Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Bastien & Bastienne, K. 50 (Raymond Leppard, Franz Liszt Chamber Orchestra)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Bastien & Bastienne, K. 50 (Raymond Leppard, Franz Liszt Chamber Orchestra)

Edita Gruberova, Edita Gruberova. Edita Gruberova, que cantora maravilhosa!!! Bastien & Bastienne é uma ópera em um ato composta por Wolfgang Amadeus Mozart em 1768, quando tinha apenas 12 anos de idade. Claro que seu pai ajudou um pouquinho, tô sabendo. É uma ópera com diálogos falados em alemão, antecessora do estilo que Mozart usaria mais tarde em A Flauta Mágica. O libreto é baseado em uma pastoral francesa (Le Devin du Village, de Jean-Jacques Rousseau), adaptada por Friedrich Wilhelm Weiskern. Gosto muito dela, acho uma gracinha. Sério! A história é simples e pastoral: conta o amor entre um jovem casal de camponeses, Bastien e Bastienne, e um falso feiticeiro (Colas) que os ajuda a se reconciliar após uma briga. A operinha foi composta possivelmente para Franz Anton Mesmer (o famoso médico defensor do “magnetismo animal” ou “mesmerismo”), que teria encomendado a obra para ser apresentada em seu jardim privativo. B & B foi esquecida por décadas e só estreou oficialmente em 1890, em Berlim. São uma série de melodias simples e encantadoras, típicas do estilo galante da época. Por que é relevante? Ora, porque mostra o talento precoce de Mozart (ou de sua família) para a música dramática, mesmo sendo uma obra menor. É uma raridade por ser uma ópera em alemão de sua fase infantil (a maioria de suas óperas posteriores são em italiano, até chegar na Flauta). E, se você comparar com A Flauta Mágica, verá que Mozart revisitou o tema de “amores reconciliados por intervenção mágica” décadas depois, mas de forma muito mais sofisticada. E novamente em alemão. Os intérpretes deste CD são TODOS espetaculares, mas Edita Gruberova, Edita Gruberova, Edita Gruberova, faz misérias.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Bastien & Bastienne, K. 50 (Raymond Leppard, Franz Liszt Chamber Orchestra)

Bastien & Bastienne, K.V. 50 (46b)
Libretto By – Friedrich Wilhelm Weiskern, J. H. Müller, Johann Andreas Schachtner
1 Intrada. Allegro 1:18
2 No. 1 Aria (Bastienne). Andante Un Poco Adagio „Mein Liebster Freund Hat Mich Verlassen“ 1:58
3 No. 2 Aria (Bastienne). Andante „Ich Geh’ Jetzt Auf Die Weide“ 1:30
4 No. 3 (Orchester) 0:16
5 No. 4 Aria (Colas). Allegro „Befraget Mich Ein Zartes Kind“ 2:15
6 No. 5 Aria (Bastienne). Tempo Grazioso „Wenn Mein Bastien Einst im Scherze“ 2:46
7 No. 6 Aria (Bastienne). Allegro Moderato „Wurd ich Auch, Wie Manche Buhlerinnen“ 1:50
8 No. 7 Duetto (Colas, Bastienne). Allegretto „Auf Den Rat, Den Ich Gegeben“ 1:56
9 No. 8 Aria (Bastien). Allegro „Großen Dank Dir Abzustatten“ 1:55
10 No. 9 Aria (Bastien). Moderato „Geh! Du Sagst Mir Eine Fabel“ 1:53
11 No. 10 Aria (Colas). Andante Maestoso „Diggi, Daggi“ 1:45
12 No. 11 Aria (Bastien). Tempo di Menuetto „Meiner Liebsten Schöne Wangen“ 2:07
13 No. 12 Aria (Bastienne). Tempo di Menuetto „Er War Mir Sonst Treu Und Ergeben“ 2:51
14 No. 13 Aria (Bastien, Bastienne). Adagio Maestoso „Geh’ Hin! Dein Trotz Soll Mich Nicht Schrecken“ 5:42
15 No. 14 Recitativo (Bastien, Bastienne). (Arioso) „Dein Trotz Vermehrt Sich Durch Mein Leiden?“ 1:06
16 No. 15 Duetto (Bastien, Bastienne). Allegro Moderato – Andantino „Geh! Herz von Flandern!“ 5:50
17 No. 16 Terzetto (Bastien, Bastienne, Colas). Allegro Moderato Moderato – Allegro „Kinder! Seht Nach Sturm Und Regen“ 3:10

18 “Un Moto di Gioia Mi Sento Nel Patto” Aria For Soprano K.579. Allegro Moderato
Soprano Vocals – Edita Gruberova
1:40

19 “Giunse Alfin Il Momento – Deh Vieni, Non Tardar” Recitative And Aria For Soprano K. 492/27 & 28 (Susanna – Le Nozze di Figaro) Allegro Vivace Assai – Andante
Soprano Vocals – Edita Gruberova
4:43

20 “Misero! O Sogno – Aura, Che Intorno Spiri” Recitative And Aria For Tenor K. 431 (425b) Adagio – Andante Con Moto – Allegro Risoluto – Anadante Sostenuto -Allegro Assai
Tenor Vocals – Vinson Cole
10:13

21 “Mentre Ti Lascio, Oh Figlia” Aria For Bass K. 513. Larghetto – Allegro
Bass Vocals – László Polgár
8:23

Baritone Vocals [Colas] – László Polgár
Concertmaster – János Rolla
Conductor – Raymond Leppard
Orchestra – Franz Liszt Chamber Orchestra*
Soprano Vocals [Bastienne] – Edita Gruberova
Tenor Vocals [Bastien] – Vinson Cole

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Edita Gruberova (1946-2021)

PQP

Barbara Strozzi (1619-1677): Cantatas e Árias (Presutti, Ensemble Poïesis)

Barbara Strozzi (1619-1677): Cantatas e Árias (Presutti, Ensemble Poïesis)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sem favores ao feminismo — como se precisasse… –, este é um lindo e raro disco de compositora barroca. Strozzi foi um enorme talento. O Ensemble Poïesis e a soprano Cristiana Presutti dão um chou. Mas vamos dar uma passada na biografia da compositora?

Barbara Strozzi foi uma compositora e cantora barroca. Era provavelmente filha ilegítima do poeta e libretista veneziano Giulio Strozzi e de sua serviçal, Isabella Garzoni, apelidada la Greghetta. Em 1628, Giulio, também ele filho ilegítimo de Roberto Strozzi, refere-se a Barbara como sua figliuola elettiva, ao designá-la como herdeira em seu testamento. Sob a orientação de seu pai, Barbara estudou música com o cantor, organista e compositor Francesco Cavalli, parceiro próximo de Claudio Monteverdi, cuja morte o levou a assumir a liderança entre os compositores da ópera barroca veneziana. Com ele, Barbara também desenvolveu seus dotes de soprano. Aos 16 anos, ela cantava, acompanhando-se de um dos muitos instrumentos de que seu pai dispunha, nos concertos promovidos por Giulio, nas reuniões da Accademia degli Incogniti e, a partir de 1637, da Accademia degli Unisoni, esta última fundada pelo próprio Giulio. Barbara Strozzi também foi uma compositora talentosa. Em artigo de 1997, publicado na Musical Quarterly, a musicóloga Beth L. Glixon, especialista em ópera veneziana do século XVII, refere-se a Barabara Strozzi como”o mais prolífico compositor — homem ou mulher — de música vocal secular publicada em Veneza, em meados do século XVII”. Em 1644, Strozzi publicou seu opus Nº 1, Il primo libro di madrigali, dedicado à grã-duquesa da Toscana, Vittoria Della Rovere. Esses madrigais tinham letras escritas por seu pai, Giulio Strozzi. As coletâneas publicadas após a morte de seu pai (1652), tiveram textos escritos por amigos do libretista ou por ela mesma. Quase todos os seus trabalhos foram seculares e escritos para sua própria voz (soprano lírico) e mostram o seu domínio de diferentes formas musicais — cantatas, ariettas e duetos. Barbara Strozzi nunca se casou mas teve quatro filhos. Os três últimos eram de Giovanni Paolo Vidman (ou Widmann), um amigo de Giulio Strozzi, que a ele dedicara o libretto de La finta pazza. Vidman era patrono de artistas, membro da Accademia degli Incogniti e, embora fosse casado com outra mulher (Camila Grotta), manteve com Barbara uma longa relação. Barbara Strozzi compôs 125 composições, organizadas em oito coletâneas que foram publicadas entre 1644 e 1664 e dedicadas a mecenas e protetores diversos.

Barbara Strozzi (1619-1677): Cantatas e Árias

1 Serenata con violini (Sinfonia) Op. 8 1:48
2 “Lagrime mie” (Lamento) op. 7 8:39
Composed by – Barbara Strozzi

3 Sonata per due violini op. 22 4:35
Composed by – Biagio Marini

4 “Finche tu spiri” (Cantata) op. 7 10:17
5 “Bel desio che mi tormenti” op. 6 6:18
Composed by – Barbara Strozzi

6 Sinfonia sesto tuono op. 22 2:04
Composed by – Biagio Marini

7 Il Lamento “Sul Rodano severo” op. 2 12:19
8 Costume de grandi “Godere e lasciare” op. 2 4:29
9 L’Eraclito Amoroso “Udite Udite amanti” op. 2 6:32
10 “Mentita” (version instrumentale) op. 6 4:19
11 “Apresso ai molli argenti” (Lamento) op. 7 11:56
Composed by – Barbara Strozzi

Cristiana Presutti (soprano)
Ensemble Poïesis (2006)

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A muito talentosa Barbara Strozzi

PQP (2019)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga com membros do Collegium Aureum

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga com membros do Collegium Aureum

bach-the-art-of-fugue-collegium-aureum-2-cd-dhmAs gravações da Arte de Fuga caracterizam-se por ser uma melhor que a outra. Vai ver que é a qualidade da obra, né? Esta é uma gravação realizada em 1962 que vem com som bom — nada excepcional — e interpretação fantástica dos membros do Collegium Aureum, um dos grupos precursores da interpretação com instrumentos originais de época. Não poderia deixar de postar aqui este álbum que comprei bem barato na Amazon e que vocês podem também adquirir.

Bach: Die Kunst der Fuge – Collegium Aureum – CD1

1. Contrapunctus I A 4
2. Contrapunctus Ii A 4
3. Contrapunctus Iii A 4
4. Contrapunctus Iv A 4
5. Contrapunctus V A 4
6. Contrapunctus Vi A 4
7. Contrapunctus Vii A 4
8. Contrapunctus Viii A 3
9. Contrapunctus Ix A 4
10. Contrapunctus X A 4

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Bach: Die Kunst der Fuge – Collegium Aureum – CD2

11. Contrapunctus Xi A 4
12. Contrapunctus Xii A 4
13. Contrapunctus Xiii A 3
14. Contrapunctus Xiiia 2
15. Contrapunctus Xiv
16. Contrapunctus Xv
17. Contrapunctus Xvi
18. Contrapunctus Xvii
19. Contrapunctus Xviii

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Ulrich Grehling
Johannes Koch
Gunter Lemmen
Reinhold Johannes Buhl
Fritz Neumeyer
Lilly Berger
Collegium Aureum
Franzjosef Maier

Tentando entender "A Arte da Fuga"
Tentando entender “A Arte da Fuga”

PQP

Neue Deutsche Post Avantgarde (1988)

Neue Deutsche Post Avantgarde (1988)

Este é um vinil hoje raríssimo que fazia a alegria de quem frequentava o Instituto Goethe quando este era voltado para as artes. Ele, a coletânea, dava uma passada pelos grupos de música de vanguarda alemães dos anos 80. Bem, e era uma loucura absoluta. Eu adoro! A produção era do Goethe de São Paulo e o nome era “Uma Amostragem da Música Alemã Pós-Moderna”. E, bem, na minha opinião é rock n` roll… Inicia até calminho, mas e depois? Há, Beethoven e Power Rangers, corais e motores. Leiam abaixo a história das 2.950 cópias deste disco surpreendente que trago para vocês neste domingo. O meu exemplar está aqui em casa guardadinho. Vale muito. É a música ideal para torturar vizinhos e pessoas convencionais em geral. Ex-esposas e ex-maridos de ouvidos pouco alongados são alvos preferenciais.

