Christoph Willibald Gluck (1714-1787): Orfeu e Eurídice (completa) (Baltsa, Marshall, Gruberova, Philharmonia Orchestra, Muti)

Christoph Willibald Gluck (1714-1787): Orfeu e Eurídice (completa) (Baltsa, Marshall, Gruberova, Philharmonia Orchestra, Muti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Atendendo, mais de uma década depois, os desesperados pedidos).

Posto para vocês a extraordinária ópera Orfeu e Eurídice de Gluck. Como estou com reais dificuldades de tempo, vou copiar aqui dois textos: o primeiro sobre Gluck e o segundo sobre a ópera:

Christoph Willibald Ritter von Gluck (2 July 1714 Erasbach, Upper Palatinate – 15 November 1787 in Vienna) was an opera composer of the early classical period. After many years at the Habsburg court at Vienna, Gluck brought about the practical reform of opera’s dramaturgical practices that many intellectuals had been campaigning for over the years. With a series of radical new works in the 1760s, among them Orfeo ed Euridice and Alceste, he broke the stranglehold that Metastasian opera seria had enjoyed for much of the century.

The strong influence of French opera in these works encouraged Gluck to move to Paris, which he did in November 1773. Fusing the traditions of Italian opera and the French national genre into a new synthesis, Gluck wrote eight operas for the Parisian stages. One of the last of these, Iphigénie en Tauride, was a great success and is generally acknowledged to be his finest work. Though he was extremely popular and widely credited with bringing about a revolution in French opera, Gluck’s mastery of the Parisian operatic scene was never absolute, and after the poor reception of his Echo et Narcisse, he left Paris in disgust and returned to Vienna to live out the remainder of his life.

Fonte: nem deus sabe.

Orfeu e Eurídice foi a primeira de três óperas conhecidas como as óperas da reforma, onde Gluck, em parceria com Calzabigi, procurou, através da “nobreza da simplicidade” da acção e da música, substituir os complicados enredos e os floreados musicais que se tinham apoderado da Ópera Séria.

A verdade é que Gluck já tinha composto numerosas óperas na estética convencional de Metastasio. Assim, a parceria com Calzabigi, proporcionava-lhe uma oportunidade quase única para se pôr em prática uma nova concepção do teatro musical: mais sóbrio e mais dramático, e que se aproximasse da unidade da tragédia grega.

Orfeu e Eurídice estreia com enorme sucesso, no dia 5 de Outubro de 1762 e tornou-se na obra mais popular de Gluck.

Já traduzida em música por compositores como Monteverdi e Peri, esta é a história de como Orfeu traz de volta Eurídice para o mundo dos vivos. Enfrenta os infernos para recuperar a amada, com a imprescindível ajuda da música-apaziguadora de almas atormentadas.

Apesar do enorme sucesso que foi a estreia de Orfeu e Eurídice em 1762, a partir do ano seguinte até 1769, a ópera nunca mais foi interpretada.

A recuperação desta obra surge pelas mãos do próprio Gluck, quando a dirige, de novo, em Parma. Fazia parte de um tríptico – La Feste d’Apollo – onde Orfeu e Eurídice foi apresentada sem um único intervalo e com a parte destinada ao castrado contralto transposta para um castrado soprano.

Depois, em 1774, Gluck submete a partitura a mais uma revisão para ser posta em cena na Academia Real de Música de Paris: transpõe e adapta o papel de Orfeu para a voz de haute-contre – muito em voga na altura em França, sobretudo para a interpretação de papéis heróicos; altera a orquestração para a tornar mais grandiosa; inclui novas peças, vocais e instrumentais; e encomenda um novo libreto para ser cantado em francês.

Sinopse

I Acto

No primeiro acto, após um breve prelúdio, a cortina ergue-se por cima do túmulo de Eurídice. Orfeu chora a perda da amada, rodeado pelos seus amigos.

Aparece então o Cupido que traz uma mensagem: sensibilizados com a dor de Orfeu, os deuses autorizam-no a descer aos infernos para trazer Eurídice. Mas há uma condição: Orfeu não pode olhar para a amada antes estar de volta sob um céu mais clemente.

II Acto

Orfeu é acolhido nos infernos pelas Fúrias e pelo Cérbero, o cão das três cabeças de Hades. Perante o perigo, Orfeu começa a cantar, fazendo-se acompanhar pela sua lira e consegue apaziguar estes terríveis guardiães. Assim, chega à morada das sombras felizes onde encontra Eurídice. Toma-a pela mão, sem a olhar para ela directamente, e pede-lhe que volte com ele.

III Acto

Euridice não compreende porque é que Orfeu não olha para ela uma única vez. Atribui a atitude à frieza de espírito e não dá oportunidade a Orfeu para se explicar. É então, que depois de muito censurado, Orfeu perde a paciência e se volta para ela. Como consequência Eurídice cai inanimada – uma das cenas mais aguardadas de toda a ópera, à qual se segue a ária “Che farò senza Euridice?”, cantada por Orfeu desesperado. Surge de novo o Cupido. Orfeu provou merecer Eurídice, por isso é-lhe restituída a vida.

Na última cena, no templo do Cupido, Orfeu, Eurídice e Cupido unem as suas vozes às dos pastores e cantam os mistérios e a força do amor.

Fonte: esta.

Christoph Willibald Gluck (1714-1787): Orfeu e Eurídice (completa) (Baltsa, Marshall, Gruberova, Philharmonia Orchestra, Muti)

01. Overtura
02. Ah ! se intorno a ques’ urna funesta
03. Basta, basta, o compagni!
04. Ballo
05. Ah! se intorno a quest’ urna funesta 2
06. Chiamo, il mio ben cosi
07. Numi! barbari Numi!
08. T’assiste Amore!
09. Gli sguardi trattieni
10. Che disse Che ascoltai
11. Ballo – Chi mai dell’Erebo
12. Deh! placatebi con me
13. Misero giovane!
14. Mille pene, ombre moleste
15. Ah quale incognito
16. Ballo 3
17. Che puro ciel!
18. Vieni a’regni del riposo
19. Ballo 4
20. Anime avventurose
21. Torna, o bella

01. ATTO III SCENA 1 Vieni, segui i miei passi
02. Vieni, appaga il tuo consorte! (Orfeo,Euridice)
03. Qual vita e questa mai
04. Che fiero momento! (Euridice)
05. Ecco un nuovo tormento! (Orfeo, Euridice)
06. Che faro senza Euridice
07. Ah finisca e per sempre (Orfeo)
08. ATTO III SCENA 2 Orfeo, che fai (Amore, Orfeo, Euridice)
09. ATTO III SCENA 3 Introduzione
10. Ballo I
11. Ballo II
12. Ballo III
13. Ballo IV (Orchestra)
14. Trionfi Amore! (Orfeo,Coro,Amore,Euridice)

Agnes Baltsa
Margaret Marshall
Edita Gruberova
Ambrosian Opera Chorus
John McCarthy
Philharmonia Orchestra
Riccardo Muti

BAIXAR AQUI – DOWNLOAD HERE

Muti, um dos grandes

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Gould, 1981)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Gould, 1981)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É inacreditável que esta gravação de 1981 — a segunda de Gould para as Variações Goldberg, de Bach –, jamais tenha passado pelo PQP Bach. E que a de 1955 esteja sem link… Mas é da vida. O blog é desprogramado mesmo… Em 1955, Glenn Gould surpreendeu os executivos da Columbia Masterworks ao escolher as Variações Goldberg de J. S. Bach para sua gravação de estreia. Sua performance foi rápida, fluida, brilhante e deliciosa, e foi um sucesso de vendas surpreendentemente grande. Em 1981, Gould fechou o círculo e gravou as Goldberg novamente. Foi sua última gravação de estúdio. Essa segunda tentativa não poderia ser mais diferente da primeira: implacavelmente intelectual, percussiva, insistente. E melhor. Gould não tinha o hábito de regravar, mas um crescente desconforto com aquela performance anterior o fez voltar-se mais uma vez para uma obra-prima atemporal e tentar, por meio de uma perspectiva radicalmente alterada, um relato mais definitivo. Por sua própria admissão, ele havia, durante aqueles anos intermediários, descoberto a “lentidão” ou uma qualidade meditativa muito distante dos dedos brilhantes e da glória pianística. E é esse “repouso outonal” que adiciona uma dimensão tão profundamente imaginativa à clareza desimpedida e à definição precisa de Gould. A Ária agora é hipnotizantemente lenta. As confidências trêmulas da Variação 13 na performance de 1955 dão lugar a algo mais direto, mais incisivo e determinado, enquanto as medidas leves e dançantes da Var. 19 são humoristicamente lentas e precisas. O retorno da Ária também é avassalador em seu profundo senso de consolo e resolução. Pessoalmente, eu não gostaria de ficar sem nenhuma das gravações de Gould, mas devo dizer que a segunda é certamente a melhor. A gravação é soberba e é notável que os dois maiores discos de Gould sejam seu primeiro e seu último.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Gould, 1981) — Goldberg Variations, BWV 988 – 1981 Recording

