.: interlúdio :. Wynton Marsalis: Thick in the south

.: interlúdio :. Wynton Marsalis: Thick in the south

Um bom CD que vale pale segunda faixa, Elveen, homenagem ao baterista Elvin Jones, que está no grupo nesta faixa e na 5ª. De resto, adoro Marsalis, mas ouvi este disco sem real entusiasmo apesar do incrível apuro técnico e musicalidade do quinteto. As harmonias são lindas, mas nenhum dos temas é particularmente memorável e, embora os solos individuais sejam bons, não acontece muita coisa. No geral, é uma homenagem bastante estranha ao blues. Na verdade, o principal significado deste conjunto é que, aqui o grande trompetista reuniu pela primeira vez o núcleo do seu quinteto. Musicalmente esta trilogia pode ser contornada. ouça as gravações mais recentes de Marsalis. Não obstante, este é um álbum relaxante. Wynton Marsalis é um músico, compositor, líder de banda, aclamado educador e um dos principais defensores da cultura americana. Ele é o primeiro artista de jazz a tocar e compor em todo o espectro do gênero, desde as raízes de Nova Orleans até o bebop e o jazz moderno. Ao criar e executar uma ampla gama de músicas para quartetos e big bands, de conjuntos de música de câmara a orquestras sinfônicas, de sapateado a balé, Wynton expandiu o vocabulário do jazz e criou um corpo vital de trabalho que o coloca entre os mais importantes músicos de nosso tempo.

.: interlúdio :. Wynton Marsalis: Thick in the south

1 Harriet Tubman 7:39
2 Elveen 12:12
3 Thick In The South 10:14
4 So This Is Jazz, Huh 12:25
5 L.C. On The Cut 13:29

Bass – Bob Hurst
Drums – Elvin Jones (tracks: 2, 5), Jeff Watts
Piano – Marcus Roberts
Tenor Saxophone – Joe Henderson
Trumpet – Wynton Marsalis

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Wynton, um gênio.

PQP

Linda Bouchard: Pourtinade / Paul Chihara: Redwood / Dmitri Shostakovich: Sonata Op. 147 (Kim Kashkashian, Robert Levin, Robyn Schulkowsky)

Linda Bouchard: Pourtinade / Paul Chihara: Redwood / Dmitri Shostakovich: Sonata Op. 147 (Kim Kashkashian, Robert Levin, Robyn Schulkowsky)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As obras de Bouchard e Chihara são de primeira linha, mas nada se compara com a profundidade da Sonata para Viola que Shostakovich escreveu em seu leito de morte. Esta Sonata Op. 147, foi composta em 1975, ano da morte do compositor, e é a sua derradeira obra — um testamento musical escrito em  poucas semanas e dedicado ao violista Fyodor Druzhinin, que a estreou. Em seus três movimentos, Shostakovich parece despedir-se da vida e da arte com uma serenidade amarga e uma lucidez comovente. O primeiro movimento, de lirismo contido, evoca o cansaço; o segundo, uma scherzo grotesco e sardônico, traz ecos do humor negro que sempre o acompanhou. Mas é no Adagio final que a obra atinge sua dimensão mais sublime: nele, Shostakovich cita longamente a Sonata ao Luar de Beethoven, transformando o tema clássico numa melodia fantasmática e suspensa, como se o compositor russo dialogasse com o passado e com a morte numa só respiração. A viola — instrumento de timbre introspectivo — torna-se aqui a voz de um homem que já não precisa gritar, apenas recordar, perdoar e, por fim, silenciar. É uma obra que não se entrega facilmente: exige escuta silenciosa, e retribui com a mais pura verdade. A interpretação de Kim Kashkashian é muito comovente e deixa as outras na poeira.

Linda Bouchard: Pourtinade / Paul Chihara: Redwood / Dmitri Shostakovich: Sonata Op. 147 (Kim Kashkashian, Robert Levin, Robyn Schulkowsky)

1 Pourtinade 17:02
Composed By – Linda Bouchard

2 Redwood 11:53
Composed By – Paul Chihara

Sonata Op. 147
Composed By – Dmitri Shostakovich
3 Moderato 9:07
4 Allegretto 7:17
5 Adagio 15:08

Percussion – Robyn Schulkowsky (faixas: 1 e 2)
Piano – Robert Levin (Faixas: 3 a 5)
Viola – Kim Kashkashian

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KIm Kashkashian: a viola bem tratada

PQP

.: interlúdio :. Jack DeJohnette – Special Edition (1979)

.: interlúdio :. Jack DeJohnette – Special Edition (1979)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso de um baterista. Lembro que emprestei o vinil para um baterista amigo meu e ele devolveu o disco cheio de partituras e anotações sobre os tempos. Claro que ele comprou o disco após enlouquecer desta maneira. Me contou que começou ouviu o disco às 22h e terminou às 7 da manhã. Ah, lembrei: ele ficou com o meu disco. me devolveu um novo porque disse que meu tinha sido muito usado. Bem, o álbum Special Edition, de Jack DeJohnette, marca um momento decisivo na trajetória do baterista como líder. Lançado no início dos anos 1980, o disco apresenta um quarteto poderoso — com David Murray, Arthur Blythe e Peter Warren — que se move com liberdade entre o pós-bop, o free jazz e estruturas mais abertas. Desde as primeiras faixas, percebe-se que não se trata apenas de um grupo de apoio, mas de um organismo coletivo vibrante, em que cada músico contribui com forte identidade, criando uma música tensa, expansiva e profundamente comunicativa. O que distingue Special Edition é justamente essa combinação entre energia bruta e senso de forma. A bateria de DeJohnette não é apenas rítmica, mas arquitetônica — ela conduz, comenta e reorganiza constantemente o fluxo musical. Os sopros alternam momentos de lirismo com explosões quase selvagens, enquanto o conjunto mantém uma coesão impressionante, mesmo nos trechos mais livres. O resultado é um álbum que soa ao mesmo tempo cerebral e visceral, afirmando-se como um dos registros mais marcantes do jazz contemporâneo daquele período — um encontro de forças criativas em estado de alerta permanente. Ouça ou, se for burro, morra!

Jack DeJohnette – Special Edition (1979)

1. One For Eric (DeJohnette)
2. Zoot Suite (DeJohnette)
3. Central Park West (Coltrane)
4. India (Coltrane)
5. Journey To The Twin Planet (DeJohnette)

David Murray – Clarinet (Bass), Sax (Tenor)
Arthur Blythe – Sax (Alto)
Jack DeJohnette – Drums, Synthesizer, Guitar, Piano, Melodica, Main Performer, Producer, Keyboards, Mellophonium
Peter Warren – Bass, Cello

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Jack DeJohnette em 1979. Autor de um dos melhores discos de jazz de todos os tempos.
Jack DeJohnette em 1979. Autor de um dos melhores discos de jazz de todos os tempos.

PQP

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Sonata para Piano Nº 2 e Quintetos para Piano Nº 1 e 2 (Zimerman)

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Sonata para Piano Nº 2 e Quintetos para Piano Nº 1 e 2 (Zimerman)

Este disco foi gravado em 2009, para as comemorações dos 100 anos da polonesa Grażyna Bacewicz, uma pioneira dentre as compositoras mulheres. O CD envolve apenas músicos polacos e é muitíssimo bom. Zimerman e seu grupo dá interpretações de altíssima temperatura emocional às obras de sabor neoclássico de Bacewicz.

