Vamos continuar com a série dedicada a Grieg, trazendo sua desprezada sinfonia, como atesta o próprio autor:
-‘Must never be performed, E. G. ’
Nunca deve ser tocada. A insatisfação de Grieg com a única sinfonia que compôs foi tão grande que se propôs a colocar essa observação na própria partitura. Curioso, não acham? Mas leiam o comentário do maestro Bjarte Engeset no booklet em anexo:
“(…) Mas não houve tais reservas quanto ao nosso trabalho de gravá-lo! Desde o primeiro compasso, fomos apanhados em seu energia positiva e juvenil, e pelo potencial de suas muitas novas ideias musicais. Tivemos que responder com a mesmo energia, sinceridade e coragem que sentimos irradiando das notas. Alguns estudiosos de Grieg afirmaram que o segundo o tema do primeiro movimento é “bastante desinteressante em seu movimento em escala”. Este mesmo tema nos fascinou profundamente devido à originalidade da sua forma, e sentimos que devíamos tocá-la a alta temperatura, com grande generosidade, expressividade e rubato inato.”
E creio que seja com esta determinação que devemos ouvir esta obra. Pode não ser nenhuma obra prima, mas tem suas qualidades. Como sempre, sugiro a leitura do booklet, que tem uma belíssima introdução do maestro responsável por estas gravações que tenho trazido para os senhores, Bjarte Engeset. Espero que apreciem.
01. Symphony in C minor, EG.119 – I. Allegro molto
02. II. Adagio espressivo
03. III. Intermezzo
04. IV. Finale. Allegro molto vivace
05. Old Norwegian Romance with Variations, op.51
06. Three Orchestral Pieces from ‘Sigurd Jorsalfar’, op.56 – I. Prelude ‘In The King’s Hall’
07. II. Intermezzo ‘Borghild’s Dream’
08. III. Homage March