Dmitri Shostakovich (1906-1975): Complete Symphonies – Kirill Kondrashin

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Complete Symphonies – Kirill Kondrashin

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Há exatamente 100 anos atrás, no dia 7 de novembro de 1917 do calendário gregoriano, e 25 de outubro do calendário juliano, soldados armados, sob ordens do Comitê Militar Revolucionário do Soviete de Petrogrado, tomavam pontos chaves da cidade que, até Fevereiro daquele ano, fora símbolo de opulência da autocracia czarista. Era um golpe que se realizava? Um banho de sangue? Um complô?

UM BREVE RESUMO DA REVOLUÇÃO: DE 1905 A 1917*

Do ponto de vista econômico, em 1905, a Rússia era um país majoritariamente agrário, mas portador de um importante setor industrial financiado pelo capital estrangeiro e de grandes pólos urbanos industriais como São Petersburgo e Moscou. Cerca de 80% da população vivia no campo e praticava uma agricultura rudimentar sob um regime de semi-servidão e em situação de miséria. Nas cidades, os operários tinham jornadas de trabalho de até 15 horas e baixos salários. No campo político, todo o poder se concentrava nas mãos do czar, apoiado na nobreza feudal.

Em janeiro de 1905, uma multidão liderada pelo padre Gueórgui Gapon se dirigiu ao Palácio de Inverno de São Petersburgo, residência do czar, reivindicando melhores condições de vida e trabalho. As massas foram recebidas a tiros. O massacre entrou para a história como o “Domingo Sangrento” e desencadeou a Revolução Russa de 1905. Este episódio é bem retratado por um dos filmes mais importantes da história do cinema, O encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein, que traz uma imagem do período, mostrando a rebelião dos marinheiros do navio de guerra Potemkin e o apoio da população.

Foi nesses levantes que surgiram os sovietes (conselhos de trabalhadores), instrumentos de auto-organização compostos por representantes eleitos nos locais de trabalho. Sua finalidade era organizar as greves e a resistência, mas, quando as atividades econômicas foram interrompidas pelas paralisações, os sovietes tiveram de assumir também funções de governo, cuidando da segurança pública e providenciando os serviços essenciais.

O czarismo conseguiu controlar as revoltas, dissolver os sovietes e se manter no poder. No entanto, esses eventos prepararam as Revoluções de 1917: a experiência dos sovietes ensinou às massas um modo de se organizar e as lutas obrigaram os grupos políticos, que atuavam nesses conselhos, a definirem suas estratégias.

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano da época), trabalhadoras de fábricas de São Petersburgo saíram em greve, denunciando suas condições de trabalho, a fome e a guerra. As paralisações e os atos se propagaram, culminando, após uma semana, na derrubada do czarismo.

O poder político passou para as mãos do Governo Provisório, um governo liberal formado por uma coalizão de partidos socialistas e burgueses. Os bolcheviques se mantiveram de fora. Os sovietes de operários e soldados, os sovietes de camponeses, os comitês de fábricas, os comitês de soldados no front, todos os organismos e ferramentas organizativas que permitiram o combate à velha ordem passaram a exigir do novo governo o atendimento a suas reivindicações, entre as quais a saída da Primeira Guerra Mundial e a solução do problema agrário.

O livro-reportagem Dez dias que abalaram o mundo, do jornalista norte-americano John Reed, descreve esse momento: “A revolução já completava oito meses e tinha pouca coisa a mostrar… Enquanto isso, os soldados começaram a resolver a questão da paz por conta própria, simplesmente desertando; os camponeses incendiavam propriedades rurais e ocupavam latifúndios; os operários sabotavam e faziam greves”.

Os bolcheviques passaram a defender não apenas a transferência do poder para os proletários e camponeses pobres, mas também um programa socialista para a Rússia. Em 7 de novembro (25 de outubro), tendo obtido a maioria nos sovietes das principais cidades, os líderes bolcheviques decidiram que havia chegado a hora da tomada do poder. O Palácio de Inverno de São Petersburgo, sede do Governo, foi ocupado pelos insurgentes. Concretizava-se a Revolução de Outubro.

ALGUMAS QUESTÕES POLÊMICAS SOBRE OUTUBRO

Quem assistiu o Fantástico no domingo do dia 29 de outubro viu uma pequena reportagem sobre a Revolução Russa. Lá, o apresentador diz que a Revolução de Fevereiro foi “apartidária”. Tirando o fato de que este termo é anacrônico para designar o acontecimento, há nesta afirmação uma imprecisão: a revolução de fevereiro foi inesperada, isto é, não foi planejada, portanto, foi uma insurreição sem planejamento prévio de um partido. Mas de forma alguma ela foi feita sem nenhuma consciência política das massas de trabalhadores operários, soldados e camponeses. Ela se deu graças ao trabalho, de anos a fio, realizado pelos partidos socialistas desde a fundação do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) em 1898. Em 1903, em seu Segundo Congresso, uma divergência sobre a forma de organização dos militantes dividiu o POSDR entre a maioria dos delegados do congresso (bolcheviques) e a minoria (mencheviques). Apenas nesse momento os bolcheviques foram maioria. Essa cisão, na prática, formaria dois partidos diferentes, que atuaram ambos em prol de uma revolução, mas com táticas diferentes. Os mencheviques se tornariam muito mais numerosos, devido a própria concepção de partido, que era mais aberto a dissidências internas e menos disciplinado, focado mais na adesão de novos membros do que na formação de líderes disciplinados.

Lênin, líder dos bolcheviques, tinha uma concepção de organização que basicamente visava a formação de militantes como quadros (líderes) políticos, tanto entre intelectuais quanto entre operários, sendo estes centralizados em torno daquilo que o Partido deliberasse em conjunto. Tal concepção se devia, em parte, do próprio contexto em que a Rússia vivia, o de uma autocracia que perseguia, prendia e censurava os dissidentes políticos. Para lidar com essa situação, era preciso formar militantes extremamente organizados, disciplinados e bem formados na teoria e na prática revolucionária. Numa semelhança e, ao mesmo tempo, numa oposição à concepção de políticos profissionais do sociólogo burguês Max Weber em sua conferência “A Política Como Vocação”, Lênin idealizava a formação de revolucionários profissionais, isto é, revolucionários por vocação. Foi essa concepção organizativa que permitiu com que os bolcheviques formassem diversos líderes políticos entre os próprios trabalhadores industriais de São Petersburgo e Moscou.

Em fevereiro de 1917, antes da revolução, Lênin, Zinoviev, Kameniev e outros líderes dos bolcheviques estavam todos exilados ou presos. Trótski, que ainda não aderira aos bolcheviques, mas que fora líder da Revolução de 1905, estava exilado nos EUA. Os membros do Comitê Central do Partido Bolchevique, que estavam na Rússia no momento da Revolução, não souberam lidar com o momento, que fora totalmente inesperado; foi a base operária, extremamente “trabalhada na propaganda bolchevique” (segundo um relatório policial da época), que dirigiu a Revolução de Fevereiro. O programa político, ou seja, as direções que a Revolução deveria tomar dali para frente, seria objeto de disputa dentro e fora do Partido até outubro, tendo seu ponto de virada nas Teses de Abril que Lênin elabora em seu retorno à Rússia.

A diferença entre Fevereiro e Outubro são, então, basicamente duas: a tomada do poder e o planejamento da revolução; em fevereiro a revolução se realiza sem um programa político definido e nem um planejamento prévio, e, por isso, não toma o poder, mas apenas derruba o antigo; ao contrário, outubro toma o poder político com um programa político definido (todo poder aos sovietes, paz imediata, terra para os camponeses, controle das fábricas pelos operários, etc.), mas é deliberadamente planejada, não é espontânea.

A Revolução de Outubro é realizada sob a direção dos bolcheviques. Após meses pressionando os mencheviques e social revolucionários do Governo Provisório a abandonar a aliança com a burguesia e tomar o poder sozinhos (assim poderiam conseguir coisas a que a burguesia se opunha, como a paz imediata), as massas se voltam para os bolcheviques. Estes, ao contrário do que acusam os detratores, não tomam o poder apenas pelo Partido, mas pelos sovietes. Se fosse para tomar o poder com uma minoria, poderiam tê-lo feito em julho, quando ainda não tinham a maioria de delegados nos sovietes, mas tinham uma imensa massa e operários e soldados que os empurravam para tomar o poder. Somente após o fracasso do golpe que Kerensky trama com o general Kornilov em agosto, as massas passam a desacreditar totalmente no Governo Provisório e se voltam aos bolcheviques. A partir daí eles se tornam maioria nos conselhos. A partir desse momento, Lênin, avaliando as condições favoráveis, pressiona o Partido com toda a força para que tome o poder. É criado o Comitê Militar Revolucionário por iniciativa dos próprios mencheviques. Trótski se torna presidente do Soviete de Petrogrado e já tendo aderido aos bolcheviques, vai elaborar no Comitê Militar Revolucionário, junto dos operários e soldados, além de outros bolcheviques, os planos para a insurreição armada em Petrogrado.

Em todos os Congressos de Sovietes pela Rússia, ocorridos em Outubro, antes da revolução, a resolução pelo poder dos sovietes é aprovada. Ou seja, em toda a Rússia a questão da tomada do poder por um órgão revolucionário das massas é colocado publicamente e é aprovada por todos. Mesmo com todos os jornais burgueses acusando diariamente e incessantemente os bolcheviques de espiões alemães e outras calúnias do tipo. Mesmo sendo um partido relativamente pequeno se comparado aos outros. É interessante notar, assim como notaram Marx e Engels no Manifesto Comunista, que a classe trabalhadora, por ser a única classe revolucionária, é a única que pode declarar abertamente seus objetivos: a tomada do poder pela maioria, a socialização dos meios de produção, trabalho obrigatório a todos, etc. A burguesia, desde que subiu ao poder, se viu obrigada a esconder seus interesses sob declarações e palavras de ordem vagas, como, por exemplo, hoje ela tenta enfiar uma reforma da previdência goela abaixo sob o mote de “ser melhor para o trabalhador”, mal tem coragem de mascarar direito a mentira. Na Revolução Russa não foi diferente, sob o signo de “guerra pela pátria e pela Revolução”, os burgueses e os “socialistas” do Governo Provisório mantiveram a guerra a serviço da Entente sob negociações secretas, até que uma declaração de um deles foi vazada, o que deu novo impulso às massas em direção do que viria a ocorrer em outubro.

As massas aderem à revolução pois os sovietes assim deliberam. A maior parte daqueles que seguiram os bolcheviques na Revolução de Outubro o fizeram em conformação com o que fora deliberado pela maioria, muitas vezes quase unânime, dos delegados nos sovietes. Embora fossem em grande número os operários industriais da cidade que seguiriam os bolcheviques independentemente dos sovietes, a grande maioria da população da Rússia, que são os camponeses, soldados ou não, se guiam politicamente não pelo Partido, mas, pelos sovietes, onde, a partir de setembro de 1917, os bolcheviques serão maioria, e portanto, deliberarão conforme a vontade desta.

É curioso notar que no dia da insurreição as ruas estavam calmas e vazias; diz um jornalista francês em Petrogrado que jamais se sentira tão bem protegido (TROTSKY, 1967, P. 897). Isso não significa que as massas não estavam presentes. Pelo contrário, três dias antes, dia 22 de outubro, os bolcheviques marcaram encontros públicos em Petrogrado que inundaram a cidade de gente. Esses meetings tinham o objetivo de medir o ânimo das massas pela Revolução, e tiveram imenso sucesso, levando milhares de pessoas para discutir política abertamente em espaços públicos cheios de jovens, mulheres com crianças de colo, idosos, soldados, marinheiros, entre todo tipo de gente. No dia da insurreição não havia necessidade de jogar milhares de pessoas às ruas, podendo isso causar tumultos e confrontos. Seguindo a resolução do Comitê Militar Revolucionário, apenas trabalhadores armados, os soldados e os marinheiros são mobilizados. Os pontos chave da cidade são ocupados quase sem nenhuma resistência, e na madrugada do dia 26, o Palácio de Inverno é tomado. Kerensky, o líder do Governo Provisório, foge. O novo poder soviético e seu programa revolucionário é declarado no Congresso dos Sovietes de toda a Rússia que acontecia no mesmo dia. Desapropriação das terras dos nobres e divisão igualitária entre os camponeses, controle das fábricas pelos operários, divulgação dos tratados secretos até aquela data e abolição da diplomacia secreta, etc.

