Del barroco y del romanticismo ao siglo XXI (Carlos Prieto / Edison Quintana / Juan Luis Prieto)

Del barroco y del romanticismo ao siglo XXI (Carlos Prieto / Edison Quintana / Juan Luis Prieto)

Faz muito tempo que não é postado um CD com obras para violoncelo e piano aqui no blog. Aí vai um, com o maior violoncelista mexicano da atualidade, Carlos Prieto. Algumas dentre as primeiras peças são transcrições, mas a maioria é original. O cello de Prieto tá meio fraquinho (detesto cello que canta “pra dentro”), porém, assim como no post da semana passada, vale pela peça de Marlos Nobre – e também pela de Ernst Mahle, pela de Mignone, pela do mexicano Eugenio Toussaint e pela do americano Lukas Foss.

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Del barroco y del romanticismo ao siglo XXI (Carlos Prieto / Edison Quintana / Juan Luis Prieto)

1 Passacaglla (para violín y violonchelo)
Adapted By – Johan Halvorsen
Composed By – Georg Friedrich Händel
7:09
2 Pezzo capriccioso Op. 62 (para violonchelo y piano)
Composed By – Pyotr Ilyich Tchaikovsky
6:09
3 Vocalise, op. 34, Nº 14 (para violonchelo y piano)
Composed By – Sergei Vasilyevich Rachmaninoff
5:52
4 Introduction et Polonaise Brillante Op. 3 (para violonchelo y piano)
Adapted By – Emanuel Feuermann
Composed By – Frédéric Chopin
8:40
5 Capriccio (para violonchelo y piano)
Composed By – Lukas Foss
6:05
6 Modinha (para violonchelo y piano)
Composed By – Francisco Mignone
3:38
7 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 1. Allegro alla marcia. Lidio – menor
Composed By – Ernst Mahle
2:29
8 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 2. Moderato. Lidio – mixolidio
Composed By – Ernst Mahle
2:29
9 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 3. Allegro moderato. Frigio – dórico
Composed By – Ernst Mahle
1:22
10 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 4. Un poco vivo. Tonos enteros
Composed By – Ernst Mahle
1:37
11 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 5. Allegro. Lidio – gitano
Composed By – Ernst Mahle
2:07
12 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 6. Con moto. Tono octotónico
Composed By – Ernst Mahle
2:12
13 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 7. Andante. Frigio – mayor
Composed By – Ernst Mahle
1:59
14 Ocho Duos Modales (para dos violonchelos). 8. Andantino. Frigio – gitano
Composed By – Ernst Mahle
2:27
15 Partita Latina (2001 – Estreno mundial, para violonchelo y piano). I. Lento. Estático
Composed By – Marlos Nobre
6:14
16 Partita Latina (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano). II. Appassionato
Composed By – Marlos Nobre
1:03
17 Partita Latina (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano). III. Scherzando (Poco Vivo)
Composed By – Marlos Nobre
1:56
18 Partita Latina (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano). IV. Calmo
Composed By – Marlos Nobre
2:34
19 Partita Latina (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano). V. Profundo. Molto Lento
Composed By – Marlos Nobre
2:46
20 Partita Latina (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano). VI. Vivo
Composed By – Marlos Nobre
1:10
21 Partita Latina (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano). VII. Grave
Composed By – Marlos Nobre
2:51
22 Pour Les Enfants (2001 – Estreno Mundial, Para Violonchelo y Piano)
Composed By – Eugenio Toussaint
6:46

Piano – Edison Quintana (tracks: 2, 3, 4, 5, 6,15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22)
Violin – Juan Luis Prieto (tracks: 1)
Violoncello – Carlos Prieto, Juan Hermida (3) (tracks: 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14)

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Carlos Brianco

CVL

Alfredo Rugeles (1949): Mutaciones a través del tiempo

Alfredo Rugeles (1949): Mutaciones a través del tiempo

Fora compositores brasileiros, o único latino-americano que postei até aqui (e já faz um bom tempo) foi Piazzolla. Agora começo a variar e apresento um venezuelano contemporâneo e desconhecido no Brasil: Alfredo Rugeles, filho de diplomata, nascido em Washington DC, e exemplo de como os compositores latino-americanos se deixaram permear em demasia pela vanguarda europeia, esquecendo-se das raízes da música popular e folclórica de seus países. Nesta coletânea de obras sinfônicas e de câmara das décadas de 70 e 80 de Rugeles,  há influência de tudo, menos da música venezuelana – pelo menos o compositor é bastante competente… São obras que não me despertaram nada especial (exceto O ocaso do herói, sobre os últimos anos de Simón Bolívar), porque nada há de novo nelas – e se é para ouvir algo já feito, que se vá às fontes originais – mas tais obras podem suscitar algo em vocês.

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Mutaciones a través del tiempo

1. Mutaciones (1974), para noneto ou orquestra de cordas (4, 2, 2, 1) – Orquestra de Câmara de Caracas, regida por Yannis Loannidis em maio de 1974
2. Polución (1975), para violino, viola, cello e piano – Cordas do Quarteto Humboldt e Marianela Arocha (piano), gravado ao vivo em 23 de novembro de 2002
3. Puntos y líneas (1977), para 15 solistas, incluindo dois percussionistas – Orquestra Sinfônica da Universidade Eafit de Medellín, regida pelo compositor, gravado ao vivo em 21 de maio de 2004
4. Somosnueve (1978-79), para conjunto de câmara – Ensemble de Música Contemporânea da Orquestra Nacional Juvenil da Venezuela, regida pelo compositor, gravado em 21 de março de 1982
5. El ocaso del héroe (1982), para recitador, como misto e orquestra de câmara – Poema de Manuel Felipe Rugeles recitado por Víctor González. Orfeão Universitário Simón Bolívar, Schola Cantorum de Caracas e Cantoría Alberto Grau. Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, regida pelo compositor, gravado ao vivo de 30 de abril de 2004
6. Sinfonola (1988), para orquestra de câmara – Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, regida pelo compositor, gravado ao vivo em 15 de novembro de 1993

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CVL

Bohuslav Martinu (1890-1959): Missa de Campo / Concerto Duplo / Afrescos de Piero della Francesca (Mackerras)

Bohuslav Martinu (1890-1959): Missa de Campo / Concerto Duplo / Afrescos de Piero della Francesca (Mackerras)

O Villalobiano aproveitou o espaço aberto para mandar três CDs legais, que irão ao ar dia 01 de maio. Quando ele disse depois que gostaria de postar Martinu, deixei de lado a exigência de repertório brasileiro, pedi que se mexesse, porque o tcheco era mais que aguardado aqui no PQP Bach, e decidi apresentar o Villalobiano logo hoje a vocês.

Próximo fim de semana, o Marcelo Stravinsky estará de volta.

CVL

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O tcheco Bohuslav Martinu é um dos mais criativos e encantadores compositores do século 20 – e um dos menos reconhecidos como tal. De fato, a reputação de Martinu não se beneficiou com seu eterno exílio: de início, Paris; depois, EUA; no final, Suíça e Itália. Tal andança tornou a música de Martinu mais cosmopolita e bem-comportada que a de Janácek, por exemplo, suavizando em grande parte o “aroma tcheco” tão fácil de perceber em seus compatriotas. Isso, somado a um relativo conservadorismo de linguagem, tornou Martinu um “meio-termo” de difícil digestão para boa parte do público.

Que bom que a situação está mudando. O difícil crítico Norman Lebrecht recentemente defendeu Martinu, e as gravações, antes só tchecas, estão se tornando mais comuns. E que música bonita Martinu compôs! É um dos estilos mais pessoais do século 20, posso assegurar: alguns segundos já são suficientes para que a identidade do compositor se imponha totalmente ao ouvinte.

Quando o Ciço Villa-Lobos me convidou para postar sobre Martinu – “escolha um disco legal”, ele disse – senti um misto de alegria com terror. Eu não sou fã do formato de álbum, uma herança da limitação física dos antigos meios de distribuição de música. Pensei um bocado para achar um disco que se adequasse a uma boa visão introdutória de Martinu. Sonhei com o álbum ideal, com as Sinfonias nos. 3 e 6, mais a Toccata e Due Canzoni. Mas esse álbum não existe…

Então encontrei este álbum que comento agora. Charles Mackerras é um regente australiano muito famoso por sua defesa apaixonada de Janácek e da música tcheca em geral. Pois sua interpretação de Martinu é magnífica e a escolha de repertório também. O disco inclui três obras-primas das duas principais fases de Martinu: a fase da guerra, com a Missa de campo e o Concerto para duas orquestras de cordas, piano e tímpano; e a fase impressionista, do final da vida, com Afrescos de Piero della Francesca.

A fase da guerra é impressionante. Quem gosta da Música para cordas, percussão e celesta de Bartók vai se identificar prontamente com o Concerto duplo. A obra foi inclusive escrita para Paul Sacher, o mesmo encomendante da obra-prima de Bartók. A Missa de campo é composta para barítono, coro masculino e uma orquestra pequena só com sopros, percussão, piano e harmônio (um contingente possível no contexto de campo de batalha, certo?). Mistura o óbvio terror da guerra que estava iniciando com uma mistura muito complexa de sentimentos – há trechos pastorais, nostálgicos, dramáticos…

A fase impressionista, devo confessar, é a minha predileta. Ela suaviza bastante o mecanicismo neoclássico em que às vezes Martinu cai, adicionando uma refinada paleta de cores instrumentais à sua inspiração melódica toda pessoal. A forma também se esfumaça – antes rigorosa, agora etérea, vaga, em que os temas quase não se repetem. É música de sonho. Afrescos de Piero della Francesca expressa as impressões gerais de Martinu à obra do grande pintor italiano.

É isso. Fiquem com Martinu. E convençam o Ciço a ampliarmos o espaço dedicado a ele cá neste blog. Estou com uma coceira danada de postar as sinfonias – ciclo para mim superior ao de Prokofiev, por exemplo. Agora joguem as pedras.

Bohuslav Martinu (1890-1959): Missa de Campo / Concerto Duplo / Afrescos de Piero della Francesca (Mackerras)

1. Missa de campo, cantata para barítono, coro masculino e orquestra (1939)

Vaclav Zitek, barítono
Orquestra Filarmônica Tcheca
Charles Mackerras, regente

Concerto para duas orquestras de cordas, piano e tímpano (1939)
2. Poco allegro
3. Largo
4. Allegro

Jan Bouse, tímpano
Josek Ruzick, piano
Orquestra Sinfônica da Rádio de Praga
Charles Mackerras, regente

Afrescos de Piero della Francesca (1955)
5. Andante poco moderato
6. Adagio
7. Poco allegro

Orquestra Sinfônica da Rádio de Praga
Charles Mackerras, regente

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Martinu com um amigo

Villalobiano

Arturo Márquez (1950): Danzón n° 2 e outros danzones (Orquesta Mexicana de las Artes / Barrios)

Arturo Márquez (1950): Danzón n° 2 e outros danzones (Orquesta Mexicana de las Artes / Barrios)

Não me lembro quem me indicou o blog Música Mexicana de Concerto – através de um comentário em um de meus posts – mas quero agradecer desde já, pois, no caso do Danzón n° 2 de Arturo Márquez, eu conhecia muito bem a peça mas ainda não tinha uma gravação que fosse dela.

A série de Danzones de Márquez é uma equivalente mexicana dos Choros – são peças em movimento único e cada qual com uma instrumentação diferente. O de n° 2, composto em 1994, caiu nas graças do público internacional (principalmente por conta da projeção recente que lhe deu a Sinfônica Jovem Simón Bolívar, da Venezuela) e virou um Trenzinho do caipira asteca, atingindo a popularidade da Sinfonia Índia de Chávez, do Huapango de Moncayo e de Sensemayá de Revueltas. Eu próprio, toda vez que escuto os primeiros acordes do Danzón n° 2 (para orquestra) não consigo mudar de faixa. O único problema é que os outros Danzones, apesar de bem escritos e diferentemente instrumentados, não empolgam muito e parecem se repetir.

Como falei da Sinfonia Índia, um pedido feito aqui no blog, vou antecipando que semana ela finalmente aparecerá.

Arturo Márquez (1950): Danzón n° 2 e outros danzones (Orquesta Mexicana de las Artes / Barrios)

01.- Danzón No. 1
02.- Danzón No. 2
03.- Danzón No. 3
04.- Octeto Malandro
05.- Danzón No. 4
06.- La Pasión segín San Juan de Letrán
07.- Danzón No. 5
08.- Danzón No. 8

Orquesta Mexicana de las Artes
Ensamble de solistas
Eduardo García Barrios

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Arturo Márquez, um mexicano malemolente

CVL

.: estranho interlúdio :. Cathy Berberian: Beatles Arias

.: estranho interlúdio :. Cathy Berberian: Beatles Arias

R-633214-1141149081.jpegEste post é de 24 de abril de 2009. Era uma época em que os integrantes do PQP se esmeravam em encontrar o Pior Álbum Clássico de Todos os Tempos. Foi dentro deste espírito que o desaparecido CVL Bach trouxe a AUTENTICAMENTE MEDONHA Cathy Berberian, mas acho que ela não venceu MALMSTEEN, que é APARENTEMENTE INVENCÍVEL E INVICTO e que gerou uma tremenda briga nos comentários. Tá certo que o público do PQP é muito QUALIFICADO, mas não precisa ser TANTO. Ela, a Berbarian, fica ao lado de ALBRECHTSBERGER em ruindade, pois ambos são LAMENTÁVEIS mas ainda provocam o riso, enquanto Malmsteen é capaz de irritar o mais tranquilo monge nepalês. Ah, falta uma faixa do disco de Berberian, mas talvez vocês deem graças a DEUS. Junte estes três discos num CD e dê para seu maior inimigo. Abaixo, a postagem original. Mas depois apareceu a FLORENCE FOSTER JENKINS e deu de goleada. Ela é imbatível.

PQP

-=-=-=- 

Se você não conhece Cathy Berberian (1925-1983) — a singular e versátil meio-soprano americana filha de armênios que foi casada com Luciano Berio — aviso logo que este CD é o pior cartão de visitas possível pois o estou postando por outra razão: para que ele venha a se somar a outros dois álbuns do blog e concorrer a “pior gravação da história”.

