Franz Schubert (1797-1828): Pequenos ciclos para voz e piano (M. Schäfer, Z. Meniker)

Como eu já falei aqui e aqui, para os meus ouvidos o som mais intimista dos instrumentos de época combina com o espírito romântico de Schubert… esse tipo de romantismo contido, sem exageros nem de alegria nem de melancolia.

Neste álbum gravado nos Países Baixos em 2018, os intérpretes escolheram gravar alguns dos pequenos ciclos de canções publicados por Schubert, por isso mesmo com números de Opus (enquanto os números “D” foram atribuídos depois por pesquisadores). São muito comuns as gravações de canções avulsas, e não há nada de errado nisso, pois no século XIX também era comum cantarem obras avulsas e não necessariamente o ciclo inteiro. Mas aqui Markus e Zvi buscaram apresentar os ciclos na ordem que foi decidida por Schubert em conjunto com os editores de suas partituras. O encarte do álbum explica:

That these have remained for a long time totally unknown can be explained by the decisions and choices made by nineteenth-century music publishers. In the Old Schubert Edition, publication of the Lieder was based on their chronological order, whilst in the complete Peters edition the order was determined by the popularity of the works. The smaller song cycles arranged by Schubert himself were thus broken up completely. Only in the Neue Schubert-Ausgabe, edited by Walther Dürr, were the songs published according to the opus numbers.

The view held by Markus Schäfer and Zvi Meniker about these cycles is that “they were not planned on purpose, like Die schöne Müllerin or Winterreise, but were mostly songs that he wrote at different times and then found connections between them. He always composed according to his mood, without planning in advance. Not like Mozart, who worked on commission or with the prospect of a performance, or like Beethoven with an eye on publishing, but simply by inspiration. Schubert got the spark, and then he wrote. Therefore, every song, no matter how short, is a gem. Hence the many unpublished songs; and he often grouped the songs together quite a long time after their composition, just for publication. There is a clear development in each cycle, each one has a direction, a beginning and an end. Each cycle has a theme, even if it’s a bit hidden sometimes.” That said, there are a number of opera which were conceived as cycles from the outset, for example the Drei Gesänge des Harfners (Op. 12), with texts drawn from Goethe’s novel Wilhelm Meisters Lehrjahre. This is also the case of the Refrainlieder (Op. 95), which were probably composed in June 1828 and were published on August 13 in the same year.

A good number of these smaller song cycles were developed by Schubert around a particular subject. For example, the Op. 5 set consists of five songs to poems by Goethe whose central theme is love. Whilst this opus was put together in 1821 for the publishers Cappi and Diabelli, the Lieder which make it up were composed in 1815 and 1816.

Franz Schubert (1797-1828):
1-5. Fünf Lieder op. 5 (1821), sobre poemas de Johann Wolfgang von Goethe
6-8. Drei Lieder op. 12 (1822), Drei Gesänge des Harfners aus “Wilhelm Meister”, sobre poemas de Johann Wolfgang von Goethe
9-12. Vier Lieder op. 59 (1826), sobre poemas de August von Platen e Friedrich Rückert
13-15. Drei Lieder op. 65 (1826), sobre poemas de Johann Mayrhofer e Friedrich von Schlegel
16-18. Drei Lieder op. 80 (1827), sobre poemas de Johann Gabriel Seidl
19-22. Vier Refrain-Lieder op. 95 (1828), sobre poemas de Johann Gabriel Seidl

MARKUS SCHÄFER tenor
ZVI MENIKER fortepiano after Conrad Graf, Vienna 1819, by Paul McNulty, Divisov 2012

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Retrato de Schubert por Anton Depauly (circa 1827)

Pleyel

Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor, Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2

Uma obra prima haydniana nas mãos de Trevor Pinnock e seu English Concert & Choir. Esplêndida versão, com corais magníficos, para se ajoelhar e ficar em adoração, mesmo sendo ateu. Meu irmão PQP já se declarou fã ardoroso destas missas, então irei postar uma série delas, para seu deleite. Para uma análise mais apurada da obra, sugiro este link.

Franz-Joseph Haydn (1732-1809) -Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor, Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2

1. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Kyrie
2. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Gloria: Gloria In Excelsis Deo
3. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Gloria: Qui Tollis
4. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Gloria: Quoniam
5. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Credo: Credo In Unum Deum
6. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Credo: Et Incarnatus Est
7. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Credo: Et Resurrexit
8. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Sanctus
9. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Benedictus
10. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Agnus Dei: Agnus Dei Qui Tollis
11. Missa In Angustiis “Nelson Mass”, Hob. Xxii:11 In D Minor – Agnus Dei: Dona Nobis Pacem
12. Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2 – “Te Deum Laudamus” Allegro
13. Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2 – “Te Ergo Quaesumus” Adagio
14. Te Deum In C Major – Hob.Xxiiic:2 – “Aeterna Fac Cum Sanctis Tuis -…Allegro Moderato “Aet

Felicity Lott · Carolyn Watkinson
Maldwyn Davies
David Wilson-Johnson
The English Concert and Choir
Trevor Pinnock

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O genial Haydn em 1792

Post original por FDPBach em 2008 / Repostagem por Pleyel em 2025

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violino Nº 1 e 2 (Skride, Nelsons)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violino Nº 1 e 2 (Skride, Nelsons)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

E não é que os dois letões se entendem? Sem medo de serem invadidos pela Rússia, Skride e Nelsons fazem um Shostakovich absolutamente  entusiasmante! Sem exageros ou firulas desnecessárias, a dupla mostra-se perfeita junto à ótima BSO. Em uma demonstração de virtuosismo e musicalidade, os dois letões se unem para uma performance eletrizante do Primeiro Concerto para Violino de Shostakovich. Ambos os concertos são executados com ousadia e podemos imaginar um Nelsons curvado pulando e dançando no pódio enquanto a solista e a orquestra unificados seguem suas deixas. A química entre é inegável. A orquestra e o solista funcionam como uma unidade coesa, sem que um sobrepuje o outro. Skride foi capaz de trazer esplendidamente a Passacaglia para o grandioso final de Shostakovich. O final da peça — diabolicamente sincopado e rápido — torna esta peça especialmente difícil de executar. Mais uma vez, Skride e Nelsons lidaram com este desafio sem esforço. No final da peça, eu já estava na ponta da cadeira implorando que a coisa jamais terminasse. Quanto ao Segundo Concerto, nunca gostei muito dele.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violino Nº 1 e 2 (Skride, Nelsons)

Violin Concerto No.1 in A minor, Op.99 (formerly Op.77)
01 I. Nocturne. Moderato 14:46
02 II. Scherzo. Allegro 06:59
03 III. Passacaglia. Andante 16:04
04 IV. Burlesque. Allegro con brio – Presto 05:19

Violin Concerto No.2 Op.129
05 I. Moderato 15:54
06 II. Adagio 12:16
07 III. Adagio – Allegro 09:33

Baiba Skride
Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons

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PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Os Maiores Concertos para Piano (mesmo?) (Gulda, Abbado, VP)

W. A. Mozart (1756-1791): Os Maiores Concertos para Piano (mesmo?) (Gulda, Abbado, VP)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Friedrich Gulda disse numa entrevista que queria morrer no dia do aniversário de seu compositor predileto, Mozart. Conseguiu o feito; e aparentemente sem provocá-lo! Morreu em 27 de janeiro de 2000. Mas este não é o maior milagre de Gulda. O pianista não era nada ortodoxo e demonstrava um enorme desprezo pelas autoridades da Academia de Viena e outras. Uma vez foi-lhe oferecido o prêmio “Beethoven Ring”, pelas suas interpretações do compositor, mas o prêmio foi recusado por Gulda. Além disso, ele gravou um disco de jazz com Chick Corea, escreveu um Prelúdio e Fuga em ritmo de jazz que foi interpretado por Emerson, Lake & Palmer, compôs Variações sobre Light My Fire, de The Doors. Também gravou standards do jazz no álbum As You Like It.

Mas nem só de estrepolias é feito o austríaco. Ele foi profe de Martha Argerich e Claudio Abbado e é com seu pupilo que realizou estas gravações seminais dos maiores concertos de Mozart. Eu concordo com a escolha. Quem não gostar dela que reclame nos comentários. Será inútil mas pode ser divertido. Talvez eu me irrite se começarem a citar concertos mais jovens. Aliás, já estou ficando meio puto. Vão se fuder.

W. A. Mozart (1756-1791): Os Maiores Concertos para Piano (mesmo?) (Gulda, Abbado, VP)

1. Concerto No.20 In D Minor, K 466 / Allegro
2. Concerto No.20 In D Minor, K 466 / Romance
3. Concerto No.20 In D Minor, K 466 / Rondo

4. Concerto No.21 In C Major, K.467 / Allegro
5. Concerto No.21 In C Major, K.467 / Andante
6. Concerto No.21 In C Major, K.467 / Allegro Vivace

7. Concerto No.25 In C Flat Major, K.503 / Allegro Maestoso
8. Concerto No.25 In C Flat Major, K.503 / Andante
9. Concerto No.25 In C Flat Major, K.503 / Allegretto

10. Concerto No.27 In B Flat Major, K.595 / Allegro
11. Concerto No.27 In B Flat Major, K.595 / Larghetto
12. Concerto No.27 In B Flat Major, K.595 / Allegro

Friedrich Gulda, Piano
Vienna Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado, Conductor

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Gulda e Abbado, dupla perfeita para a serena ousadia mozartiana
Gulda e Abbado, dupla perfeita para a serena ousadia mozartiana

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Beyond The Limits: Complete String Symphonies (Gli Incogniti, Amandine Beyer)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Beyond The Limits: Complete String Symphonies (Gli Incogniti, Amandine Beyer)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Beyond the Limits (Além dos Limites) é o título deste álbum e qualquer um que imagine CPE Bach como um trabalhador diligente na corte de Frederico, o Grande, vai levar um susto quando descobrir estas suas Sinfonias (de Hamburgo) para cordas. Este é o CPE desimpedido, seguindo o exemplo de seu igualmente inventivo padrinho Telemann. As seis sinfonias, encomendadas em 1773 pelo infatigável Gottfried van Swieten (o da Criação de Haydn) são mini-obras-primas extravagantemente originais, perfeitamente calculadas para emocionar um patrono que era simultaneamente especialista e entusiasta. Há muito de alegria nessas performances de instrumentos de época por Gli Incogniti sob sua diretora-fundadora Amandine Beyer. Os andamentos são rápidos, às vezes sensacionais, e Beyer aproveita ao máximo os contrastes dinâmicos de CPE. O conjunto é ressonante e encorpado – soando como se fosse maior do que os 14 músicos listados – e não há escassez de virtuosismo. Van Swieten supostamente instruiu Bach a escrever desconsiderando as dificuldades que os músicos possam enfrentar e o Gli Incogniti justifica essa confiança – mesmo que o contínuo do cravo seja às vezes quase inaudível sob os tuttis torrenciais e agressivos do grupo. Os movimentos lentos são bem feitos e poéticos. Beyer vai além das seis sinfonias de van Swieten para incluir uma obra anterior, o Wq177. Esta nova gravação de Amandine Beyer pode muito bem se tornar minha favorita deste repertório, embora eu ainda tenha em alta estima pela leitura de Pinnock. Beyer é conhecida por sua execução enérgica, e esta música se encaixa nela como uma luva. Os contrastes de tempo são perfeitamente realizados, e os músicos não têm medo de explorar ao máximo. O que é especialmente importante é que uma versão que faz justiça à imprevisibilidade dessas sinfonias, e aqui Beyer e seus colegas têm sucesso com louvor.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Beyond The Limits: Complete String Symphonies (Gli Incogniti, Amandine Beyer)

Symphony No. 1 In G Major H.657
1 I. Allegro Di Molto 3:14
2 II. Poco Adagio 3:16
3 III. Presto 3:43

Symphony No.6 In E Major H.662
4 I. Allegro Di Molto 2:08
5 II. Poco Andante 2:50
6 III. Allegro Spirituoso 3:36

Symphony No.5 In B Minor H.661
7 I. Allegretto 3:55
8 II. Larghetto 2:28
9 III. Presto 3:32

Symphony No.4 In A Major H.660
10 I. Allegro Ma Non Troppo 4:14
11 II. Largo Ed Innocentemente 3:07
12 III. Allegro Assai 4:07

Symphony No.3 In C Major H.659
13 I. Allegro Assai 2:23
14 II. Adagio 2:45
15 III. Allegretto 4:53

Sinfonia Wq. 177 (H652)
16 I. Allegro Assai 3:49
17 Ii. Andante Moderato 3:06
18 III. Allegro 3:24

Symphony No.2 In Bb Major H.658
19 I. Allegro Di Molto 3:07
20 II. Poco Adagio 2:56
21 III. Presto 4:29