Pela primeira vez na história, as massas tomavam em suas mãos o poder de decidir sobre o rumo de seu próprio destino, não mais deixado ao capricho das classes dominantes.

A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO NO SÉCULO XX

Talvez nenhum período da história tenha sido mais decisivo para os rumos da humanidade do que a primeira parte do século XX. Muito se fala das grandes guerras imperialistas (não dessa forma, obviamente), mas pouco falam das revoluções. Nos meses seguintes a Revolução de Outubro, três outras revoluções se seguiriam na Europa: A Revolução Húngara de 1918-1919, o Biênio Vermelho na Itália e a trágica Revolução Alemã, que, certamente, foi decisiva para os rumos da própria revolução na Rússia.

Assim como o capitalismo só pôde crescer e se desenvolver ao envolver o mundo todo numa rede que definiu a divisão internacional do trabalho e os papéis de cada país no estabelecimento da democracia liberal e a ditadura do capital, o socialismo só poderia sobreviver, segundo compreendiam Lênin e Trótski, se se expandisse ao resto do mundo, promovendo a democratização dos meios de produção e a radicalização da democracia política. Não de cima para baixo, por imposição, mas pela própria continuação do efeito em cadeia de uma revolução, e a organização, a nível internacional, dos trabalhadores. A Revolução Russa, apesar dos fracassos das outras revoluções, conseguiu sobreviver isolada, mas ao custo de sofrer uma transfiguração que arruinaria não só seu futuro, mas o futuro de outras revoluções pelo mundo nas décadas seguintes.

SHOSTAKOVICH E A UNIÃO SOVIÉTICA

Neste contexto contraditório é que se desenvolveu um dos maiores compositores do século XX, e certamente o maior compositor soviético, Dmitri Shostakovich.

Sua trajetória pessoal e artística exprime direta ou indiretamente os conflitos de uma revolução transfigurada. Sabemos que Shostakovich foi limitado pelos interesses da burocracia stalinista, mas a arte não necessariamente precisa ser livre para florescer. Ora, se assim fosse, como que a arte teria florescido com tanto vigor como a música no século XVIII floresceu na Europa, numa sociedade de corte extremamente regrada, onde os músicos eram serventes lacaios dos caprichos da nobreza em seu auge histórico? A liberdade é necessária para a arte burguesa, e Mozart, vivendo na transição dessas duas sociedades, a aristocrática para a burguesa, sentiu na pele a contradição entre uma e outra. Desejava compor e viver como um burguês, mas as condições políticas e sociais ainda não eram tais para que pudesse usufruir da liberdade burguesa, quem ainda ditava as regras eram os nobres. Beethoven, que vivendo alguns anos após Mozart, conseguiu usufruir dessa liberdade de criação como poucos. (ELIAS, 1994)

Muito depois da morte de Mozart, a liberdade burguesa acabou por se tornar cada vez mais decadente, atingindo o auge do decadentismo na virada do século XIX para o XX. O músico, a partir dali, tinha liberdade de criar o que era demandado pelo mercado, e somente com muito esforço arranjaria algum tempo para criar algo que não fosse imposto pelo mercado musical da época. Hoje essa “liberdade” é mais sufocante do que nunca. Mas por que digo tudo isso?

O socialismo não visa acabar com a liberdade de criar, na verdade, ele visa expandi-la. A partir do momento em que o músico, o escritor, o poeta, o cineasta, etc. não precise mais se preocupar com suas necessidades básicas (comer, dormir, morar, etc.) pois o mínimo de trabalho já lhe proporcionará tudo isso, ele terá todo tempo livre do mundo para criar obras das mais variadas espécies. Não de forma desligada de sua realidade, mas, pelo contrário, em maior sintonia com a sociedade de que depende a para a qual contribui.

Infelizmente na União Soviética tal liberdade socialista não foi possível, tanto pelo ditames do regime, quanto pelas próprias dificuldades econômicas pelas quais passou em seu desenvolvimento isolado. Mas isso não impediu que Shostakovich criasse obras que marcaram compositores e plateias pelo mundo todo, apesar das dificuldades econômicas que encontrou nos momentos em que foi cerceado. Só a história de sua Sétima Sinfonia, “Leningrado”, já rende bons calafrios. Esse é um belo exemplo de como a música erudita conseguiu desempenhar um papel social e romper em alguma medida a barreira entre música erudita e popular. Se pensarmos também na Sinfonia No. 11, “O ano de 1905”, ouviremos várias referências a canções revolucionárias populares, como, por exemplo, a referência a “Tu caíste, como vítima, na luta!” no terceiro movimento, o Adagio.

A música de Shostakovich seria um bom exemplo daquilo que o italiano Antonio Gramsci chamou de “nacional popular”, isto é, uma música que estabelece uma identidade nacional e de classe. Infelizmente Shostakovich era um pouco nacionalista demais, mais do que era socialista, consequência das contradições a que estava submetido na União Soviética, mas tinha uma concepção de mundo em favor dos oprimidos, e, não à toa, por exemplo, faz várias referências ao sofrimento dos judeus, sendo o ápice dessa homenagem a Sinfonia Nº14, “Babi Yar”.

Em Shostakovich a melodia é central e age quase como uma fala, nela encontramos a paródia, o hino e o fúnebre. (ANDRADE, 2013) A paródia de seus inimigos, o hino à nação e à Revolução e o fúnebre em memória dos oprimidos. Encontramos a inventividade criativa de um vanguardista e o compositor popular das massas, sendo, nas duas ocasiões, extremamente apolíneo.

Trago a vocês as sinfonias completas deste grande compositor, regidas por Kirill Kondrashin. Embora Shostakovich não seja o maior modelo de compositor revolucionário engajado e revolucionário, é o resultado vivo das contradições e dos desafios da construção de um sonho. Sonho este que, apesar de passado cem anos de calúnias, mentiras e esquecimento proposital, não morreu, e hoje, mais do que nunca, se mostra como uma necessidade frente aos problemas de nosso tempo. Esta história, tanto do artista como da Revolução, deve ser lembrada e discutida, para que aprendamos com ela, superemos seus erros, e façamos que o impossível seja inevitável mais uma vez.

Referências:
* Retirado de http://www.usp.br/cinusp/
ANDRADE, Mario. FRAGELLI, Pedro. Engajamento e sacrifício: o pensamento estético de Mário de Andrade. Rev. Inst. Estud. Bras. [online]. 2013, n.57, pp.83-110. http://www.scielo.br/pdf/rieb/n57/04.pdf
COUTINHO, Carlos Nelson (org.). O leitor de Gramsci. São Paulo: Civilização Brasileira, 2011.
ELIAS, Norbert. Mozart: Sociologia de um gênio. São Paulo: Zahar, 1994
MARX, Karl. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 1998.
REED, John. Dez Dias Que Abalaram o Mundo. São Paulo: PENGUIN COMPANHIA, 2010.
TROTSKY, Leon. A História da Revolução Russa. Rio de Janeiro: Editora Saga, 1967.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphonies 1-15, Symphonic Poems, Cantata and violin concerto. Conducted by Kirill Kondrashin

CD1

Symphony No. 1 In F Minor, Op. 10
01 Allegretto. Allegro Non Troppo
02 Allegro
03 Lento
04 Allegro Molto

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

05 Symphony No. 2 In B Major, Op. 14 “To October” (Text By A. Bezymensky)

06 Symphony No. 3 For Orchestra And Choir In E Flat Major, Op. 20 “The First Of May’ (text by S. Kirsanov)

Russian State Choral Chapel
Alexander Yurlov, chorus master
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD2

Symphony No. 4 In C Minor, Op. 43
01 Allegretto Poco Moderato
02 Moderato Con Moto
03 Largo

04 October, Symphonic Poem, Op. 131

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD3

Symphony No. 5 In D Minor, Op. 47
01 Moderato
02 Allegretto
03 Largo
04 Allegro Non Troppo

Symphony No. 6 In B Minor, Op. 54
05 Largo
06 Allegro
07 Presto

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD4

Symphony No. 7 In C Major, Op. 60 (“Leningrad”)
01 Allegretto
02 Moderato (Poco Allegretto)
03 Adagio
04 Allegro Non Troppo

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD5

Symphony No. 8 In C Minor, Op. 65
01 Adagio
02 Allegretto
03 Allegro Non Troppo
04 Largo
05 Allegretto

Moscow Philharmonics Symphony Orchestra

06 The Sun Shines On Our Motherland Cantata, Op. 90 (text by Ye. Dolmatovski)

Boys’ Choir Of The Moscow Choral College
Russian State Choral Chapel
Alexander Yurlov, chorus master
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD6

Symphony No. 9 In E Flat Major, Op. 70
01 Allegro
02 Moderato
03 Presto
04 Largo
05 Allegretto

Yuri Nekludov, basoon
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

Symphony No. 10 In E Minor, Op. 93
06 Moderato
07 Allegro
08 Allegretto
09 Andante. Allegro

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD7

Symphony No. 11 In G Minor “1905”, Op. 103
01 Дворцовоая площадь (Palace Square). Adagio
02 Девятое Января (January The Ninth). Adagio
03 Вечная память (Eternal Memory). Adagio
04 Набат (Tocsin). Allegro Non Troppo – Allegro – Adagio – Allegro

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD8

Symphony No. 12 In D Minor “1917”, Op. 112 (In Memory of V.I. Lenin)
01 Революционный Петроград. Revolutionary Petrograd. Moderato. Allegro
02 Разлив. Razliv (The Flood). Allegro. Adagio
03 “Аврора”. “Aurora”. L’istesso Tempo. Allegro
04 Заря человечества. The Dawn Of Humanity. L’istesso Tempo. Allegretto

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

05 The Execution Of Stepan Razin, Op. 119 (Yevgeni Yevtushenko)

Vitaly Gromadski, bass
Russian State Choral Chapel
Alexander Yurlov, chorus master
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD9

Symphony No. 13 For Bass Soloist, Choir Of Basses, And Symphony Orchestra In B Flat Minor, Op. 113 (“Babi Yar”) (text by Yevgeni Yevtushenko)
01 Бабий Яр (Babiy Yar). Adagio
02 Юмор (Humour). Allegretto
03 В магазине (At The Store). Adagio
04 Страхи (Fears). Largo
05 Карьера (Progress). Allegretto

Artur Eizen, bass
Russian State Choral Chapel
Alexander Yurlov, chorus master
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

CD 10

Symphony No. 14 For Soprano, Bass And Chamber Orchestra, Op. 135
01 De Profundis. Adagio
02 Malagueña. Allegretto
03 La Loreley. Allegro Molto. Adagio
04 Le Suicidé. Adagio
05 Les Attentives (On Watch). Allegretto
06 Les Attentives II (Madam, Look). Adagio
07 Ala Santé (In Prison). Adagio
08 Réponse Des Cosaques Zaporogues Au Sultan De Constantinople. Allegro
09 O Delvig, Delvig! Andante
10 Des Tod Des Dichters (The Death Of The Poet). Largo
11 Scheußtück (Conclusion). Moderato

Yevgeni Nesterenko, bass
Yevgenia Tselovalnik, soprano
Ensemble Of Soloists Of Moscow Philharmonic Academic Symphony Orchestra
text in 1 and 2 by Federico Garcia Lorca
text from 3 to 8 by Guillaume Apollinaire
text in 9 by Wilhelm Küchelbecker
text in 10 and 11 by Rainer Maria Rilke

CD11

Symphony No. 15 In A Major, Op. 141
01 Allegretto
02 Adagio
03 Allegretto
04 Adagio. Allegretto

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra

Concerto For Violin And Orchestra No. 2 In C Sharp Minor, Op. 129
05 Moderato
06 Adagio
07 Adagio. Allegro

