Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti con Molti Instrumenti – Ensemble Matheus & Jean-Christophe Spinosi

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti con Molti Instrumenti – Ensemble Matheus & Jean-Christophe Spinosi

Vivaldi

 

Concerti con Molti Instrumenti

 

Estou quase certo, foi o língua de trapo do Stravinsky que afirmou ter Vivaldi escrito o mesmo concerto quinhentas vezes. Mesmo a mais infame afirmação pode conter uma grama de verdade. A afirmação, se é que houve, se foi exatamente assim, se foi feita pelo próprio Stravinsky, tem que ser considerada no contexto em que teria sido feita. Nos anos trinta havia complicados contextos políticos e sociais envolvidos e o ressurgimento da obra de Vivaldi a deixava superexposta.

Vivaldi viveu aqui…

O fato incontestável é que Vivaldi é muito bom! Seus concertos seguem sempre o formato allegro – adagio – allegro e duram perto de nove minutos, mas afirmar que são iguais uns aos outros é uma simplificação distorcente. Vivaldi tem imaginação e verve fenomenais. E ele teve no Pio Ospedale della Pietà seu laboratório de experimentos e entre suas alunas musicistas maravilhosas. Concertos para todos os tipos de instrumentos, inclusive alguns raros, que vinham do outro lado dos Alpes, devido às ótimas conexões venezianas com os fabricantes de instrumentos alemães. Além do Ospedale, Vivaldi trabalhou com outras orquestras, como a Orquestra de Dresden, dirigida por seu amigo e aluno Johann Georg Pisandel. Esta orquestra continha uma boa variedade de instrumentos de sopro, assim como a Orquestra da Ópera de Mantua. Por volta de 1720, Vivaldi também supriu música para a grande orquestra mantida em Roma pelo Cardeal Pietro Ottoboni, o grande mecenas das artes. Esta orquestra certamente tinha clarinetes entre seus instrumentos.

Exemplos indubitáveis das mil habilidades de Vivaldi são seus concertos com molti instrumenti. Estes concertos aparecem com frequência nos discos dos experts em música barroca, mas aqui temos algo bastante especial. Dois discos produzidos pelo selo francês Pierre Verany, com o Ensemble Matheus regido por Jean-Christophe Spinozi. O primeiro disco é intitulado Chalumeaux & Clarinettes Integral. Neste disco brilha o solista Gilles Thomé, que não só toca chalumeaux e clarintes, ele também as faz. O chalumeau é assim um parente distante do clarinete e caiu em desuso na medida que o clarinete foi sendo aperfeiçoado. O segundo disco traz concertos com misturas de instrumentos mais comuns como flautas transversa e doce, oboés e fagotes, com os tradicionais instrumentos de cordas e tiorbas, alaúdes, cravos e órgão. Entre os concertos deste disco, não deixe de notar o intitulado “Il Proteo o sia il Mondo al rovescio” e o que foi composto para “Sua Altezza Reale di Sassonia”! Nobres concertos. O título do primeiro concerto – O Mundo Virado de Cabeça para Baixo – refere-se ao violino e o violoncelo alternando-se no solo do concerto no mesmo intervalo tonal. Este disco individual foi postado pelo próprio PQP Bach.

Chalumeaux feitos pelo Gilles

Os músicos tocam instrumentos de época, mas isso não deve afastar nossos queridos leitores que preferem os instrumentos tradicionais. Nada aqui é agressivo ou abrasivo. Pelo menos aos meus ouvidos. Na verdade, se você estiver esperando os trompetes e fanfarras, vai se surpreender com a delicadeza e variedade dos sons. Vá em frente e deleite-se nesta superdose de música barroca italiana, produzida pela imaginação fervilhante do Petre Rosso, o Padre Vermelho!

Gilles Thomé ensaiando antes de você baixar os discos…

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerti con Molti Instrumenti, Volume 1

Chalumeaux & Clarinettes – Integrale

  1. [1-3] – Concerto em dó maior, RV 558 para duas flautas doces, dois chalumeaux, duas tiorbas, dois bandolins, dois violinos “in tromba marina” e violoncelo
  2. [4-7] – Concerto em si bemol maior, RV 579 – “Funebre”, para dois oboés “sordini”, chalumeau, três violas “alle inglese” e violino
  3. [8-10] – Concerto em dó maior, RV 555 para duas flautas doces, oboé, chalumeau, dois trompetes, violino, duas “violette inglesi” e dois cravos
  4. [11-13] – Concerto em dó maior, RV 560 para dois oboés, dois clarinetes, cordas e baixo contínuo
  5. [14-16] – Concerto em dó maior, RV 559 para dois oboés, dois clarinetes, cordas e baixo contínuo
  6. [17-19] – Concerto em dó maior, RV 556 “Per la Solennita di S. Lorenzo”, para duas flautas doces, dois oboés, dois clarinetes, fagote, dois violinos, cordas e baixo contínuo

Ensemble Matheus

Gilles Thomé, chalumeau e clarinete

Jean-Christophe Spinosi, solo de violino e direção

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Jean-Christophe Spinosi

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerti Con Molti Instrumenti, Volume 2

  1. [1-3] – Concerto No. 3 em sol menor, RV 577 – “Per l’Orchestra di Dresda”, para violino, dois oboés, duas flautas doces, dois fagotes e orquestra
  2. [4-6] – Concerto em fá maior, RV 572 – “Il Proteo o sia  il Mondo al rovescio”, para violino, duas flautas transversas, dois oboés, cravos, violoncelo e orquestra
  3. [7-9] – Concerto em ré menor, RV 566 para dois violinos, dois oboés, duas flautas doces, fagote e orquestra
  4. [10-12] – Concerto em lá maior, RV 585 – “In Due Cori”, para quatro violinos, quatro flautas doces, dois órgãos e duas orquestras
  5. [13-15] – Concerto em dó maior, RV 556 [2ª. Versão] – “Per la Per la Solennita di S. Lorenzo”, para dois violinos, duas flautas doces, dois oboés, fagote e orquestra
  6. [16-18] – Concerto em dó maior, RV 557 para dois violinos, dois oboés, duas flautas doces, fagote e orquestra
  7. [19-21] – Concerto em sol menor, RV 576 – “Sua Altezza Reale di Sassonia”, para violino, oboé, duas flautas doces, dois oboés, fagote, contrafagote e orquestra

Ensemble Matheus

Jean-Christophe Spinosi, solo de violino e direção

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MP3 | 320 KBPS | 157 MB

O próprio Vivaldi veio dar uma conferida

Veja o que um crítico (quase) anônimo disso no Amazon sobre o primeiro disco: Consacré aux clarinettes et chalumeaux, le volume 1 fait entendre des instruments en buis fabriqués par Gilles Thomé qui en joue ici avec un art consommé. Ecoutez par exemple son poétique dialogue crépusculaire avec le violon de J.C. Spinosi dans le Largo e cantabile du « per la solennita di S. Lorenzo »

O Volume 1 é consagrado aos clarinetes e chalumeaux, instrumentos de madeira fabricados por Gilles Thomé que os toca com arte consumada. Escute por exemplo seu poético diálogo crepuscular com o violino de J. C. Spinosi no Largo e cantabile do “Per la Solennita di S. Lorenzo”

Ele está se referindo à faixa 18 do Volume 1. Baixe o disco e confira!

René Denon

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nº 22 e 25 (Brendel/Marriner/St Martin in the Fields)

230 anos da queda da Bastilha!

Como foi dito na postagem de ontem, é interessante notar até que ponto a ascensão e o declínio da popularidade de Mozart em Viena coincidem com a ascensão e declínio das ideias iluministas no Império Austríaco. Os concertos que trago hoje, no aniversário de 230 anos do dia 14 de julho de 1789, mostram um Mozart no age da sua fama, compondo para orquestras grandes – para os padrões da época – e arrebatando as plateias vienenses com seu virtuosismo ao piano. Não há cadências escritas por Mozart para esses concertos (assim como para o 20, 21, 24 e o 26) provavelmente porque o compositor estreava os concertos, improvisava as cadências e não tinha tempo para compô-las para seus alunos tocarem. Vale ressaltar que, na época, qualquer pianista respeitável improvisava suas próprias cadências, ler a cadência e tocá-la nota por nota era coisa de iniciantes.

O tom mi bemol maior frequentemente era usado em obras impactantes e grandiloquentes como o Concerto Imperador e a Sinfonia Heroica de Beethoven. No Concerto nº 22 (1785) de Mozart, o sentimento heroico ocupa tdo o 1º moviemnto, desde o tema do primeiro compasso, enquanto os outros dois movimentos alternam entre momentos lentos e momentos heroicos: o 2º, lento e em dó menor, tem uma passagem rápida em dó maior no meio, enquanto o 3º, rápido, tem uma passagem lenta no meio. Esse procedimento simétrico é idêntico ao do Concerto nº 9 “jeunehomme”, também em mi bemol maior, e é um tipo de simetria que vemos, por exemplo, nas obras de Bartók, que sempre têm número ímpar de movimentos espelhados dessa forma.

O Concerto nº 25 é o mais longo de Mozart, um dos mais expansivos também em termos de orquestração e uso do piano. O tema principal do Concerto nº 25 (1786) tem uma grande semelhança com a Marselhesa, hino nacional francês, composto em 1792 pelo oficial do exército revolucionário francês Rouget de Lisle. Coincidência ou não, um hino para órgão composto em 1787 lembra ainda mais a harmonia da Marselhesa, enquanto o concerto 25 lembra mais o ritmo, então fica uma séria dúvida se o militar francês não cometia seus plágios aqui e ali… Ou se trataria apenas do “espírito da época” (Zeitgeist) ou, nas palavras de Jung, da sincronicidade?

Dúvidas e suposições à parte, temos aqui dois concertos do “Mozart heroico”, que precede em muitos sentidos o “Beethoven heroico”, aquele que tanta gente associou ao “espírito da Revolução”.

