Gosto muito do movimento central da Sinfonia Nº 3 e do finale da Nº 4, mas, de resto, não são sinfonias que eu ame apaixonadamente. Só que, claro, são Sinfonias de um sinfonista, então são obras fundamentais dele, Jean Sibelius. A Sinfonia Nº 3, Op. 52 (1907) e a Sinfonia Nº 4, Op. 63 (1911) representam polos opostos em sua produção. A Terceira é uma obra de espírito quase neoclássico, culminando num finale grandioso. Em contraste radical, a Quarta é uma das sinfonias mais sombrias e introspectivas já escritas, mergulhando em uma linguagem harmônica austera, atonalidade incipiente e estruturas fragmentadas, refletindo uma crise pessoal do compositor e uma visão de mundo profundamente pessimista. Se a Terceira olha para fora, para a natureza e a epopeia nacional, a Quarta volta-se para os abismos interiores, marcando a transição decisiva de Sibelius do Romantismo Tardio para o Modernismo.
Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nº 3 & 4 (Slovak Philharmonic, Leaper)
Symphony No. 3 in C Major, Op. 52
1 I. Allegro moderato 10:09
2 II. Andantino con moto, quasi allegretto 07:49
3 III. Moderato – Allegro (ma non tanto) 08:35
Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63
4 I. Tempo molto moderato, quasi adagio 09:41
5 II. Allegro molto vivace 04:49
6 III. Il tempo largo 11:01
7 IV. Allegro 09:29
Conductor(s): Leaper, Adrian
Orchestra(s): Slovak Philharmonic Orchestra

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