Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (Pandolfo, Alessandrini)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (Pandolfo, Alessandrini)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (BWV 1027-1029), de Johann Sebastian Bach, são três obras-primas do repertório barroco de câmara, compostas provavelmente durante o período em Leipzig (por volta de 1740). Elas representam um diálogo refinado entre dois instrumentos, onde a viola da gamba e o cravo (com a mão esquerda atuando como baixo contínuo e a direita como parceira melódica, palavra de leigo) têm papéis de igual importância. A viola da gamba foi popular nos séculos XVI-XVIII, especialmente na França e na Alemanha. Tem um som mais suave e nasal que o violoncelo, e era associado à aristocracia e à música intimista. Bach escreveu para a gamba em algumas de suas obras (como as Paixões), mas essas sonatas estão entre suas poucas peças que a colocam como solista. Elas surgem num momento de transição, quando o violoncelo começava a substituir (e eliminar) a gamba. O cravo aqui é obbligato, ou seja, é diferente do baixo contínuo simples, muitas vezes improvisado — aqui a parte do cravo é totalmente escrita e essencial para o contraponto, funcionando como um verdadeiro dueto. Tão pensando o quê? PQP é curtura! Ah, a transcrição da Suíte Nº 5 para violoncelo solo é para se ouvir de joelhos. Obrigado, Pandolfo. Aliás, Paolo Pandolfo não é apenas um excelente intérprete da viola da gamba – ele é uma das figuras mais influentes na revitalização moderna do instrumento. Sua abordagem vai muito além da “recriação histórica”: é uma reinvenção cantante, poética e filosófica do som e do papel da gamba.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (Pandolfo, Alessandrini)

Sonate BWV 1027
en Sol majeur / G major / G-dur
· Adagio (4’34)
· Allegro non tanto (3’36)
· Andante (2’37)
· Allegro moderato (2’56)

Sonate BWV 1028
en Ré majeur / D major / D-dur
· [Adagio] (1’59)
· [Allegro] (3’31)
· Andante (4’32)
· Allegro (3’53)

Sonate BWV 1029
en sol mineur / G minor / g-moll
· Vivace (5’21)
· Adagio (6’24)
· Allegro (3’38)

Suite pour viole de gambe seule
en ré mineur / D minor / d-moll
(transcription de la Suite pour violoncelle n°5 BWV 1011 et de la Suite pour luth BWV 995)
· Prélude (6’09)
· Allemande (6’00)
· Courante (2’24)
· Sarabande (3’48)
· Gavottes I & II (4’11)
· Gigue (2’27)

Paolo Pandolfo, viola da gamba
Rinaldo Alessandrini, cravo

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Pandolfo: um artista maravilhoso

PQP

Prokofiev & Rachmaninov: Concertos para Piano – Gary Graffman (piano) / The Cleveland Orchestra & George Szell / New York Philharmonic Orchestra & Leonard Bernstein ֎

Prokofiev & Rachmaninov: Concertos para Piano – Gary Graffman (piano) / The Cleveland Orchestra & George Szell / New York Philharmonic Orchestra & Leonard Bernstein ֎

An ideal coupling of unsurpassed performances, these stereo recordings of Gary Graffman’s performances of Prokofiev’s First and Third piano concertos should be heard by anyone who loves Prokofiev’s music.    (James Leonard)
Sobre o disco de música de Rachmaninov: This performance is a prime example of the phrase, “Oldie but goodie.” Inkpotter Isaak Koh called it well-paced and beautifully played.

 

Gary costumava ser um nome comum nos Estados Unidos e em países de língua inglesa lá pelos anos vinte do século passado, até as décadas de 50 e 60, como no caso dos atores Gary Cooper e, mais recentemente, Gary Oldman, sem esquecer o regente Gary Bertini. Há também uma cidade estadunidense chamada Gary, que fica em Indiana, na beira do Lago Michigan, perto de Chicago. Gary, a cidade, é famosa pela siderurgia, que lhe dá um aspecto acinzentado, e por ter sido cenário de alguns filmes de suspense… Se te oferecerem passar as férias em Gary deve ser alguma pegadinha. Mas, o Gary da postagem é outro – Gary Graffman – e nos deixou no ano passado, já bem idoso. Gary Graffman foi um pianista espetacular, como atestam os dois discos da postagem. Virtuose do mais alto calibre, mas também músico profundo, sensível e abrangente.

O fotografo do PQP Bach estava tentando colocar todo mundo na mesma polaroid… (orçamento curto)

Foi também professor, atuando no Curtis Institute of Music, da Filadélfia. Lang Lang foi seu aluno, assim como Yuja Wang e, mais recentemente, Haochen Zhang.

Para a postagem em sua lembrança escolhi dois discos que tem similaridades (compositores russos virtuoses do piano), mas que diferem pelo apelo ao público. Enquanto Rachmaninov, com seu Concerto No. 2 e as Variações sobre um tema de Paganini são peças de grande apelo popular, os Concertos Nos. 1 e 3 de Prokofiev são mais ‘modernosos’, oferecendo um bom contraste entre os discos.

Ambos são verdadeiros clássicos da discografia de Concertos para Piano e oferecem, cada um à sua maneira, grandes possibilidades de entretenimento. Afinal, agradar a gregos e baianos não é tarefa fácil.