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra
David Oistrakh, violin

CDs 1-4
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CDs 5-8
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CDs 9-11
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"A historia de uma revolução é para nós, antes de tudo, a história da entrada violenta das massas no domínio de decisão de seu próprio destino" - L. Trótski
“A historia de uma revolução é para nós, antes de tudo, a história da entrada violenta das massas no domínio de decisão de seu próprio destino”
– L. Trótski

Luke

Marcos Portugal: Le donne cambiate (As damas trocadas)

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Portugal: Le Donne Cambiate
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
01: Le Donne Cambiate – Overture
02: Le Donne Cambiate – Act 1: Trio
03: Le Donne Cambiate – Act 1: Aria
04: Le Donne Cambiate – Act 1: Quartet
05: Le Donne Cambiate – Act 1: Recitative & Duet
06: Le Donne Cambiate – Act 1: Cavatina
07: Le Donne Cambiate – Act 1: Recitative & Minuet
08: Le Donne Cambiate – Act 2: Recitative & Aria
09: Le Donne Cambiate – Act 2: Duet
10: Le Donne Cambiate – Act 3: Aria
11: Le Donne Cambiate – Act 3: Aria
12: Le Donne Cambiate – Act 3: Recitative & Aria
13: Le Donne Cambiate – Act 3: Finale

Portugal: Le Donne Cambiate – 2000
City Of London Sinfonia
Maestro Álvaro Cassuto

Outro CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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320 kbps – 175,1 MB – 1,1 h
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Boa audição.

modernidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. B. B. King – Deuces wild

Captura de Tela 2017-11-03 às 17.20.37
Em memória do imenso B. B. King
1925 – 2015
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Deuces wild – 1997
B. B. King & Friends

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01. If you love me (B.B. King & Van Morrison)
02. The Thrill Is Gone (B.B. King & Tracy Chapman)
03. Rock Me Baby (B.B. King & Eric Clapton)
04. Please send me someone to love (B.B. King & Mick Hucknall)
05. Baby I Love You (B.B. King & Bonnie Raitt)
06. Ain’t Nobody Home (B.B. King & D’Angelo)
07. Pauly’s Birthday Boogie (B.B. King & Jools Holland)
08. There Must Be a Better World Somewhere (B.B. King & Dr. John)
09. Confessin’ the Blues (B.B. King & Marty Stuart)
10. Hummingbird (B.B. King & Dionne Warwick)
11. Bring it home to me (B.B. King & Paul Carrack)
12. Paying the Cost to Be the Boss (B.B. King & Roling Stones)
13. Let the Good Times Roll (B.B. King & Zucchero)
14. Dangerous Mood (B.B. King & Joe Cocker)
15. Keep It Coming (B.B. King & Heavy D)
16. Crying Won’t Help You (B.B. King & David Gilmour & Paul Carrack)
17. Night life (B.B. King & Willie Nelson)

Palhinha: ouça 01. If you love me (B.B. King & Van Morrison)

B. B. King – Deuces wild – 1997

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MP3 320 kbps – 176,4 MB – 1,2 h
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Boa audição.

Captura de Tela 2017-11-03 às 17.25.06

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

The Classical Clarinet (Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

Esse é um CD imperdível. Para começar a brincadeira, Poulenc. Por experiência própria, posso dizer que essa sonata é difícil pra caramba. Exige muita técnica do clarinetista, que é claro é muito bom.  A sonata de Saint-Saens tem um daqueles temas que entram na sua cabeça e não saem mais. Saens opta por não mostrar o lado mecânico do instrumento, mas sim o lado melódico. Tanto é que até para o piano é fácil.

Quase todos os compositores são do século 20, o que deixa a coisa muito legal. Ouvindo o CD vc tem a nítida impressão de que os compositores querem tirar ao máximo do instrumento, seja melodicamente, seja mecanicamente.

Enfim. Ouça e depois diga o que achou do disco. Boa audição,

The Classical Clarinet ( Poulenc, Saint-Saens, Stravinsky, Weber, Mendelssohn, Schumann, etc.)

CD1
Francis Poulenc – Sonata for Clarinet and Piano
01 – Allegro Tristamente
02 – Romanzza
03 – Allegro com Fuoco
Claude Debussy – Première Rapsodie for Clarinet and Piano
04 – Lento, Moderement animé, Scherzando anime
Camille Saint-Säens – Sonata for Clarinet and Piano
05 – Allegreto
06 – Allegro Animato
07 – Lento
08 – Molto Allegro – Allegreto
Henri Büsser – Pastorale
09 – Andante – Allegro
Igor Stravinsky – Three pieces for Clarinet Solo
10 – Molto Tranquillo
11 – Vivace
12 – Vivacíssimo
Bohuslav Martinu – Sonatina for Clarinet and Piano
13 – Moderato
14 – Andante
15 – Poco Allegro
Malcolm Arnold – Sonatine for Clarinet and Piano
16 – Allegro com Brio
17 – Andantino
18 – Furioso

CD2
Carl Maria Von Weber- Grand Duo Concertanto
01 – Allegro con Fuoco
02 – Andante con Moto
03 – Rondo – Allegro
Harald Genzmer – Sonatine, for Clarinet and Piano
04 – Lento – Allegro
05 – Adagio
06 – Vivace
Robert Schumann – Fantasiestück for Clarinet and Piano
07 – Zart und Mit Asdruck
08 – Lebhaft
09 – Rash und mit Feuer
Alban Berg – Vier Stücke
10 – Mässig
11 – Sehr Langsam
12 – Sehr Rasch
13 – Langsam
Felix Mendelssohn-Bartholdy – Sonata for Clarinet and Piano
14 – Adagio – Allegro Moderato
15 – Andante
16 – Allegro Moderato

Henk de Graaf, Clarinet
Daniel Wayenberg, Piano

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Como não colocar uma foto de Henk de Graaf?
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Gabriel Clarinet

Italiane Baroque Sonatas & Concertos – CD 1 de 7 – Chiara Bianchini, Ensemble 415, Amandine Beyer, Gli Incogniti

frontComo diz nosso mentor PQPBach, o barroco não nos deixa de nos surpreender, mesmo depois de mais de 300 anos. Quando pensamos que já estamos devidamente familiarizados, eis que duas violinistas, a suiça Chiara Bianchini e a francesa Amandine Beyer, cavocam ainda mais nos arquivos e bibliotecas em busca destes verdadeiros tesouros musicais e se enfurnam dentro dos estúdios para nos mostrar que o Barroco é muito mais rico e diversificado do que poderíamos imaginar, e suas possibilidades, infinitas. E claro, também provam que este período da História da Música não pode ser resumido apenas com Vivaldi, Bach ou Haendel.

Trata-se aqui de uma caixa com sete (7) CDs, que trarei aos poucos, para serem melhor apreciados.

Este primeiro CD é dedicado a um cara chamado Giuseppe Valentini (1681-1753), e traz alguns de seus Concertos Grossos. Eu particulamente nunca tinha ouvido falar deste compositor, contemporâneo de Bach, de Vivaldi e de Handel, mas fiquei apaixonado pela paixão com que os músicos da Esemble 415 o interpretam: muita alma, dedicação, paixão e virtuoisismo. Podem ouvir a vontade, sem moderação.

Giuseppe Valentini (1681-1753)

01. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 1. Largo
02. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 2. Allegro
03. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 3. Grave
04. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 4. Allegro e solo
05. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 5. Presto
06. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 6. Adagio
07. Concerto No. 11 for 4 violins in A minor, Op. 7 – 7. Allegro assai
08. Concerto Grosso No. 7 in G major, Op. 7 – 1. Grave
09. Concerto Grosso No. 7 in G major, Op. 7 – 2. Fuga
10. Concerto Grosso No. 7 in G major, Op. 7 – 3. Adagio
11. Concerto Grosso No. 7 in G major, Op. 7 – 4. Vivace
12. Concerto Grosso No. 7 in G major, Op. 7 – 5. Allegro assai
13. Concerto Grosso No. 2 in D minor, Op. 7 – 1. Grave
14. Concerto Grosso No. 2 in D minor, Op. 7 – 2. Vivace
15. Concerto Grosso No. 2 in D minor, Op. 7 – 3. Allegro
16. Concerto Grosso No. 2 in D minor, Op. 7 – 4. Adagio e staccato
17. Concerto Grosso No. 2 in D minor, Op. 7 – 5. Allegro
18. Concerto Grosso No. 3 in D minor, Op. 7 – 1. Grave
19. Concerto Grosso No. 3 in D minor, Op. 7 – 2. Allegro
20. Concerto Grosso No. 3 in D minor, Op. 7 – 3. Adagio
21. Concerto Grosso No. 3 in D minor, Op. 7 – 4. Fuga
22. Concerto Grosso No. 3 in D minor, Op. 7 – 5. Allegro
23. Concerto Grosso No. 1 in A major, Op. 7 – 1. Adagio, allegro
24. Concerto Grosso No. 1 in A major, Op. 7 – 2. Vivace
25. Concerto Grosso No. 1 in A major, Op. 7 – 3. Adagio
26. Concerto Grosso No. 1 in A major, Op. 7 – 4. Allegro
27. Concerto Grosso No. 1 in A major, Op. 7 – 5. Affettuoso
28. Concerto Grosso No. 10 in A minor, Op. 7 – 1. Andante
29. Concerto Grosso No. 10 in A minor, Op. 7 – 2. Allegro
30. Concerto Grosso No. 10 in A minor, Op. 7 – 3. Grave
31. Concerto Grosso No. 10 in A minor, Op. 7 – 4. Allegro

Esemble 415
Chiara Bianchini – Violin & Director

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Chiara Bianchini
Chiara Bianchini

Creator Alme – Pe. José Maurício Nunes Garcia & Manoel A. de M. Senra & Francisco Gomes da Rocha & José R. D. de Meirelez & Jerônimo de Souza Lobo & José Joaquim da Paixão & Manoel Dias de Oliveira (Acervo PQPBach)

2agugqcCreator Alme
Coro e Orquestra Domine Maris

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O Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ) apresenta o inspiradíssimo, maravilhoso Moteto ao Pregador escrito para solista e orquestra, em duas versões: Te Christe solum novimus e Creator Alme siderum. Ambas versões possuem estrutura musical e de texto semelhantes. A musical do Creator Alme siderum é mais desenvolvida, possui longa introdução instrumental e escrita virtuosística para o solista.

A partitura da Ave Maria, de Manoel Augusto de Medeiros Senra (Séc. XIX, Coimbra, MG), é destinada a uma voz de soprano solo com acompanhamento instrumental com flauta, clarineta, piston, ophecleid, violinos I e II e contrabaixo. Para esta gravação foram incluídos violoncelo e trompa.

O Invitatorium, de Francisco Gomes da Rocha (1746-1808, Vila Rica, MG), apresenta uma escrita coral de clara textura homofônica. Os violinos realizam um contraponto elaborado à base de semicolcheias apoiadas por notas harmônicas das trompas. O baixo instrumental realiza um apoio com variantes ao baixo vocal. Obra editada por Harry Lamott Crowl, Jr.

Ária escrita para soprano solo acompanhada de conjunto de cordas, a peça Lingua benedicta de José Rodriguez Dominguez de Meirelez (séc. XIX, Pitanguí, MG), não apresenta alterações de andamento e o estilo é bastante influenciado pela ária de ópera italiana. A parte do solista tem uma escrita refinada com coloraturas de ligeiro virtuosismo.

Jerônimo de Souza Lobo (17xx-1803, Vila Rica, MG), além de compositor, atuava como violinista, organista e regente na antiga Vila Rica, atual Ouro Preto. Sua obra O Patriarcha Pauperum possui clara influência da ópera, tanto na escrita como no conteúdo.

José Joaquim da Paixão (Lisboa, c. 1770 – Funchal, c. 1820), de quem se tem poucas referências, teve algumas de suas obras circulado em terras brasileiras nos séculos XVIII e XIX. O Vere Christe possui momentos de virtuosismo percebendo-se influências do italianismo que predominou na época. O Tremit mundus muito se assemelha à obra anterior e conserva a mesma organização estrutural apresentando lirismos na voz solista apoiada pelo conjunto instrumental.

