Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia, Trio e Concerti Grossi (Purcell)

Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia, Trio e Concerti Grossi (Purcell)

Eu tenho uma cordial discordância com meu irmão FDP Bach. Julgo Albinoni um compositor de segunda ou terceira linha e estaria disposto a colocar Geminiani no lugar de destaque ocupado pelo Albinoni que desprezo… Não haverá mortes tampouco agressões em nossa discussão, ela será um dia finalizada numa Oktoberfest em Blumenau com os dois bêbados, rindo muito. Pois tais discussões servem apenas como pretexto para encontros. Detalhe: não conheço FDP Bach pessoalmente. (Post de 2012, hoje isto deixou de ser verdade).

Ah, são dois CDs. Ambos muito bons!

Geminiani: La Folia e Trios

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 9 (aka “No. 3”) in F major, Op. 1/9
1 Largo 3:16
2 Andante 2:12
3 Allegro 3:23
4 Concerto Grosso, for 2 violins, strings & continuo No.12 in D minor (“La Follia”; after Corelli Op. 5/12) 10:53

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 3 in Eminor, Op. 1/3
5 Adagio – Allegro – Adagio 1:36
6 Tempo giusto – Adagio 1:32
7 Allegro 2:44

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 11 (aka “No. 5”) in A minor, Op. 1/11
8 Spiritoso 1:40
9 Andante 2:05
10 Allegro 2:27

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 12 (aka “No. 6”) in D minor, Op. 1/12
11 Andante 2:02
12 Allegro 2:09
13 Allegro 2:05

Sonata for violin & continuo No. 12 in A major, Op. 4/12
14 Adagio – Presto 1:53
15 Presto 1:38
16 Presto 1:20

Concerto Grosso, for 2 flutes, bassoon, 2 violins, viola, cello, strings & continuo in D minor, Op. 7/2
17 Grave – Allegro 4:16
18 Andante 1:24
19 Allegro 3:03

The Purcell Quartet
The Purcell Band

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Francesco Geminiani (1687-1762) – Concerti Grosso, Op. 2, No.1-6, Op.3, Nos. 1-4

Concerto Grosso in C minor, Op. 2 No. 1
01. Andante
02. Allegro
03. Adagio
04. Allegro

Concerto Grosso in C minor, Op. 2 No. 2
05. Adagio
06. Allegro
07. Adagio
08. Allegro

Concerto Grosso in D minor, Op. 2 No. 3
09. Presto
10. Adagio
11. Allegro

Concerto Grosso in D major, Op. 2 No. 4
12. Andante
13. Allegro
14. Andante
15. Allegro

Concerto Grosso in D minor, Op. 2 No. 5
16. Adagio
17. Allegro
18. Andante
19. Allegro

Concerto Grosso in A major, Op. 2 No. 6
20. Andante
21. Allegro-Grave
22. Allegro

Concerto Grosso in D major, Op. 3 No. 1
23. Adagio
24. Allegro
25. Adagio
26. Allegro

Concerto Grosso in G minor, Op. 3 No. 2
27. Largo e staccato
28. Allegro
29. Adagio
30. Allegro

Concerto Grosso in E minor, Op. 3 No. 3
31. Adagio e staccato
32. Allegro
33. Adagio
34. Allegro

Concerto Grosso in D minor, Op. 3 No. 4
35. Largo e staccato
36. Allegro
37. Largo
38. Vivace

Capella Istropolitana
Jaroslav Krecek

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Gemini, gemini, geminiano / Este ano vai ser o seu ano / Ou se não, o destino não quis

PQP

C.P.E. Bach (1714-1788): Solo a Viola di gamba col Basso (Heumann)

C.P.E. Bach (1714-1788): Solo a Viola di gamba col Basso (Heumann)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Faça o seguinte, por favor. Ouça as faixas 2 e 3 deste disco. Depois, quero ver você deletar o arquivo. Meu irmão CPE Bach mostra — nova e novamente — porque é considerado o mais talentoso dos manos. A interpretação das obras segue o padrão habitual da Alpha, ou seja, é sublime.

CPE Bach: Solo a Viola di gamba col Basso

1. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Adagio, ma non tanto
2. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Allegro di molto
3. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Arioso

4. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Allegro moderato
5. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Larghetto
6. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Allegro assai

7. Pieces (27) for viola da gamba (MS Drexel 5871), WKO 186-212: Adagio pour viole de gambe seule

8. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Andante
9. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Allegretto
10. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Arioso

11. Pieces (27) for viola da gamba (MS Drexel 5871), WKO 186-212: Postlude pour viole de gambe seule

Friederike Heumann
Gaetano Nasillo
Dirk Borner

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Friederike Heumann, excelente gambista (que rosto interessante, não?).
Friederike Heumann, excelente gambista (e que rosto interessante, não?).

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Szücs / Zempléni) #BRTK140 Vol. 24 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Szücs / Zempléni) #BRTK140 Vol. 24 de 29

Aqui, toda a coleção.

Mikrokosmos é a obra didática mais importante de compositor Béla Bartók, escrita entre 1926 e 1937 e publicada em 1940. A obra é uma coleção em seis volumes de 153 peças curtas e 33 exercícios para piano, piano e voz e dois pianos. Ao longo da coleção, Bartók introduz ao estudante distintas problemáticas rítmicas, melódicas, harmônicas e pianísticas. Apesar de terem sido criadas inicialmente com propósitos didáticos é comum o uso de peças do Mikrokosmos como peças de concerto, principalmente dos últimos volumes. Péter Bartók, filho de Béla, começou a estudar piano em 1936 com o pai e afirmou ter servido como uma espécie de “cobaia” para as peças, que o compositor escrevia mais rápido do que ele conseguia estudar. Bartók nunca havia ensinado piano a alunos iniciantes, e foi auxiliado pela professora de piano Margit Varró a organizar a obra de uma forma que fosse mais acessível a principiantes. O Mikrokosmos é particularmente notável como método de ensino de piano pelo abrangente uso de material musical não tradicional. Neste sentido contrasta com outros métodos e estudos de uso comum, como os de Czerny e Cramer. Desde as primeiras peças o estudante é introduzido tanto a escalas diatônicas tonais quanto modais, bem como a escalas pentatônicas, exóticas, politonalidade, formas canônicas e outros aspectos musicais típicos da música moderna. Por estas características a obra é especialmente útil como uma introdução à música da primeira metade do século XX.

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Szücs) #BRTK140 Vol. 24 de 29

1 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXXI. Bolyongás / LXXXII. Scherzo / LXXXIII. Dallam meg-megszakítva / LXXXIV. Mulatság / LXXXV. Tört akkordok / LXXXVI. Két dúr pentachord
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 81: Wandering
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
6:06

2 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXXVII. Változatok / LXXXVIII. Sípszó / LXXXIX. Négyszólamúság / XC. Oroszos
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 87: Variations (Allegro moderato)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
4:09

3 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: XCI. Kromatikus invenció I / XCII. Kromatikus invenció II
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 91: Chromatic Invention (1)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
1:55

4 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: XCIII. Négyszólamúság / XCIV. Hol volt, hol nem volt… / XCVa. Rókadal / XCVI. Zökkenõk
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 93: In Four Parts (2)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
3:15

5 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: XCVII. Notturno / XCVIII. Alávetés / XCIX. Kézkeresztezés / C. Népdalféle / CI. Szûkített ötödnyi távolság
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 97: Notturno
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
5:32

6 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CII. Felhangok / CIII. Moll és dúr / CIVa – CIVb. Vándorlás egyik hangnembõl a másikba / CV. Játék (ötfokú hangsorral) / CVI. Gyermekdal / CVII. Dallam ködgomolyban / CVIII. Birkózás
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 102: Harmonics
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
8:24

7 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CIX. Bali szigetén / CX. És összecsendülnek-pendülnek a hangok / CXI. Intermezzo / CXII. Változatok egy népdal fölött
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 109: From the Island of Bali
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
6:15

8 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CXIII. Bolgár ritmus I / CXIV. Téma és fordítása / CXV. Bolgár ritmus II / CXVI. Nóta / CXVII. Bourrée
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 113: Bulgarian Rhythm (Allegro molto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
5:33