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

Piano Concerto No. 3 In C Major, Op. 26

  1. Andante, Allegro
  2. Andantino (Tema Con Variazioni)
  3. Allegro Ma Non Troppo

Piano Concerto No. 1 In D Flat Major, Op. 10

  1. Allegro Brioso – Poco Piú Mosso – Tempo Primo
  2. Meno Mosso
  3. Andante Assai
  4. Sostenuto

Piano Sonata No. 2 In D Minor, Op. 14

  1. Allegro, Ma Non Troppo
  2. Scherzo. Allegro Marcato
  3. Andante
  4. Vivace

Piano Sonata No. 3 In A Minor, Op. 28, “From Old Notebooks”

  1. Sonata

Gary Graffman, piano

The Cleveland Orchestra

George Szell

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MP3 | 320 KBPS | 153 MB

Sergei Rachamaninov (1873 – 1943)

Concerto No. 2 In C Minor For Piano And Orchestra, Op. 18

  1. I – Moderato
  2. II – Adagio Sostenuto
  3. III – Allegro Scherzando

Rhapsody On A Theme Of Paganini, Op. 43

  1. Rhapsody

Gary Graffman, piano

New York Philharmonic Orchestra

Leonard Bernstein

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MP3 | 320 KBPS | 124 MB

The power and dexterity of his First Concerto is astonishing, but it is Graffman’s capacity to articulate the inexpressible yearning of its Andante assai that makes his performance indescribable. Szell and his Cleveland Orchestra are models of responsible support, Columbia’s mid-’60s stereo sound is clear and deep, and the inclusion of Graffman’s outstanding 1962 recordings of Prokofiev’s Second and Third piano sonatas is as enjoyable as it is inescapable.

 

Gary Graffman’s recording of Rachmaninoff’s Piano Concerto No. 2 with Bernstein and the NYP is generally hailed as a powerful, emotionally charged performance, known for its dramatic interplay, intense energy, and Graffman’s brilliant, sometimes fiery, pianism.

Aproveite!

René Denon

Gary, Indiana… vai?

F. J. Haydn (1732-1809) & G. M. Monn (1717-1750): Concertos para Violoncelo (Queyras, Müllejans, Freiburger Barockorchester)

F. J. Haydn (1732-1809) & G. M. Monn (1717-1750): Concertos para Violoncelo (Queyras, Müllejans, Freiburger Barockorchester)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguns de vocês vão pensar que eu e CVL combinamos fazer isso, outros vão achar que eu resolvi encher o saco dele, metendo uma gravação muito boa só para lhe fazer concorrência. Calma, os fatos são mais simples. Eu amo estes concertos de Haydn e, quando vi que havia uma só gravação recebendo o Diapason d`Or, o Choc de Classica e o Editor`s Choice da Gramophone, encomendei a maravilha. Ela chegou em minha datcha trás-anteontem (ou seria tresanteontem?), dia 30, e passei dois dias ouvindo a coisa sem parar. Posso dizer duas coisas: (1) é DISPARADA a melhor gravação que já ouvi destes concertos — Queyras é extraordinário — e (2) não ouvi ainda a gravação do Menezes postada ontem por CVL.

Há um agravante que me fez comprar este CD rapidamente: na minha opinião a Freiburger Barockorchester é o melhor conjunto barroco da atualidade e tenho inclusive DVDs do grupo. É um melhor do que o outro. Bem, se vocês ainda desconfiam que sacaneei CVL, peço que vão tomar nos seus cus.

Pois, em verdade, vos digo: a gente passa a vida esperando a interpretação perfeita e às vezes a encontra, nem que seja apenas por alguns meses ou anos. É o caso. Vale a pena escurecer a sala e ouvir APENAS os concertos. Ah, esqueçam o simpático Monn. A grandeza aqui é toda de Haydn!

F. J. Haydn (1732-1809) & G. M. Monn (1717-1750): Concertos para Violoncelo (Queyras, Müllejans, Freiburger Barockorchester)

Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1, de Franz Joseph Haydn
1. Moderato
2. Adagio
3. Finale, Allegro Molto

Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101), de Franz Joseph Haydn
4. Allegro Moderato
5. Adagio
6. Allegro

Cello Concerto in G minor, de Georg Matthias Monn
7. Allegro
8. Adagio
9. Allegro Non Tanto

Freiburg Baroque Orchestra
Jean-Guihen Queyras, violoncelo
Petra Müllejans, regência

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Queyras, um disco totalmente fora da curva | Foto: Marco Borggreve

PQP

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Heinrich Schütz (1585-1672): Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

Heinrich Schütz (1585-1672): Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um cidadão chamou minha atenção para um fato deveras chocante: não havia Heinrich Schütz em nosso blog! Não havia, há agora.

(Este post é de 2008)

Por exemplo, uma das músicas mais belas e fundamentais já postadas várias vezes por nosso blog foi Um Réquiem Alemão de Johannes Brahms. Pois você sabia a quem é dedicado seu último movimento, o coral Chor: “Selig sind die Toten, die in dem Herrn sterben”? Pois é, a Schütz, um compositor absolutamente fantástico e único na história da música.