1 Aria 3:05
2 Variatio 1 a 1 Clav. 1:10
3 Variatio 2 a 1 Clav. 0:49
4 Variatio 3 a 1 Clav. Canone All’Unisono 1:31
5 Variatio 4 a 1 Clav. 0:50
6 Variatio 5 a 1 Ovvero 2 Clav. 0:37
7 Variatio 6 a 1 Clav. Canone Alla Seconda 0:40
8 Variatio 7 a 1 Ovvero 2 Clav. 1:16
9 Variatio 8 a 2 Clav. 0:54
10 Variatio 9 a 1 Clav. Canone Alla Terza 0:59
11 Variatio 10 a 1 Clav. Fughetta 1:04
12 Variatio 11 a 2 Clav. 0:54
13 Variatio 12 Canona Alla Quarta 1:38
14 Variatio 13 a 2 Clav. 2:38
15 Variatio 14 a 2 Clav. 1:04
16 Variatio 15 a 1 Clav. Canone Alla Quinta. Andante 5:00
17 Variatio 16 a 1 Clav. Ouverture 1:38
18 Variatio 17 a 2 Clav. 0:54
19 Variatio 18 a 1 Clav. Canone Alla Sesta 1:03
20 Variatio 19 a 1 Clav. 1:03
21 Variatio 20 a 2 Clav. 0:50
22 Variatio 21 Canone Alla Settima 2:13
23 Variatio 22 a 1 Clav. Alla Breve 1:03
24 Variatio 23 a 2 Clav. 0:58
25 Variatio 24 a 1 Clav. Canone All’Ottova 1:42
26 Variatio 25 a 2 Clav. 6:03
27 Variatio 26 a 2 Clav. 0:52
28 Variatio 27 a 2 Clav. Canone Alla Nona 1:21
29 Variatio 28 a 2 Clav. 1:03
30 Variatio 29 a 1 Ovvero 2 Clav. 1:02
31 Variatio 30 a 1 Clav. Quodlibet 1:28
32 Aria Da Capo 3:45

Glenn Gould, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE (*)

(*) Bit rate baixinho, mas só tenho assim.


[Incursão não autorizada do chapeiro-sênior na postagem do Comandante Supremo:

Ei, chefinho!

Primeiramente, bonita camisa!

Em seguida, queria dizer que aqui estão as Goldberg de Gould em 1981 com um bitrate mais altinho:

BAIXE AQUI COM QUALIDADE MELHOR QUE O LINK DO CHEFINHO

Aproveito a petulante invasão de seu sacrossanto espaço para comunicar – antes da merecida advertência – que a postagem da gravação de 1955 está com links novos.

Caso espirrar, saúde!

Vassily]


 

Meio louquinho, mas tudo certo.

PQP

.: interlúdio :. Acervo Especial: Choros

.: interlúdio :. Acervo Especial: Choros

Um bom CD de chorinhos clássicos em versões remasterizadas e o escambal. A origem da designação “choro” para este gênero musical é controversa. Dentre as hipóteses, a primeira propõe que o termo teria surgido de uma fusão entre “choro”, do verbo chorar, e “chorus”, que em latim significa “coro”. Para Lúcio Rangel e José Ramos Tinhorão, a expressão choro derivaria da maneira chorosa, melancólica, com que os violonistas do século XIX acompanhavam as danças de salão europeias. Por extensão, próprio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo. Já Ary Vasconcelos vê a palavra choro como uma corruptela de choromeleiros, corporações de músicos que tiveram atuação importante no período colonial brasileiro. Os choromeleiros executavam, além da charamela, outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental. Câmara Cascudo arrisca que o termo pode também derivar de “xolo”, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como “xoro” e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com “ch”. No princípio, a palavra designava o conjunto musical e as festas onde esses conjuntos se apresentavam, mas já na década de 1910 se usava o termo para denominar um gênero musical consolidado. A partir das primeiras décadas do século XX o termo “choro” passou a ser utilizado tanto para essa acepção como para nomear um repertório de músicas que inclui vários ritmos. A despeito de algumas opiniões negativas sobre a palavra “chorinho”, essa também se popularizou como referência ao gênero, designando um tipo de choro em duas partes, ligeiro, brejeiro e comunicativo.

Acervo Especial: Choros

1 Pixinguinha & Benedito Lacerda– Naquele Tempo
2 Jacob Do Bandolim– Vibrações
3 Paulo Moura– Espinha De Bacalhau
4 Conjunto Galo Preto*– Recado
5 Dominguinhos– Brasileirinho
6 Deo Rian*– Tenebroso
7 Canhoto & Seu Regional*– Fogo Na Roupa
8 Pixinguinha & Benedito Lacerda– Displicente
9 Jacob Do Bandolim– Noites Cariocas
10 Paulo Moura– Peguei A Reta
11 Conjunto Galo Preto*– Estou Voltando
12 Dominguinhos– Doce De Coco
13 Deo Rian*– Odeon
14 Canhoto & Seu Regional*– Enigmático

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Chorinho (1942), de Candido Portinari (1903- 1962)

PQP

Serguei Liapunov (1859-1924): 12 Estudos de Execução Transcendente, Op. 11 (Scherbakov)

Serguei Liapunov (1859-1924): 12 Estudos de Execução Transcendente, Op. 11 (Scherbakov)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Olha, esse CD é muito bom. Achei meio ridícula a pomposidade do nome da obra, mas, se esta pode servir de piada, logo um oh! de surpresa cala qualquer intenção menos séria. Scherbakov é um pianista monstruoso e dá aos Estudos de Liapunov grande expressividade. Ao procurar saber mais sobre Liapunov, li várias vezes a expressão neglected composer. Bem, aqui no PQP, com nossos mais de mil compositores, ninguém é negligenciado, nem o ultrarromântico Liapunov ou Lyapunov. Scherbakov é apenas o segundo pianista a gravar o conjunto completo dos Estudos Transcendentais de Liapunov duas vezes, seguindo os passos de Louis Kentner, cuja primeira versão (de 1949) continua sendo a padrão. Estranhamente, as primeiras versões de ambos os pianistas são amplamente preferíveis às suas segundas tentativas. Esta é a primeira gravação de Scherbakov (1993) e está em segundo lugar, logo atrás de Kentner, à frente das gravações mais recentes de Vincenzo Maltempo e Etsuko Hirose.

Serguei Liapunov (1859-1924): 12 Estudos de Execução Transcendente, Op. 11 (Scherbakov)

1. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Lullaby 3:38
2. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Dance of the Ghosts 3:05
3. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Pealing of Bells 6:10
4. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Terek 4:06
5. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Summer Night 7:26
6. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Storm 4:35
7. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Idyll 4:38
8. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Epic Song 8:37
9. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Aeolian Harps 6:24
10. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Lesginka 7:10
11. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Dance of the Elves 4:03
12. 12 Etudes d’execution transcendante, Op. 11: Elegy in Memory of Franz Liszt 11:17

Konstantin Scherbakov, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Olhando as fotos dele, não hesito em chamá-lo de dândi

PQP

Arnold Schoenberg (1874-1951): A Música para Piano (Pollini)

Arnold Schoenberg (1874-1951): A Música para Piano (Pollini)

Pollini chamou essas peças de as provavelmente mais importantes para piano do século XX. A proposição é discutível, não é discutível a qualidade das interpretações de Pollini. Aqui e ali, pode-se objetar sobre detalhes, e a primeira peça do Op. 11, que inicia o disco, sempre me pareceu muito estática, mas, no geral, há uma combinação de maestria intelectual e pianística que é indubitavelmente extraordinária. A oportunidade de ouvi-la em som remasterizado digitalmente não deve ser perdida. Se você é novo nesse repertório, não espere ser cortejado ou seduzido — Schoenberg não era um pianista talentoso, e parece ter usado o instrumento mais para aventuras ousadas no desconhecido do que para relaxamento. Aceite o choque ou vá direto para o Op. 11 No. 3 ou a Giga do Op. 25. Para um descanso lírico, experimente o Op. 33 a. Mas não importa para onde você olhe, pode ter certeza de que a percepção musical e o virtuosismo de Pollini, sem mencionar a gravação da DG, apresentam a música da melhor forma possível.

Arnold Schoenberg (1874-1951): A Música para Piano (Pollini)

Three Piano Pieces Op. 11 = Drei Klavierstücke Op. 11 = Trois Pièces Pour Piano, Op. 11 = Tre Pezzi Per Pianoforte Op. 11 (13:36)
1 1. Mässig 3:53
2 2. Mässige Achtel 7:11
3 3. Bewegt 2:32

Six Little Piano Pieces Op. 19 = Sechs Kleine Klavierstücke Op. 19 = Six Petites Pièces Pour Piano, Op. 19 = Sei Piccoli Pezzi Per Pianoforte Op. 19 (5:10)
4 1. Leicht, Zart 1:12
5 2. Langsam 0:53
6 3. Sehr Langsame Viertel 0:59
7 4. Rasch, Aber Leicht 0:26
8 5. Etwas Rasch 0:32
9 6. Sehr Langsam 1:08

Five Piano Pieces Op. 23 = Fünf Klavierstücke Op. 23 = Cinq Pièces Pour Piano, Op. 23 = Cinque Pezzi Per Pianoforte Op. 23 (10:12)
10 1. Sehr Langsam 2:03
11 2. Sehr Rasch 1:18
12 3. Langsam 2:47
13 4. Schwungvoll 1:37
14 5. Walzer 2:27

Suite For Piano Op. 25 = Suite Für Klavier Op. 25 = Suite Pour Piano, Op. 25 = Suite Per Pianoforte Op. 25 (14:16)
15 Präludium: Rasch 0:59
16 Gavotte: Etwas Langsam, Nicht Hastig (Attacca:) 1:04
17 Musette: Rascher 1:11
18 Gavotte (Da Capo) 1:10
19 Intermezzo 3:21
20 Menuett: Moderato – Trio 3:56
21 Gigue: Rasch 2:35

22 Piano Piece Op. 33a = Klavierstück Op. 33a = Pièce Pour Piano, Op. 33a = Pezzo Per Pianoforte Op. 33a. Mässig 2:06

23 Piano Piece Op. 33b = Klavierstück Op. 33b = Pièce Pour Piano, Op. 33b = Pezzo Per Pianoforte Op. 33b. Mässig Langsam 3:31

Maurizio Pollini, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Schoenberg em momento de alegria com sua entusiasmada família.

