V. Rigaudon 03:54

06. Edvard Grieg (1843-1907) – Two Nordic Melodies, op. 63: I. I folketonestil (In Folk Style) 06:57
07. Edvard Grieg (1843-1907) – Two Nordic Melodies, op. 63: II. Kulokk and Stabbelaten (Cow Call and Peasant Dance) 04:13

08. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: I. Kapten Kapsyl (Mikael Marin) 02:40
09. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: II: Arepolska (trad/Per Danielsson) 02:20
10. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: III. Balkanpolskan (Ola Baeckstroem) 02:12
11. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: IV. Till Farmor (Roger Tallroth) 02:35
12. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: V. Bambodansarna (Olov Johansson) 03:05

13. Gjermund Larsen (1981-) – DIPLOM – folk suite for fiddle and string orchestra: I. Trad 03:05
14. Gjermund Larsen (1981-) – DIPLOM – folk suite for fiddle and string orchestra: II. Abelvaer 06:55
15. Gjermund Larsen (1981-) – DIPLOM – folk suite for fiddle and string orchestra: III. Krambupolka 04:05

TrondheimSolistene
Emilia Amper, nyckelharpa
Gjermund Larsen, fiddle
Øyvind Gimse, artistic director
Geir Inge Lotsberg, leader

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O Bigodón de Grieg.
O Bigodón de Grieg.

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Il diario di Chiara – Music from La Pietà in Venice in the 18th Century

Il diario di Chiara – Music from La Pietà in Venice in the 18th Century

Este é um disco de música barroca italiana que se baseia em três concertos escritos para Chiara, mas também para outras destacadas violinistas do Ospedale della Pieta, com os quais Vivaldi esteve especialmente associado. Há dois concertos de Vivaldi aqui, mas também de vários outros compositores. Chiara coletou essas peças em seu diário – daí o título do disco. O que torna este CD especial é a Europa Galante e Fabio Biondi. Eles são sensacionais. Brilham nos movimentos mais vivos, mas também trazem beleza e emoção nos movimentos mais lentos. A interpretação é vigorosa, apaixonado e reflexiva, conforme o apropriado em cada momento.

Mas quem eram estas meninas do Ospedale? O Ospedale della Pietà é uma casa fundada em 1346 pelo governo de Veneza a fim de receber meninas órfãs ou abandonadas, que muitas vezes lá permaneciam por toda a vida, caso não fossem adotadas. Meninos eram aceitos apenas temporariamente, devendo partir aos 16 anos após aprenderem ofícios simples como carpintaria.

A Roda dos Expostos

A Roda dos Expostos

O Ospedale tinha a chamada Roda dos Expostos ou Roda dos Enjeitados. Tais mecanismos ficavam nas fachadas de instituições religiosas, embutidas na parede, dando para a rua. Consistiam em mecanismos utilizados para abandonar os recém-nascidos indesejados, que assim ficavam ao cuidado da instituição. O mecanismo era uma caixa cilíndrica que girava sobre um eixo vertical com uma portinhola ou apenas uma abertura. Quem desejava abandonar um recém-nascido, colocava ali seu filho e girava o cilindro, dando meia volta. Desta forma, quem abandonava a criança não era visto por quem a recebia. As rodas também serviam para que pessoas piedosas oferecessem anonimamente alimentos e medicamentos a tais casas. As crianças eram normalmente filhas de pessoas pobres, para quem seria um peso receber mais uma boca para alimentar, ou filhas de mães solteiras, nobres ou burguesas, que não desejavam ver descoberta sua gravidez.

A imagem clássica de Vivaldi

A imagem clássica de Vivaldi

Muitas mães que entregavam seus filhos a tais instituições ofereciam-se depois como amas-de-leite e talvez amamentassem a própria filha ou filho.

As meninas eram abandonadas em maior número do que os meninos. A causa é bastante óbvia. Os meninos representariam uma força futura de trabalho produtivo e possibilidade de lucro, enquanto a ideia do sexo feminino como investimento ou lucro não existia. Tais instituições eram planejadas como moradias temporárias, mas frequentemente tornavam-se lugar definitivo. No orfanato, havia a garantia de alimentação, educação e cama.

Como o Ospedale della Pietà era um convento, orfanato e escola musical para mulheres, lá havia uma orquestra. A fama da orquestra de meninas era imensa e os concorridos concertos eram assistidos pela aristocracia veneziana e estrangeira. Havia todo um mistério, pois os concertos eram realizados atrás de um biombo que impedia que a plateia visse as intérpretes. Jean-Jacques Rousseau, de passagem por Veneza, assim descreveu sua impressão dos concertos e das intérpretes. Peço-vos que perdoem a falta de correção política do parágrafo de Rousseau.

Concerto no Ospedale

Concerto no Ospedale

“Não posso conceber nada mais voluptuoso, nada mais emocionante do que esta música. Desejava ver quem eram estas meninas exiladas, de quem apenas sua música atravessava as grades, as quais certamente ocultavam anjos adoráveis. Um dia comentei o fato na casa de um rico senhor veneziano. ‘Se estais tão curioso para ver estas mocinhas, posso facilmente satisfazer-vos a vontade. Sou um dos administradores da casa, e vos convido a lanchar com elas’, disse-me. Quando me dirigia com ele à sala que abrigava as desejadas beldades, senti tamanha agitação de amor como jamais experimentara. Meu guia apresentou-me uma após outra àquelas afamadas cantoras e instrumentistas, cujas vozes, sons e nomes já me eram todos conhecidos. ‘Vem, Sofia’… Ela era horrenda. ‘Vem, Cattina’…. Ela era cega de um olho. ‘Vem, Bettina’… A varíola a havia desfigurado. Mal haveria uma ou outra sem qualquer defeito considerável. Duas ou três eram apresentáveis. Fiquei desolado. Durante o encontro, elas se alegraram. Encontrei charme em algumas delas. Finalmente minha maneira de as considerar mudou tanto que quase me enamorei daquelas meninas disformes.”

Sim, é claro que as famílias também colocavam na Roda dos Expostos alguns de seus filhos que tivessem nascido com alguma deformidade física, mas o mais importante é acentuar o fato de que Vivaldi, projetava e providenciava instrumentos especiais para que estas meninas pudessem tocar.

