Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 – Mullova, Oistrakh

Enquanto o mano PQP goza de suas merecidas férias, e os outros membros do blog também parecem estar desfrutando deste período de festas, trago mais duas versões do Concerto para Violino de Beethoven.


A primeira é a gravação, de 2002, que Viktoria Mullova fez com o John Elliot Gardiner e a Orchestre Revolutionnaire et Romantique, cujos músicos tocam com instrumentos e orientações de época.  Gardiner é um grande especialista neste estilo de interpretação, mas por algum motivo, que não consegui identificar, não conseguiu convencer alguns clientes da Amazon, que em média, deram “apenas” quatro estrelas para esta gravação.  Mas claro que aqui a estrela é Mullova, sempre perfeita, e totalmente à vontade. Um assombro essa menina.


A outra gravação é considerada “A” gravação do século XX desse concerto, com um David Oistrakh no apogeu e auge da carreira, final dos anos 50. E Oistrakh? Para que falar? O homem é, em minha modesta opinião, o maior violinista do século XX. E ponto final. Quem tiver interesse, e tempo, existe uma série de 17 cds postadas no avaxhome chamada “David Oistrakh – The Complete Recordings”. Pode até mesmo comprar, pois está custando apenas 54 dólares no site da amazon. A famosa barbada. Mas vamos ao que interessa. E antes que me esqueça, um excelente 2010 para todos.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Concerto, op. 61

01. Violin Concerto in D major Op.61 – I. Allegro ma non troppo (Cadenza; Kreisler)
02. Violin Concerto in D major Op.61 – II. Larghetto
03. Violin Concerto in D major Op.61 – III. Rondo; Allegro (Cadenza; Kreisler)

David Oistrakh – Violin
Orchestre National Radiodiffusion Française
Andre Cluytens – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Viktoria Mullova – Violino
Orchestre Revolutionnaire et Romantique
John Elliot Gardiner – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Preferimos Mullova a Oistrakh
No âmbito das fotos, preferimos Mullova a Oistrakh

FDPBach

18 comments / Add your comment below

  1. desculpe colocar esse pedido aqui, mas nao encontrei um link especifico para este propósito
    alguém teria os noturnos de john field para postar?
    estou procurando faz um tempo e não encontro
    agradeço desde já
    abs

  2. Nossa, o meu blog preferido já abrindo o ano com pesos pesados! Estudantes de música como nós já devemos muito a vocês.

    Caro FDP Bach, mesmo sendo visitante há menos de um ano, e tendo ganhado coragem para começar a postar com menos tempo ainda, gostaria lhe perguntar uma coisa. Eu acho ‘bem’ chato ficar fazendo pedidos, e mesmo não querendo dar uma de “fantasma que sabe o que você comentou em posts passados”, eu sinto uma ânsia incontrolável de lembrar-lhe de seus comentários nesses dois posts:

    http://pqpbach.opensadorselvagem.org/edouard-lalo-1823-1892-symphonie-espagnola-camile-saint-saens-concerto-para-violino-n%C2%BA-3-perlman-baremboim/

    http://pqpbach.opensadorselvagem.org/edvard-hagerup-grieg-1843-1907-violin-sonatas-op-8-13-e-45/

    Me perdoe vir incomodar-lhe com isso, mas não resisti. Se precisar de ajuda com os do Saint-Saëns, por motivos óbvios, acho que posso lhe ajudar, mas o Grieg também estando no meu Top10Preferidos, poderia lhe ajudar além da Sonata, caso você esteja sem tempo para a integral para piano dele.

    Cara, muito obrigado mesmo pelas contribuições aqui pro blog. Já tive que comprar um HD externo por causa de vocês!

  3. Nossa, nem bem começou o ano e lá vem os pidões… Rapazes, não custa lembrar que os donos deste blog odeiam pedidos. “Não peçam” e um dia serão atendidos.