Vindo lá do começo do barroco alemão, meditando sobre a morte, quase sempre à capela, com pouco baixo contínuo… Tudo para ser chato, não? Nada disso, sua música de sincera religiosidade, cheia de dissonâncias radicais e inesperadas o deixam ao lado dos maiores compositores de seu século: Monteverdi e Purcell. As obras que compõem este disco foram as que me convenceram, algumas décadas atrás, a conferir se havia mais vida inteligente antes de meu pai. São nestas obras — partes de suas Symphoniae sacrae, de 1649, que Schütz revela-se mais moderno e tocado pela teatralidade italiana, mas dentro de um clime de fervor coletivo, facultado pela enorme tradição polifônica alemã.

Gravação impecável de Gardiner. Ouça primeiro a faixa 3 e deixe-se convencer por Schütz.

Heinrich Schütz (1585-1672) – Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

Motetos e Concertos
1. Freue Dich Des Weibes Deiner Jugend
2. Ist Nict Ephraim Mein Teurer Sohr
3. Saul, Saul Was Verfolgst Du Mich?
4. Auf Dem Gebirge Hat Man Ein Geschrei Gehoret

Musikalische Exequien
5. Concerto In Form Einer Teutschen Begrabnis-Missa
6. Motette>>Herr, Wenn Ich Nur Dich Habe<<
7. Canticum Simeonis

Ashley Stafford
Michael Chance
Frieder Lang
Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
His Majesty’s Sagbutts and Cornetts
John Eliot Gardiner

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Esse merece rir, que talento!

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92 (5 CDs – Orchestra of the Age of Enlightenment, La Petite Bande, Sigiswald Kuijken)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92 (5 CDs – Orchestra of the Age of Enlightenment, La Petite Bande, Sigiswald Kuijken)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

A série de livros “Manual do Blefador” (Ediouro) dá dicas a pessoas que não querem passar vergonha entre entendidos. Você chega num grupo intelectualizado e começa a externar generalidades brilhantes sobre vários assuntos. Mesmo sem saber do que se trata, sem ter lido, ouvido ou tido algum contato com o tema, você se torna subitamente um especialista. Há vários desses livrinhos: sobre música, vinhos, literatura, arte moderna, filosofia, teatro, etc. Eles são ótimos, engraçadíssimos, como demonstra este verbete sobre Haydn, retirado de “Manuel do Blefador: Música”:

Haydn.

O pai da sinfonia. Ao contrário do normal, ninguém soube quem foi sua mãe. Haydn decidiu que as sinfonias deviam ter princípio, meio e fim, além de primeiros movimentos que soma como aberturas nas sonatas, missas e trios. Beethoven, em seu estilo grosseiro, desconsiderou e estragou esse belo modelo convencional.

O sentimento geral é de que Haydn podia ser tão bom quanto Mozart se não tivesse sido tão incuravelmente feliz durante a vida. Esse espírito de contentamento insinuou-se por toda sua música e diluiu-se. As últimas sinfonias foram compostas em Londres para ganhar dinheiro vivo, e a sombra do contrato que pairava sobre ele acrescentou-lhe aquela pitadinha de desgraça que tanto lhe faltara antes. Talvez somente um homem verdadeiramente sem coração poderia ter composto algo tão assombrosamente feliz quanto o final da Sinfonia Nº 88.

Existem muitas e muitas sinfonias que praticamente não são tocadas e que você pode considerar suas favoritas, mas o excelente comentário sobre Haydn é afirmar que o melhor de suas músicas foram as missas — e não haverá necessidade de falar sobre isso.

Peter Gammond — Manual do Blefador: Música

Sigiswald Kuijken faz uma careta especial para o povo pequepiano | Imagem roubada do Facebook do grande violinista e maestro brasileiro Luis Otavio Santos
Sigiswald Kuijken faz uma careta especial para o povo pequepiano | Imagem roubada do Facebook do grande violinista e maestro brasileiro Luis Otavio Santos

Elegância, equilíbrio, senso de estilo, alegria, linda sonoridade, todos os elogios valem para esta coleção de sinfonias de Haydn. Quem aprecia este imenso compositor do classicismo ficará muito feliz em ouvir Sigiswald Kuijken dirigindo dois esplêndidos grupos: a Orchestra of the Age of Enlightenment e, pois creio que seja, a sua La Petite Bande.

Haydn, ao lado de Mozart, personifica o classicismo vienense. Para quem não sabe, compôs mais de 100 delas, além de mais de 60 quartetos de cordas e dezenas de criações em diversos gêneros instrumentais e vocais, sacros e profanos. Ele é chamado o “Pai da Sinfonia”, mas pode também ser chamado de “Pai do Quarteto de Cordas”, gênero inventado por ele. Mozart chamava-o de “Papai Haydn”.

O musicólogo Charles Rosen escreveu:

Não há uma passagem, mesmo a mais séria, dessas grandes obras que não seja marcada pelo humor de Haydn, e seu humor cresce de forma tão poderosa e tão eficiente que se torna uma espécie de paixão, uma força ao mesmo tempo onívora e criativa.