Il diario di Chiara – Music from La Pieta in Venice in the 18th Century

Giovanni Porta
Sinfonia in D Major (rev. F. Biondi)
1 I. Allegro 1:38
2 II. Largo 1:49
3 III. Allegro 1:24

Antonio Vivaldi
Sinfonia for Strings in G Major, RV 149
4 I. Allegro molto 1:54
5 II. Andante 1:35
6 III. Allegro 3:01

Nicola Porpora
Sinfonia da camera in G Major, Op. 2, No. 1
7 I. Adagio 1:49
8 II. Allegro 4:17

Antonio Vivaldi
Oboe Concerto in F Major, RV 457 (arr. for violin and orchestra)
9 I. Allegro 4:42
10 II. Andante 3:45
11 III. Allegro 3:55

Antonio Martinelli
Concerto for Viola d’amore and Strings in D Major, “Per la S.ra Chiaretta”
12 I. Allegro assai 4:14
13 II. Adagio 3:06
14 III. Allegro 3:58

Antonio Martinelli
Violin Concerto in E Major, “Dedicato all S.ra Chiara” (rev. F. Biondi)
15 I. Maestoso 6:30
16 II. Grave 3:06
17 III. Allegro spiritoso 4:40

Gaetano Latilla
Sinfonia in G Major (rev. F. Biondi)
18 I. Allegro 2:11
19 II. Mezza voce andantino 3:06
20 III. Presto 4:40

Fulgenso Perotti
Grave for Violin and Organ in G Minor (from “Il Diario di Chiara”)
21 I. Adagio 2:56

Andrea Bernasconi
Sinfonia in D Major (rev. F. Biondi)
22 I. Allegro 2:09
23 II. Andantino 2:59
24 III. Presto assai 1:43

Europa Galante
Fabio Biondi

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 9 / Piano Concerto No. 1 / 2 Choruses After A. Davidenko

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 9 / Piano Concerto No. 1 / 2 Choruses After A. Davidenko

ABSOLUTAMENTE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje, 25 de setembro de 2017, 111 anos de nascimento de Shostakovich!

Este CD é inteiramente focado na face mais leve de Shostakovich. A neoclássica e sarcástica Sinfonia Nº 9 — tão odiada por Stalin, que sentiu-se traído por ela — e o alegre e jovem Concerto para piano e trompete estão ao lado da música escrita para a comédia cinematográfica As Aventuras de Korzinkina e de dois corais. A breve suite de 9 minutos de música do filme de 1940 deixa um gosto de quero mais e nos dois corais Op. 124, contribuição de Shostakovich para uma cantata escrita com outros compositores celebrando o 10º aniversário da Revolução, há ecos claros da Sinfonia Nº 13 e de A Execução de Stepan Razin. Claro que este grande CD tem seus pontos altos na Sinfonia e no Concerto.

Divirtam-se!

Shostakovich: Symphony No. 9 / Piano Concerto No. 1 / 2 Choruses After A. Davidenko

Symphony No. 9, Op. 70 in E flat major – in Es-Dur – en mi bémol majeur
1 I Allegro 5:17
2 II Moderato 7:57
3 III Presto – 2:54
4 IV Largo – 3:56
5 V Allegretto 6:26
Valeri Popov bassoon

Two Choruses after A. Davidenko, Op. 124* for chorus and orchestra
6 At ten versts from the capital 4:20
7 The street is in turmoil 4:07

Concerto No. 1, Op. 35 for Piano, Trumpet and String Orchestra in C minor – in c-Moll – en ut mineur
8 I Allegro moderato 5:54
9 II Lento 7:28
10 III Moderato – 1:25
11 IV Allegro brio 7:12
Tatiana Polyanskaya piano
Vladimir Goncharov trumpet

The Adventures of Korzinkina, Op. 59 — Suite from music to the film
12 1 Overture 0:33
13 2 March 2:01
14 3 The Chase 2:43
15 4 Music at the restaurant 2:13
16 5 Finale (Yanya)* 1:37
Tatiana Polyanskaya piano
Elena Adamovich piano

Total: 66:28

Russian State Symphonic Cappella
Russian State Symphony Orchestra
Valeri Polyansky

Recorded in: Grand Hall of Moscow Conservatory – June 2003

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Valeri Polyansky não tem nenhuma calma, que bom!
Valeri Polyansky não tem nenhuma calma, que bom!

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Jean-Marie Leclair (1697–1764): Sonatas para Violino

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Sonatas para Violino


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Jean-Marie Leclair é considerado o fundador da escola de violino francesa. E que fundador! Bem, finalizando nosso improvisado Festival do Barroco Francês — o qual visa (?) demonstrar que antigamente se fazia música de verdade na França — apresentamos um CD absolutamente fantástico com o genial  violinista inglês Simon Standage. Porém, antes leiam a tese de nosso comentarista Haya de La Torre:

Eu acho que o que matou a vida musical francesa foi a inveja. Bem, ao menos a se julgar pela trajetória de Rameau, que parece ter sido vítima, junto com sua música, de todo tipo de difamação e intriga no meio intelectual francês de sua época, que por fim deu pra proclamar que Rameau não poderia escrever música boa visto que só os italianos sabiam fazer isso. Em todo caso, o declínio da produção musical francesa entre o desaparecimento de Rameau e o surgimento de Frank serviu para alimentar o mito de que só a Alemanha era capaz de fazer boa música, e eu desconfio que esse declínio francês e a supremacia alemã tem muito que ver com a situação política desses dois países, que não é nada relativo ao “DNA” cultural deles. Em todo caso, a música francesa com seus altos e baixos deve ser a segunda em importância no continente (ou será a da Rússia?). A Inglaterra, por ex…

Pois eu concordo e defendo a tese do empate entre a Rússia e a França como segundos lugares em termos de países em importância musical no continente. O primeiro, obviamente, é a Alemanha. Os barrocos franceses mais Ravel, Debussy, Franck, Fauré, os operistas, Poulenc, Messiaen, Boulez, etc. ganham em número dos russos, mas o politburo russo é foda de enfrentar, mesmo em minoria.

Mas tergiverso em vez de falar que as esplêndidas composições de Leclair e o incrível som e fraseado alcançados por Standage fazem este CD absolutamente necessário aos apaixonados pelo barroco.

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Sonatas para Violino

Sonata for violin & continuo in A major, Op. 9/1
Jean-Marie Leclair
1 Adagio 4:32
2 Allegro assai 3:18
3 Andante. Arpeggio sempre 2:48
4 Minuetto. Allegro moderato 5:43

5 La Superbe, ou La Forqueray, for harpsichord (Pièces de clavecin, III, 17e ordre) 4:40
François Couperin

Sonata for violin & continuo in D major, Op. 9/3
Jean-Marie Leclair
6 Un poco andante 3:43
7 Allegro 3:01
8 Sarabanda. Largo 2:34
9 Tambourin. Presto 3:47

10 La Leclair (from Pièces de viole, Deuxième Divertissement) 3:24
Jean-Baptiste Forqueray

Sonata for violin & continuo in A minor, Op. 9/5
Jean-Marie Leclair
11 Andante 6:11
12 Allegro assai 4:14
13 Adagio 3:21
14 Allegro ma non troppo 2:22

15 La Forqueray, rondeau for harpsichord (from Pièces de Clavicin, Book 3) 6:24
Jacques Duphly

Sonata for violin & continuo in C major, Op. 9/8
Jean-Marie Leclair
16 Andante ma non troppo 3:42
17 Allegro assai 5:25
18 Andante 2:52
19 Tempo di Ciaccona 7:27

Simon Standage, violino
Nicholas Parle, cravo

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Que sofrimento esses concertos, né, Simon?
Graaande disco, Simon!