    Quanto ao Beethoven, nota 10 para o Oistrakh (sempre). Tomei conhecimento da Mullova recentemente, após ignorá-la por décadas, sem razão aparente), e confesso que não me arrependi de tê-la ignorado, pois vejo nela uma excelente profissional sem o brilho de tantos outros. Para uma fantástica interpretação feminina (e em pé de igualdade com os intérpretes masculinos) desse concerto, recomendo a georgiana Lisa Batiashvili.

  4. Bem, eu estou últimamente tendos alucinações com as integrais dos Choros do Villa-Lobos com a Osesp,não gostam que a gente peça, então não deveriam nem comentar coisas do tipo, futuramente iremos posta-las, é brincadeira!

    1. Ok. Vamos mudar o modo de falar…
      Quem sabe um dia você não se depara com essa integral por aqui, hein?!?! O que acha, melhorou?!?! 🙂
      É fácil. O grande lance é levar tudo na esportiva!
      Um abraço!

  5. Carlão, como bem sabes o nosso SAC é uma droga, e assim ficará se depender de nós, membros do blog. O Saint-Saens que algum dia prometi fica pra qualquer hora destas, sei lá, assim como os Grieg. Sugiro a você e a outros que insistem em fazer pedidos que procurem em outros sites, ou blogs, que proliferam na rede. Ontem, por exemplo, encontrei as suítes de Bach com o Bylsma no avaxhome e indiquei para um leitor que solicitou. Reconheço que possuo um bom acervo, assim como meus colegas, mas obviamente não temos tudo, nem é possível ter tudo. Essas obras de Saint-Saens que procuras também as achará no avaxhome, fácil, fácil. Eles tem um sistema de busca bem eficiente.

  6. Mandou bem, Fdp Bach. A imensa maioria dos leitores do blog respeita o esforço e as preferências dos blogueiros, e NÃO fica indignada (que feio…) com pedidos desatendidos.

  7. FDP, concordo plenamente com você!

    Oistrakh também é meu violinista favorito e, é sempre uma honra e uma perfeita aula ouvir qualquer peça interpretada por ele.
    Quanto a Mullova, não ouvi ainda (ainda estou baixando) mas depois que a ouvi tocando as sonatas e partitas, as sonatas para cravo e violino e mais recentemente o concerto de Brahms, posso afirmar com certeza que é uma violinista formidável.

    Obrigado e
    Vida longa ao Blog!!!

  8. Caros FDP e SoyGardel,

    Bem, como eu mesmo disse, eu não tinha a intenção de “fazer pedidos”, mas sim de lembrar de alguma coisa que talvez na correria esquecemos. Se soou dessa forma peço perdão pela minha incapacidade de me expressar bem.

    Quanto às peças, FDP, eu nem digo por mim, pois tenho-as quase todas. Digo pelos outros leitores do blog, já que acho que esses dois poderiam ser boas contribuições. Mas tudo bem, se não tenho essa voz para sugerir, me calo.

    E com relação a Mullova, nossa, me surpreendi. Eu gostei mais dela nesse Beethoven que em uns concertos pra violino modernos que eu ouvi dela em um CD duplo que não lembro o nome. Ponto pra vocês!

  9. Sem querer me meter, mas já se metendo. Acho que o Carlão foi mal interpretado. Entendi que ele queria apenas contribuir para que algo que ele gosta muito e já possui, apareça aqui no Blog para que outras pessoas possam usufruir. Pelo menos, foi o que entendi. Abraço a todos!

  10. Carlão, não falo em nome do site, sou um mero leitor, apenas achei injusto aquele monte de posts pedindo isso ou aquilo, e nenhum comentário quanto à música postada. E quando me referi ao “indignado”, não me referi a você, mas ao post do “Luis Caludio”, que achei agressivo. Um abraço.

