Já que nossa querida colega Clara Schumann se antecipou postando um Vivaldi maravilhoso, FDP Bach declara iniciado o nosso festival Barroco. Confesso que há pouco tempo ouço Telemann com atenção. Não sei se devido ao fato de ter feito mais sucesso que nosso pai em sua época (reconheço que a inveja é uma merda) ou se devido à dificuldade de se conseguir gravações suas, só sei que tive acesso à sua obra à pouco tempo, claro, com exceção de suas obras para flauta. Mas agora que tive acesso às interpretações de Reinhard Goebel e seu Musica Antiqua Köln, posso dizer que realmente estou ouvindo um gênio do barroco executado por mestres absolutos das gravações ditas de época. E por um selo que dispensa comentários, a “Archiv Produktion”. São obras para Flauta doce e transversal, além de oboé, executadas com maestria pelo conjunto de Goebel, e que revelam um total domínio da arte da composição. Peças curtas, mas que demonstram a genialidade de Telemann. Tenho certeza que todos irão adorá-las.
Georg Phillip Telemann (1681-1767): Flötenquartette (Musica Antiqua Köln)
01 – in g TWV43 g4 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro
04 – in G TWV 43 G6 – – Allegro
05 – Grave
06 – Allegro
07 – in d TWV 43 d3 – Adagio
08 – Allegro
09 – Largo
10 – Allegro
11 – in G TWV 43 G11 – Affettuoso
12 – Allegro
13 – Adagio
14 – Allegro
15 – in a TWV 43 a3 – Adagio
16 – Allegro
17 – Adagio
18 – Vivace
19 . in G TWV 43 G12 – Dolce
20 – Allegro
21 – Soave
22 – Vivace
23 – in B flat TWV 43 B2 – Spirituoso
24 – Grave
25 – Allegro
26 – in G TWV 43 G10 – Vivace
27 – Andante
28 – Vivace
Musica Antiqua Köln
On authentic instruments
Maurice Steger – recorder
Verena Fischer – transversal flute
Diego Nadra – oboe
Stephan Schardt – violin
Reinhard Goebel – violin & viola
Klaus-Dieter Brandt – violoncello
Léon Berben – harpsichord
O álbum … de árvores e valsas (2014) de André Mehmari é uma obra fundamental em sua discografia, que revela uma faceta mais íntima, contemplativa e profundamente lírica do multi-instrumentista e compositor. Diferente do projeto colaborativo de “Contínua Amizade”, este é um trabalho essencialmente solo, centrado no piano, e funciona como uma declaração poética e pessoal. O título já evoca um universo nostálgico. O álbum é uma coleção de valsas e peças de caráter lírico, onde Mehmari explora a forma da valsa não apenas como dança, mas como um estado de espírito. Mehmari mostra toda a sua maturidade como pianista. O som é delicado e introspectivo. É possível ouvir ecos do Choro e Valsa Brasileira — a alma de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth está presente, mas filtrada pela contemporaneidade –, também há ecos de jazz nas improvisações e da música erudita com o impressionismo de Debussy e Ravel, e até da música minimalista, na construção de atmosferas. A qualidade da gravação e a riqueza de detalhes pedem uma escuta atenta. É possível ser profundamente brasileiro e universal, tradicional e inovador.
André Mehmari: … de árvores e valsas
1 Um Anjo Nasce
Acoustic Bass – Neymar Dias
Piano, Flute, Bandolin, Organ, Percussion, Clarinet – André Mehmari
1:30
2 Os Amores Difíceis
Acoustic Bass – Neymar Dias
Piano, Drums, Sampler – André Mehmari
4:19
3 Noturno Espanhol
Piano, Flute, Drums, Bass, Clarinet – André Mehmari
4:51
4 Mairiporã
Acoustic Bass – Zé Alexandre Carvalho
Piano, Guitar, Flute, Violin, Viola, Cello, Bandolin, Electric Guitar, Drums, Synth, Clarinet, Vocals – André Mehmari
5:31
5 Modular Paixões
Piano, Flute, Violin, Viola, Bandolin, Sampler, Clarinet – André Mehmari
Vocals – José Miguel Wisnik
3:49
6 Veredas
Piano, Accordion, Electric Bass, Flute, Rabeca, Viola, Cello, Drums, Synth, Voice, Percussion – André Mehmari
5:08
7 Valsa-Blue
Piano, Electric Bass, Flute, Clarinet, Violin, Electric Guitar, Drums, Whistle – André Mehmari
4:55
8 Vento Bom
Piano, Flute, Guitar, Percussion, Synth, Drums, Bass – André Mehmari
Vocals – Sergio Santos
4:13
9 Passeio
Clarinet – Gabriele Mirabassi
Piano – André Mehmari
3:50
10 O Espelho
Contrabass – Zé Alexandre Carvalho
Drums – Sergio Reze
Piano – André Mehmari
Vocals – Mônica Salmaso
4:15
11 Lullaby Zuzu
Piano, Synth, Electric Bass – André Mehmari
2:35
12 Toada
Baritone Saxophone – Teco Cardoso
Piano, Electric Piano, Electric Bass, Drums, Percussion, Synth, Accordion, Bandolin, Violin, Flute, Clarinet, Vocals – André Mehmari
5:46
13 Ná!
Drums – Sergio Reze
Piano, Electric Bass, Guitar, Flute, Clarinet, Violin, Accordion, Synth – André Mehmari
3:24
14 Eternamente
Synth, Effects – André Mehmari
1:21
15 Aria
Drums, Gong – Sergio Reze
Piano, Synth, Electric Bass, Voice, Handclaps, Percussion – André Mehmari
5:16
16 Um Anjo Nasce
Piano – André Mehmari
1:47
17 Ouro Preto
Piano, Viola, Organ, Clavichord, Electric Bass, Percussion, Synth, Clarinet, Vocals – André Mehmari
2:31
Simone Dinnerstein chega romanticamente com um variado programa de obras (barrocas) de Bach e transcrições de Busoni (Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ), Kempff (Nun freut euch, lieben Christen gmein) e Myra Hess (Jesus bleibet meine Freude) tocada em um piano moderno que ressoa com toda uma gama de sons com um certo abuso de pedal que embaça e mistura as vozes. Nos Concertos Nº 1 e 5 para teclado (OK…) e orquestra é acompanhada pela Kammerorchester Staatskapelle Berlin de forma muito precisa com uma pulsação hipnótica e uma forte linha de baixo. Mas o melhor é provavelmente a Suíte Inglesa Nº 3 de onde emerge toda a estranha personalidade da pianista. O disco alterna momentos genuinamente inspirados se alternam com execuções, digamos, idiossincráticas. Dinnerstein é uma pianista séria, claro, mas ainda não chega a Perahia, Schiff e Hewitt. A apresentação do CD é linda, com pinturas a óleo da própria pianista e o som é esplêndido.
J. S. Bach (1685-1750): Bach: A Strange Beauty (Dinnerstein)
1 Ich Ruf Zu Dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
Arranged By [Arr.] – Busoni*
3:40
Keyboard Concerto No. 5 In F Minor, BWV 1056
2 Allegro 3:17
3 Largo 2:56
4 Presto 2:48
5 Nun Freut Euch, Lieben Christen Gmein, BWV 734
Arranged By [Arr.] – Kempff*
2:26
English Suite No. 3 In G Minor, BWV 808
6 Prélude 2:53
7 Allemande 5:02
8 Courante 1:59
9 Sarabande 4:13
10 Gavotte I/II 2:50
11 Gigue 2:20
Keyboard Concerto No. 1 In D Minor, BWV 1052
12 Allegro 8:00
13 Adagio 7:16
14 Allegro 7:13
15 Jesus Bleibet Meine Freude (Jesu, Joy Of Man’s Desiring), BWV 147
Arranged By [Arr.] – Hess*
3:53
Composed By – Johann Sebastian Bach
Orchestra – Kammerorchester Staatskapelle Berlin*
Piano – Simone Dinnerstein
Uchida não quis saber de regentes para fazer esta série de Concertos para Piano de Mozart. Não parece, mas são gravações feitas ao vivo, no Cleveland`s Severance Hall. Ela já tem uma integral destes concertos com a English Chamber Orchestra, sob a regência de Jeffrey Tate. 20 anos depois, nesta regravação destas obras-chave de seu repertório, Uchida vem um pouquinho pior… A culpa é mais da orquestra — dirigida por ela — do que da categoria da pianista, sempre excelente. Apesar do espetacular trabalho dos sopros, o tamanho da orquestra é demasiadamente grande para as peças. A abordagem também é excessivamente romântica para Mozart. Tate era mais Mozart na versão anterior de Uchida .
