Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 4, Op. 43 (Gergiev, Münchner Philharmoniker)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Sinfonia Nº 4 de Shostakovich é das obras que mais cresceram na minha consideração nos últimos anos. Ouço-a repetidamente nos últimos meses e esta gravação de Gergiev com o pessoal de Munique é supimpa. O russo acentou momentos decididamente fantasmagóricos da obra, coisas a que jamais eu atentara. A Quarta é monumental e radical. Escrita entre 1935 e 1936, nasceu num momento de enorme tensão política na União Soviética, logo depois das críticas oficiais que o compositor sofreu após a ópera Lady Macbeth of Mtsensk. A sinfonia é gigantesca, com orquestra imensa e uma linguagem muito influenciada por Gustav Mahler: música irônica, brutal, às vezes grotesca, alternando explosões violentas com passagens de um silêncio quase inquietante. Tem algo de visionário e caótico, como se o mundo estivesse à beira de um colapso. (E não está ainda hoje com Trump, Bibi e os bolsonaristas?). Por medo das consequências políticas, Shostakovich retirou a obra antes da estreia, e ela só seria apresentada publicamente 25 anos depois, em 1961. Hoje é vista como uma das sinfonias mais perturbadoras do século XX. O adjetivo perturbador é muito verdadeiro.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 4, Op. 43 (Gergiev, Münchner Philharmoniker)

1 I. Allegretto, poco moderato – Presto (Live)
2 II. Moderato con moto (Live)
3 III. Largo – Allegro (Live)

Münchner Philharmoniker
Valery Gergiev, regente

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Shostakovich navegando com seu Fusca.

PQP

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