Uma grande surpresa: um CD de primeira linha dedicado a uma compositora que não tinha obras postadas aqui no PQP! (Postagem original de 2017)

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Sonata para Piano Nº 2 e Quintetos para Piano Nº 1 e 2 (Zimerman)

Piano Quintet No.1
1. 1. Moderato molto espressivo [8:19]
2. 2. Presto [4:31]
3. 3. Grave [8:02]
4. 4. Con passione [5:11]

Sonata No. 2 for Piano
5. Maestoso [6:15]
6. Largo [8:56]
7. Toccata [3:36]

Piano Quintet No.2
8. 1. Moderato [7:12]
9. 2. Larghetto [7:36]
10. 3. Allegro giocoso [5:15]

Krystian Zimerman
Kaja Danczowska
Agata Szymczewska
Ryszard Groblewski
Rafal Kwiatkowski

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DGDGD
Zimerman: perfeito na homenagem a sua grande conterrânea

PQP

Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin: New World Jazz (Tilson Thomas)

Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin: New World Jazz (Tilson Thomas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sim, sim, um disco extraordinário. Aqui, há várias lições: (1) John Adams ensina como o minimalismo pode ser mais legal sem vidro, (2) como uma orquestra formada por jovens jazzistas acompanhados por músicos eruditos rendem e exploram adequadamente a irreverência deste espetacular repertório, (3) como meu pai tinha razão ao dizer e repetir que da música do século XX, a mais ampla, ventilada, livre e bela fora o jazz e (4) como estão corretos aqueles músicos que olham para cá e para lá. Boa diversão!

Adams, Antheil, Bernstein, Gershwin, Hindemith, Milhaud, Stravinsky, Raskin: New World Jazz (Tilson Thomas)

1 Lollapalooza
Composed By – John Adams
6:32

2 Rhapsody In Blue
Clarinet – Jerome Simas
Composed By – George Gershwin
Piano – Michael Tilson Thomas
17:16

3 Prelude, Fugue And Riffs
Clarinet – Tad Calcara
Composed By – Leonard Bernstein
8:23

4 La Création Du Monde
Composed By – Darius Milhaud
17:45

5 Ebony Concerto
Clarinet – Jerome Simas
Composed By – Igor Stravinsky
Trumpet – Mark Niehaus
9:24

6 Ragtime
Composed By – Paul Hindemith
3:14

7 A Jazz Symphony
Composed By – George Antheil
Piano – Michael Linville
Trumpet – Mark J. Inouye*
11:45

8 Theme From The Bad And The Beautiful
Composed By – David Raksin
3:39

New World Symphony
Michael Tilson Thomas

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John Adams: aula máxima de minimalismo

PQP

Franz Schubert (1797-1828): As Últimas Sonatas para Piano (Staier)

Franz Schubert (1797-1828): As Últimas Sonatas para Piano (Staier)

As três últimas Sonatas para Piano de Franz Schubert, incrivelmente compostas em setembro de 1828, poucas semanas antes de sua morte prematura, constituem um testamento sonoro de rara grandeza e introspecção. Longe de serem meras heranças beethovenianas, elas revelam um Schubert já plenamente visionário: a estrutura clássica é invadida por harmonias inquietantes e uma expressividade que oscila entre o desespero e a transcendência. A D. 958 ecoa a fúria dramática de Beethoven, mas com a melancolia tipicamente schubertiana. A D. 959 expande-se em um Andantino de dor quase expressionista, seguido de um Scherzo fantasmagórico. A D. 960 coroa essa trilogia. Abre com um tema de simplicidade celeste, só para submergir em regiões de silêncio perturbador e nostalgia cósmica. Juntas, formam uma viagem ao abismo e à redenção — não como confissão biográfica, mas como geografia da alma humana, onde a forma clássica se rompe para dar voz ao inefável. São, nas palavras de Alfred Brendel, “a despedida de um poeta que já habitava um mundo além do seu tempo”.

Esta interpretação é “ao pianoforte”. Ou seja, é historicamente informada. Eu, acostumado a ouvir estas Sonatas no piano moderno — Brendel e Pollini –, às vezes me surpreendo  pedindo uma sonoridade mais cheia e aumento o volume inutilmente. De qualquer forma, o trabalho do talentosíssimo Staier é primoroso, belíssimo, meticuloso.

Franz Schubert (1797-1828): As Últimas Sonatas para Piano (Staier)

Sonata In C Minor D 958
1-1 Allegro 11:08
1-2 Adagio 8:43
1-3 Menuetto: Allegro · Trio 2:58
1-4 Allegro 9:31

Sonata In A Major D 959
1-5 Allegro 16:19
1-6 Andantino 8:18
1-7 Scherzo: Allegro Vivace · Trio: Un Poco Più Lento 4:32
1-8 Rondo: Allegretto 12:44

Sonata In B Flat Majpr D 960
2-1 Molto Moderato 21:59
2-2 Andante Sostenuto 9:48
2-3 Scherzo: Allegro Vivace · Trio 4:18
2-4 Allegro Ma Non Troppo 8:48

Andreas Staier, piano

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Franz Schubert (1797-1828): Piano Trios Op. 99 & 100 / Noturno (Sepec, Staier, Dieltiens)

Franz Schubert (1797-1828): Piano Trios Op. 99 & 100 / Noturno (Sepec, Staier, Dieltiens)

R-9367152-1479335248-8078.jpegIM-PER-DÍ-VEL !!!

Três obras-primas absolutas de Schubert. A gravação de Sepec / Staier / Dieltiens é excelente e imbatível no âmbito dos instrumentos originais. (Sim, prefiro o Beux Arts, mas este aqui é um registro de alta qualidade). “Um vislumbre dos trios de Schubert e a agitação e a angústia da existência humana desaparecem”, escreveu Robert Schumann em 1836, elogiando o Op. 99. Ele também admirava enormemente o esplêndido Op. 100 do compositor vienense, principalmente o Andante con moto — uma das mais belas peças de todos os tempos, na opinião de PQP Bach –, que lembra uma marcha fúnebre e que foi utilizado por Stanley Kubrick em Barry Lyndon. Staier, Sepec e Dieltiens trazem à tona novas nuances dessas obras fascinantes em instrumentos de época, que incluem uma cópia de um pianoforte vienense de 1827. Sim, há muitas gravações desses trios por aí. Esta é muito especial. 

Franz Schubert (1797-1828): Piano Trios Op. 99 & 100 / Noturno (Sepec, Staier, Dieltiens)

Piano Trio No. 1. Op. 99
1-1 Allegro Moderato 14:45
1-2 Andante Un Poco Mosso 11:01
1-3 Scherzo. Allegro 6:46
1-4 Rondo. Allegro Vivace 9:25

1-5 Nocturne Op. 1 18 D. 897 9:38

Piano Trio No. 2, op. 100
2-1 Allegro 9:38
2-2 Andante Con Moto 16:03
2-3 Scherzando. Allegro Moderato 9:27
2-4 Allegro Moderato 13:19

Violin – Daniel Sepec
Fortepiano – Andreas Staier
Cello – Roel Dieltiens

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Daniel Sepec, Roel Dieltiens e Andreas Staier: power trio
Daniel Sepec, Roel Dieltiens e Andreas Staier: power trio

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Alessandro Scarlatti (1660-1725): Cantatas para Soprano & Música de Câmara (Rottsolk, Tempesta di Mare)

Alessandro Scarlatti (1660-1725): Cantatas para Soprano & Música de Câmara (Rottsolk, Tempesta di Mare)

