- Repost de 8 de maio de 2016
Como devem ter percebido ao longo de todo esse tempo em que venho postando obras de Pärt, boa parte de sua produção musical é profundamente religiosa. A Berliner Messe que vem completa neste álbum, na ótima interpretação de Paul Hillier, nos lembra o cantochão tradicional (sobre o qual discuti aqui), mas com aquele toque de tintinnabuli que tanto nos agrada.
A beleza deste álbum está na sutileza e na beleza de sua religiosidade, portanto tentar escutá-lo buscando qualquer outra tendência “modernosa” que Pärt geralmente tem, por exemplo, em suas obras orquestrais ou camerísticas, não vai satisfazer o ouvinte afoito.
Se quiserem uma imersão completa na Berliner Messe, vocês podem até acompanhar a letra disponível no próprio site do compositor.
Além da Missa, reparem na beleza do Ode IX da Kanon Pokajanen. Trarei ela completa em breve, só aguardo o espírito necessário para escutá-la inteira de uma só vez. Infelizmente não estará na interpretação de Hillier, que neste álbum, conseguiu fazer um trabalho excelente (como lhe é de costume quando o assunto é Arvo Pärt).
Arvo Pärt (1935): I Am The True Vine
01 Bogoróditse dyévo (Hail Mary), for chorus
02 I Am the True Vine, for chorus
03 Ode IX: Nýnje k wam pribjegáju
04 The Woman with the Alabaster Box, for chorus
05 Tribute to Caesar, for chorus
Berliner Messe
06 Kyrie
07 Gloria
08 Erster Alleluiavers
09 Zweiter Alleluiavers
10 Veni Sancte Spiritus
11 Credo
12 Sanctus
13 Agnus Dei
Theatre of Voices
The Pro Arte Singers
Paul Hillier, conductor
Luke
O que me assusta é ver que “03 Ode IX: Nýnje k wam pribjegáju” não tem nenhum erro de digitação!
Obrigado por partilhar Pärt conosco Skywalker 😉
O link está com erro.