9 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CXVIII. Triolák 9 / CXIX. 3/4-es tánc / CXX. Kvintakkordok / CXXI. Kétszólamú tanulmány
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 118: Triplets in 9/8 Time
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
4:22

10 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXII. Akkordok egyszerre és egymás ellen / CXXIIIa – CXXIIIb. Staccato and legato / CXXIV. Staccato
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 122: Chords Together and Opposed (Moltovivace)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
3:08

11 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXV. Csónakázás / CXXVI. Változó ütem / CXXVIII. Dobbantós tánc
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 125: Boating
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
3:44

12 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXIX. Váltakozó tercek / CXXX. Falusi tréfa / CXXXI. Kvartok
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 129: Alternating Thirds (Allegro molto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
6:00

13 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXXII. Nagy másodhangközök egyszerre és törve / CXXXIII. Szinkópák / CXXXIV. Gyakorlatok kettõsfogásban / CXXXV. Perpetuum mobile
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 132: Major Seconds Broken and Together
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
2:12

14 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXXVI. Hangsorok egészhangokból / CXXXVII. Unisono / CXXXVIII. Dudamuzsika / CXLIX. Paprikajancsi
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 136: Whole-Tone Scales
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V

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Bartók fora do microcosmo

PQP

Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Piano Nos. 6, 7 e 8, Opp. 82, 83 e 84 – Steven Osborne ֎

Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Piano Nos. 6, 7 e 8, Opp. 82, 83 e 84 – Steven Osborne ֎

PRoKoFieV

Sonatas Nos. 6, 7 e 8

Steven Osborne, piano

 

Em outubro de 2019 fiz uma postagem com música de Prokofiev – Sonatas para Violino – e na propaganda da postagem que fiz no fb, eu dizia: Música que demanda um pouco de esforço, no princípio, mas uma vez conquistada, proporciona muito prazer!

Não poderia dizer nada diferente sobre a música desta postagem. Um disco espetacular, mas que demanda ser conquistado.

Steven Osborne

Não é por nada que o pianista é o mesmo da mencionada postagem, o selo do disco, a inglesa Hyperion, assim como o compositor – Prokofiev, o homem que não ganhou flores em seu funeral.

No disco, uma série de três sonatas para piano com uma sequência de numeração, 6, 7 e 8, assim como na publicação, Opp. 82, 83 e 84, evidência de como as três fazem parte de um grupo. Elas foram compostas durante a guerra, entre 1939 e 1944. Prokofiev trabalhou na composição das três simultaneamente, assim como em outras obras, como a ópera Guerra e Paz e o balé Romeu e Julieta. Em alguns momentos, especialmente nos movimentos lentos, nas sonatas, pode-se perceber ecos das danças usadas no balé. Ouça, por exemplo, o segundo movimento da Sexta Sonata.

Nas sonatas ouvimos as diferentes expressões da música para piano de Prokofiev. Dos ritmos percussivos aos momentos mais tranquilos. Um caminho recheado de armadilhas para os pianistas: martelar ou amarelar?

É por isso que a gravação é importante e a Hyperion mantem seus altíssimos padrões: produção primorosa, incluindo os detalhes. A capa do disco é um exemplo disso. A escolha da imagem nos coloca em imediata sintonia com a música – bela, moderna e ligeiramente alarmante. A arte de Marianne von Werefkin pode gerar uma certa inquietação, à la Edvard Munch, mas é também marcante, inesquecível.

Aqui está a proposta: ouça o disco uma duas, três vezes, e depois responda: valeu a pena?

Serge Prokofiev (1891 – 1953)

Sonata para Piano No. 6 em lá maior, Op. 82

  1. Allegro moderato – Poco più mosso – Allegro moderato, come I
  2. Allegretto
  3. Tempo di valzer lentissimo
  4. Vivace – Andante – Vivace

Sonata para Piano No. 7 em si bemol maior, Op. 83

  1. Allegro inquieto – Andantino – Allegro inquieto, come I
  2. Andante caloroso – Poco più animato – Tempo
  3. Precipitato

Sonata para Piano No. 8 em si bemol maior, Op. 84

  1. Andante dolce – Allegro moderato – Andante dolce, come I – Allegro
  2. Andante sognando
  3. Vivace – Allegro ben marcato – Andantino – Vivace, come I

Steven Osborne, piano

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FLAC | 223 MB

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MP3 | 320 KBPS | 182 MB

Steven e o piano da biblioteca do PQP Bach Cultural Center de Volta Redonda

Nas notas do disco, Steven agradece a ajuda de sua fisioterapeuta, Bronwen Ackermann, que o ajudou a realizar o disco: From first electrifying note-punch to last, with so much poetry and poignancy in between, this is a tour de force of pianism highlighting what seems more than ever like the great sonata sequence of the 20th century.

Hyperion’s sound never flinches from Osborne’s colossal bass in climaxes. Is it any wonder he dedicates the disc to ‘Bronwen Ackermann, physio extraordinaire’? Whatever the fallout, he must know that it was worth it: this is legendary stuff.  BBC Music Magazine

[…] Osborne is at his best in Sonata No 8 … no pianist in my experience has matched Osborne’s finale for acuity of touch, pinpoint transparency and airborne suppleness. The music dances off the page, tickles the ear, engages the mind and, for once, sounds far shorter than its nine-minute duration. […] Gramophone

 

 

 

 

 

Não deixe de visitar as postagens a seguir, caso tenha gostado desta…

Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Piano Nos. 3, 7 & 8 – Andrei Gavrilov

Serge Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Violino – Alina Ibragimova & Steven Osborne

S. Prokofiev (1891-1953): Romeu e Julieta – Sonata para Piano No. 2 – Elena Kuschnerova, piano

Homenagem a Nelson Freire (1944-2021)

O mineiro de Boa Esperança, que foi muito jovem estudar piano no Rio de Janeiro e depois em Viena, nos deixou hoje aos 77 anos. Uma grande perda para a música brasileira e mundial.

Hoje não teremos postagens de Nelson Freire. Já foram muitas as homenagens em vida. Apenas remetemos a três janelas para o vasto mundo online lá fora, janelas que têm em comum a figura de Villa-Lobos, de quem Nelson foi um dos maiores intérpretes. O primeiro vídeo, de 1965 e postado pelo incansável Instituto Piano Brasileiro, mostra Nelson muito jovem na Alemanha tocando várias miniaturas para piano de Debussy, Scriabin e outros, incluindo a Dança (Miudinho), 4º mov. das Bachianas brasileiras No.4.

Nelson aprendeu com grandes mestres como Novaes, Rubinstein e Horowitz a arte de montar recitais de piano com pequenas peças que vão se encaixando, arte na qual o bis é essencial. Aliás, o seu disco mais recente é todo dedicado aos bises (Encores, pela Decca em 2019).

Passando para os anos 1970, um blog europeu publicou recentemente o maravilhoso álbum que Nelson gravou, também na Alemanha, pela Telefunken/Teldec. O repertório é só Villa-Lobos:

https://susato.blogspot.com/2020/11/heitor-villa-lobos-klavierwerke-nelson.html

E o segundo vídeo mostra Nelson no auge da fama, tocando o Momoprecoce, composição carnavalesca de 1929 na qual Villa-Lobos utiliza percussões que nós brasileiros conhecemos bem: chocalhos, reco-reco, tamborim… Que essa homenagem seja uma celebração alegre, se é que é possível.

Como tocava…

Franz Schubert (1797–1828): Quinteto ‘A Truta’, Sonata para Arpeggione – Bylsma, Immerseel, L’Archibudelli

O vibrato (*) está para os instrumentos de cordas e cantores líricos um pouco como o sal e o açúcar estão para a culinária. Alguns dirão que não dá pra viver sem. Talvez não dê mesmo, mas com moderação. Pense em frutas de gosto forte e exótico: uma mousse de maracujá, um suco de limão galego, um pavê de graviola… se a gente coloca muito açúcar, fica tudo com o mesmo gosto.

