Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nos. 2 & 7 (Leaper, Slovak Philharmonic)

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nos. 2 & 7 (Leaper, Slovak Philharmonic)

Atendendo a pedidos, postamos a Sinfonia Nº 2 de Sibelius. Adoro as Sinfonias do Cabeça de Ovo. Dentre as sinfonias do finlandês, minhas preferências são as de Nº 2, 4, 5 e 7, ou seja, quase todas. Para nossa alegria, há um bom CD da Naxos onde a segunda vem acompanhada da maravilhosa sétima, apesar de que a gravação que mora nos ouvidos de PQP é uma ainda mais antiga, a cargo do grande Evgueni Mravinski (1903-1988), junto à Filamônica de Leningrado, na qual o trombonista dá um show de competência. Aliás, acho que nesta gravação o engenheiro de som achatou o trombonista, que executa o principal tema desta vertiginosa sinfonia em um movimento. O registro de Leaper não é nada ruim — longe disso! — e hoje ficaremos com ela.

Jean Sibelius (1865–1957): Sinfonias Nos. 2 & 7 (Leaper, Slovak Philharmonic)

Symphony No. 2 in D major, Op. 43
Performed by:Slovak Philharmonic Orchestra
Conducted by:Adrian Leaper

I. Allegretto – Poco allegro – Tranquillo, ma poco a poco revvivando il tempo al allegro 10:05
II. Tempo andante, ma rubato – Andante sostenuto 13:50
III. Vivacissimo – Lento e suave – Largamente 6:00
IV. Finale: (Allegro moderato) 13:21

Symphony No. 7 in C major, Op. 105
Performed by:Slovak Philharmonic Orchestra
Conducted by:Adrian Leaper

V. Symphony No. 7 in C major, Op. 105 20:25

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Muitos carecas tiveram cabelos rebeldes na juventude

PQP

.: interlúdio :. André Mehmari & Hamilton de Holanda: Contínua Amizade

.: interlúdio :. André Mehmari & Hamilton de Holanda: Contínua Amizade

O álbum Contínua Amizade (2011) de André Mehmari e Hamilton de Holanda é uma joia a música instrumental brasileira contemporânea. É um encontro de metres — são dois dos maiores instrumentistas e compositores da sua geração que uniram em um projeto de diálogo musical. Ambos são conhecidos por sua técnica virtuosística, criatividade e domínio de linguagens que vão do choro e samba ao jazz e à música erudita. Contínua Amizade reflete não apenas a parceria artística, mas a amizade pessoal entre eles, resultando em uma comunicação musical fluida e orgânica. Mehmari traz sua formação erudita e influências jazzísticas, enquanto Hamilton é o grande revolucionário do bandolim, expandindo os limites do bandolim de 10 cordas. Juntos, criam um som que é ao mesmo tempo raiz e vanguarda. O disco é majoritariamente autoral, com composições de ambos, além de algumas releituras significativas.

André Mehmari & Hamilton de Holanda: Contínua Amizade

1 Rosa
2 Notícia
3 Choro Da Contínua Amizade
4 Acontece
5 Di Menor
6 Choro Negro
7 O Sonho
8 Enchendo o latão
9 Vivo Entre Valsas
10 Baião Malandro
11 Love Theme (From Cinema Paradiso)
12 Choro Negro (primeiro ensaio)
13 Notícia (primeiro ensaio)
14 Choro Da Contínua Amizade (primeiro ensaio)

André Mehmari, piano
Hamilton de Holanda, bandolim

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Mehmari e Hamilton

PQP

Franz Berwald (1796-1868): Sinfonia Nº 3 “Singular”, Nº 4 “Naive” e Concerto para Piano (Kamu, Sivelöv)

Franz Berwald (1796-1868): Sinfonia Nº 3 “Singular”, Nº 4 “Naive” e Concerto para Piano (Kamu, Sivelöv)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Um dia, estava dirigindo para o trabalho e a Sinfonia Singular começou a tocar na rádio da UFRGS. Cheguei a meu destino ao final do primeiro movimento e não consegui sair de dentro do carro até o final. Eu simplesmente TINHA que saber o que era aquilo. Era 1989. Então, o locutor anunciou Franz Berwald? Berwald? Who the fuck is Berwald? Importei um vinil alemão e, com a Singular, veio este notável Concerto para Piano que também há neste CD da Naxos.

Fiquei meio abobalhado. Depois conheci o Septeto (que logo pretendo postar) e outras obras igualmente muito boas. A magia quebrou-se com os Poemas Sinfônicos, que não chegam aos pés das sinfonias e das obras de câmara que possuo.

Mas o que importa é que — sério! — este é um dos melhores CDs que tenho. É absolutamente inesperado e surpreendente. O sueco Berwald pode não ter sido constante, mas quando acertava uma obra, acertava mesmo. Não deixem de ouvir com atenção a Singular. É música de primeiríssima linha. O primeiro movimento é irresistível e o resto não lhe fica muito atrás. O Concerto para Piano também é excelente! Pois é, Berwald foi um mestre!

Franz Berwald (1796-1868): Sinfonia Nº 3 “Singular”, Nº 4 “Naive” e Concerto para Piano (Kamu)

1. Symphony No. 3 in C major, “Sinfonie singulière”: I. Allegro fuocoso 11:47
2. Symphony No. 3 in C major, “Sinfonie singulière”: II. Adagio – Scherzo: Allegro assai – Adagio 9:02
3. Symphony No. 3 in C major, “Sinfonie singulière”: III. Finale: Presto 8:25

4. Piano Concerto in D major: I. Allegro con brio 9:27
5. Piano Concerto in D major: II. Andantino 5:14
6. Piano Concerto in D major: III. Allegro molto 6:06

7. Symphony No. 4 in E flat major, “Sinfonie naive”: I. Allegro risoluto 8:54
8. Symphony No. 4 in E flat major, “Sinfonie naive”: II. Adagio 6:33
9. Symphony No. 4 in E flat major, “Sinfonie naive”: III. Scherzo: Allegro molto 5:32
10. Symphony No. 4 in E flat major, “Sinfonie naive”: IV. Finale: Allegro vivace 6:36

Niklas Sivelöv, piano
Helsingborg Symphony Orchestra
Okko Kamu

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O topetinho do bofe…

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1, Titã (Halász, incluindo, ao final, o movimento Blumine)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1, Titã (Halász, incluindo, ao final, o movimento Blumine)

Uma bela gravação. Bem, como esta Sinfonia é muito conhecida e comentada — deve ter sido postada mil vezes neste blog –, vamos pelas margens. O que é o tal “movimento Blumine”? Este movimento “Das Flores” foi suprimido da Primeira Sinfonia de Gustav Mahler. Ele fazia parte da obra em suas primeiras versões. Sua história é reveladora do quanto Mahler considerava a repercussão de seus trabalhos. A sinfonia foi estreada em 1899 na cidade de Budapeste como um Poema Sinfônico com cinco movimentos, sendo o segundo movimento o “Blumine”. Ele é lírico e pastoral, dominado por uma melodia serena levada pelo trompete solo (ou às vezes no corne inglês), acompanhada por cordas suaves. O “Blumine” representava um momento de inocência e amor juvenil – uma pausa lírica antes do turbilhão do scherzo. Por que Mahler o removeu? Ah, houve críticas… O movimento foi considerado “muito leve” e desconexo do caráter épico e conflituoso do resto da obra. Críticos o chamaram de “supérfluo” ou “kitsch”, coisa que Mahler não suportou… Então Mahler assentiu e resolveu reforçar a unidade dramática da sinfonia. O “Blumine” soaria como um resquício de música incidental, que quebrava o fluxo sinfônico. Em 1893 (Hamburgo) e 1896 (Berlim), Mahler já havia cortado o movimento. Na versão definitiva (1906), a sinfonia consolidou-se em quatro movimentos, no formato clássico. Palavras do compositor: ele disse que o movimento era “muito ingênuo” para o conjunto, e que sua doçura soava como uma “lembrança excessivamente direta” da música de teatro. Eu? Eu achei o Blumine bem chatinho.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1, Titã (Halász, incluindo, ao final, o movimento Blumine)

Symphony No. 1 In D Major “Titan”
1 Langsam, Schleppend 16:19
2 Kräftig Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 7:32
3 Feierlich Und Angemessen, Ohne Zu Schleppen 10:02
4 Stürmisch Bewegt 19:29
5 Blumine (Original 2nd Movement) 7:15

Conductor – Michael Halász
Orchestra – Polish National Radio Symphony Orchestra (Katowice)*

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Mahler sabia recuar.

PQP

.: interlúdio:. Charlie Haden & Carla Bley: The Ballad of the Fallen

A maioria das pessoas geralmente associa uma canção de protesto a uma música rock ou folk que usa a letra para abordar temas como guerra, direitos civis, desigualdade, ganância e outros males sociais. Ao consultar listas das melhores canções de protesto, encontramos pouquíssimos assuntos fora dos Estados Unidos e do mundo ocidental, nenhum jazz e certamente nenhuma música instrumental. Parece que quem compila essas listas não está muito familiarizado com Charlie Haden. Ao longo de quatro décadas, Haden gravou vários álbuns com a Liberation Music Orchestra, um conjunto que liderou com Carla Bley, todos focados na opressão e injustiça em diferentes partes do mundo. Curiosamente, todos foram lançados durante governos republicanos nos EUA.

