Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara

Ah, OK, é bom, mas não é apaixonante. Ninguém vai enlouquecer ouvindo este comportado Glinka e seu escudeiro Alabiev. São românticos legaiszinhos, com algum sotaque do oriente, nada mais do que isso. Glinka tem considerável importância histórica: pespegaram-lhe o título de Pai da Música Russa. Há pais melhores; o meu, por exemplo.

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara

Mikhail Glinka (1804-1857)
Trio Pathétique in D minor
01-I. Allegro moderato
02-II. Scherzo: Vivacissimo – Trio: Meno mosso
03-Largo
04-Allegro con spirito – Alla breve, ma moderato

The Lark, arranged for piano by Balakirev
05-Andante quasi recitativo – Andantino

Viola Sonata in D minor
06-Allegro moderato
07-Larghetto ma non troppo (Andante)

Waltz-Fantasia
08-Waltz-Fantasia

Variations on a theme by Alabiev (The Nightingale)
09-Variations on a theme by Alabiev (The Nightingale)

Alexander Alabiev (1787-1951)

Violin sonata in E minor
10-Allegro con brio
11-Adagio cantabile
12-Rondo: Allegretto scherzando

Adrian Chandler, violino
Norbert Blume, viola
Colin Lawson, clarinete
Alberto Grazzi, basson
Olga Tverskaya, pianoforte

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Glinka: já tivemos melhores dias em nosso blog

PQP

3 comments / Add your comment below

  1. Olá, PQP! Com relação a Alabiev, concordo com você, mas com relação a Glinka você está completamente equivocado! É um grande compositor e merece muito ser ouvido! Talvez o ponto fundamental aqui, que influenciou em sua opinião, foi a qualidade da gravação e dos intérpretes, que não é lá estas coisas. Mas nem por isto pode-se deixar de saborear esta música do Glinka (as faixas 10-11 do Alabiev eu deletei logo), que é consistente e tem muitos momentos de grande beleza. Abraço!

  2. Dizer que há pais melhores, tudo bem, mas citar Bach é maldade, PQP. Gabar-se é muito feio, ainda mais tendo o pai que tem.
    Eu sempre gostei desses russos românticos, até então pra mim a grande questão era se admirava mais um russo “cosmopolita” como Tchaikowsky ou os nacionalistas, como Glinka e o grupo dos cinco. Claro, achava o moderno Shosta, por exemplo, chatíssimo.
    Mas antes de eu agradecer por essa postagem russa romântica, digo uma outra coisa: de tanto ver PQP elogiando Shosta aqui no site, acabei dando mais uma chance, e te confesso que descobri Shostakovich e me percebo encantado e gostando cada vez mais.
    A tua última postagem sobre a 13a sinfonia é tristemente bela, de cabo a rabo: desde a história terrível de Babi Yar, o poema de Yevtushenko, a coragem de Kosolapov, e culminando com a música belíssima de Shostakovich.

    Agradeço a você não apenas por partilhar cultura e emoção nessa época de trevas, mas por ter me feito descobrir Shostakovich.
    Grade abraço, com afeto!

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