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Symphonie No. 9 · Rosamunde: Ouvertüre (Die Zauberharfe) (The Chamber Orchestra Of Europe · Claudio Abbado)

Franz Schubert (1797-1828): Symphonie No. 9 · Rosamunde: Ouvertüre (Die Zauberharfe) (The Chamber Orchestra Of Europe · Claudio Abbado)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o aniversário de… PQP Bach. Aniversário não do blog ou do personagem, mas do ser humano que há, dizem, por trás. Por isso, vou postar duas obras-primas neste 19 de agosto. Esta é a segunda.

Um CD eletrizante! Esta gravação de Schubert é uma sobre a qual não é realmente necessário dizer muito. É, provavelmente, a melhor performance da Nona que me lembro de ter ouvido e a direção de Abbado é magistral. Seu ritmo para cada movimento parece ser o ideal e ele frequentemente molda a música com sutis modificações de andamento da maneira que um maestro como Furtwängler teria feito. Abbado, nesta gravação de 1987, é um grande músico continuando a explorar a música e a renovar sua abordagem para obras que ele deve ter conduzido muitas vezes. Há também uma determinação em manter os mais altos padrões possíveis de musicalidade, trabalhando com músicos de primeira linha. Ele regravou a Nona em 2011, mas nunca ouvi a gravação.

Franz Schubert (1797-1828): Symphonie No. 9 · Rosamunde: Ouvertüre (Die Zauberharfe) (The Chamber Orchestra Of Europe · Claudio Abbado)

Sinfonia Nr. 9, D 944, “A Grande”
1 1. Andante – Allegro Ma Non Troppo 16:46
2 2. Andante Con Moto 15:26
3 3. Scherzo. Allegro Vivace 14:02
4 4. Allegro Vivace – Trio 15:29

5 Rosamunde: Ouverture (“Die Zauberharfe” D. 644) 10:12

Conductor – Claudio Abbado
Orchestra – The Chamber Orchestra Of Europe

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Edward Sorel – Caricatura de Franz Schubert – 1967

PQP

.: interlúdio :. John Surman – Upon Reflexion (1979)

.: interlúdio :. John Surman – Upon Reflexion (1979)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o aniversário de… PQP Bach. Aniversário não do blog ou do personagem, mas do ser humano que há, dizem, por trás. Por isso, vou postar duas obras-primas neste 19 de agosto. Está é a primeira.

Durante anos disse que Upon Reflexion era o melhor LP/CD editado pela grande ECM. Hoje, eles lançam tanta coisa que talvez fosse perigoso manter esta opinião. De qualquer maneira, este seria um dos discos que levaria para a ilha deserta, trata-se de um dos melhores discos de jazz de todos os tempos. O disco abre com a espetacular Edges Of Illusion cujo solo decorei de tanto ouvir o LP desde 1980. Tal solo vem do sax barítono de Surman com algumas fundamentais intervenções melódicas do sax soprano. O curto ostinato viajandão do fundo deve-se aos sintetizadores. O som dos saxofones de Surman é algo. O ostinato da agitada Filigree vem de diversos saxofones sobrepostos que somem maravilhosa Caithness To Kerry, escrita para sax soprano solo. Alegre, ingênua e pastoral em sua absoluta falta de acompanhamento, parece ter sido composta pelo louco da aldeia. O louco some na sonoridade de jazz clássico de Beyond a Shadow, uma bela e negra composição do inglês, com acompanhamento de sintetizadores, saxofones e participação decisiva do clarone (bass clarinet). O lado 2 de meu antigo disco começava com Prelude And Rustic Dance. O louco da aldeia, já com os antipsicóticos em dia, organiza uma cortina de agitados saxofones para o solo de sax soprano de Surman. A poética e tranquila The Lamplighter acalma as coisas, preparando a área para a curta correria de Following Behind, uma brincadeira com ecos. Constellation talvez seja a melhor composição do disco. No ostinato voltam com tudo os sintetizadores.

John Surman: Upon Reflection (1979)

1. Edges Of Illusion 10:10
2. Filigree 3:41
3. Caithness To Kerry 3:51
4. Beyond A Shadow 6:40
5. Prelude And Rustic Dance 5:14
6. The Lamplighter 6:19
7. Following Behind 1:24
8. Constellation 8:16

all composed by Surman
recorded May 1979, Talent Studio, Oslo

John Surman, baritone and soprano saxophones, bass clarinet, synthesizers

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Surman, um gênio

PQP

Girolamo Frescobaldi (1583-1643): Canzoni (Bruno Cocset & Les Basses Réunies)

Girolamo Frescobaldi (1583-1643): Canzoni (Bruno Cocset & Les Basses Réunies)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É impossível não recomendar este disco. Ele apresenta notáveis performances de obras de grande nobreza e sensibilidade, além de expressiva elegância. Bruno Cocset — o fantástico violoncelista da melhor gravação que conheço das Suítes para Violoncelo de Bach — lidera o Les Basses Réunies em performances de força e sutileza. A gravação da Alpha é calorosa, capturando Les Basses Réunies em um ambiente acústico ideal. Parte da atração do disco está na novidade de ouvir essas peças, que são tocadas com bastante frequência, em uma instrumentação que dispensa os usuais sopros. O único toque de cor diferente é fornecido pelo cornetto. O papel do contínuo é imensamente trabalhado, tornando-se não um pano de fundo para os solos, mas sua fundação. Sua seção é realmente rica: harpa, claviorganum, theorbo e cravo. Quando tudo se junta, o resultado é colorido e emocionante. Não há tensão. Este é um disco que cresce em você com audições repetidas e demonstra que as canzoni de Frescobaldi não são menos inventivas do que sua música para teclado.

Girolamo Frescobaldi (1583-1643): Canzoni (Bruno Cocset & Les Basses Réunies)

1 Vigesimaquarta A Due Bassi E Canto “Detta La Nobile” 3:15
2 Ottava A Basso Solo “Detta L’Ambitiosa” 3:06
3 Prima A 4, Canto Alto Tenor Basse “Sopra Rugier” 2:15
4 Seconda A Canto Solo “Detta La Bernardinia” 2:40
5 Undecima A Due Canti “Detta La Plettenberger” 2:13
6 Prima A 2 Bassi 3:11
7 Trigesima Quinta “Detta L’Alessandrina” 3:28
8 Seconda A 2, Canto E Basso 3:34
9 Terza A 2, Canto E Basso 2:39
10 Prima A Basso Solo (Sesta “Detta Laltera”) 3:27
11 Quinta A 4, Canto Alto Tenor Basse 3:30
12 Decimasettima A Due Bassi “Detta La Diodata” 3:53
13 Quarta A 4, Due Canti E Due Bassi 3:03
14 Prima A 2, Canto E Basso 2:29
15 Quintadecima A 2 Bassi “Detta La Lieuoratta” 3:21
16 Settima A Basso Solo “Detta La Superba” 2:51
17 Decimasesta A 2 Bassi “Detta La Samminiata” 2:34
18 Seconda A 4, Due Canti E Due Bassi 4:36
19 Quinta A 3, Due Canti E Basso 3:01
20 Terza A Canto Solo “Detta La Donatina” 2:15
21 Seconda A 4, Canto Alto Tenor Basse “Sopra Romanesca” 2:56

Bruno Cocset & Les Basses Réunies

Bruno Cocset, ténor de violon, basse de violon “a la Bastarda” & direction
Emmanuel Jacques, ténor & basse de violon
Emmanuel Balssa, basse de violon
Richard Myron, violone & contrebasse
William Dongois, cornets
Xavier Diaz-Latorre, théorbe
Christina Pluhar, harpe
Luca Guglielmi & Laurent Stewart, clavecin & claviorganum

September 2003, Chapelle de l’hôpital Notre-Dame de Bon Secours, Paris

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Eu e minha mulher estávamos fazendo a ronda das igrejas romanas em 2020 quando demos de cara com um Festival Frescobaldi. Ah, vimos e ouvimos tudo e ainda ganhamos biscoitos do cara, seja lá o que isto signifique.

PQP

John Cage (1912-1992): The Seasons e outras peças (Margaret Leng Tan, American Composers Orchestra, Dennis Russell Davies)

John Cage (1912-1992): The Seasons e outras peças (Margaret Leng Tan, American Composers Orchestra, Dennis Russell Davies)

Este disco surpreendente e extraordinário é, pensamos, a melhor coleção de música de John Cage em catálogo. Ele é o mais geral. Demonstra o radicalismo do compositor, bem como o seu humor, tudo isso em várias fases. As obras são também são muito diferentes entre si. É muito bom ouvir a Suite for Toy Piano (1948) , que emprega apenas as teclas brancas em uma única oitava, e a versão belamente orquestrada que se segue (escrita por Lou Harrison, um amigo de Cage, em 1963). Mas três das obras-primas absolutas de Cage também estão aqui: a misteriosa Seventy-Four (1992) , a música para balé The Seasons (1947) e o fascinante Concerto para Piano Preparado e Orquestra de Câmara (1950-51). Muito do que você precisa saber sobre John Cage está aqui. No mais, ouça 4´33, o auge do radicalismo e ironia.