Ninguém deve roubar ou matar por este CD. Ele é bom, mas também não é extraordinário. As Cantatas de Alessandro Scarlatti (1660-1725) — em especial suas mais de 600 cantatas para voz solo e baixo contínuo — representam o ápice da cantata profana barroca italiana, moldando um gênero que equilibrava drama, lirismo e intimidade. Não se comparam às Cantatas Italianas de Handel, que humilha AS de cima a baixo. Compostas predominantemente para vozes de castrato ou soprano, essas obras são micro-óperas sem cenário, estruturadas em uma sequência de recitativos expressivos (onde a palavra avança a ação) e árias. Scarlatti refinou a forma do recitativo acompanhado e consolidou a ária com orquestração rica, utilizando o baixo contínuo não apenas como suporte, mas como personagem ativo no diálogo com a voz. Seus temas — quase sempre extraídos da mitologia clássica — ganham vida através de uma escrita vocal que exige tanto agilidade técnica quanto profundidade retórica, enquanto as linhas do baixo prenunciam o Classicismo, mas não se entusiasme muito. Em suas cantatas, Scarlatti lançou as bases para a ópera séria do século XVIII, tornando-se assim um arquiteto fundamental da expressão vocal barroca.

Alessandro Scarlatti (1660-1725): Cantatas para Soprano & Música de Câmara (Rottsolk, Tempesta di Mare)

Bella Dama Di Nome Santa
Arranged By – Richard Stone (4)
(12:57)
1 I. Introduzzione 3:13
2 II. Recitativo. ‘Tu Sei Quella, Che Al Nome Sembre Giusta’ 0:59
3 III. Aria. ‘Dal Nome Tuo Credei’ 3:26
4 IV. Recitativo. ‘Fedeltade Ne Pur Ottien Ricetto’ 1:20
5 Aria. ‘Il Nome Non Vanta Di Santa Colei’ 3:57

Bella, S’io T’amo (11:20)
6 I. Recitativo. ‘Bella, S’io T’amo’ 0:51
7 II. Aria. “Ardo È Ver Per Te D’amore” 5:58
8 III. Recitativo. ‘T’amo Sì, T’amo O Cara’ 1:25
9 IV. Aria. “Quel Vento Che D’intorno” 3:24

Concerto IX In A Minor (9:18)
10 I. Allegro 1:36
11 II. Largo 1:31
12 III. Fuga 2:33
13 IV. Largo 1:32
14 V. Allegro 2:02

Quella Pace Gradita (17:09)
15 I. [Sinfonia] 3:45
16 II. Recitativo. ‘Quella Pace Gradita’ 0:59
17 III. Aria. ‘Crudel Tiranno Amore’ 3:25
18 IV. Recitativo. ‘O Voi Selve Beate’ 0:53
19 V. Aria. ‘Care Selve Soggiorni Di Quiete’ 3:05
20 VI. Recitativo. ‘Lungi, Lungi Da Me Tiranno Amore’ 1:05
21 VII. Aria. ‘Teco O Mesta Tortorella’ 3:52

Cantata Pastorale A Canto Solo Con Violini: ‘Non So Qual Più M’ingonbra’ (16:55)
22 I. Recitativo Accompagnato. ‘Non So Qual Più M’ingonbra’ 2:31
23 II. Aria. “Che Sarà! Chi A Me Lo Dice!’ 5:08
24 III. Recitativo. ‘È Nato, Alfin Mi Dice’ 1:08
25 IV. Aria Pastorale. ‘Nacque Col Gran Messia’ 8:06

Clara Rottsolk
Tempesta di Mare

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J. S. Bach (1685-1750): Sinfonias de Cantatas (Watanabe, Veggetti, Ensemble Cordia)

J. S. Bach (1685-1750): Sinfonias de Cantatas (Watanabe, Veggetti, Ensemble Cordia)

As sinfonias que abrem (ou “interrompem”) algumas das Cantatas de J.S. Bach não são “sinfonias” no sentido clássico posterior, mas sim movimentos instrumentais de abertura que funcionam como prelúdios orquestrais. Em geral, Bach utilizava esses movimentos para estabelecer o afeto teológico e musical da cantata, muitas vezes reaproveitando material de seus próprios concertos (como os Concertos de Brandemburgo) ou criando texturas contrapontísticas densas. Essas aberturas, muitas vezes em forma de concerto grosso, revelam não apenas a maestria instrumental do compositor, mas também sua capacidade de fundir o sagrado e o profano: o mesmo material que animava uma dança secular podia, na Cantata, elevar-se como invocação ao divino. Assim, as sinfonias das cantatas são portais sonoros que convidam o ouvinte a adentrar um universo onde a música instrumental e a vocal dialogam em serviço à expressão espiritual. Esta gravação é muito boa e, digamos, atléticas — como lhes é exigido.

J. S. Bach (1685-1750): Sinfonias de Cantatas (Watanabe, Veggetti, Ensemble Cordia)

1 Sinfonia From Cantata BWV188 “Iche Habe Meine Zuversicht” 7:44
2 Sinfonia From Cantata BWV174 “Ich Liebe Den Höchsten von Ganzem Gemüte” 5:32
3 Sinfonia From Cantata BWV169 “Gott Soll Allein Mein Herze Haben” 7:35
4 Sinfonia From Cantata BWV12 “Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen” – Adagio Assai 2:44
5 Sinfonia From Cantata BWV49 “Ich Geh Und Suche Mit Verlangen” 6:29
6 Sinfonia From Cantata Bwv146 “Wir Müssen Durch Viel Trübsal” 7:44
7 Sinfonia From Cantata BWV35 “Geist Und Seele Wird Verwirret” – 1st Part 5:24
8 Sinfonia From Cantata BWV35 “Geist Und Seele Wird Verwirrent” – 2nd Part, Presto 3:25
9 Sinfonia From Cantata Bwv156 ““Ich Steh Mit Einem Fuß Im Grabe” – Adagio” 2:30
10 Sinfonia From Cantata BWV52 “Falsche Welt, Dir Trau Ich Nicht” 3:52

Conductor – Stefano Veggetti
Ensemble – Ensemble Cordia
Organ – Takashi Watanabe

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Nas horas vagas, Stefano Veggetti atua como centroavante do Vasco.

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 14, Op. 135 (Slovák)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 14, Op. 135 (Slovák)

Uma Cantata formada exclusivamente de poemas sobre a morte. A Sinfonia Nº 14, op. 135, composta em 1969, marca um ponto extremo na trajetória de Shostakovich, afastando-se definitivamente do modelo sinfônico tradicional para se aproximar de um ciclo de canções orquestrais. Escrita para soprano, baixo, cordas e percussão, a obra reúne poemas de García Lorca, Apollinaire, Küchelbecker e Rilke, todos atravessados pela consciência aguda da finitude, da violência e da injustiça histórica. Aqui não há redenção nem ironia protetora: a música é austera, cortante, muitas vezes esquelética, e trata a morte não como abstração metafísica, mas como realidade política e humana concreta. A Sinfonia Nº 14 soa como um testamento artístico e moral, em que Shostakovich, já gravemente doente, confronta o silêncio final, recusando qualquer consolo fácil e transformando o próprio gênero sinfônico em um espaço de reflexão existencial.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 14, Op. 135 (Slovák)

Symphony No. 14 for Soprano, Bass and Chamber Orchestra, Op. 135
1 I. De profundis 04:49
2 II. Malagueña 02:48
3 III. Loreley 08:28
4 IV. The Suicide 06:26
5 V. On the Alert 03:03
6 VI. Look Here, Madame! 01:41
7 VII. At the Sante Jail 09:57
8 VIII. Zaporozhye Cossacks Reply to the Sultan of Constantinople 02:03
9 IX. O Delvig, Delvig! 04:50
10 X. The Poet’s Death 04:52
11 XI. Conclusion 01:07

Slovak Radio Symphony Orchestra
Ladislav Slovák

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Slovák em sua mesa de trabalho

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 5 e 9 (Rahbari)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 5 e 9 (Rahbari)

Uma bela gravação de obras fundamentais do século XX.

