Paul Hindemith (1895-1963): Sinfonia Mathias, o pintor / Nobilissima Visione / Metamorfoses Sinfônicas (Decker, New Zealand SO)

Paul Hindemith (1895-1963): Sinfonia Mathias, o pintor / Nobilissima Visione / Metamorfoses Sinfônicas (Decker, New Zealand SO)

A sinfonia Mathis der Maler (Mathias, o pintor) foi estreada em 12 de março de 1934, em Berlim, sob a direção de Wilhelm Furtwängler. De caráter descritivo, o primeiro movimento (Concerto de anjos) é o prelúdio ao primeiro ato da ópera que inicia de forma lenta e calma seguido do canto popular Es sungen drei Engel ein süsses Lied (Três anjos cantavam uma doce melodia) enunciado pelos trombones e retomado pelos sopros; o segundo tema aparece com as cordas, de caráter lírico, com dois motivos que se unem em forma fugato. O segundo movimento, Grablegung (Descida ao túmulo) é um interlúdio entre duas cenas do sétimo ato da ópera. É uma lamentação fúnebre na qual um oboé e depois uma flauta descrevem sua infinita tristeza. O terceiro movimento Versuchung des heiligen Antonius (Tentação de Santo Antonio) inspira-se no sexto ato da ópera, com uma cena onírica na qual Mathias se vê sob as feições de Santo Antonio atormentado pelos demônios. Um grande recitativo dramático antecede uma entrada furiosa do coro dos demônios em um contraste surpreendente. As cordas será finalmente dominada pelas madeiras expressando sob a forma de hino o coral Lauda, Sion, Salvatorem. É com toda a potência dos metais que, com o Alleluia final, virá o final da obra.

Nobilissima Visione continua o espírito metafísico de Matias. Sua bela Passacaglia final é uma comovida oração para que o nobre Adriano Menezes e Albuquerque não venha mais ao blogue. Sério!

As Metamorfoses Sinfônicas sobre Temas de Carl Maria von Weber, escritas no exílio americano do compositor, têm humor e fantasia que não penetram em meu coração, apesar do Scherzo que — tá, tudo bem — é legalzinho.

Paul Hindemith (1895 – 1963): Sinfonia Mathias, o pintor / Nobilissima Visione / Metamorfoses Sinfônicas (Decker, New Zealand SO)

Mathis der Maler Symphony
1. Engelkonzert: Ruhig bewegt – Ziemlich lebhafte Halbe 00:08:44
2. Grablegung: Sehr langsam 00:04:38
3. Versuchung des heiligen Antonius: Sehr langsam, frei im Zeitmass – Sehr lebhaft 00:13:02

Nobilissima Visione: Tanzlegende
4. Einleitung und Rondo 00:08:24
5. Marsch und Pastorale 00:08:00
6. Passacaglia 00:05:33

Symphonic Metamorphosis on Themes of Carl Maria von Weber
7. Allegro 00:04:18
8. Turandot: Scherzo 00:08:10
9. Andantino 00:03:39
10. Marsch 00:04:20

Total Playing Time: 01:08:48

New Zealand Symphony Orchestra
Franz-Paul Decker

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Paul Hindemith

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 2 e Nº 3 (CDs 2, 3 e 4 de 16) (Bernstein)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 2 e Nº 3 (CDs 2, 3 e 4 de 16) (Bernstein)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estas duas sinfonias de Mahler, colocadas nesta coleção na ordem inversa — primeiro a terceira e depois e segunda — são o que mais gosto em sua obra, logo após A Canção da Terra. São sinfonias com programas que depois foram rejeitados por Mahler, mas suas audições não enganam: dando razão à Adorno, são músicas que funcionam como romances. E bem longos. A terceira sinfonia abre com o maior movimento de todas as sinfonias. É um portento de 34 minutos e com uma estrutura onde cabe tudo: música de câmara, sinfônica, bandas militares, melodias sublimes e intencionalmente vulgares. É ciclotímica, a cada cinco minutos muda de comportamento. Parece um pot-pourri cuja comunicação é muito tênue. É uma verdadeira revolução que é mantida pelas duas sinfonias, mas que é mais clara aqui. O terceiro movimento da sinfonia nº 2 é aquele mesmo utilizado por inteiro na Sinfonia de Berio, talvez a maior homenagem que um compositor tenha feito a outro em todos os tempos. Como escreveu Marc Vignal no calhamaço “História da Música Ocidental” de Jean e Brigitte Massin, nestas sinfonias Mahler não hesita em momento nenhum de se fazer cúmplice do caos. Não parece haver nenhuma autocensura nestas obras mastodônticas e que provocaram o futuro de forma que ele não pôde nunca mais ser o mesmo.

A seguir, textos retirados da Wikipedia sobre estas sinfonias.

Sinfonia Nº 2

A Sinfonia no 2, em Dó Menor (termina em Mi Bemol Maior) por Gustav Mahler foi escrita entre 1888 e 1894. Ela foi publicada em 1897 (Leipzig, Hofmeistere) e passou por uma revisão em 1910. Ela também é conhecida como Sinfonia da Ressurreição porque faz referências à citada crença cristã.

Histórico

Mahler compôs o primeiro movimento em 10 de setembro de 1888. Em 1893 completou o Andante e o Scherzo.

Em fevereiro de 1894, durante os funerais do pianista e regente Hans von Büllow, Mahler ouviu um coro de meninos cantarem o hino Auferstehen (Ressurreição), da autoria de Friedrich Klopstock. O hino impressionou tanto Mahler que ele resolveu incorporá-lo ao Finale da sinfonia que estava em preparação. Ao mesmo tempo decidiu que a Ressurreição seria o tema principal da obra.

Características

A Segunda Sinfonia é a primeira sinfonia em que Mahler usa a voz humana. Ela aparece na última parte da obra, no clímax, tal qual a Sinfonia no 9 de Beethoven. Além da influência de Beethoven, percebe-se traços de Bruckner e Wagner na composição.

Apesar da origem judia, Mahler sentia fascínio pela liturgia cristã, principalmente pela crença na Ressurreição e Redenção. A Segunda Sinfonia propõe responder à pergunta: “Por que se vive?”. Simbolicamente ela narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano, após este ter passado por uma período de incertezas e agrúrias.

A Sinfonia no 2 foi escrita para uma orquestra com as seguintes composição: 4 flautas (todas alternando com 4 piccolos), 4 oboés (2 alternando com corne-inglês), 3 clarinetes (Sib, La, Do – um alternando com clarone), 2 clarinetes em Mib, 3 fagotes, 1 contrafagote, 10 trompas em fá (4 usadas fora do palco, menos no final), 8-10 trompetes em fá e dó (4 a 6 usados fora do palco, menos no final), 4 trombones, 1 tuba contrabaixo, 7 tímpanos (um fora do palco), 2 pares de pratos (um fora do palco), 2 triângulos (um fora do palco), Caixa clara, Glockenspiel, 3 sinos (Glocken, sem afinação), 2 bombos (um fora do palco), 2 tam-tams (alto e baixo), 2 harpas, órgão,quinteto de Cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda Dó grave). Há ainda: Soprano Solo, Contralto Solo e um Coro Misto.

Os movimentos

Na sua forma final a sinfonia, cuja duração aproximada é de 80 minutos, é formada por cinco movimentos distribuídos da seguinte forma:

1. ‘Totenfeier’: Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck (~23 minutos)
2. Andante moderato. Sehr gemächlich. Nicht eilen (~10 minutos)
3. In ruhig fliessender Bewegung (~10 minutos)
4. ‘Urlicht’ . Sehr feierlich, aber schlicht (~5 minutos)
5. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend (’Aufersteh’n’) (~35 minutos)

A sinfonia narra a queda e morte do herói sinfônico, as suas dúvidas, fé e ressurreição no Dia do Juízo Final.

O primeiro movimento é sobre a morte, no segundo a vida é relembrada e o terceiro apresenta as dúvidas quanto à existência e ao destino. No quarto movimento o herói readquire a sua fé e a esperança. No quinto e último movimento ocorre a Ressurreição, na forma imaginada por Mahler.

FDP Bach escreveu acerca da Sinfonia Nº 2:

“The earth quakes, the graves burst open, the dead arise and stream on in endless procession….. The trumpets of the apocalypse ring out… And behold, it is no judgement…. There is no punishment and no reward. An overwhelming love illuminates our being. We know and are.” (From Mahler’s 1894 description of the symphony.)”

Era assim que o próprio Mahler definia sua Sinfonia nº 2. Gosto muito dela, principalmente de seus dois primeiros movimentos. É uma obra de fôlego, pesada, que realmente nos esgota. Não recomendaria como uma primeira audição mahleriana. Mas, uma vez passado o temor, nunca cansamos de ouví-la.

Li alguns comentários muito interessantes na postagem da “Titã”, com os quais me identifiquei. Principalmente aqueles que falavam da dificuldade de se assimilar uma obra tão complexa. Confesso que demorei a ouvir Mahler, e ainda o temo, mesmo passados alguns anos do primeiro contato com a sua obra. E o meu primeiro contato foi, como para muitos, com a Sinfonia nº5, o a do famoso adagieto, utilizado com maestria no filme do Visconti. Mas trata-se de uma questão de educação dos ouvidos. Uma vez assimilada a forma com que a sinfonia se estrutura fica mais fácil sua compreensão. E isso vale para qualquer música. Será um pouco difícil gostar em uma primeira audição, mas com o tempo, se acostuma. Se não se acostumar, bem, que podemos fazer?

Bernstein, como sempre, está a vontade regendo Mahler. E se os senhores tiverem oportunidade, sugiro a aquisição da série de DVDs que o trazem regendo estas sinfonias. Ver Bernstein regendo é um espetáculo à parte. Ele se joga com tal ímpeto na condução da obra que, no final, está totalmente esgotado. Os DVDs foram lançados pela Deutsche Grammophon, e são dirigidos pelo grande Humphrey Burton, que faz uma edição primorosa da apresentação.

E como sempre, a gravação é recheada de estrelas de primeira grandeza: a maravilhosa contralto wagneriana Christa Ludwig, e a então jovem soprano americana, Barbara Hendricks.

Creio que será uma bela forma de se passar a tarde de sábado, pois a obra tem mais de 80 minutos de duração.

Jorge de Sena, em 1967, escreveu o seguinte poema sobre esta música:

MAHLER: SINFONIA DA RESSURREIÇÃO

Ante este ímpeto de sons e silêncio,
ante tais gritos de furiosa paz,
ante o furor tamanho de existir-se eterno,
há Portas no Infinito que resistam?

Há infinito que resista a não ter portas
para serem forçadas? Há um paraíso
que não deseje ser verdade? E que Paraíso
pode sonhar-se a si mesmo mais real que este?

Sinfonia Nº 3, copiado da Wikipedia

A sinfonia Nº3 em ré menor, de Gustav Mahler foi composta entre 1893 e 1896. É uma obra bastante longa (a maior sinfonia de Mahler), a mais longa do reportório romântico, aproximadamente cem minutos de música.