Tractos, Missa e Vésperas, de Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813), é música para o Sábado Santo. Para a Vigília são quatro os tratos, versículos que se cantam nas épocas de penitência logo após o gradual em substituição à Aleluia. Para a Missa da Tarde foram especialmente compostos todos os cânticos, exceto os que, como o Kyrie e o Glória, fazem parte do ofício ordinário.
(texto adaptado do encarte)

Palhinha: Ouça 1. Te Christe solum novimus (Moteto ao Pregador) na inspirada voz de Katya Oliveira

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
1. Te Christe solum novimus (Moteto ao Pregador)
2. Creator alme siderum (Moteto ao Pregador)

Manoel Augusto de Medeiros Senra (Séc. XIX, Coimbra, MG)
3. Ave Maria
Francisco Gomes da Rocha (1746-1808, Vila Rica, MG)
4. Invitatorium
José Rodriguez Dominguez de Meirelez (séc. XIX, Pitanguí, MG)
5. O lingua benedicta
Jerônimo de Souza Lobo (17xx-1803, Vila Rica, MG)
6. O Patriarcha pauperum (Moteto ao Pregador para a festa de São Francisco de Assis)
José Joaquim da Paixão (Lisboa, c. 1770 – Funchal, c. 1820)
7. O vere Christe (Moteto ao Pregador)
8. Tremit mundus

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
9. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 1. Cantemus Domino
10. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 2. Vinea facta est
11. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 3. Attende Caelum
12. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 4. Sicut servus – Alleluia
13. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 5. Confitemini
14. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 6. Laudate Dominum
15. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 7. Vespere autem
16. Tractos, Missa e Vésperas de Sábado Santo 8. Magnificat

Creator Alme – 2005
Coro e Orquestra Domine Maris, regente: Modesto Flávio
Soprano solo: Katya Oliveira
Mezzo-Soprano: Edinea Pacheco Stikan
Baixo (convidado): Lício Bruno
Tenor: Fabrício Miyakawa

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MP3 – 320kbps – 159,7 MB – 1,1 horas
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MAX RIP | FLAC 693,3 MB | HQ Scans 31.0 MB |

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Boa audição!

mares-nunca-dantes-navegados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611): The Mystery of the Cross – The Sixteen

2450pa8The Mystery of the Cross
Tomás Luis de Victoria – The Sixteen

 

“…music Christophers was born to conduct.”
BBC Radio Three, Record Review

“This is what recording should be about…excellent performances and recorded sound…beautiful and moving.”
Gramophone

Estudioso, místico, sacerdote, cantor, organista e compositor – seis pessoas em uma só – é por esse motivo, simplesmente, que Victoria é o compositor mais marcante do Renascimento. Ele dedicou sua vida à igreja, e as suas obras revelam uma paixão sincera de tal forma que há momentos, durante sua execução, que nos sentimos quase esmagados pela sua intensidade. Esta série de Victoria pretende mostrar não só a profunda emoção sentida no período da Quaresma, mas também sua capacidade de ser alegremente inventivo e altamente sensual, como no seu tratamento de textos de “O Cântico dos Cânticos”. Harry Christophers

Victoria: The Mystery of the Cross
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)/Bible – Old Testament
01. Lamentations for Maundy Thursday – Lectio I: Incipit lamentatio Jeremiae
02. Lamentations for Maundy Thursday – Lectio II: Et egressus est
03. Lamentations for Maundy Thursday – Lectio III: Manum suam
04. Lamentations for Maundy Thursday – Hymn: Vexilla Regis (more hispano)
05. Lamentations for Good Friday – Lectio I: Cogitavit Dominus
06. Lamentations for Good Friday – Lectio II: Matribus suis dixerunt
07. Lamentations for Good Friday – Lectio III: Ego vir videns
08. Lamentations for Good Friday – Hymn: Pange Lingua (more hispano)
09. Lamentations for Holy Saturday – Lectio I: Misericordiae Domini
10. Lamentations for Holy Saturday – Lectio II: Quomodo obscuratum
11. Lamentations for Holy Saturday – Lectio III: Incipit oratio Jeremiae

Victoria: The Mystery of the Cross – 2004
The Sixteen
Director: Harry Christophers

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MP3 320 kbps – 170,9 MB – 1,2 h
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Boa audição.

solidao

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu espero que ninguém venha me perguntar sobre a Sinfonia Nº 37, né? Por muito tempo pensou-se que era de Mozart, mas, em 1907, Lothar Perger, descobriu que a pretensa 37ª de Mozart era, na verdade, a 25ª de Michael Haydn. É inacreditável a confusão entre o simplesinho Michael Haydn (que estava longe de ser parecido com o imenso e imortal Franz Josef Haydn) e Mozart. É difícil de compreender o motivo que levou a edição Koechel a errar, considerando os três pobres movimentos daquela Sinfonia em Sol Maior como a sucessora imediata da Sinfonia Linz…

Mas voltemos ao excelente álbum quádruplo objeto do post: essas gravações das sinfonias maduras de Mozart são muito especiais. Talvez seja o melhor registro dela em instrumentos de época. Há profundidade e grandeza. Trevor Pinnock e o The English Concert parecem apreciar cada nota das sinfonias, tal é a entrega, energia e a vitalidade que há ao longo destes quatro CDs. Eles não têm receio de se derramar nos movimentos lentos, nem de fazer animados os Allegri. Poucas vezes ouvi um CD que combine melhor as abordagens autêntica e romântica em Mozart. Adicione a isso a elegâcia e você terá ideia do que há nesta gravação.

W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

CD1
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 1. Allegro Assai 7.28
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 2. Andantino 5.53
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 3. Allegro 3.45

Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 1. Allegro Spiritoso 2.54
Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 2. Andante 2.50
Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 3. Allegro Spiritoso 1.57

Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 1. Allegro Assai 6.52
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 2. Andante Moderato 4.26
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 3. Menuetto 3.12
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 4. Finale: Allegro Assai 8.19

Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 1. Allegro Vivace 6.57
Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 2. Andante Di Molto 7.08
Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 3. Allegro Vivace 7.33

CD2
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 1. Allegro Con Spirito 5.46
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 2. Andante 6.45
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 3. Menuet & Trio 3.28
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 4. Presto 3.54

Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 1. Adagio, Allegro Spiritoso 11.04
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 2. Andante 9.21
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 3. Menuet & Trio 3.56
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 4. Presto 7.30

CD3
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 1. Adagio, Allegro 13.07
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 2. Andante 12.10
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 3. Presto 7.36

Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 1. Adagio, Allegro 10.21
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 2. Andante Con Moto 8.26
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 3. Menuetto & Trio (Allegretto) 4.23
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 4. Finale (Allegro) 7.26

CD4
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 1. Molto Allegro 7.23
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 2. Andante 11.21
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 3. Menuet & Trio 4.48
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 4. Finale: Allegro Assai 9.28

Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 1. Allegro Vivace 11.16
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 2. Andante Cantabile 11.22
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 3. Menuet & Trio 5.27
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 4. Finale: Molto Allegro 11.27

The English Concert
Trevor Pinnock

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O grande Trevor Pinnock
O grande Trevor Pinnock

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Stephen Kovacevich plays Beethoven Piano Concertos – Kovacevich, Colin Davis, BBCSO, LSO

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Postagem realizada originalmente em 2011, com algumas adaptações. Links Novos !!!

Posso chamar esta postagem de projeto em parceria, pois sem a ajuda do Carlinus, iria demorar para eu ter acesso a esse material já há algum tempo cobiçado.
Os críticos são unânimes em considerar estas gravações de Kovacevich, realizadas nos anos 70, como definitivas. Os comentaristas da amazon foram unânimes em dar 5 estrelas. E pelo pouco que ouvi, e ainda estou ouvindo, elas realmente tem aquele “quê” especial. Não perguntem o que é, pois não saberia responder É para sentir.. As escolhas são as mais acertadas? Bem, é difícil dizer, mas dentre as dezenas de gravações que já ouvi destes concertos, e entre as mais de 20 gravações que tenho deles, talvez seja a mais próxima do que posso considerar ideal. Talvez a juventude tenha falado mais alto, e o jovem Kovacevich tenha acertado a mão exatamente por não temer se expor, encarar de frente os grandes intérpretes, lembrando que naquela época muitos dos grandes pianistas do século XX ainda eram vivos, como Rubinstein, Kempff, Richter, Serkin, Horowitz, e a nova geração já vinha se impondo, como Pollini, Argerich, Baremboim, Lupu… para deixar sua marca, Kovacevich resolveu deixar de lado o trivial, e partir para o ataque. Em postagem anterior, trouxe os concertos de Brahms também com ele e com Colin Davis, postagens que já alcançaram a incrível marca de quase 800 downloads, sem contar os mais de 500 downloads do Concerto n°2 postado há uns dois ou três anos atrás. Ou seja, houve uma grande aceitação destas interpretações. Espero que com este Beethoven aconteça o mesmo.

CD 1

01. Piano Concerto No.1 in C major, op.15 – I. Allegro con brio
02. Piano Concerto No.1 in C major, op.15 – II. Largo
03. Piano Concerto No.1 in C major, op.15 – III. Rondo_ Allegro scherzando
04. Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1, 1. Allegro molto e con brio
05. Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1, 2. Adagio molto
06. Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1, 3. Finale (Prestissimo)

Stephen Kovacevich – Piano
BBC Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

CD 2

01. Piano Concerto No.2 in B flat major, op.19 – I. Allegro con brio
02. Piano Concerto No.2 in B flat major, op.19 – II. Adagio
03. Piano Concerto No.2 in B flat major, op.19 – III. Rondo_ Molto allegro
04. Piano Concerto No.4 in G major, op.58 – I. Allegro moderato
05. Piano Concerto No.4 in G major, op.58 – II. Andante con moto
06. Piano Concerto No.4 in G major, op.58 – III. Rondo_ Vivace

Stephen Kovacevich – Piano
BBC Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

CD 3

01. Piano Concerto No.3 in C Minor, Op.37, 1. Allegro con brio
02. Piano Concerto No.3 in C Minor, Op.37, 2. Largo
03. Piano Concerto No.3 in C Minor, Op.37, 3. Rondo (Allegro)
04. Piano Sonata No.8 in C Minor, Op.13,’Pathétique’, 1. Grave – Allegro di molto e con brio
05. Piano Sonata No.8 in C Minor, Op.13,’Pathétique’, 2. Adagio cantabile
06. Piano Sonata No.8 in C Minor, Op.13,’Pathétique’, 3. Rondo (Allegro)

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

CD 4

01. Piano Concerto No.5 in E Flat, Op.73,’Emperor’, 1. Allegro
02. Piano Concerto No.5 in E Flat, Op.73,’Emperor’, 2. Adagio un poco mosso
03. Piano Concerto No.5 in E Flat, Op.73,’Emperor’, 3. Rondo (Allegro)

Stephen Kovacevich – Piano
BBC Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Tomás Luis de Victoria (1548-1611): Missa Vidi Speciosam – Motetes

kbufbr‘Splendid music, splendidly performed’ (Gramophone)

‘Flawlessly produced’
(The Daily Telegraph)

 

Almost all Victoria’s surviving works were printed in his lifetime; many of his motets were reprinted as many as six times. Of the few works that survive only in manuscript some were wrongly attributed to him by Pedrell at the beginning of the twentieth century. The four-part Ave Maria, perhaps rightly, continues to be accepted as Victoria’s, though it has to be noted that Pedrell first printed it in 1913 and its source remains obscure.

Victoria set the Hymn Ave maris stella twice and published one version in 1581 and this second one in 1600. Alternate verses are sung to plainsong (in one of the many variants of this memorable tune) and the polyphony paraphrases and elaborates it. Ave maris stella is the Hymn at First Vespers on Feasts of the Blessed Virgin.

Ne timeas, Maria, published in 1572 and reprinted several times in subsequent years, is an antiphon at Second Vespers of the Annunciation to the Blessed Virgin Mary.

Sancta Maria, succurre miseris, published in 1572 and reprinted several times in subsequent years, is a prayer for mercy and help for the people, the clergy and for women. It is the Magnificat antiphon at First Vespers for Marian Feasts.