Franz Josef Haydn (1732-1809)
Franz Josef Haydn (1732-1809)

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92 (5 CDs – Orchestra of the Age of Enlightenment, La Petite Bande, Sigiswald Kuijken)

CD 1
Symphony No. 26 in D minor (‘Lamentatione’), H. 1/26
1. I. Allegro con spirito
2. II. Adagio
3. III. Menuet & trio
Symphony No. 52 in C minor, H. 1/52
4. I. Allegro con brio
5. II. Andante
6. III. Menuetto (Allegro) & trio
7. IV. Finale: Presto
Symphony No. 53 in D major (‘L’Impériale’/’Festino’), H. 1/53
8. I. Largo maestoso – Vivace
9. II. Andante
10. III. Menuetto & trio
11. IV. Finale: Capriccio – Moderato

CD 2
Symphony No. 82 in C major (‘The Bear’), H. 1/82
1. I. Vivace assai
2. II. Allegretto
3. III. Menuet – Trio
4. IV. Finale: Vivace
Symphony No. 83 in G minor (‘The Hen’), H. 1/83
5. I. Allegro spiritoso
6. II. Andante
7. III. Menuet: Allegretto – Trio
8. IV. Finale: Vivace
Symphony No. 84 in E flat major (‘In Nomine Domini’), H. 1/84
9. I. Largo – Allegro
10. II. Andante
11. III. Menuet: Allegretto – Trio
12. IV. Finale: Vivace

CD 3
Symphony No. 85 in B flat major (‘La Reine’), H. 1/85
1. I. Adagio – Vivace
2. II. Romance: Allegretto
3. III. Menuetto: Allegretto – Trio
4. IV. Finale: Presto
Symphony No. 86 in D major, H. 1/86
5. I. Adagio – Allegro spiritoso
6. II. Capriccio: Largo
7. III. Menuet: Allegretto – Trio
8. IV. Finale: Allegro con spirito
Symphony No. 87 in A major, H. 1/87
9. I. Vivace
10. II. Adagio
11. III. Menuet – Trio
12. IV. Finale: Vivace

CD 4
Symphony No. 88 in G major (‘Letter V’), H. 1/88
1. I. Adagio – Allegro
2. II. Largo
3. III. Allegretto
4. IV. Allegro con spirito
Symphony No. 89 in F major (‘Letter W’), H. 1/89
5. I. Vivace
6. II. Andante con moto
7. III. Menuet
8. IV. Vivace assai
Symphony No. 92 in G major (‘Oxford’/’Letter Q’), H. 1/92
9. I. Adagio – Allegro spiritoso
10. II. Adagio
11. III. Allegretto
12. IV. Presto

CD 5
Symphony No. 90 in C major (‘Letter R’), H. 1/90
1. I. Adagio – Allegro assai
2. II. Andante
3. III. Menuet
4. IV. Allegro assai
Symphony No. 91 in E flat major (‘Letter T’), H. 1/91
5. I. Largo – Allegro assai
6. II. Andante
7. III. Menuet
8. IV. Vivace

Orchestra of the Age of Enlightenment
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

Total playing time: 348:38
Recorded 1988-91 | Released 2002

Recording:
1988-91, Haarlem, The Netherlands | London

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Sigiswald Kuijken: um esplêndido trabalho em Haydn
Sigiswald Kuijken: um esplêndido trabalho em Haydn

PQP

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dizem claramente meus ouvidos que esta talvez seja a melhor das gravações das célebres suítes. No mínimo, o extraordinário trabalho de Queyras fica no mesmo nível de outras grandes gravações. E, por favor, não me falem em Rostropovich e Yo-Yo Ma. É óbvio que são notáveis violoncelistas, mas em outro gênero de repertório. Falta-lhes o senso de estilo que sobra ao francês Queyras. Ouço a custo os Concertos para Violoncelo de Shosta por outro que não seja Rostrô. Mas ele ou Ma com Bach não dá. Bem, nesta espetacular gravação da Harmonia Mundi, Queyras mostra o que se deve acentuar, onde se deve acelerar, o momento de desacelerar, quando brecar, etc. E tudo com o som do caraglio, limpinho, limpinho, de seu cello feito em 1696 por Goffredo Cappa. E, ah, aquela gravação fantástica dos concertos de Haydn com a Freiburger Barockorchester é com ele também… Tá explicado.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Jean-Guihen Queyras)

CD 1
1. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 1. Prélude
2. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 2. Allemande
3. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 3. Courante
4. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 4. Sarabande
5. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 5. Menuets 1 & 2
6. Suite No. 1 in G major, BWV 1007: 6. Gigue

7. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 1. Prélude
8. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 2. Allemande
9. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 3. Courante
10. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 4. Sarabande
11. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 5. Menuets 1 & 2
12. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: 6. Gigue

13. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 1. Prélude
14. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 2. Allemande
15. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 3. Courante
16. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 4. Sarabande
17. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 5. Bourrées 1 & 2
18. Suite No. 3 in C major, BWV 1009: 6. Gigue

CD 2
1. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 1. Prélude
2. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 2. Allemande
3. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 3. Courante
4. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 4. Sarabande
5. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 5. Bourrées 1 & 2
6. Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010: 6. Gigue

7. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 1. Prélude
8. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 2. Allemande
9. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 3. Courante
10. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 4. Sarabande
11. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 5. Gavottes 1 & 2
12. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: 6. Gigue

13. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 1. Prélude
14. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 2. Allemande
15. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 3. Courante
16. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 4. Sarabande
17. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 5. Gavottes 1 & 2
18. Suite No. 6 in D major, BWV 1012: 6. Gigue