Estrutura

A sinfonia está dividida em seis andamentos:

1. Kräftig entschieden (forte e decisivo) (36 minutos)
2. Tempo di Menuetto (Tempo de minueto) (10 minutos)
3. Comodo (Scherzando) (confortável, como um scherzo) (18 minutos)
4. Sehr langsam–Misterioso (muito lento, misteriosamente) (10 minutos)
5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck (Alegre em tempo e atrevido em expressão) (4 minutos)
6. Langsam–Ruhevoll–Empfunden (lento, tranquilo, profundo) (26 minutos)

Em cada uma das primeiras quatro sinfonias de Gustav Mahler, o próprio criou uma explicação da narrativa destas sinfonias. Na terceira, a explicação de cada andamento, é a seguinte:

1. “Chega o Verão”
2. “O que me dizem as flores do campo”
3. “O que me dizem os animais da floresta”
4. “O que me dizem os homens”
5. “O que me dizem os homens”
6. “O que me diz o amor”

Todos estes títulos foram publicados em 1898.

Originalmente a Sinfonia possuía um sétimo andamento, “O que me dizem as crianças”, porém este foi colocado na Sinfonia No.4, no último andamento.

Análise

Esta obra está composta em seis andamentos, divididos em duas partes: A primeira compreende o primeiro andamento, muito longo. A segunda agrupa os restantes andamentos. No quarto andamento a parte do contralto é um texto de “Assim falou Zaratustra” do Friedrich Nietzsche. No andamento seguinte, o coro das crianças canta um tema de “Das Knaben Wunderhorn” (A trompa mágica do rapaz). O andamento final é um hino ao amor, que conclui a sinfonia com um adagio que faz meditar.

Kräftig entschieden

O monumental primeiro andamento da terceira sinfonia, um dos mais longos escritos por Mahler (entre 30 a 35 minutos de música), importa-nos imediatamente para um universo mineral, uma ruptura completa com o quotidiano da vida. O andamento, todo ele muito bem estruturado quase parece uma sinfonia de Mozart, tendo um carácter monumental. O desenvolvimento temático, descritivo e filosófico, dá uma grande possibilidade de interpretação ao ouvinte, possibilidade essa com que Mahler descreve na explicação do andamento: “Chega o Verão”.

FDP Bach escreveu acerca da Sinfonia Nº 3:

Chegamos à Sinfonia nº 3. E que sinfonia… e que orquestra (FIlarmônica de Nova York)… e que coral… e que solista…(novamente A divina Christa Ludwig), e Bernstein em seu domínio…
A seguir, uma análise mais apurada, tirada da Wikipedia.

“The symphony, though atypical due to the extensive number of movements and their marked differences in character and construction, is a unique work. The opening movement, grotesque in its conception (much like the symphony itself), roughly takes the shape of sonata form, insofar as there is an alternating presentation of two theme groups; however, the themes are varied and developed with each presentation, and the typical harmonic logic of the sonata form movement–particularly the tonic statement of second theme group material in the recapitulation–is replaced here by something new. The slow opening can seem to evoke the primordial sleep of nature, slowly gathering itself into a rousing orchestral march. A solo tenor trombone passage states a bold melody that is developed and transformed in its recurrences. Innovation is present everywhere in this movement, including its apparent length. At the apparent conclusion of the development, several solo snare drums “in a high gallery” play a rhythmic passage lasting about thirty seconds and the opening passage by eight horns is repeated almost exactly.

The third movement quotes extensively from Mahler’s early song “Ablösung im Sommer”(Relief in Summer). The fourth is a setting of Friedrich Nietzsche’s “Midnight Song” from Also sprach Zarathustra, while the fifth, “Es sungen drei Engel”, is one of Mahler’s Des Knaben Wunderhorn songs.

It is in the finale, however, that Mahler reveals his true genius for stirring the soul. The construction of it is masterful, and the interplay of a developing chromatic harmony and sonorous string melody, developed and re-orchestrated with perfect grace and poise builds to a conclusion that, though seemingly overblown when heard in isolation, is, in the wider context of the symphony, both musically justified and emotionally overwhelming. The symphony ends with repeated D major chords and timpani statements before one final long chord.”

Mahler – Sinfonias Nº 2 e Nº 3

CD2
Gustav Mahler – Leonard Bernstein – Symphonie no. 3

Sinfonia Nº 3
01. Symphony #3 – Kraftig. Entschieden
02. Symphony #3 – Tempo di Menuetto. Sehr massig
03. Symphony #3 – Comodo. Scherzando. Ohne Hast

New York Philarmonic
Leonard Bernstein

CD3
Gustav Mahler – Leonard Bernstein – Symphonie no. 3 & 2

01. Symphony #3 – Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp
02. Symphony #3 – Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
03. Symphony #3 – Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Christa Ludwig : mezzo-soprano
New York Choral Artists
Brooklyn Boys Chorus
New York Philarmonic
Leonard Bernstein

Sinfonia Nº 2

04. Symphony #2 – 1. Allegro maestoso (Totenfeier)

New York Philarmonic
Leonard Bernstein

CD4
Gustav Mahler – Mahler The Complete Symphonies & Orchestral Songs

01. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 2. Andante moderato
02. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 3. [Scherzo], In ruhig fliessenttaca
03. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 4. Ulrich, Sehr feierlich, aber
04. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 5. Im Tempo Des Scherzo, Wild H

Barbara Hendricks : soprano
Christa Ludwig : mezzo-soprano
Westminster Choir
New York Philarmonic
Leonard Bernstein

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Em chamas -- Leonard Bernstein dirigiendo 'Resurrección', de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS
Em chamas — Leonard Bernstein dirigiendo ‘Resurrección’, de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Bernstein, Israel Phil)

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Bernstein, Israel Phil)

Bernstein, faltou o quê? A Filarmônica de Viena? O Fischer-Dieskau? Faltou o quê, hein? Leonard Bernstein, um maestro que tinha especialíssima vinculação e compreensão de Mahler, gravou duas vezes A Canção da Terra (Das Lied von der Erde): em Viena (1966) para a Decca e em Israel (1972) para a CBS. Da primeira vez foi absolutamente sublime, da segunda… sei lá. Meus ouvidos dizem que a gravação de 1966 é BEM superior. Não que esta seja ruim, é que o nome do cara é Lenny e a gente sempre espera dele o melhor. Ouçam aí e me digam.

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Bernstein, Israel Phil)

1. Gustav Mahler: Das Trinklied vom Jammer der Erde
2. Gustav Mahler: Der Einsame im Herbst
3. Gustav Mahler: Von der Jugend
4. Gustav Mahler: Von der Schonheit
5. Gustav Mahler: Der Trunkene im Fruhling
6. Gustav Mahler: Der Abschied

Christa Ludwig
Rene Kollo
Israel Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein

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Bernstein: prefiro mil vezes os aqueles austríacos disciplinadom a esses judeus
Prefiro mil vezes aqueles austríacos disciplinados

PQP

Gustav Mahler (1860-1901): Sinfonia Nº 1 (Maazel, Wiener Phil)

Gustav Mahler (1860-1901): Sinfonia Nº 1 (Maazel, Wiener Phil)

Não amei de paixão esta versão de Lorin Maazel. Aliás, Maazel nunca é das primeiras escolhas de PQP. Mas é uma obra-prima, é grande música de Mahler. Meus colegas de trabalho gostaram muito, mas um deles está passando por uma fase severamente mahleriana e adorou a gravação desde aquele longo zumbido que abre a sinfonia. Se fosse você, daria uma conferida. Ruim não é.

Gustav Mahler (1860-1901): Symphony No. 1 (Maazel, Wiener Phil)

1. Symphony No. 1 (D Major): I – Langsam. Schleppend.
2. Symphony No. 1 (D Major): Immer Sehr Gemachlich
3. Symphony No. 1 (D Major): II – Kraftig Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell.
4. Symphony No. 1 (D Major): Trio: Recht Gemachlich.
5. Symphony No. 1 (D Major): Tempo Primo
6. Symphony No. 1 (D Major): III – Feierlich Und Gemessen, Ohne Zu Schleppen
7. Symphony No. 1 (D Major): Sehr Einfach Und Schlicht Wie Eine Volksweise
8. Symphony No. 1 (D Major): Wieder Etwas Bewegter, Wie Im Anfang
9. Symphony No. 1 (D Major): IV – Sturmisch Bewegt-Energisch

Vienna Philharmonic Orchestra
Lorin Maazel

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Na boa, achei o Maazel meio mole...
Na boa, meus amigos, achei esse Maazel meio mole…

PQP

C. P. E. Bach (1714-1788): 4 Sinfonias / 4 Concertos (Koopman, Amsterdam Baroque)

C. P. E. Bach (1714-1788): 4 Sinfonias / 4 Concertos (Koopman, Amsterdam Baroque)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aqui estão quatro sinfonias e quatro concertos, todos habilmente tocados pela excelente Amsterdam Baroque Orchestra, dirigida por Ton Koopman, que também toca cravo em dois dos concertos para teclado duplo de CPE Bach. Os dois concertos para flauta são elegantemente executados por Konrad Hünteler. Mas o principal interesse aqui provavelmente são as sinfonias e o Concerto para 2 cravos, belíssimo. Este grupo de quatro sinfonias contém alguns dos melhores esforços orquestrais do compositor. Não são obras alegres, cheias de suspense como as escritas apenas para cordas (H. 657-62) escritas em 1773, mas um grupo orquestrado mais luxuosamente (com pares de flautas, oboés, fagotes e trompas) composto cerca de cinco anos depois. Todas são típicas do estilo Mannheim que rivalizavam com as de Haydn naquela época. Koopman e sua ABO realmente capturam a inquietação nervosa e a imprevisibilidade da música com efeito soberbo. Koopman é especialmente competente em administrar as frequentes mudanças de tempo e os grandes contrastes dinâmicos de Bach, e o uso de instrumentos de época (os sopros particularmente) empresta um tremendo caráter e verve a estas obras. Koopman é acompanhado por Tini Mathot no concerto para cravo duplo (H 408) e no raramente ouvido concerto para cravo e pianoforte. Novamente, as performances são excelentes.

C. P. E. Bach (1714-1788): 4 Sinfonias / 4 Concertos (Koopman, Amsterdam Baroque)

Symphony In E Flat Major H.664, W.183/2
1-1 Allegro Di Molto 4:01
1-2 Larghetto 1:21
1-3 Allegretto 3:39

Symphony In F Major H.665, W.183/3
1-4 Allegro di Molto 5:22
1-5 Larghetto 2:31
1-6 Presto 2:55

Symphony In G Major H.666, W.183/4
1-7 Allegro Assai 3:19
1-8 Poco Andante 4:33
1-9 Presto 3:34

Symphony in D Major H.663, W.183/1
1-10 Allegro Di Molto 6:16
1-11 Largo 2:04
1-12 Presto 2:44

Concerto For Harpsichord And Fortepiano In E Flat Major H.479, W.47
Fortepiano – Tini Mathot
Harpsichord – Ton Koopman
1-13 Allegro Di Molto 7:02
1-14 Larghetto 6:00
1-15 Presto 4:50

Flute Concerto In G Major H.445, W.169
Flute – Konrad Hünteler
2-1 Allegro Di Molto 10:54
2-2 Largo 7:31
2-3 Presto 5:48

Flute Concerto In A Minor H.431, W.166
Flute – Konrad Hünteler
2-4 Allegro Assai 9:22
2-5 Andante 6:07
2-6 Allegro Assai 7:21

Concerto For Two Harpsichords In F Major H.408, W.46
Harpsichord – Tini Mathot, Ton Koopman
2-7 Allegro 9:43
2-8 Largo 9:23
2-9 Allegro Assai 5:39

Directed By – Ton Koopman
Orchestra – The Amsterdam Baroque Orchestra

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Grande Ton Koopman!