John Cage (1912-1992): The Seasons e outras peças

01. Seventy-Four (Versoin I) (12:15)

02. The Seasons – Prelude I, Winter (03:12)
03. The Seasons – Prelude II, Spring (03:43)
04. The Seasons – Prelude III, Summer (05:51)
05. The Seasons – Prelude IV, Fall (03:52)

06. Concerto for Prepared Piano and Orchestra – First Part (08:08)
07. Concerto for Prepared Piano and Orchestra – Second Part (08:09)
08. Concerto for Prepared Piano and Orchestra – Third Part (04:22)

09. Seventy-Four (Version II) (12:05)

Margaret Leng Tan e um de seus pianos de brinquedo
Margaret Leng Tan e um de seus pianos de brinquedo

10. Suite For Toy Piano – I (01:32)
11. Suite For Toy Piano – II (01:33)
12. Suite For Toy Piano – III (01:27)
13. Suite For Toy Piano – IV (01:22)
14. Suite For Toy Piano – V (01:09)

15. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – I (01:43)
16. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – II (01:33)
17. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – III (01:24)
18. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – IV (01:35)
19. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – V (00:55)

Margaret Leng Tan, prepared piano, toy piano
American Composers Orchestra
Dennis Russell Davies

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Cage: esse estava sempre rindo
Cage: esse estava sempre rindo

PQP

John Cage (1912-1992): Music for Prepared Piano (Vol. 2) (Berman)

John Cage (1912-1992): Music for Prepared Piano (Vol. 2) (Berman)

O povo não para de pedir:

— John Cage! John Cage! John Cage!

Tãotá, né? Lá vai mais!

As fotografias denunciam e a música comprova: John Cage foi um sujeito talentoso, alegre e feliz. Se você não é absolutamente conservador em matéria musical, deve ouvir as obras deste CD e do anterior, de Cage, que postamos. São peças coloridas e interessantes do cara que criou a coisa mais estapafúrdia e intrigante de todos os tempos, 4`33″. O piano preparado de Cage, neste CD e no anterior, aparece em timbres realmente inusitados. Sua música talvez deixe corado alguns minimalistas, Quem ouvir saberá dizer por quê.

John Cage (1912-1992): Music for Prepared Piano (Vol. 2)

1. The Perilous Night: No. 1. – 2:32
2. The Perilous Night: No. 2. – 0:54
3. The Perilous Night: No. 3. – 4:16
4. The Perilous Night: No. 4. – 1:19
5. The Perilous Night: No. 5. – 0:44
6. The Perilous Night: No. 6. – 3:42
7. Tossed as it is Untroubled 3:04
8. Daughters of the Lonesome Isle 9:30
9. Root of an Unfocus 4:57
10. Primitive 4:28
11. Mysterious Adventure 8:15
12. And the Earth shall Bear Again 3:29
13. The Unavailable Memory of 4:08
14. Music for Marcel Duchamp 5:05
15. Totem Ancestor 2:05
16. A Room 2:03
17. Prelude for Meditation 1:02

Boris Berman, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Cage: talentoso e feliz
Cage: talentoso e feliz

PQP

John Cage (1912-1992): Sonatas and Interludes for Prepared Piano (Vol. 1) (Berman)

John Cage (1912-1992): Sonatas and Interludes for Prepared Piano (Vol. 1) (Berman)

Roubado daqui. Reportagem de Irinêo Baptista Netto.

Uma lupa descansa sobre a mesa a alguns metros do piano. “Este é o nosso instrumento de trabalho”, diz a pianista Vera Di Domênico, pegando a lente de aumento para mostrar as anotações feitas à mão por John Cage (1912-1992) na fotocópia da partitura de Sonatas e Interlúdios, peça a ser tocada na íntegra pelas pianistas Grace Torres e Lilian Nakahodo no palco do Teatro HSBC.

(…)

Por algum motivo obscuro, poucos se dispõem a enfrentar a obra de John Cage.

O compositor norte-americano, um dos homens que debulharam a música erudita no século 20 – e poucos foram capazes disso –, explorou o silêncio como ninguém antes dele. Defendia uma música permeada pelos sons cotidianos e chegou a criar mecanismos como o “piano preparado” para dar conta daquilo que tinha em mente.

Sonatas e Interlúdios é a composição mais famosa de Cage para o “piano preparado”, criada entre 1946 e 1948. Ele não permitiu que passassem suas anotações a limpo e cabe aos músicos desvendarem as partes mais ambíguas do registro, feito com bico de pena (o que explica a lupa).

O “piano preparado” parece um objeto de ficção científica. Das cordas do instrumento, pendem parafusos, pedaços de plástico e até uma típica borracha escolar, meio vermelha e meio azul. É um instrumento saído da imaginação de um doutor Frankenstein – neste caso, Cage.

Uma “bula” acompanha a partitura de Sonatas e Interlúdios, com indicações minuciosas sobre onde encaixar cada um dos objetos. Ao todo, 45 notas são alteradas e o resultado deixa de ser um piano para se tornar outro instrumento, mais percussivo, que remete às orquestras de gamelão da Indonésia. Uma hipótese para a resistência dos músicos a Cage é exatamente essa transformação que arranca o pianista de sua zona de conforto.

“[A música de Cage] diz muito do momento atual, do ser humano de hoje”, diz Vera, e emenda uma comparação. “Você pode sair na rua com uma roupa do século 17. Uma roupa linda que você gosta, mas ela é de outra época. O mesmo serve para a música. Se você me perguntar se gosto de Beethoven… Eu adoro! Assim como adoro Cage.”

Há pelo menos duas décadas que Vera pensa em levar Sonatas e Interlúdios para o palco. Lilian e Grace se tornaram alunas dela em parte pelo interesse da professora nos compositores contemporâneos. Numa conversa cerca de dois anos atrás, surgiu a ideia de um projeto para oferecer às leis de incentivo. Vera se lembrou de Cage no ato.

“Para o Cage, a música não pode se alienar dos sons da vida”, diz Grace. Seu primeiro contato com a obra do norte-americano foi por meio de um livro de poesia, embora ele não seja lembrado como poeta. Amigo do pintor Jackson Pollock (1912-1956), que parecia fazer com a artes plásticas o que Cage fazia com a música, o compositor causou um forrobodó com 4’33’’, uma peça de 4 minutos e 33 segundos de duração em que não há uma nota sequer. Uma proposta extravagante, sem dúvida.

“Apesar dos parafusos, a música de Cage [Sonatas e Interlúdios] leva as pessoas a pensarem em imagens delicadas, de vidros e de água”, diz Lilian, citando as reações daqueles que tiveram chance de ouvir os ensaios.

Para Grace, a irreverência de Cage era uma característica memorável. Ele foi um dos primeiros a fazer a “música do acaso” (chance music), explorando a aleatoriedade, uma noção que se insinua no “piano preparado” – pois cada instrumento produz sons diferentes depois da inserção da parafernália citada na “bula”.

“O que ouvi no ensaio, apesar de minha cultura a respeito das gravações já existentes dessa obra ser limitada, me deu a certeza de estar diante de uma execução perfeita, em alto nível técnico e de excelência interpretativa”, escreveu o músico e historiador André Egg, professor Faculdade de Artes do Paraná, no blog Amálgama. “O que vi foi uma coisa impressionante.”

São 16 sonatas e quatro interlúdios que somam 70 minutos, divididos entre Lilian e Grace, que deverão usar um figurino desenhado para o espetáculo. Será uma das poucas ocasiões em que os músicos não deverão se incomodar com uma tosse ocasional, ou outros barulhos vindos da plateia. Ao menos em tese, a música de Cage é capaz de incorporar todos os sons não previstos na partitura.

John Cage (1912-1992): Sonatas and Interludes for Prepared Piano (Vol. 1)

1. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 1 3:10
2. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 2 2:32
3. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 3 2:26
4. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 4 2:06
5. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: First Interlude 3:29
6. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 5 1:51
7. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 6 2:28
8. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 7 2:31
9. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 8 2:54
10. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Second Interlude 4:03
11. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Third Interlude 2:17
12. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 9 4:27
13. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 10 4:08
14. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 11 3:39
15. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 12 3:33
16. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Fourth Interlude 2:47
17. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 13 3:57
18. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 14 and No. 15, ‘Gemini’ (after the work by Richard Lippold) 6:21
19. Sonatas and Interludes for Prepared Piano: Sonata No. 16 4:47

Boris Berman, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Cage, parafusos, durex, sonatas
Cage, parafusos, durex, sonatas

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op. 60, “Leningrado” (Jansons / RCO)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op. 60, “Leningrado” (Jansons / RCO)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eram outros tempos, muito diferentes. Dias antes, em Leningrado, foram planejados ataques aos alemães a fim de que eles não incomodassem durante a execução da obra através de um ajuntamento de músicos famintos e estropiados. E, assim, a Sinfonia Nº 7 de Shostakovich foi estreada em Leningrado no dia 27 de dezembro de 1941, tornando-se instantaneamente popular na URSS e no Ocidente como um símbolo da resistência ao totalitarismo e militarismo nazista.

No dia 19 de julho de 1942, a NBC transmitiu a Sétima para todos os Estados Unidos na mais espetacular iniciativa da era do rádio até então — anunciada inclusive na capa da revista Time, que ostentava (abaixo) a figura do compositor como bombeiro, uma de suas atribuições na cidade sitiada há meses.

Capa de revista Time. O mundo curvou-se ante a Sétima Sinfonia de Shostakovich.
Capa de revista Time. O mundo curvou-se ante a Sétima Sinfonia de Shostakovich.