PQP

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

A austríaca Christina Pluhar tem um longo histórico na música antiga. Toca alaúde e tiorba, ganhou prêmios por suas interpretações de música antiga, etc. Em 2000, fundou o grupo L’Arpeggiata e a liberdade que passou a sentir foi, literalmente, impressionante. Após o excelente CD que postamos ontem e que é de 2014, ela reaparece com uma bordagem respeitosa e originalíssima de Händel. Na companhia do soprano Nuria Rial, do contratenor Valer Sabadus e do saxofonista e clarinetista de jazz Gianluigi Trovesi, ela aborda Händel. Não curti tanto quando o Purcell de 2014, mas é um CD que não deve passar em branco. Tem de tudo nele, inclusive e principalmente bom gosto. O wild é só para causar.

Händel Goes Wild

1 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 3: Sinfonia (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
2 Handel / Arr Pluhar: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Venti, turbini” (Rinaldo) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
3 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “O sleep, why dost thou leave me” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
4 Vivaldi / Arr Pluhar: Improvisation on Concerto for Strings in G Minor, RV 157: I. Allegro (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
5 Handel: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Cara sposa” (Rinaldo) – Christina Pluhar
6 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “Where’er you walk” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
7 Handel / Arr Pluhar: Solomon, HWV 67, Act 3: The Arrival of the Queen of Sheba (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
8 Handel / Arr Pluhar: Amadigi di Gaula, HWV 11, Act 2: “Pena tiranna” (Dardano) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
9 Handel / Arr Pluhar: Giulio Cesare in Egitto, HWV 17, Act 3: “Piangerò la sorte mia” (Cleopatra) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
10 Kapsberger: Canario (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
11 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 2: “Verdi prati” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
12 Handel / Arr Pluhar: Il trionfo del Tempo e della Verità, HWV 46b, Part 2: “Tu del Ciel ministro eletto” (Belezza) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
13 Handel: Alcina, HWV 34, Act 2: “Mi lusinga il dolce affetto” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
14 Handel: Rinaldo, HWV 7, Act 2: “Lascia ch’io pianga” (Improvisations by Josep Maria Martí Duran and Turrisi) – Christina Pluhar
15 Handel: Serse, HWV 40, Act 1: “Ombra mai fu” (Serse) – Christina Pluhar

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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Christina Pluhar, uma figura muito interessante
Christina Pluhar, uma figura muito interessante

PQP

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco inacreditável. Um grupo de música antiga reuniu-se a um grupo de jazz (piano, baixo e bateria) para tocar algumas obras do imenso compositor inglês Henry Purcell. Quando comecei a ouvir, detestei a primeira faixa, mas depois fui inteiramente tomado pelo bom gosto do grupo organizado por Christina Pluhar. Os arranjos para Music for a whileWhen I am laid in earth, Here the deities approve e O let me weep, por exemplo, são espetaculares. Os cantores são todos eruditos, mas tratam de amenizar a empostação. A partir da faixa dois, tudo funciona maravilhosamente neste disco, até a faixa bônus, com uma incompreensível canção de Leonard Cohen. Eu gosto de Cohen, mas por quê?

E, bem, Purcell é o cara, né?

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell (2014)

01. The Mock Marriage, Z. 605/2: “Twas within a furlong” 2:54
02. Oedipus, King of Thebes, Z. 583/2: “Music for a while” 5:54
03. Come, ye sons of art away (Birthday Ode for Queen Mary), Z. 323/5: “Strike the viol” 3:58
04. “Now that the sun hath veiled his light” (An Evening Hymn on a Ground), Z. 193 6:06
05. Hail! bright Cecilia (Ode for St. Cecilia’s Day), Z. 328/10: “In vain the am’rous flute” 4:34
06. Who can from joy refrain? (Birthday Ode for the Duke of Gloucester), Z. 342/3: “A prince of glorious race descended” 4:40
07. “O solitude, my sweetest choice”, Z. 406 5:24
08. Dido and Aeneas, Z. 626/38: “When I am laid in earth” 5:03
09. Hail! bright Cecilia (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 328/8: “Wondrous machine” 3:42
10. Welcome to all the pleasures (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 339/3: “Here the deities approve” 4:48
11. Dido and Aeneas, Z. 626/3: “Ah! Belinda” 4:10
12. Timon of Athens, Z. 632/2: “Hark! how the songsters of the grove” 2:49
13. Secresy’s Song, from The Fairy Queen, Z. 629/13: “One charming night” 4:40
14. The Mock Marriage, Z. 605/3: “Man is for the woman made” 1:18
15. The Fairy Queen, Z. 629/40: “O let me weep” (The Plaint) 7:19
16. Timon of Athens, Z. 632/13: “Curtain Tune on a Ground” 2:56
17. Leonard Cohen: Hallelujah 6:04

Philippe Jaroussky, countertenor
Dominique Visse, countertenor
Raquel Andueza, soprano
Vincenzo Capezzuto, alto

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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L`Arpeggiata em ação em Music for a While
L`Arpeggiata em ação em Music for a While

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Magnificat BWV 243 / Cantata BWV 51

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Magnificat BWV 243 / Cantata BWV 51

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O lindo Magnificat que tanto ouvi em minha adolescência continua a ser uma das obras mais populares de Bach, e esta é uma de suas melhores gravações. Em um verdadeiro clássico da discografia, John Eliot Gardiner dirige uma performance cheia de energia: seu coro e orquestra navegam através das passagens mais complicadas em alta velocidade sem que nada pareça apressado ou desconfortável. Os solistas são fantásticos, com participações especialmente notáveis de Nancy Argenta, Patrizia Kwella e Charles Brett. Também neste disco está a melhor versão disponível do Jauchzet Gott em allen Landen, a Cantata 51. Emma Kirkby canta com a pureza de um dos meninos de Bach e com a segurança de uma especialista adulta. Ela e o trompetista Crispian Steele-Perkins enfrentam com classe essa famosa peça, cheia de notas altas e longas corridas.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Magnificat in D major, BWV 243
1) Magnificat Anima Mea [2:49]
2) Et Exsultavit Spiritus Meus [2:16]
3) Quia Respexit Humilitatem [2:14]
4) Omnes Generationes [1:10]
5) Quai Fecit Mihi Magna [1:59]
6) Et Misericordia [3:24]
7) Fecit Potentiam [1:44]
8) Deposuit Potentes [1:46]
9) Esurientes Implevit Bonis [2:46]
10) Suscepit Israel [2:00]
11) Sicut Locutus Est [1:24]
12) Gloria Patri [2:14]