É o que me vem à mente ouvindo o quinteto ‘A Truta’ com o violoncelo italiano tocado por Anner Bylsma, o violino Stradivarius tocado por Vera Beth, a viola inglesa tocada por Jürgen Kussmaul, o fortepiano de Leipzig tocado por Jos van Immerseel… Cada instrumento com sua sonoridade muito peculiar, que cabe aos músicos revelar, ao invés de jogar baldes de açúcar uniformizadores do som.

E como o som mais intimista desses instrumentos de época combina com o espírito romântico de Schubert… esse tipo de romantismo contido, sem os exageros dos russos e sem a loucura do último Schumann que, vocês sabem, ouvia vozes, às vezes as de anjos, às vezes as de demônios e uma vez, segundo ele, a do finado Schubert (**).

Na Sonata para Arpeggione, Anner Bylsma (1934-2019) utiliza um violloncelo piccolo de 1700 no lugar do arpeggione, espécie de instrumento-quimera, cruzamento entre violoncelo e violão, que durou pouco tempo e que estimulou algumas características dessa sonata como a alternância entre trechos com o arco e arpejos tocados com os dedos.

(*) A técnica denominada vibrato (expressão de origem italiana, literalmente traduzida como vibrado) consiste na oscilação de uma corda de um instrumento musical (ou do diafragma no caso do canto), produzindo assim uma variação periódica na altura de uma nota.

(**) “According to Becker, Schumann believed the spirit of Franz Schubert came to him one night and gave him a melody”

Franz Schubert (1797–1828):
Piano Quintet In A Major, D. 667 (Op. Post. 114) “The Trout”

1. I. Allegro Vivace
2. II. Andante
3. III. Scherzo. Presto
4. IV. Tema. Andantino – Variations I–V – Allegretto
5. V. Finale. Allegro Giusto

Sonata For Arpeggione and Piano, D. 821
6. I. Allegro Moderato
7. II. Adagio
8. III. Allegretto

9. Adagio for Piano Trio, D. 897 (Op. Post. 148) “Notturno”

Anner Bylsma – Violoncello (Pressenda, Torino, 1835) (1-5, 9); Violoncello piccolo (Anonymous, Tirol, ca. 1700) (6-8)
Jos van Immerseel – Fortepiano (Tröndlin, Leipzig, early 19th century)
Vera Beths – Violin (Stradivarius, Cremona, 1727) (1-5, 9)
Marji Danilow – Double Bass (1-5)
Jürgen Kussmaul – Viola (Forster, London, 1785) (1-5)

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Por um tempo eu também achei que Anner Bylsma era uma mulher

Alfred Cortot sobre Schubert:
A parte do sentimento é muito importante e o espírito romântico supera a forma, que permanece clássica.
(Curso de interpretação, Ed. Musimed, p.92)

Pleyel

Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Elfa Rún Kristinsdóttir & Solistenensemble Kaleidoskop ֎

Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Elfa Rún Kristinsdóttir & Solistenensemble Kaleidoskop ֎

Bach

Concertos para Violino(s)

Elfa Rún Kristinsdóttir

Solistenenesemble Kaleidoskop

 

Concertos para violino, de Bach? Concertos para cravo, de Bach? Sim, concertos para violino, de Johann Sebastian Bach.

O Concerto em ré menor BWV 1052 chegou até nós como um concerto para cravo e é um dos mais impressionantes da coleção de sete, mas é uma adaptação para cravo de um concerto originalmente escrito para violino, cuja partitura se perdeu.

Lisa

Johann Sebastian Bach estava encarregado do Collegium musicum de Leipzig, que se apresentava no Café Zimmermann e entre os músicos que tocavam havia excelentes cravistas, alguns com sobrenome Bach: o próprio Johann Sebastian e seus filhos, Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel. Assim, entre 1735 e 1744, Bach adaptou para o cravo sete concertos assim como mais alguns para dois, três e até quatro cravos. Este último de um original de Vivaldi, para quatro violinos, mas esta é outra história, para alguma outra postagem.

Kaleidoskop

Nos disco desta postagem temos uma reconstrução do concerto para violino, que deu origem ao concerto de cravo em ré menor, BWV 1052, que soa muito bem na interpretação dos jovens músicos.

O segundo concerto do disco, em sol menor, BWV 1056, é uma reconstrução do Concerto em fá menor, para cravo. Este concerto tem de muito especial o movimento lento, que tem uma versão com solo de oboé no lugar do violino ou cravo, como queiram, e foi usado como a Sinfonia da Cantata BWV 156, ‘Ich steh mit einem Fuss im Grabe’ (Estou com um pé na cova, pasmem…).

Elfa

Para completar o programa, um dos concertos para violino(s) que sobreviveu, BWV 1043, em ré menor.

A solista do disco é a islandesa Elfa Rún Kristinsdóttir, que estudou em Freiburg e tem carreira como concertista, atuando com várias orquestras, como a Akademie für Alte Musik, Berlin. Ela também faz parte do Solistenensemble Kaleidoskop, grupo estabelecido em Berlim. Lisa Immer é a concertmaster do grupo e atua como segundo solista no último concerto.

Não se preocupem com o fato de todos os concertos serem em tons menores, há muita beleza assim como animação no disco todo…

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para Violino em ré menor, BWV1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto para Violino em sol menor, BWV1056

  1. (Allegro)
  2. Largo
  3. Presto

Concerto para dois Violinos em ré menor, BWV1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Elfa Rún Kristinsdóttir, violino

Solistenensemble Kaleidoskop

Lisa Immer, violin (concertmaster e solista no Concerto BWV 1043)

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Elfa testando a acústica da piscina de hidroginástica da sede do PQP Bach Private Club de Paraty…

“One would be hard-pressed to find a better debut recording than these interpretations of Bach . . . It is much too rare to hear Bach as fresh, lively and present-day as this.” Nordische Musik about Elfa’s Bach CD

“with the charming, wonderfully sensitive, but also thrillingly powerful music-making of the young Icelandic violinist Elfa Rún Kristinsdóttir . . . the brilliant and extremely versatile artist” Kultur Klassik

Aproveite!

René Denon

Um filmezinho do Kaleidoskop

 

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 (Haitink)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Bernard Haitink certamente era o maior regente vivo de nosso planeta até o dia 21 de outubro. Morto aos 92 anos, ele se aposentou aos 90, em 2019. Tive a sorte de vê-lo uma vez em ação no Concertgebouw em 2017. Sentei atrás da orquestra, de frente para o maestro. Nossa, a clareza de seus gestos era maravilhosa. Impossível não entrar na hora certa. Até eu tinha vontade de entrar… Assobiando! Quando ele pediu para a orquestra levantar a fim de receber os aplausos, minha esposa, que é violinista, quase ergueu-se junto. Haitink também era uma pessoa absolutamente modesta e tranquila, sem estrelismos. Este é seu último concerto em Amsterdam, a sua cidade natal. Ele escolheu a Bruckner #7. Foi uma bela escolha. Haitink dava-se muito com as enormidades musicais de Bruckner, Mahler e Shostakovich. Regia tudo esplendidamente, foi um enorme beethoveniano, mozartiano e schubertiano, mas parecia gostar ainda mais do citado trio. O nível desta gravação é absolutamente culminante, inalcançável. Aos 90 anos, Haitink aposentou-se no auge.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 (Haitink)

1. Symphony No. 7: I. Allegro moderato (Live) (21:37)
2. Symphony No. 7: II. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam (Live) (21:35)
3. Symphony No. 7: III. Scherzo. Sehr schnell (Live) (10:49)
4. Symphony No. 7: IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell (Live) (14:06)

Netherlands Radio Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink (1929-2021)

PQP

Tchaikovsky, Mendelssohn: Concertos para Violino (Grumiaux / Haitink)

Dando continuidade às homenagens a Bernard Haitink, temos hoje três grandes concertos românticos para violino com Arthur Grumiaux (1921-1986). As gravações, dos primeiros anos da tecnologia stereo, já podem ser chamadas de jurássicas, mas há algumas coisas ali, um vibrato controlado, sem exageros, uma expressividade sem choradeira, que a tornam menos datada do que outras da mesma época. Posso estar enganado, aliás violino não é meu pão de cada dia e eu não conheço tão bem as gravações de Heifetz, Perlman, Ferras… Mas vejam o que disse a Gramophone ao incluir essa gravação entre as de referência para o Concerto de Mendelssohn:

  • Arthur Grumiaux, em sua gravação de 1960 com a Orquestra do Concertgebouw e Bernard Haitink, merece uma menção por ter uma das aberturas com o ritmo mais vivo
  • (As for Arthur Grumiaux, his 1960 recording with the Concertgebouw Orchestra and Bernard Haitink deserves a mention for having one of the most crisply rhythmic openings)

O Concerto de Tchaikovsky, para mim, é o que tem a mais bela orquestração entre esses três. Enquanto o pau quebra para o solista, as cordas e madeiras do Concertgebouw acompanham com aquele som brilhante e suave que também podemos ouvir nas gravações de Debussy que Haitink e sua orquestra fizeram nos anos 1970.