Muito cuidado, convém usar moderadamente! Você pode acabar agredido!

Neue Deutsche Post Avantgarde

.oOo.

Very important 80s compilation gathering the best experimental acts of the German scene of this time. Limited edition of 2950 copies pressed in Germany for the Goethe Institute, Sao Paulo, Brazil. Only 150 copies remained for sale in Europe. The other 2800 copies were sent to the Goethe Institute & went lost there. I suppose the LPs were distributed among the people in Brazil, which were highly interested in avant-garde music after the great success of the EUROPEAN MINIMAL MUSIC PROJECT presentation in Brazil. It is known that Kodiak Bachine in collaboration with Elmar Brandt, director of the Goethe Institute of São Paulo at that time, participated of the launching of the LP Neue Deutsche Post-Avantgarde in São Paulo at “Cri Du Chat” record store.

The Portuguese title is “Uma Amostragem Da Musica Alemã Pós-Moderna”.

Musicians:

1. S.B.O.T.H.I. (Swimming Behavior Of The Human Infant)
Real Name: Achim Wollscheid. Achim Wollscheid is a media artist whose work over the past 20 years has been at the forefront of experimental music. His work in sound has led to an interest in the relation between sound, light and architectural space, which he pursues through public, interactive and electronic projects.

2. Cranioclast
Cranioclast is a duo from Hagen, Germany, which produce various artistic endeavors, most commonly music. Usually those two identify themselves as Soltan Karik and Sankt Klario. They have their own label called CoC and were working with a number of like-minded bands, including Kallabris, Fetisch Park and A.B.G.S..

3. P16.D4
P16D4 was a German band whose music bordered on the industrial and on the cacophonous. On their debut album “Kühe In 1/2 Trauer” (Selektion, 1982) they managed to fuse the playful irrationality of Dadaism and the oppressive tones of expressionism. Roger Schönauer and Ewald Weber focused on an austere art and technique of loop and tape manipulation. Stefan E. Schmidt joined the ensemble on Distruct (Selektion, 1995), a deconstructed remix of sound sources provided by friends in the industrial scene. The double album Nichts Niemand Nirgends Nie (1985) delved into musique concrete and electronic improvisation. Tionchor (Sonoris, 1987) collects revised rarities.

4. Gerechtigkeitsliga
Members: Till Brüggemann & Ragnar. Gerechtigkeitsliga was formed in 1981. At that time, there were four German artists involved. The centre of operations was moved from Germany to London. Throughout the 1980’s and the early 90’s, the group was self-sufficient in producing music, films and videos. Multimedia Performances took place throughout central Europe and the USA. Gerechtigkeits Liga participated in many tape and some vinyl compilations in Europe, Brazil and the USA. (Gerechtigkeits Liga “Hypnotischer Existenzialismus” was also released as 12″ red vinyl on U.S.A label Thermidor records. G.L`s first 12″ was released on their own Zyklus records label in 1984).

5. Graf Haufen
Real Name: Karsten Rodemann. Started during the early days of the “tape revolution” in the early 1980’s at age 14 to release audio tapes of his own music under different names. The label was called GRAF HAUFEN TAPES. Later he added other musicians to the rooster as well. The label was stopped around 1985. Later he released books and booklets for art exhibitions held at his own apartment – some of the artists involved are also musicians such as John Hudak, G.X. Jupitter-Larsen aka THE HATERS, Andrzej Dudek-Dürer, Das Synthetische Mischgewebe.

6. Mullah

7. H.N.A.S.
HNAS (Hirsche Nicht Auf Sofa or Moose Without a Sofa), emerged in the 80’s German post avant garde industrial scene. The group was founded by Achim P. Li Khan and Christoph Heemann They are known for their radically eclectic sound and their sophisticated studio work. The work of HNAS is marked especially by an absurd sense of humor (their name being the first indication). . H.N.A.S.’s sound experimentation started in 1984 with a series of limited cassettes made for demonstration purpose or personal use. Their first LP, 1985’s Abwassermusik reflected an interest in collages of samples, tape loops and found sounds, often repeated ad infinitum. The group then recorded “Melchior” with Steven Stapleton (of Nurse with Wound). The group released two more LPs during 1986-87, Im Schatten Der Mhre and Kuttel im Frost (both on Dom).

8. Cinéma Vérité
Noise, experimental, minimal Members: Andreas Hoffmann, Klaus Hoeppner

9. Frieder Butzmann / Thomas Kapielski
Thomas Kapielski German author, artist & musician.
Frieder Butzmann, Veteran German musician amongst others on Zensor label.

10. Werkbund
Enigmatic industrial/experimental band from Hamburg, Germany. The sound deals mainly with marine tales and myths from Northern Germany. So far, it is not known who the artists are. It has been guessed that Felix Kubin and Uli Rehberg and other artists from Hamburg might be involved. Some people pretend that both Werkbund and Mechthild Von Leusch involve the collaboration of Asmus Tietchens and Uli Rehberg, though Asmus Tietchens repeatedly and vehemently denied any participation in the band.

Tracklist

A1. S.B.O.T.H.I. – Meio 1
A2. Cranioclast – “… And Even When They Are Shadowing the Skies …”
A3. P16. D4 – Driesbach
A4. Gerechtigkeits Liga – Zyklus Beats / In Excelsis Zyklus
A5. Graf Haufen – Scanning / Nature Is Noise Enough
A6 Mullah – Starve to Death
B1. H.N.A.S. – Quietschend, laut und ungestüm (Es war nicht mein Tag)
B2. Cinema Verite – Gebetsmhlen
B3. Frieder Butzmann / Thomas Kapielski – Rausch, Leiden und Gesang des B. und des K.
B4. Werkbund – Unter der Stadt 3
B5. S.B.O.T.H.I. – Meio 2

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O P16.D4 em ação
O P16.D4 em ação

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George Friedrich Händel (1685-1759): Concerto Grosso Alexander’s Feast, 3 Oboe Concertos, Sonate a cinque (The English Concert, Pinnock)

George Friedrich Händel (1685-1759): Concerto Grosso Alexander’s Feast, 3 Oboe Concertos, Sonate a cinque (The English Concert, Pinnock)

Ao contrário de Bach, Händel viajou bastante. passou seus anos jovens na Itália e depois foi fazer um sucesso estrondoso em Londres com suas óperas e oratórios. Aqui estão algumas obras orquestrais e para solistas. Os intérpretes são o excelente conjunto inglês “The English Concert”, especializado no repertório barroco, e dirigido pelo incansável Trevor Pinnock. O belo Concerto Grosso “Alexander`s Feast” foi baseado no poema de John Dryden (1697), que narra um banquete oferecido por Alexandre, o Grande, após a conquista de Persépolis. Nele, o músico Timóteo toca sua lira, despertando em Alexandre emoções variadas — desde a nostalgia até a fúria guerreira — mostrando o poder transformador da música. Handel sabia que o público associaria a música ao drama do poema (já famoso na época). O tema de Alexandre era popular no século XVIII, simbolizando poder, luxo e emoção. No concerto, o segundo movimento (Allegro) reflete a “fúria de Alexandre” descrita na ode, com ritmos incisivos. O Adagio lembra o momento em que Timóteo acalma o rei com música suave. O final é apenas bonito e é meu movimento preferido.

George Friedrich Händel (1685-1759): Concerto Grosso Alexander’s Feast, 3 Oboe Concertos, Sonate a cinque (The English Concert, Pinnock)

Concerto grosso Alexander’s Feast in C major, HWV 318
01 – I. Allegro
02 – II. Largo
03 – III. Allegro
04 – IV. Andante, ma non presto

Sonata a cinque in B flat major, HWV 288
05 – I. Andante
06 – II. Adagio
07 – III. Allegro

Concerto No. 1 for Oboe and String Orchestra in B flat major, HWV 301
08 – I. Adagio
09 – II. Allegro
10 – III. Siciliana. Largo
11 – IV. Vivace

Concerto No. 2 for Oboe and String Orchestra in B flat major, HWV 302a
12 – I. Vivace
13 – II. Fuga. Allegro
14 – III. Andante
15 – IV. Allegro

Concerto No. 3 for Oboe and String Orchestra in G minor, HWV 287
16 – I. Grave
17 – II. Allegro
18 – III. Sarabande. Largo
19 – IV. Allegro

The English Concert
Trevor Pinnock – Director
Simon Standage – Violino
David Reichemberg – Oboe

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos Nº 1 e 2 para Violoncelo e Orquestra (Ma, Nelsons, BSO)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos Nº 1 e 2 para Violoncelo e Orquestra (Ma, Nelsons, BSO)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Por alguma razão, o Concerto Nº 2 para Violoncelo e Orquestra de Shostakovich não é tão ouvido — eu o amo apaixonadamente desde que ouvi a gravação Rostropovich-Ozawa-BSO –, mas o Nº 1 estabeleceu-se firmemente no repertório básico das principais salas de concerto. Yo-Yo Ma já tinha gravado o Nº 1 com a Orquestra de Filadélfia e Eugene Ormandy. Agora ele grava pela primeira vez o Nº 2. Yo-Yo Ma toca com uma intensidade e eloquência que puxa o ouvinte para o CD e, como convém a alguém que é aclamado como um dos maiores violoncelistas de todos os tempos, dá uma demonstração de competência e musicalidade. Nelsons tem grande afinidade com Shostakovich e a dupla com Ma funciona admiravelmente. Uma joia!

Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107 (1959)

Shostakovich e o Rostropovich eram grandes amigos tendo, muitas vezes, viajado juntos fazendo recitais que incluíam entre outras obras, a Sonata para violoncelo e piano, opus 40, já comentada nesta série. Desde que se conheceram, o compositor avisara a Rostropovich que ele não deveria pedir-lhe um concerto diretamente, que o concerto sairia ao natural. Saíram dois. Quando Shostakovich enviou a partitura do primeiro, dedicada ao amigo, este compareceu quatro dias depois na casa do compositor com a partitura decorada. (Bem diferente foi o caso do segundo concerto, que foi composto praticamente a quatro mãos. Shostakovich escrevia uma parte, e ia testá-la na casa de Rostropovich; lá, mostrava-lhe as alternativas, os rascunhos ao violoncelista, que sugeria alterações e melhorias. Amizade.) Estilisticamente, este concerto deve muito à Sinfonia Concertante de Prokofiev – também dedicada a Rostropovich – e muito admirada pelos dois amigos. É curioso notar como os eslavos têm tradição em música grandiosa para o violoncelo. Dvorak tem um notável concerto, Tchaikovsky escreveu as Variações sobre um tema rococó, Kodaly tem a sua espetacular Sonata para Cello Solo e Kabalevski também tem um belo concerto dedicado a Rostropovich. O de Shostakovich é um dos de um dos maiores concertos para violoncelo de todo o repertório erudito e minha preferência vai para a imensa Cadenza de cinco minutos (3º movimento) e para o brilhante colorido orquestral do Allegro com moto final.