Concerto para piano e orquestra n. 22 em Mi bemol maior, KV. 482
1. Allegro
2. Andante
3. Allegro (Rondó)

Concerto para piano e orquestra n. 25 em Dó Maior, KV. 503
1. Allegro maestoso
2. Andante
3. Allegretto

Academy of St. Martin in the Fields
Alfred Brendel, Piano
Sir Neville Marriner, regência

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Pleyel

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nº 26 e 27 (Brendel/Marriner/St Martin in the Fields)

Iniciamos hoje, na véspera do aniversário de 230 anos da Revolução Francesa, uma série de postagens que é histórica em dois sentidos: (I) vamos ressuscitar aqui uma série que marcou época nos primórdios do P.Q.P.Bach, com o trio Mozart-Brendel-Marriner; (II) vamos abordar os concertos de Mozart de um ângulo diferente, falando menos da música em si e mais da época em que ela foi composta. E como nenhum homem é uma ilha, é evidente que a vida e a obra de Mozart foram afetadas pelas mudanças extraordinárias pelas quais a Europa passou nas décadas de 1780 e 90.

Com a palavra o acadêmico inglês Andrew Steptoe:

Mozart viveu em um período de grande agitação política, que viu as formas e as convenções da hierarquia estabelecida serem contestadas pelo crescimento do racionalismo e do Iluminismo.

O imperador José II, de sua regência, ainda como príncipe, em 1765, até sua morte em 1790, é considerado um déspota esclarecido que transformou em realidades práticas várias teorias dos pensadores do século 18. Ele pôs fim à discriminação contra as igrejas protestantes e ortodoxas em seu largo império, proibiu o trabalho infantil e a pena de morte.

Mas o mais importante para as classes médias era a liberdade de pensamento e o relaxamento da censura encorajados por José II. A liberdade intelectial que reinava nos salões vienenses tornou-se célebre por toda a Europa, e o avanço da maçonaria foi uma das consequências de tal atmosfera [não é preciso lembrar a influência da maçonaria na Flauta Mágica, na Música de funeral maçônica e tantas outras obras da última década de Mozart].

Esse clima, porém, não iria durar para sempre. O fim do reinado de José – que coincide com os últimos anos de Mozart – foi marcado por uma série de reviravoltas políticas e o restabelecimento de uma sociedade repressiva e profundamente desconfiada do pensamento livre. Essa brutal reviravolta tinha origens tanto dentro como fora do império austríaco.

Dentro das fronteiras, algumas reformas de José II provocaram uma reação hostil dos nobres, facilitada pela liberalização da censura. Mas o evento que levou ao autoritarismo foi a Revolução Francesa. Segundo uma testemunha britânica, a tomada da Bastilha no dia 14 de julho de 1789 provocou no imperador “as mais violentas ameaças de vingança, no caso em que algum insulto fosse feito à pessoa de sua irmã, Maria Antonieta”. Três meses depois, ela e Luís XVI eram expulsos de Versalhes por uma multidão.

Na Áustria as consequências foram dramáticas. Várias leis foram anuladas, Gottfried van Swieten, amigo e protetor de Mozart, perdeu o posto de censor, que voltou ao ministério da Polícia. Os jornais desapareceram, muitos homens foram presos sem processo legal e a maçonaria foi submetida a restrições. Após a morte de José, o breve reinado de seu irmão Leopoldo quase não trouxe mudanças.

É interessante notar até que ponto a ascensão e o declínio da popularidade de Mozart em Viena coincidem com o destino político do Iluminismo no império dos Habsburgos.

Fonte: Mozart Compendium (org. Landon, 1990)

Ou seja, fica a dica: quando um regime se sente ameaçado, a primeira vítima é a liberdade de expressão, aí incluídos os artistas. Vejamos o caso de Haydn: em 1790 morre o príncipe Nikolaus Esterházy, que era seu mecenas e o filho de Nikolaus, seguindo a tendência da época, dispensou quase todos os músicos. Haydn ficou com um pequeno salário, mas quase não havia demanda de novas composições, deixando-o livre para suas duas viagens a Londres (1790–1792 e 1794–1795), onde compôs algumas de suas maiores sinfonias, tanto em importância quanto em número de músicos, pois as orquestras londrinas não estavam em crise.

Mas voltemos a Mozart. Não é por acaso que a orquestração do Concerto nº 27 (de 1791) é muito mais enxuta do que a dos 7 concertos anteriores, sem tímpano e sem trompetes. O que o último concerto para piano de Mozart não tem em pompa e imponência, tem em sensibilidade e originalidade. Para Messiaen, esta obra, do último ano de Mozart, é iluminado por um sol poente, pela iniciação da morte, com destaque para a cadência do 1º movimento que, muito menos virtuosa que o usual, é cheia de hesitações, de silêncios, “na espera da grande partida…”

Vamos seguir de trás pra frente: o Concerto nº 26, um dos mais imponentes e grandiosos de Mozart, é de 1788, mas ficou conhecido como o “concerto da coroação” por ter sido tocado na coroação de Leopoldo II como Imperador do Sacro-Império Romano Germânico. Ao contrário do império Austro-Húngaro, que era hereditário, os líderes desse outro império eram eleitos e acumulavam o título de sagrado imperador com a coroa local. Leopoldo seria o penúltimo dessa linha que remontava a Carlos Magno no ano 800, pois Napoleão, em 1806, poria fim a esse império que, nas palavras de um fino observador, não era nem sagrado nem império e nem romano.

Fiquem agora com o texto original de PQP:

Depois da dura advertência que recebemos do Mozartiano à Espera, acordamos nesta manhã de sol e temperatura amena com o firme propósito de encerrar mais uma de nossas séries! A dos Concertos de 15 a 27, que são os bons. Adoro esses dois concertos e só a pura desídia explica o fato de eu não tê-los postado até hoje. A caixa ao lado é a da série completa da Philips. Os primeiros concertos são regidos por Eduard Melkus com a gordinha Ingrid Haebler ao piano, depois vem Ton Koopman com ele mesmo…, o concerto duplo vem com as irmãs Labeque até chegar à perfeição com Brendel e Marriner. Gosto muito de provocar Clara Schumann, mas nunca ousaria fazer críticas a seu ídolo Alfred Brendel, do qual ela — pasmem! – até coleciona fotos. Afinal, o homem é o vice-campeão, só perdendo mesmo para aquele senhor que recebeu em 2007 um prêmio como maior personalidade artística européia: Maurizio Pollini.

W. A. Mozart (1756-1791) – Concertos para Piano Nº 26 e 27

1. Concerto No. 26 In D, KV 537 ‘Coronation’: 1. Allegro
2. Concerto No. 26 In D, KV 537 ‘Coronation’: 2. Larghetto
3. Concerto No. 26 In D, KV 537 ‘Coronation’: 3. Allegretto

4. Concerto No. 27 In B Flat, KV 595: 1. Allegro
5. Concerto No. 27 In B Flat, KV 595: 2. Larghetto
6. Concerto No. 27 In B Flat, KV 595: 3. Allegro

Alfred Brendel, piano
Academy of St. Martin-in-the-Fields
Neville Marriner

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Pleyel

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

Um disco mais ou menos de um compositor mais ou menos. Mieczysław Weinberg (também Moisey ou Moishe Vainberg, Moisey Samuilovich Vaynberg) foi um compositor soviético de origem polonesa-judaica. A partir de 1939, viveu na União Soviética e na Rússia e perdendo a maior parte de sua família no Holocausto. Deixou enorme obra que inclui vinte e duas sinfonias e dezessete quartetos de cordas. Acho que este disco interessa mais aos estudantes de violino moderno. Há bons momentos — como aquele em que Weinberg cita Shostakovich — e outros bem rotineiros, apesar dos esforços de Gidon Kremer.

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

1 Prelude No. 1 2:10
2 Prelude No. 2 1:20
3 Prelude No. 3 1:07
4 Prelude No. 4 1:59
5 Prelude No. 5 2:33
6 Prelude No. 6 1:01
7 Prelude No. 7 1:44
8 Prelude No. 8 1:01
9 Prelude No. 9 1:35
10 Prelude No. 10 1:50
11 Prelude No. 11 1:56
12 Prelude No. 12 2:50
13 Prelude No. 13 1:41
14 Prelude No. 14 0:59
15 Prelude No. 15 4:00
16 Prelude No. 16 1:54
17 Prelude No. 17 2:22
18 Prelude No. 18 3:14
19 Prelude No. 19 2:02
20 Prelude No. 20 2:02
21 Prelude No. 21 1:44
22 Prelude No. 22 1:11
23 Prelude No. 23 2:15
24 Prelude No. 24 3:16

Gidon Kremer, violin

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Shosta, Weinberg e uma bela cabeça de mulher.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Cello Sonatas / Franz Schubert (1797-1828): Arpeggione Sonata

Johannes Brahms (1833-1897): Cello Sonatas / Franz Schubert (1797-1828): Arpeggione Sonata

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nathalie Clein tem estilo ao interpretar lindamente esse esplêndido programa de Brahms + Schubert. A gravação tem alguns detalhes que fazem a alegria de meu combalido coração: ouve-se claramente a carpintaria do cello. Clein tem bom som e parece não se importar muito em bater com o arco, nem com provocar alguns ronquinhos. Ah, e ela respira bastante, de forma e audível, fato natural em seres humanos. Prefiro a atmosfera de um concerto ao vivo do que a perfeição técnica provocada por engenheiros de som ciosos de limpeza, higiene e segurança no trabalho.

Em 1994, aos 17 anos, a violoncelista Natalie Clein foi a primeira vencedora do concurso britânico Festival Eurovisão de Jovens Músicos. Ela não se apressou em correr para uma carreira solo, tendo se concentrado em estudos com o grande Heinrich Schiff, bem como em desenvolver uma reputação internacional de concertos com orquestras, executando e colaborando com gente como Martha Argerich, Ian Bostridge e Steven Isserlis.

Este é seu CD de estreia (2004). Um desafio. As duas extraordinárias sonatas românticas de Brahms, juntamente com a Arpeggione.

Brahms: Cello Sonatas / Schubert: Arpeggione Sonata

1. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: I. Allegro vivace 8:54
2. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: II. Adagio affettuoso 6:45
3. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: III. Allegro passionato 6:59
4. Cello Sonata No. 2 in F Op. 99: IV. Allegro molto 4:18

5. Arpeggione Sonata in A minor D821: I. Allegro moderato 11:42
6. Arpeggione Sonata in A minor D821: II. Adagio – 4:10
7. Arpeggione Sonata in A minor D821: III. Allegretto 8:45

8. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: I. Allegro non troppo 13:46
9. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: II. Allegretto quasi Menuetto 5:51
10. Cello Sonata No. 1 in E minor Op. 38: III. Allegro 6:35

Natalie Clein, violoncelo
Charles Owen, piano

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Natalie Clein na sala de espera da PQP Bach Foundation.