Jean-Guihen Queyras, violoncelo

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Music Abstract Painting Image Suite No. 1, by Carmen Guedez - Copyright © www.carmenguedez
Music Abstract Painting Image Suite No. 1, by Carmen Guedez – Copyright © www.carmenguedez

PQP

G.F. Händel (1685-1759): Concertos para órgão, Op. 4 (Ottavio Dantone, Accademia Bizantina)

Um disco de grande beleza sonora com os seis Concertos para órgão e orquestra publicados por Handel em 1738. Há algumas gravações integrais com todos os concertos para órgão de Handel, dos quais talvez o “Cuco e o Rouxinol” (Concerto nº 13, HV 295, que não foi publicado com nº de opus) possivelmente é o mais notável de todos. Mas a falta desse concerto aqui não diminui as interpretações dos músicos da Accademia Bizantina – grupo fundado em Ravenna, Itália, em 1984

No libreto do disco, temos uma aprofundada apresentação dessas obras estreadas na Inglaterra ao longo da década de 1730. Aqui vão alguns trechos:

Sendo um organista, compositor de concertos e amante dos efeitos teatrais, era inevitável que Handel um dia inventasse o concerto para órgão. Mas foi uma longa gênesa: a primeira combinação de órgão com orquestra por Handel ocorreu em 1707, em seu período na Itália. O Oratório Il Trionfo del Tempo e del Disenganno precisava de um interlúdio instrumental para expressar os prazeres das sensações: Handel criou então uma sensual “Sonata” para órgão e orquestra seguida de uma ária com órgão obbligato. Esses movimentos deram a Handel a possibilidade de fazer sucesso no papel duplo de compositor e solista. Por motivos semelhantes, as óperas Agrippina (Veneza, 1709) e Rinaldo (Londres, 1711) tiveram áreas com cravo obbligato. Handel, então, abandonou a ideia por um tempo, provavelmente até cerca de 1733 ou 1735.

Os Concertos para órgão interpretados por Handel entre os atos dos seus Oratórios tornaram-se favoritos das plateias de Londres e a publicidade logo começou a mencionar peças para órgão e orquestra “never heard before” (nunca ouvidas antes).

Handel provavelmente tocava os concertos em um pequeno órgão portátil [pequeno para padrões de órgãos! – Pleyel] de onde ele também acompanhava cantores e regia a orquestra. Esses instrumentos tinham um tom delicado e não tinham pedais. O que o público dos teatros mais gostava era, talvez, a excitação de ouvir o compositor improvisar em tempo real. O historiador do século XVIII Sir John Hawkins afirma que Handel costumava começar cada concerto com um improviso “concatenado com suprema arte, e ao mesmo tempo perfeitamente inteligível, com a aparência de grande simplicidade”. Ao longo do Concerto, Handel continuava fazendo pequenos improvisos nos ornamentos: quem assistisse a duas apresentações em noites seguidas não ouviria a mesma música duas vezes. Isso fica claro na edição impressa como opus 4: a música é cheia de marcações “ad libitum”, indicando que o intérprete devia sentir a liberdade de criar.

G.F. Händel (1685-1759):
Seis Concertos para órgão, op. 4
Accademia Bizantina
Ottavio Dantone – órgão e direção
Recording: Bartholomäuskirche, Halle, 2008

BAIXE AQUI (DOWNLOAD HERE)

Caricatura de Handel por Goupy, 1754

Pleyel

F. J. Haydn (1732-1809): 4 sinfonias com apelidos: “Philosopher” (Nº 22), “La Roxelane” (63), “Laudon” (69) e “La Chasse” (73) (Adam Fischer)

F. J. Haydn (1732-1809): 4 sinfonias com apelidos: “Philosopher” (Nº 22), “La Roxelane” (63), “Laudon” (69) e “La Chasse” (73) (Adam Fischer)
Hã? Cadê o CD?

Não conheço quem desgoste de Haydn. Pode ser que fiquemos indiferentes, mas detestar o gentil, talentoso e simpático Haydn? Nunca! Um autor muito inteligente e às vezes cômico — será que eu já não escrevi isso aqui antes? –, Peter Gammond, disse que Haydn teria sido tão grande quanto Mozart se não houvesse sido tão feliz. Faltava-lhe uma pitada de drama e só alguém absolutamente sem problemas teria escrito tanta coisa… incondicionalmente feliz. Talvez Gammond tenha razão. Haydn escreveu, por exemplo, missas maravilhosas, só que de religiosidade pra lá de duvidosa. Sua verdadeira religião era a música. Não acho convincente o Haydn dos oratórios e missas, mas acho convincente o compositor. Por que escrevo isso? Sei lá.

Eu não sei se este CD foi lançado desta forma ou se alguém juntou estas gravações de Fischer. O único que posso dizer é que meus ouvidos garantem que são de primeira linha. São belos registros de algumas das Sinfonias do mestre.