  11. Caro P.Q.P. Parabéns pelo excelente blog. Três são os grandes diferenciais. Primeiramente, a qualidade das músicas apresentadas e o apuro na escolha do repertório, trata-se de um arquivo ímpar. Em segundo lugar, há que ressaltar-se a qualidade dos seus comentários, no mesmo nível da música que você posta. Por fim, trata-se de um blog de alguém com sangue colorado, o que sem dúvida é uma grande virtude. Gostaria de dar uma singela contribuição, caso alguém ainda não o tenha feito, e dizer que além das duas versões da nona em CD do grande Karl Böhm, existe mais uma (que eu conheça). Trata-se de uma gravação ao vivo efetuada em 1963 com o coro e a orquestra do festival de Bayreuth, com a Janowitz, Bumbry, Thomas e London. Contudo, sugiro que você escute algumas versões da nona com o Furtwangler, pois existem registros históricos e excepcionais desta sinfonia, como a gravação de 1942 ou 1951 (lançada pelo selo Orfeu em registro radiofônico do concerto ao vivo, muito superior a versão da EMI que é uma gravação efetuada para celebrar a reabertura do teatro), além da versão de 1954, efetuada pouco antes da morte do maestro. Um forte abraço!

  12. Percebi uma coisa sobre Beethoven…Se considerarmos as três fases de Beethoven, na fase clássica ele consegue dominar o gênero quinteto de cordas e não escreve mais nenhum quinteto nas fases posteriores…ele consegue escrever belas sinfonias,

    quartetos e concertos, mas ainda nenhuma obra-prima. Apenas o dever de casa. Quanto aos trios, ainda não

    consegue alcançar a majestade que alcança na fase heróica. Talvez os únicos gêneros originais nesta

    primeira fase sejam suas primeiras sonatas para piano e as sonatas para cello e piano. Até mesmo as

    primeiras sonatas para violino e piano não são tão originais assim, apesar da sonata Primavera…as

    bagatelas dessa fase não alcançam a genialidade do op. 126.

    Na fase heróica surge sua música mais poderosa, com mais dinamicidade. A sonata Kreutzer esmaga todas as

    suas sonatas para violino anteriores e as de qualquer outro compositor, a terceira sinfonia trás um

    universo completamente novo, completado pela quinta sinfonia. Aqui Beethoven esmaga sinfonicamente Haydn

    e Mozart, trazendo um elemento mais filosófico. Seus concertos se tornam peças únicas, com personalidade

    heróica, os quartetos da fase média trazem nova luz ao gênero.Essa é a grande fase de sua única ópera e

    de seu único oratório, ambos boas obras. Na música sacra, Beethoven iria ter de esperar a fase final;

    sua missa em C ainda é dever de casa. Os trios aqui alcançam a perfeição nos op. 70 e ultrapassam o

    limite no Arquiduque, o ápice de sua fase heróica, as sonatas para piano tornam-se mais sinfônicas e

    grandiosas, mantendo o interesse.

    Na fase final ele consegue dominar o gênero sacro e escreve a Missa Soleminis, uma das suas obras mais

    grandiosas. Aliás, grandiosidade é o que não falta para esta fase. Rica em monumentos insuperáveis, é a

    fase das enciclopédicas últimas sonatas para piano, variações diabelli, bagatelas op.126, nona sinfonia,

    etc. Nesta fase Beethoven resolve o que ficou irresolvido,além de criar obras espirituosas para gêneros

    que já havia alcançado uma linguagem própria, superando-se mais uma vez. Os seus últimos quartetos e

    últimas sonatas para piano formam um ciclo especial para um grupo seleto de especialistas adoradores de

    Beethoven e a Grosse Fuge op. 133 talvez seja sua obra mais radical, mais caótica e a obra mais além de

    seu tempo, difícil de ouvir mesmo para os ouvintes de hoje acostumados com a música moderna.

    texto original: denison rosario

  13. Preciso arranjar tempo para vir por aqui mais vezes. A dica da Amazon foi fantástica. Comprei o “Kit Oistrakh” e com o frete ficou apenas U$ 42,34. Mesmo com os 60% da aduana brasileira ainda foi um baita negócio.

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