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 7 e Rückert Lieder (CDs 10 e 11 de 16) (Bernstein)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 7 e Rückert Lieder (CDs 10 e 11 de 16) (Bernstein)

FDP escreveu na primeira postagem que fizemos desta obra:

Eis então que chegamos à Sinfonia nº 7, que fo escrita entre 1904 e 1906, e por alguns chamada de “Lied der Nacht”, ou “Canção da Noite”, apesar de que Mahler não autorizava este “apelido”.

Entre sua conclusão e sua estréia, uma tragédia se abateu sobre o compositor, quando perdeu sua filha mais nova, além de descobrir que ele mesmo sofria de uma doença do coração, da qual viria a falecer alguns anos depois. Além disso, neste meio tempo, também veio a perder o posto de regente da Vienna State Opera. Maiores informações sobre a sinfonia pode ser encontrada aqui.

Leonard Bernstein nesta gravação rege sua orquestra favorita para esta obra, a Filarmônica de New York. Segundo sua biografia, a relação entre os dois (maestro e orquestra) quando se tratava desta sinfonia era de absoluta harmonia, ele comenta com certo músico que aqueles músicos conheciam tão bem a obra que ele nem precisava fazer muito esforço na sua condução, apesar de seu tamanho (80 minutos, em média).

Tenho uma relação curiosa, quiçá absurda com esta música: costumo ouvi-la do segundo ao quarto movimento, deixando de fora o primeiro e o último (também ouço muitas vezes as sinfonias de Haydn sem os minuetos, mas este é outro problema). O problema aqui é que simplesmente não gosto dos movimentos “pauleira” da sétima e os deixo de fora. Fico apenas com as duas ma-ra-vi-lho-sas “Músicas da Noite” e com o Scherzo, particularmente sedutor a este obsessivo ouvinte.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 7 e Rückert Lieder (CDs 10 e 11 de 16) 

CD1

Symphonie No. 7 (New York Philarmonic feat. Leonard Bernstein)
01. I. Langsam (Adagio) – Allegro risoluto, ma non troppo
02. II. Nachtmusik. Allegro moderato
03. III. Scherzo. Schattenhaft
04. IV. Nachtmusik. Andante amoroso

CD2

Symphonie No. 7
01. Symphony No. 7 E-moll – V. Rondo-Finale Tempo I (Allegro ordinario)

Rückert Lieder
02. Rückert Lieder No. 1 – Liebst du um Schönheit
03. Rückert Lieder No. 3 – Blicke mir nicht in die Lieder
04. Rückert Lieder No. 2 – Ich atmet’ ein linden Duft
05. Rückert Lieder No. 4 – Um Mitternacht
06. Rückert Lieder No. 5 – Ich bin der Welt abhanden gekommen

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Thomas Hampson : baritone
New York Philarmonic
Leonard Bernstein

Lenny04

PQP

Oliver Messiaen (1900-1992): Vingt regards sur l`enfant Jésus (Austbø)

Oliver Messiaen (1900-1992): Vingt regards sur l`enfant Jésus (Austbø)

Para acomodar as melancias, diria que Bartók é o maior compositor da primeira metade do século XX e Messiaen o melhor da segunda, apesar de terem nascido no intervalo de 19 anos… pouco tempo, né? Espero que Strava não fique muito triste e mesmo eu, um admirador do grande Shosta, dou lugar ao enorme talento deste católico francês. Pensando do século XX pra cá, eu acho quase inaceitável que uma pessoa seja religiosa. Mas há verdadeiros gênios que foram profundamente religiosos. Talvez os maiores deles tenham sido o cineasta Andrei Tarkovski e o compositor Olivier Messiaen. Estou ouvindo os Vingt Regards sur l’Enfant-Jésus (“Vinte Contemplações sobre o Menino Jesus”), de Messiaen, para piano solo, que tem a duração de 2h12 (!). A música não me sugere em nada acreditar no Menino Jesus, mas é algo muito meditativo e concentrado, que me atrai demais. O pianista norueguês Håkon Austbø (pronuncia-se Rpsnggsgschnelllas) nunca tenta impressionar ou se exibir, deixa a música — incrivelmente original e inspirada — falar por si, adicionando profundidade e delicadeza.

Oliver Messiaen (1900-1992): Vingt regards sur l`enfant Jésus (Austbø)

Disc 1

1. I. Regard du Pere 00:08:09
2. II. Regard de I’etoile 00:03:10
3. III. L’echange 00:03:25
4. IV. Regard de la Vierge 00:05:21
5. V. Regard du Fils suer le Fils 00:08:15
6. VI. Par lui tout a ete fait 00:10:50
7. VII. Regard de la Croix 00:04:21
8. VIII. Regard des hauteurs 00:02:23
9. IX. Regard du temps 00:02:45
10. X. Regard de I’Esprit de joie 00:08:50

Disc 2

1. XI. Premiere communion de la Vierge 00:07:38
2. XII. La parole toute – puissante 00:02:32
3. XIII. Noel 00:04:22
4. XIV. Regard des Anges 00:05:09
5. XV. Le baiser de I’enfant Jesus 00:14:07
6. XVI. Regard des prophetes des bergers et des mages 00:03:10
7. XVII. Regard du silence 00:05:36
8. XVIII. Regard de I’onction terrible 00:07:04
9. XIX. Je dors, mais mon coeur veille 00:11:01
10. XX. Regard de I’Eglise d’amour 00:14:35

Håkon Austbø, piano

Total Playing Time: 02:12:43

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Messiaen, meio louquinho, mas que tremendo compositor!
Messiaen, meio louquinho, mas que tremendo compositor!

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Béla Bartók (1881-1945): Para Crianças (Jéno Jandó)

Béla Bartók (1881-1945): Para Crianças (Jéno Jandó)

O grande Dr. Cravinhos nos envia este CD de Músicas para Crianças do genial Béla Bartók. Ficamos muito gratos. Não é todo dia que recebemos um presente desses. E ele ainda nos manda texto sobre a música, etc. Como acredito que quase todo mundo aqui lê inglês, copio aqui o texto que foi enviado a nós:

Bartók for Children, written in 1908 & 1909 and originally including 85 pieces based on Hungarian & Slovakian folk tunes, was first published in four volumes. Some of the pieces were revised by the composer in the 1930’s and he made a complete revision of the whole work in 1943, writing thirteen new pieces and reducing to total number to 79, to be published postumously in 1947 in two volumes although Bartók had been able to correct the proposed new edition in 1944. The pieces are described as little pieces for beginners, without stretches of an octave. They are a direct reflection of Bartók’s interest in folk music. The melodies, in various modes, are never forced into the traditional strait-jacket of academic harmony but set off by simple accompaniments that preserve their original character. For Children, as with Mikrokosmos and his forty-four Violin Duets, they offer a much wider view of music than was once and perhaps is still usual in teaching material confined entirely to the major and minor scales and harmonies of common practice.

Bartók for Children

01 – No.1 Children At Play: Allegro/No.2 Children’s Song: Andante/No.3 Quasi Adagio (2:15)
02 – No.4 Pillow Dance: Allegro/No.5 Play: Allegretto/No.6 Study For The Left Hand: Allegro (2:43)
03 – No.7 Play Song: Andante Grazioso/No.8 Children’s Game: Allegretto (2:03)
04 – No.9 Song: Adagio/No.10 Children’s Dance: Allegro Molto/No.11 Lento/No.12 Allegro (4:11)
05 – No.13 Ballad: Andante/No.14 Allegretto/No.15 Allegro Moderato (2:01)
06 – No.16 Old Hungarian Tune: Andante Rubato/No.17 Round Dance: Lento (1:55)
07 – No.18 Soldier’s Song: Andante Non Troppo/No.19 Allegretto/No.20 Drinking Song: Allegro/No.21 Allegro Robusto (2:49)
08 – No.22 Allegretto/No.23 Dance Song: Allegro Grazioso/No.24 Andante Sostenuto/No.25 Parlando (3:21)
09 – No.26 Moderato/No.27 Jest: Allegramente/No.28 Choral: Andante/No.29 Pentatonic Tune: Allegro Scherzando (3:53)
10 – No. 30 Jeering Song: Allegro Ironico/No.31 Andante Tranquillo/No.32 Andante/No.33 Allegro Non Troppo (4:37)
11 – No.34 Allegretto/No.35 Con Moto/No.36 Drunkard’s Song: Vivace/No.37 Swineherd’s Song: Allegro (2:22)
12 – No.38 Winter Solstice Song: Molto Vivace/No.39 Allegro Moderato (3:03)
13 – No.40 Swineherd’s Dance: Allegro Vivace (1:50)
14 – No.1 Allegro/No.2 Andante/No.3 Allegretto/No.4 Wedding Song: Andante (2:17)
15 – No.5 Variations: Molto Andante/No.6 Round Dance I: Allegro/No.7 Sorrow: Andante/No.8 Dance: Allegro Non Troppo (4:33)
16 – No.9 Round Dance II: Andante/No.10 Funeral Song: Largo (2:04)
17 – No.11 Lento/No.12 Andante Rubato/No.13 Allegro (2:27)
18 – No.14 Moderato/No.15 Bagpipe I: Molto Tranquillo/No.16 Lamnet: Lento/No.17 Andante/No.18 Teasing Song: Sostenuto- Allegro Vivace (3:59)
19 – No.19 Romance: Assai Lento/No.20 Game Of Tag: Presto (2:10)
20 – No.21 Pleasantry: Allegro Moderato/No.22 Revelry: Molto Allegro (1:59)
21 – No.23 Andante tranquillo/No.24 Andante/No.25 Scherzando: Allegretto (2:33)
22 – No.26 Peasant’s Flute: Andante Molto Rubbato/No.27 Pleasantry II: Allegro (1:50)
23 – No.28 Andante, Molto Rubato/No.29 Canon: Allegro Non Troppo/No.30 Bagpipe II: Vivace (2:45)
24 – No.31 The Highway Robber: Allegro/No.32 Peasante/No.33 Andante Tranquillo (2:34)
25 – No.34 Farewell: Adagio/No.35 Ballad: Moderato (3:07)
26 – Nos.36-37 Rhapsody: Parlando, Molto Rubato – Alegro Moderato (2:49)
27 – No.38 Dirge: Lento/No.39 Mouning Song: Lento (3:52)

Jéno Jandó, piano.

