Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas – Vol. 1, 2 e 3 de 10 – Vladimir Ashkenazy

41zpyGh-RIL._SS500Reconheço que nunca fui fã de Vladimir Ashkenazy, o prefiro em um repertório mais russo, digamos assim. Suas gravações de Rachmaninov são espetaculares, entre as melhores já realizadas. Mas quando se trata de Beethoven, aí dou-me ao direito de não gostar. Prefiro outros intérpretes.
Mas como assim, FDPBach? Não gostas do cara e estás postando a integral das sonatas de Beethoven com ele? Logo as que dizes não admirar? Pois é, a vida tem destas coisas. Estou sendo democrático e deixando ao cargo dos senhores de analisar a dita cuja. Tem momentos muito interessantes, por isso, fiquem a vontade para me criticar depois, dizendo que esta é melhor integral que já ouviram. Em minha defesa poderia dizer que estas gravações me foram apresentadas em momento desfavorável, eu diria, em um momento delicado e confuso de minha vida, e ela acabou por se tornar a trilha sonora daquele momento. Creio que no disco tinha a Sonata ao Luar, e talvez a Patética, mas não tenho certeza. Como disse, foi um momento de transição, e aquela abordagem não me apeteceu.

Mas vamos ao que viemos.

CD 1

01 – Piano Sonata No.1 in F minor, Op.2, No.1 (1795)_ I. Allegro
02 – II. Adagio
03 – III. Menuetto & Trio_ Allegretto
04 – IV. Prestissimo
05 – Piano Sonata No.2 in A major, Op.2, No.2 (1795)_ I. Allegro vivace
06 – II. Largo appassionato
07 – III. Scherzo & Trio_ Allegretto
08 – IV. Rondo. Grazioso
09 – Piano Sonata No.3 in C major, Op.2, No.3 (1795)_ I. Allegro con brio
10 – II. Adagio
11 – III. Scherzo & Trio_ Allegro
12 – IV. Allegro assai

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CD 2

01 -Piano Sonata No.4 in E-flat major, Op.7 (1797)_ I. Allegro molto e con brio
02 – II. Largo, con gran espressione
03 – III. Allegro
04 – IV. Rondo_ Poco allegretto e grazioso
05 – Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10, No.1 (1798)_ I. Molto allegro e con brio
06 – II. Adagio molto
07 – III. Finale_ Prestissimo
08 – Piano Sonata No.6 in F major, Op.10, No.2 (1798)_ I. Allegro
09 – II. Allegretto
10 – III. Presto

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CD 3

01 – Piano Sonata No.7 in D major, Op.10, No.3 (1798)_ I. Presto
02 – II. Largo e mesto
03 – III. Menuetto
04 – IV. Rondo_ Allegro
05 – Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 ‘Pathetique’ (1798)_ I. Grave – Allegro di molto e con brio
06 – II. Adagio cantabile
07 – III. Rondo_ Allegro
08 – Piano Sonata No.9 in E major, Op.14, No.1 (1799)_ I. Allegro
09 – II. Allegretto
10 – III. Rondo_ Allegro commodo
11 – Piano Sonata No.10 in G major, Op.14, No.2 (1799)_ I. Allegro
12 – II. Andante
13 – III. Scherzo_ Allegro assai

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Vladimir Ashkenazy – Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral

Eu não sou tarado por essas sonatas de Beethoven — prefiro as sonatas mais, digamos, novas — , mas a grande estrela da Hyperion Angela Hewitt as toca tão bem que permaneci ouvindo o CD mesmo durante o jogo do Inter no fim-de-semana. Fiquei com o CD Player ligado ouvindo a Hewitt enquanto via o Inter na TV montar sua pilhinha de gols no Grêmio. A A TV sem som, claro, para não ouvir as imbecilidades dos comentaristas. Nos dois casos houve vitória, aqui bem mais fácil do que em campo, pois Angie não foi obrigada — ainda bem — a bater pênaltis.

Mesmo com um olho no jogo, pude notar o senso de estilo de uma pianista tão afeita aos barrocos quanto a Ravel. Sua Patética, olha, saiu boa demais. Ouvi duas vezes as duas primeiras sonatas; na terceira já estava mais preocupado com a partida. Mas confiram porque é biscoito fino!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral

1. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: I. Allegro
2. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: II. Andante
3. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: III. Scherzo: Allegro vivace
4. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: IV. Rondo: Allegro ma non troppo

5. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: I. Grave – Allegro di molto e con brio
6. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: II. Adagio cantabile
7. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: III. Rondo: Allegro

8. No.3 in C, Op.2/3: I. Allegro con brio
9. No.3 in C, Op.2/3: II. Adagio
10. No.3 in C, Op.2/3: III. Scherzo: Allegro
11. No.3 in C, Op.2/3: IV. Allegro assai

Angela Hewitt, piano

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Beethoven -- em foto de 1992 -- é o que está com a língua de fora
Beethoven — em foto de 1992 — é o que está com a língua de fora

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano

Beethoven Foldes

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Andor Foldes (1913-1992) foi um daqueles húngaros notáveis do início do século passado. Fricsay, Reiner, Dorati, Solti, Ormandy, Kodály, Bartók, Anda, Cziffra… Quem mais, dentro os pequenos países, teve uma geração como essa? E ela seguiu com brilho na segunda metade do século XX. Aqui, direto dos tesouros da Deutsche Grammophon, temos Foldes esmerilhando algumas Sonatas de Beethoven. Raramente pude ouvir gravações melhores, principalmente das primeiras Sonatas. Foldes esteve sempre muito próximo à música de seu contemporâneo Béla Bartók, então achei que ia gostar mais das Sonatas mais modernas de Beethoven. Mas não, admirei as primeiras. É que depois de ouvir Pollini nas últimas Sonatas não tem mais jeito. Mas Foldes foi um monstro!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano

CD 1
1 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 -“Pathétique”: 1. Grave – Allegro di molto e con brio
2 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 -“Pathétique”: 2. Adagio cantabile
3 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 -“Pathétique”: 3. Rondo (Allegro)

4 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 1. Allegro
5 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 2. Andante
6 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 3. Scherzo. Allegro vivace
7 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 4. Rondo. Allegro ma non troppo

8 Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -“Tempest”: 1. Largo – Allegro
9 Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -“Tempest”: 2. Adagio
10 Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -“Tempest”: 3. Allegretto

11 Piano Sonata No.21 in C, Op.53 -“Waldstein”: 1. Allegro con brio
12 Piano Sonata No.21 in C, Op.53 -“Waldstein”: 2. Introduzione (Adagio molto)
13 Piano Sonata No.21 in C, Op.53 -“Waldstein”: 3. Rondo (Allegretto moderato – Prestissimo)

CD2
1 Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata”: 1. Allegro assai
2 Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata”: 2. Andante con moto
3 Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata”: 3. Allegro ma non troppo

4 Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -“Les adieux”: 1. Das Lebewohl (Adagio – Allegro)
5 Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -“Les adieux”: 2. Abwesenheit (Andante espressivo)
6 Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -“Les adieux”: 3. Das Wiedersehen (Vivacissimamente)

7 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 1. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung (Allegretto ma non troppo)
8 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 2. Lebhaft, marschmäßig (Vivace alla marcia)
9 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 3. Langsam und sehnsuchtsvoll (Adagio ma non troppo, con affetto)
10 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 4. Geschwind, doch nicht zu sehr und mit Entschlossen- heit (Allegro)

11 Piano Sonata No.30 in E, Op.109: 1. Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo – Tempo I
12 Piano Sonata No.30 in E, Op.109: 2. Prestissimo
13 Piano Sonata No.30 in E, Op.109: 3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo)

Andor Foldes, piano

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Grande Foldes!!!
Grande Foldes!!!

PQP

Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grigory Sokolov (1950) é um artista excepcional, uma lenda. Ele é considerado um dos maiores pianistas vivos e é adorado pelo publico em concertos sempre esgotados. Seu álbum de estreia na Deutsche Grammophon foi um enorme sucesso e é ainda o disco mais vendido pelo selo em 2016. Sokolov retorna com mais uma excelente gravação ao vivo — realizadas durante concertos em Varsóvia e Salzburgo — como gosta de fazer. Eu também as prefiro aos registros 100% corretos — e às vezes engessados — dos estúdios de gravação. O repertório é absolutamente fantástico. Vamos dos melodiosos Impromptus de Schubert, fazendo um descanso nas três peças para piano do mesmo compositor e para depois adentrar a mais lenta Sonata Hammerklavier que conheço. São 53 minutos! Depois vamos para a leveza de Rameau e finalizamos com a densidade de Brahms. E, curiosamente, tudo combina direitinho. Um CD que está no mais sublime grau de poesia e intimidade.