PQP

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI) — Cantatas para Funerais

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI) — Cantatas para Funerais

Um lindo disco de Cantatas alemãs. A primeira coisa que impressiona é a acachapante superioridade de Telemann e Bach sobre seus pares. Não há como comparar, são de turmas inteiramente diferentes. O CD é realmente muito bom. O Ricercar Consort é competentíssimo assim como o time de cantores. A Cantata BWV 106 de Bach, também conhecida como Actus tragicus, é uma antiga cantata sagrada composta por Johann Sebastian Bach aos 22 anos (!) em Mühlhausen, destinado ao funeral de um reitor, se não me engano. Bach escreveu o trabalho para quatro partes vocais e um pequeno conjunto de instrumentos barrocos, duas flautas doces, duas violas da gamba e contínuo. A peça é iniciada por uma Sonatina instrumental. “Actus tragicus”, como sublinha Raffaele Mellace em seu volume dedicado às cantatas de Bach,  significa uma peça oratória de texto bíblico destinado a ocasiões solenes, tese corroborada pela hipótese cada vez mais consolidada de que não se trata necessariamente de uma cantata fúnebre, mas de uma obra penitencial. Fica a dúvida.

Bach / Telemann / Boxberg / Riedel: Deutsche Barock Kantaten (VI)

Telemann — Du Aber, Daniel, Gehe Hin 27:39
1 Sonata 3:02
2 Chæur: Du Aber Daniel 2:29
3 Récitatif: Mit Freuden Folgt Die Seele 0:54
4 Aria: Du Aufenhalt Der, Blasen Sorgen 5:19
5 Accompagnato: Mit Sehnendem Verlangen 0:43
6 Aria: Brecht, Ihr Müden Augenlieder 6:01
7 Récitatif: Dir Ist, Hochsel’ger Mann 1:38
8 Chæur: Schlaf Wohl, Ihr Seligen Gebeine 7:34

Boxberg — Bestelle Dein Haus 6:48
9 Bestelle Dein Haus – Herr, Lehre Doch Mich 1:46
10 Herzlich Tut Mich Verlangen 1:29
11 Christus Ist Mein Leben – Ich Habe Lust, Abzuscheiden 1:58
12 Wenn Gleich Süss Ist Das Leben 1:36

Riedel — Harmonische Freude Frommer Seelen 11:45
13 Ich Freue Mich Im Herrn 4:15
14 In Dem Herrn Ich Mich Erfreue 5:19
15 Choral: Ich Habe Dich Je Und Je Geliebet 2:11

Bach — Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit Actus Tragicus, Kantate BWV 106 20:21
16 Sonatina 3:00
17 Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit 8:37
18 In Deine Hände 6:13
19 Glorie, Lob, Ehr’ Und Herrlichkeit 2:33

Bass Vocals – Max Van Egmond
Bassoon – Marc Minkowski
Cello – Roel Dieltiens
Countertenor Vocals – James Bowman (2)
Double Bass – Eric Mathot
Oboe – Hugo Reyne, Pascale Haag
Orchestra [Original Instruments] – Ricercar Consort
Organ – Johan Huys, Yvon Reperant*
Recorder – Frédéric de Roos, Patrick Denecker
Soprano Vocals – Greta de Reyghere
Tenor Vocals – Guy De Mey
Viola d’Amore – Georges Longree*, Ghislaine Wauters
Viola da Gamba – Philippe Pierlot (2), Sophie Watillon
Violin – François Fernandez, Mihoko Kimura

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A música é sacra, mas a gente gosta é de Frans Hals (1580-1666). ESte é seu autorretrato.

PQP

Georg Phillip Telemann – Paris Quartets – Irmãos Kuijken, Gustav Leonhardt

Junte os Irmãos Kuijken (para quem não sabe de quem estou falando, a relação dos nomes com seus respectivos instrumentos está logo abaixo) e Gustav Leonhardt no mesmo CD e o resultado só pode ser um: excepcional. São músicos com todas as letras maiúsculas, gente que respira, ou respirava, música vinte e quatro horas por dia.

Este CD dedicado aos quartetos para Flauta de Telemann é um daqueles discos obrigatórios, indispensáveis para todo aqueles que querem conhecer um pouco mais a música do compositor alemão. Enquanto eu me preparava para esta verdadeira maratona de música de Telemann ouvi outras duas versões que tenho destes quartetos com outros dois grandes flautistas: Jean Pierre Rampal e Franz Brüggen. Optei pela versão dos Kuijken por ser a mais completa. Mas pretendo trazer estas outras duas versões, em outra ocasião. Os doze quartetos estão aqui, ao contrário das outras versões que tenho. Todas elas de excelente qualidade, volto a salientar.

CD 1

01. No. 1 Concerto Primo · Grave – Allegro
02. No. 1 Concerto Primo · Largo
03. No. 1 Concerto Primo · Presto
04. No. 1 Concerto Primo · Largo
05. No. 1 Concerto Primo · Allegro
06. No. 2 Concerto Secondo · Allegro
07. No. 2 Concerto Secondo · Affettuoso
08. No. 2 Concerto Secondo · Vivace
09. No. 3 Sonata Prima · Soave
10. No. 3 Sonata Prima · Allegro
11. No. 3 Sonata Prima · Andante
12. No. 3 Sonata Prima · Vivace
13. No. 4 Sonata Seconda · Andante
14. No. 4 Sonata Seconda · Allegro
15. No. 4 Sonata Seconda · Largo
16. No. 4 Sonata Seconda · Allegro
17. No. 5 Première Suite · Prélude Viternent
18. No. 5 Première Suite · Rigaudon
19. No. 5 Première Suite · Air
20. No. 5 Première Suite · Replique
21. No. 5 Première Suite · Menuet I – Menuet II
22. No. 5 Première Suite · Gigue
23. No. 6 Deuxième Suite · Prélude Gaîment
24. No. 6 Deuxième Suite · Air Modérément
25. No. 6 Deuxième Suite · Réjouissance
26. No. 6 Deuxième Suite · Courante
27. No. 6 Deuxième Suite · Passepied

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CD 2

01. No. 7 Premier Quatuor · Prélude Vivement
02. No. 7 Premier Quatuor · Tendrement
03. No. 7 Premier Quatuor · Vite
04. No. 7 Premier Quatuor · Gaiement
05. No. 7 Premier Quatuor · Modérément
06. No. 7 Premier Quatuor · Vite
07. No. 8 Deuxième Quatuor · Allègrement
08. No. 8 Deuxième Quatuor · Flatteusement
09. No. 8 Deuxième Quatuor · Légèrement
10. No. 8 Deuxième Quatuor · Un peu vivement
11. No. 8 Deuxième Quatuor · Vite
12. No. 8 Deuxième Quatuor · Coulant
13. No. 9 Troisième Quatuor · Prélude Un peu vivement
14. No. 9 Troisième Quatuor · Légèrement
15. No. 9 Troisième Quatuor · Gracieusement
16. No. 9 Troisième Quatuor · Vite
17. No. 9 Troisième Quatuor · Modéré
18. No. 9 Troisième Quatuor · Gai
19. No. 9 Troisième Quatuor · Lentement – Vite

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3

01. No. 10 Quatrième Quatuor · Prélude Vivement – Flatteusement
02. No. 10 Quatrième Quatuor · Coulant
03. No. 10 Quatrième Quatuor · Gai
04. No. 10 Quatrième Quatuor · Vite
05. No. 10 Quatrième Quatuor · Triste
06. No. 10 Quatrième Quatuor · Menuet Modéré
07. No. 11 Cinquième Quatuor · Prélude Vivement
08. No. 11 Cinquième Quatuor · Gai
09. No. 11 Cinquième Quatuor · Modéré
10. No. 11 Cinquième Quatuor · Modéré
11. No. 11 Cinquième Quatuor · Pas vite
12. No. 11 Cinquième Quatuor · Un peu gai
13. No. 12 Sixième Quatuor · Prélude À discrétion – Très vite
14. No. 12 Sixième Quatuor · Gai
15. No. 12 Sixième Quatuor · Vite
16. No. 12 Sixième Quatuor · Gracieusement
17. No. 12 Sixième Quatuor · Distrait
18. No. 12 Sixième Quatuor · Modéré

CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Barthold Kujiken – Flute
Sigiswald Kuijken – Violin
Wieland Kuijken – Cello
Gustav Leonhardt – Harpsichord

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. III – Le Cantate Per Il Cardinal Ottoboni

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. III – Le Cantate Per Il Cardinal Ottoboni

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A dificuldade em postagem de coleções é a minha falta de tempo. Trabalhando o dia inteiro, na frente de um computador, quando chego em casa, nem quero ligar o meu. Tomo um banho, assisto um pouco de TV, e cama.

Mas Handel fez aniversário no último dia 23. E como a data quase coincide com a data de meu próprio aniversário (dia 26), não poderia deixar uma data destas passar em branco. Handel completaria 326 anos,e  eu completei 46 anos bem vividos, infelizmente com os clássicos problemas financeiros, mas depois de um ano no qual fiz constantes visitas ao médico, com direito a uma cirurgia bem sucedida, posso me considerar uma pessoa feliz, e isso é o que importa.

Já falei, e cansei os senhores, de tanto que digo o quanto adoro Handel, e estas suas cantatas são uma prova de sua precoce genialidade, lembrando que foram escritas quando tinha pouco mais de 20 anos de idade. Suas aventuras na Itália estão descritas no excelente booklet em anexo, assim como as descrições das respectivas peças.

Por algum motivo, no terceiro CD não temos a magnífica Roberta Invernizzi, que foi substituída por Raffaella Milanesi. Não queria dizer isso, mas sinto falta neste cd de toda a carga dramática que a Invernizzi dá às suas interpretações. O conjunto “La Risonanza” continua impecável.

Espero que apreciem.