Conductor – Amandine Beyer
Ensemble – Gli Incogniti

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Amandine adorou o jantar oferecido a ela pela PQP Bach Corp no Restaurante Mazah! de Erebango. (RS)

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano Nº 1 e 2 (Wang, Nelsons)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano Nº 1 e 2 (Wang, Nelsons)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Yuja Wang é uma daquelas raras pianistas — aí incluídos os pianistos — que unem vasto repertório, consistência e pernas. Esqueçamos as pernas, mas jamais da elegância da moça nesta gravação. Sua interpretação de Shostakovich é como se ela não tivesse feito outra coisa na vida senão estudá-lo, o que sabemos não ser verdade. O Concerto Nº 1 aparece enormemente sofisticado em suas mãos e nas de Andris Nelsons, este sim um especialista no russo. No passado, os russos reclamavam muito das interpretações recebidas por seus compositores. Eles achavam que os ocidentais sujavam a sofisticação — que eles efetivamente têm — achando que seus compositores deles eram mais “primitivos” do que os nossos. Isto tem mudado, talvez por medo de uma invasão por parte de Gergiev e Putin. Se bem que o acorde dela (aquele acordão, vocês sabem) no último movimento do Primeiro Concerto é digno de um Oreshnik. Bem, a tremenda alegria e os jogos propostos no Nº 2 estão belamente realizados. Explico: o Nº 2 foi dedicado e estreado pelo filho de Shosta, Maxim, e contém muitas alusões ao rebento. Por exemplo, no centro do movimento final há um exercício para pianistas que Maxim devia praticar em casa.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano Nº 1 e 2 (Wang, Nelsons)

Piano Concerto No.1 for piano, trumpet & strings, Op.35
01 I. Allegro moderato 06:04
02 II. Lento 08:33
03 III. Moderato 01:53
04 IV. Allegro con brio 06:53

Piano Concerto No.2 in F, Op.102
05 I. Allegro 07:03
06 II. Andante 06:07
07 III. Allegro 05:22

Yuja Wang, piano
Thomas Rolfs, trompete
Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons

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Wang, Nelsons e a BSO em ação

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para Violino Nº 5, K. 219 / Sonata para Violino e Piano, K. 378 / Quinteto para Cordas, K. 516 (Heifetz e amigos)

W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para Violino Nº 5, K. 219 / Sonata para Violino e Piano, K.  378 / Quinteto para Cordas, K. 516 (Heifetz e amigos)

Sim, um Heifetz, mas não chega a ser uma coisa de louco. Eu não roubaria nem mataria por estas gravações do grande violinista. Gravação jurássica pisando a linha do suportável, não obstante o inigualável talento de Jascha Heifetz. Para quem chegou anteontem de Marte, o lituano Heifetz (1901-1987) foi um dos maiores virtuosos da história do violino, famoso por suas interpretações de Paganini, Beethoven, Brahms, Tchaikovsky, Saint-Saëns, Sibelius e de todos os que passaram por suas mãos. É considerado por muitos o melhor violinista do século XX. Descobri que esta gravação do Concerto de Mozart é dos anos 40 e, bem, era difícil de recuperá-la com um som decente.

W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para Violino Nº 5, K. 219 / Sonata para Violino e Piano, K. 378 / Quinteto para Cordas, K. 516 (Heifetz e amigos)

Concerto No. 5 K.219, “Turkish” In A
Allegro Aperto 9:31
Adagio 9:58
Rondeau. Tempo Di Menuetto 6:43

Sonata, K.378 In B Flat
Allegro Moderato 8:14
Andantino Sostenuto E Cantabile 4:27
Rondo Allegro 3:59

Quintet, K.516 In G Minor
Allegro 8:57
Menuetto 4:23
Adagio Ma Non TRoppo 8:16
Adagio: Allegro 8:24

Orchestra – Chamber Orchestra* (tracks: 1–3)
Piano – Brooks Smith (2) (tracks: 4–6)
Viola – Virginia Majewski, William Primrose (tracks: 7–10)
Violin – Jascha Heifetz
Violin [II] – Israel Baker (tracks: 7–10)
Violoncello – Gregor Piatigorsky (tracks: 7–10)

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PQP

Alfonso X (El Sabio), Arbeau, Cabezon, Desprez, Encina, Fletxa, Isaac, Janequin, Morales, Narvaez, Parabosco, Willaert: A vida musical à época de Carlos V (Savall)

Alfonso X (El Sabio), Arbeau, Cabezon, Desprez, Encina, Fletxa, Isaac, Janequin, Morales, Narvaez, Parabosco, Willaert: A vida musical à época de Carlos V (Savall)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando desta postagem original, estávamos completando 6 aninhos. Hoje já temos 18…

Um disco estupendo para os admiradores da música da Renascença. Savall em grande forma. ‘Carlos V’ não busca meramente reconstruir um evento em particular, mas uma vida inteira, a do Imperador Carlos V. Uma ampla gama de peças é apresentada como tendo uma conexão, de uma forma ou de outra, com Carlos V, que teve inúmeras obras dedicadas a ele e que é conhecido por ter aprendido música quando criança. Era um conhecedor de música. Uma figura interessante. Aqueles familiarizados com as gravações de Hesperion XXI sabem o que esperar: “orquestração” colorida, incluindo percussão, e acompanhamento de viola para a música sacra, que geralmente funciona muito bem. As vozes de La Capella Reial de Catalunya sempre valem a pena ouvir.

Alfonso X (El Sabio), Arbeau, Cabezon, Desprez, Encina, Flecha, Isaac, Janequin, Morales, Narvaez, Parabosco, Willaert: A vida musical à época de Carlos V (Savall)

1. Fortuna Desperata: Nasci, Pati, Mori (Isaac) 4:19
2. Dit Le Bourguygnon (Instrumental) (Anónimo (Petrucci)) 1:16
3. Quand Je Bois Du Vin Clairet (Tourdion) (Anónimo) 4:51
4. Amor Con Fortuna (Villancico) (Del Enzina) 2:08
5. Vive Le Roy (Instrumental) (Des Prés) 1:27
6. Todos Los Bienes Del Mundo (Villancico) (Del Enzina) 4:18
7. La Spagna, A 5 (Instrumental) (Des Prés) 3:10
8. Harto De Tanta Porfía (Villancico) (Anónimo (Canc. Palacio)) 7:18
9. Pavana “La Battaglia” (Instrumental) (Janequin / Susato) 2:07
10. Belle Qui Tiens Ma Vie (Chanson) (Arbeau) 3:16
11. Diferencias Sobre “Belle Qui Tiens Ma Vie” (De Cabezón) 3:30
12. Vecchie Letrose (Villanesca Alla Napolitana) (Willaert) 2:33
13. Fanfarria (Anónimo) 1:08
14. Sanctus De La Missa “Mille Regretz”, A 6 (De Morales) 6:10
15. Da Pacem Domine (Ricercare XIV) (Parobosco) 5:01
16. Jubilate Deo Omnis Terra (Motete), A 6 (De Morales) 6:26
17. Mille Regretz (Chanson) (De Prés) 2:17
18. Todos Los Buenos Soldados (La Guera) (Flecha) 1:47
19. Agnus Dei De La Missa “Mille Regretz”, A 6 (De Morales) 7:03
20. Mille Regrets: Canción Del Emperador” (Josquin / De Navráez) 3:02
21. Circumdederunt Me Gemitus Mortis (Motete) (De Morales) 3:09

La Capella Reial de Catalunya
Jordi Savall

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Hoje temos 18 anos…

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): O Cravo bem temperado, Livros I e II, BWV 846-893 (Gould, piano)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): O Cravo bem temperado, Livros I e II, BWV 846-893 (Gould, piano)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Minha geração e a anterior foram muito marcadas pelo pianista Glenn Gould (1932-1982). Eu, nascido em 1957, já nos anos 70 queria ouvir as coisas em instrumentos originais –, mas era impossível não considerar a qualidade e as manias de um gênio como Gould. Ele acentuava Bach de um modo diferente, mais inteligente, e sua passagem de 50 anos pelo mundo foi um vendaval. Ele abandonou as apresentações ao vivo em 1964, dedicando-se, desde então, somente às gravações em estúdio, com um estilo de tocar muito peculiar, às vezes excêntrico, mas jamais contornável. Foi discutidíssimo e criava polêmica onde ia ou chegava através de suas interpretações. Era canhoto — o que talvez explique a perfeição implacável de seu ritmo — e tinha uma habilidade talvez só comparável às de Martha Argerich e de Yuja Wang. Mas, contrariamente às citadas, tudo em Gould é conceitual, ele sempre traz novidades, por vezes muito brilhantes e que influenciaram muita gente. Também pode ser irritante. Muitas de suas gravações são tão idiossincráticas que são difíceis de ouvir, a não ser que você seja uma pessoa como eu, que gosta de observar fascinado até onde alguém pode ir. Ele ultrapassava quaisquer limites. Sua gravação das sonatas para piano de Mozart é um exemplo. Ele as gravou por obrigação contratual, mas sua antipatia por Mozart é evidente. Algumas delas ele toca muito suavemente, criando um romantismo que não é de Mozart e que dá vontade de rir, outras ele mutila acelerando tudo como uma caixinha de música alucinada. Tudo muito perfeito, mas feito de maneira voluntariamente ruim. Era sim um gênio atrevido. Mas quando é bom, ele é muito, muito bom. Gould pode ser surpreendente, poético e muito inpirador. Ouça sua gravação do Prelúdio em Dó Sustenido Maior, BWV 872 do Livro II do Cravo Bem Temperado (E sim, é Glenn que você pode ouvir cantando ao fundo!). É isso que torna Glenn Gould um enigma, um contraste inteiro. E muito digno de ser explorado. Como esta gravação estava há muito tempo sem links funcionando e, pior, dividida em dois posts, aqui vai uma revalidação com cara de curadoria, pois sem Gould não dá para ficar.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): O Cravo bem temperado, Livros I e II, BWV 846-893 (Gould, piano)

Disc 1
Vol. I: Preludes & Fugues, BWV 846-861 (Beginning/Anfang/Début)
No. 1 (C Major/C-Dur/Ut Majeur) BWV 846
1-1 (untitled) 2:21
1-2 (untitled) 1:54
No. 2 (C Minor/C-Moll/Ut Mineur) BWV 847
1-3 (untitled) 2:08
1-4 (untitled) 1:34
No. 3 (C-Sharp Major/Cis-Dur/Ut Dièse Majeur) BWV 848
1-5 (untitled) 1:05
1-6 (untitled) 2:01
No. 4 (C-Sharp Minor/Cis-Moll/Ut Dièse Mineur) BWV 849
1-7 (untitled) 2:41
1-8 (untitled) 3:05
No. 5 (D Major/D-Dur/Ré Majeur) BWV 850
1-9 (untitled) 1:06
1-10 (untitled) 1:39
No. 6 (D Minor/D-Moll/Ré Mineur) BWV 851
1-11 (untitled) 1:19
1-12 (untitled) 1:41
No. 7 (E-Flat Major/Es-Dur/Mi Bémol Majeur) BWV 852
1-13 (untitled) 4:14
1-14 (untitled) 1:42
No. 8 (E-Flat Minor/Es-Moll/Mi Bémol Mineur) BWV 853
1-15 (untitled) 3:39
1-16 (untitled) 5:12
No. 9 (E Major/E-Dur/Mi Majeur) BWV 854
1-17 (untitled) 1:34
1-18 (untitled) 1:01
No. 10 (E Minor/E-Moll/Mi Mineur) BWV 855
1-19 (untitled) 2:50
1-20 (untitled) 0:58
No. 11 (F Major/F-Dur/Fa Majeur) BWV 856
1-21 (untitled) 0:58
1-22 (untitled) 1:16
No. 12 (F Minor/F-Moll/Fa Mineur) BWV 857
1-23 (untitled) 4:55
1-24 (untitled) 3:23
No. 13 (F -Sharp Major/Fis-Dur/Fa Dièse Majeur) BWV 859
1-25 (untitled) 2:16
1-26 (untitled) 2:16
No. 14 (F-Sharp Minor/Fis-Moll/Fa Dièse Mineur) BWV 858
1-27 (untitled) 1:01
1-28 (untitled) 3:49
No. 15 (G Major/G-Dur/Sol Majeur) BWV 860
1-29 (untitled) 0:43
1-30 (untitled) 2:20
No. 16 (G Minor/G-Moll/Sol Mineur) BWV 861
1-31 (untitled) 2:28
1-32 (untitled) 2:16