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840–1893): Concerto para Violino em Ré maior, Op.35
01. I. Allegro moderato
02. II. Canzonetta: Andante
03. III. Finale: Allegro vivacissimo
Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino em Mi menor, Op.64
04. I. Allegro molto appassionato
05. II. Andante
06. III. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace
Max Bruch (1838-1920): Concerto para Violino No.1 em Sol menor, Op.26
07. I. Vorspiel (Allegro moderato)
08. II. Adagio
09. III. Finale (Allegro energico)

Arthur Grumiaux – Violino
Concertgebouworkest, Amsterdam
Bernard Haitink

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Retrato do artista quando jovem, e o lado B do Concertgebouw de Amsterdam

Pleyel

Homenagem a Bernard Haitink – Ravel Orchestral Works

Bernard Haitink foi um maestro excepcional, de envergadura ímpar, mas ao mesmo tempo discreto e bem menos festejado que seus pares da mesma geração, como Bernstein e Karajan. Isso o colocava numa posição privilegiada, a de optar por uma escolha distinta de repertório e leituras altamente pessoais, o mais das vezes avesso ao espalhafatoso e ao verborrágico. Como muitos dos meus colegas do PQP, que neste momento se unem para homenagear um mestre comum, Haitink marcou cada um de nós com gravações que consideramos non plus ultra do repertório sinfônico mais destacado. Apesar de suas afamadas preferências por Mahler, Bruckner e Shostakovich, que estabelecem consenso de excelência dentre tanto apreciadores diletantes como críticos especializados, alguns dos melhores momentos de Haitink foram, para mim, com mestres franceses modernos, em especial Debussy e Ravel. Este último em particular ocupa lugar privilegiado na discografia haitinkiana. Ainda na era do LP, sua versão de 1973 da Rapsódia Espanhola é arrebatadora; para mim a que melhor equilibra a verve rítmica com a clareza das ideias na brilhante orquestração de Ravel. Sutilezas na pontuação das dinâmicas e da exuberante instrumentação fazem deste um registro imperdível. Um Menuet Antique, de feições mais modestas, com Haitink ganha ares de uma nobreza insondável. E que Alborada!

Uma manhã luminosa que enfatiza bem seu caráter gracioso e eloquente. Estas gravações foram lançadas na década de 70 em LPs pela PHILIPS e nenhuma foi relançada em CD, até as séries de relançamentos (PHILIPS DUO) dos anos 90. Haitink inclusive gravou novamente essas obras para lançamento exclusivo em CD, mas o brilho destas primeiras incursões é, para mim, insuperável.

Claro, ao falar de obras orquestrais mais conhecidas de Ravel, como o Boléro e Daphnis et Chloé, não podemos deixar de mencionar que temos ótimas versões paralelas. Mas nestas pequenas jóias menos divulgadas (Valses Nobles, Ma Mère l’Oye), Haitink nos revela um mundo novo, de íntima beleza, em que Ravel desponta como um colorista exímio, de sutileza ímpar. La Valse é estonteante. A orquestra do Concertgebouw em plena forma torna a experiência ainda mais única.

Palavra final: Há muitos bons intérpretes de Ravel, e há Haitink.

Ravel: Orchestral Works
Bernard Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra

CD1

1.Boléro
2.Alborada del gracioso
3.Rhapsodie espagnole
4.La Valse
5.Pavane pour une infante défunte
6.Valses nobles et sentimentales

CD2

1.Menuet antique
2.Le tombeau de Couperin
3.Ma mère l’Oye
4.Daphins et Chloé: Suite No 2

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CHUCRUTEN

Integral das Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com B. Haitink (CDs 6-11 de 11)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Atendendo a pedidos, com a lentidão habitual de nosso SAC, estamos trazendo pela primeira vez a integral de Shostakovich por Bernard Haitink, completa, inteirinha. (Pleyel, 2020)

Hoje é o Saint Patrick´s Day, dia de beber cerveja, então vamos a mais um lote de Shostas. (Céus, totalmente sem sentido). Mas está aí: a heróica e não tão boa sétima; a interessantísima e contrastante oitava e a programática e espetacular décima-primeira. Acho que fico por aqui mesmo. Esta coleção não foi muito baixada e da 12ª até a 14ª eu não tenho em CD, só em haitinkvinil. Tenho a 15ª, mas só gosto de lacunas a preencher em mulheres. Oh, sei, sempre esse odioso machismo!

Ontem ouvi os últimos CDs do Radiohead e dos Strokes. Olha, duas grandes bostas. O que a nova geração ouve de bom? No Brasil e no mundo, a música popular me parece tão, mas tão sem graça… (PQP, 2011)

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (CDs 6 a 11, de 11)
CD 6
Symphony No.7 In C Major, Op.60 Leningrad
1 I Allegretto
2 II Moderato (Poco Allegretto)
3 III Adagio
4 IV Allegro Non Troppo

London Philharmonic Orchestra

CD 7
Symphony No.8 In C Minor, Op.65

1 I Adagio
2 II Allegretto
3 III Allegro Non Troppo
4 IV Largo
5 V Allegretto

Concertgebouw Orchestra

CD 8
Symphony No.11 In G Minor, Op.103 ‘The Year 1905’
1 I Adagio: The Palace Square
2 II Allegro: 9 January
3 III Adagio: In Memoriam
4 IV Allegro Non Troppo: Tocsin

Concertgebouw Orchestra

CD 9
Symphony No.13 In B Flat Minor, Op.113 ‘Babi Yar’
1 I Adagio: Babi Yar
2 II Allegretto: Humour
3 III Adagio: In The Store
4 IV Largo: Fears
5 V Allegretto: A Career

Bass – Marius Rintzler
Choir – Gentlemen From The Choir Of The Concertgebouw Orchestra
Concertgebouw Orchestra

CD 10
Symphony No.14, Op.135
1 I De Profundis
2 II Malagueña
3 III Loreley
4 IV Le Suicidé
5 V Les Attentives I
6 VI Les Attentives II
7 VII À La Santé
8 VIII Réponse Des Cosaques Zaparogues…
9 IX O Delvig, Delvig
10 X Der Tod Des Dichters
11 XI Schluß-Stück

Concertgebouw Orchestra
Baritone – Dietrich Fischer-Dieskau
Soprano – Julia Varady

6 Poems Of Marina Tsvetaeva, Op.143a
12 I My Poems
13 II Such Tenderness
14 III Hamlet’s Dialogue With His Conscience
15 IV The Poet And The Tsar
16 V No, The Drum Beat
17 VI To Anna Akhmatova

Contralto – Ortrun Wenkel
Concertgebouw Orchestra

CD 11
Symphony No.15 In A Major, Op.141
1 I Allegretto
2 II Adagio — Largo — Adagio — Largo
3 III Allegretto
4 IV Adagio —Allegretto — Adagio — Allegretto

London Philharmonic Orchestra

From Jewish Folk Poetry, Op.79
5 I Lament For A Dead Infant
6 II Fussy Mummy And Auntie
7 III Lullaby
8 IV Before A Long Separation
9 V A Warning
10 VI The Deserted Father
11 VII A Song Of Poverty
12 VIII Winter
13 IX The Good Life
14 X A Girl’s Song
15 XI Happiness

Contralto – Ortrun Wenkel
Soprano – Elisabeth Söderström
Tenor – Ryszard Karczykowski
Concertgebouw Orchestra

Recording: 1978-1983

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Integral das Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com B. Haitink (CDs 1-5 de 11)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Façam como P.Q.P. Bach: ouçam Shostakovich no Carnaval!