A maioria dos compositores de peso estavam nos EUA — Schoenberg, Bartók, Stravinsky, Eisler, Hindemith, Rachmaninov — e grudaram no rádio. E tiveram uma enorme decepção. A mais popular das sinfonias era horrível. Schoenberg e Hindemith esbravejaram publicamente. Bartók ficou pasmo diante da ruindade do primeiro movimento, mas confidenciou apenas a amigos. O grande problema era, obviamente, o primeiro movimento. Após uma introdução pastoral que descreve as maravilhas do tempo pré-guerra com Stalin, há o tema da invasão, claramente inspirado no Bolero de Ravel.

Concordo que é tudo muito simples e anormal para Shostakovich, mas, anos depois, terminada a guerra e acalmados os ânimos, os críticos começaram a ver o que sempre esteve sob seus tolos narizes. A descrição musical da URSS trabalhadora, feliz, tranquila e pastoral durante o regime de Stalin era um evidente e claríssimo sarcasmo. Fato conhecido de todos — inclusive dos envolvidos — é que Shosta detestava Stalin e jamais daria uma chance a ele. Além do mais, era um homem talentoso, inteligente, complexo e muito, mas muito corajoso, apesar de seus problemas. Ora, a ironia forma-se no ato de dizer-se as coisas exatamente ao contrário e com certo exagero. Como é que ninguém deu-se conta de que aquele açúcar todo tinha o endereço de Stalin? Já o restante da música é extremamente dramático e bom.

A gravação de Mariss Jansons e da RCO é uma coisa de louco.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op. 60, “Leningrado” (Jansons / RCO)

1. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Allegretto 27:22
2. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Moderato (poco allegretto 11:17
3. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Adagio 18:37
4. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Allegro non troppo 17:11

Royal Concertgebouw Orchestra
Mariss Jansons

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Quem é míope vira bombeiro, né?
Quem é míope vira bombeiro, né?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa, BWV 249 & Cantata BWV 6 (Rilling)

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa, BWV 249 & Cantata BWV 6 (Rilling)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vou contar um segredo para vocês. Eu estou ouvindo todos os meus CDs. Um a um, um por um. Alguns eu jogo fora ou dou depois de uma decepção. Mas às vezes bato de cara com algo excelente de que tinha esquecido. É o caso deste Vol. 11 de minhas queridas Cantatas de Bach por Helmuth Rilling. Ganhei a enorme Caixa de Cantatas de uma namorada faz uns 35 anos. 53 CDs! Minha capa é menos carnavalesca do que a que apresento, mas foi o que encontrei. Rilling estava no limite entre a música historicamente informada e o horrível passado das gravações barrocas. Adorei o mimo quando ganhei! Muito obrigado! A maturidade me ensinou que ex-mulher é cargo de confiança e que não se fala mal de nenhuma. Ainda mais eu, que casei tantas vezes até finalmente encontrar meu primeiro amor… Bem, ouçam tudo porque vale a pena. A sonhadora ária Sanfte soll mein Todeskummer (faixa 7) está de arrancar o coração, de tão linda. E o que dizer de Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ (faixa 14)?

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa, BWV 249 & Cantata BWV 6 (Rilling)

BWV 249 Osteroratorium Kommt, Eilet Und Laufet (40:53)
1 Sinfonia 4:01
2 Adagio 4:16
3 Duetto E Coro 4:41
4 Recitativo 1:06
5 Aria 8:19
6 Recitativo 0:47
7 Aria 6:08
8 Recitativo 0:55
9 Aria 6:57
10 Recitativo 0:42
11 Coro 2:45

BWV 6 Bleib Bei Uns (19:06)
12 Coro 5:37
13 Aria 4:04
14 Choral 4:25
15 Recitativo 1:00
16 Aria 3:04
17 Choral 0:47

Alto Vocals – Carolyn Watkinson (tracks: 12 to 17), Julia Hamari (tracks: 1 to 11)
Bass Vocals – Philippe Huttenlocher (tracks: 1 to 11), Walter Heldwein (tracks: 12 to 17)
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Conductor – Helmuth Rilling
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart
Soprano Vocals – Arleen Augér* (tracks: 1 to 11), Edith Wiens (tracks: 12 to 17)
Tenor Vocals – Adalbert Kraus

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?

PQP

J. Brahms (1833-1897) & J. Joachim (1831-1907): Concertos para Violino (Barton Pine, Kalmar)

J. Brahms (1833-1897) & J. Joachim (1831-1907): Concertos para Violino (Barton Pine, Kalmar)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O húngaro Joseph Joachim é uma figurinha comum nas capas de discos. O cara escreveu notáveis cadenze para uma infinidade de Concertos para Violino românticos e clássicos. Muita gente as usa. Além de violinista, foi regente, compositor e professor. Grande amigo e intérprete de Schumann e de Brahms, foi um dos mais influentes instrumentistas de seu tempo. A carreira de Joachim foi profundamente marcada pela amizade com Brahms. A colaboração entre os dois músicos foi benéfica para ambos. A obra mais signficativa dessa amizade é seguramente este Concerto para Violino de Brahms, claro. Na composição desse concerto, Brahms foi muito auxiliado por Joachim, especialmente no tocante à técnica violinística. A cadenza do concerto foi escrita por Joachim, para variar. E há mais de uma escrita por ele.

Curiosidade: parece que sua mullher plantou-lhe um belo par de cornos… O maravilhoso Concerto Duplo para Violino, Violoncelo e Orquestra de Brahms, só existe porque… Bem, em 1884, Joachim e sua mulher se separaram depois que ele se convenceu que ela mantinha uma relação com o editor de Brahms, Fritz Simrock. Brahms, certo de que as suposições do violinista eram reles paranoias, escreveu uma carta de apoio a Amalie, que mais adiante ela usará como prova no processo de divórcio que Joseph movia contra ela. O fato motivou um esfriamento das relações de amizade entre Joachim e Brahms, que depois foram restabelecidas quando Brahms escreveu o Concerto Duplo e o enviou a Joachim para fazer as pazes. Em suma, o Concerto Duplo só existe em função dos cornos que Amalie pôs em Joseph Joachim. PQP Bach é Cultura! Porém, não misturem as coisas, Joachim foi traído, mas era um monstro em seu instrumento.

Por exemplo, em Berlim, no dia 17 agosto de 1903, o músico gravou um disco para a Gramophone Company (G&T), que chegou à nossa época como uma fascinante fonte de informações sobre o estilo violinístico do século XIX. Joachim foi o primeiro violinista a fazer uma gravação sonora. Sim, ele não era moleza.

Mas, bem, o disco ora postado abre com um Concerto para Violino e Orquestra de Joachim. Olha, se lhe sobravam galhos na testa e talento para executar peças de outros, faltava-lhe a centelha que faz de um ser humano normal um compositor. O Concerto, de quase 50 minutos, não é mau, mas também não é lá essas coisas. O que é legal neste CD duplo é que a excelente violinista Rachel Barton Pine faz quase uma tese sonora explorando a obra de dois amigos, pois também coloca versões alternativas das cadenze. Versões de Joachim e dela. Sim, Joachim e suas cadenze foram imortalizados, ele grudou-se para sempre à obra de Brahms, Beethoven e outros. Quanto à Barton Pine, o futuro dirá. Bobagem comentar o Concerto de Brahms. A gente só precisa ouvir. É impecável, perfeito, incrível.

J. Brahms (1833-1897) & J. Joachim (1831-1907): Concertos para Violino (Barton Pine, Kalmar)

Joseph Joachim: Violin Concerto in Hungarian Style in D minor, Op. 11
1. Joachim: Violin Concerto: 1st mvmt.: Allegro un poco maestoso
2. Joachim: Violin Concerto: 2nd mvmt.: Romanze: Andante
3. Joachim: Violin Concerto: 3rd mvmt.: Finale alla Zingara: Allegro con spirito

Johannes Brahms: Violin Concerto in D Major, Op. 77
4. Brahms: Violin Concerto: Allegro non troppo
5. Brahms: Violin Concerto: 1st mvmt. cadenza (by Joachim)
6. Brahms: Violin Concerto: 2nd mvmt.: Adagio
7. Brahms: Violin Concerto: 3rd mvmt.: Allegro giocoso, ma non troppo vivace
8. Cadenza by Rachel Barton-end of 1st mvmt. (Bonus Track)

Rachel Barton Pine, Violino
Chicago Symphony Orchestra
Carlos Kalmar

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Rachel Barton Pine esteve em Porto Alegre em 2013. Foi inesquecível.
Rachel Barton Pine esteve em Porto Alegre em 2013. Foi inesquecível.

PQP

Franz Berwald (1796-1868): Abertura “Estrela de Sória” / Sinfonia Nº 1, “Sérieuse” / Sinfonia Nº 2, “Capricieuse” (Kamu)

Franz Berwald (1796-1868): Abertura “Estrela de Sória” / Sinfonia Nº 1, “Sérieuse” / Sinfonia Nº 2, “Capricieuse” (Kamu)

Eu gosto muito de Berwald. Aliás, compositores suecos são raros. Escrevi “compositores eruditos suecos” e o Google mudou espertamente para “compositores escandinavos”. Citou Berwald, mas já dentro deste novo escopo. Coisas da AI. Ele escreveu 4 belas Sinfonias, das quais as duas primeiras estão aí. Franz Berwald, descendente de uma família de músicos suecos de remota origem alemã, era violinista por formação e se tornou a figura mais importante da música sueca do século XIX. Em suma, ele teve razoável sucesso em seu próprio país, eventualmente se voltando para os negócios, gerenciando uma fábrica de vidro e abrindo uma serraria. Ser músico na Suécia do século XIX devia dar uma grana… Ele acabou nomeado professor de composição da academia sueca apenas em 1867, um ano antes de  morrer.

