O Quarteto Arditti foi fundado em 1974 e seus membros são especialistas na música dos séculos XX e, já há alguns anos, tabém na do século XXI. Uma breve ida ao google me informa que em 2025 eles gravaram uma estranhíssima obra do compositor cipriota Evis Sammoutis (Ρίμες – Rhymes, composto em 2012) que você pode conferir aqui. Então, em comparação, para eles o 4º quarteto de Bartók é uma das obras mais tradicionais do seu repertório.
Diferentes entre si em muitos sentidos, os quartetos de Bartók, Schnittke e Gubaidulina escolhidos pelo Arditti têm também algumas coisas em comum como o uso de técnicas pouco comuns ou até comuns mas aqui exageradas: momentos em que o glissando ou o pizzicato é levado a extremos que podem causar desconforto, admiração ou outros sentimentos no ouvinte. Para os músicos, certamente não são de tranquila execução.
Arditti Quartet:
1-5. Bartók: Quartet No. 4 (1928)
6. Gubaidulina: Quartet No. 3
7-10. Schnittke: Quartet No. 2
I. Arditti (vl.), D. Alberman (vl.), L. Andrade (vla.), R. de Saram (vc.)
Recorded: New York, 1990

Pleyel