Disc 2
Vol. I: Preludes & Fugues, BWV 862-869 (Conclusion/Schluss/Fin)
No. 17 (A-Flat Major/As-Dur/La Bémol Majeur) BWV 862
2-1 (untitled) 1:23
2-2 (untitled) 1:29
No. 18 (G-Sharp Minor/Gis-Moll/Sol Dièse Mineur) BWV 863
2-3 (untitled) 1:22
2-4 (untitled) 1:47
No. 19 (A Major/A-Dur/La Majeur) BWV 864
2-5 (untitled) 1:00
2-6 (untitled) 2:23
No. 20 (A Minor/A-Moll/La Mineur) BWV 865
2-7 (untitled) 1:11
2-8 (untitled) 3:24
No. 21 (B-Flat Major/B-Dur/Si Bémol Majeur) BWV 866
2-9 (untitled) 1:10
2-10 (untitled) 1:23
No. 22 (B-Flat Minor/B-Moll/Si Bémol Mineur) BWV 867
2-11 (untitled) 3:56
2-12 (untitled) 5:08
No. 23 (B Major/H-Dur/Si Majeur) BWV 868
2-13 (untitled) 0:59
2-14 (untitled) 1:34
No. 24 (B Minor/H-Moll/Si Mineur) BWV 869
2-15 (untitled) 2:14
2-16 (untitled) 3:46

Vol. II: Preludes & Fugues, BWV 870-877 (Beginning/Anfang/Début)
No. 1 (C Major/C-Dur/Ut Majeur) BWV 870
2-17 (untitled) 2:59
2-18 (untitled) 1:48
No. 2 (C Minor/C-Moll/Ut Mineur) BWV 871
2-19 (untitled) 1:26
2-20 (untitled) 1:25
No. 3 (C-Sharp Major/Cis-Dur/Ut Dièse Majeur) BWV 872
2-21 (untitled) 1:41
2-22 (untitled) 3:30
No. 4 (C-Sharp Minor/Cis-Moll/Ut Dièse Mineur) BWV 873
2-23 (untitled) 3:10
2-24 (untitled) 1:53
No. 5 D Major/D-Dur/Ré Majeur) BWV 874
2-25 (untitled) 4:12
2-26 (untitled) 2:43
No. 6 (D Minor/D-Moll/Ré Mineur) BWV 875
2-27 (untitled) 1:54
2-28 (untitled) 1:44
No. 7 (E-Flat Major/Es-Dur/Mi Bémol Majeur) BWV 876
2-29 (untitled) 1:27
2-30 (untitled) 1:38
No. 8 (E-Flat Minor/Es-Moll/MiBémol Mineur) BWV 877
2-31 (untitled) 2:20
2-32 (untitled) 2:17

Disc 3
Vol. II: Preludes & Fugues, BWV 878-893 (Conclusion/Schluss/Fin)
No. 9 (E Major/E-Dur/Mi Majeur) BWV 878
3-1 (untitled) 2:17
3-2 (untitled) 1:47
No. 10 (E Minor/E-Moll/Mi Mineur) BWV 879
3-3 (untitled) 2:03
3-4 (untitled) 2:44
No. 11 (F Major/F-Dur/Fa Majeur) BWV 880
3-5 (untitled) 2:09
3-6 (untitled) 1:30
No. 12 (F Minor/F-Moll/Fa Mineur) BWV 881
3-7 (untitled) 1:46
3-8 (untitled) 1:29
No. 13 (F-Sharp Major/Fis-Dur/Fa Dièse Majeur) BWV 882
3-9 (untitled) 2:13
3-10 (untitled) 1:45
No. 14 (F-Sharp Minor/Fis-Moll/Fa Dièse Mineur) BWV 883
3-11 (untitled) 3:23
3-12 (untitled) 2:46
No. 15 (G Major/G-Dur/Sol Majeur) BWV 884
3-13 (untitled) 1:09
3-14 (untitled) 0:52
No. 16 (G Minor/G-Moll/Sol Mineur) BWV 885
3-15 (untitled) 3:09
3-16 (untitled) 2:23
No. 17 (A-Flat Major/As-Dur/La Bémol Majeur) BWV 886
3-17 (untitled) 3:00
3-18 (untitled) 1:53
No. 18 (G-Sharp Minor/Gis-Moll/Sol Dièse Mineur) BWV 887
3-19 (untitled) 1:44
3-20 (untitled) 4:24
No. 19 (A Major/A-Dur/La Majeur) BWV 888
3-21 (untitled) 1:22
3-22 (untitled) 1:02
No. 20 (A Minor/A-Moll/La Mineur) BWV 889
3-23 (untitled) 2:15
3-24 (untitled) 1:28
No. 21 (B-Flat Major/B-Dur/Si Bémol Majeur) BWV 890
3-25 (untitled) 2:25
3-26 (untitled) 1:45
No. 22 (B-Flat Minor/B-Dur/Si Bémol Mineur) BWV 891
3-27 (untitled) 1:37
3-28 (untitled) 3:16
No. 23 (B Major/H-Dur/Si Majeur) BWV 892
3-29 (untitled) 1:40
3-30 (untitled) 1:59
No. 24 (B Minor/H-Moll/Si Mineur) BWV 893
3-31 (untitled) 1:39
3-32 (untitled) 1:28

Glenn Gould, piano

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Glenn Gould à vontade: o banco bem baixo, a cara enfiada no piano, cantando junto e feliz.

PQP

Música Antiga com Jordi Savall e o Hesperion XX: Folias & Canarios

Música Antiga com Jordi Savall e o Hesperion XX: Folias & Canarios

Existe a Música Antiga, o Barroco e há Savall. A abordagem do gambista, violoncelista e regente Jordi Savall à música pré-barroca é tão talentosa e interessada, que parece de um gênero diferente. É um grande mestre que, de forma inesperada e paradoxal, “renova” a música antiga, revelando como ela pode ser, quando interpretada com sensibilidade e senso de estilo. Para completar, Savall promove diálogos interculturais em seus discos e, sem palavras, faz-nos pensar.

Música Antiga com Jordi Savall e o Hesperion XX: Folias & Canarios

1 Folias (Pavana Con Su Glosa) Composed By – Antonio de Cabezón 2:03
2 Fantasia Composed By – Alonso Mudarra 2:45
3 Tiento De Falsas Composed By – Joan Cabanilles* 4:02
4 Jàcaras Composed By – Gaspar Sanz 2:15
5 Canarios Composed By – Gaspar Sanz 2:01
6 Paduana Del Re Composed By – Anonyme* 2:18
7 Saltarello Composed By – Anonyme* 1:10
8 Arpegiatta Composed By – Girolamo Kapsberger* 1:43
9 Gallarda Composed By – Giacomo De Gorzanis* 1:35
10 Canarios Composed By – Girolamo Kapsberger* 2:07
11 Si Ay Perdut Mon Saber Composed By – Jordi Savall, Ponç d’Ortafà* 3:59
12 La Mariagneta Composed By – Anon*, Jordi Savall 1:48
13 Con Que La Lavaré Composed By – Anonyme* 2:19
14 El Pare I La Mare Composed By – Anonyme*, Jordi Savall 3:39
15 Paradetas Composed By – Andrew Lawrence King*, Lucas Ruiz De Ribadayaz* 3:19
16 Clarines Y Trompetas Composed By – Gaspar Sanz 5:29
17 Fantasia Composed By – Joan Cabanilles* 2:33
18 Toccata & Chiaccona Composed By – Alessandro Piccinini 3:44
19 Todo El Mundo En General Composed By – Francisco Correa De Arauxo 3:57
20 Canarios Composed By – Anonyme*, Jordi Savall 2:19

Hespèrion XX
Jordi Savall

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O PQP Bach adverte: hoje, a Hesperion XX atualizou-se e já é Hesperion XXI
O PQP Bach adverte: hoje, a Hesperion XX atualizou-se e já é Hesperion XXI

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo (Ophélie Gaillard, Pulcinella Orchestra)

Fechando o mês das mulheres, um disco de Vivaldi com uma orquestra francesa de sonoridade suave e bela, regida por Ophélie Gaillard – que também é a solista dos concertos. Além de concertos variados (para um ou dois violoncelos como solistas, mas também um com dois violinos solando), temos duas árias de óperas de Vivaldi com cello obbligato, nas quais a voz humana e a do instrumento dialogam, prática também comum em algumas árias de Bach.

Em 2024, Ophélie esteve nas notícias de crimes, após um furto em sua casa em uma pequena cidade no leste da França, não muito longe de Genebra (Suíça), onde ela dá aulas. Na noite de 24 de setembro, sua residência em Saint-Julien-en-Genevois se encontrava sem gente e foi invadida por bandidos que levarem equipamentos eletrônicos, um violoncelo – fabricado em 1737 pelo luthier veneziano Francesco Goffriller – e dois arcos de violoncelo. Após dois meses de angústia, Ophélie Gaillard recebeu um telefonema da polícia anunciando que foi encontrado o instrumento: muito provavelmente os ladrões não conseguiram comprador para um instrumento absolutamente único, que os especialistas facilmente identificariam.

No encarte do álbum, escrito em 2020, portanto antes do furto, Ophélie escreveu: já fazem quase quinze anos que divido minha vida com um violoncelo veneziano de voz de baixo profundo e agudos cantantes. Desde então, busquei saber mais sobre sua história, saber quais mãos amorosas haviam escolhido essa madeira excepcional, mas pouco foi possível descobrir de seus segredos, exceto que foi conservado por longos anos em um atelier em Udine, perto de Veneza.

Antonio Vivaldi (1678-1741): I Colori dell’Ombra
CD 1
Cello Concerto In G Minor, Rv. 416
“Sovvente Il Sole” (from Andromeda Liberata, Rv Anh. 117) – Mezzo-soprano: Lucile Richardot
Concerto For 2 Cellos In G Minor, Rv. 531
Concerto For Cello And Bassoon In E Minor, Rv. 409
Concerto For Violoncello Piccolo In G Major, Rv. 414
Sinfonia For Strings And Basso Continuo In C Major, Rv. 112

CD 2
Concerto For 2 Violins And 2 Cellos In D Major, Rv. 575
Cello Concerto In B Flat Major “per Teresa”, Rv. 788 (Larghetto) – Reconstructed By Olivier Fourés
Concerto For Violoncello Piccolo In B Minor, Rv. 424
“Di Verde Ulivo” (from Tito Manlio, Rv. 738) – Contralto: Delphine Galou
Cello Concerto In D Minor, Rv. 405
Cello Concerto In A Minor, Rv. 419 (Allegro)

Cello, Music Director – Ophélie Gaillard
Cello [Second Solo] – Atsushi Sakaï
Pulcinella Orchestra
Recorded: Église luthérienne Saint Pierre (Paris), 2019

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Pleyel

Edvard Grieg (1843-1907): Excertos de Peer Gynt (Hendricks, Salonen, Oslo Philh.)

Edvard Grieg (1843-1907): Excertos de Peer Gynt (Hendricks, Salonen, Oslo Philh.)

Para manter o clima escandinavo, minha próxima contribuição é de uma gravação estupenda do “Peer Gynt”, de Grieg, nas competentes mãos de Esa-Pekka Sallonen, regendo a Orquestra Filarmônica de Oslo, com seu respectivo coral e com a maravilhosa voz de Barbara Hendricks. Essa gravação se destaca exatamente pelas partes cantadas, que poucos conhecem. Geralmente o que é gravado são as duas suítes, se deixando de lado estas preciosidades vocais. Comprei este CD há muitos anos atrás, e nunca mais tive oportunidade de encontrá-lo em outro local. É uma gravação fora dos catálogos da Sony. Em minha opinião, as partes que se destacam, escolha difícil diante da beleza desta obra, são as conhecidas “Canção de Solveig”, interpretada por Hendricks, e o coral na conhecida passagem “In the Hall of Mountain King”. De qualquer forma, é uma gravação maravilhosa. Espero que seja devidamente apreciada, pois é um registro um tanto quanto raro.

Edvard Grieg (1843-1907) : Excertos de Peer Gynt (Hendricks, Salonen, Oslo Philh.)

1 Act one – Prelude : In the wedding garden
2 Act one – The bridal procession passes
3 Act one – Halling
4 Act one – Springar
5 Act two – Prelude : The abduction of the bride – Ingrid’s lament
6 Act two – In the hall of the mountain King
7 Act two – Dance of the mountain King’s daughter
8 Act three – Prelude : Deep in the coniferous forest
9 Act three – Solveig’s song
10 Act three – Ase’s death
11 Act four – Prelude : Morning mood
12 Act four – Arabian dance
13 Act four – Anitra’s dance
14 Act four – Solveig’s song
15 Act five – Prelude : Peer Gynt’s journey home
16 Act five – Solveig’s song in the hut
17 Act five – Whitsun hymn
18 Act five – Solveig’s lullaby

Barbara Hendricks
Oslo Philharmonic Chorus
Oslo Philharmonic Orchestra
Esa-Pekka Salonen
Data de gravação: mai 1989

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Aposto que você não sabe que eu sou tio-avô de Glenn Gould

FDP

Arcangelo Corelli (1653-1713): Sonate a Violino e Violone o Cimbalo (Enrico Gatti)

Arcangelo Corelli (1653-1713): Sonate a Violino e Violone o Cimbalo (Enrico Gatti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande CD com as Sonatas — uma mais linda do que a outra — deste gênio que foi Arcangelo Corelli. Certamente, este belo trabalho está fora de catálogo. Também estas sonatas já foram postadas por nós, mas não vejo muito problema em revisitá-las, pois são belíssimas. O trio italiano que as interpreta é bastante bom. Enrico Gatti é um especialista do repertório de Corelli. A audição das Sonatas para Violino recuperaram o dia de hoje para mim. Tava uma bosta.