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Peter e Béla Bártok, pai e filho

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis (Schermerhorn, Nashville Symphony Orchestra, Phillips, Redmon, Taylor, Baylon)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis (Schermerhorn, Nashville Symphony Orchestra, Phillips, Redmon, Taylor, Baylon)

Há grandes admiradores desta Missa, mas não é uma obra que eu aprecie demais. Isto importa? Claro que não! Sempre li que as gravações da Missa Solemnis eram categorizadas sem meio termo. Há as ótimas e as outras — de alguma forma falhas. Agora, haveria talvez uma dúzia de ótimas. Fala-se que o campeão seria David Zinman e que esta versão de Kenneth Schermerhorn estaria também lá no topo, o que é sensacional. O que seria o “ótimo”? Ora, que seja uma gravação estimulante, inspiradora, abastecida com alto talento musical e precisão. As forças de Nashville estão à altura das temíveis demandas da obra e, para elas e Schermerhorn (discípulo de Bernstein e maestro da orquestra por 20 anos), a gravação poderia ser considerada uma conquista. Certamente, uma das características mais satisfatórias da performance se enquadra na escolha dos andamentos e dos fraseados. Ouvi verdadeiro virtuosismo nas passagens com ritmos intrincados, como a fuga “Et vitam venturi”, onde a composição de Beethoven dança com total audácia. Os solistas também estão à altura das gravações europeias mais estreladas. Recomendo.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis (Schermerhorn, Nashville Symphony Orchestra, Phillips, Redmon, Taylor, Baylon)

1 Kyrie eleison 05:01
2 Gloria: Gloria in excelsis Deo 05:01
3 Gloria: Qui tollis peccata mundi 05:17
4 Gloria: Quoniam tu solus sanctus 06:37
5 Credo: Credo in unum Deum 04:18
6 Credo: Et incarnatus est 05:06
7 Credo: Et resurrexit tertia die 09:12
8 Sanctus 05:38
9 Sanctus: Benedictus 10:23
10 Agnus Dei 05:53
11 Agnus Dei: Dona nobis pacem 09:27

Bass-Baritone Vocals – Jay Baylon
Chorus – Nashville Symphony Chorus
Conductor – Kenneth Schermerhorn
Mezzo-soprano Vocals – Robynne Redmon
Orchestra – Nashville Symphony Orchestra
Soprano Vocals – Lori Phillips (2)
Tenor Vocals – James Taylor (5)
Violin – Mary Kathryn Van Osdale* (tracks: 9)

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Henry Purcell (1659-1695): Hail! Bright Cecilia, Ode On St. Cecilia’s Day 1692 (Taverner Choir · Taverner Players, Taverner Consort, Parrott)

E hoje é o Dia de Santa Cecília, a padroeira da música. Também é o Dia do Músico! Hail! Bright Cecilia ( Z. 328), também conhecida como Ode a Santa Cecília, foi composta por Henry Purcell para um texto do irlandês Nicholas Brady em 1692 em homenagem à festa de Santa Cecília, padroeira dos músicos. As celebrações anuais da festa desta santa — sempre em 22 de novembro — começaram em 1683, organizadas pela Sociedade Musical de Londres , um grupo de músicos e amantes da música. A primeira apresentação ocorreu em 22 de setembro de 1692 no Stationers’ Hall. Foi um grande sucesso e recebeu bis. Melhor dizendo, foi tocada duas vezes. Também pudera, a música é muito inventiva e boa.

Henry Purcell (1659-1695): Hail! Bright Cecilia, Ode On St. Cecilia’s Day 1692 (Taverner Choir · Taverner Players, Taverner Consort, Parrott)

Hail! Bright Cecilia, Ode On St. Cecilia’s Day 1692 Z. 328
1 Symphony
2 Hail! Bright Cecilia
3 Hark! Hark! Each Tree
4 ‘Tis Nature’s Voice
5 Soul Of The World!
6 Thou Tun’st This World Below
7 With That Sublime Celestial Lay
8 Voluntary (in D Minor)
9 Wonderous Machine!
10 The Airy Violin
11 In Vain The Am’rous Flute
12 The Fife And All The Harmony Of War
13 Let These Amongst Themselves Contest
14 Hail! Bright Cecilia

Choir – Taverner Choir
Composed By – Henry Purcell
Ensemble – Taverner Players
Written By [Poem] – Nicholas Brady

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Este é o Stationers Hall hoje.

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Henry Purcell (1659-1695): Odes And Funeral Music (Taverner Consort, Choir & Players, Parrott)

Henry Purcell (1659-1695): Odes And Funeral Music (Taverner Consort, Choir & Players, Parrott)

IM-PER-DÍ-VEL !!! 

Hoje é o dia da morte de Henry Purcell. Então, fazemos uma homenagem trazendo este belíssimo disco. Uma ária mais extraordinária que a outra. Here The Deities Approve é uma joia incomparável, por exemplo. E o que dizer de Come Ye Sons Of Art, Sound the Trumpet? E da Marcha para os Funerais da Rainha Mary, utilizada em A Laranja Mecânica por Stanley Kubrick? Mary morreu quase um ano antes de Purcell em dezembro de 1694, mas seu funeral apenas ocorreu em março de 1695. Os funerais reais com música de Purcell deviam ser supimpas! Andrew Parrott e seu grupo dão enorme vida a este repertório sensacional.

Henry Purcell (1659-1695): Odes And Funeral Music (Taverner Consort, Choir & Players, Parrott)

Welcome To All The Pleasures z339 (Ode For St Cecilia’s Day 1683)
1-1 Symphony 1:59
1-2 Welcome To All The Pleasures 1:49
1-3 Here The Deities Approve – While Joys Celestial 5:01
1-4 Then Lift Up Your Voices 1:43
1-5 Beauty, Thou Scene Of Love 2:31
1-6 In A Consort Of Voices 1:21

Funeral Sentences
1-7 Man That Is Born Of A Woman z27 2:37
1-8 In The Midst Of Life z17a 4:08
1-9 Thou Knowest, Lord z58b 3:33

Come Ye Sons Of Art Away z323 (Birthday Song For Queen Mary 1694)
1-10 Symphony [Adagio – Allegro] – Adagio 3:44
1-11 Come Ye Sons Of Art 1:45
1-12 Sound The Trumpet 2:29
1-13 Come Ye Sons Of Art 1:13
1-14 Strike The Viol 4:23
1-15 The Day That Such A Blessing Gave 2:45
1-16 Bid The Virtues 3:01
1-17 These Are The Sacred Charms 1:33
1-18 See, Nature, Rejoicing 2:48

Funeral Music For Queen Mary
1-19 March z660.i 1:44
1-20 Thou Knowest, Lord z58c 2:10
1-21 Canzona z860.ii 2:11

Bass Vocals – David Thomas (9), Michael George (3), Richard Wistreich, Simon Grant (4)
Countertenor Vocals – Kevin Smith (11), Michael Chance
Music Director [Direction] – Andrew Parrott
Organ – Roger Woolley*
Soprano Vocals – Emma Kirkby
Tenor Vocals – Andrew King (5), Charles Daniels (2), Neil Jenkins, Paul Elliott, Rogers Covey-Crump

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Esta é a Queen Mary da Marcha..

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F. Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op. 64 / Piano Trio No.1 / Sonata para Violino e Piano (Mutter, Masur, Previn, Harrell)

F. Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op. 64 / Piano Trio No.1 / Sonata para Violino e Piano (Mutter, Masur, Previn, Harrell)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se o disco de Anne Sophie Mutter que apresentamos ontem (isto é uma repostagem, gente) era uma merda, este é magnífico, sua audição soa exatamente como a violinista aparece na capa: linda, coleante, azul. Seu Concerto Op. 64 é absolutamente impecável e da mesma forma é o esplêndido Trio Nº 1, com seus dois belíssimos movimentos iniciais. O nível cai um pouco na Sonata, mas não por culpa da deusa — é que a Sonata é mais fraquinha mesmo. Mesmo com as 5000 gravações existentes do Op. 64 é difícil bater o registro destes dois monstros — Mutter e Masur. Baixe agora.

Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op. 64 / Piano Trio No.1 / Sonata para Violino e Piano (Mutter, Masur, Previn, Harrell)

Violin Concerto in E minor, Op. 64
01. 1. Allegro molto appassionato [12:19]
02. 2. Andante [7:15]
03. 3. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace [6:15]
Anne-Sophie Mutter, violino
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur

Piano Trio No.1 in D minor, Op.49
04. 1. Molto allegro agitato [9:01]
05. 2. Andante con moto tranquillo [6:52]
06. 3. Scherzo (Leggiero e vivace) [3:38]
07. 4. Finale (Allegro assai appassionato) [8:10]
Anne-Sophie Mutter, violino
André Previn, piano
Lynn Harrell, violoncelo

Sonata para Violino e Piano in F major (1838) (without opus number)
08. 1. Allegro vivace [11:25]
09. 2. Adagio [7:14]
10. 3. Assai vivace [5:23]
Anne-Sophie Mutter, violino
André Previn, piano

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Vingança completa sobre o nojento do PQP
Vingança completa sobre o nojento do PQP

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Percy Whitlock (1903-1946): The Choral Music

Olha, ninguém vai pirar com este CD do inglês Whitlock,  mas sua música sacra tem méritos, discretos méritos. Ele é uma mistura de Vaughan Williams, Delius e Elgar, ou seja, nada muito espetacular. Sua música é certinha e até gostei de ouvi-la no início da tarde de ontem, sabem? O coitado morreu cedo de tuberculose e virtualmente desapareceu, sendo recuperado nesta década. Confiram aí.

Percy Whitlock (1903-1946): The Choral Music 

1. Sing praise to God who reigns above 3:46
2. Jesu grant me this I pray 5:14
3. Solemn Te Deum 7:17
4. O living bread, who once did die 3:48
5. Here, O my Lord, I see Thee face to face 3:13
6. Be still, my soul 4:31
7. The siant whose praise today we sing 3:16
8. Communion Service in G: Kyrie 1:27
9. Communion Service in G: Credo 5:04
10. Communion Service in G: Sanctus 1:18
11. Communion Service in G: Benedictus 0:41
12. Communion Service in G: Agnus Dei 2:11
13. Communion Service in G: Gloria 2:51
14. Glorious in heaven 3:48
15. Magnificat and Nunc Dimittis in G: Magnificat 3:28
16. Magnificat and Nunc Dimittis in G: Nunc Dimittis 2:08
17. O gentle presence 3:09
18. Come, let us join our cheerful songs 2:44
19. O gladsome light 2:59
20. Magnificat and Nunc Dimittis (Fauxboudons): Magnificat 4:05
21. Magnificat and Nunc Dimittis (Fauxboudons): Nunc Dimittis 2:39

The Choir of Rochester Cathedral
Roger Sayer, regência
William Whitehead, órgão

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Acho que ele não iria longe como modelo.