Charlie Haden cresceu no Meio-Oeste americano e, desde cedo, percebeu a injustiça que se manifestava de diversas formas contra negros, pobres e outras minorias. Ao escolher a vida de músico de jazz e participar do movimento free jazz dos anos 60, ele teve uma experiência adulta com o racismo. Ele também estava bem ciente da opressão ao redor do mundo, um tema que o século XX não deixou de abordar. Com a escalada da Guerra do Vietnã no final dos anos 60, ele decidiu formar a Liberation Music Orchestra (LMO), que se tornou uma das expressões políticas mais contundentes do jazz. Considero esse ativismo admirável, não pelo aspecto político da mensagem, mas sim pela profunda compaixão humana que o fundamenta. Charlie Haden disse certa vez: “Sempre fui um idealista e acredito que dentro de cada ser humano que nasce neste planeta existe a capacidade de sentir emoções profundas. Penso que esses sentimentos são sufocados ou suprimidos pelo ambiente, pelo sistema em que vivemos. E acredito firmemente que todo ser humano carrega o universo dentro de si desde o princípio dos tempos.”

Haden não se furtava a expressar suas opiniões, mesmo quando confrontado com perigo real. Em 1971, juntou-se a Ornette Coleman na turnê do Newport Jazz Festival pela Europa, uma caravana que reunia os maiores nomes do jazz da época, incluindo Miles Davis, Duke Ellington, Dexter Gordon, Dizzy Gillespie, Thelonious Monk e outros. A turnê o levou a Lisboa. Na época, Portugal tinha colônias na Guiné-Bissau, Angola e Moçambique e combatia movimentos nacionalistas nessas regiões, usando força militar pesada contra os insurgentes e suprimindo direitos humanos básicos. Durante o concerto, ao apresentar sua composição “Song for Che”, escrita em memória de Che Guevara, Haden dedicou a canção aos movimentos de libertação dos povos negros nessas colônias. Os estudantes portugueses liberais presentes no concerto o aplaudiram de pé durante toda a execução da música de 12 minutos. Como era de se esperar, esse evento não foi bem recebido pelas autoridades portuguesas, que prenderam Haden no dia seguinte no aeroporto. A embaixada americana interveio, mas não antes que ele tivesse que passar um dia em uma cela de prisão.

Em 1982, Charlie Haden gravou o segundo álbum de estúdio da Liberation Music Orchestra, The Ballad of the Fallen. Assim como no primeiro álbum, ele incluiu canções da Guerra Civil Espanhola, mas desta vez, refletindo sobre as atividades do governo Reagan na América do Sul, adicionou canções de El Salvador, Chile e uma canção portuguesa associada ao movimento de resistência do início dos anos 70, que ele conheceu uma década antes. Na contracapa do álbum, ele apresentou uma pintura de um refugiado salvadorenho com a seguinte inscrição: “Não à intervenção dos EUA. Invasor ianque de El Salvador – Nosso único crime é sermos pobres – estamos cansados ​​de tantas balas enviadas por Ronald Reagan”. Muito bem dito. Mais sobre isso em uma excelente entrevista com a lenda do jazz Charlie Haden sobre sua vida, sua música e sua política.

The Ballad of the Fallen é o álbum que mais gosto na discografia do LMO. Há algo de muito melancólico, mas ao mesmo tempo esperançoso, nessas melodias espanholas e sul-americanas, e os arranjos de Carla Bley lhes fazem um grande favor. Claro que ajuda o fato de o conjunto ser formado por alguns dos maiores músicos de free jazz da época: Don Cherry, Michael Mantler, Jim Pepper, Dewey Redman, Gary Valente, Paul Motian e outros. A sintonia rítmica entre Motian e Haden é quase telepática. Por décadas, eles foram uma das melhores duplas rítmicas do jazz, tocando com o quarteto americano de Keith Jarrett e em vários álbuns, como Etudes . Bill Frisell guarda uma ótima lembrança de tocar com os dois: “O primeiro show que fiz com Charlie Haden foi no Seventh Ave. South com a Liberation Music Orchestra. O palco era minúsculo. Não havia espaço suficiente. De alguma forma, consegui me espremer embaixo da bateria, entre Paul Motian e Charlie. O baixo estava a 7,5 cm de uma orelha, os pratos a 7,5 cm da outra. Nunca vou me esquecer disso. Que som! Era o paraíso. Era ESTÉREO!”

Os momentos de improvisação livre ao longo do álbum contrastam com as belas canções e adicionam um lado confrontador de protesto à música. Afinal, as questões em pauta realmente irritam esses músicos. Surpreendentemente, a revista Downbeat elegeu The Ballad of the Fallen como o melhor álbum de jazz do ano em 1984.

A faixa-título de The Ballad of the Fallen é uma canção folclórica de El Salvador. De acordo com as notas do encarte do disco, trata-se de um poema encontrado no corpo de um estudante morto durante um massacre perpetrado pela Guarda Nacional de El Salvador, apoiada pelos Estados Unidos, em uma manifestação na universidade de San Salvador. Segue abaixo:

Não me pergunte quem eu sou,
ou se você me conhecia.
Os sonhos que eu tinha
continuarão a crescer, mesmo que eu não esteja mais aqui.
Eu não estou vivo, mas minha vida continua
naquilo que continua sonhando.
Outros que seguem a luta
farão crescer novas rosas.
Em nome de todas essas coisas,
você encontrará meu nome.

Não se lembre do meu rosto,
pois era o rosto da guerra.
Enquanto eu estava em minha terra,
era necessário esconder meu rosto verdadeiro.
No céu para onde vou,
você verá como era meu verdadeiro rosto.
Poucas pessoas ouviram minha risada,
mas quando você estiver presente na floresta,
encontrará diante de si meu sorriso ignorado.

(Texto traduzido pelo Google, roubado daqui).

.: interlúdio:. Charlie Haden & Carla Bley: The Ballad of the Fallen

1 Els Segadors (The Reapers) 4:11
2 The Ballad Of The Fallen 4:22
3 If You Want To Write Me 3:59
4 Grandola Vila Morena 2:13
5 Introduction To People 3:48
6 The People United Will Never Be Defeated 1:41
7 Silence 5:40
8 Too Late 8:22
9 La Pasionaria 10:25
10 La Santa Espina 7:00

Bass – Charlie Haden
Clarinet, Flute, Alto Saxophone, Soprano Saxophone – Steve Slagle
Drums, Percussion – Paul Motian
Flute, Tenor Saxophone, Soprano Saxophone – Jim Pepper
French Horn – Sharon Freeman
Guitar – Mick Goodrick
Piano, Glockenspiel – Carla Bley
Producer – Manfred Eicher
Tenor Saxophone – Dewey Redman
Trombone – Gary Valente
Trumpet – Michael Mantler
Trumpet [Pocket] – Don Cherry
Tuba – Jack Jeffers

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PQP

George Enesco (1881-1955) / Franz Liszt (1811-1886): Rapsódia Romena Nº 1 / Rapsódias Húngaras Nº 1-6

George Enesco (1881-1955) / Franz Liszt (1811-1886): Rapsódia Romena Nº 1 / Rapsódias Húngaras Nº 1-6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu sou contra a divulgação de gravações históricas apenas porque eram aquelas que tínhamos em casa — ai, que saudades — ou meramente pelo nome do regente, do executante ou da orquestra — ai, deve ser bom. Mas algumas têm de ser resgatadas por sua qualidade ou escândalo. Aqui, o caso é de extrema qualidade. Na minha opinião, só o Enescu deste disco já vale a audição. E Enescu nasceu num 19 de agosto, que é a data mais correta para um bom homem nascer. Mas o velho e veemente Dorati faz a orquestra de Londres tornar-se meio cigana e dá um show também nas Rapsódias de Liszt. Liszt não sabia muito bem o que era a música cigana de raiz, digamos assim, só a música das cidades, mas, nossa, que melodias e orquestração! Quem foi a campo buscar a verdadeira musica cigana húngara e romena foram Bartók e Kodály, com quem Dorati estudou. E está feita a confusão e parte do mérito deste CD.

Enesco (1881-1955) / Liszt (1811-1886): Rapsódia Romena Nº 1 / Rapsódias Húngaras Nº 1-6

Enesco
1 Roumanian Rhapsody No 1 Op 11 12:02

Liszt
2 Hungarian Rhapsody No 1 In F Minor 10:47
3 Hungarian Rhapsody No 2 In D Minor 9:41
4 Hungarian Rhapsody No 3 In D Major 8:25
5 Hungarian Rhapsody No 4 In D Minor 10:40
6 Hungarian Rhapsody No 5 In E Minor (“Héroïde Elégaique”) 10:00
7 Hungarian Rhapsody No 6 In D Major (“Carnival In Pesth”) 12:12

London Symphony Orchestra
Antal Dorati

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Dança tradicional húngara para turista ver.

PQP

G.P. Telemann (1681-1767): Peças orquestrais — Ouverture Burlesque (Vol. 2) (Standage)

G.P. Telemann (1681-1767): Peças orquestrais — Ouverture Burlesque (Vol. 2) (Standage)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Georg Philipp Telemann. Artistas: Simon Standage, violino; Micaela Comberti, violino; Jane Coe, violoncelo; Rachel Brown, flauta barroca; Siu Peasgood, flauta barroca; Collegium Musicum 90, dir. Simon Standage. Gravado de 24 a 26 de abril de 1991 na All Hallows Church em Gospel Oak, Londres. Publicado pela primeira vez em 1991. Tempo total: 64min06.