Caso você tenha saltado de rir com o esquitíssimo concerto para harpa de boca (marranzano) e orquestra de Albrechtsberger ou tenha achado um “nada a ver total” o Concerto para soprano coloratura (!) do russo Reinhold Glière (que mais parece um suíço, com esse nome) – ou caso você conheça ainda o abestalhado Concerto para uma voz de Saint-Preux, que não postamos por aqui porque é disponível em qualquer Lojas Americanas postamos aqui SIM – prepare-se para exclamar com toda a estranheza: “Que porra é isso!?”

Há vários vídeos de Cathy no Youtube, incluindo um áudio de Xangô, de meu pai, que parece ter sido escrito pra ela, sob medida. Há também Stripsody, composição dela mesma, onde dá pra se ver seu vanguardoidismo assumido* (Cage escreveu coisas pra Cathy, por sinal). A “pá virada” é rodopiada de vez — “ou não”, diria Caetano — no presente álbum, de 1967, um atestado de fã dos Beatles que nitidamente causou risos desenfreados (as faixas finais são ao vivo).

Qualquer mico que algum cantor lírico tenha pago até hoje está redimido nessas Beatles Arias.

* Vale a pena também conhecer a partitura da peça.

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Cathy Berberian – Beatles Arias

01.Ticket to ride
03.Michelle
04.Eleanor Rigby
05.Yellow Submarine
06.Help
07.You’ve got to hide your love away
08.Yesterday
09.Can’t buy me love
10.Girls
11.A hard day’s Night

Bonus tracks – Unreleased before

12.Interview (radio france- 1975)
13.Introduction (Live Avignon 1982)
14.Ticket to ride (Live Avignon 1982)
15.Yesterday (Live Avignon 1982)
16.Ticket to ride

PS.: No arquivo postado, eu editei a gravação e coloquei uma faixa a mais – uma introdução falada, antes de Ticket to ride, conforme consta na contracapa do CD.

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Cathy Berberian: no pódio da ruindade
Cathy Berberian: no pódio da ruindade

CVL

Marlos Nobre (1939): Selección sonora (Nobre e outros) (Premio Tomás Luis de Victoria 2005)

Marlos Nobre (1939): Selección sonora (Nobre e outros) (Premio Tomás Luis de Victoria 2005)

Como Marlos Nobre e Edino Krieger são os dois expoentes mais representativos da música clássica brasileira atual e como Krieger teve duas postagens contra uma de Nobre, esta dividida com Villa-Lobos, faço agora o contrabalanço, com a segunda do compositor pernambucano, mais fácil de ser achado em coletâneas do que em CDs inteiramente dedicados a ele.

Por sorte, tenho um – dos bons – que é uma coletânea de coletâneas. Explico.

Marlos Nobre ganhou em 2005 o Prêmio Tomás Luis de Victoria, uma espécie de Prêmio Príncipe de Astúrias da música clássica espanhola concedida a compositores latino-americanos e ibéricos, e teve a edição de um livro sobre sua vida e obra (El sonido del realismo mágico) bancado pela fundação que concede a láurea. O livro acompanha o presente CD, que compila gravações retiradas de outros álbuns.

Destacam-se no disco: o famoso Frevo, para piano, que tem uma transcrição para violão e depois foi transformado no quinto e último movimento do IV Ciclo Nordestino para piano. Yanomami, uma bem sucedida peça para tenor solo e coral acompanhada por somente um único violão. As Três canções negras, com letra dos poetas pernambucanos Ascenso Ferreira e Manuel Bandeira, em particular a primeira delas. E Passacaglia, a melhor obra sinfônica de Nobre depois de Convergências e antes de Kabbalah (esta não me agrada muito).

A remissão das Três canções negras à Bachianas n° 5 é explícita pela igual formação instrumental, para oito celli e soprano, e pela utilização de poemas de Bandeira – tanto que o CD original traz ambas as obras. Porém não há outros traços, fora esses. Já a Passacaglia foi ampliada um pouco e destinada a balé com o nome de Saga Marista, sob encomenda dos Irmãos Maristas pelo centenário da congregação no Brasil, em 1997, e reciclada em uma transcrição para banda sinfônica chamada Chacona amazônica – nada que supere os Desafios, que é quase a mesma coisa tendo cada instrumento da orquestra como solista.

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Marlos Nobre (1939): Selección sonora (Nobre e outros) (Premio Tomás Luis de Victoria 2005)

Quarteto de cordas, op. 23 n° 1 (1967)
1. Variantes
2. Interlúdio
3. Postlúdio
Música Nova String Quartet

Desafio VII para piano e orquestra de cordas, op. 31, n° 7 (1980)
4. I. Cadenza e II. Desafio
Maria Luíza Corker-Nobre, piano
Música Nova String Orchestra
Marlos Nobre, regência

5. Yanomami, para coro misto, tenor e violão, op. 47 (1980)
Choeur des XVIème de Fribourg
Olivier Rumpf, tenor
Dagoberto Linhares, violão
Jean Jacques Martin, regência

Sonante I, para marimba solo, op. 80 (1994)
6. Intrata
7. Toccata
Miguel Bernat, marimba

Três canções negras, para soprano e octeto de violoncelos, op. 88 (1999)
8. Maracatu
9. Cantilena
10. Candomblé
Cello Octeto Conjunto Ibérico
Pilar Jurado, soprano
Elias Arizcúren, regência

11. Tango, para piano, op. 61 (1984)
12. Frevo, para piano, op. 43 (1977)
Marlos Nobre, piano

13. Passacaglia, para orquestra, op. 84 (1997)
Não constam regente e orquestra

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Acreditem, quando conheci Marlos Nobre, ele tinha cabelo escuro

CVL

Frédéric Chopin (1810-1849) – Os Noturnos, por Nelson Freire

Este disco duplo foi postado aqui poucos dias após seu lançamento mundial. Talvez pela pressa, nosso colega CVL escreveu apenas duas linhas que vocês verão mais abaixo. Na repostagem em 2023, subi para cá o comentário muito engraçado mas muito sério do colega Ranulfus (in memoriam).

Ranulfus sobre os Noturnos por Nelson Freire:

BEM no início do primeiro tive certa sensação “ih, ele também está escorregando mais do que é preciso nos rubatos”, mas foi um quase-nada. E embora a interpretação de Freire seja própria, com força pessoal, não há dúvida de que ele recebeu lições de Madame Novaes: sabe conter-se quando poderia, pelo seu jeito pessoal, se derramar e esparramar feito um pudim!

Já disse, na brincadeira mas é verdade, que sou pluralista: todas as visões têm que ter lugar neste mundo, todas as leituras; não quero eliminar nenhuma delas ao dizer o seguinte, mas…

… quando é que nós brasileiros vamos parar de ser bobos e complexados? São pouquíssimos os pianistas do mundo cujo Chopin chega a merecer ser comparado com os destes dois brasileiros…

… e nós ficamos tantas vezes babando ovo pra estrangeiros muito, mas MUITO menores, que a indústria nos quer vender como referência ou como revelação!

CVL:
“Se joga, pintosa. Põe rosa” – Leo Áquilla
(As pintosas são vocês aí, fãs de Chopin*)

Frédéric Chopin (1810-1849): Noturnos
CD 1
1. Nocturne No.1 In B Flat Minor, Op.9 No.1
2. Nocturne No.2 In E Flat, Op.9 No.2
3. Nocturne No.3 In B, Op.9 No.3
4. Nocturne No.4 In F, Op.15 No.1
5. Nocturne No.5 In F Sharp, Op.15 No.2
6. Nocturne No.6 In G Minor, Op.15 No.3
7. Nocturne No.7 In C Sharp Minor, Op.27 No.1
8. Nocturne No.8 In G Flat, Op.27 No.2
9. Nocturne No.9 In B, Op.32 No.1
10. Nocturne No.10 In A Flat, Op.32 No.2

CD 2
1. Nocturne No.11 In G Minor, Op.37 No.1
2. Nocturne No.12 In G, Op.37 No.2
3. Nocturne No.13 In C Minor, Op.48 No.1
4. Nocturne No.14 In F Sharp Minor, Op.48 No.2
5. Nocturne No.15 In F Minor, Op.55 No.1
6. Nocturne No.16 In E Flat, Op.55 No.2
7. Nocturne No.17 In B, Op.62 No.1
8. Nocturne No.18 In E, Op.62 No.2
9. Nocturne No.19 In E Minor, Op.72 No.1
10. Nocturne No.20 In C Sharp Minor, Op.Posth.

Nelson Freire – piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – mp3 320kbps

CVL

* Não é provocação: é só onda mesmo.

Poulenc, d`Indy, Roussel, Koechlin: Le bal masqué e outras obras (Viotta Ensemble)

Poulenc, d`Indy, Roussel, Koechlin: Le bal masqué e outras obras (Viotta Ensemble)

Eis Le bal masqué, de Poulenc, compositor que parte de vocês conhece e cuja obra é de uma alegria toda pessoal e invulgar, como poucos lograram na História da Música (Poulenc foi quem melhor herdou a veia satírica de Erik Satie, por mais que tentem encher a bola de Milhaud).

Tem outras peças bacanas no CD, mas a principal é esse “baile de máscaras” doideca, cuja letra de Jean Cocteau é deveras engraçada.

(Atualização do post: o visitante Egberto Gustavo Carmo nos escreveu para corrigir que a letra não é de Cocteau e sim de Max Jacob, além de fazer uma ótima descrição da obra, que transcrevemos abaixo)

Olá, gostaria de retificar o informado.

Baile de máscaras resulta numa cantata secular que aproveita textos originais de poemas de M. Jacob (1876-1944), e não de Jean Cocteau como citado, e foi escrita no início de 1932 sendo estreada em Abril desse ano. Foi composta para um spectacle-concert organizado por Marie-Laure e Charles Noailles na sua mansão em Hyères. Trata-se de uma obra que deixou o compositor particularmente orgulhoso, sobretudo por ter conseguido “…encontrar os meios para glorificar a atmosfera suburbana que tanto gosto. Tudo isto graças ao texto de Jacob […] e ao material instrumental utilizado”. O “Préambule et Air de bravoure” é pleno de dinâmica e ironia, aliás, traços característicos de Poulenc. O “Intermède”, instrumental, de carácter mais lírico, apresenta uma continuidade rítmica que torna melíflua a sucessão de eventos que vão tomando lugar na partitura. Depois da toada cigana da valsa “Malvina”, segue a “Bagatelle” que, à guisa de um capricho virtuosístico, faz lembrar o estilo de N. Paganini (1782-1840), ainda que numa linguagem do século XX. Ao escrever La Dame aveugle, Poulenc teve como inspiração uma mulher muito rica que costumava observar durante a sua adolescência em Nogent-sur-Marne. O seu aspecto espalhafatoso terá impressionado de tal forma o compositor que esta foi a forma que encontrou para a retratar. O Finale pretende ser “estupendo e terrifico”, segundo suas proprias palavras, trata-se da chave da obra reunindo os diferentes estilos ouvidos até o mesmo.” O autorretrato perfeito de Max Jacob conforme o conheci pessoalmente em Montmartre em 1920″.

Este post é para o CDF, o cultuador da música do séc. XX neste blog.

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Poulenc, d`Indy, Roussel, Koechlin: Le bal masqué e outras obras (Viotta Ensemble)

01. Suite dans le style ancien, Op. 24: I. Prélude. Lent 1:40
compositeur(s) Vincent d’Indy artiste(s)Viotta Ensemble
02. Suite dans le style ancien, Op. 24: II. Entrée. Gai et modéré 2:40
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble
03. Suite dans le style ancien, Op. 24: III. Sarabande. Lent 3:34
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble
04. Suite dans le style ancien, Op. 24: IV. Menuet. Animé 3:19
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble
05. Suite dans le style ancien, Op. 24: V. Ronde française. Assez animé 2:58
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble

06. String Trio, Op. 58: I. Allegro moderato 3:52
compositeur(s) Albert Roussel artiste(s)Viotta Ensemble
07. String Trio, Op. 58: II. Adagio 6:13
compositeur(s)Albert Rousselartiste(s)Viotta Ensemble
08. String Trio, Op. 58: III. Allegro con spirito 2:47
compositeur(s)Albert Rousselartiste(s)Viotta Ensemble

09. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: I. Andante, très calme, presque adagio 3:54
compositeur(s) Charles Koechlin artiste(s)Viotta Ensemble
10. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: II. Andante con moto 1:19
compositeur(s)Charles Koechlinartiste(s)Viotta Ensemble
11. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: III. Presque adagio 3:12
compositeur(s)Charles Koechlinartiste(s)Viotta Ensemble
12. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: IV. Finale. Allegro 3:03
compositeur(s)Charles Koechlinartiste(s)Viotta Ensemble

13. Le Bal masqué, FP 60: I. Préambule et Air de bravoure, “Madame la Dauphine ne verra pas le beau film” 4:23
compositeur(s) Francis Poulenc artiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger
14. Le Bal masqué, FP 60: II. Intermède 2:19
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble
15. Le Bal masqué, FP 60: III. Malvina, “Voilà qui j’espère effraie” 2:17
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger
16. Le Bal masqué, FP 60: IV. Bagatelle 2:13
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble
17. Le Bal masqué, FP 60: V. La dame aveugle, “La dame aveugle dont les yeux saignent choisit ses mots” 2:15
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger
18. Le Bal masqué, FP 60: VI. Finale, “Réparateur perclus de vieux automobiles” 4:43
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger

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Poulenc emprestando algumas almofadas para o pessoal do PQP

CVL

Steve Reich (1936): City life, Sextet, Vermont Counterpoint and Clapping Music (Contempoartensemble, Ceccanti)

Steve Reich (1936): City life, Sextet, Vermont Counterpoint and Clapping Music (Contempoartensemble, Ceccanti)

— Obs.: Não deem bola para os nomes das 12 faixas no arquivo. Os nomes corretos estão abaixo.

Já foram postadas várias obras magistrais de Reich aqui no blog. Faltavam estas aqui, verdadeiras obras-primas.