Franz Berwald (1796-1868): Abertura “Estrela de Sória” / Sinfonia Nº 1, “Sérieuse” / Sinfonia Nº 2, “Capricieuse” (Kamu)

1 Overture to Estrella de Soria 08:08

Symphony No. 1 in G Minor, “Sinfonie serieuse”
2 I. Allegro con energia 11:26
3 II. Adagio maestoso 06:41
4 III. Stretto 05:14
5 IV. Finale: Adagio – Allegro molto 08:21

Symphony No. 2 in D Major, “Sinfonie capricieuse”
6 I. Allegro 11:49
7 II. Andante 08:41
8 III. Finale: Allegro assai 11:06

Conductor(s): Kamu, Okko
Orchestra(s): Helsingborg Symphony Orchestra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O topetinho do bofe…

PQP

Max Bruch (1838-1920): Concerto Nº 1 para Violino e Orq. / Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino e Orq. (Little, Handley, RLPO)

Max Bruch (1838-1920): Concerto Nº 1 para Violino e Orq. / Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino e Orq. (Little, Handley, RLPO)

“Em 50 anos, serei lembrado apenas pelo meu concerto para violino em sol menor… Brahms foi um compositor muito maior do que eu porque assumiu riscos”. OK, então, neste CD, temos Bruch representado por sua melhor música e ela não parece uma obra complementar — é muito bonita. Claro que Brahms é Brahms , mas Bruch não faz feio, de modo algum. Talvez a comparação direta mais conhecida entre os concertos para violino de Brahms e Bruch venha de Hans von Bülow, que comentou que, enquanto Bruch havia escrito um concerto para violino, Brahms havia composto um contra ele. E embora isso seja talvez um pouco duro com Brahms, pode-se entender o ponto de von Bülow: Bruch usa a orquestra para apoiar seu solista, enquanto Brahms tenta tratar tanto o solista quanto a orquestra como iguais. Comparações à parte, ambos são exemplos imponentes do gênero e permanecerão estabelecidos como pedras fundamentais do repertório de concertos. Aqui, os dois concertos são tocados com raro brilho.

Tasmin Little toca num Stradivarius de 1,3 milhão de libras e ainda faz essas caras

Max Bruch (1838-1920): Concerto Nº 1 para Violino e Orq. / Johannes Brahms (1833-1897): Concerto para Violino e Orq. (Little, Handley, RLPO)

Violin Concerto No. 1 In G Minor, Op. 26
Composed By – Max Bruch
1 I Vorspiel: Allegro Moderato 8:51
2 II Adagio 9:09
3 III Finale: Allegro Energico 7:34

Violin Concerto In D, Op. 77
Composed By – Johannes Brahms
4 Allegro Non Troppo 22:15
5 Adagio 8:47
6 Allegro Giocoso, Ma Non Troppo Vivace 7:44

Conductor – Vernon Handley
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Violin – Tasmin Little

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O Bruch tem cara de boa pessoa, né? Tomaria um chope com ele.

PQP

Dvořák: Sinfonia Nº 9, Novo Mundo / Beethoven: Grosse Fuge, Op. 133 (versão para orquestra) (Kubelik/ Bavarian Radio SO)

Dvořák: Sinfonia Nº 9, Novo Mundo / Beethoven: Grosse Fuge, Op. 133 (versão para orquestra) (Kubelik/ Bavarian Radio SO)

O nome de Rafael Kubelik é garantia de qualidade e durabilidade. Ele não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras. E quando ele pega um boêmio a coisa se torna realmente linda. É uma gravação de referência para a Nona de Dvořák. A Nona Sinfonia foi escrita em 1892 no período em que o compositor estava nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que estava encantado com o novo lugar sentia saudades de sua terra. Essa confusão pra lá de fingida aparece neste Op. 95 quando temas norte-americanos dialogam com eslavos e a obra ganha um tom trágico. A obra estreou em 1893 no Carnegie Hall de Nova York em comemoração ao aniversário da conquista do novo mundo, fato que deu nome à obra. Já a transcrição de quarteto de cordas para orquestra do Fugão de Beethoven é desnecessária. Ouça a versão original e estamos conversados.

Dvořák: Sinfonia Nº 9, Novo Mundo / Beethoven: Grosse Fuge, Op. 133 (versão para orquestra) (Kubelik/ Bavarian Radio SO)

Antonín Dvorák (1841-1904) –
Symphony No. 9 in E minor, op. 95 “From the New World”
01. Adagio – Allegro molto
02. Largo
03. Scherzo (Molto vivace)
04. Allegro con fuoco

Ludwig van Beethoven (1770-1827) –
Grande Fuga em Si maior, Op. 133
05. Grande Fuga em Si maior, Op. 133

Bavarian Radio Symphony Orchestra
Rafael Kubelik, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Kubelik era um boêmio e não tinha o hábito de pentear-se pela manhã.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 51, 56 e 82 (Rilling)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 51, 56 e 82 (Rilling)

Meus astutos e ínclitos pequepianos, esta é uma gravação mezzo antiquada, com vibratões e instrumentos modernos, mas há algo de especial nela. Além do repertório LINDO, VERDADEIMENTE EXTRAORDINÁRIO, além do talento de Rilling, há Dietrich Fischer-Dieskau cantando. Só esta versão da Cantata BWV 82 é superior a todas as gravações de Karl Richter somadas, apenas para citar um contemporâneo de Rilling. Pois Rilling não é um romântico de Bach. E acreditem, ele está vivo até hoje. Ele é bem conhecido por suas performances da música de Bach e seus contemporâneos. Foi o primeiro a ter gravado duas vezes (em instrumentos modernos) as obras vocais completas de Bach, uma tarefa monumental envolvendo mais de 1.000 peças musicais — abrangendo 170 CDs. Ele também gravou muitas obras corais e orquestrais românticas e clássicas, incluindo as obras de Johannes Brahms.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 51, 56 e 82 (Rilling)

Cantata No. 51, “Jauchzet Gott In Allen Landen,” BWV 51 (BC A134)
1 Aria 4:37
2 Recitativo 2:36
3 Aria 4:35
4 Choral 3:42
5 Aria 2:23

Cantata No. 56, “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen,” BWV 56 (BC A146)
6 Ich Will Denn Kreuzstab Gerne Tragen 8:08
7 Mein Wandel Auf Der Welt 2:22
8 Endlich, Endlich Wird Mein Joch 6:27
9 Ich Stehe Fertig Und Bereit 2:07
10 Komm, O Tod, Du Schlafes Bruder 1:42

Cantata No. 82, “Ich Habe Genug,” BWV 82 (BC A169)
11 Aria 7:39
12 Recitativo 1:34
13 Aria 9:17
14 Recitativo 54:03
15 Aria 4:02

Bass Vocals – Dietrich Fischer-Dieskau (tracks: 6 to 15)
Chorus – Gächinger Kantorei Stuttgart (tracks: 6 to 10)
Conductor – Helmuth Rilling
Orchestra – Bachcollegium Stuttgart (tracks: 6 to 15), Württembergisches Kammerorchester (tracks: 1 to 5)
Soprano Vocals – Arleen Auger (tracks: 1 to 5)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Em 1967, uma foto de Helmuth e Martina Rilling em Nova York com Leonard Bernstein

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Glenn Gould)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Glenn Gould)

Glenn Gould era um original. No auge da carreira, abandonou os concertos pelas gravações, cantava durante as mesmas, era um mago no estúdio e corrigia seu som quando isto era “roubar no jogo”, fazia entrevistas consigo mesmo, produzia notáveis programas radiofônicos. Era um gênio e um gênio do piano, mas… preferiu tocar A Arte da Fuga, ou metade dela, ao órgão. Claro, vocês sabem que Glenn Gould era dado a estranhas opções de andamentos e brigava com muita gente boa, como Lenny Bernstein. Mas eu aprovo este CD, apesar de alguns críticos atacarem a digitação muito pouco “organística” de GG. Se o CD é estranho pela utilização de órgão por parte de Gould, ele é absolutamente sensacional a partir da faixa 10, onde retorna definitivamente o piano. Ele acentua tudo de forma demasiada no órgão — não sei explicar — é também muito bonito.

Tudo bem, sei que A Arte da Fuga pode ser interpretada em qualquer instrumento ou grupo deles, não ignoro que alguns pensam tratar-se de obra para leitura, mas ouçam a faixa 10, quando Gould entra tocando (e cantando, como sempre) o Contrapunctus I… É muito bom, né? Apenas acho um pouco discutível a forma como ele finalizou a fuga inacabada. Ficou um pouco romântica, com intenção pouco clara, sei lá.

(ALÔ, PRÍNCIPE SALINAS! Ao ouvir Andras Schiff, senti falta de… Gould cantando. Como pode meu ouvido ter se acostumado desta forma à cantoria de Gould?)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Glenn Gould)

1. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 1
2. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 2
3. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 3
4. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 4
5. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 5
6. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 6 (a 4, im Stile francese)
7. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 7 (a 4, per Augmentationem et Diminutionem)
8. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 8 (a 3)
9. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 9 (a 4, alla Duodecima)
10. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 1
11. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 2
12. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 4
13. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 9 (a 4, alla Duodecima)
14. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 11 (a 4)
15. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 13 (a 3)
16. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 14 (Fuga a 3 Soggetti) unfinished
17. Prelude and Fugue on the name of “B-A-C-H,” for keyboard in B flat major (doubtful; perhaps by J.C. Kittel), BWV 898

Glenn Gould, órgão, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gould no Café da PQP Bach Corp. de Toronto

PQP

Franz Schubert (1797-1828): As Últimas Sonatas (Pollini)

Franz Schubert (1797-1828): As Últimas Sonatas (Pollini)

O grande René Denon postou estes CDs em 2019 com muito mais categoria. Bem aqui, ó. Reposto-os aqui neste cantinho só para não perder os muitos comentários.