Schubert / Beethoven / Rameau / Brahms: Impromptus / Hammerklavier e outras peças

CD1:
Franz Schubert – Impromtus D 899
1. No.1
2. No.2
3. No.3
4. No.4

Franz Schubert – Three Piano Pieces D 946
5. No.1
6. No.2
7. No.3

CD2:
Ludwig van Beethoven – Piano Sonata No.29, Op.106 ‘Hammerklavier’
01. I. Allegro
02. II. Scherzo. Assai vivace
03. III. Adagio sostenuto
04. IV. Largo – Allegro risoluto

Jean-Philippe Rameau
05. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 2. Les tendres plaintes (Live)
06. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 17. Les tourbillons (Live)
07. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 18. Les cyclopes (Live)
08. Premier livre de pieces de clavecin / Suite In D Minor-Major (1724) – 15. La follette (Live)
09. Nouvelles suites de pièces de clavecin / Suite In G Major – 6. Les sauvages (Live)

Johannes Brahms
10. Intermezzo, Op.117 No.2

Grigory Sokolov, piano

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Grigory Sokolov
Grigory Sokolov: poesia e intimidade

PQP

Scarlatti / Beethoven / Chopin / Wagner / Liszt: On My New Piano, com Daniel Barenboim

Scarlatti / Beethoven / Chopin / Wagner / Liszt: On My New Piano, com Daniel Barenboim

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Belíssimo disco de gatinhos do maestro e pianista Barenboim. O tal “piano novo” foi uma encomenda do pianista feita sob medida a Chris Maene. Dizer que funciona direitinho é pouco. Recomendo a todos os pianistas, o Maene é bom mesmo… DB tomou inusitadas liberdades em suas Scarlatti, mas eu curti a K. 380 intimista inventada por ele. No resto, dá um banho de competência. Ele gravou 3 vezes o ciclo de Sonatas de Beethoven, então era justo que fizesse o mesmo com as 32 Variações. Estão maravilhosas. O Chopin está OK. O ponto alto do disco talvez seja a Marcha Solene de Wagner. A interpretação de Barenboim traz a quantidade certa de poesia e gravidade para esta música envolvente. Difícil de parar de ouvir. A complicadíssima Valsa de Mephisto, de Liszt, é tocada com perícia e sensibilidade que talvez nunca ouvidas. Recomendo não somente o Maene, tá?

On My New Piano, com Daniel Barenboim

1 Scarlatti: Sonata In C Major, Kk. 159 2:22
2 Scarlatti: Sonata In D Minor, Kk. 9 4:13
3 Scarlatti: Sonata In E Major, Kk. 380 6:39
4 Beethoven: 32 Piano Variations In C Minor On An Original Theme, WoO 80 12:37
5 Chopin: Ballade No. 1 In G Minor, Op. 23 9:58
6 Wagner: Solemn March To The Holy Grail From Parsifal, S. 450 7:50
7 Liszt: 10 Harmonies poétiques et religieuses, S. 173 – No. 7 Funérailles 12:24
8 Liszt: Mephisto Waltz No.1, S. 514 12:10

Daniel Barenboim, piano

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Esta foto nada tem a ver com o CD, mas vocês já viram tanto talento junto em uma foto? São Pollini, Barenboim e Claudio Abbado no La Scala. Bota logo num quadro, rapaz.
Esta foto nada tem a ver com o CD, mas vocês já viram tanto talento junto em uma foto? São Pollini, Barenboim e Claudio Abbado no La Scala. Bota logo num quadro, rapaz.

PQP

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 5 ‘Imperador’ / Sonata para Piano Nº 28

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 5 ‘Imperador’ / Sonata para Piano Nº 28

Para surpresa de todos, inclusive minha, não sou exatamente um admirador do Concerto Imperador — parei na discussão entre Isak Dinesen (Karen Blixen) e Denys Finch-Hatton no meio da Africa, se me entendem –, mas Grimaud nos convence nesta gravação de sua grandiosidade. Sua abordagem é poética e poderosa. Gostei muito de ouvir. A Staatskapelle Dresden também é maravilhosa. Já a Sonata Op. 101 de Grimaud faz com que eu sinta saudades de Maurizio Pollini. Contrariamemte ao Concerto, na Sonata parece que ouvimos mais Grimaud do que Beethoven e sua interpretação pessoal não me agradoiu muito.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 5 ‘Imperador’ / Sonata para Piano Nº 28

Concerto For Piano And Orchestra No. 5 In E Flat Major, Op. 73 “Emperor” (38:18)
1 1. Allegro 20:09
2 2. Adagio Un Poco Mosso – Attacca: 8:05
3 3. Rondo. Allegro 10:04

Piano Sonata No. 28 In A Major, Op. 101 (20:58)
4 1. Allegretto, Ma Non Troppo 4:11
5 2. Vivace Alla Marcia 5:59
6 3. Adagio, Ma Non Troppo, Con Affetto 3:21
7 4. Allegro 7:27

Hélène Grimaud
Staatskapelle Dresden
Vladimir Jurowski

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Grimaud, musa de PQP
Grimaud, musa de PQP

PQP

Bach, Beethoven, Rzewski: Variações Goldberg, Variações Diabelli e Variações sobre ¡El pueblo unido jamás será vencido!

Bach, Beethoven, Rzewski: Variações Goldberg, Variações Diabelli e Variações sobre ¡El pueblo unido jamás será vencido!

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um extraordinário álbum triplo. O russo Igor Levit interpreta três obras de variações de diferentes épocas com galhardia e categoria. As Goldberg todo mundo conhece, as Diabelli são imerecidamente menos conhecidas, mas é uma das principais obras pianísticas de Beethoven. O povo unido jamais será vencido! (The People United Will Never Be Defeated!), escritas sobre uma canção do chileno Sergio Ortega torna espetacular, esquerdista e multinacional este trabalho. A propósito, Levit é um jovem de 28 anos que sabe escolher repertório.

E ele vem cheio de recomendações. Com seu disco de 2013, onde tocava as Últimas Sonatas de Beethoven, ele ganhou o prêmio maior do BBC Music Magazine e o Echo 2014 como melhor gravação do ano. Sua segunda gravação, as Seis Partitas de J.S. Bach recebeu Gramophone’s Disc of the Month. Respeitem Igor Levit.

Goldberg Variations, Bwv 988 – Aria With 30 Variations
A1 Aria 4:25
A2 Var. 1 a 1 Clav. 1:55
A3 Var. 2 a 1 Clav. 1:50
A4 Var. 3 – Canone all’ Unisono a 1 Clav. 1:57
A5 Var. 4 a 1 Clav. 1:06
A6 Var. 5 a 1 ovvero 2 Clav. 1:20
A7 Var. 6 – Canone alla Seconda a 1 Clav. 1:22
A8 Var. 7 a 1 ovvero 2 Clav. Al tempo di Giga 1:51
A9 Var. 8 a 2 Clav. 1:52
A10 Var. 9 – Canone alla Terza a 1 Clav. 2:07
A11 Var. 10 – Fughetta a 1 Clav. 1:40
A12 Var. 11 a 2 Clav. 1:44
A13 Var. 12 – Canone alla Quarta 2:05
A14 Var. 13 a 2 Clav. 5:36
A15 Var. 14 a 2 Clav. 2:02
A16 Var. 15 – Canone alla Quinta a 1 Clav. Andante 4:17
A17 Var. 16 – Ouverture a 1 Clav. 2:55
A18 Var. 17 a 2 Clav. 1:48
A19 Var. 18 – Canone alla Sesta a 1 Clav. 1:27
A20 Var. 19 a 1 Clav. 1:25
A21 Var. 20 a 2 Clav. 1:48
A22 Var. 21 – Canone alla Settima 2:43
A23 Var. 22 a 1 Clav. Alla breve 1:37
A24 Var. 23 a 2 Clav. 2:05
A25 Var. 24 – Canone all’ Ottava a 1 Clav. 2:34
A26 Var. 25 a 2 Clav. 8:00
A27 Var. 26 a 2 Clav. 2:01
A28 Var. 27 – Canone alla Nona a 2 Clav. 1:34
A29 Var. 28 a 2 Clav. 2:13
A30 Var. 29 a 1 ovvero 2 Clav. 1:53
A31 Var. 30 – Quodlibet a 1 Clav. 1:45
A32 Aria da capo 4:29