In 1592 Victoria published his Missae … liber secundus and in it is a Mass based on Vidi speciosam. Like its model this Mass is for six-part choir (SSATTB); it is particularly concise, at times declamatory and homophonic—especially in the Gloria and Credo. Victoria begins his Kyrie with the first phrase of the music of the motet with hardly any variation except that he reverses the appearance of the vocal groups, TTB being followed by the SSA group. The Christe for SSAT only is a reworking of the motet’s music at ‘circumdabant eam’. The second Kyrie is based on the motet section ‘Et sicut dies verni’.

The Gloria is a mixture of free homophonic writing mixed with derivations from the first half of the motet until at ‘Qui tollis peccata mundi’ Victoria uses the motet’s second half opening ‘Quae est ista’. Near the Gloria’s end triple time is introduced for ‘Quoniam tu solus Sanctus. Tu solus Dominus’, balancing the similar triple time at ‘Domine Deus, Agnus Dei’ just before the ending of the first half. The Gloria ends with ‘in gloria Dei Patris. Amen’ to music based on the phrase ‘et lilia convallium’ in the motet.
The Credo is concisely written, traditionally so because of its wordiness. Like the Gloria it mixes short syllabic phrases with quotations and rewriting of motifs and sections of the motet model. At ‘Crucifixus’ there is a long passage for the high voices (SSAT) only. The rare repetition ‘Et iterum, et iterum’ is set to the motet’s music for ‘et lilia, et lilia’. Like the end of the Gloria, the Credo’s ‘Amen’ makes use of the flowing phrases of ‘convallium’.

The Sanctus begins with the Vidi speciosam opening music (SSA followed by TTB) and, as so often with Victoria, he breaks into triple time for ‘gloria tua. Hosanna in excelsis’. The Benedictus (SATT) has its own ‘Hosanna in excelsis’ for six voices to a rewriting of ‘Et sicut dies verni’.

Finally, there is just one setting of the Agnus Dei (ending with ‘dona nobis pacem’ by Victoria, for seven-part choir (SSAATTB). The second alto follows the first soprano in a canon ad diapente, at the fifth below. The Agnus Dei makes only minimal use of the motet model. Despite the independence of the voices in this richly polyphonic ending, the treatment is very syllabic; one could hardly call the few flourishes melismata.

(from notes by Bruno Turne, 1984)

Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
01. Ave Maria
02. Ave Maris Stella
03. Ne timeas, Maria
04. Sancta Maria, succurre miseris
05. Vidi speciosam
06. Missa Vidi Speciosam: 1.Kyrie
07. Missa Vidi Speciosam: 2.Gloria
08. Missa Vidi Speciosam: 3.Credo
09. Missa Vidi Speciosam: 4.Sanctus
10. Missa Vidi Speciosam: 5.Agnus Dei

Tomas Luis de Victoria. Missa Vidi Speciosam – Motetes – 1984
Westminster Cathedral Choir
Director: David Hill
Recording on March 1984, at Westminster Cathedral, London, United Kingdom

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MP3 320 kbps – 98,6 MB – 44,8 min
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Boa audição.

de-inspiração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Lalo Schifrin (1932 – ) – A Tribute to the Memory of the Marquis de Sade

the-dissection-and-reconstruction-of-music-from-the-past-as-performed-by-the-inmates-of-lalo-schifrins-demented-ensemble-as-a-tribute-to-the-memory-of-the-marquis-de-sade
Lalo Schifrin
1966

 

O nome completo desde LP gravado em 1966 é: The Dissection and Reconstruction of Music from the Past as Performed by the Inmates of Lalo Schifrin’s Demented Ensemble as a Tribute to the Memory of the Marquis de Sade.

Lalo Schifrin nasceu na Argentina. Seu pai, Luis Schifrin, liderou a ala dos segundos violinos do Teatro Colón por três décadas. Aos seis anos de idade iniciou um curso de piano de seis anos com Enrique Barenboim, pai do pianista e maestro Daniel Barenboim. Aos dezesseis anos de idade, Schifrin começou a estudar piano com o russo expatriado Andreas Karalis, antigo responsável pelo Conservatório de Kiev, e harmonia com o compositor argentino Juan-Carlos Paz. Durante esse período, Schifrin também começou a se interessar pelo jazz.

Embora tenha estudado Sociologia e Direito na Universidade de Buenos Aires, foi a música que capturou a sua atenção. Aos 20 anos de idade, ganhou uma bolsa de estudo no Conservatório de Paris. Enquanto lá permaneceu, frequentou as aulas de Olivier Messiaen e formalmente estudou com Charles Koechlin, um discípulo de Maurice Ravel. Durante as noites, tocava jazz nos night-clubs de Paris. Em 1955 tocou piano com Astor Piazzolla e representou seu país no Festival Internacional de Jazz de Paris. Em 1960 tocou o piano no conjunto de Dizzy Gillespie.

Escreveu inúmeras trilhas sonoras para mais de 100 filmes e seriados para a televisão e marcou época com suas composições e suas interpretações de jazz com o seu conjunto. Possui 4 Grammy Awards (21 indicações), recebeu 6 indicações para o Oscar e tem a sua estrela no Hollywood Walk of Fame.

1. Old Laces
2. The Wig
3. The Blues for Johann Sebastian
4. Renaissance
5. Beneath A Weeping Willow Shade
6. Versailles Promenade
7. Troubadour
8. Marquis de Sade
9. Aria
10. Bossa Antique

The Dissection and Reconstruction of Music from the Past as Performed by the Inmates of Lalo Schifrin’s Demented Ensemble as a Tribute to the Memory of the Marquis de Sade – 1966
Lalo Schifrin Ensemble

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MP3 320 kbps – 76,9 MB – 32,8 min
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Boa audição!

para-surdos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Frédéric Chopin (1810-1849): 24 Estudos ao vivo

Elisso-Chopin

FDPBach nos proporcionou uma overdose de Chopin com Rubinstein: Prelúdios, Concertos, Polonaises, Noturnos, Mazurkas, Valsas, Baladas, Scherzi, Sonatas… Rubinstein gravou todas as obras importantes menos os Estudos op. 10 e 25. Pensei em compartilhar aqui a gravação poética de Claudio Arrau mas acabei optando por um CD gravado ao vivo no Conservatório Tchaikovsy, em Moscou. Os estudos metem medo em muitos pianistas por aí e não é pra qualquer um tocar todos eles de uma sentada só. O resultado é bem diferente de um disco de estúdio, gravado em vários takes e muitas vezes em dias diferentes.

A pianista Elisso Virsaladze (fala-se Elissô Virsaládze) nasceu na Geórgia, estudou em Moscou e era considerada por Sviatoslav Richter a melhor intérprete de Schumann no mundo. Seus estudos de Chopin ao vivo são tecnicamente exemplares e, ao mesmo tempo, têm algumas inflexões pensadas no momento, na interação com o público, é muito diferente de discos perfeitinhos de estúdio, mas eu estou me repetindo, melhor parar por aqui e ouvir esses 24 Estudos que têm dado trabalho a tantos pianistas desde a década de 1830 até hoje…

PS: Um pianista jovem que também tem tocado os estudos ao vivo, com ideias próprias que fogem do óbvio, é o russo Daniil Triofonov. Não tem em CD mas tá tudo no Youtube!

Frédéric Chopin (1810-1849): Etudes

1. 12 Etudes, Op.10 – No. 1. in C: Allegro
2. 12 Etudes, Op.10 – No. 2. in A minor: Allegro
3. 12 Etudes, Op.10 – No. 3. in E: Lento, ma non troppo
4. 12 Etudes, Op.10 – No. 4. in C sharp minor: Presto
5. 12 Etudes, Op.10 – No. 5. in G flat: Vivace
6. 12 Etudes, Op.10 – No. 6. in E flat minor: Andante
7. 12 Etudes, Op.10 – No. 7. in C: Vivace
8. 12 Etudes, Op.10 – No. 8. in F: Allegro
9. 12 Etudes, Op.10 – No. 9. in F minor: Allegro, molto agitato
10. 12 Etudes, Op.10 – No. 10. in A flat: Vivace assai
11. 12 Etudes, Op.10 – No. 11. in E flat: Allegretto
12. 12 Etudes, Op.10 – No. 12. in C minor: Allegro con fuoco

13. 12 Etudes, Op.25 – No. 1 in A flat: Allegro sostenuto
14. 12 Etudes, Op.25 – No. 2 in F minor: Presto
15. 12 Etudes, Op.25 – No. 3 in F: Allegro
16. 12 Etudes, Op.25 – No. 4 in A minor: Agitato
17. 12 Etudes, Op.25 – No. 5 in E minor: Vivace
18. 12 Etudes, Op.25 – No. 6 in G sharp minor: Allegro
19. 12 Etudes, Op.25 – No. 7 in C sharp minor: Lento
20. 12 Etudes, Op.25 – No. 8 in D flat: Vivace
21. 12 Etudes, Op.25 – No. 9 in G flat: Allegro assai
22. 12 Etudes, Op.25 – No. 10 in B minor: Allegro con fuoco
23. 12 Etudes, Op.25 – No. 11 in A minor: Lento – Allegro con brio
24. 12 Etudes, Op.25 – No. 12 in C minor: Molto allegro, con fuoco

Elisso Virsaladze, piano
Recital no Conservatório Tchaikovsky de Moscou, 12/4/1985

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Elisso em 1975 parecia heroína de filme de Godard
Elisso em 1975 parecia heroína de filme de Godard

Pleyel

.: interlúdio :. Charlie Haden – Nocturne (2001)

.: interlúdio :. Charlie Haden – Nocturne (2001)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Merecidamente multipremiado, este extraordinário CD nasceu de uma necessidade íntima de Haden. Ele precisava demonstrar novamente sua inconformidade com o bloqueio à Cuba, mas desejava fazer algo realmente bom e consistente. E fez. E como fez! Trata-se de uma reafirmação, pois seu trabalho com a Liberation Music Orchestra, com a participação de Carla Bley e tantos outros, nunca ignorou a ilha. Nocturne amplia a afinidade e o relacionamento do baixista com o espetacular pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, que introduziu Haden na tradição do bolero cubano. O resultado é uma mistura incomum de bolero com jazz que produz peças límpidas. São canções por vezes sombrias, mas preenchidas por um lirismo melancólico. Disco especialíssimo, totalmente fora da linha de montagem.

Charlie Haden – Nocturne (2001)

01. En La Orilla Del Mundo (At The Edge Of The World) 5:14
02. Noche De Ronda (Night Of Wandering) 5:45
03. Nocturnal 6:56
04. Moonlight (Claro De Luna) 5:38
05. Yo Sin Ti (Me Without You) 6:02
06. No Te Empenes Mas (Don’t Try Anymore) 5:31
07. Transparence 6:12
08. El Ciego (The Blind) 5:58
09. Nightfall 6:40
10. Tres Palabras (Three Words) 6:18
11. Contigo En La Distancia (With You In The Distance) 6:34

musicians
Charlie Haden – bass
Gonzalo Rubalcaba – piano
Ignacio Berroa – drums, percussion
Joe Lovano – tenor sax
David Sanchez – tenor sax
Pat Metheny – acoustic guitar
Federico Britos Ruiz – violin

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Charlie Haden, em pintura de Johanna Goodman
Charlie Haden, em pintura de Johanna Goodman

PQP

Coro dos monges da abadia St. Pierre de Solesmes: Cristo no Getsêmani

rjia9zOfício das Trevas da Quinta-feira Santa

Monges da abadia St. Pierre de Solesmes

Enquanto a salmodia é, simplesmente, a da féria (quinta-feira), com antífonas próprias do tempo da Paixão, a grande beleza dos responsórios das Trevas, merecidamente célebres, consiste, sobretudo, em procurar traduzir – e o conseguem – com nuances de uma delicadeza infinita, os sentimentos que dominavam a alma do Senhor durante sua dolorosa Paixão. Tudo está centralizado nele, no seu sofrimento, na sua mansidão, no seu amor e, às vezes, também na sua queixa diante dos maus tratos que lhe infligiram e do abandono dos amigos.

(extraído do encarte)

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Abadia St. Pierre de Solesmes

….

 

 

 

 

 

Cristo no Getsêmani – Trevas da Quinta-Feira Santa e Lava-Pés – 1989
Coro dos monges da Abadia St. Pierre de Solesmes
Direção: Dom Jean Claire

Outro CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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320 kbps – 165,9 MB – 1,1 h
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Boa audição.