Meus amigos, a verdade que liberta e salva é a seguinte: eu sou um grande admirador de Bernard Haitink (1929). Em minha opinião, ele é um monstro da regência. Em suas gravações há assinaturas indeléveis: uma indiscutível musicalidade e um som especial. OK, você pensa que é o som do Concertgebouw, mas não é. Como é que ele o repete com a London Philharmonic? E quando ele se junta a compositores como Shostakovich, Mahler e Bruckner — que exigem som — , só para dar exemplos, o resultado é magnífico.

Então, passei a segunda e a terça de carnaval ouvindo suas gravações de Shostakovich. Aqui temos a juvenil e genial primeira sinfonia, escrita aos 20 anos de Shosta; a segunda e a terceira, corais e altamente experimentais, como tudo na época pré-stalinista; a monumental quarta, modelo para o que viria depois; a clássica quinta; a estranha sexta, que começa monumento e termina de forma sarcástica, mais parecendo um circo; a zombeteira e vingativa nona; a perfeita e assinada décima. Boa audição!

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (CDs 1 a 5, de 11)

CD 1
Symphony No.1 In F Minor, Op.10
1 I Allegretto – Allegro Non Troppo
2 II Allegro
3 III Lento
4 IV Allegro Molto – Lento – Allegro Molto

Symphony No.3 In E Flat Major, Op.20 ‘The First Of May’
5 I Allegretto – Allegro
6 II Andante
7 III Allegro – Largo
8 IV Moderato: ‘V Pervoye Pervoye Maya’

London Philharmonic Orchestra

CD 2
Symphony No.2 In B Major, Op.14 ‘To October – A Symphonic Dedication’
1 I Largo – Allegro Molto
2 II My Shli, My Prosili Raboty I Khleba

Symphony No.10 In E Minor, Op.93
3 I Moderato
4 II Allegro
5 III Allegretto
6 IV Andante – Allegro

London Philharmonic Orchestra
Choir – London Philharmonic Choir (Symphony No. 2)

CD 3
Symphony No.4 In C Minor, Op.43
1 I Allegretto Poco Moderato —
2 Presto
3 II Moderato Con Moto
4 III Largo —
5 Allegro

London Philharmonic Orchestra

CD 4
Symphony No.5 In D Minor, Op.47
1 I Moderato
2 II Allegretto
3 III Largo
4 IV Allegro Non Troppo

Symphony No.9 In E Flat Major, Op.70
5 I Allegro
6 II Moderato
7 III Presto
8 IV Largo
9 V Allegretto — Allegro

Concertgebouw Orchestra (Symphony No. 5)
London Philharmonic Orchestra (Symphony No. 9)

CD 5
Symphony No.6 In B Minor, Op.54
1 I Largo
2 II Allegro
3 III Presto

Symphony No.12 In D Minor, Op.112 ‘The Year 1917’
4 I Revolutionary Petrograd
5 II Razliv
6 III Aurora
7 IV The Dawn Of Humanity

Concertgebouw Orchestra

Recording: 1977-1983

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Haitink em 1984

PQP

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonias nº 7, 8 e 9 – Bernard Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra

Vamos então concluir esta série Haitink / Bruckner em grande estilo: suas últimas três sinfonias. Estou disponibilizando também o décimo primeiro CD desta caixa, que traz o Te Deum, só para não deixar a coleção incompleta.

Espero que tenham gostado. Bernard Haitink foi um dos maiores regentes da atualidade, sem dúvida alguma. Por isso faço questão de apresentá-lo a quem não o conhece.

SYMPHONY NO.7 IN E MAJOR mi majeur · E-Dur 29
I Allegro moderato
II Adagio: Sehr feierlich und sehr langsam
III Scherzo: Sehr schnell – Trio: Etwas langsamer
IV Finale: Bewegt, doch nicht schnell

SYMPHONY NO.8 IN C MINOR ut mineur · c-Moll Robert Haas Edition, 1939
I Allegro moderato
II Scherzo: Allegro moderato – Trio: Langsam
III Adagio. Feierlich langsam, doch nicht schleppend
IV Finale: Feierlich, nicht schnell

SYMPHONY NO.9 IN D MINOR (Original version, 1894) ré mineur · d-Moll
I Feierlich, misterioso
II Scherzo: Bewegt, lebhaft – Trio: SchnellIII Adagio: Langsam, feierlich

TE DEUM WAB 45
I Te Deum laudamus soprano, contralto, tenor, chorus
II Te ergo soli III Aeterna fac chorus
IV Salvum fac soli, chorus
V In te, Domine, speravi soli, chorus

Elly Ameling soprano ·
Anna Reynolds contralto
Horst Hoffmann tenor ·
Guus Hoekman bass
Groot Omroepkoor (Netherlands Radio Choir)
Chorus master: Anton Krelage

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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FDPBACH

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonias nº 4, 5 e 6, Bernard Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra

Dando prosseguimento a esse ciclo Bruckner / Haitink / RCO, hoje teremos as sinfonias de nº 4, 5 e 6. A Quarta Sinfonia talvez seja a mais popular do compositor. Foi por meio dela que conheci este construtor de imensas catedrais sonoras, como li certa vez em algum lugar.

Para quem não sabe, não se tratam de registros recentes do maestro com sua querida orquestra. Ao contrário, são lá dos anos 60, quando Haitink encarou a difícil tarefa de assumir a direção desta orquestra. Nos próximos cinquenta anos suas identidades vieram a se fundir e se confundir. Foi ele quem a tornou a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam a melhor orquestra dos últimos cinquenta anos, desbancando as poderosas Filarmônicas de Viena e de Berlim.  E isso não sou eu apenas quem estou afirmando. A crítica especializada já há muitos anos confirma isso.

Mas vamos ao que viemos. Bruckner com seu principal regente do final do século XX, e deste início de século XX, Bernard Haitink.

SYMPHONY NO.4 IN E FLAT MAJOR “ROMANTIC”

I Bewegt, nicht zu schnell
II Andante, quasi allegretto
III Scherzo: Bewegt – Trio: Nicht zu schnell, keinesfalls schleppend
IV Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell

SYMPHONY NO.5 IN B FLAT MAJOR
I Introduction: Adagio – Allegro (Mäßig)
II Adagio (Sehr langsam)
III Scherzo: Molto vivace (schnell) – Trio: Im gleichen Tempo
24 IV Finale: Adagio – Allegro moderato

SYMPHONY NO.6 IN A MAJOR
I Majestoso
II Adagio. Sehr feierlich
III Scherzo: Nicht schnell – Trio: Langsam
IV Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell

Bernard Haitink – Conductor
Royal Concertgebouw Orchestra

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FDP

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonias nº 0, 1, 2 e 3 – Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra

Dou continuidade ao “Festival Haitink”, um desejo antigo, que agora, com a morte do grande maestro, resolvi trazer para os senhores. Algumas postagens serão novas, outras atualizações de links. Haitink gravou muito, principalmente com a sua amada “Orquestra do Concertgebow de Amsterdam”, além de outras prestigiosas orquestras européias e norte americanas. Claro que será um trabalho colaborativo, todos os colegas do blog irão participar. 

Inicio aqui um ciclo das sinfonias de Bruckner sempre sob responsabilidade de Bernard Haitink, um dos maiores e mais importantes maestros da atualidade, uma verdadeira lenda nos tablados. Ele tem o toque de Midas, tudo o que grava é ouro, ainda mais quando está à frente da poderosíssima Orquestra do Concertgebouw, de Amsterdam.

Em outras palavras, Bruckner-Haitink-RCO é mais que sinônimo de qualidade, é sinônimo de excelência. E esta postagem está sendo uma singela e inocente homenagem aos seus 90 anos de idade, que completa hoje, dia 04 de março. A gravadora DECCA recém lançou duas caixas com gravações de Haitink, uma é esta que estou trazendo, dedicada a Bruckner, e outra dedicada a  Mahler. Só pauleira, só material de primeira linha e qualidade.