Diabelli Variations – 33 Variations on a Waltz by Anton Diabelli, Op. 120
B1 Tema. Vivace 0:47
B2 Var. 1 – Alla Marcia maestoso 1:52
B3 Var. 2 – Poco allegro 0:49
B4 Var. 3 – L’istesso tempo 1:32
B5 Var. 4 – Un poco piu vivace 0:59
B6 Var. 5 – Allegro vivace 0:52
B7 Var. 6 – Allegro ma non troppo e serioso 1:41
B8 Var. 7 – Un poco piu allegro 1:00
B9 Var. 8 – Piu vivace 1:34
B10 Var. 9 – Allegro pesante e risoluto 1:59
B11 Var. 10 – Presto 0:33
B12 Var. 11 – Allegretto 1:04
B13 Var. 12 – Un poco piu moto 0:47
B14 Var. 13 – Vivace 1:05
B15 Var. 14 – Grave e maestoso 5:01
B16 Var. 15 – Presto scherzando 0:34
B17 Var. 16 – Allegro 0:54
B18 Var. 17 0:58
B19 Var. 18 – Poco moderato 1:58
B20 Var. 19 – Presto 0:42
B21 Var. 20 – Andante 2:24
B22 Var. 21 – Allegro con brio, Meno allegro, Tempo 1:22
B23 Var. 22 – Allegro molto (alla ‘Notte e giorno faticar’ di Mozart) 0:50
B24 Var. 23 – Allegro assai 0:51
B25 Var. 24 – Fughetta. Andante 2:44
B26 Var. 25 – Allegro 0:45
B27 Var. 26 0:56
B28 Var. 27 – Vivace 0:53
B29 Var. 28 – Allegro 0:55
B30 Var. 29 – Adagio ma non troppo 1:18
B31 Var. 30 – Andante, sempre cantabile 2:14
B32 Var. 31 – Largo, molto espressivo 5:18
B33 Var. 32 – Fuga. Allegro, Poco adagio 3:11
B34 Var. 33 – Tempo di Menuetto moderato (ma non tirarsi dietro) 3:31

The People United Will Never Be Defeated! – 36 Variations on ¡El pueblo unido jamás sera vencido!
C1 Thema. With determination 1:30
C2 Var. 1 – Weaving, delicate but firm 1:01
C3 Var. 2 – With firmness 0:57
C4 Var. 3 – Slightly slower, with expressive nuances 1:10
C5 Var. 4 – Marcato, with determination 0:59
C6 Var. 5 – Dreamlike, frozen, a little slower, Tempo 1:39
C7 Var. 6 – Same tempo as beginning, Slower, Tempo, Slower 1:14
C8 Var. 7 – Tempo (Lightly, impatiently) 0:53
C9 Var. 8 – With agility, not too much pedal, crisp 1:15
C10 Var. 9 – Evenly 1:30
C11 Var. 10 – Comodo, recklessly 1:12
C12 Var. 11 – Tempo I. Like fragments of an absent melody, in strict time 1:05
C13 Var. 12 1:32
C14 Var. 13 2:18
C15 Var. 14 – A bit faster, optimistically 1:15
C16 Var. 15 – Flexible, like an improvisation 1:47
C17 Var. 16 – Same tempo as preceding, with fluctuations, much pedal, expansive, with a victorious feeling 1:42
C18 Var. 17 – Left hand strictly. Right hand freely, roughly in space 1:23
C19 Var. 18 1:46
C20 ar. 19 – With energy 0:39
C21 Var. 20 – Crisp, precise 0:34
C22 Var. 21 – Relentless, uncompromising 0:49
C23 Var. 22 – Very expressionate 0:44
C24 Var. 23 – As fast as possible, with some rubato 0:25
C25 Var. 24 3:12
C26 Var. 25 2:39
C27 Var. 26 – In a militant manner 1:15
C28 Var. 27 – Tenderly, with a hopeful expression, Cadenza, Fiercely 5:35
C29 Var. 28 1:22
C30 Var. 29 0:32
C31 Var. 30 2:55
C32 Var. 31 1:00
C33 Var. 32 1:00
C34 Var. 33 1:13
C35 Var. 34 1:00
C36 Var. 35 1:02
C37 Var. 36 – Improvisation 6:44
C38 Thema. Tempo I

Igor Levit, piano

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Ah, tá. Vocês fotos do Bach ou do Beethoven? Frederic Rzewski unico jamais será vencido!
Ah, tá. Vocês queriam “fotos” do Bach ou do Beethoven? Frederic Rzewski jamais será vencido!

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Anne Gastinel – Romantique

anne_gastinel-romantiqueAnne Gastinel já há algum tempo é um dos grandes nomes do violoncelo. Francesa, nasceu em 1971 na pequena cidade de  Tassin-la-Demi-Lune, próximo a Lyon. Esta pequena caixa com cinco cds que ora vos trago mostra um pouco do talento e da versatilidade da solista. Vale a pena conhecer.

CD 1

1. Johannes Brahms – Sonata No. 1 in E Minor Op. 38 Allegro non Troppo
2. Sonata No. 1 in E Minor Op. 38 Allegretto quasi Menuetto
3. Sonata No. 1 in E Minor Op. 38 Allegro
4. Johannes Brams – Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Allegro Vivace
5. Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Adagio Affettuóso
6. Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Allegro Passionato
7. Sonata No. 2 in F Major Op. 99 Allegro Molto

Anne Gastinel – Celo
François-Fredéric Guy – Piano

CD 2

1. Schumann – Cello concerto in A minor Op. 129 Allegro Nicht zu schnell
2. Cello concerto in A minor Op. 129 Adagio Langsam
3. Cello Concerto in A minor Op. 129 Finale vivace Sehr lebhaft
4. Fantasiestücke Op. 73 for Cello and Piano Zart und mit Ausdruck
5. Fantasiestücke Op. 73 for Cello and Piano Lebhaft, leicht
6. Fantasiestücke Op. 73 for Cello and Piano Rasch und mit Feuer
7. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Vanitas vanitatum mit Humor
8. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Langsam
9. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Nicht Schnell mit viel Ton zu
10. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Nicht zu Rasch
11. Five Pieces in Folk-Style Op. 102 Starck und markirt
12. Adagio & Allegro Op. 70 in A Flat Major – Adagio Langsam, mit innigem Ausdruck
13. Adagio & Allegro Op. 70 in A Flat Major – Adagio Rasch une feurig

Anne Gastinel – Cello
Orchestre Philharmonique de Liège
Louis Langrée – Conductor

CD 3

1. Beethoven – Sonata in G Minor No. 2 (Op. 5, No. 2) I. Adagio Sostenuto ed Espressivo
2. Sonata in G Minor No. 2 (Op. 5, No. 2) II. Allegro Molto, più Tosto Presto
3. Sonata in G Minor No. 2 (Op. 5, No. 2) III. Rondo (Allegro)
4. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) I. Andante
5. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) II. Allegro Vivace
6. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) IV. Adagio
7. Sonata in C Major No. 4 (Op. 102, No. 1) IV. Allegro Vivace
8. Sonata in D Major No. 5 (Op. 102, n°2) I. Allegro con Brio
9. Sonata in D Major No. 5 (Op. 102, n°2) II. Adagio con Molto Sentimento
10. Sonata in D Major No. 5 (Op. 102, n°2) III. Allegro, Allegro Fugato

Anne Gastinel – Cello
François-Fredéric Guy – Piano

CD 4

1. Beethoven – Sonata in F Major No. 1 Op. 51 Adagio Sostenuto, Allegro, Adagio, Presto
2. Sonata in F Major No. 1 Op. 51 Ron31do Allegro Vivace
12 – 15 Variations on Ein Mädchen oder Weibchen
16 – 28 – Variatons on See the Conqu’ring Hero Comes
29 – 36 – 7 Variations on Bei Männern, welche Liebe fühlen
37 – 40 – Sonata in A Major No. 3 Op. 69