Concerto para Violoncelo e Orquestra Nº 2, Op. 126 (1966)

Uma obra-prima, novo produto da estreita colaboração entre Shostakovich e Rostropovich, a quem o concerto é dedicado. A tradição do discurso musical está aqui rompida, dando lugar a convenções próprias que são “aprendidas” pelo ouvinte no transcorrer da música. Não há nada de confessional ou declamatório neste concerto. Há arrebatadores efeitos sonoros que são logo propositadamente abandonados. A intenção é a de ser música absoluta e lúdica, mostrando-nos temas que se repetem e separam momentos convencionalmente sublimes ou decididamente burlescos. Nada mais burlesco do que a breve cadenza em que o violoncelo é interrompido pelo bombo, nada mais tradicional do que o tema que se repete por todo o terceiro movimento e que explode numa dança selvagem, acabando com o violoncelo num tema engraçadíssimo — como se fosse um baixo acústico — , para depois sustentar interminavelmente uma nota enquanto a percussão faz algo que nós, brasileiros, poderíamos chamar de batucada. Esta dança faz parte de uma longa preparação para um gran finale que novamente não chega a acontecer. Um concerto espantoso, original, capaz de fazer qualquer melômano feliz ao ver sua grande catedral clássica virada de ponta cabeça e, ainda assim, bonita.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos Nº 1 e 2 para Violoncelo e Orquestra (Ma, Nelsons, BSO)

Cello Concerto No.1, Op.107
01 I. Allegretto 06:36
02 II. Moderato 12:14
03 III. Cadenza 05:36
04 IV. Finale. Allegro con moto 04:48

Cello Concerto No.2, Op.126
05 I. Largo 13:21
06 II. Scherzo. Allegretto 04:44
07 III. Finale. Allegretto 16:10

Yo-Yo Ma
Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons

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Ma e Nelsons em ação total.

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) (CD 14 de 16) (Bernstein)

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) (CD 14 de 16) (Bernstein)

IM-PER-Dí-VEL !!!

Precisa comentar? Mesmo?

É a maior obra de Mahler. A Canção da Terra (1908) é uma cantata sinfônica sobre textos de Li T’ai Po e outros poetas chineses, na tradução alemã de Hans Bethge. O melhor Mahler parece condensado nesta música que mistura o clássico com as predileções de Mahler pela música popular e folclórica. Sua permanente angústia religiosa e as dúvidas do intelectual se manifestam nesta música pessoalíssima e perfeita, que termina com uma comovente canção de despedida.

Não é, decididamente, uma obra para intérpretes amadores. A maior gravação é, na minha opinião, exatamente esta.

A seguir, coloco um excelente texto de Isabel Assis Pacheco sobre a obra (retirado daqui)

Das Lied von der Erde (“A Canção da Terra”) (c. 1h. e 10 min.)

Artista intransigente, Mahler levou à obsessão o desejo de perfeição. Homem atribulado e desiludido, fugiu do mundo, da civilização e mergulhou no seio da natureza, em busca de conforto. São suas estas palavras: “Um grande exemplo para todas as pessoas criativas é Jacob, que se bate com Deus até que Ele o abençoe. Deus tão pouco quer conceder-me a Sua bênção. Somente através das terríveis batalhas que tenho de travar para criar a minha música recebo finalmente a Sua bênção”.

O complexo universo mahleriano, muitas vezes caótico, sofredor, povoado de sinais de morte, mas também pleno de realidades belas, não é senão uma projecção da própria vida humana.

Com uma produção quase exclusivamente constituída por sinfonias e ciclos de canções, Mahler descobre o seu horizonte criativo. O compositor opera nestes dois domínios musicais uma síntese genial e grandiosa: por um lado confere ao Lied uma dimensão sinfónica e, por outro lado, insere o Lied em várias das suas sinfonias. A fusão destas duas formas musicais atinge a culminância em obras como a 8ª Sinfonia e a sua derradeira obra Das Lied von der Erde (“A Canção da Terra”), classificada como “sinfonia com voz”.

No final de 1907, três duros golpes do destino marcaram profundamente Mahler: a morte da sua filha mais velha, a demissão de director da Ópera de Viena e o diagnóstico de uma grave doença cardíaca. Por essa altura, o seu amigo Theodor Pollak ofereceu-lhe uma colectânea de 83 poemas Die chinesische Flöte (“A Flauta Chinesa”) que Hans Bethge tinha adaptado das traduções inglesa, francesa e alemã dos originais chineses. Pollak expressara a ideia de que esses poemas poderiam ser musicados e Mahler identificou-se de imediato com o espírito dos poemas, concebendo a adaptação de alguns deles. A razão da escolha de seis poemas, de rara beleza, da autoria de Li–Tai–Po, Tchang–Tsi, Mong–Kao–Yen e Wang–Wei deveu-se aos temas apresentados. Poemas voltados para a terra, para a natureza e para a solidão do homem no seio desses elementos, foram a fonte criativa de um documento pessoal e profundamente comovente que abre o último período criador de Mahler — Das Lied von der Erde “uma sinfonia para tenor, contralto (ou barítono) e orquestra”. Bruno Walter classificou esta obra como “apaixonada, amarga e ao mesmo tempo, misericordiosa; o canto da separação e do desvanecimento”.

Obra onde se encontra a fusão perfeita do Lied e da sinfonia, A Canção da Terra está impregnada de tristeza e nostalgia indefiníveis, mas também da celebração da natureza. Mahler conseguiu evidenciar nesta obra todos os aspectos do seu génio.

Nela encontramos tanto a ambivalência de sentimentos, entre o êxtase, o prazer e a premonição da morte, que caracteriza o próprio compositor, como também todo o clima outonal do romantismo tardio. Terminada no Verão de 1908, a obra só viria a ser estreada seis meses após a morte do compositor, a 20 de Novembro de 1911, em Munique, sob a direcção Bruno Walter. Constituída por seis andamentos, a obra inicia-se com um Allegro pesante em Lá menor. Das Trinklied von Jammer der Erde (“Canção de Beber da Tristeza da Terra”), do poeta chinês Li–Tai–Po, advoga o vinho como o melhor remédio para os males humanos. Diante do absurdo da vida, a embriaguez é a única saída para a dor e para a revolta. Cada estrofe da canção termina com o terrível refrão: Dunkel ist das Leben, ist der Tod (“Sombria é a vida, é a morte”). Usando genialmente todos os recursos orquestrais a fim de aumentar a tensão, Mahler cobre toda a gama de emoções.

O segundo andamento indicado Etwas schleichend (um pouco arrastado) é na tonalidade de Ré menor. A imagem poética desta segunda canção, Der Einsame im Herbst, (“O Solitário no Outono”) cantada neste caso pelo barítono, é a tristeza do homem que chora sozinho com as suas recordações e para quem “o outono se prolonga demasiado no seu coração”. Mahler sublinha o verso Mein Herz ist müde (“O meu coração está cansado”). O andamento termina melancolicamente com uma coda orquestral de extraordinária beleza. De índole totalmente diversa é Von der Jugend (“Da Juventude”). Com poema de Li–Tai–Po, este Lied é tratado em forma de miniatura e descreve uma cena chinesa.

Deparamo-nos com um pequeno “pavilhão de porcelana verde”, uma “pequena ponte de jade” que se reflectem no espelho do lago. A frágil superfície encantada é traduzida por delicadas sonoridades que nos transmitem um efeito de fria emoção.

Um procedimento análogo caracteriza o quarto andamento: Von der Schönheit (“Da Beleza”). Indicado como comodo, dolcissimo, esta canção descreve, num estilo gracioso, jovens raparigas a colherem flores de lótus na margem de um rio.

Porém, o andamento anima-se cada vez mais quando em ritmo de marcha (o mais vivo e agitado de toda a obra) jovens cavaleiros montados em corcéis de fogo, perturbam a nostalgia da cena. No final do poema reencontramos a atmosfera inicial. Tratado como uma canção de embalar de grande beleza tímbrica, o poema termina sobre um murmúrio das flautas e violoncelos:

In dem Funkeln ihrer großen Augen,
In dem Dunkel ihres heißen Blicks
Schwingt klagend noch die Erregung Ihres Herzens nach.

“No brilho dos seus olhos,
no calor do seu olhar sombrio,
ainda traem a emoção dos seus corações.”

Esta atmosfera é quebrada pelo quinto andamento, Der Trunkene im Frühling (“O Bêbado na Primavera”). Em forma de scherzo em Lá Maior, é um novo hino aos prazeres da bebida. O despreocupado e jovial Allegro inicial muda poeticamente quando um pássaro (tema brilhante para o piccolo) desperta o ébrio e o informa que a primavera chegou durante a noite. O ébrio protesta e diz que não acredita ter nada a ver com a primavera ou o canto dos pássaros:

Und wenn ich mich mehr singen kann,
So schlaf’ ich wieder ein,
Was geht mich denn der Frühling an!?
Lasst mich betrunken sein!

“E se não posso mais cantar,
então durmo de novo,
que me importa a primavera?
Deixai-me com a minha embriaguez!”

O último Lied, de longe o mais importante, tanto pela duração como pela beleza, é Der Abschied (“A Despedida”) e resulta da conjugação de dois poemas com afinidades temáticas, de Mong–Kao–Yen e Wang–Wei e ainda de alguns versos do próprio compositor que funcionam, neste caso, como coda.

No primeiro, o poeta espera o seu amigo para com ele contemplar o esplendor do crepúsculo. Mahler inicia o andamento com um interlúdio orquestral em forma de marcha fúnebre, criando assim um ambiente fascinante, entoado em uníssono pelos violoncelos, contrabaixos, violas, harpas e contrafagote. Quando a voz entra, sustentada pelos violoncelos, o efeito é de uma alma perdida, impressão intensificada pela transferência do lamento do oboé para a flauta. O poema descreve o entardecer:

Die Sonne scheidet hinter dem Gebirge,
In alle Täler steig der Abend nieder
Mit seinen Schatten, die voll Kühlung sind…

“O sol desaparece por trás das montanhas.
O anoitecer e as suas sombras frescas
surgem nos vales…”

Um tremolo de dois clarinetes termina esta variação que se cinge aos três primeiros versos. A segunda variação constitui um momento muito comovente da obra. Numa melodia ascendente inesquecível, o barítono descreve a Lua “como um barco de prata sobre o mar azul do céu”. O Fá agudo na primeira sílaba de Silberbarke (barco de prata), é como que o culminar de um desejo que depois se recolhe sobre si próprio. A cantilena da voz prossegue, sublinhada pelos clarinetes e pela harpa que precedem o reaparecimento do gruppetto. As texturas orquestrais simplificam-se para criar um ritmo ondulante em quartas na harpa, secundada pelo bandolim quando o poema nos fala do canto do regato e da respiração da terra. A ideia de nostalgia e a beleza da terra é retomada num novo tema com o verso: Alle Sehnsucht will nun träumen (“Todo o desejo se transforma em sonho”). Trata-se da melodia da canção, Ich bin der Welt abhanden gekommen (“Afastei-me do Mundo”) utilizada por Mahler no famoso Adagietto da sua 5ª sinfonia.

O clímax central da primeira parte é a candente irrupção do êxtase. O tema do desejo reaparece depois do grito Lebewohl (“Adeus”). O tema de Ich bin der Welt subjacente, é agora tratado pentatonicamente ao começar o verso:

O Schönheit! O ewigen Liebens–, Lebens–trunk‘ne Welt!

“Ó beleza! Ó mundo ébrio de amor e vida eternos!”

Um longo interlúdio orquestral entre os dois poemas, construído a partir de motivos já ouvidos, torna-se o prenunciador de futuras catástrofes. Soberanamente orquestrado, o ritmo de marcha fúnebre prossegue, lúgubre e insistente, enquanto a voz descreve a chegada do amigo e a sua despedida:

Du, mein Freund,
mir war auf dieser Welt das Glück nicht hold!

“Meu amigo,
a felicidade não me foi propícia neste mundo!”