“A pesquisa completa de Bernard Haitink sobre as sinfonias de Bruckner deve muito a um edifício, o Amsterdam Concertgebouw, um dos grandes templos culturais do século 19, e à sua orquestra residente. Também se fortaleceu com o espírito de recuperação pós-guerra e com o crescimento econômico renovado na Holanda, que impulsionou a gigante holandesa de eletrônicos Philips e sua gravadora homônima. Ao escrever a série Bruckner de Graminkhone de Haitink, o radialista e musicólogo Deryck Cooke captou a essência de um ciclo que continua a manter seu lugar entre os melhores do catálogo. “Não posso pagar a Haitink nenhum tributo maior do que dizer que, quaisquer que sejam as reservas que eu possa ter sobre o desempenho deste ou daquele movimento, o efeito geral de cada sinfonia é tal que não consigo pensar em nada melhor, e poucos como bons”.

Assim se inicia o texto de apresentação do booklet deste Ciclo poderosíssimo, que tenho o orgulho de possuir, assim como o de Mahler.

SYMPHONY N0.0 IN D MINOR ré mineur ·
Symphonie in d-Moll “Die Nullte”
1 I Allegro 14.29
2 II Andante 13.01
3 III Scherzo: Presto – Trio: Langsamer und ruhiger 6.34
4 IV Finale: Moderato – Andante – Allegro vivace 9.47

SYMPHONY NO.1 IN C MINOR (Linz version, 1866) ut mineur (Version de Linz) · c-Moll (Linzer Fassung)
5 I Allegro molto moderato 12.01
6 II Adagio 13.02
7 III Scherzo: Lebhaft
8 IV Finale: Bewegt, feurig 12.39

SYMPHONY NO.2 IN C MINOR ut mineur · c-Moll Robert Haas Edition, 1938
9 I Ziemlich schnell 17.40
10 II Adagio. Feierlich, etwas bewegt 15.10
11 III Scherzo: Schnell 8.11
12 IV Finale: Mehr schnell – Sehr schnell 17.20

SYMPHONY NO.3 IN D MINOR (Second version, 1877) ré mineur “Wagner-Symphonie” (Version de 1877) d-Moll (Fassung von 1877)
13 I Gemäßigt, mehr bewegt, misterioso 19.20
14 II Adagio. Bewegt, quasi andante 14.42
15 III Scherzo: Ziemlich schnell 6.58
16 IV Finale: Allegro

Royal Concergebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Com a lentidão habitual do nosso SAC, respondemos aqui à pergunta do René em comentário de 2019:
Estas são as gravações que foram lançadas em LP no Brasil, nos anos setenta e oitenta? Com aquelas capas com pinturas de castelos e sempre emolduradas? Inclusive a Sinfonia No. 4, “Romântica”, foi lançada em uma coleção nas bancas, com excelentes gravações da Philips?
Sim, ao que tudo indica é uma reedição das mesmas gravações, feitas entre 1965 e 71. É o que diz o excelente site discogs.

.: interlúdio :. Marco Pignataro: Sofia`s Heart

.: interlúdio :. Marco Pignataro: Sofia`s Heart

Os críticos de jazz são tão obcecados com inovação, modernidade e pirotecnia que correm o risco de ignorar o maior ideal da música: a expressão pessoal. O saxofonista tenor italiano Marco Pignataro, que dirige o Global Jazz Institute no Berklee College of Music, não usa eletrônica, não faz cover do Radiohead e não impressiona com solos alucinantes. Em vez disso, ele cria melodias e as toca de forma linda e fluida que fazem você querer rir e chorar. Produzido pelo lendário baixista Eddie Gomez, Sofia’s Heart é, nas palavras de Pignataro, “um diário musical pessoal”. Cada uma das sete músicas — cinco originais — fala a uma pessoa, lugar ou época de sua vida . Apoiado por Gomez, o pianista Mark Kramer, o flautista Matt Marvuglio e o baterista Billy Drummond, Pignataro toca frases divagadoras, inserindo velocidade quando o espírito o move. Ele homenageia um local de férias favorito com a bonita Sleepless in Ocean Park, celebra um bom amigo com a alegre Grande Theodore e conta a história de sua filha na melodia final e mais comovente do álbum, Sofia’s Heart, uma balada tão bela que chega a doer.

Marco Pignataro: Sofia`s Heart

1. Sleepless in Ocean Park 7:21
2. Homesick 8:38
3. Interplay 6:56
4. Bologna d’Inverno 13:17
5. Grande Theodore 6:16
6. Estate 12:23
7. Sofia’s Heart 9:10

Marco Pignataro, sax
Eddie Gomez, baixo
Mark Kramer, piano
Matt Marvuglio, flauta
Billy Drummond, bateria

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Se ele passear assim em Porto Alegre, ficará loguinho sem o sax.

PQP

Béla Bartók (1881-1945): 3 Rondos on Slovak folktunes / Petite Suite for piano / Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Gabos / Tusa / Szücs) #BRTK140 Vol. 23 de 29

Béla Bartók (1881-1945): 3 Rondos on Slovak folktunes / Petite Suite for piano / Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Gabos / Tusa / Szücs)  #BRTK140 Vol. 23 de 29

Aqui, toda a coleção.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

3 Rondos on Slovak folktunes é um belo início para este volume 23. É uma coleção de três pequenas peças para piano. Como já cansamos de escrever, Béla Bartók teve grande interesse artístico pela música folclórica, principalmente da Romênia e da Hungria dos dias modernos. Estes rondós foram compostos em 1916, junto com muitas outras composições baseadas em canções folclóricas húngaras e romenas. O primeiro é uma transcrição um tanto fiel de uma melodia infantil chamada Lánc, lánc, eszterlánc, com algumas ornamentações, que fez numa das suas viagens. Os outros dois rondós foram compostos em 1927 e seguem um estilo muito diferente do primeiro. Suas estruturas são muito mais complexas e os ritmos são mais enfatizados do que no primeiro rondó. Béla Bartók admitiu ter tentado incluir um terceiro tema para o segundo rondó, ao passo que os rondós geralmente têm apenas dois temas, mas acabou decidindo não fazê-lo.

A Petite Suite , Sz. 105, BB 113 é uma redução para piano de seis dos 44 Duos para Dois Violinos de Bartók , arranjados pelo compositor em 1936 e já postados por nós nesta coleção.

Teremos tempo de falar no Mikrokosmos mais adiante, pois ele tomará todo o volume 24 e boa parte do 25. Mas adiantamos que trata-se da obra didática mais importante de Béla Bartók, escrita entre 1926 e 1937 e publicada em 1940. Ao longo da coleção, Bartók introduz ao estudante distintos problemas rítmicos, melódicos, harmônicos e pianísticos. É claro que hoje o Mikrokosmos é também peça de concerto, tal sua qualidade.

O que dizer das interpretações? Olha, imbatíveis, sensacionais!

Béla Bartók (1881-1945): 3 Rondos on Slovak folktunes / Petite Suite for piano / Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Gabos / Tusa / Szücs) #BRTK140 Vol. 23 de 29

1 Rondos on Slovak folktunes, for piano, Sz. 84, BB 92: No. 1. Andante
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92, No. 1: Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92
2:52

2 Rondos on Slovak folktunes, for piano, Sz. 84, BB 92: No. 2. Vivacissimo
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92, No. 2: Vivacissimo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92
2:24

3 Rondos on Slovak folktunes, for piano, Sz. 84, BB 92: No. 3. Allegro molto
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92, No. 3: Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92
2:44

4 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 1. Lassú
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: I. Slow Tune
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 28, Bánkódáspart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
2:17

5 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 2. Forgatós
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: II. Wallachian Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 32, Máramarosi táncpart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
0:48

6 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 3. Pengetõs
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: III. Whirling Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 38, Forgatóspart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
1:22

7 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 4. Oroszos
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: IV. Quasi pizzicato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 43, Pizziccatopart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
0:59

8 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 5. Dudás
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: V. Ruthenian Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 16, Burleszkpart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
1:10

9 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: I – VI. Hat unisono dallam
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 1: Six Unison Melodies, No. 1
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:55

10 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: VII. Kóta ponttal / VIII. Hangismétlés / IX. Szinkópák / X. Két kézzel felváltva
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 7: Dotted Notes
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:44