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Avicenna

The Silver Trumpets of Lisbon and Lusitanian Organ Music – Charamela Real de Lisboa

15no9ywThe Silver Trumpets of Lisbon and Lusitanian Organ Music

Charamela Real de Lisboa

Com trombetas originais da época (ca. 1720)

A descoberta dos originais dos livros de partituras da Charamela Real na Torre do Tombo, por Edward Tarr, revelou uma porção de manuscritos, compostos especialmente para a Charamela Real, registrados por um compositor desconhecido, ou talvez compositores. Uma grande coleção de instrumentos sobreviveu e pode ser ainda apreciada no Museu dos Coches de Lisboa.

O termo Charamela é geralmente associado, depois das investigações de Tarr, ao conjunto de trombetas naturais [trombetas sem válvulas] de D. João V de Portugal, O Magnânimo, (1689-1750), embora o significado do termo seja ainda controverso.

A Charamela Real abria tradicionalmente os cortejos em que participavam os monarcas, os membros da casa real e os altos dignitários estrangeiros. Podia atuar em embarcações de gala. Na cerimônia de abertura anual do parlamento, os charameleiros não integravam o cortejo entre o paço real e S. Bento. Aguardavam o monarca no interior do Parlamento e iam na frente do cortejo que se organizava entre a porta principal e a entrada da Câmara dos Deputados. Com a transferência da corte para o Rio de Janeiro, D. João VI duplicou no Brasil a Charamela, os Bergantins e os antigos estilos da corte portuguesa, os quais se mantiveram no período do Império.

The Silver Trumpets of Lisbon and Lusitanian Organ Music
do livro da Charamela Real de Lisboa
01. Sonate Nr. 15 for 6 trumpets and timpani
02. Sonate Nr. 44 for 12 trumpets and timpani
03. Sonate Nr. 1 for 6 trumpets and timpani
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
04. Adagio aus Sonate Dó maior, Orgel
do livro da Charamela Real de Lisboa
05. Sonate Nr. 6 for 6 trumpets and timpani
06. Sonate Nr. 5 for 6 trumpets and timpani
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
07. Sonata Dó menor, Orgel
do livro da Charamela Real de Lisboa
08. Sonate Nr. 51 for 12 trumpets and timpani
09. Sonate Nr. 52 for 6 trumpets and timpani
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
10. Amoroso, Orgel
11. Allegro, Orgel
do livro da Charamela Real de Lisboa
12. Sonate Nr. 24 for 6 trumpets and timpani
13. Sonate Nr. 8 for 6 trumpets and timpani
14. Sonate Nr. 26 for 6 trumpets and timpani
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
15. Fuge em Dó menor, Orgel
16. Sonate Nr. 48 for 12 trumpets and timpani
17. Sonate Nr. 36 for 6 trumpets and timpani
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
18. Obra de 6 ̊tom sobre a Batalha, Orgel
do livro da Charamela Real de Lisboa
19. Sonate Nr. 53 for 24 trumpets and timpani

The Silver Trumpets of Lisbon and Lusitanian Organ Music – 1989
Trompetenensemble
Diretor: Edward Tarr
Órgão: Irmtraud Krüger

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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320 kbps – 125,2 MB – 53,3 min
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Boa audição.

 

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Avicenna

Antologia da música brasileira I e II, por Arnaldo Estrella (piano)

capaArnaldo Estrella (1908-1980) foi um dos principais nomes do piano brasileiro no século XX, com uma longa dedidação ao repertório de compositores nacionais como Villa-Lobos e Mignone, que dedicaram obras a ele. Foi também professor, formando várias gerações de alunos, dos quais o mais famoso foi provavelmente Antonio Guedes Barbosa. Fiz algumas perguntas sobre ele para outra ex-aluna de destaque na música nacional, a pianista Linda Bustani.

– Arnaldo Estrella realmente tocava muita música brasileira? Ou os convites que ele teve pra gravar privilegiaram essa parte do repertório dele?

Linda: Ele se dedicou mesmo à música brasileira. Inclusive era um dos poucos pianistas, ou o único àquela época, a fazer turnê na União Soviética. Na década de 1960, todo ano ele passava um mês lá, tocando música brasileira. Inclusive ele trazia russos pra visitarem o Brasil e com tudo aquilo que teve, ditadura, comunismo e tal, ele nunca foi preso, era intocável, todo mundo o respeitava.

– Com qual compositor brasileiro ele tinha uma maior identificação?

Linda: A paixão dele mesmo era Villa-Lobos. Ele convivia muito com Mignone, Claudio Santoro, essa gente toda. Ele levava a música brasileira ao exterior, por isso também teve tantos convites pra gravar música brasileira.

– Mais alguma curiosidade sobre ele?

Linda: Era um homem extremamente exigente, ele escrevia muito bem, tinha um programa de rádio, e além de tudo era um excelente pintor, essa particularidade pouca gente conhece. Tinha um conhecimento incrível de arte, de pintura, literatura, de tudo, por isso era extremamente exigente com a qualidade e o desempenho dos alunos dele.

O repertório destes dois CDs serve como uma aula da história do piano brasileiro. Não podendo falar de todas as obras, me limito a destacar que após a bela melodia ‘Il Neige’ (está chovendo, em francês), de pianismo delicado, o Tango Brasileiro já começa trazendo um outro universo musical, mais quente, tropical, brasileiro. Alexandre Levy, que morreu aos 27 anos, expressou fortemente a musicalidade da sua terra natal e, sem nenhuma base científica para dizê-lo, suspeito que esse tango, de 1890, teve influência no nacionalismo musical de Villa-Lobos, Radamés Gnattali e outros tantos.

Sobre as doze Valsas de Esquina de Francisco Mignone, Enio Silveira escreveu:
Caracteristicamente brasileiras na essência e no sentimento, assim como na forma, (“Hoje em dia bom número das modinhas populares são em três-por-quatro e valsas legítimas” – Mário de Andrade in Pequena História da Música), essas composições nos dão expressivo retrato musical desse doce-amargo que constitui ou constituía o modo de ser de nosso povo.

No encarte do segundo LP vinha o seguinte texto de Manuel Bandeira:
Creio não errar se disser que Arnaldo Estrella é agora o maior pianista que o Brasil tem.
Aqui são sobretudo as suas qualidades de frase, elegância, malícia, que Estrella nos proporciona no gênero tão amável da valsa, vindo da melodia ainda não brasileira de Oswald, já brasileira de Nepomuceno, até à brasileiríssima série de nosso “rei da valsa” Francisco Mignone, passando por Villa-Lobos, sempre surpreendente, e Lorenzo Fernandez, rematando com o fino, o raro Camargo Guarnieri.

Antologia da música brasileira I
1. O Amor Brasileiro (Sigismond Neukomm)
2. A Sertaneja (Brasílio Itiberê)
3. Noturno (Leopoldo Miguez)
4. Il Neige (Henrique Oswald)
5. Tango Brasileiro (Alexandre Levy)
6. Galhofeira (Alberto Nepomuceno)
7. Minha Terra (Barroso Neto)
8. Lenda do Caboclo (Villa-Lobos)
9. Protetor Exu (Brasílio Itiberê)
10. Dança de Negros (Fructuoso Viana)
11. Moda (Lorenzo Fernandez)
12. Cucumbizinho (Francisco Mignone)
13. Valsa nº 7 (Radamés Gnattali)
14. Canção Sertaneja (Camargo Guarnieri)
15. Saci Pererê (Luiz Cosme)

Folder
Antologia da música brasileira II
1. Valsa de esquina nº 12 (Francisco Mignone)
2. Valsa de esquina nº 1 (Francisco Mignone)
3. Valsa Chôro nº 11 (Francisco Mignone)
4. Valsa Chôro nº 8 (Francisco Mignone)
5. Primeira Valsa (Souza Lima)
6. Valsa Suburbana (Lorenzo Fernandez)
7. Valsa da Dôr (Villa-Lobos)
8. Poema Singelo (Villa-Lobos)
9. Valsa Lenta (Henrique Oswald)
10. Valsa (Alberto Nepomuceno)
11. Valsa nº 4 (Camargo Guarnieri)

Arnaldo Estrella, piano

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Estrella
Estrella, fingindo que está estudando, posa para foto

Pleyel

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 3 de 3) (Wand)

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 3 de 3) (Wand)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Finalizando, aqui estão as sinfonias finais de Bruckner. Talvez a mais conhecida desta quadra seja a 8ª, mas eu e todos os meus amigos que gostam de Bruckner preferimos a 7ª e a 9ª. Elas penetraram em nosso cérebro e lá ficaram definitivamente. São as mais perfeitas e artisticamente equilibradas de todo o ciclo, mesmo que a 9ª não tenha seu movimento final em razão da morte do compositor.

Claro, a 8ª tem enormes qualidades, tal como o melhor dos Scherzi brucknerianos, mas peca pela excessiva solenidade — e vejam que estamos falando de um compositor bastante solene.

A 7ª tem belíssimo movimento de abertura e seu nível nunca cai, apesar das grandes proporções do conjunto.

Já a 9ª consegue ser ainda melhor, com dois portentos cercando um Scherzo que faz jus ao nome — Scherzo significa brincadeira em italiano. Tanto é assim que meus filhos pediam para que eu o tocasse quando tinham entre 3 e 6 anos. E faziam uma dança louca — saltando e mexendo os braços — quando a orquestra atacava. Ou seja, aqui tudo é bom!

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 3 de 3)

CD 7
1. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Allegro moderato 19mn54
2. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Adagio: Sehr feierlich und sehr langsam 22mn38
3. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Scherzo: Sehr schnell 9mn45
4. Symphony No. 7 in E major (Original Version 1881-1883): Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell 12mn03

CD 8
1. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Allegro moderato 15mn44
2. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Scherzo: Allegro moderato 15mn04
3. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Adagio: Feierlich langsam, doch n 26mn10
4. Symphony No. 8 in C minor (2. Version 1890, publ. by Robert Haas): Finale: Feierlich, nicht schnell 24mn24

CD 9
1. Symphony No. 9 in D minor (Original Version): Feierlich, misterioso 23mn59
2. Symphony No. 9 in D minor (Original Version): Scherzo: Bewegt, lebhaft – Trio: Schnell 10mn25
3. Symphony No. 9 in D minor (Original Version): Adagio: Langsam, feierlich 23mn40

Gunter Wand
Cologne Radio Symphony Orchestra

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Anton Bruckner: encantando e fazendo as crianças agirem como doidas
Anton Bruckner: encantando e fazendo as crianças agirem como doidas

PQP

Tomás Luis de Victoria (1548-1611): O Magnum Mysterium & Ascendens Christus: Westminster Cathedral Choir

25fmzvsTomás Luis de Victoria (1548-1611)
O Magnum Mysterium & Ascendens Christus
Westminster Cathedral Choir

Tomás Luiz de Victoria was born in 1548 in Avila, birthplace of St Teresa. Just as she seems to personify the religious ethos of sixteenth-century Spain (the good side of it, at least), so Victoria came to embody the best of the Spanish character in music. As a youth he learnt his art as a chorister at the Cathedral of Avila. So promising was he that he was sent to Rome at seventeen years of age, patronized by Philip II and by the Church, to study at the Jesuit’s Collegium Germanicum.

Victoria’s musical career in Rome brought him into contact with Palestrina and the innumerable singers, organists and composers from all over Europe who were active in the chapels and churches of that great city at the very time when Catholicism regained confidence, new vitality and disciplined reform. The young Spanish priest was soon publishing his compositions in sumptuous editions (even Palestrina was jealous).

The success of his Roman years did not prevent Victoria from yearning for a quiet life in Spain. After his publications of 1585 (including the famous set of Holy Week music) he achieved his desire and returned to take up the position of Chaplain and Chapelmaster at the Royal Convent of the Barefoot Nuns of St Clare in Madrid, effectively the home and chapel of Philip II’s sister, the Dowager Empress Maria. There he ended his days producing less and less after 1600 and nothing, so far as we know, after the publication in 1605 of the great Office of the Dead, the Requiem for the Empress who died in 1603. Victoria died in 1611. He had turned down offers from Seville and Saragossa; he had visited Rome during the period 1592–94, supervising the printing of his works and attending Palestrina’s funeral. In 1595 he returned to Madrid and stayed.