Nancy Argenta, soprano
Patrizia Kwella, soprano
Charles Brett, alto
Anthony Rolfe- Johnson, Tenore
David Thomas, Basso
Monteverdi Choir

“Jauchzet Gott in allen Landen” Cantata BWV 51
13) “Zauchzet Gott” [4:04]
14) “Wir beten zu dem Tempel an” [1:51]
15) “Hochster, mache deine Güte” [4:14]
16) “Sei Lob und Preis mit Ehren” [3:29]
17) Alleluja” [2:01]

Emma Kirkby, Soprano
English Baroque Soloists
Conducted by John Eliot Gardiner
Crispian Steele-Perkins, Solo Trumpet

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Cantara 51, de Bach, com Emma Kirkby sóbria
Cantata 51, uma boa ideia de Bach, com Emma Kirkby sóbria

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Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704) e Georg Muffat (1653-1704): Der Türken Anmarsch

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704) e Georg Muffat (1653-1704): Der Türken Anmarsch

Belíssimo CD. Boas músicas e linda sonoridade do trio. O barroco parece não ter fim. Cada vez ouvimos mais maravilhas. O violinista John Holloway é um músico que tem melhorado constantemente seu desempenho. As quatro sonatas aqui Biber registradas são cheias de contrastes e surpresas. Ah, e se você já se perguntou sobre a diferença que as cordas de tripa dão a um violino, faça o favor de colocar este CD. Você vai ouvir enorme diferença.

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704) e Georg Muffat (1653-1704): Der Türken Anmarsch

1 Biber: Sonata “Victori der Christen” for violin & continuo in A minor 9:45
2 Biber: Sonata for violin & continuo No. 1 in A major (Sonatae Violino Solo No. 1), C. 138 11:21
3 Biber: Sonata for violin & continuo No. 2 in D minor (Sonatae Violino Solo No. 2), C. 139 8:28
4 Biber: Sonata for violin & continuo No. 5 in E minor (Sonatae Violino Solo No. 5), C. 142 10:54
5 Biber: Sonata for violin & continuo No. 8 in G major (Sonatae Violino Solo No. 8), C. 145 9:29
6 Muffat: Sonata for violin & continuo in D major 12:52

John Holloway, violin
Aloysia Assenbaum, organ
Lars Ulrik Mortensen, harpsichord

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John Holloway, esse nasceu na e para a música barroca
John Holloway, esse nasceu na e para a música barroca

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.: interlúdio:. Beata Söderberg: Beatitudes (Tangos)

.: interlúdio:. Beata Söderberg: Beatitudes (Tangos)

Apreciei com moderação este álbum de Beata Söderberg. Beata compõe, toca tango, música folclórica escandinava e o que vier pela frente. Mas sua maior especialidade parece ser  a composição e interpretação de seus tangos, dos quais já gravou cinco discos. Sua música parece ser crossculture, se esta expressão existe. Apesar de seu grupo ser interpretado por ela e um grupo de músicos argentinos, seu tango é violento e melódico como o heavy metal finlandês. Achei Beatitudes estranho, mas alguns amigos que vieram aqui em casa e que gostam mais do gênero, adoraram ouvi-lo. O CD recebeu muitos prêmios.

Beata Söderberg: Beatitudes (Tangos)

1 Viviana 3:37
2 Temprano 4:43
3 Chicago 3:30
4 Tomoto 4:39
5 Candombeata 6:18
6 Besos 3:52
7 Steinway Street Milonga 3:24
8 Dube 4:34
9 Tango Uno 4:38
10 Un Corazón para Llevar 2:43
11 Variaciones Sobre una Sonrisa 3:41
12 Año Nuevo 6:36

Beata Söderberg: Cello
Juan Esteban Cuacci: Piano
Walter Rios: Bandoneon
Roberto Tormo: Contrabajo
José Luis Colzani: Percusión

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De Beata é que ela não tem nada
De Beata é que ela não tem nada

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Dieterich Buxtehude (1637-1707): Trio Sonatas Op. 1

Dieterich Buxtehude (1637-1707): Trio Sonatas Op. 1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Está na cara que não é Bach, mas é parecido, não? É que Buxtehude exerceu grande influência sobre Bach. Em novembro de 1705, Johann Sebastian pediu licença de um mês para ir a Lübeck visitar Bux. Sem grana, caminhou trezentos e vinte quilômetros só para ouvi-lo e aprender alguma coisa. Além desta visita, outros músicos, como Häendel e Matterson, também acorreram a Lübeck com a mesma finalidade. Buxtehude fez um testamento no qual dizia que o organista que se seguisse a ele na Marienkirche deveria se casar com sua filha solteira. Era uma tradição ligada ao organista da igreja. O próprio Buxtehude se casou com a filha mais nova do antigo organista (Franz Tunder). Ele fez tudo para que Bach casasse com sua filha, mas nosso herói simplesmente fugiu. É que já estava de olho em sua prima Maria Barbara. Na Marienkirche de Lübeck, Buxtehude fizera significativas mudanças nas tradições musicais da Igreja, estabelecendo as Abendmusik, eventos que atraíam grande interesse, visitantes e comerciantes para Lübeck. Como organista, representa o auge da tradição alemã (apesar de ele próprio se considerar dinamarquês), exercendo decisiva influência nos músicos da geração subsequente. Bux dava às suas músicas leveza, vida e uma sensação de improviso. É o grande compositor barroco no período entre Heinrich Schütz e J. S. Bach.