Sei que não somente “aqueles comentaristas habituais” hostilizarão esta gravação colocada entre as melhores da DG (obrigado pela lembrança dos Originals, Lais; minha gravação é pré-Originals), como nossa comparsa Clara Schumann deverá apresentar chiliques em defesa de seu amado Alfred Brendel que, segundo ela, acarinha melhor o compositor que ela mais ama.

(Nunca entendi esta senhora que casa com um, tem Brahms por amante, mas gosta mesmo é de Schubert. A mente masculina é mais simples e burra, graças a Deus, e interessa-se por todas, prova de seu amor à humanidade.)

Schubert é o compositor que mais lamento. Apenas 31 anos! Onde ele chegaria se tivesse vivido, por exemplo, os 57 anos de Beethoven? É difícil de responder, ainda mais ouvindo suas últimas obras, amadurecidas a fórceps pelo sofrimento causado pela doença. Este criador de melodias irresistíveis trabalhava (muito) pela manhã, caminhava à tarde e bebia à noite. O bafômetro o pegaria na volta, certamente. Seria um recordista de multas. Não morreu da sífilis e sim de tifo, após ingerir um vulgar peixe contaminado. Ou seja, uma droga de um peixe podre nos tirou anos de muitas obras, certamente. Espero que, se o inferno existir, este peixe esteja lá queimando. Desgraçado, bicho ruim!

A interpretação de Pollini é completamente despida de exageros ou de virtuosismo. Ele respeita inteiramente Schubert, compositor melodista e destituído de virtuosismo pessoal ao piano, pero… nada de sentimentalismos, meus amigos. Pollini é um realista. E, com efeito, as sonatas finais desfazem o mito do Schubert fofinho, mundano e feliz. Era um indivíduo profundo e o trágico não lhe era estranho.

Minha sonata preferida é a D. 960, com seu imenso e emocionante primeiro movimento. Quando o ouço de surpresa, penso que virão o que não me vêm há anos: lágrimas. O que segue é-lhe digno, com destaque especial para o zombeteiro movimento final. O D. 959 também é extraordinário, principalmente o lindíssimo e nobre Andantino e o lied do Rondó. Também tenho indesmentível amor pela contrastante primeira peça das Drei Klavierstucke.

A Fundação Maurizio Pollini, desta vez patrocinada por PQP Bach, agradece todos os apoios recebidos e declara-se ofendida pela nefasta ironia perpetrada pelo provocador Kaissor (ou foi o Exigente?) ao querer estigmatizar nosso ídalo por ser mais divulgado em razão do perfil marcadamente “comercial” de sua gravadora. Com todo o respeito, respondemos a ele que Pollini é a Verdade e o Absoluto. Dou a Schnabel um lugar no pódio e ele que fique quieto. “O homem que inventou Beethoven”??? Arrã. Acho que foi reinventado… :¬)))

Franz Schubert (1797-1828): As Últimas Sonatas (Pollini)

CD 1

1. Piano Sonata No. 19, D.958 – Allegro
2. Piano Sonata No. 19, D.958 – Adagio
3. Piano Sonata No. 19, D.958 – Menuetto: Allegro
4. Piano Sonata No. 19, D.958 – Allegro

5. Piano Sonata No. 20 In A D.959 – Allegro
6. Piano Sonata No. 20, D.959 – Andantino
7. Piano Sonata No. 20, D.959 – Scherzo: Allegro
8. Piano Sonata No. 20, D.959 – Rondo: Allegretto

CD 2

1. Piano Sonata No. 21, D.960 – Molto Moderato
2. Piano Sonata No. 21, D.960 – Andante Sostenuto
3. Piano Sonata No. 21, D.960 – Scherzo: Allegro
4. Piano Sonata No. 21, D.960 – Allegro Ma Non Troppo

5. Allegretto In C Minor D.915

6. 3 Klavierstucke, D.946 – No. 1 In E Flat Minor – Allegro Assai
7. 3 Klavierstucke, D.946 – No.2 In E Flat – Allegretto
8. 3 Klavierstucke, D.946 – No. 3 In C – Allegro

Maurizio Pollini (Piano)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Um Schubert engomadinho pra vocês.

PQP

Ağa / Giray / Gluck / Kraus / Mozart / Süssmayr: Dream Of The Orient (ou A Chegada dos Turcos à Europa)

Ağa / Giray / Gluck / Kraus / Mozart / Süssmayr: Dream Of The Orient (ou A Chegada dos Turcos à Europa)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um lindo CD cheio de obras desconhecidas! Depois de 1683, quando as tropas polonesas salvaram Viena da invasão turca, esta, a Turquia, já não era uma ameaça para a Europa Ocidental e se tornou um símbolo do Oriente misterioso. Para os músicos europeus, no entanto, a Turquia era menos nebulosa. Alguns instrumentos turcos (incluindo tambores, pratos e triângulos) entraram nas orquestras europeias, com compositores emulando o som das bandas militares turcos. A introdução deste orientalismo musical na Europa é mostrada neste sensacional álbum com excelentes performances do Concerto Köln e da Sarband, um conjunto tradicional turco.

Dream Of The Orient, peças de compositores ou inspiradas pelo Oriente

1 –Concerto Köln & Sarband Introduction 1:18
2 –Concerto Köln & Sarband Overture To “Die Entführung Aus Dem Serail” 4:39
Composed By – Wolfgang Amadeus Mozart

3 –Sarband Introduction 1:22
4 –Concerto Köln & Sarband Concerto Turco Nominate “Izia Semaisi” 4:16
5 –Sarband Son Yürük Sema’i 0:55
Composed By – Traditional

6 –Concerto Köln & Sarband Overture To “La Rencontre Imprévue”
Composed By – C. W. Gluck*
2:28
7 –Sarband Introduction 0:59
8 –Sarband Uşşak Peşrevi
Composed By – Zurnazen Ibrahim Ağa 2:31

9 –Sarband & Concerto Köln Mahur Peşrevi 3:02
Composed By – Tatar Han Gazi Giray*

10 –Concerto Köln & Sarband Ballet From “Soliman II, Eller De Tre Sultaninnorna” – Allegro 3:40
Composed By – Joseph Martin Kraus

11 –Sarband Introduction 2:16
12 –Sarband Hünkar Peşrevi 2:31
Composed By – Anon.*

– Ballet From “Soliman II”
Composed By – Joseph Martin Kraus
13 –Concerto Köln & Sarband Marcia Del Sultano 0:58
14 –Concerto Köln Marcia Degli Schiavi 1:32
15 –Concerto Köln & Sarband Danza Di Elmira 1:07
16 –Concerto Köln & Sarband Marcia Dei Giannizzari 1:25
17 –Sarband Neva Ilahi – Improvisation – Neva Ilahi 5:58
Composed By – Traditional

18 –Concerto Köln Ballet from “Soliman II” – Marcia Di Roxelana 1:09
Composed By – Joseph Martin Kraus

19 –Sarband Introduction 1:15
20 –Concerto Köln Ballet from “Soliman II” – La Coronazione 1:34
Composed By – Joseph Martin Kraus

21 –Sarband Hüseyni Ilahi 1:34
Composed By – Traditional

22 –Concerto Köln Ballet from “Soliman II” – Marcia Dei Dervisci 1:12
Composed By – Joseph Martin Kraus

“Sinfonia Turchesca” In C Major
Composed By – Franz Xaver Süssmayr
23 –Concerto Köln & Sarband 1. Allegro 6:58
24 –Concerto Köln & Sarband 2. Adagio 4:08
25 –Concerto Köln & Sarband 3. [Minuetto] – Trio 3:12
26 –Concerto Köln & Sarband 4. Finale 3:51

Concerto Köln & Sarband
Vladimir Ivanoff, Werner Ehrhardt – direção

Maiores detalhes aqui.

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

A gente não ganha porra nenhuma fazendo o PQP
A gente não ganha porra nenhuma fazendo o PQP

PQP

.: interlúdio :. Miles Davis: Porgy and Bess

.: interlúdio :. Miles Davis: Porgy and Bess

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este interlúdio continua de onde o anterior parou (ou, na verdade, um passo antes): numa colaboração entre Miles Davis e Gil Evans. Gravado em quatro sessões no verão de 1958, a adaptação de Porgy and Bess, ópera de Gerswhin, veio com a publicidade em torno do filme de Otto Preminger. A película não deu certo e desagradou os criadores. Já a versão jazz, que diferença: não apenas um dos maiores best-sellers da história do gênero, também foi aclamado por toda crítica como um marco do jazz orquestral.

Sensível e melódico, Porgy and Bess é um álbum que tem Miles Davis vivendo um momento de redescoberta das harmonias, no já pós-bop:

I think a movement in jazz is beginning, away from the conventional string of chords and a return to emphasis on melodic rather than harmonic variations….When Gil wrote the arrangement of ‘I Loves You, Porgy’, he only wrote a scale for me to play. No chords. And that other passage with just two chords gives you a lot more freedom and space to hear things.