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Sonatas para Violoncelo & Basso Continuo (Bylsma, Marcon, Zanenghi, Galligioni, Sbrogiò)

Antonio Vivaldi (1678-1741): Sonatas para Violoncelo & Basso Continuo (Bylsma, Marcon, Zanenghi, Galligioni, Sbrogiò)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Para utilizar um termo técnico, eu diria que este CD é do caraglio. O grande Anner Bylsma dá uma verdadeira aula de como tocar um cello barroco e, aqui sim, as composições são extraordinárias. Ouvi várias vezes este disco que traz em si, incrustada, a definição do termo barroco: pérola irregular a assimétrica. Nada aqui é regular ou certinho. É tudo humano e perfeito. Bylsma vem acompanhado de um esplêndido grupo.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Sonatas for Violoncello & Basso Continuo

1. Sonata No. 1 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 47/I. Largo 3:45
2. Sonata No. 1 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 47/II. Allegro 3:26
3. Sonata No. 1 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 47/III. Largo 2:34
4. Sonata No. 1 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 47/IV. Allegro 1:53

5. Sonata No. 2 in F Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 41/I. Largo 2:29
6. Sonata No. 2 in F Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 41/II. Allegro 2:49
7. Sonata No. 2 in F Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 41/III. Largo 3:56
8. Sonata No. 2 in F Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 41/IV. Allegro 2:20

9. Sonata No. 3 in A minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 43/I. Largo 3:38
10. Sonata No. 3 in A minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 43/II. Allegro 3:41
11. Sonata No. 3 in A minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 43/III. Largo 4:20
12. Sonata No. 3 in A minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 43/IV. Allegro 3:07

13. Sonata No. 4 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 45/I. Largo 3:37
14. Sonata No. 4 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 45/II. Allegro 2:48
15. Sonata No. 4 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 45/III. Largo 4:09
16. Sonata No. 4 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 45/IV. Allegro 2:53

17. Sonata No. 5 in E minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 40/I. Largo 3:09
18. Sonata No. 5 in E minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 40/II. Allegro 3:00
19. Sonata No. 5 in E minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 40/III. Largo 3:15
20. Sonata No. 5 in E minor for Violoncello and Basso Continuo, RV 40/IV. Allegro 2:04

21. Sonata No. 6 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 46/I. Largo 2:31
22. Sonata No. 6 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 46/II. Allegro 2:46
23. Sonata No. 6 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 46/III. Largo 2:02
24. Sonata No. 6 in B-flat Major for Violoncello and Basso Continuo, RV 46/IV. Allegro 2:25

Anner Bylsma, Violoncello – Matteo Goffriller, Venezia, 1693
Francesco Galligioni, Violoncello – Anonymous, Italy, 1700
Ivano Zanenghi, Archlute – Stephen Murphy after Martin Hoffmann, Germany, mid-17th century
Alessandro Sbrogiò, Violone – Anonymous, Germany, late 17th century
Andrea Marcon, Harpsichord & Organ – Harpsichord by William Horn, Brescia after Giusti, Italy, 17th century, Organ by Francesco Zanin, Codroipo Udine

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Anner Bylsma

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O PQP Bach alcança a maioridade

O PQP Bach alcança a maioridade

É inacreditável que o melhor blog do mundo já esteja completando 18 anos. Faltam apenas 9 posts para o PQPBach alcançar os 8000! Hoje, somos uns 10 tarados por música — alguns não se conhecem pessoalmente — que formam o time de postadores e o mais interessante dos grupos de WhatsApp do Hemisfério Sul.

Quando fundei o PQP, não somente queria polinizar beleza entre os amigos, mas tinha um alvo, um inimigo. Eu achava que a música erudita era algo tão criativo que não merecia os textos sisudos e quase vazios dos encartes dos CDs e LPs, sempre escritos por doutores muito ciosos de suas posições acadêmicas. Hoje, eles se servem da gente…

Mas, atualmente, com nossa fama, tudo mudou e o que nos move é a admiração das pessoas. Um em Porto Alegre, outro em Vitória, São Paulo, Niterói ou Floripa, somos perseguidos na rua por pessoas que babam por todo o tipo de gravações. Algumas coisas que nos pedem nem existem… Então, somos obrigados a consolá-los. Tão chato ser gostoso!

Parabéns à equipe PQP!

Abaixo, duas fotos: a primeira de como você acha que somos, a segunda é mais realista.

Escolhi alguns comentários…

Meu caro PQP

Fosse eu um ilustrado escritor e teria forma de expressar toda a gratidão e reconhecimento pelo seu trabalho em prol, não só da cultura musical de todos nós, mas também do meu melómano prazer, mania até!

Sendo apenas um “irmão” de pátria-lingua deixo aqui o meu esforçado testemunho de tudo o que referi.

Aqui em Angola, infelizmente, ainda não chegou a vez da Cultura, a cultura (de semear) as mentes e as Almas. Ainda estamos no materialismo básico da escola, do hospital, da estrada, do matar a fome, do tirar da miséria. O materialismo impulsivo da compra ainda não está disponível (Bem Haja!). Por isso fica minha consciência aliviada por me ter tornado, com sua preciosa colaboração, num pirata culto-cibernético…

No entanto, sempre que posso e me encontro em frente aquelas deslumbrantes estantes dos livros e dos CD’s do chamado Mundo Desenvolvido – uma das ultimas a magnifica “biblioteca de Alexandria” da Leitura em São Paulo – babo-me de deleite e prazer e contribuo para os criadores comprando livros e cd’s.

Meu caro Amigo – Amigo, pois faz muito mais por mim do que muitos dos que se intitulam “amigos” – no que de mim depender terá o seu lugar assegurado no Nirvana, no Paraíso ou em qualquer outro Refugio Final que for do seu agrado ou conveniência. Serei sua testemunha abonatória… E mais não lhe consigo dizer.

.oOo.

Estou saindo de casa agora para tomar meu vôo para Praga, mas antes decidi responder o seu email. Eu fiquei muito contente com a sua mensagem, eu te acho um cara fascinante e ultimamente tenho frequentado mais o PQP para ler as resenhas do que para baixar música. Isto sim é revigorante!

Ah, caro PQP, eu te agradeço por muita coisa! Talvez como criador do blog você diminua a importância que ele tem para seus leitores. Isso seria normal. Mas acredite no que eu e todos os outros te falamos! Não é pelos downloads, não mesmo!

Eu, como já te disse, estudo composição e regência. Pretendo, assim que me estabelecer no Velho Mundo, criar um website com algumas partituras e mp3 de músicas minhas e, se isso realmente sair do papel, eu gostaria muitíssimo que você pudesse ouvir algo. Ando um tanto sem motivação para mostrar minhas músicas por aí, o último concerto com obras minhas foi um fiasco por parte dos executantes nervosos e da platéia desinteressada… mas a vida continua. Acredito que por lá encontrarei instrumentistas mais interessados, pelo menos assim espero.
E muito obrigado também pela doce imagem da pequena garota (A FILHA DE PQP BACH) dançando uma valsinha que sempre me aparece quando ouço o último movimento do Op.132 do grande Ludwig. Sempre penso nisso sorrindo muito.

Um grande abraço! Mantenha contato.

.oOo.

Caro (a) mantenedor (a) do PQP Bach

Abaixo vai meu agradecimento por manter esse blog. Agradecimento em forma da história da música em minha vida.

Estimulado a ler, me lembro de ir, ainda garotinho, década de 70, ir com minha mãe à livraria comprar um livrinho de “estória”, eu lia tudo que aparecia: mesmo que não entendesse o que significava, ainda assim eu lia; com uns 6 ou 7 anos eu me lembro de ler os cadernos do meu tio que estava no “ginásio”, em particular lembro-me de ter lido um trabalho sobre “fósseis”, a ilustração era feita à mão livre usando canetas BIC nas cores azul, vermelho e verde.

A música tinha reprodução difícil e só havia LP’s com custo alto e eu não tinha acesso livre a eles. Ganhei um toca-discos verde, portátil, da Sonata, com alguns disquinhos coloridos de “estória” infantil, mas eu queria escutar aqueles discos pretos que não me deixavam colocar as mãos; aqueles eram discos de MPB de época, Fado e congêneres, hoje sei que de “clássicos” nada havia. E assim a música ficou meio que latente, suprimida mesmo, em mim.

Não sei onde escutei, imagino que na televisão, uma música “mágica”, que me encantou de um jeito que seus acordes não me saiam da cabeça. Lembro de cantarolar o um pequeno trecho dessa música linda, em uma língua da qual nada entendia, e dela não sabia nem o nome. Essa música era tão intensa, rica em sons que expandiam em minha mente, eu me sentia tão bem quando lembrava dela, e eu tinha sede de escutá-la novamente: recordo-me de ter cantarolado para algumas pessoas o único trechinho que eu sabia, na esperança de alguém me dizer o nome, mas não tive êxito. A única palavra mais clara que “saia” no cantarolar era “Aleluia”, e pelo ritmo, ninguém soube me dizer. Nessa época eu tinha entre 7 e 8 anos pois recordo-me de ter feito a Primeira Comunhão sem dela nada saber. Cheguei a perguntar à professora de Catecismo, mas ela disse não saber do eu falava. Se a palavra central era “Aleluia” imaginei que alguém na Igreja me diria que de se tratava, mas os esforços foram em vão. Na época já havia fitas K7, mas eu não tinha nem toca fitas em casa.

Quando eu tinha 12 anos de idade, era 1985, assisti na TV um filme chamado “O enigma da Pirâmide” e, em uma certa cena do filme, uma música “toucou” e eu fiquei abalado. O que era aquilo? Que música era aquela que jamais houvera escutado, mas que me causava tanta emoção?! Ninguém soube me dizer nada sobre aquele som.

Tudo que eu sabia daquelas duas músicas era que provavelmente aquilo era “música clássica” e nada mais, até que em 1995 a revista Caras lançou uma coletânea de música clássica em CD’s, e eu mesmo sem ter um “toca CD’s” comprava as revistas só pra poder conseguir os CD’s onde poderia estar o que eu tanto procurava. Quando um bom tempo depois comprei um aparelho para escutar os CD’s, finalmente descobri qual era aquela primeira música que me encantou, era o Coro de Aleluia, do Messias, de Handel. Chorei como uma criança ao escutar aquela música que houvera habitado em minha lembrança por tantos anos. Escutei aquilo por dezenas de vezes. Descobri que havia sutis diferenças na mesma peça se tocada por diferentes orquestras; é que “Aleluia” veio gravada nos CD’s 2 e 8 da coletânea Caras: sob a direção de Von Cammus pela Orquestra da Rádio de Berlim e pela orquestra de Praga, por Randell Gork-Choken.

Reconheci algumas outras coisas das quais não sabia o nome como a “Privavera” de Vivaldi, “Danúbio Azul” de Strauss, “chegada dos convidados” e “Cavalgada das Valquírias” de Wagner e a “Dança Germânica op33” de Schubert, entre outras coisas. Só tempos depois fui me dando conta que eu “re”conhecia aqueles sons por eu, em busca das canções da infância, ter passado a prestar atenção em trilhas sonoras de filmes e tudo mais que aparecia na TV, única fonte de informação na época. Em 1999 uma loja de CD’s, do interior de MG onde morava, fez uma “banca de ofertas” daquilo que estava “encalhado” e eu comprei da Deutsche Grammophon um CD do Ravel com seu fabuloso “Bolero”.

Mas, só em 2001 quando tive acesso à internet, eu consegui descobrir a segunda música da infância; aquela do filme “o enigma da pirâmide”, e aquela música mágica era parte de uma obra maior que me inebriou e que tornou-se um “amor”. A música do filme era um trecho de “O fortuna” de Carmina Burana, do Orff. Procurei a história da obra e descobri que a origem dessa obra de Orff eram os manuscritos medievais: e, quando conheci as músicas antigas e medievais eu me apaixonei de modo febril e crônico e, desde então, não parei mais de baixar músicas. E, quando em 2004 consegui entrar pra universidade, o conhecimento de história, sociologia e tudo mais adquirido de modo intuitivo na internet foi tomando forma através de um estudo mais sistematizado me abriu definitivamente os sentidos para uma face do mundo que eu só imaginava existir.

Escrevi esse relato como uma forma de dizer que a pessoa que mantém esse blog presta um grande serviço à humanidade e aos “espíritos” que nela habitam na forma de pessoas que, apesar de não terem tido esse conhecimento posto em seu processo educacional, ainda assim, têm a chance de conhecer obras fabulosas como as aqui postadas.

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Alguma semelhança comigo. Aos nove, fuçando os discos antigos da minha mãe, acabei tocando a mesma música que aparecia sempre em um desenho animado. O disco era de uma coleção, não tinha capa e não li o rótulo. Quando quis ouvir de novo, acabei tocando outros discos da coleção e gostando de mais coisas. E foi assim que me apaixonei.