Arcangelo Corelli (Fusignano, 17 de fevereiro de 1653 — Roma, 8 de janeiro de 1713) foi um professor, maestro, violinista e compositor italiano. Pouco se sabe sobre a sua vida. Recebeu formação em Bolonha e Roma, e nesta cidade desenvolveu a maior parte de sua carreira, sendo patrocinado por grandes mecenas aristocratas e eclesiásticos. Embora sua produção integral resuma-se a somente seis coleções de obras publicadas — cinco delas de sonatas para trio ou solo e uma de concertos grossos, com doze peças em cada —, seu reduzido número e os poucos gêneros a que se dedicou estão em proporção radicalmente inversa à vasta fama que elas lhe trouxeram, cristalizando modelos de larga influência em toda a Europa. Das seis coleções, a sexta e última, dos concertos grossos, é a que ganhou o mais duradouro favor da crítica, embora a quinta também seja altamente apreciada. Sua escrita foi admirada pelo equilíbrio, pelo refinamento, pelas suntuosas e originais harmonias, pela riqueza das texturas, pelo majestoso efeito dos conjuntos e pela sua polifonia clara e melodiosa, qualidades tidas como uma expressão perfeita dos ideais clássicos, mesmo vivendo na atmosfera barroca e empregando recursos mais típicos desta escola, como a exploração de contrastes dinâmicos e afetivos, mas sempre temperados por um grande senso de moderação. Foi o primeiro a aplicar em plenitude, com finalidade expressiva e estruturante, o novo sistema tonal que acabava de ser consolidado depois de pelo menos duzentos anos de ensaios preliminares. Era regularmente contratado como regente ou violinista solista para apresentações de óperas, oratórios e outras obras, além de participar ativamente na evolução da orquestra padrão. Como violinista virtuose foi considerado um dos maiores de sua geração, senão o maior de todos. Contribuiu para colocar o violino entre os mais prestigiados instrumentos solistas e para o desenvolvimento de técnicas modernas, além de fazer muitos discípulos. Foi a personalidade dominante na vida musical romana até seus últimos anos e muito estimado internacionalmente, foi disputado pelas cortes e admitido na mais prestigiada sociedade artística e intelectual de seu tempo, a Academia da Arcádia, sendo chamado de “o novo Orfeu”, “o príncipe dos músicos” e outros adjetivos similares, gerando grande folclore. Sua obra já foi objeto de volumosa bibliografia crítica, a discografia cresce sem cessar e suas sonatas ainda são usadas largamente nas academias de música como material didático. Sua posição na história da música ocidental está hoje firmemente estabelecida como um dos principais mestres da passagem do século XVII para o XVIII e como um dos primeiros e maiores classicistas.

Arcangelo Corelli (1653-1713): Sonate a Violino e Violone o Cimbalo (Enrico Gatti)

01. 1. Grave (Sonate I en ré majeur) (3:20)
02. 2. Allegro (Sonate I en ré majeur) (2:29)
03. 3. Allegro (Sonate I en ré majeur) (1:00)
04. 4. Adagio (Sonate I en ré majeur) (2:47)
05. 5. Allegro (Sonate I en ré majeur) (1:39)

06. 1. Preludio: Vivace (Sonate VII en ré mineur) (1:56)
07. 2. Corrente: allegro (Sonate VII en ré mineur) (2:43)
08. 3. Sarabana: Largo (Sonate VII en ré mineur) (2:08)
09. 4. Giga: Allegro (Sonate VII en ré mineur) (2:08)

10. 1. Grave (Sonate II en si bémol majeur) (3:00)
11. 2. Allegro (Sonate II en si bémol majeur) (2:24)
12. 3. Vivace (Sonate II en si bémol majeur) (1:15)
13. 4. Adagio (Sonate II en si bémol majeur) (2:36)
14. 5. Vivace (Sonate II en si bémol majeur) (1:19)

15. 1. Preludio: Largo (Sonate VIII en mi mineur) (4:32)
16. 2. Allemanda: Allegro (Sonate VIII en mi mineur) (1:51)
17. 3. Sarabanda: Largo (Sonate VIII en mi mineur) (2:52)
18. 4. Giga: Allegro (Sonate VIII en mi mineur) (1:53)

19. 1. Adagio (Sonate III en ut majeur) (2:49)
20. 2. Allegro (Sonate III en ut majeur) (2:08)
21. 3. Adagio (Sonate III en ut majeur) (2:59)
22. 4. Allegro (Sonate III en ut majeur) (1:01)
23. 5. Allegro (Sonate III en ut majeur) (2:22)

24. 1. Preludio: Largo (Sonate IX en la majeur) (4:58)
25. 2. Giga: Allegro (Sonate IX en la majeur) (2:34)
26. 3. Adagio (Sonate IX en la majeur) (0:40)
27. 4. Tempo di Gavotta: Allegro (Sonate IX en la majeur) (2:31)

01. 1. Adagio (Sonate IV en fa majeur) (2:16)
02. 2. Allegro (Sonate IV en fa majeur) (2:24)
03. 3. Vivace (Sonate IV en fa majeur) (1:08)
04. 4. Adagio (Sonate IV en fa majeur) (2:16)
05. 5. Allegro (Sonate IV en fa majeur) (2:19)

06. 1. Preludio: Adagio (Sonate X en fa majeur) (2:33)
07. 2. Allemanda: Allegro (Sonate X en fa majeur) (2:12)
08. 3. Sarabanda: Largo (Sonate X en fa majeur) (2:23)
09. 4. Gavotta: Allegro (Sonate X en fa majeur) (0:37)
10. 5. Giga: Allegro (Sonate X en fa majeur) (2:13)

11. 1. Adagio (Sonate V en sol mineur) (3:29)
12. 2. Vivace (Sonate V en sol mineur) (1:53)
13. 3. Adagio (Sonate V en sol mineur) (2:17)
14. 4. Vivace (Sonate V en sol mineur) (1:39)
15. 5. Giga: Allegro (Sonate V en sol mineur) (1:30)

16. 1. Preludio: Adagio (Sonate XI en mi majeur) (2:12)
17. 2. Allegro (Sonate XI en mi majeur) (2:29)
18. 3. Adagio (Sonate XI en mi majeur) (0:41)
19. 4. Vivace (Sonate XI en mi majeur) (1:57)
20. 5. Gavotta: Allegro (Sonate XI en mi majeur) (0:44)

21. 1. Grave (Sonate VI en la majeur) (3:12)
22. 2. Allegro (Sonate VI en la majeur) (2:17)
23. 3. Allegro (Sonate VI en la majeur) (0:59)
24. 4. Adagio (Sonate VI en la majeur) (2:17)
25. 5. Allegro (Sonate VI en la majeur) (2:15)

26. Follia (Sonate XII en ré mineur (11:57)

Enrico Gatti: violin
Gaetano Nasillo: Violoncello
Guido Morini: harpsichord

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Quem seria, né?

PQP

.:interlúdio:. Eliane Elias Sings Jobim

A cantora paulista Eliane Elias se mudou jovem para os Estados Unidos. É mais um daqueles casos de músicos brasileiros que fazem muito sucesso no exterior mas são desconhecidos no Brasil. Dona de uma discografia imensa, ganhadora de inúmeros prêmios, incluindo dois Grammy Latinos, ela atua como uma embaixadora brasileira da boa música.

Já tocou com muitos músicos de jazz renomados, nem vou listá-los pois a lista é enorme. Teve uma filha com o trompetista norte americano Randy Brecker, a também cantora e compositora Amanda Brecker. Cunhada de um de meus saxofonistas favoritos, Michael Brecker, participou de um dos grandes grupos de Jazz dos anos 80 e 90, o Steps Ahead, banda que ainda pretendo trazer aqui no PQPBach.

Vou trazer para os senhores dois discos dela dedicados a Tom Jobim em sequência, um de 1998, ‘Eliane Elias Sings Jobim” e em outro momento “Eliane Elias Plays Jobim”, também gravado pelo prestigioso selo de Jazz Blue Note. Nos dois discos o que ouvimos é música brasileira de primeira qualidade, interpretada por músicos de altíssimo nível.

Nesta primeira postagem temos “Eliane Elias Sings Jobim” gravado pelo selo Blue Note. Nele ouviremos diversos clássicos da Bossa Nova, com produção do grande Oscar Castro Neves, onde a voz tímida, sem muita força, às vezes quase sussurrada de Eliane, contrasta por vezes com a impetuosidade de um piano virtuoso, porém discreto. Exceção é “Esquecendo Você”, onde um belíssimo solo de piano se destaca. Em “Falando de Amor” ela tem apenas o acompanhamento do violão de Castro Neves, um dos melhores momentos do disco, com certeza. Em “Garota de Ipanema”  “Ela é Carioca” e “A Felicidade” o sax de Michael Brecker se destaca, porém sem muitos vôos virtuosísticos do músico. O acompanhamento do Contrabaixo de seu companheiro Marc Johnson e a Bateria de Paulo Braga completam a lista dos músicos. Neste disco eu diria que a voz se sobressai ao piano, os solos são muito discretos e pontuais. Temos aqui com certeza um belíssimo disco de Bossa Nova.

Espero que apreciem.

1 Garota De Ipanema
2 Samba De Uma Nota Só
3 Só Danco Samba
4 Ela E Carioca
5 Anos Dourados
6 Desafinado
7 Falando De Amor
8 Samba Do Aviao
9 A Felicidade
10 Por Toda A Minha Vida
11 How Insensitive
12 Esquecendo Voce
13 Pois E
14 Amor Em Paz
15 Modinha
16 Caminhos Cruzados

Eliane Elias – Piano e Voz
Marc Johnson – Contrabaixo
Oscar Castro-Neves – Violão
Paulo Braga – Bateria
Michael Brecker – Sax Tenor
Café – Percussão

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FDP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3, Eroica / Sinfonia Nº 8 (Fricsay)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3, Eroica / Sinfonia Nº 8 (Fricsay)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um portento. Uma coisa de louco estas gravações de Fricsay (1914-1963) com a Filarmônica de Berlim. Se não estou errado é uma gravação de 1958. Aqui não estamos falando de curiosidades, mas de uma orquestra fenomenal regida pelo maior dos regentes, ou quase isso. Esta Sinfonia contém a dedicatória rasgada mais célebre de todos os tempos: a que Beethoven dedicou a Napoleão, pensando-o um libertador, rasgando-a — ou melhor, apagando-a no papel COM UMA FACA — quando percebeu a que sonhos de grandeza vinha o pigmeu corso. É impossível ouvi-la sem a paixão da dedicatória, antes e depois. A Marcha Fúnebre… Quem quer viver na “Marcia Funebre” todas as dores da perda, só há a gravação de Ferenc Fricsay. E aqui está ela. Não há melhor gravação da Eroica. E nem vou falar da Oitava.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3, Eroica / Sinfonia Nº 8 (Fricsay)

Sinfonia Nº 3, Op 55
1) Allegro con brio
2) Marcia funebre. Adagio assai
3) Scherzo. Allegro vivace
4) Finale. Allegro molto

Sinfonia Nº 8, Op. 93
5) Allegro vivace e con brio
6) Allegretto scherzando
7) Tempo di Minuetto
8) Allegro vivace

Berliner Philharmoniker
Ferenc Fricsay

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Nossa, quanta delicadeza ao apagar...
Nossa, quanta delicadeza ao apagar…

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Pierre Boulez)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Pierre Boulez)

Hoje é o dia dos 100 anos de Pierre Boulez (ver post abaixo). Talvez já tenha escrito aqui que estou ouvindo todos os meus CDs fora de ordem. Todos. São muitos. O de hoje era casualmente com Pierre Boulez regendo a 8ª Sinfonia de Mahler. Além de compositor, Boulez foi um grande maestro.