Cinco peças menos conhecidas (uma suíte orquestral e quatro concertos instrumentais) da abundante pena de Georg Philipp Telemann são apresentadas nesta segunda coleção pelo conjunto britânico Collegium Musicum 90, aqui dirigido por seu co-fundador, o talentoso violonista Simon Standage, cujas primeiras gravações com The English Concert e The Academy of Ancient Music foram muito admiradas pelo mundo da música erudita. A lista de músicos envolvidos, de fato, contém muitos nomes que os fãs de música antiga associarão aos dois conjuntos que acabamos de nomear, então não é surpresa que muito do que será ouvido aqui soe exatamente como se esperaria do The English Concert ou da Academy: as peças são jogadas com bom gosto e energia. Dicas para ouvir: o Mezzetin en Turc da Abertura Burlesca e os 21 min do Concerto for 2 Flutes, Violin and Cello. Duas joias.

G.P. Telemann (1681-1767): Peças orquestrais — Ouverture Burlesque (Vol. 2) (Standage)

1 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: I. Ouverture 5:04
2 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: II. Scaramouches 1:22
3 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: III. Harlequinade 1:00
4 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: IV. Colombine 2:14
5 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: V. Pierrot 1:27
6 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: VI. Menuet I – Menuet II 2:24
7 Overture (Suite) in B-Flat Major, TWV 55:B8, “Ouverture burlesque”: VII. Mezzetin en Turc 1:24

8 Violin Concerto in G Major, TWV 51:G7: I. Andante 2:08
9 Violin Concerto in G Major, TWV 51:G7: II. Allegro 3:17
10 Violin Concerto in G Major, TWV 51:G7: III. Siciliana 2:46
11 Violin Concerto in G Major, TWV 51:G7: IV. Presto 3:04

12 Concerto for 2 Flutes, Violin and Cello in D Major, TWV 54:D1: I. Vivace 5:29
13 Concerto for 2 Flutes, Violin and Cello in D Major, TWV 54:D1: II. Siciliana 5:35
14 Concerto for 2 Flutes, Violin and Cello in D Major, TWV 54:D1: III. Allegro 5:41
15 Concerto for 2 Flutes, Violin and Cello in D Major, TWV 54:D1: IV. Gavotte 4:43

16 Violin Concerto in F-Sharp Minor, TWV 51:fis1: I. Adagio 1:49
17 Violin Concerto in F-Sharp Minor, TWV 51:fis1: II. Allegro 2:52
18 Violin Concerto in F-Sharp Minor, TWV 51:fis1: III. Adagio 1:23
19 Violin Concerto in F-Sharp Minor, TWV 51:fis1: IV. Allegro 1:43

20 Concerto for 2 Violins in G Major, TWV 52:G2: I. Grave 1:25
21 Concerto for 2 Violins in G Major, TWV 52:G2: II. Allegro 2:12
22 Concerto for 2 Violins in G Major, TWV 52:G2: III. Largo 1:37
23 Concerto for 2 Violins in G Major, TWV 52:G2: IV. Presto 3:24

Collegium Musicum 90
Simon Standage

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Um Vermeer menor procês.
Um Vermeer menor procês.

PQP

Radamés Gnattali (1906-1988): Radamés interpreta Radamés / Brasiliana Nº 7 e 8

Radamés Gnattali (1906-1988): Radamés interpreta Radamés / Brasiliana Nº 7 e 8

O gaúcho Radamés Gnattali foi um arranjador, compositor e pianista brasileiro. Filho primogênito de uma pianista descendente de italianos, Adélia Fossati, e de um imigrante italiano radicado em Porto Alegre, Alessandro Gnattali, professor de música e maestro. Radamés foi iniciado na música aos seis anos, tendo as primeiras lições de piano com a mãe e de violino com a prima Olga Fossati. Formou-se em piano em 1924 no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, orientado por Guilherme Fontainha. Neste ano apresentou-se no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, recebendo elogios do Jornal do Brasil, e em 1925 foi convidado por Mário de Andrade para dar um recital no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Voltando a Porto Alegre, começou sua carreira profissional dando aulas de piano e tocando piano em cinemas e bailes. Também era hábil no cavaquinho e violão, participando de serestas e blocos carnavalescos. Em 1925 trocou o violino pela viola, integrando-se ao Quarteto Henrique Oswald, onde permaneceu quatro anos. Em 1929 foi convidado pelo professor Fontainha a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como solista do Concerto Nº 1 de Tchaikovski, recebendo grandes elogios da crítica carioca. Mudou-se então para o Rio, ganhando a vida como músico de teatros e hotéis. Convidado por uma companhia russa como assistente do maestro, excursionou pela Argentina.

Em 1932 deu um concerto como pianista solista no Theatro Municipal do Rio, sob a regência de Francisco Braga, e começou a se aproximar da música popular, trabalhando nas rádios como pianista, arranjador e maestro, além de atuar como maestro e compositor de música ligeira para o teatro. Colaborou com as orquestras de Romeu Silva e Simon Bountman em bailes de carnaval, rádios e operetas, e atuou como pianista das orquestras Típica Victor, Diabos do Céu e Guarda Velha. Gravou suas valsas Vibrações D`dalma e Saudosa pela Orquestra Típica Victor em 1933. Em 1934 seu choro Serenata do Joá e sua valsa Vilma foram gravadas por Luís Americano na Odeon. Nesse ano passou a ser o orquestrador da gravadora Victor e dois anos depois participou da inauguração da Rádio Nacional.

Em 1936 foi contratado como maestro e arranjador da Rádio Nacional, onde permaneceria por cerca de 30 anos. Ali fundou o Trio Carioca com o violoncelista Iberê Gomes Grosso e o violonista Romeu Ghipsman, gravando várias composições. O grupo evolui para a Orquestra Carioca, e em 1943 se transformou na Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali, que tocava sucessos internacionais em novos arranjos no programa “Um Milhão de Melodias”, chamando a atenção pela originalidade de suas soluções instrumentais, permanecendo treze anos no ar, além de ser o primeiro a prestar homenagens a compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu.[5] Alinhou-se às propostas do governo de Getúlio Vargas para a criação de uma música nacionalista e de fundo educativo, mas permanecia influenciado pelo jazz. A partir de 1945 se distanciou do nacionalismo, dando às suas composições uma voz mais original. Sua experiência no rádio seria determinante na consolidação do seu estilo pessoal, principalmente em termos de orquestração.

Foi o autor da parte orquestral de gravações célebres como a do cantor Orlando Silva para a música Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, ou ainda da famosa gravação original de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) ou de Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro) – esta última imortalizada na voz de Dick Farney. Na década de 1950 colaborou com o cineasta Nelson Pereira dos Santos e com o sambista Zé Keti em filmes importantes como Rio, Zona Norte (1957) e Rio 40 Graus (1955).

No ano de 1960 embarcou para Europa, integrando a II Caravana Oficial da Música Popular Brasileira, apresentando-se em Portugal, França, Alemanha, Itália e Inglaterra com o Sexteto Continental, que incluía acordeão, guitarra, bateria e contrabaixo, e que resultou num disco. Em 1963 partiu outra vez para a Europa para apresentar-se em duo de piano e violoncelo com Iberê Gomes Grosso, passando por Berlim e Roma e, posteriormente, Jerusalém e Tel-Aviv, em Israel.

Na década de 1960 deixou o rádio para ser arranjador e maestro da TV Excelsior e na TV Globo. Radamés teve influência na composição de choros, incentivando jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento e Mauricio Carrilho, e para a formação de grupos de choro como o Camerata Carioca.

Foi parceiro de Tom Jobim. No seu círculo de amizades estavam Cartola, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri. É autor do hino do Estado de Mato Grosso do Sul — a peça foi escolhida em concurso público nacional.

Em maio de 1983, numa série de eventos em homenagem a Pixinguinha, Radamés e Elizeth Cardoso apresentaram o recital Uma Rosa para Pixinguinha e, em parceria com a Camerata Carioca, gravou o disco Vivaldi e Pixinguinha.

A sua saúde começou a fraquejar em 1986, quando Radamés sofreu um derrame que o deixou com o lado direito do corpo paralisado. Em 1988, em decorrência de problemas circulatórios, sofreu outro derrame, falecendo no dia 13 de fevereiro de 1988 na cidade do Rio de Janeiro.

Sim, o fragmento acima foi trazido da Wikipedia.

Os dois CDs abaixo fazem parte da caixa comemorativa pelos 100 anos de nascimento do maestro Radamése cuja capa está no início do post.