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. III – Le Cantate Per Il Cardinal Ottoboni

01 – Ero E Leandro (HWV 150)- Qual Ti Riveggio
02 – Ero E Leandro (HWV 150)- Empio Mare, Onde Crudeli
03 – Ero E Leandro (HWV 150)- Amor Che, Ascoso
04 – Ero E Leandro (HWV 150)- Se La Morte Non Vorrà
05 – Ero E Leandro (HWV 150)- Questi Dalla Mia Fronte
06 – Ero E Leandro (HWV 150)- Si Muora, Si Muora
07 – Ero E Leandro (HWV 150)- Ecco, Gelide Labbra

08 – No Se Emendará Jamás (HWV 140)- No Se Emendará Jamás
09 – No Se Emendará Jamás (HWV 140)- Si Del Quereros Es Causa
10 – No Se Emendará Jamás (HWV 140)- Dícente Mis Ojos

11 – Spande Ancor A Mio Dispetto (HWV 165)- Spande Ancor A Mio Dispetto
12 – Spande Ancor A Mio Dispetto (HWV 165)- Oh! Che Da Fiere Pene
13 – Spande Ancor A Mio Dispetto (HWV 165)- Da Balza In Balza

14 – La Risonanza – Bonizzoni – Ah! Crudel, Nel Pianto Mio (HWV 78)- Sonata
15 – Ah! Crudel, Nel Pianto Mio (HWV 78)- Ah! Crudel, Nel Pianto Mio
16 – Ah! Crudel, Nel Pianto Mio (HWV 78)- Non Sdegnerai D’amar
17 – Ah! Crudel, Nel Pianto Mio (HWV 78)- Di Quel Bel Ch’il Ciel Ti Diede
18 – Ah! Crudel, Nel Pianto Mio (HWV 78)- Balena Il Cielo
19 – Ah! Crudel, Nel Pianto Mio (HWV 78)- Per Trofei Di Mia Costanza

Raffaella Milanesi – Soprano
Salvo Vitale  – Baixo
La Risonanza
Fabio Bonizzoni – Harpsichord & Director

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Este é Fabio Bonizzoni, chefe de La Risonanza

FDPBach

Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672): Musicalische Exequien – Vox Luminis, dir. Lionel Meunier – 2012

Musicalische Exequien

Heinrich Schütz
Alemanha, 1585-1672

Vox Luminis
dir. Lionel Meunier

2012

 

Heinrich Schütz, considerado um dos 10 melhores compositores barroco segundo a revista britânica Gramophone. (https://www.gramophone.co.uk/feature/top-10-baroque-composers). Musicalische Exequien, considerada uma de suas obras primas, pela mesma publicação. Abaixo, os comentários da Gramophone sobre esta obra:

Se você ainda não percebeu que o Musicalische Exequien – a sequência fúnebre de 30 minutos que Schütz compôs em 1636 para o Príncipe Heinrich Posthumus von Reuss – é uma obra-prima, então este disco deve, de alguma forma, convencê-lo. Schütz tirou seus textos do próprio Reuss, ou mais especificamente dos trechos bíblicos que ele ordenou que fossem inscritos em seu sarcófago densamente decorado, de modo que não tem exatamente a mesma conotação pessoal como o trabalho com o qual é freqüentemente comparado, o Réquiem Alemão de Brahms. Nem se baseia nos mesmos recursos, sendo escrito para um pequeno conjunto de vozes com acompanhamento contínuo simples, mas a habilidade e refinamento com que Schütz manipula passagens de solo e tutti, e a profundidade e precisão emocional de sua resposta ao texto, resultam em algo não menos profundo e não menos tocante em sua visão totalmente luterana da morte como libertação bem-vinda das dores do mundo no cuidado amoroso de Deus. Ouvindo a pungente conclusão de Nunc dimittis, é preciso imaginar se a morte alguma vez pareceu mais nobre ou sublime.

As 12 vozes do grupo belga Vox Luminis depositaram sua fé no foco tonal e em texturas docemente balanceadas. Embora se espere um certo frescor, o canto deles produz música de beleza íntima e dolorosa. O som gravado, suavemente ressonante, é perfeito. Esta grande obra é precedida por outros temas funerários de Schütz, incluindo mais dois cenários do Nunc dimittis e um sincero memorial do músico ao compositor Schein. Nas mãos de Vox Luminis, até mesmo os quatro versos do coral uníssono de Lutero, Mit Fried und Freud, sensibilizam o coração. Um disco maravilhoso.

Heinrich Schütz
01. Herr, nun lassest du deinen Diener in Friede Fahen, SWV 432
02. Ich bin die Auferstehung und das Leben, SWV 464
03. Herr, nun lassest du deinen Diener in Friede fahen, SWV 433
04. Das ist je gewisslich wahr, SWV 277
05. Wir glauben all an einen Gott
06. Mit Fried und Freud fahr ich dahin

Musicalische Exequien, SWV 279
07. Concert in Form einer teutschen Begrabnis-Missa: Nacket bin ich
08. Concert in Form einer teutschen Begrabnis-Missa: Also hat Gott die Welt geliebt

09. Herr, wenn ich nur dich habe, SWV 280
10. Herr, nun lassest du deinen Diener in Friede fahren, SWV 281

Schütz: Musicalische Exequien
Vox Luminis
dir. Lionel Meunier
2012

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powered by iTunes 12.8.2 | 56 min

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

George Phillip Telemann (1681-1767) – Triple Concertos – Simon Standage, etc., Collegium 90

Dentro da imensa obra de Telemann, os Concertos se destacam, para os mais diversos instrumentos. E nesta ótima gravação do veterano Simon Standage, temos os Concertos Triplos: Flauta, Violino e Cello, Flauta, oboe d’amore, viola d’amore, e mais uma série de possibilidades. Ele explorou de tudo um pouco, algumas com qualidade menor que outras, mas que nos ajudam a nos dar um panorama de sua produção.
O ótimo Collegium 90, dirigido pelo violinista barroco Simon Standage, é um dos melhores conjuntos musicais da atualidade, especializados em música dos períodos Barroco e Classicismo. Já trouxemos outras gravações deles por aqui, sempre gravados pelo selo inglês Chaconne, braço do selo Chandos.
Espero que apreciem.

01. Concerto in B flat major for 3 oboes, 3 violins & continuo – I. Allegro
02. Concerto in B flat major for 3 oboes, 3 violins & continuo – II. Largo –
03. Concerto in B flat major for 3 oboes, 3 violins & continuo – III. Allegro

Anthony Robson, Richard Earle, Cherry Forbes – oboes
Simon Standage, Micaela Comberti, Catherine Weiss – violins

04. Concerto in A major for flute, violin, cello & strings – I. Largo
05. Concerto in A major for flute, violin, cello & strings – II. Allegro
06. Concerto in A major for flute, violin, cello & strings – III. Grazioso –
07. Concerto in A major for flute, violin, cello & strings – IV. Allegro

Rachel Brown flute
Simon Standage violin
Jane Coe cello

08. Concerto in F major for 3 violins & strings – I. Allegro
09. Concerto in F major for 3 violins & strings – II. Largo –
10. Concerto in F major for 3 violins & strings – III. Vivace

Simon Standage, Micaela Comberti, Catherine Weiss – violins

11. Concerto in E major for flute, oboe d’amore, viola d’amore & strings – I. Andante
12. Concerto in E major for flute, oboe d’amore, viola d’amore & strings – II. Allegro
13. Concerto in E major for flute, oboe d’amore, viola d’amore & strings – III. Siciliano –
14. Concerto in E major for flute, oboe d’amore, viola d’amore & strings – IV. Vivace

Rachel Brown flute
Anthony Robson oboe d’amore
Simon Standage viola d’amore

COLLEGIUM MUSICUM 90
Simon Standage

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.: interlúdio :. O legendário João Gilberto

.: interlúdio :. O legendário João Gilberto

Sem Palavras

 

Apenas nossa homenagem!

The Legendary João Gilberto

  1. Chega de Saudade – (Antônio Carlos Jobim – Vinicius de Moraes)
  2. Desafinado – (Antônio Carlos Jobim – Newton Mendonça)
  3. Samba de Uma Note Só – (Antônio Carlos Jobim – Newton Mendonça)
  4. O Pato – (Jayme Silva – Neuza Teixeira)
  5. Bolinha de Papel – (Geraldo Pereira)
  6. Amor em Paz – (Antônio Carlos Jobim – Vinicius de Moraes)
  7. Trevo de 4 Folhas – (Mort Dixon – Harry Woods)
  8. O Barquinho – (Roberto Menescal – Ronaldo Bôscoly)
  9. Lobo Bobo – (Carlos Lyra – Ronaldo Bôscoly)
  10. Bim Bom – (João Gilberto)
  11. Hô-Bá-Lá-Lá – (João Gilberto)
  12. Aos Pés da Cruz – (Marino Pinto – Zé da Zilda)
  13. É Luxo Só – (Ary Barroso – Luiz Peixoto)
  14. Outra Vez – (Antônio Carlos Jobim)
  15. Coisa Mais Linda – (Carlos Lyra – Vinicius de Morais)
  16. Este Seu Olhar – (Antônio Carlos Jobim)
  17. Trenzinho – (Lauro Maia)
  18. Brigas, Nunca Mais – (Antônio Carlos Jobim – Vinicius de Moraes)
  19. Saudade Fez Um Samba – (Carlos Lyra – Ronaldo Bôscoly)
  20. Amor Certinho – (Roberto Guimarães)
  21. Insensatez – (Antônio Carlos Jobim – Vinicius de Moraes)
  22. Rosa Morena – (Dorival Caymmi)
  23. Morena Boca de Ouro – (Ary Barroso)
  24. Maria Ninguém – (Carlos Lyra)
  25. A Primeira Vez – (Bide – Marçal)
  26. Presente de Natal – (Nelcy Noronha)
  27. Samba da Minha Terra – (Dorival Caymmi)
  28. Saudade da Bahia – (Dorival Caymmi)
  29. Corcovado – (Antônio Carlos Jobim)
  30. Só em Teus Braços – (Antônio Carlos Jobim)
  31. Meditação – (Antônio Carlos Jobim – Newton Mendonça)
  32. Você e Eu – (Carlos Lyra – Vinicius de Morais)
  33. Doralice – (Antônio Almeida – Dorival Caymmi)
  34. Discussão – (Antônio Carlos Jobim – Newton Mendonça)
  35. Se é Tarde, me Perdoa – (Carlos Lyra – Ronaldo Bôscoly)
  36. Um Abraço no Bonfá – (João Gilberto)
  37. Manhã de Carnaval – (Luiz Bonfá – Antônio Maria)
  38. Medley: O Nosso Amor/A Felicidade – (Antônio Carlos Jobim – Vinicius de Moraes)

Compilação de Gravações de 1958 a 1961

Transferências para a mídia digital: Ron Macmaster

Foto da Capa: Francisco Pereira (1958)

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Valeu!