W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491 (Cleveland, Uchida)
1. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 1. (Allegro) 14:43
2. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 2. Larghetto 8:04
3. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 3. (Allegretto) 9:55
4. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 1. Allegro 11:43
5. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 2. Adagio 6:47
6. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 3. Allegro Assai 8:18
Telemann foi um compositor extraordinariamente prolífico dentro da música para grupos camarísticos, explorando com maestria a forma do concerto grosso e do concerto para instrumentos solo, destacando-se pela invenção melódica e pelo colorido harmônico. Estas obras personificam a síntese característica do compositor, fundindo elegantemente a clareza e graça da música francesa, a vitalidade rítmica da escola italiana e o vigor contrapontístico e a solidez estrutural germânica. Também demonstrou uma curiosidade enorme sobre timbres, escrevendo concertos de câmara para combinações inusitadas e instrumentos considerados exóticos, como a viola d’amore, o chalumeau e a trombeta marinha. Compostos em sua maioria para o ambiente doméstico e social das burguesias de Frankfurt e Hamburgo, estes concertos são acessíveis em termos de técnica, porém ricos em conteúdo, permanecendo como pilares do repertório barroco e testemunhos do gênio eclético de Telemann. O MAK realizou muitas gravações de Telemann, fazendo a nossa vida mais feliz.
Georg Philip Telemann (1681-1767): Concertos da Câmara (Musica Antiqua Köln, Reinhard Goebel)
Konzert A-dur Für Zwei Skordierte Violinen Und Continuo 9:06
A1 1. Affettuoso 2:29
A2 2. Vivace 1:35
A3 3. Aria 2:21
A4 4. Bourrée 2:40
Konzert D-dur Für Vier Violinen Ohne Continuo 6:28
A5 1. Adagio 0:52
A6 2. Allegro 1:56
A7 3. Grave 2:11
A8 4. Allegro 1:25
Konzert A-moll Für Blockflöte, Viola Da Gamba, Streicher Und Continuo 14:56
A9 1. (Ohne Tempoangabe) 4:00
A10 2. Allegro 4:03
A11 3. Dolce 3:15
A12 4. Allegro 3:35
Konzert G-moll Für Blockflöte, Violinen Und Continuo 13:35
B1 1. (Allegro) 3:36
B2 2. Siciliana 5:33
B3 3. Bourrée 0:54
B4 4. Menuett 3:30
Konzert C-dur Für Vier Violinen Ohne Continuo 7:55
B5 1. Grave 1:22
B6 2. Allegro 3:09
B7 3. Largo E Staccato 1:54
B8 4. Allegro 1:30
Pra lá de interessante este CD de Dudamel e sua turma da Venezuela. São três peças de longa duração escritas por Tchai sobre temas shakespearianos: Hamlet, A Tempestade e Romeu e Julieta. Um ideia bem óbvia, né? Dudamel parece o Rattle dos primeiros anos, erra pouco e parece levar muito bem sua vida entre um país e outro. Atualmente, é o maestro titular da extraordinária Orquestra Sinfônica de Gotemburgo e diretor musical da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, além de ser a grande estrela da Simón Bolívar. Um fenômeno. Afinal, este filho de um trombonista com uma professora de canto é um cara que começou no El Sistema venezuelano e ainda não completou 32 anos. Muito se ouvirá ainda falar deste baixinho que também é violinista. Em Los Angeles, onde passa meses sem ir, é conhecida a expressão Where the hell is Dudamel?, de tal forma sua ausência é sentida.
Tchaikovsky & Shakespeare
1. Hamlet – Fantasy Overture after Shakespeare op. 67 [18:38]
2. The Tempest – Symphonic Fantacy after Shakespeare op. 18 [24:41]
3. Romeo and Juliet – Fantasy Overture after Shakespeare [22:14]
Simón Bolívar Symphony Orchestra of Venezuela
Gustavo Dudamel
Certa vez, o cidadão André Carrara, pianista da Ospa, perguntou sobre bons programas para orquestras. Fiz uma reles listinha, mas peço a ele que venha aqui. Por exemplo, o programa do disco abaixo, Tchaikovsky & Shakespeare, é maravilhoso e o deste disco também. Sim, sei, só cordas, mas e daí? É um belo programa com três peças populares e muito bonitas. Todos os elogios a Yuri Bashmet e seus Moscow Soloists. Aqui há música pra mais de metro. Das três peças, garanto-vos que Grieg e Tchai são fantasticamente bem interpretados. Não ouvi o Mozart pela simples razão de que já enchi o saco da Eine kleine Nachtmusik.
Grieg: Holberg Suite / Mozart: Eine kleine Nachtmusik / Tchaikovsky: Serenade for Strings
“Holberg Suite” (From Holberg’s Time), for string orchestra, Op. 40, de Edvard Grieg
1. Praeludium: Allegro vivace 2:38
2. Sarabande: Andante 3:28
3. Gavotte: Allegretto – Musette: Un poco mosso – Gavotte 3:30
4. Air: Andante religioso 5:22
5. Rigaudon: Allegro con brio 4:17
Serenade No. 13 for strings in G major (“Eine kleine Nachtmusik”), K. 525, de Wolfgang Amadeus Mozart
6 . Allegro 7:43
7. Romance: Andante 5:25
8. Menuetto: Allegretto 1:53
9. Rondo: Allegro 5:06
Serenade for strings (or piano, 4 hands) in C major, Op. 48
10. Pezzo in forma di sonatina: Andante non troppo – Allegro moderato 9:35
11. Walzer: Moderato, tempo di valse 3:29
12. Elegie: Larghetto elegiaco 8:35
13. Finale (Tema russo): Andante – Allegro con spirito 7:21
Este é um belo disco de Frans Brüggen em seus tempos de solista. E, puxa vida, o homem toca muito! Não é para menos que sua companhia é formada apenas por Anner Bylsma e Gustav Leonhardt. As sonatas são interpretadas pelo trio e as fantasias são obras para flauta solo. Eles todos estão perfeitos nestas obras do compositor que nosso amigo Pedro diz ser o melhor depois de nosso pai. (Não está longe da verdade, certo?) Um aviso: lá pelo meio do CD há uma ou duas faixas que apresentam pequenos defeitos. Eu optei por publicar porque é um grande CD e porque só poderei fazer a correção quando a dona do mesmo voltar do Chile, lá pelo final de fevereiro. Mas, repito, estamos frente a um belíssimo CD.
Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonatas e Fantasias para Flauta Doce (Brüggen, Bylsma, Leonhardt)
1. Sonata In F Major TWV 41:F2: Vivace
2. Sonata In F Major TWV 41:F2: Largo
3. Sonata In F Major TWV 41:F2: Allegro
4. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Largo
5. 12 Fantaisies A Travers, Sans Basse – Fantasia In D Minor TWV 40:4: Vivace
6. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Largo
7. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Vivace
8. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Allegro
9. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Largo
10. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Allegro
11. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Largo
12. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Vivace
13. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Largo – Spirituaoso – Allegro
14. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Adagio – Allegro
15. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Larghetto
16. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Vivace
17. Fantasia In A Minor TWV 40:11: A Tempo Giusto
18. Fantasia In A Minor TWV 40:11: Presto
19. Fantasia In A Minor TWV 40:11: Moderato
20. Fantasia In C Major TWV 40:2: Vivace
21. Fantasia In C Major TWV 40:2: Allegro
22. Der Getreue Music – Meister – Sonata In F Minor TWV 41:f1: Triste
23. Sonata In F Minor TWV 41:f1: Allegro
24. Sonata In F Minor TWV 41:f1: Andante
25. Sonata In F Minor TWV 41:f1: Vivace
26. Fantasia In B Flat Major TWV 40:12: Allegro – Adagio – Vivace – Adagio
27. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Affettuoso
28. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Presto
29. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Grave
30. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Allegro
31. Fantasia In F Major TWV 40:8: Alla Francese
32. Fantasia In F Major TWV 40:8: Presto
33. Sonata In C Major TWV 41:C2: Cantabile
34. Sonata In C Major TWV 41:C2: Allegro
35. Sonata In C Major TWV 41:C2: Grave
36. Sonata In C Major TWV 41:C2: Vivace
Frans Brüggen – flauta
Anner Bylsma – cello
Gustav Leonhardt – cravo
Um disco raro que foi relançado com outra capa pela Harmonia Mundi France. É esta a edição que eu tenho. O título da HM francesa é mais exato: Miniatures for young pianists, pois é disto que se trata. Tem muito exercício e muita fofura. Por exemplo, as 24 peças de Tchai para crianças foram composta exclusivamente com fins pedagógicos. As pecinhas, todas curtas, são intituladas como “A Doença da Boneca”, “Marcha dos Soldados de Chumbo”, etc. e foram dedicadas a seu sobrinho. O objetivo era proporcionar a jovens pianistas peças musicalmente ricas, porém tecnicamente acessíveis, que desenvolvessem tanto a técnica quanto a expressividade. Prokô e Shosta seguiram a onda. Um álbum agradável.