Neste verso, a música dolente, modula para o modo Maior. No momento em que o poeta refere que procura repouso para o seu solitário coração, Mahler cita Um Mitternacht (“À meia–noite”). O tema do “desejo” volta a ouvir-se nos versos:

Still ist mein Herz und harret seiner Stunde!

“ O meu coração está tranquilo e aguarda a sua hora!”

Começa assim a maravilhosa e insólita coda em dó Maior, com versos da autoria do próprio Mahler :

Die liebe Erde allüberall
blüht auf im Lenz und grünt aufs neu!
Allüberall und ewig Blauen licht die Fernen!
Ewig… ewig…

“Em toda a parte a amada terra
Floresce na primavera e torna a verdejar!
Por toda a parte e eternamente resplandece um azul luminoso!
Eternamente…eternamente…”

Quando a voz entoa as últimas palavras Ewig… ewig, a música parece dissolver-se imperceptivelmente num pianíssimo, sustentado pelas cordas e com arpejos da harpa e da celesta. A música dá lugar ao silêncio e a emoção é levada à sua plenitude.

Isabel Assis Pacheco

Mahler – A Canção da Terra

1. Das Trinklied vom Jammer der Erde 08:02 (Canção para Beber à Tristeza da Terra)
2. Der Einsame im Herbst 09:02 (O Solitário no Outono)
3. Von der Jugend 03:09 (Da Juventude)
4. Von der Schonheit 06:36 (Da Beleza)
5. Der Trunkene im Fruhling 04:26 (O Bêbado de Primavera).
6. Der Abschied 27:19 (A Despedida)

James King, tenor
Dieterich Fischer-Dieskau, barítono
Wiener Philharmoniker
Leonard Bernstein

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Lenny05

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonia Nº 40, K. 550 e L. v. Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 1, Op. 21 (Orch. of 18th Century, Brüggen)

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonia Nº 40, K. 550 e L. v. Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 1, Op. 21 (Orch. of 18th Century, Brüggen)

Não encontrei resquício deste CD na minha cedeteca, mas posso afirmar que ele existe(iu) não somente em CD mas no formato LP (Philips 416 329) e fita cassete… É muito bom, tenho o LP em casa. Ah, este eu achei. É da época em que era meio escandaloso utilizar instrumentos originais fora da música estritamente barroca. Hoje, não surpreende mais ninguém. Encontrei este arquivo mp3 perdido no computador. A surpresa causada pelas abordagens do pessoal dos instrumentos originais a Beethoven pode ser medida por este artigo de 16/03/1986, publicado no New York Times: HERE COMES THE ‘AUTHENTIC’ MUSIC OF BEETHOVEN.

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonia Nº 40, K. 550 e L. v. Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 1, Op. 21 (Orch. of 18th Century, Brüggen)

01. Mozart No. 40, K. 550, Molto allegro
02. Mozart No. 40, K. 550, Andante
03. Mozart No. 40, K. 550, Menuetto (Allegretto)
04. Mozart No. 40, K. 550, Allegro assai

05. Beethoven No. 1, Op. 21, Adagio molto – Allegro con brio
06. Beethoven No. 1, Op. 21, Andante cantabile con moto
07. Beethoven No. 1, Op. 21, Menuetto (Allegro molto e vivace)
08. Beethoven No. 1, Op. 21, Finale (Adagio – Allegro molto e vivace)

The Orchestra of the Eighteenth Century
Frans BRÜGGEN

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Brüggen teve cabelo até morrer (1934-2014). Eu tenho poucos. Injustiça…

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 3 (Blomstedt)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 3 (Blomstedt)

Eu sou um bruckneriano. Sou um admirador embasbacado de suas sinfonias, principalmente da 4ª, 5ª, 7ª, 8ª e 9ª. A terceira está um degrau abaixo das 5 perfeições citadas. Mas tudo já está latente nesta terceira: a grandiosidade, os bons temas colocados dentro de estruturas poderosas e o caráter organístico, pois o órgão foi o instrumento de Bruckner. E aqui temos um scherzo e um movimento final espetaculares. Tudo leva aos fortissimi e depois aos silêncios. Nos silêncios de Bruckner, há os ecos das igrejas e da religião que lhe era tão necessária. Sou um ateu que sente a importância da religião na vida deste cara estranho que foi Anton. Crescendos e silêncios, longos adágios pontuados de mais silêncios e no meio, sempre um scherzo supimpa.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 3
1 Mehr langsam, Misterioso
2 Adagio, bewegt, quasi Andante
3 Scherzo : Ziemlich schnell
4 Finale : Allegro

Leipzig Gewandhaus Orchestra
Herbert Blomstedt

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Não, ranhento ele não era.

PQP (2020)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Ombra Mai Fu (Andreas Scholl, Akademie Für Alte Musik Berlin)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Ombra Mai Fu (Andreas Scholl, Akademie Für Alte Musik Berlin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muito bom CD produzido por dois craques: a Akademie Für Alte Musik Berlin e Andreas Scholl. São aberturas para orquestra e árias de Händel interpretadas com a habitual competência dos citados craques. Händel dominava a arte de transformar emoção em melodia e suas árias continuam sendo desafios vocais e tesouros expressivos até hoje. Handel compôs mais de 40 óperas, muitas para o Royal Opera House de Londres. As árias deste CD foram escritas para castrati, mas hoje são cantadas por contraltos ou contratenores como Scholl, claro. São são pilares do repertório barroco, conhecidas por sua expressividade dramática, virtuosismo vocal e estruturas que variam entre árias da capo (A-B-A) e árias di bravura (de exibição técnica).

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Ombra Mai Fu (Andreas Scholl, Akademie Für Alte Musik Berlin)

Admeto, Rè Di Tessaglia
1 Ouverture 5:55
2 Ballo Di Larve 3:18
3 Recitativo-accompagnato – Orride Larve 3:30
4 Aria – Chiudetevi, Miei Lumi (Atto I, Scena 1) 3:49

Serse
5 Sinfonia 1:12
6 Recitativo – Frondi Tenere 0:40
7 Aria – Ombra Mai Fù (Atto I, Scena 1) 3:03

Giulio Cesare In Egitto
8 Aria – Se In Fiorito Prato (Atto II, Scena 2) 7:53
9 Gigue 1:55
10 Aria – Va Tacito (Atto I, Scena 9) 6:51

Radamisto
11 Passacaille 4:33
12 Gigue 1:03
13 Passepied 0:32
14 Rigaudon 1:06

Rodelinda, Regina De Langobardi
15 Sinfonia / Recitativo – Pompe Vano Di Morte 2:28
16 Aria – Dove Sei (Atto I, Scena 6) 5:01
17 Sinfonia 1:34
18 Accompagnato – Sì, L’infida Consorte 0:31
19 Aria – Confusa Si Miri (Atto I, Scena 6) 4:45

Alcina
20 Aria – Verdi Prati (Atto II, Scena 1) 3:50

Alexander’s Feast
21 Allegro 3:22
22 Largo 2:26
23 Allegro 3:20
24 Andante Non Presto 3:29

Bassoon – Christian Beuse, Frank Heintze (faixas: 8)
Cello – Jan Freiheit, Sibylle Huntgeburth
Countertenor Vocals – Andreas Scholl
Double Bass – Matthias Winkler
Harpsichord – Raphael Alpermann
Horn – Christian-Friedrich Dallmann
Lute – Wolfgang Katschner
Oboe – Alessandro Piqué*, Ann-Kathrin Brüggemann
Orchestra – Akademie Für Alte Musik Berlin
Organ – Tobias Schade (faixas: 21 to 24)
Viola – Anja-Regine Graewel, Clemens Nußbaumer, Sabine Fehlandt
Violin – Dörte Wetzel, Edburg Forck, Georg Kallweit, Gudrun Engelhardt, Kerstin Erben, Ulrike Kunze, Uta Peters
Violin [Solo] – Bernhard Forck, Midori Seiler

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Scholl garantindo que não votou em Trump nem em Bolsonaro.

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nro. 7 (Haitink, RCO)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nro. 7 (Haitink, RCO)

Dia de Bruckner aqui no PQP Bach!

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Espero que vocês gostem da primeira das três joias da coroa de Bruckner, conforme diz o texto abaixo. A sétima é dedicada mais a Wagner do que a Deus… O que me deixa mais tranquilo, na verdade. Apresentamos a capa da nova gravação que Haitink fez com a Orquestra de Chicago e não a capa do CD gravado com a Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, que ora postamos. O motivo é o de que você não a consegue nem entre os usados da Amazon. Quem o tem não o larga. É uma obra-prima. Os dois primeiros movimentos são arrasadores. A seguir coloco para vocês um bom texto encontrado faz algum tempo na rede:

Anton Bruckner nasceu em 4 de setembro de 1824, no vilarejo de Ansfeld, norte da Áustria. Seus pais eram professores primários e ele mesmo teve educação formal para o magistério, mas levou adiante seus estudos de música (notadamente órgão) e, aos 13 anos, entrou para o famoso coro do monastério de Sankt Florian.

Foi lá que abraçou definitivamente sua vocação religiosa e musical. Em 1845, tornou-se professor e organista adjunto, e começou a compor. Bruckner permaneceu nas funções até 1856, quando foi nomeado organista da catedral de Linz e saiu do monastério. Este período foi marcado por estudos de contraponto e orquestração e constantes viagens a Viena. Em uma dessas viagens, Bruckner conheceu a obra de Wagner, e ficou completamente fascinado por ela. Foi nesta época, quando tinha aproximadamente 40 anos, que sua produção como compositor toma fôlego, com as primeiras sinfonias.

Em 1868, obteve o posto de professor do Conservatório de Viena, e para lá fixou residência; veio a lecionar na Universidade de Viena oito anos depois. Na capital do Império Austro-Húngaro, Bruckner, uma pessoa tímida, sem muito manejo social e com baixíssima autoestima, sofria com os ataques da ala brahmsiana, principalmente de Eduard Hanslick, o mais influente dos críticos vienenses. Porém, como organista, era aclamado e disputado.

O reconhecimento público como compositor só veio com a apresentação da Sétima Sinfonia, em 1884. A Oitava Sinfonia estreou em 1892 e foi outro grande sucesso (inquestionável até por Brahms e Hanslick), mas teve gestação complicada. O compositor havia enviado esboços da obra a seu amigo, o maestro Hermann Levi, que a reprovou. Bruckner entrou em profunda depressão – até pensou no suicídio – e tratou de revisar completamente a sinfonia. Mas o resultado final valeu muito a pena, já que a Oitava é sua maior obra e uma das maiores sinfonias de todos os tempos.

O esforço na revisão da Oitava acabou por comprometer a Nona, que foi deixada inacabada: Bruckner morreu em 11 de outubro de 1896, aos 72 anos, trabalhando no Finale. Seus restos mortais foram depositados sob o órgão do mosteiro de Sankt Florian.

SUA OBRA

Podemos fazer uma divisão da obra bruckneriana em dois períodos: o período sacro, que abrange das primeiras obras até a Terceira Sinfonia (1873); e o período das grandes sinfonias, de 73 até sua morte.

Apesar de toda a fama de Bruckner como compositor religioso, sua obra sacra não é tão grande como pode parecer (mais intrigante, porém, dado que era um organista de grande renome, é o número muito reduzido de obras para órgão). Ele compôs seis missas – destaque para a segunda e para a terceira, a Grande – e um réquiem, muitos motetos, o famoso Te Deum e o Salmo CL, os dois últimos já no final da vida.

Mais importantes, para Bruckner, são suas sinfonias. Foram compostas onze delas, sendo que as duas primeiras foram rejeitadas e depois editadas como as de números 00 e 0. Da Zero à Terceira forma-se um grupo relativamente homogêneo de sinfonias. Todas são em tom menor, trágicas e pesadas. A mais grandiosa delas é justamente a de número três, dedicada a Wagner. Nenhuma sinfonia dessa fase, mesmo as rejeitadas, é menos do que interessante.