Fiquem com a resenha a seguir na Amazon, pra saber um pouco mais:

Having heard only a few different minimalist composers, this cd is refreshing (not to say that the other minimalists are bad, i feel that i hear glass’ music everywhere). i did not buy this cd, but rather got it as part of the package with gerhard richter’s book of overpainted photographs, FLORENCE (one of the overpainted photos is the cover of this cd; as with this review, i was also the first to write a review for that book).

As stated somewhere else, CLAPPING MUSIC is fun. following ligeti, who tried to write music without melody or rythm and only harmony, it seems that reich has tried to write music without melody or harmony, and only rythm. it is interesting in that matter. i find it very interesting in that matter. the rythms found therein are interesting enough.

CITY LIFE is a nice piece along with VERMONT COUNTERPOINT. both lend the listener to understand and grasp reich’s distinctive style. if anything, i would describe this style as open and hollow. that is, the harmonies that are used are not basic triads, or dissonant, but rather sounds as if there are a lot of suspended 2 or 4 chords. CITY LIFE also seems to have electronic elements, such as samples, or something like that. i also like the melody, that seems like notes dancing and jumping around.

My favorite piece on this cd is SEXTET. the dominating piano here is the closest disonant sound on the cd; perhaps it is because of the . i also appreciate the repetitive nature that seems to build on this peice (the repitition and laying more and more layers on top of it; this is also apparent in CITYLIFE).

This is the only album of steve reich’s music that i have heard, but i must say that it has interested me in getting more, including his famous 18 MUSICIANS.

***

Steve Reich – City life, Sextet, Vermont Counterpoint and Clapping music

1. City Life For Ensemble: I. Check It Out (Bars 1-212) (Reich) Contempoartensemble & Mauro Ceccanti 6:17
2. City Life For Ensemble: II. Pile Driver / Alarms (Bars 213-421) (Reich) Contempoartensemble & Mauro Ceccanti 4:04
3. City Life For Ensemble: III. It’s Been A Honeymoon – Can’t Take No Mo’ (Bars 422-582) (Reich) Contempoartensemble & Mauro Ceccanti 5:17
4. City Life For Ensemble: IV. Heartbeats / Boats & Buoys (Bars 583-708) (Reich) Contempoartensemble & Mauro Ceccanti 4:01
5. City Life For Ensemble: V. Heavy Smoke (Bars 709-1037) (Reich) Contempoartensemble & Mauro Ceccanti 5:29

6. Sextet For Percussion & Keyboards: I. (Bars 1-95) (Reich) Nextime Ensemble & Danilo Grassi 9:50
7. Sextet For Percussion & Keyboards: II. (Bars 96-119) (Reich) Nextime Ensemble & Danilo Grassi 4:36
8. Sextet For Percussion & Keyboards: III. (Bars 120-143) (Reich) Nextime Ensemble & Danilo Grassi 2:13
9. Sextet For Percussion & Keyboards: IV. (Bars 144-168) (Reich) Nextime Ensemble & Danilo Grassi 2:53
10. Sextet For Percussion & Keyboards: V. (Bars 469-216) (Reich) Nextime Ensemble & Danilo Grassi 5:42

11. Vermont Counterpoint For Flute (Doubling Piccolo & Alto Flute) & Tape (Reich) Roberto Fabbriciani 9:28

12. Clapping Music For Two Performers (Reich) Alessandro Carobbi & Fulvio Caldini 4:59

Cello – Vittorio Ceccanti (faixas: 1 to 5)
Clarinet – Gabriele Cazzaro (faixas: 1 to 5), Stefano Marcogliese (faixas: 1 to 5)
Conductor – Danilo Grassi (faixas: 6 to 10), Mauro Ceccanti (faixas: 1 to 5)
Double Bass – Andrea Capini (faixas: 1 to 5)
Ensemble – Contempoartensemble (faixas: 1 to 5), Nextime Ensemble (faixas: 6 to 10)
Flute – Arcadio Baracchi (faixas: 1 to 5), Giuseppe Contaldo (faixas: 1 to 5)
Keyboards, Piano – Folco Vichi (faixas: 6 to 10), Fulvio Caldini (faixas: 6 to 10)
Oboe – Massimiliano Salmi (faixas: 1 to 5), Michela Francini (faixas: 1 to 5)
Percussion – Alberto Zublena (faixas: 1 to 5), Alessandro Carobbi (faixas: 6 to 10), Athos Bovi (faixas: 6 to 10), Davide Mafezzoni (faixas: 6 to 10), Gabriela Giovine (faixas: 1 to 5), Tommaso Castiglioni (faixas: 1 to 10)
Piano – Folco Vichi (faixas: 1 to 5), Fulvio Caldini (faixas: 1 to 5)
Sampler – Andrea Severi (faixas: 1 to 5), Massimiliano Murrali (faixas: 1 to 5)
Viola – Fabio Torriti (faixas: 1 to 5)
Violin – Duccio Ceccanti (faixas: 1 to 5), Leonardo Matucci (faixas: 1 to 5)

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Reich: gênio absoluto
Reich: gênio absoluto

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Ralph Vaughan Williams (1872-1958): Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor (Davis / Carwood)

Ralph Vaughan Williams (1872-1958): Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor (Davis / Carwood)

Atendendo a pedidos, mesmo não sendo de minha seara: Vaughan Williams, o mais querido sinfonista inglês – embora quase nada saibamos dele aqui por essas bandas. Tanto que não vou copiar nada da Wikipédia ou de onde for; decidi escanear o encarte (que está em inglês) após ter postado as faixas. E espero que algum fã de VW fale-nos mais sobre ele nos comentários.

Este CD é anexo da edição de junho passado da revista Gramophone, que comprei quando caminhava em Dublin (ou será que foi em Londres?), atrás de algo sobre música folclórica irlandesa, escocesa e inglesa.

E, por favor, não se acostumem mal: este post caritativo foi uma exceção. Se vocês capricharem nos downloads e nos comentários dos meus CDs, aí posso mudar de pensamento.

***

Ralph Vaughan Williams (1872-1958): Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor (Davis/ Carwood)

BBC Music – Vol. 16 n° 11

Ralph Vaughan Williams (1872-1958)

Sinfonia n°5 em ré maior
1. Prelúdio: Moderato – Allegro – Tempo I
2. Scherzo: Presto misterioso
3. Romanza: Lento
4. Passacaglia: Moderato – Allegro – Tempo I – Tempo del Preludio

Orq. Sinf. da BBC, regida por Sir Andrew Davis

Missa em sol menor
5. Kyrie
6. Gloria
7. Credo
8. Sanctus
9. Benedictus
10. Agnus Dei

BBC Singers, regidos por Andrew Carwood

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Vaughan Williams em animado piquenique com sua esposa.

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Claude Debussy (1862-1918): Prelúdios e outras peças, com Nelson Freire #DEBUSSY160

Claude Debussy (1862-1918): Prelúdios e outras peças, com Nelson Freire #DEBUSSY160

160 anos de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

Vi que algumas pessoas pediram este CD, mesmo sujeitas a levar um esporro como resposta. Recebi o disco recentemente e ele estava lacrado até agora – nem quis saber de escutá-lo enquanto o copiava via Windows Media Player porque tinha/tenho/terei realmente mais o que fazer. Muito menos gosto de postar CDs quando estes são recém-lançados porque acho isso o cúmulo do pão-durismo por parte do ouvinte/admirador, mas decidi ser caridoso. Espero que tenha valido a pena meu esforço e que o número de downloads exploda.
CVL (2009)

Lucia Branco, a principal professora de piano de Nelson Freire em sua infância, foi quem lhe apresentou Debussy, e ela lhe alertava sobre o risco de tocar lento demais. Mais tarde, Debussy criaria uma grande proximidade com Guiomar Novaes, grande intérprete de Debussy – aliás o compositor ouviu e elogiou a jovem pianista recém-chegada em Paris. Guiomar também tinha uma relação com a música de Debussy em que os andamentos não pendiam para o lento: às vezes o colorido das escalas de tons inteiros pode estimular uma abordagem mais relaxada e calma, mas ao mesmo tempo é preciso manter o fluxo das coisas andando, ao menos na abordagem de Debussy por Freire e por esses dois pianistas que ele amava apaixonadamente: Guiomar Novaes e Walter Gieseking.

Nelson Freire não era o tipo de músico que grava integrais. (Disse ele para o IPB: “não gosto de fazer sempre a mesma coisa, me aborrece… Por isso acho também que recital de piano deve ser uma coisa variada, se não é muito entediante chegar lá e ouvir o mesmo estilo o tempo todo.”) O livro I de Prelúdios de Debussy, os Noturnos e Prelúdios de Chopin, a Prole do Bebê de Villa-Lobos  estão entre os poucos ciclos que ele abordou por inteiro. Ele tinha um vínculo profundo com essas obras, que o acompanharam por décadas, muitas vezes como bis nos recitais, assim como Poissons d’or, das Imagens. Neste álbum gravado por Nelson aos 63 anos, ele também toca o ciclo de inspiração infantil Children’s Corner, que o René postou recentemente na orquestração de André Caplet, amigo e colaborador de Debussy.
Pleyel (2022)

Claude Achille Debussy (1862-1918), Música para Piano

1. Préludes – Book 1 – 1. Danseuses de Delphes (Lent et grave)
2. Préludes – Book 1 – 2. Voiles (Modéré)
3. Préludes – Book 1 – 3. Le vent dans la plaine (Animé)
4. Préludes – Book 1 – 4. Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir (Modéré)
5. Préludes – Book 1 – 5. Les collines d’Anacapri (Très modéré)
6. Préludes – Book 1 – 6. Des pas sur la neige (Triste et lent)
7. Préludes – Book 1 – 7. Ce qu’a vu le vent d’ouest (Animé et tumultueux)
8. Préludes – Book 1 – 8. La fille aux cheveux de lin (Très calme et doucement expressif)
9. Préludes – Book 1 – 9. La sérénade interrompue (Modérément animé)
10. Préludes – Book 1 – 10. La cathédrale engloutie (Profondément calme)
11. Préludes – Book 1 – 11. La danse de Puck (Capricieux et léger)
12. Préludes – Book 1 – 12. Minstrels (Modéré)
13. D’un cahier d’esquisses
14. Children’s Corner – 1. Doctor Gradus Ad Parnassum
15. Children’s Corner – 2. Jimbo’s Lullaby
16. Children’s Corner – 3. Serenade for the Doll
17. Children’s Corner – 4. The Snow is Dancing
18. Children’s Corner – 5. The Little Shepherd
19. Children’s Corner – 6. Golliwogg’s Cakewalk
20. Suite Bergamasque – 3. Clair de Lune

Nelson Freire, piano
Recording: Hamburg, June 11-15 2008

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Debussy é muito feio, vamos de Freire então.
Mais uma foto de mar ilustrando postagem de Debussy

CVL (2009) e Pleyel (2022)

Gaudêncio Thiago de Mello: Reflections e Amadeste / Ernesto Nazareth e Daniel Wolff: A terceira face de Ernesto / Daniel Wolff (1967): Concerto para clarineta / Radamés Gnattali (1906-1983): Concerto à Brasileira n° 4

Gaudêncio Thiago de Mello: Reflections e Amadeste / Ernesto Nazareth e Daniel Wolff: A terceira face de Ernesto / Daniel Wolff (1967): Concerto para clarineta / Radamés Gnattali (1906-1983): Concerto à Brasileira n° 4

Fãs de Amaral Vieira, este CD não é de obras de vosso dileto compositor, mas é tão digno quanto. Daniel Wolff é um neorromântico que me lembra muito Jaime Zenamon e Carlos Guastavino (se vocês não conhecem esses dois estão perdendo de ter contato com obras agradabilíssimas, mas caso não gostem de românticos tardios e ultratardios então é bom não escutá-los).

Wolff não lembra Amaral Vieira nem nos estilos emulados nem no porte das obras, mas no cabedal de que dispõe para compor, tal qual vocês poderão ouvir no concerto para clarineta (quem disser que é uma obra água com açúcar, tudo bem, mas é praticamente perfeita em harmonia, melodias e orquestração, ainda que não tenha tanta inspiração nos dois últimos movimentos).

Porém, melhor ainda é quando Wolff toca violão, instrumento no qual tornou-se o primeiro doutor no Brasil. Em sua interpretação do concerto de Radamés Gnatalli não encontro ressalvas – mas deixo para os violonistas fazerem comentários adicionais ou me desmentirem.

Este é um CD que estava na fila de espera há mais de um ano – na verdade, estava desde que me juntei à família Bach.

AS (Ante scriptum).: O Gaudêncio Thiago de Mello mencionado adiante, não é o poeta, é irmão dele (Amadeu Thiago de Mello).

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Gaudêncio Thiago de Mello: Reflections e Amadeste / Ernesto Nazareth e Daniel Wolff: A terceira face de Ernesto / Daniel Wolff (1967): Concerto para clarineta / Radamés Gnatalli (1906-1983): Concerto à Brasileira n° 4

1. Reflections (A hug for Ayla), Gaudêncio Thiago de Mello
2. A terceira face de Ernesto, Ernesto Nazareth e Daniel Wolff
3. Amadeste, Gaudêncio Thiago de Mello

Concerto à brasileira nº 4, Radamés Gnattali
4. Allegro Moderato
5. Lento
6. Ritmado

Concerto para clarinete e orquestra de cordas, Daniel Wolff
7. Allegro moderato
8. Expressivo e cantabile
9. Allegro ritmado

Daniel Wolff, violão
Gary Dranch, clarineta
Orquestra de Câmara da ULBRA
Tiago Flores, regência

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Daniel Wolff em frente ao Arco do Triunfo

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Calimerio Soares (1944-2011): Toccata

Publicado originalmente em 25 de janeiro de 2011. Atualizado devido ao falecimento do compositor no último dia 22, por neoplasia gástrica, do qual fiquei sabendo ontem.

Ouvindo a peça de Jane O’Leary para viola d’amore e piano Por que a montanha canta, me lembrei da viola da gamba, que não deixou nenhum registro composicional no Brasil em épocas coloniais. Aí, escavucando no meu gaveteiro, achei esse CD com a Bachiana Mineira de Calimerio Soares, a única obra que possuo dentre as de compositores contemporâneos – foi até bom, que coloco tudo dele por aqui. Destaco também a peça-título, para quarteto de violões.

Detalhes do disco neste link.