Anne Gastinel – Cello
François-Fredéric Guy – Piano

CD 5
1. Schubert – Sonata in A Minor D. 821 Allegro Moderato
2. Sonata in A Minor D. 821 Adagio
3. Sonata in A Minor D. 821 Allegretto
4. Lied from Schwanengesang D. 957 Serenade
5. To Music. Lied Op. 88 No. 4, D. 547 Serenade
6. Sonatina in D Major Op. 137, No. 1 D. 384 Allegro Molto
7. Sonatina in D Major Op. 137, No. 1 D. 384 Andante
8. Sonatina in D Major Op. 137, No. 1 D. 384 Allegro Vivace
9. Litany for the Feast of all Souls Day
10. Lied D. 550 The Trout
11. Lied from Schwanengesang D. 957 The Wraith
12. Lied op.72, D. 774 To be Sung on the Water
13. Lied from Winterreise Op. 89 Illusion
14. Lied from Die Schöne MüllerinThe Miller and the Brook

Anne Gastinel – Cello
Claire Desert – Piano

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia No. 9 em ré menor Op. 125 “Choral” — Karl Böhm

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia No. 9 em ré menor Op. 125 “Choral” — Karl Böhm

frontA nona sinfonia de Beethoven. Primeira sinfonia que utilizou coro em sua composição. Ao longo da história, utilizada com fins políticos tanto por socialistas, conservadores e liberais. Aclamada como o hino nacional da União Europeia em 1972. Foi escolhida, por Carl Sagan e outros cientistas, dentre todas as obras musicais da humanidade para integrar o disco de ouro que juntamente com milhares de outras informações sobre a humanidade, foi acoplada à sonda Voyager, que hoje já está fora de nosso sistema solar. Foi a partir do tamanho necessário para gravar uma interpretação completa sua (60-75 minutos em média), que foi definido o diâmetro atual de um CD. Já foi postada dezenas de vezes aqui no blog. O que há mais para dizer sobre esta sinfonia que vocês não saibam?

Gosto bastante dessa interpretação de Karl Böhm. Ele sabe diminuir a velocidade na hora certa e ser rápido e conciso quando é necessário. Embora em algumas partes ele possa ser lento até demais.

Divirtam-se.

Beethoven: Symphonie No. 9

Ludwig van Beethoven (1770-1827):

Symphony No. 9 in D minor Op. 125 “Choral”
01 I. Allegro ma non troppo, un poco majestoso
02 II. Molto vivace
03 III. Adagio molto e cantabile
04 IV. Presto
05 V. ‘O Freunde, nicht diese Töne’ – Allegro assai

Konzertvereinigung Wiener Staatsopernchor
Wiener Philharmoniker
Karl Böhm, conductor
Jessye Norman, soprano
Brigitte Fassbaender, mezzo-soprano
Plácido Domingo, tenor
Walter Berry, bass

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Karl Böhm.
Karl Böhm.

Luke

Ludwig van Beethoven (1770-1827): 9ª Sinfonia (Dudamel / LAP)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): 9ª Sinfonia (Dudamel / LAP)
Dudamel homenageando a plateia do Hollywood Bowl
Dudamel homenageando a plateia do Hollywood Bowl

Creio que esta gravação ou é pirata ou veio de um DVD. A qualidade de som é boa, mas a plateia do Hollywood Bowl no dia 3 de outubro de 2009 estava insuportável. Há aplausos entre os movimentos e, bem, havia tanta ignorância no ar que a plateia resolveu bater palmas e assobiar mesmo naquela paradinha do Finale, tanta era a vontade de participar. A coisa não estava nada europeia no referido dia. Mas é divertido ouvir a concepção de Dudamel para uma das obras mais sobejamente conhecidas do repertório clássico. Imagino os sorrisos constrangidos de Dudamel e agora entendo melhor a pergunta que os jornais californianos costumam fazer sem obter resposta: “Where the hell is Dudamel?”. Olha, acho que ele está fugindo de Los Angeles escondido em Caracas ou Gotemburgo. Porque só fugindo mesmo.

Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 “Choral”
1 I. Allegro ma non troppo, un poco maestoso
2 II. Scherzo. Molto vivace – Presto
3 III. Adagio molto e cantabile
4 IV. Finale, Part. 1
5 IV. Finale, Part. 2

Los Angeles Philharmonic
Gustavo Dudamel
(Hollywood Bowl on October 3, 2009)

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Gustavo Dudamel: sofrendo com a plateia, mas ganhando bem, né?
Gustavo Dudamel: sofrendo com a plateia, mas ganhando bem, né?

PQP

Alban Berg (1885-1935) e Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para Violino

Alban Berg (1885-1935) e Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muito bom CD. São dois lindíssimos concertos, interpretados magnificamente por Arabella Steinbacher. O de Berg é uma homenagem póstuma a Manon Gropius, filha de Alma Mahler e Walter Gropius, morta na adolescência (não conferi), e recebeu a alcunha de “À Memória de um Anjo”. O de Beethoven é uma das referências do gênero, talvez a maior delas. A junção é estranha, mas compreensível. O critério foi a qualidade e o bom gosto de alguém, provavelmente de Arabella. Ela e a orquestra de Colônia fazem um esplêndido trabalho que todo pequepiano deve conferir. Com interpretações de rara sensibilidade, Arabella dá um show no Larghetto do Concerto de Beethoven.

Alban Berg (1885-1935) e Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concertos para Violino

Berg
1.1 Violin Concerto: Andante – Allegretto
1.2. Violin Concerto: Allegro – Adagio

Beethoven
3.1. Violin Concerto in D major, Op. 61: Allegro ma non troppo
4.2.Violin Concerto in D major, Op. 61: Larghetto
5.3 Violin Concerto in D major, Op. 61: Rondo: Allegro

Arabella Steinbacher, violino
WDR Symphony Orchestra, Colonia
Andris Nelsons

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Arabella Steinbacher
Arabella Steinbacher

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonias nº 4 & 5, Concentus Musicus Wien

frontO grande maestro austríaco Nikolaus Harnoncourt nos deixou no começo do ano, mas sua arte felizmente vai permanecer entre nós por bastante tempo, graças aos recursos tecnológicos de gravação.
Creio que estas sejam as gravações mais radicais de uma sinfonia de Beethoven que eu já tive a oportunidade de ouvir. Esqueçam Karajan, Furtwängler, Walter, Reiner, Klemperer, enfim, todos estes grandes regentes, que nos trouxeram uma visão mais contemporânea de Beethoven, com grandes conjuntos orquestrais produzindo massas sonoras. Concentrem-se aqui no ‘Concentus Musicus Wien’, pequena orquestra de câmera que Harnoncourt fundou há mais de cinquenta anos atrás, e percebam as possibilidades que o grande maestro conseguiu extrair de obras mais do que exploradas. A idéia é termos acesso a como a platéia de Beethoven, há duzentos anos atrás, ouvia estas obras.
Muitos vão torcer o nariz, outros vão adorar, eu particularmente gostei e muito. Mas longe de mim querer influenciar alguém. Quero apenas mostrar o grande maestro que Harnoncourt foi, que, já adentrado nos seus oitenta e poucos anos de idade, ainda ousou, nos brindando com este petardo fonográfico. Aliás, creio que esta tenha sido sua última gravação, seu ‘canto do cisne’.

Aqueles que não gostarem, podem voltar aos seus Karajans. Pelo menos tiveram a oportunidade de ouvir algo diferente.

01 – Symphony No. 4 in B-Flat Major, Op. 60 – I. Adagio – Allegro vivace
02 – Symphony No. 4 in B-Flat Major, Op. 60 – II. Adagio
03 – Symphony No. 4 in B-Flat Major, Op. 60 – III. Allegro vivace – Trio. Un poco meno allegro
04 – Symphony No. 4 in B-Flat Major, Op. 60 – IV. Allegro ma non troppo
05 – Symphony No. 5 in C minor, Op. 67 – I. Allegro con brio
06 – Symphony No. 5 in C minor, Op. 67 – II. Andante con moto
07 – Symphony No. 5 in C minor, Op. 67 – III. Allegro – attacca
08 – Symphony No. 5 in C minor, Op. 67 – IV. Allegro

Concentus Musicus Wien
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Andor Foldes: Wizard of the Keyboard

Andor Foldes: Wizard of the Keyboard

Andor Foldes (1913-1992) pertenceu a uma geração impressionante de músicos húngaros. Como ele, Geza Anda, Gyorgy Sandor, Edith Farnadi, Irene Malik, Annie Fischer — sem levar em conta a elite de regentes famosos (Fricsay, Dorati, Reiner) ou solistas (Szigetti) Dentre eles, Foldes ocupava um lugar de destaque no universo pianístico. Este disco é um tesouro de incrível repertório: Bach, De Falla, Poulenc, Bartok, Beethoven, Liszt, Copland, Barber, Debussy e Chopin .