As três sinfonias seguintes, 4, 5 e 6, formam o segundo grupo. São sinfonias mais positivas, em tom maior. A mais conhecida é a Quarta, a Romântica, uma sinfonia perfeita, de grande beleza e humanidade. A Quinta é mais ampla e tem maiores pretensões arquitetônicas, especialmente no grandioso final em fuga. Data do período em que ingressou na Universidade de Viena, talvez daí o rigor técnico.

As três últimas, 7, 8 e 9, são as verdadeiras jóias da coroa de Bruckner. A Sétima é uma sinfonia belíssima, com destaque para o sublime Adagio, composto em memória a Wagner, que tinha acabado de falecer.

A Oitava é talvez a maior obra-prima de Bruckner e uma das maiores sinfonias já compostas em todos os tempos. Gigantesca (mais de 80 minutos de duração), com orquestração grandiosa e concepção monumental, ela impressiona a todos por sua profundidade e majestosidade. O Scherzo, de mais de 15 minutos, é um dos maiores da história e seu maravilhoso trio, um dos pontos altos de sua produção sinfônica.

Da Nona, infelizmente, conhecemos apenas os três primeiros movimentos. É a mais mística das sinfonias brucknerianas, de concepção tão grandiosa quanto a Oitava e de inspiração religiosa – foi dedicada “ao Bom Deus”. Muitas vezes, a orquestra soa como um imenso órgão. É de suas obras mais potentes.

AS VERSÕES

Bruckner era uma pessoa tremendamente insegura e, por causa das críticas – muitas delas injustas – que recebia, revisava constantemente suas obras. Isso acabou gerando um problema para a posteridade. Muitas vezes suas sinfonias têm três versões para o intérprete escolher, e a escolha sempre é difícil. Afinal, qual é a mais fiel às intenções originais de Bruckner?

Duas edições completas das sinfonias foram lançadas, a de Robert Haas e a de Leopold Nowak. Cada uma delas recupera cores feitos em algumas versões, ou os aceita, ou acrescenta partes. A edição Nowak tende a manter os cortes e a Haas, a restaurar os trechos perdidos. Nenhuma versão é perfeita e cada um tem a sua predileta. Em geral, aceita-se que a melhor Terceira é a Haas e que a melhor Quarta é a Nowak (apesar do prato “errado” do Finale), mas não chegou-se a um consenso quanto à versão da Oitava. Uma opinião? Nowak.

Trecho de texto anônimo retirado daqui. O endereço parece estar desativado atualmente…

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nro. 7 (Haitink, RCO)

Symphony No. 7: I. Allegro moderato
Symphony No. 7: II. Adagio: Sehr feierlich und sehr langsam
Symphony No. 7: III. Scherzo: Sehr schnell
Symphony No. 7: IV. Finale: Bewegt, doch nicht schnell

Bernard Haitink
Royal Concertgebouw Orchestra, Amsterdam

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

Não foi com Bach que Anne Sofie von Otter fez suas primeiras aparições solo, mas ela tinha grande vivência com o compositor por ter participado, quando jovem, do Coro Bach de Estocolmo. “O maestro do Coro Bach naquela época era muito dinâmico e entusiasmado por Bach. Em seguida, surgiu Nikolaus Harnoncourt para nos conduzir nos motetos de Bach e também foi uma experiência maravilhosa. Foi um momento emocionante para jovens como eu, que já se reuniam em torno do toca-discos para escutar suas novas gravações de Monteverdi, Bach e Mozart. Harnoncourt realmente foi a minha principal influência de Bach.”

“Depois de alguns anos, voltei a cantar bastante Bach, até participando de gravações com John Elliot Gardiner”, acrescenta, “mas depois eu coloquei de propósito sua música de lado, porque havia muito a explorar, principalmente na ópera. Portanto, este disco não chega a ser uma surpresa. Eu ouvi todas as Cantatas, Oratórios e Paixões e anotava aquilo que achava mais adequado à minha voz. Foi maravilhoso descobrir novas árias, mas ao invés de apenas solos vocais, decidi dividi-lo com movimentos puramente instrumentais. Quando o Concerto Copenhague apareceu no horizonte, comecei também a me aconselhar com Lars Ulrik, que acrescentou novas ideias”.

J. S. Bach (1685-1750): Árias com Anne Sofie von Otter

01 “Widerstehe Doch Der Sünde” (Cantata BWV 54) 6:17
02 “Schläfert Aller Sorgenkummer” (Cantata BWV 197) 7:54
03 “Wenn Des Kreuzes Bitterkeiten” (Cantata BWV 99) 2:50
04 “Erbarme Dich, Mein Gott” (St. Matthew Passion) 6:17
05 “Kommt, Ihr Angefocht’nen Sünder” (Cantata BWV 30) 4:12
06 Sinfonia (Cantata BWV 35) 5:17
07 “Nichts Kann Mich Erretten” (Cantata BWV 74) 5:30
08 Sinfonia (Cantata BWV 12) 2:19
09 Agnus Dei (Mass In B Minor) 5:33
10 “Et Misericordia” (Magnificat) 3:28
11 “O Ewigkeit, Du Donnerwort” (Cantata BWV 60) 4:05
12 “Sei Lob Und Ehr Dem Höchsten Gut” (Cantata BWV 117) 3:20

Anne Sofie von Otter, mezzo-soprano
Baroque Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen

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PQP

J.S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Harnoncourt)

J.S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Harnoncourt)

(Alô, alô, FDP! Cadê a terceira de Brahms com o Bernstein que a Clara pediu????)

Prometi que a cada dia 1º postaria uma versão da Missa em Si Menor de Bach. Hoje é a vez do imenso Nikolaus Harnoncourt.

Só estou sem tempo para grandes explicações e teria que descobrir se a versão que tenho em meu micro é a primeira ou a segunda… Deixo para vocês descobrirem, OK? Sim, uma charada, por que não?

O que posso dizer é que é um tremendo registro deste fantástico maestro e teórico. Costumo ouvi-lo enquanto trabalho… A propósito, se você não leu os livros de Harnoncourt até hoje, não sabe o que está perdendo em termos de conhecimento e experiência musical. O homem é um espanto. Sim, há traduções e boas. Procure! O nome dos livros? Ora, vá procurar!

Adiante que estou com muita pressa! E não desconsiderem esta versão motivados por minha inexatidão. Ela é quase a perfeição.

J.S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232 (Harnoncourt)

1-01 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-02 Missa: Kyrie: Christe eleison
1-03 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-04 Missa: Gloria: Gloria in excelsis Deo – Et in terra pax
1-05 Missa: Gloria: Laudamus te
1-06 Missa: Gloria: Gratias agimus tibi
1-07 Missa: Gloria: Domine Deus
1-08 Missa: Gloria: Qui tollis
1-09 Missa: Gloria: Qui Sedes
1-10 Missa: Gloria: Quoniam tu solus
1-11 Missa: Gloria: Cum Sancto Spiritu
2-01 Symbolum Nicenum: Credo: Credo in unum Deum
2-02 Symbolum Nicenum: Credo: Patrem omnipotentem
2-03 Symbolum Nicenum: Credo: Et in unum Dominum
2-04 Symbolum Nicenum: Credo: Et incarnatus est
2-05 Symbolum Nicenum: Credo: Crucifixus
2-06 Symbolum Nicenum: Credo: Et resurrexit
2-07 Symbolum Nicenum: Credo: Et in Spiritum
2-08 Symbolum Nicenum: Credo: Confiteor
2-09 Symbolum Nicenum: Credo: Ex expecto
2-10 Sanctus: Sanctus
2-11 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-12 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem Benedictus
2-13 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Agnus Dei
2-14 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Dona nobis pacem

Intérpretes (o meu chute):

Max van Egmond,
Emiko Iiyama,
Rotraud Hansmann,
Kurt Equiluz
Viennensis Chorus
Concentus Musicus Wien
Regente: Nikolaus Harnoncourt

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Cara de louco. Sim, mas era mansinho e brilhante.

PQP

Anne-Sophie Mutter — Modern: Works by Stravinsky / Lutoslawski / Bartók / Moret / Berg / Rihm

Anne-Sophie Mutter — Modern: Works by Stravinsky / Lutoslawski / Bartók / Moret / Berg / Rihm

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um sensacional álbum triplo que reúne gravações dos anos 90 de música moderna por Anne-Sophie Mutter e diversas orquestras. Tudo é um primor, a começar pelo Concerto neoclássico de Stravinsky. Aliás, cada um dos CDs inicia com uma obra-prima. Há o já citado Concerto de Strava, o belíssimo e insuperável Concerto Nº 2 para Violino e Orquestra de Bartók e o não menos de Berg. Este último tem a  triste alcunha de “À Memória de um Anjo”. É que Berg recebeu a notícia da morte de Manon Gropius, filha do arquiteto Walter Gropius e de Alma Mahler. Manon faleceu aos 18 anos, vítima de poliomielite. Naquele momento, Berg estava finalizando o Concerto. Ele então transformou-se num tributo à memória da adolescente e também em um réquiem para si mesmo, que morreria logo depois de compô-lo. O restante tem menos história, mas não é de jogar fora, imagina! Destaque para obras de Lutoslawski, Moret e Rihm, compostas especialmente “Para Anne-Sophie Mutter”. Te mete com ela, rapaz! (Bem, adoraria que ela se metesse comigo).

Anne-Sophie Mutter Modern: Works by Stravinsky / Lutoslawski / Bartók / Moret / Berg / Rihm

Disc 1
Concerto en ré
Composed By – Igor Stravinsky
Conductor – Paul Sacher
Orchestra – Philharmonia Orchestra
1 1. Toccata 5:51
2 2. Aria I 4:09
3 3. Aria II 5:13
4 4. Capriccio 5:49

Partita (“For Anne Sophie Mutter”)
Composed By – Witold Lutoslawski
Piano – Phillip Moll
5 1. Allegro giusto 4:14
6 2. Ad libitum 1:12
7 3. Largo 6:22
8 4. Ad libitum 0:47
9 5. Presto 3:51

Chain 2 (“For Paul Sacher”)
Composed By – Witold Lutoslawski
Conductor – Witold Lutoslawski
Orchestra – BBC Symphony Orchestra
10 1. Ad libitum 3:48
11 2. A battuta 4:58
12 3. Ad libitum 4:58
13 4. A battuta – Ad libitum – A battuta 4:27

Disc 2
Violinkonzert Nr. 2
Composed By – Béla Bartók
Conductor – Seiji Ozawa
Orchestra – Boston Symphony Orchestra
1 1. Allegro non troppo 16:16
2 2. Andante tranquilo – Allegro scherzando – Tempo I 9:58
3 3. Allegro molto 12:13

En rêve (“pour Anne Sophie Mutter”)
Composed By – Norbert Moret
Conductor – Seiji Ozawa
Orchestra – Boston Symphony Orchestra
4 1. Lumière vaporeuse. Mystérieux et envoŭtant 7:13
5 2. Dialogue avec l’Etoile 5:44
6 3. Azur fascinant (Sérénade tessinoise). Exubérant, un air de fête

Disc 3
Violinkonzert (“To the memory of an angel”)
Composed By – Alban Berg
Conductor – James Levine
Orchestra – The Chicago Symphony Orchestra
1 I. Andante – Allegretto 11:31
2 II. Allegro – Adagio 16:12

“Gesungene Zeit” (“Time Chant”) – Dedicated To Anne-Sophie Mutter
Composed By – Wolfgang Rihm
Conductor – James Levine
Orchestra – The Chicago Symphony Orchestra
3 [Anfang / beginning / début / inizio] 14:27
4 [Takt / bar / mesure / battuta 179] 9:56

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Anne-Sophie Mutter: moderninha
Anne-Sophie Mutter: toda moderninha

PQP (2017)

.: interlúdio :. Bela Fleck / Zakir Hussain / Edgar Meyer: The Melody Of Rhythm

.: interlúdio :. Bela Fleck / Zakir Hussain / Edgar Meyer: The Melody Of Rhythm

Esses irrepetíveis CDs “fora de gênero”… Isto é jazz em razão de Bela Fleck? É world music por causa do grande Zakir Hussain? É clássica devido a Edgar Meyer? Bem, o mais importante é dizer que é tudo isso e que é tudo acessível, agradável e bem feito. Não é uma miscelânea de estilos, é algo com unidade e química próprias. Há as músicas em trio e há a participação de uma orquestra sinfônica com regência do excelente Leonard Slatkin.