A Sinfonia Nº 5, Op. 47, composta em 1937, é considerada como uma obra de ambiguidade radical, escrita sob a pressão direta do regime stalinista após a condenação pública do compositor. Oficialmente apresentada como “a resposta criativa de um artista soviético a críticas justas”, a sinfonia adota uma linguagem mais acessível e uma forma clássica aparente, mas essa superfície de clareza esconde dramas. O primeiro movimento é marcado por uma tensão contínua entre contenção e explosão emocional. O Largo, com sua escrita quase litúrgica para cordas, expõe um lamento coletivo de rara intensidade. O final, embora triunfal em aparência, soa forçado, pesado, quase brutal. Esta duplicidade — entre o que se ouve e o que se sente — faz da Quinta uma das obras mais perturbadoras e discutidas do século XX.

Já a Sinfonia Nº 9, Op. 70, escrita em 1945, desconcertou profundamente as autoridades soviéticas ao frustrar expectativas de uma obra grandiosa que celebrasse a vitória na Segunda Guerra Mundial. Em vez de um monumento heroico à maneira de Beethoven, Shostakovich veio com uma sinfonia breve, irônica e deliberadamente leve, com traços de sarcasmo quase mozartiano. O tom aparentemente despreocupado do primeiro movimento contrasta com passagens sombrias e grotescas, especialmente no movimento lento e no uso expressivo do fagote, que parece comentar a música com humor ácido e melancolia contida. A Nona funciona, assim, como um gesto de resistência estética: ao recusar o retórica triunfal (e oficial), Shostakovich afirma uma liberdade que se manifesta não no grito, mas na ironia.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 5 e 9 (Rahbari)

Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47
1 I. Moderato 16:32
2 II. Allegretto 05:43
3 III. Largo 16:37
4 IV. Allegro non troppo 10:45

Symphony No. 9 in E-Flat Major, Op. 70
5 I. Allegro 05:12
6 II. Moderato 08:54
7 III. Presto 02:47
8 IV. Largo 03:29
9 V. Allegretto 06:13

Belgian Radio and Television Philharmonic Orchestra
Alexander Rahbari

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Rahbari e Gergiev na ilha que Epstein tem em parceria com a PQP Bach Corp.

PQP

Pietro Antonio Locatelli (1695-1764): 6 Introduttioni teatrali (Europa Galante, Biondi)

Pietro Antonio Locatelli (1695-1764): 6 Introduttioni teatrali (Europa Galante, Biondi)

Nada demais por aqui. As tais “Introduttioni teatrali” (op. IV, 1735) são um conjunto de seis peças orquestrais curtas compostas por Pietro Locatelli. O título significa “Introduções Teatrais”, claro. Elas são uma mistura de dois estilos da época. Seguem a estrutura da abertura da ópera napolitana (rápido-lento-rápido) e utilizam a formação do concerto grosso, com um pequeno grupo de solistas (concertino) e a orquestra completa (ripieno). Na prática, funcionam como pequenas cenas instrumentais dramáticas, situando-se na fronteira entre a música puramente instrumental e o mundo da ópera. Eu não achei nada atrativo, mas julgue você mesmo.

Pietro Antonio Locatelli (1695-1764): 6 Introduttioni teatrali (Europa Galante, Biondi)

01. Introduttione I in D-Sharp Major, Op. 4 No. 1: I. Allegro (2:09)
02. Introduttione I in D Major, Op. 4 No. 1: II. Allegro (1:55)
03. Introduttione I in D Major, Op. 4 No. 1: III. Presto (2:22)

04. Introduttione II in F Major, Op. 4 No. 2: I. Allegro (2:21)
05. Introduttione II in F Major, Op. 4 No. 2: II. Andante (2:33)
06. Introduttione II in F Major, Op. 4 No. 2: III. Allegro (2:41)

07. Introduttione III in B-Flat Major, Op. 4 No. 3: I. Allegro (2:57)
08. Introduttione III in B-Flat Major, Op. 4 No. 3: II. Andante (1:46)
09. Introduttione III in B-Flat Major, Op. 4 No. 3: III. Presto (1:19)

10. Introduttione IV in G-Sharp Major, Op. 4 No. 4: I. Allegro (1:48)
11. Introduttione IV in G Major, Op. 4 No. 4: II. Andante (2:00)
12. Introduttione IV in G Major, Op. 4 No. 4: III. Presto (1:14)

13. Introduttione V in D Major, Op. 4 No. 5: I. Allegro (1:57)
14. Introduttione V in D Major, Op. 4 No. 5: II. Andante (2:06)
15. Introduttione V in D Major, Op. 4 No. 5: III. Presto (2:46)

16. Introduttione, VI in C Major, Op. 4 No. 6: I. Vivace (1:58)
17. Introduttione, VI in C Major, Op. 4 No. 6: II. Andante (2:09)
18. Introduttione, VI in C Major, Op. 4 No. 6: III. Presto (2:16)

19. Violin Concerto in A Major, DunL 1.5: I. Vivace (3:01)
20. Violin Concerto in A Major, DunL 1.5: II. Largo (3:13)
21. Violin Concerto in A Major, DunL 1.5: III. Allegro – Andante – Allegro (4:52)

Europa Galante
Fabio Biondi, violino e direção

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Cara de sacana, credo! Devia ser amigo dos Vorcaro da época.

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J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 158, 67 e 42 (Rilling)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 158, 67 e 42 (Rilling)

Encontrei três belas Cantatas neste vol. 31 da edição de Rilling das Cantatas Completas de Bach. São muitos CDs, mas sem maiores informações sobre solistas. A Hänssler fez uma edição popular da integral. Comprei-a, só depois vi que as informações são pra lá de parcas. Há duas Cantatas excepcionais neste CD, a 158 e a 42.  A 67 vale pela originalidade. Eu sempre fico impressionado com Rilling, um grande maestro da época da “Música não historicamente informada”, porém com perfeito senso do estilo barroco. Por que fico impressionado? Porque sempre acho que ele morreu, mas ele está vivinho da silva. Hoje tem 93 anos e ainda está ATIVO. Que siga! (Pois é, ele faleceu no dia 11 de fevereiro). Ouçam a BWV 42 e a 158. São lindas!

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 158, 67 e 42 (Rilling)

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Dá-lhe, Helmuth!

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suítes e Concerto para Flauta (Baroque Orchestra Concerto ’91, Ricardo Kanji)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suítes e Concerto para Flauta (Baroque Orchestra Concerto ’91, Ricardo Kanji)

O flautista, maestro, luthier e lenda brasileira Ricardo Kanji (1948-2025) comanda este bom CD com obras de Telemann. Kanji fundou, em 1966, o lendário Musikantiga, com seu irmão Milton Kanji, Dalton de Lucca e Paulo Herculano. Foi um dos pioneiros mundiais na música barroca, foi sucessor de seu mestre Frans Brüggen no Conservatório Real de Haia e membro fundador da Orquestra do século XVIII. “Trabalhei com os melhores músicos da cena de música antiga, na qual me especializei. Na Europa, esse movimento começou há cinquenta anos. Na Holanda, eu e meus professores estudamos muito os tratados, os métodos dos séculos XVII e XVIII. Pesquisamos como a música era feita nessa época para entender o que eles achavam importante em termos de acentuação e de interpretação e conhecer os seus gostos pessoais. Fomos reunindo todas essas informações e desenvolvemos uma forma de tocar baseada nesses conceitos completamente diversa da maneira romântica de se tocar”, contou em 2005. Este disco corrobora o cuidado e a enorme qualidade do trabalho de Kanji. E o repertório é muito bom!