Foldes foi um músico consumado, inteiramente dedicado a extrair e fazer-nos sentir o espírito de cada peça que ele tocava. Seu nível de musicalidade corre inversamente proporcional à sua fama. Negligenciado e esquecido por muitos, ele representa a estatura de músicos forjados na primeira metade do século XX, como Bartók e Kodály.

Andor Foldes: Wizard of the Keyboard

CD 1:
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903
1) Fantasia [6:44]
2) Fuga [4:35]
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No.6 in F, Op.10 No.2
3) 1. Allegro [4:18]
4) 2. Allegretto [3:46]
5) 3. Presto [2:36]
Johannes Brahms (1833 – 1897)
16 Waltzes, Op.39
6) 1. in B [0:48]
7) 2. in E [1:09]
8. 3. in G sharp minor [0:46]
9) 15. in A flat [1:34]
Manuel de Falla (1876 – 1946)
El amor brujo
10) Ritual Fire Dance [3:31]
Francis Poulenc (1899 – 1963)
Nocturnes Nos.1-8
11) No.4 in C minor [1:26]
Claude Debussy (1862 – 1918)
Préludes – Book 1
12) 8. La fille aux cheveux de lin [2:41]
Frédéric Chopin (1810 – 1849)
4 Mazurkas, op.41
13) 2. Mazurka in E minor: Andantino [2:05]
14) Nocturne No.13 in C minor, Op.48 No.1 [5:52]
Franz Liszt (1811 – 1886)
15) Mephisto Waltz No.1, S.514 [10:38]
Béla Bartók (1881 – 1945)
Suite, BB 70, Sz. 62 (Op.14)
16) 1. Allegretto [1:55]
17) 2. Scherzo [1:43]
18) 3. Allegro molto [2:05]
19) 4. Sostenuto [2:53]
Sonata for Piano, Sz. 80 (BB 88)
20) 1. Allegro moderato [4:06]
21) 2. Sostenuto e pesante [5:00]
22) 3. Allegro molto [3:29]
23) Allegro barbaro, BB 63, Sz. 49 [2:29]

CD 2:
Igor Stravinsky (1882 – 1971)
Piano Sonata (1924)
1) 1. Viertel = 112 [3:07]
2) 2. Adagietto [5:05]
3) 3. Viertel = 112 [2:42]
Samuel Barber (1910 – 1981)
Excursions, Op.20
4) 1. Un poco allegro [2:43]
5) 2. In slow blues tempo [3:32]
6) 3. Allegretto [2:28]
7) 4. Allegro molto [2:10]
Aaron Copland (1900 – 1990)
Piano Sonata (1941)
8. 1. Molto moderato [8:21]
9) 2. Vivace [4:38]
10) 3. Andante sostenuto [9:28]
Zoltán Kodály (1882 – 1967)
11) Marosszéki táncok (Dances of Marosszèk) [12:30]
7 Piano Pieces, Op.11
12) 1. Lento [1:40]
13) 2. Székely keserves. Rubato, parlando [2:20]
14) 3. “il pleut dans mon coeur…”. Allegretto malinconico [1:30]
15) 5. Tranquillo [2:04]
16) 6. Székely nóta. Poco rubato [3:08]
Igor Stravinsky (1882 – 1971)
17) Circus Polka for a Young Elephant [3:55]
Virgil Thomson (1896 – 1989)
18) Ragtime Bass in C sharp [1:41]
Isaac Albéniz (1860 – 1909)
19) Tango, Op.165, No.2 [2:46]

Andor Foldes, piano

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Andor Foldes, esse tocava!
Andor Foldes, esse tocava!

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 5 de 9)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 5 de 9)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tá bom, vamos ver o que sai em 5 minutos: se os Razumovsky apontavam para a concentração e seriedade dos últimos quartetos — que, por sua vez, apontariam para “o futuro”, como Beethoven afirmava -, o Op. 74, “Harp”, é relaxado e tranquilo, um Op. 18 melhorado que deixaria Mozart e Haydn mordendo-se de inveja!

Os três Razumovsky são notáveis e o destaque do Nº 2 é o notável, belíssimo, irresistível segundo movimento, ao qual Beethoven acrescentou a seguinte advertência na partitura: Si tratta questo pezzo con molto de sentimento, ou seja, em tradução honesta, “Esta peça deve ser abordada com muito sentimento”. O Kodály, com mão leve e strong feeling, o faz muito bem. Há drama aqui. Gosto muito.

Já o Harp é um quarteto fofinho, todo bonitinho e que nos deixa felizes. Felizes mesmo! Por que Harp? Ora, ouça os pizzicatti do primeiro movimento e não me encha o saco. Viram só? Nem deu cinco minutos! Boa noite.

Ludwig van Beethoven: String Quartets Op. 59, No. 2, ‘Razumovsky’ and Op. 74, ‘Harp’

String Quartet No. 8 in E minor, Op. 59, No. 2, “Razumovsky”
I. Allegro 10:08
II. Molto adagio 12:35
III. Allegretto 07:31
IV. Finale: Presto 05:38

String Quartet No. 10 in E flat major, Op. 74, “Harp”
I. Poco adagio – Allegro 09:28
II. Adagio ma non troppo 09:46
III. Presto – 05:22
IV. Allegretto con variazioni 06:46

Kodály Quartet

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Fome de Beethoven
Fome de Beethoven

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 4 de 9)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 4 de 9)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

E aqui começam as obras-primas de nossa integral. É através dos quartetos que notamos mais claramente a evolução beethoveniana. O quarteto Razumovsky Op. 59 Nro. 1 é esplêndido e se, para nossa alegria, fica anos-luz à frente do Op. 18, fica também, para nosso maior gáudio, muito aquém dos últimos quartetos, certamente um dos ápices da humanidade. Não, não há exagero.

Todos os três quartetos do Op. 59 “Razumovsky” são notáveis. Com os três quartetos deste opus, Beethoven marcaria definitivamente a cisão entre a música de câmara para amadores, anunciando um tipo de música camarística, reservado apenas aos profissionais. Eles são apelidados de “Quartetos Razumovsky” porque foram encomendados pelo conde Andreas Kyrilovich Razumovsky, embaixador russo em Viena desde 1792. Ele era um colecionador de arte, excelente violinista amador e suficientemente corajoso para pedir a Beethoven aulas de teoria musical e composição. Não foi admitido como aluno, mas, como segundo violino do Quarteto Schuppanzigh, participou da estréia em janeiro de 1809.

Há pessoas que elogiam o Allegro inicial, mas minhas preferências vão para os dois últimos movimentos, Adagio molto e mesto e o Tema Russo.

O quarteto Op. 95 não é um mero complemento deste CD. É protagonista. Trata-se de um furioso e sincero auto-retrato de Beethoven no momento em que ruíram seus planos amorosos de casar com Thérèse Malfatti. Alguns o comparam ao Quinteto K. 516 de Mozart ou ao terceiro quarteto de Bela Bartók – todos escritos em momentos de profundo desespero. Seu tema inicial é firme, afirmativo e irritado, dando o tom de um quarteto que nem sempre permanecerá neste humor, mas que é um belo exemplo do quanto Beethoven considerava o quarteto de cordas a formação mais adequada para expressar suas “Vozes Íntimas”.

Um grande e relevante CD.

Quartet in F, Op. 59 “Razumovsky” No. 1 
1 Allegro
2 Allegretto vivace e sempre scherzando
3 Adagio molto e mesto
4 Thème russe: Allegro

Quartet in F Minor, Op. 95 “Quartetto Serioso”
5 Allegro con brio
6 Allegretto ma non troppo
7 Allegro assai vivace ma serioso
8 Larghetto espressivo; Allegretto agitato – Allegro

Quarteto Kodály

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Ai, que brabo!
Ai, que brabo!

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Chamber Music for Winds — Integral da Música de Câmara para Sopros

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Chamber Music for Winds — Integral da Música de Câmara para Sopros

Uma curiosidade esta excelente coletânea de 4 CDs. Pode ser difícil de acreditar que o mesmo compositor que escreveu obras monumentais como a Quinta, a Sétima e a Nona Sinfonias, as Sonatas Hammerklavier e Waldstein e os últimos quartetos de cordas também escreveu essas musiquinhas arejadas como o Dueto para duas flautas WoO 26 e o notável Septeto Op.20 apresentados nesta coleção. Na verdade, esse tipo de música leve e galante foi escrita no início da carreira de Beethoven em Bonn e em seus primeiros anos de Viena (1794-1800), onde ele se estabeleceu como compositor. A exceção foi o maduro Octeto Op. 103, composto para um jantar… Uma encomenda, é óbvio. Depois de compor este gênero de peças, ele se focou em composições mais substanciais. A influência de Mozart é evidente nestas obras, algumas com momentos decididamente bizarros.