Radamés interpreta Radamés

1 . Papo De Anjo – Radamés Gnattali
2 . Puxa-Puxa – Radamés Gnattali
3 . Bolacha Queimada – Radamés Gnattali
4 . Pé De Moleque – Radamés Gnattali
5 . Zanzando Em Copacabana – Radamés Gnattali
6 . Gatinhos No Piano – Radamés Gnattali
7 . Amargura – Radamés Gnattali , Alberto Ribeiro
8 . Vou Andar Por Aí – Radamés Gnattali
9 . Cheio De Malícia – Radamés Gnattali
10 . Escrevendo Pra Você – Radamés Gnattali
11 . De Amor Em Amor – Radamés Gnattali , Silva Costa
12 . Seu Ataulfo – Radamés Gnattali

Radamés Gnattali (piano)
José Menezes (cavaquinho e violão)
Luciano Perrone (bateria)
Heitor dos Prazeres (afoxé e reco-reco)
Pedro Vidal Ramos (contrabaixo)

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Brasiliana Nº 7 e 8 — Radamés, Aida e Sandoval

Brasiliana Nº 7 para saxofone tenor e piano
1 Variações Sobre Um Tema de Viola
2 Samba-Canção
3 Choro

Brasiliana Nº 8 para dois pianos
4 Schottish
5 Valsa
6 Choro (Tocata)

Sandoval Dias (saxofone tenor)
Radamés Gnattali (piano)
Aida Gnattali (piano em Brasiliana Nº 8)

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Quem seria, né?

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (em 4 movimentos…) (BPO, Rattle)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (em 4 movimentos…) (BPO, Rattle)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dizem por aí que Anton Bruckner tinha o ar tolo de uma criança grande. Não vou discutir, mas se você continuar achando que o homem não tem profundidade após ouvir esta Sinfonia, vai me deixar nervoso. A Nona de Bruckner tem três movimentos pelo simples fato do compositor ter morrido durante o desenvolvimento da obra. Esta gravação de Rattle e dos filarmônicos berlinenses traz o quarto movimento. É uma reconstrução de musicólogo, com todos aqueles riscos e abusos esperados. Na boa, a Nona é a minha sinfonia preferida de Bruckner, mas o quarto movimento não funcionou muito bem. Boa tentativa, meninos.

A gravação vale — E MUITO, DEMAIS MESMO — é pelo sublime Bruckner autêntico.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (em 4 movimentos…) (BPO, Rattle)

1. Symphony No.9: I. Feierlich: Misterioso 23:58
2. Symphony No.9: II. Scherzo: Bewegt, lebhaft 10:56
3. Symphony No.9: III. Adagio: Langsam 24:33
4. Symphony No.9: IV. Finale: Misterioso, nicht schell 22:41

Orquestra Filarmônica de Berlim
Simon Rattle

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Anton Bruckner
Anton Bruckner: inteligência infantil? Arrã.

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 10 (sério!) (Morris)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 10 (sério!) (Morris)

Beeth10— E daí, gata, tenho uma coisa pra te mostrar.

— Eu não curo reumatismo, viu?

— Nada disso, princesa, quero te mostrar aqueles motivos curtos e repetitivos.

— Repetitivos está OK, mas curtos…?

— Sim, e afirmativos.

— Em riste?

— Certamente! Vamos para aquele cantinho ali? Me parece mais adequado.

Os dois foram. A mulher já se preparava para os amassos quando o homem tirou um fone de ouvidos do bolso e um celular. Deixou tudo no ponto e introduziu levemente os fones no ouvido da mulher, que não entendia nada.

— É a 10ª de Beethoven.

A mulher fez uma cara de decepção e respondeu.

— Um, eu não estou aqui para ouvir eruditos, quero testosterona, meu! E, dois, Beethoven jamais chegou à décima, assim como tu jamais chegarias à 2ª, quiçá à 1ª!

— Nada disso. Acabam de remontar o primeiro movimento da décima.

— Quem?

— Um Cooper ou um Wyn qualquer coisa, não lembro.

— Vin? A propósito, podias ser um cavalheiro e pedir um vinho pra aquecer.

— Garçom!

— Então podemos retirar Beethoven da “Maldição da Décima”?

— O que é isso?

— Veio, tu não sabes que Bruckner, Mahler, Dvorargh, Beethoven, Schubert e Spohr escreveram nove sinfonias e aí veio um raio e fulminou com todos? Isto é, com um de cada vez… Não sabia?

— Mas Mahler fez o Adagio da Décima.

— Sim, mas era um adagio, não tinha muita ação. Aquilo lá devia estar moribundo como o teu Ludwig van.

— Então a décima é perigosa? Pode matar?

— Sim, haja disposição para chegar lá…

— Eu tenho.

Ele bem que tentou, mas acabou por deixar a segunda inacabada. Ainda hoje se encontram.

Beethoven: 10ª Sinfonia (Fragmento- Gravado em 1993)

1. Symphony No. 10 in E flat (19:44)
2. A História da Décima de Beethoven (28:50)

London Symphony Orchestra
Wyn Morris

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La decima

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Claude Debussy (1862-1918): Suite Bergamasque, Estampes, Children`s Corner, etc. (Weissenberg)

Claude Debussy (1862-1918): Suite Bergamasque, Estampes, Children`s Corner, etc. (Weissenberg)

Eu adoro a barroca Bergamasque, mas normalmente acho um porre a música para piano de Debussy. Ela é ideal para dormir. Tem tantos admiradores, mas tantos, que certamente é mais um de meus problemas. (Tenho muitos, mas não sou bolsonarista). Sabem?, acho perfeitamente legítimo e até comum ter uma relação complexa com a música para piano de Debussy. Ela exige um tipo de escuta específica e foge de muitas expectativas. Das minhas, principalmente. Gosto dos vanguardistas, só que Debby faz a anti-sonata. Sua revolução é a de dissolver a narrativa em sensações (uhhh, ohhh) e resulta, para mim, numa sensação de ausência de destino, de andamento sem chegada e isto que eu corro 5 Km duas vezes por semana dando voltas numa pista. Admiro sua importância histórica – ele libertou o som, mas, pessoalmente, muitas de suas peças me soam como impressionismo de salão: atmosféricas demais, emocionalmente esquivas. Apesar de tudo isto, Weissenberg (1929-2012) é um mestre e realmente não entedia a gente, só faz dormir bem.

Claude Debussy (1862-1918): Suite Bergamasque, Estampes, Children`s Corner, etc. (Weissenberg)

1. Estampes: Pagodes
2. Estampes: La Soiree Dans Grenade
3. Estampes: Jardins Sous La Pluie

4. Etude N°11 : Arpèges Composés

5. Suite Bergamasque: Prelude
6. Suite Bergamasque: Menuet
7. Suite Bergamasque: Clair De Lune
8. Suite Bergamasque: Passepied

9. Children’s Corner: Doctor Gradus Ad Parnassum
10. Children’s Corner: Jimbo’s Lullaby
11. Children’s Corner: Serenade For The Doll
12. Children’s Corner: The Snow Is Dancing
13. Children’s Corner: The Little Shepherd
14. Children’s Corner: Golliwogg’s Cake-Walk

15. La Fille Aux Cheveux De Lin

16. L’isle Joyeuse

17. La Plus Que Lente

Composé par Claude Debussy
avec Alexis Weissenberg, piano.

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Debussy ouvindo sua música

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W. A. Mozart (1756-1791): Todos os Concertos para Sopros (The Complete Wind Concertos) (Orpheus)

W. A. Mozart (1756-1791): Todos os Concertos para Sopros (The Complete Wind Concertos) (Orpheus)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Indiscutivelmente, uma das melhores gravações destas extraordinárias obras. A Orpheus Chamber Orchestra realiza aqui um trabalho de rara sensibilidade. São 212 minutos de grande Mozart. Que música, meus amigos!

A Orpheus é um conjunto que trabalha sem maestro. Os solistas para este conjunto de discos são todos membros da Orpheus e, presumivelmente, bem conhecidos de seus colegas. O resultado é esplêndido. Destaque para o Concerto para Clarinete, o para Flauta e Harpa e os para Flauta solo, além da Sinfonia Concertante. Divirtam-se.

W. A. Mozart (1756-1791): Todos os Concertos para Sopros (The Complete Wind Concertos) (Orpheus)

CD1
01 Sinfonia Concertante in E flat, (297b) -1) Allegro
02 Sinfonia Concertante in E flat, (297b) -2) Adagio
03 Sinfonia Concertante in E flat, (297b) -3) Andantino con variazio

04 Clarinet Concerto in A, K 622 -1) Allegro
05 Clarinet Concerto in A, K 622 -2) Adagio
06 Clarinet Concerto in A, K 622 -3) Rondo. Allegro

07 Andante for Flute and Orchestra in C, K 315 (285e)

# Sinfonia concertante for oboe, clarinet, horn, bassoon & orchestra in E flat major, K(3) 297b (K. Anh. C 14.01) (spurious)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with David Singer, Stephen Taylor, William Purvis, Steven Dibner

# Clarinet Concerto in A major, K. 622
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Charles Neidich

# Andante for flute & orchestra in C major, K. 315 (K. 285e)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Susan Palma

-=-=-=-=-=-

CD2
01 Bassoon Concerto in B-flat K 191 (186e) -1) Allegro
02 Bassoon Concerto in B-flat K 191 (186e) -2) Andante ma adagio
03 Bassoon Concerto in B-flat K 191 (186e) -3) Rondo. Tempo di Menuetto

04 Horn Concerto No 2 in E-flat, K 417 -1) Allegro
05 Horn Concerto No 2 in E-flat, K 417 -2) Andante
06 Horn Concerto No 2 in E-flat, K 417 -3) Rondo. Allegro

07 Horn Concerto No 1 in D, K 412 (386b) -1) Allegro
08 Horn Concerto No 1 in D, K 412 (386b) -2) Rondo. Allegro

09 Horn Concerto No 3 in E-flat, K 447 -1) Allegro
10 Horn Concerto No 3 in E-flat, K 447 -2) Romance. Larghetto
11 Horn Concerto No 3 in E-flat, K 447 -3) Allegro