A música era Les Sylphides, arranjo orquestral para três valsas reunidas de Chopin. O desenho era a série Silly Symphonies. E, no caminho, acabei ouvindo Finlândia, Abertura Páscoa Russa e Suíte Peer Gynt I. Toda criança de nove anos deveria passar por epifanias assim.

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Carta de Reconhecimento Eterno

Caríssimo PQP,

faz muito tempo que acompanho o seu blog desde Portugal. Descobri-o através de um amigo que me falou nele pouco tempo depois de ter iniciado. Havia acabado a universidade. À época, eu próprio tinha um blog de partilha de música, mas não com a dimensão pantagruélica do PQP. Escrevo porque queria expressar o meu agradecimento pelo vosso trabalho. Há quase dez anos, senão mais, já não sei, que tenho o ritual diário de ir ao PQP. Os excelentes textos que acompanham a música são sempre rastilho e combustível para o dia. Já me surpreendi rindo alto lendo alguns deles. Enfim, todo o dia me é oferecido algo, sem pedir nada, apenas que desfrute ou deixe comentário. Devo reconhecer que não sou um prolífico comentador, e por isso me penitencio. Mas meu agradecimento é eterno e gostaria que fosse concreto, e nessa medida pagarei com amor o amor que o PQP me devotou. Assim, envio uma obra de que gosto muito, a Tafelmusik do Telemann, numa caixa de 4cd da Brilliant Classics. Confesso que não sei em pormenor a história da gravação desta obra. Não faço ideia do valor desta versão, se é pior ou melhor do que outras. Sei que foi a primeira que adquiri, pelo valor baixo da compra, mas igualmente porque me apercebi do próprio valor da Brilliant Classics. Neste particular, deixo pois para vocês o texto final.

Acabo dizendo a todos que foram, e têm sido importantes na minha educação musical, e por isso vos agradeço lamentando ser incapaz de vos corresponder a essa eterna dádiva. Terão de se contentar com o meu igualmente eterno agradecimento… e uns cds do Telemann.

Abraço de Portugal

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Trecho de matéria no El Clarín:

Pero si, por ejemplo, hacemos una parada en el blog brasilero PQP Bach y cliqueamos sobre los datos del autor, encontraremos la siguiente reseña: “Como decía Tolstoi, las familias son infelices cada una a su manera. La de Johann Sebastian Bach fue feliz hasta el nacimiento del malhadado vigésimo primer hijo, Peter Qualvoll Publizieren Bach. Wilhelm Friedmann, Johann Christian y Carl Philipp Emanuel detestaban a su hermano, quien fue despreciado por el padre y al que no se le enseñó nada útil. Por lo tanto se dedicó a la actividad de desparramar belleza por la blogosfera.” El sitio es mantenido a medias por Clara Schumann, de la que se desconoce si es o no la verdadera. Otro tanto ocurre con el blog de Pituco quien cuenta anécdotas tan inverosímiles como maravillosas de su relación con músicos famosos, que van del Flaco Spinetta a Bob Dylan. La red da, para bien y para mal, una sensación de impunidad que permite experimentar por fuera de las reglas de juego y muy de tanto en tanto acertar con alguna invención.

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Espero que a algún bloguero argentino se le ocurra hacer un homenaje a Ástor tan bueno como el de ustedes.

Un abrazo emocionado,

Juliowolfgang desde Buenos Aires (a diez cuadras del Abasto, donde vivió Gardel).

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Acompanho o PQP desde 2009, quando me mudei para a Alemanha. A qualidade dos textos, dosada com inteligência, ironia e bom humor, é sempre um caso à parte. Quanto às músicas, foram tantas polinizações que acabei me tornando mais belo.

PQP

F. Mendelssohn (1809-1847): Violin Concerto | Octet | Songs (Daniel Hope, Chamber Orchestra Of Europe, Thomas Hengelbrock)

F. Mendelssohn (1809-1847): Violin Concerto | Octet | Songs (Daniel Hope, Chamber Orchestra Of Europe, Thomas Hengelbrock)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Daniel Hope tem a habilidade camaleônica de transformar seu estilo a fim de se adequar a cada nova obra. Muitas vezes ele se torna revelador, como em seu Shostakovich, outras vezes apresenta um duvidoso toque intervencionista, como em seus concertos de Bach. Mas nunca é maçante. Sua versão para o Concerto de Mendelssohn — seu primeiro lançamento na DG — é revigorante. A versão de 1844, que Hope apresenta aqui, foi o resultado de uma gestação de sete anos, com o compositor fazendo ainda mais alterações em 1845 para criar a edição que conhecemos hoje. Esta é uma gravação muito colaborativa. O violino não é indevidamente destacado e a execução orquestral é quente, com sopros envolventes, tímpano sutil, todos vitais. O Octeto está em um nível igualmente elevado, com Hope sendo o guia de seus colegas da COE. De fato, é a ênfase em mostrar o funcionamento interno que torna esta performance tão esclarecedora. Uma joia.

F. Mendelssohn (1809-1847): Violin Concerto | Octet | Songs (Daniel Hope, Chamber Orchestra Of Europe, Thomas Hengelbrock)

Concerto For Violin And Orchestra In E Minor, Op. 64 = Konzert Für Violine Und Orchester E-moll = Concerto Pour Violon Et Orchestre En Mi Mineur (Original 1844 Version • World-Premiere Recording)
Conductor – Thomas Hengelbrock
Orchestra – Chamber Orchestra Of Europe*
Violin – Daniel Hope
(25:57)
1 Allegro Con Fuoco – 11:43
2 Andante – Allegretto Non Troppo 8:31
3 Allegro Molto Vivace 5:43

Octet For Strings In E Flat Major, Op. 20 = Streichoktett Es-dur = Octuor À Cordes En Mi Bémol Majeur (Critically Revised Edition 1832 • World-Premiere Recording)
Cello [Cello 1] – William Conway
Cello [Cello 2] – Kate Gould
Orchestra – Soloists Of The Chamber Orchestra Of Europe*
Viola [Viola 1] – Pascal Siffert
Viola [Viola 2] – Stewart Eaton
Violin [Violin 1] – Daniel Hope
Violin [Violin 2] – Lucy Gould
Violin [Violin 3] – Sophie Besançon*
Violin [Violin 4] – Christian Eisenberger
(30:54)
4 1. Allegro Moderato Ma Con Fuoco 13:49
5 2. Andante 6:56
6 3. Scherzo: Allegro Leggierissimo 4:19
7 4. Presto 5:50

3 Lieder (Arr. For Violin And Piano)
Piano – Sebastian Knauer
Violin – Daniel Hope
8 Hexenlied Op. 8, No. 8 = Witches’ Song = Chant Des Sorcières 2:12
9 Suleika Op. 34, No. 4 2:45
10 Auf Flügeln Des Gesanges Op. 34, No. 2 = On Wings Of Song = Sur Les Ailes Du Chant 2:52

Daniel Hope, violin
Chamber Orchestra Of Europe
Thomas Hengelbrock

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Mendelssohn sem pente.

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Trios Nº 43, 44 e 45 (Höbarth, Cohen, Coin)

F. J. Haydn (1732-1809): Trios Nº 43, 44 e 45 (Höbarth, Cohen, Coin)

Um excelente CD. Com raro talento, Höbarth, Cohen e Coin gravaram todos os Trios de Haydn para a Harmonia Mundi e, quando começa o Presto do Trio Nº 43, a gente já sabe que está na companhia de um gênio. Estes são os últimos três trios do compositor, escritos em Londres em meados da década de 1790 para uma pianista chamada Theresa Jansen-Bartolozzi. São entre as peças mais peculiares que ele já escreveu. Ouça as mudanças rítmicas do citado Presto, por exemplo. Haydn cria uma sequência selvagem de acentos mutáveis ​​que o aproxima do território de Bartók. Ou o primeiro movimento do Trio No. 44, uma série bizarra de recomeços que leva a manipulação de Haydn para a forma sonata a um reino totalmente novo. A lista continua. Essas são peças essenciais para o amante de Haydn, e o trio de instrumentos originais do pianista Patrick Cohen, do violinista Erich Höbarth e do violoncelista Christophe Coin as traz com a qualidade discreta certa e o som do tamanho de uma sala que esses trios exigem. O equilíbrio entre os três instrumentos é especialmente bom. O uso de um pianoforte na música de câmara clássica elimina a necessidade de os instrumentistas de cordas se esforçarem para produzir um som mais alto, e as relações entre eles têm um efeito relaxante e surpreendente. Dá-lhe!

F. J. Haydn (1732-1809): Trios Nº 43, 44 e 45 (Höbarth, Cohen, Coin)

Trio N°43 En Ut Majeur/C Major/C-dur (Hob.XV:27)
1 Allegro
2 Andante
3 Presto

Trio N°44 En Mi Majeur/e Minor/e-dur (Hob.Xv:28)
4 Allegro Moderato
5 Allegretto
6 Finale. Allegro

Trio N°45 En Mi Bémol Majeur/E Flat Major/Es-dur (Hob.Xv:29)
7 Poco Allegretto
8 Andantino Ed Innocentemente
9 Finale. Presto Assai

Cello – Christophe Coin
Piano – Patrick Cohen
Violin – Erich Höbarth

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Você sabia que há dois crânios no túmulo de Haydn? Se quer saber mais detalhes, vá estudar.

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Octeto, Op. 20 / Quinteto Nº 2, Op. 87 (Brown, Academy Chamber Ensemble)

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Octeto, Op. 20 / Quinteto Nº 2, Op. 87 (Brown, Academy Chamber Ensemble)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gosto muito de Mendelssohn. Melodista de mão cheia, amava as estruturas (e também o melodismo) de Bach. Escreveu sinfonias que são um verdadeiro acinte de tão perfeitas — refiro-me especialmente à terceira, quarta e quinta. E este CD é igualmente é um acinte de tão agradável. Esse Octeto merece uma palavra que não gosto, mas que aqui tem sua mais gloriosa acepção: é adorável. O quinteto vai pela mesma via. Apesar da capa um tanto nublada, estamos frente a um CD luminoso e bastante alegre. A interpretação de Iona Brown e seus pupilos é impecável.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847):
Octeto, Op. 20 / Quinteto Nº 2, Op. 87

1. Octet in E flat, Op.20 – 1. Allegro moderato, ma con fuoco 13:56
2. Octet in E flat, Op.20 – 2. Andante 7:25
3. Octet in E flat, Op.20 – 3. Scherzo (Allegro leggierissimo) 4:25
4. Octet in E flat, Op.20 – 4. Presto 6:18

5. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 1. Allegro vivace 10:42
6. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 2. Andante scherzando 4:20
7. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 3. Adagio e lento 9:58
8. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 4. Allegro molto vivace 6:07

Academy Chamber Ensemble
Iona Brown

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Um selinho para os pequepianos!
Um selinho para os pequepianos!