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suítes e Concerto para Flauta (Baroque Orchestra Concerto ’91, Ricardo Kanji)

Ouverture In C Major (Wasser-Ouverture)
1 Ouverture
2 Sarabande: Die Schlafende Thetis
3 Bourrée: Die Erwachende Thetis
4 Loure: Der Verliebte Neptunus
5 Gavotte: Spielende Najaden
6 Harlequinade: Der Scherzende Tritonus
7 Tempête: Der Stürmende Aeolius
8 Menuet: Der Angenehme Zephir
9 Gigue: Ebbe Und Fluth
10 Canarie: Die Lustigen Bots Leute

Concert In A Minor For Recorder And Viola Da Gamba, Strings And Basso Continuo; Hamburg, ±1734
11 Grave
12 Allegro
13 Dolce
14 Allegro

Ouverture Des Nations Anciens Et Modernes, Strings And Basso Continuo; Hamburg, ±1721
15 Ouverture
16 Menuet I
17 Menuet II
18 Les Allemands Anciens
19 Les Allemands Modernes
20 Les Suédos Anciens
21 Les Suédos Modernes
22 Les Danois Anciens
23 Les Danois Modernes
24 Les Vieilles Femmes

Conclusion; From Tafelmusik I, 2 Flutes, Strings And Basso Continuo, Hamburg, ±1733
25 Allegro – Largo – Allegro

Conductor – Ricardo Kanji
Graphic Design – Cornel Graphics
Orchestra – Baroque Orchestra Concerto ’91
Recorder – Pieter-Jan Belder
Viola da Gamba – Asako Morikawa

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Ricardo Kanji

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 15 & Poesias Populares Judaicas (Haitink, London Philharmonic, Concertgebouw)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 15 & Poesias Populares Judaicas (Haitink, London Philharmonic, Concertgebouw)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este foi o primeiro CD que comprei lá em janeiro de 1989. Tinha (ainda tenho) esta Sinfonia num vinil russo que é realmente excelente, mas me impressionei com a nova dinâmica sonora do CD e que trazia a extraordinária versão de Haitink. Haitink realmente compreende Shostakovich e sua versão das Sinfonias do russo é uma preciosidade. A Sinfonia Nº 15, Op. 141, composta em 1971, é uma despedida enigmática e autoconsciente — uma obra que mescla ironia, nostalgia e mortalidade sob uma aparente leveza. Estreada quando o compositor já enfrentava graves problemas de saúde, a sinfonia parece dialogar com toda sua trajetória: o primeiro movimento, quase circense, cita a abertura de Guilherme Tell, de Rossini, como um eco grotesco da infância, enquanto passagens de Crepúsculo dos Deuses, de Wagner, e temas de suas próprias obras surgem como fantasmas musicais. A escrita é paradoxalmente transparente e inquietante: o solo do violoncelo no Adagio soa como um lamento solitário, e o final, com seus sinos, celesta e percussão esparsa, evoca um relógio implacável que se desfaz em silêncio — não como resignação, mas como um último e doloroso questionamento sobre a vida e a arte. É a crônica de um homem que, diante do fim, escolheu falar através de símbolos, deixando-nos uma obra que é ao mesmo tempo testamento e mistério.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 15 & Poesias Populares Judaicas (Haitink, London Philharmonic, Concertgebouw)

Symphony No.15 In A Major, Op.141
I Allegretto 8:05
II Adagio – Largo 16:28
III Allegretto 4:12
IV Adagio – Allegretto 16:57
Orchestra – London Philharmonic Orchestra

From Jewish Folk Poetry, Op.79
I Lament For A Dead Infant 2:40
II Fussy Mummy And Auntie 2:50
III Lullaby 3:48
IV Before A Long Separation 2:25
V A Warning 1:18
VI The Deserted Father 2:05
VII A Song Of Poverty 1:24
VIII Winter 3:21
IX The Good Life 1:49
X A Girl’s Song 3:15
XI Happiness 2:39
Contralto Vocals – Ortrun Wenkel
Orchestra – Concertgebouw Orchestra*
Soprano Vocals – Elisabeth Söderström
Tenor Vocals – Ryszard Karczykowski

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Haitink: um dos maiores artistas de nosso tempo.

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Shostakovich (1906-1975): Piano Concerto No. 1 e 2 / Symphony No. 1 / Three Fantastic Dances (Ortiz, Berglund, Kurtz, Bournemouth, Philharmonia)

Shostakovich (1906-1975): Piano Concerto No. 1 e 2 / Symphony No. 1 / Three Fantastic Dances (Ortiz, Berglund, Kurtz, Bournemouth, Philharmonia)

Onde está você, Cristina Ortiz? Dando master classes em Londres e Nova Iorque? Pois esta baiana faz a maior falta ao Brasil. Ou a Porto Alegre, pois acabo de ler que ela apresentou o Concerto Nº 2 de Brahms em São Paulo, no ano passado. Deveria vir também mais pro sul…  Cristina Ortiz (1950) gravou faz tempo este concertos de Shostakovich e até hoje seus registros são importante referência na discografia. Mas me parece que Cristina, ao menos, meio que saiu do circuito das gravadoras. Ignoro as razões. Este CD é mais  do que perfeito. São notáveis interpretações de obras importantes de Shostakovich. Se você não ouviu, aproveite para conhecer Cris Ortiz. Será muito proveitoso. Ela dá um show de bola.

Shostakovich (1906-1975): Piano Concerto No. 1 e 2 / Symphony No. 1 / Three Fantastic Dances (Ortiz, Berglund, Kurtz, Bournemouth, Philharmonia)

1. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Allegro moderato – Allegro vivace – Moderato 6:05
2. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Lento 7:12
3. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Moderato 1:58
4. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Allegro con brio – Presto – Allegretto poco moderato – Allegro con brio 6:49
Cristina Ortiz, piano
Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund

5. Piano Concerto No. 2 in F Op. 102 (1975 Digital Remaster): I. Allegro 7:27
6. Piano Concerto No. 2 in F Op. 102 (1975 Digital Remaster): II. Andante 6:48
7. Piano Concerto No. 2 in F Op. 102 (1975 Digital Remaster): III. Allegro 5:47
Cristina Ortiz, piano
Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund

NÃO SEI COMO A SINFONIA Nº 1 DE SHOSTA VEIO PARAR AQUI, MAS ELA VEIO JUNTO…

8. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: I. Allegretto – Allegro non troppo 7:48
9. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: II. Allegro 4:20
10. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: III. Lento – Largo 7:15
11. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: IV. Lento – Allegro molto – Adagio – Largo – Presto 8:39
Philharmonia Orchestra
Efrem Kurtz 

12. Three Fantastic Dances Op. 5 (1987 Digital Remaster): I. Allegretto 1:09
13. Three Fantastic Dances Op. 5 (1987 Digital Remaster): II. Andantino 1:25
14. Three Fantastic Dances Op. 5 (1987 Digital Remaster): III. Allegretto 0:52
Cristina Ortiz, piano

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Ortiz: esta baiana é um uma tremenda pianista
Ortiz: esta baiana é um uma tremenda pianista

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Shostakovich (1906-1975): Concerto para piano e trompete, Concertino para 2 pianos, Quinteto para piano e cordas (Argerich, Verdernikov, Zilberstein, Capuçon)

Shostakovich (1906-1975): Concerto para piano e trompete, Concertino para 2 pianos, Quinteto para piano e cordas (Argerich, Verdernikov, Zilberstein, Capuçon)

IM-PER-DÌ-VEL !!!