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Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Você já imaginou uma orquestra sem contrabaixos? Pois é: uma desgraça – pior ainda tratando-se de uma orquestra de cordas. Mas como instrumento solista falta ainda bastante para o contrabaixo se consolidar dentro do repertório orquestral, mesmo com Bottesini (o Paganini do instrumento) tendo aberto caminhos para seu virtuosismo.

Nem mesmo a música de câmara contribuiu com muita coisa, tanto que um camarada chamado Catalin Rotaru encheu o saco e começou a fazer transcrições de peças mais desafiadoras, originalmente escritas para violoncelo ou violino. O romeno residente nos EUA, por exemplo, pinta e borda na paráfrase que escreveu sobre o Capricho 24 do aludido Paganini.

Porém neste CD aqui vocês verão um Rotaru comedido (comedido na demonstração de domínio técnico), que preferiu colocar apenas uma paráfrase (sobre Bach) em meio a duas sonatas (Brahms e Rachmaninov) onde respeita praticamente por completo a partitura, tocando o contrabaixo no registro agudo – ou seja, nas cello notes.

Nessas sonatas, a interpretação de Catalin chega a ser mais lírica do que a de muitos cellistas (particularmente, pela primeira vez senti beleza nessa primeira sonata de Brahms), por isso recomendo o download – que passa a ser obrigatório para fãs de peças do gênero, isto é, de sonatas.

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Catalin Rotaru – Bass(ic) Cello Notes

Brahms
1. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegro Non Troppo 11:53
2. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegretto Quasi Menuetto 5:43
3. Sonata for Cello and Piano No.1 in E Minor, Op. 38: Allegro 6:48

Bach
4. Chaconne from Partita No. 2 in D minor, BWV 1004: Ciaccona 14:30

Rachmaninov
5. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Lento – Allegro Moderato 10:56
6. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Allegro Scherzando 6:40
7. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Andante 6:13
8. Sonata for Cello and Piano, Op. 19: Allegro mosso – Moderato – Vivace 11:26

Catalin Rotaru, contrabaixo
Baruch Meir, piano

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Catalin Rotaru dizendo que poderia ser um tiquinho mais grave.

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Flausino Vale (1894-1954): Prelúdios

Flausino Vale (1894-1954): Prelúdios

Já que falei semana passada de Dworecki e sua contribuição à viola no Brasil, ocorreu-me de falar do maior dos violinistas e compositores para violino brasileiros (e que, vale abrir os parênteses, não se trata de um imigrante europeu): o mineiro Flausino Vale, chamado (com absoluta e inconteste razão) de “O Paganini brasileiro” por Villa-Lobos e que já foi executado por ninguém menos que Jascha Heifetz.

Por recomendação do Avicenna, acessei uma coleção da Funarte no Um que tenha (de onde tirei o arquivo que vocês irão baixar) e deparei com este CD em que Flausino é executado por seu maior admirador vivo: o violinista polonês naturalizado brasileiro Jerzy Milewski, que vez ou outra vejo passeando pela praia do Leme.

A maioria dos 21 prelúdios é de uma dificuldade paganiniana, pois parecem ter sido escritos para dois ou três violinos em um só, com a grande diferença – no plano da criação composicional – de se valer de cenas corriqueiras como fonte de inspiração (vejam os títulos nas faixas) e de incitar no ouvinte imagens de tal forma como Paganini nunca pensou lograr, tamanho o domínio da timbrística do violino que o mineiro possuía (quem não conseguir ouvir uma porteira em A porteira da fazenda ou identificar uma marcha fúnebre em Resquiescat in pace possivelmente tem agnosia irreversível).

Enfim, Flausino Vale é mais uma joia rara esquecida nessa bosta de país.

***

Flausino Vale (os prelúdios foram gravados fora da ordem original)

Devaneio
Sonhando
Tico-Tico
A Porteira da Fazenda
Viola Destemida
Folguedo Campestre
Implorando
A Mocinha e o Papudo
Asas Inquietas
Interrogando o Destino
Batuque
Requiescat In Pace
Mocidade Eterna
Acalanto
Rondó Doméstico
Tirana Riograndense
Repente
Brado Íntimo
Viva São João
Pai João
Casamento na Roça

Jerzy Milewski, violino

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Flausino: popular e erudito

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Amaral Vieira (1952): Fausto

Amaral Vieira (1952): Fausto

Aqui vai o segundo CD com obras pianísticas de Amaral Vieira interpretadas por Paulo Gazzaneo, culminando com Variações Fausto, sobre um tema da sinfonia homônima de Franz Liszt – compositor do qual Amaral Vieira é um dos maiores intérpretes vivos.

***

Amaral Vieira – Fausto

1-5. Cinco Bagatelas, op.178 (1983)
1.Ostinato – 2.Diálogo – 3.Minueto Sarcástico – 4.Recitativo –

5.Moto Perpétuo

6-8. Prólogo, Fuga e Final, op.194 (1984)

9. F.L.- Bayreuth, op.163 (1982)

10. Divertimento Giocoso, op.242 (1989)

11-20. Danças Antigas, op.101 (1977)
1.Sarabanda – 2.Gagliarda – 3.Basse Dance – 4.Saltarello – 5.Matassin – 6.Pavana – 7.Ritornello – 8.Passamezzo – 9.Pastorello – 10.Rigaudon

21-23. Novas Fábulas, op.205 (1985)
1.Largamente – 2.Con delicatezza – 3.Enérgico

24. Cenas Rupestres, op.173 (1983)

25-31. Sete peças para piano,op.169 (1982)
1.Tempo di Marcia – 2.Lento – 3.Sarcástico – 4.Con somma passione – 5.Un poco agitato – 6.Sostenuto – 7.Enérgico

32. Variações Fausto, op.199 (1985)

Piano: Paulo Gazzaneo

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O jovem Amaral Vieira
O jovem Amaral Vieira

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Achron, Aguiar, Babo, Blauth, Corrêa, Grieg, Kreisler, Picchi, Ravel, Veracini, Vieuxtemps, Vivaldi: Gaiato

Achron, Aguiar, Babo, Blauth, Corrêa, Grieg, Kreisler, Picchi, Ravel, Veracini, Vieuxtemps, Vivaldi: Gaiato

O Brasil recebeu, no pós-guerra, diversos músicos que vieram da Europa para atuar na Orquestra Sinfônica Brasileira (criada por iniciativa de José Siqueira em 1940) e que se tornaram destaques em seus respectivos instrumentos: o francês Noel Devos no fagote, o tcheco Bohumil Med na trompa, a também francesa Odette Ernest Dias na flauta, para ficar só nesses.

Neste post, rendo tributo ao violista húngaro que adotou o nome de Perez Dworecki (1920-2011, não descobri o nome de batismo dele) postando seu CD mais recente (de uns cinco anos atrás). Ao longo do ano apresentarei discos dos demais músicos.

Esta coletânea abrange do barroco europeu ao nacional contemporâneo (diferente de outras que Dworecki lançou, focadas totalmente no repertório made in Brazil) e recebeu o nome a partir de uma peça composta especialmente pelo paulista Achille Picchi. Deixo as apreciações adicionais por vossa conta.

Boa audição porque já tô pensando no próximo CD, também de viola (mas viola caipira).

***

Gaiato: Perez Dworecki

Vivaldi
1. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Largo
2. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Allegro
3. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Largo
4. Sonata Para Viola E Piano (Original Para Violoncelo): Allegro

Veracini
5. Largo

Vieuxtemps
6. Elegie

Grieg
7. Sonata (Andante Molto Tranqüilo): Op. 36 (Original Para Violoncelo)

Ravel
8. Berceuse (Sobre O Nome de Gabriel Fauré)

Achron
9. Melodia Hebraica

Kreisler
10. Liebesleid

Breno Blauth
11. Sonata (Para Viola E Piano): Dramático
12. Sonata (Para Viola E Piano): Evocativo
13. Sonata (Para Viola E Piano): Agitado

Ernani Aguiar
14. Meloritmias Nº 5: Ponteado (Viola Solo)

S. V. Corrêa
15. Cantilena (Para Viola E Piano)
16. Seresta Nº 2 (Para Viola E Piano)

Lamartine Babo
17. Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda

Villani-Cortes
18. Luz

Achille Picchi
19. Gaiato: Op. 168 (Choro Para Viola E Piano)

Perez Dworecki, viola
Gilberto Tinetti e Paulo Gori, piano

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O húngaro Perez Dworecki

CVL – PQP

Amaral Vieira (1952): Fábulas, para piano solo

Amaral Vieira (1952): Fábulas, para piano solo

Vocês querem mais Amaral Vieira? Então aí vai. Só peças para piano solo…

***

Fábulas, para piano solo, e outras obras

1 Fábulas: Deciso
2 Fábulas: Moderato
3 Fábulas: Mosso
4 Fábulas: Dramático
5 Fábulas: Andante
6 Fábulas: Selvagem
7 Fábulas: Appassionato
8 Fábulas: Allegro
9 Fábulas: Risoluto
10 Fábulas: Enérgico e Festivo
11 Sonata piccola: Allegro
12 Sonata piccola: Andantino
13 Con Sonata piccola: Con Spirito
14 Allegro de Concerto, Opus 225
15 Quatro miniaturas: Arabesque I, Opus 82 Arabesque I, Opus 82
16 Quatro miniaturas: Arebesque II, Opus 91 Arebesque II, Opus 91
17 Reminiscência, Opus 83 Reminiscência, Opus 83
18 Burlesca, Opus 95 Burlesca, Opus 95
19 Movimento de Concerto, Opus 192 Movimento de Concerto, Opus 192
20 Trilogia: Elegia
21 Trilogia: Noturno Noturno
22 Trilogia: Toccata
23 O Alvorecer do Século da Humanidade, Opus 256

Piano: Paulo Gazzaneo

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Amaral esqueceu de fazer a barba hoje.
O grande Amaral Vieira esqueceu de fazer a barba para sair bem na foto.

CVL

Barbara Strozzi (1619-1677): Safo Novella

Barbara Strozzi (1619-1677): Safo Novella

safo-novella-uma-poetica-do-abandono-nos-lamentos-de-barbara-strozzi-vene-64758_m1EX-CEP-CIO-NAL !!! (só para não dizer IM-PER-DÍ-VEL !!! ). Tanto as composições quanto a realização. [Pequena intervenção de Ranulfus na postagem de CVL]

Esta é uma postagem atípica de minha parte, posto que sou notoriamente voltado para o repertório nacional e contemporâneo, mas emblemática: é de um CD com sete cantatas da veneziana Barbara Strozzi anexo ao livro Safo Novella, de Silvana Scarinci. A musicóloga paranaense (acho que ela é paranaense) estudou academicamente a vida e o legado dessa que foi a mais significativa compositora mulher do barroco e responsável pelo surgimento da cantata: cantata entendida não na sua forma barroco-tardia – dividida em movimentos, escrita para coro e orquestra e ligada a temas sacros – e sim como uma ária operística solta, de duração às vezes não tão curta quanto as de óperas, e destinada à execução em salões (e não em teatros). Tais cantatas não estavam vinculadas às formas em voga na ópera ou mesmo a formas-canção e atendiam à contingência de sua criadora, que não podia circular pela sociedade sem importunações devido à sua condição de cortesã, sublimada através da expressão da poesia de Safo. Saiba mais sobre o livro e o CD aqui.

***

Barbara Strozzi (1619-1677): Safo Novella

1. Giusta negativa – 04:44
2. L’astratto – 10:01
3. Lagrime mie – 10:42
4. Amor dormiglione – 03:03
5. Appresso ai molli argenti – 14:01
6. Moralità amorosa – 04:51
7. Hor che Apollo – 14:30

Intérpretes

Marília Vargas (soprano),
Luis Otávio Santos e André Cavazotti (violinos barrocos),
Sérgio Álvares (viola da gamba) e
Silvana Scarinci (tiorba)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

LINK ALTERNATIVO

CVL (publicado originalmente em 28.01.2011 — link revalidado em 2016 por Ranulfus, com insistência de PQP em 8 de março de 2019).

PS.: Recomendo aos estudiosos de música barroca e também da problemática dos gêneros na música a aquisição do livro, que contém as partituras de todas as peças do disco.

Catálogo de Barbara Strozzi

Babi Strozzi em 1640

CVL / Ranulfus / PQP

Benjamin Dwyer (1965): Concerto N° 2 para violão e orquestra

Benjamin Dwyer (1965): Concerto N° 2 para violão e orquestra

Dois admiradores do blog (um de música brasileira e outro de música contemporânea em geral) estão se desfazendo de parte de seu acervo e mandaram aqui pro Rio (um me entregou em mãos) algumas coisas bem legais. Sem saber por onde começar, posto este concerto do irlandês Ben Dwyer, tocado pelo amigo Fábio Zanon com a RTÉ National Symphony Orchestra. A Orquestra Sinfônica Nacional da RTÉ é uma orquestra da Raidió Teilifís Éireann. É a primeira orquestra sinfônica de Dublin e uma das melhores orquestras da Irlanda.

O que falar sobre o concerto? Bem, vou criar uma nuvem para me esquivar dessa tarefa: esta obra pode ser tonal ou não tonal, virtuosística ou banal, densa ou frívola, bem orquestrada ou confusa, longa demais ou insuficiente, excepcional ou nada de mais. E você pode gostar ou não gostar – ou baixar e não baixar. Te vira.

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O violonista Fábio Zanon

CVL

Jane O’Leary (1946): In the stillness of time

Jane O’Leary (1946): In the stillness of time

“Eu gostaria de pensar que minha música convida o ouvinte a adentrar um mundo sonoro especial que atiça a imaginação e é cheio de cor e movimento. Em torno de formas, sons e texturas que se interpenetram e criam seu próprio espaço”. – Jane O’Leary

Não sou muito entusiasta de música textural, mas a americana residente na Irlanda Jane O’Leary me chamou a atenção por sua tentativa de realizá-la dentro da proposta que enuncia acima. Conheça a compositora clicando aqui.