Esta Sinfonia de Mahler é impressionante? Sim. É grandiosa em todos os sentidos? Sim. É para chorar ouvindo o coral de abertura Veni, Creator Spuritus? Sem dúvida. É das principais obras de Mahler? Imagina se não! É uma sinfonia? Olha, acho que é uma Cantata, não uma sinfonia. E PQP gosta dela? Não. Eu a acho grande e estranha como um dinossauro. Mas a gravação é boa e quem ama a oitava vai babar de gozo ouvindo isto. Tenho certeza, pois o nível aqui é alto.

Após gravar uma gélida segunda Sinfonia, Boulez veio com uma grande surpresa. A Parte 1 é supercarregada de excitação, e a engenharia de DG torna as sonoridades orquestrais e corais estupendas — o impacto visceral das forças gigantescas de Mahler surge como nunca. Eu me pergunto como um homem de 80 anos consegue reunir e fazer funcionar o número de artistas envolvidos na Oitava, mas, como sempre, Boulez domina tudo, mostrando-se um mestre da textura e dos detalhes orquestrais. A Berlin Staatskapelle é ótima e toca com convicção, e o coro está entre os melhores que já ouvi nesta obra. (As forças corais necessárias são imensas). Claro, a Oitava não é um Mahler de primeira linha do começo ao fim, e Boulez serve a partitura com cuidado, pensando no significado expressivo de cada episódio. Talvez tenhamos passado do ponto em que as performances da Oitava soam como uma luta. Conjuntos ao redor do mundo superaram suas dificuldades e a Sinfonia parece um pouco mais domada. Boulez se move através das passagens mais finas da Parte II com sensibilidade excepcional. Confiram.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Pierre Boulez)
Part One: Hymnus “Veni creator spiritus”
1) Veni, creator spiritus [1:24]
2) “Imple superna gratia” [3:21]
3) “Infirma nostri corporis” [2:31]
4) Tempo I. (Allegro, etwas hastig) [1:27]
5) “Infirma nostri corporis” [3:18]
6) “Accende lumen sensibus” [4:54]
7 “Veni, Creator…Da gaudiorum praemia” [3:47]
8. “Gloria sit Patri Domino” [3:03]
Part Two: Final scene from Goethe’s “Faust”
1) Poco adagio [7:16]
2) Più mosso (Allegro moderato) [4:20]
3) “Waldung, sie schwankt heran” [5:09]
4) “Ewiger Wonnebrand” [1:43]
5) “Wie Felsenabgrund mir zu Füßen” [5:04]
6) “Gerettet ist das edle Glied” – “Hände verschlinget” [1:08]
7) “Jene Rosen, aus den Händen” [2:03]
8. “Uns bleibt ein Erdenrest” [2:02]
9) “Ich spür’ soeben” – “Freudig empfangen wir” [1:19]
10) “Höchste Herrscherin der Welt” [4:28]
11) “Dir, der Unberührbaren” – “Du schwebst zu Höhen” [3:33]
12) “Bei der Liebe” – “Bei dem Bronn” – Bei dem hochgeweihten Orte” [5:26]
13) “Neige, neige, du Ohnegleiche” [1:04]
14) “Er überwächst uns schon” – “Vom edlen Geisterchor umgeben” [3:31]
15) “Komm! hebe dich zu höhern Sphären” – “Blicket auf zum Retterblick” [7:21]
16) “Alles Vergängliche” [6:05]

Robinson / Wall / Queiroz / DeYoung / Schröder / Botha / Müller-Brachmann / Holl
Chor der Deutschen Staatsoper Berlin
Rundfunkchor Berlin
Aurelius Sängerknaben Calw
Staatskapelle Berlin
Pierre Boulez

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Boulez sorrindo, mas dizem que seu mau humor é legendário
Boulez sorrindo, mas seu mau humor é legendário

PQP

Cem anos de Pierre Boulez (1925-2016)! Le Visage nuptial, Le Soleil des eaux e Figures, Doubles, Prismes (BBC, Bryn-Julson, Laurence, Boulez)

Cem anos de Pierre Boulez (1925-2016)! Le Visage nuptial, Le Soleil des eaux e Figures, Doubles, Prismes (BBC, Bryn-Julson, Laurence, Boulez)

Há exatos cem anos nascia em Montbrison, no Loire, Pierre Boulez. Sem nenhum exagero, uma das figuras mais importantes da música clássica da segunda metade do século XX. Regente, compositor, professor e escritor, Boulez esteve desde cedo profundamente ligado às vanguardas aos novos rumos da música de seu tempo, em especial com o serialismo (e o serialismo integral, de que foi farol). Foi por obra dele que nasceu um dos mais importantes grupos dedicados à música contemporânea do planeta, o Ensemble intercontemporain, em 1976, ativo até hoje.

Há quem prefira seu trabalho como compositor — algumas das obras mais radicais e especulativas do século saíram de sua pena, como Le marteau sans maître e Pli selon pli —, e há os que gostam mais de seu amplo legado como regente, com gravações de referência de compositores como Mahler, Debussy, Bartók e Stravinsky. Eu, que não sou besta, sou profundo admirador de ambos, até porque são trabalhos que se confundem e se completam — sua atividade como compositor teve grande impacto sobre a sua regência, e vice-versa.

Luigi Nono, Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen nos cursos de verão de Darmstadt, 1956

Para celebrar a data, um disquinho precioso com três obras de Boulez que não figuram entre as suas mais tocadas nas salas de concerto de hoje. Duas são obras de juventude baseadas nos poemas de René Char: as cantatas Le Visage Nuptial (1947, aqui em sua terceira e profundamente alterada versão, de 1989) e Le Soleil des eaux (1948, aqui em sua quarta e definitiva versão, de 1965). Completa o álbum Figures, Doubles, Prismes (em sua segunda versão, de 1968), sua primeira obra puramente orquestral, desenvolvida a partir de sua obra anterior Doubles (1958).

Figures referem-se a elementos simples, nitidamente caracterizados por dinâmica, violência, suavidade, lentidão e assim por diante. Esses elementos podem ser puramente harmônicos, ou mais orientados para o ritmo, ou puramente melódicos. Eles não são temas da maneira convencional, mas ‘estados’ de ser musical. Doubles tem dois significados: o primeiro é o da palavra do século XVIII doppelgänger, que significa um duplo humano. Assim, no processo de desenvolvimento, cada figura pode ter seu duplo, que está relacionado apenas a ela e a nenhum outro. Os Prismes ocorrem quando as figuras ou seus duplos se refratam um através do outro. E, nesse caso, uma figura se torna o prisma e a outra é refratada através dela. Por meio desse processo, obtém-se o máximo de complexidade, e o efeito será comparável ao de um caleidoscópio.” (Boulez, em suas notas de programa sobre a obra para um concerto da Sinfônica de Cleveland, em 1966)

Além desse disco, vão aparecer por aqui neste ano os outros treze que formam a caixinha que reúne as gravações completas que Boulez fez para a gravadora francesa Erato.

Viva Boulez! A música ficou muito mais rica com a sua passagem por este planetinha azul.

O mestre do serialismo era puro carisma

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Pierre Boulez (1925-2016)
Le Visage nuptial (3a versão, 1989), para soprano, mezzo-soprano, coro e orquestra
1 – Conduite
2 – Gravité (L’emmuré)
3 – Le visage nuptial
4 – Evadné
5 – Post-Scriptum

Le Soleil des eaux (4a versão, 1965), para soprano, coro misto e orquestra
6 – Complainte du lézard amoureux
7 – La Sorgue (Chanson pour Yvonne)

8 – Figures, Doubles, Prismes (2a versão, 1968), para orquestra

Phyllis Bryn-Julson, soprano
Elizabeth Laurence, contralto
BBC Singers
BBC Symphony Orchestra
Pierre Boulez, regência

Boulez durante a composição de “Répons”, no comecinho dos anos 80

Karlheinz

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4, 5 & 6 (Mäkelä / Oslo Philharmonic)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4, 5 & 6 (Mäkelä / Oslo Philharmonic)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esqueci o nome da praga, mas houve um comentarista aqui no PQP, que odiava o grande Bernard Haitink de cabo a rabo. Era inacreditável, tanto mais que Haitink foi aquele tipo correto, gentil, tranquilo, inteligente… E até era bem musical! Chego à conclusão que tínhamos um bolsomínion nos visitando, porque era um ódio gratuito a quem nunca mordeu ninguém. Numa de nossas discussões, citamos o finlandês Klaus Mäkelä, que também foi espinafrado pelo cara logo após ser escolhido como regente titular do Concertgebouw de Amsterdam. Pelo jeito os músicos do Concertgebouw não acertam uma! Depois da frieza de Haitink e do Gatti assediador — foi inocentado –, chamaram mais um farsante pra comandá-los…

Imaginem que Mäkelä ocupa o cargo de Maestro Chefe da Filarmônica de Oslo desde 2020 e Diretor Musical da Orquestra de Paris desde setembro de 2021. Ele assumirá o título de Maestro Chefe da Royal Concertgebouw Orchestra em setembro de 2027 e na mesma temporada começa como Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Chicago. Todos idiotas: noruegueses, franceses, holandeses e estadunidenses. Mais de 400 músicos de algumas das maiores orquestras do mundo totalmente equivocados. Votaram nele. Estou impressionado até hoje. Ainda bem que faz tempo que a figura hostil sumiu.

Pois meus amigos, este trio de Sinfonias de Shostakovich receberam um belo tratamento por parte de Mäkelä — hoje com apenas 29 anos, esta gravação é de agosto de 2024, quando KM tinha 28 — e os filarmônicos de Oslo. Que orquestra e que maestro! Que gravação maravilhosa! Vai ouvir logo, vai, vai!

D. Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4, 5 & 6 (Mäkelä / Oslo Philharmonic)

Symphony No. 4 In C Minor Op. 43
1-1 I. Moderato Poco Moderato – 16:11
1-2 Presto 12:35
1-3 II. Moderato Con Moto 9:03
1-4 III. Largo – 6:51
1-5 Allegro 22:20

Symphony No. 5 In D Minor Op. 47
2-1 I. Moderato – Allegro Non Troppo – Poco Sostenuto – Largamente – Più Mosso – Moderato 15:56
2-2 II. Moderato – Largamente – Poco Più Mosso 5:20
2-3 III. Largo 13:57
2-4 IV. Allegro Non Troppo – Allegro – Più Mosso 11:36

Symphony No. 6 In B Minor Op. 54
2-5 I. Largo 18:53
2-6 II. Allegro 5:43
2-7 III. Presto 6:45

Conductor – Klaus Mäkelä
Orchestra – Oslo Philharmonic

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PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Complete Chamber Music (CD 3 de 11) Sonatas para Violino e Piano Nº 1, 2 & 3 (Grumiaux, Sebok)

Johannes Brahms (1833-1897): Complete Chamber Music (CD 3 de 11) Sonatas para Violino e Piano Nº 1, 2 & 3 (Grumiaux, Sebok)

Pois bem, eis então terceiro cd da Obra Integral de Câmara de Johannes Brahms. Demorou, mas veio. Nesse cd, temos as sonatas para violino e piano. E que podemos comentar sobre elas, além de dizer que são maravilhosas, de uma profundidade que atinge nossas almas, mas sem sobressaltos, e sim muita emotividade, paixão e energia, sem porém resvalar em superficialidades?

Tenho 4 versões destas obras: Shlomo Mintz, Anne-Shophie Mutter, Viktoria Mullova, e esta aqui, com Arthur Grumiaux e Gyorgy Sebok. Quatro versões totalmente diferentes umas das outras, mas todas conseguindo capturar a essência das obras. Um andamento de um pode diferir do andamento do outro, mas todas elas são fiéis ao espírito brahmsiano. Excelentes músicos. Daria um pouco mais de destaque para a versão da então jovem Anne Sophie Mutter, acompanhada pelo excelente Alexis Weissenberg. Se alguém quiser, posso postá-la aqui.

Mas darei a preferência à dupla Grumiaux/Sebok por ter sido a escolhida para integrar a série da Philips da obra integral de Câmera de Brahms.

Sugiro que, ao ouvirem estas obras, se preparem espiritualmente. Esqueçam os problemas e as preocupações, sentem em seu melhor sofá, relaxem, e aproveitem. Isso é Brahms em sua mais pura essência.

Johannes Brahms (1833-1897) – Complete Chamber Music (CD 3 de 11) Sonatas para Violino e Piano Nº 1, 2 & 3 (Grumiaux, Sebok)

Sonata No. 1 in G major, Op. 78
I. Vivace ma non troppo
II. Adagio
III. Allegro molto moderato

Sonata No. 2 in A major, Op. 100
I. Allegro amabile
II. Andante tranquillo – Vivace – Andante – Vivace di piu –
III. Allegretto grazioso. Quasi andante

Sonata No. 3 in D minor, Op.108
I. Allegro
II. Adagio
III. Un poco presto e con sentimento
IV. Presto agitato

Arthur Grumiaux – violino
Gyorgy Sebok – piano

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O violinista belga Arthur Grumiaux aguarda para ser chamado a fim de falar com PQP Bach,.