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2 (Haitink, BPO)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2 (Haitink, BPO)

Bernard Haitink fez diversas gravações da Ressurreição. A mais famosa e considerada é a realizada com sua própria orquestra da época, o Concertgebouw de Amsterdam, mas esta com a Filarmônica de Berlim também está entre as melhores gravações da obra. Para mim, os campeões da Ressurreição são Solti, Rattle e Bernstein. Haitink gravou a Nº 2 com as orquestras citadas, mais uma vez com a Orq. de Chicago e outra com os berlinenses. Esta gravação é do segundo ciclo de Mahler de Haitink com a Berliner Philharmoniker datado do início dos anos 90. Haitink foi o primeiro maestro convidado pela BPO a gravar um ciclo completo de Mahler, e embora o ciclo nunca tenha sido concluído (o projeto foi abortado antes que os Nrs. 8, 9 e A Canção da Terra fossem gravados), alguns registros se destacam por sua qualidade. Esta memorável Ressurreição é uma leitura muito refinada e poderosa desta obra, estando bem próxima do Olimpo.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 2 (Haitink, BPO)

Symphony No. 2 In C Minor “Resurrection” = Symphonie c-moll “Auferstehungs-Symphonie” = En Ut Mineur “Résurrection”
1.1 1. Allegro Maestoso. Mit Durchaus Ernstem Und Feierlichem Ausdruck 22:24
1.2 2. Andante Moderato. Seht Gemachlich 10:49
2.1 3. In Ruhig Flieszender Bewegung 11:05
2.2 4. Urlicht. Sehr Feierlich, Aber Schlicht 5:14
5.
2.3 Im Temp des Scherzos. Wild Herausfahrend 10:03
2.4 Maestoso 8:00
2.5 Sehr Langsam Und Gedehnt 2:28
2.6 Langsam. Misterioso 7:13
2.7 Etwas Bewegter. 8:40

Chorus – Ernst-Senff-Chor*
Chorus Master – Sigurd Brauns
Conductor – Bernard Haitink
Contralto Vocals – Jard Van Nes
Orchestra – Berliner Philharmoniker
Soprano Vocals – Sylvia McNair

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Mahler na época em que fumar não dava câncer

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Adriano Banchieri (1560-1634): Il Zabaione Musicale / Festino nella sera del giovedì grasso avanti cena (Fasolis)

Adriano Banchieri (1560-1634): Il Zabaione Musicale / Festino nella sera del giovedì grasso avanti cena (Fasolis)

Este é o menos cômico dos CDs que possuo de Banchieri. Ele costuma ser muito mais engraçado, apesar de que aqui temos alguns animais cantando… Adriano Banchieri foi um compositor, organista, teórico e poeta italiano do Renascimento tardio e princípios do Barroco. Fundou a Accademia dei Floridi em Bolonha. Banchieri nasceu e morreu em Bolonha. Em 1587 tomou os hábitos da ordem beneditina e fez os seus votos em 1590, mudando o nome de Tomaso para Adriano, com o qual foi conhecido. Especificamente, foi um dos criadores do gênero chamado “comédia madrigal”, que sem chegar a ter uma representação em cena, narrava uma história mediante uma coleção de madrigais. Muitas destas coleções foram compostas para divertir as reuniões dos círculos sociais de Bolonha.

Adriano Banchieri (1560-1634): Il Zabaione Musicale / Festino nella sera del giovedì grasso avanti cena (Fasolis)

Il Zabaione Musicale
1 Introduzione 1:31
Atto I
2 Prologo: L’Humor Spensierato 0:45
3 Intermedio Di Felici Pastori, A Due Cori 1:36
4 Progne E Filomena 1:36
5 Danza Di Pastorelle, In Aria Del Spagnoletto, Con Le Riprese Nella Cornamusa 1:00
6 Madrigale: Soavissimo Ardore 1:42
Atto II
7 Intermedio Di Pignattari 1:14
8 Un Pastorello Con Un Augellino Uccisogli Da Un Gatto 1:34
9 Tirsi A Clori 1:45
10 Dialogo: Aminta, Dafne E Giudizio D’Amore 1:00
11 Gioco Della Passerina 1:39
12 Madrigale: Baci, Sospir E Voci 2:23
Atto III
13 Ergasto Appasionato 2:13
14 Preparamento Pastorale 1:07
15 Gara Amorosa Di Pastori 2:36
16 Danza Di Ninfe E Pastori 1:55
17 Licenza: L’Humore Spensierato 0:52

Festino Nella Sera Del Giovedì Grasso Avanti Cena, Op. 18
18 Il Diletto Moderno Per Introduzione 1:09
19 Giustiniana Di Vicchietti Chiozzotti 1:36
20 Mascherata Di Villanelle 2:31
21 Seguita La Detta Mascherata 1:45
22 Madrigale A Un Dolce Usiglio 2:41
23 Mascherata D’amanti 0:41
24 Gli Amanti Morescano 1:08
25 Gli Amanti Cantano Un Madrigale 2:08
26 Gli Amanti Cantano Una Canzonetta 1:48
27 La Zia Bernardina Racconta Una Novella 1:59
28 Capricciata A Tre Voci 1:20
29 Contrappunto Bestiale Alla Mente 1:33
30 I Cervellini Cantano Un Madrigale 2:07
31 Intermedio Di Venditori Di Fusi 1:12
32 Li Fusari Cantano Un Madrigale 2:07
33 Gioco Del Conte 2:00
34 Li Festinanti (Solo Di Scacciapensieri: Marco Beasley) 0:55
35 – 1:05
36 Vinata Di Brindesi E Ragioni 3:00
37 Sproposito Di Goffi (Pero Di Gusto) 1:30
38 Il Diletto Moderno Licenza E Di Nuovo Invita 1:13

Choir – Choir Of Radio Svizzera, Lugano*
Conductor – Diego Fasolis
Ensemble – Sonatori De La Gioiosa Marca, Treviso*

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Quem vocês pensam que é? Neymar?

PQP

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op. 64, Sinfonia No. 4, “Italiana”, e outras peças para orquestra (Zuckerman, Bernstein)

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op. 64, Sinfonia No. 4, “Italiana”, e outras peças para orquestra (Zuckerman, Bernstein)

Um CD para o qual os adjetivos são insuficientes. Quem já teve a oportunidade de ler as palavras bambas e pobres que já redigi em outros posts de Mendelssohn, pôde perceber a minha profunda admiração pela música do alemão. Mendelssohn foi um indivíduo especial, dotado de uma gama de qualidades únicas. Todas as vezes que penso nele me vem à mente a ideia de um sujeito bem-afortunado. Foi alguém de uma alma profundamente cândida, delicada. Angélica. Acredito que não teve aperreios, mesmo nos últimos anos de vida, período em que a enfermidade lhe foi furtando as forças. Acredito que quem nunca ouviu o compositor e escutasse este CD que ora posto, ficaria com a melhor das impressões. Faria o julgamento de que Mendelssohn foi um sujeito singular. E, de fato, acertaria no julgamento. O CD traz aquelas peças que se tornaram imortais para a história da música. O concerto para violino e orquestra é de uma pureza e uma leveza arrebatadores. Este concerto se estabelece como um dos meus preferidos entre todos os que já foram compostos. A Sinfonia No. 4 é a minha preferida entre as cinco que ele compôs. É uma representação do seu estilo – alegria, festa, celebração e a admiração pela natureza. O tema inicial de As Hébridas possui um encanto arrebatador. Acredito que poucas peças tenham uma abertura de forma tão poderosa. Em suma: Mendelssohn e sua música são motivos para que pensemos em coisas grandes, enormes. Boa apreciação!

Felix Mendelssohn (1809-1847) – Concerto para Violino, Op. 64, Sinfonia No. 4, Athalie, incidental music, Op. 74 e The Hebrides, overture (‘Fingal’s Cave,’ 4 versions), Op. 26

Concerto para violino e orquestra em Mi menor, Op. 64
01. Allegro molto appassionato
02. Andante
03. Allegretto non troppo

Sinfonia No. 4 em A menor, Op. 90 – “Italiana”
04. Allegro vivace
05. Andante con moto
06. Con moto moderato
07. Saltarello

Athalie, incidental music, Op. 74- Kriegsmarsch der Priester
08. Athalie, incidental music, Op. 74- Kriegsmarsch der Priester

The Hebrides, overture (‘Fingal’s Cave,’ 4 versions), Op. 26
09. The Hebrides, overture (‘Fingal’s Cave,’ 4 versions), Op. 26

New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente
Pinchas Zukerman, violino

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Galã…

Carlinus

Chopin (1810 – 1849): Noturnos, com o Deus do piano (Maurizio Pollini)

A Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini fundada por Lais Vogel e P.Q.P Bach apresenta:

Olha, com Pollini eu engulo até Chopin! Não é aquela coisa romântica chatinha e devaneante que as pessoas confundem com poesia e sentimento… Como diz Bergman em Sonata de Outono, Chopin não é música para maricas, não é música toda desmanchada como um sorvete quente, é música máscula, música para ser tocada com certo espírito de volante de contenção pelo mais hábil dos pianistas para atingir nosso coração e cérebro. Abaixo os pianistas mela-cuecas!

Aqui temos técnica, sabedoria, musicalidade e sentimento, não temos um lacrimoso deprimido fingindo-se de apaixonado com a bunda colada na frente do piano. E tenho dito!

Chopin: Noturnos

1. Op. 9 No. 1 in B lfat minor. Larghetto
2. Op. 9 No. 2 in E flat major. Andante
3. Op. 9 No. 3 in B major. Allegretto
4. Op. 15 No. 1 in F major. Andante cantabile
5. Op. 15 No. 2 in F sharp major. Larghetto
6. Op. 15 No. 3 in G minor. Lento
7. Op. 27 No. 1 in C sharp minor. Larghetto
8. Op. 27 No. 2 in D flat major. Lento sostenuto
9. Op. 32 No. 1 in B major. Andante sostenuto
10. Op. 32 No. 2 in A flat major. Lento
11. Op. 37 No. 1 in G minor. Andante sostenuto
12. Op. 37 No. 2 in G major. Andantino
13. Op. 48 No. 1 in C minor. Lento
14. Op. 48 No. 2 in F sharp minor. Andantino
15. Op. 55 No. 1 in F minor. Andante
16. Op. 55 No. 2 in E flat major. Lento sostenuto
17. Op. 62 No. 1 in B major. Andante
18. Op. 62 No. 2 in E major. Lento
19. Op. posth. 72 No. 1 in E minor. Andante

Maurizio Pollini, piano
Recorded: Munich, Herkulessaal, 6/2005

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Maurizio Pollini: não adianta criticá-lo. Sou fã e e fã não discute, apenas ama.

PQP (2009, revalidado por Pleyel, 2024)

D. Buxtehude (1637-1707) / J. Pachelbel (1653-1706): Música de Câmara (MAK, Reinhard Goebel)

D. Buxtehude (1637-1707) / J. Pachelbel (1653-1706): Música de Câmara (MAK, Reinhard Goebel)

Um grande CD! A música de Buxtehude é imensamente parecida com a do Bach inicial. Tio Bux — excelente compositor — foi um grande modelo para meu pai. Ele fez uma longa viagem a pé para aprender composição e órgão com Bux. Várias obras de Buxtehude lembram meu pai e este disco do Musica Antiqua é uma joia diversas vezes reeditada para Archiv. Depois, divirtam-se com a versão original do famoso Canon de Pachebel, outro excelente compositor para este instrumento esquecido que é o órgão. O trabalho de Goebel e do seu MAK é, como sempre, extraordinário, e entende-se facilmente o motivo deste CD ter sido tantas vezes reeditado. A capa acima é da primeira edição, a minha.