11 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XI. Párhuzamos mozgás / XII. Tükörkép / XIII. Fekvésváltozás / XIV. Kérdés és felelet / XV. Falusi dal / XVI. Párhuzamos mozgás helyzetváltozással / XVII. Ellenmozgás
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 11: Parallel Motion
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
4:23

12 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XVIII – XXI. Négy unisono dallam
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 18: Four Unison Melodies (1)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:01

13 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XXII. Imitáció és ellenpont / XXIII. Imitáció és fordítása / XXIV. Pastorale / XXV. Imitáció és fordítása
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 22: Imitation and Counterpoint
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:58

14 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XXVI. Hangismétlés / XXVII. Szinkópák / XXVIII. Kánon oktávában / XXIX. Imitáció tükörképben / XXX. Kánon az alsó kvintben / XXXI. Tánc kánon-formában
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 26: Repetition (2)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
3:44

15 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XXXII. Dór-hangsor / XXXIII. Lassú tánc / XXXIV. Fríg hangsor / XXXV. Korál / . Szabad kánon
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 32: In Dorian Mode
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
4:49

16 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XXXVII. Líd hangsor / XXXVIII – XLIX. Staccato and legato / XL. Délszlávos / XVI. Dallam kísérettel
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 37: In Lydian mode (Allegretto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
4:43

17 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XLII. Kíséret tört hármasokkal / XLIII. Magyaros / XLIV. Ellenmozgás
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 42: Accompaniment in Broken Triads
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
3:09

18 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XLV. Meditation / XLVI. Növekedés-fogyás / XLVII. Nagyvásár / XLVIII. Mixolíd hangsor
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 45: Meditation
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
2:53

19 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XLIX. Crescendo – dimenuendo / L. Minuetto / LI. Ringás / LII. Kétszólamúság kézváltással / LIII. Erdélyies / LIV. Kromatika / LV. Triolák líd hangsorban / LVI. Tercelõ dallam
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 49: Crescendo – Diminuendo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
4:16

20 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: LVII. Hangsúlyos / LVIII. Napkeleten / LIX. Dúr és moll / LX. Kánon tartott hangokkal / LXI. Pentaton dallam / LXII. Párhuzamos mozgás kis hatodhangközökben
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 57: Accents
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
4:14

21 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: LXIII. Zsongás / LXIV. Vonal és pont / LXV. Párbeszéd / LXVI. Dallam elosztva
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 63: Buzzing
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
3:44
2
2 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 2: LXVII. Tercekhez egy harmadik szólam / LXVIII. Magyar tánc / LXIX. Akkordtanulmány / LXX. Dallamhoz kettõsfogások / LXXI. Tercek / LXXII. Sárkánytánc / LXXIII. Kettõs- és hármasfogások
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 67: Thirds Against a Single Voice
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
6:31

23 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXIV. Magyar párosító / LXXV. Triolák / LXXVI. Háromszólamúság / LXXVII. Gyakorlat / LXXVIII. Ötfokú hangsor
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 74: Hungarian Matchmaking Song
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
3:14

24 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXIX. Hommage à Johann Sebastian Bach / LXXX. Hommage à Robert Schumann
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 79: Hommage à Johann Sebastian Bach
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III

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Um menino.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto nº5, in E-Flat major, op. 73 “Emperor” – Perahia, Haitink, Concertgebow Orchestra

Então chegamos finalmente àquele que muitos consideram o mais belo e mais perfeito Concerto para Piano já composto. Sua composição data de 1809, e desde sua estréia já foi aclamado e ovacionado como a obra prima que é, a suprema realização de Beethoven em seu mais caro e querido instrumento, o piano. A grandiloquência da obra, com sua abertura estonteante, deu-lhe a alcunha de “Imperador”.
E como comentei na primeira postagem desta série, considero esta gravação da dupla Perahia / Haitink contando com a cumplicidade dessa magnífica orquestra holandesa, como uma das melhores já realizadas. Serve para mim como padrão de referência para esse concerto, quando ouço alguma outra versão. O velho LP, comprado há uns trinta anos atrás, está ali na prateleira. Ele já me acompanhou em diversas mudanças, e provavelmente me acompanhará até o final de meus dias. O valor sentimental dele é muito grande para ser vendido.
Mas chega de lero-leros e óbvios ululantes e vamos ao que viemos, dando por concluído a postagem dessa magnífica integral dos Concertos para  Piano de Beethoven com esse timaço, que não canso de repetir, bate um bolão, tornando cada um destes discos facilmente classificáveis como “IM-PER-DÍ-VEIS” !!!!

P.S. Dedico essa série a nosso colega Vassilly, que confidenciou-nos certa vez que de vez em quando troca e-mails com Murray Perahia e Andre Watts. Pediria inclusive ao Vassily que assim que possível, transmitir os cumprimentos a Mr. Perahia por essa magnífica gravação, da parte de um grande admirador de seu talento.

Ludwig van Beethoven – Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’

01. Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’; I. Allegro
02. Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’; II. Adagio un poco moto
03. Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’; III. Rondo Allegro

Murray Perahia – Piano
Royal Concertgebow Orchestra
Bernard Haitink – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos nº 3 e nº 4 – Perahia, Haitink, Royal Concertgebow Orchestra

Dando continuidade a essa integral, trago hoje os Concertos de nº 3 e 4. O intérprete é Murray Perahia, acompanhado por Bernard Haitink e a maravilhosa Concertgebow Orchestra, de Amsterdam, a melhor orquestra da atualidade, na verdade, diria que já fazem algumas décadas que ela ostenta esse título.
Como não poderia deixar de ser, a qualidade do intérprete, da orquestra e do regente, amplificam a qualidade destas obras, com Perahia totalmente a vontade, e explorando a verve mais romântica delas, sabendo-se que principalmente o Concerto nº 3 pertence a uma fase de transição nas composições de Beethoven. Prestem atenção movimento Largo do Terceiro Concerto para entenderem o que estou dizendo. Lírico, e profundamente emotivo, diria que os mais emotivos até segurariam uma lágrima ao ouvirem a forma com que Perahia se entrega em sua interpretação.

Piano Concertos nº 3 e nº 4 – Perahia, Haitink, Royal Concertgebow Orchestra

01. Piano Concerto No 3 – Allegro con brio
02. Largo
03. Rondo Allegro
04. Piano Concerto No 4 – Allegro moderato
05. Andante con moto
06. Rondo vivace

Murray Perahia – Piano
Royal Concertgebow Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – The Piano Concertos – Piano Concertos 1 & 2 – Perahia, Haitink, RCO

ESTOU REVALIDANDO ESTES LINKS EM HOMENAGEM AO GRANDE BERNARD HAITINK, UM DOS MAIORES MAESTROS DO SÉCULO XX E XXI, E, COMO COMENTOU NOSSO VASSILY , ERA , “COM SOBRAS, O MAIOR REGENTE A RESPIRAR NESTA ATMOSFERA.” NOS PRÓXIMOS DIAS REVALIDAREMOS ANTIGAS POSTAGENS, E NOVIDADES QUE NUNCA APARECERAM POR AQUI. SUA DISCOGRAFIA ERA IMENSA, MAS TENTAREMOS, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, TRAZER AO MENOS UMA AMOSTRA DO SEU TALENTO. 

Esta foi a primeira integral dos Concertos para Piano de Beethoven que adquiri. Era muito popular e comum nas lojas de disco nos anos 80. OS velhos LPs já se foram, em uma crise financeira nos inícios dos anos 90 fui obrigado a vender muitos discos, o que lamento profundamente, nem gosto de lembrar daquela época de minha vida.
Mas foi através destas gravações de Beethoven que conheci Murray Perahia, e esta sua parceria com o imenso Bernard Haitink e a inigualável Royal Concertgebow Orchestra de Amsterdam marcou época. em minha vida. Seu Concerto Imperador é um primor de eficiência técnica e estilística, uma gravação que guardo com muito carinho e ao qual sempre recorro para fazer alguma comparação, ou até mesmo para satisfação pessoal.
Mas neste primeiro CD temos os dois primeiros concertos, e sempre que trago essas obras as defino como essencialmente mozartianas, mas já trazendo embutidos em sua alma o DNA beethovenniano. Ou ao contrário. Os senhores decidem.
P.S. Prestem atenção à cadenza do primeiro movimento, recentemente descoberta, e magistralmente interpretada por Perahia.