René Denon

Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767): Concertos & Cantata Ihr Völker hört – Florilegium Ensemble

Georg Philipp Telemann
Alemanha, 1681-1767

Concertos & Cantata Ihr Völker hört

Florilegium Ensemble
Clare Wilkinson (mezzo-soprano)

2016

 

Telemann, considerado um dos 10 melhores compositores barroco segundo a revista britânica Gramophone. (https://www.gramophone.co.uk/feature/top-10-baroque-composers). Concertos & Cantata Ihr Völker hört, considerada uma de suas obras primas, pela mesma publicação. Abaixo, os comentários da Gramophone sobre esta obra:

Este atraente programa misto de obras da Telemann com flauta ou flauta doce foi projetado por Ashley Solomon para celebrar o 25º aniversário do Florilegium. O Concerto Triplo para Flauta, Oboé d’amore e Viola d’amore em mi maior (TWV53: E1) destaca-se como uma das obras-primas mais sedutoras do compositor: a abertura límpida Andante soa como uma serena evocação do nascer do sol que antecipa o maduro Haydn por muitas décadas; os solistas Solomon, Alexandra Bellamy e Bojan Čičić tocam com elegante ‘finesse’, e também evocam uma refinada melancolia em uma Siciliana intimamente conversacional. 

Concerto Duplo para Flauta Doce e Viola da Gamba em lá menor (TWV52: a1) é um exemplo encantador do gosto de Telemann por sintetizar estilos musicais franceses e italianos com elementos da música folclórica polonesa; a elegância civilizada de Florilegium no estilo francês Grave, a suave influência italiana no Allegro, e o dueto de Solomon com o músco Reiko Ichise no Dolce tem sensibilidade pastoral. Sempre se apresentando com cultivado refinamento, o Florilegium fornece uma alternativa contemplativa para a abordagem mais firmemente texturizada e aguda tomada porLa Stagione Frankfurt (CPO, 2015).

No coração do programa está Ihr Völker hört (TWV1: 921), uma cantata para voz solo e instrumento obbligato (tocada aqui na flauta por Solomon) que foi publicada na primeira parte da série Harmonischer Gottes-Dienst (Hamburgo, 1725 26). O canto agradavelmente suave e articulado de Clare Wilkinson comunica o alegre texto da Epifania. Solomon ocupa o centro do palco em um Concerto para Flauta em Ré maior (TWV51: D2), mas meus ouvidos foram atraídos igualmente para o simpático continuo-playing do teorbista David Miller e do cravista Terence Charlston.

O final é um Overture and Dance Suite em F maior (TWV55: F16), dedicado ao Landgrave de Darmstadt e provavelmente escrito no final da longa vida de Telemann; no turbulento Ramellian ‘Tempête’ um par de trompa e fagote estão em uma forma emocionante, então é uma pena que três das danças não coubessem no disco.

Georg Philipp Telemann
01 – 04 – Concerto in E major TWV53
05 – 08 – Concerto in A minor TWV52
09 – 11 – Cantata Ihr Völker hört TWV1
12 – 15 – Concerto in D major TWV51
16 – 19 – Concerto a 4 in A minor TWV43
20 – 25 – Overture in F major TWV55

Florilegium Ensemble
2016

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MP3 | 320 KBPS | 184 MB

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Antonio Salieri (1750-1825): Aberturas

Antonio Salieri (1750-1825): Aberturas

Salieri é um caso de incompreensão. A importância do compositor para a música do século XIX foi considerável.  Mas sua relevância foi minimizada em decorrência de boatos históricos. Sua música, entretanto, foi bastante conhecida à época em que o compositor viveu. Salieri não foi, historicamente, o sujeito invejoso e mesquinho retratado pelo cinema — mais precisamente no filme Amadeus (1984), de Milos Forman. O compositor gozou de um prestígio social considerável. Foi preceptor de Liszt, Mozart, Schubert, Meyerbeer, Beethoven, Hummel, entre outros. Esse quadro pintado por mim é uma pequena amostra do talento de Salieri. Sim, ele não possui o talento de Mozart, Haydn, Beethoven ou mesmo Hummel, mas merece ser conhecido por aquilo que fez. Não deixe de ouvir!

Antonio Salieri (1750-1825): Aberturas

01 – La secchia rapita
02 – Les Danaides
03 – Palmira Regina di Persia
04 – La fiera di Venezia
05 – Axur Re d’Ormus
06 – La Grotta di Trofonio
07 – Ouverture in Re maggiore
08 – Europa Riconosciuta
09 – Variazioni sulla Follia di Spagna

Moldavian National Symphony Orchestra
Silvano Frontalini, regente

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Antonio_Salieri (pintura de Joseph Willibrord Mähler)

Carlinus

Frederic Chopin (1810-1849): Piano Works – Études, Impromptus, Sonatas, Concertos – Tamás Vásary

Não tenho muita certeza, mas creio que a primeira vez que ouvi Chopin foi com este grande pianista hungaro, Tamás Vásáry. Maiores detalhes não saberia dar, mas foi há muito tempo atrás. No tempo em eu ainda andava de calça curta e corria empinando pipa, ou então, pedalava quilômetros para cima e para baixo com minha Monareta. Era ainda um pré adolescente, sem muito entender o mundo a minha volta. A escola em que estudava ficava a meros 100 metros de minha casa, nem precisava pegar ônibus. Como sei que foi com o Tamás Vásáry? Ou teria sido com Rubinstein? A memória nos prega peças a partir de certa idade. De qualquer maneira, foi nesta época que Chopin me foi apresentado. Além disso fui precoce em matéria de música clássica, graças a minha mãe, que sempre me incentivou a ouvir este estilo musical. Ouvia no final de domingo o programa de música clássica da Rádio local, e prestava atenção quando ele dava os detalhes de quem estava tocando. Por algum motivo, comecei a memorizar aquilo. Antes dos doze anos já sabia quem era Arthur Rubinstein, Herbert von Karajan, Arturo Toscanini, entre outros. Quando ia na casa de minha avó eu ouvia os discos das coleções da Reader’s Digest de música ligeira (???), e por algum motivo estranho, sempre tinha alguma obra de Chopin ali, ao lado das Aberturas da Cavalaria Rusticana, ou do William Tell, e claro, da Abertura 1812 de Tchaikovsky ou alguma outra passagem do Lago dos Cisnes ou do Quebra Nozes.

Mas Tamás Vásáry foi um grande pianista, que se especializou exatamente no repertório romântico. Suas gravações pela Deutsche Grammophon venderam horrores. E estas suas gravações de Chopin são altamente conceituadas. Esta coleção que estou postando é composta de seis cds, que trarei em duas postagens com três cds cada.

CD 4

1 – 12 – Études, op. 10
13 – 24 – Études, op. 25
25-28 – Impromptus

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CD 5

01. Chopin Piano Sonata No.2 in B flat minor, Op.35 – I. Grave – Doppio movimento
02. Chopin Piano Sonata No.2 in B flat minor, Op.35 – II. Scherzo
03. Chopin Piano Sonata No.2 in B flat minor, Op.35 – III. Marche Funebre
04. Chopin Piano Sonata No.2 in B flat minor, Op.35 – IV. Presto
05. Chopin Piano Sonata No.3 in B minor, Op.58 – I. Allegro Maestoso
06. Chopin Piano Sonata No.3 in B minor, Op.58 – II. Scherzo. Molto Vivace
07. Chopin Piano Sonata No.3 in B minor, Op.58 – III.Largo
08 Chopin Piano Sonata No.3 in B minor, Op.58 – IV. Finale. Presto non tanto
09. Chopin Mazurka in D major, Op.Posth. – Allegro non troppo
10. Chopin Mazurka in C major, Op.67 No.3 – Allegretto
11. Chopin Mazurka in A minor, Op 68 No.2 – Lento
12. Chopin Mazurka in B flat major, Op.7 No.1 – Vivace
13. Chopin Introduction and Variations on a German National Air ‘Der Schweizerbub
14. Chopin Mazurka in A flat major, Op.Posth. – Poco mosso
15. Chopin Berceuse in D flat major, Op.57 – Andante
16. Chopin Polonaise ¡°Hero¡± in A flat major, Op.53 – Maestoso

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CD 6

01. Chopin Piano Concerto No.1 – I. Allegro maestoso
02. Chopin Piano Concerto No.1 – II. Romance. Larghetto
03. Chopin Piano Concerto No.1 – III. Rondo. Vivace
04. Chopin Piano Concerto No.2 – I. Maestoso
05. Chopin Piano Concerto No.2 – II. Larghetto
06. Chopin Piano Concerto No.2 – III. Allegro vivace

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Tamás Vásary – Piano
Berliner Philharmoniker

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Pois é, gostei muito mais de Tissues (peças rearranjadas para violoncelo e percussão, retiradas da trilha de Naqoyqatsi) do que das Canções e Poemas para Violoncelo Solo. Bem o disco representa a estreia da violoncelista Wendy Sutter. Songs and Poems for Solo Cello é uma obra de sete movimentos de Philip Glass. Conhecido por obras escritas para grupos maiores, como concertos e sinfonias, estas canções mostram o compositor em seu mais íntimo. Obra de qualidade média, na minha opinião. Também estão no disco Tissues, compostos para o filme Naqoyqatsi, e que são obras escritas para violoncelo, percussão e piano. Como disse, gostei muito mais da segunda.

O som do violoncelo de Wendy Sutter é esplêndido. Trata-se de um Stradivarius de 1620. Te mete.

Philip Glass (1937): Songs and Poems for Solo Cello

Philip Glass (1937 – )
Songs and Poems for Solo Cello
1. Song I [3:30]
2. Song II [5:52]
3. Song III [2:01]
4. Song IV [3:01]
5. Song V [5:47]
6. Song VI [3:47]
7. Song VII [5:11]

Tissues (from Naqoyqatsi)
8. Tissue No. 1 [4:30]
9. Tissue No. 2 [3:07]
10. Tissue No. 6 [3:13]
11. Tissue No. 7 [3:12]

Wendy Sutter, cello
David Cossin, percussion
Philip Glass, piano

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Wendy Sutter tenta seduzir Philip Glass, que a ignora

PQP

Frederic Chopin (1810 – 1849) – Piano Works – Nocturnes, Waltzes, Ballades, Scherzi – Támas Vásáry

A música de Chopin me emociona desde que a primeira vez que a ouvi. Ela tem uma incrível capacidade de ampliar aqueles sentimentos que temos escondidos dentro de nós. É como se expusesse uma ferida aberta. E cabe ao intérprete saber expor isso. Não deve ser fácil, pois a música de Chopin além de ser altamente emotiva, é de um grau de dificuldade imenso, basta ouvir qualquer um de seus estudos, ou uma de suas  baladas, ou sonatas. O intérprete tem de se envolver totalmente, ele também deve se expor. Por isso meu pianista favorito para este repertório sempre será Arthur Rubinstein, aquele incrível velhinho que me emocionou desde que o ouvi pela primeira vez. Olhos fechados, concentração total, uma verdadeira imersão naquele universo de notas. Em minha modesta opinião ele representa a síntese do intérprete de Chopin, são seus discos que me servem de parâmetro se vou ouvir outros músicos. Muitos devem não concordar, e respeito suas opiniões. Por isso estou trazendo outro intérprete fundamental deste repertório. Assim ofereço a quem não conhece uma outra opção, assim podem ir tirando suas conclusões.
Vou trazer para os senhores algumas obras de Chopin interpretadas por um importante músico que se destacou ali entre os anos 60 e 70, Támas Vásáry. Serão seis cds ao todo, claro que apenas uma parte das obras estão gravadas aqui, dentro do universo de composições do polonês. Começamos com os Noturnos, Valsas, Baladas e os Scherzos.