Tchaikovski / Prokofiev / Shostakovitch: Miniatures Russes Pour Piano (Rimma Bobritskaia, piano)
Album Pour Enfants Op. 29
Composed By – Pyotr Ilyich Tchaikovsky
1 Prière Du Matin 1:13
2 Matin D’hiver 1:02
3 Jouons à Dada! 0:37
4 Maman 0:56
5 Marche Des Soldats de Bois 0:50
6 La Poupée Malade 1:44
7 Enterrement de la Poupée 1:39
8 Valse 1:04
9 La Nouvelle Poupée 0:27
10 Mazurka 1:05
11 Chanson Russe 0:27
12 Le Paysan Joue de L’harmonica 0:44
13 Kamarinskïa 0:30
14 Polka 1:11
15 Chanson Italienne 0:58
16 Ancienne Chanson Française 1:13
17 Chanson Allemande 0:55
18 Chanson Napolitaine 1:02
19 Conte de la Nourrice 0:42
20 Baba-Yaga 0:38
21 Rêve Délicieux 2:14
22 Chant de L’alouette 0:52
23 Chanson Du Joueur de L’orgue de Barbarie 1:52
24 A L’église 0:46
Musique Pour Enfants Op. 65
Composed By – Sergei Prokofiev
25 Le Matin 1:53
26 Promenade 0:51
27 Historiette 2:13
28 Tarentelle 0:54
29 Repentir 1:49
30 Valse 1:07
31 Cortège Des Sauterelles 1:01
32 La Pluie Et L’arc En Ciel 1:15
33 Attrape Qui Peut 0:53
34 Marche 1:25
35 Le Soir 2:20
36 Sur Les Prés la Lune Se Promène 1:39
Esta caixa é tão, mas tão maravilhosa que nem vou perder tempo justificando a postagem de mais uma série. Apenas digo que serão 27 CDs em 320 kbps que trarão todas as 15 sinfonias, todos os 15 quartetos, todas as sonatas para algum instrumento + piano, o quinteto, trios, os concertos para piano, violino e violoncelo, as suítes… Enfim, é um tesouro! Enjoy!
Ah, tinha esquecido: IM-PER-DÍ-VEL!!!
(Os textos abaixo foram “roubados” do amigo Milton Ribeiro.
The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 1, 2 e 3 de 27)
Sinfonia Nº 1, Op. 10 (1924-1925)
Shostakovich começou a escrever esta sinfonia quando tinha dezessete anos. Antes disso, tinha composto alguns scherzi que só interessaram à musicólogos. Sua estréia foi mesmo com esta Nº 1, terminada antes do autor completar vinte anos. Ela tornou aquele estudante de música, mais conhecido por ser o pianista-improvisador de três cinemas mudos de Petrogrado, internacionalmente célebre. Tal fama pode ser atribuída por Shostakovich ser o primeiro rebento musical do comunismo, mas ouvindo a sinfonia hoje, não nos decepcionamos de modo algum. É música de um futuro mestre.
Ela começa com um toque de trompete ao qual, se acrescentarmos um crescendo, tornar-se-á um tema de Petrouchka, de Igor Stravinski. Alguns regentes russos fazem esta introdução exatamemente igual à Petroushka. É algo curioso que o jovem Dmitri tenha feito esta homenagem, quando dizia que seus modelos – e isto foi comprovadíssimo logo adiante – eram Mahler, Bach, Beethoven e Mussorgski. Mas há mesmo algo de “boneca triste” no primeiro movimento desta sinfonia. O segundo movimento possui um curioso tema árabe, que é a primeira grande paródia encontrada em sua obra. Um achado.
O movimento lento, muito triste, é daqueles que a Veja consideraria uma comprovação do sofrimento do compositor sob o comunismo e de uma postura fatalista do tipo isto-não-vai-dar-nada-certo, porém acreditamos que a morte de seu pai, ocorrida alguns meses antes e a internação de Dmitri num sanatório da Criméia (ele contraíra tuberculose) tenha mais a ver. Há um belíssimo solo funéreo de oboé neste movimento.
CD 1
Symphony No. 1 in F minor Op. 10
1. Allegretto. Allegro ma non troppo
2. Allegro
3. Lento
4. Allegro molto, Lento Allegro molto
5. Symphony No. 2 in B major Op. 14 for Chorus & Orchestra
6. Symphony No. 3 in E flat major in E Flat major for Chorus & Orchestra
Rundfunkchor
WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai
Sinfonia Nº 4, Op. 43 (1936) Uma sinfonia decididamente mahleriana. Shostakovich estudara Mahler por vários anos e aqui estão os monumentais ecos destes estudos. Sim, monumentais. Uma orquestra imensa, uma música com grandes contrastes e um tratamento de câmara em muitos episódios rarefeitos: Mahler. O maior mérito desta sinfonia é seu poderoso primeiro movimento, que é transformação constante de dois temas principais em que o compositor austríaco é trazido para as marchas de outubro, porém, minha preferência vai para o também mahleriano scherzo central. Ali, Shostakovich realiza uma curiosa mistura entre o tema introdutório da quinta sinfonia de Beethoven e o desenvolve como se fosse a sinfonia “Ressurreição”, Nº 2, de Mahler. Uma alegria para quem gosta de apontar estes diálogos. O final é um “sanduíche”. O bizarro tema ritmado central é envolvido por dois scherzi algo agressivos e ainda por uma música de réquiem. As explicações são muitas e aqui o referencial político parece ser mesmo o mais correto para quem, como Shostakovich, considerava que a URSS viera das mortes da revolução de outubro para a alienação e daí iria novamente para as mortes, representadas pela iminente segunda guerra. Trata-se de um Big Mac seríssimo.
CD 2
Symphony No. 4 in C minor Op. 43
1. Allegro poco moderato
2. Moderato con moto
3. Largo. Allegro
WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai
Sinfonia Nº 5, Op. 47 (1937) Esta é a obra mais popular de Dmitri Shostakovich. Recebeu incontáveis gravações e não é para menos. O público costuma torcer o nariz para obras mais modernas e aqui o compositor retorna no tempo para compor uma grande sinfonia ao estilo do século XIX. Sim, é em ré menor e possui quatro movimentos, tendo bem no meio, um scherzo composto por um Haydn mais parrudo. Mesmo para os aficcionados, é uma obra apetitosa, por transformar a linguagem do compositor em algo mais sonhador do que o habitual. Foi a primeira sinfonia de Shostakovich que ouvi. Meu pai a trouxe dizendo que era uma sinfonia muito melhor que as de Prokofiev, exceção feita à Nº 1, Clássica, que ele amava. Alguns consideram esta obra uma grande paródia; eu a vejo como uma homenagem ao glorioso passado sinfônico do século anterior. A abertura e a coda do último movimento (Allegro non troppo) costuma aparecer, com boa freqüência, em programas de rádio que se querem sérios e influentes…
Sinfonia Nº 6, Op. 54 (1939) Uma perfeição esta sinfonia cujo dramático, concentrado e lírico primeiro movimento (um enorme Largo) é seguido por dois allegros, sendo o último pra lá de burlesco, chegando a ser mesmo circense (Presto). A estrutura estranha e inexplicável tem o efeito, ao menos em mim, de uma compulsão por ouvi-la e reouvi-la. Acho que volto sempre a ela com a finalidade de conferir se o primeiro movimento é mesmo tão perfeito e profundo e para buscar uma explicação para a galinhagem final – isto aqui não é uma tese acadêmica, daí a palavra “galinhagem” ser permitida… Nossa sorte é que existe aquele segundo Allegro central para tornar a passagem menos chocante. Esta belíssima obra talvez faça a alegria de qualquer maníaco-depressivo. É uma trilha sonora perfeita para quem sai das trevas para um humor primaveril em trinta minutos. Começa estática e intelectual para terminar num circo. Simplesmente amo esta música! É um pacote completo e de só uma via com desespero, sorrisos e gargalhadas.
CD 3
Symphony No. 5 in D minor Op. 47
1. Moderato. Allegro non troppo. Moderato
2. Allegretto
3. Largo
4. Allegro non troppo. Allegro
Symphony No. 6 in B minor Op. 54
5. Largo
6. Allegro
7. Presto
Fechamos a caixa 6 com duas obras-primas absolutas. Ambas curtas, o Salmo 51, BWV 1083 — uma declaração de amor à música italiana na forma da adaptação de uma obra de Vivaldi, não? — e o Oratório da Páscoa se inscrevem com tranquilidade dentre as maiores composições de Bach. Logo logo o Avicenna ou outro dirá quem são os intérpretes, mas posso lhes garantir com tranquilidade que são de primeira linha. Um dos julgamentos que considero fatais em Bach é a forma — translúcida ou não — com que os gajos interpretam a ária Sanfte soll mein Todeskummer, do Oratório da Páscoa. Essa versão satisfez inteiramente o alto Padrão de Qualidade exigido por PQP Bach. Te mete!