Hoje, 25 de setembro de 2017, 111 anos de nascimento de Shostakovich!

Este é dos discos que considero obrigatórios. Grande música, grandes intérpretes. Inicia com o belo e jocoso primeiro concerto para piano; segue com o raro e simpático concertino para dois pianos e termina com o espetacular e lírico quinteto para piano. Ou seja, duas peças muito famosas de Shosta entremeadas por outra nem tanto. O quinteto é uma obra da minha mais absoluta preferência, com seus movimentos muito contrastantes, oscilando entre o lirismo, a tristeza e a alegria. (Jamais esquecerei a primeira vez que vi este quinteto ao vivo. Quando terminou o Intermezzo, a primeira violinista estava inteiramente lavada em lágrimas).

Shostakovich (1906-1975): Concerto para piano e trompete, Concertino para 2 pianos, Quinteto para piano e cordas (Argerich, Verdernikov, Zilberstein, Capuçon)

Concerto For Piano, Trumpet And Strings In C Minor Op. 35
1. I. Allegro Moderato 5:56
2. II. Lento 7:25
3. III. Moderato 1:28
4. IV. Allegro Con Brio 6:56
Martha Argerich, piano
Sergei Nakariakov, trompete
Orchestra della Svizzera Italiana
Alexander Verdernikov, regência

Concertino For 2 Pianos In A Minor Op.94
5. Adagio – Allegretto – Adagio – Allegro – Adagio – Allegretto 10:05
Martha Argerich, piano
Lilya Zilberstein, piano

Quintet For Piano And Strings In G Minor Op. 57
6. Prelude: Lento 4:25
7. Fugue: Adagio 11:29
8. Scherzo: Allegretto 3:20
9. Intermezzo: Lento 7:34
10. Finale: Allegretto 7:45
Martha Argerich, piano
Renaud Capuçon, violino
Alissa Margulis, violino
Lyda Chen, viola
Mischa Maisky, violoncelo

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Shostakovich e sua turma na estreia do fantástico Quintetão
Shostakovich e sua turma na estreia do fantástico Quintetão

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Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias de 5 a 7 / The Oceanides / Finlandia / Tapiola (Berglund, Helsinki)

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias de 5 a 7 / The Oceanides / Finlandia / Tapiola (Berglund, Helsinki)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Carnaval está aí e nada melhor para celebrar do que a boa música finlandesa. Olha o Sibelius chegando aí, gente!!! Todos sabem que a Finlândia é o país do Carnaval. Muitas loiras, vikings, calor humano, malemolência, vodka, neve e cerveja para acompanhar o salmão fresco defumado, o arenque do Báltico, as ovas de lota, a carne de alce e as frutas de fevereiro da Escandinávia. A terra do Papai Noel fica linda durante o Carnaval. Gansos sobrevoam lagos congelados, ouve-se o grasnar dos grous e escuta-se ecos do choro dos numenius sobre os brancos campos. Sibelius dizia que sua 6ª Sinfonia lhe lembrava “a queda dos primeiros flocos de neve”, mas isso é uma coisa pré-carnavalesca. Paavo Berglund é um grande regente finlandês e, como tal, está extremamente associado ao Carnaval. Morreu faz mais ou menos de 20 dias, em 25 de janeiro (postagem de 2012) e foi um imenso divulgador de Shostakovich em suas passagens por Bournemouth, pela Escócia, pela Orquestra de Câmara da Europa, por Helsinque, etc. Mas seu nome grudou mesmo em Sibelius. Berglund gravou 3 vezes o ciclo completo de sinfonias e poemas sinfônicos do bardo finlandês. Berglund foi um grande carnavalesco, porém não resistiu à depressão contraída após a morte de Joãosinho Trinta. Este álbum duplo é uma joia que você deveria baixar e ouvir neste sábado de Carnaval.

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias de 5 a 7 / The Oceanides / Finlandia / Tapiola (Berglund, Helsinki)

Disc 1:
1. Symphony No. 5 in E flat major Op. 82: I. Tempo molto moderato – Allegro moderato – Presto 13:40
2. Symphony No. 5 in E flat major Op. 82: II. Andante mosso, quasi allegretto 8:00
3. Symphony No. 5 in E flat major Op. 82: III. Allegro molto – Un pochettino largamente 8:48

4. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: I. Allegro molto moderato 8:14
5. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: II. Allegretto moderato 5:31
6. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: III. Poco vivace 3:55
7. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: IV. Allegro molto 11:11

Disc 2:
1. Symphony No. 7 in C Op. 105: Adagio 7:15
2. Symphony No. 7 in C Op. 105: Un pochettino meno adagio 3:01
3. Symphony No. 7 in C Op. 105: Poco rallentando al adagio 6:48
4. Symphony No. 7 in C Op. 105: Presto – Poco a poco rallentando al adagio 4:24

5. The Oceanides Op. 73 8:38

6. Finlandia Op. 26 7:26

7. Tapiola Op. 112 14:52

Paavo Berglund
Helsinki Philharmonic Orchestra

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Sibelius se fazendo. Sua mente está na vodka, na qual mergulhará após a sessão de fotos.

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte Dom Quixote / Suíte em ré menor / Suíte La Lyra (Northern Chamber Orch, Ward)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte Dom Quixote / Suíte em ré menor / Suíte La Lyra (Northern Chamber Orch, Ward)


Um bom álbum de obras de Telemann, nada de entusiasmar, a não ser a qualidade da orquestra e a Suíte La Lyra. Composta por volta de 1730, esta suíte orquestral pertence ao período prolífico de Telemann em Hamburgo e se destaca por seu caráter programático, inspirado na figura mitológica da lira de Orfeu, simbolizando o poder encantador da música. A obra é notável pela sua orquestração original, que inclui duas Lyra da Braccio, instrumentos de cordas friccionadas que produzem um som rústico, conferindo uma cor pastoral e única à peça. Seguindo o modelo da suíte de danças barroca, ela intercala movimentos tradicionais (como Overture, Rondeau, Loure) com peças de carácter descritivo, explorando contrastes entre a pompa francesa, a leveza italiana e o lirismo germânico, típicos do estilo eclético de Telemann. “La Lyra” é mais uma comprovação da imaginação de Telemann e de seu interesse por timbres incomuns, sendo hoje uma obra apreciada tanto por seu valor histórico quanto por seu charme pastoral, frequentemente recriada com adaptações para instrumentos modernos.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte Dom Quixote / Suíte em ré menor / Suíte La Lyra (Northern Chamber Orch, Ward)

Don Quixote Suite
1 I. Ouverture 05:42
2 II. Le Reveil de Quixotte 02:05
3 III. Son Attaque des Moulins a Vent 01:53
4 IV. Les Soupirs amoureux apres la Princesse Dulcinee 03:10
5 V. Sanche Panche berne 01:41
6 VI. Le Galop de Rosinante / Celui d’Ane de Sanche 02:13
7 VII. Le Couche de Don Quixotte 01:04