Coletânea ideal para estudantes de instrumentos de sopro.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Chamber Music for Winds — Integral da Música de Câmara para Sopros

Disc: 1
1. Septet for strings & woodwinds in E flat major, Op. 20: Adagio
2. Septet for strings & woodwinds in E flat major, Op. 20: Allegro con brio
3. Septet for strings & woodwinds in E flat major, Op. 20: Adagio cantabile
4. Septet for strings & woodwinds in E flat major, Op. 20: Tempo di Menuetto
5. Septet for strings & woodwinds in E flat major, Op. 20: Scherzo. Allegro molto e vivace
6. Septet for strings & woodwinds in E flat major, Op. 20: Andante con moto alla marcia — Presto
7. Duo for 2 flutes (or flute & violin) in G major, WoO 26: Allegro con brio
8. Duo for 2 flutes (or flute & violin) in G major, WoO 26: Minuetto quasi Allegretto
9. Duo for clarinet & bassoon in C major, WoO 27/1: Allegro commodo
10. Duo for clarinet & bassoon in C major, WoO 27/1: Larghetto sostenuto
11. Duo for clarinet & bassoon in C major, WoO 27/1: Rondo, Allegretto

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Disc: 2
1. Fidelio, overture, Op. 72c: Overture
2. Fidelio, opera, Op. 72: Mir ist so wunderbar
3. Fidelio, opera, Op. 72: March
4. Fidelio, opera, Op. 72: Hat man nicht auch Gold beineben
5. Fidelio, opera, Op. 72: Prisoner’s Chorus, O welche Lust, in freier Luft
6. Fidelio, opera, Op. 72: O namenlose Freude
7. Variations for 2 oboes & English horn in C major on Mozart’s ‘La ci darem,’ WoO 28
8. Duo for clarinet & bassoon in F major, WoO 27/2: Allegro affettuoso
9. Duo for clarinet & bassoon in F major, WoO 27/2: Aria, Larghetto
10. Duo for clarinet & bassoon in F major, WoO 27/2: Rondo, Allegretto moderato

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Disc: 3
1. Octet for winds in E flat major, Op. 103
2. Octet for winds in E flat major, Op. 103
3. Octet for winds in E flat major, Op. 103
4. Octet for winds in E flat major, Op. 103
5. Octet for winds in E flat major, Op. 103
6. Trio for 2 oboes & English horn in C major, Op. 87: Allegro
7. Trio for 2 oboes & English horn in C major, Op. 87: Adagio cantabile
8. Trio for 2 oboes & English horn in C major, Op. 87: Menuetto, Allegro molto, Scherzo
9. Trio for 2 oboes & English horn in C major, Op. 87: Finale, Presto
10. Rondo for wind octet in E flat major (‘Rondino’), WoO 25

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Disc: 4
1. Sextet for 2 clarinets, 2 horns & 2 bassoons in E flat major, Op. 71: Adagio – Allegro
2. Sextet for 2 clarinets, 2 horns & 2 bassoons in E flat major, Op. 71: Adagio
3. Sextet for 2 clarinets, 2 horns & 2 bassoons in E flat major, Op. 71: Menuetto, Quasi Allegretto
4. Sextet for 2 clarinets, 2 horns & 2 bassoons in E flat major, Op. 71: Rondo, Allegro
5. March for wind ensemble in B flat major, WoO 29
6. Duo for clarinet & bassoon in B flat major, WoO 27/3: Allegro sostenuto
7. Duo for clarinet & bassoon in B flat major, WoO 27/3: Aria con Variazioni, Andantino con moto
8. Quintet for oboe, 3 horns & bassoon in E flat major, Hess 19: first movement fragment
9. Quintet for oboe, 3 horns & bassoon in E flat major, Hess 19: slow movement
10. Quintet for oboe, 3 horns & bassoon in E flat major, Hess 19: minuet fragment

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Consortium Classicum

Consortium Classicum
Consortium Classicum: repertório que poucos conhecem.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas Nos. 13, 14, 17, 21 para Piano (novamente com Deus)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas Nos. 13, 14, 17, 21 para Piano (novamente com Deus)

Hoje, cinco discos fantásticos para comemorar o aniversário pessoal de PQP Bach, nascido em 19 de agosto de 1727.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A maior de todas as Waldstein? Ah, certamente! O estilo cerebral, articulado, controlado e furioso e rápido e sanguíneo de Pollini quase me fez bater o carro, pois o terceiro movimento da Wald fez com que aparecessem algumas lágrimas furtivas em meus olhos cansados, tal é a delicadeza e compreensão polliniana naquele trecho. Como fez um dos comentaristas da Amazon, fui ouvir depois Alfred Brendel. Nossa, foi um massacre da Azzurra! Ninguém, nada, nunca, nenhum fato ou argumento (nem Saer) poderá convencer-nos — a mim e Lais — de que Pollini é cerebral, frio, técnico, matemático e desalmado. O que ele faz é alojar-se em nosso ventrículo esquerdo e nos falar dali — como alguns de vocês sabem, o ventrículo esquerdo é o local onde o coração bate mais forte –, enquanto outros ficam dando voltinhas inúteis, às vezes errando de veia e perdendo-se, como diria Chico Buarque.

A Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini perdoa desde já àqueles comentaristas que virão com Schnabel, Kempff, Gilels e outros rapazes vivos e mortos que lutam pelo segundo lugar. Eu não concordo com Nelson Piquet, que declarou que o segundo lugar é o primeiro dos últimos; acho o segundo lugar muito digno! Eu não concordo com Machado de Assis (ou Quincas Borba) quando ele diz “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”

Um brinde a todos segundos lugares, pois eles são nossas referências mais queridas!!!

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Beethoven: Sonatas Nos. 13, 14, 17, 21 para Piano

Piano Sonata No. 13 in E Flat Major Op. 27 by Ludwig van Beethoven
1. Andante – Allegro – Tempo I – attacca: 5:00
2. Allegro molto e vivace – attaca: 1:54
3. Adagio con espressione – attacca: 2:54
4. Allegro vivace 5:19

Piano Sonata No. 14 in C sharp minor Op. 27 “Moonlight” by Ludwig van Beethoven
5. Adagio sostenuto – attaca: 6:22
6. Allegretto – attaca: 2:16
7. Presto agitato 7:11

Piano Sonata No. 17 in D minor Op. 31 No. 2 “Tempest” by Ludwig van Beethoven
8. Largo – Allegro 8:39
9. Adagio 7:52
10. Allegretto 6:04

Piano Sonata No. 21 in C op. 53 “Waldstein” by Ludwig van Beethoven
11. Allegro con brio 9:59
12. Introduzione. Adagio molto – attaca: 3:54
13. Rondo. Allegretto moderato – Prestissimo 9:50

Maurizio Pollini, piano

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Deus em ação
Deus em ação

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Abertura Coriolano / Piotr Illich Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino, op. 35 / Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia nº1, Titã – Tetzlaff, Gardner CBSO

coverO Concerto para violino de Tchaikovsky tem um efeito meio que hipnótico sobre mim. Paro de fazer o que estou fazendo só para ouvi-lo, mesmo depois de quase quarenta anos que o conheço. É o mais belo de todos os concertos para o instrumento, não tenho dúvidas com relação a isso. Brahms que me perdoe, ou então Beethoven, se for listar os meus três favoritos. A melodia principal sobre a qual se desenvolve o tema é belíssima, e é impossível não ficarmos assobiando ela por um bom tempo depois de ouvir o concerto. Reza a lenda que quando apresentou a obra para alguns violinistas de sua época Tchaikovsky ouviu que sua execução era impossível. Lenda ou não, é inegável a dificuldade de sua execução. Para maiores informações sugiro a Wikipedia.

A interpretação do Concerto neste CD que ora vos trago está a cargo de Christian Tetzlaff, excelente violinista alemão, que nos mostra uma leitura vigorosa, evitando cair nas armadilhas da obra, e talvez por este motivo essa sua leitura perde um pouco da emotividade e sensibilidade tão necessária para sua execução. Claro que esta é uma opinião pessoal e ninguém precisa concordar comigo.

O Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham foi dirigida durante muitos anos por Sir Simon Rattle, que a moldou e a transformou em uma das melhores orquestras européias do final do século XX. Aqui ela é dirigida por Edward Gardner, que depois do Beethoven e do Tchaikovsky encara ‘apenas’ a Sinfonia Titã de Mahler. Cabra macho esse.
A gravação deste Cd foi realizada ao vivo, por isso ouvimos as tradicionais palmas, e o bis com Bach depois do Concerto de Tchaikovsky.

CD 1

01 Overture Coriolan, Op.62
02 Concerto pour violon en ré majeur, op. 351. Allegro moderato
03 Concerto pour violon en ré majeur, op. 352. Canzonetta (Andante)
04 Concerto pour violon en ré majeur, op. 353. Finale (Allegro vivacissimo)
05 Partita for Violin Solo No.3 in E, BWV 10063. Gavotte en Rondeau

Christian Tetzlaff – Violin
City of Birmingham Symphony Orchestra
Edward Gardner – Conductor

CD 2

01 Symphonie n° 1 en ré majeur Titan1. Langsam. Schleppend
02 Symphonie n° 1 en ré majeur Titan2. Kräftig bewegt
03 Symphonie n° 1 en ré majeur Titan3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04 Symphonie n° 1 en ré majeur Titan4. Stürmisch bewegt

City of Birmingham Symphony Orchestra
Edward Gardner – Conductor

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FDP Bach

Wendy Carlos (1939): música para The Clockwork Orange (versão completa)

Wendy Carlos's Clockwork Orange - vinil coverDizem que a primeira engenhoca eletrônica produtora de sons para fins musicais a usar o nome “sintetizador” foi a criada pela RCA em 1957 – mas foi Robert Moog, em 1964, quem criou o primeiro sintetizador utilizável de modo relativamente prático. E a primeira pessoa a gravar um disco de sucesso executado inteiramente com o Moog foi Wendy Carlos, com seu Switched-on Bach, em 1968.

Foi um trabalho de estúdio exaustivo: embora sintetizasse timbres nunca antes imaginados, o aparelho o fazia para uma nota de cada vez. Quer dizer: Wendy gravou voz por voz, separadamente, suas espantosas interpretações de Bach.

O outro pioneiro no uso do Moog foi o tecladista Keith Emerson, que se foi agora em 2016: em 1970 a banda Emerson, Lake and Palmer começou a levar o Moog para o palco, e em 1973 estrearia o Moog polifônico em Brain Salad Surgery.

Ao mesmo tempo (1970), Wendy propunha a Stanley Kubrick o uso de sua composição original Timesteps na trilha do filme A Laranja Mecânica, e saía feliz da vida com a encomenda de produzir toda a trilha do filme, inclusive recriações eletrônicas de Beethoven, Rossini e Purcell.

Não foi pequena, então, a decepção de Wendy em 1971: Kubrick havia usado no filme apenas fragmentos do seu trabalho, junto com versões orquestrais convencionais das obras de Beethoven e Rossini – e o LP oficial da trilha também continha só esses fragmentos.

P da vida – se me permitem -, em 1972 Wendy lançou outro disco, com a íntegra da sua produção destinada ao filme – ou quase a íntegra: as faixas 08 e 09 que vocês ouvirão só foram lançadas em 2000, na versão em CD.

Mais uma vez pioneira, o que Wendy introduziu desta vez foi o vocorder – simulador eletrônico de sons vocais – e o fez em nada menos que diversos solos e trechos corais da Nona de Beethoven (faixa 02), além de citações do hino gregoriano Dies Irae e de Singin’ in the Rain em sua própria composição Country Lane (faixa 10 – minha preferida).

Nos anos 70 este disco esteve entre os mais queridos do monge Ranulfus – mas só hoje, em 2016, graças ao trabalho de garimpagem de seu amigo Daniel the Prophet, o monge veio a ouvir as faixas 08 e 09. Notou sem surpresa que a última (Biblical Daydreams) parece construída a partir de hinos protestantes estadunidenses, mas na anterior (Orange Minuet) teve uma surpresa curiosa: o monge tem certeza de ter ouvido na obra do brasileiro Elomar Figueira de Melo a melodia usada na parte central do tal minueto! Terá Wendy ouvido Elomar, ou terão os dois se baseado em alguma fonte anterior, quer no próprio Nordeste brasileiro, quer no campo ibérico-provençal?

Termino confessando que muitas vezes pensei que o trabalho de Wendy Carlos ficaria pra trás como uma curiosidade datada – mas passado quase meio século a impressão se inverte: começo a pensar que a criatividade, sensibilidade e ousadia dessa mulher poderão ficar na história como emblemáticas do último terço do século XX – na história tanto da música quanto geral, pela ousadia, paralela à musical, de ter-se assumido como a mulher que desde a primeira infância sentia ser, mesmo pondo em risco a fama mundial já conquistada sob o nome masculino com que havia sido registrada ao nascer.

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WENDY CARLOS’S CLOCKWORK ORANGE (1972)
Gravações de estúdio de Wendy Carlos com o sintetizador Moog (1972)
Versão em CD lançada em 2000

  • 01 Timesteps – 13:47 (W.Carlos – na integra)
  • 02 March from A Clockwork Orange
    (Beethoven: Nona Sinfonia: Quarto Movimento, condensado) – 7:02
  • 03 Title Music from A Clockwork Orange
    (da Music for the Funeral of Queen Mary, de Purcell) – 2:23
  • 04 La Gazza Ladra ouverture (Rossini, condensado) – 6:00
  • 05 Theme from A Clockwork Orange
    (‘Beethoviana’, variação sobre 03) – 1:48
  • 06 Nona Sinfonia: Segundo Movimento: Scherzo (Beethoven) – 4:52
  • 07 William Tell ouverture (Rossini, condensado) – 1:18
  • 08 Orange Minuet (W.Carlos) – 2:35
  • 09 Biblical Daydreams (W.Carlos) – 2:06
  • 10 Country Lane (W.Carlos – versão aperfeiçoada) – 4:56
    (citações: Dies Irae; Singing in the Rain)

.  .  .  .  .  .  .  BAIXE AQUI – download here

Ranulfus (com a colaboração de Daniel the Prophet)

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart: Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart: Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ferenc Fricsay (1914-1963) foi um maestro genial, grande intérprete de Beethoven e Mozart, assim como dos húngaros Bartók e Kodály. Mas tudo o que tocava virava ouro. Estudou piano, violino, clarinete, trombone, percussão, composição e regência. Viveu pouquíssimo, 48 anos para ser exato. Estudou música com Béla Bartók, Zoltán Kodály, Ernst von Dohnányi e Leo Weiner. Fricsay fez sua primeira aparição como maestro aos quinze anos de idade. Ele se tornou diretor musical da recém formada Orquestra Sinfônica RIAS na Alemanha em 1949. Também foi maestro titular da Orquestra Sinfônica de Houston em 1954. De 1956 até 1958 ele ocupou o mesmo cargo na Ópera do Estado Bávaro, da Ópera Alemã de Berlim e na Filarmônica de Berlim. Do início da década de 1950 até sua morte ele fez inúmeras gravações com a Deutsche Grammophon. Seu último concerto aconteceu no dia 7 de Dezembro de 1961 em Londres, onde conduziu a Filarmônica de Londres da Sinfonia Nº 7 de Beethoven. Faleceu de um vulgar câncer no estômago.

Estas são gravações ao vivo. O som é bom, mas não é aquela coisa translúcida. Já a interpretação, a concepção que Fricsay tinha da música… Isto está completinho.