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Bach 2000 – Caixa 6, CD 13
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BWV1083 Psalm 51 01 Versus 1 “Tilge,Höchster,meine Sünden”
BWV1083 Psalm 51 02 Versus 2 “Ist mein Herz”
BWV1083 Psalm 51 03 Versus 3 “Missetaten,die mich drücken”
BWV1083 Psalm 51 04 Versus 4 “Dich erzürnt mein Tun und Lassen”
BWV1083 Psalm 51 05 Versus 5-6 “Wer wird seine Schuld verneinen”
BWV1083 Psalm 51 06 Versus 7 “Sieh,Ich bin in Sünd empfangen”
BWV1083 Psalm 51 07 Versus 8 “Sieh,du willst die Wahrheit haben”
BWV1083 Psalm 51 08 Versus 9 “Wasche mich doch rein von Sünden”
BWV1083 Psalm 51 09 Versus 10 “Laß mich Freud und Wonne spüren”
BWV1083 Psalm 51 10 Versus 11-15 “Schaue nicht auf meine Sünden”
BWV1083 Psalm 51 11 Versus 16 “Öffne Lippen,Mund und Seele”
BWV1083 Psalm 51 12 Versus 17-18 “Denn du willst kein Opfer haben”
BWV1083 Psalm 51 13 Versus 19-20 “Laß dein Zion blühend dauern”
BWV1083 Psalm 51 14 Amen
BWV0245A Himmel, Reisse, Wet, Erbebe
BWV0245B Zerschmettert mich, Ihr felsen und ihr Hügel
BWV0245C Ach windet euch nicht so, geplagte seelen
Pois é, este arquivo foi mandado por um de vocês de presente. Isto aconteceu há muuuuito tempo, talvez uns 15 anos… Não lembro quem foi. Este disco é uma junção das quatro primeiras faixas do primeiro álbum e de todo o segundo. Loucura, né? Gostei bastante do Castelnuovo-Tedesco, muito boa música. Composto em 1950, durante o exílio do compositor nos Estados Unidos, o Quinteto Op. 143 é uma obra-prima do repertório neorromântico, que funde a tradição lírica italiana com as harmonias coloridas e os ritmos agitados característicos de Castelnuovo-Tedesco. A peça é esplêndida pela forma engenhosa como equilibra e integra o timbre íntimo da violão com a massa sonora e a potência do quarteto de cordas, superando um desafio histórico de escrita para essa formação. Dividido em quatro movimentos, o quinteto alterna entre o vigor rítmico (notavelmente no finale, uma tarantela) e momentos de profunda melancolia e lirismo cantabile, refletindo a nostalgia do compositor por sua Itália natal. É considerada uma das contribuições mais significativas do século XX para o repertório de violão de câmara, mantendo-se como uma peça central e frequentemente executada por sua inventividade, emoção e perfeito domínio da escrita instrumental. E aqui Yamashita demonstra enorme categoria e musicalidade.
Já ao ouvir os Quadros lembrei da piada do Keith Richards: “Sabe por que o cão lambe o seu saco? Porque consegue!”. Yamashita consegue, parabéns Yamashita! O único problema é que não quero ouvir nunca mais. É muita habilidade para ficar BEM PIOR do que o original e do que os arranjos de Ravel e Ashkenazy. Peço perdão a quem me deu este presente, mas tudo tem limite!
Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968): Quinteto para Violão e Quarteto de Cordas, Op. 143 & Modest Mussorgsky (1839-1881): Quadros de uma Exposição (Kazuhito Yamashita, Tokyo String Quartet)
1 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Allegro, Vivo E Schietto
2 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Andante Mesto
3 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Scherzo: Allegro Con Spirito, Alla Marcia
4 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Finale: Allegro Con Fuoco
5 Promenade
6 Gnomus
7 Promenade
8 Il Vecchio Castello
9 Promenade
10 The Tuileries
11 Bydlo
12 Promenade
13 Ballet Of The Little Chickens
14 Samuel Goldenberg Und Schmuyle
15 A Market Place In Limoges
16 Catacombae
17 Con Mortuis In Lingua Mortua
18 The Hut Of Baba-Yaga
19 The Bahatyr Gate Of Kiev
Acho que estou passando por um Período Savall. Mas não creio que vocês tenham vontade de reclamar. Este é um disco festivo e luminoso como são a Música Aquática e a Música para os Reais Fogos de Artifício. Savall e sua orquestra dão um banho como o que aconteceu na estreia da Música para os Reais Fogos de Artifício.
A Música Aquática (Water Music) é uma suíte orquestral cuja estreia ocorreu em 17 de julho de 1717, após o rei Jorge I encomendar um concerto para ser executado sobre o rio Tâmisa. O concerto foi interpretado originalmente por cerca de 50 músicos que ficavam sobre uma barca próxima ao barco real, a partir do qual o monarca escutava a peça com sua corte. O rei teria gostando tanto das suítes que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes…
No dia 21 de Abril de 1749, contra a vontade do compositor, realizou-se a estreia da Música para os Reais fogos de Artifício. Handel escreveu-a para comemorar a assinatura do tratado de Aix-la-Chapelle, que pôs fim à Guerra da Sucessão da Áustria. A primeira apresentação desta obra, no dia 21 de Abril, foi mais um ensaio público do que uma estreia, pois a estreia estava marcada para o dia 27. No entanto, este ensaio juntou 12.000 pessoas, causando enorme engarrafamento na ponte de Londres. Da estreia propriamente dita, o mínimo que se pode dizer é que foi atribulada. Aconteceu no dia 27 de Abril de 1749 e a emoção não esteve ausente: a estrutura montada especialmente para a ocasião incendiou parcialmente, além de ter chovido durante o concerto, o que apagou os fogos-de-artifício, além de molhar o público.
Georg Friederich Handel: Water Music / Music for the Royal Fireworks
1. Water Music, Ste I: Prld
2. Water Music, Ste I: Menuet I
3. Water Music, Ste I: Menuet II
4. Water Music, Ste I: Rigaudon I
5. Water Music, Ste I: Rigaudon II
6. Water Music, Ste I: Menuet I
7. Water Music, Ste I: Menuet II
8. Water Music, Ste I: Gigue I
9. Water Music, Ste I: Gigue II
10. Water Music, Ste I: Bourree
11. Water Music, Ste I: Lentement
12. Water Music, Ste I: Alla Hornpipe
13. Water Music, Ste II in F: Ov
14. Water Music, Ste II in F: Adagio E Staccato
15. Water Music, Ste II in F: Allegro
16. Water Music, Ste II in F: Andante, Allegro
17. Water Music, Ste II in F: Menuet
18. Water Music, Ste II in F: Air
19. Water Music, Ste II in F: Bourree
20. Water Music, Ste II in F: Hornpipe
21. Water Music, Ste II in F: Aria
22. Water Music, Ste II in F: Menuet
23. Music For The Royal Fireworks, Ov: Adagio
24. Music For The Royal Fireworks: Allegro-Lentement-Allegro
25. Music For The Royal Fireworks: Bourree
26. Music For The Royal Fireworks, La Paix: Largo Alla Siciliana
27. Music For The Royal Fireworks, La Rejouissance: Allegro
28. Music For The Royal Fireworks: Menuet II – Menuet I – Menuet II
Os poemas sinfônicos de Sibelius são como paisagens finlandesas transformadas em sons — densos e impregnados do espírito do norte. Em obras como “Finlândia” (hino nacional não oficial), “Karelia Suite” e “O Cisne de Tuonela” (misterioso e estático), Sibelius vai além da descrição musical: ele captura mitos, florestas, lagos e a própria luta identitária de seu povo. Com uma orquestração inovadora – onde timbres escuros, melodias que brotam de motivos mínimos e silêncios tensionados criam uma geografia emocional única. Não, esses poemas não narram histórias, mas evocam atmosferas onde a natureza e a alma humana se fundem. São, talvez, a expressão mais pura do que se chamou “o espírito do Norte”: austero, grandioso e profundamente lírico. O CD começa com Finlândia, termina com Valsa Triste e é — todo — bom demais. Querem comprovar? Ouçam a Valsa Triste desta orquestra checoslovaca (sim, antes da separação). Um pouco mais rápida que o habitual, mas com uma sensibilidade e compreensão abobantes. Confiram, por favor. Excelente!
Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia, Suíte Karelia, Suíte Lemminkainen, Valsa Triste, etc. (CSR, Schermerhorn)
1. Finlandia, Op. 26 8:30
2. Karelia Suite, Op. 11: I. Intermezzo: Moderato 3:48
3. Karelia Suite, Op. 11: II. Ballade: Tempo di menuetto 6:21
4. Karelia Suite, Op. 11: III. Alla marcia: Moderato 4:34
Bem, como já disse várias vezes, os discos de Telemann devem ser muito bem garimpados. O cara tem uma obra muito grande e boa parte dela é descartável. Então é muito complicado navegar no mar telemiano, por assim dizer. Este CD é daquelas exceções. Ele é apenas maravilhoso. A Suíte é esplêndida e pelo menos um dos Concertos para Flauta é simplesmente extraordinário — não, não descarto os outros. Vale a pena ouvir tudo. A Suíte para Flauta de Telemann é um exemplar perfeito do estilo francês, combina a elegância das danças barrocas (como minuetos e gavotas) com uma escrita fluente e expressiva para o solista. É uma obra encantadora, que exige musicalidade acima do mero virtuosismo técnico. Rothert brinca bastante. Já os Concertos para Flauta de Telemann revelam a vitalidade do estilo italiano, com movimentos vivos e melódicos que alternam entre o brilho do solista e o diálogo com o tutti orquestral. São peças equilibradas e inventivas, onde o compositor explora com leveza o contraste entre os registros e a agilidade da flauta. Prestem atenção ao Concerto em “E minor” (mi menor em português). A coisa só vai melhorando até chegar a um espetacular Presto.
Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte para Flauta / Concertos para Flauta (Rothert, Umbach, Müller-Brühl)
Suite in A Minor for recorder, strings and continuo
1 Ouverture 10:22
2 Les Plaisirs 02:41
3 Air a l’Italien 06:52
4 Menuett I and II 03:18
5 Rejouissance 02:23
6 Passepied I and II 01:25
7 Polonaise 03:20
Concerto in C Major for recorder, strings and continuo
8 Allegretto 03:11
9 Allegro 03:50
10 Andante 04:01
11 Tempo di Minuet 05:41
Concerto in E Minor for recorder, flute, strings and continuo
12 Largo 03:31
13 Allegro 04:10
14 Largo 03:08
15 Presto 02:43
Concerto in F Major for recorder, strings and continuo
16 Affettuoso 03:49
17 Allegro 04:02
18 Adagio 02:26
19 Menuett I and II 03:50
Total Playing Time: 01:14:43
Conductor(s): Müller-Brühl, Helmut
Orchestra(s): Cologne Chamber Orchestra
Artist(s): Rothert, Daniel; Umbach, Elke Martha
Telemann é frequentemente colocado como um compositor de segunda linha. É que ele teve a infelicidade de pertencer à mesma geração de Bach e Handel e de ser mais moderninho. (Na verdade, ele estava alinhado com sua contemporaneidade. Estas canções são de 1741, quando o barroco já estava se despedindo). O fato de ele ser tão prolífico também fez com que alguns considerassem sua produção fácil e superficial. Mas sua música muitas vezes é profundamente comovente, e ele foi certamente um dos melhores compositores dos atuais países de língua alemã.
Este CD deixa claro o quão maravilhoso ele era. Na verdade, tendemos a pensar que o lieder alemão não começou antes de Beethoven e Mozart. (A canções avulsas não são um dos pontos fortes de Moz e de Beeth, certo?). É apenas quando chegamos a Schubert que os lieder assumem uma importância central na música alemã. Mas aqui temos Telemann cujo ‘Oden’ — ‘Odes’, uma palavra alemã sinônima à palavra ‘Lieder’, ‘Canções’ — não são apenas competentes, mas também belas e necessárias para a nossa compreensão do desenvolvimento posterior do lied.
As canções de arte, é claro, surgiram das canções folclóricas. Nas “24 canções de 1741” de Telemann, podemos sentir uma ascensão tanto em termos de qualidade como de textos. Os textos são fornecidos por poetas como Friedrich von Hagedorn, Daniel Stoppe, Johann Matthias Dreyer e Johann Arnold Ebert. Eles são principalmente anacreônticos, ou seja, escrevem letras que celebram a juventude, o prazer, a amizade.
Os acompanhamentos de cravo são pouco contrapontísticos. A voz é o importante, o acompanhamento fica em segundo plano. Se alguém ouvir com atenção, no entanto, descobrirá todos os tipos de sentimentos bem expressos. A execução de Ludger Rémy ao cravo é magistral. Minha única reclamação é que o som do cravo talvez esteja um pouco discreto demais. Por outro lado, Klaus Mertens é perfeito. Atrevo-me a dizer que ele é uma espécie de Fischer-Dieskau jovem. Ele é perfeito para essas canções despretensiosas, projetando seus significados com clareza.
Sobre minha comparação com Schubert: as melodias memoráveis vêm uma após a outra. Fiquei muito impressionado com o parentesco entre as melodias de Telemann e as de seu santo sucessor, o Rei dos Lieder, Schubert. Se você ama Schubert, vai adorar essas canções. Confiram.
G. P. Telemann (1681-1767): Oden 1741 (Mertens / Rémy)
Odes (24), For Voice & Continuo, Twv 25:86-109
1 Indoctum Se Dulce Bibenti, Ode, Twv 25:86 3:37
2 Die Vergnügung, Ode, Twv 25:87 2:31
3 Die Tugend, Ode, Twv 25:88 2:20
4 Der Schäfer, ode, Twv 25:89 2:42
5 An Den Schlaf, Ode, Twv 25:90 3:21
6 Der Fröhliche Ausgeber, Ode, Twv 25:91 2:13
7 Wahre Vorzüge, Ode, Twv 25:92 2:08
8 Das Lachen, Ode, Twv 25:93 2:26
9 Trinklied, Ode, Twv 25:94 2:40
10 Der Mittelstand Zwischen Reichtum Und Armut, Ode, Twv 25:95 2:47
11 Vernünftige Lust, Ode, Twv 25:96 2:26
12 Der Wein, Ode, Twv 25:97 2:16
13 Jugendlust, Ode, Twv 25:98 3:13
14 Die Schlechte Mahlzeit, Ode, Twv 25:99 2:19
15 An Doris, Ode, Twv 25:100 4:00
16 Ein Guter Mut, Ode, Twv 25:101 3:30
17 Lob Des Weins, Ode, Twv 25:102 1:45
18 Das Vergnügte Schäferleben, Ode, Twv 25:103 2:14
19 Die Zufriedenheit, Ode, Twv 25:104 3:13
20 Die Gnügsamkeit, Ode, Twv 25:105 3:12
21 Das Gesundheittrinken, Ode, Twv 25:106 2:53
22 Der Freund, Ode, Twv 25:107 4:50
23 Das Landleben, Ode, Twv 25:108 1:29
24 Der Sonderling, Ode, Twv 25:109 4:38
Baritone Vocals – Klaus Mertens
Harpsichord – Ludger Rémy
Dizem que os Concertos para Violoncelo de Dvořák e Elgar são os dois pilares absolutos do repertório romântico para o instrumento, só que representam universos emocionais e estéticos muito distintos. Uma comparação clássica é que o de Dvořák é como uma paisagem épica, enquanto o de Elgar é um retrato psicológico íntimo. Acho os dois horrorosos e só posto porque sei que meus gostos são um tanto particulares. É curioso como estes concertos estão ligados a alguns grandes solistas. O de Dvořák é associado a Pablo Casals, que o popularizou, e a gravações de grande força como a de Rostropovich + Karajan ou Fournier + Szell. O de Elgar está indissociavelmente ligado a Jacqueline du Pré. Sua gravação com Barbirolli (1965) capturou a juventude, a dor e a paixão vulcânica da obra de uma forma definitiva, tornando-a um ícone. Outras leituras — como a de Truls Mørk — são mais introspectivas e sombrias. Gosto moderadamente desta última.
Dvořák / Elgar: Concertos para Violoncelo (Kliegel, Halász)
Dvořák, Antonín
Cello Concerto in B Minor, Op. 104, B. 191
1 I. Allegro 16:14
2 II. Adagio ma non troppo 12:26
3 III. Finale: Allegro moderato – Andante – Allegro vivo 13:48
Elgar, Edward
Cello Concerto in E Minor, Op. 85
4 I. Adagio – Moderato 08:54
5 II. Lento – Allegro molto 04:38
6 III. Adagio 05:07
7 IV. Allegro – Moderato – Allegro ma non troppo 12:03
Maria Kliegel, violoncelo
Royal Philharmonic Orchestra
Michael Halász
Essa caixa é imortal, sensacional e o escambau. Passei dias ouvindo; aliás, ainda a estou ouvindo. Bela escolha de solistas, gravações efetivamente muito boas. Não entendi esse negócio de misturar as Suítes Francesas com as Inglesas. Será que eles quiseram demonstrar a notável diferença de estilo entre elas? Nem imagino. O que sei é são gravações de primeira linha as que você irá baixar agora.