D. Buxtehude (1637-1707) / J. Pachelbel (1653-1706): Música de Câmara (MAK, Reinhard Goebel)

1 Sonata G-Dur BuxWV 271
Composed By – Dietrich Buxtehude*
7:21

Sonata B-Dur BuxWV 273
Composed By – Dietrich Buxtehude*
2 (Sonata:) Ciaccona – Adagio – Allegro / Adagio / Allegro 7:41
3 Allemande 2:02
4 Courante 1:47
5 Sarabande 1:43
6 Gigue 1:16

7 Sonata C-Dur BuxWV 266
Composed By – Dietrich Buxtehude*
8:04

Partie (Suite) G-Dur
Composed By – Johann Pachelbel
8 Sonatina 1:01
9 Allemande 2:46
10 Gavotte 0:50
11 Courante 0:56
12 Aria 0:38
13 Sarabande 1:37
14 Gigue 1:29
15 Finale. Adagio 0:42

Partie (Suite) E-Moll
Composed By – Johann Pachelbel
16 Sonata. Adagio – Aria 4:17
17 Courante 1:03
18 Aria 0:51
19 Ciaccona 2:03

20 Aria Con Variazioni A-Dur
Composed By – Johann Pachelbel
Instrumentation By [Reconstructed By] – Reinhard Goebel
10:00

Canon & Gigue D-Dur
Composed By – Johann Pachelbel
21 Canon 3:07
22 Gigue 1:28

Cello [Baroque] – Jaap Ter Linden (tracks: 8 to 19, 21, 22)
Conductor – Reinhard Goebel
Ensemble – Musica Antiqua Köln
Harpsichord – Henk Bouman (tracks: 1 to 7, 16 to 22)
Organ [Truhen-orgel] – Henk Bouman (tracks: 8 to 15)
Theorbo – Konrad Junghänel (tracks: 8 to 15)
Viola [Baroque] – Karlheinz Steeb (tracks: 8 to 15)
Viola [Violetta] – Hajo Bäß (tracks: 8 to 15)
Viola da Gamba – Jaap Ter Linden (tracks: 2 to 6), Jonathan Cable (tracks: 20), Pere Ros (tracks: 20)
Violin [Baroque] – Hajo Bäß (tracks: 1, 7, 16 to 19, 21, 22), Mihoko Kimura (tracks: 21, 22), Reinhard Goebel
Violone – Jonathan Cable (tracks: 2 to 7)

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Nossa, que homem bem-apessoado! Este é Pachelbel.

PQP

Bassano, Bovicelli, Crecquillon, da Rore, Fontana, Frescobaldi, Gabrieli, Kempis, Merula, Palestrina: Quel lascivissimo cornetto – Virtuoso solo music for cornetto (Dickey, Tragicomedia)

Bassano, Bovicelli, Crecquillon, da Rore, Fontana, Frescobaldi, Gabrieli, Kempis, Merula, Palestrina: Quel lascivissimo cornetto – Virtuoso solo music for cornetto (Dickey, Tragicomedia)

Aquele cornetto muito lascivo. Hum… Entendi. Mas, antes de lascivo, este é um excelente CD da Access com a rara música para cornetto. O cornetto é um instrumento a respeito do qual podemos dizer que fica entre o trompete e a flauta… Coloco uma foto aí embaixo para que vocês possam conhecê-lo ou reconhecê-lo. Olha, o Sr. Dickey aí do disco é um grande virtuose e faz um trabalho espetacular sobre a música da Renascença e o cornetto. Um show de bola e um grande disco. Muitas das obras apresentadas são transcrições. Tenho esta gravação em vinil e o estranho é que o conjunto que acompanha o “cornetista” atendia antes pelo nome de Tragicomedia. Sempre quis conhecer melhor algum destes grandes virtuoses de instrumentos quase mortos, mas eles existem e Bruce Dickey é um deles. Lembro de uma parábola de Kafka em que um faquir bate todos os recordes de fome mas não tem forças para dizer a ninguém que conseguiu o feito… E, claro, poucos se importam com ele.

Bassano, Bovicelli, Crecquillon, da Rore, Fontana, Frescobaldi, Gabrieli, Kempis, Merula, Palestrina: Quel lascivissimo cornetto – Virtuoso solo music for cornetto

1. Tarquinio Merula: Sonata prima per violino ò cornetto e basso
2. Cipriano da Rore: Angelus ad pastores, motetto passeggiato da Giovanni Battista Bovicelli
3. Andrea Gabrieli: Caro dolce ben mio, madrigale passeggiato da Giovanni Bassano
4. Girolamo Frescobaldi: Canzona seconda detta la Bernadinia per canto solo
5. Frescobaldi: Canzona quintadecima detta la Lievoratta per due bassi
6. Frescobaldi: Canzona decimanona detta la Capriola per canto e basso
7. Giovanni Palestrina: Io son ferito ahi lasso, madrigale passeggiato da Bovicelli
8. Thomas Crecquillon: Onques amour, chanson à 5
9. Crecquillon: Onques amour, chanson passeggiato da Bassano
10. Giovanni Battista Fontana: Sonata seconda
11. Palestrina: Pulchra es amica mea, motetto passeggiato da Francesco Rognoni Taeggio
12. Crecquillon: Petite fleur, chanson à 5
13. Crecquillon: Petite fleur, chanson passeggiato da Girolamo Dalla Casa
14. Nicolaus à Kempis: Sonata per violino solo

Bruce Dickey (cornetto)
Stephen Stubbs (chitarrone, viheula)
Erin Headley (viola da gamba)
Andrew Lawrence-King (double harp, renaissance harp, organ)

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Antonio Caldara (1670-1736): Maddalena ai piedi di Cristo (Jacobs)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este estupendo CD duplo traz o especialista em música barroca René Jacobs com um super time num lançamento da Harmonia Mundi alemã. Tudo perfeito se acrescentarmos que Maddalena ai piedi di Cristo é uma obra-prima.

Trata-se de um disco para ouvir e comprar. Ah, mas quem é Caldara? Eu também conhecia pouco, mas fiquei espantadíssimo com esta gravação multi-premiada.

Antonio Caldara foi um compositor italiano do período barroco, conhecido como compositor de óperas, cantatas e oratórios. Caldara nasceu em Veneza em uma família de músicos. Seu primeiro professor foi seu pai, Giuseppe, que foi violinista. Aos onze anos, estudou sob a direção de Giovanni Legrenzi, foi corista na Catedral de San Marco em Veneza, onde aprendeu vários instrumentos. Em 1699 mudou-se para Mântua, onde se tornou Mestre di cappella Charles IV, Duque de Mântua. Foi um dos mais prolíficos autores da sua geração. Caldara ocupou cargos importantes em Mântua, Roma e Viena, num momento em que a música vocal italiana estava a atravessar um processo de desenvolvimento rápido. Durante os anos seguintes, fez inúmeras viagens na Itália e no estrangeiro. Em 1708 é contratado pelo arquiduque Carlos, e mudou-se para Barcelona, onde compõe várias óperas que representam as primeiras óperas italianas da Península Ibérica. Caldara iria influenciar a escola de Mannheim, bem como Haydn e Mozart.

Antonio Caldara (1670-1736): Maddalena ai piedi di Cristo (Jacobs)

CD 1
1. Part 1. No. 1. Sinfonia
2. Part 1. No. 2. Aria. Dormi, o cara, e farmi il sonno
3. Part 1. No. 3. Recitativo. Così godea la mente
4. Part 1. No. 4. Aria. Deh, librate amoretti
5. Part 1. No. 5. Recitativo. Del sonno lusinghiero
6. Part 1. No. 6. Aria. La ragione, s’un’alma conseglia
7. Part 1. No. 7. Recitativo. Così sciolta da’lacci de’ sui error
8. Part 1. No. 8. Allegro. Alle vittorie
9. Part 1. No. 9. Recitativo. Oimè, troppo importuno
10. Part 1. No. 10. Aria. In un bivio è il mio volere
11. Part 1. No. 11. Recitativo. Maddelena, nel cielo fissa la sguardo
12. Part 1. No. 12. Aria. Spera, consolati
13. Part 1. No. 13. Recitativo. Troppo dura è la legge
14. Part 1. No. 14. Aria. Fin che danzan le grazie sul viso
15. Part 1. No. 15. Recitativo. Germana, al ciel, deh, volgi
16. Part 1. No. 16. Aria. Non sdegna il ciel le lacrime
17. Part 1. No. 17. Recitativo. Omai spezza quel nodo
18. Part 1. No. 18. Aria. Pompe inutili
19. Part 1. No. 19. Recitativo. E voi, dorati crini
20. Part 1. No. 20. Aria. Il sentier ch’ora tu prendi
21. Part 1. No. 21. Recitativo. Maddalena, coraggio!
22. Part 1. No. 22. Aria. Dilenti non più vanto
23. Part 1. No. 23. Recitativo. Dell’anima tua grande
24. Part 1. No. 24. Aria. Vattene, corri, vola
25. Part 1. No. 25. Recitativo. Marta, ho risolto
26. Part 1. No. 26. Aria. Voglio piangere
27. Part 1. No. 27. Recitativo. A tuo dispetto, Amor Terreno
28. Part 1. No. 28. Duetto. La mia virtude

CD 2
1. Part 2. No 1. Sinfonia
2. Part 2. No 2. Recitativo. Donna grande e fastosa
3. Part 2. No 3. Aria. Parti, che di virtù il gradito splendore
4. Part 2. No 4. Recitativo. Cingan pure quest’alma
5. Part 2. No 5. Aria. Chi con sua cetra
6. Part 2. No 6. Recitativo. Maddalena, deh, ferma!
7. Part 2. No 7. Aria. In lagrime stemprato il cor qui cade
8. Part 2. No 8. Recitativo. Oh ciel, chi vide mai la penitenza
9. Part 2. No 9.Aria. Ride il ciel e gl’astri brillano
10. Part 2. No 10. Recitativo. A tuo dispetto, Amor Terreno
11. Part 2. No 11. Aria. Me ne rido di tue glorie
12. Part 2. No 12. Recitativo. Se non ho forza a superar costei
13. Part 2. No 13. Aria. Orribili, terribili
14. Part 2. No 14. Recitativo. Maddalena, costanza
15. Part 2. No 15. Aria. O fortunate lacrime
16. Part 2. No 16. Recitativo. Mio Dio, mio Redentor
17. Part 2. No 17 .Aria. Chi drizzar di pianta adulta
18. Part 2. No 18. Recitativo. D’esser costante, o mio Gesù, non temo
19. Part 2. No 19. Aria. Per il mar del pianto mio
20. Part 2. No 20. Recitativo. L’atto immenso che, uscito
21. Part 2. No 21. Aria. Del senso soggiogar
22. Part 2. No 22. Recitativo. Di miei dardi possenti
23. Part 2. No 23. Aria. Da quel strale che stilla veleno
24. Part 2. No 24. Recitativo. Sempre dagl’astri scende
25. Part 2. No 25. Aria. Questi sono arcani ignoti
26. Part 2. No 26. Recitativo. Cittadini del ciel
27. Part 2. No 27. Aria. Sù, lieti festeggiate
28. Part 2. No 28. Recitativo. Voi, che in mirarmi oppresso ogn’or godete
29. Part 2. No 29. Aria. Voi del Tartaro
30. Part 2. No 30. Recitativo. Va dunque Maddalena
31. Part 2. No 31. Aria. Chi serva la beltà

Maddalena – Maria Christina Kiehr
Marta – Rosa Dominguez
Amor Terreno – Bernarda Fink
Amor Celeste – Andreas Scholl
Fariseo – Ulrich Messthaler
Cristo – Gerd Türk

Chiara Banchini: violin, dir.

Schola Cantorum Basiliensis
René Jacobs (cond.)

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Antonio Caldara

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