F. J. Haydn (1732-1809): 4 sinfonias com apelidos: “Philosopher” (22), “La Roxelane” (63), “Laudon” (69) e “La Chasse” (73) (Adam Fischer)

Symphony No. 22 in E flat major (“Philosopher”), H. 1/22
1. Adagio
2. Presto
3. Minueto
4. Finale: Presto

Symphony No.63 in C major ‘La Roxelane’
5. Allegro
6. La Roxelane, allegretto (o piu tosto allegro)
7. Menuet & trio
8. Finale, presto

Symphony No.69 in C major ‘Laudon’
9. Vivace
10. Un poco adagio piu tosto andante
11. Menuetto & trio
12. Finale, presto

Symphony No.73 in D major ‘La Chasse’
13. Adagio-allegro
14. Andante
15. Menuetto & trio, allegretto
16. Finale, allegro assai

Austro-Hungarian Haydn Orchestra
Conductor: Adam Fischer

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Você sabia que há dois crânios no túmulo de Haydn? Se quer saber mais detalhes, vá estudar.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais (Masaaki Suzuki / Bach Collegium Japan)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais (Masaaki Suzuki / Bach Collegium Japan)
Version 1.0.0

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nota inicial de Ranulfus: Há um mês o mesmo repertório deste CD (Brandenburgos e Aberturas) voltou à baila executado pelos canadenses da Taffelmusik, em postagem do colega FDP Bach. Ouvi, gostei e recomendo – mas para meu gosto pessoal esta realização de Masaaki Suzuki continua campeã absoluta. Baste dizer que eu sempre havia considerado o 1º Brandenburgo um tanto massudo em comparação com os demais, até chato… mas ao arrancá-lo do salão para o galpão, recuperando a energia e rusticidade das trompas não sem razão chamadas “de caça”, Mr Suzuki conseguiu transformá-lo para mim, de golpe, em uma das peças mais excitantes e queridas do velho Bach!

Daí o meu choque ao descobrir que os links desta postagem estavam vencidos há anos. Inconformado, tomei a postagem de assalto e renovei os links, com ligeira reformulação da apresentação, sem nem pedir licença ao autor da postagem, nosso Grão-Mestre PQP Bach – esperando que ele abrevie em pelo menos dois anos minha condenação às galés pelo fato de preservar a seguir o seu texto original:

É óbvio que as pessoas que mantêm o PQP Bach têm vários parafusos soltos. Em primeiro lugar pela constância e absoluto saco de fazer os ups, em segundo lugar (há vários outros “lugares”) por inventar efemérides onde não há. E a moda do momento é fazer o 200º post de Bach. Nós simplesmente adotamos o desafio do “Raphael – Cello” de chegar JÁ ao post 200 e entramos num alucinado tour de force. Pois agora eu respondo ao Carlinus com o mesmo repertório de seu post de ontem, só que na interpretação de Masaaki Suzuki e do Bach Collegium Japan. Acho que ninguém vai reclamar de novos Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais, né? As duas versões que apresentamos hoje são esplêndidas, o que destrói qualquer tentativa de encontrar um registro mais correto, pois ambas são NOTÁVEIS e MUITO DIFERENTES.

Comprovem dando uma ouvida com que fez Suzuki no 2º movimento do 3º Brandenburguês. Sim, cinco minutos onde não há nada (na minha gravação da Orq. de Freiburg este movimento tem 13 segundos !!!).

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo e Suítes Orquestrais – Masaaki Suzuki / Bach Collegium Japan

Brandenburg Concerto No. 1 in F major, BWV 1046
1.1. (No tempo indication)
1.2. Adagio
1.3. Allegro
1.4. Menuet – Trio – Menuet – Polonaise – Menuet – Trio – Menuet

Brandenburg Concerto No. 2 in F major, BWV 1047
2.1. (No tempo indication)
2.2. Andante
2.3. Allegro

Brandenburg Concerto No. 3 in G major, BWV 1048
3.1. (No tempo indication)
3.2. Adagio
3.3. Allegro

Brandenburg Concerto No. 4 in G major, BWV 1049
4.1. Allegro
4.2. Andante
4.3. Presto

Brandenburg Concerto No. 5 in D major, BWV 1050
5.1. Allegro
5.2. Affettuoso
5.3. Allegro

Brandenburg Concerto No. 6 in B flat major, BWV 1051
6.1. (No tempo indication)
6.2. Adagio ma non tanto
6.3. Allegro

Orchestral Suite No. 1 in C major, BWV 1066
1.1. Ouverture
1.2. Courante
1.3. Gavotte 1/2
1.4. Forlane
1.5. Menuet 1/2
1.6. Bourrée 1/2
1.7. Passepied 1/2

Orchestral Suite No. 3 in D major, BWV 1068
3.1. Ouverture
3.2. Air
3.3. Gavott 1/2
3.4. Bourrée
3.5. Gigue

Orchestral Suite No. 4 in D major, BWV 1069
4.1. Ouverture
4.2. Bourrée 1/2
4.3. Gavotte
4.4. Menuet 1/2
4.5. Réjouissance

Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067
2.1. Ouverture
2.2. Rondeau
2.3. Sarabande
2.4. Bourrée 1/2
2.5. Polonaise – Double
2.6. Menuet
2.7. Badinerie

Bach Collegium Japan
Masaaki Suzuki

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Suzuki, um monstro
Suzuki, um monstro

PQP

Mozart (1756 – 1791): Árias de Óperas – Anna Netrebko • Elīna Garanča • Bryn Terfel • Thomas Quasthoff ֎

Mozart (1756 – 1791): Árias de Óperas – Anna Netrebko • Elīna Garanča • Bryn Terfel • Thomas Quasthoff ֎

Deh, vieni, non tardar, oh gioia bella,
vieni ove amore per goder
Anna, como Susanna

Domingo é dia de ópera – pelo menos para a Rádio MEC – e nada como um disco com árias de óperas de Mozart para encher a sala de música com os mais diversos sons e sentimentos – raiva, medo, persuasão – você pode nomear, vai encontrar tudo lá, inclusive um bocado de gozação. O disco é uma compilação de muitas gravações pelo selo amarelo, mas todas relativamente recentes, com cantores magníficos.

