Saint Preux (Christian Langlade, 1950) – Concerto para uma Voz [link atualizado 2017]

Continuo nas terças naquela vibe bockbuster e dessa vez creio que estou postando o álbum mais pop desde que comecei a fazer parte desta seleta equipe do P.Q.P.Bach…

Hoje temos nada mais, nada menos que o belíssimo Concerto para uma Voz de Saint Preux.

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A peça título é famosíssima! Quem viveu nos anos 70 com certeza já a ouviu à exaustão (e nem é meu caso, nasci tempos depois), tal foi o grau de popularidade que alcançou. E ela foi composta quando Christian Langlade (olha ele aí ao lado, numa foto recente), que adotou o pseudônimo de Saint Preux (Santo Valente, numa tradução livre), contava com apenas 19 anos…

Acredito que essa peça dispense maiores comentários e, por isso essa postagem acabará curtinha. É também, o Concerto para Uma Voz, a razão de existir deste CD, que é todo gracioso: as outras faixas, todas composições de Saint Preux, são também muito bonitas (especialmente o Divertissement e o Concerto pour Elle) e bastante simples, palatáveis até para os os que não estão tão familiarizados com música erudita/instrumental. As obras de Langlade são, em geral, sencilhas, sem grandes problemas para o cérebro resolver, sem grandes complicações, e também muito leves. São daquelas coisas para se ouvir de manhã, junto a um bom café, num dia preguiçoso de luz farta e plácida, suave…

Ouça, ouça!

Saint Preux (1950)
Concerto para Uma Voz (1969)

01. Concerto pour une Voix
02. Prélude pour Piano
03. Allégresse
04. Le Theme du Garçon
05. L’Archipell du souvenir
06. Toccatta
07. Divertissement
08. La Recontre
09. La Reve
10. La Départ
11. La Fête Triste
12. Concerto pour Piano
13. Impromptu
14. Adagio pour Violin
15. Concerto pour Elle
16. Impressions

Laurence Janot, soprano (faixa 01)
Danielle Licari, soprano (faixa 15)
Orquestra não identificada
Saint Preux, regência
1991 (CD)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (170Mb)
…Mas comente… Não me deixe só…

Bisnaga

19 comments / Add your comment below

    1. Bem, Saint Preux não é pior do que MPB, jazz e blues, aqui constantemente postados.

      Adorno se revira no túmulo com tanta muzak.

      Mesmo assim, obrigado pela postagem!

  1. Bisnaga, confesso que estranhei bastante esta postagem, mas resolvi seguir sua sugestão: baixei e coloquei pra família e aderentes ouvirem no café da manhã. Estão todos amando, os comentários são: oh, que lindo! essa música acalma, etc…e eu estou saindo antes que a urticária me ataque. De qualquer forma, grata pela postagem. .

  2. rs, rs, rs.
    É até gostoso causar polêmica.
    Mas não se preocupem, meus caros: daqui a pouco outras postagens devem “cobrir” essa. E virão como lenitivo, ou mesmo como sal de fruta…
    Se se chegou ao fundo do poço, sobe-se rapidinho aqui.

  3. Pensei que fosse demorar um século pra alguém reclamar de uma postagem daqui! Estou até admirado. É assim mesmo que tem que ser: não gostou, então reclama! (Discorde quem quiser) Tenho que admitir que gosto de André Rieu, referindo-me ao comentário do José Eduardo, que fazia tempo que não aparecia por aqui também. Mas não gostei nadinha dessa última vez que ele apareceu no programa do Faustão, onde tocou um arranjo que ele fez de “Ai se eu te pego”, do Michel Teló… Também não me agrada muito a ideia de música popular sendo orquestrada e tocada por algumas orquestras. Mas, devo admitir, esse CD é muito bom. Não sei por que reclamar, sinceramente.

  4. Para Adorno e os preconceituosos de plantão, parafraseando Stravinsky (frequente alvo do oportunista Adorno): há mais musicalidade no singelo, kitsch e estigmatizado Concerto Para Uma Só Voz que na obra vocal de todos os esnobes “grandes compositores” de “vanguarda” que compuseram na mesma década, e só souberam produzir ruídos intragáveis.