The motet O magnum mysterium (published in 1572) has been a favourite of choirs ever 2przh9vsince the revival of Victoria’s music eighty years ago. Although the original publication entitles it In Circuncisione Domini, its text is taken from a responsory of Christmas Matins and its use has always been as a Christmas motet. One of Victoria’s most endearing creations, it unfolds serenely, richly warm when it expresses the wonder that even the animals behold the Infant in the manger. Then a wonderful hush as Victoria musically caresses ‘O beata Virgo’. The final ‘Alleluia’ dances in triple time and then, with a welter of running notes, comes grandly to a close. The work is set for four-part choir (SATB). This fine work became the basis for a Mass (also for four-part choir) published by Victoria twenty years later, in 1592. It uses all the motives of the motet except for the wonderful brief moment of the ‘O beata Virgo’ section. Victoria, it seems, omitted this from the material for the Mass because it was suitable only for quotation, not development. Similarly he omitted the opening phrase of ‘O quam gloriosum’ in his famous Mass on that motet.

In the Missa O magnum mysterium Victoria swings into triple time briefly just once in the Gloria, fleetingly three times in the Credo, and then to great effect in the Hosanna which follows both Sanctus and Benedictus. He varies his four-part vocal texture just twice. The Benedictus is for three voices (the bass is silent), and in the single setting of Agnus Dei he divides the trebles and makes them sing in canon at the unison. This five-part ending is customarily repeated to accommodate the words ‘dona nobis pacem’.

The motet Ascendens Christus is specified by Victoria In Ascensione Domini and the text comes from the last Responsorium of the Second Nocturn of Matins for that Feast. It was published five times in Victoria’s lifetime. Like O magnum mysterium, it first came out in 1572, and once again Victoria chose to make a Mass upon it which was published in 1592.

In perfect accord with the meaning of the words, Ascendens Christus is joyous and brilliant with strong rising phrases and ringing Alleluia motives. Again in accord with the origin of the text in a Responsorium, the musical plan is ABCB. The work is in two distinct halves. It is for five voice parts (SSATB).

All the motet’s material is imaginatively absorbed into the composition of the Mass. The five voices are retained but sections for reduced choir (or soloists) are scored for four voices in varied combinations. The ‘Christe eleison’ is SSAT. The ‘Domine Deus’ in the Gloria is for SSAB. The Credo has the ‘Crucifixus’ and ‘Et resurrexit’ for SSAT. The Benedictus is for SATB. The Agnus Dei is set only once and is for six voices, SSATTB, in which the first tenors, altos and second trebles are in canon (trinitas in unitate). In this recording the Agnus Dei is sung twice, once to ‘miserere nobis’ and repeated to ‘dona nobis pacem’.

All is lightness and brightness; the Gloria seems to bounce along, so springy are the rhythms, so concise and clearly declamatory with the verbal accents incomparably set. The triple-time Hosanna, sung to the same music after Sanctus and Benedictus, is typical of Victoria’s mature Masses. All is brief, clear and lightly decorated, perfect in liturgical propriety.

Victoria regarded the Mass as something happy and often jubilant. There are moments of quiet adoration or contemplation, but it is very significant that Victoria never chose to base a Mass upon sad or penitential motets, but always upon those of a joyful nature.

(Bruno Turner, 1985, texto extraído do encarte)

Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
01. Motet: O magnum mysterium
02. Missa O magnum mysterium – Movement 1: Kyrie
03. Missa O magnum mysterium – Movement 2: Gloria
04. Missa O magnum mysterium – Movement 3: Credo
05. Missa O magnum mysterium – Movement 4: Sanctus
06. Missa O magnum mysterium – Movement 5: Benedictus
07. Missa O magnum mysterium – Movement 6: Agnus Dei
08. Motet: Ascendens Christus in altum
09. Missa Ascendens Christus in altum – Movement 1: Kyrie
10. Missa Ascendens Christus in altum – Movement 2: Gloria
11. Missa Ascendens Christus in altum – Movement 3: Credo
12. Missa Ascendens Christus in altum – Movement 4: Sanctus
13. Missa Ascendens Christus in altum – Movement 5: Benedictus
14. Missa Ascendens Christus in altum – Movement 6: Agnus Dei

Victoria: O Magnum Mysterium & Ascendens Christus – 1985
Hill, David (dir) Westminster Cathedral Choir
David Hill, conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (com encarte)
MP3 320 kbps – 125,1 MB – 52,9 min
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Boa audição.

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Avicenna

Tomás Luis de Victoria (1548-1611) – The Call of The Beloved – The Sixteen

5trxh0Tomás Luis de Victoria
The Call of The Beloved
The Sixteen

The great Spanish composer and priest, Victoria, devoted his life to writing supremely uplifting and intense music throughout the church calendar. The Call of The Beloved includes some of the earliest triple-choir music ever to be published and is a reminder of Victoria’s joyous and passionate music, complementing his more austere Requiem and music for Holy Week. (extraído do encarte)

“If one can ever achieve complete emotional expression through the power of music, then here it is.” Harry Christophers

” …this is a beautifully prepared and rewarding recording that deepens our appreciation of one of the greatest masters of the Renaissance.” GRAMOPHONE

Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
01. Motet: Laetatus sum a 12 (Psalm 121)
02. Missa Laetatus sum a 12 – 1. Kyrie
03. Missa Laetatus sum a 12 – 2. Gloria
04. Missa Laetatus sum a 12 – 3. Credo
05. Missa Laetatus sum a 12 – 4. Sanctus
06. Missa Laetatus sum a 12 – 5. Benedictus
07. Missa Laetatus sum a 12 – 6. Agnus Dei
08. Hymn: Veni Creator Spiritus a 4
09. Hymn: Vadam et circuibo civitatem a 6
10. Motet: Vidi speciosam a 6
11. Hymn: Ad coenam Agni providi a 4
12. Magnificat Sexti toni a 12

The Call of The Beloved – 2002
The Sixteen
Harry Christophers, director

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MP3 320 kbps – 158,5 MB – 1,1 h
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Boa audição.

farol

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 2 de 3) (Wand)

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 2 de 3) (Wand)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As sinfonias de Bruckner têm estruturas semelhantes. Todas têm quatro movimentos. Grosso Modo, temos sempre dois Allegri, um inicial e um final. No meio há um Scherzo e um Adagio, que às vezes trocam de posição. Mas cada uma das nove sinfonias tem personalidade própria e clara. Cada uma delas é diferente e inconfundível.

O que tem de melhor neste grupo de 3 CDs? Complicado. A 4ª Sinfonia é a mais famosa de Bruckner, o que não deixa de ser merecido. Seu primeiro movimento é irresistível e o conjunto forma raro equilíbrio. Há um belo movimento lento. Mas, neste grupo de sinfonias, a melhor parte de meu amor vai para a 5ª, com seu extraordinário Adagio que, se Karajan demora mais de vinte minutos para tocar, Wand resolve as coisas em pouco mais do que 15. Curiosamente, a correria de Wand torna o Adágio ainda mais lírico, o que não deixa de ser um contrassenso. A 9ª Sinfonia — que não foi terminada, ficando no terceiro movimento — é minha preferida, mas quem me dá certa vontade de chorar, em razão de sua beleza, é a 5ª e, em especial, seu Adagio.

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 2 de 3)

CD 4
1. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Bewegt, nicht 17mn26
2. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Andante, quas 15mn39
3. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Scherzo: Bewe 10mn36
4. Symphony No. 4 in E flat major, “Romantic” (2. Version 1878/80, publ. by Robert Haas): Finale: Beweg 20mn20

CD 5
1. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Introduction. Adagio – Allegro 20mn08
2. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Adagio: Sehr langsam 15mn48
3. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Scherzo: Molto vivace (schnell) 14mn12
4. Symphony No. 5 in B flat major (Original Version 1875-1878): Finale: Adagio – Allegro moderato 24mn08

CD 6
1. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Maestoso 15mn35
2. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Adagio: Sehr feierlich 15mn04
3. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Scherzo: Nicht schnell – Trio: Langsam 8mn45
4. Symphony No. 6 in A major (Original Version 1879-1881): Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell 13mn39

Gunter Wand
Cologne Radio Symphony Orchestra

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Cinco minutos a menos que Karajan e uma tonelada a mais de emoção.

PQP

Ksenija Sidorova – Carmen (after Bizet)

Os senhores gostam de novidades, não gostam? Ainda mais nestes tempos de vasto mundo sem fronteiras, que tal então ouvirmos a estonteante acordeonista Ksenija Sidorova tocando arranios de trechos da ópera ‘Carmem”, de Georges Bizet, e acompanhada por uma orquestra turca? O texto abaixo foi retirado do booklet do CD:

“Femme fatale, tragic heroine, free spirit, object of desire – Carmen fascinates and captivates like no other woman. She is irresistible. But what is her secret? To discover more about the mysterious attraction of this figure, and about the music that has made her an icon of beauty, strength and fiery temperament for almost a century and a half, my musical partners and I went digging beneath the surface of Georges Bizet’s familiar melodies and images of Spain. There we found a world full of colour, contrast, sensuality and wit. Bizet’s Carmen is a fantasy: a French composer’s lovingly crafted idealisation of the music and moods of Andalusia, a fusion of grand opera, comic opera, Spanish folk traditions and música gitana, and a vivid depiction of feminine allure. As a character, Carmen too is a fantasy. She can be elegant or wild, naïve or cunning, seductive or frivolous – she is a projection of the heart’s most intimate desires.
For me, Carmen is also a symbol – of passion, and of daring. For men and women alike, she stands for fearlessness, for freedom, for the power of love. And just as that symbol inspired Bizet’s imagination, on this album my collaborators and I have brought our own Carmen fantasies to life, expressing our multicultural creative impulses in each number and refreshing Bizet’s original fusion with an exciting blend of Latino, oriental, European and North American spices. The result is an audacious, fun, tender homage to this glorious music and a toast to the eternal Carmen in us all. ¡Viva!”

Ksenija Sidorova – Carmen (after Bizet)

1 CARMEN’S WALK
2 SEGUIDILLAS
3 LA SIESTA
4 CHANSON BOHÈME
5 LOVE SONG
6 SOIR MÉLANCOLIQUE
7 SUNRISE OVER SEVILLE
8 IN THE CARDS
9 LA FIESTA
10 THE OTHER WOMAN
11 SPANISH PRIDE
12 À LA BOHÉMIENNE
13 DATE WITH DESTINY
14 REFLECTIONS
15 DAYBREAK
16 TOREADOR (LOS TOREROS)
17 CARMEN’S SHADOW

KSENIJA SIDOROVA  Accordion

NUEVO MUNDO
Efrain Oscher, Flute
Dario Mariño Varela, Clarinet
Gregoire Peters, Soprano Saxophone
Brayahan Cesin, Trumpet
Joaquín “Ximo” Vicedo, Trombone
Maria Totdenhaupt, Harp
Alejandro Loguercio, Violin ·
Johannes Dworatzek, Cello
Roberto Koch Bass
Itamar Doari percussion
Reentko Dirks guitar
Michael Abramovich piano & musical direction

BORUSAN ISTANBUL PHILHARMONIC ORCHESTRA
Sascha Goetzel conductor

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FDP

A música das Minas Gerais do Século XVIII

29h15wAcervo Curt Lange do Museu da Inconfidência de Ouro Preto, MG

 

Este disco, produzido pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, com o patrocínio da Pró-Reitoria de Pesquisa, apresenta obras musicais de refinado valor artístico, constantes do acervo descoberto por Francisco Curt Lange em sua pesquisa pioneira nas cidades históricas de Minas, na década de 1940.

Hoje, a Coleção Curt Lange acha-se no Museu da Inconfidência, graças à dinâmica atuação de seu Diretor, Dr. Rui Mourão. A catalogação e a restauração das obras ali vem sendo elaborada por competente equipe de pesquisadores, sob a coordenação geral do musicólogo Régis Duprat e supervisão do regente Carlos Alberto Baltazar. Régis Duprat está se dedicando, com especial cuidado, à elaboração do Catálogo Temático dos Manuscritos da Coleção Curt Lange, cujo primeiro volume deverá ser lançado, em breve, pela Editora da Universidade Federal de Minas Gerais.