12 Horn Concerto No 4 in E-flat, K 495 -1) Allegro maestoso
13 Horn Concerto No 4 in E-flat, K 495 -2) Romance. Andante cantabile
14 Horn Concerto No 4 in E-flat, K 495 -3) Rondo. Allegro vivace

# Bassoon Concerto in B flat major, K. 191 (K. 186e)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Frank Morelli

# Horn Concerto No. 2 in E flat major, K. 417
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with William Purvis

# Horn Concerto No. 1 in D major, K. 412/514 (K. 386b)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with David Jolley

# Horn Concerto No. 3 in E flat major, K. 447
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with William Purvis

# Horn Concerto No. 4 in E flat major, K. 495
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with David Jolley

-=-=-=-=-=-

CD3
01 Oboe Concerto in C, K 314 (285d; 271k ) -1) Allegro Aperto
02 Oboe Concerto in C, K 314 (285d; 271k ) -2) Adagio non Troppo
03 Oboe Concerto in C, K 314 (285d; 271k ) -3) Rondo. Allegretto

04 Flute Concerto No 1 in G, K 313 (285c) -1) Allegro Maestoso
05 Flute Concerto No 1 in G, K 313 (285c) -2) Adagio ma non Troppo
06 Flute Concerto No 1 in G, K 313 (285c) -3) Rondo. Tempo di Menuetto

07 Flute, Harp Concerto in C, K 299 (297c) -1) Allegro
08 Flute, Harp Concerto in C, K 299 (297c) -2) Andantino
09 Flute, Harp Concerto in C, K 299 (297c) -3) Rondeau. Allegro

# Oboe Concerto in C major, K. 314 (K. 285d)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Randall Wolfgang

# Flute Concerto No. 1 in G major, K. 313 (K. 285c)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Susan Palma

# Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Susan Palma, Nancy Allen

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Um papo animado do pessoal da Orpheus
Um papo animado do pessoal da Orpheus

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Aram Khachaturian (1903-1978): Spartacus & Gayaneh / Alexander Glazunov (1865-1936): The Seasons

Aram Khachaturian (1903-1978): Spartacus & Gayaneh / Alexander Glazunov (1865-1936): The Seasons

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nada posso fazer, este é mais um CD imperdível. Trata-se do próprio Khachaturian regendo a Filarmônica de Viena em duas de suas obras mais importantes, os balés SpartacusGayaneh. Não é uma música tímida, muito pelo contrário, a coisa é boa e barulhenta pacas. Este armênio é pouco divulgado, mas gosto muito do que conheço dele. A música vai do sereno ao agitado, da tradição ocidental ao exótico e é tão extraordinária que me dá uma estranha vontade de ver balé. Vejam só.

O único problema deste disco é suportar o Glazunov. Que bosta.

Aram Khachaturian (1903-1978): Spartacus & Gayaneh / Alexander Glazunov (1865-1936): The Seasons

1 Khachaturian: Spartacus – Adagio Of Spartacus And Phrygia 9:10
2 Khachaturian: Spartacus – Variation Of Aegina & Bacchanalia 3:19
3 Khachaturian: Spartacus – Scene & Dance With Crotalums 3:39
4 Khachaturian: Spartacus – Scene Of The Gaditanae Maidens & Victory Of Spartacus 6:55

5 Khachaturian: Gayaneh – Sabre Dance 2:32
6 Khachaturian: Gayaneh – Ayesha’s Dance 5:11
7 Khachaturian: Gayaneh – Lezghinka 2:43
8 Khachaturian: Gayaneh – Gayaneh’s Adagio 4:17
9 Khachaturian: Gayaneh – Gopak 2:57

10 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 1. Winter 9:53
11 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 2. Spring 5:28
12 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 3. Summer 11:12
13 Glazunov: The Seasons, Op.67 – 4. Autumn 9:29

Faixas 1 a 9:
Wiener Philharmoniker
Aram Khachaturian

Faixas 10 a 13:
L’Orchestre de la Suisse Romande
Ernest Ansermet

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Khachaturian ficando bonitinho para o concerto.
Khachaturian ficando bonitinho para o concerto.

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Debussy & Ravel: Quartetos de Cordas / Ravel: Introduction and Allegro (Kodály Quartet, Győngyőssy, Kovács, Maros)

Debussy & Ravel: Quartetos de Cordas / Ravel: Introduction and Allegro (Kodály Quartet, Győngyőssy, Kovács, Maros)

Estes quartetos costumam ser companheiros de CDs e vinis. Quando aparece um, vem o outro grudado. Mas dá para entender. São dois dos melhores compositores franceses, ambos escreveram somente um quarteto de cordas, e apenas 10 anos anos os separam. O Claude Debussy é de 1893 e p de Maurice Ravel é de 1902-03). Ambos os quartetos são pilares do repertório moderno e mostram dois caminhos para renovar a tradição. Enquanto Debussy dissolve as fronteiras formais em sensação, Ravel as reinventa com cuidado. O de Debussy faz uma revolução silenciosa no gênero, rompendo com a tradição germânica (Beethoven, Brahms) e abrindo caminho para o modernismo francês. O de Ravel foi muito combatido, porém, para nossa sorte, Ravel recusou-se a reescrevê-lo, dizendo: “Não toquem numa nota; está perfeito como está.” Hoje, é um modelo de modelo de concisão e elegância no repertório camarístico. Excelente CD!

Debussy & Ravel: Quartetos de Cordas / Ravel: Introduction and Allegro (Kodály Quartet, Győngyőssy, Kovács, Maros)

Debussy, Claude
String Quartet in G Minor, Op. 10
1 I. Animé et tres decide 06:13
2 II. Assez vif et bien rythme 03:50
3 III. Andantino doucement expressif 07:57
4 IV. Tres modéré 07:07

Ravel, Maurice
String Quartet in F Major
5 I. Allegro moderato. Tres doux 07:57
6 II. Assez vif. Tres rythme 06:14
7 III. Tres lent 08:09
8 IV. Vif et agite 05:12

Introduction et Allegro
9 Introduction and Allegro for Harp, Flute, Clarinet and String Quartet 10:18

Kodály Quartet
Zoltán Győngyőssy
Béla Kovács
Éva Maros

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Le duo français.

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Dois discos espetaculares de Concertos, Suítes e Sinfonias para Sopros (The Parley Of Instruments, MAK)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Dois discos espetaculares de Concertos, Suítes e Sinfonias para Sopros (The Parley Of Instruments, MAK)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Telemann foi o compositor mais conhecido de sua época. Viveu inacreditáveis — para a época — 86 anos, era respeitadíssimo e Bach dava a impressão de concordar com a primeira posição do moço dentre os compositores daquilo que hoje é chamado de Alemanha. Papai era um sujeito modesto, nunca aspirou a posição que lhe foi dada postumamente na história da música, nem se importou com outros protagonismos. Ele era amigo de Telemann, que se tornou padrinho de um de meus irmãos. Apesar do equívoco, Telemann era efetivamente um cara muito bom, principalmente quando lograva fazer as coisas com calma, o que não é o mais comum. Como estava sempre com encomendas e mais encomendas de poderosos, escrevia muito e produzia muita merda, mas não se enganem, era talentosíssimo. Esses dois discos são esplêndidos. Confiram! Podem até começar pelo lindo Concerto para Flauta que fica entre as faixas 16 e 19 do CD do MAK. O final é SENSACIONAL.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Dois discos espetaculares de Concertos, Suítes, Sinfonias (The Parley Of Instruments, MAK)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite em A menor, Concerto em F maior, Concerto em C maior e Sinfonia em F maior

Suite em A menor [30:15]
01. Ouverture
02. Les Plaisirs
03. Air a I’talien
04. Menuet 1&2
05. Rejouissance
06. Passpied
07. Polonaise

Concerto em F maior [13:44]
08. Affettuoso
09. Allegro
10. Adagio
11. Menuet 1&2

Concerto em C maior [14:47]
12. Allegretto
13. Allegro
14. Andante
15. Tempo di Minuet

Sinfonia em F maior [6:57]
16. Alla breve
17. Andante
18. Vivace

The Parley Of Instruments
Peter Holman, diretor

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Telemann: Bläserkonzerte (Wind Concertos)

1. Concerto in D major for Transverse Flute, Strings and Basso Cont – 1. Moderato 2:40
2. Concerto in D major for Transverse Flute, Strings and Basso Cont – 2. Allegro 3:20
3. Concerto in D major for Transverse Flute, Strings and Basso Cont – 3. Largo 3:07
4. Concerto in D major for Transverse Flute, Strings and Basso Cont – 4. Vivace 2:38

5. Concerto in B flat major for 3 Oboes, 3 Violins and Basso Conti. – 1. Allegro 2:24
6. Concerto in B flat major for 3 Oboes, 3 Violins and Basso Conti. – 2. Largo 2:33
7. Concerto in B flat major for 3 Oboes, 3 Violins and Basso Conti. – 3. Allegro 4:00

8. Concerto in D minor for 2 Chalumeaux, Strings and Basso Continuo – 1. Largo 4:13
9. Concerto in D minor for 2 Chalumeaux, Strings and Basso Continuo – 2. Allegro 3:00
10. Concerto in D minor for 2 Chalumeaux, Strings and Basso Continuo – 3. Adagio 2:25
11. Concerto in D minor for 2 Chalumeaux, Strings and Basso Continuo – 4. (Vivace) 1:37