Dieterich Buxtehude (1637-1707): Complete Trio Sonatas

1 Trio Sonata in F Major, Op. 1 No. 1, BuxWV 252 9:18
2 Trio Sonata in G Major, Op. 1 No. 2, BuxWV 253 8:04
3 Trio Sonata in A Minor, Op. 1 No. 3, BuxWV 254 9:29
4 Trio Sonata in B-Flat Major, Op. 1 No. 4, BuxWV 255 8:11
5 Trio Sonata in C Major, Op. 1 No. 5, BuxWV 256 8:32
6 Trio Sonata in D Minor, Op. 1 No. 6, BuxWV 257 8:33
7 Trio Sonata in E Minor, Op. 1 No. 7, BuxWV 258 7:06

Arcangelo:
Sophie Gent
Jonathan Manson
Thomas Dunford
Jonathan Cohe

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Bux véio de guerra
Bux véio de guerra

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estou sempre 14 dias adiantado em minhas postagens. Então, escrevo esta aqui em 30 de agosto. Hoje faz dois anos que Oliver Sacks morreu. Antes de falecer, muito doente, ele tinha apenas dois prazeres: salmão defumado e Bach. Casualmente, hoje vim para o trabalho ouvindo a Missa em Si Menor, que tantos acham ser a maior das músicas já compostas. A versão de Rudolf Lutz tem tanto ritmo que cheguei aqui com um pouco de dor na mão. Estava discretamente regendo toda a coisa pelo caminho. Só falta o salmão defumado, Oliver.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

I. Missa
Kyrie
1-1 Chor – Kyrie Elesion I 9:24
1-2 Duett (Soprano I, II) – Christe Elesion 4:40
1-3 Chor – Kyrie Elesion II 3:36
Gloria
1-4 Chor – Gloria In Excelsis Deo 1:38
1-5 Chor – Et In Terra Pax 4:38
1-6 Sopran – Laudamus Te 3:56
1-7 Chor – Gratias Agimus Tibi 2:44
1-8 Duett (Sopran, Tenor) Domine Deus 4:03
1-9 Chor – Qui Tollis 2:57
1:10 Alt – Qui Sedes 5:13
1-11 Bass – Quoniam Tu Solus Sanctus 3:37
1-12 Chor – Cum Sancto Spiritu 3:37

II. Symbolum Nicenum
Credo
2-1 Chor – Credo In Unum Deum 2:17
2-2 Chor – Patrem Omniptentem 1:44
2-3 Duett (Sopran, Alt) – Et In Unum Dominum 4:19
2-4 Chor – Et Incarnatus Est 2:47
2-5 Chor – Crucifixus 2:48
2-6 Chor – Et Resurrexit 3:34
2-7 Bass – Et Spiritum Sanctum 4:52
2-8 Chor – Confitebor 4:12
2-9 Chor – Et Expecto 1:56

III. Sanctus
2-10 Chor – Sanctus 2:44
2-11 Chor – Pleni Sunt Coeli 1:58

IV. Osanna, Benedictus, Angus Dei, Dona Nobis Pacem
2-12 Chor – Osanna In Excelsis 2:21
2-13 Tenor – Benedictus 3:34
2-14 Chor – Osanna Repetuar 2:23
2-15 Alt – Agnus Dei 4:40
2-16 Chor – Dona Nobis Pacem

Alto Vocals [Choir] – Damaris Rickhaus*, Dina König, Francisca Näf*, Judith Flury, Katharina Jud, Liliana Lafranchi, Stefan Kahle
Alto Vocals, Soloist – Alex Potter
Bass Vocals [Choir] – Fabrice Hayoz, Martin Schicketanz, Matthias Ebner, Matthias Lutze, Philippe Rayot, Retus Pfister, Tobias Wicky, Valentin Parli
Bass Vocals, Soloist – Klaus Mertens
Choir – Chor Der J.S. Bach Stiftung
Flute [Traverso] – Marc Hantaï, Yifen Chen
Harpsichord – Jörg Andreas Bötticher
Horn [Corno] – Olivier Picon
Oboe – Andreas Helm, Dominik Melichárek, Philipp Wagner (2)
Organ – Nicola Cumer
Soprano Vocals [Choir] – Alexa Vogel, Gunta Smirnova, Guro Hjemli, Jessica Jans, Julia Schiwowa, Lea Scherer, Lia Andres, Linda Loosli, Lisa Weiss (4), Lucy de Butts, Simone Schwark, Sybille Diethelm
Soprano Vocals, Soloist – Julia Doyle
Tenor Vocals [Choir] – Manuel Gerber, Marcel Fässler, Matthias Lüdi, Nicolas Savoy, Sören Richter, Tobias Mäthger
Tenor Vocals, Soloist – Daniel Johannsen
Timpani – Martin Homann
Trombone [Tromba] – Klaus Pfeiffer, Patrick Henrichs, Peter Hasel
Viola – Mariana Doughty, Martina Bischof, Matthias Jäggi, Sarah Krone
Violin – Christine Baumann (2), Christoph Rudolf (2), Dorothee Mühleisen, Elisabeth Kohler, Eva Borhi, Ildikó Sajgó, Lenka Torgersen, Peter Barczi, Petra Melicharek, Sonoko Asabuki
Violin, Concertmistress – Plamena Nikitassova
Violoncello – Bettina Messerschmidt, Daniel Rosin, Maya Amrein
Violone – Alexandra Lechner (2), Markus Bernhard (2)
Orchester Der J.S. Bach Stiftung
Rudolf Lutz

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para piano e orquestra Nº 4 e 5 com A. Rubinstein

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para piano e orquestra Nº 4 e 5 com A. Rubinstein

Mais um arquivo enviado pela amiga Lais Vogel e um trecho do e-mail enviado a mim por Fernando Monteiro:

Sobre o pianista Arthur Rubinstein, acho que você fez um comentário até justo — embora encarando o profissional do piano muito pelo lado técnico, e esquecendo a, digamos, “biografia” atrás daquelas teclas tocadas com uma certa “nonchalance”, sim, mas que trazia, aqui e ali, um lendário sentimento chopiniano — de época — muito interessante e, mesmo, puro. [Coisa que só se aprendia no século XIX; hoje, as jovens sumidades aprendem e “sabem” mais — porém, como as atrizes, não têm um passado, um “daimon”, uma história longa impregnada de acontecimentos da passagem de século, fantástica, que foi a dezenovesca…

Com isso, que eu quero apenas dizer, lembrar, que uma longa vida, a dele, uma vida longamente vivida (?), isto é, quase aventurosa e cheia, plena, suntuosa demais até, para que eu (que nasci só em 1949, quando Rubinstein já era velho) possa pensar, a respeito dele, com algo sequer parecido com o conforto “crítico” com o qual você encara o artista — uma das grandes figuras do século 20 — um tanto *espaçosamente* e, por sua vez, também não isento de certo “descuido” de quem resolve uma sólida lenda em (quanto?)… dois minutos?*

Beethoven – Concertos Nros. 4 e 5

1 Piano Concerto No. 4 in G major, Op. 58- Allegro moderato.mp3
2 Piano Concerto No. 4 in G major, Op. 58- Andante con moto.mp3
3 Piano Concerto No. 4 in G major, Op. 58- Rondo, Vivace.mp3

4 Piano Concerto No. 5 in E flat major (‘Emperor’), Op. 73- Allegro.mp3
5 Piano Concerto No. 5 in E flat major (‘Emperor’), Op. 73- Adagio un poco moto.mp3
6 Piano Concerto No. 5 in E flat major (‘Emperor’), Op. 73- Rondo, Allegro.mp3

Artur Rubinstein, piano
Boston Symphony Orchestra
Erich Leinsdorf

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O pianista Arthur Rubinstein
O pianista Arthur Rubinstein

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Arquiduque & Ghost (van Immerseel / Beths / Bylsma)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Arquiduque & Ghost (van Immerseel / Beths / Bylsma)

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Quem não conhece o Trio Arquiduque?