E espaço é o que se ouve. Apesar da formação com muitos músicos, a produção delicada permite a todos seu espaço – seja na orquestração do acompanhamento, seja nos solos de Davis e do genial Cannonball Adderley. Além disso, há um aspecto lúdico – porque não é nada menos do que divertido ver os tons por onde Miles e Evans enxergaram canções populares como Summertime e It Ain’t Necessarily So.

Se aqui temos uma leitura fantástica da obra de Gershwin, ela já havia rendido outra obra-prima: a gravação de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, mais orquestra, um ano antes. Disco este que deve pintar por aqui em breve, prometido por FDP Bach.

Miles Davis – Porgy and Bess (320)

01 The Buzzard Song 4’12
02 Bess, You Is My Woman Now 5’15
03 Gone (Evans) 3’41
04 Gone, Gone, Gone 2’06
05 Summertime 3’22
06 Prayer (Oh Doctor Jesus) 4’44
07 Fisherman, Strawberry and Devil Crab 4’10
08 My Man’s Gone Now 6’14
09 It Ain’t Necessarily So 4’29
10 Here Come de Honey Man 1’26
11 I Wants to Stay Here (a.k.a. I Loves You, Porgy) 3’41
12 There’s a Boat That’s Leaving Soon for New York 3’29
13 I Loves You, Porgy [tk1 2nd version] 4’16
14 Gone [tk 4] 3’41

Composto por George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward
Conduzido e arranjado por Gil Evans
Produzido por Cal Lampley e Teo Macero para a Columbia

Miles Davis (trumpet, flugelhorn); Cannonball Adderley (alto saxophone); Gil Evans (arranger, conductor); Paul Chambers (bass); Jimmy Cobb (drums); Ernie Royal, Bernie Glow, Johnny Coles, Louis Mucci (trumpet), Dick Hixon, Frank Rehak, Jimmy Cleveland, Joe Bennett (trombone), Willie Ruff, Julius Watkins, Gunther Schuller (horn), Bill Barber (tuba), Phil Bodner, Jerome Richardson, Romeo Penque (flute, alto flute, clarinet); Danny Bank (alto flute & bass clarinet); Philly Joe Jones (drums on tracks 3, 4, 15).

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

miles davis

Boa audição!
Bluedog, revalidado por PQP Bach

Johann Joseph Fucks, digo, Fux (1660-1741): Serenada a 8, Rondeau a 7, Sonata a 4 (Harnoncourt)

Johann Joseph Fucks, digo, Fux (1660-1741): Serenada a 8, Rondeau a 7, Sonata a 4 (Harnoncourt)

A música barroca é algo realmente sem fim e, cada vez que posto mais um bom compositor, fico impressionado com uma proporção que antes não via em minha cedeteca. O troço não acaba nunca e pasmo para a época em que meu pai nos concebeu — falo de mim, FDP e CDF. Este CD foi gravado em 1970 e relançado em 2003 pela providencial gravadora APEX, que está nos trazendo de volta coisas antológicas. Aqui, temos o grande Nikolaus Harnoncourt e seu Concentus musicus de Viena cuidando de outro austríaco, Fucks, digo, Fux. Já notaram como esses compositores barrocos viviam bastante? Fucks, digo, Fux viveu 81 anos e sei de uns vinte que ultrapassaram a idade vivida por meu pai (65 anos). Johann Joseph Fucks, digo, Fux nasceu em Hirtenfeld na Áustria. Foi filho de camponeses e autodidata em música. Foi Kappelmeister e compositor da corte. É autor do Gradus ad Parnassum, o mais importante tratado de contraponto já escrito. Fucks, digo, Fux morreu em Viena. Deixou 405 obras além do Gradus ad Parnassum que é um diálogo, em latim, entre professor e aluno, seguido de exercícios de composição.

Johann Joseph Fucks, digo, Fux (1660-1741): Serenada a 8, Rondeau a 7, Sonata a 4 (Harnoncourt)

SERENADA A 8
for 2 clarinos, 2 oboes, bassoon, 2 violins, viola and basso continuo
(from Concentus musico-instrumentalis in septem partittas, Nuremberg 1701)

1 Marche: Allegro 2’ll
2 Guigue: Prestissimo 1’27
3 Menuet 2’16
4 Aria: Più allegro 3’26
5 Ouverture 3’44
6 Menuet I, Trio II 3’20
7 Guigue: Prestissimo 1’09
8 Aria: Andante 3’23
9 Aria 0’50
10 Bourée I, II 2’ll
11 Intrada 3’22
12 Rigadon 0’51
13 Ciacona 2’59
14 Guigue: Prestissimo 0’57
15 Menuet 2’12
16 Final: Poco allegro 0’37

17 RONDEAU A 7 4’17
for violino piccolo, bassoon (fagotto conc.), violin, 3 violas and basso continuo

SONATA A QUATTRO
for violin, cornet, trombone, dulcian and organ

18 Allegro 3’26
19 Adagio 2’02
20 Allegro 3’03

TOTAL TIMING 48’12

Concentus musicus Wien
on original instruments
avec instruments originaux
mit Originalinstrumenten

Nikolaus Harnoncourt, conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Sou feio mas não sou pilantra.
“My name is Fux, Johann Joseph Fux”.

PQP

William Byrd (1543-1623): Consort and Keyboard Music / Songs and Anthems (Rose Consort of Viols / Red Byrd)

William Byrd (1543-1623): Consort and Keyboard Music / Songs and Anthems (Rose Consort of Viols / Red Byrd)

William Byrd foi um compositor inglês da Renascença. Considerado um dos maiores compositores britânicos, teve grande influência, tanto da sua Inglaterra natal como do continente. Ele escreveu em muitas das formas correntes na Inglaterra na época, incluindo vários tipos de polifonia sagrada e secular, teclado (a chamada escola virginalista) e música para grupos. Embora tenha produzido música sacra para serviços religiosos anglicanos, em algum momento durante a década de 1570 ele se tornou católico e passou a  escrever música sacra católica. Byrd foi o compositor mais importante da época de William Shakespeare. Seus salmos e motetos, bem como seus madrigais, estão entre as composições mais aclamadas do século XVI. Ele também escreveu obras para órgão e piano.

William Byrd (1543-1623): Consort and Keyboard Music / Songs and Anthems (Rose Consort of Viols / Red Byrd)

1 Pavan 03:04
2 Galliard 01:59
Byrd, William
Gueroult, Guillaume – Lyricist
3 Susanna fair 03:29
Byrd, William
4 Rejoice unto the Lord 03:24
5 John come kiss me now (from The Fitzwilliam Virginal Book) 05:18
6 Fantasia No. 2 05:21
7 Have mercy upon me, O God 03:15
8 In Nomine No. 2 03:15
9 In angel’s weed 02:56
10 Fair Britain isle 05:57
11 Fantasia 02:46
12 Triumph with pleasant melody 03:39
13 Pavan in A Minor 04:01
14 Qui passe (for my Lady Nevell) 03:07
15 Fantasia No. 3 04:11
16 In Nomine No. 5 02:33
17 Christ rising again 05:14

Total Playing Time: 01:03:29

Ensemble(s): Rose Consort of Viols, The
Choir(s): Red Byrd
Artist(s): Bonner, Tessa; Roberts, Timothy

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Byrd viveu 80 anos tendo nascido em 1543. Vá ter saúde assim no PQP

PQP

Robert Schumann (1810-1856): Sinfonia Nº 2 / Abertura “Manfredo” / Abertura, Scherzo e Final (Sinopoli)

Robert Schumann (1810-1856): Sinfonia Nº 2 / Abertura “Manfredo” / Abertura, Scherzo e Final (Sinopoli)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Giuseppe Sinopoli (1946-2001) foi em regente genial, morto infelizmente aos 54 anos, de ataque cardíaco, enquanto dirigia uma Aida em Berlim. A Segunda Sinfonia de Schumann é minha obra favorita do compositor e a gravação de Sinopoli com a Filarmônica de Viena é a que sempre escolho ouvir. Sinopoli foi um mestre em alcançar o máximo equilíbrio orquestral e definitivamente consegue tudo nesta gravação de 1984. A acústica do Musikverein e os engenheiros da DGG colocam os instrumentos de sopro um pouco atrás das cordas, mas isso não diminui o impacto desta performance. A importância da escrita dos metais é claramente manifesta e as páginas finais da obra têm uma majestade incomparável a qualquer outra gravação da sinfonia com a qual estou familiarizado. Sinopoli prova que a escrita orquestral de Schumann pode ser traduzida com sucesso para uma grande orquestra contemporânea. E este desempenho é muito superior à sua gravação posterior com a Staatskapelle Dresden. A execução da Abertura Manfred também é definitiva. Altamente recomendado.

Robert Schumann (1810-1856): Sinfonia Nº 2 / Abertura “Manfredo” / Abertura, Scherzo e Final (Sinopoli)

01 – Symphony No. 2 in C major – I. Sostenuto assai – Allegro, ma non troppo
02 – Symphony No. 2 in C major – II. Scherzo Allegro vivace
03 – Symphony No. 2 in C major – III. Adagio espressivo
04 – Symphony No. 2 in C major – IV. Allegro molto vivace

05 – “Manfred” Overture Op. 115

06 – Overture, Scherzo & Finale, Op. 52 – I. Overture. Andante con moto – Allegro
07 – Overture, Scherzo & Finale, Op. 52 – II. Scherzo. Vivo – trio. L’istesso tempo
08 – Overture, Scherzo & Finale, Op. 52 – III. Finale. Allegro molto vivace

Wiener Philharmoniker
Staatskapelle Dresden (faixas 6 a 8)
Giuseppe Sinopoli, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Uma imagem monstruosa de Robert e Clara Schumann encontrada na web alemã.

PQP