O “Milagre Musical do Barroco Mulato” é um tema que fascina o mundo e Curt Lange foi o protagonista principal, o emérito bandeirante que lançou a primeira luz sobre o mistério que envolvia a música de Minas Gerais, no século do ouro e dos diamantes, no conturbado momento político em que nasceu a Inconfidência Mineira.

O trabalho de Curt Lange, Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Minas Gerais, hoje prossegue, graças à pesquisa persistente de respeitáveis musicólogos que se ocupam do resgate, da revisão e restauração de obras musicais de nosso passado histórico.

(Sandra Lourero de Freitas Reis, Diretora da Escola de Música da UFMG, extraído da contra-capa, 1990)

A música das Minas Gerais do Século XVIII
Ginés de Morata (séc. XVI)
01. Populæ meus
02. Cum descendentibus in lacum
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
03. Regina cœli laetare
04. Responsório de Santo Antonio
Marcos Coelho Neto, (Vila Rica [Ouro Preto], 1740-1806)
05. Ladainha em Ré
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
06. Gradual para Domingo da Ressureição
07. Antífona de Nossa Senhora

A música das Minas Gerais do Século XVIII – 1990
Orquestra Sinfônica & Corpo Coral Estável da Escola de Música da UFMG
Regência: Maestrina Ângela Pinto Coelho

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Nota: notamos, na listagem dos tenores do Corpo Coral Estável, o nome do Dr. Allison Roberto F. de Freitas, nosso prezado ouvinte de Belo Horizonte, cujo precioso acervo de LPs doou ao PQPBach.

LP de 1990 gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castanha (http://paulocastagna.com) – não tem preço!! – e digitalizado por Avicenna.

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320 kbps – 119 MB – 31,4 min
powered by iTunes 10.6.3

Boa audição.

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Avicenna

Minas, 1717-1977: Região do Rio das Mortes

33aug4j Apresentação de orquestras e corais da região do Rio das Mortes, Minas Gerais, mantendo viva uma tradição brasileira ao longo dos séculos.

 

A música sacra brasileira tem seu ponto forte na região do Rio das Mortes. Mais do que em qualquer outro lugar do Brasil, ali a música ainda desempenha o papel para a qual foi composta, não sendo uma mera peça de concerto. As Orquestras e Bandas são tradições fortemente enraizadas no povo daquela região.

Duas das Orquestras desse disco são da cidade de São João Del Rei, a Orquestra Lira Sanjoanense e a Orquestra Ribeiro Bastos. Ambas são Orquestras Bicentenárias que, juntas, mantém a tradição sacro-musical daquela cidade. Os visitantes e moradores dessa cidade histórica se deparam com essas orquestras no seu cotidiano, nas missas de segunda a segunda, executando sempre peças do repertório sacro colonial.

A Orquestra Ramalho, de Tiradentes, antiga São José Del Rei, também preserva essa cultura musical, assim como a Lira Ceciliana de Prados, todavia, ambas são mais ativas em festas maiores, como Semana Santa, Festa de Nossa Senhora do Carmo, Festa de Passos, Festa da Boa Morte, entre outras.

Os dias destinados aos santos são sempre comemorados com muita pompa nessas cidades, principalmente São João Del Rei, onde as duas orquestras sempre “disputam” pela qualidade das peças apresentadas, apresentando sempre peças “novas” do repertório sacro colonial, o que faz com que o repertório dessas orquestras seja bem vasto. Algumas peças são fixas para as festividades para a qual foram escritas, sendo tocadas repetidamente todos os anos na festa, como o Aplaudatur.

96w6xg O ouvinte pode pensar: mas repete-se todos os anos? Sim, todavia, como disse antes, existe uma competição entre as duas orquestras. O Aplaudatur é uma das partes da Novena da Boa Morte. Essa novena é responsabilidade da Orquestra Lira Sanjoanense atualmente, a orquestra executa uma novena diferente a cada dia, durante os nove dias da novena, o que a torna num espetáculo único; logo, são 9 Aplaudatur durante toda novena, algo bem sui generis. As peças Assumpta est Maria e Exaltata est são coros processionais, que o coro da Orquestra Lira Sanjoanense executa durante a procissão da Assunção de Nossa Senhora.

O que o ouvinte deve ter notado, e achado um tanto quanto estranho, é a qualidade desses agrupamentos musicais. Não se pode dizer que nenhuma das execuções apresentadas nessa gravação histórica seja de boa qualidade. De fato, não existe o caráter profissional nesses grupos no que se refere à técnica, mas vale lembrar que esses grupos existem para manter viva a tradição católico-musical desses lugares, sendo formados por pessoas simples, muitos com nenhum estudo musical mais profundo. Com a existência de uma faculdade de música na cidade atualmente, pode-se dizer que houve uma melhora considerável em ambas orquestras de São João Del Rei nas festas maiores, mas no seu dia a dia ainda prevalece aqueles que fazem arte pelo amor a arte e tradição, mantendo o caráter não profissional, mas ainda assim mais elaborado que as gravações aqui apresentadas.

10pzvqpA realidade técnica desses grupos mudou muito da época da gravação desse LP para os dias atuais. Não pense o ouvinte que visitando essas cidades ouvirá música com essa qualidade aqui apresentada, pois o que se pode observar é uma evolução técnica notável até mesmo para os leigos. Deliciem-se com as peças aqui apresentadas, fechem os olhos e imaginem-se numa das igrejas barrocas, cheias de riquezas, cheias de ouro, mas não deixem que absorver a maior riqueza desse lugares, sua cultura.

(texto do maestro e compositor Rafael Sales Arantes especialmente para esta postagem. O maestro Rafael Arantes, nascido e criado na região do Rio das Mortes, na cidade de Aiuruoca, criou e mantém o blog “Música Sacra e Profana Brasileira“. Não deixem de visitar).

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Minas, 1717-1977 Região do Rio das Mortes
Pe. José Maria Xavier (São João del Rey, 1819-1887)
Orquestra Lira Sanjoanense
01. Novena de Nossa Senhora da Boa Morte – Applaudatur
Marcos dos Passos (São João del Rei, Séc. XIX)
Orquestra Lira Sanjoanense
02. Maria Mater Gratia
Presciliano Silva (São João del Rei, Séc. XIX)
Orquestra Lira Sanjoanense
03. Missa a 4 Vozes para Pequena Orquestra – Laudamus
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
Coral da Orquestra Lira Sanjoanense
04. Moteto: Assumpta Est
05. Moteto: Exaltata Est

Martiniano Ribeiro Bastos (São João del Rei, Séc. XIX)
Orquestra Ribeiro Bastos
06. Primeira Jaculatória de São Francisco de Assis
07. Segunda Jaculatória de São Francisco de Assis

Gregório Resende (Séc. XIX)
Orquestra Ramalho
08. Missa de São Benedito (trecho)
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
Lira Ceciliana de Prados
09. Domenica Palmarum (trecho)

Minas, 1717-1977 Região do Rio das Mortes – 1977
Gravado nos dias 17, 18 e 19 de dezembro de 1976 em:
São João del Rei, na Igreja de São Francisco de Assis,
Tiradentes, na Igreja de Santo Antonio, e
Prados, na igreja matriz
LP de 1977 digitalizado por Avicenna

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MP3 320 kbps – 149,2 MB – 1,0 hora
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Partituras e outros que tais? Clique aqui

 

Boa audição.

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Avicenna

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 1 de 3) (Wand)

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 1 de 3) (Wand)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje, amanhã e depois estarei postando a integral das sinfonias de Bruckner com um dos regentes que mais amo, o queridíssimo Günter Wand (1912-2002). Este primeiro trio de CDs — postados em um arquivo — tem como destaque a Sinfonia Nº 3, onde já se nota claros indícios de genialidade de Bruckner, principalmente no primeiro e no, em parte, delicioso último movimento. O compositor era considerado uma espécie de maluquete, um menino em tamanho grande, por seus contemporâneos. Duvido que você mantenha esta ideia após ouvir o que ele escrevia. O homem era profundo como o oceano. Em silêncio, Bruckner compunha sinfonia atrás de sinfonia e não parecia se importar muito com a opinião das pessoas a respeito, mas gostava de beijar as mãos dos maestros que aceitavam suas enormidades — que sem dúvida são notáveis. (Houve uma vez que tentou beijar os pés de um maestro, mas enfim, deixa pra lá).

Penso que Wand dispense apresentações. Uma vez, li uma entrevista dele na Gramophone onde, já velho, dizia que fora convidado para fazer uma integral das sinfonias de Beethoven com a toda a pompa e circunstância possíveis. Na reunião na gravadora, ele, já bem idoso, disse: “Olha, só tem um problema. Estou muito velho para fazer o que todos já fizeram, isto é, quem sabe a gente deixa de lado essa bobagem de Beethoven e faz uma integral perfeita das nove sinfonias de Bruckner?”.

É isso que vocês estão baixando.

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias (Parte 1 de 3) 

CD 1
1. Symphony No. 1 in C minor (Vienna Version 1890/91): Allegro 12mn13
2. Symphony No. 1 in C minor (Vienna Version 1890/91): Adagio 11mn09
3. Symphony No. 1 in C minor (Vienna Version 1890/91): Scherzo: Lebhaft 9mn09
4. Symphony No. 1 in C minor (Vienna Version 1890/91): Finale: Bewegt, feurig 15mn14

CD 2
1. Symphony No. 2 in C minor (2. Version 1877, publ. by Robert Haas): Ziemlich schnell 19mn07
2. Symphony No. 2 in C minor (2. Version 1877, publ. by Robert Haas): Adagio: Feierlich, etwas bewegt 15mn42
3. Symphony No. 2 in C minor (2. Version 1877, publ. by Robert Haas): Scherzo: Schnell 7mn33
4. Symphony No. 2 in C minor (2. Version 1877, publ. by Robert Haas): Finale: Mehr schnell 16mn05

CD 3
1. Symphony No. 3 in D minor (3. Version 1889): Mehr langsam, misterioso 21mn25
2. Symphony No. 3 in D minor (3. Version 1889): Adagio: Bewegt, quasi andante 13mn42
3. Symphony No. 3 in D minor (3. Version 1889): Ziemlich schnell 6mn41
4. Symphony No. 3 in D minor (3. Version 1889): Allegro 12mn37

Günter Wand
Cologne Radio Symphony Orchestra

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Este carinha foi um gênio.
Este carinha foi um gênio.

PQP

Domenico Scarlatti (1685-1757) – Sonatas – Angela Hewitt

DISCAÇO, IM-PER-DÍ-VEL!!!, vou me limitar a definir com apenas estes dois adjetivos este sensacional CD de Angela Hewiit dedicado a Scarlatti. A mulher não é brincadeira não. Encara com toda a naturalidade algumas pedreiras de sonatas, mostrando uma técnica impecável e um virtuosismo absurdo.

Não sei de que planeta Angela Hewitt vem, só sei que seus cds sempre são um primor, um deleite para os ouvidos. Sempre são muito bem gravados e produzidos pelo excelente selo inglês Hyperion, com um trabalho de engenharia de som impecável.
Chega de falar e vamos ao que viemos. Deleitem-se, mortais …

Domenico Scarlatti (1685-1757) – Sonatas – Angela Hewitt

01 Sonata in D minor, Kk9
02 Sonata in C major, Kk159
03 Sonata in B minor, Kk87
04 Sonata in D major, Kk29
05 Sonata in A major, Kk113
06 Sonata in D major, Kk430
07 Sonata in G minor, Kk8
08 Sonata in G major, Kk13
09 Sonata in B minor, Kk27
10 Sonata in D major, Kk140
11 Sonata in D minor, Kk141
12 Sonata in F minor, Kk69
13 Sonata in G major, Kk427
14 Sonata in A minor, Kk109
15 Sonata in D major, Kk96
16 Sonata in E major, Kk380

Angela Hewitt – Piano

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