Jane O’Leary (1946): In the stillness of time

Piano Quintet
1. First Movement (2:17)
2. Second Movement (3:44)
3. Third Movement (4:33)
4. Fourth Movement (5:10)
ConTempo Quartet; Jane O’Leary, piano

5. a piacere (4:57)
Paul Roe, bass clarinet

Why the Hill Sings
6. First Movement (6:04)
7. Second Movement (4:38)
Garth Knox, viola d’amore; Jane O’Leary, piano

In the Stillness of Time
8. First Movement (4:32)
9. Second Movement (5:28)
10. Third Movement (2:47)
11. Fourth Movement (4:28)
12. Fifth Movement (2:17)
RTÉ Vanbrugh Quartet

something there
13. First Movement (1:40)
14. Second Movement (2:40)
15. Third Movement (2:10)
16. Fourth Movement (1:30)
Concorde

17. Mystic Play of Shadows (9:58)
RTÉ Vanbrugh Quartet

Veja mais detalhes sobre o disco e depois
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Jane O`Leary

CVL

Clóvis Pereira (1932) e Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concertos para violoncelo

Clóvis Pereira (1932) e Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concertos para violoncelo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu tava na agonia para postar este CD desde quando o comprei, em agosto. Queria compartilhar com vocês não os Concertos de Haydn e sim o Concertino do pernambucano Clóvis Pereira, escrito a pedido de Antonio Meneses. (Apesar de que as versões de Meneses para os dois Concertos de Haydn serem simplesmente ESPLÊNDIDAS).

Segundo apurei numa matéria na revista Concerto de julho ou junho, não me lembro, Meneses estava na casa do maestro Rafael Garcia, no Recife, quando o regente chileno mostrou uma gravação das Três peças nordestinas de Clóvis Pereira (creio que exatamente a mesma gravação postada há um ou dois anos aqui no Blog, do CD A música erudita de compositores populares pernambucanos).

Meneses gostou tanto do Aboio, o segundo movimento, que Rafael Garcia acabou apresentando por telefone o celista ao compositor e testemunhou a encomenda da obra, saída a pulso devido ao receio do autor de não fazer algo à altura do intérprete. Para se ter ideia da auto-exigência de Clóvis Pereira, ele — que é o maior compositor pernambucano erudito vivo, depois de Marlos Nobre — tem um catálogo que não deve passar de 25 obras (contabilizei 15 até agora), com a compensação de a maior parte delas ter sido gravada e ser eventualmente executada.

Quanto ao Concertino em si, creio que a maior virtude dele é a de se adequar a qualquer programa de concerto sem maiores dificuldades, por ser tonal e respeitar a estrutura tradicional dos concertos clássico-românticos além de se valer de temas e ritmos nordestinos marcantes, desenvolvidos através de um tratamento harmônico neoclássico que evitasse qualquer tentação de modalismo exoticista — vale lembrar que Clóvis Pereira foi aluno de Guerra-Peixe e um dos primeiros compositores armoriais. Prova dessa citada virtude é a sua inclusão entre os dois concertos de Haydn no presente disco.

Clóvis Pereira parece ter nomeado a obra de concertino, em vez de concerto, por conta das cadências curtas e da ausência de dificuldades extremas para o solista (o que ele compensou na Suíte Macambira (2008), para cello solo, já postada também aqui no blog). Essa prudência, já explicada dois parágrafos atrás, é até boa para evitar excesso de expectativa e comparações com obras estabelecidas.

O primeiro movimento, assim como o tema rondó do terceiro, é calcado em ritmo de galope nordestino e se vale da forma-sonata de uma maneira interessante e pouco usual: estabelecendo uma alternância tensão-afrouxamento a partir de um único tema em andamentos diferentes, o segundo mais lento.

O segundo movimento, monotemático, utiliza o mesmíssimo aboio das já mencionadas Três peças nordestinas, mas agora com um acompanhamento orquestral diferente e que atinge o clímax em fortíssimo no meio do movimento, imprimindo uma forma de arco ao direcionamento da dinâmica ao longo dos cinco minutos desta parte da obra.

O terceiro movimento alterna um outro tema de galope nordestino com um de frevo, o qual vem a revisar simbolicamente uma omissão histórica do Movimento Armorial na década de 70 – que rejeitou o frevo pelo fato de ser um gênero musical popular urbano e tonal quando os compositores armoriais bebiam majoritariamente da música folclórica rural e modal.

Dito isto, o concertino de Clóvis Pereira colocou-se como a mais apresentável e bem recebida peça para cello e cordas do repertório nacional não só pelo empenho de Meneses (que inclusive toca o Aboio em uma versão para cello solo como bis em alguns recitais e pediu a Clóvis Pereira a exclusividade de execução durante alguns anos) mas pelos próprios méritos: a não opção pelo virtuosismo extremado, pela dramaticidade, e pelo folclórico apelativo acabou favorecendo uma obra com melodiosidade e boa comunicação e soube fazer uma concessão ao público sem perder em termos estéticos.

PS.: O tema original do aboio, com extensão de quatro frases (a quarta com coda), foi gravado por Ariano Suassuna no interior da Paraíba e, fora o emprego por Clóvis Pereira em duas ocasiões, foi usado por Cussy de Almeida em seu próprio Aboio e no Gloria da Missa Sertaneja. Cada compositor criou desenvolvimentos temáticos diferentes para a toada de vaqueiro.

Clóvis Pereira (1932) e Joseph Haydn (1732-1809): Concertos para violoncelo

Haydn

1. Concerto For Cello And Orchestra No. 1 In C Major, Hob. VIIb:1: I. Moderato
2. Concerto For Cello And Orchestra No. 1 In C Major, Hob. VIIb:1: II. Adagio
3. Concerto For Cello And Orchestra No. 1 In C Major, Hob. VIIb:1: III. Allegro Molto

Pereira

4. Concertino For Cello And String Orchestra: I. Allegro Con Moto
5. Concertino For Cello And String Orchestra: II. Aboio. Adagio
6. Concertino For Cello And String Orchestra: III. Rondo Agalopado. Allegro

Haydn

7. Concerto For Cello And Orchestra No. 2 In D Major, Hob. VIIb:2: I. Allegro Moderato
8. Concerto For Cello And Orchestra No. 2 In D Major, Hob. VIIb:2: II. Adagio
9. Concerto For Cello And Orchestra No. 2 In D Major, Hob. VIIb:2: III. Rondo. Allegro

Antonio Meneses
Northern Sinfonia

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Antônio Gênio Meneses (1957)

CVL / PQP

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): West Side Story (Bernstein)

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): West Side Story (Bernstein)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Já haviam me pedido pra postar West Side Story há mais de um ano (vi sem querer nos comentários de um post perdido). Como “a justiça tarda mas não falha” (frase original minha, que bolei agora), aí vai. Não é a versão original, mas o revival de 1984 com Carreras, Te Kanawa e Lenny regendo (procurem no YouTube um vídeo em que rola um estresse entre o tenor e o compositor nos ensaios de Maria). Prefiro a versão 1959, com os cantores pop do filme e tudo o mais (meu back up com ela está guardado não sei onde), porém nesta os cantores de ópera merecem um crédito por terem minimizado o quanto puderam as impostações chatas do bel canto.

***

Leonard Bernstein Conducts West Side Story [Soundtrack]

West Side Story
1-1 No. 1: Prologue 4:07
1-2 No. 2: Jet Song 3:14
1-3 No. 3: Something’s Coming 2:35
1-4 No. 4: The Dance At The Gym: Blues 1:45
1-5 No. 4: The Dance At The Gym: Promenade 0:27
1-6 No. 4: The Dance At The Gym: Mambo 2:23
1-7 No. 4: The Dance At The Gym: Cha-Cha 0:53
1-8 No. 4: The Dance At The Gym: Meeting Scene 1:27
1-9 No. 4: The Dance At The Gym: Jump 0:52
1-10 No. 5: Maria 2:57
1-11 No. 6: Balcony Scene (Tonight) 7:34
1-12 No. 7: America 4:49
1-13 No. 8: Cool 4:40
1-14 No. 9: One Hand, One Heart 5:40
1-15 No. 10: Tonight (Ensemble) 3:42
1-16 No. 11: The Rumble 3:04
2-1 No. 12: I Feel Pretty 3:27
2-2 No. 13: Ballet Sequence 1:05
2-3 Transition To Scherzo 0:38
2-4 Scherzo 1:31
2-5 Somewhere 2:37
2-6 Procession And Nightmare 3:15
2-7 No. 14: Gee, Officer Krupke! 4:20
2-8 No. 15: A Boy Like That 2:05
2-9 I Have A Love 3:30
2-10 No. 16: Taunting Scene 1:27
2-11 No. 17: Finale 2:36

Baritone Vocals [Riff] – Kurt Ollmann (tracks: 1-1 to 2-11)
Composed By, Conductor [Orchestra and Chorus Conducted By], Orchestrated By – Leonard Bernstein
Contractor [Chorus Contractor] – Adrienne Albert
Contractor [Orchestra’s Contracting Personnel Manager] – Samuel Levitan
Lyrics By – Stephen Sondheim (tracks: 1-1 to 2-11)
Mezzo-soprano Vocals [A Girl] – Marilyn Horne (tracks: 2-5)
Mezzo-soprano Vocals [Anita] – Tatiana Troyanos (tracks: 1-1 to 2-11)
Other [Dialect Coaching] – Nico Castel
Photography By – Christian Steiner (6), Susesch Bayat
Piano [Rehearsal Pianist And Coach] – Jim Stenborg
Producer – John McClure (tracks: 1-1 to 2-11)
Recording Supervisor – Hans Weber (tracks: 2-12 to 2-17)
Soprano Vocals [Maria] – Kiri Te Kanawa (tracks: 1-1 to 2-11)
Tenor Vocals [Tony] – José Carreras (tracks: 1-1 to 2-11)

Leonard Bernstein (Artist), Kiri Te Kanawa (Artist), José Carreras (Artist), Tatiana Troyanos (Artist), Kurt Ollmann (Artist), Marilyn Horne (Artist), Stephen Sondheim (Artist), Israel Philharmonic Orchestra (Artist)

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Lenny em foto de Paul De Hueck
Lenny em foto de Paul De Hueck

CVL

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): Missa (Uma peça de teatro para cantores, músicos e dançarinos)

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): Missa (Uma peça de teatro para cantores, músicos e dançarinos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Eu poderia escrever 10 páginas sobre a deslumbrante Missa de Bernstein, mas vou tratar de resumir, até porque tempo é tudo o que não há em minha vida atualmente. A Missa foi uma encomenda da família Kennedy para ser apresentada na inauguração do John F. Kennedy Center de Washington, em 1971. Encomendaram qualquer peça; não estava previsto se seria uma Sonata para Piano ou uma peça gigantesca que envolvesse orquestra, cantores e dançarinos… O tema também era livre. E Bernstein utilizou a liberdade que lhe foi dada… Quando soube-se que o compositor estava escrevendo uma Missa sobre textos da Missa católica, houve grande alegria por parte dos organizadores do evento, pois John Kennedy foi o primeiro presidente católico dos EUA e Bernstein fora sensível ao fato.

Mal sabiam eles que no que estavam se metendo. Bernstein fez ressucitar um certo trope, que seriam inserções ou comentários à missa que entravam a qualquer momento. Isto existe desde a Idade Média e são peças vocais que servem para explicar o latinório da Missa. Só que estávamos em 1971, eram tempos muito controversos e Lenny mostrou-se um perfeito ateu ao tecer comentários demolidores em seus tropes que misturam blues, rock e marchas militares. Alguns versos:

I believe in God,
But does God believe in me?
I’ll believe in any god
If any god there be.

I believe in one God,
But then I believe in three.
I’ll believe in twenty gods
If they`ll believe in me.

What I need I don’t have
What I have I don’t own
What I own I don’t want
What I want, Lord, I don’t know.

What I say I don’t feel
What I feel I don’t show
What I show isn’t real
What is real, Lord-I don’t know,
No, no, no-I don’t know.

O texto da Missa é do próprio Bernstein e de Stephen Schwarz. O trope Half of the People foi escrito por Paul Simon. Ao final da primeira apresentação, a plateia permaneceu três minutos em silêncio — uma eternidade certamente causada pelo pasmo frente a notável provocação de Lenny –, mas depois prorrompeu em aplausos de quase trinta minutos.

Ah, como não faz sentido ouvir sem saber o que está sendo cantado, coloco abaixo a letra completa da Missa.

Mais: esta versão de Alsop com a Orquestra de Baltimore dá de dez a zero na concorrência. Esqueçam Nagano e outros.