Ouverture in D Minor
8 I. Ouverture 07:05
9 II. Menuets I and II 02:47
10 III. Gavotte 01:33
11 IV. Courante 01:51
12 V. Air 03:18
13 VI. Loure 01:16
14 VII. Hornepipe 01:15
15 VIII. Canaries 01:44
16 IX. Gigue 02:56

Suite in E-Flat Major, “La Lyra”
17 I. Ouverture 06:28
18 II. Menuets I and II 03:01
19 III. La Vielle 01:32
20 IV. Sicilienne avec Cadenze 01:37
21 V. Rondeau 00:51
22 VI. Bourrees I and II 02:03
23 VII. Gigue 02:00

Total Playing Time: 59:05

Conductor(s): Ward, Nicholas
Orchestra(s): Northern Chamber Orchestra

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Nicholas Ward foi diretor artístico da NCO de 1982 a 2022

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.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Há pouco mais de 50 anos, Charles Mingus, Eric Dolphy e o sexteto de Mingus davam esta inacreditável comprovação de musicalidade e talento para uma plateia de Bremen. Dois meses depois, Dolphy morreria da forma mais estúpida possível: na tarde de 18 de Junho de 1964, ele caiu nas ruas de Berlim e foi levado a um hospital. Os enfermeiros não sabiam que ele era diabético e pensaram que ele (como acontecia com muitos jazzistas) estava sob overdose. Deixaram-no, então, num leito até que passasse o efeito das “drogas”. E Dolphy morreu após o coma diabético. Aos 36 anos. Bastava-lhe uma injeção. São coisas que acontecem muito com negros.

O som do CD não é uma maravilha, mas é muito mais do que o suficiente para se notar que estamos entre gênios. Mingus era um sujeito duríssimo com sua banda. Certa vez acertou um direto no queixo de seu fiel trombonista Jimmy Knepper porque ele não acertava uma nota. Com Dolphy, a comunicação parecia ser telepática. Mingus dizia que não precisava conversar muito com Dolphy, que eles se entendiam silenciosamente antes de partir para outras dimensões. Verdade, partiam mesmo.

Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

CD1
01 – A.T.F.W. [Art Tatum-Fats Waller]
02 – Sophisticated Lady
03 – So long Eric
04 – Parkeriana

CD2
01 – Meditations On Integration
02 – Fables Of Faubus

Charles Mingus, bass
Eric Dolphy, alto sax / flute / bass clarinet
Johnny Coles, trumpet
Clifford Jordan, tenor sax
Jacki Byard, piano
Dannie Richmond, drums

in April 16, 1964

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Charles Mingus e Eric Dolphy: muita genialidade em pouco espaço
Charles Mingus e Eric Dolphy: muita genialidade em pouco espaço físico

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Thomas Tomkins (1572-1656): Consort Music for Viols and Voices (Rose Consort of Viols)

Thomas Tomkins (1572-1656): Consort Music for Viols and Voices (Rose Consort of Viols)

Thomas Tomkins (1572–1656) foi um importante compositor inglês da Renascença tardia e do início do Barroco, pertencente à grande tradição polifônica da Inglaterra elisabetana e jacobina. Ele é visto como um dos últimos grandes polifonistas da escola inglesa, encerrando uma era que começou com Tallis e Byrd. Sua música, especialmente a sacra, permaneceu em uso em catedrais inglesas mesmo após a Restauração (1660). Sua produção reflete tanto a solenidade da tradição litúrgica quanto a sensibilidade humanista do final do Renascimento. Trabalhou como organista e mestre de coro na Catedral de Worcester e, mais tarde, tornou-se Gentleman (membro) da Capela Real, servindo sob os reinados de Elizabeth I, Jaime I e Carlos I. Viveu em um período turbulento: testemunhou a Guerra Civil Inglesa (1642–1651), que levou ao fechamento de muitas igrejas e capelas, interrompendo sua carreira musical institucional. Compôs hinos sacros tanto em estilo polifônico tradicional quanto em estilo mais declamatório (verse anthems), adaptando-se às necessidades litúrgicas da Igreja da Inglaterra. Escreveu também madrigais e canções, incluindo contribuições para a antologia The Triumphs of Oriana (1601), uma coletânea em homenagem à rainha Elizabeth I. Além disso, deixou obras para órgão e virginal, muitas vezes de caráter contrapontístico. Mesmo em meio à transição para o estilo Barroco (com homofonia e baixo contínuo), Tomkins manteve uma linguagem polifônica densa e rica, influenciada pela tradição de Byrd e Tallis.

Thomas Tomkins (1572-1656) : Consort Music for Viols and Voices (Rose Consort of Viols)

1 Pavan in F Major 03:22
2 Almain in F Major 01:36
3 In Nomine 02:50
4 Verse Anthem: Above the stars 03:52
5 Fantasia XIV 03:32
6 Fantasia I 02:05
7 A Fancy: For Two to Play 02:22
8 Hexachord Fantasia: Ut re mi 06:46
9 Verse Anthem: O Lord, let me know mine end 05:35
10 Fantasia XII 02:50
11 In Nomine II 02:34
12 Paven and Galliard: Earl Strafford 07:21
13 Fantasia 03:39
14 Miserere 03:02
15 Voluntary in C Major 02:59
16 Pavan in A Minor 04:35
17 Galliard: Thomas Simpson 02:01
18 Verse Anthem: Thou art my King, O God 04:00

Total Playing Time: 01:05:01

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Tomkins

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.: interlúdio :. Charlie Mingus: Mingus Ah Um

.: interlúdio :. Charlie Mingus: Mingus Ah Um

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Escrito em 2019). Este CD é um clássico que completa 60 anos em maio deste ano. Houve edição especial e shows da Mingus Big Band e outros. Charlie Mingus (1922-1979) pode ser definido como um compositor erudito que gosta de jazz. Por incrível que pareça, li esta definição numa dessas comunidades de jazz do Orkut. Ela é exata. Este CD abre com a pauleira de Better Git It In Your Soul e a calma Goodbye Pork Pie Hat (homenagem a Lester Young) e depois temos a ironia de Fables of Faubus — dedicada ao governador racista do Arkansas –, Open Letter To Duke, mais uma das dezenas de homenagens que Mingus fez a Duke Ellington, Bird Calls (para Charlie Parker), etc., mas o que interessa é a qualidade de todas as composições e a incrível forma da banda de Mingus. Este é, certamente, um dos dez discos mais importantes da história do jazz. E tenho dito!