12. Trumpet Concerto in D – 1. Adagio 1:45
13. Trumpet Concerto in D – 2. Allegro 1:48
14. Trumpet Concerto in D – 3. Grave 2:00
15. Trumpet Concerto in D – 4. Allegro 1:33

16. Concerto for Recorder, Flute, Strings and Continuo in E minor – 1. Largo 3:39
17. Concerto for Recorder, Flute, Strings and Continuo in E minor – 2. Allegro 3:45
18. Concerto for Recorder, Flute, Strings and Continuo in E minor – 3. Largo 3:28
19. Concerto for Recorder, Flute, Strings and Continuo in E minor – 4. Presto 2:25

20. Concerto in D major for Trumpet, Violine, Strings and Basso Cont – 1. Vivace 3:20
21. Concerto in D major for Trumpet, Violine, Strings and Basso Cont – 2. Adagio 4:22
22. Concerto in D major for Trumpet, Violine, Strings and Basso Cont – 3. Allegro 4:36

Musica Antiqua Koln
Reinhard Goebel

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telemann

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G. P. Telemann (1681-1767): Water Music / Alster Overture (New London Consort, Philip Pickett)

G. P. Telemann (1681-1767): Water Music / Alster Overture (New London Consort, Philip Pickett)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco verdadeiramente espetacular. A Música Aquática de Telemann, mais a muito irreverente Suíte Alster são para ouvir e se divertir, ouvir e se divertir, ouvir e se divertir. Acho que, de todas as suítes orquestrais de Telemann, a Alster é minha preferida. O New London Consort é um excelente conjunto, fazendo inteira justiça a esta grande música.

“Hamburger Ebb und Fluth” (A Maré de Hamburgo), conhecida como “Wassermusik” (1723), é uma Suíte Orquestral (ouverture) composta para as celebrações do centenário do Collegium musicum e do Almirantado de Hamburgo em 1723. Telemann, então diretor musical da cidade, criou uma obra que retrata musicalmente a vida marítima do grande porto hanseático. Telemann era conhecido por seu humor e criatividade. Em “Wassermusik”, ele não apenas descreve o mar, mas também personagens mitológicos e humanos em interação com a água, criando um panorama sonoro quase teatral.

A “Suíte Alster” (Overture “Alster-Echo”) é uma das obras mais encantadoras e humorísticas de Telemann, perfeito exemplo de seu espírito inventivo e sua capacidade de “pintar” cenas com música. O Rio Alster, que corta Hamburgo, era (e ainda é) um local de lazer, passeios de barco e vida social. Telemann, sempre atento ao cotidiano da cidade, compôs esta suíte por volta de 1720-1730 como uma obra programática leve e cômica, retratando sons e cenários às margens do rio. A obra é construída em torno do efeito de eco, representando as colinas e margens do Alster respondendo aos sons. Telemann brinca com repetições inesperadas, frases truncadas e respostas “tolas” da orquestra. A suíte tem uma sequência de danças e peças com nomes que sugerem cenas específicas (alguns títulos em francês, outros em alemão). Em meio a danças cortesãs (como a sarabanda), surgem imitações de animais e sons triviais, criando um contraste deliberadamente cômico entre a corte e o campo.

Em suma, se a Wassermusik é uma epopeia marítima, a Alster é uma comédia pastoral em forma musical, perfeita para mostrar que o Barroco também sabia rir de si mesmo, e como! 🐸🎻

G. P. Telemann (1681-1767): Water Music / Alster Overture (New London Consort, Philip Pickett)

1. Wassermusik Overture in C, Ouverture
2. Wassermusik Overture in C, Sarabande
3. Wassermusik Overture in C, Bour e
4. Wassermusik Overture in C, Loure
5. Wassermusik Overture in C, Gavotte
6. Wassermusik Overture in C, Harlequinade
7. Wassermusik Overture in C, Der St rmende Aeolus
8. Wassermusik Overture in C, Menuet
9. Wassermusik Overture in C, Gigue
10. Wassermusik Overture in C, Canarie

11. Die Relinge Concerto in A, The Frogs
12. Die Relinge Concerto in A, The Frogs, Adagio
13. Die Relinge Concerto in A, The Frogs, Menuet

14. Alster Overture in F, Alster Overture
15. Alster Overture in F, Die canonierende Pallas
16. Alster Overture in F, Das Alster Echo
17. Alster Overture in F, Die Hamburgischen Glockenspiele
18. Alster Overture in F, Der Schwanen Gesang
19. Alster Overture in F, Der Alster Sch ffer Dorff Music
20. Alster Overture in F, Die concertirenden Fr sche (und) Kr hen
21. Alster Overture in F, Der ruhende Pan
22. Alster Overture in F, Der Sch ffen und Nymphen eilfertiger Abzug

New London Consort
Philip Pickett

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O New London Consort, grupaço!
O New London Consort, grupaço!

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G. P. Telemann (1681-1767): Telemann in Minor (Pratum Integrum Orchestra)

G. P. Telemann (1681-1767): Telemann in Minor (Pratum Integrum Orchestra)

Excelente CD dedicado à música de Telemann, um contemporâneo de Bach que, na época em que viviam, era muito mais popular e considerado maior. Claro que era mesmo um monstro, mas não era Bach, nem de longe. Ele compôs em todas as formas e estilos existentes em sua época. Sua música tem um caráter inconfundível, sendo clara, agradável e fluida. Gosto bastante. Telemann deixou mais de 3.000 obras, incluindo cantatas, oratórios, concertos e música de câmara, na qual era um craque. Ele aprendeu música quase sozinho, contra a vontade da família, que queria que fosse advogado. Família é uma merda, né?

G. P. Telemann (1681-1767): Telemann in Minor (Pratum Integrum Orchestra)

1. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Ouverture
2. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Les Plaisirs
3. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Loure
4. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Furies
5. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Rigaudon en Rondeau 1 / Rigaudon 2 / Rigaudon 3
6. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Menuet
7. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Les Matelots
8. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Gigue angloise
9. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Rondeau
10. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Hornpipe

11. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Adagio
12. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Allegro
13. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Largo
14. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Presto

15. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Allegro
16. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Adagio
17. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Presto
18. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Adagio
19. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Allegro

20. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Adagio
21. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Allegro
22. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Adagio
23. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Allegro

24. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Larghetto
25. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Allegro
26. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Largo
27. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Presto

Pratum Integrum Orchestra

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E esse aí é o pessoal da Pratum Integrum Orchestra
E esse aí é o pessoal da Pratum Integrum Orchestra

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The Peasant Girl, com Viktoria Mullova

The Peasant Girl, com Viktoria Mullova

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O que dizer deste surpreendente álbum duplo de Viktoria Mullova? Que ela é doida? Que ela é uma perfeita cigana? Que ela é uma das melhores violinistas de todos os tempos? Que ela não se importa de correr riscos?

Acho que todas as possibilidades acima estão corretas.

Mullova pegou um repertório belíssimo e pouco divulgado para estabelecer com clareza o estrago que a música cigana causou no século XX. Ou seja, dentro de um programa altamente eclético, ela reflete sobre a profunda influência cigana na música clássica e no jazz (SIM!) no século 20. Sob roupagem erudita ou jazzística, a música dos ciganos está em nossas vidas com seu acelerado e marcado pulso. O CD apresenta obras de Bartók e Kodály ao lado de coisas do mundo do jazz, incluindo John Lewis e Django Reinhardt além de faixas da banda Weather Report. A russa Mullova tem fortes ligações pessoais com o campo e os ciganos. Parte de sua família é ucraniana e, quando criança, ela passava temporadas numa pequena aldeia do interior do país, convivendo com camponeses. A música destes CDs nos permite vislumbrar um outro lado desta artista fascinante e de, pelamor, sangue quentíssimo.

(Maiores detalhes sobre as faixas estão no arquivo que vocês, creio, vão baixar).

The Peasant Girl, com Viktoria Mullova

1. For Nedim (For Nadia) 5:36
2. Django 6:44
3. Dark Eyes 6:53
4. Er Nemo Klantz , Bartók Duos 8:20
5. The Peasant 9:35
6. 7 Duos with Improvisations 10:51
7. Yura 4:44

1. Bi Lovengo 3:06
2. The Pursuit of the Woman with the Feathered Hat 5:58
3. Life 4:42
4. Kodaly: Duo for Violin and Cello, Op. 7: I. Allegro serioso 7:39
5. Kodaly: Duo for Violin and Cello, Op. 7: II. Adagio 8:11
6. Kodaly: Duo for Violin and Cello, Op. 7: III. Maestoso e largamente, ma non troppo 8:07

Viktoria Mullova
The Matthew Barley Ensemble

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Russa sangue quente (e bom).
Mullova: russa sangue quente. E bom.

PQP

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais (Nocturnes, La Mer, Prélude A L’Après-Midi D’Un Faune, etc.) (Cleveland, Boulez)

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais (Nocturnes, La Mer, Prélude A L’Après-Midi D’Un Faune, etc.) (Cleveland, Boulez)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Você quer baixar um CD que ganhou um Grammy e foi indicado para outro? Ou você quer um que recebeu o Gran Prix du Disque? Talvez você queira dois que tenham a grife do Diapason d`Or? Ou você prefere um Gramophone Record of the Year?