Nem preciso então dizer que trata-se de uma integral IM-PER-DÍ-VEL !!!.

01. Piano Concerto No 1 – I Allegro con brio
02. Cadenza
03. II – Largo
04. III – Rondo Allegro scherzando
05. Piano Concerto No 2 – I Allegro con brio
06. Cadenza
07. II – Adagio
08. III – Rondo Molto allegro

Murray Perahia – Piano
Royal Concertgebow Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink – Conductor

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G. P. Telemann (1681-1767): Voyageur virtuose (Ensemble Amarillis)

G. P. Telemann (1681-1767): Voyageur virtuose (Ensemble Amarillis)

Um belo disco de música que pode não ser muito profunda, mas que é agradabilíssima, de alta qualidade. E o Amarillis é um excelente conjunto, digno da música que apresenta. O que sempre me deixa pasmo é a produção de Telemann. O Livro Guinness de Recordes lista Telemann como o compositor mais prolífico de todos os tempos, com mais de 800 trabalhos creditados. Porém, estudos mais recentes têm demonstrado que Telemann escreveu mais de 3000 composições, muitas das quais estão agora perdidas. Algumas das suas obras, que se imaginavam perdidas, foram recentemente descobertas pelo musicologista Jason Grant. Muitos dos manuscritos foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Mas aproveite esta pequena amostra do ultra prolífico GPT! Vale a pena!

G. P. Telemann (1681-1767): Voyageur virtuose ( Ensemble Amarillis)

1 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: I. Allegro 02:13
2 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: II. Adagio 02:09
3 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: III. Allegro 02:21
4 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: IV. Presto 01:48

5 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: I. Mesto 02:39
6 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: II. Allegro 03:14
7 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: III. Andante. Largo. Andante 03:33
8 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: IV. Vivace 01:51

9 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: I. Dolce 02:07
10 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: II. Vivace 01:40
11 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: III. Siciliana 02:32
12 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: IV. Vivace 01:47

13 Sonata in D Major, TWV 41:D6: I. Lento 01:55
14 Sonata in D Major, TWV 41:D6: II. Allegro 02:33
15 Sonata in D Major, TWV 41:D6: III. Largo 01:53
16 Sonata in D Major, TWV 41:D6: IV. Allegro 01:46

17 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: I. Largo 02:12
18 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: II. Vivace 02:39
19 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: III. Mesto 02:29
20 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: IV. Allegro 03:16

21 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: I. Largo 02:33
22 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: II. Vivace 02:24
23 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: III. Affettuoso 02:43
24 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: IV. Allegro 02:46

Ensemble Amarillis:
Héloïse Gaillard, artistic direction, baroque recorder & oboe
Violaine Cochard, harpsichord
David Plantier, violin
Emmanuel Jacques, cello
Laura Monica Pustilnik, archluth

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Gerard ter Borch ou Terborch (1617-1681): O Concerto

PQP

 

Bernard Haitink (1929-2021), o maestro que não se comportava como uma estrela

Bernard Haitink, o famoso maestro holandês, morreu em paz em casa com sua família, aos 92 anos.

Essa notícia discreta dada ontem por seu agente coroou uma vida discreta, sempre marcada por mais preocupação com a música do que com manchetes de jornal.

Como relata o obituário do New York Times, ele deixava a música falar por si própria. Em 1967, a revista Time destacou que “em uma profissão onde a extravagância e a arrogância são frequentemente as marcas do talento, o tímido Haitink é uma anomalia.” Um artigo do New York Times em 1976 trazia a manchete “Por que Bernard Haitink não age como um superstar?”

Ao contrário de maestros famosos por seus ataques de pelanca, Haitink dizia que sua função era dar confiança aos músicos, mesmo quando as coisas não estavam funcionando perfeitamente. Com essa atitude no-nonsense, ele ajudou a forjar entre 1961 e 88 o famoso som da Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam. Depois, regeu muito em Londres, Munique, Dresden, Viena, etc. Não aderiu à corrente dos instrumentos antigos, mas parece ter aprendido muito – como Abbado – com os maestros historicamente informados.

Aqui no PQPBach, Haitink já foi muito homenageado em vida. Recentemente, tivemos sua integral de Beethoven (LSO, 2005-2006) e de Shostakovich (Concertgebouw, LPO, 1977-1983).

Também não dá pra não mencionar as suas gravações de Brahms, de Bruckner (aqui e aqui) e de Mahler (aqui e aqui no blog do amigo Carlinus). Provavelmente virão outras gravações desses últimos no PQPBach em breve. Fiquem de olho.

.: interlúdio :. Xhol Caravan – Altena 1969

.: interlúdio :. Xhol Caravan – Altena 1969

Este CD vem de longe e nem sei porque ele estava no meu HD, catalogado como jazz. O Xhol Caravan, de Wiesbaden, mais parece um The Doors alemão. A mesma sonoridade, o mesmo órgão enchendo o saco. Este é um show que ocorreu na pequena e bela cidade de Altena (Alemanha) em 1969. Xhol Caravan, que se autodenominava Soul Caravan, tocava uma mistura de rock psicodélico, rock progressivo, jazz fusion, blues e alguns elementos étnicos. O grupo esteve ativo entre 1967 e 1972 e dizia ser de Krautrock — também chamada de kosmische Musik, “música cósmica”, que é um amplo gênero de rock experimental que se desenvolveu na Alemanha Ocidental no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 entre artistas que combinavam elementos de rock psicodélico, música eletrônica e composição de vanguarda.

Com 80 minutos completos, o CD chega ao limite. Os anúncios das canções, dados em suas formas e durações originais, transmitem de maneira brilhante a atmosfera do evento. Freedom Opera, com duração de quase uma hora, pode ser ouvida na íntegra.

Xhol Caravan – Altena 1969

01. Olé
02. So Damn, So Down And So Blue
03. Psychedelic Sally
04. Emptiness
05. Freedom Opera

Tim Belbe, saxophones
Gilbert “Skip” van Wych III, drums and percussion
Klaus Briest, bass guitar
Hansi Fischer, flutes and saxophones (1967–70)
Gerhardt Egmont “Öcki” Von Brevern, Hammond organ (1969–72)
James Rhodes, vocals (1967–69)
Ronnie Swinson, vocals (1967–68)
Werner Funk, electric guitar (1967–69)

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O show do Xhol neste castelo alugado por PQP Bach para o evento. Até hoje não fomos pagos,

PQP

Vincent Persichetti (1915-1987): Divertimento / Masquerade / Parable (London Symph. Orch.)

Vincent Persichetti (1915-1987): Divertimento / Masquerade / Parable (London Symph. Orch.)

Quando pensamos em música para banda, logo nos vêm à mente uma banda militar em marcha, acompanhada por bozolóides. Mas se algum bolsomínion ouvir este bom CD, seus dois neurônios se abraçarão chorando de medo e, à noite, o bolsoasno vai sonhar como se estivesse na ponta da praia como vítima. A música de Persichetti é boa, melodiosa, reflexiva e séria, retirando-nos totalmente do clichê. Persichetti escreveu sinfonias inventivas e poderosas que seguiram as tradições de Piston, Roy Harris e William Schumann. Mas foi também um compositor de peças particularmente interessantes para conjuntos de sopros. Vale a pena ouvir este CD. A execução dos Winds LSO sob David Amos é virtuosística e contagiante.

Vincent Persichetti (1915-1987): Divertimento / Masquerade / Parable (London Symph. Orch.)

1 Prologue – Song – Dance – Burlesque – Soliloquy – 00:11:26
2 Psalm, Op. 53 00:08:48
3 O God Unseen, Op. 160 00:09:05
4 Pageant, Op. 59 00:07:44
5 Masquerade, Op.102 00:13:08
6 O Cool is the Valley, Op. 118 00:06:10
7 Parable IX, Op. 121 00:18:04

London Symphony Orchestra Wind and Percussion Ensemble
David Amos

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Persichetti: triste sem sua bandinha

PQP