Charlie Mingus – Mingus Ah Um – 320 kbps

1. Better Git It In Your Soul 7:20
2. Goodbye Pork Pie Hat 5:42
3. Boogie Stop Shuffle 4:59
4. Self-Portrait In Three Colors 3:07
5. Open Letter To Duke 5:49
6. Bird Calls 6:17
7. Fables Of Faubus 8:12
8. Pussy Cat Dues 9:12
9. Jelly Roll 6:15
10. Pedal Point Blues 6:28
11. GG Train 4:37
12. Girl Of My Dreams 4:07

Charles Mingus — bass, piano (with Parlan on 10)
John Handy — alto sax (1, 6–7, 9–12), clarinet (8), tenor sax (2)
Booker Ervin — tenor sax
Shafi Hadi — tenor sax (1–4, 7–8, 10), alto sax (5–6, 9, 12)
Willie Dennis — trombone (3–5, 12)
Jimmy Knepper — trombone (1, 7–10)
Horace Parlan — piano
Dannie Richmond — drums

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Clássico
Clássico

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Charles Avison (1709-1770): Seis Concertos em Sete Partes sobre obras de D. Scarlatti (Cafe Zimmermann)

Charles Avison (1709-1770): Seis Concertos em Sete Partes sobre obras de D. Scarlatti (Cafe Zimmermann)

Os “Concertos em Sete Partes” (Concerti Grossi in Seven Parts), de Charles Avison, têm uma relação direta com Domenico Scarlatti. Avison baseou explicitamente esses 12 concerti grossi (publicados em 1744) em temas extraídos das sonatas para cravo de Domenico Scarlatti. Avison admirava profundamente a inventividade melódica e harmônica de Scarlatti. Ele não apenas orquestrou as sonatas, mas realizou um trabalho de transcrição e adaptação, reorganizando e combinando temas de várias sonatas de Scarlatti (que eram peças para teclado solista) no formato do concerto grosso barroco, para orquestra de cordas e continuo, que era popular na Inglaterra da época, seguindo o modelo de Corelli. Essa coleção é considerada um dos exemplos mais extensos e ambiciosos da adaptação da obra de um compositor para um meio diferente no século XVIII. Foi uma forma de popularizar a música de Scarlatti no contexto de concerto inglês. Charles Avison era o mais importante compositor e teórico musical inglês de sua geração, atuando principalmente em Newcastle. Obviamente, nutria grande admiração pela música italiana, especialmente por Corelli, Geminiani e Scarlatti. Ele via em Scarlatti uma fonte de “Fantasia e Fogo” musical. A escolha de Scarlatti como fonte foi ousada, pois suas sonatas eram consideradas modernas, virtuosísticas e continham harmonias audaciosas para a época. Os Concertos em sete partes de Avison são, em essência, uma homenagem e uma reelaboração artística da obra de Domenico Scarlatti.

Charles Avison (1709-1770): Seis Concertos em Sete Partes sobre obras de D. Scarlatti (Cafe Zimmermann)

Concerto No. 6 En Ré Majeur
1 Largo 2:36
2 Con Furia 4:51
3 Adagio 1:57
4 Vivacemente 3:32

Concerto No. 5 En Ré Mineur
5 Largo 3:01
6 Allegro 1:43
7 Moderato 3:37
8 Allegro 2:17

Concerto No. 11 En Sol Majeur
9 Con Affetto 3:57
10 Allegro 3:21
11 Andante Moderato 3:00
12 Vivacemente 2:35

Concerto No. 3 En Ré Mineur
13 Largo Andante 1:27
14 Allegro Spiritoso 3:10
15 Amoroso 3:20
16 Allegro 2:04

Concerto No. 9 En Ut Majeur
17 Largo 1:32
18 Con Spirito-Andante-Con Spirito 3:48
19 Siciliana 3:04
20 Allegro 4:05

Concerto No. 12 En Ré Majeur
21 Grave Temporeggiato 2:02
22 Largo Tempo Giusto 1:19
23 Allegro Spiritoso 3:37
24 Lentemente 5:07
25 Temporeggiato 1:30
26 Allegro 3:21

Contrabass [Tutti] – Ludek Brany
Ensemble – Café Zimmermann
Harpsichord [Concertino] – Céline Frisch
Viola [Concertino] – Patricia Gagnon
Viola [Tutti] – Natan Paruzel
Violin [Concertino] – Amandine Beyer
Violin [Concertino], Concertmaster – Pablo Valetti
Violin [Tutti] – Alba Roca, Christophe Robert, Farran James, Helena Zemanová, Paula Waisman
Violoncello [Concertino] – Petr Skalka
Violoncello [Tutti] – Felix Knecht

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Ao centro, Pablo Valetti, à direita, com o rosto cortado, Amandine Beyer.

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G. P. Telemann (1681-1767): Concerto em ré maior / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture (Standage)

G. P. Telemann (1681-1767): Concerto em ré maior / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture (Standage)

Um grande disco com um belo concerto e três das melhores Aberturas (ou Suítes) de Telemann. Gosto muito de La Bouffonne e da Grillen, mas adoro mesmo é a Alster, com sua radical irreverência. A versão deste disco é mais comportada do que a da Akademie für alte Musik Berlin, mas ainda assim é muito digna. No vídeo abaixo, temos a Akademie dando um banho de conhecimento sobre como abordar o grande Telemann, compositor muito inferior a Bach, mas infinitamente mais popular do que o mestre em suas épocas. Ouçam por exemplo o vídeo abaixo a partir dos 8min30. A Akademie se esparrama, enquanto que O Collegium Musicum 90 apenas se deita.

Babem:

G. P. Telemann (1681-1767): Concerto em ré maior / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture (Standage)

1 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: I. Allegro 4:07
2 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: II. Grave 3:27
3 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: III. Presto 2:45

4 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: I. Overture 7:09
5 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: II. Loure 2:17
6 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: III. Rigaudon I and II 3:11
7 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: IV. Menuett I and II 3:36
8 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: V. Entree 2:30
9 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: VI. Pastourelle 3:04

10 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: I. Etwas lebhaft 3:44
11 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: II. Tandelnd 2:38
12 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: III. Presto 3:05

13 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: I. Overture 5:15
14 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: II. Die canonierende Pallas (Pallas in canon) 3:01
15 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: III. Das Alster-Echo (Alster Echo) 1:56
16 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: IV. Die Hamburgischen Glockenspiele (Hamburg Carillons) 2:37
17 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: V. Der Schwanen Gesang (Swan Song) 2:53
18 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: VI. Der Alster Schaffer Dorff Music (Village music of the Alster shepherds) 2:03
19 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: VII. Die concertierenden Frosche und Krahen (Concertizing frogs and crows) 3:02
20 Overture (Suite) In F Major, Twv 55:F11, “Alster”: VIII. Der Ruhende Pan (Pan At Rest) 3:51
21 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: IX. Der Schaffer und Nymphen eilfertiger Abzug (The hurried departure of nymphs and shepherds) 3:29

Collegium Musicum 90
Simon Standage

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Telemann foi substituído pelos e-mails e pela internet em geral.
Telemann foi substituído pelo WhatsApp e pela internet em geral.

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Grażyna Bacewicz (1909-1969): Concertos para Violino Nº 1, 3 e 7 (Kurkowicz, Borowicz)

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Concertos para Violino Nº 1, 3 e 7 (Kurkowicz, Borowicz)

Este é outro disco imperdível desta compositora polonesa muito pouco conhecida no Brasil. Uma injustiça. São obras realmente consistentes trazidas pela gravadora Chandos que acertou em cheio ao escalar a também polonesa Joanna Kurkowicz. O sétimo concerto é maravilhoso e mostra uma compositora — Bacewicz era também violinista — absolutamente segura. Os dois dois concertos também são bons, mas tão modernos quanto o sétimo.

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Concertos para Violino Nº 1, 3 e 7 (Kurkowicz, Borowicz)

Violin Concerto No. 7
1) I. Tempo di mutabile
2) II. Largo
3) III. Allegro

Violin Concerto No. 3
4) I. Allegro molto moderato
5) II. Andante
6) III. Vivo

Violin Concerto No. 1
7) I. Allegro
8) II. Andante (molto espressivo)
9) III. Vivace

Joanna Kurkowicz, violin
Polish Radio Symphony Orchestra
Lukasz Borowicz

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Esta é a grande Grazyna Bacewicz
Esta é a grande Grazyna Bacewicz

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