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Bach 2000 – Caixa 9, CD 1
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BWV0772 Two-Part Invention 1 in C major
BWV0773 Two-Part Invention 2 in C minor
BWV0774 Two-Part Invention 3 in D major
BWV0775 Two-Part Invention 4 in D minor
BWV0776 Two-Part Invention 5 in E-flat major
BWV0777 Two-Part Invention 6 in E major
BWV0778 Two-Part Invention 7 in E minor
BWV0779 Two-Part Invention 8 in F major
BWV0780 Two-Part Invention 9 in F minor
BWV0781 Two-Part Invention 10 in G major
BWV0782 Two-Part Invention 11 in G minor
BWV0783 Two-Part Invention 12 in A major
BWV0784 Two-Part Invention 13 in A minor
BWV0785 Two-Part Invention 14 in B-flat major
BWV0786 Two-Part Invention 15 in B minor
BWV0787 Three-Part Sinfonia 1 in C major
BWV0788 Three-Part Sinfonia 2 in C minor
BWV0789 Three-Part Sinfonia 3 in D major
BWV0790 Three-Part Sinfonia 4 in D minor
BWV0791 Three-Part Sinfonia 5 in E-flat major
BWV0792 Three-Part Sinfonia 6 in E major
BWV0793 Three-Part Sinfonia 7 in E minor
BWV0794 Three-Part Sinfonia 8 in F major
BWV0795 Three-Part Sinfonia 9 in F minor
BWV0796 Three-Part Sinfonia 10 in G major
BWV0797 Three-Part Sinfonia 11 in G minor
BWV0798 Three-Part Sinfonia 12 in A major
BWV0799 Three-Part Sinfonia 13 in A minor
BWV0800 Three-Part Sinfonia 14 in B-flat major
BWV0801 Three-Part Sinfonia 15 in B minor
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Bach 2000 – Caixa 9, CD 2
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BWV0806 English Suite 1 in A major 1 Prélude
BWV0806 English Suite 1 in A major 2 Allemande
BWV0806 English Suite 1 in A major 3 Courante I and II
BWV0806 English Suite 1 in A major 4 Sarabande
BWV0806 English Suite 1 in A major 5 Bourrée I and II
BWV0806 English Suite 1 in A major 6 Gigue
BWV0812 French Suite 1 in D minor 1 Allemande
BWV0812 French Suite 1 in D minor 2 Courante
BWV0812 French Suite 1 in D minor 3 Sarabande
BWV0812 French Suite 1 in D minor 4 Menuet I
BWV0812 French Suite 1 in D minor 5 Menuet II
BWV0812 French Suite 1 in D minor 6 Gigue
BWV0807 English Suite 2 in A minor 1 Prélude
BWV0807 English Suite 2 in A minor 2 Allemande
BWV0807 English Suite 2 in A minor 3 Courante
BWV0807 English Suite 2 in A minor 4 Sarabande
BWV0807 English Suite 2 in A minor 5 Bourrée I and II
BWV0807 English Suite 2 in A minor 6 Gigue
BWV0813 French Suite 2 in C minor 1 Allemande
BWV0813 French Suite 2 in C minor 2 Courante
BWV0813 French Suite 2 in C minor 3 Sarabande
BWV0813 French Suite 2 in C minor 4 Air
BWV0813 French Suite 2 in C minor 5 Gigue
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Bach 2000 – Caixa 9, CD 3
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BWV0808 English Suite 3 in G minor 1 Prélude
BWV0808 English Suite 3 in G minor 2 Allemande
BWV0808 English Suite 3 in G minor 3 Courante
BWV0808 English Suite 3 in G minor 4 Sarabande
BWV0808 English Suite 3 in G minor 5 Gavotte I and II
BWV0808 English Suite 3 in G minor 6 Gigue
BWV0814 French Suite 3 in B minor 1 Allemande
BWV0814 French Suite 3 in B minor 2 Courante
BWV0814 French Suite 3 in B minor 3 Sarabande
BWV0814 French Suite 3 in B minor 4 Gavotte (Anglaise)
BWV0814 French Suite 3 in B minor 5 Menuet and Trio
BWV0814 French Suite 3 in B minor 6 Gigue
BWV0809 English Suite 4 in F major 1 Prélude
BWV0809 English Suite 4 in F major 2 Allemande
BWV0809 English Suite 4 in F major 3 Courante
BWV0809 English Suite 4 in F major 4 Sarabande
BWV0809 English Suite 4 in F major 5 Menuet I and II
BWV0809 English Suite 4 in F major 6 Gigue
BWV0815 French Suite 4 in E-flat major 1 Allemande
BWV0815 French Suite 4 in E-flat major 2 Courante
BWV0815 French Suite 4 in E-flat major 3 Sarabande
BWV0815 French Suite 4 in E-flat major 4 Gavotte
BWV0815 French Suite 4 in E-flat major 5 Air
BWV0815 French Suite 4 in E-flat major 6 Gigue
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Bach 2000 – Caixa 9, CD 4
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BWV0810 English Suite 5 in E minor 1 Prélude
BWV0810 English Suite 5 in E minor 2 Allemande
BWV0810 English Suite 5 in E minor 3 Courante
BWV0810 English Suite 5 in E minor 4 Sarabande
BWV0810 English Suite 5 in E minor 5 Passepied I en Rondeau and II
BWV0810 English Suite 5 in E minor 6 Gigue
BWV0816 French Suite 5 in G major 1 Allemande
BWV0816 French Suite 5 in G major 2 Courante
BWV0816 French Suite 5 in G major 3 Sarabande
BWV0816 French Suite 5 in G major 4 Gavotte
BWV0816 French Suite 5 in G major 5 Bourrée
BWV0816 French Suite 5 in G major 6 Loure
BWV0816 French Suite 5 in G major 7 Gigue
BWV0811 English Suite 6 in D minor 1 Prélude
BWV0811 English Suite 6 in D minor 2 Allemande
BWV0811 English Suite 6 in D minor 3 Courante
BWV0811 English Suite 6 in D minor 4 Sarabande
BWV0811 English Suite 6 in D minor 5 Gavotte I and II
BWV0811 English Suite 6 in D minor 6 Gigue
BWV0817 French Suite 6 in E major 1 Allemande
BWV0817 French Suite 6 in E major 2 Courante
BWV0817 French Suite 6 in E major 3 Sarabande
BWV0817 French Suite 6 in E major 4 Gavotte
BWV0817 French Suite 6 in E major 5 Polonaise
BWV0817 French Suite 6 in E major 6 Menuet
BWV0817 French Suite 6 in E major 7 Bourrée
BWV0817 French Suite 6 in E major 8 Gigue
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Bach 2000 – Caixa 9, CD 5
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BWV0819 Suite in E-flat major 1 Allemande
BWV0819 Suite in E-flat major 2 Courante
BWV0819 Suite in E-flat major 3 Sarabande
BWV0819 Suite in E-flat major 4 Bourrée
BWV0819 Suite in E-flat major 5 Menuet I and II
BWV0819a Allemande in E-flat major (alternative for the Allemande in Suite
BWV0821 Suite in B-flat Major 1 Praeludium
BWV0821 Suite in B-flat Major 2 Allemande
BWV0821 Suite in B-flat Major 3 Courante
BWV0821 Suite in B-flat Major 4 Sarabande
BWV0821 Suite in B-flat Major 5 Echo
BWV0841 Minuet in G major from Clavier-Büchlein für Wilhelm Friedemann Bach
BWV0842 Minuet in G minor from Clavier-Büchlein für Wilhelm Friedemann Bach
BWV0843 Minuet in G major from Clavier-Büchlein für Wilhelm Friedemann Bach
BWV0814a Trio in B Minor
BWV0844 Scherzo in D minor
BWV0818a Suite in A minor 1 Fort gai
BWV0818a Suite in A minor 2 Allemande
BWV0818a Suite in A minor 3 Courante
BWV0818a Suite in A minor 4 Sarabande
BWV0818a Suite in A minor 5 Menuett
BWV0818a Suite in A minor 6 Gigue
BWV0818 Suite movement 1 Sarabande simple (alternative for the Suite BWV 818a)
BWV0818 Suite movement 2 Sarabande double (alternative for the Suite BWV 818a)
Os Quartetos de Cordas Nº 10, 11 e 13 de Shostakovich formam um tríptico que documenta a transição do compositor para sua linguagem tardia, marcada por austeridade, introspecção e uma liberdade formal crescente. E pelas referências à morte. O Décimo Quarteto (Op. 118, 1964), dedicado ao amigo Moisei Weinberg, ainda se ancora na estrutura tradicional de quatro movimentos, mas já traz os sinais do que viria: o Allegretto furioso – único na literatura shostakovichiana com tal indicação – irrompe como um súbito acesso de violência, enquanto o Adagio em forma de passacaglia e o finale, com sua citação velada do tema de abertura, criam um arco que oscila entre o recolhimento e a tensão mal resolvida. Já o Décimo Primeiro Quarteto (Op. 122, 1966) rompe decididamente com a tradição: seus sete movimentos encadeados evocam a estrutura de uma memória fragmentada, numa sucessão de miniaturas que parecem flashes de um passado irrecuperável. O Décimo Terceiro Quarteto (Op. 138, 1970), por fim, leva essa experimentação ao extremo: escrito em um único movimento e com uma viola solo que domina o discurso como uma voz solitária e profética, ele mergulha em sonoridades ásperas, numa atmosfera de sombria resignação que todos os os estudiosos associam à antecipação da morte. Juntos, esses três quartetos traçam uma curiosa trajetória do equilíbrio formal ainda hesitante do Op. 118 à dissolução do Op. 138 – e revelam um compositor que, progressivamente, abandona a plateia para dialogar consigo mesmo.
Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quartetos Nº 10, 11 e 13 (Éder Quartet)
Este disco é para qualquer amante do barroco enlouquecer. Não de raiva, mas de prazer. Sabem?, durante uma época de nosso blog, fomos pressionados — sem dar nenhuma importância à pressão, como sempre — a postar Telemann. Eu gosto muito de Telemann, mas seus discos às vezes são meio parecidos, não? Um concertinho para flauta aqui, uma suitezinha ali e, para terminar, aquelas famigeradas peças para flauta (ou violino) solo. Mas aqui a gente não posta qualquer merda, aqui tem cu radoria.
Este é um extraordinário CD da Berlin Akademie für Alte Musik que chega com obras realmente raras e divertidas. A tal Suite Alster, por exemplo, é maravilhosa, cheia de humor e sarcasmo. Este CD merece estar ao lado dos melhores de Telemann, como aqueles gravados pela Musica Antiqua Köln. Ouvi várias vezes e garanto-lhes que é biscoito fino. O grupo berlinense é uma coisa de louco, candidato à melhor orquestra de câmara do planeta. Ouçam, céticos!
George Philipp Telemann (1681-1767): Suítes para Orquestra (Berlin Akademie für Alte Musik)
Ouverture En Ré Majeur = D Major = D-Dur, TWV 23:1
1 “Jubeloratorium Für Die Hamburger Admiralität” 7:01
Suite “Alster”, TWV 55:F11 (“Orchestersuite Mit Horn-Quartett” En Fa Majeur = F Major = F-dur) (30:58)
2 1. Ouvertüre. Adagio Maestoso – Allegro – Adagio 5:06
3 2. Die Kanonierende Pallas. Allegro 2:47
4 3. Das Alster-Echo. Allegretto 2:19
5 4. Die Hamburgischen Glockenspiele 3:24
6 5. Der Schwanen Gesang 2:55
7 6. Der Alster-Schäfer Dorfmusik 1:47
8 7. Konzertierende Frösche Und Krähen 2:27
9 8. Der Ruhende Pan 3:49
10 9. Der Jauchzende Pan 1:09
11 10. Der Frohlokende Peleus 1:17
12 11. Der Schäfer Und Nymphen Eilfertiger Abzug 3:59
Suite “La Musette” En Sol Mineur = G Minor = G-moll, TWV 55:G1 (“VI Ouvertures À 4 Ou 6”, N°2) (12:19)
13 1. Ouverture. Maestoso – Allegro – Maestoso 3:05
14 2. Napolitaine – [Trio] 1:54
15 3. Polonaise 1:12
16 4. Murky 1:13
17 5. Menuet – [Trio] 3:05
18 6. Musette 1:03
19 7. Harlequinade. Vivo 0:48
Suite “La Chasse” En Fa Majeur = F Major = F-dur, TWV 55:F9 (13:31)
20 1. Ouverture. Lento – Allegro – Lento 3:53
21 2. Passepied I 1:11
22 Passepied II 2:16
23 3. Sarabande 2:03
24 4. Rigaudon 1:24
25 5. Le Plaisir 2:45
Overture Jointés D’une Suite Tragi-Comique, TWV 55:D22 = Ouvertüre Verbunden Mit Einer Tragikomischen Suite, En Ré Majeur = D-Major = D-dur (15:24)
26 1. Ouverture. Lentement – Vite – Lentement 4:34
27 2. Le Podagre. Loure 2:56
28 3. Remède Expérimente: La Poste Et La Danse. Menuet En Rondeau 0:56
29 4. L’hypocondre. Sarabande – Gigue – Sarabande – Bourrée – Sarabande – Hornpipe – Sarabande – La Suave 2:29
30 5. Remède : Souffrance Héroïque. Marche 1:20
31 6. Le Petit-Maître. Rondeau 2:11
32 7. Remède : Petite-Maison. Furies 0:57
O belo Concerto para Violino de Alban Berg foi escrito em 1935, ano de sua morte. (Em 24 de dezembro daquele ano, ele foi provavelmente picado por um inseto peçonhento e morreu). Seu Concerto é a peça mais conhecida e executada de Berg. A obra foi encomendada por Louis Krasner e dedicada por Berg “à memória de um anjo”. Foi o último trabalho que ele concluiu. Krasner executou a parte solo na estreia no Palau de la Música Catalana, Barcelona, em abril de 1936, quatro meses após a morte do compositor, tornando-se um réquiem não apenas para Manon Gropius, mas também para Berg. Por que o anjo? Ora, o acontecimento que o estimulou a escrever o concerto foi a morte por poliomielite de Manon Gropius, de 18 anos, filha de Walter Gropius e de sua amiga e patrocinadora Alma Mahler (viúva de Gustav Mahler). Alma sentiu-se abandonada pelos Berg em seu período de luto, e Berg estava ansioso para reparar o erro. Berg enviou a Alma parte da partitura em 1935. Era o aniversário de 56 anos da Alma. No Concerto temos uma demonstração de como Berg lidou com o atonalismo — com tanta habilidade que a herança clássica de suas composições não foi apagada, justificando assim o termo frequentemente aplicado a ele: o “classicista da música moderna”.
Alban Berg (1885-1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / Suíte Lírica / Três Peças Orquestrais (Hirsch / Klas)
Violin Concerto
1 I. Andante – Scherzo 11:30
2 II. Allegro – Adagio 14:48
Pieces from the Lyric Suite (arr. for string orchestra)
3 I. Andante amoroso 07:04
4 II. Allegro misterioso 03:38
5 III. Adagio appassionato 07:26
Após 47 anos como um dos principais quartetos de cordas do mundo, o Emerson deu seus últimos concertos neste mês de outubro de 2023. Uma pena. Este é seu último disco antes de se separarem e foi corajosamente construído em torno de um dos pilares do repertório do quarteto do século XX, uma obra que nunca tinham gravado antes. O Segundo Quarteto de Schoenberg é notável não apenas por incluir partes para soprano sobre poemas de Stefan George em seus dois movimentos finais, mas também como a peça em que ele deu seus primeiros e hesitantes passos no mundo desconhecido da atonalidade, embora em seus compassos finais a música retorne à segurança…
O Quarteto Op 3 de Alban Berg, concluído em 1910, dois anos depois do Segundo de seu professor Schoenberg, mas não publicado até 10 anos depois, é uma peça que funciona como complemento lógico, e os Emersons oferecem a ambas as obras performances calorosas e brilhantes, mais generosas do que muitas de suas anteriores. Barbara Hannigan é a soprano no Schoenberg, sua elegância precisa em cada frase é perfeitamente adaptada às linhas vocais intensamente expressivas, embora a gravação pareça colocar sua voz um pouco à frente.
Também há espaço no disco para mais algumas lindas raridades, ambas descobertas por Hannigan. Melancholie, de Hindemith, apresenta quatro poemas de Christian Morgenstern para soprano e quarteto. A obra foi composta durante os últimos anos da Primeira Guerra Mundial, quando a música de Hindemith estava muito mais próxima do mundo expressionista da Segunda Escola Vienense do que de seu próprio neoclassicismo posterior. Mas a verdadeira descoberta é Chanson Perpétuelle de Chausson, uma maravilha para soprano, quarteto e piano (Bertrand Chamayou aqui) sobre um poema de amor de Charles Cros, que, embora tenha menos de oito minutos de duração, parece encapsular todo um mundo de tragédia com intensidade operística.
Este é um CD aclamado pela crítica, elogiado pela energia contagiante, pela técnica brilhante de Bates e pela escolha de repertório inteligente e complementar, que forma uma narrativa musical convincente sobre a evolução do piano norte-americano. Mais do que uma simples coletânea, este CD é uma declaração de amor ao piano e à música norte-americana do século XX, executado por um pianista de primeira grandeza que encontra a alma comum entre dois mestres aparentemente distantes. Deste modo, este CD da Naxos apresenta uma fascinante ponte entre dois gigantes da música americana, unindo o espírito jazzístico e as melodias atemporais de George Gershwin com a inventividade rítmica e harmônica do jazz de Chick Corea. O grande mérito do disco é justamente este diálogo inesperado, mostrando como a semente plantada por Gershwin floresceu de forma original na obra de Corea, tendo Bates como guia.