Classifiquei o CD em jazz, mas não sei. Há improvisação mas não é jazz, certamente. Não é absolutamente vanguarda, nem free, nem world. Erudito seria adequado, mas não contaria toda a história. OK, fica sob o largo guarda-chuva do jazz.

Para vocês saberem se vão gostar, só ouvindo.

Bela Fleck / Zakir Hussain / Edgar Meyer – Melody Of Rhythm (2009)

1. Babar 6:10

2. Out Of The Blue 4:58

3. Bubbles 7:12

4. The Melody Of Rhythm, Movement 1 11:51
5. The Melody Of Rhythm, Movement 2 6:26
6. The Melody Of Rhythm, Movement 3 9:39

7. Cadence 3:56

8. In Conclusion 6:34

9. Then Again 6:40

Bela Fleck – five string banjo
Zakir Hussain – tabla
Edgar Meyer – double bass

Detroit Symphony Orchestra
Leonard Slatkin

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Bela Fleck, Edgar Meyer e Zakir Hussain na Sala Jazz de Detroit da PQP Bach Corp.

PQP (2012)

Post-scriptum de Pleyel em 2025 Não conheço nenhum disco ruim com Zakir Hussain (1951 – 2024). O percussionista indiano tocou por mais de 50 anos com centenas de parceiros e mesmo quando o negócio era mediano ele fazia ficar bom. Aqui, no Concerto Tríplice, antes de Hussain entrar a música já estava boa mas quando ele chega, vira uma festa para os ouvidos. O concerto foi escrito pelos três solistas, estreado em 2006 e gravado em 2009.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op. 60, “Leningrado” (Slovák)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op. 60, “Leningrado” (Slovák)

Esta Sinfonia está longe de ser minha obra preferida de Shosta, mas é bastante apreciada por aí, talvez por seu simbolismo e posição histórica. É uma obra politicamente carregada, composta em meio ao cerco de Leningrado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi composta em 1941, logo após a invasão alemã da União Soviética e estreada em Leningrado em 1942, com a cidade ainda sitiada. A partitura foi levada em microfilme até a cidade. A orquestra local estava tão fragilizada pela fome que músicos do exército tiveram que ser convocados para completar os naipes. É uma sinfonia em quatro movimentos, grandiosa, com mais de uma hora de duração. O movimento mais célebre é o primeiro, com sua célebre “marcha da invasão”. Oficialmente, foi saudada como símbolo da resistência soviética ao nazismo. Mas muitos ouvintes e críticos — principalmente no Ocidente — perceberam que a sinfonia poderia ser uma crítica dupla, tanto ao terror de Hitler quanto ao de Stálin. É uma sinfonia de guerra, mas também de luto e ambiguidade moral.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op. 60, “Leningrado” (Slovák)

Symphony No. 7 in C Major, Op. 60, “Leningrad”
1 I. Allegretto 26:08
2 II. Moderato (Poco allegretto) 10:15
3 III. Adagio 19:20
4 IV. Allegro non troppo 16:42

Slovak Radio Symphony Orchestra
Ladislav Slovák

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Shosta tentou se alistar, mas foi recusado. Trabalhou como bombeiro (foto).

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): A Execução de Stepan Razin y otras cositas (Schwarz)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): A Execução de Stepan Razin y otras cositas (Schwarz)

Este CD vale por Stepan Razin e pelo Cinco Fragmentos orquestrais preparatórios para a Sinfonia Nº 4. Outubro é uma música escrita para comemorar os 50 anos da revolução socialista e é um horror, data de uma época em que o relacionamento entre Shostakovich e o regime soviético ia muito mal.

A Execução de Stepan Razin, Op. 119 (1964), assim como a Sinfonia Nº 13, foi baseada em poemas de Ievtushenko. Trata-se de uma obra coral-sinfônica poderosa e pouco conhecida fora da Rússia, mas essencial para entender o compositor em sua fase mais sombria e politicamente carregada. Stepan Razin foi um líder cossaco do século XVII que liderou uma rebelião camponesa contra o czar e foi executado brutalmente. Tornou-se símbolo da resistência popular na cultura russa. Shostakovich usou texto do mesmo poeta de Babi Yar, mas aqui o foco é a violência do Estado e o sacrifício dos rebeldes. Composta durante o governo de Brejnev, a obra ecoa críticas indiretas à repressão stalinista (que Shostakovich sofreu). O baixo representa Razin (voz grave e heroica), enquanto o coro é o “povo” — alternando entre gritos de revolta e lamento. A orquestra cria cenas vívidas: cavalos galopando (trompetes), golpes de machado (tímpanos), o rio Volga (cordas graves). O clímax é aterrorizante: a execução é retratada com acordes dissonantes e um silêncio súbito; depois, o coro sussurra “E o rio flui…”, simbolizando que a luta continua. Há trechos que lembram músicas folclóricas e marchas militares, mas distorcidas — uma crítica à propaganda soviética que glorificava “heróis” enquanto perseguia dissidentes. Stepan foi banida de gravações por anos, pois autoridades viram na figura de Razin um paralelo com rebeldes modernos, claro.

Nos anos 1960, jovens russos viram Razin como um “Che Guevara” medieval. A obra ressurgiu em protestos contra autoritarismo, como, por exemplo, as manifestações na Bielorrússia em 2020. A curiosidade é que Shostakovich disse que compôs o final — onde a cabeça decepada de Razin rola pelo chão — inspirado em pesadelos.

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – A Execução de Stepan Razin y otras cositas (Schwarz)

1. The Execution Of Stepan Razin, Symphonic Poem For Baritone Soloist, Mixed Chorus And Orchestra Op.119 (28:37)
Conductor Gerard Schwarz
Performer Charles Austin (Bass Baritone)
Ensemble Seattle Symphony Orchestra

2. October, Op.131 (13:10)
Conductor Gerard Schwarz
Ensemble Seattle Symphony Orchestra

Cinco Fragmentos, Op. 42 (10:35)
3. Moderato
4. Andante
5. Largo
6. Moderato
7. Allegretto
Conductor Gerard Schwarz
Ensemble Seattle Symphony Orchestra

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Em imagem de Sergei Kirillov, Stepan Razin

PQP

Stephen Hartke (1952): The Horse with the Lavender Eye / Piano Sonata / The King of the Sun (Faria, Jewett, Bjerken, Los Angeles Piano Quartet)

Stephen Hartke (1952): The Horse with the Lavender Eye / Piano Sonata / The King of the Sun (Faria, Jewett, Bjerken, Los Angeles Piano Quartet)

Uma joia, uma maravilha esse CD. Música moderna do melhor nível. Fiquei entusiasmado com a qualidade do que ouvi e dos reconhecimentos que fiz. Ouvi My favorite things distorcida em meio às belas invenções desse Hartke. Não sabia nada acerca do autor e fui ver se havia alguma notícia biográfica ou entrevista do sujeito. Encontrei e a qualidade do ser humano não nega sua música. Um postura impecável frente à religião e… Bem, copio abaixo a entrevista e peço para vocês prestarem atenção a sua resposta para a pergunta de número 12.

Hartke is one of the most exciting contemporary composers, writing orchestral and chamber music that blends the most experimental aspects of concert music with simpler elements of folk songs, and the comprehensible structures of song forms. Listen to his piece “The King of the Sun.”

1. What’s the first piece of music you listened to today?
The sound of finches dive-bombing the windows of my house to pick off the moths that had taken refuge on the glass during the night.  I know this sounds rather like a John Cage sort of answer, and, to be honest, I don’t have much use for John Cage. The fact is, I don’t listen to recorded music every day. I rather think we hear too much music nowadays, and it ceases to be special. When I was younger, I certainly did listen to recordings a lot, and attended far more concerts, but now I’m more inclined to sit quietly and remember pieces or to flip through a score or play something. Later this morning, after the finch attack was over, I played through a couple of the Bach English Suites and a few Scarlatti sonatas.

2. What are your vices?
My musical vices include a fondness for unison orchestral doublings of flutes, oboes and clarinets. Some folks think I am overfond of natural harmonics in the strings, but there’s no twelve-step program for that (most string instruments can’t get past the eighth step partial anyway). I also take perverse and anachronistic delight in the vibraphone with the motor on.

3. What is one of your prejudices?
I heartily dislike popular culture, especially rock and roll.

4. In what way do you think music has the ability to change the way people live their lives?
This question suggests that you think that such an ability might be a good thing. I’m not so sure. Music makes life worth living, but I don’t know if it is because it might have a power to change someone’s life. Certainly most music written with a political purpose does not achieve its aim. The Three-Penny Opera was intended as a work of musique-engagee and was tremendously successful as a work of musical theater, but it did nothing to alter the course of German political or social life, more’s the pity.

5. At what age did you first feel distrust?
At the age of 54 when I was first posed this question by you.

6. What is the best piece of music you’ve ever created, in your opinion?
My favorites shift according to my mood and my ever-evolving perspective as I write more. However, at the moment I’m inclined to say “Cathedral in the thrashing rain.”

7. Right now, how are you trying to change yourself?
By relaxing.

8. If you had the time, what else would you do?
Learn a few more languages.

9. What social cause do you feel the most strongly about (negative or positive)?
Bringing an end to all superstition and releasing mankind from the thralldom imposed by religion.

10. What are your fears?
That religionists will hasten the demise of life on this planet through their vainglorious belief that the world was created for them by some sort of uber-parent.

11. What is your favorite joke (tasteful or tasteless)?
A nice old lady meets a 9-year old child and starts an innocent little chat.  “What do you want to be when you grow up?” she asks. The kid replies: “A dry-cleaner.”

12. Who is your favorite author?
Joaquim Machado de Assis

13. What is your favorite movie?
Fellini’s Eight and a Half

14. Favorite album(s) from the last few years?
The Complete Sacred Music of Henry Purcell (Hyperion)

15. What would you like to know more about?
Just about everything.

16. What is one thing you would like to do/see/accomplish before you die?
I’d like to visit Japan.

.oOo.