Leonard Bernstein – Mass (Missa — Uma peça de teatro para cantores, músicos e dançarinos)

Disc 1

1. Mass: Devotions before Mass: Antiphon: Kyrie eleison (High Soprano, Bass, Soprano 2, Alto, Tenor, Baritone)
2. Mass: Devotions before Mass: Hymn and Psalm, “A Simple Song” (Celebrant)
3. Mass: Devotions before Mass: Responsory, “Alleluia” (Soprano 1, Soprano 2, Alto, Tenor, Baritone, Bass)
4. Mass: First Introit: Prefatory Prayers (Street Chorus, Soprano 1, Soprano 2, Soprano, Celebrant, Boy Soprano, Boys’ Choir)
5. Mass: First Introit: Thrice-Triple Canon: Dominus vobiscum (Celebrant, Boys’ Choir, Street Chorus)
6. Mass: Second Introit: In nomine Patris (Boys’ Choir, Chorus, Celebrant)
7. Mass: Second Introit: Prayer for the Congregation, “Almighty Father” (Chorus)
8. Mass: Second Introit: Epiphany (Celebrant)
9. Mass: Confession: Confiteor (Chorus)
10. Mass: Confession: Trope, “I Don’t Know” (First Rock Singer and Descant, Second Rock Singer, Male Street Chorus)
11. Mass: Confession: Trope, “Easy” (First Blues Singer, Second Rock Singer, Second Blues Singer, Third Rock Singer, Third Blues Singer, First Rock Singer and Descant, Celebrant, Chorus)
12. Mass: Meditation No. 1
13. Mass: Gloria: Gloria tibi (Celebrant, Boys’ Choir)
14. Mass: Gloria: Gloria in Excelsis (Chorus)
15. Mass: Gloria: Trope, “Half of the People” (Street Chorus, Chorus)
16. Mass: Gloria: Trope, “Thank You” (Soprano, Street Chorus)
17. Mass: Meditation No. 2
18. Mass: Epistle: “The Word of the Lord” (Celebrant, A Young Man, Another Young Man, Street Chorus, An Older Man, A Young Woman)
19. Mass: Gospel-Sermon: “God Said” (Preacher, Street Chorus, 5 Solo Voices)
20. Mass: Credo: Credo in unum Deum (Celebrant, Chorus)
21. Mass: Credo: Trope: “Non Credo” (Street Chorus Male Group, Baritone) – “Crucifixus” (Chorus)
22. Mass: Credo: Trope, “Hurry” (Mezzo-soprano) – Sedet ad dexteram Patris (Chorus)
23. Mass: Credo: Trope, “World without End” (Street Chorus, Mezzo-soprano) – Et in Spiritum Sanctum (Chorus, 3 Solo Voices)
24. Mass: Credo: Trope, “I Believe in God” (3 Solo Voices, Street Chorus, Rock Singer, Chorus)
25. Mass: Meditation No. 3 (De profundis, Part 1) (Chorus, Celebrant)
26. Mass: Offertory (De profundis, Part 2) (Boys’ Choir, Chorus)

Disc 2

1. Mass: The Lord’s Prayer: Our Father ? (Celebrant)
2. Mass: The Lord’s Prayer: Trope, “I Go On” (Celebrant)
3. Mass: Sanctus (Celebrant, Boys’ Choir, Chorus, Counter-tenors, Street Chorus)
4. Mass: Agnus Dei (Soloists of Street Chorus, Street Chorus, Celebrant, Chorus)
5. Mass: Fraction: “Things Get Broken” (Celebrant)
6. Mass: Pax: Communion, “Secret Songs” (Boy Soprano, Bass, Soprano 1, Soprano 2, Tenor 1, Tenor 2, Street Chorus, Celebrant, Chorus)

Sykes
Wulfman
Morgan State University Choir
Peabody Children’s Chorus
Baltimore Symphony
Marin Alsop

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Letra completa:

 

Text from the Liturgy of the Roman Mass
Additional Texts by
Stephen Schwartz and Leonard Bernstein

I. DEVOTIONS BEFORE THE MASS

1. Antiphon: Kyrie eleison

Soprano
Kyrie eleison!
Lord, have mercy!

Bass
Kyrie eleison!
Lord, have mercy!

Soprano and Alto
Christe eleison!
Christ, have mercy!

Tenor and Baritone
Christe eleison!
Christ, have mercy!

2. Hymn and Psalm: “A Simple Song”

Celebrant
Sing God a simple song
Lauda, Laude…
Make it up as you go along
Laude, Laude…
Sing like you like to sing
God loves all simple things
For God is the simplest of all.

I will sing the Lord a new song
To praise Him, to bless Him, to bless the Lord.
I will sing His praises while I live
All of days.

Blessed is the man who loves the Lord,
Blessed is the man who praises Him.
Lauda, Lauda, Laude…
And walks in His ways.

I will life up my eyes
To the hills from whence comes my help.
I will lift up my voice to the Lord
Singing Lauda, Laude.

For the Lord is my shade,
Is the shade upon my right hand
And the sun shall not smite me by day
Nor the moon by night…
Blessed is the man who loves the Lord –

Lauda, Lauda, Laude –
And walks in His ways.

Lauda, Lauda, Laude
Lauda, Lauda di da di day…
All of my days.

3. Responsory: Alleluia

Six Solo Voices
Du bing, du bang, du bong, etc.

Alleluia!
Alleluia! etc.

II. FIRST INTROIT (Rondo)

1. Prefatory Prayers

Street Chorus
Kyrie eleison!
Christe eleison!
Lord have mercy!
Christ have mercy!

Gloria Patri et Filio,
Et Spiritui Sancto!
Glory be to the Father, and to
the Son, and to the Holy Spirit!

Sicut erat in principio
Et nunc et semper,
Et in saecula saeculorum. Amen
As it was in the beginning,
Is now and ever shall be,
World without end. Amen.

Basses
Introibo ad altare Dei.
I will go up to the alter of God.

Tutti
Ad Deum qui laetificat
juventutem meam.
To God, who gives joy to my youth.

Women
Asperges me, Domine,
Hyssopo, et mundabor.
Thou shalt sprinkle me with hyssop,
O Lord, and I shall be cleansed.

Two Sopranos
Emitte lucem tuam,
Et veritatem tuam.
Send forth Thy light,
and Thy truth.

Altos
Ostende nobis, Domine
Show us, Lord

Basses
Domine!
Lord!

Altos
Ostende nobis
Misericordiam tuam.
Show us
Thy mercy.

Soprano
Vidi aquam egredientem
De templo latere dextro
Et omnes ad quos pervenit
Aqua ista salvi facti sunt,
Et dicent:
I saw the water issuing from
the right side of the temple
And all those to whom it comes
Are saved by that very water
And say:

Tutti
Alleluia, alleleluiaia! etc.
Alleluia, alleleluiaia! etc.

Boys’ Choir
Kyrie eleison!
Lord, have mercy!

Chorus
Christe eleison!
Christ, have mercy!

Boy (solo)
Here I go up to the altar of God.
In I go, up I go
To God who made me young
To God who made me happy
To God who makes me happy to be young.

Street Chorus and Boys’ Choir
Alleluia!

2. Thrice-Triple Canon: Dominus vobiscum

Celebrant
Dominus vobiscum.
The Lord be with you.

Boys’ Choir
Et cum spiritu tuo.
And with thy spirit.

All
Dominus vobiscum.
Et cum spiritu tuo.
The Lord be with you.
And with thy spirit.

III. SECOND INTROIT

1. In nomine Patris

Celebrant
In the name of the Father, and of
the Son, and of the Holy Spirit

Tape
In nomine Patris, et Filii, et
Spiritus Sancti, Amen.

Celebrant
Let us rise and pray.

Celebrant
Let us rise and pray.

Celebrant
Almighty Father, bless this house. And bless and protect all who are assembled in it.

2. Prayer for the Congregation (Chorale: “Almighty Father”)

Choir
Almighty Father, incline Thine ear:
Bless us and all those who have gathered here
Thine angel send us
Who shall defend us all
And fill with grace
All who dwell in this place.
Amen.

3. Epiphany

IV. CONFESSION

Celebrant
I confess to Almighty God, to blessed Mary ever Virgin,
to blessed Michael the archangel, to blessed
John the Baptist, to the holy apostles, Peter and Paul…

1. Confiteor

Confiteor Deo omnipotenti,
Beatae Mariae, semper Virgini,
Beato Michaeli archangelo,
Beato Joanni Baptistae,
Sanctis Apostolis Petro
et Paulo,
Omnibus sanctis,
Et vobis, fratres:
Quia peccavi nimis cogitatione,
verbo et opere:
Mea culpa, mea culpa,
mea maxima culpa.
Ideo precor beatam Mariam
semper Virginem,
Beatum Michaelem Archangelum,
beatum Joannem Baptistam,
Sanctos Apostolos Petrum
et Paulum,
Omnes sanctos, et vos, fratres,
Orare pro me
Ad Dominum Deum nostrum.
I confess Almighty God,
To blessed Mary ever Virgin,
To blessed Michael the archangel,
To blessed John the Baptist,
To the holy apostles Peter
and Paul,
To all the saints,
And to you, brothers:
That I have sinned exceedingly in
Thought, word and deed:
Through my fault, through
my own most grievous fault.
Therefore I beseech the Blessed
Mary ever Virgin,
Blessed Michael the archangel,
Blessed John the Baptist,
The holy apostles Peter
and Paul,
All the saints, and you, brothers,
To pray for me
To the Lord our God.

2. Trope: “I Don’t Know”

Male Street Chorus
Confiteor, Confiteor…

First Rock Singer
Lord, I could go confess
Good and loud, nice and slow
Get this load off my chest
Yes, but why, Lord-I don’t know.

I don’t know why every time
I find a new love I wound up destroying it.
I don’t know why I’m
So crazy-minded, I keep on kind of enjoying it-
Why I drift off to sleep
With pledges of deep resolve again,
Then along comes the day
And suddenly they dissolve again-
I don’t know…

(with Descant)

What I say I don’t feel
What I feel I don’t show
What I show isn’t real
What is real, Lord-I don’t know,
No, no, no-I don’t know.

3. Trope: “Easy”

First Blues Singer
Well, I went to the holy man and I confessed…
Look, I can beat my breast
With the best.
And I’ll say almost anything that gets me blessed
Upon request…

It’s easy to shake the blame for any crime
By trotting out that ‘mea culpa’ pantomime:
‘Yes, yes, I’m sad, I sinned, I’m bad.’
Then go out and do it one more time.

Second Rock Singer
I don’t know where to start
There’s so much I could show
If I opened my heart
But how far, Lord, but how far can I go?
I don’t know.

Second Blues Singer
If you asked me to join you in some real good vice
Now that might be nice
Once or twice
But don’t look for sacraments or sacrifice
They’re not worth the price

It’s easy to have yourself a fine affair
Your body’s always ready, but your soul’s not there
Don’t count on trust
Come love, come lust,
It’s so easy when you just don’t care.

Third Rock Singer
What I need I don’t have
What I have I don’t own
What I own I don’t want
What I want Lord, I don’t know.

Third Blues Singer
If you ask me to sing you verse that’s versatile
I’ll be glad to beguile you
For a while
But don’t look for content beneath the style
Sit back and smile

It’s easy for you to dig my jim-jam jive,
And, baby, please observe how neatly I survive.
And what could give
More positive
Plain proof that living is easy when you’re half alive.

All Three Rock Singers
Lord, I could go confess…

All Three Blues Singers
Easy…

All Three Rock Singers
Good and loud, nice and slow…

All Three Blues Singers
Easy…

Choir
Beatam Mariam semper Virginem (Ideo precor)
Beatum Michaelem Archangleum, beatum Joannem Baptistam,
Sanctos Apostolos Petrum et Paulum,
Omnes sanctos, et vos, fratres,
Orate pro me
Ad Dominum Deum nostrum.

All Six Soloists
What I say I don’t feel
What I feel I don’t show
What I show isn’t real
What is real, Lord-I don’t know,
No, no, no-I don’t know.

First Rock Singer
Come on, Lord, if you’re so great
Show me how, where to go
Show me now-I can’t wait
Maybe it’s too late,
Lord,
I don’t know…

First Blues Singer
Confiteor….

Celebrant (speaking)
God forgive you.

All (speaking)
God forgive us all.

Celebrant
The Lord be with you.

All
And with your spirit.

Celebrant
Let us pray.

V. MEDITATION NO. 1

VI. GLORIA

1. Gloria tibi

Celebrant
Gloria tibi, Gloria tibi,
Gloria!
Glory to You, Glory to You
Glory!

Boys’ Choir
Gloria tibi, Gloria tibi,
Gloria!
Glory to You, Glory to You
Glory!

Celebrant and Boys’ Choir
Gloria Patri,
Gloria Filio,
Et Spiritui Sancto.
Laudamus te,
Adoramus te,
Glorificamus te,
Benedicimus te.
Glory to the Father,
Glory to the Son,
And the Holy Spirit.
We praise You,
We adore You,
We glorify You,
We bless You.

Gloria Patri
Gloria Filio
Et Spiritui Sancto.
Gloria!
Glory to the Father,
Glory to the Son,
And the Holy Spirit.
Glory

Celebrant
Glory to God in the Highest and Peace on Earth to Men of Good Will!

2. Gloria in excelsis

Choir
Gloria in excelsis Deo,
et in terra pax hominibus
bonae voluntatis.
Laudamus te,
Adoramus te,
Benedicimus te.
Glorificamus te.
Gratias agimus tibi propter
magnam gloriam tuam:
Domine Deus, Rex caelestis.
Deus Pater omnipotens.
Domine Fili unigenite,
Jesu Christe;
Domine Deus, Agnus Dei,
Filius Patris;
Qui tollis peccata
mundi,
miserere nobis;
suscipe deprecationem nostram;
Qui sedes ad dexteram Patris,
miserere nobis.
Quoniam tu solis Sanctus,
Tu solus Dominus,
Tu solus Altissimus:
Jesu Christe,
Cum Sancto Spiritu: in gloria
Dei Patris, Amen.
Glory to God in the highest
And on earth peace to men of
good will.
We praise Thee,
We adore Thee,
We bless Thee,
We glorify Thee.
We give Thee thanks for Thy
great Glory:
Lord God, heavenly King,
God the Almighty Father.
Lord Jesus Christ, only-begotten
Son;
Lord God, Lamb of God, Son of
the Father:
Who takest away the sins of the
world,
have mercy upon us;
Receive our prayer;
Thou who sittest at the right hand
of the Father, have mercy upon us.
For Thou alone art the Holy One,
Thou alone art Lord,
Thou, Jesus Christ, alone art the
Most High,
With the Holy Spirit, in the glory
of God the Father. Amen.

3. Trope: “Half of the People”

Street Chorus and Band
Amen!
*Half of the people are stoned
And the other half are waiting for the next election.
Half the people are drowned
and the other half are swimming in the wrong direction.

* this quatrain was a Christmas present from Paul Simon. Gratias, L.B.

They call it Glorious Living
They call it Glorious Living
And baby where does that leave you,
You and your kind-

Choir
…miserere nobis, suscipe
deprecationem nostram…

Street Chorus and Band
—you and your youth and your mind?
Nowhere, Nowhere, Nowhere.

Half of the people are stoned
And the other half are waiting for the next election-

4. Trope: “Thank You.”

Soprano Solo
There once were days so bright
And nights when every cricket call seemed right
And I sang Gloria
Then I sang Gratias Deo
I knew a glorious feeling
of thank you and…
Thank you…

The bend of a willow
A friend and a pillow
A lover whose eyes
Could mirror my cries of Gloria…

And now, it’s strange
Somehow, though nothing much has really changed
I miss the Gloria
I don’t sing Gratias Deo
I can’t say quite when it happened
But gone is the…
…thank you…

Street Chorus
Half the people are drowned, and the other half
Are swimming in the wrong direction.

Celebrant
Let us pray.