No caso dos CDs abaixo, tanto faz se você gosta mais da Diapason ou da Gramophone ou se considera o Grammy muito comercial em relação ao Gran Prix du Disque, pois Pierre Boulez e a Orquestra de Cleveland interpretando Debussy ganhou todos esses prêmios.

Não sou um apaixonado por Debussy, longe disso, mas convenhamos que Boulez deixa tudo lindo, VIVO e palatável. É francês, é moderno, ele sabe como fazer. Fim.

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais (Nocturnes, La Mer, Prélude A L’Après-Midi D’Un Faune, etc.) (Cleveland, Boulez)

Nocturnes
I. Nuages 6:15
II. Fêtes 6:31
III. Sirènes 9:40

Première Rhapsodie (Pour Orchestre Avec Clarinette Principale) 8:33

Jeux (Poème Dansé) 16:03

La Mer (Trois Esquisses Symphoniques)
I. De L’Aube À Midi Sur La Mer 8:45
II. Jeux De Vagues 7:06
III. Dialogue Du Vent Et De La Mer 7:41

Prélude À L’Après-midi D’un Faune
Très Modéré 8:52

Images Pour Orchestre
Images Pour Orchestre: N°1 Gigues
Modéré 7:22
Images Pour Orchestre: N°2 Iberia
I. Par Les Rues Et Par Les Chemins: Assez Animé 6:58
II. Les Parfums De La Nuit: Lent Et Rêveur 7:30
III. Le Matin D’un Jour De Fête: Dans Un Rythme De Marche Lointaine, Alerte Et Joyeuse 4:24
Images Pour Orchestre: N°3 Rondes De Printemps
Modérément Animé 7:44

Printemps (Suite Symphonique)
I. Très Modéré 10:18
II. Modéré 6:25

Performed by Cleveland Orchestra Chorus and Cleveland Orchestra,
Conducted by Pierre Boulez,
Franklin Cohen, Clarinete

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Um alegria contagiante.

PQP

Aram Khachaturian (1903-1978): Concerto para Piano e Orquestra / Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Clarinete (Katin, Rignold, Fine Arts, Kell)

Aram Khachaturian (1903-1978): Concerto para Piano e Orquestra / Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Clarinete (Katin, Rignold, Fine Arts, Kell)

Os CDs da gravadora brasileira Imagem eram espécimes muito curiosos. Qual é a relação entre o belíssimo Concerto para Piano de Khachaturian e uma das maiores obras já compostas, o Quinteto para Clarinete de Brahms? (Vocês sabiam que a autobiografia de Erico Verissimo, Solo de Clarineta, tem este nome em homenagem ao quinteto de Brahms? Pois é, vivendo e aprendendo…)

A Imagem talvez comprasse tapes de gravadoras obscuras a fim de distribuí-los no Brasil, mas fazia junções totalmente inusitadas, incluindo em um mesmo CD obras inteiramente diversas com os executantes mais variados. Uma loucura absoluta, não fosse a excelente qualidade das músicas e das interpretações. Grandes interpretações sempre! Sem dúvida, havia alguém lá na Imagem que sabia das coisas. Mas… O som é aquilo, né? São registros jurássicos muito bem escolhidos.

O Concerto para Piano de Aram Khachaturian é maravilhoso e mereceria maior destaque dentro do enorme – e batido – repertório pianístico. Cercado por dois movimentos de grande brilhantismo, temos um melodioso e original Andante con Anima ao qual você deveria dar sua atenção à altura dos 2min30 até 4min15. Aqui temos uma invenção fantasmagórica que leva a Armênia para bem perto da Transilvânia de Drácula — não da de Bartók!

Não vou escrever sobre o Quinteto de Brahms. Há livros a respeito. É uma das poucas músicas das quais podemos dizer que não possui nenhum momento inferior. São 35 minutos no Olimpo, em dia ensolarado, agradável, sem ventos, céu de brigadeiro, com vitória do Internacional e derrota do Grêmio, com vitória do Benfica e derrota do Porto. Um mundo lindo.

Aram Khachaturian (1903-1978): Concerto para Piano e Orquestra / Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Clarinete (Katin, Rignold, Fine Arts, Kell)

Concerto para Piano e Orquestra de Aram Kachaturian
1. Allegro Maestoso
2. Andante Con Anima
3. Allegro Brilhante

Peter Katin, Piano
The London Symphony Orchestra
Regência: Hugo Rignold

Quinteto em Si Menor, Op. 115, para Clarinete e Cordas de Johannes Brahms
4. Allegro
5. Adagio
6. Andantino
7. Con Moto

Reginald Kell, Clarinete
The Fine Arts Quartet

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P.Q.P. Bach

Kaija Saariaho (1952-2023): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta (Miroglio)

Kaija Saariaho (1952-2023): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta (Miroglio)

saariahoFala Saariaho:

Seis Jardins Japoneses é uma coleção de impressões sobre os jardins que vi em Kyoto durante a minha estadia no Japão, no verão de 1993 e minhas reflexões sobre o ritmo naquela época.

Como o título indica, a peça é dividida em seis partes. Cada uma destas partes tem a aparência de um material específico rítmico, a partir da primeira parte simples, em que a instrumentação principal é introduzida, usando figuras polirrítmicos em ostinato ou complexas, com alternância de material rítmico e colorístico.

A seleção dos instrumentos tocados pelo percussionista é voluntariamente reduzido para dar espaço para a percepção das evoluções rítmicas. Além disso, as cores reduzidas são estendidas com a adição de uma parte eletrônica, em que ouvimos os sons da natureza, canto ritual, e instrumentos de percussão gravados no Colégio Kuntachi de Música. As seções já misturadas são acionados pelo percussionista durante a peça, a partir de um computador Macintosh.

Todo o trabalho para o processamento e mistura do material pré-gravado foi feito com um computador Macintosh no meu home studio. Algumas transformações são feitas com os filtros ressonantes no programa CANTO, e com o SVP Phaser Vocoder. Este trabalho foi feito com Jean-Baptiste Barrière. A mistura final foi feita com o programa Protools com o auxílio de Hanspeter Stubbe Teglbjaerg.

A peça é encomendada pela Academia Kunitachi de Música e dedicada a Shinti Ueno.

Kaija Saariaho (1952): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta

Six Japanese Gardens (1993) 16m03s
1 Tenju-an Garden of Nanzen-ji Temple 3m12s
2 Kinkaku-ki (Golden Pavillon) 1m20s
3 Tenryu-ji (Dry Mountain Stream) 3m03s
4 Ryoan-ji (Sand Garden) 2m20s
5 Saiho-ji (Moss Garden) 2m48s
6 Daisen-in (Stone Bridges) 3m10s

7 Trois rivières Delta (1993) 14m14s
7 1 3m45s
8 2 6m36s
9 3 3m53s

Thierry Miroglio, percussion

Total duration: 30m17s

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Saariaho: belezas orientais
Saariaho: belezas orientais

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G. P. Telemann (1681-1767): La Bizarre / Suites (Akademie Für Alte Musik Berlin)

G. P. Telemann (1681-1767): La Bizarre / Suites (Akademie Für Alte Musik Berlin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Todo mundo chama Telemann de “prolífico”, muitas vezes com certo desprezo. Ele realmente escreveu muito, só que aqueles que fazem referência a sua enorme obra esquecem de dizer que há muitíssimas coisas boas nela! Telemann foi um grande cara, possuía uma inteligência extraordinária, uma imaginação aguçada e um senso de humor sem limites – e tudo isso se manifesta em sua obra. Para melhorar, ele viveu muito. Imaginem que viveu 86 anos numa época em que se morria muito jovem — tinha 4 anos quando Bach nasceu e morreu 3 anos antes do primeiro vagido beethoveniano. Neste CD, a Akamus traz-nos obras que não lembro ter ouvido antes.

Enquanto a suíte de abertura em ré maior apresenta muitos momentos animados, Les Nations e La Bizarre têm os temas mais ousados ​​e programaticamente divertidos. Por exemplo, no terceiro movimento (“Les Turcs”) de Les Nations ouvimos uma brincadeira estridente, uma emocionante sucessão de mudanças de tempo, reviravoltas melódicas e contrastes dinâmicos. O quinto movimento (“Les Moscovites”) é igualmente impressionante, uma peça assombrosa construída em uma bela progressão de acordes de baixo. La Bizarre traz surpresas sutilmente entrelaçadas em cada movimento. Especialmente agradáveis ​​aqui são os usos astutos de Telemann de ritardando no Courante, Branle, Sarabande, Minuet II e no final do Rossignole. Ah, têm sapos cantando em uníssono! Bem, não é bem um uníssono…

A peça central do CD é o concerto para violino recentemente descoberto que leva o subtítulo “Les Rainettes”. O tom abrupto do violino da solista Midori Seiler logo intervém. Seu instrumento pretende aludir (de acordo com as notas) a um sapo coaxando, embora, para nós, soe mais como uma sirene de ataque aéreo. Esta entrada auspiciosa inicia uma das exibições programáticas de estilo muito imaginativo — uma vez ouvido, este grande concerto não será esquecido tão cedo.