(Talvez minha sensibilidade sobre este tema seja prejudicada por uma infância vivida com um pai que ouvia de forma tão intensiva os compositores do século XIX que todas as obras do período parecem ter vindo pré-instaladas no meu cérebro. Então, sempre fico pasmo quando conheço alguém que goste de música e que não saiba nota por nota as principais obras de Beethoven, Schubert, Tchai, Schumann, Chopin, Brahms, Dvorak, Berlioz e outros. Desta forma, quando digo que não gosto de Chopin, Dvorak, Berlioz e da maior parte da obra de Schumann, não significa que não as tenha ouvido minuciosamente).

É o Op. 97 e este número não é casual. Localiza-se no limite da grande virada; lembrem-se que a Sonata Nº 28 é o Op. 101 e ali talvez tenha começado a grande revolução. O que quero dizer é que o Arquiduque é o ápice da primeira fase beethoveniana.

(Sim, sei que toda a literatura fala em três fases e as reconheço. Mas acho que a segunda foi consequência natural da primeira, uma mera evolução ditada por Beethoven e por seu contexto histórico. Já a segunda — ou terceira — é a da verdadeira ruptura).

Sereno, tranquilo e fluente, mais parece um Machado de Assis em pleno domínio de sua arte. Uma espécie de Conselheiro Aires da música. A interpretação do trio Immerseel, Beths e Bylsma é das melhores que já ouvi até hoje. Fiquei muito impressionado.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios Arquiduque & Ghost

01. Archduke – 1. Allegro moderato 12:13
02. Archduke – 2. Scherzo: Allegro 06:26
03. Archduke – 3. Andante cantabile 10:58
04. Archduke – 4. Allegro moderato 07:29

05. Ghost – 1. Allegro vivace e con brio 09:55
06. Ghost – 2. Largo assai e espressivo 09:05
07. Ghost – 3. Presto 08:21

Jos van Immerseel – Pianoforte
Vera Beths – Violino
Anner Bylsma – Violoncelo

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Beethoven dando um rolê pensando na tal amada imortal
Beethoven dando um rolê pensando na tal amada imortal

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nos. 2 & 11

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nos. 2 & 11

A maioria de minhas sinfonias são monumentos funerários. Gente demais, entre nós, morreu não se sabe onde. E ninguém sabe onde foram enterrados. Aconteceu a uma porção de amigos meus. Onde se pode erguer um monumento a eles? Somente a música pode fazê-lo. Estou disposto a dedicar uma obra a cada uma das vítimas. Infelizmente, é impossível. Dedico-lhes, então, toda a minha música.

DMITRI SHOSTAKOVICH

Dentre as sinfonias de Shostakovich, creio que três são as menos populares e raramente são interpretadas. São elas a 2ª, 3ª e 12ª. A 11ª também é pouco tocada, mas…

(A gravação de Gergiev não está entre as campeãs, mas é boa).

Sinfonia Nº 11, Op. 103 – O Ano de 1905 (1957)

Esta sinfonia talvez seja a maior obra programática já composta. Há grandes exemplos de músicas descritivas tais como As Quatro Estações de Vivaldi, a Sinfonia Pastoral de Beethoven, a Abertura 1812 de Tchaikovski, Quadros de uma Exposição de Mussorgski e tantas outras, mas nenhuma delas liga-se tão completa e perfeitamente ao fato descrito como a décima primeira sinfonia de Shostakovich. É minha opinião.

Alguns compositores que assumiram o papel de criadores de “coisas belas”, veem sua tarefa como a produção de obras tão agradáveis quanto o possível. Camille Saint-Saëns dizia que o artista “que não se sente feliz com a elegância, com um perfeito equilíbrio de cores ou com uma bela sucessão de harmonias não entende a arte”. Outra atitude é a tomada por Shostakovich, que encara vida e arte como se fosse uma coisa só, que vê a criação artística como um ato muito mais amplo e que inclui a possibilidade do artista expressar — ou procurar expressar — a verdade tal como ele a vê. Esta abordagem foi adotada por muitos escritores, pintores e músicos russos do século XIX e, para Shostakovich, a postura realista de seu ídolo Mussorgsky foi decisiva. A décima primeira sinfonia de Shostakovich tem feições inteiramente mussorgkianas e foi estreada em 1957, ano de muitas glórias além do quadragésimo aniversário da Revolução de Outubro. Foi o ano em que nasci, para vocês terem uma ideia de sua importância. Contudo, ela se refere a eventos ocorridos antes, no dia 9 de janeiro de 1905, um domingo, quando tropas czaristas massacraram um grupo de trabalhadores que viera fazer um protesto pacífico e desarmado em frente ao Palácio de Inverno do Czar, em São Petersburgo. O protesto, feito após a missa e com a presença de muitas crianças, tinha a intenção de entregar uma petição — sim, um papel — ao czar, solicitando coisas como redução do horário de trabalho para oito horas diárias, assistência médica, melhor tratamento, liberdade de religião, etc. A resposta foi dada pela artilharia, que matou mais de cem trabalhadores e feriu outros trezentos.

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O primeiro movimento descreve a caminhada dos trabalhadores até o Palácio de Inverno e a atmosfera soturna da praça em frente, coberta de neve. O tema dos trabalhadores aparecerá nos movimentos seguintes, porém, aqui, a música sugere uma calma opressiva.

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O segundo movimento mostra a multidão abordar o Palácio para entregar a petição ao czar, mas este encontra-se ausente e as tropas começam a atirar. Shostakovich tira o que pode da orquestra num dos mais barulhentos movimentos sinfônicos que conheço.

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O terceiro movimento, de caráter fúnebre, é baseado na belíssima marcha de origem polonesa Vocês caíram como mártires (Vy zhertvoyu pali) que foi cantada por Lênin e seus companheiros no exílio, quando souberam do acontecido em 9 de janeiro.

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O final – utilizando um bordão da época – é a promessa da vitória final do socialismo e um aviso de que aquilo não ficaria sem punição.

