W.A. Mozart (1756 – 1791) – Concertos para Sopros

Este CD é um petardo de mira bem mais eficiente que o anterior. O time do Freiburg, de camiseta igual à do Flamengo é uma porcaria, mas a cidade tem talvez a melhor orquestra barroca hoje em atividade. O som dos caras é fantástico!

Neste excelente blog, encontro uma boa crítica sobre o CD e a transcrevo para cá:

Depois de Concertante, um segundo disco do Freiburger Barrockorcheter dedicado a concertos de Mozart (1756-1791). Wind Concertos (Harmonia Mundi), em concreto, recolhe quatro obras compostas para instrumentos de sopro como solistas. Mozart compôs concertos para todos os instrumentos de sopro existentes à sua época, todos eles dedicados ou encomendados por músicos que conhecia. Um dos concertos que este disco apresenta revela, inclusivamente, uma atenção para com o fagote, então ainda pouco usado como instrumento solista. O Concerto para fagote (K 191), o único dos quatro aqui gravados sem destinatário confirmado na época da sua composição, revela a curiosidade do compositor para com as potencialidades tímbricas de um instrumento ainda pouco usado neste contexto. E explora tanto as suas capacidades técnicas, nomeadamente a sua amplitude, assim como a sua relação com a orquestra. Outro dos concertos aqui reunidos, o Concerto para Oboé (K 207, de 1777) foi, durante muitos anos, um caso ignorado por muitos. A música era já conhecida numa transcrição para flauta feita em 1778, esta então resultado de uma encomenda de um flautista holandês. E, na verdade, só em 1920 a totalidade da partitura de um concerto para oboé solista foi localizada, confirmada pela correspondência do músico. Todavia, os documentos então estudados revelam erros e simplificações (face à transcrição para flauta), que lançam questões sobre se é mesmo esta a versão original, ou já uma segunda revisão. O restante alinhamento deste disco junta ainda os Concertos para Trompa números 1 e 4. Todos eles interpretados em instrumentos de época, permitindo a sua audição reencontrar um tempo de intensa exploração das capacidades técnicas e da expressividade dramática destes instrumentos.

W.A. Mozart – Concertos para Sopros

1. Horn Concerto No. 4 in E flat major, K.495: I. Allegro moderato 8:02
2. Horn Concerto No. 4 in E flat major, K.495: II. Romanza. Andante 4:30
3. Horn Concerto No. 4 in E flat major, K.495: III. Rondo. Allegro vivace 3:46

4. Oboe Concerto in C major, K.314 [285d]: I. Allegro aperto 7:32
5. Oboe Concerto in C major, K.314 [285d]: II. Adagio ma non troppo 6:24
6. Oboe Concerto in C major, K.314 [285d]: III. Allegro 6:03

7. Bassoon Concerto in B flat major, K.191 [186e]: I. Allegro 6:39
8. Bassoon Concerto in B flat major, K.191 [186e]: II. Andante ma Adagio 6:19
9. Bassoon Concerto in B flat major, K.191 [186e]: III. Rondo. Tempo di menuetto 4:14

10. Horn Concerto No. 1 in D major [386b]: I. Allegro K.412 4:46
11. Horn Concerto No. 1 in D major [386b]: II. Rondo. Allegro (F.X. Süßmayr SWV 502) 4:07
12. Horn Concerto No. 1 in D major [386b]: II. Rondo. Allegro (reconstitution Torsten Johann) 3:49

Teunis van der Zwart, trompa
Katharina Arfken, oboé
Donna Agrell, fagote
Petra Müllejans
Freiburger Barockorchester

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13 comments / Add your comment below

  1. Essas duas últimas postagens me enchem de alegria genuína! Achei qie PQP tinha desistido de postar Mozart, então nem esperava mais vê-lo por aqui. Mas o milagre aconteceu, está aí – e ainda por cima na forma de concertos para sopro, ora, isso é realmente magnífico.

    Bem, vejamos o que é que tem para mostrar esse pessoal de Freiburg.

  2. concordo plenamente com a sua avaliacao do Freiburger Barockorchester … talvez o Bach Colegium Japan chega perto, pelo menos do que conozco de suas interpretacoes de Bach Cantatas

  3. Já ouviu os Concertos de sopros com Karl Böhm em Viena?
    estão ótimos

    Os concertos de trompa com o Neville Marriner também são muito bons

    abraço

  4. Caro PQP BACH
    De temporum fine comedia, de Carl Orff. Dirigida por Herbert Von Karajan. Para mim é uma obra de Orff, pouco ou nada conhecida. É uma pedra rara que trago para ti e para seus leitores. Se essa obra não constar desse famigerado blog passo a considerar nossas relações estremecidas. Um atento descarado a Orff. E de uma modernidade. Uma obra sublime que transcende.
    Dr. E. Cravinhos

    Tracks:

    I. DIE SIBYLLEN – THE SIBYLS

    1) “Heis theós estin anarchos, hypermegéthaes, agénaetos” 7:09
    A god is, without beginning, immense, unformed

    2) “Opse theü g’aléüsi myloi” 3:18
    The mills of God are late to grind

    3) “Pasin homü nyx estin isae tois plüton echusin kai ptochois” 8:49
    The same night awaits all, rich and poor

    4) “Choneusó gar hapanta kai eis katharón dialexó” 3:01
    I will melt everything down and purify it

    5) “Vae! Ibunt impii in gehennam ignis eterni” 0:53
    Woe! The impious shall enter the hell of the eternal fire

    II. DIE ANACHORETEN – THE ANCHORITES

    6) “Upote, maepote, maepu, maedépote… ignis eterni immensa tormenta” 3:25
    Never, never, in no place, at no time the measureless torment of the eternal fire

    7) “Unus solus Deus ab aeterno in aeternum” 2:32
    God is One alone from eternity to eternity

    “Nicht Satanas… nicht Lucifer… damnatus nunquam condemnatus in aeternum” 1:00
    Not Satan… not Lucifer… te damned are not condemned for eternity

    9) “Mundus terrenus volvitur” 4:12
    The terrestrial world revolves

    10) “Wann endet die Zeit?” 1:15
    When will time end?

    11) “Gott, schenk uns Wahrsagung, Weissagung, Hellsicht im Traum. 3:55
    Gott, schenk uns den Traum”
    God, grant us the gifts of prophecy, sagacity, clairvoyance in dreaming.
    God, grant us the dream.

    III. >> DIES ILLA <<

    12) “Wo irren wir ihn, verloren, verlassen” 6:39
    Whither do we stray, lost, abandoned

    13) “Kyrie!” 1:18
    “Serva nos, salva nos, eripe nos!”
    Help us, save us, take us away!

    14) “Angor, timor, horror, terror ac pavor invadit omnes” 2:58
    Dread, fear, horror, terror and dismay seize us all

    15) “Omne genus daemoniorum caecorum, claudorum sive confusorum, 1:35
    attendite iussum meorum et vocationem verborum”
    Every type of demon, blind, lame or mad, mark the command and the call of my words.

    16) “Vae, Portae Inferi oculus aspicit nos tenebrarius tenebris” 0:53
    Woe, the eye, the dark eye looks upon us, with darkness, at the gates of the underworld.

    17) “Pater peccavi” 4:33

    1 “Con sublima spiritualità 4:51

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