FDP

J. S. Bach (1685-1750): Toccatas para cravo completas, BWV 910-916 (Blandine Rannou)

J. S. Bach (1685-1750): Toccatas para cravo completas, BWV 910-916 (Blandine Rannou)
Version 1.0.0

Excelente CD da Zig-Zag Territoires. Destaque para a capa e os cadernos internos, verdadeiras obras de arte desta pequena gravadora francesa. Em registro de 2005, a para mim desconhecida Blandine Rannou dá um show num repertório de difícil abordagem, pois as Toccatas ora parecem improvisações, ora peças de tio Bux, ora movimentos das Suites Francesas. É coisa muito séria e já vi gente graúda se atrapalhando com elas. Têm momentos de profunda indireção e depois arremetem. Mas Mlle. Rannou entendeu-as perfeitamente com elas e nos dá um belo recital. Num repertório onde Glenn Gould sempre será referência, a francesa acrescenta — além do cravo — temperos bem diversos dos apresentados pelo grande canadense.

J. S. Bach (1685-1750) – Toccatas para cravo completas, BWV 910-916 (Blandine Rannou)

1 Toccata for keyboard in F sharp minor, BWV 910
2 Toccata for keyboard in G minor, BWV 915
3 Toccata for keyboard in D major, BWV 912
4 Toccata for keyboard in E minor, BWV 914
5 Toccata for keyboard in C minor, BWV 911
6 Toccata for keyboard in D minor, BWV 913
7 Toccata for keyboard in G major, BWV 916

Blandine Rannou, cravo

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Blandine Rannou

PQP

Zoltán Kodály (1882-1967): Háry János (Suíte) & Concerto para Orquestra (Ferencsik)

Zoltán Kodály (1882-1967): Háry János (Suíte) & Concerto para Orquestra (Ferencsik)

A divertida suíte Háry János ganha uma versão muito boa por parte dos húngaros deste CD. Háry János é uma curiosa “ópera folclórica húngara”. Trata-se de uma obra falada com canções, à maneira de um Singspiel, em quatro atos com música de Zoltán Kodály e libreto de Béla Paulini e Zsolt Harsányi, baseada num épico cômico de János Garay. Estreou na Royal Opera House de Budapeste em 1926. O título completo da peça é Háry János: suas aventuras de Nagyabony ao Castelo de Viena. A história diz respeito a um veterano hussardo do exército austríaco da primeira metade do  século XIX que se senta numa estalagem de aldeia, regalando os ouvintes com contos fantásticos de heroísmo. Suas supostas façanhas incluem conquistar o coração da Imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão, e depois derrotar sozinho Napoleão e seus exércitos. Apesar de tudo, no final ele desiste de toda a sua riqueza para retornar à cidade de sua amada. Esta é uma suíte orquestral extraída da ópera, claro. O Concerto para Orquetra de Kodály foi composto entre 1939 e 1940, por encomenda da Orquestra Sinfônica de Chicago, para comemorar o seu quinquagésimo aniversário. Foi estreada em 6 de fevereiro de 1941, pela mesma orquestra, sob a regência de Frederick Stock. O título pode remeter o ouvinte conhecedor à assombrosa obra homônima de Bartók, composta em 1943. Nem a ideia nem o título, porém, são novos, e a obra de Kodály, junto com a de Hindemith (que data de 1925), são anteriores à dele. Há que se explicar que este Concerto não usa do conceito que o senso comum atribui ao concerto, como peça musical que coloca em relevo um único instrumento solista. Ao contrário, ele reelabora  um procedimento muito comum no período Barroco, em que mais de um solista despontava do corpo orquestral. Ele tentar combinar uma arquitetura que lembra a do primeiro Concerto de Brandenburgo de Bach à música tradicional magiar.

Zoltán Kodály (1882-1967): Háry János (Suíte) & Concerto para Orquestra (Ferencsik)

Háry János – Suite (1927)
1 I- Introduction 3:30
2 II- The Viennese Musical Clock 2:06
3 III- Song 4:58
4 IV- Napoleon’s Battle 4:00
5 V- Intermezzo 4:38
6 VI- The Entry Of The Imperial Court 2:59

Concerto for Orchestra (1939)
7 I- Allegro Risoluto 3:38
8 II- Largo 7:54
9 III- Tempo Primo 4:45
10 IV- Largo 2:46
11 V- Tempo Primo 0:56

Cello – Tamás Koó (faixas: 7 to 11)
Conductor – János Ferencsik
Orchestra – Hungarian State Orchestra (faixas: 7 to 11), Budapest Philharmonic Orchestra* (faixas: 1 to 6)
Viola – Anna Mauthner (faixas: 7 to 11)
Violin – Zoltán Dőry (faixas: 7 to 11)

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Kodály sempre foi um sujeito bonitão. Aqui, ele já tinha 78 anos.

PQP

Claude Debussy (1862-1918): Prélude à l’après-midi d’un Faune / Béla Bartók (1881-1945): Música para Cordas, Percussão e Celesta / Igor Stravinsky (1882-1971): Agon (Mravinsky)

Claude Debussy (1862-1918): Prélude à l’après-midi d’un Faune / Béla Bartók (1881-1945): Música para Cordas, Percussão e Celesta / Igor Stravinsky (1882-1971): Agon (Mravinsky)

Faço aqui a minha primeira postagem e começarei inclemente. Simplesmente, derrubando a porta. O primeiro post é em homenagem ao PQP que muito aprecia Bartók e, sobretudo, Yevgeny Mravinsky. Nas duas últimas semanas, eu escutei, com certa prioridade, peças de Bela Bartók. É como é bom descobri-lo. Bartók é instigante. A princípio amedronta. Com certa gradação e paciência, por fim, conseguimos chegar àquele momento em que ele se torna necessário. Essa é a lógica para aqueles que querem se aventurar no seu mundo. Hoje à tarde ao ouvir este CD, que me falta adjetivos para caracterizá-lo, eu fui imediatamente forçado, coagido, a postá-lo. Reúne um time extraordinário — Debussy, Bartók e Stravinsky e sedimentando, conectando tudo isso, Yevgeny Mravinsky. A “Música para cordas, percussão e celesta” de Bartók é uma das coisas mais fabulosas e assustadoras que já ouvir na minha vida. Não há como não se render ao gênio de Bartók. Mravinsky conduz com a autoridade, ao meu modo de ver, de maior regente do século XX este indescritível CD. Há CDs que direcionamos uma atenção demasiada e esse é um que se encaixa nesse quesito. Não hesite em ouvir. Boa contemplação espantada!

Claude Debussy (1862-1918): Prélude à l’après-midi d’un Faune / Béla Bartók (1881-1945): Música para Cordas, Percussão e Celesta / Igor Stravinsky (1882-1971): Agon (Mravinsky)

Claude Debussy (1862-1918) – Prelude a l’ ‘Apres-midi d’un faune’
01. Prelude a l’ ‘Apres-midi d’un faun’

Béla Bartok (1881-1945) – Music for string instruments, percussion and celesta, Sz. 106
02. I. Andante tranquillo
03. II. Allegro
04. III. Adagio
05. IV. Allegro molto

Igor Stravinsky (1882-1971) – Agon, ballet for twelve dancers
06. Pas de Quatre
07. Double Pas de Quatre (8 female dancers)
08. Triple Pas de Quatre (8 female dancers and 4 male dancers)
09. Prelude
10. Saraband-step (male dance solo)
11. Gaillliarde (2 female dancers)
12. Coda (1 male and 2 female dancers)
13. Interlude
14. Bransle simple (2 male dancers)
15. Bransle Gay (1 female dancer)
16. Bransle Double (2 male and 1female dancers)
17. Interlude
18. Pas de deux (male dancer and female dancer)
19. Coda
20. Four duos (male and female dancers)
21. Four trios (male and 2 female dancers)
22. Coda (all the dancers)

Leningrad Philharmonic Orchestra
Yevgeny Mravinsky, regente

Recorded live at concerts in Great Hall of Moscow Philharmonics, February, 1965 (1-5), in Great Hall of Leningrad Philharmonics, October 30th, 1968, (6-22)

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Mravinsky com aquela maldade comunista de quem vai comer uma criança no jantar.

Carlinus

Johannes Brahms (1833-1897): Obra Completa para Violino e Piano (Steinbacher, Kukek)

Johannes Brahms (1833-1897): Obra Completa para Violino e Piano (Steinbacher, Kukek)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Brahms loguinho se envolveu com o gênero “Sonata para Violino”. Já em 1853 ele escreveu uma sonata em lá menor, que — como tantas outras obras juvenis deste compositor muito autocrítico — não sobrevive mais. Assim, a sonata em sol maior Op. 78, escrita em 1878/79, é contada como sua primeira contribuição ao gênero. Ela tem o apelido de “Regenlied Sonata” (literalmente “sonata da canção da chuva”) por causa da citação de uma canção que aparece no final. No verão de 1886, Brahms compôs, quase simultaneamente, as duas sonatas op. 100 e 108. Todas as três obras agora têm um lugar firme no cânone violinístico. O CD é finalizado com o Scherzo em dó menor que Brahms contribuiu para a chamada “FAE Sonata”, que ele compôs junto com Robert Schumann e Albert Dietrich como um presente para o violinista Joseph Joachim em 1853. Com seu forte contraste entre o Allegro turbulento e a parte emocional più moderato, o scherzo tornou-se um popular bis. A versão de Steinbacher e Kulek para as IRRETOCÁVEIS e PERFEITAS Sonatas de Brahms é digna dos maiores elogios. Steinbacher é uma dessas mocinhas bonitinhas que agora fazem sucesso na música erudita, mas não posso fazer nada: além disso, ela é uma fantástica violinista. Tem um toque muito sutil e aveludado, no que é acompanhada pelo compreensivo Kulek. Por falar em sexo, se há um compositor consensual, além de J. S. Bach, aqui no PQP, é Brahms. Com ênfase no trio que segue: Carlinus é apaixonado, mas eu, PQP, e FDP somos devotos. Aliás, já disse e repito: meus 3 compositores preferidos são Bach, Brahms, Beethoven, Bartók, Shostakovich e Mahler, fora outros.

Johannes Brahms (1833-1897): Obra Completa para Violino e Piano (Steinbacher, Kukek)

Violin Sonata No. 1 in G major, Op. 78
1)I. Vivace ma non troppo [11:04]
2)II. Adagio [8:55]
3)III. Allegro molto moderato [9:22]

Violin Sonata No. 2 in A major, Op. 100
4)I. Allegro amabile [8:26]
5)II. Andante tranquillo – Vivace [7:32]
6)III. Allegro grazioso (quasi andante) [5:43]

Violin Sonata No. 3 in D minor, Op. 108
7)I. Allegro [8:11]
8)II. Adagio [4:53]
9)III. Un poco presto e con sentimento [3:05]
10)IV. Presto agitato [5:54]

Violin Sonata in A minor, “F-A-E”: III. Scherzo in C minor, WoO 2
11) Allegro
12) Trio – Più moderato – In tempo ma marcato [5:50]

Arabella Steinbacher, violin
Robert Kulek, piano

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Arabella aquecendo-se antes de um concerto.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Obras para Órgão (12 CDs – Walcha)

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Obras para Órgão (12 CDs – Walcha)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o dia dos 340 anos de nascimento do maior compositor de todos os tempos, do GOAT. Não poderíamos deixar a data passar em branco. Então, resolvemos partir para o ataque de uma forma diferente. Escolhemos um dos gêneros principais e mais esquecidos de sua obra. Pois o órgão é uma coisa tão fora de moda que a gente esquece que era o instrumento preferido de Bach. É imensurável o que se perde relegando as obras de Sebastião Ribeiro para órgão a um segundo ou terceiro plano. Reduzir sua obra para o instrumento à Toccata & Fuga em Ré Menor, BWV 565, deveria ser crime inafiançável.