Symphony No. 2:
1 I. Largo – Crochet – Poco Meno Mosso – Allegro Molto 7:18
2 II. Crotchet – Meno Mosso – Moderato 5:26
3 III. Chorus – “To October” 6:40

Symphony No. 11:
4 I. The Palace Square – Adagio 15:10
5 II. The 9th Of January – Allegro 17:17
6 III. In Memoriam – Adagio 10:29
7 IV. Tocsin – Allegro Non Troppo 13:42

Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev

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Shostakovich: uma sinfonia estarrecedora
Shostakovich: uma sinfonia estarrecedora

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Arcangelo Corelli, Georg Philipp Telemann, Jean-Philippe Rameau: Le Concert Spirituel: Au temps de Louis XV

Arcangelo Corelli, Georg Philipp Telemann, Jean-Philippe Rameau: Le Concert Spirituel: Au temps de Louis XV

O “Concert Spirituel” foi uma das primeiras séries de concertos públicos da história. Eles começaram em Paris no ano de 1725 e terminaram em 1790. Mais tarde, concertos ou séries de concertos de mesmo nome ocorreram em Paris, Viena, Londres e em outros lugares. A série foi fundada para proporcionar entretenimento durante a quinzena de Páscoa e em feriados religiosos quando as outras casas de espetáculos (a Ópera de Paris, a Comédie-Française e a Comédia italiana) eram fechadas. Os programas apresentaram uma mistura de obras corais sacras e peças instrumentais virtuosas. Durante muitos anos tais concertos aconteceram na Salle des Cent Suisses, magnificamente decorada, no Palácio das Tulherias. Começavam às 18h duravam por volta de 4h. Eram frequentados principalmente por burgueses ricos, pela aristocracia mais baixa e visitantes estrangeiros. Em 1784, os concertos foram movidos para a área de palco da Salle des Machines e, em 1790, quando a família real estava confinada nas Tulherias, passaram aos teatros. O que dizer sobre os concertos e Savall? Tudo maravilhoso, né? Peças e interpretação. No Rameau há uma atmosfera de festa que me parece bem dentro do espírito do “Concert Spirituel”.

Jordi Savall & Le Concert des Nations – Le Concert Spirituel: Au temps de Louis XV

ARCANGELO CORELLI (1653-1713)
Concerto Grosso, en Re Majeur Op. 6, núm. 4
1-2 Adagio-Allegro
3 Adagio
4 Vivace
5-6 Allegro-Allegro

GEORG PHILIPP TELEMANN (1681-1767)
Ouverture avec la Suite en Ré Majeur
pour Viola da Gamba et Cordes TWV 55:D6
7 Ouverture
8 La Trompette
9 Sarabande
10 Rondeau
11 Bourrée
12 Courante-Double
13 Gigue

GEORG PHILIPP TELEMANN
CONCERTO IN LA MINORE
per Flauto Dolce, Viola di Gamba, Corde e Fondamento TWV 52:a1
14-15 Grave-Allegro
16 Dolce
17 Allegro

GEORG PHILIPP TELEMANN
OUVERTURE AVEC LA SUITE EN MI MINEUR, TAFELMUSIK
à deux flûtes et cordes (première production) TWV 55:e1
18 Ouverture: Lentement – Vite – Lentement
19 Réjouissance
20 Rondeau
21 Loure
22 Passepied
23 Air; un peu vivement
24 Gigue

JEAN-PHILIPPE RAMEAU (1683-1764)
Les Indes Galantes. Suites des airs à Jouer (Symphonies)
25 Air pour les guerriers portans les Drapeaux
26 Air pour les Amants qui suivent Bellone Lent, tendrement-Vite
27 Orage
28 Air pour les Esclaves Africains
29 Air pour Borée et la Rose Très vite
30 2eme. Air pour Zéphire
31 Tambourins I et II

Pierre Hamon flauto
Enrico Onofri violino concertino
Marc Hantaï, Charles Zebley, Yi-Fen Chen traverso
Riccardo Minasi, Mauro Lopes, Olivia Centurione violini
Balázs Máté violoncello
LE CONCERT DES NATIONS
JORDI SAVALL viole de gambe et direction

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra e Nº 1 (Opus póstumo)

Béla Bartók (1881-1945): Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra e Nº 1 (Opus póstumo)

Ouvindo a alemã Arabella Steinbacher tocar concertos de Beethoven, Bruch ou Mozart, não dá para imaginar que ela teria um Bartók tão consistente. Mérito dela, que tem pleno senso de estilo. Aqui, ela demonstra grande intimidade com o gênio húngaro. Que bom! Gostaria de ouvi-la solando os concertos de Prokofiev. Eles estão gravados por ela, alguém tem aí??? O Concerto Nº 2 de Bartók é especialmente lindo e significativo dentro da obra do compositor. Escrito entre 1937 e 1938, foi dedicado ao violinista húngaro Zoltán Székely, que pediu a composição em 1936. Trata-se de um exemplo de primeira linha do estilo cigano verbunkos. Bartók compôs o concerto em uma difícil situação de vida, ocupado que estava por uma grande preocupação pela força crescente do fascismo em seu país. Ele tinha uma firme posição antifascista, e por isso tornou-se o alvo de vários ataques na Hungria pré-guerra. Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, a composição tem uma atmosfera particularmente otimista e muito, mas muito desafiadora. Eu amo e amo este concerto.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra e Nº 1 (Opus póstumo)

Violin Concerto No. 2, Sz. 112:
1 I. Allegro non troppo 16:39
2 II. Andante tranquillo 10:35
3 III. Allegro molto 12:34

Violin Concerto No. 1, Sz. 36:
4 I. Andante sostenuto 9:17
5 II. Allegro giocoso 12:03

Arabella Steinbacher, violino
Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski

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Arabella Steinbacher: dois lindos Bartóks
Arabella Steinbacher: dois lindos Bartóks

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

Serguei Prokofiev (1891-1953): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A edição mais nova deste disco também traz a Scythian Suite (capa ao lado), que não temos aqui. Mas isso diminui apenas um pouco a alta qualidade deste velho vinil gravado por Abbado em suas andanças. É estranho que obras tão belas sejam tão pouco gravadas. A Cantata Alexandre Nevsky foi composta para servir de trilha sonora para o filme de mesmo nome de Serguei Eisenstein, no qual o diretor russo se unia à propaganda de Stalin na guerra contra a Alemanha de Hitler. O filme mal e mal sobrevive, a trilha é uma obra-prima. A Suíte Tenente Kijé foi composta em 1933 para o filme homônimo de Yuri Tinyanovs, produzida em 1927. O filme é lembrado exclusivamente por sua música. Os empregados do czar Pavel I cometem um erro de grafia na redação de uma carta oficial e isto leva o czar a pensar que um tal de “Tenente Kijé” seria responsável por mal-entendidos que, afortunadamente, resultaram em manobras militares bem-sucedidas. Como tal, este personagem vira herói, se casa e morre sem ao menos ter existido.