Espero que apreciem.

CD 1

01. Nocturnes No. 1 in B flat minor, op. 9 no.1 – Larghetto
02 Nocturnes No. 2 in E flat major, op. 9 no.2 – Andante
03. Nocturnes No. 3 in B major, op. 9 no.3 – Allegretto
04. Nocturnes No. 4 in F major, op. 15 no.1 – Andante cantabile
05. Nocturnes No. 5 in F sharp major, op. 15 no.2 – Larghetto
06. Nocturnes No. 6 in G minor, op. 15 no.3 – Lento
07. Nocturnes No. 7 in C sharp minor, op. 27 no.3 – Larghetto
08. Nocturnes No. 8 in D flat major, op. 27 no.2 – Lento sostenuto
09. Nocturnes No. 9 in B major, op. 32 no.1 – Andante sostenuto
10. Nocturnes No. 10 in A flat major, op. 32 no.2 – Lento
11. Nocturnes No. 11 in G minor, op. 37 no.1 – Andante sostenuto
12. Nocturnes No. 12 in G major, op. 37 no.2 – Andantino
13. Nocturnes No. 13 in C minor, op. 48 no.1 – Lento
14. Nocturnes No. 13 in F sharp minor, op. 48 no.2 – Andantino

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CD 2

01. Nocturnes No.15 in F minor, op. 55 no.1 Andante
02. Nocturnes No.16 in E flat major, op. 55 no.2 Lento sostenuto
03. Nocturnes No.17 in B major, op. 62 no.1 Andante
04. Nocturnes No.18 in E major, op. 62 no.2 Lento
05. Nocturnes No.19 in E minor, op. post. 72 no.1 Andante
06. Nocturnes No.20 in C sharp, op. post Lento con gran espressione
07. Waltz Grande Valse brillante in E flat major op.18 Vivo
08. Waltz No.1 in A flat major, op.34 Vivace
09. Waltz No.2 in A minor, op.34 Lento
10. Waltz No.3 in F major, op.34 Vivace
11. Waltz Grande Valse in A flat mejor, op.42 Vivace
12. Waltz No.1 in D flat major, op.64 Molto Vivace
13. Waltz No.2 in C sharp minor, op.64 Tempo giusto
14. Waltz No.3 in A flat major, op.64 Moderato
15. Waltz No.1 in A flat major, op.69 Tempo di Valse
16. Waltz No.2 in B minor, op.69 Moderato
17. Waltz No.1 in G flat major, op.70 Molto Vivace
18. Waltz No.2 in F minor, op.70 Tempo giusto
19. Waltz No.3 in D flat major, op.70 Moderato
20. Waltz in E minor, op. post. Vivace
21. Waltz in E major, op. post. Tempo di Valse22. Waltz in A flat major, op. post
23. Waltz in E flat major, op. post

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CD 3

01. Ballade No.1 in G minor, op.23
02. Ballade No.2 in F major, op.38
03. Ballade No.3 in A flat major, op.47
04. Ballade No.4 in F minor, op.52
05. Scherzo No.1 in B minor, op.20
06. Scherzo No.2 in B flat minor, op.31
07. Scherzo No.3 in C sharp minor, op.39
08. Scherzo No.4 in E major, op.54

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Tamás Vásáry – Piano

Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5, Op. 73 – Emperor – Christoph Eschenbach – Boston SO – Seiji Ozawa

Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5, Op. 73 – Emperor – Christoph Eschenbach – Boston SO – Seiji Ozawa
Capa original do LP & Cassette

Ludwig van Beethoven

Emperor

Fantasia Coral

O que torna um disco, uma gravação, tão especial para alguém, mesmo depois de dezenas de anos? Algumas gravações, alguns discos, entram em nossas vidas e depois seguem suas vidas de objetos que se vão. Mas, de quando em vez, nos deparamos com algo especial. Quando esta gravação do Imperador, com Christoph Eschenbach ao piano, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Boston, regida pelo Seiji Ozawa, chegou em minhas mãos em um cassette, eu já conhecia a gravação do Stephen Kovacevich (naqueles dias, Bishop-Kovacevich) acompanhado da Sinfônica de Londres regida pelo (depois Sir) Colin Davis.

Eu ouvia uma, depois a outra, depois de novo uma e assim por diante, na vã tentativa de estabelecer uma preferida. Acho que naqueles dias, por um fio de cabelo, ganhou Eschenbach. O que me inclinou nesta direção foi a maravilhosa, a mágica transição do Adagio um poco mosso – attacca, para o Rondo – Allegro. Este momento do concerto, na minha opinião, é fundamental. Esta é a razão de eu ter, nos arquivos em mp3, unido em um único arquivo as duas faixas. Assim tenho a certeza que este momento estará lá, quando você ouvir.

Capa da gravação rival…

Falávamos outro dia entre amigos sobre antigas gravações – jurássicas – no nosso jargão. Pois bem, aqui temos um típico Jurássico CD. O que nos faz voltar a estas gravações antigas? Há tantas novas, mesmo novíssimas, tentadoras e interessantes. Bem, primeiro, uma coisa não necessariamente exclui a outra. Mas eu acredito que queremos continuar experimentando a magia que uma vez lá percebemos.

No caso desta gravação do Imperador, ouvi tudo de novo. Lá estava, bem no início, a maneira imperiosa e arrebatadora com a qual Beethoven abre o concerto. Todos nós sabemos o quanto os primeiros momentos são importantes para agarrar a atenção do ouvinte. E o momento da transição do Adagio para o Rondo? Continuei esperando a última nota do Adagio, com a respiração suspensa, até o súbito irromper do Rondo, a magia intacta.

Se eu tivesse conhecido apenas esta gravação do Imperador, ainda sim saberia que se trata de uma obra prima. Não seria este o critério máximo para atribuir algum tipo de valor a uma gravação? Eu não conheço outro.

Quanto a Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, em dó menor, Op. 80, interpretada pelo competentíssimo Jörg Demus, acompanhado dos vienenses? Bem, até Beethoven tinha que por pão na mesa e essas fantasias faziam realmente muito sucesso. A peça serve para levar o tempo do CD para 59 minutos e é até bonitinha. Mas não se deixe levar, o CD é do Imperador.

Christoph Eschenbach

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para Piano em mi bemol maior, Op. 73 – Emperor

  1. Allegro
  2. Adagio um poco mosso – attacca:
  3. Allegro

Christoph Eschenbach, piano

Boston Symphony Orchestra

Seiji Ozawa

  1. Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, em dó menor, Op. 80

Jörg Demus, piano

Wiener Singverein

Wiener Symphoniker

Ferdinand Leitner

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FLAC | 230 MB

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MP3 | 320 KBPS | 138 MB

Jurássico!!

Jurássico, mas a magia ainda está lá!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

81gQd7z32QL._SL1500_Este monumento da literatura violoncelística é um verdadeiro tour de force para o solista. É obra para se estudar toda a vida, se dedicando de corpo e alma. Mesmo gigantes do instrumento, como Rostropovich, sentiam-se intimidados perante tal obra, tanto que ele nunca ficou satisfeito com a gravação que realizou.

Esta é a segunda incursão de Ophélie Gaillard neste terreno. E desta vez ela tem à sua disposição um instrumento único, construído em 1737 por Francesco Goffriller, ou seja, um contemporâneo de Bach.

Dedico esta postagem a PQPBach, um fã entusiasta destas obras, que tem diversas gravações delas, e curiosamente não conhecia Ophélie Gaillard. Espero que as aprecie como eu.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Ophélie Gaillard

CD 1

Suite nº1 en sol majeur / in G major, BWV 1007
1 Prélude 2’41
2 Allemande 4’36
3 Courante 2’39
4 Sarabande 2’41
5 Menuets I et II 3’14
6 Gigue 1’48

Suite nº2 en ré mineur / in D minor, BWV 1008
7 Prélude 3’56
8 Allemande 3’44
9 Courante 2’06
10 Sarabande 4’25
11 Menuets I et II 2’50
12 Gigue 2’47

Suite nº3 en ut majeur / in C major, BWV 1009
13 Prélude 3’54
14 Allemande 3’58
15 Courante 3’06
16 Sarabande 3’37
17 Bourrées I et II 3’35
18 Gigue 3’23

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CD2

Suite nº4 en mi bémol majeur / in E flat major, BWV 1010
1 Prélude 4’34
2 Allemande 4’37
3 Courante 3’26
4 Sarabande 4’02
5 Bourrées I et II 4’56
6 Gigue 2’51

Suite nº5 en ut mineur / in C minor, BWV 1011
7 Prélude 6’11
8 Allemande 5’40
9 Courante 2’24
10 Sarabande 2’54
11 Gavottes I et II 4’43
12 Gigue 2’11

Suite nº6 en ré majeur / in D major, BWV 1012
13 Prélude 4’34
14 Allemande 7’29
15 Courante 3’49
16 Sarabande 4’38
17 Gavottes I et II 4’29
18 Gigue 4’30

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Ophélie Gaillard – Cello

 

FDPBach

Claude Debussy (1862-1918): Images I e II – Estampes – Ivan Moravec, piano

Claude Debussy (1862-1918): Images I e II – Estampes – Ivan Moravec, piano

Ivan Moravec plays Debussy

O concerto foi na Sala Cecília Meireles e a primeira parte do programa foi o Concerto para Piano de Schumann. Lindo. O último movimento, arrebatador, como se espera de um autêntico concerto romântico. A pianista Sylvia Thereza, que eu não conhecia, tem excelentes credenciais e fez mais do que jus à obra.

