Max Bruch (1838-1920): Oito Peças / Vincent d`Indy (1851-1931): Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano (Amici Ensemble)

Max Bruch (1838-1920): Oito Peças / Vincent d`Indy (1851-1931): Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano (Amici Ensemble)

Um tranquilo e bom CD. Tudo bonito, poético e no lugar. As 8 Peças para Piano, Clarinete (Violino) e Violoncelo, Op. 83, de Max Bruch (1838–1920), são uma joia pouco explorada do repertório de música de câmara do Romantismo alemão. Embora Bruch seja mais lembrado por seu ardente Concerto para Violino nº 1 ou Kol Nidrei, essas miniaturas revelam seu talento para melodias elegantes. Compostas em 1910, quando Bruch já era um compositor idoso (72 anos) e já ofuscado por Brahms e Wagner. Refletem um romantismo tardio, com influências de Schumann e Mendelssohn, mas mantendo a linguagem harmônica conservadora de Bruch. Diferente de suas obras orquestrais dramáticas, essas peças são íntimas, líricas e nostálgicas. O Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano, Op. 29, de Vincent d’Indy é uma obra-prima da música de câmara francesa fin de siècle escrita em 1887. Nela, já surge aquela sensibilidade impressionista que começaria a emergir na França. A obra homenageia Johannes Brahms (que também escreveu um trio para a mesma formação), mas com harmonias mais fluidas e cores tipicamente francesas.

Max Bruch (1838-1920): Oito Peças / Vincent D`Indy (1851-1931): Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano (Amici Ensemble)

Bruch, Max
8 Pieces, Op. 83
1 I. Andante 03:49
2 II. Allegro con moto 02:35
3 III. Andante con moto 06:41
4 IV. Allegro agitato 03:48
5 V. Rumanische Melodie: Andante 05:12
6 VI. Nachtgesang (Nocturne): Andante con moto 06:10
7 VII. Allegro vivace, ma non troppo 03:22
8 VIII. Moderato 04:34

Indy, Vincent d’
Clarinet Trio, Op. 29
9 I. Overture: Modéré 14:11
10 II. Divertissement: Vif et anime 06:00
11 III. Chant Elegiaque: Lent 06:00
12 IV. Finale: Anime 09:43

Amici Ensemble

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Max Bruch pensando em como se livrar de toda a famiglia Bolsonaro

PQP

Poulenc, d`Indy, Roussel, Koechlin: Le bal masqué e outras obras (Viotta Ensemble)

Poulenc, d`Indy, Roussel, Koechlin: Le bal masqué e outras obras (Viotta Ensemble)

Eis Le bal masqué, de Poulenc, compositor que parte de vocês conhece e cuja obra é de uma alegria toda pessoal e invulgar, como poucos lograram na História da Música (Poulenc foi quem melhor herdou a veia satírica de Erik Satie, por mais que tentem encher a bola de Milhaud).

Tem outras peças bacanas no CD, mas a principal é esse “baile de máscaras” doideca, cuja letra de Jean Cocteau é deveras engraçada.

(Atualização do post: o visitante Egberto Gustavo Carmo nos escreveu para corrigir que a letra não é de Cocteau e sim de Max Jacob, além de fazer uma ótima descrição da obra, que transcrevemos abaixo)

Olá, gostaria de retificar o informado.

Baile de máscaras resulta numa cantata secular que aproveita textos originais de poemas de M. Jacob (1876-1944), e não de Jean Cocteau como citado, e foi escrita no início de 1932 sendo estreada em Abril desse ano. Foi composta para um spectacle-concert organizado por Marie-Laure e Charles Noailles na sua mansão em Hyères. Trata-se de uma obra que deixou o compositor particularmente orgulhoso, sobretudo por ter conseguido “…encontrar os meios para glorificar a atmosfera suburbana que tanto gosto. Tudo isto graças ao texto de Jacob […] e ao material instrumental utilizado”. O “Préambule et Air de bravoure” é pleno de dinâmica e ironia, aliás, traços característicos de Poulenc. O “Intermède”, instrumental, de carácter mais lírico, apresenta uma continuidade rítmica que torna melíflua a sucessão de eventos que vão tomando lugar na partitura. Depois da toada cigana da valsa “Malvina”, segue a “Bagatelle” que, à guisa de um capricho virtuosístico, faz lembrar o estilo de N. Paganini (1782-1840), ainda que numa linguagem do século XX. Ao escrever La Dame aveugle, Poulenc teve como inspiração uma mulher muito rica que costumava observar durante a sua adolescência em Nogent-sur-Marne. O seu aspecto espalhafatoso terá impressionado de tal forma o compositor que esta foi a forma que encontrou para a retratar. O Finale pretende ser “estupendo e terrifico”, segundo suas proprias palavras, trata-se da chave da obra reunindo os diferentes estilos ouvidos até o mesmo.” O autorretrato perfeito de Max Jacob conforme o conheci pessoalmente em Montmartre em 1920″.

Este post é para o CDF, o cultuador da música do séc. XX neste blog.

***

Poulenc, d`Indy, Roussel, Koechlin: Le bal masqué e outras obras (Viotta Ensemble)

01. Suite dans le style ancien, Op. 24: I. Prélude. Lent 1:40
compositeur(s) Vincent d’Indy artiste(s)Viotta Ensemble
02. Suite dans le style ancien, Op. 24: II. Entrée. Gai et modéré 2:40
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble
03. Suite dans le style ancien, Op. 24: III. Sarabande. Lent 3:34
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble
04. Suite dans le style ancien, Op. 24: IV. Menuet. Animé 3:19
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble
05. Suite dans le style ancien, Op. 24: V. Ronde française. Assez animé 2:58
compositeur(s)Vincent d’Indyartiste(s)Viotta Ensemble

06. String Trio, Op. 58: I. Allegro moderato 3:52
compositeur(s) Albert Roussel artiste(s)Viotta Ensemble
07. String Trio, Op. 58: II. Adagio 6:13
compositeur(s)Albert Rousselartiste(s)Viotta Ensemble
08. String Trio, Op. 58: III. Allegro con spirito 2:47
compositeur(s)Albert Rousselartiste(s)Viotta Ensemble

09. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: I. Andante, très calme, presque adagio 3:54
compositeur(s) Charles Koechlin artiste(s)Viotta Ensemble
10. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: II. Andante con moto 1:19
compositeur(s)Charles Koechlinartiste(s)Viotta Ensemble
11. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: III. Presque adagio 3:12
compositeur(s)Charles Koechlinartiste(s)Viotta Ensemble
12. Sonatine No. 2, Op. 194 No. 2: IV. Finale. Allegro 3:03
compositeur(s)Charles Koechlinartiste(s)Viotta Ensemble

13. Le Bal masqué, FP 60: I. Préambule et Air de bravoure, “Madame la Dauphine ne verra pas le beau film” 4:23
compositeur(s) Francis Poulenc artiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger
14. Le Bal masqué, FP 60: II. Intermède 2:19
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble
15. Le Bal masqué, FP 60: III. Malvina, “Voilà qui j’espère effraie” 2:17
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger
16. Le Bal masqué, FP 60: IV. Bagatelle 2:13
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble
17. Le Bal masqué, FP 60: V. La dame aveugle, “La dame aveugle dont les yeux saignent choisit ses mots” 2:15
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger
18. Le Bal masqué, FP 60: VI. Finale, “Réparateur perclus de vieux automobiles” 4:43
compositeur(s)Francis Poulencartiste(s)Viotta Ensemble, Maarten Koningsberger

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Poulenc emprestando algumas almofadas para o pessoal do PQP

CVL