As obras para órgão de Johann Sebastian Bach representam um dos pilares da música ocidental e são essenciais tanto para a música sacra e secular quanto para a evolução da técnica e do repertório do instrumento. Bach, que foi um virtuose do instrumento, assim como outro grande compositor, Bruckner, além de profundo conhecedor da construção e da sonoridade do órgão. Compôs uma vasta coleção de peças que abrangem diferentes formas e estilos, consolidando o instrumento como um veículo para expressão artística, espiritualidade e inovação técnica. Bach não apenas dominou as formas tradicionais da música para órgão, como o prelúdio, a fuga e o coral, mas também expandiu os limites do instrumento em termos de harmonia, contraponto e uso do pedal. Sua música exige do organista uma grande destreza técnica e uma compreensão profunda das texturas polifônicas. Muitas das obras para órgão de Bach foram compostas para o contexto da igreja luterana, servindo como acompanhamento para o culto e reforçando a conexão entre música e fé. Seus prelúdios corais e fantasias sobre corais são exemplos de como ele transformava melodias religiosas simples em peças de profunda expressividade e complexidade contrapontística. Bach escreveu diversas obras que se tornaram marcos na literatura para o órgão, incluindo a Tocata e Fuga em Ré Menor, BWV 565 (uma das peças mais conhecidas da música ocidental, famosa pelo impacto dramático e virtuosismo), vários Prelúdios e Fugas para órgão (obras que exploram o contraponto e a riqueza harmônica do instrumento), a Passacaglia e Fuga em Dó Menor, BWV 582 (uma das mais impressionantes variações sobre um baixo ostinato, demonstrando o domínio estrutural de Bach). A música para órgão de Bach influenciou gerações de compositores, de Mendelssohn a Reger e até no desenvolvimento da música romântica e contemporânea para o instrumento. Sua abordagem técnica e expressiva continua sendo uma referência para organistas e um desafio fascinante para intérpretes até hoje. As obras para órgão de Bach são uma síntese da genialidade musical barroca, combinando estrutura rigorosa, profundidade emocional e um domínio absoluto do instrumento. Elas não apenas marcaram a história da música, mas deveriam seguir vivas em concertos e celebrações litúrgicas ao redor do mundo, reafirmando a atemporalidade do seu legado.

Helmut Walcha (1907 – 1991) foi um organista , cravista, professor e compositor alemão especializado nas obras dos mestres barrocos holandeses e alemães. Cego desde a adolescência, ele é conhecido principalmente por esta série que ora vos posto, tocada inteiramente de memória. Nascido em Leipzig, Walcha ficou cego aos 19 anos após vacinação contra varíola. Apesar de sua deficiência, ele entrou no Conservatório da cidade e se tornou assistente de Günther Ramin na Thomaskirche (posição ocupada pelo próprio Bach). Em 1929, Walcha aceitou uma posição em Frankfurt na Friedenskirche e permaneceu lá pelo resto de sua vida. De 1933 a 1938, ele lecionou no Conservatório Hoch. Em 1938, foi nomeado professor de órgão na Musikhochschule em Frankfurt e organista da Dreikönigskirche em 1946. Ele se aposentou das apresentações públicas em 1981 e morreu em Frankfurt. Walcha gravou as obras completas para teclado solo de Bach duas vezes, uma vez em mono (1947–52) e novamente em estéreo de 1956 a 1971. O primeiro ciclo (mono) foi remasterizado digitalmente e relançado como um conjunto de 10 CDs em caixa. Este último ciclo estéreo (lançado em 10/09/2001) foi remasterizado e relançado em uma caixa de 12 CDs — a mesma deste post. Esta edição também contém a gravação de sua própria conclusão da última peça de A Arte da Fuga.

.oOo.

Bach, Handel e Scarlatti nasceram em 1685. Handel em 23 de fevereiro, Bach em 21 de março, Scarlatti em 26 de outubro.

São três gigantes e o fato de terem nascido no mesmo ano já é coincidência suficiente. Bem que Rameau (1683) e Vivaldi (1678) poderiam ter esperado. Bem, mas isso talvez mudasse bastante a história da música, pois Bach foi muito influenciado pelo Prete Rosso (Padre Ruivo).

Vamos procurar mais coisas em comum entre nosso grande trio de compositores? O trio de 1685 foram figuras centrais do período barroco, contribuindo significativamente para a história e o repertório da arte musical e de meu período musical preferido, o barroco. Cada um à sua maneira e segundo o ambiente em que viveu, os três moldaram a estética e as técnicas musicais da época. Bach ficou conhecido tanto por suas obras sacras, quanto por sua música instrumental, incluindo aí obras que poderíamos chamar de conceituais. Handel tem sua música instrumental, mas destacou-se muito mais nas óperas e nos oratórios, enquanto Scarlatti foi um pioneiro da sonata para teclado, especialmente no cravo. Por obrigações empregatícias escreveu mais de 500 sonatas para cravo.

Outro ponto em comum entre eles é a influência italiana. O napolitano Scarlatti naturalmente não ficaria livre dela e incorporou o estilo italiano em suas obras, claro. O super estudioso Bach estudou e adaptou técnicas italianas, especialmente de Vivaldi, em suas composições. E Handel, alemão como Bach, passou boa parte de sua carreira na Itália e na Inglaterra, absorvendo e transformando o estilo italiano em suas óperas e oratórios. Aliás, as Cantatas Italianas de Handel, escritas em sua juventude na Itália, são esplêndidas!

Mas há mais. Bach, Handel e Scarlatti eram todos exímios tecladistas. Bach era respeitadíssimo como organista e cravista, Handel destacou-se como cravista, e Scarlatti foi um dos maiores virtuoses do instrumento em sua época. Suas obras para teclado continuam sendo pilares do repertório até hoje.

Aparentemente, os três nunca se encontraram pessoalmente, mas há várias lendas e talvez uma tentativa real de encontro. A principal lenda: Handel e Scarlatti supostamente competiram em um “duelo” de cravo em Roma, onde a turma do deixa disso declarou Scarlatti superior ao cravo e Handel no órgão. Um empate real ou arranjado? Enquanto eles duelavam, Bach devia estar bebendo cerveja ou brigando com seus empregadores, mas era um admirador de Handel e diz-se que tentaram entrar em contato, sem sucesso.

Como já disse, os três compositores trabalharam tanto com música sacra quanto profana. Bach é conhecido por suas obras sacras e também pela secular. Handel equilibrou óperas e oratórios, ficando mais na área da música vocal. Já Scarlatti foi muito mais focado na música instrumental, mas também compôs obras vocais sacras.

Outra coincidência é que os três morreram em um intervalo relativamente curto de tempo: Scarlatti em 1757, Handel em 1759 e Bach em 1750. Dá pra dizer que a período barroco é finalizado com suas mortes.

A última coincidência é triste e exclui Scarlatti. Bach e Handel, quando velhos, passaram a sofrer de catarata e foram operados por John Taylor (1703–1770). Pois bem, este médico charlatão britânico — doutor em autopromoção — cegou Bach e Handel, entre muitos outros. Taylor era um notório farsante. Ambos os compositores estavam com dificuldades de visão, mas depois das “cirurgias” de Taylor, ficaram irremediavelmente cegos. Taylor é famoso. Pesquisem.

Mas hoje é dia do nascimento de Bach. E pergunto: afinal, Bach nasceu em 21 ou 31 de março de 1685? No dia 21. Vamos falar de 1582? Naquele ano, o calendário gregoriano foi introduzido em alguns países da Europa, não em todos. A Itália, a Espanha, Portugal e a Polônia, os mais católicos, aceitaram a mudança ditada pela igreja, o resto não. Só depois é que todos os outros países aderiram. O 21 de março de 1685 da Alemanha não era o mesmo 21 de março de 1685 na Itália, Espanha etc. Havia 10 dias de diferença. O dia em que Bach nasceu foi “chamado” de 21 de março na Alemanha, onde eles ainda estavam usando o calendário juliano. Mas Bach nasceu num 31 de março, considerando o calendário que todos usam hoje, o gregoriano. O que vale? Ora, segundo os historiadores, vale o que está escrito lá na igreja onde Johann Sebastian Bach foi registrado. Vale o 21 de março. Perguntem ao Francisco Marshall que ele confirmará.

Da mesma forma, é muitas vezes dito que Shakespeare e Cervantes morreram exatamente no mesmo dia, 23 de abril de 1616. A rigor, não é verdade. As mortes foram separadas por 10 dias. A de Shakespeare ocorreu em 23 de abril de 1616 (juliano), que equivalente hoje a 3 de maio (gregoriano). A de Cervantes aconteceu no dia 23 gregoriano. Mas os historiadores dizem que o que vale é o que está escrito, então ambos morreram em 23 de abril, mas com uma diferença de dez dias. Então, eles morreram no mesmo dia, mas não ao mesmo tempo… Vá entender!

O que é certo é que podemos comemorar o(s) aniversário(s) de Bach, nosso maior ídolo, com (muita) cerveja. Bach a amava e era também uma questão de segurança, de saúde. Dizem que ele a produzia em quantidades industriais em sua própria casa. Mas esta é uma história pra a gente resolver pessoalmente, né?

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Obras para Órgão (12 CDs – Walcha)

Toccata & Fugue In D Minor, BWV 565
1-1 Toccata: Adagio 2:38
1-2 Fuge 6:52
Toccata & Fugue In F Major, BWV 540
1-3 Toccata 9:33
1-4 Fuge 5:39
Toccata & Fugue BWV 538 ”Dorian”
1-5 Toccata 6:04
1-6 Fuge 7:08
Toccata, Adagio And Fugue In C Major, BWV 564
1-7 Toccata 5:24
1-8 Adagio 4:36
1-9 Fuge 5:11
Fantasia & Fugue In G Minor, BWV 542
1-10 Fantasia 6:11
1-11 Fuge 6:48

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2-1 Fantasia In C Minor, BWV 562 4:40
Passacaglia & Fugue In C Minor, BWV 582
2-2 Passacaglia 7:55
2-3 Thema Fugatum 5:48
2-4 Fantasia In G Major, BWV 572 8:52
Fantasia & Fugue In C Minor, BWV 537
2-5 Fantasia 4:36
2-6 Fuga 4:23
Prelude & Fugue In E Minor, BWV 548
2-7 Praeludium 6:56
2-8 Fuga 7:43
Prelude & Fugue In C Major, BWV 547
2-9 Praeludium 5:02
2-10 Fuga 5:30
Prelude & Fugue In G Major, BWV 541
2-11 Praeludium 3:17
2-12 Fuga 5:25

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Prelude & Fugue in B minor, BWV 544
3-1 Praeludium 6:56
3-2 Fuga 6:51
Prelude & Fugue In F Minor, BWV 534
3-3 Praeludium 4:32
3-4 Fuga 5:17
Prelude & Fugue In C Minor, BWV 546
3-5 Praeludium 6:58
3-6 Fuga 5:48
Prelude & Fugue In A Minor, BWV 543
3-7 Praeludium 4:03
3-8 Fuga 7:24
Trio Sonata No.1 In E Flat Major, BWV 525
3-9 1. (Allegro) 3:13
3-11 2. Adagio 5:39
3-12 3. Allegro 4:22
Trio Sonata No.6 In G Major, BWV 530
3-12 1. Vivace 4:25
3-13 2. Lento 5:09
3-14 3. Allegro 4:11

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Trio Sonata No.2 In C Minor, BWV 526
4-1 1. Vivace 3:58
4-2 2. Largo 3:35
4-3 3. Allegro 4:42
Trio Sonata No.3 In D Minor, BWV 527
4-4 1. Andante 4:41
4-5 2. Adagio E Dolce 5:39
4-6 3. Vivace 3:59
Trio Sonata No.4 In E Minor, BWV 528
4-7 1. Adagio – Vivace 2:42
4-8 2. Andante 4:41
4-9 3. Un Poco Allegro 2:54
Trio Sonata No.5 In C Major, BWV 529
4-10 1. Allegro 5:26
4-11 2. Largo 5:39
4-12 3. Allegro 4:10
Prelude & Fugue In C Major, BWV 545
4-13 Praeludium 2:04
4-14 Fuga 3:58
Prelude & Fugue In A Major, BWV 536
4-15 Praeludium 1:58
4-16 Fuga 4:30

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Prelude & Fugue In C Major, BWV 531
5-1 Praeludium 2:26
5-2 Fuga 4:23
Prelude & Fugue In E Minor, BWV 533
5-3 Praeludium 1:59
5-4 Fuga 2:22
Prelude & Fugue In D Major, BWV 532
5-5 Praeludium 4:33
5-6 Fuga 6:07
Prelude & Fugue In G Major, BWV 550
5-7 Praeludium 2:32
5-8 Fuga 4:17
Prelude & Fugue In D Minor, BWV 539
5-9 Praeludium 2:19
5-10 Fuga 5:39
Prelude & Fugue In A Minor, BWV 551
5-11 Praeludium 2:08
5-12 Fuga 3:15
5-13 Fugue On A Theme By Giovanni Legrenzi In C Minor, BWV 574
Composed By [Theme] – Giovanni Legrenzi
7:35
5-14 Fugue On A Theme By Arcangelo Corelli In B Minor, BWV 579
Composed By [Theme] – Arcangelo Corelli
5:52

