Beethoven, Brahms, Mozart: Sonatas solo / para Violoncelo e Piano / Concerto

Já havia um certo tempo que eu tencionava postar este CD duplo, com peças de Beethoven, Brahms e Mozart, interpretados por Rudolf Serkin. Serkin nasceu na Boêmia, Império Astro-Húngaro. Como mostrava propensões para o piano, foi enviado para Viena aos 9 anos para estudar e aprimorar a sua técnica. Deu seu primeiro concerto aos 12 anos pela Filarmônica de Viena. Chegou a estudar composição com Schoenberg. Após mudar para os Estados Unidos na década de 30, Serkin tornou-se habitué da Filarmônica de Nova York, que tinha como diretor Arturo Toscanini. Segue este CD com uma pequena mostra de seu talento. O pianista morreu em 1991, aos oitenta e oito anos. Boa apreciação desse repertório bem escolhido!

DISCO 1

Ludwig van Beethoven (1770-1827) –
Sonata para piano no. 30 em E maior, Op. 109

01. Adagio espressivo
02. Prestissimo
03. Gesangvoll, mit innigster Empfindung
04. Variation I. Molto espressivo
05. Variation II. Leggiermente
06. Variation III. Allegro vivace
07. Variation IV. Etwas langsamer als das Thema
08. Variation V. Allegro, ma non troppo
09. Variation VI. Tempo l del tema (Cantabile)

Sonata para piano no.31 in A flat maior, Op.110
10. Moderato cantabile molto espressivo
11. Allegro molto
12. Adagio, ma non troppo – Fuga. Allegro, ma non troppo

Sonata para piano no.32 em C menor, Op.111
13. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
14. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

DISCO 2

Johannes Brahms (1833-1897)
Sonata para piano e violoncelo em E menor, Op.38
01. Allegro non troppo
02. Allegretto quasi menuetto
03. Allegro

*Mstilav Rostropovich, violoncelo

Wolfgand Amadeus Mozart (1756-1791) –
Concerto para piano e orquestra no.16 em D maior, K.451
04. Allegro assai (Cadenza. Mozart)
05. Andante
06. (Rondeau.) Allegro di molto (Cadenza. Mazart)

**Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado, regente

Rudolf Serkin, piano

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Rudolf Serkin e um apreciador
Rudolf Serkin e um apreciador

Carlinus

2 comments / Add your comment below

  1. O Beethoven é ao vivo, gravado quando Serkin tinha 84 anos (ou pelo menos foi o que li na Amazon). Estou ouvindo agora a no. 30 e me parece uma interpretação muito madura, de alguém que conhece essas sonatas há muitas décadas, e há uns detalhes bem diferentes dos de outros pianistas que conheço bem nessas últimas sonatas (Pollini, Brendel).
    É sempre ótimo comparar, afinal não creio que para gênios do porte de Beethoven uma única interpretação seja suficiente para transmitir tudo que está na partitura.

  2. Que pergunta difícil, cara!
    Muita gente boa já gravou a integral das sonatas, mas é difícil apontar uma como a melhor. Gilels tem uma quase integral (morreu antes de completar) que é a que mais me agrada. Pollini é (para mim) supremo nas últimas 5 sonatas, gosto dele na Apassionata também, mas ele não gravou todas ainda, e não gostei tanto de outras com ele. Brendel e Arrau têm um toque mais suave no piano que fica perfeito em certas sonatas mas sinto falta de um certo impacto nos movimentos rápidos das sonatas mais românticas.
    Um cara que terminou recentemente sua integral é Ronald Brautigam, que usa pianofortes imitando os da época de Beethoven, ele usa aquele instrumento que pode parecer uma piada comparado com um Steinway novo, e tira um som excelente, recomendo. Apesar de não ter ouvido toda a integral dele.
    E vários outros gravaram a integral ou sonatas esparsas: Kempff, Schnabel, o Serkin do post acima, Goode, Richter… Não conheço todos desta lista não, mas são nomes famosos no repertório.

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