Gershwin: 3 Preludes
1 Allegro Ben Ritmato E Deciso 1:23
2 Andante Con Moto E Poco Rubato 4:08
3 Allegro Ben Ritmato E Deciso 1:09
Gershwin: 6 Songs
4 Fascinatin’ Rhythm 3:40
5 Somebody Loves Me 4:03
6 Lisa 3:59
7 The Man I Love 3:21
8 I’ve Got The Rhythm 3:21
9 Strike Up The Band 2:53
Corea: Children’s Songs
10 I 1:47
11 II 0:51
12 III 1:15
13 IV 2:12
14 V 1:09
15 VI 2:10
16 VII 1:39
17 VIII 1:31
18 IX 1:07
19 X 1:22
20 XI 0:35
21 XII 2:30
22 XII 1:35
23 XIV 1:44
24 XV 1:08
25 XVI 0:57
26 XVII 1:24
27 XVIII 1:30
28 XIX 2:48
29 XX 1:18
Com este grupo de CDs, fechamos a totalidade das composições para órgão de Bach. Esta parte da obra de papai é muito pouco ouvida, mas guarda notáveis tesouros — e isso não é apenas uma frase. Os maiores deste grupo são os concertos finais lá nos CDs 15 e 16 — transcrições de concertos alheios para diversos instrumentos — , o BWV 768, que abre o CD 11, os Prelúdios e Fugas do CD 15 e várias peças extraordinariamente experimentais perdidas aqui e ali. Divirtam-se.
Ah, importante: a relação de obras está absolutamente correta e conferida. Putz, passei o maior trabalho. Por incrível que pareça, não sei quem é(são) o(s) organista(s). Espero pelo auxílio de vocês, ouvintes-leitores do PQP Bach.
J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 8, CDs 11, 12, 13, 14, 15 e 16
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Bach 2000 – Caixa 8, CD 11
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BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 01 Chorale
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 02 Variatio 1
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 03 Variatio 2
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 04 Variatio 3
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 05 Variatio 4
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 06 Variatio 5
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 07 Variatio 6
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 08 Variatio 7
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 09 Variatio 8
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 10 Variatio 9
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 11 Variatio 10
BWV0768 Partite diverse sopra il Corale “Sei gegrüßet,Jesu gütig” 12 Variatio 11
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 01
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 02
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 03
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 04
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 05
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 06
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 07
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 08
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 09
BWV0770 Partite diverse sopra il Corale “Ach,was soll ich Sünder machen” Partita 10
BWV0763 Chorale Arrangement “Wie schön leuchtet der Morgenstern”
BWVanhII074 Chorale Partita “Schmücke dich,o liebe Seele”
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 1
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 2
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 3
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 4
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 5
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 6
BWV0766 Partite diverse sopra il Corale “Christ,der du bist der helle Tag” Partita 7
BWV0706 Kirnberger Chorale “Liebster Jesu,wir sind hier”
BWV0691 excerpt from Notenbüchlein for Anna Magdalena Bach (1725) “Wer nur den lieben Gott läßt walten”
BWV0690 Kirnberger Chorale “Wer nur den lieben Gott läßt walten”
BWV0705 Kirnberger Chorale “Durch Adams Fall ist ganz verderbt”
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 1
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 2
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 3
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 4
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 5
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 6
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 7
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 8
BWV0767 Partite diverse sopra il Corale “O Gott,du frommer Gott” Partita 9
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Bach 2000 – Caixa 8, CD 13
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BWV0737 Chorale Arrangement “Vater unser im Himmelreich”
BWV0719 Chorale Arrangement “Der Tag,der ist so freudenreich”
BWV1090 Neumeister Chorale “Wir Christenleut”
BWV1091 Neumeister Chorale “Das alte Jahr vergangen ist”
BWV1092 Neumeister Chorale “Herr Gott,nun schleuß den Himmel auf”
BWV1093 Neumeister Chorale “Herzliebster Jesu,was hast du verbrochen”
BWV1094 Neumeister Chorale “O Jesu,wie ist dein Gestalt”
BWV1095 Neumeister Chorale “O Lamm Gottes unschuldig”
BWV1096 Neumeister Chorale “Christe,der du bist Tag und Licht-Wir danken dir,Herr Jesu Christ”
BWV1097 Neumeister Chorale “Ehre sei dir,Christe,der du leidest Not”
BWV1098 Neumeister Chorale “Wir glauben all an einen Gott”
BWV1099 Neumeister Chorale “Aus tiefer Not schrei ich zu dir”
BWV1100 Neumeister Chorale “Allein zu dir,Herr Jesu Christ”
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Bach 2000 – Caixa 8, CD 15
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BWV0548 Praeludium et Fuga in E minor 1 Praeludium
BWV0548 Praeludium et Fuga in E minor 2 Fuga
BWV0561 Fantasia et Fuga in A minor 1 Fantasia
BWV0561 Fantasia et Fuga in A minor 2 Fuga
BWV0553 Praeludium et Fuga in C major
BWV0554 Praeludium et Fuga in D minor
BWV0555 Praeludium et Fuga in E minor
BWV0556 Praeludium et Fuga in F major
BWV0557 Praeludium et Fuga in G major
BWV0558 Praeludium et Fuga in G minor
BWV0559 Praeludium et Fuga in A minor
BWV0560 Praeludium et Fuga in B-flat major
BWV0571 Fantasia in G major 1 Allegro
BWV0571 Fantasia in G major 2 Adagio
BWV0571 Fantasia in G major 3 Allegro
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Bach 2000 – Caixa 8, CD 16
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BWV0592 Concerto in G major 1 Allegro
BWV0592 Concerto in G major 2 Grave
BWV0592 Concerto in G major 3 Presto
BWV0563 Fantasia et Imitatio in B minor
BWV0551 Praeludium con Fuga in A minor 1 Praeludium
BWV0551 Praeludium con Fuga in A minor 2 Fuga
BWV0595 Concerto in C major
BWV0574 Fuga in C minor
BWV0576 Fuga in G major
BWV0596 Concerto in D minor 1 Andante – Grave
BWV0596 Concerto in D minor 2 Fuga
BWV0596 Concerto in D minor 3 Largo e spiccato
BWV0596 Concerto in D minor 4 Finale
BWV0579 Fuga in B minor
BWV0536 Praeludium et Fuga in A major 1 Praeludium
BWV0536 Praeludium et Fuga in A major 2 Fuga
BWV1121 Fantasia in C minor
BWV0597 Concerto in E-flat major 1 Andante
BWV0597 Concerto in E-flat major 2 Gigue
BWV0593 Concerto in A minor 1 Allegro moderato
BWV0593 Concerto in A minor 2 Adagio
BWV0593 Concerto in A minor 3 Allegro
Nós éramos muitos. Meu irmão WF foi o mais velho dentre os irmãos. Para mim, é difícil vê-lo como o homem velho — organista, cravista, professor e compositor — que aparece no Google. Para mim, ele sempre será o chato que era o preferido de nosso pai. Quando nosso pai morreu, ele começou a ter dificuldades pelo consumo excessivo de álcool. Ele se tornou muito sensível e nada confiável e, embora nunca houvesse dúvidas sobre seu talento, ele imaginava que sim. Viveu muito. Ensinou muito. Tocou muito. Complicou muito. Complicou inclusive a sua vida, meu caro bachiano, ao perder 100 Cantatas de nosso pai. Mas este disco é do caraglio. Ouça porque vale a pena. Lamon e seus músicos de mesa são muito competentes neste repertório que fica na transição entre o estilos barroco e o rococó-classicismo.
Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias, Suítes, Concerto para Cravo e Orq. (Lamon)
Sinfonia In D Major, F. 64
1 1. Allegro E Maestoso 3:55
2 2. Andante 3:15
3 3. Vivace 3:24
Sinfonia In D Minor, F. 65
4 Adagio & Fugue
Suite In G Minor, BWV 1070 (Attrib.: W. F. Bach)
5 1. Ouverture – Larghetto 4:35
6 2. Torneo 1:58
7 3. Aria – Adagio 5:22
8 4. Menuetto Alternativo – Trio 4:48
9 5. Capriccio 3:31
Concerto For Harpsichord, Strings And Basso Continuo In D Major, F. 41
10 1. Allegro 5:50
11 2. Andante 5:34
12 3. Vivace 4:28
Sinfonia In F Major For Strings, F. 67
13 1. Vivace 4:22
14 2. Andante 4:48
15 3. Allegro 3:18
16 4. Menuetto 1 & 2 2:30
Bassoon – Michael McCraw
Cello – Christina Mahler, Sergei Istomin
Concert Flute – Christopher Krueger, Elissa Poole
Directed By – Jeanne Lamon
Double Bass – Alison Mackay
Harpsichord – Charlotte Nediger
Horn – Derek Conrod, Teresa Wasiak
Oboe – John Abberger, Washington McClain
Orchestra – Tafelmusik Baroque Orchestra
Viola – Elly Winer, Ivars Taurins, Patrick G. Jordan
Violin – Christopher Verrette, David Greenberg, Kevin Mallon, Linda Melsted, Rona Goldensher, Stephen Marvin, Thomas Georgi
Violin [Leader] – Jeanne Lamon