Serguei Prokofiev (1891-1853): Cantata Alexander Nevsky – Tenente Kijé

Alexander Nevsky Op. 78 (Kantate Für Mezzosopran, Chor Und Orchester)
1 Rußland Unter Dem Joch Der Mongolen 3:09
2 Lied Über Alexander Newski 3:32
3 Die Kreuzritter In Pskow 6:40
4 Erhebt Euch, Menschen Rußlands 2:20
5 Die Schlacht Auf Dem Eis 12:04
6 Das Totenfeld 6:01
7 Einzug Alexanders In Pskow 4:45

Leutnant Kijé Op. 60
8 Kijés Geburt 4:10
9 Romanze 4:09
10 Kijés Heirat 2:36
11 Troika 2:44
12 Kijés Begrabnis 5:55

Elena Obraztova, mezzo soprano
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra* (faixas de 1 a 7)
Chicago Symphony Orchestra* (faixas de 8 a 12)
Claudio Abbado

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O príncipe Alexander Nevsky organiza as tropas camponesas russas para a vitória sobre as hordas alemãs invasoras no lago Peipus em 1242, em uma cena do clássico do filme de 1938 Alexander Nevsky, de Eisenstein.
O príncipe Alexander Nevsky organiza as tropas camponesas russas para a vitória sobre as hordas alemãs invasoras no lago Peipus em 1242, em uma cena do clássico do filme de 1938 Alexander Nevsky, de Eisenstein.

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Mozart in Havana

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Mozart in Havana

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gravado em Cuba, o novo álbum da pianista Simone Dinnerstein, Mozart in Havana, é sensacional. Para este disco, Dinnerstein colaborou com a excelente Orquestra do Liceu de Havana para tocar os Concertos para Piano Nº 21 e 23 de Mozart. Mozart in Havana é um retorno às origens de Dinnerstein. A pianista norte-americana tem antiga ligação com Cuba. Por anos, ela foi aluna de Solomon Mikowsky, um emigrante cubano que se tornou seu professor de piano quando tinha ela nove anos. Mikowsky contava histórias de sua infância em Cuba e mostrava-lhe a riquíssima música do país. Quando inaugurou o festival Encuentro de Jóvenes Pianistas em Havana, no ano de 2013, Mikowsky convidou Dinnerstein a participar. “É claro que aceito!”, respondeu ela. Voltando ao festival em 2015, ela tocou pela primeira vez com a Orquestra do Liceu de Havana e ficou profundamente impressionada. No ano seguinte, voltou à Cuba para gravar com a orquestra o que se tornaria Mozart in Havana. O resultado é glorioso e com cadenzas muito originais… A gravação foi realizada durante três longas noites sem dormir usando cordas doadas e equipamentos de gravação trazidos pelo produtor vencedor do Grammy, Adam Abeshouse. Neste momento, em agosto de 2017, a orquestra está fazendo sua estreia nos EUA em uma série de concertos com Dinnerstein. Simone, eu te amo.

Em Havana
Em Havana

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Mozart in Havana

Piano Concerto No. 21 in C Major, K. 467
1 I. Allegro maestoso 14:58
2 II. Andante 7:05
3 III. Allegro vivace assai 7:27

Piano Concerto No. 23 in A Major, K. 488
4 I. Allegro 11:27
5 II. Adagio 7:14
6 III. Allegro assai 8:12

Simone Dinnerstein, piano
Havana Lyceum Orchestra

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A foto da capa, completa
A foto da capa, completa, momentos antes ou depois

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Kuhnau (1660-1722), Reincken (c.1633-1722), Scheidemann (c.1595-1663), J.S. Bach (1685-1750), Boehm (1661-1733), Handel (1685-1759), J.C.Bach (1735-1782), Frescobaldi (1583-1643), Turini (c.1589-1656), Caccini (1551-1618), D.Scarlatti (1685-1757): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 19, 20 e 21 de 21)

Kuhnau (1660-1722), Reincken (c.1633-1722), Scheidemann (c.1595-1663), J.S. Bach (1685-1750), Boehm (1661-1733), Handel (1685-1759), J.C.Bach (1735-1782), Frescobaldi (1583-1643), Turini (c.1589-1656), Caccini (1551-1618), D.Scarlatti (1685-1757): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 19, 20 e 21 de 21)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Mais uma série finalizada. Agora, é voltar ao Bach 2000 e a tantas otras cositas.

CD 19:

Johann Kuhnau

Musicalische Vorstellung Einiger Biblischer Historien
Musical Depiction Of Certain Biblical Stories
Representation Musicale De Quelques Histoires Bibliques

01-04. Sonata No. 4: Der Todtkrancke Und Wieder Gesunde Hiskias
Hezekiah is Mortally ill And Restored To Health
Ezechias Moribond Et Recouvrant La Sante

05-12. Sonata No. 5: Der Heylanb Israelis, Gideon
Gideon, The Saviour Of Israel – Gedeon, Le Sauveur D’Israel
13-18. Sonata No. 6: Jacobs Tod Und Begraebniss
The Death And Burial Of Jacob – La Mort Et Les Funerailles De Jacob

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord / narration

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CD 20:

Johann Adam Reincken
01. An Den Wasserfluessen Babylon

Heinrich Scheidemann
02. Praeambulum In D Minor

Johann Sebastian Bach
03. Prelude & Fugue In D Minor, BWV 539

Georg Boehm
04-07. Suite No. 6 In E Flat Major
08-11. Suite No. 8 In F Minor
12-14. Suite No. 9 In F Minor

George Frideric Handel
15-19. Suite No. 8 In F Minor

Johann Christian Bach
20-22. Sonata In D Major, Op. 5 No. 2

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord

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CD 21:

Girolamo Frescobaldi
01. Toccata Settima
02. Toccata Undecima In C Major
03. Canzona Terza
04. Toccata In G Major
05. Fantasia Sesta Sopra Doi Soggetti
06-10. 5 Galliards

Francesco Turini
11. Sonata In A Minor

Giulio Caccini arr. Peter Philips
12. Amarilli Mia Bella

Biagio Marini
13. Balletto Secondo A Tre & A Quattro

Domenico Scarlatti
14. Sonata in A minor, Kk 3 (Presto)
15. Sonata in D minor, Kk 52 (Andante moderato)
16. Sonata in E major, Kk 215 (Andante)
17. Sonata in E major, Kk 216 (Allegro)

Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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É assim que se toca, viram?
É assim que se toca, viram?

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