Liderando o time a soprano Anna Netrebko, cantando também o galês Bryn Terfel, Thomas Quasthoff, Elīna Garanča e outros. Entre os regentes Claudio Abbado e Charles Mackerras. A lista completa dos créditos está logo a seguir.

Eu gostei do disco, que parte logo para a ação, nada de ouverture, começamos logo com a anfitriã cantando uma ária da personagem Susanna, de As Bodas de Fígaro. A seguir alguns comentários (em parte amparados pelo Chat PQP Bach) sobre as árias apresentadas no disco.

Terfel como Fígaro

“Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar” (Susanna, de As Bodas de Fígaro): Esta é uma ópera buffa, por excelência. Trocas de papéis, jovem disfarçado de garota (papel sempre interpretado por cantora), um tentando passar a perna no outro. Nesta ária, Susanna está vestida como a Condessa e finge cantar uma canção de amor para o Conde; há uma enorme sinceridade nesta “falsa ária”, porque na verdade ela está cantando para Fígaro (embora ele não saiba disso e fica extremamente enciumado). Falsa nobreza, mas sentimentos verdadeiros; um sonho para os amantes do teatro.

“Ho già vinto la causa! … Vedrò mentr’io sospiro” (Conde, de As Bodas de Fígaro): O Conde quer dar uma de bonzinho, abriu mão do direito da ‘primeira noite’, mas está de ‘olho na butique’ da Susanna, até perceber que está sendo engabelado por todos, praticamente. É claro, fica furioso… Ária típica de ópera buffa.

“Parto, parto, ma tu, ben mio” (Sesto, La clemenza di Tito): ‘Ópera séria’, a última composta por Mozart, e esta é uma ária cantada pelo personagem Sesto (um contralto ou meio-soprano, de novo, mulher fazendo papel de homem), expressando seu conflito ao ter que partir, apesar do amor por Tito, seu amigo e imperador. Eu conheço pouco essa obra, nunca ouvi uma gravação completa, mas a ária é bem especial. Chama a atenção a interação da voz com o clarinete obbligato. Certamente Mozart, que era um perfeito ‘alfaiate’ para as vozes dos cantores com quem estava trabalhando, também prezava as amizades com os músicos. Aqui, o papel do clarinete certamente se deve ao seu amigo Anton Stadler.

Thomas, como ele mesmo…

“Madamina, il catalogo è questo” (Leporello, Don Giovanni): Essa é figurinha carimbada, a famosa ária do catálogo, na qual Leporello, o faz-tudo do mulherengo Don Giovanni, conta à pobre Donna Elvira, a lista de conquistas do famoso sedutor, revelando o mau caratísmo do famoso nobre.

“Oh smania! oh furie!” (Orestes, Idomeneo): É um famoso recitativo e ária dramática da ‘ópera séria’ que demonstra a maestria de Mozart em expressar emoções intensas, particularmente no personagem atormentado de Oreste, marcando um passo significativo em sua maturidade como compositor de ópera. O texto em italiano expressa tormento extremo, raiva e desespero, condizentes com a situação desesperadora de Orestes.

“In diesen heil’gen Hallen” (Saratro, A Flauta Mágica): Aqui uma ária para baixo profundo, personagem típico das companhias de ópera daquela época. O primeiro Sarastro chamava-se Franz Xaver Gerl e era membro da troupe de Emanuel Schikaneder, outro amigão de Wolfie. Ele foi o primeiro Papageno. A Flauta Mágica não era uma ‘ópera’ (no sentido buffa ou séria), era um Singspiel, uma brincadeira em alemão.

“Fuggi, crudele, fuggi!” (Donna Anna e Don Ottavio, Don Giovanni): Neste caso um dueto com a prima dona da ópera e o tenor. O dueto é dramático, os dois cantam na presença do corpo do Comendador, pai de Donna Anna, morto por Don Giovanni. Don Ottavio é o noivo da moça e quer protegê-la e tal, mas está mais para um ‘dois de paus’. Ah, mas suas árias são lindíssimas.

“Là ci darem la mano” (Don Giovanni, Zerlina): Nesse belíssimo dueto, daquele que não esquecemos mais, o péssimo Don Giovanni tenta seduzir a povera raggazza, Zerlina, que está noiva de Masetto. O Don quase consegue seus intentos, mas é impedido pela chegada dos outros personagens da ópera, que estão na sua cola…

Königin der Nacht

“Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen” (Rainha da Noite, A Flauta Mágica): Ária icônica, até quem não ouve música clássica, que dirá ópera, conhece. A Rainha da Noite promete mover as forças das profundas para conseguir seus intentos vingativos. Há quem diga que Mozart inspirou-se na sogra para esse papel. A Vingança do Inferno Ferve no Meu Coração. Barra pesada…

“Der Vogelfänger bin ich ja” (Papageno, A Flauta Mágica) Nesta deliciosa ária o lado mais terreno do quarteto principal da ópera se apresenta: o caçador de pássaros sou eu! Papageno é aquele que sente fome, tem sede, quer encontrar sua Papagena! Maraviglia!