Stephen Hartke (1952):
The Horse with the Lavender Eye – Piano and Chamber Music

The Horse with the Lavender Eye (1997)
Episodes for Violin, Clarinet and Piano
1 I Music of the Left. Left-handed
2 II The Servant of Two Masters. Quite manic
3 III Waltzing at the Abyss. Gingerly, but always moving along
4 IV Cancel My Rumba Lesson. Two Left Feet

Selections from ‘Post-modern Homages’ (1984-92)
for Piano
5 Sonatina-Fantasia (1987). Giubilante
6 Gymnopédie No. 4 (1984). Suave
7 Template (1985). Presto
8 Estudo-Scherzo (1992). Presto-leggiero
9 Sonatina DCXL (1991). Boppin’ along

Sonata (1997-98)
for Piano
10 I Prelude. Massive
11 II Scherzo. Epicycles, Tap-dancing, and a Soft Shoe. Deft and lively
12 III Postlude. Floating

The King of the Sun (1988)
Tableaux for Violin, Viola, Cello and Piano
13 I Personage in the night guided by the phosphorescent tracks of snails. Stealthily
14 II Dutch interior. Phantasmagorical
15 III Dancer listening to the organ in a Gothic cathedral. Granitic
16 Interlude. Tempo of Movement I
17 IV The flames of the sun make the desert flower hysterical. Fiery
18 V Personages and birds rejoicing at the arrival of night. Quietly energetic, with an air of innocence

Richard Faria: clarinet
Xak Bjerken: piano
Ellen Jewett: violin
Los Angeles Piano Quartet

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Stephen Hartke

PQP

Franz Xaver Mozart (1791-1844), Leopold Mozart (1719-1789), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): The Mozart Family Album (The Chicago Sinfonietta, Freeman)

Franz Xaver Mozart (1791-1844), Leopold Mozart (1719-1789), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): The Mozart Family Album (The Chicago Sinfonietta, Freeman)

Claro que um álbum com este nome – The Mozart Family Album – deveria ser uma caixa de 200 CDs e não apenas um mero disquinho de 48 minutos, mas este é um CD simpático. Não é grande música, são antes as pequenas e divertidas obras da família. Wolfgang comparece com um fragmento de uma de suas partituras mais desconhecidas, a música para o balé Les Petits Riens, composta em junho de 1778, em Paris. A obra tem 20 movimentos, mas os que foram garantidamente escritos por W. A. Mozart são os cinco aqui presentes. Mais divertida é a sinfonia de Leopold, cujos gritos da orquestra me pregaram um susto ontem, depois da meia-noite. Um disco despretensioso e bom.

Franz Xaver Mozart (1791-1844), Leopold Mozart (1719-1789), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): The Mozart Family Album (The Chicago Sinfonietta, Freeman)

Franz Xaver Mozart – Piano Concerto n°2 in Eb major Op.25
1. Allegro Con Brio
2. Andante Espressivo
3. Rondo

Wolfgang Amadeus Mozart – Music from ”Le petit riens” KV299b
4. Allegro
5. Largo
6. Andantino
7. Larghetto
8. Gavotte

Leopold Mozart – Sinfonia in D ”Die Bauernhochzeit” – O Casamento dos Mendigos
9. Marcia Villanesca
10. Menuet
11. Andante
12. Menuet
13. Finale

Grant Johannesen (Piano)
Jacalyn Bettridge, bagpipes
The Chicago Sinfonietta
dir. Paul Freeman

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Leopold e Wolfgang estão presentes.

PQP

Johann Adam Birckenstock (1687-1733) / Franz Benda (1709-1786): Sonatas para Violino e baixo contínuo (Sans Souci)

Johann Adam Birckenstock (1687-1733) / Franz Benda (1709-1786): Sonatas para Violino e baixo contínuo (Sans Souci)

Um esplêndido e inesperado disco de música barroca. Também é uma raridade, tanto que não consegui em lugar nenhum a relação das faixas. Mas adorei ouvi-lo muitas vezes. O Ensemble Sans Souci é extremamente competente e dá vida aos desconhecidos Birckenstock e Benda. Sim, sei da família Benda.

Johann Adam Birkenstock foi um compositor e violinista alemão. Foi considerado um dos principais violinistas de sua época. Em Kassel, tornou-se músico da corte em 1708, onde permaneceu até 1722, quando embarcou em uma turnê pela Holanda. Lá, foi oferecido a Birkenstock um posto na comitiva do Rei de Portugal. Ele recusou a oferta e após seu retorno a Kassel foi nomeado Konzertmeister da capela local em 1725. Quando o Landgrave de Kassel morreu em 1730, Birkenstock mudou-se para Eisenach, onde também se tornou o Kapellmeister da corte.

Franz (František) Benda nasceu na Boêmia na povoação de Altbenatky. Tornou-se o fundador de uma escola alemã de tocar violino. Depois obteve um cargo na Capela Real de Dresden. Ao mesmo tempo, juntou um grupo de músicos que tocavam em festas, feiras, etc. Aos dezoito anos de idade Benda abandonou esta vida errante e retornou a Praga, indo depois para Viena, onde estudou violino com Heinrich Graun, um aluno de Tartini. Dois anos depois, foi nomeado mestre de capela em Varsóvia. Benda foi um mestre na arte de tocar violino. Tinha muitos alunos e escreveu uma série de obras, principalmente exercícios e estudos de violino.

Johann Adam Birckenstock (1687-1733) / Franz Benda (1709-1786): Sonatas para Violino e baixo contínuo (Sans Souci)

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Benda foi bem feio, não?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Alles mit Gott (Gardiner)

J. S. Bach (1685-1750): Alles mit Gott (Gardiner)

Grande sucesso de vendas, este CD é um dos melhores lançamentos da discografia mais recente. Ignoro qual foi a inspiração ou motivação para este lançamento de grandes árias e corais de Bach, o que sei é que é um CD raro por sua qualidade e pela originalidade da coletânea. As maravilhosas vozes envolvidas e a orquestra de Gardiner garante um disco perfeito com seus mais notáveis momentos nas faixas 1, 7, 8 e 10. Obrigatório baixar este CD que foi presenteado ao blog por um de nossos leitores-ouvintes. Desconheço outra introdução melhor e mais “alternativa” à música vocal de meu pai. Repito: desconheço a história ou motivação deste disco, apenas atesto-lhe a imensa qualidade.

J. S. Bach (1685-1750): Alles mit Gott (Gardiner)

Alles Mit Gott Und Nichts Ohn’ Ihn, BWV 1127
1 Birthday Ode For Duke Wilhelm Ernst of Saxe-Weimar, 1713

Cello – Alison McGillivray
Lute – David Miller (7)
Organ – Silas John Standage*
Soprano Vocals – Elin Manahan Thomas
12:20
From The Bach Cantata Pilgrimage:
Himmelskönig, Sei Willkommen, BWV 182
2 No. 1 Sinfonia

Recorder – Catherine Latham
Violin – Maya Homburger
2:05
3 No. 2 Coro – Himmelskönig, Sei Willkommen 3:06
Widerstehe Doch Der Sünde, BWV 54
4 No. 1 Aria – Widerstehe Doch Der Sünde

Alto Vocals – Nathalie Stutzmann
8:08
Gott Ist Mein König, BWV 71
5 No. 7 Coro – Du Wolltest Dem Feinde 3:26
Mein Gott, Ach Wie Lange? BWV 155
6 No. 4 Aria – Wirf, Mein Herze, Wirf Dich Noch

Soprano Vocals – Joanne Lunn
2:19
Jesu, Der Du Meine Seele, BWV 78
7 No. 2 Aria (Duetto) – Wir Eilen Mit Schwachen

Alto Vocals – Robin Tyson
Soprano Vocals – Malin Hartelius
4:32
Singet Dem Herrn Ein Neues Lied, BWV 190
8 No. 5 Aria (Duetto) – Jesus Soll Mein Alles Sein

Bass Vocals – Peter Harvey
Tenor Vocals – James Gilchrist
Viola d’Amore – Katherine McGillivray
3:40
Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt, BWV 151
9 No. 1 Aria – Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt

Flute – Rachel Beckett
Soprano Vocals – Gillian Keith
10:01
Sehet! Wir Gehen Hinauf Gen Jerusalem, BWV 159
10 No. 4 Aria – Es Ist Vollbracht

Bass Vocals – Peter Harvey
Oboe – Xenia Löffler
7:31
11 No. 5 Choral – Jesu, deine Passion 1:40

Composer: Johann Sebastian Bach
Conductor: John Eliot Gardiner
Performer: Peter Harvey, Alison McGillivray, Rachel Beckett, David Miller, English Baroque Soloists

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PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 13, Op. 113, Babi Yar (Slóvak)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 13, Op. 113, Babi Yar (Slóvak)

Já falei 30 vezes sobre esta obra-prima de inigualável carga humana, então vamos falar lá de sua gênese. A seguir, vocês lerão algo pra lá de INUSITADO. Preparem-se.

A autoimolação de Valéri Kosolápov ao publicar Babi Yar

Por Vadim Málev, em 10 de junho de 2020
Texto de Milton Ribeiro a partir de tradução oral de Elena Romanov

Hoje é o dia dos 110 anos do nascimento de Valéri Kosolápov. Mas quem é esse Valéri Kosolápov? Por que deveria escrever sobre ele e você deveria ler? Valéri Kosolápov tornou-se um grande homem em uma noite e, se não fosse assim, talvez não conhecêssemos o poema de Yevgeny Yevtushenko (Ievguêni Ievtuchenko) Babi Yar. Kosolápov era então editor do Jornal de Literatura (Literatúrnii Jurnál), o qual publicou corajosamente o poema em 19 de setembro de 1961. Foi um feito civil real.

Afinal, o próprio Yevtushenko admitiu que esses versos eram mais fáceis de escrever do que de publicar naquela época. Tudo se deve ao fato de o jovem poeta ter conhecido o escritor Anatoly Kuznetsov, autor do romance Babi Yar, que contou verbalmente a Yevtushenko sobre a tragédia acontecida naquela assim chamada ravina (ou barranco). Por consequência, Yevtushenko pediu a Kuznetsov que o levasse até o local e ele ficou chocado com o que viu.

“Eu sabia que não havia monumento lá, mas esperava ver algum tipo de placa in memorian ou ao menos algo que mostrasse que o local era de alguma forma respeitado. E de repente me vi num aterro sanitário comum, que era como imenso sanduíche podre. E era ali que dezenas de milhares de pessoas inocentes — principalmente crianças, idosos e mulheres — estavam enterradas. Diante de nossos olhos, no momento em que estava lá com Kuznetsov, caminhões chegaram e despejaram seu conteúdo fedorento bem no local onde essas vítimas estavam. Jogaram mais e mais pilhas de lixo sobre os corpos”, disse Yevtushenko.

Ele questionou Kuznetsov sobre porque parecia haver uma vil conspiração de silêncio sobre os fatos ocorridos em Babi Yar? Kuznetsov respondeu que 70% das pessoas que participaram dessas atrocidades foram policiais ucranianos que colaboraram com os nazistas. Os alemães lhes ofereceram o pior e mais sujo dos trabalhos, o de matar judeus inocentes.

Yevtushenko ficou estupefato. Ou, como disse, ficou tão “envergonhado” com o que viu que naquela noite compôs seu poema. De manhã, foi visitado por alguns poetas liderados por Korotich e leu alguns novos poemas para eles, incluindo Babi Yar… Claro que um dedo-duro ligou para as autoridades de Kiev e estas tentaram cancelar a leitura pública que Yevtushenko faria à noite. Mas ele não desistiu, ameaçou com escândalo e, no dia seguinte ao que fora escrito, Babi Yar foi ouvido publicamente pela primeira vez.

Yevtushenko lê seus poemas. Nos anos sessenta, os poetas podiam reunir milhares de pessoas…

Passemos a palavra a Yevtushenko: “Depois da leitura, houve um momento de silêncio que me pareceu interminável. Uma velhinha saiu da plateia mancando, apoiando-se em uma bengala, e encaminhou-se lentamente até o palco onde eu me encontrava. Ela disse que estivera em Babi Yar, que fora uma das poucas sobreviventes que conseguiu rastejar entre os cadáveres para se salvar. Ela fez uma reverência para mim e beijou minha mão. Nunca antes alguém beijara minha mão”.

Então Yevtushenko foi ao Jornal de Literatura. Seu editor era Valéri Kosolápov, que substituiu o célebre Aleksandr Tvardovsky no posto. Kosolápov era conhecido como uma pessoa muito decente e liberal, naturalmente dentro de certos limites. Tinha ficha no Partido, claro, caso contrário, nunca acabaria na cadeira de editor-chefe. Kosolápov leu Babi Yar e imediatamente disse que os versos eram muito fortes e necessários.