VII. MEDITATION NO. 2 (orchestra)

VIII. EPISTLE: “The Word of the Lord”

Celebrant
Brothers: This is the gospel I preach; and in its service I have suffered hardships like a criminal; yea, even unto imprisonment; but there is no imprisoning the Word of God…

A Young Man
Dearly Beloved: Do not be surprised if the world hates you. We who love our brothers have crossed over to life, but they who do not love, abide in death. Everyone who hates his brother is a murderer.

Another Young Man
Dear Mom and Dad… Do not feel badly or worry about me. Nothing will make me change. Try to understand: I am now a man.

Celebrant
You can lock up the bold men
Go and lock up your bold men
And hold men in tow,
You can stifle all adventure
For a century or so.
Smother hope before it’s risen
Watch it wizen like a gourd,
But you cannot imprison
The Word of the Lord.

Celebrant and Chorus
No, you cannot imprison
The Word of the Lord.

Celebrant
For the Word
For the Word was at the birth of the beginning
It made the heavens and the earth and set them spinning,
And for several million years
It’s withstood all our forums and fine ideas.
It’s been rough
It’s been rough but it appears to be winning!

There are people who doubt it
There are people who doubt it and shout it out loud,
Oh, they bellow and they bluster ‘til they muster up a crowd.
They can fashion a rebuttal that’s as subtle as a sword,
But they’re never gonna scuttle the Word of the Lord.

Celebrant and Chorus
No, they’re never gonna scuttle the Word of the Lord!

An Older Man
Dear Brothers: …I think that God has made us apostles the most abject of mankind. We hunger and thirst, we are naked, we are roughly handled, and we have no fixed abode…They curse us and we bless. They persecute us and we suffer it…They treat us as the scum of the earth, the dregs of humanity, to this very day.

A Young Girl
Dear Folks: Jim looked very well on my first visit. With his head clean-shaven, he looked about 19 years old. He says the prison food is very good. For the first few days he’s not allowed any books except his Bible. When I hugged him he smelled so good, a smell of clean plain soap; like a child when you put him to bed.

Celebrant
All you big men of merit,
all you big men of merit
who ferret out flaws,
you rely on our compliance
with your science and your laws.

Find a freedom to demolish
while you polish some award,
but you cannot abolish the Word of the Lord.

Celebrant and Chorus
No, you cannot abolish
the Word of the Lord.

Celebrant
For the Word,
for the Word created mud and got it going
It filled our empty brains with blood and set it flowing
And for thousands of regimes
It’s endured all our follies and fancy schemes.
It’s been tough,
It’s been tough, and yet it seems to be growing!

O you people of power,
O you people of power, your hour is now.
You may plan to rule forever, but you never do somehow.

So we wait in silent treason until reason is restored
and we wait for the season of the Word of the Lord.
We await the season of the Word of the Lord.
We wait…we wait for the Word of the Lord…

IX. GOSPEL-SERMON: “God Said”

Preacher
God said: Let there be light.
And there was light.

Chorus
God said: Let there be night.
And there was night.

Preacher
God said: Let there be day.
And there was day…

Chorus
…day to follow the night.

Preacher
And it was good, brother

All
And it was good, brother

Preacher
And it was good, brother

All
And it was goddam good.

Preacher
God said: Let there be storms
Storms to bring life…

Chorus
…life in all of its forms,
Forms such as herds…

Preacher
…herds and gaggles and swarms
Swarms that have names…

Chorus
…names and numbers and norms.

Preacher
And it was good, brother

All
And it was good, brother

Preacher
And it was good, brother

All
And it was goddam good!

Preacher
God said: Let there be gnats
Let there be sprats…

Chorus
…sprats to gobble the gnats
So that the sprats…

Preacher
…sprats may nourish the rats,
Making them fat…

Chorus
…fat, fine food for the cats.

Preacher
And they grew fat, brother

All
And the grew fat, brother

Preacher
All but the gnats, brother

All
They all grew fearful fat.

Preacher
And God saw it was good

Chorus
God made it be good

Preacher
Created it good

Chorus
Created the gnats…

Preacher
…gnats to nourish the sprats…

Chorus
…sprats to nurture the rats

Preacher
And all for us big fat cats.

All
Us cats!

Chorus
And it was good, and it was good,
And it was good, and it was good.

First Solo
God said it’s good to be poor,
Good men must not be secure;
So if we steal from you,
It’s just to help you stay pure.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Second Solo (antiphonally with Chorus)
God said take charge of my zoo
I made these creatures for you;
So he won’t mind if we
Wipe out a species or two.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Third Solo
God said to spread His commands
To folks in faraway lands;
They may not want us there,
But man it’s out of our hands.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Fourth Solo
God said that sex should repulse
Unless it leads to results;
And so we crowd the world
Full of consenting adults.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Fifth Solo
God said it’s good to be meek
And so we are once a week;
It may not mean a lot
But oh, it’s terribly chic.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Preacher
God made us the boss
God gave us the cross
We turned it into a sword
To spread the Word of the Lord
We use His holy decrees
To do whatever we please

Chorus
Yeah!

Preacher
And it was good!

Chorus
Yeah!

All
And it was good, Yeah!
And it was goddam good!

Preacher
God said: Let there be light.
And there was light.

Chorus
God said: Let there be night.
And there was night.

Preacher
God said: Let there be day.
And there was day…

Chorus
…day to follow the night.

Preacher
And it was good, brother!

Chorus
And it was good, brother!

Preacher
And it was good brother!

All
And it was…

X. CREDO

Celebrant
I believe in one God, the Father Almighty, maker of heaven and earth, and of all things visible and invisible. And in one Lord…(etc.)

1. Credo in unum Deum

Chorus and percussion on Quadraphonic tape
Credo in unum Deum,
Patrem omnipotentem,
Factorem caeli et terrae,
Visibilium omnium et
invisibilum.
Et in unum Dominum Jesum
Christum, Filium Dei unigenitum.
Et ex Patre natum ante omnia saecula.
Deum de Deo, lumen de lumine,
Deum verum de Deo vero.
Genitum, non factum,
consubstantialem Patri:
Per quem omnia
facta sunt.
Qui propter nos homines et
propter nostram salutem
descendit de caelis.
Et incarnatus est de Spiritu
Sancto
Ex Maria Virgine: et homo
factus est.
I believe in one God,
the Father Almighty,
Maker of heaven and earth,
And of all things visible
and invisible.
And in one Lord Jesus Christ, the
only-begotten Son of God.
Born of the Father before all
ages.
God of God, light of light,
true God of true God;
Begotten, not made, of one
essence with the Father:
Through whom all things were made.
Who for us men, and for our
salvation, came down from
heaven.
And was incarnate by the Holy
Spirit
Of the Virgin Mary: and was
made man.

2. Trope: Non Credo

First Solo
Et homo factus est
And was made man…

And you became a man
You, God, chose to become a man
To pay the earth a small social call
I tell you, sir, you never were
A man at all
Why?
You had the choice
when to live
When
To die
And then
Become a god again

Group
And was made man…

Solo
And then a plaster god like you
Has the gall to tell me what to do
To become a man
To show my respect on my knees
Go genuflect, but don’t expect guarantees
Oh
Just play it dumb
Play it blind
But when
I go
Then
Will I become a god again?

Group
Possibly yes, probably no…

Solo
Yes, probably no

Give me a choice
I never had a choice
Or I would have been a simple tree
A barnacle in a silent sea
Anything but what I must be
A man
A man
A man!

Group
Possibly yes, probably no…

Solo
You knew what you had to do
You knew why you had to die
You chose to die, and then revive again
You chose, you rose
Alive again
But I
I don’t know why
I should live
If only to die
Well, I’m not gonna buy it!

Group
Possibly yes, probably no…

Solo
I’ll never say credo.
How can anybody say credo?
I want to say cr…

Tape
Crucifixus etiam pro nobis
sub Pontio Pilato,
Passus, et sepultus est.
Et resurrexit tertia die,
secundum Scripturas.
Et ascendit in caelum:
Sedet ad dexteram Patris.
Et iterum venturus est
cum gloria
judicare vivos et mortuos.
He was also crucified for our sake
under Pontius Pilate,
suffered, and was buried.
And the third day He rose again
according to the Scriptures.
And He ascended into heaven:
And is seated at the right hand of
the Father. And He will come again
with glory
to judge the living and the dead.

3. Trope: “Hurry”

Second Solo
You said you’d come again
When?
When things got really rough
So you made us all suffer
While they got a bit rougher
Tougher and tougher
Well, things are tough enough.

So when’s your next appearance on the scene?
I’m ready
Hurry
Went to church for clearance and I’m clean
And steady
Hurry
While I’m waiting I can get my bags packed
Flags flown
Shoes blacked
Wings sewn
On…

Oh don’t you worry –
I could even learn to play the harp
You know it
Show it
Hurry
Hurry and come again.

Tape
Sedet ad dexteram
Patris.
Et iterum venturus est cum gloria
judicare vivos et mortuos:
Cujus regni non erit finis-
He is seated at the right hand of
the Father.
He will come again with glory
to judge the living and the dead:
Whose reign will be without end-

4. Trope: “World Without End”

Street Chorus
Non erit finis…
World without end…

Third Solo
Whispers of living, echoes of warning
Phantoms of laughter on the edges of morning
World without end spins endlessly on
Only the men who lived here are gone
Gone on a permanent vacation
Gone to await the next creation

World without end at the end of the world
Lord, don’t you know it’s the end of the world?
Lord, don’t you care if it all ends today?
Sometimes I’d swear that you planned it this way…

Dark are the cities, dead is the ocean
Silent and sickly are the remnants of motion
World without end turns mindlessly round
Never a sentry, never a sound
No one to prophesy disaster
No one to help it happen faster
No one to expedite the fall
On one to soil the breeze
No one to oil the seas
No one to anything
No one to anything
No one to anything at all…

Tape
Et in spiritum Sanctum, Dominum
et vivificantem:
Qui ex Patre Filio que
procedit.
Qui cum Patre, et Filio simul
adoratur, et conglorificatur:
Qui locutus est per Prophetas.
Et unam sanctam catholicam et
apostolicam Ecclesiam.
Confiteor unum baptisma in
remissionem peccatorum.
Et exspecto resurrectionem
mortuorum,
Et vitam venturi saeculi.
Amen.
I believe also in the Holy Spirit,
Lord and life-giver:
Who proceeds from the Father
and the Son.
Who together with the Father,
and the Son is adored, and glorified:
Who spoke through the prophets.
And I believe in one holy, catholic
and apostolic Church.
I acknowledge one baptism for
the remission of sins.
And I await the resurrection of
the dead,
And the life in the world to come.
Amen.

First Solo
You chose…You rose…
A man!…A man!…You chose!…You rose!

Second Solo
Hurry and come again…
Bags packed, wings sewn, Hurry!…Hurry!…

Third Solo
World without end, end of the world!
End of the world! Lord, don’t you care?
Lord, don’t you care?

5. Trope: “I Believe in God”

Fourth Solo
Amen! Amen! Amen!

Solo
I believe in God,
But does God believe in me?
I’ll believe in any god
If any god there be.
That’s a pact. Shake on that. No taking back.

I believe in one God,
But then I believe in three.
I’ll believe in twenty gods
If they’ll believe in me.
That’s a pact. Shake on that. No taking back.

Who created my life?
Made it come to be?
Who accepts this awful
Responsibility?

Is there someone out there?
If there is, then who?

Are you listening to this song
I’m singing just for you?

I believe my singing.
Do you believe it too?
I believe each note I sing
But is it getting through?

I believe in F sharp.
I believe in G.
But does it mean a thing to you
Or should I change my key?

How do you like A-flat?
Do you believe in C? –

Choir
Crucifixus etiam pro nobis –

Solo
Do you believe in anything
That has to do with me?

Street Chorus
I believe in God,
But does God believe in me?
I’ll believe in thirty gods
If they’ll believe in me.
That’s a pact. Shake on that. No taking back.

Solo
I’ll believe in sugar and spice,
I’ll believe in everything nice;
I’ll believe in you and you and you
And who…
Who’ll believe in me?

Celebrant
Let us pray.
LET US PRAY!

XI. MEDITATION NO. 3 (De Profundis, part 1)

Choir
De profundis clamavi ad te,
Domine;
Domine, audi vocem meam!
Fiant aures tuae intentae
Ad vocem obsecrationis meae.
Si delictorum memoriam
servaveris,
Domine, Domine, quis sustinebit?
Sed penes te est peccatorum
venia,
Ut cum reverentia serviatur
tibi.
Spero in Dominum;
Sperat anima mea in verbum eius.
Spero! Sperat!
From the depths I cried to you,
O Lord;
Lord, hear my voice!
Let your ears attend
The voice of my supplication.
If you, O Lord, remember only
our iniquities,
Lord, Lord, who can survive it?
But in your hands is the forgiveness
of sins,
That you may be served in
reverence.
I trust in the Lord;
My soul trusts in His word.

Celebrant
Memento, Domine – Remember, O Lord, Thy servants and handmaids…[ad lib. names of cast members]…and all here present, whose faith is known to Thee, and for whom we offer up this sacrifice. We beseech Thee in the fellowship of communion, graciously to accept it and to grant peace to our days.

XII. OFFERTORY (De Profundis, part 2)

Boys’ Choir
Exspectat anima mea Dominum
Magis quam custodes
auroram
Exspectet Israel Dominum,
Quia penes Dominum
Misericordia et copiosa penes
eum redemptio:
Et ipse redimet Israel ex
omnibus iniquitatibus eius.
Gloria Patri.
My soul waits for the Lord
More than they who wait for the
morning-
Let Israel wait for the Lord,
For with the Lord is compassion
And with Him is plentiful
redemption:
And He will redeem Israel from all
its iniquities.
Glory to the Father.

XIII. THE LORD’S PRAYER

1. Our Father…

Celebrant
Our Father, who art in heaven
Hallowed by Thy name.
Thy kingdom come
Thy will be done, on earth as it is in heaven.
Give us this day our daily bread
And forgive us our trespasses
As we forgive those who trespass against us. And lead us not into temptation
But deliver us from evil. Amen.