Palmas, muitas palmas, ela voltou umas três vezes ao palco para agradecer nosso entusiasmo e então ficamos quietinhos quando ela anunciou que tocaria Reflexos na Água, de Debussy. Como foi bonito. Ficamos lá, nós e os jovens músicos da orquestra, todo o mundo na pontinha da cadeira, por cinco minutos, ouvindo uma beleza de música, um refrescante contraste com o romantismo da peça que ouvíramos antes.

Lembrei-me então do disco que estou postando hoje: Ivan Moravec plays Debussy. Bons discos de Debussy não são muitos e excelentes então, nem se diga. É bem fácil errar a mão com este compositor. Além disso, o som também é muito importante, para podermos apreciar os mil efeitos que ele produz e que compõem as suas ideias musicais.

Neste disco temos uma feliz combinação de compositor – repertório – intérprete, completado por um excelente trabalho técnico, apesar do selo relativamente pouco conhecido, MMG – Vox Cum Laude.

O pianista Ivan Moravec nasceu em Praga, teve grande renome e atinha-se a um repertório centrado principalmente na obra de Chopin e compositores tchecos.

Claude tomando um solzinho de outono em Camboinhas…

Quando gravava alguma obra, era como resultado de muita dedicação e experiência. Aqui nas páginas deste blog você encontrará alguns concertos para piano de Mozart interpretados por ele, que foram postados pelo FDP Bach (aqui e aqui). Encontrará também os Noturnos de Chopin, postados pelo Vassily Genrikhovich (aqui). A postagem do Vassily foi feita na ocasião da morte de Moravec, em 2015 aos 84 anos.

O disco desta postagem começa exatamente pela Reflets dans l’eau (Reflexos na água), a primeira da série Images, livre 1. O disco é composto pelas duas séries de três peças chamadas Images, além de Estampes, outra série de três peças. Moravec devia saber que dez é o número da totalidade, pois acrescentou uma intrigante peça do primeiro livro dos Préludes, chamada Des pas sur la neige, entre as duas Images e Estampes. Os títulos das peças de Debussy são muito bonitos e mesmo poéticos. Mas eles apenas reforçam a impressão causada pela peça. No caso dos Préludes, Debussy insistia que o nome viesse apenas no final da peça.

Você poderá ler cada um dos nomes das peças e descobrir um pouco sobre cada um deles. Os que eu mais gosto são Et la lune descend sur le temple qui fut, Soirée dans Grenade e Jardins sous la pluie. Debussy esnobava dizendo que escolhera o nome Et la lune descend sur le temple qui fut para formar um perfeito verso Alexandrino.

Max também produziu a integral das sonatas para piano de Beethoven com Richard Goode!

Falta mencionar um importante nome que aparece sempre em letras pequeninas no livreto, quando aparece. A produção deste fenomenal disco é de Max Wilcox, uma lenda para as pessoas que sabem da importância dos produtores na história das gravações. Max produziu praticamente todos os LPs de Arthur Rubinstein. Produziu também muitos discos do Emerson Quartet. Você poderá assistir aos depoimentos de Max Wilcox e Da-Hong Seetoo sobre suas experiências como produtores aqui. A discografia de Max é imensa e ele foi uma das pessoas que elevou o papel de produtor de discos a um nível artístico. Meu lema é: “Se é Max, é bom!” Com sorte, pode ser excepcional, como é o caso desta preciosidade aqui.

Claude Debussy (1682 – 1918)

Images I

  1. Reflets dans l’eau
  2. Hommage à Rameau
  3. Mouvement

Images II

  1. Cloches à travers les feuilles
  2. Et la lune descend sur le temple qui fut
  3. Poissons d’or

Preludes, Livre I, No. 6

  1. Des pas sur la neige

Estampes

  1. Pagodes
  2. Soirée dans Grenade
  3. Jardins sous la pluie

Ivan Moravec, piano

Produção: Max Wilcox

Ivan Moravec

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FLAC | 113 MB

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MP3 | 320 KBPS | 115 MB

Este disco merece o selo de ótima qualidade!

René Denon

Olivier Messiaen (1908-1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

Olivier Messiaen (1908-1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD, comprado após uma Editor`s Choice da Gramophone, é um acerto de cabo a rabo. Engraçado que Olivier Messiaen dizia a todos que a execução da Turangalîla deveria durar 75 minutos, não mais e não menos. Hans Rosbaud (1895-1962) a despachou em menos de 70 minutos e 80 minutos não foram suficientes para Simon Rattle (1955-)… A Turangalîla é uma estranha sinfonia escrita para piano, ondas martenot e orquestra; às vezes parece um concerto para piano para logo depois virar música discretamente eletrônica. Outras vezes é de inspiração religiosa, mas também é uma obra bastante americanizada. Aliás, não é para menos: ela foi escrita entre 1946 e 1948, por encomenda de Serge Koussevitzky para a Boston Symphony Orchestra, e estreada sob direção de Leonard Bernstein. Vocês queriam o quê?

O título da peça deriva de duas palavras de sânscrito, turanga e lîla, que em conjunto significam algo como “canção de amor e hino de alegria, movimento, ritmo, tempo, vida e morte” (curioso duas palavrinhas significarem tanta coisa, né?)

Esta complexa e esplêndida sinfonia em 10 movimentos está entre minhas absolutas preferências e a notável gravação que a Naxos nos traz é mais que satisfatória. Há muito a ouvir e sugiro o volume máximo. As ondas martenot são uma curiosidade à parte, mas as súbitas homenagens do ultra-erudito Messiaen à música americana, entremeadas de passagens dramáticas e religiosas fazem a alegria de qualquer um. Messiaen foi muito mais do que o professor de Stockhausen, Boulez e outros, foi um tremendo compositor!

Indico fortemente, é uma das mais belas composições do século XX.

E, diga-se a verdade, esta outra gravação da obra, regida por Chung, é ainda melhor! Além da gravação ter sido aprovada pelo compositor e da orquestra parecer estar tomada de eletricidade, aqui as Martenot aparecem bem mais. Neste disco de Wit (o deste post, desculpem a confusão), elas estão meio que engolidas pela orquestra.

Olivier Messiaen (1908 – 1992): Turangalîla Symphony / L’ascension

Disc 1
Turangalîla-symphonie
1. I. Introduction 00:06:40
2. II. Chant d’ amour 1 00:08:30
3. III Turangalîla 1 00:05:21
4. IV. Chant d’ amour 2 00:11:32
5. V. Joie du sang des etoiles 00:06:19
6. VI. Jardin du sommeil 00:12:29
7. VII. Turangalîla 2 00:04:01

Disc 2
1. VIII. Developpement de l’Amour 00:12:02
2. IX. Turangalîla 3 00:05:22
3. X. Final 00:08:32

Thomas Bloch, ondas martenot
Francois Weigel, piano
Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, Conductor

L’ascension
4. I. Majeste du Christ demandant sa gloire a son Pere 00:05:38
5. II. Alleluias sereins d’une ame qui desire le ciel 00:06:09
6. III. Alleluia sur la trompette, Alleluia sur la cymbale 00:05:48
7. IV. Priere du Christ montant vers son Pere 00:08:59

Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit, Conductor

Total Playing Time: 01:47:22

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Olivier Messiaen e Karlheinz Stockhausen, professor e aluno.

PQP

Claudio Monteverdi (1567- 1643): Vespro della Beata Vergine, 1610, ‘Vespers’ – Taverner Consort, Choir and Players; dir. Andrew Parrott

Vespro della Beata Vergine, ‘Vespers’, 1610

Claudio Giovanni Antonio Monteverdi
Cremona, 1567- Veneza, 1643

Taverner Consort, Choir and Players
dir. Andrew Parrott

Gravado em 1984

Emma Kirkby, soprano
Nigel Rogers, tenor

Monteverdi, considerado um dos 10 melhores compositores barroco segundo a revista britânica Gramophone. (https://www.gramophone.co.uk/feature/top-10-baroque-composers). Vespers, considerada uma de suas obras primas, pela mesma publicação. Abaixo, os comentários da Gramophone sobre esta obra:

Os problemas técnicos e interpretativos das Vésperas de Monteverdi de 1610 são inúmeros. Deveria todo o volume ser executado como uma peça única, ou apenas os salmos, ou talvez uma mistura de salmos e de motetos? Uma vez que as linhas vocais na publicação original são fortemente ornamentadas, isso impede a adição de mais embelezamento segundo a maneira dos livros de instrução contemporâneos? Que porções devem ser cantadas em coro (e quão grande deve ser tal ‘coro’), e qual dos solistas? Como o contínuo deve ser realizado? Muitas dessas dificuldades derivam das ambiguidades da publicação original das Vésperas, que continua sendo a fonte de onde todas as edições modernas devem ser feitas. Outras são causadas por incertezas em torno da prática litúrgica do século XVII. Em ambas as áreas, esta nova gravação oferece novas idéias.

Em primeiro lugar a liturgia. A controvérsia central levantada pelas Vésperas diz respeito a cinco composições não-litúrgicas inseridas entre os salmos marianos, hino e Manificat: Nigra soma, Pulchra es, Duo Serafim, Audi coelum e a Sonata sopra Sancta Maria. Estes, os concertos sagrados descritos na página de rosto como “apropriados para as capelas ou câmaras privadas de príncipes”, não se ajustam textualmente a qualquer escritório mariano conhecido, mas ocorrem na coleção de Monteverdi em posições normalmente ocupadas por antífonas de salmo. Essas aparentes contradições levaram alguns editores a sugerir que eles não deveriam ser realizados como parte das Vésperas. Mais convincente é a visão, seguida aqui, de que os concertos são substitutos das antífonas que faltam nas coleções de Monteverdi. E esse ponto de vista é levado ainda mais adiante, vendo-os como repetições de antífonas e inserindo o cantochão para a primeira linhagem ausente. Isso é feito para três dos salmos; para as restantes duas sonatas instrumentais contemporâneas de Giovanni Paolo Cima são realizadas. Um efeito é fazer essa versão parecer mais unificada, mais monumental.