— O que vamos fazer com eles? — pensou Kosolápov em voz alta.

— Como assim? — Yevtushenko respondeu, fingindo que não tinha entendido — Vamos publicar!

Yevtushenko sabia muito bem que, quando alguém dizia “versos fortes”, logo depois vinha “mas, eu não posso publicar isso”. Mas Kosolápov olhou para Yevtushenko com tristeza e até com alguma ternura. Como se esta não fosse sua decisão.

— Sim.

Depois pensou mais um pouco e disse:

— Bem, você vai ter que esperar, sente-se no corredor. Eu tenho que chamar minha esposa.

Yevtushenko ficou surpreso e o editor continuou:

— Por que devo chamar minha esposa? Porque esta deve ser uma decisão de família.

— Por que de família?

— Bem, eles vão me demitir do meu cargo quando o poema for publicado e eu tenho que consultá-la. Aguarde, por favor. Enquanto isso, já vamos mandando o poema para a tipografia.

Kosolápov sabia com certeza que seria demitido. E isso não significava simplesmente a perda de um emprego. Isso significava perda de status, perda de privilégios, de tapinhas nas costas de poderosos, de jantares, de viagens a resorts de prestígio …

Yevtushenko ficou preocupado. Sentou no corredor e esperou. A espera foi longa e insuportável. O poema se espalhou instantaneamente pela redação e pela gráfica. Operários da gráfica se aproximaram dele, deram-lhe parabéns, apertaram suas mãos. Um velho tipógrafo veio. “Ele me trouxe um pouco de vodka, um pepino salgado e um pedaço de pão”, contou o poeta. E este velho disse: — “Espere, espere, eles imprimirão, você verá.”

E então chegou a esposa de Kosolápov e se trancou com o marido em seu escritório por quase uma hora. Ela era uma mulher grande. Na Guerra, ela fora uma enfermeira que carregara muitos corpos nos ombros. Essa rocha saiu da reunião, aproximando-se de Yevtushenko: “Eu não diria que ela estava chorando, mas seus olhos estavam úmidos. Ela olhou para mim com atenção e sorriu. E disse: ‘Não se preocupe, Jenia, decidimos ser demitidos’.”

Olha, é simplesmente lindo: “Decidimos ser demitidos”. Foi quase um ato heroico. Somente uma mulher que foi para a front sob balas podia não ter medo.

Na manhã seguinte, chegou um grupo do Comitê Central, aos berros: “Quem deixou passar, quem aprovou isto?”. Mas já era tarde demais — o jornal estava à venda em todos os quiosques. E vendia muito.

“Durante a semana, recebi dez mil cartas, telegramas e radiogramas. O poema se espalhou como um raio. Foi transmitido por telefone a fim de ser publicado em locais mais distantes. Eles ligavam, liam, gravavam. Me ligaram de Kamchatka. Perguntei como tinham lido lá, porque o jornal ainda não tinha chegado. “Não chegou, mas pessoas nos leram pelo telefone, nós anotamos”, contou Yevtushenko.

Claro que as autoridades não gostaram e trataram de se vingar. Artigos aos montes foram escritos contra Yevtushenko. Kosolápov foi demitido.

O que salvou Yevtushenko foi a reação mundial. Em uma semana, o poema foi traduzido para 72 idiomas e publicado nas primeiras páginas de todos os principais jornais, incluindo os norte-americanos. Em pouco tempo, Yevtushenko recebeu outras 10 mil cartas agora de diferentes partes do mundo. E, é claro, não apenas judeus escreveram cartas de agradecimento, o poema fisgou muita gente. Mas houve muitas ações hostis contra o poeta. A palavra “judeu” foi riscada em seu carro e, pior, ele foi ameaçado e criticado em várias oportunidades.

“Vieram até meu edifício uns universitários enormes, do tamanho de jogadores da basquete. Eles se comprometeram a me proteger voluntariamente, embora não houvesse casos de agressão física. Mas poderia acontecer. Eles passavam a noite nas escadarias do meu prédio. Minha mãe os viu. As pessoas realmente me apoiaram ”, lembrou Yevtushenko.

— E, o milagre mais importante, Dmitri Shostakovich me telefonou. Minha esposa e eu não acreditamos, pensamos que era mais um gênero de intimidação ou que estavam aplicando um trote em nós. Mas Shostakovich apenas me perguntou se eu daria permissão para escrever música sobre meu poema.

Esta história tem um belo final. Kosolápov aceitou tão dignamente sua demissão que o pessoal do Partido ficou assustado. Eles decidiram que se ele estava tão calmo era porque tinha proteção de alguém muito importante e superior… Depois de algum tempo, ele foi chamado para ser editor-chefe da revista Novy Mir. “E apenas a consciência o protegia”, resumiu Yevtushenko. “Era um Verdadeiro Homem.”

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 13, Op. 113, Babi Yar (Slóvak)

1 I. Babi Yar 14:54
2 II. Yumor (Humor) 07:39
3 III. V Magazine (At the Store) 12:22
4 IV. Strachi (Fears) 12:13
5 V. Kariera (Career) 11:35

Baixo: Mikuláš, Peter
Orquestra: Slovak Radio Symphony Orchestra
Coro de baixos: Slovak Philharmonic Chorus
Regente: Slovák, Ladislav

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Dmitri Shostakovich e Yevgeny Yevtushenko no palco, logo após a estreia da Sinfonia Babi Yar.

PQP

.: interlúdio :. The Moscow Symphony Orchestra — The Music of Deep Purple

.: interlúdio :. The Moscow Symphony Orchestra  — The Music of Deep Purple

Eu fui um adolescente que ouvia a música erudita de meu pai TODAS AS NOITES e rock durante o dia. Eu e minha irmã gostávamos de rock. Ela amava os Beatles e eu os Beatles e todo o resto. Imaginem, em 1969, eu tinha 12 anos. Peguei vários discos hoje clássicos quando de seus lançamentos. Tenho-os em vinil, perfeitamente conservados. Comprei-os, digamos, na primeira edição. Então, discos como Machine Head, In Rock, Burn, Fireball e Who do we think we are, do Deep Purple, são meus íntimos. Quase não os ouço mais, mas eles estão na minha discoteca. O que temos aqui? Ora, um baita disco de crossover conduzido por Constantine Krimets e arranjado por Stephen Reeve e Martin Riley. Foi gravado em estúdio em 1992. Não há bateria nem guitarra — não há, de fato, nenhum instrumento de rock, apenas uma orquestra sinfônica. Todas as faixas foram cuidadosamente rearranjadas, e umas soam mais fieis que outras aos originais. Child in Time é particularmente bem sucedida, The Mule e Pictures of Home idem, muito graças às belas melodias. Gostei também de Highway Star… Não pude evitar. Krimets disse que quase toda a orquestra conhecia a fundo os temas, de tanto ouvi-los em casa.

Se compararmos estes arranjos com o que ouvimos nos crossover das orquestras brasileiras, nossa, isso aqui é Stockhausen de tão complexo. Mas penso que este disco apenas possa interessar aos nostálgicos que conhecem cada original. Em resumo, um crossover é uma curiosidade boba. E kitsch.

The Moscow Symphony Orchestra – The Music of Deep Purple

01. Smoke On The Water
02. Space Trucking
03. Child In Time
04. Black Night
05. Lazy
06. The Mule
07. Pictures Of Home
08. Strange Kind Of Woman
09. Burn
10. Highway Star
11. Fireball
12. Coda And Reprise

Moscow Symphony Orchestra
Constantine Krimets

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A formação clássica do Deep Purple: Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord.
A formação clássica do Deep Purple: Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord.

PQP

Francis Poulenc (1899-1963): Complete Chamber Music Vol. 2 (Tharaud e outros)

Francis Poulenc (1899-1963): Complete Chamber Music Vol. 2 (Tharaud e outros)

Esse disco é muito bom, e seu destaque é a Sonata para Clarinete e Piano, certo? A Sonata para Clarinete e Piano de Francis Poulenc, escrita em 1962, é uma das últimas obras do compositor e um dos pilares do repertório de câmara para clarinete. Foi composta em memória de Arthur Honegger, colega de Poulenc no grupo Les Six. Estava destinada a ser estreada por Benny Goodman (sim, o lendário clarinetista de jazz) com Poulenc ao piano, mas o compositor morreu antes da estreia. A primeira apresentação foi feita por Goodman e Leonard Bernstein. É mole? Poulenc combina clareza, humor, lirismo e melancolia. Sua escrita para clarinete aproveita a expressividade do instrumento, seu calor, sua agilidade e seu senso de humor. Apesar de ser uma homenagem, né? fúnebre, a sonata nunca se afunda em tragédia. Ela é elegante na dor, contida, como um suspiro que prefere o pudor.

Francis Poulenc (1899-1963): Complete Chamber Music Vol. 2 (Tharaud e outros)

Sonata For Violin And Piano (18:26)
1 Allegro Con Fuoco 6:34
2 Intermezzo: Très Lent Et Calme 5:45
3 Presto Tragico 6:01
4 Bagatelle In D Minor For Violin And Piano 2:17

Sonata For Clarinet In B Flat And Piano (13:24)
5 Allegro Tristamente: Allegretto – Très Calme – Tempo Allegretto 5:14
6 Romanza: Très Calme 4:55
7 Allegro Con Fuoco: Très Animé 3:11

Sonata For Piano And Cello (21:51)
8 Allegro – Tempo Di Marcia: Sans Traîner 5:41
9 Cavatine: Très Calme 6:21
10 Ballabile: Très Animé Et Gai 3:18
11 Finale: Largo, Très Librement – Presto Subito 6:22

Cello – Françoise Groben (tracks: 8 to 11)
Clarinet – Ronald Van Spaendonck (tracks: 5 to 7)
Piano – Alexandre Tharaud
Violin – Graf Mourja* (tracks: 1 to 4)

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Alexandre Tharaud testando um dos pianos da Arapiraca Royal Chamber Music Hall.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions; Chromatic Fantasia & Fugue

J. S. Bach (1685-1750): Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions; Chromatic Fantasia & Fugue

Pois é, mais um desta série que irá longe. Não sou um apaixonado pelas curtas Invenções em duas e três partes para teclado, mas a Fantasia que abre o CD e a Fantasia e Fuga Cromática que o fecha são absolutamente matadoras, de absurda beleza. Vocês podem pensar que somos doidos varridos, mas eu e minha mulher dançamos a Fantasia BWV 906 aqui na sala de casa. Nada nos impedia e não havia ninguém nos filmando para depois colocar no YouTube… Então, tudo bem! Vocês podem tentar, afinal o domingo é um bom dia para loucuras.

J. S. Bach (1685-1750):
Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions;
Chromatic Fantasia & Fugue

1. Fantasia In C Minor, BWV906
2. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 1 In C Major
3. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 2 In C Minor
4. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 3 In D Major
5. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 4 In D Minor
6. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 5 In E Flat Major
7. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 6 In E Major
8. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 7 In E Minor
9. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 8 In F Major
10. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 9 In F Minor
11. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 10 In G Major
12. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 11 In G Minor
13. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 12 In A Major
14. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 13 In A Minor
15. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 14 In B Flat Major
16. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 15 In B Minor
17. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 1 In C Major
18. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 2 In C Minor
19. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 3 In D Major
20. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 4 In D Minor
21. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 5 In E Flat Major
22. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 6 In E Major
23. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 7 In E Minor
24. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 8 In F Major
25. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 9 In F Minor
26. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 10 In G Major
27. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 11 In G Minor
28. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 12 In A Major
29. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 13 In A Minor
30. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 14 In B Flat Major
31. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 15 In B Minor
32. Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor, BWV903: Fantasia
33. Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor, BWV903: Fugue

Angela Hewitt, piano

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Um super show, Angie.
Um super show, Angie.

PQP (postagem original de 2017)