2. Trope: “I Go On”

When the thunder rumbles
Now the Age of Gold is dead
And the dreams we’ve clung to dying to stay young
Have left us parched and old instead…
When my courage crumbles
When I feel confused and frail
When my spirit falters on decaying altars
And my illusions fail,

I go on right then.
I go on again.
I go on to say
I will celebrate another day…
I go on…

If tomorrow tumbles
And everything I love is gone
I will face regret
All my days, and yet
I will still go on… on…
Lauda, Lauda, Laude
Lauda, Laude di da di day…

XIV. SANCTUS

Celebrant
Holy!
Holy!
Holy is the Lord God of Hosts! Heaven and earth are full of Thy glory!

Boys’ Choir (calling from side to side)
Sanctus, Sanctus, Sanctus
Dominus Deus Sabaoth.
Holy, Holy, Holy
Lord God of Hosts.

Pleni sunt coeli et terra
Gloria tua.
Heaven and earth are full of
Thy glory.

Osanna, Osanna, Osanna!
Hosanna, Hosanna, Hosanna!

Boys’ Choir
Benedictus qui venit in
nomine Domini.
Blessed is he who comes in the
name of the Lord.

Osanna, Osanna, Osanna in
excelsis!
Osanna in excelsis!
Hosanna, Hosanna, Hosanna in
the highest!
Hosanna in the Highest!

Celebrant
Mi… Mi…
Mi alone is only mi.
But mi with sol
Me with soul
Mi sol
Means a song is beginning
Is beginning to grow
Take wing, and rise up singing
From me and my soul.
Kadosh! Kadosh! Kadosh!
Holy! Holy! Holy!

Choir
Kadosh, Kadosh, Kadosh
Adonai ts’va-ot
M’Lo chol ha-aretz k’vodo
Holy! Holy! Holy!
Lord God of Hosts.
All the heavens and earth are full
of His glory.

(With Street Chorus)
Singing: Holy, Holy, Holy
Lord God of Hosts.
All the heavens and earth
Are full of His glory.

Choir
Kadosh, Kadosh, Kadosh
Adonai ts’va-ot
M’Lo chol ha-aretz k’vodo
Baruch ha’ba
B’shem Adonai
B’shem Adonai!
Holy, Holy, Holy
Lord God of Hosts.
All the heavens and earth are full
of His glory.
Blessed is he who comes
In the name of the Lord
In the name of the Lord!

All Voices
Sanctus!
Sanctus!
Holy!
Holy!

XV. AGNUS DEI

Male Soloists
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata
mundi,
Agnus Dei;
Agnus Dei, qui tollis peccata
mundi
Miserere, miserere nobis!
Miserere, miserere nobis!
Lamb of God,
Lamb of God, who takest
away the sins of the world
Lamb of God;
Lamb of God, who takest
away the sins of the world
Have mercy, have mercy on us!
Have mercy, have mercy on us!

Male and Female Soloists
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
Agnus Dei;
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi
Miserere, Miserere nobis!
Miserere, Miserere nobis!

All Soloists and Street Chorus
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi;
Dona nobis pacem!
Dona nobis pacem!
Pacem! Pacem!
Give us peace!
Give us peace!
Peace! Peace!

Celebrant (speaking)
Hoc est enim corpus meum!
This is my Body!

Chorus (Men)
Dona…nobis…pacem…

Celebrant (grasping the Chalice)
Hic est enim Calix Sanguinis Mei!
This is the Chalice of My Blood!

Chorus
Dona… nobis… pacem…

Celebrant
Hostiam puram
Pure offering!

Chorus (Women)
Dona nobis pacem-

Celebrant
Hostiam sanctam…
Holy offering…

Chorus (Women)
Dona nobis pacem –

Celebrant
Hostiam immaculatam…
Immaculate offering…

Chorus (Men)
Dona nobis pacem –

Chorus (Women)
Pacem –

Full Chorus
Pacem! Pacem!

Street Chorus plus Choir
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi
Dona nobis pacem!
Dona nobis pacem!
Pacem! Pacem!

Celebrant
LET US PRAY!

Choir (Women)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi

Choir (Men)
Miserere nobis.

Celebrant
Non sum dignus, Domine.
I am not worthy, Lord.

Choir (Women)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi

Choir (Men)
Miserere nobis!

Celebrant
I am not worthy, Lord.

Choir (Women)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi!

Choir (Men)
Dona nobis pacem!

Celebrant
Corpus!
Body!

Choir
Pacem!

Celebrant
Calix!
Chalice!

Choir
Pacem! Pacem!
Dona nobis pacem!

Celebrant
PANEM!
BREAD!

Choir
Dona pacem! Pacem!
Dona nobis pacem!

Choir (the music turning imperceptibly into Blues-stanzas)
Dona nobis, nobis pacem,
Pacem dona, dona nobis,
Nobis pacem, pacem dona
Dona nobis, nobis pacem,
Pacem dona, dona nobis…

Nobis pacem, pacem dona,
Dona nobis, nobis pacem,
Pacem dona, dona nobis,
Nobis pacem, pacem dona,
Dona nobis, nobis pacem.

Tenor Solo (gradually joined by five other male soloists)
We’re not down on our knees,
We’re not praying,
We’re not asking you please,
We’re just saying:
Give us peace now and peace to hold on to
And God give us some reason to want to
Dona nobis, Dona nobis,

Men (and a few Women)
You worked six days and rested on Sunday.
We can tear the whole mess down in one day.
Give us peace now and we don’t mean later.
Don’t forget you were once our creator!
Dona nobis, Dona nobis.

Men
We’ve got quarrels and qualms and such questions,
Give us answers, not psalms and suggestions.
Give us peace that we don’t keep on breaking,
Give us something or we’ll just start taking!
Dona nobis, Dona nobis.

All
We’re fed up with your heavenly silence,
And we only get action with violence,
So if we can’t have the world we desire,
Lord, we’ll have to set this one on fire!
Dona nobis, Dona nobis.

XVI. FRACTION: “Things Get Broken”

Celebrant
PA…CEM!
PA…CEM!!
PA…CEM!!!

Celebrant
Look…Isn’t that – odd…
Red wine – isn’t red – at all…
It’s sort of – brown…brown and blue…
I never noticed that.
What are you staring at?
Haven’t you ever seen an accident before?

Look…Isn’t that – odd…
Glass shines – brighter –
When it’s – broken…
I never noticed that.

How easily things get broken.
How easily things get broken.
Glass – and brown wine –
Thick – like blood…
Rich – like honey and blood…

Hey – don’t you find that funny?
I mean, it’s supposed to be blood…
I mean, it is blood…His…
It was…
How easily things get broken…

What are you staring at?
Haven’t you ever seen an accident before?

Come on, come on, admit it,
Confess it was fun –
Wasn’t it?
You know it was exciting
To see what I’ve done.

Come on, you know you loved it.
You’re dying for more.
Wasn’t it smashing
To see it all come crashing
Right down to the floor!

Right!
You were right, little brothers,
You were right all along.
Little brothers and sisters,
It was I who was wrong –
So earnest, so solemn,
As stiff as a column,

“Lauda, Lauda, Laude.”
Little brothers and sisters,
You were right all along!
It’s got to be exciting,
It’s got to be strong.

Come on! Come on and join me,
Come join in the fun:

Shatter and splatter
Pitcher and platter
What do we care?
We won’t be there!
What does it matter?
What does it…
…matter…

Our Father, who art in Heaven,
Haven’t you ever seen an accident before?

Listen…Isn’t that – odd…
We can – be – so still…
so still and – numb…
How easily things get quiet.

Quiet… God is very ill…
We must… all be very still…
His voice… has grown so small,
Almost… not there at all…
Don’t you cry…
Lullaby…
Sleep…
Sleep…

Shh…
Shh…
Pray, pray… you sons of men
Don’t let… him die again

Stay, oh stay…
Domine…
Stay…

Why are you waiting?
Just go on without me
Stop waiting
What is there about me
That you’ve been respecting
And what have you all been
Expecting to see?

Take a look, there is nothing
But me under this,
There is nothing you’ll miss!
Put it on, and you’ll see
Any one of you can be
Any one of me!

What?
Are you still waiting?
Still waiting for me,
Me alone,
To sing you into heaven?
Well, you’re on your own.

Come on, say it,
What has happened to
All of your vocal powers?
Sing it, pray it.
Where’s that mumbo and jumbo
I’ve heard for hours?

Praying and pouting,
Braying and shouting litanies,
Chanting epistles,
Bouncing your missals
On your knees…

Go on whining,
Pining, moaning, intoning,
Groaning obscenities!
Why have you stopped praying?
Stopped your Kyrieing?
Where is your crying and complaining?
Where is your lying and profaning?
Where is your agony?
Where is your malady?
Where is your parody
Of God – said –
Let there be and there was
God said:
Let there Beatam Mariam semper Virginem,
Beatam miss the Gloria,

I don’t sing Gratias
Agimus tibi propter magnam
Gloriam tu – am – en…
Amen. Amen.

I’m in a hurry –
And come again.
When?
You said you’d come…

Come love, come lust,
It’s so easy if you just
Don’t care-

Lord, don’t you care…

…if it all ends today…

…profundis clamavi
Clamavi ad te,
Domine, ad Dominum,
Ad Dom…

…A-donai – don’t know –
I don’t no – bis…
Miserere nobis…

Mi-se…mi…
Mi alone is only me…
But mi with so…
Me with s…mi…

Oh, I suddenly feel every step I’ve ever taken,
And my legs are lead
And I suddenly see every hand I’ve ever shaken,
And my arms are dead
I feel every psalm that I’ve ever sung
Turn to wormwood on my tongue.
And I wonder,
Oh, I wonder,
Was I ever really young?

It’s odd how all my body trembles,
Like all this mass
Of glass on the floor.
How fine it would be to rest my head,
And lay me down,
Down in the wine,
Which never was really red.
But sort of – brown…
And let not – another word –
Be spoken…

…Oh…

…How easily things get broken.

XVII. PAX: COMMUNION (“Secret Songs”)

Boy Soprano
Sing God a secret song
Lauda, Laude…
Lauda, Lauda, Laude.
Lauda, Lauda, Laudate.
Laude Deum,
Laudate Eum.
Praise, praise …
Praise God,
Praise Him.

Bass Solo
Lauda, Laude,
Lauda, Laude,
Laude Deum,
Laude Eum…

Bass Solo and Boy Soprano
Lauda, Lauda, Laudate…

First Couple
Lauda, Laude…

Lauda, Lauda, Lauda, Laude.
Lauda, Lauda, Laudate Deum.
Lauda, Lauda, Laudate Eum.
Laude Deum, Laudate Eum.

All
Pax tecum!
Peace be with you!

Boy Soprano and Celebrant
Lauda, etc.

All Voices, Including Stage Instrumentalists
Almighty Father, incline thine ear:
Bless us and all those who have gathered here –
thine angel send us –
Who shall defend us all;
And fill with grace
All who dwell in this place. Amen.

Voice On Tape
The Mass is ended; go in Peace.

Estreia da Missa de Leonard Bernstein no Carnegie Hall
Foto tirada quando da estreia da Missa de Leonard Bernstein no Carnegie Hall

CVL fez a postagem original
PQP é responsável pelo texto, colocação da letra da obra e pela repostagem

Sigismund von Neukomm (1778-1858) – Neukomm no Brasil (Acervo PQPBach)

Captura de Tela 2018-01-15 às 03.17.23Postagem originalmente realizada pelo CVL e que agora apresenta novos links.

Com instrumentos de época. On period instruments.

Resultado de uma pesquisa de cinco anos em bibliotecas européias, a cravista Rosana Lanzelotte lança em novembro de 2008 o CD/DVD Neukomm no Brasil, ao lado de Ricardo Kanji (flauta). O programa inclui as primeiras obras de música de câmara escritas no país.

O compositor Sigismund Neukomm (1778 – 1858) o aluno predileto de Haydn, é quase um desconhecido, apesar da qualidade de sua música e do sucesso de que desfrutava na época.

Tornou-se Cavaleiro após ter recebido a comenda da Legião de Honra francesa por ter escrito a Missa de Réquiem em homenagem a Luís XVI. Ao mesmo tempo em que introduziu no Brasil o estilo vienense, com repertório de seus conterrâneos Mozart e Haydn, fez a ponte com a Europa, divulgando lá modinhas e lundus. Transcreveu a obra de Joaquim Manoel da Câmara, e escreveu textos elogiosos sobre o Padre José Mauricio. Neukomm inaugurou a prática que se tornou a marca registrada da produção musical brasileira: a mistura de gêneros clássicos e populares. Inspirou-se na modinha – “A Melancolia” – de Joaquim Manoel da Câmara para escrever L’Amoureux, e em um lundu, no caso de O Amor Brasileiro.

Desde 2003, Rosana Lanzelotte percorre as instituições onde se encontram os manuscritos do compositor, principalmente a Biblioteca Nacional da França, depositária de 2000 obras, e Biblioteca de Viena. O resultado da pesquisa foi registrado no CD/DVD, o primeiro com som surround dedicado à música clássica produzido no país. (extraído da internet)

PS. Nosso ouvinte Mário recomenda-nos o artigo sobre Neukomm no excelente site “Música Brasilis”, capitaneado pela Rosana Lanzelotte: está aqui!  E já que você vai passar por lá, não deixe de passear pelo site. Compensa conhecê-lo bem!!!!!!!

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Neukomm no Brasil

1 – Sonata para fortepiano e flauta para S.A.R a condessa Maria Teresa (1849)
01 Allegro ma non troppo
02 Andante con moto
03 Allegro alla turca

2 – Lámoreux – Fantasia para fortepiano e flauta (1819)
04 Andante
05 Andantino Grazioso
06 Allegro

3 – Fantasia para flauta (1823)
07 Fantasia para flauta (1823)

4 – O Amor Brasileiro Capricho para fortepiano sobre lundu brasileiro (1819)
08 O Amor Brasileiro Capricho para fortepiano sobre lundu brasileiro (1819)

5 – Duo para flauta e fortepiano (1820)
09 Andante
10 Allegro agitato
11 Adagio
12 Allegrato

Neukomm no Brasil – 2008
Rosana Lanzelotte – pianoforte: Paul McNulty 2005, cópia Walter e Sohn (1805)
Ricardo Kanji – flauta R. Tutz, cópia de Grenser (1780)

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MP3 320 kbps – 147,5 + 6,8 MB – 1h 17 min
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Boa audição.

Avicenna