G. P. Telemann (1681-1767): La Bizarre / Suites (Akademie Für Alte Musik Berlin)

Suite In D Major, TWV 55 D:18
1 Ouverture 7:02
2 Menuet I Alternativement – Menuet II 2:47
3 Gavotte En Rondeau 1:28
4 Passacaille 3:19
5 Air 2:20
6 Les Postillons 1:49
7 Fanfare 2:07

Ouverture “Les Nations”, TWV 55:B5 In B Flat Major
8 Ouverture 6:16
9 Menuet I Alternativement – Menuet II 3:46
10 Les Turcs 2:13
11 Les Suisses 1:46
12 Les Moscoviets 1:34
13 Les Portugais 1:45
14 Les Boiteux (Die Hinkenden) 1:00
15 Les Coureurs (Die Läufer) 1:29

Concerto Pour Violon “Les Raineettes”, TWV 51:A2 In A Major
16 Ohne Satzbezeichung 5:30
17 Adagio 4:41
18 Menuet Alternativement 2:44

Ouverture “La Bizarre”, TWV 55:G2 In G Major
19 Ouverture 4:46
20 Courante 1:35
21 Gavotte En Rondeau 0:47
22 Branle 1:46
23 Sarabande 2:16
24 Fantasie 1:11
25 Menuet I – Menuet II 3:32
26 Rossignol 1:35

Bassoon – Christian Beuse
Cello – Antje Geusen, Jan Freiheit
Composed By – Georg Philipp Telemann
Double Bass – Walter Rumer
Harpsichord – Raphael Altermann*
Lute – Björn Colell
Oboe – Annette Spehr, Ekkehard Hering*, Xenia Löffler (tracks: 1 to 7)
Orchestra – Akademie Für Alte Musik Berlin
Timpani – Friedhelm May (tracks: 1 to 7)
Trumpet – François Petitlaurent* (tracks: 1 to 7), Ute Hartwich
Viola – Anja-Regine Graewel, Annette Geiger, Stephan Sieben (2)
Violin – Dörte Wetzel, Erik Dorset, Georg Kallweit, Kerstin Erben, Midori Seiler, Thomas Graewe, Uta Peters
Violin [1st] – Stephan Mai
Violin [Solo] – Midori Seiler (tracks: 16 to 18)

Akademie Für Alte Musik Berlin

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Certamente — e sem exageros — uma das melhores orquestras do planeta

PQP

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): False Consonances of Melancholy – Ayres for the Violin (Amandine Beyer & Gli Incogniti)

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): False Consonances of Melancholy – Ayres for the Violin (Amandine Beyer & Gli Incogniti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois é, o barroco é uma coisa interminável. Depois de quase sete anos de blog (faremos 20 anos neste 2026), ainda abro novas categorias e a coisa é de primeira linha. Sim, Nicola Matteis, um aparentemente napolitano que acabou em Londres e do qual pouco se sabe. Teve razoável popularidade em seu tempo, casou-se com uma viúva rica e acabou pobre. Acontece. Mas suas Ayres for the Violin são joias que os pequepianos devem conhecer. Amandine Beyer é uma super craque, uma notável violinista. PQP a ama de todos os modos. Se ele passar por ela na rua, ela nem vai ver de que lado ele veio. (Antes do Gli Incogniti, ela integrou a orquestra barroca francesa Café Zimmermann). Confiram!

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): False Consonances of Melancholy – Ayres for the Violin (Amandine Beyer & Gli Incogniti)

1 Sonata (Adagio) 2:03
2 Diverse Bizzarie Sopra La Vecchia Ò Pur Ciaccona 4:04
3 Passaggio Rotto. Andamento Veloce 2:14
4 Fantasia 1:32
5 Preludio In Fantasia 1:16
6 Allegro 2:01
7 Aria Malinconica (Adagio) 2:25
8 Giga (Allegro) 0:40
9 Aria Amorosa 3:16
10 Aria 1:21
11 Preludio 1:25
12 Musia (Grave-Presto) 1:42
13 Sarabanda (Adagio) 2:37
14 Aria 1:10
15 Aria Burlesca (Presto) 1:56
16 Fuga (Prestissimo) 1:07
17 Giga. Al Genio Turchesco 0:46
18 Preludio 0:51
19 Adagio 2:11
20 Allemanda Ad Imitatione D’un Tartaglia 1:36
21 Movimento Incognito 4:05
22 Sarabanda Amorosa (Adagio) 1:33
23 Gavotta (Presto) 1:38
24 Preludio. Presto 1:41
25 Pavana Armoniosa 2:01
26 Il Russignolo 1:09
27 Preludio Allegro (Prestissimo). Malinconico (Adagio) 1:25
28 Aria (Adagio-Presto) 2:19
29 Vivace. Eco 2:07
30 Fuga (Presto) 1:39
31 Preludio (Adagio) 1:30
32 Prestissimo 0:35
33 Un Poco Di Maniera Italiana. Aria Ridicola (Presto) 1:25
34 Aria 1:33
35 Fantasia 1:26
36 Preludio In Ostinatione. Passagio Rotto 1:09
37 Andamento Malinconico. Divisone Ad Libitum 2:43
38 Grave (Adagio) 2:03
39 Aria For The Flute 1:15
40 Giga 1:47

Baroque Guitar, Theorbo – Francesco Romano, Ronaldo Lopes (tracks: 1-2, 10-30)
Ensemble – Gli Incogniti
Harpsichord – Anna Fontana
Viola da Gamba – Baldomero Barciela
Violin, Directed By – Amandine Beyer

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O nome dela, Amandine, parece coisa de comer e ela é boa mesmo. Ao menos tocando.
O nome dela, Amandine, parece coisa de comer. Mas que violinista, senhores!

PQP

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 / Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 / Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética” (Khachatryan, Masur)

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 / Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 / Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética” (Khachatryan, Masur)
Masur
Masur

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Saber de onde saíram estas gravações juntadas a partir de mais de um CD? Tarefa impossível. Mas em verdade vos digo: são registros absolutamente entusiasmantes, sensacionais, estimulantes. O que faz Sergey Khachatryan, uma das preferências mais radicais deste que vos escreve, no Concerto de Sibelius? Putz, onde encontrar uma gravação melhor deste concerto? E para ser melhor ainda, é tudo AO VIVO. Olha, o Mendelssohn inicial e o Sibelius são para se ouvir de joelhos, mas, quando chega o Tchai, eu sento na varanda, pego o meu violão e começo a tocar, e o meu moreno que está sempre bem disposto, senta ao meu lado e começa a cantar. Ou seja, quando chega o Tchai, a gente desliga tudo e foge pra Marambaia.

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 /
Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 /
Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética”

Felix Mendelssohn (1809-1847) – A Abertura “As Hébridas”, Op. 26
1. A Abertura “As Hébridas” em E menor, Op. 26

Jean Sibelius (1865 – 1957) – Concerto para violino, Op.47
2. Allegro moderato
3. Adagio di molto
4. Allegro, ma non tanto

Piotr Ilytch Tchaikovsky (1840-1893) – Sinfonia No. 6, Op. 74 – “Patética”
5. Adagio – Allegro non troppo
6. Allegro con grazia
7. Allegro molto vivace
8. Finale — Adagio lamentoso

Sergey Khachatryan, violin
New York Philharmonic
Kurt Masur, conductor

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Sergey Khachatryan: esse toca pra caraglio.
Sergey Khachatryan: esse toca pra caraglio.

PQP

.: interlúdio :. Paolo Fresu & Omar Sosa (com Jaques Morelenbaum): Alma

.: interlúdio :. Paolo Fresu & Omar Sosa (com Jaques Morelenbaum): Alma

Tentar acompanhar os projetos musicais do pianista cubano Omar Sosa ou do trompetista italiano Paolo Fresu é algo quase atlético. Chamar qualquer um de prolífico é um eufemismo, mas, mais impressionante do que a quantidade de música que eles lançam é a qualidade de sua produção. Amo ambos. Ambos exploram uma fonte de criatividade que escapa à maioria dos artistas. Grande parte dos temas deste CD é bastante discreta, mas sempre de alto em conteúdo emocional. O uso de percussão e da eletrônica em alguns lugares — juntamente com a presença do violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum, dá ao projeto uma sensação de profundidade e variedade, mas essa união de duas almas musicais espiritualmente conectadas teria sido suficiente para fazer a mágica, se esta fosse simplesmente uma gravação nua de piano + trompete. Morelenbaum, Fresu e Sosa criam uma mistura celestial na pacífica faixa-título, que começa em um lugar sereno e chega a um espaço latino firme, enquanto equilibra humores sombrios e imponentes em “Crepuscolo”.

Paolo Fresu & Omar Sosa com Jaques Morelenbaum: Alma

1 S’Inguldu 5:35
2 Inverno Grigio 5:28
3 No Trance 3:36
4 Alma 5:49
5 Angustia 4:34
6 Crepuscolo 3:15
7 Moon On The Sky 5:59
8 Old D Blues 6:36

Medley
9 Niños 4:00
10 Nenia 5:23

11 Under African Skies 7:28
12 Rimanere Grande! 2:58

Cello – Jaques Morelenbaum
Composed By – Omar Sosa (faixas: 2 to 8, 9), Paolo Fresu (faixas: 1, 3, 9, 10, 12), Paul Simon (faixas: 11)
Piano [Acoustic], Sampler, Electric Piano [Fender Rhodes], Synthesizer [Microkorg], Percussion, Vocals, Effects [Multieffects], Producer – Omar Sosa
Trumpet, Flugelhorn, Percussion, Whistle, Effects [Multieffects], Producer – Paolo Fresu

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Omar Sosa e Paolo Fresu

PQP