Tanto fisicamente quanto emocionalmente os concertos são apresentados aqui como os pontos focais das Vésperas, as jóias da coroa. Certamente eles são a ocasião para alguns dos cantos mais espetaculares desta gravação. O ingrediente essencial aqui é o desempenho de Nigel Rogers, certamente o cantor mais talentoso e convincente do repertório virtuoso italiano do início do século XVII a ser encontrado em qualquer lugar. Agora, pouco depois de sua impressionante interpretação de Orfeo em outro lançamento do Reflexe (revisado na página 1382), vêm seus desempenhos persuasivos e aparentemente sem esforço em três dos concertos em sua maneira altamente característica, dramática, mas perfeitamente controlada. Em dois casos, Audi coelum e Duo Seraphim, ele é bem combinado com Andrew King e Joseph Cornwell. Em comparação, Pulchra es, cantada por Tessa Bonner e Emma Kirkby, parece bastante subestimada, certamente muito por esse texto deliberadamente e deliciosamente ambíguo.

Uma característica importante da interpretação de Andrew Parrott é sua concepção fundamental, historicamente acurada, das Vésperas como um trabalho de câmara e não um “coral”. Assim, apenas um instrumento é usado por parte, o cravo é empregado com muita parcimônia, e o grupo contínuo básico é restrito a órgão e quitarrona. Seguindo o mesmo princípio, uma voz por parte é considerada a norma. O resultado é uma clareza de textura, evidente a partir das barras de abertura, que permite que tempos corretos sejam usados sem sufocar as características rítmicas da escrita. Nisi Dominus, por exemplo, é levado a uma velocidade animada, mas não acaba parecendo apressado, como tantas vezes acontece. Lauda Jerusalém prossegue em um ritmo alegre sem perda de detalhes, e Laetatus soa imponente sem ser pisado. Que esses efeitos estejam sendo alcançados é em grande parte devido a decisões sobre o tamanho e o equilíbrio de forças.

Finalmente, devo mencionar uma outra escolha fundamental que representa algo como uma novidade. Tanto Lauda Jerusalém quanto o Magnificat são transpostos para um quarto aqui, como de fato deveriam estar de acordo com a convenção relativa às combinações de clave nas quais foram originalmente notadas. Isso traz todas as partes vocais para a tessitura do resto do trabalho e também restaura os instrumentos para suas faixas normais. Se o resultado é menos “excitante” do que a versão que estamos acostumados a ouvir tem apenas parcialmente a ver com questões de musicalidade. Para o resto, a este respeito, como em outros, uma das virtudes duradouras desta gravação equilibrada e discreta é que ela nos permite ouvir os Vesper como algo nos moldes que Monteverdi pretendia. (Iain Fenlon, Gramophone Magazine, https://www.gramophone.co.uk/review/monteverdi-vespers-8).

As faixas destes 2 CDs podem ser encontradas AQUI.

Taverner Consort, Choir and Players
dir. Andrew Parrott
1984

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XLD RIP | FLAC | 441 MB

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MP3 | 320 KBPS | 270 MB

powered by iTunes 12.8.2 | 1 h 46 min

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

 

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

Um CD daqueles bem atléticos de Bach. Mas não somente atlético, também de considerável grandiosidade e que apresenta um repertório raro de obras para órgão e orquestra, algumas bem conhecidas em outras versões de teclado (cravo). O BWV 1059a é reconstruído a partir da Cantata Solo para Contralto BWV 35. André Isoir toca o Grande Órgão de Fere-En-Tardenois, construído em 1990 por Georges Westenfelder. Ele toca com vivacidade, é uma verdadeira alegria ouvi-lo. O balanço com a orquestra é bem equilibrado. Mas achei tudo meio exagerado, as músicas têm longos clímaces (tomem direto no peito o plural de clímax), o que às vezes me cansou, afinal, sou um homem de certa idade, que já deixou no passado as maratonas de vários orgasmos por noite, que pena.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão e Orquestra

1 Sinfonia En Ré Majeur (Cantate BWV 29) 3:27

Concerto En Ré Mineur BWV 1059a (17:42)
2 Allegro: 1ère Sinfonia De La Cantate BWV 35 6:02
3 Aria: 1er Air D’Alto De La Cantate BWV 35
Soloist, Violin – Alice Pierot 8:03
4 Presto: 2ème Sinfonia De La Cantate BWV 35 3:33

Concerto En Ré Majeur BWV 1053a (19:45)
5 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 169 7:41
6 Siciliano: 2ème Air D’Alto De La Cantate BWV 169 5:30
7 Allegro: Sinfonia De La Cantate BWV 49 6:31

Concerto En Ré Mineur BWV 1052a (21:05)
8 Allegro 7:14
9 Adagio 5:52
10 Allegro 7:52

André Isoir, órgão
Le Parlement de la Musique
Martin Gester

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Ih, deu problema com o órgão. Conheço essas escadas que ficam atrás dos órgãos.

PQP

Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

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Essa canta pra cacete!

PQP

Georg Phillipp Telemann (1681-1767): Oboe Concertos – Heinz Holliger, Academy of St. Martin in the Fields, Iona Brown

Nestas próximas postagens vou me dedicar um pouco  mais a Telemann. este grande compositor alemão, que em vida foi considerado o maior compositor vivo, e olha que a concorrência era pesada: Vivaldi, Bach, Haendel, só para citar alguns. Foi muito prolífico, existem mais de 1700 obras registradas em seu nome. Pretendo me dedicar mais aos concertos do que à obra coral, também imensa.  Concertos para violino, flauta, oboé, entre outros instrumentos.

Começo com obras para Oboé, e trago novamente aquele que é considerado o maior dos oboístas do século XX, Heinz Holliger, ainda em ação, apesar que nos últimos anos vem se dedicando mais à regência.  Aqui ele é acompanhado pela famosa orquestra Academy of St. Martin-in-the-Fields, dirigida pela sua Spalla, Iona Brown. São peças curtas, típicas do barroco, e lindamente interpretadas… Vale a pena conhecer.

01. Concerto in E minor I. Andante
02. II. Allegro
03. III. Largo
04. IV. Allegro
05. Concerto in D minor I. Adagio
06. II. (Allegro)
07. III. Adagio
08. IV. (Allegro)
09. Concerto in C minor I. Grave
10. II. Allegro
11. III. Andante
12. IV. Vivace
13. Concerto in F minor I. Allegro
14. II. Recitativo
15 III. Vivace
16. Concerto in D I. Grazioso
17. II. Vivace
18. III. Adagio
19. IV. Scherzando

Heinz Holliger – Oboe
Academy of St. Martin-in-the-Fields
iona Brown – Conductor

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Francesco Antonio Bonporti (1672-1749): Inventioni, Op. 10 – Chiara Banchini, violino – Jesper Christensen, cravo – Gaetano Nasillo, violoncelo

Francesco Antonio Bonporti (1672-1749): Inventioni, Op. 10 – Chiara Banchini, violino – Jesper Christensen, cravo – Gaetano Nasillo, violoncelo
  • Bonporti

Invenzioni

 

Senhores, abram espaço nos seus HDs, joguem fora aqueles arquivos de conversas do WhatsApp e baixem isto aqui!

Francesco Antonio Bonporti fazia parte da turma de italianos dilettanti di musica, assim como Benedetto Marcello e Tomaso Albinoni. Nascido em berço de ouro, na cidade de Trento, praticava a arte da música por prazer, era um gentiluomo. Pagou de próprio bolso as publicações de suas obras que foram do Opus 1 até o Opus 12 e circularam muito, mesmo em edições piratas.

Francesco Antonio Bonporti

Como era de se imaginar, vindo de família abastada, Bonporti teve acesso ao melhor do que havia em seu tempo. Aos 19 anos recebeu o grau de Doutor em Filosofia em Innsbruck. Estudou teologia no Collegium Germanicum, em Roma e seguiu carreira eclesiástica.

Estudou música com Ottavio Pitoni, que fora regente da Capela do Collegium Germanicum. É possível que tenha estudado com Corelli e certamente conhecia bem as suas obras.

Nesta postagem temos o que há de mais inovador em sua obra, o Opus 10, que coleta dez Invenzioni para violino solo, mas com detalhado baixo contínuo. As peças são sonatas com diversos movimentos, mas o título indica maior liberdade tomada pelo Bonporti ao compô-las.

Chiara Banchini

Nesta gravação temos a excelente violinista Chiara Banchini, acompanhada por Jesper Christensen ao cravo e Gaetano Nasillo ao violoncelo. Sim, eles usam instrumentos originais, mas não temam aqueles nossos leitores que preferem música com instrumentos modernos. O conjunto é excelente e acham a medida certa para apresentar esta maravilhosa e inovadora música.

E para saber quanto essas peças são boas? Afirmo, são excelentes. Vejam, o grande, o imenso Johann Sebastian Bach tinha conhecimento delas e fez cópias de algumas delas (Nos. 2, 5, 6 e 7). Por esta razão, estas peças foram consideradas como do próprio Bach até 1911, quando tudo foi devidamente esclarecido. É pouco ou quer mais?

O que distingue este este conjunto de peças escrito por Bonporti já é indicado pelo título: Invenzioni, Invenções. Livre das convenções acadêmicas, aqui Bonporti dá rédeas soltas à imaginação. Bizaria, fantasia, capricio, ecco e balletto são alguns dos títulos dados aos diversos movimentos. Ele fala assim desta sua obra: Eu compus estas melodias de acordo com um gosto bem especial, em um estilo totalmente incomum.

Depopis desta foto de Trento já liguei para meu agente de viagens…

Francesco Antonio Bonporti  (1672 – 1749)

Invenzioni a violino solo, Op. 10  – [Bologna 1712, Veneza/Trento 1713]

CD1

[1-5] – Invenzioni prima em lá menor

[6-11] – Invezioni nona em fá sustenido menor

[12-15] – Invenzioni quarta em sol menor

[16-19] – Invenzioni quinta em si bemol maior

[20-23] – Invenzioni ottava em mi mmenor

CD2

[1-4] – Invenzioni terza em fá maior

[5-8] – Invenzioni settima em ré maior

[9-12] – Invenzioni seconda em si menor

[13-16] – Invenzioni sesta em dó menor

[17-20] – Invenzioni decima em mi maior

Chiara Banchini, violino Nicola Amati, Crémone 1674

Gaetano Nasillo, violoncelo Barak Norman, Londres c. 1710

Jesper Christensen, cravo Gianfranco Facchini, Ravenne 1996 (de um modelo italiano de 1700)

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Chiara Banchini

Não é por pouco que Bach tenha se interessado por estas Invenzioni.

Ouçam e depois me contem!

René Denon