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart:
Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

CD 1:

01. Dukas- The Sorcerer’s Apprentice

02. Kodaly- Dances of Galanta

03. Shostakovich- Symphony No 9- I. Allegro
04. Shostakovich- Symphony No 9- II. Moderato
05. Shostakovich- Symphony No 9- III. Presto
06. Shostakovich- Symphony No 9- IV. Largo
07. Shostakovich- Symphony No 9- V. Allegretto

08. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- I. Allegro
09. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- II. Moderato
10. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- III. Andantino
11. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- IV. Marsch

12. Strauss, Johann- Kunstlerleben

CD 2:

01. Beethoven- Leonore Overture No 3

02. Beethoven- Symphony No 3- I. Allegro con brio
03. Beethoven- Symphony No 3- II. Marcia funebre. Allegro assai
04. Beethoven- Symphony No 3- III. Scherzo. Allegro vivace
05. Beethoven- Symphony No 3- IV. Finale. Allegro molto
06. Mozart- Overture to Cosi fan tuttte

RIAS-Symphonie-Orchester
Berlin Radio-Symphonie-Orchester
Berlin Wiener Philharmoniker
Ferenc Fricsay

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Ferenc Fricsay, gênio absoluto da direção orquestral
Ferenc Fricsay, gênio absoluto da direção orquestral

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Sonatas Op. 10, 53, “Waldstein”, 54 e 57, “Appassionata”

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Sonatas Op. 10, 53, “Waldstein”, 54 e 57, “Appassionata”

Vamos combinar uma coisa? Ignorem a capa do CD, OK? Muito feia e convencional quando comparada com o conteúdo. Nascido nos arredores de Helsinque, em Espoo, Paavali Jumppanen é mais um finlandês de altíssima categoria no mundo da música erudita. Ele está gravando seu ciclo de Sonatas para Piano de Beethoven, terreno encravado de lendários pianistas e cujo campeão é, provavelmente, Maurizio Pollini. Este CD duplo — segundo volume de uma integral ainda incompleta — é uma joia. Traz seis sonatas para piano: três iniciais do Op. 10 (publicado em 1798) e três sonatas escritas entre 1804-1806 (Op. 53, 54 e 57). A Op. 53, “Waldstein”, concluída após a 3ª Sinfonia, é uma sinfonia heroica para piano e uma das melhores obras já escrita por um filho de mulher. A Op. 57, “Appassionata” é um trabalho mais agressivo, algo como o Inferno de Dante ou Macbeth de Shakespeare. Vale muito a audição.

(Depois do Allegro con brio e do Adagio molto da Waldstein, quando entra o Allegretto moderato, isto, é, quando diminui aquela tensão toda, é impossível não procurar uma posição mais confortável na cadeira).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Sonatas Opp. 10, 53, “Waldstein”, 54 e 57, “Appassionata”

Disc 1
Piano Sonata No. 5 in C Minor, Op. 10, No. 1
1.I. Molto allegro e con brio 5:19
2.II. Adagio molto 7:51
3.III. Finale: Prestissimo 3:44

Piano Sonata No. 6 in F Major, Op. 10, No. 2
4.I. Allegro 8:34
5.II. Allegretto 3:58
6.III. Finale: Presto 3:24

Piano Sonata No. 7 in D Major, Op. 10, No. 3
7.I. Presto 6:30
8.II. Largo e mesto 10:10
9.III. Menuetto – Trio – Menuetto: Allegro 2:54
10.IV. Rondo: Allegro 3:36

Disc 2
Piano Sonata No. 21 in C Major, Op. 53, “Waldstein”
1.I. Allegro con brio 10:39
2.II. Introduzione: Adagio molto 4:22
3.III. Rondo: Allegretto moderato 7:40
4.IV. Prestissimo 1:53

Piano Sonata No. 22 in F Major, Op. 54
5.I. In tempo d’un minuetto 5:08
6.II. Allegretto – Piu allegro 5:31

Piano Sonata No. 23 in F Minor, Op. 57, “Appassionata”
7.I. Allegro assai 9:51
8.II. Andante con moto 6:28
9.III. Allegro ma non troppo – Presto 7:37

Paavali Jumppanen, piano

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Paavali Jumppanen coçando em casa entre um ensaio e outro
Paavali Jumppanen coçando em casa entre um ensaio e outro

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos. 9 “Kreutzer”, 4 & 2

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos. 9 “Kreutzer”, 4 & 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente gravação de uma Naxos cada vez mais bonita e mainstream. Gatto e Libeer realizam um belo trabalho sobre conhecidas obras de câmara de Beethoven. A linda Sonata para violino e piano nº 9, em lá maior, Op. 47, de Ludwig van Beethoven (1770-1827) foi inicialmente dedicada a George Augustus Polgreen Bridgetower, um violinista mulato da Polônia e depois, como relata a tradição, por uma fútil questiúncula amorosa, acabou por ser repassada a Rodolphe Kreutzer (1766-1831), um violinista francês que tinha visitado Viena em 1798 e que Beethoven descreveu como um “querido e afável companheiro que durante sua permanência me proporcionou muito prazer”. Kreutzer teve boa sorte póstuma. Em primeiro lugar porque colocou seu nome na melhor das Sonatas para Violino e Piano e, em segundo lugar, porque. em 1889, Tolstói escreveu uma novela chamada Sonata Kreutzer a qual grudou definitivamente o nome do violinista na Sonata Nº 9.  O tema da novela é a morte, as relações de casal e é uma reafirmação dos valores do espírito. Nem deus sabe qual foi a intenção de Tolstói ao dar este título à novela. Mas vala a pena ouvir este CD.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos. 9 “Kreutzer”, 4 & 2

Violin Sonata No. 9 in A Major, Op. 47 “Kreutzer”
1 I. Adagio sostenuto – Presto 13:37
2 II. Andante con variazioni 14:20
3 III. Finale. Presto 8:40

Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23
4 I. Presto 7:04
5 II. Andante scherzoso, più allegretto 7:37
6 III. Allegro molto 5:11

Violin Sonata No. 2 in A Major, Op. 12 No. 2
7 I. Allegro vivace 6:01
8 II. Andante, più tosto Allegretto 5:20
9 III. Allegro piacevole 5:10

Lorenzo Gatto, violin
Julien Libeer, piano

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Lorenzo: um violinista que é gato
Lorenzo: um violinista que é gato

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos 4 & 5 – Wilhelm Kempff, BPO, Leitner

DGG The Originals - BeethovenEsta é outra daquelas postagens feitas a toque de caixa, pelo simples motivo de falta de tempo: trago hoje uma das grandes gravações do selo alemão Deutsche Grammophon com dois concertos para piano de Beethoven com o imenso Wilhelm Kempff, um dos maiores pianistas do século XX. Trata-se de uma gravação histórica realizada há cinquenta e poucos anos, 1961, para ser mais exato, mas que se mantém no topo da lista das maiores e principais gravações destes concertos. Pode até soar meio antiquada para alguns ouvidos mais apurados, mas não se pode negar sua qualidade. Kempff é referência quando se trata de Beethoven, mesmo passado tanto tempo de sua morte, lembrando que ele viveu quase cem anos, morrendo aos 96 anos de idade.

P.S. Prestem atenção para as cadenzas, elas foram escritas pelo próprio Kempff.

01. Klavierkonzert Nr.4 op.58 – 1. Allegro moderato
02. Klavierkonzert Nr.4 op.58 – 2. Andante con moto
03. Klavierkonzert Nr.4 op.58 – 3. Rondo Vivace
04. Klavierkonzert Nr.5 op.73 – 1. Allegro
05. Klavierkonzert Nr.5 op.73 – 2. Adagio un poco mosso
06. BEETHOVEN – Klavierkonzert Nr.5 op.73 – 3. Rondo Allegro

Wilhelm Kempff – Piano
Berliner Philharmoniker
Ferdinand Leitner – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Concerto in D – Heifetz, Munch, BSO

518XlMKPXILEste com certeza é um daqueles CDs que eu separaria para levar para uma ilha deserta. Celebrada por muita gente como a melhor gravação do imortal concerto de Beethoven, ele realmente tem aquele algo a mais que distingue os grandes artistas. Detalhe: essa gravação foi realizada nos anos cinquenta, ou seja, tem mais de sessenta anos, e em minha modesta opinião, foi superada, ou igualada, como queiram, apenas pela de David Oistrakh, realizada mais ou menos na mesma época, pela EMI. Briga de grandes gravadoras, a norte americana RCA Victor, de um lado, e a inglesa EMI do outro. Briga de cachorro grande.
A nossa sorte é que passados sessenta e poucos anos, a tecnologia nos permite ter acesso a estas verdadeiras jóias da indústria fonográfica.
Então vamos ao que viemos.

01 – Concerto for Violin and Orchestra in D Major, Op. 61; I. Allegro, Ma Non Troppo
02 – Concerto for Violin and Orchestra in D Major, Op. 61; II. Larghetto
03 – Concerto for Violin and Orchestra in D Major, Op. 61; III. Rondo; Allegro

Jascha Heifetz – Violin
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch – Conductor

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FDP Bach (restaurado por Vassily em 3/2/2022)