“Ah, perdona al primo affetto” (Annio e Servilia, La clemenza di Tito): Dueto do Ato I da ópera, cantado pelos personagens Annio (um jovem nobre romano, frequentemente interpretado por uma mezzo-soprano) e Servilia (irmã de Sesto). É um momento de terno amor juvenil e resignação, que ocorre depois que Annio descobre que o Imperador Tito escolheu Servilia para ser sua imperatriz. Tipo, Tristão e Isolda, mas bem distante, viu…

“Zeffiretti lusinghieri” (Ilia, Idomeneo): Ária da princesa troiana cativa, na qual ela expressa seu amor por Idamante, pedindo aos ventos que levem suas declarações, em um momento de solidão e ternura antes de saber da ameaça de sacrifício que paira sobre seu amado. Parece enredo de novela de fim de tarde, mas é isso, tudo muito bonito.

“Soave sia il vento” (Fiordiligi, Dorabella e Don Alfonso, Così fan tutte) É um belíssimo trio no qual as irmãs Fiordiligi e Dorabella, junto com o cínico Don Alfonso, se despedem de seus amados Ferrando e Guglielmo, que estão em um barco fingindo ir para a guerra. É enrolado, mas tudo faz parte da aposta entre os rapazes e Don Alfonso. Elas estão pedindo que o vento seja suave e as ondas calmas para os amantes possam navegar tranquilamente. Um momento de paz e beleza lírica, encerrando assim o programa do álbum.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

  1. Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar
  2. Ho già vinto la causa! … Vedrò mentr’io sospiro
  3. Parto, parto, ma tu, ben mio
  4. Madamina, il catalogo è questo
  5. Oh smania! Oh furie…
  6. In diesen heil’gen Hallen
  7. Fuggi, crudele, fuggi!
  8. Là ci darem la mano
  9. Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen
  10. Der Vogelfänger bin iIch ja
  11. Ah, perdona al primo affetto
  12. Zeffiretti lusinghieri
  13. Soave sia il vento

Anna Netrebko (1, 5, 7, 12)

Elīna Garanča (3, 11)

Bryn Terfel (2, 13)

Thomas Quasthoff (4, 8, 10)

René Pape (6)

Christoph Strehl (7)

Erika Miklósa (9)

Miah Persson e Christine Rice (13)

Orchestra Mozart & Claudio Abbado (1, 5, 7, 12)

Scottish Chamber Orchestra & Charles Mackerras (2, 13)

Staatskapelle Dresden & Sebastian Weigle (3, 4, 8. 10, 11)

Mahler Chamber Orchestra & Claudio Abbado (6, 9)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Claudio já nos seus últimos dias

This is, in other words, a collection of golden eggs worth anyone’s money. It must be regretted that DG have omitted texts and translations but at least provide thumbnail resumes of the contents of each number.

Aproveite!

René Denon

Sir Charles encorajando o grupo do PQP Bach Opera CIA

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nos. 2 & 7 (Leaper, Slovak Philharmonic)

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nos. 2 & 7 (Leaper, Slovak Philharmonic)

Atendendo a pedidos, postamos a Sinfonia Nº 2 de Sibelius. Adoro as Sinfonias do Cabeça de Ovo. Dentre as sinfonias do finlandês, minhas preferências são as de Nº 2, 4, 5 e 7, ou seja, quase todas. Para nossa alegria, há um bom CD da Naxos onde a segunda vem acompanhada da maravilhosa sétima, apesar de que a gravação que mora nos ouvidos de PQP é uma ainda mais antiga, a cargo do grande Evgueni Mravinski (1903-1988), junto à Filamônica de Leningrado, na qual o trombonista dá um show de competência. Aliás, acho que nesta gravação o engenheiro de som achatou o trombonista, que executa o principal tema desta vertiginosa sinfonia em um movimento. O registro de Leaper não é nada ruim — longe disso! — e hoje ficaremos com ela.

Jean Sibelius (1865–1957): Sinfonias Nos. 2 & 7 (Leaper, Slovak Philharmonic)

Symphony No. 2 in D major, Op. 43
Performed by:Slovak Philharmonic Orchestra
Conducted by:Adrian Leaper

I. Allegretto – Poco allegro – Tranquillo, ma poco a poco revvivando il tempo al allegro 10:05
II. Tempo andante, ma rubato – Andante sostenuto 13:50
III. Vivacissimo – Lento e suave – Largamente 6:00
IV. Finale: (Allegro moderato) 13:21

Symphony No. 7 in C major, Op. 105
Performed by:Slovak Philharmonic Orchestra
Conducted by:Adrian Leaper

V. Symphony No. 7 in C major, Op. 105 20:25

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Muitos carecas tiveram cabelos rebeldes na juventude

PQP