    Entre a intragável Sinfonia de Berio e o xaroposo Saint-Preux, lamento informá-los que, se for obrigado a escolher, fico com o segundo, sem pestanejar.

    O kitsch e o belo não são incompatíveis, e esse “Concerto” é a prova. Parabéns pela ousada e inusitada postagem, e não se desculpe.

    1. Por isso há o erudito e o populacho, para satisfazer aos gostos mais exigentes e aos não tão exigentes.

      Mas tudo é isso mesmo, uma questão de gosto.

      1. Talvez você não tenha entendido: o paradoxo é que a Sinfonia de Berio não satisfaz um ouvido mais exigente, que pode até mesmo preferir o Concerto Para Uma Só Voz. Em décadas de convívio com ouvintes de música erudita com elevada formação, até hoje não vi ninguém que, em sã consciência, demonstrasse algum prazer estético ao ouvir a referida Sinfonia. O erudito, muitas vezes, é uma farsa com qualidade inferior ao popular, mas com o aval dos “doutores”.

  5. Também devo admitir que gosto muito do Saint Preux, especialmente de um album cujo título agora me escapa (não, não gosto do Rieu!!!!!!!!!!!!!!). Mas o que me intriga é que nos meus anos ’70 o disco “Concerto para uma voz tinha algumas faixas distintas das que agora nos são disponibilizadas, especialmente uma, para trompete solo e uma orquestra bem leve, ao fundo…
    Obrigado!

  6. De fato é um concerto esquecível, e a peça título, em seu começo, me lembrou um pouco o Michel Legrand do final dos anos 60 (admiro este, tachando-o ou não de ser próximo de Rieu, tanto faz). Talvez fosse uma melodiazinha (sem ser pejorativo!) própria do país e da época. Mas me agradou muito a Adagio pour violin. Caramba, ele tinha 19 anos! É sério que o pessoal aqui está exigindo precocidade mozartiana? Não cabem críticas duras a músicas leves…

  7. Agradeço pela possibilidade de ter feito o download desse importante disco em meio a uma época em que estamos atravessando uma crise de postagens removidas pelos servidores da web. Foi uma grande dificuldade encontrá-lo, pelo menos este, o original da época. Obrigado.

  8. Não conheço o site e é o primeiro post que vejo. Pelo nível dos comentários, percebo que a maioria deve ser estudante ou profundos conhecedores de música, o que não é o meu caso. Gostaria apenas de registrar que vejo este assim como Rieu como um começo para quem gosta mas não entende de musica erudita… eu vomito ao ouvir funk kkk… baixei e adorei todas! Obrigada!

  9. Gente… Eu ainda me emociono, mais de quarenta anos depois, ao ouvir Concerto para uma Voz. Curtam esta musica maravilhosa.

    O fato de existir calculo integral nao elimina a existencia da simples aritmetica.

  10. É preferível escutar a simplicidade estética da musica de Saint-preux, do que alguns “lixos eruditos” que alguns teimam em dizer que é “música”, cheia de intricadas melodias que para parecerem mais inteligentes e superiores que os outros dizem “gostar”! Música é para alegrar a alma! Para eternizar momentos! Para deleite! Tenho toda a discografia de Saint-Preux, para ouvir enquanto trabalho, mas jamais iria comparar a Bach que adoro, mesmo assim, gosto da sua “apropriação de estilos” e gosto cada um tem o seu, independente das criticas!

  11. Estranho como é fácil se posicionar como intelectual… Concerto para uma Voz remete para uma época em que havia maior tolerância entre as pessoas, pois o centro do mundo não estava diante do seu computador ou celular, as pessoas conversavam, se conheciam, discutiam amigavelmente. Mostravam aos amigos aquele disco que acabara de adquirir, e aquele que gostava logo sacava uma fita cassete para copiar. Bons tempos! Então não vejo Saint Preux como bom ou ruim, e sim com muito saudosismo de época em que era compartilhar os gostos e estar pronto para as críticas. Parabéns pelo momento polêmico, querido BISNAGA!

  12. Gostei da Postagem. Musica com composição séria e conhecimento, não é para qualquer um. Críticas para aqueles que não conhecem a verdadeira música ainda píor sem teoria musical. Assim que, discute-se com quem entende e não com quem acha que sabe. Obrigado, Sain-Preux é otimo.

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