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Prelude & Fugue In G Minor, BWV 535
6-1 Praeludium 3:11
6-2 Fuga 4:27
6-3 Fugue In G Minor, BWV 578 4:07
6-4 Pastorale In F Major, BWV 590 12:17
6-5 Canzona In D Minor, BWV 588 6:00
6-6 Allabreve In D Major, BWV 589 4:50
Four Duettos From “Part III Of The Clavier-Übung”
6-7 Duetto I In E Minor, BWV 802 3:11
6-8 Duetto II In F Major, BWV 803 4:00
6-9 Duetto III In G Major, BWV 804 3:07
6-10 Duetto IV In A Minor, BWV 805 3:05
6-11 Contrapuntcus 18 In D Minor, From “The Art Of The Fugue”, BWV 1080
Composed By [Completed by] – Helmut Walcha
10:37

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Orgelbüchlein BWV 599-644
7-1 Nun Komm, Der Heiden Heiland BWV 599 1:48
7-2 Gott, Durch Deine Güte BWV 600 1:10
7-3 Herr Christ, Der Ein’ge Gottes Sohn BWV 601 1:56
7-4 Lob Sei Dem Allmächtigen Gott BWV 602 0:50
7-5 Puer Natus In Bethlehem BWV 603 1:01
7-6 Gelobet Seist Du, Jesu Christ BWV 604 1:25
7-7 Der Tag, Der Ist So Freudenreich BWV 605 1:46
7-8 Vom Himmel Hoch, Da Komm Ich Her BWV 606 0:40
7-9 Vom Himmel Kam Der Engel Schar BWV 607 1:09
7-10 In Dulci Jubilo BWV 608 1:41
7-11 Lobt Got, Ihr Christen, Allzugleich BWV 609 0:51
7-12 Jesu, Meine Freude BWV 610 2:41
7-13 Christum Wir Sollen Loben Schon BWV 611 2:01
7-14 Wir Christenleut BWV 612 1:25
7-15 Helft Mir, Gottes Güte Preisen BWV 613 1:05
7-16 Das Alte Jahr Vergangen Ist BWV 614 2:12
7-17 In Dir Ist Freude BWV 615 2:49
7-18 Mit Fried Und Freud Ich Fahr Dahin BWV 616 2:21
7-19 Herr Gott, Nun Schleuß Den Himmel Auf BWV 617 2:29
7-20 O Lamm Gottes, Unschuldig BWV 618 3:54
7-21 Christe, Du Lamm Gottes BWV 619 1:27
7-22 Christus, Der Unst Selig Macht BWV 620 2:19
7-23 Da Jesus An Dem Kreuze Stund BWV 621 1:26
7-24 O Mensch, Bewein’ Dein’ Sünde Groß BWV 622 4:34
7-25 Wir Danken Dir, Herr Jesu Christ BWV 623 1:13
7-26 Hilf Gott, Daß Mir’s Gleinge BWV 624 1:33
7-27 Christ Lag In Todesbanden BWV 625 1:18
7-28 Jesus Christus, Unser Heiland BWV 626 1:00
7-29 Christ Ist Erstanden BWV 627 4:16
7-30 Erstanden Ist Der Heil’ge Christ BWV 628 0:43
7-31 Ercheinen Ist Der Herrliche Tag BWV 629 1:10
7-32 Heut’ triumphiert Gottes Sohn BWV 630 1:32
7-33 Komm, Gott Schöpfer, Heiliger Geist BWV 631 0:53
7-34 Herr Jesu Christ, Dich Zu Uns Wend BWV 632 1:10
7-35 Liebster Jesu, Wir Sind Hier BWV 633 1:50
7-36 Dies Sind Die Heil’gen Zehn Gebot BWV 635 1:26
7-37 Vater Unser Im Himmelreich BWV 636 1:30
7-38 Durch Adams Fall Ist Ganz Verderbt BWV 637 2:04
7-39 Es Ist Das Heil Uns Kommen Her BWV 638 1:06
7-40 Ich Ruf’ Zu Dir, Herr Jesu Christ BWV 639 2:11

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Orgelbüchlein (cont.)
8-1 In Dich Hab Ich Gehoffet, Herr BWV 640 1:08
8-2 Wenn Wir In Höchsten Nöten Sein BWV 641 1:47
8-3 Wer Nur Den Lieben Gott Läßt Walten BWV 642 2:06
8-4 Alle Menschen Müssen Sterben BWV 643 1:34
8-5 Ach Wie Nichtig, Ach Wie Flüchtig BWV 644 0:51
Chorale Settings
8-6 Herr Jesu Christ, Dich Zu Uns Wend BWV 709 2:53
8-7 Herzlich Tut Mich Verlangen BWV 727 2:18
Part III Of The Clavier-Übung (“Organ-Mass”)
8-8 Prelude In E Flat Major, BWV 552/1 9:26
Chorale Settings
8-9 1. Kyrie, Gott Vater In Ewigkeit BWV 669 3:05
8-10 2. Christe, Aller Welt Trost BWV 670 4:01
8-11 3. Kyrie, Gott Heiliger Geist BWV 671 4:36
8-12 4. Kyrie, Gott Vater In Ewigkeit BWV 672 1:32
8-13 5. Christe, Aller Welt Trost BWV 673 1:20
8-14 6. Kyrie, Gott Heiliger Geist BWV 674 1:26
8-15 7. Allein Gott In Der Höh Sei Ehr BWV 675 3:21
8-16 8. Allein Gott In Der Höh Sei Ehr BWV 676 4:56
8-17 9. Fughetta Super: Allein Gott In Der Höh Sei Ehr BWV 677 1:10
8-18 10. Dies Sind Die Heil’gen Zehen Gebot BWV 678 4:31
8-19 11. Fughetta Super: Dies Sind Die Heil’gen Zehen Gebot BWV 679 2:11
8-20 12. Wir Glauben All An Einen Gott BWV 680 3:25
8-21 13. Fughetta Super: Wir Glauben All An Einen Gott BWV 681 1:14
8-22 14. Vater Unser Im Himmelreich BWV 682 6:22
8-23 15. Vater Unser Im Himmelreich BWV 683 1:41

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9-1 16. Christ Unser Herr Zum Jordan Kam BWV 684 5:22
9-2 17. Christ Unser Herr Zum Jordan Kam BWV 685 1:14
9-3 18. Aus Tiefer Not Schrei Ich Zu Dir BWV 686 5:26
9-4 19. Aus Tiefer Not Schrei Ich Zu Dir BWV 687 4:32
9-5 20. Jesus Christus, Unser Heiland BWV 688 4:32
9-6 21. Fuga Super: Jesus Christus, Unser Heiland BWV 689 3:58
9-7 Fugue In E Flat Major, BWV 552/2 7:25
Chorale Settings
9-8 Fuga Sopra Il Magnificat BWV 733 4:36
9-9 Nun Freut Euch, Lieben Christen G’mein, Oder: Es Ist Gewißlich An Der Zeit BWV 734 2:22
9-10 Fuga Sopra: Vom Himmel Hoch, Da Komm Ich Her BWV 700 2:23
Canonic Varietions On The Christmas Hymn “Vom Himmel Hoch, Da Komm Ich Her” BWV 769
9-11 Variatio 1: Nel Canone All’ottava 1:29
9-12 Variatio 2: Alio Modo, Nel Canone Alla Quinta 1:26
9-13 Variatio 3: Canone Alla Settima 2:20
9-14 Variatio 4: Per Augmentationem, Nel Canone All’ottava 2:51
9-15 Variatio 5: L’altra Sorte Del Canone Al Rovescio: 1) Alla Sesta, 2) Alla Terza, 3) Alla Seconda E 4) Alla Nona 3:00
Vom Himmel Hoch, Da Komm Ich Her, Bwv 769
9-16 Chorale “An Wasserflüssen Babylon” BWV 653b 4:51
9-17 Chorale Setting “Valet Will Ich Dir Geben” BWV 736 4:09

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Eighteen Chorales Of Diverse Kinds
10-1 1. Fantasia Super: Komm, Heiliger Geist BWV 651 6:01
10-2 2. Komm, Heiliger Geist BWV 652 6:48
10-3 3. An Waserflüssen Babylon BWV 653 5:11
10-4 4. Schmücke Dich, O Liebe Seele BWV 654 7:32
10-5 5. Trio Super: Her Jesu Christ, Dich Zu Uns Wend BWV 655 3:57
10-6 6. O Lamm Gottes, Unschuldig (3 Versus) BWV 656 8:00
10-7 7. Nun Danket Alle Gott BWV 657 4:41
10-8 8. Von Gott Will Ich Nicht Lassen BWV 658 3:07
10-9 9. Nun Komm, Der Heiden Heiland BWV 659 3:43
10-10 10. Trio Super: Nun Komm, Der Heiden Heiland BWV 660 3:20
10-11 11. Nun Komm, Der Heiden Heiland BWV 661 2:56
10-12 12. Allein Gott In Der Höh Sei Ehr BWV 662 5:26
10-13 13. Allein Gott In Der Höh Sei Ehr BWV 663 7:23
10-14 14. Trio Super: Allein Gott In Der Höh Sei Ehr BWV 664 5:16

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11-1 15. Jesus Christus, Unser Heiland BWV 665 4:45
11-2 16. Jesus Christus, Unser Heiland BWV 666 3:12
11-3 17. Komm, Gott Schöpfer, Heiliger Geist BWV 667 2:28
11-4 18. Vor Deinen Thron Tret Ich Hiermit BWV 668/668a 4:04
Six Chorales Of Diverse Kinds (“Schübler” Chorales)
11-5 1. Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme BWV 645 4:11
11-6 2. Wo Soll Ich Fliehen Hin, Oder: Auf Meinem Lieben Gott BWV 646 2:03
11-7 3. Wer Nur Den Lieben Gott Läßt Walten BWV 647 3:10
11-8 4. Meine Seele Erhebet Den Herrn BWV 648 1:52
11-9 5. Ach, Bleib Bei Uns, Herr Jesu Christ BWV 649 3:06
11-10 6. Kommst Du Nun, Jesu, Vom Himmel Herunter BWV 650 3:29
11-11 Chorale Partita “Sei Gegrüßet, Jesu Gütig” BWV 768 20:41
The Art Of Fugue In D Minor, BWV 1080
11-12 1. Contrapunctus 1 3:47
11-13 2. Contrapunctus 2 3:11
11-14 3. Contrapunctus 3 3:18
11-15 4. Contrapunctus 4 5:28
11-16 5. Contrapunctus 5 4:15

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12-1 6. Contrapunctus 6, A 4, In Stylo Francese 4:12
12-2 7. Contrapunctus 7, A 4, Per Augmentationem Et Diminutionem 3:57
12-3 8. Contrapunctus 8, A 3 6:36
12-4 9. Contrapunctus 9, A 4, Alla Duodecima 4:15
12-5 10. Contrapunctus 10, A 4, Alla Decima 4:14
12-6 11. Contrapunctus 11, A 4 7:35
12-7 12. (15.) Canon Alla Ottava 3:02
12-8 13. (17.) Canon Alla Duodecima In Contrapuncto Alla Quinta 2:28
12-9 14. (16.) Canon Alla Decima In Contrapuncto Alla Terza 4:47
12-10 15. (14.) Canon Per Augmentationem In Contrario Motu 4:08
12-11 16. (13.) Contrapunctus, A 3 -rectus 2:52
12-12 16. (13.) Contrapunctus, A 3 -inversus 2:52
12-13 17. (12.) Contrapunctus, A 4 -rectus 3:04
12-14 17. (12.) Contrapunctus, A 4 -inversus 3:02
12-15 18. Fuga A 4 Soggetti (unfinished) 8:42

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Helmut Walcha, órgão

O órgão da Igreja de Bach, Arnstadt, Alemanha

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.: interlúdio :. Egberto Gismonti: Alma (1987)

.: interlúdio :. Egberto Gismonti: Alma (1987)

Estava com saudades deste disco onde Egberto passa uma régua em suas composições até 1987. Tudo num disco solo, com ar de sarau caseiro e competência de clube de jazz americano ou londrino. Claro que é uma enorme redução e ninguém deve pensar que passa a conhecer o Egberto pré 1987 ouvindo Alma. Aquele foi um período tão criativo que Alma é uma passadinha pelos momentos mais curtos e melódicos do compositor. Por exemplo, como incluir em Alma o notável e irrepetível Dança das Cabeças? E todos as variações que resultaram em memoráveis discos da ECM? Bem, mas para quem quer conhecer um pouco ou lembrar Egberto, Alma é excelente.

Egberto Gismonti: Alma (1987)

1. Baiao Malandro 4:16
2. Palhaço 4:07
3. Loro 3:59
4. Maracatú 5:30
5. Karatê 2:39
6. Agua & Vinho 5:04
7. Frevo 6:09
8. Cigana 4:43
9. Ruth 7:03
10. Sanfona 5:31
11. Fala Da Paixao 8:26
12. Realejo 4:48
13. 7 Anéis 8:54

Egberto Gismonti, piano

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Egberto Gismonti: surpreendendo desde 1969

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